– O estresse que faz você engordar!

Sempre se discutiu sobre os malefícios de uma rotina estressante. Na vida profissional e pessoal, diante de tantos percalços e preocupações, é natural que tudo isso traga como resultado da fadiga o mau humor e a necessidade de descanso.

O que se sabe agora é: o estresse não só traz complicações de relacionamento mas resulta também no acúmulo de peso!

Quem sabe umas boas férias não fará a gente emagrecer, né?

Extraído de: https://istoe.com.br/95126_COMO+O+ESTRESSE+FAZ+VOCE+ENGORDAR+PARTE+1/

COMO O ESTRESSE FAZ VOCÊ ENGORDAR

A ciência descobre que as mudanças no organismo causadas pela tensão diária levam ao ganho de peso

Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava basea­da principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP)e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades como o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), um dos mais importantes do planeta em matéria de pesquisas e desenvolvimento de políticas de prevenção de doenças. Só no ano passado, o NIH destinou US$ 37 milhões para as investigações sobre comportamentos associados ao aumento de peso com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ.

O mesmo fenômeno foi verificado em outro experimento, desta vez feito com animais. O cientista Mark Wilson, da Universidade Emory (EUA), queria também saber se viver em ambiente estressante levava ao consumo de comidas ricas em calorias. Para isso, ele observou o comportamento alimentar de fêmeas do macaco rhesus. Entre esses animais, algumas dominam as outras. As que são submetidas geralmente acabam vítimas de agressão constante, o que as deixa em situação de estresse crônico. Após o experimento, Wilson constatou que a tensão fez com que os animais engordassem. “As fêmeas subordinadas comeram maiores quantidades e várias vezes por dia. Também preferiram os alimentos mais calóricos. Por isso, ganharam peso em ritmo acelerado”, disse Wilson à ISTOÉ.

Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.

Comprovada a conexão estresse-obe­sidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.

De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal.

No que se refere aos mecanismos de controle ou ganho de peso, isso é um desastre. O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma iminente situação de emergência. Para que a operação seja executada, desencadeia-se uma série de fenômenos. Um deles foi revelado por cientistas do Garvan Institute of Medical Research, da Austrália. Em trabalho com cobaias, eles constataram que, sob estresse crônico, o corpo libera a molécula Y (também chamada de neuropeptídeo NPY). Ela desbloqueia alguns receptores – uma espécie de fechadura química – das células de gordura. O que acontece depois? Como se tivessem recebido uma dose de fermento, as células crescem em tamanho e número.

Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso.

A ciência descobriu que as alterações hormonais agem também sobre outro mecanismo do corpo: o sistema endocanabinoide, com receptores nervosos no cérebro, fígado, nos músculos e na gordura. Ele desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo de gorduras e açúcares. “Uma vez ligado, determina que o corpo guarde mais reservas. E é exatamente isso o que acontece na presença do estresse”, diz o endocrinologista Halpern.

Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.

Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.

Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga.

Mais uma frente que começa a ser decifrada são as relações e as consequências da dobradinha estresse e ansiedade. Algumas respostas começam a vir à superfície. Um estudo realizado pela Universidade de Yale (EUA) acaba de revelar, por exemplo, que a insônia – sintoma evidente da presença das duas condições – contribui de forma expressiva para o ganho de peso. De acordo com o trabalho, ela hiperestimula neurônios do hipotálamo. “Essas células nervosas são muito sensíveis ao estresse. Se forem excessivamente ativadas, podem levar a reações exageradas, como comer demais”, diz o pesquisador Tamas Horvarth, um dos autores do trabalho.

A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.

Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.

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– Você Demonstra as Emoções no Ambiente de Trabalho?

Uma pesquisa interessante mostrou que: chorar, gritar, sorrir – ações comuns do dia-a-dia – devem ser manifestadas no ambiente de trabalho. E que a sinceridade do funcionário aumenta a produtividade!

Isso vai contra o profissionalismo na visão weberiana, onde o profissional é alguém dedicado ao trabalho e impermeável ao sentimentalismo.

Trabalho interessante, extraído da Revista Isto É: (clique aqui para link)

SOLTE SUAS EMOÇÕES NO TRABALHO

Por Débora Rubin

Pesquisa constata que expressar os sentimentos durante o expediente pode aumentar a produtividade – vale até derramar lágrimas.

Pegue a caixinha de lenços: já é permitido chorar no ambiente de trabalho. E você nem precisa sair da mesa para derramar suas lágrimas. De acordo com a escritora americana Anne Kreamer, ex-executiva do canal infantil Nickelodeon, reprimir as emoções no ambiente profissional está ficando démodé. E, mais que isso, pode provocar grandes prejuízos para a saúde do trabalhador e para a produtividade da empresa. Essa é a tese que a americana sustenta em seu livro, “It’s Always Personal” (“É sempre pessoal”, ainda sem tradução para o português). Para entender melhor o que está acontecendo no mundo corporativo, Anne fez uma pesquisa com mais de mil americanos para saber como eles estão administrando seus nervos durante o expediente. A grande maioria ainda guarda para si sentimentos como raiva, mágoa e, a campeã das campeãs, frustração. Ainda assim, a autora pôde sentir que os conceitos estão mudando. Chorar, que sempre foi considerado quase um crime no mundo profissional, já é visto com olhos mais amigáveis: 48% dos homens e 42% das mulheres acham que não é pecado se emocionar na frente do computador.

A gerente financeira Marcela Amaral, 24 anos, é uma chorona assumida. Nem se dá ao trabalho de ir ao banheiro, tática das mais adotadas por funcionários, para colocar para fora suas mágoas. “Só apelo ao carro quando quero gritar”, diz, rindo. Marcela vive uma situação delicada. Seu pai é o dono da empresa onde ela trabalha e ela é chefe da sua tia. Tantas relações pessoais e profissionais misturadas geram estresse duplo. “Não entendo por que as pessoas guardam tanto os sentimentos, faz mal. Eu prefiro chorar a ter gastrite nervosa e problemas do coração.”

Marcela está certa. Como diz a americana Anne, as lágrimas são o botão natural para “reiniciar” a máquina humana. “Quando a gente resolve a questão que está incomodando, tira aquele problema da frente e passa a ser mais produtivo”, diz. Além disso, defende a autora, as emoções são fundamentais para tomar decisões. “A neurociência já mostrou que o sistema límbico, morada dos sentimentos, influencia na escolha das decisões”, complementa a consultora de recursos humanos Vera Martins, autora do livro “Tenha Calma!”, no qual ensina a transformar a raiva em uma poderosa ferramenta de trabalho. Como Anne, Vera acredita que é preciso refletir sobre a mensagem que as emoções estão passando. “A raiva é protetora da nossa individualidade, é o que nos avisa sobre a insatisfação interna e mobiliza para a mudança. Bem conduzida, ela pode libertar tensões e alertar contra ameaças”, exemplifica. Só não vale sair gritando com os outros ou puxando o tapete alheio.

O professor de história Therence Santiago, 32 anos, acredita que seu papel de docente vai muito além de transmitir conteúdo. “Quando passo para os meus alunos a minha emoção, estou ensinando também a importância de ser transparente em relação aos próprios sentimentos”, conta ele, que não se importa em dizer que chora sempre que sente vontade na frente da classe, seja por motivos pessoais ou seja por um tema que o emociona. Foi assim quando seu irmão mais velho morreu de gripe suína, há pouco mais de um ano. “Nunca fui tão abraçado pelos meus alunos”, recorda.

Segundo a pesquisa americana, homens choram menos no trabalho – 9% contra 41%. E, mesmo assim, a ressaca lacrimal ainda é um problema para as mulheres. “A imensa maioria ainda sente culpa depois que chora, é como se tivesse traindo a causa feminista”, afirma Anne. Uma mulher expressando sua raiva tampouco é bem-vista. Ainda prevalece a máxima de que as que choram são fracas e as que gritam são histéricas. Samira Racca, 25 anos, no entanto, não sente culpa alguma. Ela já foi auxiliar de escritório, vendedora em loja – chegou a ser consolada por um cliente – e hoje estuda artes visuais. Quer migrar para o universo artístico justamente por ser mais receptivo às dores humanas. “Sou muito intensa em tudo, para a felicidade e para a tristeza, não sei criar um personagem. Sempre que choro, me alivio”, diz.

Para Antônio Carminhato Jr., CEO do Grupo Soma, especializado em recursos humanos, as empresas brasileiras estão cada vez mais simpáticas às pessoas autênticas e honestas com seus sentimentos. As “competências emotivas”, segundo ele, são levadas em conta na mesma proporção das competências técnicas. “Eu diria que uma pessoa que chora no trabalho não é fraca, mas franca”, acredita. Apesar das boas novas, é bom lembrar que as mudanças em curso no mundo corporativo ainda são muito frescas – nem todos encaram as novidades com naturalidade. Não à toa a pesquisa de Anne Kreamer apresenta algumas contradições. Por exemplo, ao mesmo tempo que 43% das mulheres acham que quem chora é instável, 69% das pessoas ouvidas acham que quem se mostra emotivo diante dos colegas é mais humano. “Expressar as emoções faz parte das novas crenças que estão sendo disseminadas como indispensáveis dentro das empresas”, diz a consultora de RH Vera. “É a mensagem percebida como a ideal, mas ainda não foi totalmente incorporada no mundo profissional”, alerta. “Às vezes uma empresa encara positivamente, mas o colega da baia ao lado, não”, complementa Carminhato Jr. Portanto, pode chorar. Mas com moderação.

Imagem extraída de: https://ardgconsulting.es/habilidades-comerciales-para-cazar-clientes/habilidades-comerciales/

– Cristiano Ronaldo e o exemplo de atleta.

Um dia perguntaram a Cristiano Ronaldo sobre suas qualidades, e ele disse que “sem disciplina, o talento não serve para nada”.

Disciplina para treinar, disciplina para seguir esquemas táticos, disciplina comportamental como atleta, disciplina social

Não é fácil ser disciplinado, mas isso traz bons resultados. Quantos atletas, se tivessem mais disciplina, teriam otimizado ainda mais os seus talentos…

– As categorias de base são (e serão cada vez mais) a salvação dos clubes brasileiros.

Produzimos aqui no Brasil pé-de-obra para subsistência ou para exportação?

Está acontecendo a Copa São Paulo de Futebol Jr, com aproximadamente 3500 atletas de 128 times disputando um torneio “tiro-rápido” pelo Interior do Estado. E repare: embora possam jogar atletas de até 21 anos, a média de idade caiu bastante. E qual seria o motivo?

Hoje, um jogador de 20 anos já é “velho” para o Mercado Europeu. O garoto já adquiriu “vícios de jogo” e pela oferta excessiva de atletas, torna-se dispensável. Pudera, cada vez mais os jovens são lançados precocemente em suas equipes profissionais.

Aqui cairemos em dois dilemas envolvendo a “Galinha de Ovos de Ouro” de todo time profissional: ter a “base” como “criação de talentos”,  a fim de ganhar dinheiro para exportá-los (sem a preocupação de que eles joguem no time principal) ou formar atletas para suprir as necessidades do profissional? E, claro, torna-se óbvio: TODO time deve ter sobre seu comando as categorias de base, sem terceirizá-las, pois isso significa perder dinheiro.

Exemplo de subsistência? O Santos FC, quando Marcelo Teixeira era presidente e Leão o treinador, foi Campeão Brasileiro usando os adolescentes Diego e Robinho, trazidos da base pois o Peixe, literalmente, não tinha jogador para colocar no time. E até hoje, por conta de dificuldades financeiras, o time se socorre aos “Meninos da Vila”.

Por outro lado, o São Paulo FC tem uma “fábrica de jogadores” em Cotia. Quantos garotos que o torcedor são-paulino desconhece ter passado por lá, e que estão jogando na Europa, dos pequenos aos grandes centros do futebol? E apesar de todo o dinheiro que entra, ainda há dificuldades financeiras… Entretanto, veja o quanto de dinheiro isso rende futuramente, por via indireta: Casemiro e Antony, transferidos para a Inglaterra, ainda enchem os cofres do Tricolor com as verbas de “clube-formador”.

Os exemplos perfeitos tornaram-se Flamengo e Palmeiras: o Rubro Negro vendeu Reinier, Lincoln e Vinícius Jr, ainda muito jovens, e com as contas equilibradas, desfruta desses valores para novos e ousados investimentos. Idem ao Verdão, que tem um trabalho excepcional na base, com Endrick vendido a quase meio bilhão de reais.

Tudo isso ocorre por alguns fatores: a Globalização e a Economia são os principais!

Com os jogadores europeus integrando a comunidade europeia e “quebrando barreiras geográficas”, há mais vaga para jogadores de fora do continente, diferente de anos atrás, onde os times da Europa buscavam craques formados para chegarem e serem titulares absolutos: Zico e Sócrates, por exemplo. Depois começou a aposta em talentos que surgiam nas equipes profissionais, e, hoje, diferentemente, buscam meninos “ao pé-da-letra” para serem formandos em suas categorias de base, contratando-os antes do primeiro vinculo profissional, e aí usando artifícios para que possam residir na Europa (por exemplo: contratando os pais para trabalharem no clube em alguma atividade qualquer, apenas para sairem do país).

E como ganhar dinheiro com esses garotos?

Fazendo como fazem Palmeiras e Flamengo: cuidando bem desses jovens na base, a fim de que assinem o primeiro contrato profissional, e de tal forma possam ser vendidos e render muito dinheiro para os clubes.

É por isso que os clubes que têm boa visão, estão na dianteira e chamam a atenção. O Red Bull Bragantino está montando uma equipe Sub 8 (oito anos!), e é o atual vice-campeão paulista Sub 11. Na Copa São Paulo, possui em seu elenco Oscar (colombiano), Vasco (de Guiné-Bissau) e o japonês Kossei, que vem fazendo gols (esse, vindo da parceria com a patrocinadora do Massa Bruta, Yanmar, de implementos agrícolas, e que é dona do Cerezo Osaka). Isso significa que além de criar atletas para seu time profissional e posteriormente redistribui-los para seus outros times do grupo Red Bull, capta possíveis revelações estrangeiras, num movimento ainda mais ousado.

Por fim: os estrangeiros não querem mais craques prontos; então, saibamos garimpar talentos para vendê-los aos interessados, não permitindo que seja um neocolonialismo da Europa na América do Sul e na África, mas sim uma relação inteligente e financeiramente viável a todos. É por isso que estão surgindo milhares de times-empresas pequenos, focados em categorias-de-base (sem a preocupação de ter equipe profissional), disputando torneios sérios e com gestão empresarial invejável. Aqui, cito para ilustrar o Metropolitano Futebol Clube, de Jundiaí (conheça em: https://www.metropolitanofc.com.br/).

É por tudo isso que vale lembrar: antes, os grandes clubes brasileiros contratavam jogadores dos clubes do Interior que se destacavam nos regionais. Depois passou a contratar jovens revelações desses times. Mais tarde, juvenis… e hoje, tudo isso mudou. O interessado do Exterior busca na “fonte” os garotos. É por isso que Paulista FC, União de Araras, Mogi Mirim, América e tantas outras equipes tradicionais PRECISAM ter “debaixo das suas asas” as categorias de base para que possam reviverem seus momentos mais gloriosos. Aliás, imagine o que seria de Ponte Preta e Guarani, se o trabalho de base dos anos 70/80 fosse impecável nos dias atuais como era naquele tempo?

Abaixo, compartilho sobre o projeto UMY (Under My Wing / Sob Minhas Asas) para jovens jogadores do Red Bull Bragantino, do ano passado (que já frutificou com dito acima).

– Islândia e as leis trabalhistas igualando salários de homens e mulheres.

Repost de 2018:

Que sirva de exemplo: a pequena Islândia é um dos poucos países onde a lei igualitária salarial para homens e mulheres funciona. Mais do que isso: os islandeses podem se gabar do reconhecimento de que lá é o melhor lugar do mundo para o sexo feminino viver.

O Brasil?

Na lista de 144 países de respeito às mulheres, é apenas o 90o.

Abaixo, extraído de: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/01/03/Como-a-Islândia-tornou-se-o-primeiro-pa%C3%ADs-a-proibir-salários-menores-para-mulheres

COMO A ISLÂNDIA TORNOU-SE O PRIMEIRO PAÍS A PROIBIR SALÁRIOS MENORES PARA MULHERES

A Islândia se tornou o primeiro país do mundo a tornar ilegal e punir com multas quem paga um salário maior para um homem, em relação a uma mulher, quando eles ocupam o mesmo cargo. A lei contra a discriminação salarial entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2018.

A nova legislação exige que empresas e agências do governo com mais de 25 empregados obtenham um certificado garantindo que adotam políticas de igualdade salarial. Aquelas que não conseguirem demonstrar isso serão multadas. O valor da multa será definido caso a caso, mas pode chegar a 50 mil coroas islandesas (cerca de R$ 1.500) por dia de descumprimento.

“Direitos iguais são direitos humanos. Precisamos garantir que homens e mulheres tenham oportunidades iguais no local de trabalho. É nossa responsabilidade tomar as medidas necessárias para garantir isso”, disse o ministro da Igualdade e Assuntos Sociais da Islândia, Thorsteinn Viglundsson, quando a lei foi anunciada, no início de 2017.

A Islândia, país europeu com população de cerca de 320 mil pessoas, é considerada o melhor país do mundo para mulheres devido à adoção de políticas de igualdade de gênero. Mesmo assim, as estimativas do governo indicavam que, em 2015, na média, mulheres ainda recebiam 30% a menos que homens.

É possível explicar essa diferença salarial entre homens e mulheres por fatores não relacionados a gênero: desempenhando a mesma função, pessoas com idades diferentes, diferentes níveis de escolaridade, anos de carreira ou atribuições podem apresentar diferenças salariais significativas.

Quando levados em conta todos esses fatores – ou seja, quando a comparação se dá entre homens e mulheres de perfil muito semelhante -, ainda assim as mulheres ganhavam 5,7% a menos que homens. Esse é o percentual de diferença salarial real em 2013, na Islândia, de acordo com relatório da Comissão Europeia. Essa diferença só pode ser explicada por discriminação de gênero.

COMO FUNCIONA A NOVA LEI

A Islândia já tem leis que visam garantir igualdade salarial entre homens e mulheres. A primeira legislação nesse sentido foi aprovada em 1961, de acordo com a Associação de Direitos das Mulheres da Islândia. À época, esperava-se que salários iguais fossem atingidos em apenas seis anos, já em 1967. Como isso não ocorreu, uma nova regra com o mesmo intuito foi aprovada em 1976. Em 2008, o Parlamento islandês aprovou novamente uma regra semelhante.

O que a nova legislação faz, então, não é exatamente exigir que os salários sejam os mesmos, mas que as empresas provem que os salários são os mesmos. A nova regra foi aprovada em 1º de junho de 2017 e passou a valer em 2018, com prazos diferentes para cumprimento, dependendo do tamanho da empresa. Companhias com mais de 250 funcionários, por exemplo, precisam se adequar até o final de 2018. Já firmas com menos de 90 funcionários têm até 2021 para se adaptar.

O MELHOR PAÍS PARA SER MULHER

A nova regra reforça a posição da Islândia como o “melhor país do mundo para ser mulher”. Desde o ano 2000, o país ocupa o topo do ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, que considera economia, educação, saúde e empoderamento político. Em 2017, o Brasil estava na 90ª posição (dos 144 países na lista).

A luta pela igualdade na Islândia foi marcada por uma greve geral de mulheres realizada em 24 de outubro de 1975, quando 90% delas paralisaram todas as suas atividades, de empregos formais a atividades não remuneradas como tarefas domésticas, cuidados com crianças e até cozinhar. Depois disso, as mulheres da Islândia voltaram a paralisar suas atividades em protesto outras quatro vezes. Normalmente, elas deixam o trabalho à tarde, marcando a hora em que, devido à diferença salarial, as mulheres passam a trabalhar de “graça” no país.

Foto: Europpean Movement | EU, extraída de: https://www.politize.com.br/paridade-de-genero/

– Atualizando alguns trabalhados…

Estou dando uma atualizada no meu Curriculum Vitæ, e quando cito meu pós-carreira de árbitro, fico feliz por me relacionar com gente tão bacana nesses últimos anos.

Coisa rara dividir espaço com pessoas corretas e honestas como as dessas mídias. Muito obrigado pelas oportunidades!

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– Vítor Pereira no Flamengo: ninguém vai perguntar sobre a Sogra?

Nos primeiros pronunciamentos do treinador Vítor Pereira no Flamengo, nenhuma observação sobre o estado de saúde da sua sogra (pois estava doente, e precisava de seus cuidados segundo ele – e esse foi o motivo alegado para deixar o Corinthians).

Nas primeiras perguntas, também não se tocou no assunto. O que foi dito pelo português é que “estava feliz pela possibilidade de lutar por tantos títulos”(segundo o Ge.com, no link abaixo da imagem).

Custa alguém perguntar, de maneira respeitosa, se a sogra dele conseguiu melhorar de saúde ou se ele conseguiu um meio alternativo para que ela se mantenha bem cuidada, a fim de que ele possa esclarecer se o fato não foi uma “desculpa esfarrapada” para deixar o Corinthians, mas sim uma questão particular que o afligia?

Junto a Mario Monteiro e Rui Quinta, Vitor Pereira recebe a camisa do Flamengo — Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

Foto: Marcelo Cortes/ Flamengo, extraída de: https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2023/01/02/vitor-pereira-desembarca-no-rio-para-assinar-contrato-com-o-flamengo.ghtml

– Deixem o Cristiano Ronaldo em paz!

Leio muita gente criticando a decisão de Cristiano Ronaldo em jogar na Arábia Saudita.  E por quê?

Vamos lá:

  • CR7 já ganhou os diversos prêmios de “melhor do mundo”, além de títulos importantes nos gigantes clubes que jogou. Portanto, não precisa provar mais nada.
  • Veterano, por mais disciplinado que seja, já sente a dificuldade da idade no rendimento em campo. Na Arábia, ele jogará com “um pé nas costas”, se desempenhar 10% do seu potencial.
  • O cara é profissional, e joga onde desejar. No auge, quando era mais competitivo, recusou uma bilionária proposta da China, pois queria continuar em torneios de relevância. Agora, é o momento de fechar a carreira.
  • É comum que craques se aposentem garantindo uma “aposentadoria extra” jogando em praças menores do futebol. Pelé não foi para os EUA, por exemplo?
  • Na ilustração da ESPN, abaixo: ele vai ganhar 1 bilhão de reais por ano de contrato! Ou quase R$ 121.000,00 por hora (um professor de faculdade no Brasil, com doutorado, recebe humildes R$ 50,00/hora-aula). Por quê não garantir dinheiro para que seus tataranetos, por mais numerosos que sejam, tenham milhões no banco?

Que Cristiano Ronaldo seja feliz no Al-Nassr! E lembrando: fora o salário, imagine as regalias oferecidas pelo príncipe para convencê-lo…

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

O texto é de 5 anos, mas se faz atual para 2023: o CRAQUE precisa da Copinha para ser revelado? E o árbitro? 

Em tempo: o Santana, do Amapá, que está na chave do palmeiras, desistiu dois dias antes do torneio…

Abaixo, deste mesmo blog:

Começará a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018. A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente a competição, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria bruta, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil (os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros), somando os convites a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico), além dos tradicionais times paulistas que são reconhecidamente fortes nas categorias de base (incluo aqui os campineiros Guarani e Ponte Preta, a Lusa do Canindé, o Nacional da Capital, e, claro, o sempre forte Paulista de Jundiaí, de ótimas campanhas no Sub 19/Sub20). 

Além disso, não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar às séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputaram o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

FPF divulga os grupos da próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior; confira as 32 chaves com 128 times | LANCE!

Foto: Divulgação FPF.

– E quando será o seu auge profissional? Ou já foi?

Quando crianças, começamos a pensar no “que vamos ser quando crescermos”.

Sendo jovens, sonhamos alto com nossas carreiras.

Estando nelas na vida adulta, nos questionamos sobre ela.

Depois de uma certa idade, pensamos: “Já atingimos nosso auge? Ele ainda virá? Ou ele já foi?”

Esse é um dilema interessante para refletirmos… e aproveitarmos os momentos, independente como eles sejam (ou quando acontecerem).

Qual (quando) é (ou foi ou será) o seu auge profissional?

Vai mudar de carreira? Confira 3 dicas para te ajudar a obter uma transição  sólida e tranquila | Rede Jornal Contábil - Contabilidade, MEI , crédito,  INSS, Receita Federal

Imagem extraída de: https://blog.curriculum.com.br/dicas/estrela-no-auge-da-crise-este-perfil-profissional-esta-em-baixa/

– A Insociabilidade pode fazer bem no trabalho?

Uma pesquisa curiosa: quanto menor a sociabilidade da pessoa ou quanto mais retirada for a moradia dela, maior é o indicativo de inteligência no trabalho!

Extraído de Época Negócios, Ed 111, Caderno Inteligência, pg 27

NÃO QUERO SER SOCIÁVEL

PARA ALGUÉM DE Q.I. ALTO, INTERAÇÃO COM OS OUTROS É PERDA DE TEMPO 

O inferno são os outros, decretou Jean-Paul Sartre em “Entre Quatro Paredes”, peça teatral de 1944. Mais de 70 anos depois, estudo de pesquisadores da London School of Economics e da Singapore Management University, publicado no British Journal of Psychology, parece reforçar a tese do pensador: embora tradicionalmente a socialização de grupos humanos tenha sido fundamental para a sobrevivência da espécie, os autores descobriram que, quanto mais densa a área habitada, menor é o grau de satisfação das pessoas – uma das causas óbvias, por exemplo, seriam as longas

distâncias entre a casa e o trabalho, percorridas em ruas congestionadas ou no transporte público lotado. Esta conclusão confirma estudos anteriores que detectaram o fenômeno do “gradiente de felicidade urbano-rural”: residentes em áreas rurais isoladas são mais felizes que habitantes de pequenas cidades, que por sua vez são mais felizes que os de cidades médias…

Entrevistando 15 mil pessoas entre 18 e 28 anos, a pesquisa revelou um dado interessante: QUANTO MAIOR O NÍVEL DE INTELIGÊNCIA DO ENTREVISTADO, MENOR É SEU GRAU DE INTERAÇÃO SOCIAL. Para essas pessoas, interações com os outros são perda de tempo que apenas as desviam de objetivos maiores, projetos ambiciosos ou estudos profundos, aumentando seu grau de insatisfação. Além disso, os mais inteligentes estariam mais habilitados a enfrentar os desafios impostos pelos novos tempos sociedade humana, como rápidas mudanças no mercado de trabalho ou na tecnologia da informação, dispensando a ajuda de outros.

Mas cuidado com o truque da insociabilidade forçada. Subordinados menos brilhantes muitas vezes se tornam mais frios e calculistas para parecer mais inteligentes do que são. Isso prejudica o ambiente no trabalho.

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– A perda de foco pelas Redes Sociais:

Os “extracampos” serão sempre um problema, em qualquer setor de atividade.

A fala do Roberto Carlos é precisa:

– #REPOST: As previsões sobre Neymar se concretizaram ou não?

Há algum tempo…

Quando apareceu à grande mídia, ainda criança, o garotinho Neymar era uma promessa de sucesso. Na juventude, assombrou o Brasil com sua categoria indiscutível. E as previsões eram que: seria o número 1 do mundo; camisa 10 da Seleção Brasileira; quando maduro não cavaria tantas faltas nem simularia como estava fazendo até então; e, por fim, se tornaria um pop star.

Para os olhos dos árbitros, Neymar piorou em alguns momentos (na questão das faltas), melhorou em outros, mas na Copa de 2018 virou meme da Internet.

E nos outros quesitos?

Poderá vir a ser número 1 do mundo ainda (bola ele tem!); camisa 10 da Seleção ele já é; idem a celebridade e, cá entre nós, falta reconquistar a simpatia que muitos perderam para com ele.

Veja, abaixo, essa capa da Revista Placar, às vésperas de Barcelona x Santos no Japão, prevendo que Neymar rivalizaria com Messi sobre o reinado de melhor do mundo.

Em tempo: há uma matéria de que os príncipes catarianos do PSG estariam de olho na Arena Corinthians, ou como citado na matéria, Itaquerão (o nome mais popular).

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– Introvertidos e Extrovertidos na Administração de Empresas.

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

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– Mulheres que vão à Luta!

Muito bacana: essa matéria que compartilho abaixo retrata o quanto as mulheres que chegam aos 40 anos podem (e devem) encarar novas conquistas profissionais e pessoais.

Extraído de: http://ow.ly/2PVs30du5pg

AOS 40 ANOS, ELAS SÃO JOVENS E TÊM PIQUE PARA ENCARAR OS DESAFIOS

“O motor é de um fusca 1974, mas a carcaça, de um Santana 1985, quatro portas e com vidros elétricos”. É desta maneira que Liliane Rossi se define. Cheia de bom humor, a jornalista de 42 anos é uma representante das mulheres que adotaram um novo comportamento social e hoje envelhecem com mais saúde, além de aparentarem ter menos idade do que realmente têm.

Lili, como é conhecida, treina muay thai de três a quatro vezes por semana e se preocupa com a alimentação. “Tenho meus cuidados com tudo o que como, principalmente durante a semana, mas sem ser radical (também tomo a minha cervejinha). E tudo isso, inclusive a atividade física, é muito importante para o meu futuro”, declara.

Casada com um homem 13 anos mais novo, Lili considera-se realizada em sua profissão e diz que, inicialmente, encontrou no esporte a solução para emagrecer. “A atividade física traz um prazer tão grande que me fez continuar, mesmo depois de chegar ao peso ideal. Meu objetivo mudou, quero qualidade de vida”, conta Lili, que acredita que o grande segredo para “superar a idade” é aceitar as mudanças.

Raquel Agnello, 40 anos, é casada e tem um casal de filhos. Psicóloga, ela tem uma alimentação moderada pela saúde e é vegetariana por opção. Raquel acha que hoje as mulheres têm escolha de vida. “Conheço mulheres que abrem mão de tudo para cuidar da casa e dos filhos e outras que seguem um caminho diferente. O mais importante, no entanto, é que podemos escolher qual tipo de vida queremos”, afirma Raquel, que quase todos os dias pratica pilates ou dança.

EQUILÍBRIO
O equilíbrio entre exercício físico, dieta e disciplina é a solução para a fisioterapeuta Ana Paula Pieroni suportar sua rotina “com sucesso e alegria”. Aos 41 anos, Ana atribui seu ganho de vigor e disposição a essa combinação. “Com certeza é devido ao meu estilo de vida ponderado, que é uma forma de ter atenção comigo mesma sem deixar de lado a família”, explica Ana que também é mãe de dois filhos. “Sinto-me com muito mais ânimo e mais bonita, se comparada aos meus 20 anos”, analisa.

FALTA DE TEMPO?
“Dá para conciliar tudo, sim. Acho que dizer que não tem tempo é uma desculpa”. É o que afirma Priscila Marchi, 40 anos. A microempresária é casada, tem filho de 20 anos e, desde os 12, pratica atividade física em academias. Com o passar dos anos, Priscila adequou sua alimentação e garante que melhorou em todos os aspectos.

“Academia traz melhorias para o corpo, mente e alma”, declara Priscila, acrescentando que o sono é fator para acordar muito mais disposta. Para ela, manter-se ativa é o caminho para não aparentar e, principalmente, não se sentir com a idade do documento.

“Levo uma vida totalmente diferente da minha mãe”, é o que diz Fernanda Gonçalves, 41 anos. Mãe de dois filhos, Fernanda optou por se cuidar logo depois que se formou como odontologista e teve que se adaptar com o nascimento do primeiro filho.

Segundo ela, é perfeitamente possível trabalhar fora, atualizar-se dentro da profissão (atualmente Fernanda estuda para se especializar, pela segunda vez, em mais um segmento da odontologia), dar atenção a si mesma e ter uma família, apesar de ser uma tarefa “pesada”, já que “as prioridades de momento acabam não deixando com que realize tudo da maneira como gostaria”.

Divorciada há pouco mais que um ano, Fernanda conta que o fato de se cuidar trouxe problemas ao casamento. “Gerava ciúme, sim. Todo homem gosta de ter uma mulher bonita, mas a quer só para si, não quer que os outros olhem etc.”, observa.

A psicóloga Luciana Minelli acredita, de um modo geral, que todos “nós vamos envelhecer com mais saúde e aparência jovial”, pelos avanços da medicina. Mas, para ela, é o acesso à informação que faz com que a mulher, hoje com 40 anos, diferencie-se.

“É dessa forma que as mulheres conseguem buscar qualidade de vida”, diz Luciana. Se, por um lado, a informação facilita, por outro, ela gera competitividade. “Uma mulher de 40, atualmente, está no ápice da carreira profissional e possui um sentimento de conquista, de busca por melhorias de função, e tudo isso gera o estresse, a pressão”, analisa.

A solução, então, pode ser encontrada numa atividade física ou em se valorizar de alguma maneira. Segundo Luciana, essas mulheres precisam, no entanto, adequar valores. “Elas entram em conflito entre o que aprenderam e o que a sociedade contemporânea estabeleceu. Entretanto, essa mulher é muito bem-sucedida em tudo o que se propõe a fazer até porque a idade, mesmo que pequena, traz segurança e um nível de experiência interessante”, finaliza.

Imagem extraída de: https://brasilturis.com.br/lugar-de-mulher-e-onde-ela-quiser/

– Paulista FC e a SAF, parte III.

(Antes do texto inicial: Parabéns ao Presidente Rodrigo Alves pela reeleição no comando do Paulista, bem como sua diretoria, neste dia 08/12. Que possam trabalhar com sabedoria nesse novo período).

No último dia 07, vimos a apresentação daquele que deseja fazer negócios com o Paulista FC: Victor Monteiro.

Não o conheço e nunca julgarei alguém sem conhecer a pessoa, mas… “cachorro mordido por cobra deve ter medo até de linguiça”. Vide Magnata, Banco Factor, Paulo Fernandes e o investidor de Mônaco, Kah Sports e Fut Talentos…. Assim, torço para que seja “ficha limpa”, pois quanto a isso, não temos notícia oficial. E até que se prove algo contrário, é obvio que ele é honesto e não há nada que o desabone.

Mas aqui vem a primeira pergunta:

  • Há certidões negativas do mesmo? Quando eu me tornei árbitro de futebol, a FPF me exigiu “nada consta civil, criminal”, Spc e Serasa. Se algo não estivesse “ok”, simplesmente não poderia apitar. De tal forma: Victor Andrade tem algum processo na Justiça que o comprometa na negociação com o Paulista? Caso não tenha, ótimo (já que é um projeto de altíssimo impacto).

Fica difícil entender: de onde está vindo o dinheiro? Eu sei que foi criada uma nova empresa justamente para essa negociação, mas ela tem que ter o aporte de capital. E é justamente esse aporte que perturba, e vem a segunda pergunta:

  • Qual a origem do dinheiro? De que empresa virá? Victor é o dono do dinheiro ou ele está intermediando a chegada de algum fundo? Afinal, em alguns momentos, falou-se que ele era captador de investidores (é só fazer uma busca na comunidade do Paulista no Facebook, que existe tal citação em determinado comentário).

Entretanto, na matéria do Jornal de Jundiaí (por Vitor Silva) sobre o evento, há a fala de Victor Monteiro que:

“Nosso primeiro ano não será voltado para o lucro. Claro que eu, como empresário, vou querer lucro, mas esse não é o caso agora. O retorno de capital sempre vem de um bom trabalho. Sobre as empresas [que Victor possui, a respeito de ganhar dinheiro com elas através do negócio], não quero envolvê-las e nem promovê-las comprando o Paulista.”

Ôpa! Agora eu “pirei”. Então ele próprio é o dono do dinheiro e/ou dos fundos que farão o aporte? E aqui não tem lógica, pois não existe “almoço de graça”: se eu vou colocar 100 milhões de reais num clube de futebol até 2027 (5 anos), como não quero ter lucro num curto / médio prazo? Ninguém rasga dinheiro. Se são só 5 anos e com essas cifras, você tem que ter um projeção de retorno! Não entra na cabeça que alguém faça tudo isso esperando que nos 4 anos ganhe mais do que 100 milhões (já que ninguém investe para perder). E como não vai promover outros negócios? É o anti-manual do Empreendedor. Estranho…

Vem, então, a terceira pergunta:

  • Ronaldo Fenômeno investiu R$ 400 milhões em um clube de projeção nacional como o Cruzeiro, por 10 anos. Alguém investirá R$ 100 milhões em um clube na 4ª divisão regional como o Paulista em 5 anos (portanto: R$ 40mi contra R$ 20mi). É cabível tal cifra?

Conversei com pessoas que foram na apresentação, bati papo com o Fernando Drezza pelas Redes Sociais, e algo que ninguém consegue me responder a contento: se existe apenas uma intenção (se não der certo, não assinarão), se durante o processo haverá a busca das garantias, idoneidade e outros detalhes importantes, por quê em alguns momentos se ilude a comunidade mostrando o investidor com a fala de que ele estará comprando a SAF do Galo? É justamente o inverso: se tudo estiver acordado, mostrado às claras, transparentemente (origem do dinheiro, projeto, proposta, garantias, etc e etcetera), aí sim se faz a apresentação. Ou o escritório Barbeiros já fez isso, e há uma falha na comunicação? Tendo feito, fica a oportunidade para responder as questões acima.

Por fim, deixo bem claro que tais dúvidas são essencialmente de torcedor, que assim como tantos outros, ficam com o pé atrás. E aqui confesso: me assusta ver tanta gente soltando rojão antecipadamente. Cautela, pessoal! Quando somos crianças, acreditamos em Papai Noel. Quando somos adolescentes, acreditamos que podemos mudar o mundo sozinhos! Quando jovens, desprezamos a experiência e achamos que a jovialidade resolve tudo! Mas quando maduros e experientes… aprendemos a tomar cuidado e não sermos afoitos.

Repito: não estou duvidando do presidente Rodrigo ou do escritório (e nem me envolvo em questões políticas aqui). Mas tenho que duvidar (assim como todos têm) de uma empresa que está sendo montada do zero e que quer assumir o Paulista, com história centenária. Assim, deixo a última pergunta:

  • Qual a experiência na gestão esportiva de Victor e seus parceiros? Qual clube de futebol eles têm no seu portfólio gerencial? TODAS as equipes que venderam a SAF tem alguém por trás: Botafogo com Textor/ Cristal Palace-ING, Vasco com 777/Genova-ITA, Cruzeiro com Tara Sports (Ronaldo)/Valladolid-ESP, Bahia com City Group/ Manchester City-ING, e… encontre uma SAF que não tenha um ator do cenário esportivo? Ao que parece, essa será a primeira.

Me recordo de um dito popular que prezo muito:

“Contrato com gente de confiança, não precisa. Contrato com gente inconfiável, não adianta”.

Assim, queremos confiar nos possíveis novos investidores, e para isso acho fundamental que publicamente fossem respondidas… afinal, todos queremos o bem do Paulista, tão combalido ultimamente.

Lembrando: por questões éticas, os profissionais da gestão do Paulista FC não podem ser os managers do Paulista SAF se vendido, por evidente incompatibilidade do cargo (ilegal, não é; mas moral, não dá). O presidente do Galo, por exemplo, deve ser o primeiro fiscalizador dos gestores do Paulista SAF.

Imagem extraída do JJ.com.br, com os créditos na mesma.

– Trabalhar Contrariado ou ser um Desempregado Feliz?

Àqueles que estão com dificuldades na relação profissional, um importante estudo conclui: vale mais ser desempregado do que estar em emprego ruim.

Respeitando a pesquisa científica, mas… E quem paga as contas depois?

Abaixo, extraído de Superinteressante, Ed 258, pg 22, por Fernando Badô e Bruno Garattoni

FICAR DESEMPREGADO É MELHOR DO QUE SOFRER NO TRABALHO

Sabe aquele seu vizinho que não trabalha, mas vive sorrindo? A explicação pode estar em um estudo realizado por cientistas australianos, que acompanharam 7155 homens e mulheres entre 20 e 55 anos de idade e concluíram: ficar desempregado, seja por vontade própria, seja por demissão, pode aumentar o nível de felicidade das pessoas.

Ao longo de sete anos, os pesquisadores aplicaram questionários para medir o grau de felicidade dos voluntários, cujos empregos também foram analisados em quatro aspectos: nível de desafio, grau de autonomia, salário e perspectivas de carreira. O objetivo era determinar quais empregos eram bons ou ruins.

As pessoas que estavam trabalhando, em bons empregos, eram sempre as mais felizes – marcando em média 75,1 pontos na escala criada pelos cientistas. Em seguida vinham os desempregados e os trabalhadores com empregos ruins, ambos com 68,5 pontos. Empate. Então desemprego é a mesma coisa que emprego ruim, certo?

Errado: o desemprego é melhor. Ao longo do estudo, quem trocou o desemprego por um emprego ruim viu sua felicidade cair ainda mais, perdendo seis pontos a cada ano. Já quem continuou sem fazer nada perdeu apenas um ponto.

Ou seja: ficar sem emprego é ruim, mas sofrer no trabalho é ainda pior. “O emprego ruim faz a pessoa perder saúde mental”, diz Peter Butterworth, psiquiatra da Universidade Nacional da Austrália e coordenador da pesquisa.

Resultado de imagem para desempregado e empregado

– Vestir-se Bem garante Emprego e Dinheiro!

Você gosta de se vestir bem?

Cientistas comportamentais comprovam: quem usa roupas de grife em entrevistas de emprego consegue melhores ofertas de trabalho!

(original em: http://is.gd/Br79U4)

TODO MUNDO DE OLHO EM VOCÊ

Por Edição Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

Só pessoas superficiais não julgam pela aparência. Em busca de fundamentos científicos para essa provocação do escritor irlandês Oscar Wilde, dois pesquisadores saíram a campo e (como pouca pretensão é bobagem) concluíram que o poeta irlandês estava no caminho, mas poderia ter sido mais preciso. Na verdade, eles disseram, faltou ao autor de O Retrato de Dorian Gray dizer que o julgamento humano é muito marcado pelos símbolos de status carregados pelas pessoas.

O que poderia ser um desperdício de palavras para Wilde virou o ponto de partida dos cientistas comportamentais Rob M.A. Nelissen e Marijn H.C. Meijers, da Universidade de Tilburg, na Holanda. Para ir mais fundo nessa tese, eles organizaram uma série de experimentos para verificar em que medida a presença de um logotipo à mostra na roupa poderia influenciar as reações das pessoas. Os testes utilizaram modelos vestindo peças que ora ostentavam marcas de luxo, como Lacoste ou Ralph Lauren, ora traziam grifes menos prestigiadas e, por fim, não tinham nenhuma marca à vista.

Em um dos experimentos, voluntários assistiram a vídeos com várias versões da mesma entrevista de emprego. Embora a qualificação do candidato fosse a mesma, aquele que tinha a grife das roupas à mostra foi considerado o mais indicado para a vaga. Em seguida, os cientistas verificaram se essa tendência se mantinha no contato corpo a corpo. Colocaram então pessoas pedindo doações para a Fundação do Coração. “Alguns modelos vestiam uma camiseta polo Lacoste e outros uma camiseta polo sem logotipo. No final da tarde, os de Lacoste arrecadaram quase o dobro em relação aos seus colegas ‘sem marca’”, disse Meijers.

Segundo a hipótese dos cientistas holandeses, as raízes deste comportamento humano vêm de longe. São produto da competição natural, que leva os indivíduos a procurar elementos de diferenciação com o fim de impressionar os potenciais cônjuges.

O exemplo clássico utilizado pela biologia evolucionista para explicar esse mecanismo é a grandiosidade da cauda do pavão. Toda aquela exuberância existiria apenas para informar às fêmeas que o proprietário é, sim, muito saudável, tanto que pode despender tantos recursos em um apêndice sem função prática aparente. Para esses biólogos, a Humanidade usou a mesma estratégia ao longo do processo de seleção natural.

O curioso, dizem os pesquisadores, é que agora os seres humanos estariam aplicando em diversas situações essa técnica de aferição, que foi eficiente no passado para medir a saúde e a qualidade dos genes. Alguns estudiosos acreditam que esse “desvio” explicaria não só a preferência pelas grifes, mas também outros comportamentos baseados na troca de mensagens subliminares.

Oscar WildeEscritor irlandês (1854-1900), autor de clássicos como O Retrato de Dorian Gray, foi um dos expoentes da literatura do período vitoriano, no final do século 19. Por ser homossexual, foi preso e humilhado perante a sociedade

Imagem extraída de: https://medium.com/@fabioqueiroz/as-15-regras-para-homens-que-querem-se-vestir-bem-20651342ced8, por Fábio Queiroz.

– Paulista e SAF: considerações.

Para esse assunto tão relevante ao Paulista FC, gostaria de não me furtar com um comentário com várias observações a respeito das Sociedades Anônimas de Futebol (além, claro, da questão do momento de sua oferta e discussão).

Compartilho em: https://youtu.be/fqBxQK_6eOs

– Buscando a reinserção no mercado de trabalho. Como fazê-la?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção no mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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Imagem extraída de: https://al.unit.br/blog/destaque/unit-seleciona-novos-professores-2/attachment/temos-vagas/

– Nunca conte mentira!

Vitor Pereira saiu do Corinthians e foi para o Flamengo. São acertos / negócios / oportunidades que o futebol mostra e que, independente da ética, acontecem.

O grande problema foi esse, da fala do próprio treinador, abaixo (cuidado com o que se fala):

– Flamengo procura Vitor Pereira e perde Dorival Jr.

Coisas incompreensíveis no futebol: o Flamengo foi procurar o ex-técnico do Corinthians Vitor Pereira (mesmo com o contrato em vigor de Dorival Jr).

Vitor não teve números tão bons como o esperado no Timão, e alegou problemas familiares para deixar o time. Aceitaria o Mengão?

Dorival, sentindo-se desrespeitado, pediu demissão.

Que amadora a direção dos clubes brasileiros, não?

Imagem extraída de: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/times/flamengo/noticia/2022/11/25/flamengo-cozinha-dorival-e-abre-negociacoes-para-ter-vitor-pereira.ghtml

– Executivos reduzem o tempo de trabalho para poderem exercer com mais tempo a… Paternidade!

Estou com essa turma e não abro mão: na Alemanha, homens, com importantes cargos profissionais, fazem de tudo para poder conseguir um tempinho a mais com seus filhos. Sacrifício e ao mesmo tempo, prazer recompensador!

Extraído de:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homem-alemao-troca-cargo-por-familia-,1114810,0.htm

HOMEM ALEMÃO TROCA CARGO POR FAMÍLIA

Executivos em posições de liderança em bancos e em órgãos do governo pedem demissão ou trabalham meio período para cuidar dos filhos

Por Susanne Amann , Simone Salden / Der Spiegel

No passado, as políticas alemãs relativas às famílias dos empregados eram mais voltadas às mulheres, mas a situação vem mudando. Os homens também começam a exigir condições de trabalho mais flexíveis para equilibrar seus deveres de trabalho e com a família – e isso vem forçando grandes mudanças da cultura corporativa.

Há alguns anos, Gerd Göbel provavelmente seria considerado um irracional por muitos diretores de recursos humanos. E possivelmente deixaria também os colegas surpresos. Göbel tem uma carreira bem-sucedida no segundo maior banco da Alemanha, o Commerzbank, onde chefia uma equipe de administração de ativos e portfólio. E trabalha em tempo parcial porque tem uma filha ainda muito pequena.

Quando a menina nasceu, há três anos, o executivo de 47 anos reduziu suas horas de trabalho para 40% do total; depois aumentou para 60% e mais recentemente para 80%. Na sua divisão, que tem 80 funcionários, ele foi o primeiro pai a tirar uma licença paternidade e o primeiro a desistir de uma posição que exige horário integral.

“Na época, claro que me perguntei se seria possível trabalhar em tempo parcial em um cargo de liderança”, diz ele, que chefia uma equipe de cinco pessoas. Mas seu experimento foi bem-sucedido e ele continua a passar um dia útil em casa, embora possa ser encontrado pelo telefone celular.

Göbel ainda é exceção. Mas o fato é que ele é um dos muitos pais que não se satisfazem mais em trabalhar a semana inteira e ver os filhos só nos fins de semana. Quando Jörg Asmussen se demitiu do seu posto de alto nível como membro da diretoria executiva do Banco Central Europeu, em meados de dezembro, ele citou a “família” e os “dois filhos ainda bebês” como o motivo. Considerações familiares também teriam sido fator decisivo para o fim surpreendente da carreira de Roland Pofalla, durante anos um dos homens mais influentes do governo Angela Merkel.

Mudanças. Na Alemanha em geral os homens ainda representam pouco menos de 20% de todos os indivíduos que trabalham em tempo parcial, mas este porcentual cresce rapidamente. A proporção de homens que trabalham meio período mais do que dobrou em dez anos, ao passo que a de mulheres cresceu em torno de 30%.

No pacto de coalizão recentemente concluído pelo governo da Alemanha foi inserido, pela primeira vez na história do país, um capítulo que trata do papel dos “pais ativos” e um apelo no sentido de “melhores condições que permitam que pais e mães compartilhem as obrigações profissionais e familiares de modo equitativo”.

A pressão por mudanças vem crescendo, com as empresas ainda lutando para encontrar e reter bons empregados. Já não basta mais oferecer aos funcionários uma creche na empresa. Pesquisas com os pais mostram que a possibilidade de manter uma carreira compatível com a vida privada aumenta enormemente a motivação para o trabalho e a fidelidade ao patrão.

Gestores de recursos humanos também reconhecem que o fato de estar ativamente envolvido na educação dos filhos também é benéfico para o progresso profissional de um indivíduo, já que pais que trabalham sempre são mais sociáveis e costumam organizar a carga de trabalho de maneira eficiente.

Os homens avaliam as políticas corporativas para famílias de forma mais negativa do que as mulheres. Para 85% deles, as políticas das empresas nesse setor são mais direcionadas às colegas do sexo feminino. Foi o que revelou um estudo feito pela A.T. Kearney que será publicado este mês. “As empresas precisam agir. Necessitamos urgentemente de novos modelos de modo a reformular inteiramente o trabalho”, disse Martin Sonnenschein, diretor da A.T. Kearney para a Europa Central.

Iniciativas. A gigante da engenharia Bosch é uma das que se esforçam para incluir os homens nas políticas de família. A empresa oferece a seus funcionários não só a possibilidade de “tempo de trabalho flexível” ou em meio período, mas os incentiva expressamente a trabalhar a partir de outros locais.

Os executivos têm permissão para organizar seus horários como preferirem, desde que produzam resultados – um projeto inicial pôs cem executivos para trabalhar de casa. Redes internas, como “papas@bosch” (“papais na Bosch”), auxiliam a troca de informações.

Os executivos estão embarcando nas possibilidades oferecidas, mesmo quando estão em cargos considerados chave pelas organizações. Lutz Cauers, de 49 anos, é um bom exemplo dessa tendência. Ele é diretor do departamento de auditoria interna da Deutsche Bahn, empresa ferroviária alemã.

Ele é responsável por mais de 100 empregados e se reporta diretamente ao presidente da companhia. Cauers tem escritório em Berlim e um segundo em Frankfurt. Ele controla também três outras bases na Alemanha e mais quatro na Europa, Ásia e Estados Unidos. Mas centralizou sua vida em Nuremberg, onde vivem a mulher e os três filhos.

Atualmente ele está montando um escritório numa empresa afiliada em Nuremberg e passa pelo menos uma noite da semana com a família. E com frequência pega um avião no início da manhã para Berlim ou o trem para Frankfurt. Se necessário, leva os filhos com ele para o escritório.

“Minha mulher tem uma empresa de médio porte, portanto é claro que ela não consegue cuidar da casa sozinha”, disse ele. “E eu não gostaria disso também. Quero ver meus filhos crescerem.”

Flexibilidade. Um número crescente de homens pretende seguir o caminho escolhido por Cauers e as empresas vêm reagindo a isso. A aérea Lufthansa, há anos, oferece a seus 70 mil funcionários a possibilidade de trabalharem meio período. Mas diz ter percebido que só isso não é mais suficiente.

Bettina Volkens é diretora de recursos humanos do grupo Lufthansa e também mãe de duas crianças. “Contratos de trabalho que não têm flexibilidade não funcionam mais”, diz ela, explicando que a empresa tem de se envolver diretamente com os problemas dos funcionários. A meta de Bettina é tornar a cultura da empresa mais aberta a modelos de contrato de trabalho ainda mais flexíveis.

Parte disso é o projeto piloto chamado “Novo Espaço de Trabalho”, em que 80 empregados da área de recursos humanos compartilham 50 estações de trabalho. Mesmo os executivos sentam em mesas diferentes a cada dia. “Os empregados podem trabalhar às vezes a partir de casa. “A ideia é incentivar isso”, diz Bettina. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Homens estão passando mais tempo com seus filhos, mas licença-paternidade  estendida só é realidade em 12% das empresas – 4DADDY

Imagem extraída de: https://4daddy.com.br/homens-estao-passando-mais-tempo-com-seus-filhos-mas-licenca-paternidade-estendida-so-e-realidade-em-12-das-empresas/

– Como diferenciar líder e chefe e o efeito de “trabalhar para / trabalhar com”.

Um ótimo artigo diferenciando “líder x chefe” através da relação “trabalhar para” de “trabalhar com”, elaborado pelo Professor José Renato Santiago Sátiro.

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/trabalhar-com-x-para-diferença-entre-l%C3%ADder-e-chefe-santiagohttps://www.linkedin.com/pulse/trabalhar-com-x-para-diferença-entre-l%C3%ADder-e-chefe-santiago

“TRABALHAR COM” versus “TRABALHAR PARA”: A DIFERENÇA ENTRE LÍDER E CHEFE

A busca pelo crescimento profissional de qualquer pessoa tende a ter forte relação com seus objetivos relacionados a galgar novas posições e cargos dentro de uma organização ou em uma determinada área de atuação.

Longe de querer julgar este entendimento, acredito que esta visão possibilita a existência de uma crença que existem caminhos pré-determinados para alcançar o sucesso na vida profissional.

Seguir o exemplo daqueles que alcançaram, pretensamente, suas metas, é algo bem interessante, no entanto está longe de representar uma condição suficiente, ou digamos, uma receita que o mesmo caminho poderá ser traçado por qualquer um.

Muitas vezes identificamos pessoas que, independentemente de sua condição hierárquica em uma estrutura organizacional, conseguem agregar em torno de si, toda a energia e predisposição relevante para que as metas, ideais e desejos sejam alcançados.

Mas o que será isso que permite esta “conspiração” para o bem?

Pois bem, entendo que a proposição do trabalhar com as pessoas seja o diferencial, uma vez que possibilita a construção de uma visão compartilhada, como se elas atuassem em prol de objetivos comuns.

Esta habilidade é algo típico e característico que encontramos em um líder, aquela pessoa que tem ao seu redor toda a potencialidade de sucesso de seus companheiros, justamente por incluir de forma natural no dia a dia deles, de forma positiva, a busca pelo interesse comum.

Outra característica muito legal da liderança, diz respeito a democracia onde ela está envolvida, uma vez que pode estar efetivamente presente em qualquer lugar, independentemente da formação intelectual ou nível de estudo.

O que é uma brutal diferença daquilo que encontramos quando trabalhamos para alguém, uma clara denuncia e sinalização da real necessidade de haver uma dependência hierárquica, muitas vezes a de chefia.

Não necessariamente um chefe é um líder, aliás, muitas vezes cabe um tratamento totalmente diferente, justamente por causa de uma simples troca de preposição, o “com” e o “para”.

Quando trabalhamos com alguém, estamos atuando dentro de uma linha da liderança, do objetivo comum acima de qualquer eventual interesse pessoal individual.

Justamente o contrário de quando se trabalha para alguém, em prol unicamente dos interesses deste, o que muitas vezes mina as pessoas e dificulta a perpetuação desta relação.

O quanto realmente temos buscado, em nosso dia a dia, simplesmente um cargo de chefia ou uma posição de líder?

Entenda as diferenças entre trabalho e emprego - Diferença

Imagem extraída de: https://gestionaf.pe/

– A administração do tempo na vida pessoal e profissional.

Há certos momentos em que paramos para refletir o que vale a pena em nossas vidas. A busca do sucesso, de vaidade, dos rótulos…

O que interessa a cada pessoa, de fato, é muito pessoal e subjetivo. Para nós, administradores de empresas, a grande dificuldade é conciliar as atividades profissionais, os compromissos, os interesses pessoais e a família.

Ricardo Diniz, empreendedor, ex-presidente da Associação Comercial de Jundiaí e colunista do agora extinto Jornal Bom Dia, escreveu há 9 anos um texto que resume muito bem tudo isso: o que é urgente, hoje, para nós?

E ele nos lembra: quantas mensagens e emails respondemos por dia? Temos tempo para os entes queridos? Descansamos? É tanta informação num mundo tão dinâmico, que os alunos em qualquer graduação já estão desatualizados na metade do curso! Ou, mais assustador: lendo uma semana de jornal, podemos ter mais informações do que os cidadão do século XVIII tiveram!

Compartilho o excepcional artigo (que se mantém bem atual) e deixando ele próprio como reflexão:

O QUE É URGENTE?

Em cima da mesa, ou mesmo no bolso, como quase sempre está, meu celular, pelo menos 40 vezes ao dia, faz aquele toque uníssono fácil de identificar, mensagem! Normalmente, um convite do facebook, e-mail ou sms.

Nos assuntos, vejo palavras chaves: importante, urgente, aguardo resposta, aprovação…

Quando é e como é que as coisas se tornaram tão imediatas assim?

Até bem pouco tempo atrás, havia tempo para tudo: estudar, trabalhar, ficar com a família, ler, ver TV, ter uma atividade extra, fazer um trabalho voluntário. Como dizia o poeta, Renato Russo, “antes eu sonhava e agora já não durmo”.

E é bem assim que a maioria da população se sente, sempre atrasada, perdendo hora.

A tecnologia, que na teoria foi criada para facilitar o trabalho e diminuir o tempo das tarefas, paradoxalmente, tem acelerado o dia a dia, dando a impressão de que o tempo voa.

Veja só, dia desses vi em um vídeo da internet que em uma semana lendo o The New York Times você obtém mais informação do que em uma vida inteira no século 18. E ainda, que a quantidade de informação técnica está dobrando a cada dois anos, então, para um aluno iniciando um curso de quatro anos, metade do que aprendeu no primeiro ano estará desatualizado no terceiro ano de estudo.

Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida exige, trazendo para nós essa euforia para alcançar o sucesso, e falo isso para mim mesmo, acredito ser necessário estabelecer prioridades que vão além do “ter”.

E você, se tivesse que enumerar suas urgências, sua família estaria entre elas?

Novas medições de relógio nuclear podem dar mudanças de tempo mais precisas ao redor do mundo - iStock

Imagem extraída de: iStock

– 10 atitudes determinantes para o sucesso pessoal e profissional:

Gostei dessa mensagem e compartilho: dicas de valores que deveriam ser tratados diariamente com seriedade.

Abaixo (e destaco – gostei do 10º ítem: “Para todo ‘Game Over’ existe um ‘play again’. O nome disso é VIDA”.)

Imagem da Consultora Sofia Esteves, com texto de Eduardo Zugaib

– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você ouve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Imagem extraída de: https://www.portalzap.com/liga-das-estrelas-fut7-confira-os-resultados-dos-jogos-do-final-de-semana-e-os-proximos-confrontos/

– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

tcc sem drama

Imagem extraída de: https://centraldoaluno.com.br

– A necessidade do atleta ser (e parecer ser) profissional.

Ser um atleta e comportar-se como um atleta (mesmo fora do ambiente de trabalho) é algo obrigatório aos profissionais de ponta.

Claro, aqui existirá o questionamento se uma empresa (ou clube de futebol) pode ou não cobrar as atitudes de um colaborador em seu momento de descanso. Mas convenhamos: em algumas situações, tais demonstrações devem ser lógicos e evitáveis. Por exemplo: tabaco, álcool ou qualquer substância controversa não combinam com um esportista.

Essa reportagem é emblemática e representativa (do GE). Abaixo:

– Dicas para demitir um Amigo!

Pense na seguinte situação constrangedora: Você é o chefe e tem que demitir um amigo!

O que fazer?

Uma matéria bacana sobre sugestões do assunto, no link: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-demitir-um-amigo

COMO DEMITIR UM AMIGO

Objetividade e concisão são palavras de ordem para este momento delicado

Por Talita Abrantes

Já se foi o tempo em que mercado de trabalho era sinônimo de hierarquias rígidas e comportamentos para lá de sisudos. A chegada da Geração Y às empresas, entre outros fatores, determinou relações menos formais, mais amigáveis e, de certa forma, mais leves.

“A visão de chefe e empregado já é obsoleta. O que existe mais é uma relação de parceria”, afirma Cintia Cursino, diretora da BPI do Brasil. Com este tom, os vínculos de amizade entre chefia e funcionários se tornaram mais comuns.

Se por um lado, essa tendência contribui para rotinas de trabalho mais estimulantes, por outro pode tornar mais dolorosa uma das situações mais delicadas da rotina corporativa: a hora da demissão.

Mais dia menos dia, independente da geração a que pertence, todo chefe terá que demitir alguém. Mas como agir se o funcionário também for seu amigo? Especialistas ensinam:

1. Coloque os limites. Antes

A fórmula básica para minimizar os efeitos devastadores da demissão sobre a sua amizade? Desde sempre estabelecer limites e respeitá-los. Embora a máxima “amigos, amigos; negócios à parte” denote uma pitada de frieza, ela deve ser, sim, a base deste tipo de relacionamento corporativo.

“É preciso saber ser chefe, se colocar como profissional”, afirma Cintia. “Se você diferenciar a relação de amizade com a profissional será mais fácil”.

Separar as duas relações, contudo, não é tudo. “Se a pessoa for um bom chefe, provavelmente, já alinha as expectativas, dá feedback, investe na formação”, diz Vera Martins, professora da Fundação Vanzoline e autora do livro “Seja assertivo!”.

Em outros termos, ao longo de toda experiência profissional compartilhada com o amigo, o chefe deve se portar de modo que a demissão não será uma surpresa para o funcionário.

2. Seja direto, objetivo e conciso

Esse tom profissional deve ser a base do anúncio da demissão. Vocês até podem ser amigos, mas, lembre-se, neste momento, você é o chefe com a missão de informar que a relação profissional terá um ponto final.

A melhor forma de fazer isso? “Você tem que pegar a emoção e deixar de lado. Se você deixar que seu sistema límbico tome conta, você não será firme, nem empático. Ao contrário. Pode até ser agressivo para poder se defender”, explica Vera.

A dica básica para conseguir este feito é transmitir uma mensagem objetiva, concisa e direta. “Tenha, no máximo, quinze minutos de conversa. Deixe os motivos claros, mostre que é uma decisão da empresa”, diz Cintia.

Se você estiver muito inseguro para fazer isso, comunique a demissão junto com alguém do RH da empresa ou com uma consultoria especializada. Com isso, anuncie a demissão e deixe o profissional, que também é seu amigo, com pessoas mais neutras no assunto.

3. Não se desculpe, nem acuse

Pedidos de desculpas e muitas justificativas da sua parte não cabem para a ocasião. “No momento da demissão, você deve assumir a postura de representante da empresa”, diz Cintia.

Evidentemente, seu amigo ficará chateado com a notícia. Mas todo processo será contaminado se você abrir espaço para que ele exponha todas as suas emoções. “Esta não é a hora para você amparar, para ser o ombro amigo”, diz a especialista.

Depois do expediente, você até pode assumir este papel de amigo. Mas, durante a conversa, você é o chefe, o representante da empresa com a missão de anunciar uma decisão corporativa. Ponto.

No extremo oposto, também não vale apontar o dedo para o colega recém demitido. “Jamais fale ‘se você tivesse feito o que eu falei, agora, não seria demitido’, por exemplo”, diz Vera. “Até na hora da demissão precisamos ser generosos e mostrar empatia”.

Dependendo do caso, se for necessário, negocie com a empresa algum benefício para o funcionário demitido de modo a aliviar os efeitos deste período de transição. Vale desde oferecer um serviço de outplacement até manter o plano de saúde dele por um tempo. Mas, atenção: não vale fazer isso apenas porque o funcionário em questão também é seu amigo.

“A demissão é uma situação de frustração e exclusão. O amigo está num clima ruim de sair por baixo. A melhor coisa a fazer? Ser verdadeiro e reforçar o que ele tem de bom”, afirma Vera.

4. Sim, você vai sofrer

Agora, não se iluda ao pensar que estes passos são a fórmula perfeita para limar a culpa e o sofrimento que a situação pode trazer para você. No mínimo, eles podem tornar a situação menos delicada, mas, as especialistas afirmam, não irão eliminar o desconforto que a demissão de um amigo traz.

A fórmula para sobreviver ao contexto? “Seja maduro e conte com a maturidade das pessoas”, diz Cintia.

Analise o contexto e as reações antes de retomar o contato com seu, agora, apenas amigo. “É uma coisa de respeito. Dê um tempo para ele deglutir o fato”, aconselha Vera.

Imagem extraída de: https://www.sbie.com.br/blog/como-demitir-um-amigo-sem-afetar-seu-relacionamento-de-amizade/, de Depositphotos.com / Dutko

– Que não se diga bobagens sobre o Ituano!

O Ituano tem um trabalho sério e profissional no futebol. Como paulista, torço para que ele consiga o acesso à Série A (embora seja difícil).

Porém, se subir, ao invés de alguns aplaudirem o sucesso do clube, imediatamente ligarão ao fato dele ser do Juninho Paulista (que está trabalhando na CBF) e jogarem no ar a ilusão de que houve favorecimento.

Nada disso! É trabalho sério e competente!

– O salário possível versus o ideal.

Com frequência, discutimos em sala de aula o que os alunos almejam em suas carreiras profissionais. E, naturalmente, surge a pergunta:

Trabalhar no que se gosta ou trabalhar para ganhar bem?

É óbvio que o ideal é ter na sua profissão o seu prazer, além de boa remuneração. Sabidamente, nem todos conseguem essa realização.

O quadro abaixo que recebi traz essa discussão com outra “roupagem”: ao invés de realização profissional, o “sucesso”. Veja se você concorda ou discorda dele:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para a divulgação do crédito.

– E como procurar um novo emprego?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção ao mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Sintomas!

Quando se vai cair de divisão, percebe-se alguns sintomas: o time toma gol no final do jogo, a bola bate na trave e não entra (quando a favor) e os técnicos são trocados em curto período de tempo.

Dito isso: Eduardo Baptista, após 6 jogos, foi demitido do Atlético Goianiense…

E pensar que o Dragão quase foi à final da Copa do Brasil!

– As apostas de Grêmio e Vasco para a Série B levarão seus clubes para a Série A?

Faz dias que eu queria escrever, e me faltou tempo:

– O Vasco da Gama quer subir para a Série A com Jorginho Pastor, o ótimo lateral direito do Flamengo, do Bayern e da Seleção Brasileira, mas comum treinador nos clubes que passou. De marcante, a tentativa de tirar o mascote do América/RJ e as críticas recentes (carregadas de ciúme) a Abel Ferreira.

– O Grêmio quer sair da Série B com Renato Gaúcho, que foi demitido pelo próprio Tricolor e que não conseguiu fazer o Flamengo jogar. Fanfarrão, não fez jus quando disse que “com 200 milhões na mão faço qualquer time jogar”.

Respeito a trajetória desses excelentes ex-jogadores, mas como treinadores (Renato ainda tem algumas conquistas para se gabar) me parecem fora da realidade brasileira… Poderão subir de divisão, mas serão questionados na Primeirona.

Imagem / arte extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/gremio-x-vasco-onde-assistir-ao-vivo-horario-e-escalacoes