– A 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo

Há exatamente 5 anos, publicávamos uma entrevista do recém empossado presidente Marco Polo Del Nero. Olha só o que ele prometeu E NÃO CUMPRIU como “1o ato”!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Como? Ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem? Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– É inveja que muitos tem sobre o comentarista Sandro Meira Ricci ou não?

Sem titubear na resposta: um pouco, sem dúvida.

Me admiro como tem gente que procura “cuidar da vida dos outros”. Uma pena que isso ainda aconteça nos dias atuais. Explico:

Vejo e leio muitas pessoas criticando a participação (e ainda cornetando a contratação) de Sandro Meira Ricci, o ex-árbitro de futebol que apitou duas Copas do Mundo, analisando pela Rede Globo, desde a aposentadoria de Arnaldo Cesar Coelho. E olha que já faz tempo…

Cá entre nós: apesar de muita gente lembrar de erros de jogos por ele arbitrados no final de carreira (eu prefiro também recordar dos acertos no começo dela) ou de falarem de uso político do apito (mesmo sem embasamento muitas vezes, já que quando ele iria para a FIFA “perdeu um ano” na espera), penso que não se pode confundir o profissional com o homem

Eu vejo o próprio Gaciba (hoje na CBF e antes na Globo), o Paulo César de Oliveira, o Sálvio Spinola, o Godoi, o Carlos Eugênio Simon, agora a Renata Ruel, fazendo seus comentários, nos quais posso concordar ou discordar. Normal. Mas não é por isso que desqualificarei alguns deles. Há muita situação interpretativa e se torna impossível a opinião ser uníssona no futebol. Eu mesmo discordei bastantes de alguns comentários de lances comentados pelo Ricci na Globo – sempre respeitosamente. Afinal, comentar na TV não é para qualquer um e tem que ter competência, não há dúvida.

Por quê se preocupar e FALAR ou ESCREVER publicamente sobre a vida pessoal dele? Não se deve fazer isso de ninguém! Vira-e-mexe recebo coisas que são pura fofoca, nada mais do que isso, e que envolvem de futebol até sobre o casamento dele com a ex-assistente Fernanda Colombo (imagine que babaquice falar sobre isso).

Deixa o cara na dele! A vida pessoal é do Sandro Meira Ricci, só interessa a ele. Aliás, se a pessoa não gosta de assistir ele comentando, ou o Galvão narrando, mude de canal! Simples.

Aproveitando: a Central do Apito, onde atua na TV Globo nitidamente, existe e foi criada para não se dizer que o Arnaldo era insubstituível, mas principalmente para que a opinião do comentarista de arbitragem não fosse repassada ao árbitro durante o jogo. Perceberam como mudou a participação do analista do árbitro nas transmissões? Assim, não fica conveniente enrolar em campo para saber o que foi dito ao vivo na TV aberta e isso servir de decisão ao árbitro, como era feito antes.

Enfim: cada um na sua! Ninguém pode fazer juízo de alguém abertamente, desrespeitando os outros.

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– Que tenhamos sempre a mesma motivação para fazer o que gostamos ou não!

O historiador Prof Marco Antônio Villa trocou a Rádio Jovem Pan pela Bandeirantes. E na segunda-feira, em sua estreia no novo dial, fez uma analogia perfeita do futebol com a disposição em trabalhar, durante a passagem do Jornal Primeira Hora para o Jornal Gente. Gostei demais! Leia:

“Toda estreia, seja num programa ou numa faculdade, sempre dá um friozinho na barriga. Mas quando você faz o que gosta, vai fazendo com muita intensidade, como se fosse um jogador de futebol que corre o campo todo e está cheio de vontade de jogar”.

Duas rápidas considerações:

  1. Fazer o que gostamos é sempre muito bom e muito motivador. Mas e quando temos a obrigação de fazer o que não gostamos? Que haja o mesmo pique.
  2. E a intensidade da motivação? Todo começo sempre nos traz ânimo, mas quando a pasmaceira ronda (mesmo das coisas que nós gostamos), torna-se um problema (ou uma motivação a menos).

Enfim: que possamos sempre estar motivados, intensos, animados e bem-dispostos a trabalhar, pois o trabalho (qualquer que seja) é dignificante!

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– Mundo ensandecido, parte 3: Pra quê “figurão” na série D?

Torço para o Leonardo Gaciba na nova Comissão de Árbitros da CBF, mas li um comentário coerente e preciso do jornalista Pedro Paulo de Jesus, do “Voz do Apito”, e que assino embaixo: como se vai revelar novos árbitros no Brasil se na QUARTA DIVISÃO teremos árbitros da FIFA e ex-FIFA?

Nada contra esses bons árbitros que foram escalados, alguns meus conhecidos e outros que admiro. Mas é hora de escalar nos jogos eliminatórios da Série D os melhores juízes que se destacaram nas fases anteriores. Colocá-los à prova nesse momento é premiar os competentes e permitir a experiência necessária para outras categorias. Os que estão escalados hoje, deveriam estar na série A!

O Zé Boca de Bagre, amigo do Professor Basile aqui de Jundiaí, sempre desconfiado e que levanta pertinentes lebres, já questionou: “o Daronco saiu da Copa América para apitar o Ituano só porquê o Juninho Paulista que é dono do time virou diretor da CBF?”.

Eu não concordo com ele, acho que simplesmente é um excesso de preocupação do Gaciba em transmitir segurança nos jogos decisivos. Respeito isso, mas entendo um equívoco! Dê oportunidade para a MERITOCRACIA se fazer presente.

– Os profissionais de um departamento de futebol: 66 pessoas, mas não tem Professor de Regra?

Os clubes de futebol estão cada vez mais repletos de profissionais de diversas áreas em seus departamentos. Analista de Desempenho, Podólogo, Mordomo, Dentista e outras práticas se fazem presentes no dia-a-dia.

O Corinthians, por exemplo, conta com 66 profissionais em sua equipe de futebol (o Palmeiras 58; a média é de 35 entre os times do Brasileirão).

Graças à multidisciplinaridade, casos como o baixo rendimento do jovem Vitinho, do Palmeiras (com passagens pelo Barcelona B e São Caetano), pode ser resolvido: jogando muito mal, percebeu-se que seu problema era a magreza por conta de cáries, que, pasmem, o impediam de que ele comesse carnes. A nutricionista preparou proteínas em liquidificador até que o dentista o ajudasse a resolver o caso de saúde bucal. Tudo descoberto graças às novas formatações exigidas num departamento profissional de futebol.

Abaixo, uma interessante matéria contando sobre esses diversos profissionais (em alguns casos, até “pai-de-santo” integra a relação). Mas me chama a atenção algo de minha seara: não há professor / instrutor / treinador para ensinar as Regras do Futebol aos jogadores. E aí vale a máxima que sempre brinco: jogador de futebol é a única profissão em que quem executa a atividade pouco se interessa pelas regras do seu próprio ofício!

Compartilho, extraído de: https://veja.abril.com.br/placar/muito-alem-dos-11-o-time-que-nao-entra-em-campo/

MUITO ALÉM DOS 11: O TIME QUE NÃO ENTRA EM CAMPO

A complexa estrutura dos clubes de futebol é composta por dezenas de profissionais – dos velhos roupeiros e massagistas aos modernos analistas de desempenho

Por Luiz Felipe Castro, Danilo Monteiro, Lucas Mello

Quando a bola balança as redes, os holofotes geralmente se voltam ao autor do gol e, eventualmente, são divididos com quem deu o passe ou com o treinador do time. Há no entanto, a cada ação dos atletas no gramado, a influência direta ou indireta do trabalho de dezenas de profissionais praticamente “invisíveis”. Atualmente, os departamentos de futebol dos clube da Série A têm, em média, 35 funcionários. Os campeões das últimas edições do Brasileirão são também aqueles com maior equipe de profissionais listados em seus sites oficias: Corinthians (66) e Palmeiras (58) – veja tabela abaixo.

Já há bastante tempo, funções mais emblemáticas como as de cozinheiro ou roupeiro habitam o imaginário do torcedor – a figura portentosa de Mário Américo, massagista da seleção em todas as Copas entre 1950 e 1974, por exemplo, marcou época. O time foi crescendo a cada década e o Brasil, inclusive, foi pioneiro em uma das posições de “especialista”, quando, no início da década de 70, Valdir Joaquim de Morais trocou as luvas pela posição de treinador de goleiros, tão valorizada até hoje. Em alguns casos, treinadores folclóricos ou supersticiosos ignoraram a tese do jornalista e treinador João Saldanha de que “se macumba ganhasse jogo, Campeonato Baiano terminaria empatado” e apelaram até para pais de santo, que, se não constavam na folha salarial do clube, eram constantemente convidados a prestar seus serviços.

O posto da moda é o do analista de desempenho, que, grosso modo, é quem passa dicas valiosas à comissão técnica e aos atletas depois de esmiuçar informações do próprio time e dos adversários por meio de vídeos e dados coletados, algo inimaginável nos tempos dourados do futebol nacional. “Antes das finais do Mundial de Clubes, não tínhamos ideia de como jogavam Milan e Benfica. Tinha ouvido falar de um jogador ou outro, como o Eusébio, mas o Santos não mandava ninguém para olhar adversário, a gente ia de peito aberto e confiando no nosso taco. Hoje é tudo mais organizado; e mais fácil também”, conta Pepe, o “canhão da Vila”, aos 84 anos. “No Santos, tínhamos praticamente só massagista e cozinheira, a dona Maria, muito estimada por todos”, completa.

São os analistas de desempenho ou de biomecânica, com o auxílio de máquinas de última geração, que corrigem pequenos detalhes, como, por exemplo, o fato de um jogador ter mais dificuldade para girar o corpo para um lado ou pequenos desequilíbrios musculares. “A ideia é unir três linhas de trabalho: prevenção, reabilitação e rendimento”, explicou o fisiologista Antônio Fedato, do Corinthians, em entrevista sobre as exigências físicas do futebol moderno. O Grêmio, que tem um analista de desempenho contratado desde 2005, diz ter sido o pioneiro do ramo no Brasil.

PODÓLOGO E ATÉ MORDOMO

Recentemente, o cargo de podólogo ganhou as manchetes graças ao Botafogo, que em suas redes sociais celebrou a convocação de Bruno Gallart para a seleção brasileira sub-17; e também ao bom humor de alvinegros e rivais. Espalhou-se pelas redes sociais uma paródia de uma das músicas de torcida botafoguense – os versos de “E ninguém cala esse nosso amor….” se transformaram em “E ninguém trata, como meu doutor, cuida de joanete, acaba com a frieira, é meu podólogo”. Brincadeiras à parte, a função tem importância evidente em um esporte jogado essencialmente com os pés e trata de diversos transtornos recorrentes no passado – conforme VEJA noticiou, na Copa de 1986, o meia Paulo Roberto Falcão sofreu com uma unha encravada; vinte anos depois, bolhas atormentaram Ronaldo na preparação para a Copa da Alemanha. Atualmente, cinco clubes da Séria A (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo e Atlético-MG) contam com um podólogo.

Nas listas disponibilizadas pelos clubes, há cargos semelhantes com diferentes nomenclaturas. Botafogo e Grêmio, por exemplo, listam em seus sites a inusitada função de mordomo, que em outros clubes pode ser chamado de servente, zelador, almoxarife ou auxiliar de rouparia. “O mordomo era mais utilizado quando o time concentrava no Estádio Olímpico. Hoje o funcionário em questão auxilia os trabalhos no CT, a rouparia e outros serviços”, explica o clube gaúcho. Os roupeiros costumam ser os mais longevos. No Corinthians, por exemplo, o recordista é Gildásio Miranda, o popular Seu Miranda, que trabalha há 55 anos no clube e já vestiu craques como Rivellino, Garrincha, Sócrates e Ronaldo. O cargo mais novo é o de gerente de hotel.

A figura do dentista também é mais importante do que pode parecer. Problemas bucais, como infecções e cáries, podem acarretar uma série de outros contratempos, como alterações sanguíneas, diabetes e até lesões musculares. Caso marcante ocorreu no Palmeiras: o meia-atacante Vitinho, que foi emprestado ao Barcelona B e jogou o último Paulistão pelo São Caetano, assustou os médicos por sua magreza excessiva ao chegar ao elenco profissional; foi o dentista quem diagnosticou o problema: Vitinho não conseguia mastigar carnes, pois tinha muitas cáries. Num primeiro momento, a solução da nutricionista foi bater as carnes no liquidificador; depois, com dentes saudáveis, Vitinho passou a se alimentar melhor e ganhou 10 quilos rapidamente.

Outro cargo relativamente recente na história do futebol é a do assessor de imprensa, responsável por mediar o acesso dos jornalistas aos atletas. No passado, eram comuns que jogadores fossem entrevistados com facilidade até mesmo de dentro dos vestiários. Hoje, há um controle muito maior: além do assessor dos clubes, os atletas são blindados, em sua imensa maioria, por assessores pessoais. Também há diversos outros jornalistas trabalhando nos clubes, nas equipes de TV, site e redes sociais. Há ainda casos de profissionais “obrigatórios”, mas que muitas vezes são terceirizados, como motoristas de ônibus, ou contratados pontualmente, como advogados, que por isso não constam nas listas de funcionários dos clubes.

LUXEMBURGO, O VANGUARDISTA

O técnico Vanderlei Luxemburgo, de 66 anos, garante que foi ele o responsável por trazer uma série de profissionais para dentro dos centros de treinamentos. “Falavam muito da ‘patota do Luxemburgo’, mas não existia nada disso. Era uma comissão técnica multidisciplinar e de excelência, porque os clubes não tinham estrutura nem mão-de-obra especializada. Hoje todos os clubes têm comissão completa. Trouxe todas essas ‘novidades’ ao futebol.”, afirmou o treinador, atualmente sem clube, em entrevista a VEJA

Segundo Luxemburgo, que popularizou a figura do psicólogo no futebol e chegou a utilizar um ponto eletrônico para se comunicar com um atleta (ousadia prontamente proibida), as comissões cresceram até demais. “Hoje tem muita tecnologia, computador… Mas o vestiário é sagrado. Todos devem trabalhar no centro de treinamento, como em uma fábrica. Na hora do jogo, é com o atleta e a comissão técnica. Por exemplo, analista de desempenho não precisa estar dentro do vestiário. A análise dele é pré e pós-jogo. Fisiologista não precisa estar no vestiário – o lugar é para técnico, preparador, assistente, jogador e roupeiro.”

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Somados, clubes da Série A possuem mais de 80 cargos nos departamentos de futebol (Arte/VEJA)

– Qualidade dos gramados dos estádios de futebol da Copa América: Incompetência ou Má Fé?

Na virada dos anos 90/00, me recordo que o então presidente da FPF, Eduardo José Farah, lançou uma iniciativa chamada “gramados perfeitos”, que visava melhorar o campo de jogo dos clubes paulistas, tendo o custo bancado pela própria federação.

Não existia o termo “Fake News” naquele tempo, mas sim “boataria”. E ela criava histórias de que a empresa contratada era de sociedade oculta do próprio Farah, sendo interessante que os estádios tivessem a grama ruim justamente para a cartolagem ter a necessidade de arrumar e ganhar dinheiro escuso.

Nada foi provado e tudo ficou no ar. Mas hoje acontece algo curioso: os milionários (e bilionários) estádios da Copa do Mundo de 2014, 5 anos depois, estão com os gramados num caos! Como pode ter acontecido isso justamente por terem sido programado para eventos tão importantes e usados, em tese, materiais caros e de qualidade?

É inconcebível pela lógica que somente se preocuparam com a beleza na arquitetura dos estádios e se esqueceram justamente do palco principal: o gramado!

Você é obrigado a pensar duas coisas: foi uma “tremenda bola fora” da engenharia brasileira (que é reconhecidamente de alta competência) ou o gramado foi propositalmente “colocado para escanteio” justamente para que se tenha a necessidade de contratar empresas de manutenção emergencial e a obrigatoriedade de gastar.

Incompetência ou má fé? Aqui, é uma coisa ou outra, não existem outras opções de resposta, aparentemente.

O futuro da grama, no futebol, tende a ser o piso artificial (pela manutenção e pelas novas tecnologias que corrigem os problemas dos antigos gramados artificiais).

– Neymar será duramente cobrado no PSG ou as notícias são apenas “satisfação para os colegas”?

Que o clima no vestiário do PSG, cujo investimento bilionário ainda não rendeu o esperado, é muito ruim (com brigas entre jogadores), é sabido. O brasileiro Leonardo foi contratado e recebeu carta branca para fazer o que quiser na gestão do clube parisiense. Vejo-o como um agregador e líder pelo diálogo, não consigo vê-lo como um chefe durão que irá punir alguém.

Entretanto, à France Football, o catariano dono do time, Sheik Nasser Al Khelaififoi incisivo nas suas palavras, quando questionado sobre o ambiente e rendimento do clube:

Os jogadores têm de assumir responsabilidade ainda maior que antes. Deve ser completamente diferente. Eles terão que fazer mais, trabalhar mais. Não estão lá para agradar a si mesmos. E, se não concordarem, as portas estão abertas. Tchau! Eu não quero mais ter nenhum comportamento de celebridade [no time] (…) Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto do clube. Aqueles que não querem, ou não entendem, nós vemos e conversamos uns com os outros. É claro que há contratos a serem respeitados, mas a prioridade agora é a total adesão ao nosso projeto. Ninguém obrigou Neymar a assinar conosco. Ninguém o forçou. Ele veio conscientemente para participar de um projeto“.

Será que Neymar realmente será cobrado para valer, ou é apenas uma forma de agradar os atletas descontentes com ele?

Se eu fosse o Ney Jr, não teria saído do Barcelona. Mas estando agora no PSG, onde pode ter tido uma involução na carreira (apesar do dinheiro alto que ganhou), na primeira oportunidade eu sairia de lá e voltaria para a Espanha ou até mesmo aceitava um desafio na Inglaterra. Seria o melhor para todos: uma reinvenção na carreira e na imagem.

E o que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Amparo x Paulista (Rodada 12). Antes de mais nada: “Obrigado, FPF”!

Pedido feito, pedido atendido!

Se não existe cobrança, a queixa perde a sua efetividade. Se você não faz chegar a reclamação e TAMBÉM os elogios, a Comissão de Árbitros não sabe o que de fato aconteceu.

Faço essa introdução para dizer o seguinte: quando jogaram no Jayme Cintra no 1o turno, o jogo Paulista x Amparo foi muito mal arbitrado. Apesar da vitória do Galo, muitas queixas de cera, faltas excessivas não punidas e confusões diversas da equipe visitante (relembre-a nesse link: https://wp.me/p55Mu0-2cU). E criticamos bastante a atuação da arbitragem naquela partida, pedindo que árbitros que estão sendo testados e não estejam rendendo o esperado, não fossem escalados em confrontos importantes. Para os clássicos dessa divisão, valeria escalar os jovens que foram elogiados em seus testes. Por justiça, costumamos publicar nossas análises de arbitragem que independem do placar e de erros pró ou contra as equipes.

E, de todas as arbitragens que eu pude analisar pela Rádio Difusora em 2019, a melhor delas foi a do jogo Paulista 3×1 Manthiqueira, onde elogiamos à exaustão a excelente atuação do árbitro João Vitor Gobi, de 23 anos, natural de Cajobi. Jovem, dinâmico, cumpridor da regra do jogo e que estava sendo testado desde a série A3. Foi uma surpresa positiva, e defendemos mais oportunidades ao juiz. Relembre a atuação dele aqui: https://wp.me/p55Mu0-2bx.

Pois bem: o próprio Gobi estará nesta Rodada 12 no difícil jogo do Galo em Amparo. Gostei da sua escala principalmente pois ele será testado num previsível confronto de duas equipes tecnicamente boas; o mandante sabendo usar da malícia e o visitante que tem sido o clube de maior Fair Play no torneio. Um desafio a ele num jogo de características interessantes, onde precisa mostrar que para 2020 valerá a experiência de ser testado na A2, a fim de ser bem trabalhado para a A1 em 2021.

E aqui acrescento uma informação: o 2o jogo profissional da carreira de João Vitor Gobi, que vinha de uma sequência de boas atuações em categorias amadoras, foi em 2018, no… próprio Amparo x Paulista, onde foi bem também.

Espero uma boa partida e ótima arbitragem. Acompanhe sábado pela Difusora AM 840, às 15h, direto de Amparo, com a narração de Rafael Mainini pelo Time Forte do Esporte de Adilson Freddo. A jornada esportiva começa às 14h.

A ficha completa:

Árbitro: João Vitor Gobi
Árbitro Assistente 1: Domingos da Silva Chagas
Árbitro Assistente 2: Rodrigo Meirelles Bernardo
Quarto Árbitro: Sálvio Lemos de Vasconcelos Filho

 

– A Globo acerta ou erra em afastar Mauro Naves?

Mauro Naves foi afastado da Globo por envolvimento no caso Neymar. A emissora não gostou. Mas teria razão?

Entendendo: o então advogado do caso “Neymar e o suposto estupro”, Dr José Edgar Cunha Bueno, relatou que conseguiu entrar em contato com o pai do atleta graças ao telefone fornecido pelo jornalista Mauro Naves, da TV Globo. Neymar “Pai” disse que o próprio Mauro perguntou se poderia fornecer o número, e após autorização, o fez.

O advogado solicitar ao repórter, ele fornecer após pedir autorização ao pai; e tudo sem nenhum desvio: qual o pecado de Mauro Naves?

É lógico que provavelmente, por esse favor, conseguiria mais entrevistas exclusivas, por exemplo. Mas ainda assim: cadê o erro? Isso tira a isenção do jornalista?

Troca de contatos são comuns em todo o meio. Entendo que a Globo, que é “espancada diariamente” no cenário político e nas redes sociais (às vezes com e às vezes sem razão) toma seus cuidados éticos. Mas aqui não há excesso de zelo?

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– A Polêmica Campanha do Governo sobre a Felicidade das Prostitutas

Foi em 2013, mas… faria sentido hoje?

Compartilho:

PROSTITUTAS FELIZES

Está dando o que falar: o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, lançou uma campanha para dignificar a figura das profissionais do sexo e ao mesmo tempo protegê-las, incentivando a prática de maneira saudável e consciente.

A idéia é elevar a auto-estima e valorizar a figura da mulher, numa campanha com garotas de programadas mais jovens às mais velhas – posando com os dizeres “Eu sou feliz por ser prostituta“.

Eu acho uma tremenda inversão de propósito: ao invés de lutar para a verdadeira dignidade das mulheres, longe da venda do corpo, ocorre o contrário!

Que conjunto de valores estamos passando? E você, o que pensa sobre isso?

Veja alguns cartazes:

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– E o VAR, José?

Quanta confusão sobre a má utilização do árbitro de vídeo neste domingo, não?

De tal forma, para tentar entender “POR QUÊ” o VAR está neste caos em nosso país, republico dois textos abaixo, publicados outrora nesse espaço: o 1o, de janeiro, falando sobre os desafios a serem enfrentados. O 2o, sobre a vaidade e o mau uso do equipamento, publicado em março.

Eles explicam muita coisa…

COMPETÊNCIA HUMANA VERSUS COMPETÊNCIA TECNOLÓGICA

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

A VAIDADE E A DURA MISSÃO NA ESCOLHA DAS ESCALAS DO VAR

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

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– Adriano, no futuro, virará “um Empacotador de Bolachas” de Oto Glória?

Nesta semana, apareceu outro vídeo do Imperador Adriano, novamente em estado lamentável de bebedeira e pagando mico (não publicarei o link pois entendo que alcoolismo é doença e penso que o relato já é suficiente para a discussão).

Já faz um bom tempo que ele, ex-jogador do Flamengo e Internazionale de Milão, encerrou sua vida profissional “não formalmente”. Alegando que não estava de bem com a vida, mergulhado em Depressão e, segundo alguns, vitimado por Alcoolismo, o atleta resolveu, digamos, “dar um tempo” na prática esportiva (que já está em anos de pausa).

O problema é a base social em que ele foi criado. Adriano não nega ser amigo de diversos traficantes do Morro do Cruzeiro, onde cresceu. Muito embora não exista histórico que o envolva com drogas ilícitas, tais amizades não são louváveis para ninguém.

Frequentemente o atleta se envolvia em confusões, normalmente regadas a belas mulheres e muitas bebidas. Consta que antes da sua última apresentação para a ida à Granja Comary, visando os treinos da Seleção Brasileira, promoveu uma festa digna dos mais requintados bordéis em sua nova casa. Profissionalismo passou longe do atleta.

Depressão e alcoolismo são doenças. Sem apoio e tratamento (e olha que o empresário dele era o Gilmar Rinaldi, exemplo de atleta quando jogava no São Paulo), fica difícil a recuperação.

Para sair da Itália, abriu mão, na época, de um contrato de 5 milhões de euros! Dinheiro não devia ser problema, ou a cabeça não devia estar boa mesmo…

É que hoje os jogadores de elite ganham muito. Mas, será que um dia essa “bufunfa” não acabará? Ou já está acabando?

Fora do futebol, o que Adriano poderá fazer?

Lembro de uma frase marcante do ex-treinador da Seleção Portuguesa e Benfica, o brasileiro Oto Glória. Disse ele:

“Para alguns jogadores, o emprego de empacotador de bolachas é uma ótima opção”.

Detalhe: os fabricantes de bolacha já automatizaram a produção há algum tempo

Repito: como jogador, Adriano foi um cara muito acima da média, indiscutivelmente. Uma pena tal talento ser desperdiçado. Talvez estaria ainda na Seleção Brasileira sendo convocado, se tivesse o mesmo cuidado com o corpo como Zé Roberto, Mauro Galvão, ou qualquer outro longevo atleta.

– Neymar é o culpado pelo seu próprio mau comportamento na França? Será que…

Eu critico muitas vezes os atletas que não possuem uma conduta profissional adequada. E quando vejo casos como o do Neymar (que agrediu um torcedor que o provocava quando ele iria receber a medalha de vice-campeão contra o Rennes, pela Copa da França), seria muito simplório escrever o que seria lógico: já é um homem adulto, precisa ter equilíbrio emocional, tem muito dinheiro, blablablá…

Mas vou ponderar algo (que não justifica, mas ajuda a entender): o cara perdeu o título, o torcedor pede um cumprimento e ele atende; e, de maneira sacana, o suposto fã “corneta e ironiza” Neymar.

De cabeça quente, ouvir gracinha é dose… foi uma possível agressão verbal respondida por agressão física, motivada pelo calor do pós-jogo. REPITO: não justifica, Neymar errou mas… até Zidane reagiu com uma cabeçada contra o Materazzi, após provocado (e numa final de Copa do Mundo)!

O problema é que querem que Neymar seja o que não é. Deixem-o na dele, pois afinal, não está muito preocupado em ser exemplo.

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– O desrespeito em não se pagar o salário em dia no mundo do futebol!

O futebol não pode ser um mundo a parte na sociedade (embora muitos teimam que seja). As regras de convivência, educação, civilidade e respeito devem ser uníssonas no mundo.

Me pesa ouvir algumas informações como:

  1. “Na arquibancada eu posso xingar o juiz. Isso é normal.
  2. No estádio posso brigar com o adversário porque ele torce para outro time. Isso é normal.
  3. Nas redes sociais escrevo o que eu quiser e contra quem eu quiser sobre futebol. Isso é normal.
  4. No meio da torcida posso chamar de macaco, bicha, viado e filho-da-puta. Isso é normal.
  5. No meio dos negócios do futebol, pagar atrasado é normal. Afinal, futebol é, comparado a alguma empresa, algo anormal!”

Escrevo isso por ler e, com sua autorização, publicar o texto do amigo Gabriel Goto, a respeito de como a Justiça não dá a devida atenção e nem tem equidade com o trabalhador do mundo do futebol em relação ao de uma empresa qualquer. Veja só se é “normal” tal descaso com os pagamentos de salários. Confira:

JUSTIÇA TRABALHISTA NO FUTEBOL ⚽️💸

por Gabriel Goto

É textão de desabafo sim! Leia até o fim, mas sem clubismo por favor!

Alguém está acostumado a trabalhar profissionalmente e não receber? Pois é… No futebol isso é “normal”.

Virou rotina falar que time A ou time B não está pagando salário e mesmo assim continua contratando mais funcionários (entenda-se atletas também).
Na empresa que você trabalha, você aceitaria ficar nessa condição?? De trabalhar por meses, se dedicar, deixar a família nos finais de semana e não ter o salário no fim do mês?

E por que no futebol, muitas vezes o funcionário que entra com processo pedindo SEUS SALÁRIOS ATRASADOS é marginalizado?

Não vejo nenhum veículo de comunicação querendo falar com ex-funcionários para saber como está a vida dele com a falta dos pagamentos… Entendo que falar com funcionário anônimo não dá “clique na matéria” e nem “vende jornal”. Assim, preferem falar com os jogadores.

Posso falar por mim… São 14 meses de salários atrasados + 2 férias + 13º salário… Será que isso afeta a vida financeira da minha família? Como diariamente eu me dedicava por, no mínimo, 14 horas diárias dentro do trabalho (sim, ninguém me forçava, mas era necessário pela demanda de trabalho), era a minha única fonte de renda. “Ah, mas como você aceitou?” Acreditando em falsas promessas, por acreditar em um futuro melhor e caindo no famigerado empréstimo bancário. Além, é claro, pelo vínculo afetivo que criamos ao longo do tempo dentro do clube, nos tornando um torcedor fanático lá dentro.

Além de mim existem outros vários exemplos que recebem um salário até mais baixo e que dependiam única e exclusivamente daquela renda. Como eles estão hoje? Nem queira saber…

Aí vamos falar da Justiça Trabalhista do futebol.

O que esse negócio é enrolado quando se trata de clubes de futebol é uma piada.
Assunto batido eu sei. Muita gente querendo “moralizar”, falando de “fair play financeiro”… Mas na prática, nada efetivo.

Qual a frase mais comum no meio do futebol? “Entrou na justiça contra o clube x. Esquece, não vai receber… Talvez esse dinheiro fique para seu filho ou para seu neto. Nem conte com ele”… Como assim??? 😰

Tenho vários amigos donos de empresa e vários amigos funcionários de empresas onde isso NÃO EXISTE. A empresa vacilou, não pagou, atrasou, não recolheu FGTS… Tá lascada! A resposta mais comum para os donos de empresa é: “Se prepara pra pagar porque na justiça trabalhista o empregado sempre ganha. A empresa sempre tem que pagar”.

E no futebol?? É outro mundo??

Como querem que o futebol seja respeitado e como pregam profissionalismo se na hora de mostrar que o clube é diferente, simplesmente “empurram o processo com a barriga”. E tá tudo bem. Vida que segue e vamos lutar pelo acesso, pelo título, buscar os melhores jogadores etc…

Tem muita coisa errada!

E muito funcionário e ex-funcionário sofrendo por aí, sendo constrangido por cobradores, bancos, escola dos filhos… Tudo por causa da irresponsabilidade de clubes que teimam em gastar mais do que arrecadam…

Meu processo está completando quase 5 anos e não vejo nenhuma expectativa. Nem do clube querer pagar e muito menos da justiça trabalhista agilizar.

Lembrando que atualmente eu presto serviço para um clube de futebol, que nada tem a ver com o clube que me deve.

E você, conhece algum funcionário (atleta também) que tem a receber de um ou mais clubes “profissionais” de futebol?

Com certeza conhece algum caso.

Essa é a vida.

“Ah Gabriel, não escreve isso, você vai sofrer retaliação”. Sim, só sofrerei retaliação de “gestores” com esse pensamento de “devo, mas quando der eu pago” ou de torcedores que sequer consomem produtos oficiais do clube, não pagam sócio-torcedor e só vão aos jogos porque ganham ingresso. Então tá.
Estamos tomando 7 a 1 na justiça trabalhista do futebol também…

Triste realidade.

ISSO PRECISA MUDAR.

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– Recomeçar. Do zero. Do começo. Voltar. Destruir. Reconstruir!

Em sua vida, quantas vezes você passou pelo processo de reconstrução pessoal ou profissional?

Se muitas, deve ter visto como é difícil. Se nenhuma, não o fez com medo das dificuldades de tal ato?

Compartilho esse ótimo artigo sobre a “necessidade de reconstrução como gente” – independente de quais aspectos sejam mais ou menos necessários.

Abaixo, extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/renda-se-aos-recome%C3%A7os-la%C3%ADs-schulz

RENDA-SE AO RECOMEÇO.

Por Laís Schulz

O pavor de fazer tudo de novo. O pavor de ter que planejar, projetar, colocar em ação, errar, acertar. O medo de passar por tudo aquilo novamente e ainda ter que encontrar energia pra mudar, inventar, criar e fazer melhor.

Quantas vezes você já teve que recomeçar?

Quantas vezes você já precisou transformar sua vida? Deixar um emprego e começar em outra empresa, da posição mais baixa? Mudar de casa, cidade ou país e começar uma nova vida?

Não é fácil abandonar o passado, deixá-lo para trás – ou ao menos uma parte dele. Parar de se agarrar na segurança do que você conhece e abraçar o incerto. Pular de paraquedas sem saber muito bem onde vai aterrissar.

Dar este salto de fé é desafiador. Mesmo quando nos encontramos em uma situação desconfortável. Ainda assim, encontramos dificuldade em abandonar a zona de conforto.

Isso porque no presente temos a certeza, sabemos exatamente onde pisar, sabemos o que nos machuca e o que nos faz feliz. Está tudo na nossa frente, é palpável, é real.

Enquanto isso, o futuro, as mudanças e tudo aquilo que não conhecemos é um território novo e misterioso. Não existe, está na nossa mente e basta.

O novo, o inexplorado, o incerto, o que não existe. Tudo isso gera desconforto.

Não existe nada palpável, nada em que possamos nos apoiar. E aí divagamos sobre tudo, tudo que pode acontecer e, principalmente, tudo que pode dar errado.

Não porque somos pessimistas, mas, porque temos medo de quebrar a cara. Temos medo de precisar recomeçar e acabar no meio do nada, em um território desconhecido e inexplorado.

E o medo causa uma dor excruciante. O medo é paralisante.

Por isso é tão difícil deixar o passado ir. Mesmo que ele te machuque, mesmo que te desaponte. Mesmo que seja um detalhe, uma pessoa, um objeto, um cargo.

Nós escolhemos nos agarrar ao que conhecemos, àquilo que é seguro. 

Nós passamos a viver como sobreviventes de um naufrágio. Nos agarramos àquele único pedaço da embarcação destruída como se nossa vida dependesse daquilo. Daquela fração, daquele único fragmento.

E, por incrível que pareça, por mais incomodados que estejamos nos parece muito mais fácil viver à deriva rezando por um milagre. Rezando para que alguém nos encontre e nos leve à terra firme em vez de simplesmente começar a nadar.

Isso porque o medo de algo que não aconteceu e, possivelmente, nunca acontecerá nos paralisa.

No fim, não é a insegurança em si que é ameaçadora. A ameaça muitas vezes não está lá fora. Está dentro de cada um de nós. Somos nossos maiores aliados, mas também sabemos ser nossos maiores inimigos quando queremos.

Conhecemos nossos pontos fracos. Sabemos exatamente o que nos machuca e usamos isto como uma espécie de auto sabotagem. Nos agarramos aos pensamentos que nos impedem de seguir em frente, simplesmente porque temos medo.

Fazemos isto quando a verdade é que a maior parte dos obstáculos que enxergamos só existe dentro de nós. Eles estão em nossos pensamentos, fora da vida real. E isso se torna pior à medida que negamos a causa de nossa paralisia.

Precisamos entender que temos, dentro de nós, a força necessária para seguir, para recomeçar ou para simplesmente começar e continuar.

Mas, acima de tudo, precisamos compreender que o medo de ir não é razão para ficar, é razão para partir. Partir em busca de seus sonhos e de sua felicidade, seja lá o que isso significa para você.

Porque recomeçar não é um sinal de fraqueza, recomeçar é um sinal de coragem. Decidir recomeçar quer dizer que você foi corajoso o suficiente para abandonar tudo, deixar que a maré destrua o castelo de areia que você construiu para construir um novo, maior e mais forte no dia seguinte.

Portanto, renda-se. Recomece. E se precisar, recomece uma outra vez.

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– Opções de empregos de atividades profissionais não tão comuns

Há algumas profissões que você nem imagina, como identificador de sexo de aves, analista sensorial ou cliente oculto.

Saiba mais,

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2017/04/09/mercado-tem-opcao-de-profissoes-pouco-conhecidas/

MERCADO TEM OPÇÃO DE PROFISSÕES POUCO CONHECIDAS

Enquanto muitos se perguntam quais serão as profissões do futuro, diversas atividades desenvolvidas na atualidade permanecem desconhecidas. Algumas, como analista sensorial, sexador, silvicultor e engenharia de alimentos são exercidas há mais tempo. Outras, como direito da moda e cliente oculto, são mais recentes.

Advogada criminal com expertise em moda de luxo, Regina Ferreira de Souza diz que o direito sempre socorreu todas as indústrias, inclusive a de moda. “Mas com o surgimento do fast fashion – moda produzida rapidamente e vendida por valor baixo –, problemas que já existiam acabaram se potencializando, como cópia e precarização do trabalho”, conta.

Esse quadro fez com que escritórios de advocacia e profissionais do segmento sentissem necessidade de compreender o que é moda e as suas implicações legais. “A moda sempre foi cercada de informalidade. Muitas vezes, o dono de uma confecção pede ao criador que reproduza uma peça e o profissional não sabe se aquilo é inspiração ou cópia.

Neste cenário, a Faculdade Santa Marcelina criou a pós-graduação em direito da moda e convidou Regina para coordenar a montagem do curso.

“A primeira turma, iniciada em março, atraiu tanto graduados em moda quanto em direito. Advogados aprovados no exame da OAB poderão advogar na área. E o pessoal de moda terá bagagem para orientar as atividades das confecções.

Regina afirma que no Brasil não há escritório voltado ao fashion law, mas vários já criaram a área. “Onde trabalho temos uma área de crimes da indústria da moda.”

Segundo ela, apesar de o mercado brasileiro ter problemas arraigados, como o trabalho escravo, desde que a fiscalização se tornou mais rigorosa, as empresas estão mais preocupadas em corrigir distorções de forma preventiva. “No futuro, acho que haverá a função de consultor de direito de moda. Mesmo porque o consumidor está mais exigente e quer saber o que comprou, se foi produzido de forma sustentável etc.”

Na surdina. Para testar a qualidade de produtos e serviços, companhias de diversos segmentos contratam profissional denominado ‘cliente oculto’. A OnYou, de José Worcman, é especializada em treinar e fornecer essa mão de obra.

Segundo ele, qualquer pessoa acima de 18 anos pode ser um cliente oculto em potencial. Basta preencher cadastro dando informações do perfil e características específicas sobre o que gosta de fazer, lugares que frequenta, estilo de roupa etc. Com esses dados desenhamos o perfil do cliente oculto.”

Segundo ele, além de treinamento geral de como se comportar em uma missão, esses profissionais recebem capacitações específicas conforme o tipo de negócio que terão avaliar.

Hotéis, restaurantes, incorporadoras, concessionárias, companhias aéreas e de seguros estão entre as contratantes.

“No Brasil, ainda não temos pessoas que só vivem dessa profissão. Mas nos Estados Unidos e Europa é comum encontrar quem se dedica exclusivamente ao trabalho de cliente oculto”, afirma Worcman.

Engenharia de alimentos pode ser uma atividade mais conhecida, mas poucos sabem exatamente qual função os profissionais da área exercem. Gerente de produção das áreas de baby food, massas alimentícias e planta de legumes da Nestlé, Washington Rueda conta quais são as atribuições.

O engenheiro de alimentos atua nos processos relacionados com a industrialização de alimentos. Pode trabalhar na fase de projeto, pesquisa e desenvolvimento, fabricação, conservação, armazenamento, transporte e comercialização.”

Segundo ele, tudo o que diz respeito ao processo de transformação da matéria-prima em produto acabado é de responsabilidade do engenheiro de alimento. “A profissão tem um grande leque de atuação e grande demanda no mercado.”

Rueda afirma que outro segmento que absorve esse profissional é o de fiscalização. “Eles são contratados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Serviço de Inspeção Federal (SIF). Outra área na qual temos grande atuação é na de garantia de qualidade”, conta.

No campo, profissionais que trabalham com manejo de florestas nativas, monitoramento de fauna e flora silvestre, recuperação de áreas degradas, pesquisa de solo, plantio para recuperação de florestas nativas e em centros de pesquisa, são denominados silvicultores.

Gerente de silvicultura da Fibria – produtora de celulose –, Mário Grassi é formado em engenharia florestal. “Mas o mercado oferece cursos técnicos e tecnológicos voltados à formação de silvicultores.”

Outra área de atuação é na produção de madeira para serraria ou para indústrias de celulose, chapas, móveis e carvão para siderurgia. “Pode, ainda, trabalhar com logística florestal no transporte de madeira. Ou com colheita florestal, usando máquinas que colhem as florestas que plantou. É um mercado vasto e temos dificuldade de encontrar profissionais qualificados.”

Industrias de alimentos e de autos buscam analistas sensoriais

Analista sensorial da Nestlé, Thalita Faria exerce uma atividade invejada por muitas pessoas. Ela comanda o time de degustadores da linha de chocolates produzidos pela companhia. “As pessoas precisam conhecer muito bem os produtos antes de participar dos programas de capacitação de avaliadores”, conta.

Formada em engenharia de alimentos, trabalha na empresa há cinco anos e ocupa a função há dois. “Temos aproximadamente 250 trabalhadores da unidade que, além de exercerem outras atividades, foram treinados para serem degustadores.”

Segundo ela, para ser avaliador é preciso passar por exames médicos que se repetem periodicamente. “Mas durante a degustação não é necessário engolir o produto, que pode ser descartado em um copo. A opção foi criada pensando na saúde do trabalhador. Além disso, tem um limite para a pessoa degustar por dia, não podendo ultrapassar 25 gramas”, afirma.

Thalita diz que as degustações ocorrem em todas as linhas de produtos a cada três horas para garantir sempre a mesma qualidade.

Na indústria automobilística também existe a figura do analista sensorial, responsável por avaliar os odores dos materiais usados no acabamento interno dos veículos.

Gerente de materiais de acabamento da Peugeot, Fabien Darche diz que os materiais tem de se encaixar dentro de certa especificação. “Fazemos testes com clientes para identificar descrições sensoriais que permitam qualificar o cheiro.

Segundo ele, esses profissionais são pessoas que têm um sentido olfativo bem desenvolvido, sendo capazes de identificar e qualificar os odores.

“Eles são capazes de nomear e explicitar qual sensação o cheiro ruim ou bom podem proporcionar. Claro que as montadoras não querem oferecer uma experiência sensorial ruim, temos de usar materiais com odores que irão contribuir para uma experiência sensorial positiva. Para ter essa certeza, é preciso contar com a avaliação desses profissionais que são pouco conhecidos”, ressalta.

Darche conta que na Peugeot esse time fica centralizado na França e todas as fábricas da marca, antes de usarem o material em novos modelos, enviam amostras para testes.

“São 12 pessoas que têm de permanecer na empresa para que realizem avaliações a cada três semanas com o objetivo de manter a habilidade ágil e sempre em evolução”, explica.

Olhômetro. Sexador, para quem não sabe, é quem identifica o sexo das aves. Presidente da Associação Brasileira de Sexadores, Takaaki Mifune diz que a identificação ocorre quando a ave tem um dia de vida. “É preciso saber pegar, manusear e observar a cloaca – cavidade onde se abrem o canal intestinal e os aparelhos urinário e genital.”

Segundo ele, a visão precisa ser muito apurada. “A eficiência varia conforme a pessoa, com média de acerto de 95%. No Brasil, temos cerca de 150 profissionais.”

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– O lamentável Carille

O treinador Fábio Carille, após a classificação do Corinthians para a final do Paulistão-2019, protagonizou um daqueles chamados “momentos constrangedores.

Não me refiro à tentativa de explicar a retranca “a la Milton Buzzeto” contra o Santos, nem ao futebol fraquinho apresentado nas últimas rodadas, nem mesmo quanto a escalação improvável (e de certo modo surpreendente) de Pedrinho como titular, mas sim à questão de que há espião no Timão e que seria um “X9” da imprensa.

o jornalista André Ranieri, setorista do clube pela Rádio Jovem Pan, fez a pergunta de maneira educada para o treinador na coletiva sobre essa afirmação dita por ele na sexta-feira. E ele surtou!

Aliás, está se tornando comum ver a tal da “entrevista emburrada”, cheia de marra. Falar raivoso, responder irritado, e “pegar pilha” por quê? Tem sido assim também com Felipão e o VAR. Aliás, é por isso que Sampaoli é exaltado (e causa inveja aos treinadores): depois da partida, mesmo eliminado, o argentino não usou o termo “injustiça do placar pelo futebol mostrado”, mas disse que essas situações são as que fazem “o futebol lindo” e que não mudará o seu estilo de jogo.

Foi indagado ao treinador corintiano apenas algo criado pelo próprio Carille! Além da deselegância na resposta, mostrou-se irresponsável em deixar no ar uma acusação contra o repórter que fazia apenas seu trabalho jornalístico!

Não gostar da pergunta é algo normal (afinal, todos nós podemos ter ressalvas quanto a alguns assuntos). Mas um profissional altamente remunerado, por estar nervoso com um tema que ele mesmo considerou como conflito, NUNCA pode fazer tamanha bobagem em querer sugestionar à torcida (e falamos da 2a maior massa de torcedores do Brasil) uma falsa acusação apenas por incômodo.

Se Fábio Carille erra na semana passada por generalizar a imprensa, erra duas vezes ao falar bobagens como “a carapuça serviu”, “então foi você?”, ou fazer ilações como “por quê está tão incomodado”? Imaginem a dor-de-cabeça que ele cria para um profissional honesto no dia-a-dia, no caso o André Ranieri. Nesse mundo de fanatismo exacerbado e no momento em que se confunde liberdade de expressão com libertinagem e permissividade de ofensas gratuitas, é perigoso um torcedor radical (ou vários deles) atazanar (em) a vida de um inocente.

Uma pena que seja assim. E por tal sandice, quem acaba “pagando o pato” sem ser culpado é justamente aquele que somente questionou a generalização de uma forte queixa – insisto: tudo jogado na mídia, no caso, não pela imprensa, mas pelo próprio Carille!

Estaria o treinador realmente preparado para a pressão em maus momentos?

Lamentável.

– Por mais Tadeus em todas as áreas do Futebol!

Apenas 1’46” de muito sentimento e razão!

Tadeu, goleiro da Ferroviária, disserta sobre consciência tática, disposição, respeito à camisa, profissionalismo, torcida e… gratidão!

Em um vídeo curto, tudo o que um torcedor gosta (e precisa, pois tais palavras e ideias andam escassas) ouvir:

Assista em: t.co/pJ9YgxdyP3

https://t.co/pJ9YgxdyP3?ssr=true

 

– Sampaoli e os Salários Atrasados. Ah se o Santos escutasse Levir Culpi…

A diretoria do Santos está fazendo de tudo para dar errado o relacionamento com o treinador Jorge Sampaoli, com algo que tudo poderia dar certo.

O Peixe está com os salários dos jogadores atrasados; mediante isso, o técnico argentino devolveu o seu (que estava em dia), como solidariedade. “Ganhou” ainda mais os atletas do grupo, embora tenha exposto a situação enrolada que a agremiação está.

Me recordei, imediatamente, do Fluminense trazendo o caríssimo PH Ganso mesmo com os jogadores deixando de treinar por motivo de greve (falta de pagamento); e a lúcida fala de Levir Culpi, que não quis a contratação com altas cifras de Diego Tardelli em respeito aos demais jogadores do Atlético Mineiro, para não passarem por atraso salarial. Relembre a declaração no link em: https://wp.me/p4RTuC-mPg

Imagino a situação do treinador do Santos tendo a possibilidade de trabalhar em um clube brasileiro com mais estabilidade financeira e estrutura de trabalho, o que ele poderia fazer! Quase sugestionei o São Paulo neste texto, pela base de Cotia e dinheiro “sobrando” (parece estar, pois gasta muito mal com jogadores caros e de futebol mediano). Entretanto, o ambiente político é péssimo pelos lados do Morumbi e, como vimos na época desde Juan Carlos Osório, a chance de dar errado (por culpa dos cartolas) é grave.

Enfim: O que você achou do gesto de Sampaoli: demagogo, solidário ou oportuno?

Deixe seu comentário:

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– E o VAR se firma no futebol!

O VAR veio pra ficar. Veja na Liga dos Campeões da Europa quanta emoção e correção tivemos! O jogo entre Manchester e PSG diz tudo.

Falando no Paris Saint-German… e o Neymar?

O brasileiro dá motivo para ser criticado e odiado. Precisa aprender a, além de ser celebridade, passar a ser admirado (tem a qualidade para jogar bola e ser o número 1 do mundo, mas as atitudes que o fizeram transformar em “chacota da Copa da Rússia 2018” atrapalham). Nem digo sobre a farra do Carnaval, mas algo a mais: deve ser punido por tuitar críticas fortes contra a arbitragem e, segundo chegam notícias (a se confirmarem ou não), tentou ir reclamar no vestiário do árbitro sobre a atuação do VAR (que acertou).

Apesar de tudo isso, não se pode negar que Neymar Jr é um cara vencedor: na idade que ele tem, quanto você tinha de saldo? Eu, infinitamente menos. Claro, a contrapartida é que na mesma comparação, sem ser da financeira mas de respeitabilidade, as coisas se invertem (para a maioria dos trabalhadores responsáveis). 

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– Os nômades digitais estão em alta e ocupando o lugar da turma do home office.

Home Office? Trabalhar em casa? Ótimo, dizem muitos.

Mas e se você poder trabalhar onde quiser, e não necessariamente na sua residência?

Veja só que legal a nova tendência,

Extraído de: http://www.jj.com.br/jundiai/nomades-digitais-trocam-os-escritorios-por-mundo-livre/

NÔMADES DIGITAIS TROCAM OS ESCRITÓRIOS POR ‘MUNDO LIVRE’

Por Kátia Appolinário – ksantos@jj.com.br

Trabalhar é preciso, mas ser escravo do espaço corporativo é apenas uma opção. Isso porque as tecnologias digitais permitem ultrapassar os limites do escritório e fazer de qualquer lugar no mundo um ambiente de trabalho. É isso o que fazem os nômades digitais, colaboradores que a partir do trabalho remoto conciliam a arte de viajar com as responsabilidades profissionais.
O que diferencia o nômade digital de um funcionário que faz home office, por exemplo, é justamente a ausência de um endereço fixo e a liberdade de poder colocar o pé na estrada levando o “escritório” em dispositivos portáteis. E essa prática tem se tornado mais frequente do que se imagina.
De acordo com pesquisa feita em 2016 pela SAP Consultoria em RH, verificou-se que 68% das corporações já utilizavam tecnologias digitais para realização do trabalho remoto, sendo que dentre estas, 89% adotam o teletrabalho nômade ou itinerante.
Esse foi o caminho escolhido pelo especialista em marketing digital Victor Hugo Lopes, de 24 anos, que em dez meses conheceu 15 países e mais de 28 cidades da Europa, África e Oriente Médio. “Fui trabalhar na Polônia através da proposta de uma empresa de publicidade online. Como meu trabalho é basicamente por uma plataforma digital, após o término das minhas tarefas, eu ficava livre para viajar desde que eu ficasse com o meu computador logado”, explica o jovem, que por meio do nomadismo, já fez check-in no Marrocos, Letônia, Israel, Itália e Alemanha.
Para o jornalista e analista de mídias internacionais, Márcio Souza, de 37 anos, ainda que o termo “nômade digital” seja novidade, foram várias as vezes em que ele conciliou o exercício profissional com viagens através do benefício do trabalho remoto. “Eu já viajei muito enquanto trabalhava, já fui para o litoral de São Paulo, Cuiabá e para Minas Gerais, por exemplo. Não vejo nenhum ponto negativo”, afirma.
Além de reduzir os custos para a empresa e aumentar a produtividade, o trabalho remoto beneficia também os funcionários e a comunidade.
“O teletrabalho melhora a qualidade de vida; evita o deslocamento e acaba resultando em mais tempo livre para o lazer”, afirma Cléo Carneiro, Presidente da Sociedade Brasileira do Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) e associado do Grupo de Consultoria em Teletrabalho (GCONTT).
Tradutor, web designer, assessor de imprensa e investidor de ações são algumas das profissões que podem ser exercidas através do trabalho remoto. “Quase todas as áreas da empresa podem adotar o teletrabalho, com exceção das áreas que demandam a presença das pessoas, como por exemplo, as funções de operação manual’’, afirma Cléo Carneiro.
Mas o ingresso à vida profissional nômade exige treino e planejamento. “Sempre me certifico se meu destino oferece uma boa conexão de internet e um ambiente propício para o trabalho. Ter um planejamento financeiro e um seguro de saúde internacional também são cuidados importantes a serem tomados”, instrui Victor, que mesmo tendo passado por momentos de dificuldade no exterior, não troca o trabalho remoto pelo comodismo rotineiro do escritório fixo. “Até das ‘roubadas’ você passa a gostar! Eu acabei desenvolvendo minhas próprias artimanhas”, complementa o jovem, valendo-se de que “a melhor parte da experiência é, literalmente, a experiência”.

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Victor Hugo já conheceu 15 países: “Sempre me certifico se meu destino oferece uma boa conexão de internet”. Foto: Divulgação.

– Neymar e as Polêmicas do Carnaval

Cá entre nós: cada vez que a crítica mais reclama das baladas de Neymar, ele mais parece provocar! Seria birra?

Com muito dinheiro e com o “burro na sombra”, está pouco se preocupando pelo fato das queixas de anti-profissionalismo e de que não se cuida das lesões.

Pudera, já conquistou muito. Jogar bola pra quê?

Eu discordo desse comportamento dele. Se está se recuperando da operação, não deveria “dançar até o chão” em Salvador e se expor na Sapucaí como ele fez. 

Taí um dos motivos pelo qual, aparentemente, com todo o seu talento não conseguirá ser chamado de melhor do mundo. Infelizmente para quem gosta de futebol; irrelevante para seus “parças”.

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– Treinador ganha jogo? Não sei. Mas muda carreira de atleta…

É inesquecível a lembrança de que um dia, Eurico Miranda, o presidente do Vasco da Gama disse:

Técnico não ganha jogo, mas técnico ajuda a perder jogo“.

Veja o caso do santista Jean Mota: na sua melhor fase da carreira, marcou 8 gols em 51 jogos (em 2016). Ao final de 2018, estava pronto para ser mandado embora do Santos FC por deficiência técnica. Aí chegou Jorge Sampaoli, o novo treinador, que apostou nele e... em 7 jogos do Campeonato Paulista, 7 gols marcados

De 0,1568 gol por jogo, para a média de 1 gol por partida. Mudou a vida ou não do atleta?

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– Um circo que virou o Clássico no Maracanã! Nosso futebol não é sério…

Vasco e Fluminense brigaram para saber os espaços em que suas torcidas ficariam no Maracanã. E não é que tudo se resolveu e nada se decidiu?

Uma hora o Vasco achava que tinha razão, outra o Fluminense, até que a Justiça decidiu que não teria torcida. Há pouco a FERJ decidiu que terá torcida (estaria descumprindo uma ordem judicial) e que assumirá os riscos!

Cá entre nós: que bagunça, que desrespeito aos torcedores e que zona dos “profissionais”. Uma várzea sem fim.

Estão tentando acabar com o futebol carioca (e por tabela, com o Brasileiro). E estão conseguindo!

ATUALIZANDO: as 16h58, decidiu-se jogar com portões fechados  mas o jogo “só” será às 17h00 mesmo…

Atializando 2: aos 38 minutos do primeiro tempo, com muito quebra-pau nas ruas, a torcida começa a entrar no Maracanã… que absurdo!

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– Usar o celular no Trabalho pode ocasionar demissão por justa causa!

Cada vez mais somos reféns do telefone móvel e seus aplicativos. Há gente que se vicia principalmente nos comunicadores de mensagens instantâneas (como WhatsApp) e redes sociais (Facebook, Instagram, Snapchat).

Uma situação cada vez mais discutida: o uso do aparelho durante o horário de trabalho!

Abaixo, extraído de Agora SP, ed 19/02/2017, pg B6.

EMPRESAS PODEM PROIBIR USO DE CELULAR NO TRABALHO

Trabalhadores têm o direito de usar o aparelho no almoço e no intervalo. Justiça autoriza a restrição.

Ao chegar ao trabalho, Rafael Rodrigues Meira dá adeus ao celular. O aparelho é guardado em um armário da Padaria Iracema, no Santa Cecília, e o garçom só checa as mensagens durante o intervalo.

Deixar o celular fora do alcance não é uma opção de Meira. “Dá vontade de olhar e se a gente se distrai, não atende o cliente como deve”, diz.

Por enquanto, os patrões permitem aos funcionários que o aparelho fique no bolso, mas a regra é clara e está estampada na parede: “é expressamente proibido funcionário utilizar celular no horário de trabalho”.

“Conheço um lugar que tem uam caixa para os colaboradores deixarem os aparelhos, que só são liberados no horário do almoço, revela Manuel Tarelho, dono da padaria.

Quem pensa que o impedimento por parte do empregador é abusivo se engana. Se a proibição está nas normas da empresa e o trabalhador insiste em usá-lo, pode até demitir por justa causa, perdendo aviso-prévio, férias e 13o, saque do Fundo de Garantia e seguro-desemprego.

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– A polêmica em declarar o time do coração.

Normalmente, jornalista experiente costuma dizer que com o peso da idade vai torcendo para os amigos. E isso é verdade. Mas tem sim um time do coração também, cuja relação profissional é a barreira exata para à credibilidade do seu trabalho.

Repercutiu muito na última semana a imagem da emoção do jornalista Ivan Moré, que lembrou do seu pai e disse ser corintiano. Aí você se recorda de Milton Neves, Roberto Avalonne, Chico Lang, Juca Kfouri e Mauro Beting, que são jornalistas e torcedores assumidos dos seus clubes. Aliás, de todos esses, nos comentários, vejo o Mauro como o mais “totalmente imparcial”. Parabéns, não deve ser fácil aguentar a cornetagem da sua própria torcida quando escreve ou diz algo que o mais exacerbado se sinta desagradado.

Eu não declararia, apesar que, depois que você se torna árbitro de futebol e conhecer os bastidores dele, percebe que o esporte do ludismo infantil nada mais é do que um negócio profissional. Assim, por força do ofício, por perder o encanto e por entender que muitos torcedores não conseguiriam entender a separação, não digo publicamente meu time grande de infância. Mas, o time de hoje, adulto (que também era o de infância juntamente com o “grandão” que já não consigo mais torcer), publicamente todos sabem, é o Paulista Futebol Clube, Galo da Japi, Tricolor Jundiaiense. E aí por vários motivos: ser o primeiro campo de futebol que fui, influência do pai, estar na minha cidade, passar a minha infância torcendo (já disse aqui: meu jogo inesquecível “in loco” é Paulista x Palmeiras de São João da Boa Vista, gol do Ricardo Diabo Loiro nos acréscimos, no ano da campanha que culminou com a vitória sobre o Vocem de Assis por 7×1 no Parque Antártica na volta à Divisão de elite do futebol Paulista – mais importante e emocionante para mim, na época criança, do que a Copa do Brasil 2005).

Enfim:

1- Pessoa pública, em especial jornalista esportivo, dizer para quem torce, é um risco de se pagar o preço alto das patrulhas da Web.

2- Árbitro de Futebol, mais ainda! Acredite, acontece o fenômeno de se “desgostar do time” por conta de se tornar juiz, mas o principal é: você torce para “você mesmo, pela sua carreira”. Claro, falamos no início de quem já “pendurou o apito”, mas para quem está na ativa é inaceitável por lógica (Importante: vejo alguns poucos ex-Árbitros famosos torcendo para seus clubes grandes de infância – aí é com eles). Para os comentaristas de arbitragem, declarar o time grande cai na mesma seara da desconfiança por parte dos mais fanáticos, embora possam fazer com total isonomia.

3- Jogador de Futebol, outro problema: você consegue ver o são-paulino Rogério Ceni como treinador do Palmeiras? Eu não consigo, penso que a rejeição será grande. Aliás, repararam o número de atletas que o Corinthians está contratando que são redescobertos com fotos vestindo a camisa do Timão quando criança? Se forem para outro clube… Inesquecível a contratação do jogador Getterson pelo SPFC, que horas depois, descobriu-se no Twitter que era corintiano e fazia troça do São Paulo quando mais jovem e foi descontratado na sequência. O que aconteceu com a carreira dele? Alguém lembra hoje do Getterson? Se tivesse tomado cuidado, poderia ter agarrado a chance em jogar num time de expressão.

Dito tudo isso, responda:

1- Você torce para time grande e time pequeno? Essa vale para o torcedor que vai ao Estádio da sua cidade no Interior (Guarani e Ponte Preta, sabidamente, são exceções).

2- O que você acha de pessoas da imprensa declararem o seu time do coração? Essa se refere à figura conhecida nacionalmente, como Galvão Bueno, por exemplo.

Deixe seu comentário:

(Em tempo: para ficar claro, meu time de infância era o XXXX Atlético Clube e o Paulista FC; quando me tornei árbitro e vi os bastidores, percebi que o desgosto em ter simpatia pelo XXXXXX era grande mas não consegui deixar de gostar do Paulistaembora sendo vetado pela FPF em trabalhar no Jayme Cintra por força das regras da carreira, fui escalado algumas vezes em jogos do Galo como 4o árbitro, agindo com isenção e profissionalismo assim como faço hoje, em minhas análises como comentarista na Rádio Difusora, nas colunas postadas na Web e em outras mídias).

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– Pessoas acima da média merecem sucesso: A Turma da Mônica oficial prestigia a “Derretida”

Viralizou nas Redes Sociais uma foto da “Turma da Mônica”, em fantasias simples, caídas, humildes, cujos bonecos visitaram uma escola da cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais.

As imagens (vide abaixo), foram chamadas de Turma Derretida da Mônica, Mônica da Deprê, O lado pobre da Turminha, entre outras coisas.

Não é que o genial Maurício de Sousa em pessoal determinou que os personagens oficiais  visitassem a escolinha?

Só aplausos para esse cara! Merece ter sucesso.

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De todos os bonecos simplórios, o que menos “ornou”, penso eu, foi o da Magali. E o pé machucado do Cebolinha?

A outra foto, abaixo, dos originais esperando para a surpresa:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagine na cabeça de cada criança o sentimento desse dia…

– O custo-benefício é melhor a quem?

Vejo que diversas federações de futebol fizeram pré-temporadas com árbitros de futebol. Cada uma a seu modo, com sua cultura e suas dificuldades.

Levando em conta o que se tem visto, de quem é o melhor custo-benefício?

1) DOS ÁRBITROS, que abrem mão de dias de trabalho das suas empresas ou férias de suas famílias, ficam em regime de internato com outros colegas, sem remuneração e que fazem isso para campeonatos de menos de 3 meses; ou

2) DAS FEDERAÇÕES, que apesar dos gastos com hospedagem e alimentação tem os árbitros à sua disposição, que mesmo sem ser profissionais devem agir como tal (sem as entidades arcarem com os custos e deveres de empregador); ou

3) DOS CLUBES, que sentem em campo o sucesso ou fracasso do trabalho desses dias de treinamento nas partidas apitadas?

Aliás, por quê nunca vejo sindicatos criticarem as metodologias de pré-temporadas, já que seus sindicalizados são obrigados a estarem a disposição das federações, de graça, abdicando de trabalho/férias e família. Não são empregados, mas agem como tal, sem contestação?

Vale a reflexão…

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

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– Adriano Imperador não teria ainda alguma chance no futebol?

Poucas vezes li um texto tão perfeito quanto o que penso como o de Luiz Fernando Gomes, escrito no jornal Lance deste domingo (pg 24, 30/12/2018). Ele fala sobre o “fim de carreira” do Imperador que já não joga mais.

Pobre Adriano, o atacante que parou cedo e jogou sua carreira profissional fora. Vale a pena ler:

O IMPERADOR DA PENHA

Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida

No campo havia três gerações de talentos. De Zico, Tita, Adílio, Mozer e Junior, heróis daquele espetacular Flamengo dos anos 80, à juventude de Vinicius Junior e Lucas Paquetá que começam a pavimentar na Europa trajetórias que têm tudo para se tornarem histórias de sucesso.

Mas, entre craques do passado, do presente e do futuro uma atuação em particular chamou a atenção no Jogo das Estrelas. Aos 36 anos, em uma idade que ainda poderia estar exibindo todo o seu talento em um grande clube daqui ou de fora, o imperador Adriano mostrou que o futebol, definitivamente, não faz mais parte de sua vida.

Por favor, vamos esquecer de vez essa história de que ele pode voltar a jogar. Vamos deixar de lado essas especulações que a cada início de temporada ressurgem na mídia. Adriano não dá mais, como ficou claro na quinta feira, nem para jogar pelada. O que dirá para vestir profissionalmente a camisa de algum time.O carinho da torcida por ele – especialmente dos rubro-negros – continua o mesmo. A cada vez que tocava na bola, nas poucas vezes em que o fez, era ruidosamente saudado pelas arquibancadas do Maracanã. Um reconhecimento nada mais justo para quem foi decisivo, ajudou o clube a conquistar seu último Brasileirão, em 2009 quando comandou a surpreendente arrancada final ao lado do genial Petkovic, outro aliás que abrilhantou, com seu toque refinado, a festa de Zico.

Mas a reverência da torcida foi só o que lembrou o passado vencedor do Imperador. As pernas não respondem mais, o gol perdido com a meta escancarada, a queda patética ao chão quando tentou dar um passe de letra foram os sinais mais evidentes do ocaso. Mas não os únicos: as mãos cobrindo o rosto a cada jogada errada e o mau humor com que recebeu a brincadeira do comentarista Alex Escobar que queria presenteá-lo com a camisa do Inacreditável FC mostram que mesmo num jogo de brincadeira, em que todos se divertiam, Adriano sofria com a bola e por causa da bola.

Adriano teve e tem tudo o que quis. Muito rapidamente conquistou na Europa a fama, a riqueza, carros, mulheres e todo tipo de luxos. Sobre ele, em defesa dele, em uma das inúmeras vezes em que chutou o balde na carreira, Pelé lembrou que era, naqueles tempos, apenas um menino de quem não se podia exigir a maturidade de um homem feito. O imperador ganhou em dois ou três anos na Itália o que o Rei levou anos suando a camisa para acumular. E isso lhe foi fatal, o fez, na prática, desistir muito cedo do futebol, perder a graça de jogar, se desestimular. Não foi o único, não será o último.

Adriano não joga desde 2014 quando o Athletico-PR fez a última aposta em sua recuperação. Não deu certo. Atuou apenas quatro vezes, três pela Libertadores e uma pelo campeonato Paranaense. Balançou a rede uma única vez. E nem vale tratar depois disso da experiência quase amadora no Miami United em 2016. Sua carreira de alto nível, na verdade, terminou bem antes, em 2010, quando deixou o Flamengo, As passagens que se sucederam, pela Roma e o Corinthians, onde chegou carregado de expectativas, foram pífias tanto nos números (oito jogos em cada um e apenas três gols marcados) quanto no desempenho físico e técnico.

Não consta que o mau estado de espírito que demonstrou no Jogo das Estrelas seja a tônica do comportamento cotidiano de Adriano. Ao contrário, muito já se falou da felicidade que ele exibe quando está descontraído e longe dos holofotes, no seu habitat de origem, a Vila Cruzeiro, cercado de amigos – e, convenhamos, também falsos amigos. Por mais que essas relações já lhe tenham trazido problemas, inclusive com a polícia.

O que fica claro é que o império de Adriano, onde ele quer reinar, não é mais o Maracanã, mas a comunidade da Penha. Os rolés de moto, as rodas de pagode, os bailes funks, as mesas das biroscas valem muito mais do que a rotina de treinos, concentrações, horas a bordo de aviões de um canto a outro do Brasil. E ele tem todo direito de pensar assim. Sempre, aliás, teve o direito de fazer suas escolhas e lidar com seu futuro. Esqueçam, portanto, de Adriano. Ou melhor, que se cultive na memória o que ele foi, sua técnica, sua força, seus gols, seus títulos. É muita coisa. É o que nos resta!

Feliz 2019, leitores.

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Adriano participou do Jogos das Estrelas de Zico no Maracanã (Foto: Celso Pupo/Fotoarena)

Foto: Lance!

– Klopp e Guardiola: gênios!

No meu ranking “particular”, Pep Guardiola é o melhor treinador do mundo em atividade (pelos títulos e feitos acumulados). Mas neste momento, Jurgen Klopp está se saindo melhor do que ele. Não que Guardiola tenha perdido a mão, pois são dois Titãs em campo. Mas o que está jogando bola o Liverpool… o próprio Pep disse que o adversário é o melhor time do mundo na atualidade”.

Então ficamos assim: Guardiola é melhor do que Klopp no todo da história; Klopp está melhor do que Guardiola no atual estágio. O alemão terá superado o catalão quando ambos tiverem encerrado a carreira e fazerem um balanço de ambos?

Outra coisa: qual o segredo para o Roberto Firmino jogar tanta bola na Inglaterra e talvez não aparecer no mesmo ritmo na Seleção Brasileira?

Obs: Enquanto isso, Mourinho fica assistindo os dois treinadores vencerem enquanto está desempregado. O que aconteceu com o também genial (mas polêmico) Special One? Mas lembremo-nos: ele assiste os adversários sentado nos seus sacos de euros e dólares…

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– A Bipolaridade do Mundo Organizacional

Compartilho um artigo extremamente oportuno de um fenômeno atual: a “Mudança de ‘Humor Organizacional’ das Empresas”, retratado pelo Prof José Renato Sátiro Santiago.

Abaixo, extraído de:

http://jrsantiago.com.br/blog/texto/A_Bipolaridade_no_Mundo_Corporativo_e_seu_uso_indevido

A BIPOLARIDADE NO MUNDO CORPORATIVO E SEU USO INDEVIDO

Distúrbio caracterizado pela repentina mudança de humor de seu paciente, a bipolaridade tem invadido o dia a dia de todos nós.

Diferentemente do que acontecia em um passado remoto, hoje em dia não é tão raro conhecermos alguém que sofra deste mal.

A questão aqui, no entanto, não diz respeito ao efetivo crescimento, mas sim ao seu diagnóstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, há cerca de 340 milhões de pessoas que sofrem de transtornos desta natureza (1 a cada 20).

Sim, sofrer é o termo certo, pois se trata de uma doença com a qual se deve ter um enorme cuidado.

Conforme alguns estudos, o índice de suicídio entre as pessoas bipolares é cerca de 30 vezes maior se comparado com aquelas que não possuem tal distúrbio.

Assustador.

Ainda assim, há um mal maior sofrido por uma pessoa bipolar, o preconceito.

Muitos, talvez por pura ignorância no assunto, costumam associar as características deste mal como sendo “pura frescura” ou “falta de uma boa surra quando criança”.

Como se fosse possível controlar seus efeitos.

No mundo corporativo, por exemplo, não é incomum confundirem a bipolaridade com questões bem diferentes sem qualquer relação de causa e feito.

Isto é péssimo e é o pior que pode ser feito.

Quantos de nós, ao longo de nossa vida profissional, já testemunhamos colegas que mudam radicalmente de postura e comportamento de um momento para o outro.

Tal tipo de situação costuma ser marcada por frases de tal estirpe “…ele (ou ela) só pode ser bipolar…”.

A verdade absoluta é que isto está longe de ser bipolaridade.

O que seria apenas uma estratégia de sobrevivência, mesmo que vil, passa a ser entendido como algo que é feito sem que haja a devida previsibilidade.

A pessoa bipolar age de acordo com o seu humor, e este, o humor, muda de forma muito rápida e extremada.

Trata-se de algo que pode ser controlado com tratamento, inclusive com medicação apropriada.

A mudança de posicionamento repentino, conforme conveniência, não possui qualquer relação com este tipo de transtorno.

O assunto sobre o qual se refere é outro.

Além disso, e justamente por se tratar de uma doença, é uma irresponsabilidade o uso indevido de um assunto tão sério para qualificar alguém.

Uma atitude preconceituosa, pois tende a associar uma doença como sendo uma característica pessoal.

“Ah mais eu não sabia disso”.

Ainda assim, o desconhecimento sobre as características desta, ou de qualquer outra, doença não serve de atenuante ao seu uso indevido.

Aliás, isto deveria servir para tudo, não é mesmo?

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– Como um Entrevistador deve se Comportar Frente ao Entrevistado

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo:

Extraído de Revista Época Negócios, edição 234, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.

Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.

Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.

Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.

Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”

Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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– Frieza, Competência e Profissionalismo: o piloto do voo da Latam que pousou emergencialmente em Confins!

Há certas situações em que um treinamento importante, mas que você pensa não precisar nunca do uso dele, se faz necessário para salvar vidas!

Viram que um avião fez um pouso de emergência em MG nessa semana (Latam SP – Londres)?

Foi divulgada a conversa entre piloto e torre de comando. O cara é um HERÓI!

Leiam e se impressionem: ele preparou toda a situação para o socorro imediato, caso ocorresse uma tragédia, se preocupou em não apavorar os passageiros e mostrar o controle da situação, além de provar sua habilidade como piloto sem o funcionamento dos esquipamentos elétricos do Boeing 777!

Aqui: https://g1.globo.com/google/amp/mg/minas-gerais/noticia/2018/12/21/em-conversa-com-torre-de-controle-piloto-do-aviao-que-fez-pouso-de-emergencia-em-confins-fala-de-problemas-eletricos.ghtml

A CONVERSA DO PILOTO COM A TORRE

Avião da Latam ia de Guarulhos a Londres, mas foi obrigado a aterrissar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte na madrugada desta quinta-feira.

O piloto do Boeing 777 da Latam, que fez um pouso de emergência no Aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, disse, em conversa com a torre de controle, que o avião estava com problemas elétricos e não estava conseguindo jogar fora o combustível para reduzir o peso.

“Nós estamos muito pesados, o sistema de alijamento não está funcionando, tá bem? Estamos praticamente sem nenhum sistema elétrico funcionando, correto. Então estamos com esse problema um pouco sério, ok? Então por gentileza, deixa preparado o bombeiro. Estamos efetuando o procedimento aqui. Tentando aliviar o máximo possível o peso da aeronave, mas está difícil. Estamos prosseguindo o procedimento de pousar, ok? Por gentileza se o senhor puder interditar a pista”, disse o piloto em conversa publicada pelo jornal Folha de São Paulo e confirmada pela TV Globo.

A torre de controle respondeu, “aguardando apenas o pouso da sua aeronave e já foi solicitado também o apoio dos bombeiros no solo”.

O piloto ainda disse, “estão conseguindo combater o fogo? Porque ficaria mais seguro descer com a escada em vez de evacuar”. A torre respondeu, “a gente vai coordenar com eles. Eu já retorno”.

Em seguida, o piloto respondeu. “tá joia. Porque pelo que eu tô vendo agora, tá meio bagunçado lá embaixo e com a escada a gente consegue organizar o fluxo”.

O aeroporto operou com restrições por 21 horas até a liberação total da aeronave. O Boeing da Latam ficou parado perto da área de decolagem, depois de fazer um pouso forçado.

Os passageiros ficaram sabendo do problema ao ouvir a conversa do comandante com a tripulação. “Na hora que vazou o áudio, a gente deu pra perceber, inclusive, que a situação estava feia, porque na hora que ele mencionou pane elétrica, não tinha nada de suporte elétrico para ele poder fazer qualquer manobra. Eu falei, ‘lascou. O quê que a gente faz agora?!’”, disse a bióloga Larissa Veiga.

O Boeing saiu de Guarulhos, às 00h30 de quarta-feira (19) com destino a Londres. O pouso forçado foi à 01h43.

A passageira Leocádia Valverde, que viajava com o marido, gravou um vídeo depois da aterrissagem. “Estamos aqui em Confins, Minas Gerais. Pouso de emergência. Deu pane elétrica aqui. E eles já jogaram um monte de espuma em nós aqui para não pegar fogo o avião”, disse ela.

O avião tem dois trens de pouso principais com doze pneus. Segundo a companhia aérea, todos esvaziaram no pouso. Oito foram danificados. Quase 40 homens trabalharam na troca dos pneus que foi erguido por quatro macacos hidráulicos. Seis toneladas de equipamentos foram trazidos de São Paulo por um avião cargueiro da Força Aérea Brasileira. Os passageiros seguiram pra Londres.

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– Existe preconceito ao clube empresa?

Aqui no Brasil, quando se fala em “dono de clube de futebol”, imediatamente vem a ideia preconceituosa de que existe apenas o interesse financeiro. São poucos os que pensam em uma administração esportiva profissional visando o também o lucro (como os clubes esportivos que não são empresas também almejam).

O Audax de Mário Teixeira era Pão de Açúcar do Abílio Diniz, e da 5a divisão foi ao vice-campeoanto paulista da 1a divisão em pouco tempo. Idem a trajetória de sucesso do Red Bull Brasil.

Aliás, os esforços em um trabalho sério e calcado num agressivo marketing são marcas do “Toro Loko” em nosso país. O fabricante de enérgico mundialmente famoso atua na Fórmula 1, em provas aéreas e outros esportes, penando ainda pela falta de numerosos torcedores, embora, sejamos justos, tem sido simpático à Campinas, onde manda seus jogos.

Já na Alemanha, em Leipzig, cidade da antiga Alemanha Oriental, o Red Bull chegou à 1a divisão da Bundesliga e sofre total rejeição. O time-sensação do Campeonato Alemão é vaiado quando joga como visitante pelo fato de… ter dono! A Federação Alemã também proibiu o nome Red Bull e ele tem que jogar como RB Leipzig (RasenBallsport Leipzig).

Já na Inglaterra, os donos dos clubes são americanos, chineses, tailandeses, russos, malaios… e funciona muito bem. Ou vamos negar o sucesso da Premier League?

Qual é o problema, cá entre nós, de um clube ter dono? Vejam o que os clubes associativos viveram com Mustafás, Aidares e Dualibs da vida…

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