– Os 70 anos de Pelé me relembram 20 anos meus!

Pelé faz hoje 70 anos. Há exatos 20 anos, quando entrou em campo na festa dos 50 anos no San Ciro de Roma, foi a data que matei aula pela primeira vez!

 

Na nossa pequena escola, juntamos os colegas de sala e avisamos a diretora que iríamos embora na hora do jogo. Afinal, nenhum de nós havia visto uma partida de Pelé (e hoje tem tanto VT, Youtube, imagem de todo canto que surge…)

 

No mesmo dia, fomos castigados por uma traquinagem, mas isso é outra história.

 

Naquele jogo, olha que escalação maluca e o contexto da época (TINHA O RINALDO E O GIL BAIANO…)

 

Extraído de: http://historiadaselecao.wordpress.com/2009/10/31/estrangeiros-fazem-a-festa-no-cinquentenario-de-pele/

 

ESTRANGEIROS FAZEM A FESTA NO CINQUETENÁRIO DE PELÉ

 

Para comemorar o cinquentenário de nascimento de Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol, e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália) e teve público de 75 mil espectadores.

A Seleção passava por um momento de renovação, após a eliminação precoce para Argentina nas oitavas-de-final do Mundial daquele ano. Era apenas a terceira partida de Paulo Roberto Falcão no comando do time canarinho, e o treinador vinha de dois resultados adversos (derrota para a Espanha, em 12 de setembro, e empate sem gols contra o Chile, em 17 de outubro). Além disso, dos 20 jogadores convocados por Falcão para o amistoso-festa de Pelé, apenas Bismarck havia participado da Copa de 90, sem ter entrado em nenhuma das quatro partidas.

O Combinado do Resto do Mundo se reunia pela terceira vez contra o Brasil (a primeira foi em 1968, na despedida de Garrincha, e a outra foi em um amistoso ocorrido em março de 1989. A seleção ganhou a primeira partida e perdeu a segunda, ambos pelo placar de 2 x 1) e tinha como base os destaques da Copa do Mundo daquele ano, além de alguns destaques do Campeonato Italiano, sendo eles três brasileiros: o zagueiro Júlio César, da Juventus, o volante Alemão, do Napoli e o atacante João Paulo, do Bari (eleito o melhor estrangeiro na Itália em 1990), Completa a escalação o atacante húngaro Lajos Détari, único jogador a não participar daquele Mundial, pertencente ao Bologna.

Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo não tocou e ainda perdeu o gol.

Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel (que teve um gol anulado erroneamente no jogo Brasil X Espanha, estréia das duas seleções na Copa de 86, no México) e o romeno Gheorghe Hagi, o “Maradona dos Cárpatos” marcaram os tentos do Combinado do Resto do Mundo.

Dos vinte jogadores convocados por Falcão para aquela partida, apenas Leonardo chegaria até a Copa seguinte, 1994. César Sampaio só disputaria uma copa oito anos depois, em 1998.

 

Ficha técnica:

BRASIL 1 x 2 RESTO DO MUNDO

Data: 31 de outubro de 1990.
Competição: Amistoso.
Local: Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).
Público: 75.000 pagantes.

Árbitro: Túlio Lanese (Itália).

Gols: Michel 36’, Hagi 50’, Neto 60’.

BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians] aos 57’; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco] aos 57’, Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] aos 46’ e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco] aos 57’; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia] aos 61’, Cafu [São Paulo] e Pelé [sem clube] depois Neto [Corinthians] aos 43’; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] aos 51’ e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] aos 51’. Técnico: Paulo Roberto Falcão.

 

RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL) aos 19’ (Thomas N’Kono/CAM) aos 46’ (René Higuita/COL) aos 68’; Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM) aos 46’, Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL) aos 46’, Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN) aos 46’; Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG) aos 46’, Alemão/BRA (José Basualdo/ARG) aos 46’, Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) aos 46’ e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU) aos 19’; Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) aos 19’ e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA) aos 46’. Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.

 

Por William Gimenes

– Pelé: Uma Marca, ou Melhor, a Mais Rentável Grife do Futebol!

 

Pelé fará 70 anos. Não dá para não escrever sobre ele. Amanhã, como muitos brasileiros farão com gosto, contarei também uma passagem da minha vida que tem a ver com o Negão.

 

Entretanto, compartilho hoje interessante matéria da Revista IstoÉ Dinheiro, assinada por Eliane Sobral na edição 680 de 20/10/2010, pg 62-65, intitulada “O rei do marketing”. Nela, há a importante constatação de que a marca Pelé vale R$ 600 milhões, faturando R$ 30 milhões por ano. Um comercial com Pelé não custa menos de 2 milhões!

 

Merece, claro. Só pelo fato de ser bem mais acessível do que qualquer cabeça-de-bagre de hoje, mostra o quão se preparou para gozar esse momento.

 

Já pensou se ele tivesse no auge da carreira, com os valores que o futebol paga? Quanto valeria o passe dele, não?

 

O REI DO MARKETING

 

Prestes a completar 70 anos, Edson Arantes do Nascimento não pisa nos gramados há mais de três décadas. Mas a grife Pelé ainda se mantém em plena forma no campo do marketing e fatura R$ 30 milhões por ano.

 

Com a voz suave e pausada, dona Neli vem se desdobrando nos últimos dias para agradecer – e declinar – quem lhe telefona em busca de uma entrevista com o chefe. Na mesa do escritório, estão anotados mais de 238 telefonemas – entre eles o do presidente de Israel, Shimon Peres, e do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que gostariam de homenagear o chefe de dona Neli no sábado 23, quando ele completa 70 anos. 

 

“Tem pedido de entrevista do Japão, da França, de Hong Kong e até dos Estados Unidos, onde o futebol masculino nem é tão forte assim”, diz Neli Cruz, que, há dez anos, é a secretária particular de Edson Arantes do Nascimento. 

 

Já faz mais de 30 anos que Pelé pendurou as chuteiras e neste período o mundo viu surgir novos craques do futebol – dos franceses Michel Platini e Zinedine Zidane ao argentino Diego Armando Maradona, passando por Ronaldo Fenômeno –, mas nenhum deles alcançou o patamar do eterno camisa 10 do Santos. 

 

Pelé não foi apenas uma máquina de fazer gols. Foram 1.284 no total, sendo 95 só com a camisa da Seleção Brasileira. Ao longo da vida, o Rei do Futebol associou sua imagem a uma centena de produtos e fez de si próprio uma das marcas mais valiosas do mundo. 

 

O mercado publicitário e os especialistas nesse tipo de avaliação dizem que quem quiser explorar a marca Pelé por 20 anos terá de desembolsar nada menos que R$ 600 milhões. Detalhe: isso depois de 30 anos de aposentadoria do craque.

 

Ao longo da vida, o ex-jogador já emprestou sua imagem para mais de uma centena de marcas e produtos. Vendeu de tapetes a refrigerantes. De aparelhos de tevê a remédio para disfunção erétil.  E até hoje Pelé ilustra campanhas publicitárias, participa de eventos e dá palestras. Só com esse tipo de atividade, o empresário Edson Arantes do Nascimento fatura R$ 30 milhões por ano. Segundo DINHEIRO apurou, Pelé não faz propaganda por menos de R$ 2 milhões. 

 

Neste cachê estão incluídos dois dias de filmagens e fotografias para seis meses de veiculação. Se a empresa quiser tê-lo em algum evento ou que ele participe de palestra, há um adicional de 10% sobre o valor total da campanha publicitária. O que explica tamanho apelo publicitário tanto tempo depois de o craque ter deixado os gramados? 

 

“Ele está num patamar em que nenhum outro esportista está. Talvez Mohamed Ali. São marcas acima do bem e do mal e o que explica é o fato de ele ter construído mais coisas boas do que ruins na carreira”, diz o publicitário Washington Olivetto, que também já escalou o jogador para ilustrar as campanhas da lã de aço Bombril.

 

O publicitário tem razão. Se Pelé foi uma unanimidade dentro de campo, não se pode dizer o mesmo de Edson Arantes do Nascimento. Ele se envolveu em algumas confusões que, fosse outra sua trajetória, poderiam ter minado sua imagem. Quando seu filho Edinho foi preso sob acusação de envolvimento com tráfico de drogas, o próprio Pelé disse que foi um pai ausente. 

 

Nas ruas, porém, o que se ouvia eram frases de solidariedade ao sofrimento do pai que descobre o filho viciado. Pelé também se recusou a reconhecer a paternidade de Sandra Regina Machado – fruto de um romance na década de 60. O caso ganhou as manchetes dos jornais e, por anos, Pelé se negou a dar o sobrenome a Sandra. 

 

A moça morreu em 2006 e Pelé nem sequer foi ao funeral. “Ele sabe usar todos os recursos da mídia para se manter em evidência e o fato de referir-se a si mesmo na terceira pessoa, cria uma barreira natural entre o homem e o mito”, diz o consultor Jaime Troiano.

 

Num país com carência de ídolos, Pelé vai se safando das confusões de Edson Arantes do Nascimento como se não fosse com ele. “É como teflon, nada cola”, diz Troiano. Não é só no Brasil.

Contratado pela Mastercard desde 2004 para participar de eventos, Pelé nunca tinha estrelado uma campanha publicitária para a marca. No início deste ano, porém, foi a principal estrela de uma propaganda da empresa. 

 

No filme, um rapaz tira foto do ídolo e leva para o pai completar um álbum de figurinhas. A Mastercard passou meses pensando em quem poderia fazer o papel de ídolo. Foi o então chefe do marketing global da marca, Laurence Flanagan, quem sugeriu: por que não Pelé? “Precisou um americano, que não entende nada de futebol, falar o óbvio”, lembra Cristina Paslar, diretora de marketing da Mastercard no Brasil. 

 

Poucas empresas que utilizam o craque como garoto-propaganda o fazem na intenção de aumentar as vendas, segundo elas mesmas explicam. “Estamos em busca dos atributos que ele tem como personalidade mundialmente reconhecida”, afirma Hugo Janeba, vice-presidente de marketing da Vivo. 

 

E ele não vê nenhuma contradição entre usar um senhor de 70 anos em campanhas de um segmento tecnologicamente avançado como o de telefonia celular. “Pelé tem 70 anos, mas não pode dizer que não seja moderno”, completa Janeba. 

 

No início do ano, a Vivo produziu um vídeo no qual o último gol do craque é marcado com a camisa da Seleção Brasileira. Resultado: o filme teve mais de dois milhões de page views na internet. 

 

“Agora vamos fazer uma versão de três minutos dando parabéns pelos 70 anos”, diz Janeba. E prossegue. “Pelé é um exemplo de vida, é um cara muito simples e sincero. O índice de rejeição a ele é um dos menores do mundo entre as celebridades e os esportistas.”

 

É o que mostra o levantamento exclusivo feito pela agência de publicidade Y&R para DINHEIRO sobre a percepção dos consumidores sobre a marca Pelé (confira no quadro). “Ele hoje não é um esportista. 

 

É avaliado na categoria das celebridades e, por conta disso, pode-se associá-lo a qualquer produto, de qualquer marca, de qualquer setor”, explica Marcos Quintela, presidente da agência. 

 

Dos 48 atributos avaliados no trabalho da Y&R, Pelé está acima da média das demais celebridades em 39, como inteligência, originalidade, gentileza, simplicidade, entre outros. 

 

Para profissionais de marketing, Pelé reúne as qualidades que toda marca quer ter. “Pelé é único”, dizem os consumidores. E é isso que a Vivo vai buscar para se diferenciar em um mercado em que tem concorrentes ferozes do calibre de uma Oi ou de uma TIM.

 

Dona Neli diz que Pelé vai comemorar os 70 anos só com a família, em Santos, onde construiu sua sólida carreira. Uma solidez que vem de longa data. Em 1969, Pelé excursionava com o Santos pela África e parou uma guerra civil que acontecia no Congo. As duas forças rivais anunciaram o cessar fogo enquanto o rei do futebol estivesse por lá. Não é para qualquer um, entende?

– Novos Critérios da Escolha dos Árbitros da FPF para o Paulistão 2011

 

A Federação Paulista de Futebol praticamente sepultou o famigerado ranking da arbitragem. Nunca acreditei no mesmo (assim como a boa parte dos árbitros de futebol experientes da FPF). A classificação era feita às escuras, não-transparente e atendo interesses sabe-lá-Deus de onde e de quem. Que raio de ranking era aquele em que os árbitros eram elevados de categoria antes da realização das provas?

 

Sobre o “diálogo flácido para acalentar bovinos” que era o ranking (ou melhor, “conversa mole pra boi dormir”), escreveremos sem saudades em outra oportunidade. O que vale é o seguinte: 2011 já começa mal! Afinal, agora teremos 60 árbitros e 70 bandeiras para a série A1, contra 30 apitadores do ano passado.

 

Se divididos igualitariamente e acreditando em sorteio, todos apitarão perto de 7 partidas no Paulistão. É claro que teremos aqueles que teimosamente a bolinha não cairá; e outros que o universo sempre conspirará para a sua escala.

 

Vejo muitos amigos que há anos labutam e que enfim foram chamados para o quadro principal. Tardiamente, justiça foi feita. Mas há outros que, se fizermos uma apuração rigorosa, chegam à A1 sem passar pela experiência de outras divisões. É o efeito-foguete: da 3ª para a 1ª divisão em meses!

 

O que incomoda é a pré-temporada que foi planejada: 2 dias de novembro e 2 dias de dezembro não preparam ninguém adequadamente. Saudades das pré-temporadas com o prof Gustavo Caetano Rogério, onde depois de 10 dias treinado duro, o árbitro saía da sala de concentração para o jogo.

 

Pensei que nunca diria isso: mas até o Farah está fazendo falta na Federação Paulista…

 

Boa sorte aos amigos e muito trabalho. Àqueles agraciados sem justiça, idem! E, não se esqueçam, se precisarem, confiem nas instituições. Afinal, 260 votos X 0 votos na Eleição do Safesp mostra a satisfação da categoria.

– Fielzão sai ou não sai?

 

Recomendo a leitura do diário esportivo Lance!, edição de hoje, página 2, coluna do Marcelo Damato: lá há uma explicação de que o estádio do Corinthians pode não sair.

 

Dêem uma lida, os argumentos são interessantes e lógicos. Bola dentro do jornalista!

– Perguntas que Poderiam passar Batido

 

Treinador ou jogador famoso sofre. Ouvia a entrevista do novo técnico do Corinthians, Tite, e duas perguntas foram geniais:

 

– “Você está feliz por voltar ao Corinthians?” Alguém espera um ‘não’ como resposta?

 

– “É bom trabalhar com craques como Ronaldo e Roberto Carlos?” Dá vontade de responder: ‘Não, gosto de pernas-de-pau no meu time…”

 

Cada uma… haja paciência!

– Tecnologia a favor dos Gramados

 

Sensacional o gramado do Estádio Santiago Bernabeu. Hoje jogaram Real Madrid 2 X 0 Milan, num gramado impecável e plantado há apenas 11 dias!

Meu sogro rega todo dia o campinho dele e ainda assim sofre. Haja adubo!

– Que rodada! Pitacos rápidos do Brasileirão:

 

No GUA X COR: 2 lances dificílimos para o Ednilson Corona. Se errou ou acertou, é covardia julgá-lo, pois, só quem está lá sabe da dificuldade dos lances.

 

No PAL X CEA: que pênalti matusquela para o Vovô, não? Lance daquele tipo, em que o árbitro vem praticamente por trás dos jogadores, tem o ângulo de visão muito prejudicado. Se estivesse à esquerda do lance o árbitro teria acertado.

 

No SÃO X SAN: jogão e ótima arbitragem. Um único lance que felizmente não comprometeu o placar (quase foi o fator maior da partida): o pênalti do Alex Silva no Neymar! Ali não é falta, nem tranco desleal, nada disso. O problema é que o Sandro Meira Ricci (melhor do Brasileirão até então) estava com a lateralidade comprometida, pois o corpo do Alex encobre o Neymar que, quando cai, leva à ilusão do pênalti. Neymar escorregou na dividida…

 

No FLA X INT e GRE X CRU: não vou comentar, pois vi apenas os lances isolados e os árbitros (Seneme e PC) são meus amigos. Se erraram, tem muiiiiitto crédito. Se tiver tempo eu assisto e comento algo.

 

Destaques pessoais: René Simões e Carpegiani. Esses caras deram vida nova aos seus clubes. Com os mesmos jogadores, eles mudaram os times. Ou foram os jogadores que mudaram o comportamento?

– Eleições SAFESP 2010

 

A polêmica eleição para presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo se dará amanhã. O que se pode falar já foi falado, e resumo em 3 artigos bem esclarecedores todo o conturbado processo e as questões éticas que o envolvem.

 

Pela Ordem, os textos (clique sobre eles para a citação completa e textos do original):

 

Eleições do Safesp vem chegando. Mas é Democracia ter Candidato Único? – por Rafael Porcari

 

Vergonha na Arbitragem Paulista – por Fernando Sampaio

 

A “Independência” dos Árbitros – por Wanderley Nogueira

 

 

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

 

 

VERGONHA NA ARBITRAGEM PAULISTA – por Fernando Sampaio

Vou publicar aqui texto do Wanderley Nogueira sobre as eleições na Safesp:
“Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

 

A “INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS” – por Wanderely Nogueira

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial” .

Ai do árbitro que não votar no isento candidato. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.

– Quem Conversa com Quem? Willian ou Ronaldo?

 

Vejo nas capas dos jornais a vexatória intimidação dos torcedores organizados em cima do jogador Willian, do Corinthians. A maior parte dos diários diz que houve permissão do presidente corinthiano Andrés Sanches para que a torcida pressionasse os atletas.

 

Estranho. O porta-voz do clube não é o Ronaldo?

– Stanislaw Ponte Preta na Globo

 

Confesso que quando vi a propaganda de “As Cariocas”, minissérie quem promete ser um sucesso na TV, nem me dei conta. A obra é inspirada no trabalho de Sérgio Porto. E quem é Sérgio Porto? O estupendo Stanislaw Ponte Preta, personagem da crônica e do futebol brasileiro!

 

Quem é ele?

 

La vai sua brilhante obra:

 

Extraído de: http://www.palanquemarginal.com.br/arquivo/site69/biografia.htm

 

Filho de Américo Pereira da Silva Porto e de D. Dulce Julieta Rangel Porto, Sérgio Marcos Rangel Porto, um cidadão acima de qualquer desfeita, nasceu no Rio de Janeiro em pleno verão, no dia 11 de janeiro de 1923, e ficou famoso anos depois sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, emprestado à Oswald de Andrade (vide Memórias de Serafim Ponte Grande.) Foi casado com Dirce Pimentel de Araújo, com quem teve três filhas: Gisela, Ângela e Solange.

Dizem seus estudiosos que no citado livro teria encontrado seu grande filão:a irreverência. Começou uma obra carioquíssima, até hoje insuperável, transpondo para jornais, livros e revistas o saboroso coloquial do Rio de Janeiro. Afirmam, também, que as melhores crônicas são aquelas onde a disposição de desfazer o sentido de uma palavra ou de uma situação não se manifesta apenas no final do enredo, mas parece atingir a estrutura da narrativa; quer dizer, a partir de pistas falsas, a história é conduzida visando a um final que não acontece, substituído por outro, totalmente inesperado (vejam Menino Precoce e A Charneca, por exemplo).

Traçou, em 12 palavras, o retrato de uma época , os tais anos dourados nada permissivos, quando o preconceito prevalecia, principalmente em matéria de sexo:

Se peito de moça fosse buzina, ninguém dormia nos arredores daquela praça“. Antes da liberação sexual, as praças e outros cantinhos escuros eram, então, um buzinaço.

Criador de Tia Zulmira, Rosamundo e Primo Altamirando, foi com seu Festival de Besteira que Assola o País – FEBEAPÁ, lançado em plena vigência da Redentora, apelido do golpe militar de 1964, que ele alcançou seu grande sucesso. Stanislaw afirmava ser difícil precisar o dia em que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado um alastramento desse festival depois que uma inspetora de ensino no interior de São Paulo, portanto uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, ao saber que o filho tirara zero numa prova de matemática, embora sabendo tratar-se de um debilóide, não vacilou em apontar às autoridades o professor da criança como perigoso agente comunista.

Na mesma época (1954) em que o jornalista Jacinto de Thormes publicou na revista Manchete a lista das “Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano”, Stanislaw, que escrevia na mesma revista sobre teatro-rebolado, não quis ficar por baixo e inventou a lista das “Mulheres Mais Bem Despidas do Ano”. Com a grita das mães das vedetes, passou a usar uma expressão ouvida de seu pai — “Olha só que moça mais certa” — e estavam, assim, criadas as “certinhas” do Lalau. De 1954 a 1968 foram 142 as selecionadas. Dentre outras, podemos citar Aizita Nascimento, Betty Faria, Brigitte Blair, Carmen Verônica, Eloina, Íris Bruzzi, Mara Rúbia, Miriam Pérsia, Norma Bengell, Rose Rondelli, Sônia Mamede e Virgínia Lane.

Ao contrário do que parecia ser — um cara folgado, brincalhão, gozador e pouco chegado ao labor, Sérgio Porto, por suas inúmeras atribuições, era um lutador. Nos últimos anos de vida tinha uma jornada nunca inferior a 15 horas de trabalho por dia.

Tunica, eu tô apagando“. Essas foram as últimas palavras ditas pelo autor ao sofrer seu derradeiro infarto, no dia 29 de setembro de 1968.

O humorista começou a surgir no semanário Comício, excelente escola de descontração do estilo jornalístico, dirigido por Rubem Braga, e Joel Silveira, onde escreviam ainda Clarice Lispector, Millôr Fernandes, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Rafael Correia de Oliveira, Carlos Castelo Branco, Edmar Morel, onde também apareceram as primeiras crônicas de Antônio Maria e as primeiras reportagens de Pedro Gomes.

Digo o humorista profissional, porque o da convivência com os amigos vinha do tempo das peladas em Copacabana: Sandro Moreira, João Saldanha, Mauricinho Porto, George Rangel, Máriozinho de Oliveira, Carlos Peixoto e Carlinhos Niemeyer são alguns que se lembram das histórias engraçadas de Sérgio, o Bolão.

O contraditório é que pudesse fazer humorismo uma pessoa que possuía tanto senso das proporções e da verdade escondida. Seu humorismo, bem reparado, não era o usual, pelo contrário, ele fazia humor sem caricaturar o assunto. Bernard Shaw, quando queria fazer graça, dizia a verdade. Ele também fez graça falando verdades, descobrindo verdades, tendo a coragem de ser odiado por dizê-las.

Como todo homem de sensibilidade, precisava de amigos e afeto; mas desprezava os mesquinhos, os medíocres, os debilóides, os cretinos.

Seu gosto era certo. Amava os livros e os discos, milhares de discos, discos que ouvia às vezes enquanto trabalhava, atendendo ao telefone a todo instante, recebendo amigos, contando piadas, e continuando a batucar na máquina, insistindo para que o visitante ficasse, sob a afirmação (verdadeira) de que estava acostumado a escrever no meio da maior confusão.

Bibliografia:

Como Stanislaw Ponte Preta:

Tia Zulmira e Eu – Editora do Autor/1961

Primo Altamirando e Elas – Editora do Autor/1962

Rosamundo e os Outros – Editora do Autor/1963

Garoto Linha Dura – Editora do Autor/1964

FEBEAPÁ1 (Primeiro Festival de Besteira Que Assola o País), Editora do Autor/1966

FEBEAPÁ2 (Segundo Festival de Besteira Que Assola o Pais), Editora Sabiá/1967

Na Terra do Crioulo Doido – FEBEAPÁ-III – A Máquina de Fazer Doido – Editora Sabiá/1968

Com o nome de Sérgio Porto:

A Casa Demolida – Editora do Autor/1963 (Reedição ampliada e revista de O Homem ao Lado – Livraria. José Olympio Editores)

As Cariocas – Editora Civilização Brasileira/1967

Links

http://www.releituras.com/biografias.asp

– Eleições do Safesp vem chegando. Mas é democracia ter Candidato Único?

 

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

 

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

 

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

 

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

 

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

 

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

 

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

 

Não para mim.

 

Mas bastante gente gosta…

 

A bom entender, meia palavra basta.

– O Tonto tem Nome: Ivan Bogdanov

 

Na última terça-feira, durante os confrontos eliminatórios para a EuroCopa 2012, Itália X Sérvia tentaram jogar em Gênova. Entretanto, manifestantes sérvios faziam baderna e impediram a partida.

 

Manifestavam contra o quê? Para quê? Por nada, enfim. Simplesmente arruaceiros, que jogaram bombas e fogos de artifício no gramado, cortaram alambrados e promoveram cenas de selvageria e repulsa social.

 

Uma das imagens mais marcantes foi a de um troglodita trepado na tela de proteção, cortando-a com alicate, mascarado e com tatuagens de apologia à violência no corpo todo, que era idolatrado pela massa de brutamontes que o cercava. Seu nome é Ivan Bogdanov, sérvio que foi preso.

 

Motivo das atitudes: nenhum. Simplesmente porque era um jogo de futebol…

 

Enfim: mais um hooligan idiota querendo ganhar visibilidade das suas idiotices…

– Copa e Transparência…

 

Na Folha de São Paulo de hoje: candidatas à Copa de 2018 são mais organizadas e transparentes do que a confirmada Copa de 2014, no Brasil.

 

Alguma novidade? Tava na cara que seria assim…

– Sobre árbitros Tiriricas e árbitros Esporádicos

 

O futebol é um micro-universo social; qualquer sociólogo confirmará isso. E, imitando a política, não é que aparecem os “árbitros Tiriricas” também?

 

Tiririca foi eleito o deputado federal mais votado no estado de São Paulo. Sua candidatura foi bancada pelo PR, que investiu, segundo a Revista Época (já citado em post anterior), quase R$ 3,5 milhões em sua campanha, apadrinhada pelo ex-deputado Waldemar da Costa Neto (segundo a mesma publicação), que se beneficiou com os votos dele no coeficiente eleitoral.

 

O palhaço-deputado é acusado de ser analfabeto funcional. Incapaz de fazer algo mais do que assinar o nome, bancado por outrém e dito incompetente. Assim também ocorre com vários árbitros. Sabem o básico sobre as regras, incapazes de apitarem jogos de grande responsabilidade e bancados por alguém. Esse “alguém” não seria necessariamente uma pessoa, mas um fato, por exemplo.

 

Esse fato pode ser observado: verifique se Sergipe, Alagoas, Pará, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e alguns outros estados, possuem clubes de futebol na série A ou B? Não. Dessa forma, torna-se interessante dar acesso a esses estados através de outros fatores. A elevação de um árbitro desses estados às divisões maiores do futebol é um caminho. Traz dividendos políticos, agrada as federações…

 

O problema é a escolha dos árbitros e a planificação de sua carreira. Não se pode pegar um árbitro cujo estado não é de forte tradição futebolística e lançá-lo na 1ª. divisão, pois as conseqüências podem ser gravíssimas. Recentemente, vimos um árbitro de SE fazendo notória lambança no Palestra Itália. Que experiência ele tinha que o credenciou a apitar uma importante partida da série A? Qual seu histórico nos últimos anos?

 

Temos contrapontos. Podemos usar um exemplo de ótima planificação da carreira de um árbitro. O DF, respeitosamente, tem tanta tradição no futebol quanto o mesmo SE. Sandro Meira Ricci, brasiliense que vem se destacando há pelo menos 2 anos em grandes jogos da série A, não caiu de paraquedas. Mas o que difere um do outro? Simples: a planificação da carreira! Sandro apitou jogos importantes em seu estado, depois ficou um bom tempo na série C, se especializou na série B, chegou a jogos entre clubes pequenos na série A, até alcançar o patamar de aspirante à FIFA apitando grandes clássicos nacionais.

 

Portanto, o problema não é a origem do árbitro, mas a sua preparação. O árbitro faz sua carreira se solidificar passo-a-passo, ganhando experiências ao longo do tempo, subindo degrau-a-degrau.

 

Árbitro de estado sem tradição, cá entre nós, é até bom para a CBF. A origem neutra ajuda a formular as escalas. Se jogarem Cariocas X Paulistas na última rodada, com o resultado sendo interessante para Mineiros e Gaúchos, escale um árbitro de MS ou ES. Sidrack Marinho e Dacildo Mourão ganharam notoriedade por estes motivos…

 

Grande parte dos problemas da arbitragem brasileira se dá pelo fato de se acelerar o processo de renovação sem critérios técnicos e preparação adequada. Quem correr mais, terá mais chance! Coloquemos então o Robson Caetano para apitar, Maria Zeferina para bandeirar e Usain Bolt como instrutor FIFA.

 

É claro que a preparação física é importante. Mas a FIFA (e a CBF e FPF) tem demonstrado exagero na cobrança deste item. O árbitro estoura fisicamente, se contude, entra em campo machucado (dificilmente o árbitro pede licença de escalas – a vaidade o obriga a querer apitar tudo), e, todos nós sabemos, terá pouca vida útil; afinal, o esporte de alto rendimento não é saudável! Pergunte a um médico especialista da área. Quer um exemplo disso? Leonardo Gaciba. Ele ‘voa’ em campo, é respeitado e ótimo árbitro. Mas no dificílimo teste FIFA, ele reprova e fica fora das escalas. O que fazer?

 

Obs: citei o árbitro Tiririca. Mas e os “jogadores Tiriricas”? E alguns “jornalistas Tiriricas”? Torcedores Tiriricas, então… nem precisa falar.

 

Pergunte ao centroavante artilheiro do seu time qual é a regra que gosta de melhor cumprir? Dificilmente ele dirá que é a regra 10 (o Gol), mas sabe fazê-lo com maestria. Jogador não estuda a regra e poderia evitar muitos cartões e se beneficiar dela. São analfabetos funcionais também! Nessas últimas rodadas, vimos o goleiro Zé Carlos do Avaí dando mostra disso: com a bola em sua mão, jogo valendo, provocando Kleber Gladiador.

 

E você, o que pensa disso? Há muitos analfabetos funcionais na seara do futebol, ou é exagero? Deixe seu comentário:

– Dr Paulo Castilho lança livro com Prefácio de Quem?

 

Prefácio de Quem?

 

Não sei, mas com capa da Federação Paulista de Futebol…

 

O promotor Paulo Castilho lança um livro sobre sua luta contra as torcidas organizadas de futebol, falando do apoio da FPF.

 

É, realmente a luta é árdua, mas parece que nem tanto vitoriosa…

 

Quem o apóia? Mas o apoiador não deveria ser responsabilizado por muitos dos casos de violência?

– Como se Preocupa o tal de Andres…

 

Cada vez que vejo o Andrés Sanches falando do Corinthians, vejo a grandeza dos adversários!

 

É impressionante como ele quer exaltar sua agremiação rebaixando os co-irmãos. Vide a coletiva sobre a demissão do técnico Adilson Baptista. Sugeriu até mesmo uma irônica contratação do Felipão e do Carpegiani, respectivamente na SEP e no SPFC.

 

Demagogia que não acaba, não?

– O Brasil Estudado Pelo Futebol

Amigos, sabemos da importância social do Futebol no Brasil. Muitos estudos são realizados por diversos prismas; entretanto, um me chamou a atenção: o trabalho de Jober Teixeira Jr, reproduzido pelo site “Cidade do Futebol”, onde o futebol é visto por um ângulo sociológico muito interessante, o qual compartilho com vocês.

Extraído de : http://www.cidadedofutebol.com.br/site/vip/materias/vermaterias.aspx?idm=841

BRASIL PODE SER ESTUDADO PELO FUTEBOL

A sociologia é uma ciência que estuda as relações que se estabelecem entre as pessoas que vivem numa comunidade ou grupo social, ou entre grupos sociais diferentes que vivem no seio de uma sociedade mais ampla. Esta definição encontramos no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.O futebol, por ser uma atividade grupal e também social, tem merecido, de parte dos sociólogos, estudo mais profundo, para que entendamos melhor suas relações, quando se tem uma atividade social da mais alta relevância.

Em seu livro Dos Pés à Cabeça, Maurício Murad, 1997, nos mostra que “a sociologia no futebol, é especial se inscrevendo epistemológica e metodologicamente no campo do saber da sociologia do esporte”. No Brasil, começamos a dar os primeiros passos para o estudo acadêmico da sociologia do futebol, até porque em países como Alemanha e Inglaterra, as pesquisas universitárias tem sido um dos maiores e mais importantes patrimônios da cultura que servem de exemplo para nós brasileiros.

Murad relata na obra citada que “o futebol, como nossa paixão popular e esporte número um, encena um ritual coletivo de intensa densidade dramática e cultural, em consonância com a realidade brasileira. É a combinação de simbologias, por meio das quais podemos estudar o Brasil”.

Simbologia
Quase de forma antológica, Murad, diz que “o futebol é simbologia e metalinguagem, e como tal, revelador das culturas das coletividades e revelador expressivo das condições humanas. Albert Camus, Prêmio de Literatura de 1957, pensador e especialista e ainda goleiro titular do RUA de Argel, disse: “…o essencial para mim era jogar futebol: a bola era minha paixão e eu sapateava de impaciência…” E assim conseguiu transferir para sua vida prática, todos os conhecimentos obtidos no futebol, tais como: moral e obrigações que um homem deve ter.

Mauricio Murad, com muita lucidez e num momento sublime, define a bola, o objeto de desejo e instrumento de trabalho dos jogadores de futebol, como sendo:

“De forma geométrica, sua circunferência que, de acordo com a concepção clássica dos gregos, a forma geométrica perfeita, valor do inconsciente coletivo, suprema  representação espacial, à medida que enuncia a ética da igualdade de oportunidades, pelo critério da eqüidistância, uma vez que todos os pontos estão igualmente distantes do centro”.

Esta definição e até um conceito, expressa de forma fantástica o quanto a Grécia contribuiu para a sociologia do futebol. Este objeto tão fantástico inventado pelo homem é motivo de alegrias e frustrações dele mesmo. É tão fantástico este jogo, que qualquer um pode praticá-lo desde o “baixinho” (Romário) o “gordinho” (Maradona), pelo “alto” (Beckenbauer), pelo “torto” (Garrincha), pelo “perfeito” (Pelé), pelo “magrelo” (Sócrates), pelo “perfeito” (Didi), enfim por qualquer biótipo, por qualquer classe social, por qualquer etnia, provando e comprovando ser um esporte extremamente democrático.

Arte
O futebol, oriundo da Inglaterra, chega ao Brasil de forma elitista e racista. Proibido aos negros, mestiços e brancos pobres, teve uma resistência enorme das classes dominantes, porém teve que curvar-se à insistência da grande maioria menos favorecida, tornando-se o esporte-rei e mais que isso, pela habilidade e magia de nossos atletas, um estilo de arte. Passes, dribles, fintas, a malemolência à ginga, coisas buscadas nas danças, na própria capoeira, cultura nossa, nos diferenciaram dos demais atletas do mundo inteiro.

Mário de Andrade, em crônicas de 1939: “Eu é que já estava longe, me refugiando na arte. Que coisa lindíssima, que bailado mirífico um jogo de futebol! Era Minerva dando palmadas num Dionísio adolescente e já completamente embriagado… Havia umas rasteiras sutis, uns jeitos sambalísticos de enganar, tantas esperanças davam aqueles volteios rapidíssimos…”

O futebol, mais do que prática esportiva, é uma oportunidade prática de se exercitar a cidadania. ortanto, mais do que constatação, interpretação e paradigma do Brasil, o futebol é proposta, é projeto e desejo da coletividade.

Murad, destaca ainda, em sua obra, que “nada melhor que o futebol para totalizar o país, tanto na prática quanto na teoria.” Sendo que o conceito aqui exposto sobre totalidade, nada tem a ver com aquele que remete à ideologia da democracia racial, mascaramento simbólico da realidade e sim originário da tradição dialética. Desde Hegel, o conceito de totalidade inclui a contradição, o antagonismo e o conflito.

Integração social
Roberto Da Matta, em Antropologia do óbvio: notas em torno do significadosocial do futebol brasileiro, in Dossiê Futebol, Revista USP, jun/jul/ago 1994, diz “As raízes do futebol se espalham pelas esferas da realidade social, pois, diferentemente de outras instituições, o futebol reúne muita coisa na sua invejável multivocalidade. É uma estrutura totalizante em sua acepção teórica”.

Segundo Murad, para os deficientes, oferece uma gama extraordinária de chances de participação social, como meio de integração e reeducação.

Enfoca ainda outras experiências com o futebol no manicômio judiciário e sistema penitenciário, onde grandes craques do passado, tais como Jairzinho, Afonsinho, Reinaldo, Nilton Santos, Belini e Pelé, participaram, levando aos que ali estavam, lembranças agradáveis de momentos importantes.

Janet Lever, em A Loucura do Futebol, Editora Record, 1983, cita que “Em uma das obras clássicas da Sociologia, Émile Dürkheim sugere que a religião é menos importante como um conjunto específico de crenças e divindades do que como uma oportunidade para a reafirmação pública da comunidade… Apesar da ausência de vínculos sangüíneos, os homens da tribo sentem que estão relacionados entre si porque partilham um totem. O culto a uma equipe esportiva, como o culto a um animal, faz com que todos os participantes se tornem altamente conscientes de pertencerem a um coletivo. Ao aceitarem que uma equipe em particular os representem simbolicamente, as pessoas desfrutam um parentesco ritual, baseado neste vínculo comum”.

Individual e coletivo
O imprevisível e a improvisação, que parecem diferentes, são marcantes no futebol. Transportando para as relações sociais no Brasil, torna-se difícil a improvisação e as noções de imprevisibilidade na vida diária de nosso povo.

O futebol é para os brasileiros, um misto de necessidades imediatas e práticas de luta e obtenção de resultados e objetivos e ao mesmo tempo a expressão de alegria e da arte popular, expressando uma sintonia entre o individual e o coletivo, dentro e fora dos gramados. Para exemplificar o exposto acima, vejamos: “eu sou colorado” ou “eu sou gremista”.

Eu = individualidade
Sou = identidade
Time = coletividade

Na Copa do Mundo, a maior comprovação sociológica, é que o brasileiro é capaz, independente da camada social, de organizar-se nas ruas e espaços comunitários para numa ação conjunta mostrar toda a sua cidadania.  Como modalidade desportiva mais popular do mundo, o futebol cria espaços públicos permissíveis a experiências comunitárias sensacionais. A cultura da massa brasileira comprova que nenhuma outra manifestação tem paralelo com o futebol.

As três instituições mais presentes na vida brasileira são um templo religioso a cadeia pública e o campinho de futebol, independente do lugar ser pequeno, médio ou grande. Às vezes falta a cadeia ou o templo religioso, porém o campo de futebol está sempre presente, sendo o espaço público mais perene da vida brasileira.

Encerrando este capítulo entre a sociologia e o futebol, não estamos encerrando o jogo, com certeza. O futebol tem tido uma estreita relação com a música popular brasileira em sua estética com os imortais: Noel Rosa, Lupicínio Rodrigues, Lamartine Babo, Tom Jobim, Gilberto Gil, Moraes Moreira e Chico  Buarque de Holanda que declarou: “Minha primeira paixão é o futebol”.

O futebol e a música popular brasileira andam juntos desde os anos 30, levando o futebol para o campo de sua poesia e fez dele protagonista ou coadjuvante de importantes letras. Músicas de Carnaval e marchinhas falaram de futebol, pois Carnaval e futebol além de possuírem identidade histórica, são manifestações populares das mais sérias que este país possui.

E assim podemos ainda citar o futebol na Literatura Brasileira, no cinema brasileiro, o olhar feminino no futebol, mitos do futebol brasileiro e nosso poeta maior, Carlos Drummond de Andrade sentenciou: “Como ficou chato ser moderno, eu agora quero ser mesmo é eterno”.

Jober Teixeira Júnior é professor e titular das cadeiras de Futebol e Futsal da Facos (RS)

– A Burrice e a Fragilidade durante uma Partida de Futebol

 

Um lance didático e curioso, de fraqueza da arbitragem e de burrice do jogador.

 

Momento 1 – Na partida Palmeiras X Avaí, realizada ontem pelo Brasileirão, o palmeirense Rivaldo entra na área, escorrega na grama molhada e pisa sobre a bola. Cai pelo deslize, nem tranco sofre. O árbitro, num ponto cego de seu posicionamento, marca erroneamente pênalti. O bandeira 1, na sua frente, em lance aberto e fácil, se omite e não informa ao árbitro o grave erro que cometera. FRAGILIDADE…

 

Momento 2 – Antes da cobrança de pênalti, Valdívia estava com a bola nas mãos. O goleiro avaiano Zé Carlos, na típica situação de catimba, dá um tapa na bola que vai pra longe. Começa uma discussão, e acertadamente cartão amarelo para o arqueiro. Mas aplicado de maneira fria, sem vibração. Cara feia e bronca ajudariam e muito o árbitro nessa hora. FRAGILIDADE… (num lance como esse, uma bronca de árbitro de nome como Vuaden, Simon ou Seneme, resolveria todo o problema. Jogadores os respeitam e se comportariam melhor).

 

Momento 3 – Pênalti cobrado, goleiro espalma, Kleber tenta pegar o rebote, sofre um tranco normal do zagueiro do Avaí, cai na área e… o goleiro Zé Carlos, querendo pressionar o palmeirense, fala poucas e boas sobre uma tentativa de “encenar pênalti”. E dá um tapa no rosto do atleta, justamente onde ele se queixava de dor na queda. A bola estando em jogo, após defender um pênalti mal marcado, com seu time perdendo, e fazer isso? BURRICE…

 

Hipótese 1 – O Cartão Vermelho foi bem aplicado e a marcação de um novo pênalti correta, à luz da regra do jogo, se o árbitro entendeu ter sido agressão.

 

Hipótese 2 – Se o árbitro entendeu ter sido atitude inconveniente e/ou conduta antidesportiva (ofensa e/ou ameaça ao adversário, sem agressão), teria que ser aplicado um tiro livre indireto a favor do Palmeiras e consequentemente o segundo cartão amarelo ao goleiro (que resultaria no vermelho). A popular “falta em 2 toques dentro da área” deveria ser cobrada no ponto mais próximo da confusão, sobre a linha paralela à linha da área de meta (a distância mínima de 5,5m da linha de fundo, conforme a regra 08).

 

Hipótese 3 – Se o árbitro tivesse entendido que o lance é normal de jogo, mandava o lance prosseguir, e na primeira oportunidade que a bola estivesse fora de jogo, advertia verbalmente os dois (a famosa ‘comida de rabo’ em atletas indisciplinados).

 

E você, o que achou do lance? O árbitro acertou ou não ao dar um segundo pênalti ao Palmeiras? Deixe seu comentário:

– Uma Arena com História de Novela

 

Há um certo tempo, trabalhamos com nossos alunos em “Gestão Empreendedora” um belíssimo estudo de caso referente a Walter Torre Jr, CEO da WTorre e exemplo perfeito de espírito empreendedor na Administração de Empresas.

 

Entretanto, em matéria da Revista Exame (Edição 977 de 06/10/2010, pg 87-88, por Denise Carvalho e Renata Agostini), o mito caiu: a WTorre está atolada em dívidas e acumula prejuízos. Um de seus grandes projetos, a Arena Palestra Itália, não terá prazo para início cumprido por falta de dinheiro.

 

Compartilho abaixo (citação no parágrafo acima):

 

O DINHEIRO ACABOU

 

Com uma dívida bilionária e após a segunda tentativa frustrada de abrir o capital de sua construtora, o empresário Walter Torre agora busca sócios para seus empreendimentos. (…)

 

Com atuais 3,2 bilhões de reais em dívidas (quase o dobro do faturamento da empresa em 2007), acumulando R$ 1,05 bilhão de prejuízo, e possuindo apenas 34 milhões de reais em caixa, a WTorre precisa de R$ 800 milhões para concluir os sete projetos atualmente em construção (…).

 

Por pressão de dois bancos, a empresa agora buscar investidores para arcar com até 50% do custo dos novos investimentos. O estádio do Palmeiras, em São Paulo, é um dos projetos milionários que estão à espera de um sócio.

 

Aqui, o texto de 4 anos fazendo apologia da WTorre:

 

DO ZERO AO TOPO EM 25 ANOS

 

Uma característica comum à nova leva de empresários brasileiros é que boa parte deles procurou oportunidades em mercados pouco consolidados e com os quais já tivessem familiaridade. Foi o que aconteceu com o paulista Walter Torre Júnior, dono da construtora WTorre. Recém-formado em engenharia civil, ele começou a carreira erguendo casas de veraneio no litoral de São Paulo. Torre Júnior concluiu que não teria muito futuro como empresário se continuasse nesse ramo. Depois de breve procura, identificou o surgimento de um novo segmento. “Era 1981. Na época, ninguém falava em logística, mas comecei a ouvir que algumas empresas estavam procurando galpões de armazenagem para alugar”, diz ele. O diferencial de Torre Júnior foi construir esses armazéns de acordo com as necessidades de seus clientes. Num universo em que os galpões eram apenas fábricas abandonadas, sem nenhuma estrutura específica para armazenamento, o empresário começou a se destacar. Sem dinheiro para montar um escritório, Torre Júnior comprou um ônibus velho — que ele mesmo dirigia — e fez dele sua base móvel por três anos. Mas, depois de fechar contratos com empresas como Multibrás e Pirelli, o negócio decolou. Seu passo seguinte foi trazer dos Estados Unidos novas tecnologias de construção, que reduziam o tempo da obra. “Não inventei nada. Apenas tive coragem de copiar o que estava dando certo lá fora”, diz ele. Em sua lista de obras estão o prédio-sede da Vivo e quase todas as lojas da rede de supermercados Carrefour. Os tempos do ônibus andarilho ficaram definitivamente para trás. A empresa acaba de inaugurar uma sede própria no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Na decoração do prédio de quatro andares, sofás de couro, vasos de orquídeas e as frases prediletas do dono escritas em algumas paredes. Uma delas: “Não há nada como um sonho para criar o futuro”, do francês Victor Hugo.

 

Extraído de: MANO, Cristiane. Ascensão dos Novos Empreendedores. Revista Exame, 29/06/2006 (com adaptações)

– Tá pingando sozinha, sem Ninguém para Chutá-la!

Usando uma expressão futebolística, ‘a bola está pingando sozinha na entrada da área e ninguém a chuta… ‘para o título!

 

Como no ano passado, os clubes ponteiros estão perdendo jogos decisivos na reta final e não conseguem abrir uma vantagem de pontos considerável. Vide os resultados do Brasileirão de ontem.

Qual o seu palpite? Quem está com mais jeitão de Campeão do Campeonato Brasileiro?

– O Adjetivo maior da Copa, segundo Pelé

 

Leio na edição de hoje do Jornal Lance, pg 2, por Maurício Oliveira, uma frase de Pelé sobre o que achou da Copa do Mundo:

A Copa do Mundo foi uma Merda! Porque as estrelas foram a bola (Jabulani) e a vuvuzela. Ninguém falou de craque, da seleção tal… Do bom futebol, entende?”

Entendo. Matou a pau. Penso como ele. Só não jogo como ele jogou… rsrs

 

– Rooney perde contrato milionário com a Coca-Cola por conduta Extra-Conjugal

Wayne Rooney, badalado jogador do Manchester United e da Seleção da Inglaterra, iria ser o garoto propaganda da Coca-Cola e estamparia sua imagem em latas da Coke Zero.

 

O problema é que ele foi flagrado se relacionando com prostitutas, no mesmo período em que sua esposa estava grávida. A empresa considerou tal comportamento inadequado para associar a imagem do jogador com o seu produto, e cancelou o contrato.

 

O Jornal ‘Lance’ de hoje divulga que o atacante Neymar houvera também sido flagrado em um hotel com uma prostituta, no local em que o Santos se encontrava, no último dia 26 de agosto (matéria de Eduardo Mendes e Mauro Graeff Júnior, Lance, 06/10/10, pg 18-19). A Seara e seus outros diversos patrocinadores pensariam da mesma forma que a Coca-Cola?

 

E você, o que pensa sobre o assunto: O comportamento fora de campo do atleta influencia na aceitação ou não de um produto divulgado por ele? Deixe sua opinião.

 

Extraído de GloboEsporte.com (clique acima para citação)

 

ESCÂNDALO SEXUAL FAZ ROONEY PERDER CAMPANHA PUBLICITÁRIA DE REFRIGERANTE

 

Multinacional vetou imagem do craque do Manchester United em suas latas

 

Envolvido em um escândalo sexual com prostitutas na Inglaterra, o atacante do Manchester United e da seleção inglesa Rooney perdeu uma importante campanha publicitária.

 

O atacante não vai mais participar de um anúncio do refrigerante “Coca-Cola Zero”. A imagem do atleta iria aparecer nas latas da bebida distribuídas no Reino Unido, mas o jogador foi vetado pela multinacional.

 

Em comunicado oficial, a empresa americana anunciou a decisão.

 

“Durante o último mês optamos por rever a nossa estratégia de marketing. Dada a atual situação, pensamos não ser apropriado fazer esta campanha com o Wayne Rooney. As nossas relações com o atleta continuam. Estamos trabalhando com ele num programa que nos últimos três anos levou milhares de jovens à prática do futebol’, informou em comunicado.

Na semana passada, o camisa 10 dos Diabos Vermelhos pediu para que a imprensa sensacionalista o deixe em paz.

Em busca da reconciliação, o jogador anunciou que levará a esposa Coleen Rooney para uma segunda lua de mel. Rooney vai viajar com a modelo para Praga, na República Tcheca.

– Richarlysson: um incompreendido?

Já atuei em jogos com o atleta sãopaulino Richarlysson em algumas oportunidades. Ele é o típico “chato de vestiário”: não dá atenção ao quarto-árbitro, esnoba para assinar a súmula, e outros detalhes que não vem ao caso (é assim desde o tempo de Santo André).

 

Mas embora contestado por suas atuações e expulsões por boa parte da sua torcida, o cara tem sido vítima… Ontem, foi expulso à toa. Quer dizer, mais ou menos à toa… Li em algum lugar e tento reproduzir uma correta observação (veja a cronologia, só neste ano):

 

– Dois pênaltis no Paulistão em jogadas dele (em lances duvidosos).

 

– Na Libertadores, contra um time peruano, apanhou que deu dó e o árbitro o expulsou! (foi no jogo em que teve chilique, precisando ser retirado pelos companheiros).

 

– No Brasileirão, contra o Goiás no 1º. turno, a bola bateu em sua mão involuntariamente e o árbitro deu pênalti.

 

– Quarta, contra o Grêmio, quase quebraram a sua perna e o adversário não recebeu nem amarelo!

 

– Ontem, sofreu uma falta e ficou quieto; na sequência foi agredido e acabou sendo expulso! Claro que levou o vermelho merecidamente por xingar o árbitro. Mas… depois desse histórico todo, há de se entender que o xingamento – que não deveria ter feito – era compreensível a um jogador que vem passando por erros onde é a vítima.

 

Na saída do campo, desabafou contra tudo e contra todos. E aí vem a questão: ele sugeriu que o São Paulo vem sendo perseguido!

 

E você, o que acha disso? O São Paulo vem sendo perseguido nesse Brasileirão? Deixe seu comentário:

 

Sobre a expulsão: acho que foi justa, ironicamente, num momento injusto!

– Punições à Inglesa

– Punições à Inglesa

 

É comum e batido um velho chavão utilizado para situações em que se faz algo apenas protocolar, sem a verdadeira intenção da anunciada ou sem a plena atitude de tal. Este chavão é: “fazer média para inglês ver”.

 

Leio que a CBF anunciou, semana passada, punições a árbitros de futebol por má atuações. Serão estes os punidos:

 

Árbitros afastados pelo descumprimento da Regra 12 (faltas e incorreções)

Francisco Nascimento (asp-FIFA/AL) – Vitória x Fluminense – 26/9

Andrey da Silva e Silva (PA) – Vila Nova x Paraná – 24/9

Suelson Medeiros (RN) – Ponte Preta x Coritiba  – 28/9

 

Árbitros afastados pela Regra 11 (impedimento)

Erich Bandeira (FIFA-PE) – Corinthians x Botafogo – 29/9

Marcos Pessanha (RJ) – Santos x Cruzeiro – 25/9

Cleriston Rios (SE) – Cruzeiro x Ceará – 22/9

Paulo Conceição (RS) – Cruzeiro x Ceará – 22/9

Elan Souza – Ceará x Goiás – 19/9 

 

Pois bem: os nomes passarão por ‘reciclagem’ em suas federações. Quero, preciso e vou falar abertamente sobre tal medida:

 

Suspensão para árbitro de nome só ocorre para se fazer média. E isso ocorre em todo lugar. É como multar o jogador com parte dos seus salários. Nenhum atleta paga essa multa.

 

Paulo César de Oliveira foi punido pela FPF no Paulistão desse ano com suspensão, após reclamação do Palmeiras. Coincidiu de que ele estava escalado na Libertadores da América nesse período de suspensão. Dirigente feliz com sua força política, Comissão de Árbitro faz sua média política e árbitro é gozado pelos jogadores por ter sido punido. Mas é uma punição torta, de escracho, política e não verdadeira.

 

Simon foi punido pela CBF após um suposto erro na partida Fluminense X Palmeiras no Brasileirão do ano passado (coincidentemente, após reclamação do Palmeiras também). Coincidiu de que o período de punição era às vésperas de uma etapa de preparação ao Mundial da FIFA…

 

Árbitros são instrumentos políticos das entidades. Puni-los pós-reclamação de clubes é massagear o ego dos dirigentes que reclamam. O árbitro fica desmoralizado, e a punição efetiva nunca ocorre. É a média política.

 

É fácil verificar isso: Herbert Roberto Lopes, excepcional árbitro e boníssima pessoa, teve uma atuação infeliz na partida Botafogo x Cruzeiro no Engenhão. Foi punido? Não.

 

Ricardo Marques Ribeiro, mineiro da FIFA, deixou de expulsar o gremista Douglas após uma entrada criminosa no sãopaulino Richarlysson. Foi punido? Não. (Será que o São Paulo reclamou? Hum… de repente, o peso de um reclamante pode ser maior do que de outro…)

 

Punir-se a quem pode ser punido. Alguém imagina que o assistente FIFA Erich Bandeira ficará todos esses dias treinando como punição? A “reciclagem” a ele é impraticável! Ficará relendo o livro de regras que já deve saber de cor e salteado, e não poderá treinar, pois, pela metodologia do futebol, o treino é a prática na partida. Como ele vai reciclar a regra do impedimento em jogo virtual? No vídeo-game? Como treinar sem jogo?

 

Tal medida dá força política àqueles que reclamam no microfone e desmoraliza a categoria. Cadê o sindicato e a associação de árbitros? São chapas-brancas?

 

Estas são, sem dúvidas, punições para ingleses verem…

 

O que você acha dessas punições? Deixe seu comentário:

 

(Particularmente, penso que punição é para erro grave. Erro de interpretação, de distância de jogador a frente, ou demais erros comuns de jogo, devem ser punidos com treinamento, que é a escala em outras divisões. Como o cara vai treinar se ele está impedido de entrar em campo?)

– O Salário de Pelé no auge da Carreira

Salário é algo muito particular a cada profissional; não discuto se a pessoa ganha muito ou pouco; afinal, cada empregador e cada empregado devem chegar a um acordo financeiro na relação trabalhista.

 

Mas me chama a atenção uma interessante matéria da Revista Placar de Outubro/2010 , ed 1347, pg 27, sobre o Salário de Pelé!

 

Segundo o Professor de Economia da Universidade Católica de Santos, Dr José Pascoal Vaz, o salário de NCr 5.000,00 (5 mil cruzeiros novos) que Pelé assinou por 1 ano, entre Outubro de 1969 e Outubro de 1970, corresponderiam, atualizados, a R$ 5.539,00 nos dias de hoje!

 

Claro que o futebol estava em outro patamar financeiro. E claro também que as correções monetárias poderiam levar a um resultado enganoso. Preocupado com a fidedignidade do valor, a matéria se importou em avaliar o poder aquisitivo da época.

 

Um salário idêntico ao de Pelé permitia comprar, por exemplo:

 

– 5 TVs Philips 23 polegadas;

– 5 vitrolas Eletrofone GF 346;

– 31 violôes Di Giorgio;

– 1 entrada para aquisição em 5 prestações de um Fusca 1600.

 

Pelé, em 1970, recebia o equivalente a 1/5 de um carro popular por mês. É lógico que o dinheiro ‘grosso’ viria dos cachês em amistosos e bichos. Mas é irônico imaginar que qualquer cabeça-de-bagre, hoje, ganha em equivalência muito mais do que o Rei do Futebol depois da sua consagração.

 

Curiosidade:

 

– O maior prêmio já recebido por Pelé numa excursão internacional equivaleu a 10% do que Robinho recebia por mês no Santos FC.

– em seu contrato, havia uma cláusula de que, caso o Santos fosse rebaixado, o salário seria cortado automaticamente em 50% (alguém acredita nisso?).

 

E você, o que pensa sobre a hipervalorização dos salários no futebol: é um problema ou uma necessidade?

 

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– Como Fraudar uma Partida de Futebol

 

 

Amigos, há tempos que desejava escrever tal post sobre esse assunto. Faltava-me um pouco de competência intelectual e coragem. Mas, enfim, aqui vai uma abordagem delicada sobre o tema: fraude em partidas de futebol.

 

COMO SE LESA UMA PARTIDA DE FUTEBOL?

 

Quando um clube perde uma partida de futebol em lances polêmicos, muitas vezes se ouve a expressão: “perdeu roubado”, ou “o juiz roubou”. No esporte, a palavra “roubo” tem uma outra conotação, não criminal, mas no sentido de revolta por determinada atuação ruim.

 

Assim, muitos torcedores mais exaltados entendem o “roubo” como algo corriqueiro, e teorias conspiratórias são levantadas a cada rodada, dependendo de quem é o time “escolhido” para ser campeão.

 

Mas, existe “roubo”, no sentido pleno da palavra, no futebol?

 

É difícil provar. Militei 14 anos no futebol profissional como árbitro. Vi e vivi muita coisa. Esquema organizado não há. O que ocorre são: a interferência política e os interesses em se agradar certos nichos, através da utilização dos árbitros, como instrumento de manipulação.

 

E como funciona?

 

Ninguém pedirá para alguém ‘fazer o resultado’ para time x ou time y. Se algo for solicitado a algum árbitro, o desejo de denunciar o pedido, de ir à imprensa e escancarar tal golpe é maior do que a vontade em se realizar tal solicitação corrupta. Mais: como dirigente de futebol conversa com seus pares, o nome do apitador sempre causaria arrepios em cada escala, já que se você se vende para um clube, por que não para outro? Em tempos passados isso até seria possível; mas com o advento da informática e inúmeras câmeras de TV, todo mundo vê possíveis desvios de conduta, algo não tão perceptível antes pela menor influência e visibilidade através das comunicações.

 

Mas há algo que importuna: o uso das características dos árbitros dentro dos seus perfis. É aí que mora o perigo.

 

Tento classificar 4 tipos de árbitros:

 

1) Caseiros

2) Mediadores

3) Narcisistas

4) Cumpridores

 

Vamos falar de cada um deles, e aí fica claro como se usa determinado nome para determinado tipo de jogo.

 

1) CASEIRO

 

Seu time precisa ganhar o jogo e joga em casa contra time pequeno? Garanta um árbitro caseiro. Está cheio de cartões amarelos e não pode perder atletas para a próxima partida? Ele garante!

O CASEIRO é aquele medroso, onde na dúvida sempre decidirá pelo time grande ou quem joga em casa. Ele quer evitar gritos da torcida contra si, se previne contra chutes na porta do vestiário e se preocupa com o sorteio da próxima rodada. Para que se preocupar com reclamações do time grande, que tem mais peso num suposto pedido de veto? Time grande ganhar de pequeno é natural, então… Não há porque correr riscos. O árbitro caseiro é o “banana”, que tende a favorecer o grande.

 

2) MEDIADORES

 

É o que não se compromete com ninguém. Ou se compromete com os 2. Clássico de peso, times em situação delicada? Escale o mediador: em lances duvidosos, utilizará o mesmo critério sempre (mas o critério que agrada o clube: se tiver que expulsar ou não atletas, não expulsará ninguém; precisará dar falta no meio de campo em vários lances; se preocupa muito com a reação dos bancos e treinadores…) Tal árbitro não será questionado pelos cartolas, pois administra o jogo. É o árbitro que dá o nefasto “perigo de gol” em todo o jogo e faz vista grossa em diversos lances.

 

3) NARCISISTAS

 

Já viu aquele árbitro que quando o jogador tenta abordá-lo ele já tem chilique? No melhor estilo “otoridade”, quer ser rotulado como o ‘bonzão’, que não aceita outra pincha a não ser a de ‘porra-louca’. Adora um holofote! Clube mandante sofre com ele, pois, para mostrar que não aceita pressão, faz de tudo para que este perca (até mesmo inconscientemente), na idéia errônea de que quanto mais vitória o visitante tiver, melhor o seu histórico de jogos apitados. No fundo, morre de medo de ser taxado como fraco e acaba prejudicando o espetáculo. Pode abusar da autoridade e às vezes se esconde através de cartões. Todo time grande quer um árbitro desse tipo quando se joga fora de casa contra pequenos; ninguém o quer em seus domínios.

 

4) CUMPRIDORES

 

São herméticos quanto à pressão. Não se preocupam com a camisa, se é grande ou pequeno, se está agradando ou desagradando. Normalmente é respeitado pelos jogadores e dirigentes. Todo time pequeno o quer quando se joga como visitante. Os grandes o querem apenas quando é clássico. São poucos, mas valorosos. Pela fama adquirida, se sustentam e são pedidos até mesmo por imprensa e torcida. Costumam ser preservados para grandes jogos, para se evitar risco de erros significativos involuntários. Também são tirados de exposição excessiva, pois, afinal, quando mais se apita, mais se tem chance de errar. São os árbitros necessários para o futebol.

 

Se você quiser analisar o quadro de árbitros e classificá-los conforme esses 4 tipos, o trabalho será fácil. Mas veja: a maior preocupação em si não é a conduta pessoal do árbitro, mas, por motivos óbvios, a escala dos árbitros. Não dá para tirar leite de pedra; então, logicamente, se você escalar um árbitro caseiro, não pode cobrar dele grande coisa. Cobre de quem é bom, do CUMPRIDOR. Destes, até os erros são perdoáveis.

 

Por fim, é claro que falamos de seres humanos. É obvio que devem existir laranjas podres por aí; mas estes se revelam facilmente pela fragilidade dos esquemas montados. Vide Danelon e Edilson, banidos pela sociedade por fraudes em resultados mas absolvidos pelas autoridades da Justiça.

 

Diante de tudo isso, responda: Você acredita em manipulação de jogos? Se sim, de que forma?

Deixe seu comentário:

 

(Obs: de nada adiantará tudo isso se o time for bom. Quem joga bola ganha até do árbitro)

– LAOR: Bom, Regular, Ruim

Luiz Álvaro Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC, é notícia nessa semana pela polêmica decisão em demitir o treinador Dorival Jr no tão discutido caso Neymar.

 

O passe do jogador rebelde vale quase 100 milhões de reais. Já o profissional e correto  treinador tem multa rescisória de 2 milhões.

 

Sobrou para quem?

 

LAOR foi considerado bom administrador ao conseguir segurar a “Jóia da Vila” no clube. Também foi um regular negociador da dívida externa brasileira no governo FHC. Mas como dirigente esportivo, esqueceu a razão e tomou uma ruim decisão: afastou aquele que poderia dar um corretivo no menino.

 

Neymar hoje estará pressionado. Terá que marcar 3 gols, dar 5 chapéus e até defender um pênalti, se puder. Afinal, a sua indolência é pivô de toda a crise no clube.

 

E você, o que achou de toda essa confusão?

– Os Apelos Vexatórios de Luiz Felipe

 

Há certas ironias no futebol que impressionam. Craques viram cabeças-de-bagre e vice-versa num único jogo. Renomados entram em situação calamitosa e pendurados se sustentam ganhando um pouco mais de fôlego.

 

No Choque-Rei deste domingo, presenciei algo surreal: um técnico campeão de Copa do Mundo, reclamando (a ponto de ser expulso) de uma barreira que não tinha 11 metros (claro, ela deve ter 9,15 m). Pior: depois de sua expulsão, após um tempo e meio de jogo, durante a coletiva, repetia como um mantra que na falta tem que ter 11 metros de distância. Incrível, não percebeu a bobagem que falava? Na S.E. Palmeiras não havia um profissional que conhecesse a regra e o alertasse do erro que insistia? Ou os seus pares também desconheciam disso?

 

Quero crer que, por ter passado muito tempo no exterior, Felipão houvera confundido a unidade de medida “Metro” por “Jardas”, usual lá fora (mesmo assim, a distância é 10 jardas). A única distância de 11 metros no futebol é a do ponto penal à linha de meta.

 

O mais contraditório é que o técnico que impede a imprensa de entrevistar seus jogadores, pede à mesma para defendê-lo de uma ilusória conspiração dos árbitros!

 

Está ficando feio. Um treinador com essa experiência, após perder um duelo para um treinador iniciante (quantos anos e títulos no futebol profissional tem Felipão e quantos tem Baresi?) ir a público e convocar a imprensa para sustentá-lo é algo apelativo.

 

Quanto ao jogo, José Henrique de Carvalho o expulsou após o chamado de Emerson Augusto Carvalho, seu assistente no. 1. Trabalhei com o Emerson em algumas partidas. Ele é FIFA, e um dos melhores do quadro. É do tipo “bandeira-surdo”, que não entra na pilha dos treinadores reclamões. Quando cansa, chama a atenção veementemente deles. A TV Globo mostrou a orientação de Felipão ao seu jogador Tadeu, como uma possível confusão de gritos do treinador para com o seu jogador, ao invés do árbitro. Mas antes já houvera acontecido reclamações contra a arbitragem. Pelo rádio, antes desse lance, já havia o registro da insistência do unfair-play de Luiz Felipe Scolari. Sem lances polêmicos, a partida foi apitada com cautela (jogo picado, com muitas faltas marcadas e a não permissão de maiores divididas – talvez estilo adotado por prudência / cautela do árbitro) e com apenas 2 lances mais discutíveis: um escorregão do atacante sãopaulino Lucas, onde pediu-se pênalti e que acertadamente nada marcou; um toque involuntário de mão do também sãopaulino Casemiro dentro da área, onde o jogo prosseguiu com correção.

 

Dias atrás escrevi: Felipão se gabava de nunca ter sido expulso na Inglaterra ou no Uzbequistão pelos árbitros. Relembro: os ingleses e uzbeques não entendem português…

 

E você, acha que Felipão está ofuscando o seu brilho com tais atitudes, ou que isso vale para ganhar tempo até remontar sua equipe? Deixe o seu comentário:

 

(Você pode acessar esse texto através do Portal Bom Dia, em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=3662&blog=6&nome_colunista=963)

– Jundiaí: uma cidade racista ou não? A origem do termo ‘Macaquitos’ utilizado pelos Argentinos.

Para chegarmos ao contexto local, vale o global-histórico. E falaremos de uma personagem importante. Antonio Palacio Zino: eis o culpado!

Quem é ele?

Zino foi jornalista do periódico A Crônica, de Buenos Aires. Em 1920, quando a Seleção Brasileira de Futebol foi se apresentar na Argentina, ele destilou todo o seu racismo e desconsideração ao Brasil. Chamou nossos atletas de macaquitos e ironizou a conduta moral de nossas mulheres. Eis o artigo:

E estão os macaquinhos em terras argentinas. Hoje temos de acender a luz às 4h da tarde, pois os temos visto passeando pelas ruas, aos saltos (…) No carnaval, os maridos se abrem e as mulheres vão para a festa, como lhes dá vontade. Por isso que, cada vez que nasce uma criança, o casal tenta descobrir com qual vizinho se parece (…) A uma hora e meia da bela capital brasileira, gente inocente é degolada, se assalta sem medo e é latente a escravidão em suas nuances selvagens”.

Dá para imaginar um artigo desse em jornal atual? Seria incidente diplomático na certa.

Ridículo imaginar que se julgam as pessoas pela cor da pele. Não só no século passado, mas ainda hoje.

Mas, justiça seja feita: ele levou o termo racista macaquitos ao futebol, resgatando uma antiga ofensa portenha aos negros brasileiros. Durante a Guerra do Paraguai, no século XIX, o exército de soldados puramente brancos da Argentina se uniu a uma tropa brasileira formada por escravos negros, que garantiriam sua plena liberdade em caso de vitória na Guerra. Revoltados por serem oficiais unidos a escravos, os nossos hermanos, a cada desentendimento, ofendiam-os com o termo racista.

Século XXI: o racismo persiste em todas as áreas e em todos os povos, lamentavelmente. Alguns lugares mais tolerantes, outros menos. E preconceito no quesito raça, sexo e religião. Assim, que tal dar sua opinião: na sua comunidade/cidade, o racismo/preconceito para quaisquer grupos é perceptível?

Ops: creio que nossa Jundiaí é uma cidade mais tolerante do que muitas por aí, mas ainda não ideal.

(Informações extraídas de: Revista ESPN, edição 11, setembro / 2010, Coluna Página2 , pg 16).

– Ronaldinho Gaúcho & Neymar: habilidosos, porém…

…diferentes quanto a irreverência!

 

Para aqueles que gostam de futebol-arte, os jogadores dribladores se tornam um sonho de consumo. E, na ausência de uma quantidade abundante, os poucos remanescentes a este estilo acabam ganhando muito destaque.

 

Neymar é um destes. Talvez, nos anos 60, seria apenas mais um atleta no meio de tantos. Na escassez atual, ele acaba chamando a atenção.

 

Mas acompanhando a tarde de ontem, vi um antagonismo muito grande entre os expoentes do futebol bem jogado. Explico: assisti Milan X Auxerre e Santos X Atlético-GO. E no final da noite, já dava perfeitamente para tirar algumas observações frescas sobre Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

 

Vamos comparar alguns detalhes, embora ambos representem o futebol-arte?

 

R. Gaúcho joga para o time; ontem, armou, correu, serviu com maestria para os companheiros de equipe. Neymar joga também com maestria, mas para si próprio.

 

R. Gaúcho dribla com objetividade, com repertório variado. Neymar dribla com exibicionismo.

 

R. Gaúcho é respeitado pelo adversário. Neymar, odiado (ontem, após um sensacional drible de Ronaldinho sobre um francês do Auxerre, o adversário encostou nele e… o parabenizou!)

 

R. Gaúcho é um ídolo global. Neymar, um ídolo santista.

 

R. Gaúcho foi lançado por Luxemburgo, que o transformou em titular imediato na seleção. Neymar também foi dirigido por Luxemburgo, que o deixou no banco do Santos por diversas vezes.

 

R. Gaúcho teve seu irmão como orientador na carreira. Neymar, seu pai.

 

R. Gaúcho, quando não consegue as vitórias, elogia o adversário. Neymar chama para a briga o zagueiro que o anulou.

 

Ronaldinho Gaúcho tem 30 anos hoje, mas já teve os mesmos 18 de Neymar. Em campo, não me recordo de tantas confusões com o Gaúcho ao longo da carreira.

 

Neymar pensa em ser Pelé, com dribles de Denílson, insubordinações de Djalminha e cabeça de Edmundo. Quantos novos Zicos, novos Gersons, novos Didis já ouvimos falar e que sumiram ao longo dos jogos… Quando Neymar chegar a Ronaldinho Gaúcho, aí vai dar para discutir (embora o primeiro passo já tenha dado: ambos gostam da noite!).

 

Ninguém vence só com o talento. Abre o olho, garoto, pois Deus te deu uma chance ímpar! Discutir com adversário, com o capitão do time e contra o técnico, não dá certo. O mundo está errado e só você correto?

 

A cada jogo uma coletiva no dia seguinte pedindo desculpas, não dá!

 

E você, o que pensa disso: no futebol atual, dá para vencer só com o Talento?

– Neymar… de novo?

Estou cansando ver os atos de indisciplina dentro e fora de campo do jogador santista Neymar. Definitivamente, a ‘jóia santista’, como gosta de ser chamado, perdeu a noção do ridículo e do respeito.

 

Não vou repetir o que venho escrevendo sobre ele. Procure sobre isso no sistema de busca do meu site pessoal e verá quanta coisa já foi dita! (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/?s=Neymar).

 

Entretanto, é irresistível escrever sobre ontem! Fiz algumas observações a um amigo e reproduzo abaixo sobre o jogo de ontem e sobre a confusão:

 

Olá Wanderley. Assim como você, também gosto do estilo Vuaden, que é o típico anti-Neymar. Curiosamente, ambos se encontraram ontem.


Vamos falar rapidamente dos lances, e, na sequência, de Neymar?
Vuaden tirava 10 até os 29m do segundo tempo. Marcou todas as faltas recebidas em Neymar, e não marcou as faltas simuladas nele. Ótimo, não entrou na onda do garoto (Dorival Jr fez a reclamação preventiva na véspera, alegando rodízio de faltas). Mas você percebeu que nas faltas não-marcadas o Neymar não esboçou nenhuma reclamação? Sabia que poderia ser punido a qualquer amarelo por reclamação, conforme a regra (nos últimos jogos, havia reclamação por todo lance simulado; ontem, não).


Aos 29m, Vuaden erra ao não marcar o pênalti de Léo sobre o adversário no. 11, após a furada do atacante Elias. Estava 1×2, com possibilidade de ser ampliado para 1×3 caso o pênalti fosse assinalado.


Já o pênalti a favor do Santos, embora de difícil interpretação, não ocorreu. Neymar tenta parar a bola para o dribe e se desequilibra. Repare que ele é tocado após o seu próprio desequilíbrio! Vuaden errou, mas confesso que talvez eu também erraria, até mesmo pela rapidez da jogada.


E justamente esse pênalti mal marcado foi o gerador da discórdia. Não lhe parece um menino mimado? Não tinha nada, e agora que tem tudo, se lambuza!
Você reparou que aos 41m do segundo tempo, na lateral e no meio campo, ele começou a dar rolinho, passar o pé sobre a bola, fazer graça e exibicionismo? Se o drible ou jogadas assim são para o ataque, visando o gol, tudo bem. Mas na lateral do campo, parar e rebolar com 4×2, é desrespeitoso ao adversário, que jogou uma partida inteira sem dar pontapés!


Daqui a pouco, vai querer dar embaixadinhas como o Edilson fez num COR X PAL e achar que está tudo bem…


Abraços,
Rafael Porcari

 

Este amigo é o jornalista Wanderley Nogueira, que reproduziu brilhantemente em seu blog a seguinte matéria que corroboro integralmente! Penso como você, Wanderley:

 

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/09/16/estamos-criando-um-monstro/)

 

ESTAMOS CRIANDO UM MONSTRO

 

O texto abaixo (”O Santos precisa da Supernanny!”) foi publicado no meu blog no dia 3 de Agosto. Estava muito fácil diagnosticar que era preciso colocar, verdadeiramente, limites aos jogadores mais jovens do Santos. 

De lá para cá, Neymar foi protagonista de situações constrangedoras.

Talentoso, é considerado intocável na Vila Belmiro. Instantes depois de cometer suas molecagens e indelicadezas é acariciado por alguns “companheiros de time”, parte da imprensa, pelos pais, pela diretoria do Santos e pelo treinador Dorival Júnior, que ontem sentiu mais uma vez o tamanho do problema que está ajudando a construir.

Neymar não aceitou ser preterido por Marcel, na cobrança de uma penalidade. Ofendido pelo jogador, o treinador disse que vai resolver o assunto internamente “com o Neymar, com diretoria e com o pai do Neymar” .

Depois de Antônio Lopes, ontem foi a vez de Renê Simões afirmar que “estamos criando um monstro”. Revelou que poucas vezes viu um jogador tão sem educação. Seria muito bom ouvir sobre Neymar que ali estava um jovem herói, um cavaleiro, defensor do bem, com virtudes ilimitadas com a bola nos pés.

 

O SANTOS PRECISA DA SUPERNANNY! (publicado no dia 3 de agosto)

 

Novamente, alguns “meninos” do Santos criaram problemas para o clube e levaram “fumaça” para o ambiente do time, horas antes de uma importante disputa. Foi mais uma molecagem, dizem alguns. Coisa de garotos levados, inocentes e brincalhões, afirmam vários analistas.

Dirigentes do Santos não viram nada tão importante no gesto da “garotada”. É verdade, também, que alguns cartolas do clube reconhecem que ficaram incomodados diante de mais uma brincadeirinha indigesta.

Eu, confesso, já cansei dessa historia de passar a mão na cabeça dos chamados garotos do Santos. Não são garotos, são profissionais. Ganham muito bem, têm procuradores, agentes, gestores e familiares. Um grupo para cada um. Cada menino tem um staff. Coisa de astro. Todos eles têm assessores de imprensa. São tratados como intocáveis e tudo é perdoado. Sempre aparece alguém para dizer que eles não fazem por mal…

Concluí que lá na Vila Belmiro está faltando a Supernanny. Esse programa foi criado na Inglaterra para mostrar em capítulos como impôr disciplina aos “garotos”.  A Supernanny é chamada quando os responsáveis pelas “crianças” não têm autoridade e não sabem colocar limites nos meninos. Ela certamente diria aos dirigentes do Santos que não colocando limites o prejuizo será muito grande para todos.

De longe a impressão que eu tenho é que os responsáveis pelos moleques da Vila têm medo de “perder” o amor dos pimpolhos. E diante desse temor não colocam regras, limites, disciplina e rotina.

A solução é mesmo a Supernanny. Ela vai explicar aos peraltas quais são as regras que devem ser seguidas dentro e fora do campo.  Se a diretoria estabelece algumas regras e os meninos fazem birra, não adianta impôr sua vontade pela força. Ela vai explicar que os responsáveis precisam falar com autoridade e amor. Mas devem manter as regras até o fim. A cartolagem não pode voltar atrás em uma decisão, vai demonstrar falha na autoridade e os meninos ficarão confusos.

A molecada do Santos, diria a Supernanny, precisa ouvir todo dia, com paciência, que não pode deixar de arrumar os seus brinquedos e que devem fazer seus deveres corretamente. Ela vai recomendar que os dirigentes falem olhando nos olhos dos meninos. Eles precisam saber quem manda.

Se depois de vários dias insistindo eles continuarem não cumprindo o combinado, podem ser punidos. Primeiro avise-os da punição, caso eles continuem desobedientes. Depois, vem o castigo. Podem proibir o videogame, a TV, a internet ou algo que eles adorem. Mas nunca use a violência. Isso vai deixar marcas negativas nos moleques da Vila. Prefira sempre a disciplina, diria a Supernanny.

Mas, além estipular regras e castigos, tambem é importante oferecer prêmios quando as crianças obedecem e acertam. Pode ser um brinquedo novo, um passeio ou guloseimas. Antes, combine com os meninos quais os prêmios adequados. Lá na concentração do Santos poderia ser criado o “Cantinho da disciplina”. Nesse local a criança deverá permanecer e refletir sobre o que fez. Deixe o rebento sair apenas quando reconhecer o erro e pedir desculpas.

A Supernanny vai dizer aos dirigentes do Santos que é preciso dizer não. Lembrará que aceitar tudo é um bom caminho para uma má educação. Os responsáveis, que não cuidam direito dos meninos, farão com que as crianças só entrem em confusão no mundo externo e nas relações com outros garotos.

Está muito claro que a Supernanny acabaria com a dominação dos moleques. Hoje os pimpolhos sentem-se donos do pedaço. Os dirigentes precisam mostrar que ficaram bravos quando os moleques fizeram algo errado e mostrar felicidade quando tem atitudes certas. Colocar esses “malinhas” sob uma redoma vai fazer com que um dia a sociedade cobre limites .

O Santos não tem  escolha: precisa da Supernanny. Ela é a salvação…

– Ronaldo Abre o Jogo nos Negócios

Tive a oportunidade de ver e conversar com Ronaldo Nazário, outrora “Ronaldinho do Cruzeiro” e hoje “Ronaldo Fenômeno” por 2 oportunidades; a primeira num evento social onde apitei graciosamente um campeonato de favelas (a patrocinadora do Ronaldo era a mesma do evento e ele fez do nosso vestiário o seu ‘camarim’, já que participaria da solenidade de encerramento da festividade – foi muito atencioso e gentil); a segunda, durante a Festa de Encerramento do Paulistão de 2009, onde ele estava praticamente blindado e mesmo assim foi solícito.

O que me impressionava no Ronaldo era a mudança física. De garoto mirrado a tanque de guerra! Mas hoje, o que mais me admira na mudança, é em referência do jogador ao homem de negócios.

 

Na Revista IstoÉDinheiro desta semana, há uma entrevista deliciosa cedida pelo atleta. Entre outras coisas que ele diz (como empresário e quase ex-jogador):

 

“- Se o Corinthians ganhar o Brasileirão, continuo até o final da Libertadores de 2011. Senão, paro no final do ano;

 

– Me arrependo de ter comprado uma Ferrari aos 22 anos, nunca fui exibicionista;

 

– Não compro nada, pois ganho quase tudo o que uso;

 

– Deveria ter investido no Neymar há 1 ano.”

 

Abaixo, suas relações comerciais e a sua palavra (impressiona uma resposta encabulada sobre sua networking – ele confirma, um pouco sem jeito, que se ligar para o Bono Vox ou para o rei Juan Carlos, eles provavelmente o atenderão na hora, por ter seu número pessoal na agenda do celular... que nem eu! Rsrsrs)

 

Extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/33959_RONALDO+ABRE+O+JOGO

 

RONALDO ABRE O JOGO

 

O craque revela com exclusividade os detalhes da parceria milionária com o grupo WPP para criar uma empresa de marketing esportivo, conta quais são seus investimentos e como lida com o dinheiro

 

Por Eliane Sobral

 

A ideia surgiu na casa do apresentador de tevê Fausto Silva, que todo mês reúne os amigos em torno de uma pizza. Do seleto grupo daquela noite de abril de 2009 faziam parte o publicitário e presidente do grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado, e o jovem empresário Marcus Buaiz, herdeiro do grupo capixaba Buaiz que tem negócios em diversas áreas, de alimentação a shopping center. 

 

Foi Buaiz o encarregado de levar o mais ilustre convidado da noite, o jogador Ronaldo Nazário de Lima, que entre uma garfada e outra comentava a preocupação em definir o futuro depois de encerrar a carreira no futebol.

“O Faustão deu a ideia: por que não cria uma empresa de marketing e consultoria esportiva?”, diz Ronaldo. Na última segunda-feira, às vésperas do feriado de 7 de setembro, um ano e meio depois da pizza na casa de Fausto Silva, Ronaldo Fenômeno recebeu a reportagem de DINHEIRO para falar com exclusividade de seu mais novo empreendimento, a 9INE, resultado da associação entre ele, o amigo Buaiz e o grupo britânico WPP – dono da Ogilvy e de um faturamento de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. 

 

A 9INE nasce com investimentos de R$ 5 milhões – aplicados ao longo dos três primeiros anos – e potencial de receita de R$ 50 milhões dentro de quatro anos. Mais: antes mesmo de abrir as portas na arborizada avenida São Gualter, no elegante bairro de Alto de Pinheiros, a 9INE já registra uma base de pelo menos 100 marcas, que hoje estão na carteira de clientes do grupo WPP no Brasil e no Exterior. 

 

Ronaldo se diz bastante animado com a ideia de trocar os gramados pela vida de empresário e faz planos que incluem seus colegas de profissão. “Quero dar consultoria a jogadores de futebol que mal sabem fazer uma declaração de Imposto de Renda. Tem gente com um potencial enorme e que está mal assessorado”, garante o Fenômeno, com a autoridade de quem tem um tino empresarial muito bem desenvolvido. 

 

Ronaldo não confirma, mas Kaká e Alexandre Pato estão prestes a assinar contrato com a 9INE para que o ex-camisa 9 da Seleção Brasileira cuide da vida empresarial dos dois fora das quatro linhas. Além disso, o craque dá pistas de que poderá entrar no disputado mercado de compra de jogadores. “É um negócio atraente. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz! Perdi a oportunidade”, diz sorrindo. A princípio, o Fenômeno pretende entrar de cabeça na administração da carreira de outros jogadores. 

Administrar, aliás, é um verbo que Ronaldo sabe conjugar como poucos em seu meio. A fortuna do craque é estimada em US$ 250 milhões (leia quadro) e não para de crescer, graças ao perfil administrativo que Ronaldo forjou ao longo de 20 anos de carreira e à maturidade que adquiriu depois de alguns tropeços. Até a sua postura diante de impulsos consumistas mudou. 

 

“Comprar aquela Ferrari foi uma das maiores bobagens que eu já fiz”, diz ele em relação ao carrão italiano, pelo qual pagou US$ 500 mil, 12 anos atrás. Hoje, Ronaldo diz ter uma relação tranquila com o dinheiro. “Gasto muito pouco comigo. Não que eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo”, diz. A relação tranquila com a fortuna que amealhou, e continua amealhando, não significa, porém, que Ronaldo seja displicente em relação às próprias finanças. “Aplico em fundos de perfil conservador. 

 

Há um ano e meio passei a investir em ações e o resultado tem sido ótimo”, afirma. Ele ainda aponta os papéis que compõem sua carteira de ações. “Aplico nas tradicionais, Vale e Petrobras e outras menores.” O craque acompanha tudo de perto. Sempre que pode, entre uma concentração (que, faz questão de lembrar, ele detesta) e um jogo do Corinthians, checa no computador como andam os investimentos. 

 

Não se mete com as despesas de casa. Dessas, Bia Antony, sua mulher, se encarrega de cuidar.  “Ela não esbanja, então fico sossegado”, diz o jogador, dando uma boa risada em seguida. Com a agenda carregada que tem, repleta de compromissos ora com o Corinthians, ora com patrocinadores (AmBev, Claro, Vale e Hypermarcas, além da Nike), Ronaldo conta com a assessoria de uma equipe que cuida de seu patrimônio.

Segundo ele, são 20 profissionais entre advogados, economistas e contadores espalhados por três países: Espanha, Suíça e Brasil. A cada trimestre, Ronaldo  recebe, e diz ler atentamente, relatórios financeiros enviados pelos consultores e também pelo pessoal do Bradesco, encarregado de gerir os fundos de investimento do craque no Brasil. 

 

O lado empresarial do Fenômeno é conhecido apenas por aqueles que estão à sua volta e estes garantem: Ronaldo estipula metas, prazos para cumpri-las e cobra resultados. “Ele tem um tino comercial e uma capacidade analítica muito apurados”, descreve Fabiano Farah, empresário do jogador há oito anos. 

 

Segundo Farah, não é exagero afirmar que, a cada ano, Ronaldo recebe mais de uma centena de propostas para se tornar sócio de algum “negócio mirabolante” com taxas de retorno “excepcionais”. “Já propuseram sociedade num negócio com retorno sobre o capital investido acima de 30% em menos de um ano”, conta Farah. 

 

Ronaldo ouve com atenção, mostra-se realmente entusiasmado com a ideia alheia, mas só para não ser deselegante com o interlocutor. Os amigos do craque dizem que ele é capaz de demorar meses para tomar uma decisão de investimento. 

“É um empresário extremamente racional e que não se impressiona com belas apresentações em Power Point”, garante Farah. Normalmente, diz ele, na primeira reunião, Ronaldo percebe se o negócio é bom ou não. Um dos lemas do craque, segundo o empresário é: “Ter uma boa ideia todo mundo tem, todos os dias.

O que faz a diferença é a capacidade de execução e de entrega.” Hoje, o maior artilheiro da história da Copa do Mundo (com 15 gols) tem participação em negócios diversificados. O edifício de seis andares, numa área de sete mil metros quadrados onde funciona a Universidade Estácio de Sá, é de Ronaldo. 

 

“O prédio é meu e eu recebo um percentual sobre cada matrícula efetuada”, revela o jogador. Ele tem ainda 8% na holding que comanda a rede de academias A!BodyTech, com 19 unidades, espalhadas em cinco Estados, e faturamento de R$ 130 milhões previsto para este ano. 

 

Na A!BodyTech, Ronaldo tem como sócios os empresários João Paulo Diniz (herdeiro do Grupo Pão de Açúcar), Alexandre Accioly (rei da noite carioca), o consagrado treinador de vôlei Bernardinho e o ex-banqueiro Luiz Urquiza.  

 

O papel de Ronaldo empresário está bem definido na sociedade que ele acaba de firmar com o WPP. “Vou usar minha ampla rede de relacionamentos para promover negócios.” E, tratando-se de Ronaldo, o network é de dar inveja à mais estrelada das celebridades. 

Em princípio ele minimiza, mas acaba reconhecendo o peso (sem trocadilhos) que tem. Se você ligar agora para o rei Juan Carlos da Espanha ele te atende, não é? “Acho que sim.” E se você ligar para o Bono Vox (líder da banda U2), ele também te atende na hora? “Acho que sim”, responde o camisa 9, com um ar meio encabulado. 

 

Até o sisudo CEO do grupo WPP, Martin Sorrell se rendeu aos “encantos” do Fenômeno. Sorrell é, ele próprio, um dos empresários mais influentes da Europa. Gosta de ser tratado por “sir”, título dos cavaleiros da rainha da Inglaterra com o qual foi condecorado por Elizabeth II. 

 

Sorrell é quase uma unanimidade entre seus pares no mundo dos negócios – não exatamente pela sua simpatia. Quem acompanhou as primeiras conversas entre Ronaldo e Sérgio Amado foi a vice-presidente do WPP para a América Latina, Ann Newman. É ela quem prospecta novos negócios para o grupo, inclusive a compra e a fusão de empresas na região. 

 

Sorrell só foi conhecer Ronaldo pessoalmente num evento promovido pelo grupo WPP em março deste ano, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Diante de uma plateia de cerca de 200 pessoas – entre empresários, clientes das agências do grupo e executivos do WPP. 

 

Ronaldo fez um rápido discurso e avisou a plateia que iria chamar ao palco “um inglesinho metido que acha que a Inglaterra vai ganhar a Copa”. Para quem gosta de ser chamado de “sir”,  talvez Sorrell tenha ficado impressionado com a falta de cerimônias do novo sócio – que o presenteou com a camisa 9 da Seleção Brasileira. 

 

“O Martin ficou encantado com o Ronaldo. E olha que para o Martin se encantar com alguém é bem difícil”, comenta Sérgio Amado. A partir do encontro no Copacabana Palace, Sorrell deu o sinal verde para a concretização da parceria. 

 

À DINHEIRO o CEO do WPP disse ter ficado realmente impressionado com a força da imagem do craque. “Acredito que esta é a década do Brasil e o País representa uma grande oportunidade no mercado de marketing esportivo. Estou particularmente feliz porque o melhor jogador de futebol do mundo agora joga no meu time”, disse ele.  

 

Claro que o calendário esportivo no Brasil está na mira de empresas do mundo inteiro e não seria diferente com a 9INE. O foco inicial estará na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Mas a atuação da empresa não ficará restrita ao mercado brasileiro. 

 

“Esta é uma operação que nasce no Brasil e vai para o mundo. A primeira parada será Londres”, diz Ronaldo. Preocupação comum aos três sócios, Ronaldo, Buaiz e Amado, é deixar claro ao mercado que a 9INE não é uma agência de publicidade ou de relações públicas. “Nosso papel será o de aproximar as empresas do esporte e indicar quais são as melhores estratégias para cada marca. Vamos promover eventos e criar conteúdo, inclusive para a tevê”, diz Ronaldo. 

“Quem quiser saber mais pode nos contratar”, diz Luiz Fernando Musa, diretor-geral da Ogilvy. Foi dele a ideia de escalar Ronaldo como garoto-propaganda da operadora Claro. Em março, o craque lançou o Claro Ronaldo, página do jogador no Twitter. Em 40 dias, o camisa 9 do Corinthians já contabilizava 650 mil seguidores. “Ronaldo agrega, em média, cinco mil novos seguidores por dia. É muita coisa”, comenta Sérgio Amado (assista à entrevista no site da IstoÉ Dinheiro). 

 

Oficialmente a 9INE começa a operar em outubro. No plano de negócios está prevista a contratação de 20 profissionais. Há dois nomes disputando o cargo de presidente da empresa – um deles, inclusive, não é do mercado publicitário e, caso seja confirmado, vai causar novo alvoroço na praça. 

 

Além de definir quem terá o metódico empresário Ronaldo Nazário de Lima como patrão, os três sócios vivem o frenesi dos preparativos para o lançamento da empresa – que será em grande estilo, com direito a coquetel e presenças ilustres. Oficialmente o trabalho começa em outubro, mas os corintianos não precisam se preocupar. “Estou me preparando para jogar até o fim deste ano, mas se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro, posso disputar a Libertadores”, diz Ronaldo.

 

ENTREVISTA

 

“Eu deveria ter investido no Neymar um ano atrás” 

 

Às vésperas de completar 34 anos (no dia 22 de setembro), Ronaldo Nazário de Lima diz que aprendeu a ter uma relação madura com o dinheiro que ganhou ao longo de quase 20 anos de carreira. Hoje, diz ele, gasta muito pouco consigo mesmo. 

 

“Não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo.” Ele vê o dinheiro que tem apenas como fator de segurança para ele e sua família. “É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise.

É para isso que serve. Mais nada.” Acompanhe, a seguir, a entrevista exclusiva que o craque – agora como empresário – concedeu à DINHEIRO, na qual fala sobre o seu futuro, novos negócios e até sobre o arrependimento de não ter comprado o passe do craque santista Neymar:

 

DINHEIRO – O que significa ser um jovem milionário aos 34 anos de idade? 

 

RONALDO – Significa tranquilidade e segurança para a minha família. É bom saber que o dinheiro está lá, caso eu precise. Mas é para isso. Mais nada. Não sou consumista. Gasto pouco comigo e não é porque eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Minha relação com o dinheiro hoje é baseada apenas na necessidade. Nem tênis eu compro. A Nike me dá todos os modelos que eu quiser.

 

 

DINHEIRO – Mas nem sempre foi assim. Houve o episódio da Ferrari (há 12 anos, Ronaldo comprou uma Ferrari avaliada em US$ 500 mil), quando disseram que era uma afronta num país pobre como o nosso. 

 

RONALDO – Claro que a minha vida mudou quando comecei a ganhar dinheiro. Passei a ter acesso a coisas com as quais eu só sonhava. Quando comprei a Ferrari, tinha 22 anos. Era um sonho que eu tinha desde criança. Mas te digo que esse carro me deu muito mais dor de cabeça do que prazer. Na Europa e nos Estados Unidos, quando você compra um carro bacana, as pessoas ficam felizes por você estar se realizando profissional e financeiramente. Aqui no Brasil não. É uma afronta. Dizem que é exibicionismo. É por isso que eu digo que o brasileiro não respeita seus ídolos. O Michael Jordan e o Tiger Woods são caras respeitadíssimos nos Estados Unidos. Aqui é diferente. O brasileiro não valoriza o sucesso e o ídolo é motivo de chacota.  

 

 

DINHEIRO – Você fica muito aborrecido com isso? 

 

RONALDO – Fico mais preocupado do que aborrecido. Porque aqui no Brasil o sucesso é visto como afronta, e não como reconhecimento. Isso é preocupante. 

 

 

DINHEIRO – Você está se preparando para encerrar a carreira. Já tem data marcada para parar? 

 

RONALDO – Provavelmente vou parar no fim deste ano, mas, se a gente (o Corinthians) vencer o Brasileiro e for para a Libertadores, talvez eu fique até a final, em julho do ano que vem. Ainda estou em dúvida. Não sei se me aposento agora ou se espero para disputar a Libertadores. Eu realmente estou muito cansado. Meu corpo está cansado. 

 

 

DINHEIRO – E você se imagina como executivo, sentado atrás de uma mesa? 

 

RONALDO – Sinceramente não. Mas também acho que meu papel não vai ser o de ficar atrás de uma mesa de escritório. Tenho várias coisas para fazer, inclusive prestar orientação aos meus colegas de profissão. 

 

 

DINHEIRO – Como seria isso? Você vai ser empresário de jogador? 

 

RONALDO – Passe de jogador é um negócio atraente. Já fui muito procurado para entrar e é um negócio de bom retorno. Um retorno rápido. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz, perdi a oportunidade (rindo)… Mas esse não é um negócio que me interesse. Pelo menos não agora. Acho que eu não investiria meu dinheiro, mas usaria a minha imagem e credibilidade para indicar investimentos e receberia um percentual. O que os agentes fazem hoje? Procuram a família, dão um dinheiro e tratam o jogador como mercadoria. Não é isso. 

 

 

DINHEIRO – O que você faria?

 

RONALDO – Tem que trabalhar o jogador. Não é só comprar, tem que trabalhar a imagem dele. O que eu quero é prestar consultoria que proporcione aos jogadores a mesma segurança que eu sempre tive. Fui muito cedo para a Europa, mas sempre fui muito bem orientado a fazer tudo direito, dentro da lei. Acho que os jogadores de futebol precisam ter uma orientação não só sobre gestão financeira. Os caras não têm noção de como fazer um Imposto de Renda. Imagina fazer um contrato de publicidade! 

 

 

DINHEIRO – Qual é a sua avaliação do futebol como negócio no Brasil e o que você mudaria? 

 

RONALDO – Tem que mudar muito. Outro dia vi uma pesquisa que mostrava que só 3% dos jogadores de futebol ganham acima de R$ 10 mil e 96% deles ganham entre dois e três salários mínimos por mês. É muito pouco pelo que o futebol gera, pelo público que tem, pela arrecadação com direitos de tevê, pelo que a CBF ganha. Somos nós que damos o espetáculo e ganhamos muito mal. E eu vejo cada vez mais empresas entrando no futebol…  Pega o exemplo da Copa do Mundo. É tudo da Fifa. Só de direitos de televisão, rende uns US$ 5 bilhões e a Fifa não repassa nada. Já pensou se, às vésperas de uma decisão, os jogadores resolvem fazer greve? Na Argentina, eles param e só voltam depois de muita negociação. 

 

 

DINHEIRO – Pelo discurso podemos esperar um líder da categoria? 

 

RONALDO – Faria esse papel com o maior prazer, mas não penso em nada relacionado a política ou algo nesta direção. Mas apoio a ideia do governo de criar um plano de previdência para os jogadores. Na 9INE pretendemos explorar essa parte de assessoria financeira para os jogadores. O William (zagueiro e capitão do Corinthians) já disse que vai se aposentar no fim deste ano e abrir uma empresa de consultoria financeira. A 9INE pode usar a empresa do William para prestar este serviço. 

 

 

DINHEIRO – Mas onde entraria o Ronaldo nesta história? 

 

RONALDO – Eu posso usar a minha experiência para orientar os jogadores. Tem muito a desenvolver no futebol como negócio aqui no Brasil. Você vê clubes como Manchester United, Real Madrid, Barcelona. A maior parte da receita dessas equipes vem do licenciamento. Aqui não. O torcedor não tem grana para comprar. Então ele compra a camisa e só. Por isso que nunca me interessei em entrar na área de licenciamento. Dá certo para a Xuxa, mas acho que para mim não. Ninguém compraria o bonequinho do Ronaldo.

 

 

DINHEIRO – Você acha que o modelo de negócio desenvolvido entre você e o Corinthians pode ser replicado em outros clubes brasileiros? 

 

RONALDO – Acho que sim. Acho que esse pode ser o caminho. Seria bom para o clube e ótimo para o jogador. Se tem uma coisa de que o torcedor corintiano nunca vai poder me acusar é de ser mercenário. Fui eu que levei todos os patrocinadores para lá. Não dou despesa para o clube. Ao contrário, levo receita e recebo minha parte. Oitenta por cento da publicidade no ombro da camisa e no short fica comigo.

– Neymar: Vítima, Vilão ou Mimadinho?

Acho que pararei de escrever. Agora vou fazer como o Neymar, só vou “Twittar”. Ontem, imediatamente após a partida contra o Ceará, o garoto já escrevia no Twitter. Será que ao menos já havia terminado o banho? Sim, pois pelas suas postagens – e pelas respostas aos seguidores que o criticavam – parece que saiu do campo direto ao aparelhinho.

 

Toda a confusão no estádio foi originada, não tenha dúvida, por um lance de garoto mimado. O menino é bom jogador, não há dúvida; representa o futebol-arte desejado por todos, ok… Mas precisa ser mais homem e menos criança dentro de campo.

 

Após uma dividida leal e legal com o adversário João Marcos, ele reclamou de falta. O árbitro Herbert Roberto Lopez, nosso Colina Paranaense, estava próximo do lance. E aí vai uma grande observação: todo mundo fala que deixam bater no Neymar e não o protegem, que deveria-se dar maior atenção ao garoto em campo… Pois bem: O árbitro permaneceu parado, assistindo o bate-boca entre Neymar e João Marcos, por quase 2 minutos (até o final do jogo). Se acontecesse um pênalti na área santista, quem marcaria seria o bandeira, já que Herbert estava presente na discussão (claro que é uma brincadeira, mas o Herbert ‘grudou’ nos dois e ali ficou, acertadamente).

 

Terminada a partida, poderia até mesmo dar cartão amarelo aos atletas, por atitude inconveniente. Nos termos da Polícia Militar, essa discussão se chamaria ‘desinteligência’; afinal, o jogo acabou e o lance passou. Daí depois a confusão gerada, que é outra história…

 

O fato é que Neymar realmente apanha, mas suas faltas são na maioria marcadas. O problema é que muitos querem que se marque as faltas simuladas! Aí não dá… Pior ainda: qualquer falta comum no jogo torna-se um apelo nacional pelo cartão amarelo. Ora, a dimensão de cada falta boba ou falta de jogo marcada torna-se ainda maior se for no Neymar.

 

Ontem, numa disputa normal entre atacante e zagueiro, viril e leal, Neymar reclamou. O tranco, a marcação dura e viril, a disputa e a força física valem no futebol. Será que ele quer que os adversários peçam “com licença” para roubar a bola ou ganhar uma jogada? Se a reclamação não foi pela entrada mas sim por provocação verbal, aí a coisa é mais grave: jogador é como árbitro: tem que ser surdo nessas horas. Quem se dói por frases provocativas precisa repensar a conduta emocional.

 

Garoto: humildade. ‘Baixe a bola e jogue sério. De futuro Pelé poderá virá um futuro Denílson (sem demérito algum – vitorioso, mas cujo ápice não foi aquele imaginado).

 

Poxa, prometi não escrever em texto, então vou reescrever em 140 caracteres, como o próprio Neymar gosta de fazer no Twitter. Então vai abaixo, em 6 twittes:

 

“Antes, Neymar reclamava de faltas e simulava. Depois, virou cai-cai para ganhar as faltas recebidas. Agora, reclama até de disputa viril.”

 

“O grande erro do garoto santista é não aceitar o fato de que o futebol tem contato físico. Tranco, dividida e disputa de bola também valem.”

 

“Na visão de um árbitro, é insuportável agüentar um jogador simulando faltas e depois querer a marcação delas. Quando for, haverá dúvidas.”

 

“Precisa amadurecer e não só ter Gestor de Carreira, mas “Gestor Social”. Moleque que ganha milhões de reais por ano tem que ser adulto.”

 

“Apanha, é verdade, mas qual craque não apanha? Só se afirmará como craque idolatrado por todos quando fugir das faltas e ficar de pé.”

 

“E para encerrar: não vale perder jogo e ficar chiando no Twitter: virou “lenço” o micro-blog? Tem wi-fi no Castelão? Liberou?”

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Chinelada na Paulistada? Ou Tiro no Próprio Pé?

Que bola fora via Twitter do prefeito carioca Eduardo Paes (PSDB-RJ), não? Ao ter a confirmação de que a sede da FIFA no Brasil para a Copa do Mundo-2014 será na cidade do Rio de Janeiro, ele comemorou twittando: “Chinelada na paulistada. É humilhante… Mostro a vista e mostro um negócio desses. Vai levar o que pra São Paulo?“.

Para quê isso, não? O Rio de Janeiro, assim como São Paulo, tem inúmeros defeitos e inúmeras virtudes. Que bobagem… parece picuinha de marica. Logo depois, talvez ciente da desnecessária citação, disse que era só uma inocente brincadeira.

Quando tentar alçar vôos mais altos na política (como outrora já sinalizou), ele terá que pedir votos ao eleitorado paulista também. E, claro, a frase será lembrada pelos adversários políticos.

Em suma: ao invés de exaltar as belezas naturais do seu estado, resolveu atacar o seu vizinho. Poderia ter ido dormir sem essa…

E você, o que pensa sobre isso? O centro nervoso da FIFA estará bem abrigado no Rio de Janeiro? Ainda: Eduardo Paes poderia ter ficado quieto?

– ‘Cousas’ do País da Copa

– 3 coisas que incomodaram nessa semana no mundo do futebol:

 

1) Leio na edição de Setembro da Revista Placar (pg 77 – por Jonas Oliveira): O estádio Mané Garrincha, que será o palco da Copa de 2014 na capital federal e se chamará “Estádio Nacional”, terá capacidade para 70.000 espectadores. Detalhe: em 2009, o estádio recebeu 24 partidas profissionais, TOTALIZANDO um público de 12.495 pagantes e renda de R$ 39.443,00. Ou seja, média próxima de 500 torcedores por jogo e de R$ 1.500,00 de renda. É assim que um estádio quer ser auto-sustentável? Em Brasília, ainda temos o Bezerrão e o Serejão, além de 8 estádios menores.

 

2) Vejo a regularidade dos atrasos no início das partidas de futebol do Campeonato Brasileiro! Se existem multas a pagar por atrasos, não vale a pena cobrá-las? Veja que interessante os horários de início dos jogos (os marquei me baseando pelo horário de Brasília – meu relógio está bem regulado e eu mesmo fiz a marcação):

ATLÉTICO MINEIRO X SÃO PAULO (18:30) – 18:35:27

ATLÉTICO PARANAENSE X CORINTHIANS (22:00) – 22:03:59

SÃO PAULO X FLAMENGO (22:00) – 22:05:24

SANTOS X BOTAFOGO (21:00) – 21:01:39

Será que 5 minutos de atraso são aceitáveis? Na Argentina, a punição é com a expulsão do treinador de quem atrasou (veja em: PUNIÇÃO DA AFA PELO CUMPRIMENTO DO HORÁRIO)

 

3) Amanhã, sábado, é dia do árbitro esportivo. E justo numa semana turbulenta para os árbitros de futebol, com má atuações e diversos problemas, nada há para comemorar. A propósito, aí vai a pergunta: O que você daria de presente aos árbitros de futebol?

 

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