– Ser Inteligente e Frio não é bom na Administração de Empresas.

Leio interessante artigo do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, em entrevista à Cilene Pereira na Revista IstoÉ, Ed 2173, pg7-9. Ele fala sobre a importância de “ser inteligente num mundo corporativo onde administrar as relações humanas é cada vez mais fundamental”.

E, na preocupação em administrar sentimentos, vem uma colocação interessante:

Inteligência sem emoção não funciona”.

Taí. Essa afirmação serve como reflexão para muitos gestores espertalhões que têm o coração duro. Administrar sentimentos pode ser tão importante quanto números em empresas.

Qual sua decisão: emoção ou razão? - Neuroconecte

– Problema Financeiro ou Má Gestão?

Ao ler a matéria falando da demissão do treinador Sérgio Soares, da Ferroviária (incrível: com o futebol parado no Brasil, ainda assim treinador cai), pode nos parecer num primeiro momento que, de fato, o Coronavírus foi um dos responsáveis e abalou as contas do clube (o que seria possível).

Mas ao longo do texto… palavras como “mudança de filosofia”, “resgate da metodologia anterior” e outras observações são feitas dando a entender que a crise de saúde, na verdade, seria só uma desculpa.

Lembrando: a AFE, com sua nova endinheirada gestão, prometia muita coisa em 2020!

Extraído de: Uol.com

FERROVIÁRIA CITA FINANÇAS E DEMITE SÉRGIO SOARES

Por Rodrigo Viana

A Ferroviária, time que tinha a expectativa de um investimento milionário no início da temporada com a chegada do investidor Saul Klein, herdeiros das Casas Bahia, demitiu o técnico Sérgio Soares e o auxiliar Denys Facincani. A justificativa, em nota nas redes sociais, teria sido “em função do planejamento desportivo e financeiro do clube para o segundo semestre”.

À reportagem, Soares mostrou-se surpreso com a decisão: “É lamentável. Recebi o comunicado por telefone. Me senti entristecido por essa notícia”.

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O técnico fez questão de lembrar o momento do time em campo até a temporada ser interrompida: “Deixamos a equipe num momento de ascensão, com seis jogos sem perder no Paulista, e uma classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil”. A Ferroviária já teria, inclusive, recebido da CBF a premiação referente à classificação à terceira fase da Copa do Brasil, cerca de R$ 2,7 milhões.

Soares afirmou que seu contrato foi quebrado, e que o vínculo tinha duração prevista até o final do ano. “As pessoas que cuidam da minha carreira vão conduzir essa questão”. Mesmo entendendo que a decisão tenha tido motivação financeira, Soares pontuou que a Ferroviária conta “com a presença de um investidor”, referindo-se ao grupo de Saul Klein.

A Ferroviária deve efetivar Léo Mendes no comando da equipe profissional. Há quatro anos à frente do sub-20 da Ferroviária, Mendes foi um dos responsáveis pela revelação de atletas como Claudinho e Joninha, hoje na equipe principal, além de Gustavo Medina, negociado com o Real Valladolid da Espanha, e Felipe Estrella, com o Roma, da Itália, entre outros.

A diretoria da Ferroviária aposta que Mendes pode resgatar o modelo de jogo implantado desde que o time voltou à primeira divisão e que havia se perdido com as sucessivas mudanças de treinadores. Desde que o grupo de Klein assumiu a Ferroviária, passaram pelo comando da equipe Vinícius Munhoz, Marcelo Villar e Sérgio Soares. Desta forma, a efetivação de Mendes poderia realinhar o discurso da “antiga” Ferroviária com o novo investidor.

O técnico chegou ao clube em janeiro e dirigiu o time grená em 13 partidas, com quatro vitórias, seis empates e três derrotas. Em nota oficial, Soares agradeceu a passagem por Araraquara. “Agradeço a todos os funcionários da AFE, ao grupo de jogadores, que tenho certeza caminhavam comigo no entendimento que eu tenho de futebol, comissão técnica e dirigentes pela oportunidade. Tenho certeza que o reconhecimento do nosso trabalho acontecerá e que novos projetos de sucesso virão”, afirmou.

Começa o desmanche

O impacto da covid-19 já atinge os clubes da primeira divisão do Paulista e o futuro do campeonato está em cheque. É um cenário no qual a diretoria do Santo André, dono da melhor campanha até aqui, já cogitou não disputar o final do campeonato e reivindicar o título. Pois, além da Ferroviária, outro clube anunciou recentemente a saída de seu treinador: Pintado está fora do Água Santa.

As mudanças da Ferroviária e do Água Santa, bem como as reivindicações do Santo André são apenas a ponta do iceberg da situação dos times do campeonato. Em entrevista ao blog da Marília Ruiz, do UOL Esporte, o presidente do Corinthians Andrez Sanches disse que os clubes devem priorizar o Brasileiro e as copas Intercontinentais. A Federação Paulista de Futebol ainda não se pronunciou. Mas a continuidade do Campeonato Paulista torna-se cada vez mais inviável.

– Pobres Médicos brasileiros…

Minha prima Mônica (Dra Mônica Franco de Oliveira) é médica. Ela, vocacionada como é, está trabalhando praticamente sem folga nesses últimos dias por conta do Covid-19. Com a ajuda de familiares, têm deixado os filhos em casa, no isolamento, e sai a cuidar da vida dos desconhecidos.

“É médica, a profissão exige isso”, você poderá dizer. Mas, neste terrível momento de incertezas, será que ela também não gostaria de estar com as pessoas queridas em resguardo, como muitos estão?

Mas vamos lá: o mote dessa postagem não é falar sobre ela, mas da classe que ela representa: os médicos do Brasil, que nesse momento se desdobram para ajudar e fazer além do que lhes é devido.

Quer um exemplo? Os Equipamentos de Proteção e Segurança! Nem todos estão tendo acesso a material de qualidade. Os EPIs do Exterior são completamente diferentes do que os fornecidos aos médicos daqui, trazendo indignação aos profissionais que acabam ficando bem mais desprotegidos do que seus colegas de outros países. Aliás, reflita: eles são a linha de frente, os primeiros a serem infectados por pacientes. Não se deveria pensa com muito mais carinho e zelo pela segurança deles?

Assim, valorize o médico que te consultar. Ame-o, respeito-o, reze por ele e pelos seus familiares. São mais do que merecedores! Embora, infelizmente, há aqueles que endeusam ídolos da Política ao invés de anônimos salvadores da Pátria.

– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

(Texto de 2019, republicado hoje por falta de temas referentes ao Futebol, a fim de lembrarmos que ele é importante – mas nem tanto). Abaixo, deste mesmo blog:

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– E havia quem resistisse…

Como defender o indefensável?

Pessoas mais fanatizadas e de cultura arreigada ao saudosismo refutaram o Red Bull como gestor de suas equipes. Paulista de Jundiaí e Ponte Preta de Campinas que o digam, pois foram as equipes cujas torcidas mais fiéis aos seus princípios históricos não aceitavam as mudanças dos tempos atuais.

Hoje, sem dúvida alguma, se vê o sucesso de uma gestão profissional com menos de um ano de vigência no Bragantino: salários em dia, condições excepcionais de trabalho, presença na 1a divisão nacional e líder do seu grupo na 1a divisão regional.

A sorte sorri para quem abraça a oportunidade. Parabéns Red Bull Bragantino. É impossível não aplaudir.

– A ética e o policiamento de quem fala sobre determinados assuntos. Em destaque: o futebol!

Nesses tempos em que tudo é motivo para o mundo bipolar (e politizado de maneira extremista) se manifestar radicalmente, o cuidado no uso das palavras e ações para mostrar sua sensatez é importante.

E, nesse momento, gostaria de abordar um tema bem espinhoso e real: esse cuidado pregado contraditoriamente sendo descuidado pelo mundo do futebol.

Alguns mitos (ou verdades escondidas que não queremos acreditar de tão escabrosas que são):

  • Quantas vezes você já ouviu falar que treinador recebe “por fora” para escalar determinado jogador?
  • Jornalista A ou B plantando notícia por falta dela (e que depois acaba se tornando até mesmo real)?
  • Árbitro na gaveta, caseiro, com ordem de evitar cartões a jogadores X e Y por estarem pendurados?
  • Dirigentes de clubes negociando atletas nos quais eles têm participação no “passe” (que foi extinto, mas acabou se tornando algo legalizado de outra forma – como contratos amarrados)?
  • Cartolas torcendo contra o próprio clube para prejudicar a administração do desafeto que o comanda?
  • Comentarista (de futebol, de arbitragem, ou de qualquer outra coisa na área do esporte) falando bem ou mal de determinada pessoa porque recebe presentes / valores / favores de interessados?
  • Boleiro “tirando o pé do jogo” para derrubar o próprio treinador?

Ufa! Achei vários motes a serem debatidos (e existem muitos outros, tente pensar em alguns). Mas trazendo para a nossa realidade, a mesma concordância ou não de “Esquerda ou Direita fanatizados” passa a nortear muitas das discussões do futebol, na mesma briga virtual que sê vê nas Redes Sociais. Quer exemplos?

  • Fernando Diniz é ousado e tenta resgatar o bom futebol brasileiro / Fernando Diniz não sabe nada e é um Professor Pardal;
  • Neymar é um craque que não deve dar satisfação da sua vida pessoal / Neymar é só mais um driblador e não é exemplo para ninguém.
  • Andrés Sanches é o cara que conseguiu o estádio para o Corinthians, trouxe Ronaldo e Roberto Carlos e fez nascer o time que ganhou o Mundial do Japão / Andrés Sanches afundou as contas do Corinthians e é uma péssima pessoa.
  • Jorge Jesus é o treinador que ajudou a rediscutir o futebol brasileiro / Jorge Jesus só conseguiu sucesso no Flamengo pelo time que tem.
  • Árbitro X é muito bom / Árbitro X é muito fraco.

Algumas dessas discussões podem trazer uma resposta bem objetiva aos defensores ou críticas, mas em outras, não necessitaria “meio-termo”?

A FPF tem péssimos atos a serem condenados. Mas a busca da inserção das mulheres no futebol, de maneira mais efetiva, têm sido positiva (embora, ficará a dúvida de outros casos envolvendo sexismo na história da entidade, envolvendo alguns dos seus atores que se promoveram).

Tenho muito medo quando as pessoas que não são do meio do futebol se confundem com a verdade e a pseudo-notícia. Por exemplo, ao acaso: o jornalista A detona a pessoa X pois já trabalhou para B e X é desafeto dela; e vez ou outra dá umas cutucadas no próprio B para parecer isento. Mass que hipocrisia é essa?

Enfim, precisamos (jornalistas, blogueiros, não-jornalistas): ponderação, ética, cuidados para não e engabelar quem lê, deixar claro o que é notícia ou opinião, separar o clubismo, não deixar as emoções contaminarem as palavras, e, principalmente, NÃO MENTIR!

Há muito tempo, conheci um cara que mentia para caramba! E ameaçava quem falava a verdade com processos judiciais (aliás, a frase batida é: Fulano vai tomar um processo… caia fora dele). Na 1a vez que tentou, tomou uma invertida do juiz… e aí teve que pagar as custas de quem ele “reclamava”. Neste exemplo, fica a dica: Mentirinha ou Mentirona, sempre será Mentira!

Outro exemplo nefasto é agente de futebol disfarçado de diretor de clube, dizendo que abriu mão do seu negócio por amor à camisa… E no primeiro pepino que acontece, diz que a culpa é da imprensa (que descobriu a incompatibilidade de funções).

Esses “nunca conte mentira” e “diga sempre a verdade” do tempo do vovô e da vovó ganharam roupagem nova e e se chamam  “fake news” e “incompatibilidade de funções e discurso para proveito próprio”.

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– Entregou o atestado e foi para a praia?

Coisas de um país onde se apronta de tudo, lamentavelmente: o funcionário entregou um atestado médico alegando estar doente, e foi para a… praia! Se não bastasse, postou fotos em sua rede social.

Cara de pau ou não?

Acabou mal. Abaixo, extraído de: https://www.contabeis.com.br/noticias/42239/trabalhador-que-entregou-atestado-e-postou-foto-na-praia-e-multado/

TRABALHADOR QUE ENTREGOU ATESTADO E POSTOU FOTO NA PRAIA É MULTADO

Operador de máquinas postou fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.

Um operador de máquinas de Espírito Santo do Pinhal, na região de Campinas, foi condenado a pagar multa de R$ 500 ao empregador por litigância de má-fé após o desenrolar de um processo judicial que comprovou que ele havia postado fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.

Adicional de insalubridade

Segundo o acórdão, o caso teve início quando o funcionário foi à Justiça fazer uma reclamação trabalhista contra a empresa, pedindo adicional de insalubridade e alegando que havia desenvolvido doença ocupacional em decorrência do trabalho na empresa, uma fábrica de vidros temperados.

O empregado foi admitido em junho de 2014 e dispensado em novembro de 2015, sem justa causa. Um mês antes da demissão, apresentou atestado médico de dois dias, com a justificativa de “ruptura espontânea de tendões não especificada”.

Além do adicional de insalubridade, o funcionário pediu à Justiça a manutenção do plano de saúde, reintegração ou indenização do período de estabilidade, indenizações por danos morais e materiais e honorários advocatícios.

Redes sociais

Nos autos do processo, a empresa usou como provas postagens em redes sociais do funcionário que, nos dois dias de afastamento, publicou fotos em uma praia.

“O reclamante alega que, em virtude da doença ocupacional, ‘se tornou praticamente inválido’ e terá que se aposentar por invalidez, de modo que as atitudes não se coadunam com os fatos por ele narrados ou até mesmo com os atestados apresentados à empregadora”, diz na decisão a desembargadora Larissa Carotta Martins da Silva.

Decisão

O juíz de 1º grau negou todos os pedidos do trabalhador e o condenou por litigância de má-fé, com condenação de multa de R$ 500 à empregadora.

O TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) negou o recurso apresentado posteriormente pelo funcionário e manteve a decisão do juíz da primeira instância, mantendo a multa.

“O atestado tinha relação com um dos pedidos da ação, que pretendia comprovar uma suposta doença ocupacional. Como a utilização do atestado visava um benefício no processo, a prova se revelou inidônea, então é perfeitamente cabível a indenização por litigância de má-fé”, explica o advogado Marcos Lemos, do Benício Advogados Associados.

Atestado falso

Apresentar atestado médico falso, além de ser considerada falta grave, pode levar a uma demissão com justa causa do funcionário.

“Nesse caso, o trabalhador não terá direito ao saque do FGTS e à multa de 40% sobre o fundo. Seguro-desemprego e saldo de férias ou 13º proporcionais também não serão recebidos”, explica Lemos.

Outro caso semelhante é quando o funcionário apresenta um atestado médico que é verdadeiro, mas que é incompatível com a sua condição real de saúde.

“Se ele disser que tem uma doença limitante, como uma crise renal aguda, e a empresa ver que, no período de afastamento, ele estava jogando futebol, por exemplo, ela poderá acionar um médico do trabalho para uma análise médica presencial. Se houver base médica para a conclusão, caberá justa causa”, afirma o advogado.

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– A cobrança do trabalho fora do expediente (e via WhatsApp)

Aconteceu no ano passado, mas como o assunto permanece atual, vale o destaque: muitas vezes destacamos como é ruim o fato de funcionários usarem o seu telefone e/ou aplicativos e redes sociais durante o expediente. Mas e quando a empresa o faz fora do horário de trabalho, cobrando metas do empregado?

Um caso real, acontecido no Brasil, que gerou indenização,

Extraído da Folha de São Paulo, página A28, Caderno Mercado, 26/11/18

COBRAR EMPREGADO POR WHATSAPP GERA INDENIZAÇÃO

A Terceira Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Telefônica a pagar indenização a um vendedor, porque seu chefe enviava mensagens de WhatsApp cobrando metas e resultados fora do expediente.

A decisão, unânime, fixou indenização de R$ 3.500.

Para o Tribunal Superior, a conduta extrapolou os limites, além de gerar apreensão, insegurança e angústia no funcionário. A Vivo, marca comercial do grupo Telefônica Brasil, disse que não comenta processos judiciais.

No processo, o vendedor disse que sofria assédio moral, com pressões excessivas por resultados e ameaças de demissão caso não atingisse as metas. A pressão, afirmou, afetou sua vida privada e sua integridade psicológica.

As testemunhas relataram que havia cobranças durante e depois do horário de expediente, via WhatsApp.

Além disso, foi dito que o desempenho de cada vendedor era afixado no mural da empresa e exposto pelas mensagens do aplicativo. O gerente, afirmaram, também cobrava respostas às mensagens enviadas fora de hora.

Inicialmente, o pedido havia sido negado. Para a primeira instância, não havia pressão excessiva. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região disse que havia opção de não ler ou não responder.

Já no TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, entendeu que é preciso estabelecer limites e que a conduta invade a privacidade.

“Se não era para responder, por que enviar a mensagem por WhatsApp? Mandou a mensagem para qual finalidade? Se não era para responder, deixasse para o dia seguinte. Para que mandar mensagem fora do horário de trabalho?”, questionou.

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– Dudu e Andrés Sanches: no Carnaval, repulsa. E se fosse na caridade?

No mundo utópico e ideal, não haveria problemas de pessoas de clubes rivais se confraternizarem. Nem mesmo se eles forem notoriamente símbolos polêmicos.

No mundo real, que eles saibam que, ao dar publicidade a essas fotos (como a de André Sanches, presidente do Corinthians, e Dudu, jogador do Palmeiras, na semana passada, abraçados em meio às festas carnavalescas) automaticamente permitem aos fanáticos “combustível” às críticas…

Pessoas importantes ligadas a rivais unidas numa farra, sempre trará muita discussão. Talvez, se fossem flagradas em um evento filantrópico, a repercussão seria outra. Ou não?

Confesso não saber: será que Dudu (o primeiro ídolo com esse nome, o da Academia, o Olegário Toloi de Oliveira), passou por alguma situação como essa? Ou se preservava?…

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– Tantos técnicos demitidos só em Fevereiro… mas quantos cartolas?

O Atlético Goianiense demitiu Cristóvão Borges com uma única derrota, pois a diretoria entendeu que sua “filosofia não atende a demanda do clube”, como foi divulgado em nota no momento da sua demissão.

O Atlético Mineiro demitiu o treinador Dudamel após a eliminação da Copa do Brasil para o time pernambucano de Afogados da Ingazeira. Um vexame tal saída da competição, sem dúvida.

O Corinthians é pressionado por resultados e bom futebol, o que não tem sido ainda obtido pelo treinador Tiago Nunes. O Santos “ferve” por conta do descontentamento do Conselho Deliberativo ao português Jesualdo. O São Paulo não tem paz nem mesmo quando Fernando Diniz consegue vitórias (e olhe que o time ataca constantemente).

Tudo isso seria até compreensível se não fosse o fato da temporada ter começado no final de Janeiro e estarmos em FEVEREIRO apenas! Também da utopia de que, as pessoas que demitiram os treinadores se auto-reconhecessem cúmplices do “fracasso”. Afinal, foram eles, treinadores, que se auto-empregaram”?

Comparo perfeitamente com qualquer Comissão de Árbitros: se um juiz vai mal por inexperiência, ou não atua bem porque não tinha o perfil para determinado jogo, ou ainda estava sem ritmo de jogo e apitou fora das condições adequadas ou sem instrução devida, a culpa é dele, árbitro, ou de quem o escalou? 

É muito simples um gestor de clube contratar um profissional e demiti-lo em poucos dias, criticando seu desempenho. Mas quem o escolheu? 

A cartolagem dos clubes se perde na nobreza e arrogância, e no fundo seus acessórios são os de Patati e Patatá…

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– Catalogando Workaholics

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, Janeiro/ ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

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– Jorge Jesus: o competente (e demagogo) treinador do Flamengo.

elogiei bastante o trabalho do treinador português Jorge Jesus, o “mister”. Mas confesso: o que eu imaginava ser “jeito” de falar, e não arrogância, parece estar mudando.

De uma maneira bem demagoga, ao vencer o Athlético Paranaense na Supercopa, disse:

“Todas as torcidas torcem contra o Flamengo? Pode até ser, mas mesmo assim é difícil equilibrar, pois a torcida do Flamengo é muito grande.”

Se você achou isso como uma forma válida de ganhar a torcida, ok. Não discuto e concordo. Mas seu auto-elogio eu discordo:

“Não é só no futebol brasileiro [que eu sou diferente]. Quando eu estava na Europa, eu já era diferente”.

Aí é outra história: pode ser diferente em Portugal e no Brasil, mas nas grandes Ligas da Europa (Itália, Inglaterra, Espanha), neca.

E você, concorda com isso?

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– Paulo Autuori se contradiz aceitando o Botafogo?

Só hoje vi que Paulo Autuori será o novo treinador do Botafogo. Mas não era ele que foi diretor do Athlético e do Santos, refutando ser treinador novamente?

Li um tuíte do jornalista Luís Carlos Quartarollo que representa muito bem o que penso:

“Paulo Autuori é incoerente ou desavisado. Era diretor do Santos e saiu porque o clube está endividado e não iria investir para essa temporada e agora aceita ser técnico do quebrado Botafogo. Ah, mas se o Botafogo virar empresa ele vira diretor e deixa de ser técnico mais uma vez.”

E não é exatamente isso? 

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– Parabéns pela sensibilidade do repórter da Globo ajudando o idoso!

Quem disse que não há gente boa no mundo? Viram o profissional Rômulo D’Ávila, que estava ao vivo na Globo, falando sobre as enchentes e que parou sua entrada  no ar para ajudar um velhinho?

Abaixo, extraído de: https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/02/10/reporter-da-globo-e-motoqueiro-ajudam-idoso-durante-alagamento-em-sp.htm

REPÓRTER RÔMULO D’ÁVILA, DA GLOBO, E MOTOQUEIRO AJUDAM IDOSO DURANTE ALAGAMENTO EM SP

O repórter da Globo Rômulo D’Avila e um motoqueiro ajudaram um idoso que ficou preso em um alagamento com seu carro na madrugada de hoje na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Rômulo foi acionado ao vivo durante o programa Hora Um quando, logo no início de sua participação, notou que o senhor precisava de ajuda. Então, ele alertou o apresentador Roberto Kovalick.

“Tem uma pessoa precisando de ajuda aqui, uma pessoa de idade. Vocês podem me chamar daqui a pouquinho?”, disse Rômulo.

Porém, o link teve continuidade e mostrou Rômulo emprestando o guarda-chuva ao senhor, que posteriormente se identificou como Altair de Oliveira.
No momento, um motoqueiro auxiliava nos primeiros cuidados de Altair. Ele contou que ele e um colega perceberam que um senhor estava dentro de um carro parado no alagamento e ajudaram a sair.

Depois de alguns minutos, Rômulo D’Avila voltou com o link ao vivo e conversou com seu Altair, que estava sem telefone celular. Ele conseguiu contato com a família e foi embora de táxi, contando com a ajuda da produção da reportagem da Rede Globo.

“Está tudo bem, ele estava me contando que estava indo para o trabalho, quando estava passando não viu que o ponto estava alagado. Consegui falar com a esposa dele. Um taxista passou e pegou ele aqui”, disse.

Apesar do susto, seu Altair mostrou tranquilidade para falar sobre o ocorrido. “Quando eu vi estava na água, o carro morreu e parou. Os meninos me tiraram. Agora eu vou para casa, para telefonar para o guincho”.

Repórter Rômulo D"Avila ajuda idoso durante alagamento  - Reprodução/TV Globo

– Erros Técnicos, erros financeiros e erros de relacionamento na questão Paulista e Kah!

Dos 15 pontos disputados na A3-2020, o Paulista só fez 1, e estamos terminando ⅓ do campeonato. Um inimaginável rendimento pífio.

Mas quais estão sendo os erros, já que o time é o atual campeão da 4a divisão e momentaneamente o lanterna da 3a?

  1. Tecnicamente, o treinador Edson Fio (que foi elogiado por todos no ano passado), não percebeu que de um torneio quase amador (afinal, é Sub 23) o Galo voltou a um patamar profissional importante, que é a disputa da Terceirona. Abrir mão de jogadores experientes foi um erro crasso! Quando estava na Bzinha, era Sub 23 contra Sub 23, e quem tivesse mais elenco, estava em vantagem. Ora, já que existia a tríplice relação entre Kah Sports, Fut Talentos e Paulista FC, sobravam atletas e o time tinha fôlego. Agora, beira um time pré-olímpico (pois há muitos sub 23) contra times profissionais (com veteranos entre jovens).
    Lembrando: os adversários tradicionais do Paulista não são, respeitosamente, Assisense, Manthiqueira, Joseense (que nunca estiveram na A1) como os do ano passado. São os tradicionais que, assim como o Galo, conhecem a elite: Comercial-RP, Noroeste, Marília. Assim, a Bzinha era obrigação ganhar e no ano seguinte fazer um papel bonito na A3.
  2. Financeiramente, o grande equívoco tem sido a metodologia adotada pela parceira do Galo. É lógico e evidente (não há nenhum mal nisso, é necessário para a sobrevivência empresarial) que quem se associa, quer ter retorno financeiro. A Kah Sports é uma empresa, deve ter seu orçamento anual e sua filosofia de negócios. Que lucro teria a Kah contratando atletas de 32 anos (experientíssimos na A3 e rodados por todo o Brasil) em futuras negociações? Preferem garotos, pois o investimento financeiro é mais baixo e o mercado de negócios mais aberto. Se o Paulista está na A3, a vitrine é boa para expô-los. Se o Paulista for mal, os atletas agenciados, ao menos, serão realocados em outros clubes. Mas e o clube, como fica? Edson Fio é funcionário da Kah Sports e deixou isso muito claro (e é ele quem contrata jogadores, ou o diretor e o supervisor de futebol? Se Fio cair, sobrará para ele, sozinho? Qual treinador importante desta divisão, de hoje ou de outrora (Luís Carlos Martins, Vagner Benazzi, o falecido Giba, o querido Ferreirão) aceitaria tal cargo de técnico de empresa que negocia atletas, não de clube que deseja o acesso? Assim, esqueçamos de “gastos para o time subir.” O modelo de negócio do parceiro não é esse, visivelmente. É agenciar atleta e negociar.
  3. No relacionamento, um erro atrás do outro. Primeiro, a Kah Sports anuncia que sai do clube aos 4 cantos porquê quer gerir o futebol; coloca o Paulista numa saia justa pois o Galo perderia os jogadores inscritos num vexatório WO futuro; depois, não tem a dignidade de emitir outra nota, expondo os motivos da permanência (pois na nota de saída falou muita coisa e lembrou que desejava construir um Centro de Treinamento para o Paulista). Que relacionamento é esse? Aliás: vai ter CT mesmo, afinal, ela colocou no papel? O diretor de futebol do Paulista, Hikmat Derbas, que até a virada do ano era um dos homens da Kah Sports e que hoje não é mais, segundo ele mesmo afirmou, disse: “a imprensa mais atrapalha do que ajuda”. Mas como gestor de futebol do Paulista, ele não expôs publicamente porque o clube abriu mão da gestão de futebol para a Kah. Não deveria ele “jogar para o Galo”, e não para a Kah? Aliás, o relacionamento da imprensa foi questionado de maneira maldosa e incentivado à críticas por alguns como “responsável” por mentiras. Ora, contar a verdade é algo justo e honesto, além de ser obrigação da imprensa (que no calor da coisa, alimentou-se ser uma fantasia tudo o que ocorria). Para quem viveu de mentira, parece que as coisas estão se clareando: a Kah está preocupada em seus negócios (como explicado lá em cima no item 1 e 2: seu mercado é de jovens e não aceita perder dinheiro).

E já que falamos de relacionamento: lamentável o José Carlos, gerente de futebol, bater boca com torcedores na Cadeira Cativa dias atrás e classificar de “torcedor é aquele que foi para Barretos”. Ué, ninguém trabalha? O custo da viagem é baixo? Pelo rádio, não vale a torcida? Será que ele faria o mesmo na Geral?… Ainda bem que se desculpou.

Por fim: Edson Fio, que parece não ter entendido que a fama é relativa no futebol (ganha um campeonato, mas se perder 3 jogos, toma vaia no Brasil) e que judia da imprensa (especialmente de alguém que acorda, almoça, janta e dorme no Paulista, um símbolo de abnegação e altruísmo pelo Galo, o COBRINHA, Luís Antonio de Oliveira, cerceando seu trabalho), precisa entender que a entrevista é para dar satisfação aos torcedores e em respeito aos profissionais ali presentes. Klopp, do Liverpool, não precisa de exposição e fala com a imprensa do mundo inteiro.

Aliás, esqueçam a imprensa e a generalização dela. Adilson Freddo não faz gol, Berró não é o zagueiro, Thiago não é volante, Estevam não é armador, Mainini não é goleiro, Didi não é técnico e eu não apito jogo. Todos somos de Jundiaí, amamos o Paulista como todo torcedor que está presente ou não no Jayme Cintra e quando não estamos no microfone, estamos torcendo. Quem mais tem interesse no sucesso do Galo do que a pessoas que trabalham com ele? Eu quero comentar Paulista x Corinthians, o Mainini quer narrar Paulista x Santos, o Heitor quer um Paulista x Palmeiras, e por aí vai (por quê queremos o sucesso do Galo e sua exposição positiva – é importante para o nosso time e ótimo para nosso trabalho). Ou acha que queremos ver todo ano Paulista x Atlético de Mogi (se ele vier jogar, como já ocorreu que não veio).

A desculpa da Kah Sports (que se silenciou totalmente) jogando a conta na imprensa é só para ingênuos acreditarem (e, cá entre nós, bem fraquinho tal discurso velho). Aprendi ouvindo da boca do Vanderlei Luxemburgo, dois jogos depois que ele foi expulso e alegou que o “juiz tinha camisa rosa e estava se simpatizando com ele” (num decisivo São Paulo x Santos, ou melhor: Muricy x Vanderlei). Disse Luxa com tom professoral a mim, no vestiário da Vila Belmiro, onde eu era quarto-árbitro na ocasião: “Quando eu preciso tirar o foco, eu crio um fato. Você pode até estar certo, mas eu vou desviar o assunto. Estavam pegando no pé do meu time e eu quis fazer de conta que o juiz era bicha de propósito. E deu certo. Só se falou na camisa rosa do Cintra [árbitro Rodrigo Martins Cintra]“.

Na falta de jogadores experientes, na véspera da competição, dia 13 ao dia 16… o que houve? Pensemos!

Enfim: falta jogador experiente, técnico típico da divisão e dinheiro na mesa. Esse último item me provoca a perguntar: está compensando financeiramente ao Galo? A Kah está fazendo a parte deles com o “cash”, em 2020?

A gratidão por tudo que ocorreu em 2019 deve existir. Do Paulista para a Kah / Fut Talentos MAS DELA TAMBÉM PARA COM O GALO. Ninguém fez favor por solidariedade. A Kah deu a mão, o Paulista abriu as portas e o objetivo conquistado foi conjunto.

Sabe qual foi o problema? Acreditar que montar um time 10 dias antes do campeonato com 35 jogadores daria certo sempre. Em 2019, pelas características do Sub 23, deu. Na A3, é papo mais sério.

ATUALIZANDO, 22h05:

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– O Paulista do 8 ao 80. Ou melhor: do 80 ao 8,3…

Existe um chavão sobre bipolaridade de fatos que se diz: “foi do 8 ao 80”. O Paulista fez o caminho negativo dele, pois de, quase 80% de aproveitamento em determinado momento no ano de 2019, para pífios menos de 10% em 2020 (8,33%).

O Galo tem um solitário ponto obtido no empate em casa na estréia. Mas por quê mudou tanto assim, se o treinador tão elogiado e a empresa gestora são os mesmos?

Não é tão complicado entender, basta ver o que disputou: na 4a divisão, todo mundo é jovem e sem experiência, limitando o torneio à idade máxima de 23 anos. Ora, se eu tenho um elenco de atletas agenciados (como a Kah Sports / Fair Play tem) e uma escolinha de futebol para compra e venda de revelações (como a Fut Talentos), é razoável acreditar que da grande quantidade de jogadores ofertados, dá para montar um bom time (lembram de 35 jogadores em 10 dias?).

Assim, foi uma via de mão dupla: o Paulista ofereceu a camisa gloriosa e forte, os parceiros trouxeram muitos jogadores e fizeram um bom time. E poderia ser o Edson Fio, o carismático Lourenço, o saudoso Barrica do Palmeirinha do Medeiros, o experiente Rubinho ou qualquer outro treinador, pois tinha-se mão-de-obra (ou melhor: pé-de-obra). A troca é justa: quem traz os jogadores jovens quer vendê-los, precisa expô-los, e sendo um campeonato nivelado em idade, vai ter sucesso com a bola rolando e o acesso aconteceria. É um negócio.

Em 2020, o panorama é outro: a Kah Sports continua com o seu propósito, que é agenciar jogadores e vendê-los, promovendo a carreira deles e, como qualquer empresa comercial (não é pecado), procurando ter lucro. Mas o campeonato não é mais limitado ao nicho de mercado da Kah, que são jovens, e o Paulista continua emprestando sua camisa gloriosa e desejando o acesso.

Assim: quando o torneio era Sub 23 versus Sub 23, quem tinha muita quantidade extraiu qualidade. Agora, Sub 23 contra times profissionais tão tradicionais quanto o Paulista e com veteranos e experientes, vale lembrar: agora, não é mais campeonato para meninos, mas para homens!

Não gosto da história de “gratidão eterna”. Qual foi o favor que a Kah fez? Nenhum. Foi uma troca: a camisa pesada para expor e negociar atletas jovens em troca da tentativa de acesso. Deu certo para todos no ano passado, ninguém está devendo favor para ninguém. Mas para a A3, a empresa “está na dela”: usando seu elenco em uma vitrine maior, escalando seus atletas agenciados / contratados / negociáveis (na idade que convém para eles) e o Paulista continua desejando o acesso

Alguém poderia dizer que isso é um tiro no pé, pois a sequência de derrotas desvalorizaria o jogador da Kah. Ué, mas qual é o mercado de distribuição do produto (ou seja, para onde os jogadores serão negociados)? Se você comprou barato na Bzinha (por $10) e vende por qualquer valor a mais e para qualquer destino ($11), já está no lucro. Ou alguém imagina que os jogadores da Bzinha tinham como destino a série A do Brasileirão?

Se o time vai bem, o lucro aumenta. Se o time vai mal, minora-se o valor, sem necessariamente ter prejuízo. Afinal, não foram jogadores trazidos da A2 que estão desvalorizando na A3. São jovens com o futuro pela frente que vieram do Sub 23 e que o comprador (na visão do mercado da bola) sabe que daqui há alguns anos vingarão e que estão ganhando experiência na A3.

Assim, paciência ao torcedor do Galo. E repare bem: o primeiro discurso da cartolagem era que a imprensa atrapalhava. No sábado, em entrevista na Rádio Difusora no pós-jogo, para o Rafael Mainini, um dirigente criticou a… torcida de Jundiaí. Depois será a arbitragem, a qualidade do gramado, o sol, a chuva, a tabelamas nunca o próprio time e a gestão.

Historicamente, no mundo do futebol, se o time ajuda, a torcida vai. E no caso do Paulista, mesmo se o time não ajuda, vai também. Ou o cartola da empresa não viu gente da Raça, da Gamor e outros apaixonados anônimos gastando tempo e gasolina para ver outra derrota?

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– Capriche no Networking: as boas dicas para ter uma ótima rede de relacionamentos!

Nos dias atuais, ter bons contatos é fundamental para o sucesso na carreira profissional lhe sorrir. Ao menos, é um dos pilares iniciais para se ter oportunidades e trocas de ideias.

Assim, criar uma boa rede de relacionamentos: concisa, relevante, com ética corporativa e outras nuances é muito importante. E sobre essa rede, chamada de networking, compartilho esse excepcional artigo abaixo, 

Em: https://medium.com/@jrsantiagojr/10-dicas-para-desenvolver-e-manter-um-excepcional-networking-5b9ee52059d4

10 DICAS PARA DESENVOLVER E MANTER UM EXCEPCIONAL NETWORKING

Por José Renato Sátiro Santiago

Palavra em inglês, utilizada para indicar a capacidade de criar uma rede de contatos, networking costuma ser considerado um importante diferencial em busca de mantermos, bem como ampliarmos nossas oportunidades de sucesso profissional. Entende-se que, através dele, o acesso e a troca de informações e conhecimentos presentes no mercado se tornam efetivas e mais rápidas, algo essencial nos dias atuais. Importante ter ciência que o desafio de estruturá-lo costuma ser tão grande quanto ao de mantê-lo. Ciente que não há receita para isso, cabe, ao menos, considerarmos algumas questões relevantes, dentre as quais se destacam:

1. Definir foco: impossível considerar que possamos estar presentes e/ou atuando em toda e qualquer área. Ter entendimento sobre qual nossa efetiva área de interesse e/ou de atuação é requisito básico para qualquer profissional. Acreditar que podemos nos mostrar como profissionais Bombril (mil e uma utilidades) é um equívoco ingênuo que muitos estranhamente creem.

2. Manter-se atualizado: diz respeito a ter conhecimento consistente sobre os temas e assuntos que pautam o mercado corporativo sobre o qual temos interesse em atuar. É ele, o conhecimento, a premissa básica para mostrarmos ativos e presentes. Cabe se manter longe do que é raso, sendo assim, um rápido “passar de olhos” sobre um texto está longe de nos tornar conhecedores do assunto lido.

3. Estar presente: relacionado com a nossa participação não somente nas redes sociais específicas, mas principalmente fisicamente em eventos e ações promovidas que possuam envolvimento com os temas de interesse e/ou onde houver a presença de pessoas que compartilham de objetivos e/ou conhecimentos de interesses similares. Enfim, é importante estreitarmos relações.

4. Identificar melhores fontes: pesquisar e estudar, com muita atenção, as melhores fontes, sejam elas redes sociais, sites, profissionais, personalidades, empresas que possuam o devido reconhecimento junto às áreas de interesse. Cabe ter especial cuidado em não se deixar levar por meros nomes, afinal, “os falsos profetas” estão, mais que nunca, presentes em todo lugar.

5. Estruturar rede de contatos: registrar de forma organizada dados e informações sobre os profissionais e/ou empresas tendo em vista potencializar o início de um contato. Cabe ressaltar que a qualidade dos dados obtidos tem maior valia, pouco importando ter informações detalhadas sobre as quais não há qualquer relevância efetiva para o intento traçado. ‘Pedacinho de papel’ apenas com nome e número tem pouca relevância.

6. Manter etiqueta corporativa: ao contatar diretamente os potenciais integrantes de seu networking, cabe atentar que jamais deve ser feito qualquer pedido pontual e/ou sinalizado interesses futuros específicos que não estejam alinhados, necessariamente, com a via de mão dupla. Jamais devemos restringir o contato ao que nos interessa, mas também ao que poderá ser relevante para a outra parte.

7. Saber o momento de acionar: manter networking não tem qualquer relação com contatar pessoas quando precisamos de algo, mas principalmente quando não há nada a se pedir e sim a oferecer. Acreditar que, por exemplo, a saída de um emprego seja o momento certo para acionar nosso networking é comprovar o egocentrismo. O egoísmo corporativo é algo facilmente notado e marca definitivamente quem assim age, apenas mais uma fonte dos conhecidos e desnecessários amigos de ocasião.

8. Gerenciar sua rede: pior que a ausência de informação, é o equívoco. Manter atualizado nosso networking é uma tarefa árdua que não deve se limitar apenas a acompanhar mudanças registradas em sites e redes sociais, ainda mais pelo fato de tantos esquecerem de fazer estas atualizações, mas, de tempos em tempos, promover algum contato, cujo interesse seja, essencialmente, manter a relação ativa. Nada pior que receber contato de pessoas apenas quando conquistamos um novo cargo e/ou oportunidade corporativa. Nestes momentos, o “parabéns” recebido pode ser entendido de várias maneiras, algumas nem tão boas. Também cabe não esquecer que promover encontros presenciais tem valor exponencial, e pode ser incrementado pelo conhecido “vamos tomar um café?”

9. Assumir a reciprocidade: a melhor forma de potencializar a melhor rede de contatos é se mostrando disponível para compor a rede daqueles que nos acionam. A reciprocidade é requisito básico, apenas ela irá nos permitir se colocar no lugar do outro, o primeiro e essencial passo para a empatia. Nossa disponibilidade também irá pautar o quanto os outros estarão acessíveis à qualquer abordagem que possamos promover.

10. Diferenciar o “ser” do “estar”: ter a plena ciência que podemos estar, temporariamente, em condições e posições profissionais favoráveis. Mais que isso, que o sobrenome corporativo que carregamos, o nome da empresa onde atuamos (exemplo: João da empresa X), é algo transitório. O que irá nos fortalecer no intuito da construção de um networking é o que somos, aquilo que se mantém conosco independentemente do lugar onde possamos estar atuando.

Se estas são apenas algumas questões, é válido afirmar que haja tantas outras. Sendo assim, me coloco à disposição para falarmos mais sobre isso, caso seja do seu interesse. Afinal, como já dito, networking tem muito a ver com isso, estar disponível.

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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– Vale a pena certos sacrifícios na vida?

Escrevi esse texto há 3 anos, e confesso: ao reler, percebi que não preciso mudar alguns hábitos (já mudei outros), e que busquei a vida mais (bem mais) modesta.

Agora, com alegria, tenho tempo para voltar à docência! O dinheiro está muito escasso, mas o convívio familiar muito melhor!

Compartilho abaixo a publicação:

Uma pergunta muito difícil para se responder sincera e honestamente para muitas pessoas: VOCÊ É FELIZ?

A dificuldade é: responder baseando-se em qual conceito de felicidade? Aliás, o que é ser feliz?

Difícil definir. Muitas vezes, você acha que é feliz mas não é. E outras, que é infeliz e justamente é o contrário.

Tudo isso é confuso. O grande problema é que hoje vivemos tempos de tribulações excessivas. Tomo por exemplo minha própria rotina: não dá para viver sem relógio, em especial àqueles que como eu detestam atrasos ou descumprimento de afazeres.

Gosto de muitas coisas que, por motivo de situações e de pessoas, me impedem de realizá-las. Falta-me tempo para hobbies e descanso. Acordo cada vez mais cedo e durmo cada vez mais tarde para cumprir minha carga de compromissos. E, devido a elas, sou obrigado a abrir mão das que verdadeiramente me dão prazeres.

Claro, você cairá no inevitável paradoxo do cotidiano: trabalhar para poder viver ou viver para trabalhar? Ou ainda: trabalhar no que se gosta ou naquilo que te remunera?

Com a crise brasileira, surgem ainda mais dificuldades, como as de que todo o sacrifício profissional é insuficientemente transformado em rentabilidade financeira. Somando-se os da vida pessoal, piorou!

Agradar o próximo, ser simpático, dedicado, amável ou ainda bondoso parecem ser qualidades cada vez mais raras e desprezadas pela sociedade. Tudo é em função do tempo, do dinheiro e do trabalho. Da carreira também? Talvez.

O ponto da questão é: por culpa de tarefas que me roubam disposição, devo abrir mão daqueles que me entusiasmam. São poucas as oportunidades onde busco a endorfina, aquela sensação de bem-estar (ou ainda o prazer simples de se fazer algo que gosto): no esporte, na escrita, no bate-papo ou na docência do ensino superior.

É por essas e outras que devemos avaliar muito bem nossas decisões e condutas. Planejar o futuro como? Com a esposa e filhos, com o emprego e o plano de carreira? Com amigos?

Nada disso. Planejar viver dia-a-dia, com as pessoas que você ama (e aqui incluo a família), sem sacrificá-los. Talvez em uma vida muito mais modesta que se almeja. Com mais saúde (é incrível a quantidade de amigos da minha faixa etária que assustadoramente sofreram enfarte) e alicerçado em Deus (ou na sua fé pessoal).

Confidencio: triste por abrir mão de algumas coisas que gosto por conta de problemas que desgosto. Um deles: o não-aceite das aulas no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), cujo cargo de docência passei em primeiro lugar e não poderei assumí-las por uma série de fatores que me estressam.

Mais ainda: quando você sabe que as recusas são motivadas por ocasiões evitáveis e pela falta de compreensão. Uma pena.

É vida que segue, forçando-nos a rever caminhos, parcerias e outros imbróglios. E mais ainda: o quanto vale a pena certos sacrifícios e a quem eles são?

Ótimo para refletir.

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– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Yony Gonzales no SPFC, Honda no Botafogo, Neymar no Corinthians e o Torcedor na ilusão!

Há coisas que nos levam a pensar: os cartolas acham que os torcedores de futebol são tão alienados a ponto de acreditar em tudo?

Três situações:

1. Neymar, que está focado no PSG tentando recuperar a imagem arranhada nos últimos tempos (atualmente ele está jogando um bolão na França, sejamos justos), foi sondado pelo Corinthians juntamente com o uruguaio Cavani, segundo o diretor do time, Duílio Monteiro Alves. Mas cadê o dinheiro para contratar e a disposição dos atletas para aqui jogarem?

2. O japonês Honda foi contratado pelo Botafogo e está sendo anunciado aos 4 cantos. Mas é o mesmo japonês do Milan ou o que UM DIA foi do Milan? Veterano, revezava no Sudeste Asiático na função de técnico e jogador. Não pensemos que é uma estrela em seu auge nem enganemos o torcedor.

3. O São Paulo vai atrás do jogador do Fluminense Yony Gonzales, a pedido de Fernando Diniz. Mas e o Centro de Formação de Atletas em Cotia, não supriria a carência alarvada pelo treinador? Como explicar ao torcedor que Yony é melhor do que qualquer promessa da base?

Pobre torcedor…

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– Jorge Jesus valeria o que supostamente pede ao Flamengo?

Alguns sites deram a informação que para renovar o contrato de trabalho por mais um ano junto ao Mengão, o treinador português Jorge Jesus (badaladíssimo no momento, e com razão) pediu 32 milhões de reais pela temporada.

Na rápida conta, uma dízima periódica de R$ 2.666.666,66 por mês.

Como as partes não confirmaram nem negaram (afinal, nem o clube nem o técnico falariam abertamente de salários), ficará na suposição. E nesta hipótese, a discussão: é demais ou não?

Pense: mais de 2,5 milhões de reais em 30 dias para dirigir um time de futebol. Não é muito para qualquer clube brasileiro, por mais cheio que esteja seu caixa?

Não se pode perder a noção do valor das coisas. Pedir por estar valorizado, lógico que Jorge Jesus fará. Mas o Flamengo não precisa se curvar a isso.

Enfim: aguardemos!

(Números sugeridos em Yahoo Sports e ESPN.com / Jorge Nicola)

– O Velho-Novo Luxemburgo: um testemunho

Vinícius Bergantin tem 39 anos de idade, é natural da Salto e muito querido nessa região do estado de São Paulo. Ex-jogador, fez sucesso no Hanover da Alemanha (onde passou a maior parte da carreira) e no Ituano (onde começou e onde está trabalhando como treinador). Boa gente, estudado e se preparando para o novo desafio que é comandar um time de futebol fora das 4 linhas.

Entretanto, na noite de quarta-feira, conheceu o “novo-velho” Vanderlei Luxemburgo. E explico:

Luxemburgo, nos áureos tempos da Parmalat, foi inquestionável como estrategista. No seu auge, mereceu a Seleção Brasileira, mas o extra-campo o atrapalhou. Recentemente, ficou um bom tempo fora do mercado de trabalho (sua passagem na China foi pífia, pois quando saiu do clube que dirigia ele disparou na tabela e saiu da zona do rebaixamento) e se perdia em entrevistas desconexas da realidade.Todos querem um Luxemburgo focado, como o de antigamente (comprovadamente, um campeão). Entretanto, o dos últimos anos, um fiasco.

Após a volta ao Vasco, retornou à velha forma. E esse “novo-velho Luxemburgo”, agora no Palmeiras, mostrou no segundo tempo contra o Ituano todo o seu repertório. Uma aula do veterano Luxa para o iniciante Vinícius.

Durante os anos 90/2000, trabalhei uma quantidade absurda em jogos como 4o árbitro, e ali, próximo aos treinadores, você conhece quem é a turma do “sobe, sobe, sobe / desce, desce, desce”, e aqueles que manjam do negócio. Tive oportunidade de atuar com Felipão, Tite, Muricy, Leão entre outros, e, sem menosprezar os citados, Vanderlei (de trato dificílimo com a arbitragem, embora nos jogos que trabalhei com ele, a relação foi suportável, além das conhecidas crenças pessoais – mas aí é outro papo, deve-se respeitar), é o melhor dos que eu testemunhei, estando ali à beira do campo.

Voltamos a ter o Luxa dos anos gloriosos? Talvez. Aguardemos.

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– Glenn Greenwald: Jornalismo ou Bandidismo?

A história do jornalista Glen Greenwald, sem dúvida, é polêmica. Ao divulgar mensagens hackeadas de autoridades, imaginou-se que ele praticava jornalismo investigativo ao publicar documentos que poderiam incriminar os julgadores da Lava-Jato (embora, depois de tanta análise, não se percebe nenhum desvio do julgamento ou prova plantada – foi mais sensacionalismo do fato do que descobrir se Lula e outros réus foram injustamente condenados). Do que sobrou, nada mais foi o fato de tumultuar a Operação da Polícia Federal, trazer à tona o relacionamento entre juristas, mas deixando no ar, a posterior, que era algo intencionalmente feito para soltar bandidos.

Enfim: difícil ter uma conclusão fechada sobre tudo isso.

Entretanto, Glenn foi indiciado pelo MPF, pois segundo a nota oficial “auxiliou, orientou e incentivou” os hackers, a partir do momento em que dava dicas de invasão e sugeria nomes e modos.

E aí?

Jornalismo é importante e necessário. Deve ser livre! Divulgar o que muitos não querem ouvir ou aceitar. Mas orientar bandido, aí é outro departamento…

Glenn Greenwald participou de audiência pública no Congresso, em 2019, sobre a atuação de juízes e procuradores brasileiros na Operação Lava Jato — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

– O que um patrão deseja do seu empregado?

Essa deu na Veja de 18/01/2017 (O QUE QUEREM OS EMPREGADORES?, pg 18): Empresários e executivos de grandes empresas foram questionados a fim de um levantamento sobre “desejos e comportamentos favoráveis de empregados candidatos à vagas de emprego”. Assim, os chefes dizem que:

– 57% vasculham perfis dos candidatos nas redes sociais;

– 93% tiram pontos de quem se veste de forma desleixada;

– 37% resistem a empregar um profissional com tatuagens visíveis;

– 66% consideram mais difícil achar força de vontade que boa formação;

– 83% evitam contratar quem já foi internado por abuso de álcool ou drogas.

E aí: há muita lógica / exatidão nessas características desejadas?

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– Jornalismo é…

Puxa, que ótima definição:

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Não sei se realmente foi George Orwell, mas o conceito é perfeito.

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– Campeonatos Jabuticabas: os Estaduais brasileiros!

Texto escrito há 4 anos, mas válido para hoje:

Daqui alguns dias começarão os Campeonatos Regionais, que assim como os Pés de Jabuticabas, só existem nos Brasil. Tirando os de São Paulo e o do Rio de Janeiro, os demais não dão chances aos pequenos. E esses mesmos pequenos paulistas e cariocas, todos sabemos, estão falidos.

Os pequenos precisam das verbas desses torneios para sobreviverem, e elas existem não por eles, mas pelos grandes.

É sabido que as potências não querem jogar os Campeonatos Estaduais. Mas também não se movem para evitá-los (com exceção, o Atlético Paranaense que tem disputado em seu estado com o Sub 23).

Será que esses torneios não poderiam ser melhor espaçados no calendário? Ou que fossem divisões locais de acesso às nacionais?

Na Inglaterra, existe a Northern Premier League, que congrega times regionais das 7a e 8a divisões e que permitem aos clubes (se tiverem condições financeiras e técnicas) a chegarem à badaladíssima Premiere League (1a divisão). Por quê não podemos ter série E, F, G representando os Regionais? Cravo que um jogo entre Paulista de Jundiaí x Bragantino valendo acesso da 6a divisão para a 5a Nacional levaria mais público do que valendo a queda da 1a divisão para a 2a do Estadual.

Para mim, a resposta para que não se discuta para valer o fim dos regionais (os quais, confesso, sou apaixonado mas entendo a dificuldade financeira do modelo) é clara: a perda de Poder das Federações Estaduais!

No ano retrasado, Rogério Ceni questionou:

O que vale ganhar o Paulista?”

Vencer o Paulistão só vale o status. Mas se perder… o time grande sofre com a pressão!

Algo tem que ser feito. Não dá para abrir um Morumbi para o São Paulo jogar com público de 5.000 pagantes contra o Audax, enquanto o clube gostaria de estar excursionando pela Ásia ganhando dinheiro e treinando. Ao mesmo tempo, não dá também para XV de Piracicaba, Noroeste, América de Rio Preto e tantos outros times tradicionais montarem times para apenas 3 meses nas divisões que disputam e fecharem as portas.

Quem aceitará ceder? Os times grandes continuando com o assistencialismo, clubes pequenos fechando as portas de vez ou as federações estaduais abrindo mão do poder?

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– Os ciclos de interesse dos clubes aos treinadores de futebol

Há épocas em que os clubes de futebol apostam em jovens treinadores emergentes. Depois, o modismo se torna o de estrangeiros. Agora, com Abel no Vasco, Luxemburgo no Palmeiras e tantos nomes mais experientes cogitados, teremos um revival com Levir Culpe (só que ele se aposentou…), Muricy Ramalho e Felipão?

Será?

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– Argel, o cara de pau!

Que aproveitador o treinador do Ceará, não?

Argel Fucks se autointitulou responsável pela permanência do seu time na série A, ao dizer em coletiva: “Missão dada, missão cumprida”.

Ora, dos 9 pontos disputados como treinador, ele conseguiu 2. Mesmo se tivesse perdido os 3 jogos que dirigiu (perdeu 1 e empatou 2), o Ceará não seria rebaixado porque o Cruzeiro perdeu os 3. Ou seja, a pontuação (baixíssima) de Argel foi insignificante – mas ele fez questão de se vangloriar no Vozão.

Que picaretagem! Lembrar que ele fez parte da campanha do rebaixamento do CSA (que ele abandonou) não lembrou?

– Um indecente troca-troca de técnicos na reta final do Brasileirão!

Que coisa a “dança das cadeiras” dos treinadores brasileiros.

Abel Braga perdeu para o CSA e saiu do Cruzeiro; o Cruzeiro trouxe Adilson Baptista, demitido do Ceará na rodada anterior; e o Ceará trouxe Argel Fuks, que estava no CSA. Por lógica, o CSA deveria trazer Abel Braga?

Claro que é ilógico. Mas com os 3 times lutando contra o rebaixamento, crer que Adilson fará o que Abel não fez com esse elenco complicado da Raposa, é utopia (sendo que o próprio Adilson estava na mesma zona de queda com o Ceará).

Pior do que isso somente a deselegância de Argel em abandonar o CSA e ir para o rival, em condições idênticas, e alegar “outro patamar”.

Clubes e treinadores, no fundo, quando vêem a necessidade, pulam do barco igualmente. O clube “empurrando o treinador ao mar”, ou o treinador “vazando o bote”.

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– Os 10 maiores salários de treinadores de futebol do mundo.

Certamente, os 10 maiores “salários de árbitros de futebol” do mundo estão longe dos de treinadores; afinal, eles são cada vez mais protagonistas, dividindo o estrelato com os atletas.

Segundo o “transfer markt”, especializado no assunto, Klopp, o atual campeão da Champions League, é “apenas” o 10o salário do planeta. O mais remunerado é Pep Guardiola, recebendo 23 milhões de euros por temporada! Depois dele, José Mourinho, que acertou com o Tottenham.

Interessante que, por lógica, nenhum treinador de Seleção consta nesta lista. O que mostra que em breve os campeonatos de clubes serão mais importantes do que os de Seleções (talvez já sejam!).

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– Árbitro não pode criticar, nem elogiar! Mas o Profissionalismo está em falta…

Um juiz de futebol deve se manter o mais distante possível de polêmicas. Quanto mais importante o jogo, maior a introspecção e o “sumiço” de redes sociais e entrevistas.

Criticar alguma equipe ou jogador é um erro para o árbitro. Elogiar? Idem, pois qualquer erro em campo será questionado pela afinidade ou simpatia demonstrada. Mas não é isso que pensa o árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalhará em Flamengo x River Plate, que mostrou grande admiração por todos os envolvidos e palpitou bastante sobre a partida à Rádio Mitre de Buenos Aires!

Eu evitaria tal exposição, e se fosse a Conmebol, daria um belo puxão de orelhas no VAR (ou até o substituiria).

Abaixo, reproduzido pela ESPN Brasil, em: https://t.co/oLmv0ZxIDF?amp=1

ÁRBITRO DO VAR DÁ OPINIÃO SOBRE OS CLUBES E “TÉCNICO MUITO CAPAZ”

O Flamengo decidirá a Libertadores da América contra o River Plate neste sábado, no Estádio Monumental U, em Lima, no Peru. E mesmo quatro dias antes do apito inicial, já existe uma situação no mínimo inusitada com a arbitragem.

O árbitro peruano Diego Haro, que será responsável pelo VAR na final, colocou a cautela de lado e deu uma entrevista colocando sua opinião sobre os dois times que estarão em campo no fim de semana.

“Duas equipes com muita história. Um está ganhando tudo, o outro vai em busca de fazer história. Ambos têm muita torcida na América do Sul, ambos vem jogando de uma maneira espetacular. Os dois têm técnicos que sabem muito de futebol. Tem todos os ingredientes para uma grande final, tudo”, disse o árbitro de vídeo da decisão em entrevista à Rádio Mitre, do Grupo Clarin, em Buenos Aires.

Os argentinos, interessados no lado do River Plate, perguntaram sobre a revolução que a equipe de Marcelo Gallardo proporcionou nos últimos anos, saindo da segunda divisão e alcançando o topo da América.

“Volto um pouco no tempo. Uma equipe que ganhou praticamente tudo, na Argentina, torneios internacionais… São cinco anos e, se não me engano, 13 títulos. É uma equipe que quando começou, o técnico deu a ideia, os jogadores acreditaram. Podem vender seis, sete jogadores, mas o técnico é tão capaz que muda e mantém a mesma mentalidade ganhadora. Por isso, segue vencendo”, opinou o árbitro.

Diego Haro, contudo, não falou apenas nos argentinos e fez questão de elogiar também os brasileiros.

“Uma equipe como o Flamengo está a menos de oito meses com o técnico e já tem uma ideia de futebol. Tem jogadores que também acreditam no técnico. Se vê em campo. Por isso, insisto: são duas equipes com realidades diferentes. Uma tem cinco anos e 13 títulos. Outra, tem meses e já pode ganhar dois títulos”, opinou o peruano.

“Estou seguro que a arbitragem para este dia também será de alto nível, tão seguro que me sinto muito tranquilo da capacidade do árbitro de campo e estaremos lá para servi-lo. Para confirmar ou, de repente, reavaliar alguma situação”, completou Diego Haro.

Em campo, quem comandará a decisão será o chileno Roberto Tobar, que também apitou a final da Copa América entre Brasil e Peru. Os auxiliares serão seus compatriotas Christian Schiemann e Claudio Rios, com o colombiano Andres Rojas de quarto árbitro.

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– Receita do Bom Líder

Tempos atrás, Graziele Oliveira da Revista Época (ed 19/11/2012, pg 74-75) trouxe uma interessante matéria sobre a redução de gerentes no ambiente de trabalho.

Tal nível hierárquico conta com menos profissionais, que são mais cobrados e ganham consequentemente mais importância.

No texto, há até uma “receita” do bom gerente:

A RECEITA DO BOM GERENTE

O bom gestor atende aos anseios da equipe, mas segue também algumas ações fundamentais:

FORMAR – O bom chefe incentiva e facilita que o funcionário estude. No dia a dia, faz com que os integrantes da equipe ganhem experiência relevante

INFORMAR – Ele mantém cada um informado sobre seus objetivos e meios, a qualidade do trabalho feito e o que é preciso mudar.

DELEGAR – Permite que os integrantes da equipe assumam novas responsabilidades e desafios adequados.

DEFENDER – Assume responsabilidades e mostra-se parte da equipe frente à empresa e aos superiores, nos bons e maus momentos.

ANIMAR – Mantém o ambiente leve e animado. Age com educação e atenção real às necessidades de cada integrante da equipe.

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– Errando feio na previsão…

Recuperando um texto de 6 anos para mostrar: o futebol dá muitas voltas, possui momentos bem diferentes e, claro, erramos bastante quando queremos prever algo.

Do tempo em que Messi era muito introvertido e Neymar parecia ser o seu sucessor provável, faço o repost:

OS CICLOS DO BARCELONA E MESSI

Divulgou-se por uma rádio espanhola que Messi está descontente com o Barcelona e poderia sair do time para um novo desafio no Bayern de Munich, do seu ex-treinador e amigo Guardiola. Motivo do descontentamento: salário e patrocinador (o Bayern é patrocinado pela Adidas, a mesma empresa que custeia a Seleção Argentina e patrocina pessoalmente Messi – o Barcelona é um clube que veste Nike).

Já repararam que o atleta que nunca machucava, agora se lesiona facilmente? Que nunca era contestado, passou a ser?

Claro que não está deixando de ser craque, longe disso. Mas é um filme curiosamente visto várias vezes: Rivaldo começou a se machucar bastante e Ronaldinho Gaúcho tornou-se o destaque. Quando o R10 começou a diminuir o rendimento, surgiu Messi, e ele saiu também. Agora, aparece Neymar, e…

Será que Messi não quer dividir as atenções com uma suposta disputa interna de idolatria com o brasileiro?

Hoje Messi é mais craque que Neymar. Mas eu escrevi HOJE. Em carisma, a Catalunha já adotou o brasileiro como queridinho (até porque Messi é muito introvertido fora do campo)

Não me surpreenderia se o suposto boato se torne verdade. E você?

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– Diniz virará 2020 no São Paulo FC?

Apesar do estilo ousado de armar os times, de buscar o gol e tentar promover o futebol ofensivo e agradável, está difícil a aceitação pela de Fernando Diniz no São Paulo Futebol Clube por parte de diretores e torcida.

Apitei dois jogos dele no Votoraty (e me impressionei, pois talvez lá ele colocou as ideias de futebol-ataque em plenitude), o acompanhei no Paulista de Jundiaí (quando venceu a Copa Paulista) e assisti o seu Audax chegar ao Vice-Campeonato Paulista e sua queda na A2. 

No Brasileirão, seus trabalhos no Athlético Paranaense e Fluminense foram amados e odiados. Mas e no São Paulo?

Sinceramente, se os jogadores não mostrarem mais personalidade, não adiantará Diniz ou Guardiola. Sabemos que é mais fácil trocar o treinador do que um elenco inteiro ou a diretoria…

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