– Para que serve a Copa São Paulo de Jrs à Arbitragem?

 

Com dor no coração constato: neste ano, a Copa São Paulo de Jrs tem sido um desperdício para os árbitros de futebol. E explico: qual o propósito das escalas deste torneio?

 

Se é treinar os árbitros para a série A1, por quê não utilizaram os árbitros de meta nessa competição? Não precisa pedir autorização para a FIFA, já que é uma competição não-profissional.

 

– Na última sexta-feira, na fase de 16ª-de-finais, apitou Paulo César de Oliveira. Ué, o que agrega a um árbitro consagrado como ele apitar tal jogo (aliás, assisti a partida e, como sempre, ótima atuação do amigo PC)? Mas se o propósito era dar ritmo de jogo, escale-o num jogo como Oratório X Cacerense, que somente cumpre tabela.

 

É em um jogo decisivo da Copa São Paulo Jr que você deve dar a oportunidade de árbitros novatos ganharem experiência, nunca em jogos que não valem nada. Cruzeiro x Flamengo pela Copinha vale a escala de um jovem árbitro que se destaque na primeira fase. Aí vai testar o cara na A1? Não pode…

 

Chega a ser covarde deixar jovens motivados que apitaram na Copinha de fora nas fases eliminatórias e dar jogos aos figurões. Parafraseio o Felipão, que na última semana disse que “preferia trabalhar com jovens talentos vindos de time pequeno porque dão o sangue e se matam para aparecer”.

 

Para o Sálvio Spínola, Cleber Abade ou Paulo César em suas carreiras brilhantes, apitar um jogo desse nível é apenas “mais um jogo em suas rotinas”, mesmo que o discurso politicamente correto seja diferente. Mas imagine a motivação aos ex-árbitros prata da FPF em apitar tais jogos? Eles comem grama dentro de campo buscando um lugar ao sol!

 

Boa sorte aos colegas árbitros nessas rodadas finais da Copinha e nesse início de Paulistão. Que possa existir critério para a indicação dos árbitros e não se queime nenhum nome por uma má preparação ao lançá-los em campo.

 

E você, o que acha dos critérios para a escalação dos árbitros dessas competições? Deixe seu comentário:

– Novas e Curiosas da 1ª. Rodada do Paulistão!

 

Amigos, um rápido apanhado sobre 3 assuntos pertinentes da primeira rodada do Campeonato Paulista (a pseudo-polêmica de COR X POR; Rivaldo X Felipão e os Árbitros atrás dos Gols):

 

a) O “Vai-e-Vem” de Paulinho no gol do Corinthians:

 

Corinthians no ataque: Paulinho divide a bola com o zagueiro da Portuguesa, caem fora do campo e o corinthiano ganha o escanteio. Roberto Carlos cobra rápido e marca um gol Olímpico.

Detalhe do lance: Paulinho estava fora do campo, e quando Roberto Carlos cobra o tiro de canto, ele retorna, a bola passa por ele que abre as pernas e resulta no gol.

 

Um princípio de discussão: ele pode fazer isso?

 

Antes de polêmica, vale o registro: lance legalíssimo. Se o jogador sai de campo por força da jogada, ele pode retornar ao campo assim que se levantar ou equilibrar, sem pedir autorização ao árbitro. Uma emissora de rádio em que eu ouvia o jogo disse que o ”problema era saber se ele voltou antes ou depois da cobrança do Roberto Carlos”. Nada disso, independe da bola estar rolando ou não, participado da jogada ou não (até mesmo porque no escanteio não existe impedimento, caso alguém desatentamente possa ter dito que Paulinho atrapalhou o goleiro ilegalmente).

 

A única irregularidade seria caso o atleta saísse propositalmente de campo e voltasse sem avisar ao árbitro (mesmo com o árbitro adicional próximo dele, a permissão tem que ser a do árbitro principal). Se fosse assim, o jogo seria paralisado onde Paulinho abriu as pernas, o jogador deveria se retirar de campo; o árbitro ordena que ele volte e lhe aplica o cartão amarelo. O jogo seria reiniciado com um tiro livre indireto a favor da Portuguesa no local da participação da jogada do Paulinho.

 

b) o desabafo de Rivaldo:

 

Durante a manhã, ouvi Rivaldo desabafar ao jornalista Milton Neves na Rádio Bandeirantes AM. Entre as lamúrias, o pentacampeão disse que Luiz Felipe Scolari só foi ao Afeganistão por sugestão dele, Rivaldo, ao presidente do clube, sendo que os próprios advogados do Rivaldo intermediaram a negociação.. Entretanto, quando Rivaldo voltou ao Brasil e iria iniciar negociações com o Palmeiras, Felipão vetou-o. Fica a observação: como é difícil a relação “Gratidão X Profissionalismo no futebol. Por diversas vezes na entrevista, Rivaldo ressaltou o fato de ter jogado machucado algumas vezes no Azerbaijão a pedido de Felipão, a fim de ajudá-lo no campeonato local.

 

c) Árbitros Adicionais atrás da Meta:

 

A experiência é válida. Estive no Jayme Cintra assistindo Paulista X Ituano (o clássico dos Galos de origem ferroviária). Aliás, primeiro inteiro do Galo da Japi e segundo tempo só deu Galo Ituano.

Mas nessa partida ficou difícil avaliar o trabalho da arbitragem, tamanha a facilidade do jogo (vale o ditado, às vezes, é o árbitro quem faz a partida ficar fácil para apitar). Raphael Claus, Luis Alexandre Nielsen, Márcio Jacob, Alessandro Balieiro, Luciano Monteiro dos Santos e Thiago Scarascati (o sexteto de arbitragem) mostraram entrosamento (principalmente do Claus em relação às vantagens em impedimentos). Os árbitros assistentes adicionais praticamente nem precisaram tomar banho para voltar ás suas casas, pois a exigência foi zero.

Já em Mogi-Mirim, Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral e Márcio Henrique de Góis foram bem na decisão do pênalti no jogo MMEC X SPFC. Se alguém duvidasse da marcação do árbitro, estava ali seu assistente para dirimir as dúvidas.

O detalhe que vale registrar: até agora nós vemos situações de confirmações de lances. Está sendo positivo, mas ainda se aguarda uma prova de fogo, uma situação de correção de lances, como: uma bola que bateu no travessão e depois no chão dentro-ou-fora do gol, ou ainda a divergência numa marcação de bola na mão e / ou mão na bola).

 

Conversando com o amigo e jornalista da TVE Reinaldo Oliveira, ilustramos as duas seguintes situações:

 

Pacaembu lotado, Corinthians X Vila Xurupita, fase eliminatória do Paulistão:

 

1) Ronaldo entra na área e é atropelado pelo voluntarioso zagueiro adversário. Árbitro central manda seguir e é avisado pelo rádio pelo assistente de meta que foi pênalti claro. Para-se o jogo e marca o pênalti. Um provável “bolinho de atletas” do Vila Xurupita reclamando que “quem manda é o árbitro, não o assistente”. Normal e tudo bem, o que vale é a correta marcação da jogada e as reclamações pararão por aí.

 

2) Ronaldo entra na área e escorrega sozinho na frente do zagueiro adversário. Árbitro dá pênalti. Torcida vibra na arquibancada, Ronaldo pega a bola para cobrar e enquanto isso o assistente atrás do gol avisa: o Fenômeno caiu sozinho…

E aí, o que vai acontecer?

Uma muvuca, certamente, apesar da correção. O problema será única e exclusivamente a pressão. “Desmarcar” pênalti pode ser mais difícil dependendo do peso da camisa de quem se desmarca (coisa que não deveria existir).

Finalizando: na situação 2, o jogo será reiniciado com bola ao chão, ali mesmo na frente do gol, conforme a regra 8.

Ainda assim, prefiro essa muvuca correta do que a tranqüilidade errada.

 

Aproveitando o texto e audiência: e a camisa feia que a Nike lançou para Seleção Brasileira? Quem inventou uma faixa verde no peito? Que mau gosto…

– Milão, Dubai ou Praias Brasileiras na Pré-Temporada?

 

Antonio Mello, preparador físico do Flamengo, disse que o maior problema do Ronaldinho Gaúcho agora é entrar em forma, e que o jogador sofre com a adaptação climática.

 

Ué, o Milan não estava em pré-temporada em Milão. Estava na tórrida Dubai. Ronaldinho Gaúcho, aliás, estava em Milão, veio para o Brasil, daqui para Dubai, e de lá de volta às praias fluminenses e catarinenses.

 

Mello foi politicamente correto. Enquanto que os atletas treinavam, o Gaúcho curtia férias quentes nas praias (e mais quentes ainda nas noites boêmias)… Dizer que o problema era o frio é brincadeira!

 

E você, o que pensa disso? O problema da adaptação do Ronaldinho Gaúcho é a adaptação climática ou as férias em meio a pré-temporada? Deixe seu comentário:

– Wagner Ribeiro solta o Verbo!

 

Amigos, imperdível a entrevista do empresário de jogadores de futebol Wagner Ribeiro na ESPN. Ame-o ou deteste-o, o cara é muito inteligente!

 

Vale uma conferida, está nesta edição de Janeiro / 2011.

– Twitter como Ferramenta para Críticas aos Árbitros

 

No ano passado, Jorge Henrique (jogador do Corinthians) criticou a arbitragem de um de seus jogos através do microblog Twitter. Na oportunidade, surgiu a polêmica: qual o peso das reclamações através dessa ferramenta eletrônica?

 

Pois bem: com a perceptível popularização desse instrumento de comunicação, cada vez mais personalidades esportivas se manifestam sobre diversos assuntos. Um jogador de futebol que faz uma crítica generalizada (como, por exemplo: “acho que o árbitro foi mal na partida e perdeu o controle do jogo”) não deveria ser motivo de represálias por parte dos organizadores; afinal, é uma espécie de desabafo, diferente de uma acusação de manipulação.

 

Entretanto, na Premier League, Babel, do Liverpool, postou uma mensagem criticando o árbitro e com uma fotomontagem dele com a camisa do Manchester United! Aí não dá… A F.A. (Federação Inglesa) o puniu por 3 partidas.

 

E você, o que acha disso? É exagero punir críticas via Twitter ou depende da crítica?

 

Abaixo, extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2010/noticias/0,,OI4883263-EI16651,00-Atacante+do+Liverpool+e+advertido+por+criticar+arbitro+no+Twitter.html

 

ATACANTE DO LIVERPOOL É PUNIDO APÓS CRITICAR O ÁRBITRO VIA TWITTER

 

O holandês Ryan Babel, atacante do Liverpool, foi penalizado pela Federação de Futebol da Inglaterra (FA) por sua má conduta após criticar no Twitter o árbitro de seu último jogo.

O jogador publicou uma foto manipulada do árbitro, Howard Webb, vestindo a camiseta do Manchester United, rival histórico do Liverpool e equipe que acabava de eliminá-los da Copa da Inglaterra.

Durante a partida, o juiz marcou um pênalti a favor do Manchester, o que levou Babel a escrever no Twitter: “e esse é chamado de um dos melhores árbitros? Deve ser uma piada”.

O jogador pediu desculpas pouco após receber a advertência da FA, mas mesmo assim poderá ser punido. No entanto, por não existir uma situação semelhante por críticas via internet, é difícil prever o que irá ocorrer.

Após o sucedido, Babel deixou uma mensagem aos seus 170 mil seguidores no Twitter: “estou algemado”, disse, em referência ao castigo imposto pela Federação.

– Vai dar Marta de Novo?

 

Tomara que sim!

 

Nesta segunda-feira é a eleição da FIFA dos melhores do mundo, primeira edição em conjunto com a France Football.

 

Como o prêmio considerado “principal”, de melhor jogador do mundo, terá 3 jogadores do Barcelona e nenhum brasileiro, vale a torcida pela brasileira Marta ganhar o prêmio de “melhor jogadora”.

 

Aliás, um detalhe: Marta já ganhou 3 vezes a honraria, e ela só tem 24 anos. Caminha a ser realmente a “Pelé da bola”?

 

Outro prêmio que envolverá brasileiro é o do “gol mais bonito do ano no mundo”, onde concorre Neymar num tento marcado contra o Santo André pelo Paulistão. Já pensou se ele ganhar, como a sua marra vai aumentar?

 

E para você, quem é, na sua opinião, o melhor do mundo? Para a FIFA, concorrem Messi, Iniesta e Xavi. Quem você escolhe? Deixe seu comentário:

– Sobre a IFFHS e seus Rankings (Ranking dos Árbitros)

 

Muitas vezes ouvimos listas sobre “Maior Clube”, “Melhor Treinador”, ou “Craque do ano”. A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, conhecida como IFFHS, é uma dessas entidades que frequentemente divulga diversos (e sempre polêmicos) rankings.

 

Essa instituição é uma pequena entidade localizada em Bonn, na Alemanha, tendo como seu presidente o próprio fundador: Alfredo Poge. Mas você sabia que em seu Comitê Executivo existe um brasileiro chamado Clóvis Martins da Silva Filho (que por ignorância minha nunca ouvi falar)?

 

Dando uma fuçada na internet, é possível achar em alguns sites (dentre eles, a Wikipedia – que particularmente não confio), a informação de que a IFFHS é reconhecida pela FIFA como órgão oficial de estatísticas do futebol, tendo todo o aval da entidade.

 

Para mim, esse reconhecimento por parte da FIFA é uma surpresa, pois, afinal, a FIFA também tem seus rankings.

 

Na última semana, a IFFHS divulgou a lista dos melhores treinadores de 2010. Porém, em breve, deve divulgar a dos melhores árbitros 2010. A última atualização destaca os melhores de 2009 em todo o mundo: o suíço Massimo Bussaca e o brasileiro Carlos Eugênio Simon como os Tops daquele ano. Aliás, entre os brasileiros de todos os tempos, Simon só perde para Romualdo Arppi Filho e José Roberto Wright (os únicos a figurarem 2 anos entre os 10 melhores do mundo).

 

Abaixo, a lista da IFFHS em relação aos árbitros brasileiros (apenas os anos em que tivemos brasileiros entre os Top10):

 

1987: Romualdo Arppi Filho – 1º.

1988: Romualdo Arppi filho – 7º.

1988: Arnaldo césar Coelho – 9º.

1990: José Roberto Wright – 1º.

1991: José Roberto Wright – 2º.

1994: Renato Marsiglia – 10º.

1997: Márcio Rezende de Freitas – 7º.

2009: Carlos Eugênio Simon – 2º.

 

A lamentar a lacuna de 12 anos entre Márcio e Simon na lista da IFFHS.

 

Os melhores árbitros brasileiros da primeira década do século XXI, segundo a entidade, são Márcio Rezende de Freitas (28º.) e Carlos Eugênio Simon (30º.)

 

E você, o que achou da lista? Deixe seu comentário:

– A Novela Ronaldinho Gaúcho

 

Cansou a história do Ronaldinho Gaúcho. Assis, empresário e irmão do jogador, está fazendo a parte dele: no melhor espírito mercantilista está valorizando e leiloando o atleta. O que pode se discutir é a forma prática das negociações: antiética, desrespeitosa e cansativa.

 

Um outro ponto de discussão: o jogador vale tudo o que tem se oferecido? O futebol dele deixou de ser decisivo há anos, tornando-o um mero malabarista da bola. De melhor do mundo por algumas oportunidades a atração circense. Vale tanto?

 

Os clubes justificam os valores pelo retorno que o atleta dará. Será que somando a qualidade do futebol desempenhado, o risco de ciúme do elenco, o comprometimento das contas e os possíveis constrangimentos de atitudes não-profissionais do jogador, ainda assim, compensará o retorno financeiro?

 

Fico pensando: os clubes estão a mil nas pré-temporadas. Enquanto há suor e treino, Ronaldinho desfruta dos prazeres de boas férias. Será que quando ele entrar em campo estará condicionado como os demais?

 

Se for mal em campo, preparemo-nos para assistirmos cobranças por parte das torcidas organizadas do Palmeiras ou do Grêmio. Se for da do Flamengo, talvez demorará um pouco mais; mas certamente ocorrerão.

 

Agora, vale também a consideração: nada que um belo lançamento a lá Gerson, ou um gol como o do toque de letra do Robinho na sua volta ao Santos (contra o São Paulo) possa acalmar os ânimos.

 

E você, o que acha dessa novela? Deixe seu comentário:

– 2014: Copa p/ Árbitros Profissionais? Pura Demagogia.

 

Nesta última quarta-feira, li um post de Joseph Sepp Blatter no Twitter, destacando: “Árbitros Profissionais somente na Brazil’14 World Cup”, com uma chamada para uma entrevista de Blatter no site FIFA.com (O link pode ser acessado clicando em: Pro Referees Only Brazil 14).

 

Curioso, pois ouço tal tema há muitos anos e nunca resolveram o problema. Resolvi então ler o texto original e, apesar da minha regular/fraca fluência em Inglês, nada achei de proposta, a não ser a promessa. Procurei alguma tradução para o Português, e… nada! Conversei com amigos, mas… ninguém tem idéia do que seja a idéia real da FIFA.

 

Assim, sem titubear, dá para afirmar que a FIFA quer a profissionalização mas não sabe como fazê-la! O intuito de melhorar a arbitragem é louvável, mas jogar a idéia para a comunidade futebolística sem idéias ou propostas, no vazio, é demagogia pura.

 

Se ela quer a profissionalização, assuma os custos da mesma. Que tal remunerar os árbitros com escudo FIFA por conta dela, entidade maior do futebol, pagando os salários e encargos tributários?

 

Falar é fácil. Mas como fazê-lo?

 

Na Inglaterra, os árbitros são profissionais e recebem um salário mensal e um adicional por jogos apitados. Na Argentina, há a semi-profissionalização, onde os árbitros semanalmente têm que cumprir alguns compromissos com a AFA. No resto do mundo, ele é amador mas age e é cobrado como profissional.

 

No Brasil, os árbitros têm que conciliar a rotina de trabalho com a rotina da arbitragem. Acordam mais cedo ou dormem mais tarde para poderem treinar; abrem mão do convívio familiar para cumprirem a escala dominical. Mas, cá entre nós: será que os árbitros de ponta do Brasil “batem cartão”? Claro que a maioria não, senão não haveria patrão que agüentasse as faltas no meio de semana para as rodadas na terça/quarta/quinta. Boa parte é profissional liberal, empresário, autônomo, funcionário público… E, claro, sofre também para conciliar suas atividades.

 

Mas aí vem o conceito: o que é ser profissional do apito? Numa versão Weberiana da Sociologia da Burocracia, diria que o cotidiano desse profissional seria:

treinar fisicamente durante os períodos matutinos (condicionamento e simulações de jogo);

nos vespertinos, reler regras, assistir vídeos, discutir situações de jogo;

incluir uma folga semanal;

remunerar mensalmente – independente do número de jogos, pois, se comissionados, teríamos uma guerra pelas escalas;

recolhimento por parte da entidade organizadora do evento dos encargos fiscais;

plano de saúde; fisioterapeuta; psicólogo; e, principalmente,

– isenção da Comissão de Árbitros em relação aos clubes.

 

Utopia?

 

Sim, utopia. Pense no nosso âmbito local: se quer realmente árbitro profissional, quem arcará com uma política de trabalho como a sugerida acima? A CBF? As Federações Estaduais? Os Sindicatos? As Cooperativas?

 

Ninguém, claro.

 

A FIFA lançou a profissionalização da arbitragem como solução (segundo ela) para os problemas nas Copas do Mundo. Que ela assuma sua responsabilidade para tomar à frente desse novo processo.

 

Penso, particularmente, que as entidades organizadoras se esquivarão do modelo ideal e tentarão modelos alternativos, convocando árbitros para treinos mais sistemáticos em meio às suas atividades profissionais; continuarão tratando-os como “prestadores autônomos de serviços” (essa é a relação dos árbitros com a FPF, por exemplo) e aumentarão o número de árbitros para que elas, entidades, não sejam reféns de nomes – o que traz um viés inevitável: quanto mais árbitros, mesmo jogos para cada um e menor ritmo de jogo; diminui-se a qualidade da arbitragem e o emprenho dos árbitros.

 

E você, qual idéia para profissionalizar os árbitros? Deixe seu comentário?

– Copa São Paulo de Futebol Jr ou de Empresários Carentes de Vitrine?

 

Imagine essa partida: Cacerense Ltda X Rondonópolis S/A.

 

Parece jogo oficial?

 

Pois este clássico matogrossense poderá ser assistido na Copa São Paulo Jr, que começa nessa quarta-feira. A competição está repleta de equipes S.A. e Ltda. Times empresas de diversos pontos jogarão contra os grandes de SP e do RJ. Alguns deles poderão ser o Oratório – AP, Santa Maria de Brasília – DF, IAPE – MA ou o glorioso Vitória das Taboas – PE.

 

Como se pode observar, é provável que o nível técnico da Copinha seja ruim. Para os meninos do Atlético Acreano – AC ou do Grêmio Sampaio – RR, poderá ser a aventura de suas vidas… mas para o principal campeonato de juniores do Brasil, outrora chamado de Campeonato Brasileiro da Categoria, não está inchado demais? Parece o Brasileirão dos tempos da ditadura: “onde a ARENA vai mal, mais um time no Campeonato Nacional”.

 

A Copa da Inglaterra tem centenas de equipes nas suas fases iniciais. Sempre com mata-mata, afunilando a competição paulatinamente. Competições com número tão alto de clubes em fases iniciais EM GRUPO não deveriam existir. Deveria ser jogos eliminatórios entre as equipes sem tanta expressão, para, depois do funil, as melhores se juntarem aos grandes.

 

Que tal 4 grupos de 4 equipes? Os grandes de SP, RJ, MG e RS mais os vindos do Play Off classificatório fariam uma disputa entre eles para se tirar os quatro semifinalistas.

Evitaria-se jogos de 11 X 0 como no ano passado. Não correríamos o risco de um zagueiro de time de aluguel, montado só para o torneio, acertar involuntariamente a perna de um atacante promissor de clube mais tradicional e prejudicar a carreira dele.

Aguardemos. Vamos esperar que o Sete de Setembro – MS ou o Gurupi – TO façam boas campanhas. Aliás, quanto time na Copa São Paulo que não disputa a Série A, B, C ou D do Brasileirão, não?

 

E você, o que acha do inchaço da Copa São Paulo? Deixe seu comentário:

– Ronaldinho Gaúcho: Engorda para se pagar por Arroba?

 

Ontem, Ronaldinho Gaúcho esteve de volta ao Brasil para acertar com Flamengo, Grêmio e Palmeiras. É nítido de que quem pagar mais leva o Dentuço.

O curioso é que ele (segundo cada site visitado) era flagrado em Churrascarias diferentes no Rio de Janeiro.

 

Ué, esteve em muitas ou era a mesma?

Mais curioso: passou o dia todo comendo churrasco?

 

O futebol dele já não é mais o mesmo que o consagrou anos atrás. Comendo do jeito que está, vai ficar feio ter que se internar num SPA para voltar a jogar bola!

– A “Compra” da Copa de 62. Um escândalo que estoura com retardo de 48 anos?

 

Sempre ouvi falar da “compra e venda’ de Copas do Mundo. Como árbitro, sempre duvidei mas também nunca refutei as hipóteses. O meio não é imaculado, infelizmente.

 

Seja na Argentina 78, com regulamentos pró-hermanos e entregadas de jogo, seja na Coréia-Japão 02, onde visivelmente os sul-coreanos foram ajudados pelos árbitros (italianos que o digam! Vide a atuação do árbitro equatoriano Byron Moreno), as dúvidas persistem.

 

Agora, retoma um tema da “Revista FourFourTwo” sobre a possível compra da Copa de 62 por parte dos brasileiros. Mas o problema é que existem mais detalhes sobre subornos e golpes.

 

Nesta Copa, 2 fatos marcantes: o lance marcante do Nilton Santos “dentro ou fora da área” contra a Espanha (erro grosseiro da arbitragem), e a absolvição de Garrincha para que jogasse a final da Copa do Mundo.

 

Se fosse nos dias atuais, certamente as imagens mostrariam com clareza o erro e a marmelada do julgamento de Garrincha seria um escândalo inaceitável e contestado. Mas, em 62, o mundo não era tão globalizado…

 

A matéria com fotos e explicações mais apuradas está em: http://blogdoodir.com.br/2010/03/materia-historica-reforca-a-tese-de-que-o-brasil-subornou-arbitros-para-ganhar-a-copa-de-1962/ (é o blog do Odir Cunha)

 

E você, o que pensa disso: Copas são vendidas ou não?

 

(Rússia e Qatar, escolhidas como sedes de 2018 e 2022, por exemplo, foram escolhidas por, digamos, critérios tecnico-financeiros…)

– Vem aí o ótimo “Tocando de Letra”!

 

Amigos,

 

Aos apaixonados por futebol, vem aí uma boa opção para se informar e interagir com o mundo da bola: o site Tocando de Letra, repleto de notícias e artigos interessantes.

 

Eu também estou lá com uma coluna! Visite, prestigie e divulgue aos amigos.

 

O lançamento oficial será dia 10 de janeiro, mas você já pode acessá-lo no endereço: http://tocandodeletra.com.br/

– Os novos árbitros da FIFA 2011 e demais relações

 

Amigos, a relação dos árbitros FIFA – 2011 foi divulgada nesta última semana. Sem muita badalação, vemos o anúncio com alguns detalhes interessantes:

 

Entra para a vaga do aposentado Carlos Eugênio Simon – RS o árbitro Sandro Meira Ricci – DF. Merecido e esperado.

 

O outro nome é o de Gutemberg de Paula Fonseca – RJ, que entra na vaga de Péricles Bassols Cortez, também carioca. O motivo da troca? Ninguém sabe… ao menos, oficialmente.

 

Já na relação dos árbitros aspirantes à FIFA, Temos agora 50% do quadro compostos de árbitros do NE:

Cláudio Mercante – PE,

Nielson Nogueira Dias – PE,

Francisco Calos do Nascimento – AL

Arilson Bispo Anunciação – BA

(juntaram-se a Célio Amorin – SC, André Luiz Freitas de Castro – GO, Wilton Pereira Sampaio – DF e o único paulista, Luiz Flávio de Oliveira).

 

Na relação dos bandeiras da FIFA, entra na vaga do aposentado Ednilson Corona – SP o também paulista Marcelo van Gassen. Na vaga de Hilton Moutinho- RJ, o carioca Rodrigo Jóia.

 

Apenas, como paulista, lamento o fato de não termos árbitras na relação FIFA. São elas:

Ana Karina Marques – PE

Eveliny Pereira Almeida – CE

Francielli Costa Bento – MG

Simone Xavier de Paula – RJ

 

As bandeiras da FIFA em 2011 permanecerão as mesmas:

Márcia Bezerra Costa – RO

Cleidi Mary N Ribeiro – SC

Katiúscia Mayer B Mendonça – ES

Maria Elisa Correia Barbosa – SP

 

Boa sorte aos novos e novas integrantes da FIFA.

– Eu também quero Isenção Fiscal

 

Na saideira, o presidente Lula anunciou isenção fiscal para a FIFA até 2014, visando a Copa do Mundo no Brasil.

 

Sabe quanto deixaremos de arrecadar em impostos? Quase 1 bi!

 

Os caras vem aqui, usam e abusam e ao invés de pagar a conta, são anistiados? Eu que trabalho de segunda a segunda e sou brasileiro da gema quero isenção também!

 

E você, também não queria uma boquinha dessa? Deixe seu comentário:

– As Notas dos Árbitros de Futebol no Brasileirão 2010!

 

Amigos, o site “Apito Nacional” (vide abaixo o link), publicou uma interessante matéria com os dados das notas dos avaliadores envolvendo a arbitragem brasileira nos últimos anos.

 

Abaixo, os índices que surpreendem: para os observadores de árbitros, tanto na Copa do Brasil quanto nos Brasileirões das Séries A e B, as arbitragens foram classificadas como “Ótimas” e “Excelentes”, se somadas, em mais da metade dos jogos! Em seguida, por volta de 40%, ocorreram arbitragens “Boas”. Mas um detalhe interessantíssimo: em apenas 5% dos jogos as arbitragens foram consideradas “regulares”, e somente em 0,5% foram “ruins” (média dos 3 últimos anos).

 

Em 2010, as arbitragens foram avaliadas (percentualmente):

 

EXCELENTES: 20,53

ÓTIMAS:        49,47

BOAS:            25,26

REGULARES:  4,47

INSUFICIENTES: 0,26

 

No email divulgado aos árbitros, há a ressalva de que ”a evolução global está diretamente relacionada ao Plano de Modernização idealizado pelo presidente RICARDO TEIXEIRA”.

 

E viva o Gestor da Copa 2014! Ainda reclamam dele… (essa ironia final foi irresistível, desculpem-me)

 

A seguir, a matéria e também a enquete do blog: a sua sensibilidade diz o quê: você concorda com esses números finais dos avaliadores dos árbitros? Deixe seu comentário.

 

CONAF REVELA PLANILHA COM EVOLUÇÃO DE NOTAS NOS ÚLTIMOS 3 ANOS

 

A Conaf enviou a todos do quadro de árbitros da CBF uma planilha contendo gráficos comparativos das atuações dos árbitros nos últimos 3 anos. No documento, podemos observar uma evolução na média dada pelos Observadores. No e-mail enviado, o presidente da Conaf destaca o seguinte:

“Senhores (as),

Para conhecimento encaminho anexo uma planilha contendo os gráficos comparativos das atuações dos árbitros do Brasil, nas Series A, B e Copa do Brasil, referentes ao período de 2008 a 2010.

A evolução global está diretamente relacionada ao Plano de Modernização idealizado pelo presidente RICARDO TEIXEIRA, cujo pontapé inicial se deu com o Dr. Edson Rezende, EBF, etc, porém sem a participação dos Instrutores (RAP-Fifa, CBF e estaduais), presidentes das Federações e das Comissões, assim como aos Árbitros, Assistentes e Observadores não chegaríamos ao resultados obtidos”.

O apitonacional teve acesso ao documento enviado por um árbitro do quadro CBF1 da região nordeste do país. O apitonacional agradece ao árbitro por ter enviado o documento com o qual podemos repassar a informações aos nossos internautas. Segundo informações, esse material foi enviado a mais de 6 centenas de pessoas, acreditamos que não estamos agindo de forma anti-ética em publicá-lo.

Parabenizamos a todos da arbitragem pela evolução.

Acompanhe abaixo o gráfico recebido pelos árbitros:

 

 

(http://www.apitonacional.com.br/noticias/revelaplanilha.htm)

– Pereba do Ano?

 

Todo ano vemos listas sobre Craques e Destaques no futebol Brasileiro e Mundial.

 

Na Itália, ocorre anualmente um prêmio inusitado: “Bidone dello Calcio”, uma espécie de prêmio aos piores e que recentemente premiou o atacante Adriano com a honraria.

 

Se realizássemos uma premiação semelhante, seria o “Pereba do ano”!

 

E aí, quem é o Pereba do Ano no futebol brasileiro em 2010? Deixe seu comentário:

– A Unificação dos Títulos Nacionais

 

A CBF irá oficializar os títulos nacionais antes do Brasileirão. Ô assunto danado…

 

Em tempos anteriores ao Campeonato Brasileiro, existia vida no futebol do país. Embora a não-oficialização de um torneio nacional, o Robertão, por exemplo, representava a disputa entre os principais clubes do Brasil.

 

Entretanto, penso que deveríamos categorizar os adjetivos dos campeões. A partir de 1971, quando tivemos um Campeonato Brasileiro, o vencedor é campeão do Campeonato Brasileiro. Os vencedores antes a ele são Campeões Nacionais, visto que não tínhamos uma competição oficializada com o propósito de representar o país como um todo e nem o status de tal. Informalmente, o vencedor era o melhor do Brasil (vide as Taças que foram disputadas, muitas vezes mais semelhantes com a Copa do Brasil do que o Campeonato Brasileiro).

 

Assim, nós teríamos (talvez mais justo), a divisão em:

 

Campeões da Copa do Brasil (o mata-mata criado na década de 80);

Campeões Nacionais (os torneios antes de 1971);

Campeões Brasileiros (os torneios oficializados a partir de 1971).

 

Para validar tal pensamento, é só questionar: Juventude-RS, Paulista de Jundiaí e Santo André venceram a Copa do Brasil. Seriam eles “Campeões Brasileiros” ou “Campeões da Copa do Brasil”? Pela lógica, vencedor do Roberto Gomes Pedrosa é “Campeão Nacional” daquele período, onde não havia Campeão Brasileiro oficialmente”.

 

E você, o que acha da unificação dos títulos? Deixe seu comentário:

 

Ops: Lembremo-nos de que a CBF ainda não se pronunciou oficialmente… Ela voltará atrás?

– O que Esperar da Arbitragem em 2011?

 

As pré-temporadas já começaram em muitas Comissões de Árbitros do Brasil.

 

Se não tivermos uma visão holística, ou seja, contemporizar de Norte a Sul uma única linha de trabalho, funcionando a CBF como Matriz que delega às Federações (Filiais) as normas e linhas de conduta para a uniformização de critérios, inclusive com enviados da mesma aos seus filiados, nunca teremos um padrão de arbitragem.

 

O que “pega” nessa hora é a ingerência e a vaidade das relações. A renovação forçada pela idade precoce é boa em aspectos físicos, mas danosa na experiência da prática da arbitragem. Não temos nomes em profusão revelados, visto a pressão exercida pelos próprios clubes.

 

Dos dirigentes do apito às práticas de arbitragem, cronograma e planograma de trabalho, deve-se urgentemente promover uma reengenharia. No mundo corporativo, chamamos de “Gestão de Choque”. Agora, vale a questão: interessa tal atitude?…

 

Que 2011 seja menos sombrio e menos político do que 2010. Mas acho que não será.

– Craques que saem da Grande Área e vão para o Exame de DNA

 

Ronaldo Nazário assumiu a paternidade de seu filho japonês. Ou melhor, nascido no Japão mas brasileiro da gema.

A Revista Época traz uma matéria interessante, por Celso Masson e Leopoldo Mateus, sobre os craques que tiveram que se submeter ao DNA e como eles reagem diferente ao ter que assumir filhos que foram fruto de relacionamentos esporádicos.

 

Em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI194911-15215,00-EM+CONTEXTO+OS+CRAQUES+E+SUAS+JOGADAS+FORA+DA+AREA.html

 

OS CRAQUES E SUAS JOGADAS FORA DA ÁREA

 

Eles fazem bonito entre as quatro linhas do gramado, mas nem sempre se controlam entre quatro paredes, onde não há bandeirinha nem juiz para apitar impedimento. Ser surpreendido por um filho que nasceu de um caso passageiro é quase uma regra entre os grandes atacantes do futebol brasileiro. Na semana passada, um teste de DNA comprovou que Ronaldo, o Fenômeno, é pai do garoto Alex. A notícia foi confirmada pelo craque por uma mensagem no Twitter: “Alex é meu filho”. A mãe é a brasileira Michele Umezu, que trabalhava como garçonete em Cingapura quando teve um caso com o Fenômeno, em agosto de 2004.

Os dois haviam se conhecido na Copa de 2002, no Japão, e se reencontraram quando o Real Madri, time em que Ronaldo jogava, foi fazer amistosos na Ásia. Michele voltou para o Brasil em abril deste ano e, de lá para cá, cobrava do jogador a realização de um exame de paternidade. Ao assumir que Alex é seu filho, Ronaldo mostra uma postura diferente daquela adotada por outros jogadores.

O caso extremo é o do goleiro Bruno, preso em Minas Gerais desde julho, acusado de participação no sequestro e morte de Eliza Samudio, com quem teve um caso – e o filho Bruninho. Um exame de DNA confirmou a paternidade. Na quarta-feira, Bruno foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão por agredir, sequestrar e ameaçar a modelo. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade. O julgamento de Bruno por sua participação na morte de Eliza ainda será marcado pela Justiça mineira.

No passado, ficou famosa a história de Garrincha, que em 1959 teve um affaire com uma sueca. Ulf Lindberg e o pai nem chegaram a se conhecer. Pelé teve duas filhas não programadas. Uma, com a empregada doméstica Anízia Machado, em 1964. A filha do casal, Sandra, só foi reconhecida pelo pai em 1996, cinco anos depois de entrar com o pedido de exame de DNA na Justiça. Em 2002, ele reconheceu ser o pai de Flávia Kurtz Vieira de Carvalho, hoje com 32 anos. O comentarista da TV Globo e ex-meio-campista Falcão se recusou a fazer exame de paternidade de Giuseppe Frontoni, nascido em 1981, enquanto o atleta atuava pelo Roma. Há oito anos, Falcão foi condenado pela Justiça italiana a pagar uma pensão equivalente a US$ 1.500 mensais ao filho – como não houve exame de DNA, testemunhos bastaram para a Justiça italiana decidir que Falcão é o pai. O quadro abaixo resume alguns dos casos de paternidade que marcaram o folclore do futebol. (Quadro não disponível)

– Uma Sina e um Roteiro Rotheanos

 

O Internacional / RS (BRA) perdeu para o Mazembe (Congo) no jogo que decidiria uma vaga para a final do Mundial de Clubes 2010. Resultado vexatório, irritante e constrangedor.

 

Agora, motivos aos montes aparecerão para o fiasco gaúcho (ou melhor, da metade gaúcha colorada, pois a metade azul do Rio Grande do Sul era toda congolesa). Dentre os motivos, surgirão:

– Formato do Torneio,

– Estréia contra um adversário que já estava com ritmo de jogo na competição,

– Excesso de Favoritismo,

– “Amarelar” do D’Alessandro,

– Desequilíbrio Emocional.

 

De todos, um certamente será enfatizada pelos críticos:

– O estigma Celso Roth.

 

Celso Juarez Roth é adepto de Felipão de longa data. É da mesma escola gaúcha de treinadores como Tite, Mano, Carpegiane. Bom profissional, consertador de equipes, mas na hora decisiva… hum… aí “a vaca vai para o brejo”.

 

É impressionante a sina de Roth: Num Paulistão, quase 10 pontos na liderança como treinador do Palmeiras e acabou o torneio não estando entre os 8 melhores. Recentemente, abriu incríveis 12 pontos de vantagem no Campeonato Brasileiro pelo Grêmio e não levou o título. O que acontece com ele nos momentos derradeiros?

 

Em 2010, parecia que a escrita seria quebrada: Celso Roth assumiu o Internacional, deu sua cara à equipe e chegou na final da Libertadores da América. E, por fim, não naufragou: conquistou o torneio e parecia ter dado um fim ao seu rótulo de azarado.

 

Mas a Libertadores era o objetivo final ou a meta mais próxima do objeto maior do desejo gaúcho: o Bicampeonato do Mundial de Clubes?

 

Contrariando toda a lógica, não teremos o Campeão Sulamericano contra o Europeu, pois o Internacional fracassou. Quer dizer que na última quinzena de dezembro, Celso Roth “contagiou” a equipe gaúcha com sua fama?

 

Não creio nisso, acredito no trabalho. A soma de todos os fatores citados e alguns outros não abordados devem ter sido determinantes para a derrota. Entretanto, encontrar motivos do fracasso não justifica o resultado ruim, claro.

 

Aproveitando o tema, que tal descaracterizar o torneio de “Mundial” para “Copa das Confederações – versão clubes”? Melhor do mundo em 2010 sem Barcelona, Manchester United?

 

Uma sugestão: dois grupos de 4, com Campeão e Vice da Libertadores, Campeão e Vice da Champions League, Campeões da Concacaf, Oceania, Ásia e África. Países de mesmo continente em chaves separadas, todos contra todos no grupo e o vencedor de cada chave decide o torneio. Simples, 3 jogos de cada equipe + o jogo Final. Dá para fazer em 2 semanas tranquilamente e o risco de zebras seria menor.

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Em Busca da Fórmula Ideal para o Campeonato Brasileiro

 

Mais um emocionante Brasileirão se encerrou. Com polêmicas, claro, pois elas fazem parte da rotina do torneio. E passada a derradeira semana do Campeonato, valem algumas avaliações. A principal, penso com sinceridade, deve ser quanto à burla da fórmula de disputa.

 

Sempre acreditei que o formato “pontos corridos” fosse o mais justo. Talvez seja mesmo, se tivéssemos o mesmo interesse de todos os participantes. O que me faz coçar a cabeça são os jogos “desprezados” por algumas equipes em determinados momentos. Priorizar a Libertadores está correto, e o adversário que enfrentar um finalista da América pode se beneficiar com um time misto ou reserva. Uma equipe já rebaixada antecipadamente poderá fazer “corpo mole” mais cedo no torneio. Talvez, entre pontos “não-disputados” com afinco ou em partidas com erros graves de arbitragem o resultado possa se equivaler. Mas não seria mais adequado reestudar algumas situações?

 

Vamos lá: Se o Campeonato é de turno único e posteriormente se transforma em play-offs eliminatórios, a emoção é garantida (nos de pontos corridos também, já que nesse ano tivemos, na última rodada, praticamente 4 finais: 3 para o tíutulo e 1 para o rebaixamento). Mas e os demais clubes não classificados? Quem for eliminado ficará um longo período em inatividade.Além de que, claro, teremos a situação de um 8º colocado vencendo um 3º numa possível final. Mas aí fica a outra questão: queremos esportividade, competitividade ou justiça no esporte?

 

No Paraná, a Federação Estadual criou um campeonato com “super-mandos”. Um torneio de turno único onde existe um mata-mata entre os 8 melhores. Os jogos eliminatórios são sempre na casa de quem tiver mais pontos, em jogo único. Salvo engano, ele joga pelo empate. A idéia é “promover a justiça com quem teve mais pontos”. Seria justo para o 8º? Quem entra nessa posição, joga o restante inteiro do campeonato fora de casa e tendo que ganhar. Novamente vem a questão: queremos esportividade, competitividade ou justiça no esporte?

 

Já que o nosso sistema é de pontos corridos, temos que pensar então o que fazer para salvaguardá-lo, caso ele continue. Algumas idéias para debate:

 

Média ponderada dos últimos anos, tanto para o título como para o rebaixamento? (Na Argentina, só vale para a parte de baixo da tabela).

 

Premiação financeira equivalente ao posicionamento. Aqui, tirando os clubes ponteiros, há faixas de premiação. Se a premiação fosse individualizada pelo posicionamento e não por faixa, os dirigentes não forçariam o empenho por melhores colocações?

 

Redução de clubes na série A. Com 20 times, as chances de partidas sem valor no final do campeonato são maiores do que com 12. Não saberia de pronto dizer qual número é o ideal, mas que os clubes não se acomodariam, certamente!

 

Marcar os clássicos de grande rivalidade todos na última rodada, a fim de evitar corpo mole. De repente, a picuinha rival fosse determinante para o esforço.

 

E você, o que pensa sobre a fórmula do Campeonato Brasileiro? Responda ainda: você quer esportividade, competitividade ou justiça no futebol?

Deixe seu comentário:

– Neymar e Ganso na Seleção de 70?

Até pelo término do Brasileirão, passou batido uma importante consideração feita por Zagallo no Footecon (Congresso Internacional de Futebol realizado no RJ). O Velho Lobo disse que:

 

“Neymar e Ganso tranquilamente poderiam estar no grupo da Seleção de 70”.

 

Caramba. Parece meio insosso pensar que a Jóia Santista, que nos mostra uma irresponsabilidade social tão grande quanto ao seu talento, dividindo espaço com Pelé, Tostão, Clodoaldo, Rivellino… Mas, se falarmos “bola por bola”, sua convocação à Copa do México, caso estivesse jogando naquele tempo, seria uma loucura?

 

Num primeiro momento achei uma grande bobagem tal declaração. Mas o declarante é o Zagallo, que foi técnico daquele esquadrão. Então, acho melhor respeitar tal observação…

 

E você, o que acha de tal declaração? Caberia Neymar e Ganso na seleção de 1970? Deixe seu comentário:

– A Experiência da Tecnologia do Futebol aos Árbitros na Copa Inovação

 

Ontem, no Estádio Anacleto Campanella em São Caetano do Sul, o Brasil realizou a primeira experiência de uso da tecnologia visual no auxílio para decisões dos árbitros em partidas de futebol. A iniciativa teve o apoio dos Sindicatos dos Atletas Profissionais dos Estados de SP e RJ. Pesa-me observar que não vi em lugar algum a manifestação oficial da experiência por parte da Federação local, Confederação ou Comissões de Árbitros.

 

Deixando essas falhas políticas de lado, vamos ao que verdadeiramente interessa: os testes realizados e seus resultados.

 

Antes do americano Neil Armstrong descer do módulo Eagle e pisar na Lua, a NASA perdeu inúmeras espaçonaves e explodiu diversos foguetes; em outros pontos do mundo e do Universo, a Rússia colocava a cadela Laika em risco até se certificar que Yuri Gagárin estaria em segurança. E, assim, os objetivos louváveis foram alcançados através de testes, erros, tentativas frustradas e persistência. Não seria no futebol que a primeira experiência tecnológica seria marcada pelo sucesso absoluto.

 

Através da partida entre as seleções de Paulistas X Cariocas, no evento chamado de Copa Inovação, testou-se o uso do cartão azul, substituições ilimitadas e a permissão de que os treinadores pedissem revisão da tomada de decisão do árbitro em certas decisões e em número determinado.

 

Ótimo. Testar novidades é importante, até para saber se são úteis ou não. Particularmente, sou um defensor do uso da tecnologia no futebol (adotada paulatinamente e sem radicalismos), e abordei o que achava delas no artigo “A Tecnologia para o Árbitro de Futebol: Demagogia e a Realidade” (clique aqui para acessá-lo) e considerei as minhas dúvidas quanto a forma do uso em: “Fifa autorizará o uso da tecnologia no Futebol?” (clique aqui para acessá-lo).

 

O que pude observar ontem e o que já vi em outras oportunidades:

 

– Cartão Azul: não gosto; pude participar da experiência da FPF na administração Farah e sobre o comando do professor Gustavo Caetano Rogério, a respeito dessa nova punição intermediária. O problema se torna a subjetividade entre as 3 cores de cartões. A regra é muito boa quando se diferencia o Amarelo do Vermelho, e, ao introduzir o Azul, muitas vezes há uma acomodação em não se aplicar a Expulsão por Vermelho. Valeu como tentativa, mas não adotaria.

 

– Substituições Ilimitadas: ótima iniciativa. Talvez a melhor inovação de todas. Visto que cada vez mais o fator “condicionamento físico” é relevante no futebol, permitir um maior número de atletas participando da partida é válido. Até mesmo para os treinadores estrategistas, é legal poder contar com um jogador que outrora foi substituído para que volte mais descansado para a partida. O problema é: Como controlar as substituições e como dinamizá-las? Cá entre nós: se todos os jogadores substitutos participarem do jogo e alguns substituídos retornarem, nos atuais procedimentos de substituições, a cada final de jogo teremos de 10 a 12 minutos de acréscimos…

 

– Uso das imagens de vídeo para correção ou ratificação do árbitro: a mais polêmica de todas as inovações. Na experiência de ontem, muita confusão até mesmo pelo ineditismo das ações. O técnico tinha a permissão de “desafiar” a decisão do árbitro uma oportunidade em cada tempo. No primeiro desafio do jogo, solicitado pelo treinador dos Paulistas, Vágner Mancini, muita demora no recomeço do jogo e muita gente para se decidir. Não gostei do tumulto ocorrido na beira do gramado, em frente ao monitor. Mas, claro, é somente uma primeira experiência, vamos levar em conta isso. A câmera que o amigo Sálvio Spínola tinha no seu peito também leva a um questionamento: o ideal é lá onde ela estava ou mais próxima do campo de visão dele? (Nosso amigo virou o Robert Downey Jr do apito, o Homem de Ferro do futebol… rsrs) De repente, um inusitado capacete (daqueles de mineiros) poderia mostrar a mesma visão do árbitro, pela sua mobilidade, do que estar fixada no tronco. E por que ter a repetição da mesma visão, não era melhor a imagem diferente, de outro ângulo?

Claro, dúvidas e questionamentos necessários e que só testando vamos saber os resultados e melhorar as tentativas de acerto.

 

Talvez, a cada desafio, melhor seria o árbitro fosse em direção do monitor, assistisse o VT com o 4º. Árbitro e imediatamente reconsideraria ou não sua opinião. Sem treinador em cima dele ou capitães pressionando! A própria votação (na primeira ocorrência, 6 X 1 para a confirmação de um lance) não me agradou; não que seja democrático demais, mas sim burocrática demais.

 

Já imaginaram essas regras na partida recente do Campeonato Brasileiro entre Corinthians X Cruzeiro, tão polemizada? O que teria acontecido num momento assim? Imagino o Sandro Meira Ricci cercado por Tite e Cuca, tendo Fabrício e Willian fungando em seu cangote e com Andrés Sanches e Zezé Perrela querendo ir à frente do monitor também! O jogo não teria terminado ainda…

 

Claro, tudo isso é um laboratório que serve para discussão. Extremamente pertinente! Os pontos positivos e negativos só surgirão a partir desse começo, e repito como na introdução, acertando e errando que se iniciará o caminho do aperfeiçoamento. Agora, é lógico que testar em amistoso tem um viés muito grande do que se testar em partida oficial ou decisiva.

 

E você, o que pensa sobre todas essas experiências? Deixe seu comentário:

– 2 “bolas–foras” de 2 Nobres Jornalistas

 

Grandes jornalistas também pecam. Hoje, dois renomados profissionais de rádio (e por isso vale o anonimato), disseram desapercebidamente:

 

– “O Papai Noel chegará hoje, vá prestigiar esse ato de religiosidade” (ué, Jesus não é mais o mote religioso? Papai Noel é um personagem comercial inspirado no bispo São Nicolau…)

 

– “Com a derrota do Goiás na Copa Sulamericana, a Libertadores não terá time de 2ª. divisão em 2011” (errou, o Jorge Wilstermann da Bolívia estará na Libertadores e foi rebaixado esse ano no campeonato boliviano).

– Fernando Baiano e Hugo: Destaques do Mundial de Clubes da FIFA (é sério!)

 

Sem preconceito, mas… Fernando Baiano e Hugo são os craques da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2011, hoje, em Abu Dabhi.

 

Claro que só foi um jogo até agora, mas essa primeira fase tem o nível muito ruim. Ganhar de 3 X 0 como eles ganharam do time de Papua Nova Guiné é péssimo resultado!

 

Na pelada, seria “vira 4 e acaba 8”…

– Mancha X Gaviões, arbitrado pela Independente, Torcida Jovem e Leões da Fabulosa.

 

O promotor Paulo Castilho quer a realização de um torneio de congraçamento entre as torcidas organizadas de futebol.

 

Credo!

 

Já pensou Mancha Verde X Gaviões da Fiel? Coloque um árbitro da Independente Tricolor para apitar, com os bandeiras da Leões da Fabulosa e Torcida Jovem.

 

Tá de brincadeira o promotor. Ao invés de moralizá-las, quer ainda promovê-las?

 

O que você acha de tal iniciativa? Deixe seu comentário:

– Eles Merecem o Prêmio de Melhores do Brasileirão!

 

Conca mereceu o título de melhor jogador do Brasileirão. Aliás, o comportamento do jogador é exemplar dentro e fora de campo. Leio em algumas publicações como é o dia-a-dia do gringo. Parabéns! Na dúvida de contratações de craques, o quesito comportamento é uma grande vantagem competitiva. Jobson, por exemplo, que o diga…

 

O grande problema é o sucesso instantâneo de jovens no futebol que ainda não sabem lidar com a fama. Quantos moleques aparecem e somem com rapidez. Um exemplo positivo é esse garoto Lucas Marcelinho, do São Paulo. Base familiar boa e orientações de gente de bem. Se continuar com essa bola, vai longe!

 

Aproveitando: parabéns ao Sandro Meira Ricci pela eleição de melhor árbitro do Brasileirão. Gostaria ainda de uma ressalva: se há melhores de cada posição, por quê não se premiar os melhores bandeiras também?

– Copa São Paulo de Futebol Jr ou de Empresários Carentes de Vitrine?

 

Imagine essa partida: Cacerense Ltda X Rondonópolis S/A.

 

Parece jogo oficial?

 

Pois este clássico matogrossense poderá ser assistido na próxima Copa São Paulo, recheada de equipes S.A. e Ltda. Times empresas de diversos pontos jogarão contra os grandes de SP e do RJ. Alguns deles poderão ser o Oratório – AP, Santa Maria de Brasília – DF, IAPE – MA ou o glorioso Vitória das Taboas – PE.

 

Como se pode observar, é provável que o nível técnico da Copinha seja ruim. Para os meninos do Atlético Acreano – AC ou do Grêmio Sampaio – RR, poderá ser a aventura de suas vidas… mas para o principal campeonato de juniores do Brasil, outrora chamado de Campeonato Brasileiro da Categoria, não está inchado demais? Parece o Brasileirão dos tempos da ditadura: “onde a ARENA vai mal, mais um time no Campeonato Nacional”.

 

A Copa da Inglaterra tem centenas de equipes nas suas fases iniciais. Sempre com mata-mata, afunilando a competição paulatinamente. Competições com número tão alto de clubes em fases iniciais EM GRUPO não deveriam existir. Deveria ser jogos eliminatórios entre as equipes sem tanta expressão, para, depois do funil, as melhores se juntarem aos grandes. Que tal 4 grupos de 4 equipes? Os grandes de SP, RJ, MG e RS mais os vindos do Play Off classificatório fariam uma disputa entre eles para se tirar os quatro semifinalistas.

 

Evitaria-se jogos de 11 X 0 como no ano passado. Não correríamos o risco de um zagueiro de time de aluguel, montado só para o torneio, acertar involuntariamente a perna de um atacante promissor de clube mais tradicional e prejudicar a carreira dele.

 

Aguardemos. Vamos esperar que o Sete de Setembro – MS ou o Gurupi – TO façam boas campanhas. Aliás, quanto time na Copa São Paulo que não disputa a Série A, B, C ou D do Brasileirão, não?

 

E você, o que acha do inchaço da Copa São Paulo? Deixe seu comentário:

– O Motivo do Erro do Goleiro Júlio César!

 

Um erro pode ser decisivo num jogo e fazer com que os acertos possam ser apagados. Muitas críticas são feitas ao goleiro Júlio César pela não-vitória em Goiânia contra o rebaixado Goiás. As belíssimas defesas nos últimos jogos foram esquecidas por muitos…

 

Mas o erro me parece não ser o do “bico pra frente”, mas sim pelo desconhecimento de regra.

 

Vejo e revejo o lance e me parece que o lateral-esquerdo Roberto Carlos recua a bola para o goleiro Julio Cesar. Goleiro não pode pegar bola recuada pelos pés. Mas pode quando ela vem pela coxa.

 

Se realmente veio passada do lateral para o goleiro pela coxa, ele poderia pegá-la com as  mãos. A Regra 12, Faltas e Incorreções, diz que será concedido um tiro livre ao adversário quando o goleiro cometer a seguinte infração: tocar a bola com as mãos, depois de ela ter sido intencionalmente passada com o pé por um jogador de sua equipe ou depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral executado por um companheiro.

 

Assim, se a imagem mostrar que a bola foi recuada intencionalmente pela coxa, Julio Cesar poderia ter usado as mãos. Não o fez por opção (resolveu dar um bico para sair jogando) ou por desconhecimento da regra?

 

Aproveitando, não posso deixar de relatar uma hipocrisia: Roberto Carlos ironizou o esforço dos reservas do Goiás dizendo que “os jogadores devem ter recebido 100 mil para jogarem assim”. Clara alusão à mala branca. Mas o seu companheiro de clube, Ronaldo, não disse que isso é válido? Nesta semana, ele disse inclusive que pagaria até do próprio bolso ao Guarani… Discurso de mau (aliás, péssimo) perdedor.

 

Duas últimas perguntas:

 

– Cadê o Perrela agora falando sobre armação pró-Corinthians?

 

– Ricardo Teixeira entregará a taça ao seu desafeto Horcades, ou o novo presidente do tricolor carioca a receberá amanhã?

 

E você, acha que está em boas mãos o título de Campeão Brasileiro de 2010 nas mãos do Fluminense? Deixe seu comentário:

– Pelé e as suas Exigências!

 

O Negão, como é carinhosamente chamado, parece que continua artilheiro. Li na sala do médico uma Revista Contigo (não tirem sarro de mim, era a única na mesinha de espera…rsrs) uma entrevista do Rei do Futebol onde ele diz que:

 

“Tenho uma infinidade de amigas em toda parte do mundo, mas nada sério para casamento”.  

Na sequência, diz: “estou muito exigente para sexo. Hoje meus padrões são outros”.

 

Tá podendo, hein? Quero ter a sua saúde quando chegar à sua idade. Só espero que não seja motivado por aquele seu patrocinador de remédios da pílula azul. Lembro bem do seu comercial desse remédio no túnel do Maraca!

– Últimas (Má) Impressões do Brasileirão 2010 e Primeiras (Má) Impressões do Mundial de Clubes 2010

 

O Campeonato Brasileiro acaba neste domingo. Longo, com peculiaridades duvidosas e com o campeão só se definindo nesta última rodada. Vamos a algumas constatações?

 

Quem são os jovens que foram revelados neste campeonato? Antigamente, ao final do Brasileirão, de discutia quem era o melhor de tantos jovens que se destacaram em clubes. Neste ano, de revelação, teríamos quem? Descartem Neymar, afinal ele não é mais revelação pois este foi o ano de se firmar como craque. Dá para contar nos dedos os nomes: Lucas Marcelinho (São Paulo), Dedé (Vasco da Gama) ou Willian (Prudente)? Ok, teremos 2 argumentos: os jovens que seriam revelados foram vendidos antes da hora de explodirem nos times profissionais para o Exterior, ou a safra é fraca mesmo.

 

Quem são os árbitros que se revelaram neste ano? Xi… de revelação, fica difícil. Temos Sandro Meira Ricci como destaque positivo, mas não o considero revelação, pois, afinal, já é uma realidade. Algum nome consensual? Ou não houve espaço para que os jovens se destacassem, ou a safra também é fraca…

 

Veja que curioso: as mesmas questões com as mesmas respostas valem para o Brasileirão-2010 e para o Paulistão-2010.

 

O que talvez diferenciem os torneios são as polêmicas da mala branca e o nível técnico, lógico. Já perceberam que nos anos em que as disputas são acirradas, o tema sempre vem à baila? No ano em que o Cruzeiro de Alex, treinado por Luxemburgo, foi campeão com uma pontuação incrível, não havia essa polêmica. Idem para o título recente do São Paulo com 4 rodadas de antecedência. Quando a disputa é parelha, sempre vem 2 assuntos desagradáveis e já cansativos: mala branca e erros de arbitragem.

 

E entrando no tema mala branca, fico pensando o seguinte: diz-se à boca pequena (sem provas, evidentemente) que o Corinthians poderia pagar 2,5 milhões de reais para o Guarani vencer o Fluminense no Engenhão. Ora, o futebol é emocionante pois permite surpresas, mas… seria possível o time rebaixado vencer o líder do campeonato em domínios do adversário, com torcida entusiasmada e uma diferença técnica gritante? Por maior que seja a grana, o atleta cabeça-de-bagre pode virar craque? Cá entre nós: só se o corretíssimo Vagner Mancini escalar 11 atletas na defesa chutando a bola pro mato. O Guarani não perderá para o Fluminense se praticar escancaradamente o anti-jogo e segurar o 0X0.

 

Agora, pense com a cabeça de um fanático torcedor bugrino: quando o time não podia perder em jogos fáceis para fugir do rebaixamento, perdeu. E nesse momento que pode perder, ganha porque entrou dinheiro de outrem? Acho que os torcedores organizados ficarão fulos caso ocorra uma improvável vitória…

 

Mas ainda há uma outra linha de pensamento. E se existir mala preta? O que é mais fácil: arriscar R$ 2,5 mi vindos de uma mala paulistana para tentar vencer o Fluminense ou ter a garantia do mesmo valor vindo de uma mala carioca para simplesmente “não complicar” o jogo?

 

Qual tarefa é mais fácil?

 

Não estou dizendo que haverá mala preta. Mas… se existe uma, não existe a outra também?

 

A fórmula do campeonato permite isso. Tite, treinador do Corinthians, sugeriu na última terça-feira em uma entrevista à Rádio Jovem Pan que se adotasse o critério de média ponderada dos 3 últimos anos (mais ou menos nos moldes do Campeonato Argentino). A ideia dele é premiar a regularidade, e, consequentemente, fazer com que todo jogo tenha valor (se não para aquele ano, para a composição do período trienal. Na Argentina, isso foi criado como salvaguarda de rebaixamento para os times grandes. Já imaginou o torcedor com calculadora na mão fazendo contas pelo título? Se a regra já valesse, o São Paulo seria novamente campeão (nem é preciso fazer contas).

 

Encerrando, meu palpite: Muricy levará de novo o título. Mas ainda ficará a cobrança: o campeoníssimo treinador vencerá um torneio mata-mata quando? Curioso: grandes treinadores sempre foram questionados: Telê Santana era pé-frio até a conquista dos mundiais de clubes na década de 90.

 

Perguntas inquietantes:

 

1- O que estaria pensando o jovem rapaz de 19 anos do Goiás que vai estrear num jogo profissional marcando ‘somente’ o Ronaldo Fenômeno? Esse não dorme essa noite…

 

E como estamos às vésperas do Mundial de Clubes da FIFA:

 

2- O Capitão do Seongnam Chunma FC (Coréia do Sul), meio-campista Sasa Ognenovski, diz que é possível conquistar o Mundial de Clubes nos EAU. Ele sabe quem são os adversários?

 

3- Se O Hehari United FC de Papua Nova Guiné vencer os adversários no mundial de Clubes da FIFA, será o melhor time de futebol do mundo?

 

4- Aliás, no primeiro semestre, o Inter-BRA e a Inter-ITA eram, teoricamente, os melhores de seus continentes. Agora disputarão o título em Abu Dhabi. Se vencerem, serão considerados melhor que o Barcelona (hoje)? Por quê esse Mundial não é disputado na sequência das disputas da Libertadores e Champions League? Seis meses é muito tempo para os clubes…

 

E você, o que pensa de tudo isso? Deixe algum comentário:

– Quero a Copa do Mundo Jundiaí / Itu / Salto em 2026!

 

Ontem a FIFA divulgou os países que sediarão as próximas Copas do Mundo em 2018 e 2022.

 

Para 2018, deu Rússia. Sinceramente, achei uma zebraça, tendo em conta que a Inglaterra era adversária e é um país pronto para receber o evento, não precisando gastar muito nem construir nada. Talvez esse seja o pecado da Inglaterra: ter tudo pronto e não precisar do Governo para organizar o evento. Alguém duvida que os fatores “influência do governo russo” e, digamos, “muito dinheiro talvez não contabilizado” foram determinantes para a escolha? As candidaturas de Espanha / Portugal e de Bélgica / Holanda também não vingaram.

 

Para 2022, o absurdo é ainda maior: Catar. Quer ver como essa candidatura é indevida? Responda as questões:

A população do país inteiro é equivalente a soma das cidades de Jundiaí, Itu e Salto. Mas se somarmos nossas vizinhas Cabreúva, Itupeva, Várzea e Campo Limpo Paulista, tornamo-nos ainda maior em extensão territorial. Em resumo, o Catar tem uma população menor do que Ribeirão Preto!

Se todas as pessoas economicamente ativas do Catar estiverem no mesmo horário presentes dentro dos estádios de futebol, sobrará metade dos assentos. Eles não lotam, juntos, todos os estádios…

– Teríamos 12 cidades-sedes que sustentariam os estádios? Aliás, qual a população dessas cidades? Se metade da população está em Doha, a capital, quer dizer que corremos o risco de ter uma cidade com o estádio maior do que sua população?

Quantas Copas o Catar já disputou? Como nunca jogou um Mundial e as chances de se classificar são pequenas, a vaga teria sido comprada pelos sheiks?

– Se um dos principais patrocinadores da FIFA é um fabricante de cerveja, e se no Catar o álcool é proibido, quer dizer que os estádios serão território internacional?

– As mulheres de Doha usam véu, dificilmente encontram-se uma burca. Mas dá para imaginar multas brasileiras sambando de biquíni ou Larissas Riquelmes à vontade nas arquibancadas do Catar?

 

Por tudo isso, não vejo o porquê de não podermos receber uma Copa do Mundo em nossa região. Que tal o nome de “Serra do Japi World Cup 2026?”

 

Ah bom… esqueci da nossa principal diferença: o dinheiro dos sheiks. Aliás, muito se fala da grana do petróleo. Mas não é do ouro negro que vem os recursos, mas sim do gás. Opa: gás? Então já temos o candidato a 2030: Bolívia, onde o dinheiro do gás e dos cocaleiros abunda… Disse alguma mentira ou isso não é uma verdade dita em prosa e verso de Evo Morales?

 

E você, o que achou das escolhas de Rússia e Catar? Deixe seu comentário:

– Prêmios em dinheiro ao Vencedor do Brasileirão: Quem levará a bolada? Flu, Coringão ou a Raposa?

 

Escrevi ontem sobre algumas curiosidades do Brasileiro (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2010/12/01/4-detalhes-da-reta-final-do-brasileirao/). Dando uma fuçada na Internet, achei a relação completa dos premiados no UOL. Veja quanto cada clube ganhará, dependendo da sua posição na tabela.

 

Campeão – R$ 8 milhões;

Vice – R$ 4 milhões

3º: – R$ 3 milhões

4º. – R$ 2 milhões

5º. ao 14º.: – R$ 1 milhão

15º. e 16º.: – R$ 500 mil

17º ao 20º: (rebaixados) – nada.

 

Se tivéssemos uma premiação gradativa entre o quinto e décimo quarto colocado (ao invés de um valor único), será que os clubes ficariam entregando descaradamente os jogos?

 

Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/12/01/premiacao-da-tv-para-brasileirao-sobe-r-10-mi-e-ratifica-modelo-de-contrato.jhtm

 

PREMIAÇÃO DA TV PARA BRASILEIRÃO SOBE R$ 10 MI E RATIFICA MODELO DE CONTRATO

 

Os resultados das vendas de pay-per-view do Campeonato Brasileiro vão inflacionar a premiação do Campeonato Brasileiro. O campeão de 2010 receberá R$ 3 milhões a mais que no ano passado, enquanto a premiação total crescerá R$ 10 milhões. O resultado ratifica o modelo atual de contrato com a TV, que estimula a assinatura dos pacotes.

A informação do aumento na premiação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Clube dos 13, entidade responsável pela negociação dos direitos de TV. Todo ano, parte da renda gerada pelo pay-per-view é repassada aos clubes. Uma porcentagem desse montante é dividido de acordo com a posição final das equipes no Brasileiro.

Em 2010, o campeão levará R$ 8 milhões. O vice terá R$ 4 milhões, o terceiro R$ 3 milhões e o quarto R$ 2 milhões. Entre o 5º e o 14º lugares, cada time receberá R$ 1 milhão, enquanto 15º e 16º ganham R$ 500 mil cada.

Neste ano, o faturamento das vendas de pay-per-view deve render cerca de R$ 150 milhões. A cota mínima oferecida pela Globosat é de R$ 125 milhões, o que significa que o montante extra atingiu R$ 25 milhões.

Os valores explicam a opção do Clube dos 13, revelada pelo UOL Esporte na semana passada, pela manutenção do número de jogos exibidos para o próximo triênio (2012 a 2014). A visão dos dirigentes é que a adição de uma partida na grade da TV aberta diminuiria o interesse pelo pay-per-view, modelo de contrato que mais pode crescer, segundo as previsões da entidade.

Além disso, o Clube dos 13 também decidiu que vai manter a exclusividade na TV Aberta. Na rede fechada e em outras mídias, no entanto, os direitos podem ser divididos. Os clubes devem apresentar o modelo de contrato para as empresas interessadas em breve, mas a negociação só deve ter um fim no próximo ano.

– 4 Detalhes da Reta Final do Brasileirão

 

Você sabia que:

 

1. O prêmio para o Campeão Brasileiro de Futebol em 2010 será de R$ 4 milhões; o vice leva metade! O 3º. colocado ganhará R$ 3 milhões, e a 4º colocação paga R$ 2 mi. Vale a pena ou não ser campeão?

 

2. Wilson Luis Seneme não está na lista dos 3 melhores do campeonato (injustamente, na minha modesta opinião – na minha ordem – Ricci, Seneme e PC deveriam estar na disputa). Entretanto, a Conmebol o escolheu para o Sulamericano sub20 justamente pelo seu desempenho no Brasileirão.

 

3. Palmeiras irá para o 33º. ano sem conquistas de títulos com treinadores que não sejam Felipão e Luxemburgo. Talvez, dos clubes grandes, o mais refém de 2 treinadores!

 

4. Pay-per-view por mês custa R$ 56,00. Meu vizinho quer comprar um jogo avulso da última rodada. Preço por jogo: R$ 70,00! No pacote mensal, cada jogo custa R$ 1,66 (considerando-se duas rodadas de meio de semana e quatro finais de semana).