– Os Remédios Piratas nas Farmácias

Além de crime contra a economia, a venda de remédios pirateados deveria ser considerada homicídio. É covardia o doente crer no medicamento, pagar caro por ele, e ainda ser enganado. No Brasil, a venda de remédios piratas cresce cada vez mais, com anuência das pequenas farmácias, sendo encontrados até em camelôs!

Extraído de: http://www.jt.com.br/editorias/2009/09/08/ger-1.94.4.20090908.1.1.xml

VENDA DE REMÉDIO PIRATA CRESCE E CHEGA À FARMÁCIA

Polícia Federal e Anvisa apreenderam 316 toneladas de medicamentos ilegais no primeiro semestre, um recorde. Conselho de Farmácia abre processos éticos contra profissionais da área. Crimes ocorrem em pequenos comércios

ELVIS PEREIRA, elvis.pereira@grupoestado.com.br

Os remédios piratas, encontrados em camelôs, feiras e na internet, chegaram às prateleiras das pequenas farmácias, fato que ajudou o Brasil a quebrar, no primeiro semestre, o recorde de apreensões de medicamentos falsos. De janeiro a junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal recolheram 316 toneladas de medicamentos piratas, maior número já registrado no País. No mesmo período de 2008, foram 45,5 t.

Além do aumento ser atribuído ao reforço na fiscalização, com o crescimento de ações na fronteira e contra laboratórios ilegais, a Anvisa e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao Ministério da Justiça, confirmam que o comércio de medicamentos piratas ganhou corpo ampliando a abrangência para farmácias, principalmente as pequenas.

Segundo o secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Barreto, algumas drogarias passaram a oferecê-los em resposta à forte competição dos ilegais.

Para o chefe de Inteligência da Anvisa, Adilson Bezerra, com essa mudança nos pontos de venda dos medicamentos piratas, tornou-se mais difícil ainda eliminar o comércio desses produtos.

O Conselho Regional de Farmácia do Estado (CRF-SP), que participou de blitze da Polícia Federal neste ano, afirma que já abriu processos éticos contra farmacêuticos flagrados vendendo remédios piratas. “Percebemos que são estabelecimentos pequenos, alguns até sem alvará de funcionamento. O consumidor tem de procurar comprar sempre em estabelecimentos idôneos”, diz Marcelo Polacow, vice-presidente do CRF.

Antes de chegarem às farmácias, os piratas eram – e ainda são – muito encontrados nas mãos de camelôs ou feirantes e também na internet, o que dificulta a ação policial. “Quando a gente vai ver, o site está hospedado em Miami, no Paraguai, na Bolívia. E não tem como punir esses responsáveis”, explica Luiz Paulo Barreto.

Além de representar um problema de saúde pública, o comércio ilegal tornou-se uma questão de segurança. “Em cada dez apreensões de armas e drogas, duas têm medicamentos falsificados”, afirma Adilson Bezerra. “Passamos a ter quadrilhas que começaram a ver neste tipo de crime uma possibilidade de lucro excessivo.”

Os remédios piratas – definição que engloba os produzidos sem permissão da vigilância sanitária, os contrabandeados e os falsificados – garantem altos ganhos em decorrência do baixo custo de produção, transporte e distribuição.

Para fabricá-los, geralmente basta farinha, uma prensa e embalagens. Prontos, eles são transportados pelos mesmos canais nos quais circulam outros artigos de origem ilícita, como CDs e DVDs.

Ao chegarem aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio, são armazenados em depósitos. Mais tarde, vão parar nas mãos de quem quiser vendê-los.

Os medicamentos trazidos do exterior entram principalmente pela fronteira com o Paraguai. “As pessoas fazem o transbordo utilizando pequenas embarcações no Lago Itaipu (divisa com o Paraná) e descarregam no lado brasileiro”, diz o delegado federal José Moura. “Dali, os remédios são levados a outro local para a montagem das caixas e, depois, são despachados para o resto do País.”

O delegado considera a região da tríplice fronteira a mais preocupante. Outro ponto que necessita reforço é nos portos e aeroportos.

A esperança do setor para vencer os ilegais é a adoção de um sistema de rastreabilidade, que está em fases de teste. O projeto, resultado de uma parceria da Anvisa com a indústria farmacêutica, consiste na impressão de um código especial na embalagem do medicamento. Um mesmo código trará o nome do laboratório, para qual distribuidora ele vendeu seu produto e para qual farmácia a distribuidora o repassou.

“O consumidor poderá em casa ou na própria farmácia, num leitor semelhante àquele dos supermercados, saber a fábrica e os pontos de distribuição e de venda”, afirma Luiz Paulo Barreto.

O gerente de assuntos econômicos da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Marcelo Liebhardt, acrescentou que a medida permitirá ainda combater o desvio de carga. “Estamos esperando ansiosamente a regulamentação da Anvisa.”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% dos remédios consumidos no mundo não sejam originais. Até 2010, o mercado pirata deverá movimentar US$ 75 bilhões por ano. Colaborou Fábio Mazzitelli

10 a 15 ANOS de cadeia é a pena para quem comercializa remédio pirata no País, crime hediondo

10 por cento dos medicamentos consumidos no mundo não são originais, segundo a OMS

– A Transformação do Shampoo Seda

125 milhões de reais! Este foi o custo da Unilever para dar sobrevida ao Shampoo Seda. Veja quais foram as principais mudanças, planos de marketing e ações relacionadas para mudar a imagem do tradicional Seda.

Extraído de: http://veja.abril.com.br/281009/so-sobrou-marca-p-132.shtml

SÓ SOBROU A MARCA

A transfomação do xampu Seda mostra tudo o que é preciso para tentar mudar a imagem que o consumidor tem de um produto, por Renata Betti

PARA LER UM QUADRO-RESUMO DE “como era e como ficou”, clique aqui.

No dia 5 de março de 2009, um grupo de executivos da Unilever trancou-se por doze horas numa sala da sede em São Paulo para discutir um problema que, eles já sabiam, seria de difícil solução: um dos carros-chefe da empresa, o xampu Seda, líder de vendas no Brasil, perdia espaço no mercado – coisa que, desde seu lançamento, em 1968, jamais havia acontecido. As pesquisas, encomendadas pelo francês Patrick Cescau, então CEO mundial da multinacional de bens de consumo – que fatura por ano 55 bilhões de dólares, ou três vezes o PIB da Bolívia –, não deixavam dúvidas quanto à razão da queda: a classe C, público-alvo do xampu, não queria mais um produto que, agora, via como de “segunda linha” e “muito popular”. “A nova aspiração da classe C brasileira é usar xampus melhores, de preferência indicados pelos cabeleireiros”, concluía o estudo, dando início a um longo processo em que o velho Seda precisou ser inteiramente reinventado até, neste mês, chegar às lojas. Da embalagem à fórmula, só restou mesmo o nome, sobre o qual também passou a pesar certa desconfiança. Um dos testes mostrou que, às cegas, as pessoas até avaliavam bem o Seda, mas, quando sabiam tratar-se dele, as notas caíam. “Chegamos a cogitar abrir mão da marca”, diz um dos diretores da empresa no Brasil, Erik Galardi, à frente da operação que consumirá 125 milhões de reais – o maior investimento já feito pela Unilever numa marca para o mercado brasileiro, o segundo maior do mundo no segmento de produtos para cabelo, com vendas anuais de 5,4 bilhões de reais, só perdendo para o Japão.

Recriar um produto se torna, muitas vezes, imperativo para que ele sobreviva a mudanças demográficas, econômicas e de hábitos numa sociedade – mas não é um processo fácil. As empresas precisam lançar mão de um extenso repertório de técnicas já consagradas pelo marketing para fisgar o consumidor. “O público é alvo de estratégias milimetricamente concebidas para fazê-lo comprar”, diz Alejandro Pinedo, da consultoria Interbrand. Nos últimos meses, VEJA pôde comprovar isso ao acompanhar as dezenas de etapas e tomadas de decisão envolvidas no relançamento do xampu. A Unilever conduziu doze pesquisas, em que foram ouvidas 500 pessoas, parte delas sendo observada no ato da compra. Nenhuma estratégia foi traçada sem pesar tais informações, um conjunto de dados tão rico e detalhado que, tomado como base, permitiu saber até de que maneira os consumidores manuseavam o xampu no supermercado. Como o antigo frasco tinha concavidades acentuadas, era difícil pegar um na prateleira sem tirar os demais do lugar. Os produtos se desarranjavam e a marca acabava escondida – um desastre para as vendas. Até chegar ao formato atual, mais fino e convexo, criou-se uma dezena de embalagens. Elas foram sendo descartadas depois de submetidas a testes conhecidos como eye tracking, em que uma máquina monitora o movimento dos olhos e detecta os pontos que mais chamam a atenção das pessoas. Assim se decidiu, por exemplo, por um tom de roxo ligeiramente mais vibrante que o anterior. São mudanças aparentemente simples, mas que demandaram uma adaptação em todo o maquinário da fábrica.

Os especialistas definem o desafio da Unilever como o mais complicado de todos em se tratando da mudança de imagem de um produto: fazer que os consumidores percebam como “chique” um item que há décadas é visto como popular. “A experiência mostra que elevar o conceito que as pessoas têm de uma marca é sempre muito difícil”, diz Edson Crescitelli, diretor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Os casos recentes da Philco e da Arno, ambas do ramo de eletroeletrônicos, ajudam a dimensionar as dificuldades. Já consolidadas na classe C, as duas decidiram, coisa de cinco anos atrás, começar também a produzir itens para estratos de renda mais altos. Por mais que investissem em inovação e marketing, no entanto, não conseguiram convencer ninguém. Pior: além de não conquistarem clientes na classe A, perderam os da C, que ficaram confusos com a mudança. No caso da Unilever, a equação é ainda mais complexa: trata-se de alterar a percepção sobre um mesmo produto. Uma das principais estratégias da empresa foi convidar para prestar consultoria técnica e estrelar campanhas publicitárias um grupo de sete cabeleireiros de renome mundial, entre os quais Yuko Yamashita, criadora da escova japonesa. Não foi fácil convencê-los a participar. A cada “sim”, havia festa no escritório. “É uma tentativa de quebrar o preconceito dos cabeleireiros brasileiros em relação ao Seda e levá-los a indicar o produto aos clientes”, diz Adriana Yamamoto, gerente de marketing da linha de xampus. “Nesse mercado, nada é melhor que o boca a boca.”

Apesar de a Unilever já ter feito ajustes em seu principal xampu antes, eles foram sempre superficiais, e às vezes malsucedidos. Em janeiro de 2008, o Seda ressurgiu em embalagens ultracoloridas e com novo logotipo, na pretensão de ganhar espaço entre xampus mais sofisticados. A propaganda foi maciça, mas o resultado, pífio: os gastos chegaram a 30 milhões de reais sem que as vendas, então estabilizadas, voltassem a subir. “Foi um erro primário. As pessoas perceberam no ato que o produto não havia realmente mudado”, reconhece o diretor Erik Galardi. Desta vez, nada ficou de pé. A fórmula, que era composta de ingredientes “de nível inferior”, segundo a própria Unilever, ganhou ingredientes 20% mais caros. Espera-se com isso reduzir as queixas que circulam na internet de que o Seda deixa o cabelo “armado” ou “parecendo palha”. Quanto à fragrância, que desaparecia por ausência de fixador na fórmula, agora ela é duradoura – o que, segundo as pesquisas, se tornou pré-requisito para as brasileiras. Nem a textura ficou como antes. Líquida demais, aos olhos da nova classe C ela passou a ser identificada com produtos de pior qualidade. Ao colocarem uma porção do velho Seda nas mãos, as pessoas desistiam de comprá-lo, como foi observado em supermercados de todo o país. Daí a atual consistência, mais espessa. Tais melhorias elevaram os custos de produção em 20%, enquanto o preço final do xampu encareceu apenas 10%. “Fomos forçados a encolher as margens de lucro para manter o preço acessível”, diz Galardi. O teto para gastos com xampus na classe C é de 5 reais – o Seda subiu de 4,30 para 4,80 reais.

Os grandes planos de uma empresa global como a Unilever são traçados com no mínimo quatro anos de antecedência e vêm da matriz, em Londres. Assim, ficou estabelecida, no início de 2008, a meta de que a operação da multinacional no Brasil, hoje a terceira do grupo, se tornaria a segunda mais rentável da Unilever até 2012 – ultrapassando a dos Estados Unidos e perdendo apenas para a da Inglaterra. Há, no entanto, espaço para mudanças de rumo diante de situações inesperadas, como foi o caso do xampu Seda. Com as vendas caindo mês a mês no Brasil em 2008, foi a própria matriz que tomou a decisão de transformar o produto, deixando as estratégias por conta dos executivos brasileiros. Como em nenhum outro país se consome mais Seda do que aqui (trata-se de aproximadamente 20 milhões de unidades por mês), o negócio se justifica. Pouco a pouco, o mesmo produto substituirá a antiga versão nos 100 países em que a Unilever está presente – só que com nomes diferentes (Sedal, em países de língua espanhola, e Sunsilk, nos demais). Hoje, o segmento de xampus no Brasil é muito diferente daquele do fim da década de 60, quando a maioria dos brasileiros ainda lavava o cabelo com sabão de coco. De menos de cinco fabricantes no país, chegou-se aos atuais 2.000. A Unilever detém 34% do mercado, que faturou 1,7 bilhão de reais em 2008. É um bom quinhão, que a concorrência, no entanto, tornou mais difícil manter.

– Sérios Problemas dos Volkswagen 1.0

Que “sinuca de bico” encontra-se a Volkswagen. Um “misterioso problema” nos veículos 1.0 modelos Gol, Voyage e Fox podem, vejam só, levar os clientes a TROCAR O MOTOR! Além desse recall inédito (seriam milhares de veículos), dever-se-á trocar os documentos, já que a troca de motor exige novo licenciamento!

Abaixo, extraído de: Último Segundo

Três modelos da Volks apresentam problema no motor

SÃO PAULO – Um problema misterioso no motor 1.0 flexível EA-111, da Volkswagen, está tirando o sono de proprietários dos modelos Gol, Voyage e Fox. A fabricante admite a existência de um defeito no propulsor, mas informa que ainda não conseguiu identificar do que se trata. 

“Divulgaremos um parecer sobre isso entre dois e três meses”, diz João Alvarez Filho, gerente executivo de Engenharia da Volkswagen do Brasil.

A montadora tem conhecimento de 300 casos, todos de carros equipados com motor 1.0. “Mas por não se tratar de um defeito que compromete a segurança, não faremos recall”, diz Alvarez, que afirma ter tomado conhecimento do defeito há dois meses e meio.

Segundo concessionários pode haver milhares de veículos com o problema. A maioria das queixas é em relação ao Gol 1.0, mas há casos também com Voyage e Fox, os outros carros equipados com o EA-111.

A falha é notada por barulho no motor. Nas autorizadas, se constata redução no nível de óleo, e em decorrência disso, outros problemas em diversos componentes.

Segundo a técnica do Procon-SP Márcia Christina Oliveira, o cliente pode exigir a troca de todo o motor, caso consiga provar que a substituição parcial vai desvalorizar seu veículo. “Mas a troca do carro eu acho improvável”, afirma ela. Por sua vez, Josué Rios, advogado especializado em direito do consumidor, diz que se o caso não for solucionado definitivamente após 30 dias, a fabricante tem de trocar o veículo por um novo.

Caso seja necessário trocar o motor do carro, é preciso também regularizar a documentação do veículo. E isso implica em custos. Para carros que já estiverem licenciados, a taxa é de R$ 122,05 e para os não licenciados, R$ 165,17.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informa que a mudança na documentação é necessária porque, na maioria dos casos, o número do chassi está gravado no motor. As informações são do “Jornal da Tarde”.

– Venezuela, Mercosul e Balança Comercial

A Venezuela quer entrar no Mercosul. Para isso, tem que ter aceite de todos os países-membros.

Tudo bem que o hermano Hugo Chaves não é confiável. Mas sabem como está a balança comercial entre Venezuela X Brasil? No ano 2000, tínhamos déficit de 600 milhões de dólares. Ou seja, importávamos mais do que exportávamos. Hoje, temos superávit de 4,6 bilhões de dólares! Cerca de 29% do saldo da balança comercial brasileira (números da Revista Carta Capital, pg 18, 14/10/2009, por Maurício Dias)!

Não dá para desprezar os petrodólares venezuelanos.

– “Bom Dia” é o novo dono do “Diário de SP”

Grande negócio entre os jornais! O Bom Dia, do mesmo grupo de comunicação da TV Tem e Traffic, entre outros (do empresário J. Hawilla), comprou o Diário de São Paulo (antigo Diário Popular, e que pertencia a Rede Globo – A Globo queria transformar o jornal em 3o. maior de São Paulo e duplicar sua tiragem, o que não aconteceu).

Em: Último Segundo – IG 

J HAWILLA COMPRA DIÁRIO DE SÃO PAULO

O jornal que nasceu abolicionista e republicano em outubro de 1884, quando São Paulo era apenas uma pequena província, sob o nome de Diário Popular e que, depois de mais de um século e diferentes proprietários foi rebatizado Diário de S. Paulo, mudou de mãos.

O novo dono é o empresário e jornalista José Hawilla, que tem negócios na área de marketing esportivo, com a empresa Traffic, controla a TV Tem, afiliada da Rede Globo, e também a Rede Bom Dia, que edita jornais em cidades do interior de São Paulo.

Desde 2001, quando teve o nome trocado para Diário de S.Paulo, o jornal pertencia às Organizações Globo, companhia que controla a maior rede de empresas de comunicação do País, entre as quais a Rede Globo de televisão. O valor da operação não foi revelado. Mas, segundo estimativas, o valor pago ficou pouco acima de R$ 100 milhões – valor bem inferior ao pago pela própria Globo ao adquirir o jornal do ex-governador paulista Orestes Quércia, o penúltimo dono. Na época, os valores também não foram revelados, mas a compra foi avaliada em R$ 180 milhões.

Em comunicado divulgado no final da tarde de ontem, a Infoglobo, empresa que administra os produtos editoriais das Organizações Globo, informou que a decisão de venda foi motivada por uma proposta apresentada por J. Hawilla. A companhia da família Marinho, dona da Globo, mantém parceria há sete anos com o empresário por meio da TV Tem, que mantém quatro emissoras afiliadas da Globo que abrangem 318 cidades. Já a rede de jornais Bom Dia é composta por nove jornais diários que circulam em 100 cidades. As edições são preparadas nos municípios de Jundiaí, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto e distribuídas por franquias em Osasco, região do ABC paulista, Marília, Catanduva e Fernandópolis. No total, a Rede Bom Dia atingiu tiragem de 19.171 exemplares em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).

“A Traffic reconhece o grande valor da marca Diário de S. Paulo e pretende utilizá-la, juntamente com os demais ativos, na expansão territorial e ampliação da relevância de sua rede no mercado paulista”, diz o comunicado. No mesmo documento, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, diz que “a oportunidade da venda dos ativos relacionados ao título Diário de S. Paulo está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais”.

Com o Diário de S. Paulo, a rede de J. Hawilla chega à capital, onde não atuava e onde a disputa é bem mais acirrada. Executivos do meio publicitário e consultores do mercado dizem que o empresário tem intenção de alterar a atual linha editorial da publicação, hoje de cunho mais popular, para com isso ampliar seu público e concorrer com títulos tradicionais do mercado paulistano no segmento, como o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Hawilla confirma seu interesse em mexer no jornal, desde o design até o público-alvo, mas diz que não vai focar no público de maior poder aquisitivo. “Quero tornar o jornal competitivo, mas vai continuar sendo popular, embora um popular mais qualificado”, diz. Por enquanto, a equipe de 380 funcionários do jornal não deve ser alterada.

O empresário não estaria só motivado pelo bom momento vivido pelo setor jornalístico no Brasil, com novos títulos na praça, como o caso do recém-lançado Brasil Econômico. Hawilla faz questão de enfatizar: “Continuo acreditando em jornal impresso. Não acho que vai acabar. Não vai sofrer enfarte. Vai encontrar espaço em meio aos outros canais de comunicação.” 

INSUCESSO
Na época da compra do Diário Popular, a Infoglobo, que detém os jornais O Globo e Extra, ambos no Rio de Janeiro, comunicou a intenção de atingir uma tiragem média de 300 mil exemplares com o jornal que, então, detinha uma tiragem média declarada de 125 mil exemplares. Mas não chegou nem perto disso. O último dado disponível do Instituto Verificador de Circulação (IVC) informa que o Diário de S. Paulo, em agosto de 2009, teve tiragem de 54.969 exemplares.
 

 

– O Produto Encolheu!

Grandes empresas têm reduzido suas embalagens, e às vezes, o preço não corresponde à proporcional redução. Chocolates Nestlè, Unilever e outras têm se utilizado desse expediente. Outras, reduzem os custos da embalagem. Até onde os clientes se importam com isso?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/marketing/produto-encolheu-492827.html

O PRODUTO ENCOLHEU, por Melina Costa

Empresas reduzem as embalagens e mudam as fórmulas de produtos para cortar custos. A questão agora é convencer o consumidor de que isso também é vantajoso para ele.

Um olhar atento às gôndolas dos supermercados brasileiros revela a tendência: as embalagens dos produtos de consumo têm passado por um sucessivo processo de encolhimento. Primeiro elas diminuíram para atender à necessidade das novas famílias brasileiras, com menos filhos. Depois, encolheram para se encaixar nos orçamentos mais apertados dos consumidores emergentes da classe C. Agora, vivemos uma espécie de terceira onda de redução. Motivadas pelo apelo ecológico e pela necessidade de corte de custos, as empresas voltaram a diminuir as medidas de suas embalagens, que chegam a ocupar apenas um quarto do volume que ocupavam antes. Em alguns casos, a redução acontece com uma solução de design, sem que as quantidades sejam alteradas. Em outros, o produto é reformulado de tal maneira que, mesmo em versão compacta, tem o mesmo desempenho do original. Na vanguarda desse processo estão algumas das maiores empresas de bens de consumo do mundo, como Unilever e Procter&Gamble. Ambas já colocaram sua estrutura de inovação a serviço da redução e, recentemente, lançaram os produtos “liliputianos” no Brasil. Até o início de 2010, cinco grandes fabricantes de bens de consumo devem colocar nos supermercados brasileiros versões mais compactas de seus produtos. “Os fabricantes que já haviam reduzido suas embalagens ao limite mínimo passaram a alterar a formulação dos produtos para que ocupem menos espaço”, diz Luciana Pellegrino, diretora da Associação Brasileira de Embalagens.

Por trás dessa tendência há uma crescente preocupação com a eliminação do desperdício de matérias-primas. À frente desse movimento, estão colossos como o maior varejista do planeta, a rede Wal-Mart, que desde 2005 adotou o discurso verde como peça de resistência de sua estratégia de marketing. Há dois meses, a operação brasileira do Wal-Mart convocou alguns de seus fornecedores a diminuir em 5% o uso de material em caixas e pacotes até 2013. “Como contrapartida, damos mais visibilidade a esses produtos”, diz Daniela de Fiori, vice-presidente de sustentabilidade da rede no Brasil. A demanda de varejistas como o Wal-Mart está de certa forma casada a políticas ambientais de vários de seus fornecedores globais. É o caso da Coca-Cola. A empresa acaba de lançar no país uma versão compacta de sua garrafa de vidro com capacidade de 290 mililitros. Apenas com mudanças no desenho da embalagem, a Coca-Cola conseguiu reduzir 25% da quantidade de vidro utilizado sem alterar o volume de bebida oferecido ao consumidor.

Há o apelo ecológico. E há também, por trás da redução das embalagens, uma disputa cada vez mais acirrada por espaço no varejo. As prateleiras continuaram as mesmas, enquanto o número de produtos oferecidos pela indústria não parou de aumentar nos últimos anos. Apenas na categoria xampus, o número de marcas e variações disponíveis no mercado brasileiro passou de 3 000, em 2006, para quase 5 000 hoje, segundo dados da consultoria LatinPanel. Em um cenário assim, cada centímetro é precioso. A Procter&Gamble enfrenta um problema de espaço especialmente complicado. A empresa é uma das principais fabricantes de fraldas descartáveis, produto volumoso e cuja preferência do consumidor recai justamente por pacotões econômicos, com mais de 20 unidades. No final do ano passado, a P&G lançou uma versão 20% mais compacta de sua marca Pampers Noturna, graças ao desenvolvimento de um gel superabsorvente que eliminou parte do recheio das fraldas. “Com isso, conseguimos colocar mais produtos no mesmo espaço”, diz Paulo Koelle, diretor de marketing da multinacional.

O entusiasmo das empresas com as versões compactas dos produtos se explica pela combinação de vantagens que a redução proporciona. Garrafas, caixas e pacotes menores significam menos gastos com insumos para produzi-los e mais economia com transporte e estocagem. No ano passado, a Unilever lançou uma versão concentrada do amaciante de roupas Comfort, que permitiu a redução de sua garrafa de 2 litros para 500 mililitros. Segundo os cálculos da empresa, o novo produto permitirá uma economia anual de 1 600 toneladas de plástico e a utilização de apenas um terço dos caminhões anteriormente usados para o transporte. O grande esforço da Unilever, após o lançamento, tem sido convencer o consumidor de que o novo potinho é melhor do que o velho garrafão. A empresa já investiu 15 milhões de reais em marketing para explicar que o Comfort Concentrado rende o mesmo que o amaciante tradicional e, até o final ano, investirá outros 17 milhões de reais para explicar as economias geradas pela embalagem diminuta e mostrar que o produto custa menos que o tradicional. “Estamos introduzindo um conceito novo e sabemos que levaremos tempo para educar o consumidor”, diz Priya Patel, diretora de marketing da Unilever. No que depender das grandes empresas de consumo, o futuro será cada vez mais das embalagens pequenas.

– Kindle: Você ainda terá um?

Chegará em breve no Brasil o Kindle, um leitor de livros eletrônico. A novidade é um sucesso há 2 anos nos Estados Unidos, e seu fabricante, a loja virtual Amazon, promete revolucionar aqui também.

Hoje, a cada 100 livros vendidos nos EUA, 52 “são de papéis” e 48 digitais, ou seja, para esses leitores eletrônicos. Pudera, cada aparelho, do tamanho de um gibi, pode armazenar 200 mil livros! É uma biblioteca na palma da mão.

Confesso que particularmente acho sem graça. Primeiro, porque gosto do formato de papel, é charmoso e prático. Segundo, pois detesto ler em telas e não gosto da tecnologia “Touch”, onde se deve usar com o toque dos dedos na tela. É que o meu dedo é “gordinho”, e sempre me dou mal com esses equipamentos.

Diferente da evolução ds LPs para CDs e Ipod’s, agora não há inovação, mas um outro produto a ser fabricado. Aguademos a aceitação no Brasil!

Em: http://veja.abril.com.br/141009/brasil-rota-kindle-p-104.shtml

O BRASIL NA ROTA DO KINDLE

Antes que nos lancemos às especulações sobre o futuro do livro digital é preciso fazer um exercício que se tornou clássico. Esse exercício analisa o livro comum impresso em papel do ponto de vista do mais exigente usuário do universo. Ele diria que se trata de um produto que funciona sem bateria, dispensa o manual do usuário, suporta quedas, é barato e pode ser substituído a um custo mínimo. É, portanto, uma invenção tecnologicamente perfeita. Não por acaso, atravessou mais de quinhentos anos de história como o mais simples e prático instrumento para o registro e a transmissão de ideias. Mas, mesmo com todas essas imbatíveis características, o livro evolui. A cara mais conhecida dessa evolução, que começa a ser vendida aos brasileiros na próxima semana, é o Kindle, da Amazon, um leitor digital de textos que já vendeu mais de 1 milhão de unidades nos Estados Unidos. O Kindle, cujo nome deriva dos verbos acender e iluminar em inglês, passará a ser vendido em 99 países, além do Brasil. Tecnicamente é um “e-reader”, ou leitor eletrônico. Seu fabricante, a Amazon, é um gigante do comércio varejista na web. Ela é maior do que seus três principais concorrentes somados. A versão que chega ao Brasil custará 279 dólares e só poderá ser comprada no site da Amazon. Acrescidos os impostos de importação e frete, chega-se a uma conta final equivalente em moeda brasileira a 585 dólares – 1 016 reais na sexta-feira passada. “Estamos animadíssimos. Não sabemos quanto nossas vendas aumentarão, mas nosso alvo imediato são os 90 milhões de consumidores da amazon.com que já temos espalhados pelo mundo. Esse é um número considerável”, disse a VEJA Jeff Bezos, o presidente e fundador da superloja virtual.

De posse do Kindle, o usuário brasileiro terá acesso sem fio ao estoque de mais de 200.000 livros digitalizados à venda no site da Amazon. O aparelho se conecta automaticamente a uma rede de telefonia celular 3G, a mais rápida. Na ausência do sinal mais veloz, o Kindle se conecta pela segunda melhor opção, o Edge. A ligação não é gratuita, mas seu custo está embutido no preço do livro, que deverá ser pago com um cartão de crédito internacional na transação eletrônica aferida pelo próprio site da Amazon. O limite de tempo gasto para baixar o livro no Kindle é de sessenta segundos. A estante digital da Amazon já oferece também revistas e jornais. Adicionalmente, o usuário pode transferir para seu aparelho conectado a um computador quaisquer arquivos gravados em PDF – a sigla de Portable Document File –, um formato-padrão pré-instalado na imensa maioria dos PCs. Para carregar arquivos de outros formatos, a Amazon oferece ao usuário um serviço em que ele envia por e-mail para a empresa um documento qualquer e ela o devolve com a formatação correta, para ser lido pelo Kindle. Para receber o arquivo por e-mail e fazer a transferência para o leitor, o serviço é gratuito. Quem desejar receber o arquivo pela rede 3G ou pelo Edge diretamente no e-reader pagará uma taxa de pouco mais de 1 dólar.

A oferta de e-books, como são chamados em inglês os livros digitais oferecidos via internet, cresce exponencialmente, o que é uma comodidade para o usuário, mas uma grande preocupação para os editores brasileiros de livros de papel (veja quadro). A Amazon lidera esse mercado, que avança rapidamente. Em setembro passado, O Símbolo Perdido, o novo título de Dan Brown, autor do best-seller O Código Da Vinci, foi lançado em formato digital e no tradicional impresso. O digital vendeu mais do que o livro de papel. No início do ano, as versões eletrônicas de livros representavam 13% dos títulos comercializados pela Amazon. Em maio, esse número chegou a 35% e, agora, passa dos 48%. Dados da Associação Americana de Editores (AAP) corroboram o avanço. Indicam que as vendas de e-books somaram 20 milhões de dólares em 2003, ante 113 milhões de dólares em 2008. O aumento nesse período foi de 465%. Só no primeiro semestre de 2009, o crescimento foi de 150%. “Hoje, os e-books representam apenas 1% do mercado, mas não tenho dúvida de que esse ritmo de crescimento vai incentivar todo o setor a mergulhar nessa tecnologia”, disse a VEJA Edward McCoyd, diretor da AAP, em Nova York.

Entusiasmo semelhante percebe-se na produção de e-readers. Eles se multiplicam – e se diversificam. A Amazon tem o Kindle internacional, com tela de 15,2 centímetros, e o DX, vendido nos Estados Unidos, com monitor de 24,6 centímetros. O trunfo de ambos é a conexão wireless por rede 3G com a imensa biblioteca virtual da empresa (nos Estados Unidos, são 350 000 títulos). A companhia não divulga números de vendas de seus produtos, mas uma estimativa do analista Mark Mahaney, do Citigroup, mostra que foram comercializados 500 000 Kindles em 2008. Neste ano, mesmo sem o avanço internacional, devem dobrar. Em agosto, a Sony anunciou o lançamento de três modelos numa só tacada. Dois deles têm tela sensível ao toque (touch screen). A japonesa Fujitsu vende no Japão um e-reader com tela colorida. Os problemas são o preço (mais de 1 000 dólares) e o reflexo que incide sobre o monitor. Marcas como Samsung, Asus (que criou o primeiro netbook comercial), Plastic Logic, iREX e até mesmo genéricos chineses também estão entrando nesse ramo. Em 2009, devem ser vendidos 3 milhões de e-readers. Em 2014, tal cota pode atingir a casa dos 30 milhões.

Há forte expectativa de que a Apple também lance um produto para a leitura de livros, mas parecido com um tablet (computador com tela touch screen). Steve Jobs tem desmentido com veemência tal possibilidade – o que, na prática, não significa muito. Recentemente, os rumores sobre o novo produto da empresa recrudesceram depois que a companhia registrou a patente número 20080204426, nos Estados Unidos, de um sistema que “simula uma página sendo virada em uma tela a partir do movimento de um dedo”, como num livro de átomos. O Google é outro gigante firme nesse páreo. Ele não tem um produto, mas 1,5 milhão de livros digitalizados. Detalhe: quer chegar a 5 milhões em meados de 2010.

O problema dessa leva de concorrentes é a própria Amazon. Um dos poucos sobreviventes da bolha da internet, que explodiu em 2000, a Amazon tem um chefe, Bezos, obstinado e duríssimo na queda. Hoje, posicionou-se no mercado editorial de maneira impressionante – e abrangente. Tem dois serviços, o BookSurge e o CreateSpace, que permitem a impressão de títulos sob demanda e auxiliam autores, cineastas e músicos a produzir, divulgar e distribuir suas obras. Somente em 2008, a Amazon comprou a Audible.com, uma empresa de audiolivros, a AbeBooks, uma espécie de sebo on-line, e a Shelfari, uma rede social de leitores assíduos. Em abril, adquiriu a Lexcycle, que criou o Stanza, um aplicativo para a leitura de livros no iPhone. Tem ainda um programa chamado AmazonEncore. Com base nas vendas do site da companhia, ele identifica livros com bom potencial de vendas e os imprime numa nova edição. É uma espécie de caça-talentos cuja peneira é feita eletronicamente. O Encore, no limite, representa uma nova forma de intermediação entre o público e a obra, com base em informações fornecidas diretamente pela audiência.

– Clones Indianos

A Índia está na moda no Brasil, devido a novela da Rede Globo. Mas o que a novela não mostrou é a “clonagem de marcas” que assusta naquele país. Marlboro vira Marlbore, entre outras piratarias. E ninguém faz nada para acabar com esse crime, pois a cultura da cópia está embutida na cultura local:

 

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/07/17/artigo+marcas+ganham+clones+na+india+7354925.html

 

MARCAS GANHAM “SÓSIAS” NA ÍNDIA

 

As lojas são em número cada vez maior na Índia, graças a uma economia que ainda cresce e uma população jovem ávida por novos produtos de marca. Mas algumas marcas ocidentais – quando conseguem ultrapassar os obstáculos regulatórios para entrar no mercado indiano – podem ter uma sensação de déjà vu.

 

A Timberland, fabricante de botas de escalada e outros equipamentos para esportes ao ar livre, identificada pela árvore, que é a sua logomarca, e os sapatos duráveis, vai se deparar com a Woodland, que vende calçados e roupas similares e que também usa uma árvore como logomarca.
A Pinkberry, rede de sorvete de iogurte de Los Angeles, vai dar de encontro com a Cocoberry, que vende sorvetes de iogurte, também tem o mesmo logo e uma coleção similar de coberturas de frutas frescas e doces.

E o The Financial Times, jornal britânico impresso em papel rosa desde 1893, está envolvido numa batalha legal com a Bennet, Coleman & Co. Proprietária do maior jornal de língua inglesa da Índia, a Bennet publica, desde 1984, um suplemento de jornal em papel rosa chamado de The Financial Times. A Pearson, que publica o FT original, planeja publicar seu jornal na Índia, mas a Bennett Coleman está contestando esse direito nos tribunais.

Do mesmo modo que Bennett, a Woodland – sósia da Timberland – não é uma simples empresa familiar. Possui 230 lojas em todo o país e tem planos de abrir outras 50.

Os Estados Unidos há muito tempo vêm discutindo problemas de direitos de propriedade intelectual com a China, onde são falsificadas desde bolsas de famosos estilistas até iPhones e automóveis. Mas, como as grandes marcas consideram a Índia uma das poucas oportunidades de crescimento num mercado global anêmico, empresas e governos estrangeiros estão protestando contra a falta de proteção da propriedade intelectual no país.

A Índia poderá ser o melhor mercado do mundo para o crescimento das vendas no varejo este ano, segundo a consultora A.T. Kearney num relatório divulgado em junho. “A classe média educada, e cada vez maior, na Índia, quer lojas melhores e mais marcas e estilos globais.”

Wal-Mart, Carrefour e Tesco estão abrindo grandes lojas atacadistas, que vão vender para restaurantes e proprietários de pequenas lojas.

Dezenas de marcas estrangeiras que não entraram ainda no mercado indiano estão em busca de parceiros para formar joint ventures domésticas – uma exigência para se abrir uma loja no país.

Quando indagado sobre sua fonte de inspiração para a Woodland, Harkirat Singh, diretor gerente e integrante da terceira geração a administrar a companhia de calçados, diz que não é “só porque soa similar” que a Woodland está copiando a Timberland. Ele reconheceu que existe uma “semelhança”, mas acrescentou que “nossa linha é diferente da linha deles”.

Singh afirma que a entrada da Timberland no mercado indiano pode ajudar, e não prejudicar os seus negócios. As marcas estrangeiras “trazem mais percepção do que é um calçado de qualidade”, diz. “Os consumidores indianos compram nosso produto porque é bom e barato.” A porta-voz da Timberland, Robin Giampa, disse que “a imitação pela Woodland, de diversos modelos, reconhecidos e de valor, da nossa marca, é uma preocupação”. A empresa está processando legalmente a Woodland por “pirataria”.

Se a Timberland vai ganhar a ação, é uma dúvida. “Nossos tribunais já reconheceram que você não pode ter um enfoque isolado da lei de marcas e patentes”, disse Gayatri Roy, advogada do escritório Luthra & Luthram em Nova Délhi, sugerindo que os juízes decidem com frequência que marcas que são muito conhecidas no mundo não podem ser copiadas por ninguém na Índia, mesmo que as empresas detentoras dessas marcas não operem na Índia. Os tribunais indianos já decidiram nesse sentido, em favor de empresas como Whirlpool, Dunhill e Volvo, entre outras.

Com relação à Timberland e Woodland, porém, pode ser difícil para a Timberland provar que sua marca tem de ser protegida, disse a advogada. A Woodland começou suas operações em 1992, de modo que já criou a sua própria identidade, disse ela.

Indagado se o sorvete de iogurte Pinkberry foi a inspiração para o seu, o diretor executivo da Cocoberry, G.S.Bhalla, disse que queria criar uma marca “associada com natureza, saúde e responsabilidade social”. Acrescentou que “os nossos produtos, receitas, design da loja e filosofia são exclusivas e muito diferentes de qualquer outra marca no mundo”.

Algumas imitações são tão vagas que não lembram o original e nem podem ser consideradas uma ameaça – é o caso das lojas de conveniência “6Ten”, que, com seu símbolo azul e amarelo e as pilhas de grãos à venda, não devem competir com a 7-Eleven.

Em alguns casos, a imitação não é da marca, mas do que ela representa. Por toda a Índia, inúmeros condutores de motocicletas e patinetes trazem a logomarca vermelha e branca familiar dos cigarros Marlboro nos seus capacetes. Mas, examinando de perto, os logos trazem a palavra “Malborne” ou “Melbourne”. Os capacetes, produzidos por várias fábricas, são “basicamente cópias dos capacetes usados por Michael Schumacher quando corria pela Ferrari”, explicou Rahim Premji, sócio da loja de bicicletas Allibhai Premji Tyrewalla. Schumacher era, então, patrocinado pela Marlboro.

Mas as fabricantes de capacetes foram obrigadas a substituir o nome Marlboro depois que as autoridades indianas proibiram a propaganda de cigarros. E, claro, a Marlboro não entrou com processo contra a propaganda gratuita.

– Futebol da Seleção só pela Web

Imagine se a CBF não renovasse o contrato das transmissões dos jogos da Seleção com a Globo.

Imagine ainda que os valores pagos por outras emissoras, tanto abertas e fechadas, não alcançasse o valor desejado.

Imagine por fim que os valores pedidos por transmissões de emissoras de rádio fossem tão altos que as emissoras em protesto boicotassem!

Isso já aconteceu, não no Brasil, mas na Inglaterra. Pelas Eliminatórias da Copa, o “English Team” só pôde ser assistido pela Internet e pelos cinemas (Ucrânia 1 X 0 Inglaterra, neste último final de semana). A Federação da Inglaterra vendeu o jogo por 4,99 libras (15,00 reais) para liberar o conteúdo por computador. Devido a acordos comerciais, liberou a transmissão em salas de cinema, a custos de 1 ingresso de filme. A audiência calculada foi de 500 mil ingleses.

E se fôsse aqui? Como seria?

– A Retomada Pós-Crise da Avon

Depois do seu maior período histórico de crise, a Avon retoma o crescimento. Fator decisivo: Andrea Jung, a canadense que preside a empresa e quer recuperar mercados perdidos, em especial, no Brasil.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0953/mundo/nao-vamos-cometer-mesmo-erro-502289.html

‘Não vamos cometer o mesmo erro’

A presidente mundial da Avon fala sobre as lições deixadas pela maior crise da história recente da companhia

por Melina Costa

Em 2005, os negócios da Avon entraram numa crise que colocou em xeque a capacidade de liderança de sua presidente, a canadense Andrea Jung. A empresa perdeu muito espaço em vários mercados importantes, incluindo o Brasil, onde foi desbancada da liderança do mercado de cosméticos porta a porta pela Natura. Após uma grande reestruturação, a Avon começou a se recuperar, como diz a presidente numa entrevista exclusiva a EXAME.

1) Qual foi a estratégia da Avon para recuperar espaço?
Reduzimos custos para investir mais em publicidade e melhoramos as ferramentas à disposição de nossas revendedoras, como a internet. Com isso, voltamos a ganhar mercado.

2) Qual foi a economia obtida com o processo de reestruturação?
As economias chegarão perto de 1 bilhão de dólares, que serão reinvestidos no negócio nos próximos anos. Boa parte dos novos investimentos irá para países emergentes, como o Brasil, que se tornou um mercado fundamental para a Avon.

3) O que levou a Avon a perder a liderança de mercado no Brasil para a Natura?
Deixamos de investir o suficiente na marca e no trabalho com as revendedoras para defender nossa participação de mercado. Mas já corrigimos esse erro.

4) Por que o país se tornou um mercado tão importante?
É a operação que mais contribui para o crescimento e o lucro da empresa no mundo. O Brasil também é um mercado crítico. Se uma estratégia não for bem-sucedida aqui, não será bem-sucedida para a Avon. Para algumas marcas, o trabalho de desenvolvimento de produtos e de estratégias é feito do Brasil para o resto do mundo.

5) A crise aumentou a importância dos mercados emergentes?
Hoje, nossas maiores oportunidades de crescimento estão na América Latina, na Europa Central e do Leste, na China e na Índia. Os mercados em desenvolvimento são a origem de 75% de nossas vendas.

6) A senhora é filha de chineses. Como isso contribui para sua visão sobre as economias emergentes?
Tenho sorte de ter origem chinesa e trabalhar para uma companhia que faz a diferença na vida das mulheres daquele país. Nas economias emergentes, as mulheres estão se tornando independentes financeiramente agora. A Avon participa disso e eu fico muito orgulhosa.

7) Como a Avon tem lidado com a crise nos países desenvolvidos?
Primeiro, estamos atraindo representantes. Temos uma forte publicidade de recrutamento enfatizando a mensagem de que na venda direta você não será demitido e terá o próprio negócio. Isso teve um bom impacto com a população americana. O tipo de pessoa que estamos atraindo são recém-desempregados. Depois, oferecemos produtos atrativos e que cabem no bolso das pessoas. Por que pagar 20 dólares por um batom se você pode conseguir um bom produto por 5 dólares?

– 20 Anos de Playboy com ensaio sensual de… Margie Simpsons!

Cada um faz marketing pelos caminhos que melhor puder. Um apelo comum é alavancar produtos associando a imagem com belas mulheres. Já a Revista Playboy, que justamente vende imagens sensuais de lindas garotas, resolveu ser engraçadinha na sua edição comemorativa. Posará para um ensaio sensual… Margie, esposa de Hommer Simpsons! Olha a Capa:

Extraído de: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jifKtxITQUpqlioGGraG6vVILf_Q

MARGIE SIMPSONS SERÁ A CAPA DA PLAYBOY

AFP, WASHINGTON, EUA — Marge Simpson – mulher de Homer e mãe de Bart, Lisa e Maggie – será a capa da Playboy de novembro, revelou a famosa revista masculina nesta sexta-feira.

A Playboy divulgou hoje a imagem da capa de novembro, que mostra Marge atrás de uma cadeira em forma de coelho, a marca da revista.

“O diabo em Marge Simpson” é o título da edição, que promete uma entrevista, mais fotos e a nova coelhinha no pôster da famosa página central.

Segundo a Playboy, esta é a primeira vez que uma personagem de desenho animado chega à capa da revista, geralmente frequentada pelas mulheres mais cobiçadas do mundo.

– Os Efeitos da Chuva no Preço do Etanol

Se já não bastassem os altíssimos índices de exportação de açúcar, que fazem os produtores optar pela menor produção de álcool, as chuvas estão elevando os preços do combustíveis. Veja os reais motivos para o aumento:

Extraído de: http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=22031197

Em SP, chuvas fazem com que preço do álcool aumente

Valores do etanol para o produtor aumentou, em média, 7,73% na última semana; com isso, consumidor deve sentir aumentos na bomba

SÃO PAULO – O aumento das chuvas em São Paulo foi o principal responsável pelo aumento do álcool na última semana para o produtor. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), entre 21 e 25 de setembro, a alta do combustível foi, em média, de 7,43%.

Para o representante de Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) em Ribeirão Preto, Sérgio Prado, os preços dos fornecedores praticados antes do aumento era “irreal”. Com a elevação, os preços do combustível atingiram um patamar sustentável, segundo Prado.

Reflexo para o consumidor

Por conta do aumento do combustível para os produtores, os consumidores devem sentir a alta. Prado explica que com as chuvas, a oferta do combustível caiu, porque houve uma parada na produção. Por outro lado, com a demanda aquecida, a elevação dos preços atingirá as bombas.

Além das chuvas, um dos motivos para que os preços ao fornecedor aumentasse também é logístico. Prado afirmou que problemas de distribuição elevam os preços para os fabricantes e, como consequência, para o consumidor final.

No caso dos preços praticados para o consumidor final, Prado reitera a análise. “O consumidor fica realmente assustado com as altas, porém, é preciso alertar que não era possível manter os preços nos níveis anteriores”, afirmou.

Chuvas intensas

Os produtores de cana-de-açúcar da região Centro-Sul do Brasil sentiram os efeitos das chuvas intensas do mês passado. Por conta disso, o Cepea já verificou uma menor oferta de álcool, por isso os aumentos da última semana.

Setembro é um mês tradicionalmente mais favorável à colheita, mas, na safra atual, o índice alto de chuvas já provocou a perda de 11 dias efetivos de moagem da cana-de-açúcar, o que fez a produção na quinzena ficar 22,8% abaixo da verificada na safra anterior.

Desde o início da safra, em meados de maio, 43,59% do total de cana processada foi destinado à produção de açúcar, ficando 56,41% para a produção de etanol, que somou 15,1 bilhões de litros, volume praticamente igual ao da safra anterior.

– A Nova Lei dos Prazos e Horários de Entrega

O Governo do Estado de São Paulo está regulando as empresas que se comprometem a entregar produtos e/ou serviços em prazos certeiros. Por exemplo: se você comprar um produto pela Internet, o site da empresa deve dizer o dia e em que período do dia a compra será entregue (atualmente, a empresa determina apenas prazo de até X dias).

Olha como funcionará:

Extraído de: http://www.proteste.org.br/consumidor/lei-obriga-entrega-com-hora-marcada-em-sp-s494041.htm

Lei obriga entrega com hora marcada em SP

Empresa que deixar o consumidor esperando e não prestar o serviço ou entregar a mercadoria no horário combinado será multada.

Foi sancionada a lei que obriga fixar data e horários para a realização de serviços ou a entrega de produtos nas cidades do estado de São Paulo. Caso o prazo combinado não seja cumprido, a empresa poderá ser multada em valores que variam de R$ 212,81 a R$ 3.192.300, conforme a gravidade.

A lei determina que se a entrega estiver agendada para o período da manhã, a encomenda tem que chegar entre 7h e 12h; no período da tarde, entre 12h e 18h; e no período da noite, entre 18h e 23h. Os serviços realizados em cada um deles devem respeitar as regras e restrições municipais

O consumidor só tem a ganhar porque evitará espera até as vezes inútil, como ocorre até agora. A lei determina que quando seja feita a compra ou a contratação do serviço, o consumidor tenha por escrito qual a data e o período do dia em que eles serão feitos.

Caso o consumidor não seja atendido no turno marcado, a orientação é de que ele procure o Procon e denuncie a empresa, que poderá ser multada de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

Quem já não perdeu o dia inteiro de trabalho, por ficar preso em casa esperando por um produto, que muitas vezes nem chegou a ser entregue? Geralmente as empresas  informam que a entrega será feita em “horário comercial”. Em caso de aplicação da multa o consumidor poderá entrar em contato com o Procon para receber 50% do valor da multa. Já os outros 50% vão para o Fundo Estadual de Proteção do Consumidor.

Já a Associação Comercial do Estado de São Paulo alega que a medida deverá ter impacto no bolso do consumidor, já que as lojas terão de manter uma estrutura maior e aumentar suas frotas de entrega. O setor alega que o aumento de custo será repassado para o consumidor.

– Dia Nacional de Combate a Cartéis

Neste dia 08, o Governo Federal dedica a data ao “Dia Nacional de Combate aos Cartéis”. Tal evento serve para que as pessoas denunciem a combinação de preços e ações comerciais igualitárias, minando a concorrência e lesando o consumidor.

Mas o governo não sabe quais são os cartéis? Não tem noção dos grandes grupos econômicos que tem agido às vezes até sob a sombra da Justiça Brasileira?

A promoção do governo conta com um empresário sujo de barro e rodeado por materiais de construção, inclusive o cimento. Esse é um grande cartel ao qual o governo nada tem feito…

E os monopólios? O que a Secretaria de Defesa Econômica tem feito contra eles?

De qualquer jeito, vale a divulgação: www.mj.gov.br/sde

 

– Pequenos Empreendedores e as Oportunidades Abertas pelos Eventos

Tantos acontecimentos na sociedade e na economia brasileira acabam abrindo espaço para inúmeros investimentos para eventos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Exploração do Pré-Sal). Como as pequenas e médias empresas podem observar e lucrar com isso?

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200910060220_ABR_78446259

Copa, Olimpíadas e pré-sal são oportunidades para pequenas empresas

O País tem três grandes oportunidades de negócios para os micro e pequenos empresários nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e a exploração do petróleo da camada pré-sal. Mas para conseguir ter ganhos será preciso formalizar suas atividades e criar consórcios. O assunto foi debatido nesta segunda-feira, no primeiro dia do 2º Encontro Nacional de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais (Fomenta). O evento ocorre até o próximo dia 7, no Rio de Janeiro.

Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, grandes eventos como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas estão repletos de boas oportunidades para as micro e pequenas empresas, desde que estejam regularizadas.

“Existe a meta de regularizar um milhão de empreendedores individuais no Brasil. Se essas pessoas se regularizam, passam a ficar visíveis. Assim, os governos e as entidades que estão aí para dar apoio podem enxergá-los”, disse.

Segundo Quick, não só as grandes empresas vão lucrar com os eventos esportivos, mas que há lugar também para os pequenos empreendedores: desde os serviços de apoio ao turista, como de guias e intérpretes, passando por restaurantes, operadores de transporte e outras facilidades que serão necessárias para receber os milhares de visitantes que virão ao Brasil e especialmente ao Rio de Janeiro.

A secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Loreni Foresti, chamou a atenção para a necessidade das pequenas empresas formarem consórcios para poderem oferecer produtos em grande escala e a preços competitivos à grandes compradores, entre elas as empresas estatais e ao próprio governo federal, tanto nas obras do PAC, quanto na exploração do pré-sal.

Segundo ela, desde 2007, com a efetiva aplicação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) as compras governamentais de pequenos e micro empresários vêm aumentando consideravelmente. Em 2007, o segmento respondia por 8% das compras, percentual que saltou para 44% este ano.

Outro fator que contribuiu para o crescimento dos pequenos foi a adoção do pregão eletrônico, possibilitando que o empresário venda ao governo, de qualquer lugar do país, por meio da internet.

“Aqueles pequenos empresários que anteriormente tinham que se deslocar para participar das licitações não precisam mais sair de seus locais. Com isso, aumentou a quantidade de fornecedores das diversas regiões”, disse Loreni.

Segundo ela, com a entrada de novos concorrentes, acabaram os cartéis que dominavam determinados setores. Com isso, só no ano passado, o governo conseguiu melhores negócios e gerou uma economia de R$ 3,8 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão com os micro e pequenos empresários.

De acordo com o gerente do Sebrae, um empecilho para o aumento das compras governamentais com as pequenas e micro empresas é a falta de regulamentação da Lei 123/06. Embora a lei tenha entrado em vigor em dezembro de 2006, apenas o governo federal e 13 estados regulamentaram o Inciso 5º, que estabelece a exclusividade em compras de até R$ 80 mil e preferência em caso de empate com uma empresa maior.

Do total de 5.563 municípios brasileiros, apenas 818 têm leis municipais sobre o tema, o que corresponde a apenas 15,24% do total. “É importante que os empresários pressionem, por meio de suas associações, para que esses governos priorizem a regulamentação da lei”, recomendou o diretor do Sebrae.

– Nestlé X Danone. Boa briga!

Vocês viram o comercial da água Bonafont?

Pois é, essa água é da Danone, e promete ajudar a… emagrecer!

A Nestlé entrou na justiça contra a Danone, alegando que sua concorrente fazia propaganda enganosa.

A sabedoria popular diz que para eliminar líquidos, beber água é bom! Será?

O certo é que a Danone teve que retirar sua porpaganda da TV. É só o começo da “Guerra das Águas”

– Ações de Cias Aéreas Brasileiras Disparam!

Efeito Olimpíadas: ações das empresas aéreas domésticas dispararam. Afinal, não é fácil para o Mundo (nem para brasileiros de outros estados) viajarem ao RJ de carro…rsrsrs

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,acoes-de-aereas-disparam-na-bolsa-com-avanco-do-rj-em-olimpiadas,444799,0.htm

Ações de aéreas disparam na bolsa com avanço do RJ em Olimpíadas

SÃO PAULO, 2 DE OUTUBRO – As ações de companhias aéreas domésticas figuravam entre as maiores altas da Bovespa nesta sexta-feira, segundo operadores em meio à expectativa de que a cidade do Rio de Janeiro seja escolhida como sede para os Jogos Olímpicos de 2016.

Às 13h21, a ação preferencial da TAM subia 5,43 por cento, a 24,25 reais. A companhia é líder do país no mercado de viagens internacionais.

Pouco atrás, o papel da Gol avançava 4,78 por cento, a 18,65 reais. A empresa opera voos para a América Latina.

“Os investidores fizeram uma associação imediata à questão das Olimpíadas”, disse o operador de uma grande corretora paulista que pediu para não ser identificado.

A votação para a escolha da cidade-sede dos Jogos Olimpícos de 2016 foi concluída há pouco, informou o Comitê Olímpico Internacional. Rio de Janeiro e Madri são as duas cidades que ainda disputam o direito de sediar os Jogos. O COI anuncia o vencedor dentro de alguns minutos. Chicago e Tóquio foram eliminadas.

(Reportagem de Aluísio Alves)

– Carrefour do Brasil à venda: Boato ou Verdade?

Se boato, uma irresponsabilidade. Se verdade, uma grande oportunidade!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/corretora-ve-3-possiveis-compradores-carrefour-brasil-502282.html

3 POSSÍVEIS COMPRADORES PARA O CARREFOUR

Diante da notícia publicada pelo jornal francês Le Monde, de que os dois maiores acionistas do Carrefour, o fundo Colony Capital e o magnata Bernard Arnault, estariam exercendo pressões para que o grupo venda as operações em países emergentes, como Brasil e China, analistas da corretora Ativa esperam três possíveis compradores interessados caso a venda se confirme. Dois deles, a rede de varejistas inglesa Tesco e a alemã Metro, poderiam aproveitar a oportunidade para adquirir as operações do Carrefour e entrar com força no mercado brasileiro.

A terceira possibilidade, segundo os analistas, seria que o Wal-Mart adquirisse tais operações, o que representaria sério risco para o grupo Pão de Açúcar, um dos principais concorrentes do Carrefour. Com a compra, a rede americana dobraria seu faturamento no Brasil e ganharia massa crítica – com o aumento no volume de vendas – para obter melhores negociações com fornecedores e praticar preços mais baixos ao consumidor.

Como ainda não há nada definido sobre a venda das operações do Carrefour, para os analistas, a notícia do Le Monde ainda não gera impacto sobre os negócios do Pão de Açúcar. A corretora descarta a compra das operações por parte do próprio grupo Pão de Açúcar, pois haveria dificuldade para a companhia levantar este capital no mercado. Além disso, seria difícil haver um um aporte de capital por parte dos acionistas controladores (Grupo Casino e Abílio Diniz).

A venda das operações, de acordo com a Ativa, seria uma forma dos investidores sócios do Carrefour recuperarem os recursos aplicados na rede varejista. Desde março de 2007, quando o controle das operações passou às mãos do fundo Colony Capital e de Bernard Arnault, a companhia perdeu quase 30% do seu valor de mercado.

As ações do Pão de Açúcar (PCAR5) fecharam o pregão desta quarta-feira (30/09) em alta de 1,32%, a 50,00 reais. O Ibovespa encerrou em alta de 0,46%, aos 61.517 pontos.

– O Golpe da Liberação de Postos de Combustíveis

É a verdadeira história da “banana comendo o macaco”. A diretora do Sincopetro, entidade que denuncia adulteradores de combustível e golpistas deste ramo, é presa por chefiar um esquema de corrupção na liberação de postos irregulares!

Loucura… Em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090929/not_imp442609,0.php

Empresária cobrava propina para ajudar postos

por Bruno Tavares

A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, presidente da subsede de Sorocaba do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), foi presa ontem acusada de comandar um esquema de cobrança de propina para agilizar a regularização de postos de combustíveis em cidades do interior paulista. Um funcionário da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é suspeito de fornecer informações privilegiadas à suposta organização criminosa. Outras dez pessoas – entre políticos de Sorocaba, servidores públicos, advogados e diretores de uma grande rede de supermercados – são investigadas.A polícia afirma que Ivanilde “apresentava dificuldades para vender facilidades”. Ela usaria seu cargo e o nome do sindicato para interceder em favor de donos de postos de combustíveis em situação irregular – tanto na ANP quanto nas prefeituras. Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça indicam que a empresária receberia R$ 5 mil por cada posto liberado ou poupado em ações de fiscalização.

O contato de Ivanilde na ANP é identificado apenas como Marquinho. Em diálogo gravado em 27 de agosto de 2008, ela pede ao funcionário que “acelere” a tramitação do processo de um posto. Embora o pedido inicial tenha sido negado, a empresária sugere que Marquinho telefone para o proprietário do estabelecimento e o oriente a montar um novo “kit” de documentos para que o pedido seja protocolado novamente. Ivanilde queria que o próprio Marquinho se apresentasse para que o dono do posto sentisse “mais firmeza”.

Além do suposto esquema de corrupção envolvendo o funcionário da ANP, Ivanilde mantinha contato com servidores públicos e políticos de Sorocaba. Eles seriam acionados todas as vezes em que era preciso agilizar o processo de obtenção de licenças de funcionamento. Um secretário do governo municipal de Sorocaba teria concordado inclusive em fazer alterações no trânsito para favorecer um posto, atendendo a um pedido da empresária. Citado nas investigações, o secretário de Governo, Maurício Biazotto, pediu ontem afastamento do cargo até o final das apurações.

O presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, reagiu com indignação à prisão de Ivanilde. “Somos a entidade que mais denuncia esse tipo de irregularidade. Me senti traído.” Gouveia determinou ontem o afastamento da empresária do cargo. Anunciou ainda que a subsede de Sorocaba ficará fechada até que as denúncias sejam esclarecidas. Segundo ele, Ivanilde estava em seu segundo mandato como presidente. “É a primeira vez, em 20 anos no setor, que ouço falar de venda de informações privilegiadas de dentro da ANP.”

Em nota, a Assessoria de Imprensa da agência informou que ainda não tem informações sobre o caso e que, tão logo as receba da polícia, “irá tomar as providências cabíveis”.

COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

 

– A Intuição e o Empreendedorismo da Administradora do Magazine Luiza

INTUIÇÃO e EMPREENDEDORISMO. Estas são as palavras-chave de Luiza Trajano, a presidente do Magazine Luiza, em entrevista ao Blog “Por dentro das empresas”, de Cristiane Correa.

Numa matéria muito interessante, a administradora de empresas fala sobre o “luto” que ficou por não comprar o “Ponto Frio”, os planos A e B da empresa e muitas outras situações. Em vídeo, pela TV Exame. Clique em:

http://portalexame.abril.com.br/blogs/cristianecorrea/20090813_listar_dia.shtml?permalink=188606

– Agora é oficial: BB compra o Banco Votorantim

Hoje o mercado se agitou: BB finalizou a compra do Banco Votorantim!

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200909281327_RTR_1254144427nN2872329

BB conclui compra de 50% do Banco Votorantim por R$ 4,2 bi

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta segunda-feira que concluiu a aquisição de 50% do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões, em uma operação anunciada em janeiro. Segundo o BB, ativos e passivos serão consolidados no balanço do terceiro trimestre e os resultados vão ser incluídos a partir dos três últimos meses do ano.

O BB pagará R$ 3 bilhões pela aquisição de ações ordinárias do Votorantim e fará um aporte de R$ 1,2 bilhão com a subscrição de novas ações preferenciais do rival. A operação ainda envolve distribuição de dividendos de R$ 750 milhões.

Quando foi anunciada em janeiro, a transação com o Votorantim faria os ativos totais do Banco do Brasil crescerem 8% e a carteira de crédito 9%.

As ações do Banco do Brasil operavam em alta de 0,34% às 10h26 (de Brasília), enquanto o Ibovespa, principal índice acionário do País, exbia valorização de 0,34%.

– A Falta de Empatia na Administração de Empresas

Essa matéria é interessante: Sadia e Perdigão trazem o exemplo do que é não ter EMPATIA na Administração de Empresas!

Extraído de: http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=92162

FALTA DE EMPATIA NA ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

Uma semana após a criação da Brasil Food, resultado de fusão da Sadia com a Perdigão, dois funcionários, um de cada empresa, brigaram em um supermercado de Jundiaí porque um deles afirmou a marca que representava deveria ter mais espaço nas gôndolas. Essa cena é um exemplo clássico de falta de competência emocional, fundamentalmente empatia, é o que constata o especialista e consultor em Competência Emocional e Qualidade de Vida no Trabalho Minoru Ueda, que também é professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), conveniada da Faculdade de Economia, Administração de Ciências Contábeis da USP (FEA-USP).

De acordo com o pesquisador, há cinco competências emocionais que são necessárias para que se tenha um bom relacionamento interpessoal no meio empresarial: empatia, auto-conhecimento, auto-controle, auto-motivação e habilidades sociais. Uma empresa cujos empregados dominam as cinco competências tem, segundo a pesquisa de Ueda, uma significativa melhoria no rendimento. Segundo Ana Christina Limongi-França, psicóloga organizacional e professora associada da FEA-USP, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Para Ueda, é “tornar-se sensível aos aspectos sociais, e ter consciência da situação, antes de tentar ser entendido”.

A pesquisa do professor, que é inédita e foi feita principalmente com secretárias que atuam em empresas privadas e públicas, detectou que auto-conhecimento e auto controle têm um bom índice de ocorrência (25% e 24% respectivamente). Empatia, porém, não é tão frequente (apenas 14%). O professor explica que, apesar da baixa incidência, é importante que os empregados a tenham, principalmente porque as empresas vêm sofrendo grandes mudanças que afetam também seus trabalhadores. “Em grandes fusões, por exemplo, uma pessoa tem que se lembrar que agora convive em um ambienta cultural distinto, com regras, valores e procedimentos diferentes. Se pensar que o outro também está se adaptando, a convivência fica mais fácil”.

O mercado competitivo exige hoje uma estrutura organizacional que incentive o trabalho em equipe. Por isso, a competência baseada na empatia é extremamente valorizada no ambiente corporativo. “Para a produtividade, o importante é que [a empatia] torna a empresa e o processo produtivo mais humanos”, afirmou Limongi-França.

A descoberta de que a empatia é uma habilidade interpessoal tão pouco trabalhada no mundo empresarial serve como um alerta às empresas. Ueda, porém, afirma que novos estudos precisam ser feitos, devido às mudanças envolvendo o ambiente empresarial e o que elas exigem dos profissionais.

Sobre Minoru Ueda – Professor da Fundação Instituto de Administração (FIA/FEA-USP). Docente e consultor pelo SENAC na competência Gerência de Atendimento Corporativo. Palestrante no tema Inteligência Emocional na FEA-USP. Participa como mentor do Programa de Mentoring, um projeto da Associação dos Engenheiros Politécnicos (AEP) em parceria com a POLI-USP e desenvolvido pela FEA-USP. Como consultor especializado em Qualidade no Atendimento, Competência Emocional e Qualidade de Vida no Trabalho, além de desenvolver treinamentos corporativos, participa em congressos e seminários como conferencista na área comportamental. Possui MBA em Recursos Humanos, nível executivo, pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP). A monografia desenvolvida no MBA da FIA-USP foi sobre o tema “O Impacto da Competência Emocional na Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho das Secretárias”. Pós-graduado em Administração, pela FEI/ESAN (São Paulo). Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL). Condicionamento Neuro-Associativo pela Academia de Lideres e Treinadores da Matrix University Brasil.

– Pepsi e Coca-Cola proibidas de Vender suas Águas

Ministério Público alega propaganda enganosa. É água ou é refrigerante?

Extraído da Folha On Line

Ministério Público pede proibição da venda dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou na terça-feira (22) uma ação civil pública na 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal pedindo a proibição da comercialização dos refrigerantes H2OH! e Aquarius Fresh, produzidos, respectivamente, pela Pepsi Cola Indústria da Amazônia Ltda e pela Coca-Cola do Brasil.

De acordo com a ação, os dois produtos possuem nomes que remetem à água, mesmo sendo refrigerantes de baixa caloria, o que poderia confundir e até prejudicar a liberdade de escolha do consumidor, apesar de constar em seus rótulos que são refrigerantes.

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Sendo assim, a Procuradoria afirma que o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) não poderia autorizar o registro das marcas, pois ambas ferem a lei de propriedade industrial que proíbe sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina.

“Tal situação demonstra desrespeito ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor, principalmente, em relação aos princípios que estabelecem a transparência e harmonia nas relações de consumo, a boa-fé”, relata a ação. A ação pede ainda que os produtos passem por reformulação para que se adequem a legislação.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Coca-Cola afirmou que ainda averigua a informação e deve se pronunciar em breve. Assim que a empresa responder ao contato, a informação será acrescida ao texto.

Já a Pepsi e a AmBev (fabricante do produto) informaram, por meio de sua assessoria, que ainda não foram informadas oficialmente sobre a ação judicial.

Ainda segundo as empresas, o “Ministério Público Estadual de SP analisou e aprovou o rótulo de H2OH!; a Justiça Federal já avaliou, em outra ocasião, alegações a respeito da legalidade da marca H2OH! e autorizou, por meio de decisão judicial, a sua utilização no Brasil”.

As empresas informaram ainda que “o H2OH! segue rigorosamente a legislação aplicável, inclusive no tocante à rotulagem, em especial as normas de proteção e defesa do consumidor, que o produto está devidamente registrado perante o Ministério da Agricultura, […] e sua marca foi devidamente registrada perante o INPI”.

– Kaiser, Sol e Bavária derrubam FEMSA. Mas isso dá lucro… Como?

Há certas coisas que tornam a Administração de Empresas fantástica! Uma delas é a queda de participação de mercado das cervejas Kaiser, Sol e Bavária, todas da FEMSA. O mais interessante: a empresa se vangloria do lucro e do seu desejo de performance negativa!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/624/esta-gelado-vai-esquentar-a-femsa-perde-mercado-num-ritmo-152118-1.htm

Está gelado. Vai esquentar?

A Femsa perde mercado num ritmo inédito no Brasil. Mas garante que, graças a isso, ganha mais dinheiro que as concorrentes

por Adriana Matos

A trajetória da cervejaria mexicana Femsa nunca foi das mais fáceis no Brasil. Desde que adquiriu a Kaiser, em 2006, precisou se desdobrar para dar novo gás à marca. Até hoje, a marca cresce menos do que a concorrência. Considerada uma de suas maiores apostas do grupo por aqui, a Sol, outro de seus rótulos, nunca teve mais de 1% das vendas do setor no Brasil. No passado recente, a Femsa perdeu distribuidores e chegou até a entrar numa briga declarada com a AmBev nas tevês e na Justiça. Em momento algum seu desempenho por aqui animou os acionistas. Mas nada pode ser comparado ao baque sofrido na mais recente leitura da consultoria ACNielsen, divulgada na semana passada. Em agosto, as três marcas de cerveja da Femsa (Kaiser, Sol e Bavária) registraram a menor participação de mercado desde que a companhia desembarcou no País. Entre janeiro e agosto, a taxa desabou de 8,2% para 6,9%, uma perda equivalente a R$ 140 milhões em receitas. Esse resultado provocaria um terremoto em qualquer empresa. Mas não se tem notícia sobre demissão de diretores ou mudanças dramáticas na gestão do negócio. Isso porque a Femsa garante que já esperava por isso. Parece uma incoerência, mas, de certa forma, foi ela – e não os rivais – a maior responsável pela performance negativa.

Nesse ano, a companhia fez reajustes de preços que chegaram ao dobro da alta promovida por AmBev ou Schincariol. Enquanto as duas concorrentes subiram as tabelas em quase 5% na virada do ano, na Femsa a alta foi de 10,7% no primeiro trimestre. A Femsa fez uma opção clara: decidiu mexer no preço porque precisava proteger a margem de lucro, ainda que isso provocasse queda nas vendas. “Resolvemos garantir a rentabilidade. Esse é o nome do jogo. Reajustamos, perdemos share, mas a operação continua no azul”, diz Paulo Macedo, diretor de relações externas do grupo. A visão é compartilhada por gente de fora da empresa. “Uma companhia do porte da Femsa tem compromisso com acionista. Para o investidor, não interessa se ela perdeu mercado ou não. Por isso, ela protegeu o resultado”, diz Joaquim Ferreira Sobrinho, professor da Trevisan Escola de Negócios.

A origem do problema estava na escalada do dólar após o estouro da crise financeira. Cerca de 70% da matéria-prima usada na produção da bebida é dolarizada. A empresa não quis amargar as perdas geradas pela alta dos custos. As operações de proteção cambial (hedge) fechadas pelo grupo não consideravam uma disparada no dólar superior a R$ 2,20 (ele foi a R$ 2,51).

Nessa hora, não há muito o que fazer se a empresa não tem peso no tabuleiro de forças. A AmBev muitas vezes divide a conta com o varejista, que ou aceita a pressão ou fica sem o produto. Na Femsa, com poder de barganha bem menor e portfólio de marcas limitado, não funciona assim. No final do primeiro semestre, o que se viu foi preço mais salgado e volumes mais magros – alta de 1,9% na quantidade vendida no primeiro trimestre e 0,5% de abril a junho. No semestre todo, o setor cresceu 4%. Até agora, a quantidade de dinheiro que vai para o caixa da Femsa cresce numa velocidade maior do que o volume comercializado. Enquanto o valor do Ebitda subiu 72% entre 2003 e 2008, as vendas registraram alta de apenas 9%. Agora, se quiser aumentar os volumes de produção, a empresa terá que superar limitações na produção em algumas fábricas. A unidade de Manaus, que atende o Norte, está operando com 100% da capacidade instalada. É a região que ajuda a empresa a ganhar dinheiro, mas não há como produzir mais ali sem o desembolso de vultosos investimentos.

Também não existem planos para ampliar a unidade de refrigerantes de Minas Gerais, uma das mais eficientes do grupo, e que poderia passar a produzir cerveja.
Em novembro, José Antonio Fernández Carbajal, presidente do Conselho de Administração da Femsa, disse que poderia produzir a bebida em Minas Gerais dentro de quatro anos. “Isso ainda não está certo. Aquela unidade fabrica refrigerante e precisamos acertar essa ampliação com a Coca-Cola”, diz Macedo. Ele, porém, garante a satisfação da empresa com os resultados no Brasil. “Nós crescemos há três anos consecutivos e operamos no azul há quase dois anos.” Para ele, a Femsa está muito longe de entrar numa fria.

– Puma e Adidas: os irmãos fazem trégua!

Historicamente, as empresas Puma e Adidas travam uma briga única: a hegemonia e simpatia pelo mercado alemão, desde a origem das duas corporações. Claro, os irmãos Dassler, fundadores da empresa que se subdividiu, sempre se degladiaram. Entretanto, após muito tempo, fazem uma interessante trégua: um evento promocional que une as 2 gigantes do material esportivo.

Extraído de: http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2009/09/18/depois-de-60-anos-chega-ao-fim-a-guerra-entre-puma-e-adidas/

DEPOIS DE 60 ANOS, CHEGA AO FIM A GUERRA ENTRE PUMA E ADIDAS

por Fábio Kadow

A maioria já conhece, mas não custa relembrar. Em 1924 os irmãos Adi e Rudi Dassler montaram a sapataria Gebrüder Dassler, que, quatro ano depois, já estava presente nos pés de diversos atletas que disputaram as Olimpiadas de 1928, em Amsterdam, na Holanda. Em 1936, nas Olimpiadas de Berlim, o norte-americano Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro (e desafiou Hitler) devidamente calçado com produtos Gebrüder.

Como sociedade é algo que não costuma funcionar nem entre irmãos, em 1947, por causa de brigas que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial, houve a separação que deu origem a duas grandes marcas do mercado esportivo: Adidas e Puma.

Sessenta anos depois da cisão finalmente a guerra (que é muito forte até hoje no norte da Alemanha, onde um rival não usa a marca do outro) terá uma trégua justamente no dia 21 de setembro, o Dia Internacional da Paz criado peola ONU. O esporte, que é conhecido por ter proporcionado fatos incríveis na união entre inimigos políticos e religiosos, agora também vai selar a paz no mundo dos negócios.

Os atuais presidentes das empresas chegaram a um acordo histórico que vai envolver diversas ações promocionais. Para começar, nada melhor do que um jogo de futebol entre os funcionários das empresas, evento que foi batizado de Peace One Day. “Nós realmente acreditamos que o esporte pode juntar as pessoas. Isso foi demonstrado inúmeras vezes no passado e estamos comprometidos com os valores positivos que o esporte tem: paixão, performance, trabalho em equipe e jogo limpo.”, declarou Herbert Hainer, presidente da Adidas, no site da empresa.

A ação será divulgada e promovida também durante a rodada desse fim de semana do Campeonato Alemão, em alguns jogos que envolvem times de um dos dois fabricantes.

– Formação de Preço do Álcool Combustível

A concorrência tem feito o preço do álcool cair; entretanto, a existência de empresas “Barrigas de Aluguel” e a grande sonegação fiscal faz com que o álcool paulista seja o mais barato do Brasil.

Veja que interessante como funciona esse golpe (extraído da Folha de São Paulo, 18/09/2009, pg b10, por Fátima Fernandes)

PREÇO DO ÁLCOOL NA BOMBA ESTÁ ABAIXO DO CUSTO EM SP

O preço do litro do álcool hidratado nos postos em São Paulo está abaixo do custo, segundo o Sindicom, sindicato das distribuidoras de combustíveis, com base em levantamento feito pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).O preço médio do litro do álcool em postos paulistas era de R$ 1,27 no período de 6 a 12 deste mês , segundo a ANP. Deveria ser de R$ 1,35, no mínimo, para remunerar distribuidoras e postos de combustíveis que recolhem impostos, segundo o Sindicom e o Sincopetro, sindicato de postos de São Paulo.

Quem vende o litro do álcool a menos de R$ 1,30 ou trabalha com prejuízo, o que não justifica estar no negócio, ou sonega impostos, segundo Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicom.

O custo médio do álcool na usina, incluindo os impostos, é de R$ 1,07. Se o preço médio no posto é de R$ 1,27, significa, segundo Vaz, que sobra R$ 0,20 para dividir entre as distribuidoras e os postos. Alguns postos em São Paulo chegam a vender o litro a R$ 1,09, segundo levantamento da ANP.

‘Isso é impossível e revela claramente a sonegação de impostos nesse mercado’, diz. A margem razoável das distribuidoras é de R$ 0,05 a R$ 0,10 por litro e a dos postos, de R$ 0,20 a R$ 0,30 por litro, de acordo com os cálculos do Sindicom.

A venda de álcool a preço abaixo de custo está disseminada no Estado e preocupa as distribuidoras tradicionais, como BR, Shell, Ipiranga e Esso, assim como a expansão de vendas de novas distribuidoras.

De janeiro a junho deste ano, Petronova, Twister e Gold detinham, juntas, cerca de 11% do mercado de álcool vendido em São Paulo, que somou 4,72 bilhões de litros de janeiro a julho deste ano, segundo a ANP.

O volume vendido pelas três novas distribuidoras é quase o comercializado pela Shell, que fechou com participação de 13,5%, no período. Procurados pela Folha, representantes da Petronova, da Twister e da Gold não foram localizados.

A venda de álcool a preço abaixo de custo preocupa cada vez mais, segundo distribuidoras consultadas pela Folha, à medida que o álcool passa a substituir a gasolina. Em São Paulo, por exemplo, a venda de etanol já supera a da gasolina. De janeiro a junho deste ano, a venda de gasolina no Estado de São Paulo foi de 3,79 bilhões de litros, cerca de 1 bilhão de litros a menos do que a de álcool.

Em Marília (SP), postos chegam a vender o litro do álcool a R$ 0,95. O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento para investigar a prática de preços, que revela indícios de sonegação fiscal.

Cerca de 60 postos devem entregar notas fiscais de compra de álcool em agosto e setembro ao MPF. ‘Vou verificar se há venda com prejuízo com intenção de eliminar a concorrência ou se há falta de recolhimento de tributos’, diz Jefferson Aparecido Dias, procurador do MPF em Marília e procurador regional dos direitos do cidadão em São Paulo.

Dias já oficiou a ANP para que envie a relação de distribuidoras e o volume de vendas em São Paulo, o que deverá ser feito em até 20 dias.

“Se houver indícios de sonegação, vou encaminhar as informações para a Fazenda paulista. O fato é que donos de postos que trabalham na legalidade não conseguem mais competir nesse mercado”, diz. A SDE (Secretaria de Direito Econômico) e a ANP poderão ser acionadas pelo procurador.

‘Barrigas de aluguel’

A expansão do consumo de álcool hidratado criou no mercado paulista, segundo distribuidoras, as empresas chamadas de ‘barrigas de aluguel’.

São distribuidoras que sobrevivem por pouco tempo e operam apenas com uma central de atendimento. Após o acúmulo de débitos fiscais, elas fecham ou trocam de nome. “Só que conseguem desregular todo o mercado”, diz Vaz.

 

O CUSTO DO ÁLCOOL (EM REAIS)

0,75 – Custo da usina      0,05 – Pis e Cofins         0,11 – ICMS

0,04 – Frete                     0,05 – ICMS                  0,07 – PIS e COFINS

0,10 – Margem da Distribuidora             0,30 – Margem Bruta do Posto

                                                                   CUSTO TOTAL = R$ 1,47.

– Melhores de 2009: A Ambev vence no quesito LIDERANÇA

Como é de costume, as revistas voltadas à Administração de Empresas, Carreira e Negócios elegem suas listas sobre as melhores empresas para se trabalhar.

Nesta semana, chega às bancas a RELAÇÃO MELHORES E MAIORES da Revista Exame, em parceria com a Revista Você S.A.

A novidade é que há um buscador aberto a qualquer internauta, onde você escreve o nome da empresa e já aparece a colocação, suas vantagens e desvantagens. O link para acessar e pesquisar sua empresa é: vocesa.com.br/melhoresempresas

Uma das matérias em destaque é a vitória da AMBEV, como organização com maior nota no quesito LIDERANÇA.

Compartilho a reportagem, extraída do mesmo link já citado acima:

AMBEV – LIDERANÇA E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA

Em 2009, a AmBev completa dez anos desde a sua criação, em julho de 1999, a partir da associação das cervejarias Brahma e Antarctica. Focada na busca da excelência operacional e na rentabilidade do negócio, a AmBev estimula suas equipes a agir como donas da operação e para isso oferece oportunidades de crescimento. Em 2008, 40% dos quase 25000 funcionários no Brasil foram promovidos – anualmente a média de promoção é de 35%. Há também forte incentivo financeiro, como reconhecimento ao bom desempenho e ao empreendedorismo. Os funcionários operacionais participam do Programa de Lucros e Resultados e, a partir do cargo de supervisor, contam com programa de remuneração variá­vel. A AmBev paga 14o salário a todos e mantém o programa de ações e stock options para os executivos. No dia a dia, as discussões de negócios são acaloradas e o nível geral de exigência é grande. Houve um tempo em que a cervejaria ganhou fama por ter um ambiente de trabalho excessivamente agressivo. Nos últimos quatro anos, a AmBev vem calibrando os ânimos internos (a ouvidoria apura denúncias), sem perder sua orientação para o crescimento. A empresa vem aumentando sua participação no mercado internacional de bebidas e refrigerantes. Isso tem gerado mais oportunidades de carreira no exterior para os talentos. Atualmente, há 86 funcionários em operações fora do Brasil – 25% deles ingressaram na companhia pelo programa de trainee.

José Eduardo Costa, de São Paulo (SP)

Maior vantagem

Há forte investimento na carreira dos colaboradores. Nos últimos cinco anos, a AmBev investiu cerca de 70 milhões de reais em treinamento.

Maior desvantagem

As queixas vêm da fabrica: a comunicação com a equipe de vendas precisa melhorar e o giro de gestores prejudica a relação chefe-subordinado.

Frase do RH

Estamos ampliando o investimento na capacitação da liderança. Nossa ênfase é formar gente mais analítica

Olivier Paul Marie Lambrecht, diretor de gente e gestão

Nota Final
Índice de Felicidade no Trabalho (IFT)
77.0
Presença no Guia

| 2008 | 2009 |
Sobre a empresa
Números de funcionários
24573
Número de executivos
3303
Idade média dos funcionários
32.0
Tempo médio de casa (anos)
8.0
Homens
90.0%
Mulheres
10.0%
Nota do funcionário
Índice de Qualidade do Ambiente de Trabalho (IQAT)
78.3%
O que os funcionários dizem
Se identificam com a empresa
84.5%
Estão satisfeitos e motivados
75.9%
Acreditam ter desenvolvimento
79.6%
Aprovam seus líderes
78.3%
Nota de empresa
Índice de Qualidade na Gestão de Pessoas (IQGP)
77.6%
O que a empresa oferece
Estratégia e gestão:
77.6
Liderança:
90.9
Cidadania Empresarial:
71.4
Políticas e práticas:
74.1
• Carreira Profissional:
66.6
• Desenvolvimento:
88.4
• Remuneração e Benefícios:
75.1
• Saúde:
66.3

– O Curioso Caso do Cardápio Militar

Circula pela Internet uma curiosa história a respeito de um comerciante indiciado por nomear seus produtos (lanches) com patentes militares.

Se verídica, uma sensacional jogada de marketing. Compartilho abaixo (texto enviado por Augusto C. F. Tavares)

DONO DE LANCHONETE É PRESO POR BATIZAR SANDUICHES COM PATENTES MILITARES

Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à Corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e pedir: “quero um coronel mal passado”. Ou sair de lá dizendo: “acabei de comer um sargento”.

Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas.

Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.

A casa oferece lanches como o “coronel” (que é o filé com presunto), o “comandante” (um prato com calabresa frita) e por aí vai.

A brincadeira foi demais para o parco humor dos militares, que dizem que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes.

Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a Corporação. O cardápio – garante o dono da lanchonete – pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.

O prato mais caro era o “comandante”.

O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, “lula à milanesa”, “filé a cavalo” ou “coronel mal passado”, etc…
O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que “se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”.

Como se sabe, brigadeiro – além de ser a mais alta patente da Aeronáutica – é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.

“Em Penedo, comer brigadeiro, pode! Comer coronel, Não pode!” –
 ironizam os advogados da cidade.

Obs: Em Indaiatuba, no distrito de Itaici, existe o (ótimo) restaurante Colesterol, que possui em seu cardápio filés com os mesmos nomes: Coronel, Capitão (meu preferido – 4 carnes num corte, sendo 3 originais; catupiri, brócolis, arroz e feijão gordo, com o filé na pedra) e Tenente. Tais delícias seriam ofensivas?

– De Pequena Empresa a Maior do Mundo

Em nossas aulas de “Gestão de Pequenas e Médias Empresas”, acabamos sempre fazendo uma brincadeira a respeito dos propósitos do fictício “Açougue do Zezinho”.

Pois bem: nesta quarta-feira, um real açougue do Zezinho ganhou, literalmente, o mundo: o Frigorífico JBS comprou a Friboi e seu parceiro americano, tornando-se líder mundial em carnes. O antigo “Açougue do Zé Mineiro” é hoje o número 1!

Extraído de: AGÊNCIA ESTADO (clique aqui para citação)

JBS começou com um açougue em Goiás

A empresa que se tornou ontem a maior companhia do mundo em proteína animal nasceu na década de 50, pelas mãos de José Batista Sobrinho, na cidade goiana de Anápolis. Seu Zé Mineiro, como era conhecido, deixou a terra natal para fundar a Casa de Carne Mineira, um açougue que se expandiu e passou a abastecer refeitórios de grandes empreiteiras na vizinha Brasília.

O negócio pegou carona no boom de crescimento da era JK e na construção da nova capital federal.

A segunda geração foi responsável por liderar o segundo ciclo da Friboi, que colocou-a como um dos maiores frigoríficos do País. Quando o primogênito dos seis filhos, José Batista Júnior, assumiu, a primeira providência foi trazer a empresa para São Paulo, na década de 80. Outra de suas estratégias acertadas foi não reduzir o negócio à simples venda de carnes, que tem margens pequenas. Ele aproveitou o subproduto do abate para criar a empresa de higiene e limpeza Flora, dona das marcas Minuano e Albany.

Júnior também iniciou um processo rápido de aquisições de unidades no País, que deu-lhe o porte de empresa nacional. Em seguida, veio o grande salto da companhia, com as exportações. Jeremiah OCallaghan, diretor de relações com investidores da companhia, disse recentemente ao Estado que uma das grandes visões da empresa, na época, foi vender no exterior os cortes que tinham baixa aceitação no mercado doméstico. Assim, agregava valor à produção e tornava-se mais competitiva em seu mercado de origem. As primeiras exportações de carne in natura vieram em 1997.

Mas foi a atuação dos dois filhos mais novos do fundador que colocou a Friboi na rota da internacionalização e, consequentemente, na liderança do mercado mundial de carne bovina. Após receberem o bastão do irmão Júnior, Joesley e Wesley estiveram por trás da abertura de capital e da aquisição da Swift Argentina, passo inicial da estratégia de aquisições no exterior, favorecida por um longo período de real valorizado.

Desde 2005, a Friboi, rebatizada de JBS (iniciais do fundador José Batista Sobrinho), comprou frigoríficos nos Estados Unidos, Austrália e Itália. A compra das unidades da Swift Foods Company na Austrália e EUA, seu país de origem, a colocaram como a maior empresa de carne brasileira em capacidade de abate. Com o fusão com o Bertin e a compra da Pilgrims Pride, a capacidade de abate chega a mais de 90 mil cabeças por dia. A receita combinada do novo grupo é de US$ 28,7 bilhões.

Com os dois irmãos mais novos à frente dos negócios, o primogênito Júnior ainda faz o papel de “ouvidor” dentro da companhia. Um ex-executivo da companhia diz que o trio da família Batista é dinâmico, simples e unido. “São muito agressivos quando enveredam por um projeto”, disse a fonte.

Para o diretor OCallaghan, outro aspecto da estratégia que colocou a companhia na liderança mundial é a preocupação com os detalhes. “Do boi que abatemos, aproveitamos hoje 100%. Pode ser que ainda exista algo a ser comercializado, talvez o berro”, brincou. Ele contou, por exemplo, que é possível ganhar US$ 1 por boi com a venda da tripa do animal, usada na produção de embutidos. Até o pelo do rabo e da orelha é vendido para fábricas de pincéis.

Virada

Guiada pelo aumento de eficiência e pelo ganho de produtividade, a operação do Friboi durante muito tempo se confundiu com a trajetória da pecuária de corte nacional. Segundo Marcus Vinicius Pratini de Moraes, que ocupou a pasta da Agricultura no governo Fernando Henrique Cardoso e presidiu a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o avanço da carne brasileira ocorreu com investimento em tecnologia, aprimoramento das raças, avanços genéticos, cujo objetivo foi estimular a precocidade, a rusticidade e a produtividade do gado. “Abatíamos o boi com quatro anos e meio, depois reduzimos para três anos. Hoje, o prazo é menos de dois anos, ou 22 meses.”

Além dos ganhos de eficiência que abriram a possibilidade de ter carne de sobra, produção equilibrada o ano inteiro e a chance de vender o produto no mercado internacional, a ocorrência da doença da vaca louca na Europa ampliou o papel estratégico do Brasil no abastecimento mundial a partir desta década, observou OCallaghan. “Em 2001 começamos a exportar carne para a Rússia, que tradicionalmente era abastecida pela Europa.”

Mas a partir do momento que a companhia começou a se internacionalizar, comprando frigoríficos fora do Brasil, houve um descolamento entre a empresa e o setor. “Hoje barreira sanitária não é um problema para nós como é para a pecuária de uma forma geral. No estágio atual de globalização da empresa, a barreira é uma oportunidade”, afirmou o executivo.

Esse mecanismo é colocado em prática pela empresa a todo instante, driblando principalmente as barreiras não tarifárias e vendendo carne para os mercados onde a entrada da carne brasileira é vetada. Quando o Brasil ficou impedido de vender carne para a União Europeia por causa do foco de febre aftosa, a empresa não vacilou. Com o euro forte, começou a exportar carne da Austrália para a Europa. A Coreia, por sua vez, temendo falta de produto, fez um acordo para comprar carne dos Estados Unidos. Resultado: a empresa levou vantagem em dois mercados, na Austrália e nos EUA, e teve desvantagem no Brasil.

– A Incrível Mágica dos Preços Baixos!

Como é que alguns postos de combustível conseguem oferecer preço de custo aos clientes, se as margens são mínimas?

Claro, a qualidade (ou a falta dela) é um fator, e a sonegação, outro.

Adulteração, cargas roubadas e sonegação… Compartilho um interessante material da FECOMBUSTÍVEIS a respeito desse último tópico.

Extraído de: http://www.fecombustiveis.org.br/revista/reportagem-de-capa/sonegacao-em-pauta.html

SONEGAÇÃO EM PAUTA

Por Rodrigo Squizato   

Se a qualidade dos combustíveis no Brasil é cada vez menos uma preocupação das autoridades, o mesmo não se pode dizer da sonegação fiscal, que vem ganhando força e impondo novos desafios aos órgãos fiscalizadores

Além de estar se consolidando como o principal combustível para os veículos leves, o etanol está se tornando a principal preocupação das autoridades fiscais do país. O derivado da cana-de-açúcar pode ser positivo sob muitos aspectos para o Brasil, mas tem se mostrado um problema sério para a economia formal.

Como é difícil fiscalizar as mais de 400 usinas que processam cana-de-açúcar no Brasil, infelizmente ainda são registrados muitos problemas com este combustível, apesar de diversas medidas preventivas terem sido tomadas em anos recentes. Como a adição de corante ao etanol anidro e a substituição tributária parcial do PIS (Programa de Integração Social) para o combustível. Essas medidas são apenas dois exemplos de um esforço grande que autoridades federais e estaduais de diversas áreas estão tomando nos últimos anos.

A preocupação inicial das autoridades eram os altos índices de não-conformidade do combustível, em que o caso clássico foi o do solvente. Mas com o aprimoramento do controle e o reforço do marco legal, os índices de não-conformidade oficiais caíram e se “descolaram” dos sinais indicativos de sonegação.

Definir qual é o tamanho da sonegação é uma tarefa muito difícil, porque o objetivo é quantificar algo que não se vê. Contudo, há indicadores que dão uma boa ideia do volume de impostos que está sendo sonegado.

Um deles é observar a participação de mercado das empresas do Sindicom. Este dado é relevante porque se pode comparar a participação no mercado dos derivados de petróleo com a do álcool. Teoricamente, as participações de mercado das distribuidoras do Sindicom nas vendas de gasolina e etanol hidratado deveriam ser muito próximas. Contudo, o que se vê hoje é uma diferença de 12 pontos porcentuais.

Obviamente, este não é o único indicador usado para verificar o nível de sonegação no mercado. Há dados muito mais precisos.

No Estado de São Paulo, o maior produtor de etanol do país, a Secretaria da Fazenda detectou que a arrecadação de impostos com o álcool caiu, em alguns casos, quase 50%. O dado é incongruente com a realidade de mercado, que mostra um aumento das vendas de etanol hidratado da ordem de 20% no primeiro semestre.

Segundo o diretor-adjunto da administração tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), Antonio Carlos de Moura Campos, os dados estão fazendo com que o órgão do governo do Estado intensifique as ações de fiscalização “como nunca foi feito antes”.

Para o diretor-técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Antonio de Pádua Rodrigues, é necessário que se usem os dados disponíveis para identificar os produtores, distribuidores e postos que estão sonegando impostos. “O mercado conhece quem são e a informação é enviada todo mês para a ANP e as secretarias da Fazenda”, afirma Pádua. Além disso, ele lembra que a competitividade no setor define margens de preços entre os produtores muito apertadas. Logo, quando se registra em qualquer elo da cadeia de distribuição uma variação muito grande de preço – que fuja àquela margem apertada –, deve-se desconfiar. “Nós também queremos concorrência leal entre produtores, entre distribuidores e entre revendedores”, conclui.

Outro indício dos problemas com o álcool foi identificado em Santa Catarina. Segundo Renato Prux, gerente de fiscalização da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, o Estado começou a desconfiar de uma série de operações suspeitas com o combustível ainda no ano passado. O sinal amarelo acendeu quando as autoridades compararam dados do Sintegra (Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços) com os números da própria Secretaria.

Ao final do ano, uma ação conjunta de diversos órgãos públicos conseguiu agir contra distribuidoras instaladas no Estado e três empresas tiveram suas inscrições cassadas.

O trabalho foi aprofundado este ano e outras três distribuidoras também já tiveram registro cassado em 2009. Segundo Prux, os meios mais usados pelas distribuidoras para colocarem no mercado o produto sonegado é o uso de empresas de fachada, liminares judiciais e armazenagem compartilhada. O resultado das ações foi a

notificação de R$ 180 milhões em multas aos contribuintes flagrados pela Secretaria.

O produto vendido sem pagamento de impostos em Santa Catarina é produzido no interior do Paraná e de São Paulo. “Hoje, o nome do problema é álcool”, afirma Prux. Segundo ele, cerca de 95% dos problemas relacionados à sonegação no setor de combustíveis em Santa Catarina referem-se ao etanol.

Prux explica que o Estado perde duas vezes, porque, além do sonegador comprar produto sem pagar imposto, muitas vezes este álcool acaba sendo misturado à gasolina em proporção superior aos 25% definidos pela legislação. Com isso, o governo deixa também de arrecadar com a parcela de gasolina que não foi vendida.

Para fechar o cerco sobre os sonegadores, o Estado de Santa Catarina divulgou em julho uma ampla lista com 17 medidas para combater a sonegação no setor. O pacote envolve desde novas leis para o Estado – que em parte se baseiam em legislação já em vigor em outras unidades da federação – até a proibição de instalação de novas bombas mecânicas, passando por aumento da fiscalização nos postos suspeitos, maior cooperação com as entidades de classe do setor e o estabelecimento de parcerias com os Estados produtores de etanol.

Os números da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina dão uma pequena amostra do potencial de sonegação no setor. O Sindicom, por sua vez, estima que a sonegação, apenas com o mercado de etanol hidratado no Brasil, gire em torno de R$ 1 bilhão. Deste total, R$ 400 milhões seriam de PIS/Cofins e o restante, R$ 600 milhões, de ICMS.

Os dados do Sindicom são, até onde se tem notícia, o mais detalhado estudo sobre sonegação no setor no Brasil. Ele se baseia nos números da ANP, detalhes dos balanços das próprias distribuidoras associadas – por exemplo, quanto da comercialização é de vendas interestaduais –, em preços de mercado e em algumas estimativas, explica Dietmar Schupp, responsável pelo trabalho.

Como o sistema tributário brasileiro é muito complexo, vale a pena analisar o que significam essas cifras em volume. No estudo do Sindicom, nada menos do que 1,7 bilhão de litros, ou 13% das vendas de etanol hidratado realizadas no Brasil em todo o ano de 2008 estariam sendo negociadas sem o pagamento total ou parcial de impostos.

TAREFA INGRATA

Para um observador distante, a história do combate à sonegação e adulteração de combustíveis no Brasil pode parecer a ingrata tarefa de se enxugar gelo. Realmente, o problema é persistente. E sempre que se agrava, os principais prejudicados são os consumidores, por ficarem expostos a produto de má qualidade, ou misturados fora das proporções previstas; o governo, que perde na arrecadação; e o setor, que é prejudicado em diversas etapas da cadeia de distribuição pela concorrência desleal.

Foi assim na onda das liminares, foi assim na febre dos solventes e está sendo assim com o etanol. Contudo, muitos avanços foram feitos para reduzir os problemas nos últimos 20 anos. Mas a criatividade do fraudador brasileiro encontra o par perfeito no cipoal legislativo do setor.

Antonio Carlos de Moura Campos, da Sefaz-SP, dá uma amostra singular neste sentido, que está diretamente relacionada aos postos. Após o Estado de São Paulo tomar uma série de medidas, que incluem até a aprovação de leis pelo executivo para a cassação da inscrição dos postos flagrados com produto adulterado, muitas das ações práticas acabaram sendo frustradas por um recurso que seria cômico, se não fosse trágico. Alguns advogados de postos começaram a entrar com recurso que procura garantir ao posto o acompanhamento dos exames periciais no combustível apreendido. A prática ficou conhecida simplesmente como “o assistente do dono”.

A Justiça reconheceu o direito de ampla defesa dos revendedores e garante que eles acompanhem junto ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) a medição do teor de álcool na gasolina. Porém, os advogados foram além e queriam que um representante do posto acompanhasse o exame de cromatografia para identificação do marcador do solvente.

O IPT e o governo alegaram que isso não seria possível porque ameaçava o sigilo da formulação do marcador de solvente. Ou seja, um observador que acompanhasse o teste poderia buscar um meio de reproduzir ou neutralizar o marcador, garantindo imunidade em futuros exames.

“Estamos mostrando isso aos magistrados para que eles possam compreender a situação”, afirma Moura. O diretor-adjunto da Sefaz-SP espera que o conhecimento passado aos juízes seja suficiente para garantir que os postos que venderam combustível adulterado fiquem fora do mercado.

Este exemplo pode parecer um detalhe, mas entre a identificação da causa do problema até a sua solução, são meses de trabalho duro de diversos órgãos do governo e entidades do setor como Fecombustíveis, Sindicom, ANP, Secretarias da Fazenda, Polícias, Ministério Público, Receita Federal, Procons, entre outros. É conhecimento construído às duras penas que garante um mercado mais justo e equilibrado.

A parceria entre entidades públicas e privadas é talvez o ponto alto desta história de quase 20 anos de combate aos delitos do setor de combustíveis no Brasil. São diversos exemplos no Brasil. E, à medida que as parcerias avançam e os frutos são colhidos, novas ideias surgem.

Por exemplo, em setembro a Sefaz-SP deve assinar um convênio com a Secretaria de Estado da Justiça e o Sindicom para colocar em prática a lei do perdimento. Este é um ponto importante que define que o combustível fora das especificações é confiscado. Porém, a lei enfrentou um problema operacional: o que fazer com o combustível apreendido? O convênio procura resolver esta pendência.

A Sefaz-SP também pretende estabelecer um segundo convênio em setembro, com o Ministério Público, para fiscalização do setor, no qual as entidades vão compartilhar equipamentos para fiscalizar a qualidade do combustível. Em outro acordo, feito entre o Ministério Público e o Instituto Falcão Bauer, o Instituto vai disponibilizar uma unidade móvel para testar as amostras de combustível.

Outros Estados que seguem a mesma linha e conseguiram aprimorar em muito a fiscalização sobre o setor foram a Bahia e Pernambuco. Na Bahia, desde 2007 funciona o Fórum Mercado de Combustíveis com reuniões trimestrais onde agentes do setor discutem ações e meios para combater a sonegação. Na reunião mais recente, em julho, discutiu-se a tributação do etanol, operação conjunta realizada com as secretarias da Fazenda de Minas Gerais e Espírito Santo e projeto de fiscalização de postos de combustíveis.

Já em Pernambuco, as autoridades criaram o Passe de Compra Confirmado. O sistema funciona da seguinte forma: quando uma usina recebe um pedido de compra, ela deve entrar em um sistema on-line mantido pela Secretaria da Fazenda do Estado para pedir o passe para circulação. Assim que é concluída esta etapa, a usina comunica o cliente, que deve confirmar que aquela compra foi solicitada. Feito isto, a usina deve imprimir o passe, que deve acompanhar a nota fiscal e o recibo de pagamento do imposto. Caso o motorista do caminhão não apresente um desses documentos nas barreiras fiscais, a carga é apreendida.

Quando a carga – seja ela etanol anidro, hidratado, ou para outros fins – chega ao destinatário, ele deve entrar novamente no sistema on-line da secretaria da fazenda para acusar o recebimento da mercadoria. Caso isto não seja feito, as próximas remessas envolvendo este cliente e a tal usina podem ser interceptadas e retidas até que a situação em aberto seja averiguada e regularizada.

À medida que o arsenal de medidas de combate à sonegação aumenta, há dois efeitos. O primeiro é o aumento do número de casos identificados. No dia 23 de julho, a Sefaz-SP, com o auxílio do Ministério Público, realizou uma operação em 23 alvos suspeitos de envolvimento com lavagem de dinheiro por organizações criminosas. Foram fiscalizados 12 postos de combustíveis, nove escritórios de contabilidade e dois ex-sócios das empresas suspeitas. Embora o foco da operação tenha sido o recolhimento de provas de crimes do colarinho branco, a Fazenda também investigará eventuais fraudes fiscais e contábeis, além de adulteração de combustíveis.

Segundo Moura, da Fazenda paulista, o aumento no número de casos é um reflexo do desenvolvimento de instrumentos e de conhecimento para combater a sonegação. E ele revela que a reformulação da lei do perdimento, que está sendo conduzida pelo deputado estadual Fernando Capez (PSDB)  prevê alguns tipos de fraudes que ainda não foram detectadas pelas autoridades. Um exemplo são fraudes que usam novas tecnologias para burlar o fisco. 

– O Crescimento Desordenado…

… e as vezes, até mesmo, irresponsável de novos loteamentos e centros urbanos!

É o que acontece em muitos locais do Brasil, devido a especulação imobiliária. Em particular, na região de Jundiaí e Itupeva, qualquer pedaço de terra (seja ele do tamanho que for) vira loteamento. O zonemaneto urbano é mudado ao belprazer, a infraestrutura só vem depois, e o desmatamento impera.

Compartilho com os amigos um belo texto do jornalista Reinaldo Oliveira, reproduzido no Jornal de Itupeva, a respeito do assunto:

Extraído de: http://www.jornaldeitupeva.com.br/artigo.php?id=090911190506

ARARINHAS SEM TETO

Da varanda da minha casa, onde depois da caminhada matinal leio os jornais e revistas, ou à tarde quando fico vendo o pôr do sol, tenho observado um aumento na quantidade de ararinhas verdes e outros pássaros, próximos da minha casa. As ararinhas são fáceis de notar, porque elas fazem um tremendo barulho que é impossível não notá-las.

Quanto aos outros pássaros, principalmente as rolinhas, fizeram um grande ninhal num terreno bem atrás da minha casa. Em ambos os casos tem sido possível também, perceber alguns insensíveis já de olho gordo querendo aprisionar algumas destas espécies.

E o fato delas estarem procurando locais urbanos, me remete a lembrança de que até pouco tempo, quando estava morando na região oeste do Estado de São Paulo, região lá para os lados das barrancas do Rio Paranasão e (acredito que algumas pessoas daqui, gostariam que eu permanecesse mais tempo por àquelas bandas), ali também aconteceu algo parecido.

Lá num prazo muito curto de tempo a especulação imobiliária por terras para a plantação de cana, mudou drasticamente a paisagem da região, onde milhares de propriedades rurais mantidas por uma grande quantidade de famílias que cultivavam diversos tipos de culturas (arroz, feijão, milho, verduras e frutas, enormes áreas de pastagens para o gado e outros animais), foram pressionadas e venderam ou arrendaram estas propriedades para grandes usinas, que para o plantio da cana, acabou com a diversidade de culturas, sendo que muitas delas faziam parte da cadeia alimentar destas aves, bem como de outros animais, que na impossibilidade de conseguir alimentos migraram para a área urbana. Invadiram praças, casas e todo e qualquer espaço onde conseguissem alimentos.

Esclarecendo. Naquela região, ao contrário daqui, as casas têm quintais grandes, onde ainda são cultivadas muitas espécies de frutas.

Pois bem. Ligo ao fato delas também aqui, estarem em maior presença na região urbana, porque a especulação imobiliária tem tomado boa parte das terras rurais que eram destinadas ao cultivo de culturas que lhes serviam de alimento, sendo transformadas em áreas urbanas. Ultimamente em quase todas as sessões da Câmara Municipal tem projetos sendo enviado pelo Executivo para o Legislativo aprovar, transformando área rural em urbana.

Outro fato delas escolherem as proximidades da minha casa deve-se ao fato de que entre os três bairros – Vila Independência, Portal Santa Fé e Jardim Ana Luiza, existe uma área de APP – Área de Proteção Permanente, onde ainda há nascente de água e algumas espécies silvestres que lhes servem de alimento.

Porém, devido a sanha destruidora com que a população tem jogado muito lixo nesta área, o poder público com seus tratores tem aniquilado muitos metros de área verde, inclusive a ultima intervenção dele nesta área deixou algumas árvores ilhadas, que com certeza serão as próximas a serem dizimadas, bem como devido ser retirada a proteção natural que é o mato, por ser área de vale a enxurrada das chuvas dos últimos dias está provocando erosão no sentido do córrego existente, bem como o vazamento de esgoto – devido a falta de atenção da concessionária de água e esgoto da cidade tem contaminado a água da nascente e deixando um odor fétido no ar, e ainda também pelo tamponamento desnecessário que vem sendo feito no córrego, num futuro não muito distante, nem mais esta área as aves e animais terão mais para sua sobrevivência. E tudo isto acontecendo num momento em que o município está solicitando credenciamento para dois programas estaduais sobre meio ambiente. Que fase, heim? É isso!!

Reinaldo Oliveira – Jornalista
E-mail:
reioliveirao@hotmail.com

– Fair Play Financeiro

Uma medida talvez tardia, mas necessária: a UEFA, entidade máxima do futebol europeu, impõe novas regras para a saúde financeira dos clubes de futebol. Preocupada com os altos gastos no futebol do continente (vide Chelsea e Real Madrid), as orientações têm como objetivo maior: EVITAR QUE OS CLUBES GASTEM MAIS DO QUE ARRECADAM, e consequentemente atrasem salários de atletas. Quem ferir as normas, será proibido de disputar os campeonatos da UEFA.

Algo parecido aqui no Brasil? Creio que teríamos, infelizmente, muitos clubes impedidos de jogar, caso existisse lei semelhante.

Extraído do site da UEFA, da última segunda-feira: http://pt.uefa.com/uefa/keytopics/kind=64/newsid=886972.html

FAIR PLAY FINANCEIRO APROVADO

O Comité Executivo da UEFA aprovou o conceito de Fair Play Financeiro para o bem-estar do futebol europeu de clubes. O comité deu luz verde na sua reunião de Nyon, na sequência das recomendações feitas em Agosto pelo Conselho Estratégico para o Futebol Profissional (PFSC) e após ter recebido o apoio unânime do Comité das Competições de Clubes da UEFA e o aval da Associação Europeia de Clubes (ECA).

Melhorar a justiça financeira
O principal objectivo do conceito de Fair Play Financeiro é o melhoramento da justiça financeira nas competições europeias, assim como a estabilidade a longo prazo do futebol europeu de clubes. De forma a atingir esta meta, foi estabelecida uma série de medidas. Entre elas está a obrigação dos clubes cujos lucros sejam superiores a certo patamar, ao longo de um determinado período de tempo, de equilibrarem as respectivas contas ou atingirem o limite. Isto significa que os clubes não poderão gastar repetidamente mais do que as receitas geradas. Existirão directivas sobre os gastos em salários e transferências, indicadores da sustentabilidade dos níveis de dívida e os clubes serão obrigados a honrarem sempre os seus compromissos.

Estimular investimento a longo prazo
Estas medidas irão para além do actual sistema de licenciamento de clubes da UEFA e serão implementadas durante um período de três anos. Será estimulado o investimento a longo prazo (aposta na formação e no melhoramento das infra-estruturas desportivas), em oposição a gastos especulativos a curto prazo, sendo o cumprimento das regras avaliado pelo recém-formado Painel de Controlo Financeiro dos Clubes. O antigo primeiro-ministro da Bélgica, Jean-Luc Dehaene, foi nomeado presidente do painel, composto por especialistas de leis e financeiros, que levarão a cabo auditorias para garantir que o sistema de licenciamento de clubes da UEFA é aplicado correctamente.

Ajudar os clubes
O Presidente da UEFA, Michel Platini, afirmou: “A ideia não é prejudicar os clubes, é ajudá-los. A premissa de base é que os clubes não devem gastar mais do que ganham. Os proprietários dos clubes pediram a introdução de regras e isto será uma aventura para o futebol europeu e para a UEFA”. Michel Platini afirmou também que estas medidas eram essenciais para a saúde do futebol europeu a longo prazo.

Nomeação de Dehaene
O Painel de Controlo Financeiro dos Clubes será independente e o seu presidente constitui um símbolo de respeitabilidade e experiência. Jean-Luc Dehaene foi primeiro-ministro belga entre 1992 e 1999 e adjunto do primeiro-ministro nos quatro anos anteriores. Ocupou vários cargos ministeriais dentro do governo belga. Cumpriu ainda uma série de mandatos na Europa, incluindo a vice-presidência da Convenção Europeia, tendo sido membro da Convenção para a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e feito parte do conselho de administração de várias empresas europeias de relevo. “Jean-Luc Dehaene é muito experiente em matérias financeiras, e é um grande adepto de futebol”, afirmou Michel Platini. “Ele é a pessoa ideal para liderar os destinos económicos do futebol europeu”.

Fazer história
“Estou, portanto, particularmente satisfeito por termos conseguido atrair para este projecto uma pessoa com a qualidade e o currículo de Jean-Luc Dehaene”, acrescentou o Presidente da UEFA. “Enquanto presidente do Painel de Controlo Financeiro dos Clubes, ele irá definir os padrões desta área e, como tal, irá fazer história. Era crucial a criação deste novo papel desempenhado por um homem da sua capacidade e estatura”.

Objectivo ambicioso
Sobre a sua nomeação, Dehaene afirmou: “O papel do ‘fair play’ financeiro é garantir a viabilidade dos clubes de forma saudável e a longo prazo. Ao impor este regulamento a todos os clubes, a UEFA enveredou pelo caminho que tanto a Comissão Europeia como Parlamento Europeu esperavam. Ao aceitar presidir ao Painel de Controlo Financeiro dos Clubes, espero alcançar este ambicioso objectivo, que é vital para o futuro do futebol europeu”.

Nova empresa
Noutro tema, o Comité Executivo da UEFA reviu a estrutura das operações de marketing e comerciais da UEFA, tendo aprovado a criação de uma nova empresa detida na totalidade pelo órgão governante do futebol europeu. Essa nova empresa será responsável pelas operações comerciais da UEFA. David Taylor foi nomeado presidente da nova entidade a partir de 1 de Outubro de 2009. Como tal, o secretário-geral adjunto da UEFA, Gianni Infantino, passará a ocupar o cargo de Secretário-Geral da UEFA a partir da mesma data.

– Itaipava investirá na Fórmula 1

Querendo crescer, a Cervejaria Petrópolis estará ousando: patrocinará a equipe de Fórmula 1 Brawn GP !

Sem visar momentaneamente o mercado internacional, todo o esforço será único e exclusivo para a divulgação de sua marca no Brasil. Para isso, estampará sua logo nos carros de Button e Barrichello, atuais líder e vice-lider do campeonato. Mais: praticará o chamado “marketing de emboscada“, já que a Rede Globo, que transmite o evento, é patrocinada pela Schincariol e inevitavelmente terá que mostrar a concorrente.

Extraído de: http://portalexame.com.br/marketing/itaipava-vai-patrocinar-brawn-gp-barrichello-gp-interlagos-497006.html

ITAIPAVA VAI PATROCINAR BRAWN GP

Gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis diz que parceria é parte da estratégia para desenvolver a marca

A marca de cerveja Itaipava, da Cervejaria Petrópolis, vai patrocinar a equipe Brown GP no Grande Prêmio de Fórmula 1 do Brasil, que acontece no dia 18 de outubro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O nome da cerveja estará estampado nos capacetes e carros de Rubens Barrichello e Jason Button, pilotos da equipe.

O acordo entre a cervejaria e a Brawn GP foi firmado em agosto e prevê, além das ações de patrocínio, a veiculação da campanha de responsabilidade “Lugar de Piloto é na Pista. Se Beber não Dirija”. Segundo o gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis, Douglas Costa, a parceria com a Brown faz parte da estratégia de desenvolvimento da marca Itaipava

Além da Fórmula 1, a Itaipava estará presente em outras competições automobilísticas do Brasil, como a Stock Car, Stock Jr, Fórmula Truck e as provas do Itaipava GT Brasil, que envolve as categorias Itaipava GT3, Itaipava Trofeo Maserati e Copa Renault Clio.

“É com muito prazer que damos as boas-vindas à Cervejaria Petrópolis à equipe Brawn GP e à Fórmula 1. A disputa no Brasil chama sempre a atenção do grande público e possui uma atmosfera inigualável. É um prazer ter, justamente nesta corrida, a parceria de uma empresa brasileira tão prestigiada”, afirmou Nick Fry, chefe-executivo da Brawn GP.

– São Paulo tem o Combustível Mais Barato no Brasil

A constante guerra de preços entre os Postos de Combustíveis em SP fazem com que o estado tenha os melhores preços do Brasil. Entretanto, em apenas 4 Estados não é vantagem abastecer com álcool. Olha que material interessante:

Extraído de: http://diarionet.terra.com.br/veiculos.action.aspx?idPageItem=10225

ABASTECER COM GASOLINA SÓ É MAIS BARATO EM 4 ESTADOS

Apesar de não ter mais álcool abaixo de R$ 1 por litro, São Paulo ainda é o Estado que apresenta a melhor relação custo-benefício para esse combustível. Quem tem carro flex deve dar preferência à gasolina em apenas quatro Estados: Piauí, Roraima, Amapá e Pará. Nos demais e no Distrito Federal, o álcool foi a melhor opção para os motoristas em agosto, de acordo com a pesquisa divulgada pela Ticket Car. As maiores diferenças entre os dois combustíveis foram encontradas em São Paulo, 47,2%, Mato Grosso, 46,8%, e Paraná, 43,8%.

Os preços dos cinco combustíveis utilizados pelos brasileiros não sofreram alterações significativas em relação a julho. Assim, o gás natural veicular (GNV) foi cotado a R$ 1,70; o diesel, a R$ 2,10; o biodiesel, a R$ 2,10; a gasolina, a R$ 2,67; e o etanol, a R$ 1,76, em média. Roraima tem o álcool mais caro, R$ 2,15 o litro, e São Paulo, o mais barato, em média R$ 1,28.

A Ticket faz mensalmente o levantamento em 8 mil postos credenciados à sua rede. O critério para saber se é mais vantagem abastecer com álcool ou gasolina é uma diferença igual ou superior a 30% no preço. O álcool precisar ser pelo menos 30% mais barato.

UF –  Gas. –    Álc. –   Dif % – Dê preferência:

AC – 3,015 – 2,093 – 30,6% – Álcool

AL – 2,689 – 1,733 – 35,5% – Álcool

AM – 2,624 – 1,825 – 30,4% – Álcool

AP – 2,693 – 1,941 – 27,9% – Gasolina

BA – 2,699 – 1,746 – 35,3% – Álcool

CE – 2,674 – 1,839 – 31,2% – Álcool

DF – 2,654 – 1,787 – 32,7% – Álcool

ES – 2,632 – 1,791 – 32,0% – Álcool

GO – 2,597 – 1,464 – 43,6% – Álcool

MA – 2,723 – 1,740 – 36,1% – Álcool

MG – 2,527 – 1,657 – 34,4% – Álcool

MS – 2,750 – 1,757 – 36,1% – Álcool

MT – 2,864 – 1,523 – 46,8% – Álcool

PA – 2,865 – 2,122 – 25,9% – Gasolina

PB – 2,518 – 1,741 – 30,8% – Álcool

PE – 2,620 – 1,750 – 33,2% – Álcool

PI – 2,669 – 1,897 – 28,9% – Gasolina

PR – 2,514 – 1,413 – 43,8% – Álcool

RJ – 2,595 – 1,672 – 35,6% – Álcool

RN – 2,650 – 1,853 – 30,1% – Álcool

RO – 2,812 – 1,854 – 34,1% – Álcool

RR – 2,770 – 2,150 – 22,4% – Gasolina

RS – 2,616 – 1,763 – 32,6% – Álcool

SC – 2,557 – 1,687 – 34,0% – Álcool

SE – 2,602 – 1,781 – 31,5% – Álcool

SP – 2,433 – 1,284 – 47,2% – Álcool

TO – 2,783 – 1,744 – 37,3% – Álcool

– Ranking da Competitividade: Subimos 8 posições. E daí?

O Brasil subiu 8 posições no Ranking da Competitividade. Parece bom, mas ainda estamos na 56a. posição… Aos empreendedores, um número mentiroso.

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1293215-9356,00-BRASIL+SOBE+OITO+POSICOES+EM+RANKING+MUNDIAL+DE+COMPETITIVIDADE.html

Brasil sobe oito posições em ranking mundial de competitividade

Na 56ª posição, Brasil supera Rússia, mas fica atrás de Índia e China. Entre as nações da América do Sul, país fica atrás somente do Chile.

Ajudado por um bom desempenho durante a crise econômica mundial, o Brasil subiu oito posições no ranking dos países mais competitivos do mundo em 2009. No Relatório de Competitividade Global, divulgado nesta terça-feira (8), o país aparece na 56ª posição – passando todos os países da América do Sul, com exceção do Chile.

Desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), em parceria com a Fundação Dom Cabral no Brasil , o estudo analisa as condições que os países oferecem para que as empresas nele instaladas consigam competir internacionalmente, a partir de 12 “pilares”, incluindo segurança institucional, infra-estrutura, estabilidade macroeconômica, saúde, educação, mercado de trabalho e sistema financeiro. 

De 2008 para 2009, o Brasil teve uma das melhores evoluções entre os 133 países do ranking, deixando a Rússia para trás pela primeira vez. “O gigante regional Brasil, em 56º, continuou com a evolução positiva impressionante que começou no ano passado, ganhando mais oito posições, ultrapassando a Rússia pela primeira vez e fechando parcialmente a lacuna de competitividade com Índia e China entre as economias do Bric”, diz o WEF no relatório.

Entre os países do grupo Bric, o Brasil permanece atrás da Índia e da China, que ocupam, respectivamente, a 49ª e a 29ª posições – os dois países ganharam uma posição em relação ao ranking anterior. Já a Rússia perdeu 12 posições na comparação, caindo para 63ª, fortemente afetada pela queda nas exportações.  

Ranking dos analistas

O relatório deste ano trouxe também uma análise de opinião de 16 especialistas sobre economia, com o objetivo de avaliar como a recessão deve afetar a competitividade no longo prazo. Nesse ranking, que analisa 25 países, o Brasil aparece como o melhor posicionado.

Junto com Índia, China, Austrália e Canadá, o Brasil está no bloco dos poucos países cuja competitividade pode sofrer impacto positivo da crise. Na ponta contrária, a Islândia – cuja economia entrou em colapso – deve sofrer o impacto mais negativo.  

Os primeiros

Depois de vários anos na liderança, os Estados Unidos surpreenderam e caíram para a segunda posição, atrás da Suíça. Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e coordenador da pesquisa no Brasil, os EUA foram prejudicados pela alta dívida pública e pela volatilidade macroeconômica. “Mas, com as condições que o país oferece, necessariamente vão voltar ao primeiro lugar”, afirma.

Da 3ª à 10ª posições, Suíça e EUA são seguidos por Cingapura, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Japão, Canadá e Holanda. Na última posição, aparece o Burundi, precedido pelo Zimbábue, Chade, Mali e Moçambique.