– Dá-lhe Paulista de Jundiaí

 

Não passou batido o título do nosso glorioso Paulista de Jundiaí. Parabéns ao Galo, bicampeão da Copa Paulista. Viva o nosso Tricolor da Terra da Uva!


Agora, é reforçar o time para o Paulistão e para a própria Copa do Brasil. Voltar a disputar o Campeonato Brasileiro é uma necessidade.


Sobre minha comemoração? Claro que como árbitro sempre fui isento, mas saibam que durante meus 14 anos de FPF paguei meus ingressos direitinho e minha cativa (duas do meu pai e uma minha) estão lá no Jayme Cintra. E pagas em dia!


Fui arbitro, mas sempre serei Paulista de Jundiaí.

– Impunidade aos Dirigentes Escangalha a Moral do Brasileirão

 

São os jogadores que decidem o Campeonato Brasileiro; às vezes, com mais ou mesmo facilidade (erros de arbitragem, mudanças de tabela, salários atrasados, e outros tantos contratempos). A integridade do Brasileirão não pode ser colocada em dúvida; e, entenda-se “Integridade” como “Honestidade”.

 

Entretanto, me dá um incômodo muito grande quando vejo que por R$ 15 mil, neste mesmo campeonato, tem-se a permissão de chamar um árbitro de safado, ladrão e mal-intencionado. Por esse mesmo valor também você pode acusar a Comissão de Árbitros de armar esquema e do adversário manipular o campeonato por corrupção.

 

Pelo noticiário do contra-golpe da Força de Segurança no Rio de Janeiro sobre os traficantes de drogas, e até mesmo pelas emoções da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, não repercutiu como devia a levíssima punição imposta pelo STJD ao dirigente cruzeirense Zezé Perrela: 1 mês de gancho (ou 2 jogos apenas) e uma multa de R$ 15.000,00.

Lembro que Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras em lua-de-mel com a CBF, após uma partida envolvendo Fluminense X Palmeiras, chamou o árbitro Carlos Eugênio Simon de “vigarista, crápula e safado (…); está na gaveta de alguém”. Pegou 870 dias de punição.

 

Perrela fez a mesma coisa, mas acrescentou além do árbitro Sandro Meira Ricci o nome de Sérgio Correia da Silva, presidente da CA-CBF e a instituição SC Corinthians Paulista. A pena não deveria ser maior?

 

Ambos estavam de viagem marcada para chefiar a delegação da Seleção Brasileira no Oriente Médio (Omã e Catar, respectivamente). Ambos mantinham boas relações com a CBF. Belluzo rompeu, Perrela não.

 

Às vésperas do julgamento, Belluzo disse que estava nervoso na hora, mas o argumento foi irrelevante para a sua defesa. Perrela, também às vésperas, repetiu as acusações! Ou seja, o palmeirense refugou e o cruzeirense reiterou.

 

Qual foi a diferença do “crime” de um e do crime de outro?

 

Será que como Perrela poupou a CBF, a pena foi outra?

 

Ou a pena de Belluzo foi severa, ou a de Perrela foi branda…

 

O que você achou da pena de Zezé Perrela? Deixe seu comentário:

 

Obs: Ainda não vi manifestação pública da CA-CBF sobre Zezé Perrela. Um ato de repúdio em defesa do árbitro não era necessário? Cadê as ações da ANAF?

– Vamos mudar a data da Copa do Mundo do Brasil?

 

Natal não teve nenhuma empresa interessada quando da abertura dos envelopes para a construção da Arena das Dunas. Pior do que cronograma de obras atrasado, é o fato de nem existir projeto definitivo e nem se ter empreiteira disposta a tirá-lo do papel. Um verdadeiro mico…

 

O Rio de Janeiro assusta pela violência. São Paulo nem tem projeto de estádio. Brasília diz que ainda está na briga pela abertura. O Ministro Mantega quer mudar o cálculo inflacionário para não contabilizar os aumentos dos alimentos e dos combustíveis…. “Cenariozinho” promissor para 2014, não?

 

Uma sugestão: que tal dar a Copa de 2014 para um dos candidatos a 2018 (a Inglaterra, por exemplo, tem plenas condições de realizar uma Copa do Mundo na semana que vem) e ficamos esperando mais um tempo?

 

É fácil comparar: estamos no mesmo patamar de obras (ou até atrás) dos projetos de 2018 que nem tem país sede definido!

 

E você, o que acha disso? Seria uma boa idéia trocar 2014 por 2018? Deixe seu comentário:

– O Fim de uma Mentalidade Feliponesca

Árbitro de Futebol, em geral, detesta Luiz Felipe Scolari. Calma, separe o sentimento pessoal do profissionalismo da categoria, nada a ver com perseguição deliberada. Mas é Felipão, nos anos 90, quem foi um dos grandes incentivadores (junto com Vanderlei Luxemburgo) da estratégia de culpar os árbitros por suas poucas derrotas em campo, em meio suas campanhas vitoriosas.

 

Normalmente, após uma derrota, Felipão criticava (e critica) os árbitros responsabilizando-os. O Pós-Jogo destes técnicos se resumia à critica para a arbitragem. O Pré-Jogo, entretanto, era da imprensa, onde se iludia e criava um clima de teoria conspiratória dos jornalistas para com suas equipes.

 

Em suma, a estratégia era a mesma: a busca de um inimigo comum formado pelo congraçamento entre torcida, jogadores e comissão técnica, a fim de buscar motivação. E esse inimigo invariavelmente sempre foi a categoria dos árbitros ou as dos jornalistas.

 

Como treinador, Felipão sempre teve um esquema de jogo contestado. É mais um vitorioso pseudo-psicólogo do que técnico. Sim, pseudo, pois não creio que a honrada categoria dos psicólogos busque covardemente a eleição de inimigos entre profissionais que respeitosamente estão trabalhando.

 

O ano de 2010 pode ser marcado pelo mico de técnicos consagrados: Luxemburgo lutou para não cair; Felipão parece que perdeu a mão no ofício; Leão pagou mico no Goiás; Dunga elegeu a antipatia como sua bandeira; Jorginho demonizou a imprensa…

 

O que esses treinadores têm em comum? Talvez a brutalidade na relação com as pessoas que trabalham fora do seu cercadinho. Nisso, árbitros e jornalistas são sempre os eleitos para suas desforras.

 

Na noite desta quarta-feira, Felipão assumiu a responsabilidade pela vexatória eliminação da Sulamericana (torneio, aliás, em que os adversários do Palmeiras eram os candidatos ao rebaixamento no Brasileirão). Nada mais do que justo, pois não dava para culpar os outros. Me lembrou Ronaldo, que certa vez disse quando a coisa complicou: “eu tenho costas largas”…

 

E agora, José? Se o Palmeiras ganhar do Fluminense (para amenizar a crise), ajuda o Corinthians e a Torcida Organizada (que no Palmeiras tem peso) fica fula. Se perder o jogo do Campeonato Brasileiro, o vexame continua. O que o guia-mestre Felipão planejará?

 

E você, se fosse o Scolari, o que faria a partir de agora? Deixe seu comentário:

– O que é mais fácil: “comprar” Jogador ou Árbitro?

 

Estamos nos momentos derradeiros do Brasileirão. E temos visto, como todos os anos já nos habituamos a ver, chororô de todos os lados. Sempre os mesmos discursos: perdemos pelos erros da arbitragem, pelo time rebaixado que recebeu mala branca, pelo desfalque de atletas contundidos, pela perda do mando de jogo… enfim, pelas coisas de sempre!

 

Cá entre nós: é exclusivamente na última rodada que se perde um campeonato? Os 3 pontos obtidos na Rodada 38 valem a mesma coisa do que os 3 pontos da Rodada 01.

 

Matematicamente é assim que funciona. Psicologicamente, não. O momento da vitória e da derrota é relevante. Analise: se você engata uma série de vitórias nas rodadas iniciais e depois vai perdendo a liderança e o embalo, tanto atletas, dirigentes e torcedores  desanimam. Se essa seqüência é nas rodadas finais, cria-se um clima favorável e motivacionalmente importante; anima-se na luta pelo título! Assim é com os erros de arbitragem: árbitro errar no primeiro minuto dá tempo para o prejudicado se recuperar; errar nos minutos finais dificilmente há recuperação. É claro que isso também é relativo, pois se uma equipe fraca faz 1X0 e se fecha com 11 na defesa, o jogo muitas vezes acabou, por melhor que seja o adversário!

 

Mas o mote principal deste texto é a grita geral sobre os erros de arbitragens, baseado nas acusações feitas pelo dirigente cruzeirense Zezé Perrela na penúltima rodada. Os dias se passaram, as ofensas perduraram, e nada provou-se.

 

Mas… sem querer ser corporativista (ou anti-corporativista), será que os árbitros de futebol são imaculados?

 

Nesta última semana, um aluno da faculdade que leciono me fez a seguinte pergunta, que compartilho o raciocínio com vocês:

 

– Se os times tem 11 jogadores titulares, mais os reservas e a Comissão Técnica, não é muito mais fácil enviar as malas (branca, preta, rosa, o que seja) para os árbitros? São em menor número, custaria menos e eles já estariam acostumados a ser apedrejados por muitos.

 

O que eu poderia responder a ele?

 

O trivial: em todas as categorias existem os “picaretas” que se sujeitam à corrupção. Seria diferente com os árbitros? Somos todos incorruptíveis?

 

A diferença é a fiscalização das atitudes. Todo mundo policia o árbitro, ele tem que ser santo e parecer ser santo. Não dá para ser visto em boate nem abraçado com dirigente ou atleta. A vida dentro e fora de campo deve ser impecável. O jogador quando erra tem o apoio de uma massa de torcedores, do clube e dos dirigentes. Árbitro, quando erra, fica só com a família ao seu lado. Veja o caso mais recente: a CBF defendeu publicamente Sandro Meira Ricci? Houve algum comunicado oficial?

 

Não.

 

Que ele se vire, infelizmente.

 

Cartolas e Aproveitadores sabem a quem procurar. Lembra da Máfia do Apito? Quando um dos envolvidos, o tal de Gibão, sugeriu a aproximação dos envolvidos com o árbitro Paulo César de Oliveira, foi repreendido por Edilson Pereira de Carvalho: “Nesse não dá; ele conta tudo e quebra o esquema”. Quer mais lisonjeio do que esse? Lembrando: a frase fazia parte das escutas telefônicas.

 

Assim, fica nítido que se há árbitro corrupto, obrigatoriamente existirá um corruptor por trás, pois, sozinho, o “erro mal intencionado” seria desproposital.

 

No futebol profissional, se há tentativas, elas têm que ser bem feitas. Os casos em que o árbitro é vendido (e não sabe que foi) são inúmeros! O que tem de dirigente que dá dinheiro para intermediário garantir o placar… e tem tonto que entra! Agora, algo importante: se há má fé, não é com pênalti claro no último segundo que se pratica o golpe. É picando o jogo, invertendo faltas, aplicando cartões, irritando atletas… nas pequenas coisas para que se confunda “ruindade” com “desonestidade”.

 

Passei por uma única situação como esta, e foi no futebol amador. Na favela do Parque São Jorge, num Campeonato em Campinas, em um clássico da periferia. Estava lá eu escalado, todo pimpão no vestiário. Ainda novato. Entra um dirigente com um engradado de cerveja (24 garrafas de 600 ml), dizendo: “Essa aqui é pra vocês, porque a gente tem que ganhar, e tem mais dessas depois do jogo. Só que vocês precisam fazer a sua parte.” Na época eu era iniciante… quís dar uma crescida em cima do homem e respondi de maneira brava, incisiva, soltando alguns palavrões e dando uma de valentão! Pobre de mim… Naquele verdadeiro “buraco do piolho”, miolo de favela, o dirigente apenas ouvia minha fala sorrindo. Parecia sentir prazer! Ao terminar a ‘degustação’ do meu discurso moralista, levantou a camisa e com o mesmo sorriso mostrou a sua arma dizendo: “a cerveja tá aí. Mas se fizer m…, mudamos de tom!”

 

Sabem o que eu fiz? Dei um W.O. na partida. Na primeira deixa, uniformizado e com os bandeiras a tiracolo, todos nós fugimos como ratos que abandonam o barco antes do jogo! Os times e a torcida devem estar nos esperando até agora…

 

Claro que no futebol profissional a coisa é diferente. Ninguém ofereceria caixas de cerveja. Mas… e favores políticos? E promessas de ascensão através de interferência com outros pares? Aí recordo do meu aluno: 3 é menos do que 11…

 

Num campeonato como o Brasileirão da série A, duvido de esquema e de não-integridade dos árbitros. Sei perfeitamente de todas as dificuldades e percalços que diariamente passam. São normalmente bodes-expiatórios de dirigentes que não aceitam o fracasso de seus clubes e a superioridade dos adversários. Mas seria ingênuo dizer que ser árbitro é uma condição sine qua non para se entrar no Céu…

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário para o tema: A Honestidade dos Árbitros de Futebol.

– Loucuras do Futebol neste final de semana

 

Estou louco ou…

 

Tite disse na sexta-feira em entrevista coletiva de que é Torcedor dos Árbitros?

 

Luxemburgo declarou sábado a noite de que os árbitros são vítimas de covarde perseguição?

 

Eto’o deu uma cabeçada no seu adversário esloveno durante um jogo do campeonato italiano e o árbitro simplesmente ignorou?

 

E Suarez (o uruguaio que virou herói durante a Copa do Mundo) mordeu mesmo o pescoço do seu adversário durante PSV e Ajax e não deu em nada?

 

O futebol está mesmo muito diferente…

– O Problema é: Interpretar ou Cumprir?

 

A subjetividade das interpretações das Regras do Jogo faz com que o futebol seja um esporte polêmico, não há dúvidas. Mas muitas vezes nós nos deparamos com o não-cumprimento da Regra versus interpretação pessoal. E aí vamos cair na seguinte questão: a universalidade de critérios dos árbitros.

 

Vou dar 3 exemplos simples onde pode existir descumprimento da regra ao invés de má interpretação: Ontem, na partida entre Vitória/BA X Corinthians/SP, Carlos Eugênio Simon viveu as seguintes polêmicas situações:

 

1) Bola na área do Corinthians e Ralf a toca com a mão. Houve a intenção de dominá-la e ele marcou pênalti. Marcado o tiro penal, não houve aplicação da advertência com o cartão amarelo. Nem todo pênalti e nem toda a mão na bola resulta em amarelo, correto. Mas todo toque de mão que impeça seu adversário de ter a posse da bola é cartão amarelo, segundo o IFAB. Simon interpretou que não haveria domínio do Vitória ou simplesmente descumpriu a regra ao não punir o corinthiano?

 

2) Ataque do Vitória/BA, Junior recebe a bola e prossegue a jogada até que demoradamente é marcado o impedimento. Os corinthianos não abandonam o lance, pois não havia sido ainda confirmado o impedimento (muitas vezes, o “gol” sai por força dos adversários verem o assistente com a bandeira levantada e abandonam o prosseguimento do lance, possibilitando que o atacante conclua sem dificuldades; não é este o caso, pois todos permaneceram em disputa). Há 20 anos, a ação era de que “apareceu sozinho na área e o bandeira, de imediato, levantava seu instrumento”. Hoje, se existir dúvida de mesma linha ou não, o ataque deve prosseguir. O árbitro assistente interpretou que o impedimento era claríssimo ou descumpriu a regra ao não deixar a jogada ser confirmada como gol?

 

3) Júlio César, goleiro corinthiano, disputa uma bola com o seu adversário, excede e comete falta, sendo que dentro da área é pênalti. Lance idêntico da semana passada, entre o cruzeirense Gil e o corinthiano Ronaldo. Simon interpretou que o lance foi de disputa legal pelo domínio da bola ou descumpriu a regra ao entender que o atacante baiano “caiu de maduro”? (a propósito, Sandro Meira Ricci foi crucificado por lance similar; um deles – Simon ou Ricci – erraram; ou seria critério diferente?)

 

O grande problema nas decisões dos árbitros é esse: INTERPRETAR EQUIVOCADAMENTE (onde há muita subjetividade) ou NÃO CUMPRIR (onde há omissão).

 

E você, o que achou do jogo de ontem? Deixe seu comentário:

– A Palavra do *… sobre a Escala da Rodada!

Tenho um danado amigo que entende pra caramba de arbitragem e bastidores. O pior que sei o seu pseudônimo (acho que é pseudônimo) mas não sei quem é. Não importa, me parece isento.

 

Sobre as escalas da próxima rodada do Brasileirão, não teve como conter a fina ironia que lhe é peculiar. Por isso, reproduzo aqui um email enviado por ele, de certo, por mala direta:

 

DE: ****

Para: Und Recpt.

 

“Um torcedor vascaíno na platéia tirou as bolinhas que presentearam os árbitros para as escalas da CBF nesta rodada do Brasileirão.

 

Em uma ata de sorteio repleta de Jornalistas, me chama a atenção tal fato: só um torcedor no sorteio (nunca vão torcedores) e curiosamente do Vasco (que, cá entre nós, cumpre tabela e não reclama de erros de arbitragem).

 

Outra curiosidade: Simon era um dos nomes pedidos pelo Cruzeiro para o jogo contra o Corinthians. E, por ironia do destino, não é que o Simon foi sorteado para o jogo do Coringão? Vai lá para o Barradão, no quarto jogo do Corinthians neste campeonato (se ele não tivesse se ausentado tanto tempo do Campeonato Brasileiro pelos treinamentos no exterior pela FIFA para a Copa do Mundo, quantos jogos ele teria apitado do Corinthians? (os jogos: FLU 1 X 2 COR, SAN 2 X COR 3, SPO 0 X 2 COR – para quem é supersticioso, é “gato no saco” – mais 3 pontos!) Imagino a cara do Perrella quando viu que Simon foi sorteado com 1 semana de atraso (atraso para o Cruzeiro, claro).

 

Mais uma: Botafogo X Internacional e Prudente X Ceará serão os únicos jogos cujos quartos árbitros serão locais. Nos outros, os quarto-árbitros serão neutros e os quinto-árbitros da casa. Por que não se uniformizar? No jogo do Palmeiras, por exemplo, árbitro gaúcho e quarto-árbitro do DF !

 

Quer outra? Wilton Sampaio, o rei do resultado caseiro (nada de caso pensado, é a coincidência de jogos que fez isso, desde o ano passado) estará no jogo do Flamengo X Guarani. Hummmm……..(me perdoem o hummm, não resisti)!

 

Pra terminar: Vuaden no jogo do Cruzeiro. Ué, o Perrella não alardeou que houvera pedido Paulo César (mesmo sendo paulista), Simon e Marcelo de Lima Henrique no jogo do Corinthians? Como nossa Comissão é séria, pediu, tá fora! Vuaden era o único não pedido pelo Cruzeiro. Claro, afinal, é sorteio!”

– Uma Copa para se Invejar! Ou não?

O Catar quer sediar a Copa de 2022, e para isso, gastará fábulas bilionárias para ser uma exuberante sede.

 

É de invejar para quem gosta da idéia de ser sede. É para odiar para quem acha gasto excessivo. Afinal, quantos bilhões poderão ser consumidos?

 

Veja a loucura do projeto abaixo, extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/27952_UMA+COPA+DAS+ARABIAS

 

UMA COPA DAS ARÁBIAS

 

O Catar, que tem um dos maiores PIBs per capita do mundo, promete um torneio dos sonhos – e seus estádios estão além da imaginação

 

Por Yan Boechat e Rodrigo Cardoso

 

O emirado árabe do Catar é tão pequeno que é difícil até de encontrá-lo no mapa. Encravado no Golfo Pérsico, entre o Bahrein e a Arábia Saudita, esse país um pouco maior que a área metropolitana de São Paulo, tem menos de 1 milhão de habitantes e muito, muito petróleo e gás.

Dono do segundo maior PIB per capita do mundo – US$ 121 mil anuais –, o Catar quer agora entrar em definitivo no mapa mundial. O país é um dos 11 concorrentes para sediar a Copa do Mundo de 2022. Recheado de dinheiro e com problemas sociais e econômicos quase inexistentes, o país que atrai uma leva cada vez maior de jogadores brasileiros apresentou uma das propostas mais ousadas para ter o direito de receber o Mundial de futebol.

Com temperaturas que no verão ultrapassam com facilidade os 45 graus, o país prometeu à Fifa construir estádios com um sistema de refrigeração inovador, sem poluir o ambiente. Por meio de painéis solares na cobertura das arenas, o Catar promete gerar eletricidade suficiente para refrigerar não só as salas vip dos estádios, mas todos os assentos e mesmo os jogadores. De acordo com a proposta do país à Fifa, a temperatura nunca excederá os 27 graus, mesmo nos dias mais quentes, em qualquer lugar dos estádios.

Outra novidade prometida pelo país é construir um sistema de metrô interligando as 12 arenas prometidas. De acordo com o país, todos os estádios ficarão a menos de uma hora de distância pelo moderno sistema de transporte que promete ser implantado. O Catar promete também ter 110 mil vagas de hotéis prontos até 2022, além de construir um novo aeroporto internacional.

Até o momento, o Catar já apresentou o projeto de cinco estádios que serão construídos ou ampliados se o país se tornar a sede da Copa, como quer. Cada um deles terá capacidade média de 45 mil lugares e contará com um design avançado e original.

O país não declarou quanto pretende investir nas obras de infraestrutura para o evento, mas, levando-se em conta os cerca de US$ 5 bilhões que o governo sul-africano teve que desembolsar para um projeto bem mais modesto, os custos devem ser altos.

O país também está investindo pesado em sua candidatura. Contratou grandes astros do futebol mundial para serem embaixadores do Catar na disputa, que ocorre no final do ano, quando a Fifa escolherá os países-sedes das Copas de 2018 e de 2022. Estão fazendo campanha para o emirado árabe o lendário treinador do Barcelona Joseph Guardiola, o argentino Gabriel Batistuta, o ex-jogador camaronês Roger Milla e o técnico sérvio Bora Milutinovic. “O projeto é inovador. Espero que eles vençam. Seria uma Copa completamente diferente de todas as outras”, disse Milutinovic à ISTOÉ.

O Catar vai disputar o direito de sediar a Copa com outros dez países. Quase todos eles – com exceção da Coreia do Sul – são candidatos tanto para o Mundial de 2018 quanto ao de 2022. Os outros concorrentes são: Japão, México, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Espanha, Portugal, Bélgica e Holanda. Mas nenhum tem tanto dinheiro para queimar como o pequeno país árabe.

– O Estilo Jabuticaba de Apitar

 

Gostei demais da coluna de Luiz Zanin, no Estadão de hoje (15/11/2010, pg E2), intitulada “O Estilo Jabuticaba de Apitar”, referente ao pênalti de Corinthians X Cruzeiro e a polêmica.

 

É bem próximo do que eu penso. Recomendo a leitura! Nos posts desses últimos dias, escrevi sobre como interpretar o lance e as nuances da regra. Vale procurar na internet ou ir à banca para ter em mãos a matéria do ótimo jornalista na sua coluna “Boleiros”.

 

Sobre o link do meu post, está em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2010/11/15/entendo-o-lance-de-ronaldo-e-gil/

– Entendo o lance de Ronaldo e Gil

 

Confesso que há tempos não vejo um lance tão polemizado por imprensa, árbitros, torcedores e dirigentes quanto ao de sábado, no jogo entre Corinthians X Cruzeiro. Fiz minhas considerações em: ANÁLISE DE COR x CRU.

 

Porém, vamos pensar à luz da regra do jogo sem o fator “calor da partida”?

 

Agora, você é o árbitro que acaba de visualizar o lance entre o zagueiro cruzeirense Gil e o atacante corinthiano Ronaldo e tem a fração de segundos para decidir o que marcar.

 

Avalie os seguintes fatores: CASUALIDADE, IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA:

 

1) CASUALIDADE: quando, por acaso sem ser descuido mas inevitavelmente o adversário derruba um jogador (por força da jogada, esbarrão, desequilíbrio, ou, enfim, literalmente casualidade) – independe de estar em disputa ou não de bola, em domínio do adversário ou não. Neste caso, NÃO É FALTA.

 

2) IMPRUDÊNCIA: quando, que por descuido mas sem intenção deliberada, o jogador derruba ou impede seu adversário de jogar a bola, em lance que poderia ser evitado. Não queria fazer a falta, mas, por exemplo, perdeu o tempo da bola e o atingiu. É FALTA, SEM APLICAÇÃO DE CARTÃO.

 

3) AÇÃO TEMERÁRIA: quando o adversário impede o adversário de jogar intencionalmente, como, por exemplo, indo de vontade própria contra o corpo do adversário. É FALTA COM CARTÃO AMARELO.

 

4) FORÇA EXCESSSIVA: quando um atleta excede na força física e torna o lance violento, podendo levar o atleta a lesão. FALTA COM CARTÃO VERMELHO.

 

Lembre-se que para marcar uma infração ou não, você tem que saber a regra 12 (infrações e indisciplinas), que diz textualmente:

 

“Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes sete infrações, de maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de força excessiva [dentro da área, será um tiro penal]:

a) Dar ou tentar dar um pontapé (chute) em um adversário.
b) Passar ou tentar passar uma rasteira em um adversário.
c) Saltar sobre um adversário.
d) Dar um tranco em um adversário.
e) Agredir ou tentar agredir um adversário.
f) Empurrar um adversário.
g) Dar uma entrada (carrinho) contra um adversário.

 

Não esqueça: todos estes itens devem ser avaliados como IMPRUDENTE, TEMERÁRIO OU FORÇA EXCESSIVA. Se eles aconteceram por CASUALIDADE, então não é falta.

 

E aí, internauta-árbitro? Na sua fração de segundos dentro do campo, o que você decidiu? Deixe seu comentário:

– Análise de Corinthians X Cruzeiro

 

O que podemos falar sobre o jogo Corinthians X Cruzeiro?

 

Sandro Meira Ricci teve trabalho com o comportamento dos atletas. Muito falatório, jogador simulando e falta de cooperação dos jogadoes. Mas nada que justifique críticas ao trabalho do árbitro até aos 85 minutos de jogo. Mas como a partida tem 90 minutos…

 

Aliás, começou muito bem o jogo! Thiago Ribeiro, logo aos 15 minutos, entra na área, adianta um pouco a bola, e na saída do goleiro Julio Cesar vai se jogando. Realmente há um toque entre o Julio Cesar e Thiago Ribeiro (detalhe: não disse DO Julio César NO Thiago Ribeiro – disse ENTRE), mas toque depois da simulação efetiva. Já em queda por ter se jogado, a perna do atacante bate na do goleiro. (há uma imagem lateral da TV que mostra isso com clareza). Acertou Ricci em aplicar o cartão amarelo por simulação.

 

Aos 16 minutos, Dentinho divide uma bola e cai. Adivinha se não ficou reclamando de falta? Não foi nada! Na sequência, num tranco legal, reclamou de novo. Mas aos 22 minutos, depois de uma firula, sofreu uma falta (ombro do adversário no peito; por baixo, não foi nada) e cai. Sandro não marca (dessa vez errou). Mas cabeça de árbitro: Dentinho caiu e reclamou duas vezes de “falta que não foi”, e nessa “falta que foi” ele põe a mão na canela reclamando de dor? Ora, a falta foi por cima… O árbitro errou por ter visto o excesso de caras e bocas que Dentinho faz. Encostou nele, grita como se tivesse quebrado a perna. Amadureça, Dentinho!

 

O mau comportamento dos atletas pode ser visto com o Bruno César: ele fez uma falta clara para cartão amarelo aos 20 minutos. Reclamou da falta, recebeu o cartão amarelo e ficou enchendo o saco do árbitro assim mesmo. Se pega um Godói ou um Dulcídio, iria ser expulso por ser chato.

 

No segundo tempo, Dentinho fez uma falta forte nos primeiros segundos e levou o amarelo. Acertou Sandro M Ricci. Mas já pensou se ele tivesse tomado amarelo no começo do jogo pelas simulações e reclamações? Jogador tem que ser mais esperto…

 

Aos 13 minutos da etapa final, Wellington Paulista sofreu uma falta clara na entrada da área. O árbitro (que sempre estava próximo do lance, mas não neste) bobeou e não marcou. Era falta e para amarelo. Errou e Cuca ficou louco! Vale lembrar que Cleber Abade, 4o. árbitro da partida (onde chegamos… Abade virou quarto-árbitro pra valer!) foi embora com a orelha quente, de tanto ouvir o Cuca reclamar.

 

Montillo fez jus ao nervosismo dos atletas. Perdeu uma bola fácil em disputa e ficou reclamando de pênalti. Aliás, reclamando, reclamando…

 

Aos 38 minutos, Thiago Ribeiro divide na área, cai e reclama de novo (mas com menos veemência, afinal, sabia que poderia ser expulso).

 

Aí vem a cáca: 40 minutos. O zagueiro cruzeirense Gil vem em direção a bola, pelo alto, para cabeceá-la. O atacante corinthiano Ronaldo vem também, de costas à ele. É claro que no encontrão o Ronaldo vai cair, pois estará com o corpo mais frouxo e ambos estão pulando (é uma lei da física, não dá para contestar). Não é pênalti, é dividida, mas Sandro interpreta como força excessiva e dá tiro penal. Ali saiu cartão amarelo para dois ou três cruzeirenses e um vermelho, pois formou-se um bololô! A Sportv não identificou-os, infelizmente. Mas uma coisa ficou nítida: Fabrício, no. 5, dá um empurrão por trás no Sandro, e depois uma nova peitada. Sandro se vira e dá amarelo. Era vermelho!

 

Pênalti cobrado aos 43m…. (3 minutos de confusão…)

 

No gol, o banco todo do Cruzeiro se levanta e aplaude ironicamente o árbitro. Não daria para expulsar o banco e a comissão técnica toda, e como o Cuca já tinha enchido bem a paciência, sobrou pra ele. Expulso “simbolicamente” por todos os outros.

 

Fabrício, na sequência, abandona o campo e uma substituição é modificada (sairia o Thiago Ribeiro, mas como o zagueiro abandonou o jogo…, alterou-se a substituição – curiosidade: abandonar o campo como ele fez é passível de cartão amarelo; como o atleta já saiu, mostra-se o cartão amarelo ao capitão como simbolismo).

 

Infelizmente, o árbitro ficou nitidamente nervoso depois do lance e acabou o jogo aos 50m (para ele, esses minutos foram uma eternidade…).

 

Um detalhe do jogo foi o número de lances de impedimentos de muita dificuldade para os bandeiras. Erraram a maioria, mas em pouquíssimos centímetros (erros aceitáveis); um ou outro impedimento fácil que foi marcado errado (erro condenável, mas que não comprometeu).

 

Sandro tirava 8,5 até aos 40m do segundo tempo. Uma pena.

 

ACRÉSCIMO POSTADO EM 15/11/2011

 

Com menos convicção de que o lance não foi pênalti, compartilho um post que escrevi nesta segunda-feira. Sinceramente, após muitas análises, cheguei até a mudar de opinião (devido a complexidade do lance). Mas… a não-marcação do pênalti não seria absurda e fico com essa impressão. Aceito o argumento de que o atleta foi imprudente. Digamos que minha convicção está entre 51% não-pênalti e 49% pênalti (no sábado era 60-40 e na madrugada 40-60). Percebam como essa jogada é complicada para o árbitro! Abaixo:

 

Confesso que há tempos não vejo um lance tão polemizado por imprensa, árbitros, torcedores e dirigentes quanto ao de sábado, no jogo entre Corinthians X Cruzeiro. Fiz minhas considerações em: ANÁLISE DE COR x CRU.

 

Porém, vamos pensar à luz da regra do jogo sem o fator “calor da partida”?

 

Agora, você é o árbitro que acaba de visualizar o lance entre o zagueiro cruzeirense Gil e o atacante corinthiano Ronaldo e tem a fração de segundos para decidir o que marcar.

 

Avalie os seguintes fatores: CAUSALIDADE, IMPRUDÊNCIA, AÇÃO TEMERÁRIA ou FORÇA EXCESSIVA:

 

1) CASUALIDADE: quando, por acaso sem ser descuido mas inevitavelmente o adversário derruba um jogador (por força da jogada, esbarrão, desequilíbrio, ou, enfim, literalmente casualidade) – independe de estar em disputa ou não de bola, em domínio do adversário ou não. Neste caso, NÃO É FALTA.

 

2) IMPRUDÊNCIA: quando, que por descuido mas sem intenção deliberada, o jogador derruba ou impede seu adversário de jogar a bola, em lance que poderia ser evitado. Não queria fazer a falta, mas, por exemplo, perdeu o tempo da bola e o atingiu. É FALTA, SEM APLICAÇÃO DE CARTÃO.

 

3) AÇÃO TEMERÁRIA: quando o adversário impede o adversário de jogar intencionalmente, como, por exemplo, indo de vontade própria contra o corpo do adversário. É FALTA COM CARTÃO AMARELO.

 

4) FORÇA EXCESSSIVA: quando um atleta excede na força física e torna o lance violento, podendo levar o atleta a lesão. FALTA COM CARTÃO VERMELHO.

 

Lembre-se que para marcar uma infração ou não, você tem que saber a regra 12 (infrações e indisciplinas), que diz textualmente:

 

“Será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes sete infrações, de maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com o uso de força excessiva [dentro da área, será um tiro penal]:

a) Dar ou tentar dar um pontapé (chute) em um adversário.
b) Passar ou tentar passar uma rasteira em um adversário.
c) Saltar sobre um adversário.
d) Dar um tranco em um adversário.
e) Agredir ou tentar agredir um adversário.
f) Empurrar um adversário.
g) Dar uma entrada (carrinho) contra um adversário.

 

Não esqueça: todos estes itens devem ser avaliados como IMPRUDENTE, TEMERÁRIO OU FORÇA EXCESSIVA. Se eles aconteceram por CASUALIDADE, então não é falta.

– O BOPE como motivador para clubes de Futebol!

 

O Atlético Mineiro, eliminado na Copa Sulamericana ontem, teve como seu motivador um oficial do Batalhão de Operações Especiais da PM-RJ (BOPE). Cuca, treinador do rival Cruzeiro, em seus tempos de Botafogo, chamou um padre para uma palestra motivacional!

 

O que um renomado psicólogo esportivo pensa sobre o assunto?

 

Compartilho texto do brilhante professor João Ricardo Cosac, do CEPPE:

 

ATLÉTICO MINEIRO APELA PARA BOPE MOTIVAR A EQUIPE

 

Amigos, achei que já tivesse visto de tudo em termos de trabalho
motivacional no esporte. Depois que o Cuca chamou um padre para motivar
o Botafogo na época em que dirigia o time carioca, tive a certeza que a
banalização dos aspectos motivacionais estava irremediável e
irreversivelmente concretizada.


Como nesta vida, não há nada de ruim que não possa piorar e o modismo
sempre fala mais alto, o Atlético Mineiro, dirigido pelo treinador
Dorival Junior – à beira do rebaixamento e eliminado da Copa Sul
Americana – convocou um comandante do BOPE (Batalhão de Operações
Policiais Especiais) para ministrar algumas palestras aos atletas.
Prefiro não comentar o resultado desta super operação, uma vez que
palestras motivacionais isoladas e organizadas por outros profissionais
que não sejam formados em Psicologia do Esporte costumam ser desastrosas.


Confesso que fico impressionado com a criatividade ímpar de boa parte
dos dirigentes de futebol. Quando escutei o Samuel Rosa do grupo Skank
comentando o fato, achei que se tratava de uma piada. Até porque, Samuel
é torcedor fanático do Cruzeiro e não perderia a chance de tirar uma
casquinha do rival.


Depois de assistir a entrevista do cantor, fui verificar a notícia e
fiquei perplexo ao constatar que realmente o Galo mineiro está apelando
para este tipo de ação. Para os amigos que estão com a lista em dia –
segue alguns novos profissionais que se valem da crise das equipes para
promover trabalhos isolados, sem base científica e totalmente
desvinculado da Psicologia Esportiva: padres, engenheiros, comandantes
de polícia, animadores culturais, motivadores de plantão, programadores
mentais, pais de santo, ex-atletas de sucesso e vou parando a lista por
aqui para não rasgar o meu diploma.


O Atlético Mineiro – com o futebol que tem demonstrado – pode até
escapar da zona da degola. E se isso ocorrer (anotem), será muito mais
pela ineficiência do Guarani, Avaí e Vitória e menos por conta dos
trabalhos motivacionais apelativos que vem realizando.


A Psicologia do Esporte aplicada ao futebol ainda está muito presa aos
livros. Enquanto não mudar a mentalidade de muita gente por aí, podem
preparar novas listas de motivadores e animadores de auditório. Enquanto
isso, os ares da segunda divisão ficam ouriçados com a possibilidade da
(nova) visita de um grande clube do cenário brasileiro.


O que a torcida do Galo tem a ver com isso?


Nada. Rigorosamente nada.


Psicologia do Esporte: acesse http://www.ceppe.com.br

– FIFA Autorizará ou Não o ‘Tira-Teima’ do Gol?

 

Está em estudos deste o final de outubro, e até o ano que vem sairá uma resposta oficial (dependendo da tecnologia que as empresas oferecerão), se os árbitros poderão ter o auxílio de sensores de linha para confirmar ou não possíveis gols em lances duvidosos.

 

É um primeiro passo para o aceite de ferramentas da computação nos jogos de futebol. Mas algumas coisas chamam a atenção: como definir TECNOLOGIA NO FUTEBOL.

 

Tecnologia quer dizer “Estudo das técnicas”. Portanto, existem várias técnicas (avançada ou de ponta; simples ou rudimentar).

 

Se você observar um árbitro assistente com a bandeira levantada marcando um impedimento, perceberá que é uma técnica manual; se você ouvir o sinal de bip da bandeira  no braço do árbitro marcando outro impedimento, perceberá que é uma técnica eletrônica. Ambas técnicas, timidamente, convivem com o futebol. A simplória tecnologia dos sprays demarcatórios da distância para se cobrar tiros livres e a comunicação por técnica eletrônica entre os árbitros via rádio durantes os jogos, também coexistem pacificamente. Se é utilizada na 1ª ou na 5ª divisão, o certo que a estas tecnologias a FIFA nem se manifestou (exceto a uma: a comunicação com ponto eletrônico entre técnicos e jogadores, que, confesso, eu autorizaria – parto do princípio que, se os treinadores podem se comunicar para fora do estádio com celulares, por que não dentro do estádio, com seus comandados?)

 

A FIFA não sabe ainda como será a tecnologia a ser oferecida, mas pede uma condição: a de que as empresas que desenvolverem o equipamento projetem algo que comunique a informação ao árbitro em 1 segundo! Motivo: claro que é para o jogo não parar, para não se correr o risco de árbitro e jogadores ficarem na frente da TV, para a não-perda de autoridade da equipe da arbitragem como um todo, etc…

 

Sou a favor de certas evoluções no futebol. Tardiamente chegará avanços mais profundos na tecnologia em campo. “Como elas serão” é o grande dilema. Não gosto de mudanças radicais, apesar de ser a favor de inovação. E claro, deve-se ter o cuidado de se definir quando e onde a tecnologia será usada. Gosto da idéia de que, por exemplo, o capitão da equipe possa pedir a reconsideração de um árbitro sobre uma decisão polêmica após a conferência por imagem do lance duvidoso (uma possibilidade em cada tempo). Mas aí cairemos na universalização da regra: todos os campeonatos devem ter a mesma regra e mesmas possibilidades…

 

Ué, aí contradigo a própria FIFA: Nos jogos do Campeonato Brasileiro da série A (nosso principal torneio), temos TODOS os quartetos de arbitragem equipados com bandeira eletrônica e rádios-comunicadores? Não. E como fica a regra?…

 

E você, o que pensa disso: o que você acha da tecnologia no futebol? Deixe seu comentário:

– Como definir “Time Grande” no Futebol

 

Cada vez mais vemos subjetividade em algumas definições. Uma delas diz respeito a “quem é time grande no futebol”. E aí fico perguntando: quais fatores podem determinar a grandeza ou não de um clube?

 

Surgiram vários elementos, e mesmo assim não consigo juntá-los numa fórmula e conceituar com objetividade. Mas mesmo assim vamos lá:

 

Time grande seria aquele que…

 

… Conquista muitos títulos? Se sim, descarte o Corinthians no histórico jejum de 20 e tantos anos. Ele já era grande, mas não ganhava nada e ao invés de apequenar-se, agigantou-se!

 

… Tem títulos relevantes? Aproveito o mesmo exemplo: até 90, o Corinthians não tinha conquistado o Brasileirão, apenas Campeonatos Paulistas e torneios menos importantes, embora numerosos.

 

… Teria muita tradição? Ponte Preta (Campinas), Paulista (Jundiaí) e Noroeste (Bauru) são clubes tradicionais, centenários, possuem estádio próprio e são identificados pela sua perene participação no cenário futebolístico. A grandeza deles tem outros significados.

 

… Possui grande torcida? O Santa Cruz também possui.

 

… Permanece vitaliciamente na elite? Gremistas, atleticanos, palmeirenses, corinthianos, milanistas, e outros mais se irritariam com tal item.

 

… Tem grande patrimônio, como estádio e instalações, ou recursos financeiros respeitados? Xi, se fosse assim, sobrariam pouquíssimas agremiações.

 

Em suma, parte dos fatores acima combinados com outros intangíveis, como historicidade dos jogos, disputas épicas em campo, paixão e outros mais, determinam quem é grande ou não. Mas penso principalmente que o senso comum pode definir melhor o conceito.

 

Quem são, atualmente, os grandes clubes (por senso comum – que quer dizer sentimento unânime de maior parte de uma população) aos torcedores?

 

Na Espanha, hoje, Barcelona e Real Madrid. A equipe madrilenha do Atlético um dia já o fora. O Valência, mesmo ganhando campeonatos, não é (pelo senso comum).

 

Na Itália, hoje, Juventus, Milan, Inter, Roma. Mas e a Lazio e a Fiorentina, segundo o mesmo critério?

 

Na Alemanha, sobrou o Bayern de Munich. Mas os grandes clubes seriam o Schalke 04 e o Nuremberg (maior vencedor local).

 

Não entraremos no mérito inglês. Vide o número de clubes que já foram campeões e os que realmente disputam títulos hoje.

 

E no Brasil? Quem são os grandes de verdade?

 

Já foi o tempo em que conquistar Campeonato Estadual tornava o time grande.  O sem-número de competições em nosso país vulgarizou e minimizou tais competições. Enquanto que lá fora os clubes europeus disputam 2 torneios que realmente valem (o campeonato nacional e o europeu), aqui se disputa o Regional, a Copa do Brasil, o Nacional, a Libertadores, a Sulamericana, e, se bobear, se contabiliza até a Copa SP de Júniors.

 

Vale tudo para satisfazer o ego do torcedor. Hoje, ganhar o Campeonato Regional é um dos grandes malefícios para muitos clubes, que se iludem com um pseudo-poderio e acabam se preparando mal para o Campeonato Brasileiro. É um falso festejo.

 

E você, o que pensa disso: como classificar um clube grande no futebol brasileiro? Deixe seu comentário:

– Ué, Coringão mudou de Vontade?

Não era o Andrés Sanchez que falou, falou, falou… que o estádio do Corinthians, em primeiro lugar, era do Timão e não tinha vontade nenhuma de sediar abertura de Copa do Mundo?

Não era ele quem disse que não ampliaria o estádio?

Não era ele quem disse que se o estádio fosse para a Copa, a FIFA teria que bancar a diferença (se quizesse?)

Não era ele quem disse que o estádio seria dado pela Odebrecht em troca dos naming rights (que estavam evidentemente super-avaliados, conforme escrevemos anteriormente em um post)?

Parece que mudou de opinião… Veja no link do Estadão: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101106/not_imp635529,0.php

Novas Perguntas:

Quer dizer que o BNDES vai emprestar o dinheiro? Mas e o discurso anterior?

Quer dizer que 17 mil lugares fará com que o preço do estádio dobre de valor? É mais fácil construir 2 estádios…

BNDES empresta dinheiro para quem tem dívidas? Não sabia… Para mim é novidade!

Até 2014, tem coisa pra rolar ainda…

– Neymar e a “Patadinha Feliponesca”

 

Felipão é hoje o rei das patadas nos jornalistas. Sempre foi, mas como estava no estrangeiro, Muricy e Leão tentaram o substituir. Quase conseguiram, pois Luiz Felipe Scolari é insubstituível quanto a isso.

 

Ontem, no entanto, Neymar resolveu imitar Felipão. Na coletiva, o assessor tentava filtrar as perguntas para que ele só respondesse as que agradassem. Quando perguntado sobre a foto em que aparecera vestindo a camisa do Palmeiras, ainda garoto, ao invés de responder com elegância e sair por cima, deu uma cutuca na imprensa. Quando perguntado sobre a possível sequência de convocações à Seleção Brasileira, respondeu ironicamente: “conseguirei, desde que vocês jornalistas deixem”.

 

Que idiota! O talento que tem com a bola nos pés falta-lhe na cabeça. Educação e cortesia não fazem mal à ninguém!

– Trocar de Cidade resolve os Problemas?

 

O Grêmio Barueri, time-empresa, virou Grêmio Prudente e viajou quase 600 km para a nova sede. A Sociedade Esportiva Votuporanguense virou SEV-Hortolândia e fez o caminho de volta por 400 km. O Campinas foi vendido a um novo Sport Club Barueri. E, agora, Guaratinguetá atravessa a Dutra, cai na Marginal Tietê, pega a Anhanguera e desembarca em Americana mudando de sede. Esses são exemplos mais recentes; podemos lembrar do Comercial de Registro, no Vale do Ribeira, que jogava na longínqua cidade de Monte Alto.

 

São clubes que mudam de sede, ou, praticamente, de razão social, de torcida, de tudo! Se o Santos FC deixasse a cidade para jogar num estádio de 80.000 lugares em Cubatão, tudo bem; afinal, o time está na região metropolitana e continua sendo o mesmo. Mas dormir numa cidade e acordar 500 km longe pode? Aí não dá.

 

Quer dizer: dá, desde que se aceite acordar 800.000,00 reais mais pobre, que é a taxa exigida para tais mudanças pela FPF.

 

Paulista de Jundiaí, Noroeste de Bauru, Ponte Preta de Campinas, e outros clubes tão tradicionais, que são centenários e possuem estádios próprios, tradição e torcida, junto com os grandes clubes do Estado, dividirão espaço com essas novas realidades…

 

E você, o que pensa disso: clubes podem mudar de nome e de sede mediante pagamento, ou vai contra as leis esportivas, embora sejam ações legalmente aceitas? Deixe seu comentário:

 

Obs: O Décio Vita, estádio em que o Rio Branco de Americana jogava, ficou interditado 1 campeonato inteiro! Com 2 times naquela cidade, será que o estádio estará apto para 2011? Acho que a vistoria será mais, digamos, compreensiva. Afinal, o Americana Futebol Ltda, antigo Guaratinguetá, não pagaria uma bolada de transferência sem essa certeza.

– Joguinhos e Jogões

Hoje teremos bons jogos pelo Campeonato Brasileiro. Ao menos, essa é a expectativa. Entretanto, a tardinha, já teremos um jogo espetacular pela Champions League: Milan X Roma.

Fico pensando: como seria bom se a Libertadores também fosse tão prazerosa! Sim, pois a primeira fase da Libertadores é um tal de Blooming, Emelec e outras coisas… claro que lá na Europa temos os Cluj da vida. Mas, não seria bom grandes jogos na primeira fase? Flamengo X Boca Jrs, River X Cruzeiro? Lá no Velho Continente tem… (Milan X Roma é primeira fase, ok?)

A Libertadores poderá ganhar os clubes americanos em 2012. Cá entre nós: O que acrescenta Columbus ou Dallas DC contra São Paulo ou Corinthians? Doze horas de viagem e outros transtornos?

Única e exclusivamente: DINHEIRO. Se você acompanhar os jogos da MLS, verá que são todos cintura dura!

– O Calote de Mugabe!

 

Ora essa. Lembra daquele amistoso da Seleção Brasileira contra o Zimbábue, às vésperas da Copa do Mundo e com nítido caráter político?

 

Pois é: deram calote nos organizadores!

 

Os direitos sobre os jogos da Seleção são da Kentaro, que foi a Justiça cobrar US$ 620 mil da federação do Zimbábue. Detalhe: a federação local também é subordinada do ditador Mugabe, mais um dos amigos políticos do guia-Mestre Lula.

– A Importância ou não de um Quarto Árbitro

 

Amigos, após a participação ousada e inusitada do quarto-árbitro Francisco Neto na partida entre Internacional X Santos (já publicado no blog quanto a sua oportuna ou inoportuna ação em: O MICO DO 4º. ÁRBITRO), surgiu uma polêmica muito grande: o que faz de verdade um quarto-árbitro? Até onde ele é importante? O árbitro precisa mesmo dele?

 

Vamos em 2 tópicos: na teoria e na prática

 

a) NA TEORIA

 

As Regras de Jogo regulam o trabalho do Quarto Árbitro. Embora ele não esteja entre as 17 regras (Regra 5 – o árbitro, Regra 6 – os árbitros assistentes), ele ganhou há anos um capítulo especial: O Quarto Árbitro. Há quase 2 anos, esse capítulo passou a se chamar: O Quarto Árbitro e o Árbitro Assistente Reserva. Há 4 meses, esse mesmo capítulo sofreu alterações e ganhou importância maior. Vamos lá:

 

– O quarto árbitro é o substituto imediato de qualquer um dos outros membros da equipe de arbitragem; exceto se existir um árbitro assistente reserva (o popular 5º. Árbitro); se este existir, torna-se substituo exclusivo do árbitro.

 

– Ele é o ajudante de todos os trabalhos administrativos do árbitro (confecção de súmula, relatórios, comunicações de penalidades, etc)

 

– Será responsável pelos procedimentos de substituições de atletas; é ele quem confere equipamentos e a permissão dos reservas para entrarem em campo, após sinalizar para o árbitro.

 

– O quarto-árbitro é responsável pelo controle da dinâmica de reposição de bolas (trocando em miúdos: se as bolas são repostas a contento, sem cera dos gandulas e se estão localizadas em pontos estratégicos).

 

– O MAIS IMPORTANTE: antes, o texto dizia que era função do quarto-árbitro indicar ao árbitro se adverte errado um jogador, se há confusão na distribuição dos cartões, se ocorre algum lance fora do campo visual do árbitro e dos árbitros assistentes, se há conduta indevida dos atletas substitutos e comissão técnica. Tal texto questionava a existência de limites ou não para o quarto árbitro. Entretanto, a partir de 01 de junho de 2010, após a reunião de 06 de março do mesmo ano, o texto passou a ser: ‘o quarto-árbitro ajudará o árbitro a dirigir o jogo conforme as Regras do Jogo. Entretanto, o árbitro mantém sua autoridade para decidir sobre qualquer fato relacionado ao jogo’. Essa modificação esclareceu que o quarto-árbitro pode informar o árbitro sobre toda e qualquer ocorrência, sem limites para isso; claro, com a decisão final cabendo ao árbitro (acatar ou não a informação).

 

b) NA PRÁTICA

 

Na prática, o quarto-árbitro é aquele que antes do jogo providencia a súmula e, muitas vezes, já entra em litígio com os treinadores (lembram-se de Corinthians X São Paulo, onde Mano Menezes e Muricy Ramalho liberaram a escalação oficial somente dentro do gramado, sem cumprir os 45 minutos de antecedência exigidos pelo regulamento? Tivemos o absurdo de ter 13 jogadores do Corinthians perfilados para cantar o Hino Nacional, a fim de confundir o adversário). É o mesmo quarto-árbitro que tenta organizar o banco de reservas, fazendo com que os treinadores e atletas se comportem adequadamente; é o fiscal dos gandulas, que usualmente são orientados a trabalhar com desempenho diferente, mediante o resultado da partida. É também o quarto-árbitro uma espécie de “dedo-duro”, fofoqueiro, alcagüete do jogo; pois, afinal, é ele quem denuncia as ofensas e xingamentos que extrapolam a boa educação fora das quatro linhas. Vide os treinadores e reservas expulsos – na sua maioria, a expulsão se dá após o árbitro receber o chamado do quarto-árbitro. Por fim, é ele quem deve ficar atento a lances fora do campo visual do árbitro (uma agressão não vista pelo árbitro; a opinião de um lance duvidoso e que ele tenha convicção, etc). Pode ele estar presente em todos os lugares da periferia do campo, embora sua base seja a equidistância dos bancos (não pode ser estático, senão, ao invés de “árbitro”, “vira mesário”). Também não deve irresponsavelmente abandonar a sua posição a qualquer situação, pois, afinal, a sua maior área de atuação é próxima às comissões técnicas.

 

 

Abaixo, elenco alguns lances interessantes envolvendo decisões relevantes dos quarto-árbitros:

 

Copa das Confederações 2009 – Brasil 4 X 3 Egito: quando o jogo estava 3×3, Lucio chutou para o gol e uma mão na bola do zagueiro egípcio tira a bola em cima da linha do gol. Howard Webb, árbitro inglês, não vê a mão e dá escanteio, mas o quarto-árbitro informa pelo rádio que foi mão intencional. “Desmarcou” o escanteio e marcou o pênalti. (nesse jogo, houve polêmica pois acreditava-se que o quarto-árbitro avisou o árbitro após ver a repetição no telão; FIFA alegou que o telão não tinha replay).

 

Copa do Mundo 2006: Final Itália X França – fora do lance de bola, Matterazzi e Zidane discutem. O atento quarto árbitro vê a forte discussão, e quando ia chamar a atenção deles, Zidane cabeceia a barriga do italiano. Ato contínuo, o quarto-árbitro espanhol Medina Cantalejo avisa Horácio Elizondo que sem titubear expulsa o francês.

 

Corinthians X Barueri: Série B 2008- zagueiro Duílio fez falta na meia lua em Herreira, que caiu dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro Domingos de Jesus Viana Filho. Imediatamente o quarto árbitro avisou ao árbitro que tinha certeza que a falta houvera sido fora da área (detalhe: quarto-árbitro paulista). Árbitro crê no quarto-árbitro, volta atrás e marca tiro livre direto (fora da área).

 

Benfica X Vitória de Guimarães: Campeonato Português 2010/11 (há 1 mês, processo em julgamento): O jogador Romeu do Vitória Guimarães agrediu seu adversário fora do lance de jogo. Na primeira paralisação, o quarto árbitro João Ferreira avisa o árbitro Duarte Gomes do ocorrido. Agressor expulso, e protesto da equipe de Guimarães (o clube pede anulação da partida por erro de direito, alegando que o quarto árbitro, antes de informar ao árbitro, tirou suas dúvidas num monitor da TV que transmitia o jogo).

 

Santa Rita X União de Palmares: Campeonato Alagoano da Segunda Divisão: o árbitro Francisco Carlos do Nascimento (Aspirante à FIFA atualmente e que apitará Corinthians X Avaí nesta quarta-feira), encerra a partida após o quarto árbitro denunciar que a equipe mandante, em vantagem no placar e com 7 atletas em campo, estava orientando o goleiro a simular uma contusão (pelo tempo de jogo, se o goleiro contundido não pudesse continuar na partida e com as 3 substituições já realizadas, a equipe sairia de campo vitoriosa). O goleiro cai e o árbitro não espera o tempo de recuperação (que é de direito nesse caso). Ele encerra a partida imediatamente por atitude inconveniente e antidesportiva (o árbitro considerou a relevante informação do quarto árbitro; assim, ao invés do mandante levar os pontos, o adversário, por causa do quarto árbitro, conseguiu a vitória).

 

Coritiba X Santos: Campeonato Brasileiro 2008: o árbitro recém promovido à FIFA na época, Marcelo de Lima Henrique, se dirige ao treinador do Coritiba, Dorival Júnior, que insistia em reclamar veemente de todas as marcações do árbitro. Após uma advertência verbal de Marcelo de L Henrique, o quarto-árbitro (que era paranaense) diz ao árbitro que Dorival havia extrapolado, que o correto era expulsá-lo. O árbitro aceita a sugestão do quarto-árbitro e o expulsa. Curiosidade: no STJD, a testemunha de defesa do técnico Coxa Branca Dorival Júnior era o então treinador do Santos, Cuca (seu adversário naquela partida).

 

Vasco X Flamengo: (Campeonato Brasileiro 2010, dias atrás) PC Gusmão, descontente com a arbitragem de Gutemberg de Paula, faz gestos incitando a torcida do Vasco a pegar no pé do árbitro. O quarto-árbitro flagra, informa o árbitro que expulsa PC Gusmão. O treinador vascaíno insiste que seria impossível o árbitro ver tais incitações, já que deveria estar prestando atenção no jogo.

 

Botafogo X Boa Vista: Campeonato Carioca 2009 – lateral botafoguense Alessandro chuta para o gol, a bola fura a rede e entra no gol. Árbitro e bandeira dão gol. Mas aí vem o quarto-árbitro e alega ter certeza que foi por fora. Após muito tempo paralisado e o árbitro duvidando da informação do quarto-árbitro, o árbitro resolve voltar atrás e confiar na acertada informação. Foi, inclusive, jogo de TV da Globo, que rendeu elogios do Arnaldo César Coelho à atenção do quarto árbitro.

 

Finalizo repetindo a questão: Até onde o quarto-árbitro é importante? O árbitro precisa mesmo dele? Deixe seu comentário:

(você pode acompanhar este e outros textos no Blog do Rafael Porcari no portal da Rede Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3947&blog=6&nome_colunista=963)

– A Insensível Manifestação de Benjamin Back em relação ao término da carreira de Gaciba

 

Gaciba encerrou a carreira como árbitro de futebol. Será comentarista da RBS.

 

Ótimo árbitro, acabou se vitimando pelo exagerado, rigorosíssimo e desnecessário FIFA TEST, onde o fator psicológico fala mais alto do que o fôlego. Seria irônico duvidar da sua condição física.

 

Se eu que parei nesse ano senti (e ainda sinto) saudades dos 14 anos como coadjuvante, imagino o Gaciba como protagonista de grandes jogos nacionais e internacionais!

 

Repudio a infeliz declaração do Benjamim Back, no Jornal Lance de hoje, página 2:

 

“BOIA IDEIA

 

Leonardo Gaciba resolveu abandonar prematuramente a carreira de árbitro para ser comentarista de arbitragem. Excelente ideia! Que outros ainda em atividade, hoje no Brasil, façam o mesmo…”

 

Respeito a opinião do jornalista, mas acho infeliz e preconceituosa a declaração. Poderia ficar quieto e respeitar esse momento que é de dor indiscritível a um árbitro. Faltou sensibilidade.

 

Boa sorte, Gaciba!

 

E você, o que achou de tal declaração? 

– O Mico do Quarto Árbitro de Internacional/RS X Santos/SP

 

Estou escrevendo acompanhando a partida entre Internacional X Santos. Provavelmente encerrarei esse texto ainda com a bola rolando. Mas o lance do jogo até agora (15 minutos do segundo tempo nesse exato momento) não foi o gol não assinalado pela arbitragem em favor do santos, mas A BOBAGEM FEITA PELO QUARTO ÁRBITRO.

 

Vejam só: o Santos chuta para o gol e o Internacional tira a bola da meta em posição duvidosa: fora do gol, dentro do gol ou em cima da linha (que é gol)? Se o lance é rasteiro, mais fácil; lance por cima, mais difícil.

 

Nas câmeras da TV, é impossível se dizer algo. Somente uma câmera na posição da linha de meta poderia nos dar uma resposta certeira. Com tecnologia e sensores, nenhuma polêmica. Imaginaram a bola passar pelos postes e um sensor disparar um alarme indicando que entrou no gol? Seria fantástico, eficaz e justo. Mas a FIFA não quer de verdade, sabemos disso.

 

ENTRETANTO, após o congelamento da imagem e o computador fazendo a projeção, percebe-se que o lance não era tão difícil assim. A bola entrou significativamente dentro do gol. O problema foi o posicionamento do bandeira, pois ele estava muito atrasado em relação à linha da bola. Se tivéssemos um dos novos árbitros de meta, ele poderia indicar o gol.

 

Mas o que me chamou a atenção é a entrevista coletiva do Quarto Árbitro Francisco Neto, no intervalo do jogo, falando que ajudou na não-marcação do gol. A FIFA, CBF, FPF e outras tantas entidades têm horror à imprensa, e proíbem veementemente os árbitros de darem entrevistas, principalmente em referência a lances do jogo após a partida. Durante a partida, então, o pecado é pior!

 

O problema não foi o quarto árbitro falar, mas o que falou. Disse que teve certeza que a bola não entrou e pôde colaborar com a equipe de arbitragem. Colaborar como, cara-pálida? Foi gol. Aliás, o mais curioso é a posição em que ele se encontrava. O que um quarto árbitro faz atrás do poste de escanteio? Se ele fosse um quinto árbitro, entenderia-se de que estivesse por lá por força de uma situação extraordinária. Mas o quarto-árbitro? Normalmente ele fica no meio de campo, tomando conta dos bancos e assistindo ao árbitro a todo instante. Se sai daquele posicionamento, é para resolver algum problema.

 

Ele disse (e a todo instante louvava) que a Federação Gaúcha e o presidente da Comissão de Árbitros sugeriam esse procedimento durante as partidas. E quem faz a função do quarto árbitro no banco então? Tudo muito estranho…

 

Alguém que seja árbitro acredita que ele fica 90 minutos correndo pela lateral em campo? É incoerente o que ele disse, pois, em muitos momentos, teríamos 2 árbitros correndo juntos (o bandeira e o quarto árbitro).

 

O pior é ver o quarto árbitro todo pimpão na TV dizendo que acertou. Não era sua função; não estava na sua posição; não era o momento e não mostrou competência.

 

Como diria meu sobrinho, ‘pagou mico’.

 

E você, o que acha disso: o quarto-árbitro desse jogo quis aparecer ou foi realmente infeliz naquele momento? Deixe seu comentário:

 

Ops: acabei de escrever o texto com 24 minutos do segundo tempo, justamente quando Neymar é “agarrado”. Respeito mas discordo do Marsiglia: ao sentir o braço do adversário, Neymar desiste da jogada. Ele teria condições de disputar aquela bola, e se não conseguisse, sofreria (de fato) o pênalti. As mãos e braços do adversário colorado não o fariam desabar tão facilmente como caiu. Lance normal e simulação do atacante santista.

– E a Molecagem dos Santistas? Pára de ser Mané, Neymar!

 

Estou assistindo ao (belo) jogo entre Internacional X Santos pelo Brasileirão. Como esse D’Alessandro joga bola. Pena que nega fogo na Seleção Argentina… (pena para eles, bom para nós!)

 

Mas a Globo repete nesse momento as imagens do treino em que Neymar e Marcel bateram boca e se estranharam. De novo Neymar? O cara foi convocado pra Seleção, é paparicado, ganha bem, joga muito, mas não se emenda.

 

Nesse episódio ele entrou por ser bobo. Não foi o causador de nada. Mas toda semana tem polêmica negativa envolvendo o seu nome… pára de ser Mané!

 

Assistência psicológica e social fariam um bem ao jogador. Imaginem o que tem de mala rodeando o rapaz. E como a formação educacional dele parece não ajudar, dá nisso! Craque que pode por a carreira em risco por desinteligência.

– Ministério Público quer Mudanças no Sorteio de Árbitros. Como fazê-lo?

 

Quando árbitro, fui uma das poucas vozes a favor dos sorteios de árbitros (e olha que já cheguei a ficar 2 meses sem apitar por ‘perder’ seguidamente nos sorteios). Embora a manifestação de tal opinião era (e é) tolhida veladamente pelas Federações e Comissões de Árbitros. Os dirigentes detestam tal medida, colocando diversos empecilhos e justificativas. Todas elas são verdadeiras; se, claro, acreditarmos que o quadro de árbitros é fraco.

 

Evidentemente que o quadro não é fraco e nem enxuto. Sobram árbitros! O que falta é boa vontade. Dá para fazer sorteio sem burla sim!

 

Vamos a um exemplo: Corinthians X Fluminense vão jogar: não pode se colocar árbitro paulista nem carioca. E se colocar um mineiro ou um gaúcho e estes forem mal, dirão que os árbitros estão prejudicando deliberadamente as equipes em prol dos clubes do estado da sua federação de origem. A ética manda evitar tais escalas por prudência; a mesma ética diz que você não pode levantar suspeitas da idoneidade dessas pessoas.

 

Mas só há árbitros destes 4 estados das federações?

 

Crie-se um quadro de árbitros da primeira divisão (por exemplo, 40 árbitros). Descarte do “globo da sorte” os árbitros que apitaram o jogo das 2 equipes na rodada passada; tire os lesionados e aqueles que são do mesmo estado. Se sobrarem 25 para sorteio, ótimo!

 

Mas e se o sorteado for um novato ou alguém que possa não dar conta do jogo?

 

Então não é digno de apitar a primeira divisão e pertencer ao quadro. Ninguém quer colocar 350 árbitros no globinho e escolher um aleatoriamente, pois poderia colocar um jovem árbitro num jogo difícil. A capacitação dos árbitros da divisão é o elemento fundamental.

 

Atualmente, você escolhe 2 árbitros para 2 jogos: campeão de um sorteio apita o jogo 1 e perdedor apita jogo 2. Em alguns outros sorteios, escolhia-se previamente 10 nomes e sorteava 10 jogos. E outras burlas para referendar a lei.

 

O promotor José Antonio Baeta interveio na questão do sorteio dos árbitros e pede sorteio sem ser dirigido (árbitros-jogos), e que as federações e confederações adaptem os processos de sorteio sem direção em até 90 dias. Mais ou menos, coincidirá com a Rodada 03 do Paulistão.

 

Como a Federação Paulista escolheu 60 árbitros para a categoria 1 (que já têm os trabalhos de pré-temporada definidos e ela já os começou treinar), esperasse que a categoria 1 seja de fato 1. Afinal, os árbitros Ouro de 2010 eram, vez ou outra, “folhado a Ouro”, “Ouro de pouco quilate…”

 

Se o trabalho for bom, que coloquem os 60 no globinho e quem cair poderá apitar tranquilamente Palmeiras X Corinthians. Afinal, crê-se que exista competência. Ou, de repente, há árbitros que são elevados de categoria por favores políticos?

 

O sorteio dirigido permite alguns desvios: de repente, árbitros caseiros com certa constância em determinados jogos… ou rigorosos demais na mesma proporção. Ou, ainda, o aceite de vetos. Como aceitar o veto se a bolinha pode cair aleatoriamente?

 

Parabéns ao promotor. Certamente, muitos árbitros que anonimamente são a favor dos sorteios também estão felizes. A lisura no esporte agradece.

 

E você, o que pensa sobre o sorteio dos árbitros de futebol? Deixe seu comentário:

– Torcedores virarão Árbitros?

 

Em Portugal, depois de uma reforma na legislação trabalhista, os árbitros de futebol poderão pagar mais impostos à Previdência local. Assim, a Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (APAF) resolveu convocar os árbitros para se mobilizarem para uma greve geral, indo contra os interesses da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e do Ministério dos Desportos. A paralisação se fará nos dias 06 e 07, final de semana em que ocorrerá Porto X Benfica pelo Campeonato Português.

 

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (órgão que regula os impostos) afirmou que entrará em acordo para desonerar os árbitros das novas alíquotas.

 

Segundo Luís Guilherme, o presidente da Associação de Árbitros, a solução para a não-paralisação dos árbitros está nos campeonatos amadores de Portugal! Se os árbitros pararem, a Federação poderia convocar 3 torcedores que estejam presentes nos estádios e que, após entrevistas com os representantes da FPF, assumiriam a condução dos jogos.

 

Claro que a solução é uma manifestação irônica, mas comum em campeonatos distritais de Portugal (o que equivaleria aos Campeonatos Metropolitanos Amadores).

 

E você, já imaginou se isso acontecesse no Brasil? Os torcedores poderiam apitar jogos de futebol pelo Campeonato Brasileiro? Deixe seu comentário:

 

Ops: é claro que a chance de tal situação no Brasil é nula. Não a dos torcedores de futebol apitarem as partidas, mas a dos árbitros fazerem greve. Vide os nossos dirigentes do apito quem são e quem os apóiam… A eleição do sindicato dos Árbitros de Futebol do estado de São Paulo diz tudo: 260 votos de 261 possíveis para o novo presidente Arthur Alves Junior, Diretor da Cooperativa dos Árbitros de Futebol, Secretário da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol e membro da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol.

 

A incompatibilidade de funções claro, é só “um” detalhe…

 

(informações extraídas de GloboEsporte e de A Bola – clique sobre os links para a citação original e as matérias-base deste post)

– Discussão de Arbitragem é Essencial, segundo Blatter!

 

No jornal Lance de hoje, em entrevista exclusiva (perdoem-me por perder a página e citação do jornalista, não consegui memorizar o autor da matéria), Joseph Blatter, presidente da FIFA, disse que: Se não existir discussão de arbitragem, não é futebol, em meio a uma pergunta sobre a tecnologia do futebol.

 

Se aqueles que torcem por mudanças tecnológicas nos próximos dias se sentiram esperançosos dias atrás com o anúncio de testes com tecnologia para determinar lances duvidosos de gols, é melhor aguardar. O CEO da FIFA não está entusiasmado com mudanças.

– Atlético/MG X Palmeiras/SP (Sulamericana)

 

E a vacilada do bandeira Bandeira (o trocadilho foi inevitável… me refiro a Erich Bandeira, árbitro assistente FIFA), no jogo do Atlético Mineiro X Palmeiras pela Sulamericana?

 

Para quem não viu: Lincoln recebeu a bola em impedimento, prosseguiu na jogada, bandeira não deu nada, palmeirense entra na área e… pênalti. Vai cobrar e… PÁRA TUDO! O bandeira avisa ao árbitro que a origem da jogada foi fruto de um lance em que o atleta estava em impedimento ativo.

 

Ué, por que a marcação com “efeito retardado?”

 

A regra permite tudo isso. O árbitro “desmarca” o pênalti e reinicia com o tiro livre indireto por força do impedimento a favor do Atlético (e reinício em local ERRADO, pois o lance se originou entre o meio campo e a linha da grande área e foi cobrado dentro da área).

 

Vale lembrar que Erich Bandeira houvera sido afastado do Brasileirão por 20 dias após a partida Corinthians-SP X Botafogo-RJ

 

Gosto muito dos comentários do Rubão, que useira e costumeiramente escreve no blog do jornalista Fernando Sampaio (link à esquerda nos sites recomendados). Ele é uma espécie de ghost writer de algum árbitro ou instrutor de futebol. Um ilustre anônimo, fake ou sei lá o quê do mundo virtual. Mas, não importando sua origem, foi bem em sua análise. Compartilho abaixo:

 

Extraído de: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/corinthians-arranca-bom-empate-contra-o-fraco-flamengo/

 

“Lincoln estava impedido quando recebeu a bola, não há duvida. Neste lance o jogo devia ser paralisado pelo arbitro após o arbitro assistente Erich Bandeira indicar a posição de fora de jogo. Mas ele ( o bandeira ) não assinalou. Impossível para o arbitro saber se estava ou não e chamar a responsabilidade para ele. Na seqüência, lincoln sofre o pênalti . Tudo bem, bola na cal e… O bandeira resolve chamar o arbitro para informar o impedimento . O arbitro aceita a informação do assistente e não permite a cobrança do tiro penal, recomeçando o jogo com o tiro livre indireto .
A regra respalda este procedimento, desde que o jogo não tenha sido reiniciado após uma paralisação .
Onde esta o erro? No vacilo do bandeira. Evidente que ele ficou em duvida no lance e deixou seguir . Só depois ele resolveu chamar o arbitro. E logicamente só fez isso pois teve a duvida sanada por um fato ou fator. Crise de consciência ou aviso da informação do erro, qual o fator?
Esquisito. Pega muito mal algo assim. O Palmeiras não foi prejudicado por esse lance , mas pode apenas reclamar do procedimento de marcação ( afinal, estava impedido).
No pênalti para o Atlético, aí sim pode reclamar. O palmeirense (seria o Marcio Araújo ) nem encostou no Obina.

Desculpe os erros de acentuação, teclado desconfigurado totalmente rsrsrs’

– Vamos trocar 2014 para 2018?

 

A FIFA está investigando possíveis vendas e compras de votos para a escolha das sedes de 2018 e 2022.

 

Dos países candidatos à próxima Copa, há muitos que praticamente já estão prontos. Alguém duvida que a Inglaterra, por exemplo, não estaria apta a receber uma Copa do Mundo hoje? A estrutura da Copa de 2006 na Alemanha permite que ela faça parte dessa lista também. Talvez até os americanos conseguissem se aprontar para uma emergência, mesmo sem tradição no esporte bretão mas com muita organização (embora já tenham passado pela experiência de 1994 e o futebol estar se tornando uma febre entre os homens).

 

Se os ingleses têm condições de sediar um mundial a qualquer momento, o que diremos do Brasil? Estaremos, pelo andar da carruagem, prontos para 2014?

 

Em tom jocoso, pergunto: não seria melhor o Brasil trocar a organização da Copa de 2014 para 2018, a fim de fazer algo bem feito, sem obras emergenciais e com definições baseadas em projetos técnicos e sustentáveis ao invés de politicagem?

 

Digamos que existisse essa possibilidade. E você, o que pensa dessa proposta? Deixe seu comentário:

– Santos 2 X 3 Prudente: Se fosse na 38ª Rodada…

 

O candidato ao título, em casa, com 2 jogadores a mais, na festa do aniversário do Pelé, perdeu de virada do lanterninha Prudente.

 

Já imaginou se fosse nas últimas rodadas? Todos não hesitariam em dizer que os prudentinos receberam mala branca para vencer o Peixe.

 

O resultado derrubou todos na Loteca, certamente. Eu, pelo menos, errei o prognóstico.

– Solidariedade em Campo

 

Às vezes reclamamos da vida sem dar conta dos problemas dos outros.

 

Ontem, antes da partida Ceará X São Paulo, um fato emocionante: Carlos Roney, um garotinho que teve as pernas amputadas com 1 ano, vítima de meningite, entrou em campo nos braços do goleiro sãopaulino Rogério Ceni. O menino, acredite se quiser, é goleiro nas brincadeiras de futebol com os coleguinhas. Visivelmente emocionado por ser carregado pelo seu ídolo, Carlinhos chorou, e, certamente, por dentro, Rogério Ceni também.

 

O São Paulo FC, após tal encontro, anunciou que poderá fornecer próteses ao garoto.

– Futebol faz mal às Crianças?

 

Pesquisa nos EUA revela que:

 

– Crianças de até 12 anos devem evitar cabecear bolas em jogos de futebol, devido aos riscos de lesão e na formação da cabeça;

 

– Quem leva um choque na cabeça (entre adultos), não deve continuar na partida de futebol.

 

Veja que interessante o estudo, extraído de: ÉPOCA (clique aqui para link e citação)

 

JOGAR BOLA FAZ MAL PARA O CÉREBRO?

 

Por Letícia Sorg

 

O pediatra Kevin Walter, professor do Medical College of Wisconsin, explica por que os traumas cerebrais são um problema preocupante do esporte e o que os pais devem fazer caso seus filhos sofram uma lesão em campo

Autor de um estudo recente sobre os traumas cerebrais em crianças e adolescentes, o pediatra Kevin Walter, professor do Medical College of Wisconsin, explica por que os traumas cerebrais são um problema preocupante do esporte e o que os pais devem fazer caso seus filhos sofram uma lesão em campo. Ele também discute os riscos de cabecear a bola por anos a fio baseado no conhecimento científico disponível até o momento.

Walter afirma que ainda há poucas informações sobre os riscos de longo prazo do futebol para o cérebro dos atletas, mas recomenda cuidados especiais com as crianças: “Devem ser proibidas de cabecear as crianças que não têm coordenação motora e força muscular suficientes para fazê-lo de maneira segura dentro de um jogo”.

ÉPOCAOs traumas cerebrais acontecem em várias situações, como acidentes domésticos, de trânsito e também na prática de esportes. Qual parte dos casos está relacionada ao esporte?
Kevin Walter – É muito difícil ter uma ideia precisa sobre o número de traumas relacionados ao esporte porque os atletas costumam não relatar os primeiros sintomas, às vezes lidam com o problema sem ir ao hospital, usando o médico do time, por exemplo, às vezes vão a uma clínica especializada em esporte, às vezes vão a um pediatra. Por isso é tão difícil conseguir um número exato dos casos. Mas o número de casos atendidos nos prontos-socorros dobrou entre 2001 e 2005, segundo nosso estudo. Há duas razões para isso: 1) os técnicos e as famílias estão mais atentos ao problema e trazem as crianças com mais frequência para uma avaliação médica; 2) o crescimento, na última década, nos Estados Unidos, do esporte infantil e juvenil. Há mais crianças e jovens praticando esportes e uma consequência disso é ter mais casos de lesão, entre elas concussões.

 

ÉPOCAPor que os traumas cerebrais, entre eles as concussões, são um problema sério no caso de crianças e adolescentes, até mais do que para adultos?
Walter – As concussões são “machucados no cérebro”, e, não sabemos bem por que, o cérebro deles é mais vulnerável a traumas do que o dos adultos e também demora mais para se recuperar. No caso das crianças, um problema no campo também terá reflexos no desempenho na escola e em suas interações sociais. Entre os adolescentes também há o risco da chamada “síndrome do segundo impacto”. Não sabemos exatamente quais são suas causas, mas se o adolescente tiver uma concussão e retomar a prática do esporte cedo demais, quando ainda há sintomas, e sofrer um segundo choque, isso causa alterações cerebrais que levam a sequelas graves. É muito raro, mas muito grave.

 

ÉPOCAPor que a Academia Americana de Pediatria decidiu atualizar as orientações sobre como lidar com as concussões? Quais são as principais mudanças?
Walter – O principal ponto é afirmar que, se a criança ou adolescente teve uma concussão em um jogo, mesmo que os sintomas passem em 20 minutos, não deve voltar a praticar o esporte no mesmo dia. Porque o risco de outros danos e problemas é muito grande. O outro ponto importante é que toda criança ou adolescente deve passar pela avaliação de um médico. Os técnicos não podem ou devem tomar a decisão se seus atletas podem ou não retomar a prática porque não têm total entendimento dos riscos. O terceiro ponto é que, se uma criança ou adolescente continuar apresentando sintomas, não deve voltar a praticar o esporte. Hoje, as pessoas dizem que, se você tiver uma concussão, deve estar bom em uma semana e pode voltar a jogar. É importante se certificar de que a criança ou adolescente não volte à prática até não ter nenhum sintoma e receber o OK de um médico.

 

ÉPOCAQual é o papel dos pais na prevenção e no tratamento do problema?
Walter – O principal papel dos pais é educar seus filhos e alertá-los para os riscos. Se os pais se preocupam, os filhos também se preocupam. Se os pais dizem que não é nada, os filhos não estão nem aí para o que o médico diz. As concussões são lesões bastante comuns no futebol e se os pais estiverem cientes do problema, podem ajudar muito no tratamento adequado. Entre as medidas de prevenção estão ensinar técnicas apropriadas para cabecear a bola.

 

ÉPOCAHá várias pesquisas que discutem quando um paciente está completamente recuperado de uma concussão e alguns médicos recomendam o uso de softwares para avaliar se o cérebro está totalmente recuperado. Isso é necessário?
Walter – É uma ferramenta que pode ajudar na avaliação de qualquer paciente, mas a maioria dos programas de computador não pode ser usado por crianças, por exemplo. Há outras ferramentas que podem ser usadas na avaliação dos pacientes e devemos usá-las. Sei que os pacientes, especialmente os jovens atletas, vão mentir para mim. Eles vão dizer que estão se sentindo bem para poder jogar de novo. Eles não pensam nos riscos, como desenvolver uma dor de cabeça crônica, por exemplo. Fazer uma avaliação ajuda a saber, por exemplo, se a pessoa está dizendo que está bem mas continua tendo resultados muito ruins em testes de concentração, memória e raciocínio. Posso dizer, então: “Você pode estar se sentindo bem ou, então, estar mentindo, mas seu cérebro não está bem e, portanto, você não pode voltar a praticar esportes”.

 

ÉPOCAHá quem sugira que as crianças sejam proibidas de cabecear a bola ou usem uma proteção na cabeça para jogar futebol. O que o senhor acha disso?
Walter – O que sabemos é que o contato permanente da bola com a cabeça pode levar a danos. É uma afirmação bastante vaga. Não sabemos quantas repetições são necessárias para causar o dano ou qual a força dos impactos, mas é possível notar um decréscimo das capacidades cognitivas de jogadores profissionais ao longo da carreira. Se isso acontece ao longo dos anos, na infância ou na juventude, não sabemos. Sei que o futebol é algo que está muito entranhado na cultura brasileira, mas talvez seja o caso de questionar: cabecear o tempo todo é algo que causa problemas a longo prazo? É bem provável que seja esse o caso. Talvez nós não saibamos a resposta agora, mas se mais pessoas olharem para isso e pensarem sobre o assunto, teremos mais informações, e talvez condições de tornar o esporte mais seguro.


Até que idade as crianças deveriam ser proibidas de cabecear? Mais do que a idade, devem ser proibidas de cabecear as crianças que não têm coordenação motora e força muscular suficientes para fazê-lo de maneira segura dentro de um jogo. É muito mais fácil cabecear com a técnica correta no treino, quando alguém joga a bola para você. É muito mais difícil fazer isso dentro de um jogo, preocupando-se com os adversários também. Esse é um papel importante dos técnicos: reconhecer quem já tem a coordenação motora e a força para repetir a tarefa dentro de campo. Não há evidências de que a proteção seja eficiente para diminuir o número de concussões ou os danos ao longo prazo. Tenho dúvidas que ela não vá virar mais uma arma do que uma proteção para as crianças, encorajando-as a jogar de forma mais agressiva. Mas se houver mais evidências de benefícios, não desencorajo o uso porque acho pouco provável que aumente os riscos.

– Estádio desmoronando!

 

Amigos, já recebi minha Revista Placar de Novembro/2010. E quem já a leu, se impressionará com o estádio Castelão de São Luís / MA. Capacidade para 80.000 pessoas, fechado há anos e prestes a desmoronar por falta de conservação.

 

Degradado ao extremo, é mais um exemplo que serve para refletir: vale fazer a Copa do Mundo no Brasil? Se sim, fazê-la em capitais onde não existe sustentabilidade no futebol?

 

As autoridades do Maranhão deveriam explicar o motivo do abandono… Afinal, a praça é pública, construída e mantida com o dinheiro dos impostos.

– Frases Sobre o Rei do Futebol

Mais um post sobre Pelé- agora, o site da FIFA reproduz o que personalidades falaram sobre o aniversariante de hoje:

 

O QUE DISSERAM SOBRE O REI DO FUTEBOL

“O gol mais bonito que eu marquei saiu de uma tabelinha com a Celeste, e o batizamos Edson Arantes do Nascimento.”
Dondinho, pai de Pelé

“Antes do jogo, disse a mim mesmo que ele era feito de carne e osso como qualquer um. Mas eu estava enganado.”
Tarcisio Burgnich, zagueiro da Itália encarregado de marcar Pelé na final do Mundial de 1970

“O meu nome é Ronald Reagan, sou o presidente dos Estados Unidos. Mas você não precisa se apresentar, porque todos sabem quem é Pelé.”
Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos

“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.”
Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro

“O melhor jogador da história foi o Di Stefano, pois me recuso a classificar o Pelé como jogador. Ele estava acima disso.”
Ferenc Puskás, capitão e ídolo da seleção húngara na década de 1950

“Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.”
Clodoaldo, ídolo do Santos e campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1970

“Depois do quinto gol, até eu tive vontade de aplaudi-lo.”
Sigge Parling, zagueiro da Suécia na derrota por 5 a 2 para o Brasil na final do Mundial de 1958

“Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.”
Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na Copa Intercontinental de 1962 em Lisboa

“Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.”
Just Fontaine, ídolo da seleção da França e maior artilheiro de uma única edição de Mundial, com 13 gols marcados na Suécia 1958

“O Pelé estava muito determinado a levantar a taça. Era como se ele soubesse que esse era o destino. Parecia uma criança esperando o Papai Noel.”
Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970

“O Pelé foi um dos poucos que contrariou a minha teoria: em vez de 15 minutos de fama, ele terá 15 séculos.”
Andy Warhol, pintor e cineasta americano

“Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogando.”
Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar no Mundial de 1958

“O Pelé foi o único jogador de futebol que superou as barreiras da lógica.”
Johan Cruyff, ídolo da seleção da Holanda

“O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.”
Carlos Alberto Torres, capitão da Seleção Brasileira no Mundial de 1970 e companheiro de Pelé no Santos e no Cosmos

“Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.”
Sir Bobby Charlton, ídolo da seleção da Inglaterra

“Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.”
J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas

Malcolm Allison: “Como se escreve Pelé?”
Pat Crerand: “Fácil. D-E-U-S.”
Comentaristas da televisão britânica durante o Mundial de 1970

Extraído de: http://pt.fifa.com/worldfootball/news/newsid=1322260.html#o+disseram+sobre+rei+futebol

– Os 70 anos de Pelé me relembram 20 anos meus!

Pelé faz hoje 70 anos. Há exatos 20 anos, quando entrou em campo na festa dos 50 anos no San Ciro de Roma, foi a data que matei aula pela primeira vez!

 

Na nossa pequena escola, juntamos os colegas de sala e avisamos a diretora que iríamos embora na hora do jogo. Afinal, nenhum de nós havia visto uma partida de Pelé (e hoje tem tanto VT, Youtube, imagem de todo canto que surge…)

 

No mesmo dia, fomos castigados por uma traquinagem, mas isso é outra história.

 

Naquele jogo, olha que escalação maluca e o contexto da época (TINHA O RINALDO E O GIL BAIANO…)

 

Extraído de: http://historiadaselecao.wordpress.com/2009/10/31/estrangeiros-fazem-a-festa-no-cinquentenario-de-pele/

 

ESTRANGEIROS FAZEM A FESTA NO CINQUETENÁRIO DE PELÉ

 

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

 

Ficha técnica:

BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO

Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.

Árbitro: Túlio Lanese (Itália).

Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

 

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

 

Por William Gimenes