– São Paulo 1×0 Liverpool com Hector Vergara

Hector Vergara: o bandeira da Federação Canadense foi o protagonista da decisão do Mundial Interclubes FIFA 2005, cuja vitória do São Paulo sobre o Liverpool deu o Tricampeonato ao Tricolor Paulista – e que será reprisado neste domingo à tarde pela Rede Globo.

Normalmente lembramos de erros de arbitragem, mas nesse caso, deve-se aplaudir o árbitro assistente pelos 3 gols anulados (2 deles bem difíceis) no tempo que não existia VAR. Seus acertos foram perfeitos.

Contra a competência, nunca haverá argumentos.

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Hector Vergara, who is being inducted into the Canadian Soccer Hall of Fame, holds the record for the most World Cup games as a referee or assistant referee with 14. (Shaun Botterill/Getty Images)

– Será que 1+1 é > ou < que 2? Sobre a soma das inteligências!

Sabe aquela história de que “muitas cabeças pensam melhor do que uma”, ou “há gente que produz mais individualmente trabalhando do que em grupo”?

Pois é: Pesquisa realizada no importantíssimo MIT conclui: “A soma da inteligência de várias pessoas inteligentes é menor do que a inteligência somada de pessoas inteligentes em grupo”.

Trocando em miúdos: Pessoas inteligentes em grupo tem QI somado maior do que se trabalhassem em separado.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI230003-16366,00-QUANDO+A+SOMA+PODE+DAR+MAIS+QUE.html

QUANDO A SOMA 1 + 1 PODE DAR MAIS QUE 2

Por Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

Sabe aquele gerente circunspecto que sempre dá um jeito de concluir seus projetos sozinho, se possível num cubículo bem longe dos colegas? Pois então, a não ser que ele tenha o gênio criativo de um Picasso ou o QI de um Einstein, é melhor atraí-lo para mais perto do seu time. Uma pesquisa conduzida por professores das universidades americanas MIT, Carnegie Mellon e Union College concluiu que a inteligência coletiva pode ser maior do que a soma simples das partes – o que afeta diretamente as empresas. Eles verificaram que os grupos, como os indivíduos, têm níveis característicos de inteligência que podem ser medidos e usados para prever a performance de um time. “Nossa hipótese foi confirmada”, diz Thomas W. Malone, professor do MIT que é coautor do estudo e é conhecido por livros de administração como O Futuro dos Empregos. “Há uma inteligência coletiva que aparece no desempenho da equipe em várias situações.”
A pesquisa também mostrou que a atuação das equipes em que havia uma pessoa dominando os trabalhos era menos inteligente do que a produção dos grupos que atuavam de forma mais democrática. Pelos cálculos dos pesquisadores, houve uma variação de até 40% no resultado das tarefas por causa da inteligência coletiva. Os testes envolveram 699 pessoas, organizadas em grupos de dois a cinco indivíduos. Eles solucionaram quebra-cabeças visuais, fizeram brainstorming e negociações.
O sucesso da inteligência coletiva, segundo os pesquisadores, depende da qualidade da interação entre os membros de um time. Por exemplo: nos grupos formados por integrantes com um nível elevado de “sensibilidade social”, geralmente foram obtidos bons resultados no trabalho conjunto. “A sensibilidade social tem a ver com a percepção que os membros do grupo têm das emoções do outro”, diz Christopher Chabris, coautor do estudo.
Outro fato revelador diz respeito à atuação das mulheres nas atividades coletivas. Segundo a pesquisa, a sensibilidade social mostrou-se maior nas turmas formadas principalmente por figuras femininas. Em consequência disso, essas equipes apresentaram melhor desempenho em relação aos times em que os homens preponderavam – o que pode ser mais um indício de que, de fato, este será o século delas. “Não desenhamos o estudo com foco no efeito de gênero. Foi uma surpresa para nós”, diz Malone.
E para quem ainda acredita que o fator determinante para o bom desempenho pode ser aquele indivíduo brilhante, mas isolado do grupo, os pesquisadores dão uma última má notícia: os dados de inteligência média ou máxima dos membros não permitiram prever o resultado da equipe.

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– Balotelli: Outra Pérola

Há exatos 8 anos, Mário Balotelli ainda estava no Manchester City e se autoproclamou “gênio”.

Depois de tanto tempo (e tantos clubes), fica a pergunta: o ítalo-ganês é realmente um fora-de-sério? Ou o “Super Mário” não é tão genial?

Relembrando:

BALOTELLI: OUTRA PÉROLA

O atacante ganês, naturalizado italiano Balotelli, do Manchester City, não consegue ficar uma semana sem criar uma polêmica ou protagonizar uma maluquice.

Nessa semana, deixou a modéstia de lado. Declarou que:

“Acho que sou gênio, não um rebelde”.

Isso é café pequeno perto das coisas que costuma fazer. Ele é o folclórico que rende boas histórias!

As origens de Balotelli: o abandono na infância, a mãe judia e a ...

– A Arte da Bajulação nas Empresas

Olha que texto bacana, publicado na Época Negócios (citação abaixo), sobre “a arte de ser um puxa-sacos”. Como se promover bajulando os chefes!

A ARTE DA BAJULAÇÃO

As ações disfarçadas aos chefes podem dar aquele empurrãozinho que faltava para sair uma promoção. É o que revela uma pesquisa

Por Robson Viturino com Álvaro Oppermann

Bajulação e puxa-saquismo não são propriamente uma novidade no cotidiano das empresas. No entanto, para quem rejeita essas práticas sem pensar duas vezes, um estudo recente da Kellogg School of Management traz uma notícia no mínimo preocupante. Por meio de entrevistas com executivos de companhias americanas com atuação em diversas áreas, os professores Ithai Stern e James West¬phal constataram que a subida ao alto escalão corporativo raramente se dá apenas por competência. Em grande parte dos casos, as promoções envolvem uma boa dose de politicagem, diplomacia e bajulação. “Os executivos geralmente ganham o ingresso para as posições mais disputadas usando formas sutis e sofisticadas de adulação”, afirmam os autores do estudo.

Os maiores puxa-sacos, segundo eles, são os advogados, os políticos e os vendedores – não necessariamente nesta ordem. Já no que diz respeito à faixa social, os profissionais oriundos das classes média e média-alta têm se mostrado mais hábeis, quando comparados às pessoas das classes mais baixas. Mas, quando se trata de puxa-saquismo, nem tudo é preestabelecido. Embora alguns grupos tenham maior “talento” para a bajulação, existem táticas que, de acordo com os professores, aumentam significativamente as chances de qualquer profissional saltar aos olhos do chefe.

Stern e Westphal identificaram técnicas de insinuação que, sem soar como abjetas, podem ajudar os interessados a subir os degraus da escada corporativa. Soa cínico, e provavelmente é. Mas vamos a elas:

Disfarçar a adulação como pedido de conselho_É o meio de elogiar os patrões sem deixar que o elogio soe como “rasgação de seda” ou cause constrangimento às duas partes. “Esta é uma tática certeira”, dizem os professores.

Discordar antes de concordar_Em vez de concordar na mesma hora, o bajulador tarimbado negaceia: “De início eu discordei de você, mas seus argumentos acabaram me convencendo”.

Fazer o elogio chegar às pessoas certas_A loa muitas vezes é mais eficaz quando feita indiretamente. Em outras palavras, é melhor falar bem do chefe aos seus amigos, cuidando para que suas palavras cheguem aos ouvidos certos, do que babar o tempo todo na sua gravata.

Fazer o elogio desculpando-se, para não constranger o chefe_Para se precaver, o bajulador ensaia desculpas antes de iniciar o paparico: “Eu não quero que você pense que elogio à toa, mas a sua apresentação foi sensacional!”.

Expressar a mesma opinião que os superiores_Não adianta concordar com eles. É preciso fazê-lo em voz alta. “Eu sou da mesma opinião” e “Acho que todos nós concordamos com você” são algumas das frases usadas.

Descobrir a opinião dos chefes_Se o bajulador não sabe o que pensam os seus superiores, ele sonda. E depois adequa seu argumento ao da chefia.

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– A Grande Lição do Caso Braguetto! Profissionalizar os árbitros ou não?

Nestes tempos de Pandemia, onde os árbitros da CBF não estão apitando, mas por intermédio da ANAF estão recebendo adiantamento de taxas (não é dinheiro “dado”, é “empréstimo” – ou seja, um favor a pagar), é propício discutir novamente a necessária profissionalização dos árbitros.

Quando do ocorrido do caso Braguetto (18/05/2013), que foi sacado de uma decisão de Campeonato Paulista pois prestava serviço através de sua empresa de arbitragem em jogos amadores no Parque São Jorge, fizemos uma abordagem sobre a condição do árbitro de futebol naquele período que é perfeita para os dias atuais.

Compartilho, extraído do blog: “PERGUNTE AO ÁRBITRO”,

Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/05/18/a-grande-licao-do-caso-braguetto-profissionalizar-ou-nao/

PROFISSIONALIZAR OU NÃO

Nas últimas horas falamos muita coisa sobre o imbróglio que envolveu a final entre Santos x Corinthians, FPF e Arbitragem (veja em: http://is.gd/MentiraFPF). Neste domingo, independente de quem será o time vitorioso, já temos um perdedor: o Árbitro de Futebol.

As declarações do ex-árbitro Rodrigo Braguetto retratam a verdade: nenhum juiz de futebol consegue ter uma vida tranquila como a dos dirigentes de grandes clubes, tão pouco financeiramente estável dos consagrados atletas.

Como o árbitro pode abandonar sua casa e fazer treinamentos durante a semana, assistir as palestras de atualização de regras, comparecer a reuniões onde ele é convocado mediante punição caso não compareça, sendo tudo custeado por ele próprio?

Não adianta falar que as taxas de arbitragem compensam. O desgaste familiar, a curta carreira (menor do que a de um jogador), a incerteza de respaldo dos dirigentes da arbitragem, a pouca sequência de escalas, a falta de FGTS, Férias, 13o, entre outros, faz com que ele seja um abnegado.

Durante a semana, treina de madrugada, de noite ou na folga. De repente, é obrigado a matar um dia de serviço da atividade profissional que o mantém para cumprir os testes físicos. É exigido profissionalmente, sendo considerado amador.

A culpa é de 3 elementos que compõe o mundo do futebol:

1- Das Federações, que não querem assumir que os árbitros sejam seus empregados remunerados, pagando-os via cooperativa por jogo apitado, deixando-os sem planejamento financeiro por culpa do número de escalas incerto e obrigando-os a ter uma vida dupla (ora árbitro, ora profissional em outra atividade).

2- Dos Sindicatos e Cooperativas, que nunca fizeram movimentos realmente em defesa dos árbitros e nem defenderam a profissionalização da arbitragem como ela deva ser. Sempre propõe modelos demagogicamente associativos, fazendo com que o árbitro seja ligado a cooperativas ou a eles próprios sindicatos, privilegiando descaradamente as federações. E com a justificativa de que como patrões, as Federações não conseguiriam pagar seus árbitros.

3- Dos Árbitros, que em troca de frequentes escalas, não criticam abertamente a situação que tanto os incomodam: serem cobrados como profissionais e tratados como amadores, sendo obrigados a assinarem documentos em que reconhecem ser “prestadores autônomos de serviços”, vinculando-os, pasmem, aos clubes! O árbitro na verdade é um contratado do time que ele apitará (entenda em:http://is.gd/ArbitroVetado).

Tomara que o burburinho criado pelo caso Braguetto traga a discussão da Profissionalização dos Árbitros, deixando-os independentes das ligas piratas e bicos de final de semana, unindo-os umbilicalmente às responsabilidades trabalhistas das Federações.

E isso significa liberdade das nefastas associações de defesa dos árbitrosNão vi nenhum pronunciamento de defesa do Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo ou da Cooperativa dos Árbitros de São Paulo, entidades nas quais Braguetto era filiado e que descontavam as taxas do seu trabalho na FPF. Mas seria ilusão esperar que elas o defendam: afinal, a diretoria de ambas é composta por funcionários remunerados da Federação Paulista de Futebol!

Pobre árbitro. Sem defesa e sem independência. Que seu ato incentive e denuncie essa relação indecente.

No apito: confira a escala de arbitragem para as semis do primeiro ...imgres.jpg

 

– Até Gênios Erram e Merecem outra Chance!

Punir quem erra sem uma chance de conserto é burrice. Até gênios erram. Quer um exemplo?

Galvão Bueno, locutor excepcional da Rede Globo, confidenciou que logo no seu primeiro trabalho cometeu um erro gravíssimo: errou o vencedor do GP de Fórmula 1 no qual fazia sua estréia. Teve certeza da sua demissão, mas, felizmente, um diretor o seguro para uma segunda chance.

E se Galvão tivesse sido demitido?

Vale a pena pensar duas vezes antes de punir. Veja que depoimento interessante (há dois anos, retratado em: http://is.gd/NC9nQK)

ERREI O VENCEDOR DO GP

Galvão Bueno conta como deu a vitória ao piloto errado em sua estreia como locutor de Fórmula 1 na Rede Globo

Por Flávia Iuri

Fui para a Rede Globo há mais de 30 anos, no segundo semestre de 1981. Nas transmissões da Fórmula 1, minha estreia foi no Grande Prêmio (GP) da África do Sul, de 1982. Eu e o Reginaldo Leme (comentarista). A locução de Fórmula 1 é muito difícil. Comparável com a de um desfile de escola de samba. Você tem de entender o enredo. Não é como no futebol, em que está tudo ali para todo mundo ver. O cara chuta, faz falta. A bola vai para fora, o jogador faz o gol, perde o gol. A corrida tem tática de parada. É preciso entender se o carro está ganhando ou perdendo rendimento. Hoje, tenho as páginas de computador que me dão, volta a volta, a classificação, a diferença entre um carro e outro, a média de velocidades. Naquele tempo não tinha. Uma jornalista ajudava a montar o mapa da corrida. Fazíamos os cálculos manualmente e não podíamos tirar os olhos da pista.

Não havia parada para trocar pneus. Não havia reabastecimento. Se o pneu de alguém furasse, ele estava praticamente fora da corrida. Os carros iam do começo ao fim da corrida sem parada, as trocas eram raríssimas. O pneu do carro do Alain Prost furou. Ele parou no boxe, trocou o pneu e voltou. Mas, da nossa posição, eu não via a saída dos boxes. Só a entrada. E, depois de voltar, o Prost ultrapassou o René Arnoux. Não tive visão da ultrapassagem e achei que ele estivesse tentando tirar uma volta de atraso. Eu falava enfaticamente: ‘René Arnoux! Não há a menor possibilidade de ele perder a corrida. René Arnoux faz uma corrida espetacular. O Prost voa na pista, mas Arnoux tem uma enorme vantagem, de praticamente uma volta inteira. Não tem como perder. Não pode perder. É o René Arnoux! René Arnoux!’.

Daí chega a imagem da TV e mostra o Alain Prost recebendo a bandeirada. O vencedor era ele, que havia feito a ultrapassagem que não vimos. Na minha primeira corrida de Fórmula 1 na Globo, errei o vencedor. Olhei para o Reginaldo, em estado de semipânico, para pedir ajuda. Ele abriu os braços e fez cara de ‘não sei o que fazer’. Fomos para os comerciais. Quando a transmissão voltou, recomecei como se nada tivesse acontecido: ‘Esse Prost é um fenômeno, maravilhoso, sensacional. Entrou para a história! Furou o pneu, foi para os boxes, trocou pneu, voltou, tirou a diferença e ganhou a corrida. Fantástico! Fantástico!’.

A volta de Johannesburgo para São Paulo era um voo de oito horas e meia. Passei esse tempo todo pensando no que o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, diretor da TV Globo) ia fazer. Existia essa mística sobre o perfeccionismo do Boni, que não admitia erros. Para mim, era certo que o Boni ia me demitir. Foi uma tortura. O evento seguinte era o Grande Prêmio do Brasil. O Boni até quis me deixar de fora, mas o Ciro José, na época diretor de esportes, me bancou. Lembro que a caminho do autódromo eu ainda disse para o Ciro: ‘Se eu aprontar outra dessas, estamos, eu e você, na rua’. Não foi preciso. Fiz a transmissão do GP naquele ano e em todos os anos seguintes. No mês passado, cobri meu 30o Grande Prêmio do Brasil pela Globo. Mas a estreia foi um susto.

Galvão Bueno nega aposentadoria em Copas e explica discurso em ...

– Profissionais da Saúde: os Super-Heróis do Momento!

Enfermeiros, médicos, atendentes de PS, e tantas outras pessoas envolvidas na Saúde: são os verdadeiros heróis do Brasil, especialmente neste momento tão difícil, deixando seus lares e familiares, expondo-se aos doentes e males, fazendo seu trabalho por vocação à profissão e por espírito humanitário.

Lembrando: sem contar nas dificuldades de EPI’s que eles vêm enfrentando, longas jornadas de labuta e todo o desconforto emocional que estão vivendo.

Se existe alguém que merece aplausos nesse país, hoje, é o profissional de saúde!

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– Empresas adotam Teste de Integridade Moral para contratar funcionários

Muitas organizações estão aplicando exames para avaliar o caráter dos seus funcionários. Entre eles, o PIR (teste de Potencial de Integridade Resiliente).

Saiba mais extraído de OESP, 14/05/17, Caderno “Carreiras & Empregos” (abaixo):

TESTE DE CARÁTER VIRA ETAPA DE CONTRATAÇÃO

Empresas adotam no processo seletivo avaliação de potencial de resistência de candidato quando colocado diante de dilemas éticos

Por Cris Olivette

Ter competência técnica, experiência internacional, currículo rico e facilidade para trabalhar em equipe, já não são suficientes para conquistar uma vaga de emprego. Isso porque os casos de fraude e corrupção chegaram ao ambiente corporativo e as empresas começam a procurar formas de avaliar a capacidade de resistência dos candidatos, quando são expostos a dilemas éticos.

O gerente nacional de assistência a clientes da Localiza, Jairo Barbosa, ocupa a função há dois meses. Ele só foi contratado depois de realizar um teste que mediu o seu potencial de integridade, que ocorreu na etapa final do processo seletivo.

Ele também participou de treinamento sobre integridade que abordou a Lei Anticorrupção e apresentou o programa de compliance da companhia. “Sempre trabalhei em grandes empresas e esta foi a primeira vez que fui convidado a fazer esse tipo de treinamento e teste.”

Segundo ele, essa abordagem dá ao candidato segurança para ingressar na empresa. “Esse conjunto de procedimentos demonstra a seriedade da companhia que tem políticas transparentes e bem definidas, com posicionamento claro sobre esse tema tão delicado.”

A gerente de RH da Localiza, Adriana Baracho, conta que desde o ano passado esse tipo de teste integra o programa de compliance da companhia. “O comportamento ético é um de nossos pilares e precisávamos de uma ferramenta que nos desse respaldo na hora de contratarmos novos funcionários.”
Adriana afirma que quando o resultado do teste não recomenda a contratação, a equipe de recrutamento faz verificação aprofundada. “Durante um processo seletivo, o teste apontou um indício que foi confirmado posteriormente, quando conferimos as referências.”

Segundo ela, além desse cuidado no processo de contratação, todos os funcionários assinam termo de compromisso afirmando que concordam com a conduta ética da empresa, que é renovado periodicamente.

Adriana diz que quando participa de eventos da área de RH e comenta que realiza esse tipo de teste, todos se interessam. “As empresas ainda não sabem que essas ferramentas existem.”
Gerente de recrutamento e seleção da Brookfield Incorporações, Carolina Caldeira diz que há dois anos a empresa passou a aplicar teste de integridade no processo seletivo.

“Precisávamos medir se quem trazemos para dentro da empresa compartilha nossos princípios éticos. No futuro, também vamos avaliar aqueles que foram contratados anteriormente”, afirma.
Segundo ela, a avaliação é aplicada na seleção para todos os níveis de contratação. “Inclusive para a obra, a partir do cargo de assistente administrativo.”

Carolina conta que já foram registrados dois casos de conduta inadequada na companhia. “Em um dos casos, a pessoa foi contratada quando começávamos a fazer esse tipo de avaliação e ainda não trabalhávamos em parceria com a área de compliance, como ocorre atualmente. Mesmo com o resultado indicando que aquele candidato não era recomendável, seguimos com a contratação. Depois de algum tempo, ficou comprovado que o alerta do teste era procedente”, afirma.

Ela conta que o programa Atitude Compliaence da Brookfiled compõe uma das metas de resultados da companhia. “Ele faz parte de uma das premissas básicas para se chegar a uma remuneração variável”, diz.

Segundo ela, a empresa mantém canal confidencial para denúncia anônima tanto para funcionários quanto para clientes. “Até mesmo os nossos fornecedores têm de passar por processo de homologação antes de serem aceitos.”

NECESSIDADE. O advogado Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, explica que a Lei Anticorrupção brasileira determina que as empresa façam o monitoramento dos profissionais e que o processo seletivo seja mais apurado.

Segundo ele, não existe impedimento legal para a aplicação desse tipo de teste. “Inclusive, saiu recentemente uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que impede que as empresas façam levantamento de antecedente criminal dos candidatos”, ressalta.

Segundo ele, neste caso, a decisão do TST teve por objetivo impedir que houvesse preconceito em relação ao profissional. “Com essa decisão, as empresas precisam encontrar outras formas para avaliar o caráter do candidato.”

Santos conta que como resultado de sua tese de doutorado, desenvolveu o teste Potencial de Integridade Resiliente (PIR), que tem grau médio de predição de 77%.
“Com a decisão do TST, esse tipo de ferramenta ganha força e importância, pois elas não têm o objetivo de olhar o passado da pessoa ou classificá-la entre ética e não ética”, afirma.

Segundo ele, a proposta do teste é entender como a pessoa tende a lidar com dilemas éticos. A avaliação é feita por meio de simulações, nas quais o candidato escolhe, entre algumas alternativas, o que faria em determinada situação. “Conforme as respostas, é possível observar o nível de resiliência do profissional.”

Como existe a possibilidade de que a pessoa dê respostas politicamente corretas, o teste tem outra etapa. “A análise inclui perguntas abertas, com curto tempo de resposta, tanto dissertativas quanto por meio de gravação de vídeos. Tudo é avaliado pelos recrutadores, que observam a coerência do que foi dito e a linguagem corporal”, afirma.

Há oito anos, a organização internacional de apoio ao empreendedorismo Endeavor, utiliza ferramentas que testam o grau de integridade de empresários que passam pelo processo de seleção de empreendedores.

“É uma etapa obrigatória. Os empresários ficam, então, com a impressão de que estão entrando em uma organização séria e que realmente acredita nesses valores”, diz o diretor de apoio a empreendedores, Guilherme Manzano. Segundo ele, durante a seleção, a equipe da Endeavor mantém conversas francas com os empresários sobre comportamentos antiéticos, apontando o quanto elas afetam o desenvolvimento do negócio.

Manzano afirma que a organização já deixou de aceitar empreendedores por conta do resultado do teste. “Ele materializa evidências que obtemos durante a convivência com os empreendedores que estão sendo selecionados. O resultado obtido por meio do teste é somado às impressões que já haviam sido identificadas. A nossa lógica é evitar riscos”, ressalta.

O diretor afirma que alguns empreendedores que passaram pelo teste gostaram tanto da ferramenta que passaram a adotá-la em suas empresas.

“Todas as companhias deveriam usar algum processo para prevenir problemas de postura ética e moral, porque as consequências acabam com a sua reputação. Além disso, é uma forma de manter a saúde organizacional, cultural, financeira e da imagem no mercado.”

Origem. O advogado e sócio da S2 Consultoria, Renato Santos, que desenvolveu um teste de integridade, diz que desde a década de 1970 os americanos se preocupam com a questão do caráter dos funcionários.
“Eles criaram o polígrafo, que ficou conhecido como a máquina da verdade ou detector de mentiras. Esse teste foi aplicado em larga escala naquele país, em mais de dois milhões de candidatos”, conta.

Ocorre que na década de 1980, o uso do polígrafo foi proibido, por ser muito invasivo. “Surgiram, então, os testes de integridade criados, principalmente, nos Estados Unidos e Israel.”

Santos afirma que no Brasil, testes de integridade ainda são aplicados de maneira muito incipiente, porque as empresas nem sabem que a ferramenta existe.

“Mesmo assim, nos últimos doze meses, tivemos aumento de 35% nas consultas. Entre março de 2015 e abril de 2016, recebemos 1.482 consultas. Nos últimos doze meses, o número chegou a 2.031. Afinal, é muito mais barato predizer o comportamento que reagir a ele.”

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– Ideias para Profissionalizar a Arbitragem!

(Esse texto tem 5 anos. Mas é tão atual… Compartilho, extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2015/05/15/as-boas-ideias-propostas-por-salvio-spinola-e-carlos-simon/)

AS BOAS IDEIAS DE SÁLVIO E SIMON

Sempre aprendi: pior que não ler um jornal, é ler apenas um único! Assim, gosto de ouvir sempre várias opiniões sobre os assuntos que me interesso, filtrando o joio do trigo e com os bons conhecimentos solidificar uma opinião.

Para tanto, ouço e leio das coisas boas às ruins, sempre tomando o cuidado de não me empolgar com aqueles que sou fã e admiro e, ao contrário, respeitando até mesmo àqueles que sei que escrevem com desprezo ou chapa-branquismo.

Pois bem: Sálvio Spinola escreveu (como sempre faz em seus bons textos na ESPN.com) algumas medidas para a melhora do futebol. Paralelamente, vejo algumas boas idéias semelhantes às que Carlos Eugênio Simon também escreveu em seu blog do canal concorrente, no FOXSports.com.

Vi nas páginas virtuais desses dois comentaristas de arbitragem que existem críticas sobre a posição deles, como as de Marco Antonio Martins (presidente da ANAF) e a de Marcelo Marçal (editor do ApitoNacional.com.br, em seu próprio site) que, em suma, discordam de que a CBF seja a responsável pelo patronato dos árbitros e tecem tênues críticas aos mesmos por terem sido, no caso de Simon, influente membro da vida sindical gaúcha, e no caso de Sálvio, ex-cartola da Conmebol.

Eu, na minha humilde opinião, SOU TOTALMENTE FAVORÁVEL ao conjunto de idéias desses dois ex-árbitros da FIFA.

Em especial, defendo incontestavelmente quanto a urgente profissionalização da arbitragem, que deveria ser assumida pela milionária CBF, pagando FGTS, 13o, INSS e assinando um contrato de médio prazo com os chamados “árbitros de elite”. E na mesma importância, sou crítico ao modelo adotado de mistura entre dirigentes sindicais e cartolas das comissões de arbitragens / vedores / observadores ou seja lá como for. Afinal, como o cara pode ser defensor do árbitro presidindo o Sindicato e ao mesmo tempo trabalhando para o patrão (CBF / Federações Estaduais)? E junte-se a eles a opinião do ex-árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, que em recente entrevista à Rádio Jovem Pan criticou o fato de que gente incapacitada há muito comanda a arbitragem, citando, em especial o Coronel Marcos Marinho. Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro, escreve toda semana essa realidade no Blog do Paulinho.

O que mais me deixa indignado é que a cartolagem do apito, ao invés de receber humildemente as críticas, solta as mais manjadas pérolas e desculpas para a fuga do mea culpa, como: “quando estava lá não dizia isso”; “este que critica nunca fez nada”; “reclama mas é frustrado por não estar / ter chegado lá”, e outros subterfúgios de arrogância.

O certo é: há 10 anos são as mesmas pessoas que comandam a arbitragem paulista e ela perdeu em dignidade, sem revelar ninguém! E no cenário nacional, o mesmo grupo vive e sobrevive há perder de anos, nada fazendo de diferente ou revolucionário!

Para quem gosta do assunto, compartilho os dois textos que, confesso, gostaria de tê-los escrito tamanha a precisão nas feridas tocadas!

Abaixo, compartilho:

            A) Carlos Eugênio Simon

O APITO NO BRASILEIRÃO 2015

Extraído de: http://www.foxsports.com.br/blogs/view/199912-o-apito-no-brasileirao-2015

A bola começou a rolar nos gramados brasileiros no final de semana em mais uma edição do Campeonato Nacional, o Brasileirão. É certo que juntamente com a competição também retornarão as críticas e as polêmicas em relação ao trabalho de árbitros e assistentes, que este ano não mais poderão contar com a presença dos  árbitros assistentes adicionais, aqueles que ficavam atrás da meta, do gol.

É natural que ocorram reclamações contra a atuação dos homens e das mulheres do apito e das bandeiras, visto que o futebol é um esporte que envolve paixões intensas. Porém, é possível adotar algumas providências capazes de diminuir a ocorrência de erros e, também, preservar a autoridade e a integridade moral do árbitro. 

Em primeiro lugar, não pode ocorrer o que aconteceu no ano passado, quando a confusa orientação de bola na mão ou mão na bola acarretou várias penalidades marcadas equivocadamente. Também é imprescindível que a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF dê respaldo total aos árbitros, posicionando-se a favor do profissional sempre que o mesmo for alvo de agressões e avaliações que vilipendiem a sua honra. Num mundo ideal, o árbitro deveria se preocupar apenas em apitar o jogo, e para que isto ocorra é preciso ter tranquilidade, apitar com alegria e gostar do que se está fazendo, (depois de 5 anos longe dos gramados, as vezes me imagino correndo na diagonal…). Assim sendo, é também no sentido de garantir minimamente esta tranquilidade que a Comissão de Arbitragem deve atuar. E não apenas ela. Igualmente a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) tem por obrigação ser mais atuante, presente e incisiva na defesa dos interesses da categoria. Entendo que sendo membro, diretor, secretário ou presidente da Anaf os mesmos não deveriam ter nenhum tipo de vínculo, como por exemplo delegado, observador, etc… da CBF – assim sendo teriam mais independência para encaminhar as reivindicações dos seus associados.

Buenas, amigos, apesar da fragilidade das condições favoráveis para que a arbitragem exerça o seu ofício com serenidade, torço para que os árbitros e assistentes realizem um bom trabalho no Brasileirão. A bola está rolando, boa sorte aos que estão no campo de jogo.

            B) Sálvio Spinola Fagundes Filho

17 MEDIDAS SIMPLES QUE A CBF PODE ADOTAR PARA MELHORAR A ARBITRAGEM BRASILEIRA

Extraído de: http://espn.uol.com.br/post/507343_17-medidas-simples-que-a-cbf-pode-adotar-para-melhorar-a-arbitragem-brasileira

São 17 as regras do futebol, e, por analogia, elenquei 17 ações de simples aplicabilidade que a CBF pode adotar para melhorar a arbitragem brasileira.

Dizer que está tudo bem na arbitragem é fugir do problema, é se esconder ou viver em outro mundo. Usar de dados estatísticos para mostrar eficiência na arbitragem é enganar a si mesmo.

A arbitragem precisa melhorar, se fortalecer e ganhar credibilidade do mundo do futebol.Erros acontecerão em qualquer lugar que tenha jogo de futebol, aliás, eu cometi muitos, não falo do árbitro e sim da instituição arbitragem.

Durante mais de 20 anos estive nos campos apitando jogos e hoje convivo com jornalistas, jogadores, treinadores e dirigentes, e, em todos os segmentos tem unanimidade: A arbitragem não está bem.

O futebol mudou, está mais veloz. A tecnologia evoluiu com muito mais câmeras e melhor resolução, e a arbitragem ficou estagnada.

Sim, ficou estagnada, nada foi feito nos últimos 20 anos, apenas mais cobrança aos árbitros, rigor no teste físico, alguns cursinhos, mas na estrutura nada foi feito.

Vamos às propostas, lembrando que sempre que uso o termo árbitro, serve para os assistentes e para as mulheres:

1) EXCLUIR DA RESPONSABILIDADE DO ÁRBITRO AS ROTINAS ADMINISTRATIVAS

A CBF tem que atribuir ao Delegado do Jogo as responsabilidades administrativas do evento, deixando o árbitro com a única função (que já é muita) de cumprir as regras, apitar o jogo. Funções administrativas com gandulas, mascotes, imprensa, câmeras, hino, minuto de silêncio, horário de entrada das equipes, faixas de protesto e muito mais, tem que ser da entidade e não do árbitro, como fez a FIFA na Copa do Mundo.

2) ARBITRAGEM COMANDADA POR PROFISSIONAIS COM CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS

A arbitragem brasileira deve ser comandada por profissionais com dedicação exclusiva, profissionais estes com capacitação em gestão e principalmente na gestão de pessoas, não priorizando as técnicas militares, como se usa hoje. Atualmente a arbitragem brasileira é comandada por 2 ou 3 pessoas com dedicação exclusiva para gerenciar mais de 500 árbitros. Algumas federações estaduais tem a estrutura organizacional da arbitragem muito superior a da CBF.

3) CONTRATAR UM INSTRUTOR TÉCNICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO E CORREÇÕES TÉCNICAS

São tantos Instrutores técnicos no Brasil e nenhum com definição oficial para instruir e fazer correções diretamente com o árbitro. Com a definição do instrutor técnico chancelado pela CBF o árbitro vai ficar mais confortável para receber a informação e se empenhar para corrigir.

4) CONTRATAR UM PREPARADOR FÍSICO POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO PARA MONITORAMENTO DA CAPACITAÇÃO FÍSICA DO ÁRBITRO

Cada vez mais o árbitro precisa ser atleta, estando com o preparo físico em dia. Com o monitoramento pela CBF, ela terá informações diárias das atividades realizadas por cada árbitro e a Comissão de Arbitragem terá subsídios para escalar o árbitro. O modelo atual de apenas fazer testes físico já está ultrapassado, a entidade tem que estar presente no dia a dia do árbitro e parar de pensar que o árbitro tem que ser auto didático, na sua cidade, no seu estado se preparando, isso não acontece.

5) A CBF ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ÁRBITRO

É a principal mudança e mais urgente. Desde 2003 o calendário do futebol brasileiro mudou drasticamente com o Estatuto do Torcedor. A CBF passou a ter campeonatos de abril a dezembro, e nada mudou na arbitragem brasileira, os árbitros continuam sendo formados pelas Federações e são “emprestados” para a CBF, para atuarem em jogos organizados pela entidade nacional. Passou da hora de inverter isso, os árbitros tem que ser da CBF e quando as Federações precisarem pede “emprestado”. A CBF precisa ter seus árbitros de janeiro a dezembro e passar a formar árbitro, não apenas qualificar.

6) DEFINIÇÃO NOMINAL DOS ÁRBITROS QUE ATUARÃO POR SÉRIE

O árbitro não sabe que campeonato vai apitar e o mundo do futebol não sabe quais árbitros vão atuar no campeonato. No ano passado, em 38 rodadas, na série A, 15 árbitros apitaram 1 jogo e, na série B, 23 apitaram somente 1. Por quê? Não tiveram boa atuação? Ninguém sabe. E pior, o árbitro que foi bem fica mais revoltado, porque fica esperando nova escala e ela não vem.

A CBF pode definir 50 árbitros e 100 Assistentes para Séries A e B. Utiliza-se 2/5 por rodada, sendo possível fazer rodízio e não repetir árbitros nas equipes.

Define-se outro grupo para séries C e D, e outro grupo para jogos Amadores.

7) MERITOCRACIA

É o melhor modelo, escala e acesso de divisão por mérito, capacidade, bom desempenho. Estando os árbitros sobre a responsabilidade da CBF, a entidade deixa de cumprir pedidos das federações para escalar seus árbitros e premia somente os melhores, com critério técnico, sem divisões por estados.

8) RODÍZIO NA ESCALA DOS ÁRBITROS

Definir o critério de escalas com ampla divulgação, onde o árbitro não pode atuar em jogos da mesma equipe, no máximo dois jogos na casa da equipe e outros dois fora.

9) FEEDBACK PÓS-RODADA COM TODOS OS ÁRBITROS USANDO SISTEMA DE CONFERÊNCIA

O modelo é adotado no México, país também com grande extensão territorial. Não adianta enviar e-mail exclusivo para o árbitro do jogo ou no grupo de watsapp, todos os árbitros precisam saber o que pensa a comissão e os instrutores.

10) TECNOLOGIA DA LINHA DO GOL

Já comprovado sua eficiência. São 20 estádios para Série A e a tecnologia não será utilizada. A justificativa para não implantar é o custo. Conversei com alguns profissionais de publicidade e todos falaram que várias empresas de tecnologia tem interesse em patrocinar este projeto, é apenas uma questão de querer, e colocar o departamento de marketing para trabalhar. Em conversa com o assistente da Copa Marcelo Van Gasse, primeiro árbitro assistente a ter gol validado com uso da tecnologia, no jogo França x Honduras, ele deu uma declaração muito importante: “A tecnologia não ajuda somente para validar ou não o gol, ajuda muito no impedimento e nas demais atribuições, porque tiramos das nossas costas a responsabilidade de ver se a bola entra ou não, ficamos mais leve e isso ajuda a acertar.” Por que não implantar?

11) ALTERAR A FORMA DE REMUNERAÇÃO DOS ÁRBITROS

O Brasil é o país que mais paga para um árbitro por jogo, mas é o que menos paga por ano. Para se ter uma ideia, um árbitro FIFA na série A ganha por jogo R$ 3.800,00, e este mesmo árbitro para apitar a Copa Libertadores ganha US$ 800,00, aproximadamente R$ 2.400,00. O árbitro precisa de segurança financeira para se organizar na vida. No mundo tem vários modelos de remuneração muito melhor que o adotado no Brasil. A CBF pode copiar, por exemplo, a AFA. Lá, os árbitros argentinos tem uma remuneração mensal e mais uma pequena taxa por jogo. Esse modelo dá mais tranquilidade aos homens do apito e da bandeira e permite a CBF adotar mais cobranças, mais eficiência, mais dedicação.

Pode-se também implantar remuneração indireta, como: pacote de tv por assinatura, academia de ginástica, suplemente alimentar, e outros. A vantagem desta remuneração é o retorno para o próprio futebol, porque qualifica o árbitro e melhora as atuações. Na dificuldade financeira o árbitro não assiste seu jogo porque não tem dinheiro para pagar tv por assinatura, não treina porque não paga academia, economiza onde pode. Este tipo de remuneração pode gerar economia de impostos, onde toda taxa do árbitro é tributada.

12) PRONUNCIAMENTO DA COMISSÃO DE ARBITRAGEM NO PÓS-RODADA


Um dos principais problemas da arbitragem brasileira é a credibilidade, todos desconfiam. A arbitragem brasileira é composta de pessoas honestas e a forma de mostrar esta credibilidade é acabar com a “caixa-preta”. A Comissão de Arbitragem deve se pronunciar oficialmente ou com habitualidade ou nos momentos críticos, nos grandes erros, nas grandes polêmicas. A FIFA utilizou deste expediente na Copa do Mundo, o Presidente da Comissão de Arbitragem deu pronunciamentos e respondeu perguntas dos jornalistas. Esta é a única forma de falar com o torcedor e conquistar a credibilidade e não atendendo a um veículo ou outro.

13) BUSCA DE TALENTOS

Sendo a CBF responsável por formar e capacitar, a entidade tem que ter “experts” em arbitragem para identificar talentos e desenvolver estes árbitros. Ninguém chega a ser árbitro de alto nível só por querer, depende da sequência nas escalas e crescimento na carreira. Não é aceitável que a CBF emita circular dizendo que não aceitará árbitros “fracos”, o árbitro não é um prestador de serviço que está na sociedade à disposição da entidade, o árbitro tem apenas um empregador: a CBF. E é a entidade que dá as oportunidades para o desenvolvimento do árbitro, se tem árbitro “fraco” é porque a escola, o instrutor e a comissão erraram.

14) DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE PARA GERENCIAMENTO DE ESCALAS

Dizem que tem. Nunca vi. E, se tem, está parametrizado com erros. Como pode o árbitro mineiro Claysson Veloso apitar a final do Campeonato Mineiro (jogo tenso) no dia 26 de abril, dois dias depois estava em Juiz de Fora como quarto árbitro no jogo Tupi x Atlético PR e dois dias depois no interior da Bahia apitando Jacupiense x Náutico (3 jogos em 5 dias), ou o caso do também mineiro Igor Benevenuto que apitou no dia 14 de abril, em Florianópolis Avaí x Operário MT e no dia seguinte estava em São José dos Campos, interior paulista, apitando Santos x Londrina, e o paulista Vinicius Furlan que no domingo apitou a final do Campeonato Paulista Palmeiras x Santos, com muitos questionamentos, e na quarta feira estava em Capivari, interior paulista, como quarto árbitro no jogo Capivariano x Botafogo (escala desproporcional, depois de apitar a final foi escalado como quarto árbitro em momento inoportuno). São muitos os exemplos que um software resolveria, fica a impressão que o controle é feito em um papel ou em um caderno, vai ter erro.

15) RESGATAR A ALEGRIA DE APITAR UM JOGO DE FUTEBOL

Cada vez mais o árbitro está tenso, apreensivo e com medo, e isso é o preâmbulo para o erro. Como sempre dizia o sábio Armando Marques: “o árbitro precisa gostar de ser árbitro” ou “apitar um jogo de futebol é desfrutar do que você gosta de fazer”. Para resgatar a alegria de apitar um jogo de futebol é necessário o fortalecimento dos árbitros, com apoio e não com temor ou ameaças, onde alguns instrutores se colocam mais importantes que os árbitros, causando medo antes dos jogos.

16) DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM COM INDEPENDÊNCIA E ISENÇÃO

A escala do árbitro tem que ser técnica, por mérito e a comissão de arbitragem não pode atender a favores ou pedidos de nomes para apitar jogos de determinadas equipes. Atuar com isenção, sem favores políticos.

17) TRANSPARÊNCIA NOS CONTRATOS DE PUBLICIDADE QUE ENVOLVA OS ÁRBITROS

Sim, a CBF é uma entidade privada, mas negociar o “corpo”, a “imagem” do árbitro e não trazer o árbitro para participar destas negociações ou deixa-los cientes dos valores pactuados é no mínimo exploração. O árbitro não fala nada porque teme retaliações, e as entidades representativas dos árbitros são fracas e comprometidas com a CBF, mas é um item de total desmotivação que cria uma relação de antipatia do árbitro com a CBF.

TREINADOR vai receber cartão… | Wanderley Nogueira

 

– Há 10 anos, o que ficou e o que vejo da carreira de árbitro?

Encerrei exatamente há 10 anos minha carreira de árbitro de futebol. Foram mais de 700 partidas trabalhadas, em diversas divisões e funções.

Eu gostaria de estar em atividade?

Claro, creio que não só eu, mas muitos aposentados do apito, que ainda apitam suas partidas em seu íntimo nos seus sonhos. Vestem o uniforme e se transformam dentro dos gramados que imaginam.

Mas, definitivamente, acabou. Termina para sempre quando perde a motivação, e o desejo de voltar sucumbe à realidade. A saudade de estar em campo é enorme. A disposição em obedecer aos dirigentes burocráticos (e muitos, soberbos e irônicos) é nula.

Quanto tempo não há renovação dos cartolas? Maior do que o da renovação dos árbitros…

A distância entre o prazer da arbitragem é abissal em relação às humilhações que se têm que fazer e viver nas comissões de árbitros. Reuniões enfadonhas, falta de meritocracia, sacerdócio que se doa em vão. Contraste absurdo da paixão de apitar uma partida de futebol em meio a um segmento cada vez mais restrito a “donos de cargos”, onde a vida sindical se mistura ao ofício de dirigentes patronais. Questionar a quem e contra quem?

Enfim, vida que segue e família que se curte (coisa que não se consegue enquanto árbitro, que não é mais o conhecedor das regras do futebol, mas o atleta que deve somente correr, correr e correr dentro de campo, acatando orientações de “bola na mão que viram mão na bola”).

Hoje, mato a saudade do meio em que vivi falando de futebol e arbitragem na TV, no rádio, no jornal e na internet. E assim sou feliz!

Uma singela constatação: se a carreira de árbitro fosse mais justa, mais competentes os nomes seriam, menos árbitros de potencial teriam que encerrar suas trajetórias e trocaríamos a exigência física pela técnica. Aliás, como exigir algo, se os dirigentes não querem o profissionalismo verdadeiro, transformando a causa em discursos demagogos?

Férias, INSS, 13o e plano de saúde ao árbitro… Tudo ilusão e são causas que não estão na pauta dos Sindicatos! Afinal, quem quer brigar com a CBF e suas Federações aliadas?

O “INAMPS” (ou a Unimed, a Amil e tantos outros planos de saúde) estão aí para os árbitros lesionados…

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– Festeiro, mas profissional: Helguera conta sobre Ronaldo Fenômeno

Quem é da minha geração sabe o quanto jogou bola Ronaldo Nazário, que era o Fenômeno mas nasceu simplesmente como Ronaldinho. Talvez tenha sido no Barcelona o seu auge que impressionou o mundo; também a comoção das suas contusas e a brilhante volta por cima em 2002.

Agora, leio algo curioso e sabido do craque: sobre como gostava de festas, dando até mesmo “dor-de-cabeça” aos companheiros.

Vejam só que relato incrível de Helguera, que jogou com o brasileiro no time dos Galáticos,

Extraído de: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/futebol/ex-real-madrid-detalha-festas-ao-lado-de-ronaldo-fenomeno-e-dispara-minha-esposa-disse-para-eu-voltar-para-casa.phtml

EX-REAL MADRID DETALHA AS FESTAS DE RONALDO

Por Lucas Miluzzi

Ivan Helguera, ex-jogador e companheiro de Ronaldo no Real Madrid, concedeu uma entrevista ao jornalista Mister Chip, pelo Instagram, e revelou algumas histórias curiosas sobre o atacante brasileiro.

O craque espanhol contou detalhes de uma festa que o craque brasileiro fez em sua casa. Segundo ele, desembarcou um ônibus cheio de mulheres jovens em frente a residência de Ronaldo e tal momento desencadeou certo ciúmes entre Helguera e sua esposa.

“Eu estive em uma festa de aniversário com a minha mulher. Quando começaram a aparecer vários ônibus com jovens mulheres, a minha esposa disse para a gente voltar para casa. A (esposa) do Figo fez igual. A festa aconteceu na casa do Ronaldo”, contou.

Helguera ainda contou que tanto Roberto Carlos quanto Ronaldo adoravam sair aos finais de semana, mas que mantinham o profissionalismo em primeiro lugar. Ele elegeu os dois como os maiores “festeiros” daquele elenco de atletas galáticos do Real Madrid.

“Beckham, Zidane e Figo eram grandes profissionais. Roberto Carlos e Ronaldo gostavam mais de sair, mas não saiam todos os dias. Se jogássemos ao sábado e ganhássemos podiam sair, mas sair no sábado para jogar no domingo… Não faziam isso”, explicou.

Com a camisa do Madrid, Ronaldo fez 177 jogos e marcou 104 gols. Para contratá-lo, os madrilenhos desembolsaram, na época, 45 milhões de euros pelo craque brasileiro. Vale lembrar que ele foi eleito melhor do mundo em três oportunidades, nos anos de 1996, 1997 e 2002.

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– Utopia da FPF? Os testes rápidos… no aquecimento de um jogo, por exemplo?

Ao manifestar a vontade de continuar a jogar o Paulistão A1 em decisão unânime, a Federação Paulista e os clubes mostram que precisam demais da parcela restante a ser paga pela Globo (isso dá a entender no comunicado divulgado, e deixa no ar a possibilidade de decisões diferentes para a A2 e A3). Ao mesmo tempo, mostrou-se que não existe data definida e que tudo está muito vago.

Jogar com portões fechados é um desrespeito aos jogadores, árbitros e demais pessoas envolvidas. Não seriam eles vítimas de contágio também, levando o Novo Coronavírus aos familiares em suas casas?

Por mais que a FPF sugira (como fez) “testes rápidos” para detectar Covid-19 antes das partidas, a operacionalização é uma grande preocupação. Já imaginaram que loucura: se fizer um teste no dia anterior, quem garante que no dia seguinte a pessoa não esteja contaminada? Se fizer na chegada ao estádio, pense na situação: o goleiro dá positivo e é substituído imediatamente pelo reserva, que vai para o aquecimento surpreso por ser escalado. E se o reserva também testar positivo (deve-se levar em conta as possibilidades)?

Imagino, ainda, os árbitros: para um Corinthians x Palmeiras, o juizão acusa contágio e entra o 4o árbitro. Xiii…

Sejamos realistas: teste rápido que não seja dentro da praça do jogo, não vale, pois se fizer antes disso, a chance de se infectar é real!

Na prática, tudo continua como antes, com a diferença de que os clubes podem contratar novos jogadores para substituir os que estão saindo. Mas e dinheiro para isso, além de “qualidade do pé-de-obra” disponível no mercado de atletas?

Grande Vitória e Linhares são áreas com transmissão local de ...

– Renato Peters e a Mulher Fanática

Que coisa feia aconteceu durante o jornal da hora do almoço na Globo, não? 

Uma mulher descontrolada pegou o microfone do jornalista Renato Peters e gritou “Globolixo” e disse que o “Bolsonaro está certo“.

Quanta bobagem. Esquerda diz que a Globo é de Direita, Direita diz que a Globo é de Esquerda, e assim a vida seguecom muitos políticos tendo seus fanáticos seguidores fazendo idiotices.

Que culpa Peters tem? Ele, que está trabalhando, pode ser atrapalhado ao vivo? É o trabalho dele informar.

Respeitem os profissionais! Separem as coisas, e se não gosta da Globo, mude de canal.

Mulher invade reportagem da Globo ao vivo: “Bolsonaro tem razão”

– Parabéns, Jornalistas!

Ser jornalista em um país de aficcionados por políticos, de fato, é um desafio!

Parabéns a todos os profissionais da imprensa, que levam a informação (boa e ruim) a todos nós! E os que não exercem com tal ética, paciência. O mercado há de separar o joio do trigo.

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– Mesmo com o mundo do futebol parado, Neymar é assunto?

Desentendimentos com o treinador Thomas Tuchel, insatisfação com o príncipe catariano dono do PSG, desavença com o manager Leonardo e, o principal, o grande desejo de retornar ao Barcelona para reviver a parceria com Messi: essa é a composição do cenário profissional de Neymar, mesmo com os campeonatos parados!

Dando uma lida no Esporte Interativo (link em: https://www.esporteinterativo.com.br/melhorfuteboldomundo/Jornal-expe-guerra-fria-de-Neymar-com-PSG-e-diz-que-craque-prepara-volta-ao-Barcelona-20200405-0001.html), dá para entender que o casamento entre boleiro e clube está rachado há muito tempo. Mas…

Será que o time francês facilitaria a transferência do brasileiro? Não faria com que o atleta cumprisse seu contrato até o final, justamente para mostrar força (já que “perder dinheiro”, algo impensável para muitos, é aceitável por razões que merecem outras postagens lá no Paris Saint-Germain)?

Eu acharia muito bom ver Neymar jogando no Barcelona, mas desde que seja de comum acordo entre todos. A cada confusão, perde-se um pouco mais de respeito ao profissional (cracaço de bola, se reconheça – bem como uma celebridade polêmica que é Neymar).

Durante isolamento, Neymar foca em preparação física: "Voltar no ...

– Quando Quarentena não é folga para curtição e o exemplo que veio do futebol

Todos nós estamos nos empenhando para que a crise do Novo Coronavírus não seja maior do que se espera. Mas um exemplo de oportunismo dela ocorreu em Bragança Paulista, envolvendo um atleta do Red Bull Bragantino, na semana passada – mas que serve de ilustração para qualquer área profissional ou setor de atividade.

Ao invés de resguardo, liberado para ficar em Quarentena, o atacante Alerrandro saiu da cidade, viajou até a casa de parentes e… fez uma boa festa!

Imagine qualquer empregador dando folga “de maneira forçada”, em uma situação como essa, remunerando o cidadão e ele vai para a diversão, ao invés do cuidado no qual foi orientado?

Só acontece em Bragança? Só no Red Bull? Só no Futebol… vale refletir a questão do comprometimento social de todos nós!

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/google/amp/sp/vale-do-paraiba-regiao/futebol/times/bragantino/noticia/alerrandro-descumpre-regra-de-quarentena-e-e-multado-pelo-bragantino.ghtml

ALERRANDO DESCUMPRE REGRA DE QUARENTENA E É MULTADO

O atacante Alerrandro, do Bragantino, foi multado pelo clube por descumprir a regra de quarentena imposta pelo Massa Bruta aos jogadores e integrantes da comissão técnica. Neste fim de semana, o atleta foi para Lavras-MG se encontrar com a família, sendo que a ordem do clube é para que todos fiquem isolados em Bragança Paulista.

Na cidade mineira, vizinhos da família do atleta registraram um boletim de ocorrência porque uma festa estava sendo realizada na casa dos familiares de Alerrandro. O BO foi registrado como perturbação de sossego, além da reclamação por causa da aglomeração de pessoas nesta época de coronavírus. Segundo consta no boletim, a mãe do atleta informou que havia cerca de 20 pessoas na festa. A Prefeitura de Lavras proibiu por 60 dias a aglomeração de pessoas em locais fechados.

O Bragantino não se pronunciou sobre a multa aplicada ao atleta, mas existe a informação de que será descontado 40% do salário de Alerrandro. Em uma rede social, o clube apenas postou um vídeo em que o atacante pede desculpas por ter descumprido a regra.

A ordem no Bragantino é que todos os atletas se mantenham em casa durante essa pandemia de coronavírus. Os jogadores têm recebido orientações para realizarem atividades físicas nas proprias residências ou isoladamente em locais abertos. Eles precisam mandar vídeos das atividades que têm realizado.

Na paralisação do Campeonato Paulista, o Bragantino lidera o grupo D, com 17 pontos, com a classificação às quartas de final já garantida.

Alerrandro em apresentação do Bragantino em Itu — Foto: Ari Ferreira/ CA Bragantino

– Chegou a hora de rediscutir o futebol? Façamos o mesmo com a Profissionalização dos Árbitros.

Jogadores de futebol da Europa, dos grandes clubes, estão rediscutindo contratos e salários. Ligas repensando formatos. Tudo pela nova realidade que o esporte deve viver em tempos Pós-Covid.

Pense: aqui no Brasil, onde tudo está parado também, os árbitros estão sem apitar e sem receber. E aí há duas correntes:

  1. Aqueles que defendem ajuda da CBF, já que se não tem jogo, não tem renda (crendo que os árbitros vivem com o “salário” irregular que lhes é pago no futebol.
  2. Aqueles que não entendem como necessária tal ação, já que a maioria dos juízes tem outros empregos.

Diante disso, leio nas Redes Sociais, onde debati com alguns amigos, que a ANAF conseguiu um adiantamento para os árbitros. Isso é bom?

Em termos… Adiantamento não é reforço financeiro, é empréstimo, diferente do “Coronavaucher” instituído pelo Governo. Mas pensemos:

  • Será que todos os árbitros serão contemplados? Precisariam? Como criterizar?
  • A medida é correta? Não é apenas uma ação demagógica da CBF (por não ser uma ajuda sem volta, mas um adiantamento?).

Vale discutir o cerne: não há como deixar de defender a PROFISSIONALIZAÇÃO REAL da arbitragem de futebol brasileira. O esporte é caro, e a coisa precisa ser levada à sério. A milionária CBF (vejam os balanços) deveria bancar um grupo de elite para os jogos da Série A do Brasileirão, registrando-os em carteira / contrato com tempo mínimo de temporaradas, FGTS, INSS, Plano de Saúde e benefícios. Foi bem, renova. Foi mal, encerra o contrato.

Dinheiro? Não falta. Veja o balanço da entidade e o que ela gasta com mensalinho aos presidentes de federações estaduais como ajuda de custo.

Para as demais divisões, vale o esquema tradicional – afinal, a cereja do bolo é a série A. E que nenhum árbitro profissional “de ponta” desça de divisão, já que dever-se-ia ter um grupo fechado para tocar de cabo-a-rabo as séries B e C. 

Um atacante do Flamengo que ganha mais de R$ 1 milhão por mês vai dividir a bola com um zagueiro do Palmeiras que ganha R$ 800 mil, e quem decidirá se foi ou não pênalti, não é um profissional de verdade (pois trabalha durante a semana e apita às 4as e domingos)! Chega a ser hilário.

Aí você terá quem diga que na verdade, todos eles da Série A vivem de arbitragem. Mas que risco! Não sabem quando vão estar escalados e treinam com suas próprias disponibilidades.

Também existirá a questão de “compensar ou não sair do seu emprego” para ser árbitro profissional.  Por isso a proposta deve ser atrativa – pois você terá um funcionário à sua disposição. Ou com os jogadores profissionais não é assim?

Nós temos muitos, muitos árbitros de futebol no Brasil. As escolas de árbitros, com suas diversas turmas anuais e salas lotadas, são minas de ouro com grandes receitas financeiras e despesas diminutas. Não há onde colocar tanta gente para apitar e dar ritmo de jogo. Esse é outro problema: garimpar talentos!

Enfim, um detalhe importante: Leonardo Gaciba até agora não conseguiu oxigenar a pasta que lhe é confiada (e talvez nem possa fazer isso). Quantos senhores estão há muitas DÉCADAS na CBF (ora na Comissão de Árbitros, ora como instrutor, ora em algum cargo específico criado) e, concomitantemente, trabalhando como “benemérito dos árbitros”? E desde o tempo de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero… sempre se garantido!

Nunca teremos uma visão liberta e independente da arbitragem do Brasil desse jeito e com esses intermináveis senhores. E insisto: não veremos gente defendendo esse modelo de profissionalização (como é na Inglaterra) DE VERDADE (pois alguns o farão da boca para fora).

Até quando? Essa é a pergunta.

Resultados da Busca - Gazeta Press

– Ser Inteligente e Frio não é bom na Administração de Empresas.

Leio interessante artigo do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, em entrevista à Cilene Pereira na Revista IstoÉ, Ed 2173, pg7-9. Ele fala sobre a importância de “ser inteligente num mundo corporativo onde administrar as relações humanas é cada vez mais fundamental”.

E, na preocupação em administrar sentimentos, vem uma colocação interessante:

Inteligência sem emoção não funciona”.

Taí. Essa afirmação serve como reflexão para muitos gestores espertalhões que têm o coração duro. Administrar sentimentos pode ser tão importante quanto números em empresas.

Qual sua decisão: emoção ou razão? - Neuroconecte

– Problema Financeiro ou Má Gestão?

Ao ler a matéria falando da demissão do treinador Sérgio Soares, da Ferroviária (incrível: com o futebol parado no Brasil, ainda assim treinador cai), pode nos parecer num primeiro momento que, de fato, o Coronavírus foi um dos responsáveis e abalou as contas do clube (o que seria possível).

Mas ao longo do texto… palavras como “mudança de filosofia”, “resgate da metodologia anterior” e outras observações são feitas dando a entender que a crise de saúde, na verdade, seria só uma desculpa.

Lembrando: a AFE, com sua nova endinheirada gestão, prometia muita coisa em 2020!

Extraído de: Uol.com

FERROVIÁRIA CITA FINANÇAS E DEMITE SÉRGIO SOARES

Por Rodrigo Viana

A Ferroviária, time que tinha a expectativa de um investimento milionário no início da temporada com a chegada do investidor Saul Klein, herdeiros das Casas Bahia, demitiu o técnico Sérgio Soares e o auxiliar Denys Facincani. A justificativa, em nota nas redes sociais, teria sido “em função do planejamento desportivo e financeiro do clube para o segundo semestre”.

À reportagem, Soares mostrou-se surpreso com a decisão: “É lamentável. Recebi o comunicado por telefone. Me senti entristecido por essa notícia”.

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O técnico fez questão de lembrar o momento do time em campo até a temporada ser interrompida: “Deixamos a equipe num momento de ascensão, com seis jogos sem perder no Paulista, e uma classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil”. A Ferroviária já teria, inclusive, recebido da CBF a premiação referente à classificação à terceira fase da Copa do Brasil, cerca de R$ 2,7 milhões.

Soares afirmou que seu contrato foi quebrado, e que o vínculo tinha duração prevista até o final do ano. “As pessoas que cuidam da minha carreira vão conduzir essa questão”. Mesmo entendendo que a decisão tenha tido motivação financeira, Soares pontuou que a Ferroviária conta “com a presença de um investidor”, referindo-se ao grupo de Saul Klein.

A Ferroviária deve efetivar Léo Mendes no comando da equipe profissional. Há quatro anos à frente do sub-20 da Ferroviária, Mendes foi um dos responsáveis pela revelação de atletas como Claudinho e Joninha, hoje na equipe principal, além de Gustavo Medina, negociado com o Real Valladolid da Espanha, e Felipe Estrella, com o Roma, da Itália, entre outros.

A diretoria da Ferroviária aposta que Mendes pode resgatar o modelo de jogo implantado desde que o time voltou à primeira divisão e que havia se perdido com as sucessivas mudanças de treinadores. Desde que o grupo de Klein assumiu a Ferroviária, passaram pelo comando da equipe Vinícius Munhoz, Marcelo Villar e Sérgio Soares. Desta forma, a efetivação de Mendes poderia realinhar o discurso da “antiga” Ferroviária com o novo investidor.

O técnico chegou ao clube em janeiro e dirigiu o time grená em 13 partidas, com quatro vitórias, seis empates e três derrotas. Em nota oficial, Soares agradeceu a passagem por Araraquara. “Agradeço a todos os funcionários da AFE, ao grupo de jogadores, que tenho certeza caminhavam comigo no entendimento que eu tenho de futebol, comissão técnica e dirigentes pela oportunidade. Tenho certeza que o reconhecimento do nosso trabalho acontecerá e que novos projetos de sucesso virão”, afirmou.

Começa o desmanche

O impacto da covid-19 já atinge os clubes da primeira divisão do Paulista e o futuro do campeonato está em cheque. É um cenário no qual a diretoria do Santo André, dono da melhor campanha até aqui, já cogitou não disputar o final do campeonato e reivindicar o título. Pois, além da Ferroviária, outro clube anunciou recentemente a saída de seu treinador: Pintado está fora do Água Santa.

As mudanças da Ferroviária e do Água Santa, bem como as reivindicações do Santo André são apenas a ponta do iceberg da situação dos times do campeonato. Em entrevista ao blog da Marília Ruiz, do UOL Esporte, o presidente do Corinthians Andrez Sanches disse que os clubes devem priorizar o Brasileiro e as copas Intercontinentais. A Federação Paulista de Futebol ainda não se pronunciou. Mas a continuidade do Campeonato Paulista torna-se cada vez mais inviável.

– Pobres Médicos brasileiros…

Minha prima Mônica (Dra Mônica Franco de Oliveira) é médica. Ela, vocacionada como é, está trabalhando praticamente sem folga nesses últimos dias por conta do Covid-19. Com a ajuda de familiares, têm deixado os filhos em casa, no isolamento, e sai a cuidar da vida dos desconhecidos.

“É médica, a profissão exige isso”, você poderá dizer. Mas, neste terrível momento de incertezas, será que ela também não gostaria de estar com as pessoas queridas em resguardo, como muitos estão?

Mas vamos lá: o mote dessa postagem não é falar sobre ela, mas da classe que ela representa: os médicos do Brasil, que nesse momento se desdobram para ajudar e fazer além do que lhes é devido.

Quer um exemplo? Os Equipamentos de Proteção e Segurança! Nem todos estão tendo acesso a material de qualidade. Os EPIs do Exterior são completamente diferentes do que os fornecidos aos médicos daqui, trazendo indignação aos profissionais que acabam ficando bem mais desprotegidos do que seus colegas de outros países. Aliás, reflita: eles são a linha de frente, os primeiros a serem infectados por pacientes. Não se deveria pensa com muito mais carinho e zelo pela segurança deles?

Assim, valorize o médico que te consultar. Ame-o, respeito-o, reze por ele e pelos seus familiares. São mais do que merecedores! Embora, infelizmente, há aqueles que endeusam ídolos da Política ao invés de anônimos salvadores da Pátria.

– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

(Texto de 2019, republicado hoje por falta de temas referentes ao Futebol, a fim de lembrarmos que ele é importante – mas nem tanto). Abaixo, deste mesmo blog:

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– E havia quem resistisse…

Como defender o indefensável?

Pessoas mais fanatizadas e de cultura arreigada ao saudosismo refutaram o Red Bull como gestor de suas equipes. Paulista de Jundiaí e Ponte Preta de Campinas que o digam, pois foram as equipes cujas torcidas mais fiéis aos seus princípios históricos não aceitavam as mudanças dos tempos atuais.

Hoje, sem dúvida alguma, se vê o sucesso de uma gestão profissional com menos de um ano de vigência no Bragantino: salários em dia, condições excepcionais de trabalho, presença na 1a divisão nacional e líder do seu grupo na 1a divisão regional.

A sorte sorri para quem abraça a oportunidade. Parabéns Red Bull Bragantino. É impossível não aplaudir.

– A ética e o policiamento de quem fala sobre determinados assuntos. Em destaque: o futebol!

Nesses tempos em que tudo é motivo para o mundo bipolar (e politizado de maneira extremista) se manifestar radicalmente, o cuidado no uso das palavras e ações para mostrar sua sensatez é importante.

E, nesse momento, gostaria de abordar um tema bem espinhoso e real: esse cuidado pregado contraditoriamente sendo descuidado pelo mundo do futebol.

Alguns mitos (ou verdades escondidas que não queremos acreditar de tão escabrosas que são):

  • Quantas vezes você já ouviu falar que treinador recebe “por fora” para escalar determinado jogador?
  • Jornalista A ou B plantando notícia por falta dela (e que depois acaba se tornando até mesmo real)?
  • Árbitro na gaveta, caseiro, com ordem de evitar cartões a jogadores X e Y por estarem pendurados?
  • Dirigentes de clubes negociando atletas nos quais eles têm participação no “passe” (que foi extinto, mas acabou se tornando algo legalizado de outra forma – como contratos amarrados)?
  • Cartolas torcendo contra o próprio clube para prejudicar a administração do desafeto que o comanda?
  • Comentarista (de futebol, de arbitragem, ou de qualquer outra coisa na área do esporte) falando bem ou mal de determinada pessoa porque recebe presentes / valores / favores de interessados?
  • Boleiro “tirando o pé do jogo” para derrubar o próprio treinador?

Ufa! Achei vários motes a serem debatidos (e existem muitos outros, tente pensar em alguns). Mas trazendo para a nossa realidade, a mesma concordância ou não de “Esquerda ou Direita fanatizados” passa a nortear muitas das discussões do futebol, na mesma briga virtual que sê vê nas Redes Sociais. Quer exemplos?

  • Fernando Diniz é ousado e tenta resgatar o bom futebol brasileiro / Fernando Diniz não sabe nada e é um Professor Pardal;
  • Neymar é um craque que não deve dar satisfação da sua vida pessoal / Neymar é só mais um driblador e não é exemplo para ninguém.
  • Andrés Sanches é o cara que conseguiu o estádio para o Corinthians, trouxe Ronaldo e Roberto Carlos e fez nascer o time que ganhou o Mundial do Japão / Andrés Sanches afundou as contas do Corinthians e é uma péssima pessoa.
  • Jorge Jesus é o treinador que ajudou a rediscutir o futebol brasileiro / Jorge Jesus só conseguiu sucesso no Flamengo pelo time que tem.
  • Árbitro X é muito bom / Árbitro X é muito fraco.

Algumas dessas discussões podem trazer uma resposta bem objetiva aos defensores ou críticas, mas em outras, não necessitaria “meio-termo”?

A FPF tem péssimos atos a serem condenados. Mas a busca da inserção das mulheres no futebol, de maneira mais efetiva, têm sido positiva (embora, ficará a dúvida de outros casos envolvendo sexismo na história da entidade, envolvendo alguns dos seus atores que se promoveram).

Tenho muito medo quando as pessoas que não são do meio do futebol se confundem com a verdade e a pseudo-notícia. Por exemplo, ao acaso: o jornalista A detona a pessoa X pois já trabalhou para B e X é desafeto dela; e vez ou outra dá umas cutucadas no próprio B para parecer isento. Mass que hipocrisia é essa?

Enfim, precisamos (jornalistas, blogueiros, não-jornalistas): ponderação, ética, cuidados para não e engabelar quem lê, deixar claro o que é notícia ou opinião, separar o clubismo, não deixar as emoções contaminarem as palavras, e, principalmente, NÃO MENTIR!

Há muito tempo, conheci um cara que mentia para caramba! E ameaçava quem falava a verdade com processos judiciais (aliás, a frase batida é: Fulano vai tomar um processo… caia fora dele). Na 1a vez que tentou, tomou uma invertida do juiz… e aí teve que pagar as custas de quem ele “reclamava”. Neste exemplo, fica a dica: Mentirinha ou Mentirona, sempre será Mentira!

Outro exemplo nefasto é agente de futebol disfarçado de diretor de clube, dizendo que abriu mão do seu negócio por amor à camisa… E no primeiro pepino que acontece, diz que a culpa é da imprensa (que descobriu a incompatibilidade de funções).

Esses “nunca conte mentira” e “diga sempre a verdade” do tempo do vovô e da vovó ganharam roupagem nova e e se chamam  “fake news” e “incompatibilidade de funções e discurso para proveito próprio”.

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– Entregou o atestado e foi para a praia?

Coisas de um país onde se apronta de tudo, lamentavelmente: o funcionário entregou um atestado médico alegando estar doente, e foi para a… praia! Se não bastasse, postou fotos em sua rede social.

Cara de pau ou não?

Acabou mal. Abaixo, extraído de: https://www.contabeis.com.br/noticias/42239/trabalhador-que-entregou-atestado-e-postou-foto-na-praia-e-multado/

TRABALHADOR QUE ENTREGOU ATESTADO E POSTOU FOTO NA PRAIA É MULTADO

Operador de máquinas postou fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.

Um operador de máquinas de Espírito Santo do Pinhal, na região de Campinas, foi condenado a pagar multa de R$ 500 ao empregador por litigância de má-fé após o desenrolar de um processo judicial que comprovou que ele havia postado fotos na praia em dias em que estava afastado por atestado médico.

Adicional de insalubridade

Segundo o acórdão, o caso teve início quando o funcionário foi à Justiça fazer uma reclamação trabalhista contra a empresa, pedindo adicional de insalubridade e alegando que havia desenvolvido doença ocupacional em decorrência do trabalho na empresa, uma fábrica de vidros temperados.

O empregado foi admitido em junho de 2014 e dispensado em novembro de 2015, sem justa causa. Um mês antes da demissão, apresentou atestado médico de dois dias, com a justificativa de “ruptura espontânea de tendões não especificada”.

Além do adicional de insalubridade, o funcionário pediu à Justiça a manutenção do plano de saúde, reintegração ou indenização do período de estabilidade, indenizações por danos morais e materiais e honorários advocatícios.

Redes sociais

Nos autos do processo, a empresa usou como provas postagens em redes sociais do funcionário que, nos dois dias de afastamento, publicou fotos em uma praia.

“O reclamante alega que, em virtude da doença ocupacional, ‘se tornou praticamente inválido’ e terá que se aposentar por invalidez, de modo que as atitudes não se coadunam com os fatos por ele narrados ou até mesmo com os atestados apresentados à empregadora”, diz na decisão a desembargadora Larissa Carotta Martins da Silva.

Decisão

O juíz de 1º grau negou todos os pedidos do trabalhador e o condenou por litigância de má-fé, com condenação de multa de R$ 500 à empregadora.

O TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) negou o recurso apresentado posteriormente pelo funcionário e manteve a decisão do juíz da primeira instância, mantendo a multa.

“O atestado tinha relação com um dos pedidos da ação, que pretendia comprovar uma suposta doença ocupacional. Como a utilização do atestado visava um benefício no processo, a prova se revelou inidônea, então é perfeitamente cabível a indenização por litigância de má-fé”, explica o advogado Marcos Lemos, do Benício Advogados Associados.

Atestado falso

Apresentar atestado médico falso, além de ser considerada falta grave, pode levar a uma demissão com justa causa do funcionário.

“Nesse caso, o trabalhador não terá direito ao saque do FGTS e à multa de 40% sobre o fundo. Seguro-desemprego e saldo de férias ou 13º proporcionais também não serão recebidos”, explica Lemos.

Outro caso semelhante é quando o funcionário apresenta um atestado médico que é verdadeiro, mas que é incompatível com a sua condição real de saúde.

“Se ele disser que tem uma doença limitante, como uma crise renal aguda, e a empresa ver que, no período de afastamento, ele estava jogando futebol, por exemplo, ela poderá acionar um médico do trabalho para uma análise médica presencial. Se houver base médica para a conclusão, caberá justa causa”, afirma o advogado.

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– A cobrança do trabalho fora do expediente (e via WhatsApp)

Aconteceu no ano passado, mas como o assunto permanece atual, vale o destaque: muitas vezes destacamos como é ruim o fato de funcionários usarem o seu telefone e/ou aplicativos e redes sociais durante o expediente. Mas e quando a empresa o faz fora do horário de trabalho, cobrando metas do empregado?

Um caso real, acontecido no Brasil, que gerou indenização,

Extraído da Folha de São Paulo, página A28, Caderno Mercado, 26/11/18

COBRAR EMPREGADO POR WHATSAPP GERA INDENIZAÇÃO

A Terceira Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) condenou a Telefônica a pagar indenização a um vendedor, porque seu chefe enviava mensagens de WhatsApp cobrando metas e resultados fora do expediente.

A decisão, unânime, fixou indenização de R$ 3.500.

Para o Tribunal Superior, a conduta extrapolou os limites, além de gerar apreensão, insegurança e angústia no funcionário. A Vivo, marca comercial do grupo Telefônica Brasil, disse que não comenta processos judiciais.

No processo, o vendedor disse que sofria assédio moral, com pressões excessivas por resultados e ameaças de demissão caso não atingisse as metas. A pressão, afirmou, afetou sua vida privada e sua integridade psicológica.

As testemunhas relataram que havia cobranças durante e depois do horário de expediente, via WhatsApp.

Além disso, foi dito que o desempenho de cada vendedor era afixado no mural da empresa e exposto pelas mensagens do aplicativo. O gerente, afirmaram, também cobrava respostas às mensagens enviadas fora de hora.

Inicialmente, o pedido havia sido negado. Para a primeira instância, não havia pressão excessiva. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região disse que havia opção de não ler ou não responder.

Já no TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, entendeu que é preciso estabelecer limites e que a conduta invade a privacidade.

“Se não era para responder, por que enviar a mensagem por WhatsApp? Mandou a mensagem para qual finalidade? Se não era para responder, deixasse para o dia seguinte. Para que mandar mensagem fora do horário de trabalho?”, questionou.

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– Dudu e Andrés Sanches: no Carnaval, repulsa. E se fosse na caridade?

No mundo utópico e ideal, não haveria problemas de pessoas de clubes rivais se confraternizarem. Nem mesmo se eles forem notoriamente símbolos polêmicos.

No mundo real, que eles saibam que, ao dar publicidade a essas fotos (como a de André Sanches, presidente do Corinthians, e Dudu, jogador do Palmeiras, na semana passada, abraçados em meio às festas carnavalescas) automaticamente permitem aos fanáticos “combustível” às críticas…

Pessoas importantes ligadas a rivais unidas numa farra, sempre trará muita discussão. Talvez, se fossem flagradas em um evento filantrópico, a repercussão seria outra. Ou não?

Confesso não saber: será que Dudu (o primeiro ídolo com esse nome, o da Academia, o Olegário Toloi de Oliveira), passou por alguma situação como essa? Ou se preservava?…

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– Tantos técnicos demitidos só em Fevereiro… mas quantos cartolas?

O Atlético Goianiense demitiu Cristóvão Borges com uma única derrota, pois a diretoria entendeu que sua “filosofia não atende a demanda do clube”, como foi divulgado em nota no momento da sua demissão.

O Atlético Mineiro demitiu o treinador Dudamel após a eliminação da Copa do Brasil para o time pernambucano de Afogados da Ingazeira. Um vexame tal saída da competição, sem dúvida.

O Corinthians é pressionado por resultados e bom futebol, o que não tem sido ainda obtido pelo treinador Tiago Nunes. O Santos “ferve” por conta do descontentamento do Conselho Deliberativo ao português Jesualdo. O São Paulo não tem paz nem mesmo quando Fernando Diniz consegue vitórias (e olhe que o time ataca constantemente).

Tudo isso seria até compreensível se não fosse o fato da temporada ter começado no final de Janeiro e estarmos em FEVEREIRO apenas! Também da utopia de que, as pessoas que demitiram os treinadores se auto-reconhecessem cúmplices do “fracasso”. Afinal, foram eles, treinadores, que se auto-empregaram”?

Comparo perfeitamente com qualquer Comissão de Árbitros: se um juiz vai mal por inexperiência, ou não atua bem porque não tinha o perfil para determinado jogo, ou ainda estava sem ritmo de jogo e apitou fora das condições adequadas ou sem instrução devida, a culpa é dele, árbitro, ou de quem o escalou? 

É muito simples um gestor de clube contratar um profissional e demiti-lo em poucos dias, criticando seu desempenho. Mas quem o escolheu? 

A cartolagem dos clubes se perde na nobreza e arrogância, e no fundo seus acessórios são os de Patati e Patatá…

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– Catalogando Workaholics

Veja só: o workaholic é aquele típico viciado em trabalho. Porém, agora já temos catalogados 4 tipos desse sujeito.

Será que você se encaixa em alguns deles, sendo um workaholic e não sabe?

Extraído de: Revista Superinteressante, Janeiro/ ed 45.

AS QUATRO FACES DOS WORKAHOLICS

1) O IMPLACÁVEL

Não sabe dizer “não”. Assume mil responsabilidades sem conseguir priorizar o que importa nem delegar tarefas a outras pessoas. Com tanta coisa a fazer em pouco tempo, acaba deixando passar muitos erros.

2) O BULÍMICO

Por ter autoestima baixa, cria expectativas altas demais de como devem ser seus resultados. Isso lhe dá medo de começar projetos e, quando começa, trabalha à exaustão, extremamente preocupado com o risco de cometer erros.

3) O DESATENTO

Tem prazer com muitas idéias e, assim, começa uma imensidão de projetos. Porém, sente-se enfadado quando precisa levá-los adiante. Acaba fazendo tudo sem muito empenho, pensando em outras coisas.

4) O DEGUSTADOR

Detalhes o preocupam tanto que ele acaba paralisando, reescrevendo a mesma frase, rechecando algo. Como acha que ninguém será cuidadoso como ele, não consegue passar o bastão. E aí, você se identificou com algum perfil?

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– Jorge Jesus: o competente (e demagogo) treinador do Flamengo.

elogiei bastante o trabalho do treinador português Jorge Jesus, o “mister”. Mas confesso: o que eu imaginava ser “jeito” de falar, e não arrogância, parece estar mudando.

De uma maneira bem demagoga, ao vencer o Athlético Paranaense na Supercopa, disse:

“Todas as torcidas torcem contra o Flamengo? Pode até ser, mas mesmo assim é difícil equilibrar, pois a torcida do Flamengo é muito grande.”

Se você achou isso como uma forma válida de ganhar a torcida, ok. Não discuto e concordo. Mas seu auto-elogio eu discordo:

“Não é só no futebol brasileiro [que eu sou diferente]. Quando eu estava na Europa, eu já era diferente”.

Aí é outra história: pode ser diferente em Portugal e no Brasil, mas nas grandes Ligas da Europa (Itália, Inglaterra, Espanha), neca.

E você, concorda com isso?

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– Paulo Autuori se contradiz aceitando o Botafogo?

Só hoje vi que Paulo Autuori será o novo treinador do Botafogo. Mas não era ele que foi diretor do Athlético e do Santos, refutando ser treinador novamente?

Li um tuíte do jornalista Luís Carlos Quartarollo que representa muito bem o que penso:

“Paulo Autuori é incoerente ou desavisado. Era diretor do Santos e saiu porque o clube está endividado e não iria investir para essa temporada e agora aceita ser técnico do quebrado Botafogo. Ah, mas se o Botafogo virar empresa ele vira diretor e deixa de ser técnico mais uma vez.”

E não é exatamente isso? 

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– Parabéns pela sensibilidade do repórter da Globo ajudando o idoso!

Quem disse que não há gente boa no mundo? Viram o profissional Rômulo D’Ávila, que estava ao vivo na Globo, falando sobre as enchentes e que parou sua entrada  no ar para ajudar um velhinho?

Abaixo, extraído de: https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2020/02/10/reporter-da-globo-e-motoqueiro-ajudam-idoso-durante-alagamento-em-sp.htm

REPÓRTER RÔMULO D’ÁVILA, DA GLOBO, E MOTOQUEIRO AJUDAM IDOSO DURANTE ALAGAMENTO EM SP

O repórter da Globo Rômulo D’Avila e um motoqueiro ajudaram um idoso que ficou preso em um alagamento com seu carro na madrugada de hoje na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Rômulo foi acionado ao vivo durante o programa Hora Um quando, logo no início de sua participação, notou que o senhor precisava de ajuda. Então, ele alertou o apresentador Roberto Kovalick.

“Tem uma pessoa precisando de ajuda aqui, uma pessoa de idade. Vocês podem me chamar daqui a pouquinho?”, disse Rômulo.

Porém, o link teve continuidade e mostrou Rômulo emprestando o guarda-chuva ao senhor, que posteriormente se identificou como Altair de Oliveira.
No momento, um motoqueiro auxiliava nos primeiros cuidados de Altair. Ele contou que ele e um colega perceberam que um senhor estava dentro de um carro parado no alagamento e ajudaram a sair.

Depois de alguns minutos, Rômulo D’Avila voltou com o link ao vivo e conversou com seu Altair, que estava sem telefone celular. Ele conseguiu contato com a família e foi embora de táxi, contando com a ajuda da produção da reportagem da Rede Globo.

“Está tudo bem, ele estava me contando que estava indo para o trabalho, quando estava passando não viu que o ponto estava alagado. Consegui falar com a esposa dele. Um taxista passou e pegou ele aqui”, disse.

Apesar do susto, seu Altair mostrou tranquilidade para falar sobre o ocorrido. “Quando eu vi estava na água, o carro morreu e parou. Os meninos me tiraram. Agora eu vou para casa, para telefonar para o guincho”.

Repórter Rômulo D"Avila ajuda idoso durante alagamento  - Reprodução/TV Globo

– Erros Técnicos, erros financeiros e erros de relacionamento na questão Paulista e Kah!

Dos 15 pontos disputados na A3-2020, o Paulista só fez 1, e estamos terminando ⅓ do campeonato. Um inimaginável rendimento pífio.

Mas quais estão sendo os erros, já que o time é o atual campeão da 4a divisão e momentaneamente o lanterna da 3a?

  1. Tecnicamente, o treinador Edson Fio (que foi elogiado por todos no ano passado), não percebeu que de um torneio quase amador (afinal, é Sub 23) o Galo voltou a um patamar profissional importante, que é a disputa da Terceirona. Abrir mão de jogadores experientes foi um erro crasso! Quando estava na Bzinha, era Sub 23 contra Sub 23, e quem tivesse mais elenco, estava em vantagem. Ora, já que existia a tríplice relação entre Kah Sports, Fut Talentos e Paulista FC, sobravam atletas e o time tinha fôlego. Agora, beira um time pré-olímpico (pois há muitos sub 23) contra times profissionais (com veteranos entre jovens).
    Lembrando: os adversários tradicionais do Paulista não são, respeitosamente, Assisense, Manthiqueira, Joseense (que nunca estiveram na A1) como os do ano passado. São os tradicionais que, assim como o Galo, conhecem a elite: Comercial-RP, Noroeste, Marília. Assim, a Bzinha era obrigação ganhar e no ano seguinte fazer um papel bonito na A3.
  2. Financeiramente, o grande equívoco tem sido a metodologia adotada pela parceira do Galo. É lógico e evidente (não há nenhum mal nisso, é necessário para a sobrevivência empresarial) que quem se associa, quer ter retorno financeiro. A Kah Sports é uma empresa, deve ter seu orçamento anual e sua filosofia de negócios. Que lucro teria a Kah contratando atletas de 32 anos (experientíssimos na A3 e rodados por todo o Brasil) em futuras negociações? Preferem garotos, pois o investimento financeiro é mais baixo e o mercado de negócios mais aberto. Se o Paulista está na A3, a vitrine é boa para expô-los. Se o Paulista for mal, os atletas agenciados, ao menos, serão realocados em outros clubes. Mas e o clube, como fica? Edson Fio é funcionário da Kah Sports e deixou isso muito claro (e é ele quem contrata jogadores, ou o diretor e o supervisor de futebol? Se Fio cair, sobrará para ele, sozinho? Qual treinador importante desta divisão, de hoje ou de outrora (Luís Carlos Martins, Vagner Benazzi, o falecido Giba, o querido Ferreirão) aceitaria tal cargo de técnico de empresa que negocia atletas, não de clube que deseja o acesso? Assim, esqueçamos de “gastos para o time subir.” O modelo de negócio do parceiro não é esse, visivelmente. É agenciar atleta e negociar.
  3. No relacionamento, um erro atrás do outro. Primeiro, a Kah Sports anuncia que sai do clube aos 4 cantos porquê quer gerir o futebol; coloca o Paulista numa saia justa pois o Galo perderia os jogadores inscritos num vexatório WO futuro; depois, não tem a dignidade de emitir outra nota, expondo os motivos da permanência (pois na nota de saída falou muita coisa e lembrou que desejava construir um Centro de Treinamento para o Paulista). Que relacionamento é esse? Aliás: vai ter CT mesmo, afinal, ela colocou no papel? O diretor de futebol do Paulista, Hikmat Derbas, que até a virada do ano era um dos homens da Kah Sports e que hoje não é mais, segundo ele mesmo afirmou, disse: “a imprensa mais atrapalha do que ajuda”. Mas como gestor de futebol do Paulista, ele não expôs publicamente porque o clube abriu mão da gestão de futebol para a Kah. Não deveria ele “jogar para o Galo”, e não para a Kah? Aliás, o relacionamento da imprensa foi questionado de maneira maldosa e incentivado à críticas por alguns como “responsável” por mentiras. Ora, contar a verdade é algo justo e honesto, além de ser obrigação da imprensa (que no calor da coisa, alimentou-se ser uma fantasia tudo o que ocorria). Para quem viveu de mentira, parece que as coisas estão se clareando: a Kah está preocupada em seus negócios (como explicado lá em cima no item 1 e 2: seu mercado é de jovens e não aceita perder dinheiro).

E já que falamos de relacionamento: lamentável o José Carlos, gerente de futebol, bater boca com torcedores na Cadeira Cativa dias atrás e classificar de “torcedor é aquele que foi para Barretos”. Ué, ninguém trabalha? O custo da viagem é baixo? Pelo rádio, não vale a torcida? Será que ele faria o mesmo na Geral?… Ainda bem que se desculpou.

Por fim: Edson Fio, que parece não ter entendido que a fama é relativa no futebol (ganha um campeonato, mas se perder 3 jogos, toma vaia no Brasil) e que judia da imprensa (especialmente de alguém que acorda, almoça, janta e dorme no Paulista, um símbolo de abnegação e altruísmo pelo Galo, o COBRINHA, Luís Antonio de Oliveira, cerceando seu trabalho), precisa entender que a entrevista é para dar satisfação aos torcedores e em respeito aos profissionais ali presentes. Klopp, do Liverpool, não precisa de exposição e fala com a imprensa do mundo inteiro.

Aliás, esqueçam a imprensa e a generalização dela. Adilson Freddo não faz gol, Berró não é o zagueiro, Thiago não é volante, Estevam não é armador, Mainini não é goleiro, Didi não é técnico e eu não apito jogo. Todos somos de Jundiaí, amamos o Paulista como todo torcedor que está presente ou não no Jayme Cintra e quando não estamos no microfone, estamos torcendo. Quem mais tem interesse no sucesso do Galo do que a pessoas que trabalham com ele? Eu quero comentar Paulista x Corinthians, o Mainini quer narrar Paulista x Santos, o Heitor quer um Paulista x Palmeiras, e por aí vai (por quê queremos o sucesso do Galo e sua exposição positiva – é importante para o nosso time e ótimo para nosso trabalho). Ou acha que queremos ver todo ano Paulista x Atlético de Mogi (se ele vier jogar, como já ocorreu que não veio).

A desculpa da Kah Sports (que se silenciou totalmente) jogando a conta na imprensa é só para ingênuos acreditarem (e, cá entre nós, bem fraquinho tal discurso velho). Aprendi ouvindo da boca do Vanderlei Luxemburgo, dois jogos depois que ele foi expulso e alegou que o “juiz tinha camisa rosa e estava se simpatizando com ele” (num decisivo São Paulo x Santos, ou melhor: Muricy x Vanderlei). Disse Luxa com tom professoral a mim, no vestiário da Vila Belmiro, onde eu era quarto-árbitro na ocasião: “Quando eu preciso tirar o foco, eu crio um fato. Você pode até estar certo, mas eu vou desviar o assunto. Estavam pegando no pé do meu time e eu quis fazer de conta que o juiz era bicha de propósito. E deu certo. Só se falou na camisa rosa do Cintra [árbitro Rodrigo Martins Cintra]“.

Na falta de jogadores experientes, na véspera da competição, dia 13 ao dia 16… o que houve? Pensemos!

Enfim: falta jogador experiente, técnico típico da divisão e dinheiro na mesa. Esse último item me provoca a perguntar: está compensando financeiramente ao Galo? A Kah está fazendo a parte deles com o “cash”, em 2020?

A gratidão por tudo que ocorreu em 2019 deve existir. Do Paulista para a Kah / Fut Talentos MAS DELA TAMBÉM PARA COM O GALO. Ninguém fez favor por solidariedade. A Kah deu a mão, o Paulista abriu as portas e o objetivo conquistado foi conjunto.

Sabe qual foi o problema? Acreditar que montar um time 10 dias antes do campeonato com 35 jogadores daria certo sempre. Em 2019, pelas características do Sub 23, deu. Na A3, é papo mais sério.

ATUALIZANDO, 22h05:

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– O Paulista do 8 ao 80. Ou melhor: do 80 ao 8,3…

Existe um chavão sobre bipolaridade de fatos que se diz: “foi do 8 ao 80”. O Paulista fez o caminho negativo dele, pois de, quase 80% de aproveitamento em determinado momento no ano de 2019, para pífios menos de 10% em 2020 (8,33%).

O Galo tem um solitário ponto obtido no empate em casa na estréia. Mas por quê mudou tanto assim, se o treinador tão elogiado e a empresa gestora são os mesmos?

Não é tão complicado entender, basta ver o que disputou: na 4a divisão, todo mundo é jovem e sem experiência, limitando o torneio à idade máxima de 23 anos. Ora, se eu tenho um elenco de atletas agenciados (como a Kah Sports / Fair Play tem) e uma escolinha de futebol para compra e venda de revelações (como a Fut Talentos), é razoável acreditar que da grande quantidade de jogadores ofertados, dá para montar um bom time (lembram de 35 jogadores em 10 dias?).

Assim, foi uma via de mão dupla: o Paulista ofereceu a camisa gloriosa e forte, os parceiros trouxeram muitos jogadores e fizeram um bom time. E poderia ser o Edson Fio, o carismático Lourenço, o saudoso Barrica do Palmeirinha do Medeiros, o experiente Rubinho ou qualquer outro treinador, pois tinha-se mão-de-obra (ou melhor: pé-de-obra). A troca é justa: quem traz os jogadores jovens quer vendê-los, precisa expô-los, e sendo um campeonato nivelado em idade, vai ter sucesso com a bola rolando e o acesso aconteceria. É um negócio.

Em 2020, o panorama é outro: a Kah Sports continua com o seu propósito, que é agenciar jogadores e vendê-los, promovendo a carreira deles e, como qualquer empresa comercial (não é pecado), procurando ter lucro. Mas o campeonato não é mais limitado ao nicho de mercado da Kah, que são jovens, e o Paulista continua emprestando sua camisa gloriosa e desejando o acesso.

Assim: quando o torneio era Sub 23 versus Sub 23, quem tinha muita quantidade extraiu qualidade. Agora, Sub 23 contra times profissionais tão tradicionais quanto o Paulista e com veteranos e experientes, vale lembrar: agora, não é mais campeonato para meninos, mas para homens!

Não gosto da história de “gratidão eterna”. Qual foi o favor que a Kah fez? Nenhum. Foi uma troca: a camisa pesada para expor e negociar atletas jovens em troca da tentativa de acesso. Deu certo para todos no ano passado, ninguém está devendo favor para ninguém. Mas para a A3, a empresa “está na dela”: usando seu elenco em uma vitrine maior, escalando seus atletas agenciados / contratados / negociáveis (na idade que convém para eles) e o Paulista continua desejando o acesso

Alguém poderia dizer que isso é um tiro no pé, pois a sequência de derrotas desvalorizaria o jogador da Kah. Ué, mas qual é o mercado de distribuição do produto (ou seja, para onde os jogadores serão negociados)? Se você comprou barato na Bzinha (por $10) e vende por qualquer valor a mais e para qualquer destino ($11), já está no lucro. Ou alguém imagina que os jogadores da Bzinha tinham como destino a série A do Brasileirão?

Se o time vai bem, o lucro aumenta. Se o time vai mal, minora-se o valor, sem necessariamente ter prejuízo. Afinal, não foram jogadores trazidos da A2 que estão desvalorizando na A3. São jovens com o futuro pela frente que vieram do Sub 23 e que o comprador (na visão do mercado da bola) sabe que daqui há alguns anos vingarão e que estão ganhando experiência na A3.

Assim, paciência ao torcedor do Galo. E repare bem: o primeiro discurso da cartolagem era que a imprensa atrapalhava. No sábado, em entrevista na Rádio Difusora no pós-jogo, para o Rafael Mainini, um dirigente criticou a… torcida de Jundiaí. Depois será a arbitragem, a qualidade do gramado, o sol, a chuva, a tabelamas nunca o próprio time e a gestão.

Historicamente, no mundo do futebol, se o time ajuda, a torcida vai. E no caso do Paulista, mesmo se o time não ajuda, vai também. Ou o cartola da empresa não viu gente da Raça, da Gamor e outros apaixonados anônimos gastando tempo e gasolina para ver outra derrota?

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– Capriche no Networking: as boas dicas para ter uma ótima rede de relacionamentos!

Nos dias atuais, ter bons contatos é fundamental para o sucesso na carreira profissional lhe sorrir. Ao menos, é um dos pilares iniciais para se ter oportunidades e trocas de ideias.

Assim, criar uma boa rede de relacionamentos: concisa, relevante, com ética corporativa e outras nuances é muito importante. E sobre essa rede, chamada de networking, compartilho esse excepcional artigo abaixo, 

Em: https://medium.com/@jrsantiagojr/10-dicas-para-desenvolver-e-manter-um-excepcional-networking-5b9ee52059d4

10 DICAS PARA DESENVOLVER E MANTER UM EXCEPCIONAL NETWORKING

Por José Renato Sátiro Santiago

Palavra em inglês, utilizada para indicar a capacidade de criar uma rede de contatos, networking costuma ser considerado um importante diferencial em busca de mantermos, bem como ampliarmos nossas oportunidades de sucesso profissional. Entende-se que, através dele, o acesso e a troca de informações e conhecimentos presentes no mercado se tornam efetivas e mais rápidas, algo essencial nos dias atuais. Importante ter ciência que o desafio de estruturá-lo costuma ser tão grande quanto ao de mantê-lo. Ciente que não há receita para isso, cabe, ao menos, considerarmos algumas questões relevantes, dentre as quais se destacam:

1. Definir foco: impossível considerar que possamos estar presentes e/ou atuando em toda e qualquer área. Ter entendimento sobre qual nossa efetiva área de interesse e/ou de atuação é requisito básico para qualquer profissional. Acreditar que podemos nos mostrar como profissionais Bombril (mil e uma utilidades) é um equívoco ingênuo que muitos estranhamente creem.

2. Manter-se atualizado: diz respeito a ter conhecimento consistente sobre os temas e assuntos que pautam o mercado corporativo sobre o qual temos interesse em atuar. É ele, o conhecimento, a premissa básica para mostrarmos ativos e presentes. Cabe se manter longe do que é raso, sendo assim, um rápido “passar de olhos” sobre um texto está longe de nos tornar conhecedores do assunto lido.

3. Estar presente: relacionado com a nossa participação não somente nas redes sociais específicas, mas principalmente fisicamente em eventos e ações promovidas que possuam envolvimento com os temas de interesse e/ou onde houver a presença de pessoas que compartilham de objetivos e/ou conhecimentos de interesses similares. Enfim, é importante estreitarmos relações.

4. Identificar melhores fontes: pesquisar e estudar, com muita atenção, as melhores fontes, sejam elas redes sociais, sites, profissionais, personalidades, empresas que possuam o devido reconhecimento junto às áreas de interesse. Cabe ter especial cuidado em não se deixar levar por meros nomes, afinal, “os falsos profetas” estão, mais que nunca, presentes em todo lugar.

5. Estruturar rede de contatos: registrar de forma organizada dados e informações sobre os profissionais e/ou empresas tendo em vista potencializar o início de um contato. Cabe ressaltar que a qualidade dos dados obtidos tem maior valia, pouco importando ter informações detalhadas sobre as quais não há qualquer relevância efetiva para o intento traçado. ‘Pedacinho de papel’ apenas com nome e número tem pouca relevância.

6. Manter etiqueta corporativa: ao contatar diretamente os potenciais integrantes de seu networking, cabe atentar que jamais deve ser feito qualquer pedido pontual e/ou sinalizado interesses futuros específicos que não estejam alinhados, necessariamente, com a via de mão dupla. Jamais devemos restringir o contato ao que nos interessa, mas também ao que poderá ser relevante para a outra parte.

7. Saber o momento de acionar: manter networking não tem qualquer relação com contatar pessoas quando precisamos de algo, mas principalmente quando não há nada a se pedir e sim a oferecer. Acreditar que, por exemplo, a saída de um emprego seja o momento certo para acionar nosso networking é comprovar o egocentrismo. O egoísmo corporativo é algo facilmente notado e marca definitivamente quem assim age, apenas mais uma fonte dos conhecidos e desnecessários amigos de ocasião.

8. Gerenciar sua rede: pior que a ausência de informação, é o equívoco. Manter atualizado nosso networking é uma tarefa árdua que não deve se limitar apenas a acompanhar mudanças registradas em sites e redes sociais, ainda mais pelo fato de tantos esquecerem de fazer estas atualizações, mas, de tempos em tempos, promover algum contato, cujo interesse seja, essencialmente, manter a relação ativa. Nada pior que receber contato de pessoas apenas quando conquistamos um novo cargo e/ou oportunidade corporativa. Nestes momentos, o “parabéns” recebido pode ser entendido de várias maneiras, algumas nem tão boas. Também cabe não esquecer que promover encontros presenciais tem valor exponencial, e pode ser incrementado pelo conhecido “vamos tomar um café?”

9. Assumir a reciprocidade: a melhor forma de potencializar a melhor rede de contatos é se mostrando disponível para compor a rede daqueles que nos acionam. A reciprocidade é requisito básico, apenas ela irá nos permitir se colocar no lugar do outro, o primeiro e essencial passo para a empatia. Nossa disponibilidade também irá pautar o quanto os outros estarão acessíveis à qualquer abordagem que possamos promover.

10. Diferenciar o “ser” do “estar”: ter a plena ciência que podemos estar, temporariamente, em condições e posições profissionais favoráveis. Mais que isso, que o sobrenome corporativo que carregamos, o nome da empresa onde atuamos (exemplo: João da empresa X), é algo transitório. O que irá nos fortalecer no intuito da construção de um networking é o que somos, aquilo que se mantém conosco independentemente do lugar onde possamos estar atuando.

Se estas são apenas algumas questões, é válido afirmar que haja tantas outras. Sendo assim, me coloco à disposição para falarmos mais sobre isso, caso seja do seu interesse. Afinal, como já dito, networking tem muito a ver com isso, estar disponível.

– Por quê os erros da arbitragem de São Paulo 1×1 Novorizontino ocorreram?

O que vimos de lambanças no Morumbi na noite passada (dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados) são frutos de má gestão na difícil tarefa de renovar árbitros.

Dar oportunidades aos novos apitadores não é queimar etapas. Solidificar a ascensão é importante, degrau por degrau, a fim de que o jovem juiz não sinta demasiada pressão e saiba se portar correta e emocionalmente bem. Logicamente, ele tem que ter qualidade para fazer parte deste processo e o gestor de carreiras da arbitragem, perspicácia para enxergar um novo talento. 

Digo isso pois nos últimos 30 anos (sim, GARANTO esse período, pois é a minha “idade de vida na arbitragem” – estudada, trabalhada ou comentada), só tivemos dois casos em que o tempo de maturação nas séries inferiores e intermediárias foi pequeno: Paulo César de Oliveira em 1996 e Wilson Luís Seneme em 1998, ambos pelo olhar clínico do Prof Gustavo Caetano Rogério, que teve a percepção de descobrir esses talentosos árbitros (e que chegaram à FIFA rapidamente). Como ele dizia em sala de aula na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, às vezes você vê uma “mosca branca“.

Não me parece que Ana Paula Oliveira, que foi excelente árbitra assistente (quebrando vários preconceitos e marcas), tenha a mesma habilidade como comandante de árbitros para descobrir moscas-brancas. Aliás, ter qualidade em campo não quer dizer que você é bom na teoria ou gestão, e vice-versa. Há de se ter vocação e experiência.

Na CBF, insisto na lembrança do vídeo gravado na Escola Brasileira de Futebol (EBF, exemplificando a mão de apoio que bate involuntariamente na bola sendo pênalti num Palmeiras x Fluminense, distribuído como lance didático – e que desde então batemos forte em não ser, sendo que a FIFA confirmou recentemente que não é infração, é casualidade). VALE A PENA ASSISTIR, são só 4 minutos e você questionará também. Está em: https://wp.me/p4RTuC-d75.

Em 2019, Ednilson Corona continuou o trabalho que era feito juntamente com José Henrique de Carvalho na Comissão de Árbitros da FPF, lançando jovens talentos (ambos foram demitidos recentemente por Reinaldo Carneiro Bastos). Pude, em pessoa, elogiar alguns árbitros que vi na 4a divisão e que eram muito novos e talentosos: João Vitor Gobi (que corretamente apitou a final da Copa São Paulo 2020), Leandro Carvalho da Silva (que apitou a A1 em 2020), e outros que foram muito mal, como Flávio Mineiro. Todos eles foram avaliados in loco em nossas transmissões pela Rádio Difusora AM 810, nas partidas do Paulista FC em Jundiaí, e registrados no Blog “Pergunte Ao Árbitro”.

Para minha surpresa, sem ter passado pela A2, Flávio Mineiro, de apenas 24 anos, estreou na A1. Mas qual foi o mérito para isso? 

Nada contra o moço, mas quem resolveu pular etapas na carreira dele, errou, porque falta muito preparo e orientação. Primeiro: qualidade técnica. Segundo: comportamento em campo. Terceiro: sensibilidade (com o time reclamando, não deve nunca sorrir, pois mesmo que não queira, dá a impressão de deboche).

Vamos ver como se dará a continuidade da renovação da arbitragem. Nos clássicos, só tivemos FIFA (no jogo entre Palmeiras x São Paulo em Araraquara, 2a rodada apenas, não “valendo muita coisa”, perdeu-se a chance de dar rodagem para algum jovem talento. Pra quê colocar o Raphael Claus naquele momento?).

Sobre esse trabalho de renovação e alguns jogos de Flávio Mineiro na 4a divisão, explico no texto em: https://wp.me/p4RTuC-oD7.

A opinião em vídeo aqui: https://youtu.be/OG-HkPuXf0w

Também no Blog “Pergunte ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/02/04/por-que-os-erros-da-arbitragem-de-sao-paulo-1×1-novorizontino-ocorreram/

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