– Paulista FC e a SAF, parte III.

(Antes do texto inicial: Parabéns ao Presidente Rodrigo Alves pela reeleição no comando do Paulista, bem como sua diretoria, neste dia 08/12. Que possam trabalhar com sabedoria nesse novo período).

No último dia 07, vimos a apresentação daquele que deseja fazer negócios com o Paulista FC: Victor Monteiro.

Não o conheço e nunca julgarei alguém sem conhecer a pessoa, mas… “cachorro mordido por cobra deve ter medo até de linguiça”. Vide Magnata, Banco Factor, Paulo Fernandes e o investidor de Mônaco, Kah Sports e Fut Talentos…. Assim, torço para que seja “ficha limpa”, pois quanto a isso, não temos notícia oficial. E até que se prove algo contrário, é obvio que ele é honesto e não há nada que o desabone.

Mas aqui vem a primeira pergunta:

  • Há certidões negativas do mesmo? Quando eu me tornei árbitro de futebol, a FPF me exigiu “nada consta civil, criminal”, Spc e Serasa. Se algo não estivesse “ok”, simplesmente não poderia apitar. De tal forma: Victor Andrade tem algum processo na Justiça que o comprometa na negociação com o Paulista? Caso não tenha, ótimo (já que é um projeto de altíssimo impacto).

Fica difícil entender: de onde está vindo o dinheiro? Eu sei que foi criada uma nova empresa justamente para essa negociação, mas ela tem que ter o aporte de capital. E é justamente esse aporte que perturba, e vem a segunda pergunta:

  • Qual a origem do dinheiro? De que empresa virá? Victor é o dono do dinheiro ou ele está intermediando a chegada de algum fundo? Afinal, em alguns momentos, falou-se que ele era captador de investidores (é só fazer uma busca na comunidade do Paulista no Facebook, que existe tal citação em determinado comentário).

Entretanto, na matéria do Jornal de Jundiaí (por Vitor Silva) sobre o evento, há a fala de Victor Monteiro que:

“Nosso primeiro ano não será voltado para o lucro. Claro que eu, como empresário, vou querer lucro, mas esse não é o caso agora. O retorno de capital sempre vem de um bom trabalho. Sobre as empresas [que Victor possui, a respeito de ganhar dinheiro com elas através do negócio], não quero envolvê-las e nem promovê-las comprando o Paulista.”

Ôpa! Agora eu “pirei”. Então ele próprio é o dono do dinheiro e/ou dos fundos que farão o aporte? E aqui não tem lógica, pois não existe “almoço de graça”: se eu vou colocar 100 milhões de reais num clube de futebol até 2027 (5 anos), como não quero ter lucro num curto / médio prazo? Ninguém rasga dinheiro. Se são só 5 anos e com essas cifras, você tem que ter um projeção de retorno! Não entra na cabeça que alguém faça tudo isso esperando que nos 4 anos ganhe mais do que 100 milhões (já que ninguém investe para perder). E como não vai promover outros negócios? É o anti-manual do Empreendedor. Estranho…

Vem, então, a terceira pergunta:

  • Ronaldo Fenômeno investiu R$ 400 milhões em um clube de projeção nacional como o Cruzeiro, por 10 anos. Alguém investirá R$ 100 milhões em um clube na 4ª divisão regional como o Paulista em 5 anos (portanto: R$ 40mi contra R$ 20mi). É cabível tal cifra?

Conversei com pessoas que foram na apresentação, bati papo com o Fernando Drezza pelas Redes Sociais, e algo que ninguém consegue me responder a contento: se existe apenas uma intenção (se não der certo, não assinarão), se durante o processo haverá a busca das garantias, idoneidade e outros detalhes importantes, por quê em alguns momentos se ilude a comunidade mostrando o investidor com a fala de que ele estará comprando a SAF do Galo? É justamente o inverso: se tudo estiver acordado, mostrado às claras, transparentemente (origem do dinheiro, projeto, proposta, garantias, etc e etcetera), aí sim se faz a apresentação. Ou o escritório Barbeiros já fez isso, e há uma falha na comunicação? Tendo feito, fica a oportunidade para responder as questões acima.

Por fim, deixo bem claro que tais dúvidas são essencialmente de torcedor, que assim como tantos outros, ficam com o pé atrás. E aqui confesso: me assusta ver tanta gente soltando rojão antecipadamente. Cautela, pessoal! Quando somos crianças, acreditamos em Papai Noel. Quando somos adolescentes, acreditamos que podemos mudar o mundo sozinhos! Quando jovens, desprezamos a experiência e achamos que a jovialidade resolve tudo! Mas quando maduros e experientes… aprendemos a tomar cuidado e não sermos afoitos.

Repito: não estou duvidando do presidente Rodrigo ou do escritório (e nem me envolvo em questões políticas aqui). Mas tenho que duvidar (assim como todos têm) de uma empresa que está sendo montada do zero e que quer assumir o Paulista, com história centenária. Assim, deixo a última pergunta:

  • Qual a experiência na gestão esportiva de Victor e seus parceiros? Qual clube de futebol eles têm no seu portfólio gerencial? TODAS as equipes que venderam a SAF tem alguém por trás: Botafogo com Textor/ Cristal Palace-ING, Vasco com 777/Genova-ITA, Cruzeiro com Tara Sports (Ronaldo)/Valladolid-ESP, Bahia com City Group/ Manchester City-ING, e… encontre uma SAF que não tenha um ator do cenário esportivo? Ao que parece, essa será a primeira.

Me recordo de um dito popular que prezo muito:

“Contrato com gente de confiança, não precisa. Contrato com gente inconfiável, não adianta”.

Assim, queremos confiar nos possíveis novos investidores, e para isso acho fundamental que publicamente fossem respondidas… afinal, todos queremos o bem do Paulista, tão combalido ultimamente.

Lembrando: por questões éticas, os profissionais da gestão do Paulista FC não podem ser os managers do Paulista SAF se vendido, por evidente incompatibilidade do cargo (ilegal, não é; mas moral, não dá). O presidente do Galo, por exemplo, deve ser o primeiro fiscalizador dos gestores do Paulista SAF.

Imagem extraída do JJ.com.br, com os créditos na mesma.

– Trabalhar Contrariado ou ser um Desempregado Feliz?

Àqueles que estão com dificuldades na relação profissional, um importante estudo conclui: vale mais ser desempregado do que estar em emprego ruim.

Respeitando a pesquisa científica, mas… E quem paga as contas depois?

Abaixo, extraído de Superinteressante, Ed 258, pg 22, por Fernando Badô e Bruno Garattoni

FICAR DESEMPREGADO É MELHOR DO QUE SOFRER NO TRABALHO

Sabe aquele seu vizinho que não trabalha, mas vive sorrindo? A explicação pode estar em um estudo realizado por cientistas australianos, que acompanharam 7155 homens e mulheres entre 20 e 55 anos de idade e concluíram: ficar desempregado, seja por vontade própria, seja por demissão, pode aumentar o nível de felicidade das pessoas.

Ao longo de sete anos, os pesquisadores aplicaram questionários para medir o grau de felicidade dos voluntários, cujos empregos também foram analisados em quatro aspectos: nível de desafio, grau de autonomia, salário e perspectivas de carreira. O objetivo era determinar quais empregos eram bons ou ruins.

As pessoas que estavam trabalhando, em bons empregos, eram sempre as mais felizes – marcando em média 75,1 pontos na escala criada pelos cientistas. Em seguida vinham os desempregados e os trabalhadores com empregos ruins, ambos com 68,5 pontos. Empate. Então desemprego é a mesma coisa que emprego ruim, certo?

Errado: o desemprego é melhor. Ao longo do estudo, quem trocou o desemprego por um emprego ruim viu sua felicidade cair ainda mais, perdendo seis pontos a cada ano. Já quem continuou sem fazer nada perdeu apenas um ponto.

Ou seja: ficar sem emprego é ruim, mas sofrer no trabalho é ainda pior. “O emprego ruim faz a pessoa perder saúde mental”, diz Peter Butterworth, psiquiatra da Universidade Nacional da Austrália e coordenador da pesquisa.

Resultado de imagem para desempregado e empregado

– Vestir-se Bem garante Emprego e Dinheiro!

Você gosta de se vestir bem?

Cientistas comportamentais comprovam: quem usa roupas de grife em entrevistas de emprego consegue melhores ofertas de trabalho!

(original em: http://is.gd/Br79U4)

TODO MUNDO DE OLHO EM VOCÊ

Por Edição Robson Viturino com Lelivaldo Marques Filho

Só pessoas superficiais não julgam pela aparência. Em busca de fundamentos científicos para essa provocação do escritor irlandês Oscar Wilde, dois pesquisadores saíram a campo e (como pouca pretensão é bobagem) concluíram que o poeta irlandês estava no caminho, mas poderia ter sido mais preciso. Na verdade, eles disseram, faltou ao autor de O Retrato de Dorian Gray dizer que o julgamento humano é muito marcado pelos símbolos de status carregados pelas pessoas.

O que poderia ser um desperdício de palavras para Wilde virou o ponto de partida dos cientistas comportamentais Rob M.A. Nelissen e Marijn H.C. Meijers, da Universidade de Tilburg, na Holanda. Para ir mais fundo nessa tese, eles organizaram uma série de experimentos para verificar em que medida a presença de um logotipo à mostra na roupa poderia influenciar as reações das pessoas. Os testes utilizaram modelos vestindo peças que ora ostentavam marcas de luxo, como Lacoste ou Ralph Lauren, ora traziam grifes menos prestigiadas e, por fim, não tinham nenhuma marca à vista.

Em um dos experimentos, voluntários assistiram a vídeos com várias versões da mesma entrevista de emprego. Embora a qualificação do candidato fosse a mesma, aquele que tinha a grife das roupas à mostra foi considerado o mais indicado para a vaga. Em seguida, os cientistas verificaram se essa tendência se mantinha no contato corpo a corpo. Colocaram então pessoas pedindo doações para a Fundação do Coração. “Alguns modelos vestiam uma camiseta polo Lacoste e outros uma camiseta polo sem logotipo. No final da tarde, os de Lacoste arrecadaram quase o dobro em relação aos seus colegas ‘sem marca’”, disse Meijers.

Segundo a hipótese dos cientistas holandeses, as raízes deste comportamento humano vêm de longe. São produto da competição natural, que leva os indivíduos a procurar elementos de diferenciação com o fim de impressionar os potenciais cônjuges.

O exemplo clássico utilizado pela biologia evolucionista para explicar esse mecanismo é a grandiosidade da cauda do pavão. Toda aquela exuberância existiria apenas para informar às fêmeas que o proprietário é, sim, muito saudável, tanto que pode despender tantos recursos em um apêndice sem função prática aparente. Para esses biólogos, a Humanidade usou a mesma estratégia ao longo do processo de seleção natural.

O curioso, dizem os pesquisadores, é que agora os seres humanos estariam aplicando em diversas situações essa técnica de aferição, que foi eficiente no passado para medir a saúde e a qualidade dos genes. Alguns estudiosos acreditam que esse “desvio” explicaria não só a preferência pelas grifes, mas também outros comportamentos baseados na troca de mensagens subliminares.

Oscar WildeEscritor irlandês (1854-1900), autor de clássicos como O Retrato de Dorian Gray, foi um dos expoentes da literatura do período vitoriano, no final do século 19. Por ser homossexual, foi preso e humilhado perante a sociedade

Imagem extraída de: https://medium.com/@fabioqueiroz/as-15-regras-para-homens-que-querem-se-vestir-bem-20651342ced8, por Fábio Queiroz.

– Paulista e SAF: considerações.

Para esse assunto tão relevante ao Paulista FC, gostaria de não me furtar com um comentário com várias observações a respeito das Sociedades Anônimas de Futebol (além, claro, da questão do momento de sua oferta e discussão).

Compartilho em: https://youtu.be/fqBxQK_6eOs

– Buscando a reinserção no mercado de trabalho. Como fazê-la?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção no mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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Imagem extraída de: https://al.unit.br/blog/destaque/unit-seleciona-novos-professores-2/attachment/temos-vagas/

– Nunca conte mentira!

Vitor Pereira saiu do Corinthians e foi para o Flamengo. São acertos / negócios / oportunidades que o futebol mostra e que, independente da ética, acontecem.

O grande problema foi esse, da fala do próprio treinador, abaixo (cuidado com o que se fala):

– Flamengo procura Vitor Pereira e perde Dorival Jr.

Coisas incompreensíveis no futebol: o Flamengo foi procurar o ex-técnico do Corinthians Vitor Pereira (mesmo com o contrato em vigor de Dorival Jr).

Vitor não teve números tão bons como o esperado no Timão, e alegou problemas familiares para deixar o time. Aceitaria o Mengão?

Dorival, sentindo-se desrespeitado, pediu demissão.

Que amadora a direção dos clubes brasileiros, não?

Imagem extraída de: https://ge.globo.com/google/amp/futebol/times/flamengo/noticia/2022/11/25/flamengo-cozinha-dorival-e-abre-negociacoes-para-ter-vitor-pereira.ghtml

– Executivos reduzem o tempo de trabalho para poderem exercer com mais tempo a… Paternidade!

Estou com essa turma e não abro mão: na Alemanha, homens, com importantes cargos profissionais, fazem de tudo para poder conseguir um tempinho a mais com seus filhos. Sacrifício e ao mesmo tempo, prazer recompensador!

Extraído de:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,homem-alemao-troca-cargo-por-familia-,1114810,0.htm

HOMEM ALEMÃO TROCA CARGO POR FAMÍLIA

Executivos em posições de liderança em bancos e em órgãos do governo pedem demissão ou trabalham meio período para cuidar dos filhos

Por Susanne Amann , Simone Salden / Der Spiegel

No passado, as políticas alemãs relativas às famílias dos empregados eram mais voltadas às mulheres, mas a situação vem mudando. Os homens também começam a exigir condições de trabalho mais flexíveis para equilibrar seus deveres de trabalho e com a família – e isso vem forçando grandes mudanças da cultura corporativa.

Há alguns anos, Gerd Göbel provavelmente seria considerado um irracional por muitos diretores de recursos humanos. E possivelmente deixaria também os colegas surpresos. Göbel tem uma carreira bem-sucedida no segundo maior banco da Alemanha, o Commerzbank, onde chefia uma equipe de administração de ativos e portfólio. E trabalha em tempo parcial porque tem uma filha ainda muito pequena.

Quando a menina nasceu, há três anos, o executivo de 47 anos reduziu suas horas de trabalho para 40% do total; depois aumentou para 60% e mais recentemente para 80%. Na sua divisão, que tem 80 funcionários, ele foi o primeiro pai a tirar uma licença paternidade e o primeiro a desistir de uma posição que exige horário integral.

“Na época, claro que me perguntei se seria possível trabalhar em tempo parcial em um cargo de liderança”, diz ele, que chefia uma equipe de cinco pessoas. Mas seu experimento foi bem-sucedido e ele continua a passar um dia útil em casa, embora possa ser encontrado pelo telefone celular.

Göbel ainda é exceção. Mas o fato é que ele é um dos muitos pais que não se satisfazem mais em trabalhar a semana inteira e ver os filhos só nos fins de semana. Quando Jörg Asmussen se demitiu do seu posto de alto nível como membro da diretoria executiva do Banco Central Europeu, em meados de dezembro, ele citou a “família” e os “dois filhos ainda bebês” como o motivo. Considerações familiares também teriam sido fator decisivo para o fim surpreendente da carreira de Roland Pofalla, durante anos um dos homens mais influentes do governo Angela Merkel.

Mudanças. Na Alemanha em geral os homens ainda representam pouco menos de 20% de todos os indivíduos que trabalham em tempo parcial, mas este porcentual cresce rapidamente. A proporção de homens que trabalham meio período mais do que dobrou em dez anos, ao passo que a de mulheres cresceu em torno de 30%.

No pacto de coalizão recentemente concluído pelo governo da Alemanha foi inserido, pela primeira vez na história do país, um capítulo que trata do papel dos “pais ativos” e um apelo no sentido de “melhores condições que permitam que pais e mães compartilhem as obrigações profissionais e familiares de modo equitativo”.

A pressão por mudanças vem crescendo, com as empresas ainda lutando para encontrar e reter bons empregados. Já não basta mais oferecer aos funcionários uma creche na empresa. Pesquisas com os pais mostram que a possibilidade de manter uma carreira compatível com a vida privada aumenta enormemente a motivação para o trabalho e a fidelidade ao patrão.

Gestores de recursos humanos também reconhecem que o fato de estar ativamente envolvido na educação dos filhos também é benéfico para o progresso profissional de um indivíduo, já que pais que trabalham sempre são mais sociáveis e costumam organizar a carga de trabalho de maneira eficiente.

Os homens avaliam as políticas corporativas para famílias de forma mais negativa do que as mulheres. Para 85% deles, as políticas das empresas nesse setor são mais direcionadas às colegas do sexo feminino. Foi o que revelou um estudo feito pela A.T. Kearney que será publicado este mês. “As empresas precisam agir. Necessitamos urgentemente de novos modelos de modo a reformular inteiramente o trabalho”, disse Martin Sonnenschein, diretor da A.T. Kearney para a Europa Central.

Iniciativas. A gigante da engenharia Bosch é uma das que se esforçam para incluir os homens nas políticas de família. A empresa oferece a seus funcionários não só a possibilidade de “tempo de trabalho flexível” ou em meio período, mas os incentiva expressamente a trabalhar a partir de outros locais.

Os executivos têm permissão para organizar seus horários como preferirem, desde que produzam resultados – um projeto inicial pôs cem executivos para trabalhar de casa. Redes internas, como “papas@bosch” (“papais na Bosch”), auxiliam a troca de informações.

Os executivos estão embarcando nas possibilidades oferecidas, mesmo quando estão em cargos considerados chave pelas organizações. Lutz Cauers, de 49 anos, é um bom exemplo dessa tendência. Ele é diretor do departamento de auditoria interna da Deutsche Bahn, empresa ferroviária alemã.

Ele é responsável por mais de 100 empregados e se reporta diretamente ao presidente da companhia. Cauers tem escritório em Berlim e um segundo em Frankfurt. Ele controla também três outras bases na Alemanha e mais quatro na Europa, Ásia e Estados Unidos. Mas centralizou sua vida em Nuremberg, onde vivem a mulher e os três filhos.

Atualmente ele está montando um escritório numa empresa afiliada em Nuremberg e passa pelo menos uma noite da semana com a família. E com frequência pega um avião no início da manhã para Berlim ou o trem para Frankfurt. Se necessário, leva os filhos com ele para o escritório.

“Minha mulher tem uma empresa de médio porte, portanto é claro que ela não consegue cuidar da casa sozinha”, disse ele. “E eu não gostaria disso também. Quero ver meus filhos crescerem.”

Flexibilidade. Um número crescente de homens pretende seguir o caminho escolhido por Cauers e as empresas vêm reagindo a isso. A aérea Lufthansa, há anos, oferece a seus 70 mil funcionários a possibilidade de trabalharem meio período. Mas diz ter percebido que só isso não é mais suficiente.

Bettina Volkens é diretora de recursos humanos do grupo Lufthansa e também mãe de duas crianças. “Contratos de trabalho que não têm flexibilidade não funcionam mais”, diz ela, explicando que a empresa tem de se envolver diretamente com os problemas dos funcionários. A meta de Bettina é tornar a cultura da empresa mais aberta a modelos de contrato de trabalho ainda mais flexíveis.

Parte disso é o projeto piloto chamado “Novo Espaço de Trabalho”, em que 80 empregados da área de recursos humanos compartilham 50 estações de trabalho. Mesmo os executivos sentam em mesas diferentes a cada dia. “Os empregados podem trabalhar às vezes a partir de casa. “A ideia é incentivar isso”, diz Bettina. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Homens estão passando mais tempo com seus filhos, mas licença-paternidade  estendida só é realidade em 12% das empresas – 4DADDY

Imagem extraída de: https://4daddy.com.br/homens-estao-passando-mais-tempo-com-seus-filhos-mas-licenca-paternidade-estendida-so-e-realidade-em-12-das-empresas/

– Como diferenciar líder e chefe e o efeito de “trabalhar para / trabalhar com”.

Um ótimo artigo diferenciando “líder x chefe” através da relação “trabalhar para” de “trabalhar com”, elaborado pelo Professor José Renato Santiago Sátiro.

Extraído de: https://www.linkedin.com/pulse/trabalhar-com-x-para-diferença-entre-l%C3%ADder-e-chefe-santiagohttps://www.linkedin.com/pulse/trabalhar-com-x-para-diferença-entre-l%C3%ADder-e-chefe-santiago

“TRABALHAR COM” versus “TRABALHAR PARA”: A DIFERENÇA ENTRE LÍDER E CHEFE

A busca pelo crescimento profissional de qualquer pessoa tende a ter forte relação com seus objetivos relacionados a galgar novas posições e cargos dentro de uma organização ou em uma determinada área de atuação.

Longe de querer julgar este entendimento, acredito que esta visão possibilita a existência de uma crença que existem caminhos pré-determinados para alcançar o sucesso na vida profissional.

Seguir o exemplo daqueles que alcançaram, pretensamente, suas metas, é algo bem interessante, no entanto está longe de representar uma condição suficiente, ou digamos, uma receita que o mesmo caminho poderá ser traçado por qualquer um.

Muitas vezes identificamos pessoas que, independentemente de sua condição hierárquica em uma estrutura organizacional, conseguem agregar em torno de si, toda a energia e predisposição relevante para que as metas, ideais e desejos sejam alcançados.

Mas o que será isso que permite esta “conspiração” para o bem?

Pois bem, entendo que a proposição do trabalhar com as pessoas seja o diferencial, uma vez que possibilita a construção de uma visão compartilhada, como se elas atuassem em prol de objetivos comuns.

Esta habilidade é algo típico e característico que encontramos em um líder, aquela pessoa que tem ao seu redor toda a potencialidade de sucesso de seus companheiros, justamente por incluir de forma natural no dia a dia deles, de forma positiva, a busca pelo interesse comum.

Outra característica muito legal da liderança, diz respeito a democracia onde ela está envolvida, uma vez que pode estar efetivamente presente em qualquer lugar, independentemente da formação intelectual ou nível de estudo.

O que é uma brutal diferença daquilo que encontramos quando trabalhamos para alguém, uma clara denuncia e sinalização da real necessidade de haver uma dependência hierárquica, muitas vezes a de chefia.

Não necessariamente um chefe é um líder, aliás, muitas vezes cabe um tratamento totalmente diferente, justamente por causa de uma simples troca de preposição, o “com” e o “para”.

Quando trabalhamos com alguém, estamos atuando dentro de uma linha da liderança, do objetivo comum acima de qualquer eventual interesse pessoal individual.

Justamente o contrário de quando se trabalha para alguém, em prol unicamente dos interesses deste, o que muitas vezes mina as pessoas e dificulta a perpetuação desta relação.

O quanto realmente temos buscado, em nosso dia a dia, simplesmente um cargo de chefia ou uma posição de líder?

Entenda as diferenças entre trabalho e emprego - Diferença

Imagem extraída de: https://gestionaf.pe/

– A administração do tempo na vida pessoal e profissional.

Há certos momentos em que paramos para refletir o que vale a pena em nossas vidas. A busca do sucesso, de vaidade, dos rótulos…

O que interessa a cada pessoa, de fato, é muito pessoal e subjetivo. Para nós, administradores de empresas, a grande dificuldade é conciliar as atividades profissionais, os compromissos, os interesses pessoais e a família.

Ricardo Diniz, empreendedor, ex-presidente da Associação Comercial de Jundiaí e colunista do agora extinto Jornal Bom Dia, escreveu há 9 anos um texto que resume muito bem tudo isso: o que é urgente, hoje, para nós?

E ele nos lembra: quantas mensagens e emails respondemos por dia? Temos tempo para os entes queridos? Descansamos? É tanta informação num mundo tão dinâmico, que os alunos em qualquer graduação já estão desatualizados na metade do curso! Ou, mais assustador: lendo uma semana de jornal, podemos ter mais informações do que os cidadão do século XVIII tiveram!

Compartilho o excepcional artigo (que se mantém bem atual) e deixando ele próprio como reflexão:

O QUE É URGENTE?

Em cima da mesa, ou mesmo no bolso, como quase sempre está, meu celular, pelo menos 40 vezes ao dia, faz aquele toque uníssono fácil de identificar, mensagem! Normalmente, um convite do facebook, e-mail ou sms.

Nos assuntos, vejo palavras chaves: importante, urgente, aguardo resposta, aprovação…

Quando é e como é que as coisas se tornaram tão imediatas assim?

Até bem pouco tempo atrás, havia tempo para tudo: estudar, trabalhar, ficar com a família, ler, ver TV, ter uma atividade extra, fazer um trabalho voluntário. Como dizia o poeta, Renato Russo, “antes eu sonhava e agora já não durmo”.

E é bem assim que a maioria da população se sente, sempre atrasada, perdendo hora.

A tecnologia, que na teoria foi criada para facilitar o trabalho e diminuir o tempo das tarefas, paradoxalmente, tem acelerado o dia a dia, dando a impressão de que o tempo voa.

Veja só, dia desses vi em um vídeo da internet que em uma semana lendo o The New York Times você obtém mais informação do que em uma vida inteira no século 18. E ainda, que a quantidade de informação técnica está dobrando a cada dois anos, então, para um aluno iniciando um curso de quatro anos, metade do que aprendeu no primeiro ano estará desatualizado no terceiro ano de estudo.

Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida exige, trazendo para nós essa euforia para alcançar o sucesso, e falo isso para mim mesmo, acredito ser necessário estabelecer prioridades que vão além do “ter”.

E você, se tivesse que enumerar suas urgências, sua família estaria entre elas?

Novas medições de relógio nuclear podem dar mudanças de tempo mais precisas ao redor do mundo - iStock

Imagem extraída de: iStock

– 10 atitudes determinantes para o sucesso pessoal e profissional:

Gostei dessa mensagem e compartilho: dicas de valores que deveriam ser tratados diariamente com seriedade.

Abaixo (e destaco – gostei do 10º ítem: “Para todo ‘Game Over’ existe um ‘play again’. O nome disso é VIDA”.)

Imagem da Consultora Sofia Esteves, com texto de Eduardo Zugaib

– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você ouve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Imagem extraída de: https://www.portalzap.com/liga-das-estrelas-fut7-confira-os-resultados-dos-jogos-do-final-de-semana-e-os-proximos-confrontos/

– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

tcc sem drama

Imagem extraída de: https://centraldoaluno.com.br

– A necessidade do atleta ser (e parecer ser) profissional.

Ser um atleta e comportar-se como um atleta (mesmo fora do ambiente de trabalho) é algo obrigatório aos profissionais de ponta.

Claro, aqui existirá o questionamento se uma empresa (ou clube de futebol) pode ou não cobrar as atitudes de um colaborador em seu momento de descanso. Mas convenhamos: em algumas situações, tais demonstrações devem ser lógicos e evitáveis. Por exemplo: tabaco, álcool ou qualquer substância controversa não combinam com um esportista.

Essa reportagem é emblemática e representativa (do GE). Abaixo:

– Dicas para demitir um Amigo!

Pense na seguinte situação constrangedora: Você é o chefe e tem que demitir um amigo!

O que fazer?

Uma matéria bacana sobre sugestões do assunto, no link: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-demitir-um-amigo

COMO DEMITIR UM AMIGO

Objetividade e concisão são palavras de ordem para este momento delicado

Por Talita Abrantes

Já se foi o tempo em que mercado de trabalho era sinônimo de hierarquias rígidas e comportamentos para lá de sisudos. A chegada da Geração Y às empresas, entre outros fatores, determinou relações menos formais, mais amigáveis e, de certa forma, mais leves.

“A visão de chefe e empregado já é obsoleta. O que existe mais é uma relação de parceria”, afirma Cintia Cursino, diretora da BPI do Brasil. Com este tom, os vínculos de amizade entre chefia e funcionários se tornaram mais comuns.

Se por um lado, essa tendência contribui para rotinas de trabalho mais estimulantes, por outro pode tornar mais dolorosa uma das situações mais delicadas da rotina corporativa: a hora da demissão.

Mais dia menos dia, independente da geração a que pertence, todo chefe terá que demitir alguém. Mas como agir se o funcionário também for seu amigo? Especialistas ensinam:

1. Coloque os limites. Antes

A fórmula básica para minimizar os efeitos devastadores da demissão sobre a sua amizade? Desde sempre estabelecer limites e respeitá-los. Embora a máxima “amigos, amigos; negócios à parte” denote uma pitada de frieza, ela deve ser, sim, a base deste tipo de relacionamento corporativo.

“É preciso saber ser chefe, se colocar como profissional”, afirma Cintia. “Se você diferenciar a relação de amizade com a profissional será mais fácil”.

Separar as duas relações, contudo, não é tudo. “Se a pessoa for um bom chefe, provavelmente, já alinha as expectativas, dá feedback, investe na formação”, diz Vera Martins, professora da Fundação Vanzoline e autora do livro “Seja assertivo!”.

Em outros termos, ao longo de toda experiência profissional compartilhada com o amigo, o chefe deve se portar de modo que a demissão não será uma surpresa para o funcionário.

2. Seja direto, objetivo e conciso

Esse tom profissional deve ser a base do anúncio da demissão. Vocês até podem ser amigos, mas, lembre-se, neste momento, você é o chefe com a missão de informar que a relação profissional terá um ponto final.

A melhor forma de fazer isso? “Você tem que pegar a emoção e deixar de lado. Se você deixar que seu sistema límbico tome conta, você não será firme, nem empático. Ao contrário. Pode até ser agressivo para poder se defender”, explica Vera.

A dica básica para conseguir este feito é transmitir uma mensagem objetiva, concisa e direta. “Tenha, no máximo, quinze minutos de conversa. Deixe os motivos claros, mostre que é uma decisão da empresa”, diz Cintia.

Se você estiver muito inseguro para fazer isso, comunique a demissão junto com alguém do RH da empresa ou com uma consultoria especializada. Com isso, anuncie a demissão e deixe o profissional, que também é seu amigo, com pessoas mais neutras no assunto.

3. Não se desculpe, nem acuse

Pedidos de desculpas e muitas justificativas da sua parte não cabem para a ocasião. “No momento da demissão, você deve assumir a postura de representante da empresa”, diz Cintia.

Evidentemente, seu amigo ficará chateado com a notícia. Mas todo processo será contaminado se você abrir espaço para que ele exponha todas as suas emoções. “Esta não é a hora para você amparar, para ser o ombro amigo”, diz a especialista.

Depois do expediente, você até pode assumir este papel de amigo. Mas, durante a conversa, você é o chefe, o representante da empresa com a missão de anunciar uma decisão corporativa. Ponto.

No extremo oposto, também não vale apontar o dedo para o colega recém demitido. “Jamais fale ‘se você tivesse feito o que eu falei, agora, não seria demitido’, por exemplo”, diz Vera. “Até na hora da demissão precisamos ser generosos e mostrar empatia”.

Dependendo do caso, se for necessário, negocie com a empresa algum benefício para o funcionário demitido de modo a aliviar os efeitos deste período de transição. Vale desde oferecer um serviço de outplacement até manter o plano de saúde dele por um tempo. Mas, atenção: não vale fazer isso apenas porque o funcionário em questão também é seu amigo.

“A demissão é uma situação de frustração e exclusão. O amigo está num clima ruim de sair por baixo. A melhor coisa a fazer? Ser verdadeiro e reforçar o que ele tem de bom”, afirma Vera.

4. Sim, você vai sofrer

Agora, não se iluda ao pensar que estes passos são a fórmula perfeita para limar a culpa e o sofrimento que a situação pode trazer para você. No mínimo, eles podem tornar a situação menos delicada, mas, as especialistas afirmam, não irão eliminar o desconforto que a demissão de um amigo traz.

A fórmula para sobreviver ao contexto? “Seja maduro e conte com a maturidade das pessoas”, diz Cintia.

Analise o contexto e as reações antes de retomar o contato com seu, agora, apenas amigo. “É uma coisa de respeito. Dê um tempo para ele deglutir o fato”, aconselha Vera.

Imagem extraída de: https://www.sbie.com.br/blog/como-demitir-um-amigo-sem-afetar-seu-relacionamento-de-amizade/, de Depositphotos.com / Dutko

– Que não se diga bobagens sobre o Ituano!

O Ituano tem um trabalho sério e profissional no futebol. Como paulista, torço para que ele consiga o acesso à Série A (embora seja difícil).

Porém, se subir, ao invés de alguns aplaudirem o sucesso do clube, imediatamente ligarão ao fato dele ser do Juninho Paulista (que está trabalhando na CBF) e jogarem no ar a ilusão de que houve favorecimento.

Nada disso! É trabalho sério e competente!

– O salário possível versus o ideal.

Com frequência, discutimos em sala de aula o que os alunos almejam em suas carreiras profissionais. E, naturalmente, surge a pergunta:

Trabalhar no que se gosta ou trabalhar para ganhar bem?

É óbvio que o ideal é ter na sua profissão o seu prazer, além de boa remuneração. Sabidamente, nem todos conseguem essa realização.

O quadro abaixo que recebi traz essa discussão com outra “roupagem”: ao invés de realização profissional, o “sucesso”. Veja se você concorda ou discorda dele:

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para a divulgação do crédito.

– E como procurar um novo emprego?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção ao mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Sintomas!

Quando se vai cair de divisão, percebe-se alguns sintomas: o time toma gol no final do jogo, a bola bate na trave e não entra (quando a favor) e os técnicos são trocados em curto período de tempo.

Dito isso: Eduardo Baptista, após 6 jogos, foi demitido do Atlético Goianiense…

E pensar que o Dragão quase foi à final da Copa do Brasil!

– As apostas de Grêmio e Vasco para a Série B levarão seus clubes para a Série A?

Faz dias que eu queria escrever, e me faltou tempo:

– O Vasco da Gama quer subir para a Série A com Jorginho Pastor, o ótimo lateral direito do Flamengo, do Bayern e da Seleção Brasileira, mas comum treinador nos clubes que passou. De marcante, a tentativa de tirar o mascote do América/RJ e as críticas recentes (carregadas de ciúme) a Abel Ferreira.

– O Grêmio quer sair da Série B com Renato Gaúcho, que foi demitido pelo próprio Tricolor e que não conseguiu fazer o Flamengo jogar. Fanfarrão, não fez jus quando disse que “com 200 milhões na mão faço qualquer time jogar”.

Respeito a trajetória desses excelentes ex-jogadores, mas como treinadores (Renato ainda tem algumas conquistas para se gabar) me parecem fora da realidade brasileira… Poderão subir de divisão, mas serão questionados na Primeirona.

Imagem / arte extraída de: https://www.minhatorcida.com.br/gremio-x-vasco-onde-assistir-ao-vivo-horario-e-escalacoes

– O que é Respeitar o Funcionário dentro da Empresa?

Chefes que pensam no bem estar da equipe e na alegria de cada um de seus funcionários? Isso é possível?

Para o autor de “Felicidade dá Lucro“, sim!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html

RESPEITAR UMA PESSOA NO TRABALHO NÃO É SÓ FALAR BAIXO COM ELA.

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média”

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa”

Como assim?

Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

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Imagem extraída do link acima citado – Marcio Fernandes, CEO da Elektro (Foto: Divulgação)

– Modelos profissionais de gestão no futebol e a contestação indevida.

Dias atrás, Mauro Betting falou no “Bate-Pronto”:

“Quando surgiu a co-gestão Palmeiras – Parmalat, alguns gritavam ‘Ão, ão, ão, Parmalat é ilusão’, e olhe só o que a Parmalat fez. Mas muitos jornalistas, inclusive eu, eram até acusados de ganhar para falar bem e eram criticados por defender um modelo como aquele“.

Como tem cara xarope, até hoje, que critica quem defende um modelo profissional de futebol, não? Poucos são humildes de aceitarem a realidade.

Imagem extraída de: https://www.arqtricolor.com/colunas/colunaat-spfc-s-a-o-que-significa-o-time-de-futebol-se-tornar-uma-empresa/

– Mitos e verdades do futebol.

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

Dia Nacional do Futebol | 19 de julho - Calendarr

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– O profissional de jornalismo padece nos dias atuais!

Cada vez mais vejo amigos jornalistas em dificuldades para se realocarem no mercado de trabalho. Os jovens, sem experiência, aceitam quase tudo para conseguirem uma oportunidade. Os experientes, com muita bagagem, imploram para que surjam vagas.

E a culpa é de quem? Somente do mercado?

Consideremos: há muita gente boa procurando emprego. A diminuição brutal das equipes jornalísticas em rádios e jornais impressos, com redações menores e extremamente enxutas, somando-se ainda ao advento da Internet (onde os blogs não necessariamente são montados por jornalistas), pode explicar tal realidade. Mas outro dado importante: o sem-número de cursos de jornalismo, formando muita gente numa desproporcional quantidade de profissionais frente às vagas existentes.

Trocando em miúdos: a Web mudou o panorama neste meio de trabalho, os costumes são outros e não tem trabalho para todo mundo. Uma triste verdade…

Jornalismo. Entenda mais sobre esta profissão! - Brasil Escola

Imagem de Shutterstock, reproduzida em: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/guia-de-profissoes/jornalismo.htm

– Jorginho sobre Abel: é Ciúme ou Corporativismo?

Ao ouvir as declarações de Jorginho sobre Abel Ferreira, me lembrei imediatamente de algo semelhante: de Pintado sobre Jorge Jesus! O brasileiro reclamou na ESPN que JJ não havia “descoberto o futebol” e que havia muito ôba-ôba sobre ele. Tomou uma invertida… salvo engano, de Mauro Cezar Pereira.

Jorginho já houvera tido rusgas com Abel, e agora alega, em outras palavras, que com o elenco do Palmeiras é algo fácil. Na mesma ESPN, para defender seu colega Cuca, o atual treinador do Dragão cutucou o português. Aliás, esqueceu de abordar: Paulo Sousa, que é português, estava no Flamengo e não conseguiu fazer o que Dorival Jr faz hoje.

A propósito: entre o esquema de jogo de Jorginho, de Abel e de Dorival Jr, eu prefiro Dorival.

Entre o comportamento para com a arbitragem de ambos, idem.

Entre o extra-campo dos três, idem.

É inegável que Abel Ferreira é competente e, sinceramente, me parece um grande chato. Mas isso (a chatice dele, inclusive quando questionou a Educação dos garotos brasileiros) não deve ser levado em conta. E parece ser que ele traz inveja a outros treinadores quando é elogiado. Ou… seria a bronca de outros treinadores brasileiros pelos estrangeiros tirarem vagas deles nos clubes?

Não importa a origem do profissional, importa a competência.

Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF - Abel e Jorginho trocaram farpas recentemente pelo Brasileirão

Imagem extraída de: https://br.bolavip.com/palmeiras/Isso-ele-esta-querendo-me-sacanear-Jorginho-aumenta-choro-e-volta-a-criar-polemica-com-Abel-no-Palmeiras-20220816-0101.html. Montagem: fotos de Fernando Moreno e Jorge Rodrigues/AGIF.

– Como o Empreendedor pode ter um “infarto feliz”, trabalhando sem freios!

Para mim, um tapa na cara com luva de pelica!

A tirada de Pedro Mello, do “Blog do Empreendedor”, é muito engraçada! Ele retrata os esforços de como um empreendedor deve fazer para ter logo um infarto! Claro, ele questiona a relação “dedicação ao trabalho versus saúde“.

Vale a pena dar uma conferida:, em: http://portalexame.abril.com.br/blogs/pedro_mello/20090604_listar_dia.shtml?permalink=171883

EMPREENDEDOR TAMBÉM MORRE DE INFARTO

Essa semana gravei o 70o Fiz do Zero pra IdealTV e uma coisa que tenho percebido nesses dois anos de gravações é que são raros os empreendedores que entrevisto e sinto que estão tranquilos, cuidando da saúde mental, física e espiritual.

Estava pensando nisso quando recebi um e-mail do Pedro Antunes, com texto do Dr. Ernesto Artur, um cardiologista com uma nova proposta para você:

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ

Como empreendedores normalmente são pessoas com muita coragem e teimosia, aqui vão as dicas do Dr. Ernesto pra você pensar um pouco…

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. Por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens!

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– 3 qualidades:

Li e compartilho tal verdade:

Procurando pessoas para contratar, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. E se elas não têm a primeira, as outras duas matarão você.

Warren Buffett

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– Experiência ou Estudo: o que vale mais para os profissionais?

Um dilema cada vez maior em nossos dias: a prática profissional ou a formação acadêmica – O que seria mais importante?

Vale a discussão, abaixo, extraído de FSP, 10/12/2017, Caderno Carreiras, C2.

O QUE VALE MAIS: HABILIDADE OU DIPLOMA?

Declaração de empresário embasa discussão sobre o peso da graduação e de especializações versus experiência e competência

Por Cris Olivette

Enquanto muitos profissionais consideram que ter uma coleção de diplomas garante sucesso na carreira, o dono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, diz que as habilidades devem ser levadas mais em consideração do que os diplomas, na hora de contratar profissionais.

A afirmação de Musk, segundo o especialista em recuperação de empresas, Flávio Ítavo, é verdadeira quando se refere a necessidade de contratar pessoas experientes para exercer uma tarefa complexa.

“Não é verdadeira quando falamos em profissionais em início de carreira. Para esses, o diploma continua sendo importante. No meu caso, por exemplo, quando sou contratado como consultor, as empresas olham para aquilo que já realizei. Elas não vão se preocupar em olhar em qual faculdade me formei há 30 anos e quais especializações eu tenho”, diz.

Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), Elaine Saad concorda com ele. “Para contratar alguém no início de carreira, as companhias usam o diploma como parâmetro de avaliação. Os RHs partem do principio que a pessoa que tem aquele diploma passou por aulas e provas sobre o assunto. Isso não significa que alguém sem nível universitário não tenha o seu valor.”

Segundo ela, as pessoas escolhem as profissões e depois caminham na vida profissional não necessariamente dentro da carreira escolhida, e isso ocorre por dois motivos: ou porque o trabalho a direciona para outro lado, ou porque não encontram oportunidade na área.

Elaine diz que na maioria das vezes, o que se aprende na faculdade vai ficando para trás e passa a prevalecer a atividade que a pessoa faz no dia a dia.

“Para mim, o diploma não deixou de ser importante, porque o estudo na universidade tem duas funções: estimular a capacidade cognitiva e ajudar as pessoas a se manterem atualizadas. Porém, diploma não garante que o profissional permaneça em uma companhia, ou tenha sucesso no que faz. Só estudar não capacita para o sucesso no mundo corporativo.”

Ela considera que os dois aspectos são complementares. “Conforme o momento de carreira, é possível ao RH identificar as habilidades de um candidato por meio de uma série de metodologias, que buscam a evidência do que ele está falando.”

Diretora de RH e Marketing da Manpower Group Brasil, Márcia Almström diz que o mundo está muito mais prático do que teórico. “Hoje, ter um diploma de nível superior não é sinônimo de empregabilidade. Quando pesquisamos o mercado, observamos que as demandas surgem nas áreas muito mais técnicas e especialistas. Essas qualificações têm sido as que têm gerado mais empregos”, conta.

Segundo ela, a experiência prática passou a ser um fator de inserção do jovem no mercado de trabalho. “Participamos de discussões com o MEC e representantes de vários países sobre como inserir o jovem no mercado de trabalho. Nossa contribuição para essa discussão foi a pesquisa que fizemos sobre Escassez de Talento, que aponta que há falta de talento na área técnica. E aonde tem escassez tem oportunidade de trabalho. É um desafio para as empresas, mas uma oportunidade para as pessoas. Por isso, o MEC alterou o currículo do ensino médio para oferecer formação técnica”, conta.

Márcia diz que a pesquisa feita pela Manpower aponta que o terceiro fator de maior dificuldade das empresas em preencher as vagas é a falta de experiência prática. “O que mostra o peso de se ter experiência efetiva. É indiscutível o quanto a experiência prática tem valor no currículo e na competitividade das pessoas.”

Habilidades. Ela afirma que a habilidade significa desenvolver uma expertise, o que é oferecido pelo curso técnico. “Diferentemente do curso superior, que qualifica a pessoa como médico, advogado etc. Mas esse profissional não é especialista, é generalista. Habilidade é o fazer técnico. A formação superior oferece competência.”

Elaine diz que entre as habilidades mais valorizadas pelo mercado estão: capacidade de resolver problemas e transformar uma questão complexa em algo mais simples; facilidade de comunicação e de perceber como se comunica e como o outro compreende de maneira efetiva; iniciativa; ambição – saber aonde quer chegar; capacidade de se conhecer e de entender como funciona e o impacto que causa em outras pessoas; capacidade de compreender o contexto onde está inserido; e percepção dos diferentes perfis de pessoas.

“Tem uma série de habilidades com as quais algumas pessoas já nascem e outras podem ser aprendidas, como a autoestima, que é um atributo bastante importante”, diz Elaine.

Saiba como identificar se o seu diploma é verdadeiro ou falso - cotidiano - ACidade ON Campinas

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para a postagem do crédito.

– As 7 Maiores Mentiras de um Curriculum.

Cuidado ao formular seu curriculum vitae. Hoje, os curricula estão cada vez mais sendo pesquisados quanto à fidedignidade das suas informações. Para tanto, consultores em RH estão precavidos, segundo a matéria abaixo, para 7 mentiras básicas e corriqueiras:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69955-15259,00-AS+SETE+MAIORES+MENTIRAS+DO+CURRICULO.html

AS SETE MAIORES MENTIRAS DO CURRÍULO

Dar informações falsas para conseguir um emprego é uma tentação e um erro. Os casos mais comuns, como os especialistas os desmascaram – e como aumentar suas chances sem cometer deslizes éticos,

por Thiago Cid

De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas. A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo análises independentes do site Career Building e da consultoria Accu-Screen, especializada em vasculhar referências de candidatos a emprego.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo. Não vale a pena.

Especialistas afirmam que mentir para arrumar emprego é um equívoco, em tempos de crise ou não. “Mentir pode garantir mais entrevistas, mas não garante emprego. Na verdade ajuda a afugentá-lo”, afirma o colunista de ÉPOCA Max Gehringer. Uma mentira, por mais “inocente” que seja, deixa o candidato numa situação constrangedora e quase sempre acaba eliminando suas chances de obter o emprego. “Para um selecionador, se o candidato mente na porta de entrada, é bem provável que continue mentindo”, diz Lizete Araújo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

É raro uma lorota relevante se manter de pé depois de um escrutínio do entrevistador. Em geral, ele é um profissional treinado para explorar as contradições entre o que está no papel e a fala do candidato. “Diante da capacitação que o pessoal de RH está adquirindo, é ingenuidade achar que dá para levar uma mentira adiante em uma entrevista”, afirma Carlos Eduardo Dias, sócio da Asap, empresa especializada em profissionais em início de carreira. Nas entrevistas, cada tópico listado no currículo é destrinchado pelo selecionador. Uma hesitação maior ou uma pequena incoerência já são um alerta de que aquele ponto é duvidoso.

Após a entrevista, os aprovados ainda passam pela peneira da checagem das referências – uma tarefa cada vez mais minuciosa em departamentos de RH e consultorias. “Hoje em dia, os selecionadores já têm conhecimento técnico para avaliar candidatos de setores muito específicos”, afirma a consultora Juliana Marotta, da Manpower. Ela é responsável pela checagem de currículos de aspirantes a vagas no setor de tecnologia da informação.

Os principais “maquiadores de currículo” são os jovens em início de carreira. Carentes de experiência, eles tendem a engordar seus CVs copiando modelos prontos, que geralmente pecam pelo exagero. Entre os candidatos a cargos mais graduados, como o de gerentes ou diretores, o risco de mentir é muito alto, até porque as empresas costumam investir mais na checagem. “Uma contratação de alto executivo é um investimento estratégico e delicado, por isso os cuidados de segurança são altos”, afirma José Augusto Minarelli, que há 26 anos ajuda executivos demitidos a arranjar emprego. Isso não significa que não haja mentiras nos altos escalões. Em 2007, Marilee Jones, a reitora da mais renomada universidade de tecnologia dos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology, pediu demissão. Motivo: descobriram que ela havia listado três cursos de especialização que não cursara.

É óbvio que a peneira dos selecionadores não identifica todos os mentirosos. Porém, mesmo os que conseguem vaga têm de conviver com o risco de ser desmascarados a qualquer momento, com consequências sérias para sua imagem profissional. Sem contar o drama de consciência por ter mentido. A seguir, as sete mentiras mais comuns, mencionadas por uma dezena de recrutadores e consultores, e as técnicas para detectá-las.

1. Idiomas
É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação
Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções
Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos
Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições. 

5. Motivo de desligamento
Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos
Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho. 

7. Endereço
Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.

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– A Confiança e a Altivez como fatores importantes para o Sucesso.

Muitas vezes a confiança exacerbada é confundida com arrogância. Mas não é bem assim: recente pesquisa mostra que ser altivo é importante para a conquista do sucesso!

O texto que compartilho abaixo já tem algum tempo, mas é bem atual quanto ao sentido da autoestima. Segue, extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2058/artigo131898-1.htm

A REABILITAÇÃO DO ORGULHO 

Nem pecado nem falha de caráter. Pesquisas mostram que o sentimento de altivez só faz bem

por Verônica Mambrini 

Os dias de falsa modéstia estão contados. O orgulho está saindo do limbo reservado aos vícios de comportamento considerados pecado ou falha de caráter graças a uma série de estudos psicológicos que acabam de sair do forno. Eles mostram que, ao contrário do que sempre se pregou, é bom se orgulhar de si mesmo e de suas conquistas e expor aos outros com altivez. Encontraram também uma função social para ele. Tradicionalmente tido como uma emoção muito individualista, o orgulho tem sido avaliado como um sentimento de importante componente agregador e um protetor natural do amor próprio.

Nas últimas semanas, o exemplo mais evidente é o do artista plástico Max, vencedor da nona edição do Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo. Um dos gestos característicos do novo milionário no reality show era bater o punho fechado no peito. “Desde adolescente digo que tenho orgulho de ser quem eu sou”, diz. “Minha autoestima sempre foi muito grande.” Um estudo de 2008, feito pelos pesquisadores Jessica L. Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, e David Matsumo, da Universidade de São Francisco, nos EUA, demonstrou que os gestos associados ao orgulho são parecidos em praticamente todas as culturas. Os especialistas compararam as expressões faciais de atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2004. Competidores de 37 países, incluindo cegos, exibiram feições muito semelhantes no momento da vitória.

Outra descoberta da professora Jessica, junto com o psicólogo Richard W. Robins, da Universidade da Califórnia, é que há dois tipos de orgulho: um é a soberba, em que a pessoa se sente superior aos outros.

O outro é o autêntico, que está ligado às realizações pessoais, motivado pela sensação de dever cumprido, de ser capaz de realizar bem as tarefas.

A redatora Cíntia Costa usa esse sentimento a seu favor. Quando decidiu se casar, há pouco mais de um ano, começou o blog Planejando meu Casamento, com as dicas para fazer as núpcias desejadas sem se endividar. “Muitas noivas não queriam mais casar porque não tinham dinheiro para a festa”, lembra. “Lendo o blog, elas recuperaram a confiança”. Outra característica do orgulho bom, afirmam os estudos, é a capacidade de inspirar e motivar outras pessoas que estão à sua volta.

O único lugar em que Cíntia é mais moderada é no trabalho. “Comemoro as vitórias em equipe e escolho com cuidado o que vou falar.”

As precauções de Cíntia no ambiente profissional fazem sentido – a psicóloga especializada em seleção e recrutamento Ana Carolina Maffra, da consultoria Equipe Certa, reforça que é preferível falar de resultados obtidos em um trabalho específico a desfilar qualidades que você acredita ter. “Mas é bom ter orgulho de fazer algo benfeito, da profissão, da empresa”, reforça Ana Carolina. “Isso indica autoestima.”

Outra pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, feita pela pesquisadora Jessica L. Tracy e pelo psicólogo Azim Shariff, mostrou que, nos testes, os participantes deram mais valor a um entregador de pizzas orgulhoso do que a um executivo abatido. As expressões de orgulho transmitem aos outros a impressão de sucesso, o que melhora o status social no grupo. O fotógrafo André de Menezes Trigueiro sabe do poder que exerce sobre as pessoas ao redor. “Ouço bastante que contagio os outros quando estou falando de um assunto que gosto”, diz. “Não me inibo em ser o centro das atenções.” André gosta de mostrar suas criações para os amigos e se considera feliz com seu trabalho.

A professora de psicologia social da Universidade de São Paulo Sueli Damergian acredita que uma das coisas que diferenciam o orgulho positivo do negativo é a postura que se tem com o outro. “O orgulho positivo implicaria ser capaz de reconhecer o valor das coisas que se fez, sem se sentir superior ou com maiores direitos do que os outros”, afirma Sueli.

Em outro estudo, Lisa Williams e David DeSteno, psicólogos da Northeastern University, nos Estados Unidos, convidaram 62 estudantes para um teste de QI. Depois, cumprimentaram alguns como se tivessem obtido os resultados mais altos.

Na sequência, todos foram convidados a realizar mais uma série de tarefas intelectuais. Os que foram elogiados, se mostraram mais orgulhosos e confiantes. A surpresa é que esse grupo foi também o mais gentil. Para os psicólogos, o resultado indica que as pessoas se sentem mais fortes quando superam problemas.

A professora Sueli alerta, contudo, para as implicações éticas desse sentimento. “O orgulho é o oposto da vergonha, ele tem uma implicação moral”, afirma. Em outras palavras: orgulho é bom e todo mundo gosta – só não vale deixá-lo virar arrogância.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

 

– Carreira de sucesso sempre?

Quem disse que nossa vida profissional deve ser sempre pautada em sucesso ininterrupto?

Cair, voltar atrás e recomeçar são fatores importantes de naturalidade na vida. No trabalho, idem.

Uma mensagem, abaixo:

– Os limites da exigência profissional no seu momento de descanso

No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!

Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…

Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.

Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?

O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:

“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”

IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.

Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:

(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE

Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho

Por Barbara Bigarelli

Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.

“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.

No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.

Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.

Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.

Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.

Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Portal Contábil SC

Imagem extraída da Web, link acima.

– Publicações descuidadas nas redes sociais implicam em problemas profissionais e pessoais!

Cada vez mais as Redes Sociais podem trazer constrangimentos, saias-justas ou problemas diversos de quem não toma cuidado com elas.

Quer exemplos?

Dias atrás, a grande impressa publicou que o INSS cortou o benefício para uma pessoa afastada do trabalho por se sentir depressiva. Peritos entraram no Facebook dela e encontraram fotos de confraternizações, passeios e legendas como “não me agüento de tanta felicidade. Sendo assim, perceberam que a depressão não era mais um problema (ou nunca tinha sido).

Para a contratação de funcionários, além da obviedade do LinkedIn, selecionadores acabam por “fuçar” a vida do candidato em outros canais. Publicações em situações constrangedoras, fotos marcadas com imagens que demonstram bebedeiras, retuítes de mensagens de apologia a causas polêmicasTudo isso é levado em conta na hora da contratação. 

E o que dizer de bate-papos abertos e descuidados? Dias desses presenciei uma pessoa fazendo publicidade de seu negócio e nos comentários a cobrança de alguém: que bom que te encontrei nessa comunidade, você não atende minhas ligações, pague o que me deve pois preciso receber essa dívida“.

Talvez a mais complicada das publicações são as de ostentação! Claro, ninguém tem o direito de criticar o que o outro tem, mas o exibicionismo e a vaidade tornam-se perigosos em dias de tamanha insegurança.

E os desabafos? E as brigas de casais? E as alfinetadas em quem não se gosta?

Instagram, Twitter, Facebook… Tudo isso é muito legal, desde que use com parcimônia e no devido limite de tempo. 

Aliás, perceberam quanto tempo a gente gasta nelas? De maneira produtiva/construtiva, de entretenimento ou desperdiçada?

Vale a reflexão.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– É simples, não?

Dar oportunidades, para muitos, parece tão complicado e cheio de justificativas… mas a verdade é: se não existir a chance de começar, ninguém chegará ao sucesso.

– Casagrande saiu da Globo. Normal.

Nenhum espanto – e sim todo respeito – ao fim do vínculo entre Casagrande e Rede Globo.

O ex-jogador e atual comentarista terá portas abertas em qualquer emissora. A Globo oxigenará a vaga. É relação profissional de trabalho, simplesmente. Tudo normal, vida que segue e boa sorte a todos.