– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ferroviária x Paulista

Dermival Benedito Gomes, 34 anos, Policial Militar, apitará Ferroviária x Paulista neste sábado. Seus assistentes serão Marcelo Zamian de Barros e Rafael Fernandes Coelho. O 4o árbitro será Raphael dos Santos Alves.

Não gostei da escala!

Explico: é estréia dele como árbitro na série A2. Em seu último jogo, ele trabalhou como 4o árbitro na partida entre Oeste 3 x 2 Velo Clube.

Puxa, numa partida importante, transmitida pela TV, a FPF coloca um novato? Respeitosamente, deveria estar escalado em um jogo mais fácil. Afinal, a Ferroviária briga pela liderança e o Paulista pela real recuperação no campeonato. E vejam só: nesta rodada, na série A2, apitarão Guilherme Cereta (aspirante da FIFA), Raphael Claus (FIFA, que apitou Palmeiras x Corinthians no Allianz Parque), entre outros nomes da série A1. De novo, em jogo do Paulista, há um estreante na divisão.

Vou parafrasear meu amigo Fernando Sampaio que, na rádio Jovem Pan, mandou um aviso ao presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, após a escala trágica de Ricardo Marques Ribeiro:

É hora do presidente do time trabalhar melhor os bastidores.”.

Esse alerta serve igualmente ao Paulista! Só em jogo do Galo que se testa árbitro?

Sobre Dermival, seu histórico na A3 e na série B (4a divisão) é de muito rigor. Gosta de aplicar o cartão vermelho pelas estatísticas e deixa o jogo correr (vide tempo de bola rolando em suas atuações); é bom árbitro, tem potencial, apesar de que, reitero, não gostaria de vê-lo estreando justamente nesse jogo.

Marcelo Zamian, o bandeira 1, é muito experiente. Tem 13 anos de carreira e ótima qualidade. Talvez sua escala seja para dar segurança ao árbitro (me perdoe a observação/ trocadilho: e olha que o juizão é PM…). Já o assistente 2 Rafael Fernandes fará apenas seu 2o jogo na série A2.

Para mim, ainda é uma incógnita o que o árbitro poderá fazer. Aguardo um bom jogo e torço para uma ótima arbitragem na partida.
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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×0 São Paulo, pela Libertadores da América

No começo, a partida mostrava poucos lances faltosos e nenhuma polêmica. Jogo fácil para Ricardo Marques Ribeiro, árbitro que eu não escalaria pela dificuldade técnica costumeira que apresenta

Conforme debatemos na análise pré-jogo em nossas mídias (Futebol Esporte Show no SBT – VTV Campinas/Litoral e TV Sorocaba, Rádio Difusora AM 810 e Jornal Bom Dia/ Diário de SP, além dos blogs) não seria novidade a chance de erros caso a partida mostrasse exigência. Apesar de ter evoluído nos últimos tempos, Ricardo ainda não faz jus ao escudo FIFA e era fraco para a partida. 

Dito e feito!

Bastou o experiente Emerson Sheik atazanar a arbitragem, Ricardo “virou o fio”.

Não foi o Sheik quem ganhou o jogo ou o árbitro quem perdeu. Foi o São Paulo quem nada jogou! Mas é necessário pontuar 3 situações em que o atacante corinthiano “engoliu o árbitro”.

1) Sheik, O RODADO: com toda a sua experiência, o atacante após fazer uma falta em Michel Bastos aos 40m do 1o tempo, cai em campo, solicita atendimento médico, sai de maca, gasta os tempos finais, esfria o jogo (naquele momento, o São Paulo estava atacando bastante) e o árbitro cai no engodo. Nada de acréscimos significativos ao término da etapa. 

2) Sheik, O ILUSIONISTA: cavar faltas é arte! Nem todos sabem segurar uma bola e esperar o contato físico que, muitas vezes, não é suficiente para impedir um atleta de seguir na partida. E neste quesito (ganhar a infração), Emerson é um artista! Encostou, caiu. O árbitro sucumbiu à malandragem do boleiro. 

3) Sheik, O INFRATOR: aos 22m do 2o tempo, Emerson empurra claramente o lateral Bruno pelas costas, e da falta não marcada surge a jogada do gol de Jadson. O árbitro nada viu e por isso não marcou. E aqui vale entender o erro: Ricardo Marques, naquele momento, está com a visão encoberta do lance pelo próprio corpo do Sheik, que encobre o uso do braço no adversário são-paulino. Se estivesse posicionado com visão lateral da jogada (e não por trás dela), certamente veria a infração. O mau posicionamento do juiz o traiu! Pense: se existisse o “desafio” (possibilidade de alguém da equipe que se sinta prejudicada solicitar a revisão da decisão do árbitro), Ricardo Marques iria até o 4o árbitro e assistiria no monitor a sua gafe; anularia o gol na sequência e reiniciaria o lance com tiro livre direto ao São Paulo no local em que Bruno sofreu a falta (desde que, após o lance da infração, não tivesse ocorrido nenhum lance de reinício do jogo – exatamente como aconteceu).

Enfim: o Corinthians jogou bem melhor do que o São Paulo; o placar foi justo; Sheik foi fundamental com a experiência tão necessária exigida pela Libertadores da América e o árbitro foi ruim, como de costume

Repito o que escrevi quando Ricardo Marques Ribeiro foi eleito o melhor juiz do Brasileirão 2014:

O futebol brasileiro teve um ano tão desastroso, tanto na Copa do Mundo quanto em torneios internacionais de clubes, que a premiação do árbitro mineiro reflete à altura o nível técnico do futebol jogado e a qualidade do jogo apitado“.

Por fim: me impressiona a apatia de Muricy Ramalho. Calculo que trabalhei por volta de 10 jogos com ele como 4o árbitro. Mesmo quando estava ganhando, ele me impressionava pois se mostrava agitado, irrequieto e atuante no banco de reservas. Nos últimos jogos, está “low profile” demais!

Está infeliz no clube ou tentando se conter depois dos problemas de saúde que teve?

A mim, comportamento estranho.
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– Aidar e a Relação com as Organizadas

Carlos Miguel Aidar, presidente do SPFC, acertou com o Corinthians que ambos pagarão 60 ônibus para as torcidas organizadas tricolores a fim de suprirem a carência logística do clássico desta 4a feira, em decorrência do término do horário tardio da peleja.

Algumas questões:

  • 1) No jogo de volta, o São Paulo bancará juntamente com o Corinthians a devolução da gentileza aos torcedores alvinegros, já que quando há jogo no Morumbi às 22h também existe problema de transporte público?
  • 2) Como fica o sócio-torcedor do São Paulo FC, que paga sua mensalidade em dia mas vê a Torcida Organizada ganhar ingresso, transporte e escolta gratuita para um clássico?
  • 3) Se você fosse dono de empresa de fretamento de ônibus, locaria seu veículo para essas organizadas?

E depois esses senhores presidentes vem a público e se isentam de relação com as torcidas organizadas de futebol. Que cara-de-pau…

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ATUALIZ: LINK COM OUTRAS INFORM:

http://saopaulofc.net/noticias/noticias/torcida/2015/2/17/ingressos-e-onibus-para-o-classico/

– É uma boa árbitro brasileiro no Corinthians x São Paulo de hoje?

O último jogo entre equipes do chamado “trio de ferro paulistano” em Libertadores da América foi aquele histórico Corinthians x Palmeiras no Morumbi, numa semifinal apitada (e  muito bem, diga-se de passagem) por Edilson Pereira de Carvalho (sim, o mesmo árbitro que se envolveu como protagonista da máfia do apito anos mais tarde).

No clássico paulista de hoje (SCCPxSPFC) pela mesma Libertadores, teremos Ricardo Marques Ribeiro. O que esperar dele? Seria uma boa a escalação de árbitro estrangeiro?

Compartilho texto publicado no blog “Pergunte ao Árbitro” sobre essa análise:

SCCP X SPFC

Ricardo Marques Ribeiro/MG apitará o clássico Corinthians x São Paulo pela 1a rodada da fase de grupos da Libertadores da América (Cleriston Barreto/SE e Guilherme Dias Camilo/MG serão seus bandeiras).

Bom ou ruim?

Ao menos, menor polêmica do que o imbróglio que envolveu a escala de árbitros para Atlético Mineiro x São Paulo em 2013 (Vide em http://is.gd/Jddz0Z a confusão criada por Alexandre Kalil).

A vantagem de um árbitro nacional, para alguns, é de que o juiz já conhece os times; sabe das virtudes e dos defeitos, prevenindo-se de simulações ou lances corriqueiros de punição. Claro, os jogadores também já conhecem o árbitro, e isso seria uma desvantagem, pois se aproveitariam de seus pontos fracos.

Já um árbitro estrangeiro, em tese, seria menos preocupado em “mediar” o jogo: apitaria sem o medo de veto ou de reclamações, pois viria ao país, faria sua arbitragem e iria embora no primeiro vôo. A desvantagem seria não “entender bem” o estilo de jogo das equipes em seu próprio país.

Com a globalização e os interesses políticos, isso mudou bastante: um árbitro argentino conhece a contento as equipes de ponta brasileiras e pode estudar seus vídeos na Internet. Porém, a pressão também aumenta: ou não nos recordamos da atuação de Carlos Amarilla no fatídico Corinthians x Boca? Sobre os lances estranhos e errados daquele jogo que eliminou a equipe brasileira, em: http://is.gd/CLP3he .

Enfim: se Ricardo Marques apita o jogo de ida, a lógica seria que o jogo de volta fosse apitado por Sandro Meira Ricci; afinal, são os dois árbitros brasileiros extra-oficialmente na briga para se tornarem os representantes do Brasil na Copa da Rússia em 2018.

Não acredito que para São Paulo x Corinthians no Morumbi tenhamos arbitragem paulista, já que Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira debutam na FIFA há pouco tempo.
Sobre a arbitragem, penso que Ricardo Marques apitará “a la brasileira”: segurará o jogo, não se preocupando em deixar a partida correr.

É importante lembrar: Ricardo Marques Ribeiro surgiu sem méritos no quadro da FIFA, com atuações ruins não fazendo jus ao escudo. Aos poucos foi melhorando sua qualidade de arbitragem, mas ainda comete erros infantis. Já Sandro Meira Ricci, na sua melhor fase ainda como árbitro aspirante, não levou o escudo FIFA. Quando conseguiu a honraria, fez atuações medianas, caiu de produção mas foi muito bem no Mundial-14, com ótimas atuações. Pós-Copa, um desastre! O ano de 2015 é para ele recomeçar.

E você, gostou da escala? Deixe seu comentário:
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– O discurso odioso do rebaixado!

Caramba! O pronunciamento do Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, na sua fala motivacional à sua diretoria, abre alas ou sei lá como se chama, em voz odiosa e com palavras maldosas, conclamando para uma guerra no desfile das escolas de samba foi impagável! Digno de registro a quem quer algo que NÃO REPRESENTE O ESPÍRITO CARNAVALESCO. Não tenho o áudio disponível, mas as emissoras de rádio mostraram, é só buscar na Internet.

Ridículo, a Liga deveria proibir declarações como aquela. Não pediu empenho, pediu ódio.

Carnaval não é alegria? Parecia uma convocação para uma luta ao inferno, e com “sangue no zóio”.

Busquem na Web, vocês se indignarão como eu. E como consequência, a Mancha Verde (ou Alviverde) caiu para a 2a divisão do Carnaval.

Já imaginaram se os jogadores e diretoria do Palmeiras agissem como a torcida faz em protesto contra o rebaixamento no Carnaval?
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– E quando Andrés trabalhará pelo povo?

O agora deputado federal petista Andrés Sanches será o superintendente de futebol do Corinthians na nova administração Roberto de Andrade.

Duas perguntas sobre isso:

1) Como nome político e com os pares que se relaciona muito bem, não seria Andrés mais forte do que o próprio presidente do clube?

2) Quando ele vai trabalhar em Brasília e fazer jus ao alto salário que recebe através dos impostos do povo? Afinal, me parece incompatível trabalhar no Parque São Jorge e simultaneamente em Brasília. Abdicará do mandato ou vai tirar uma licença não-remunerada?
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– Os estrangeiros e a queixa de Arrigo Sacchi

Os estrangeiros, em especial os negros, seriam a culpa do fracasso da Itália (da Seleção e dos Clubes) em competitividade atualmente?

Para Arrigo Sacchi, talvez. O ex treinador da Azurra, do Milan e do Real Madrid, à Gazzetta Dello Sport durante uma premiação, quando questionando sobre o momento do “cálcio”, disse que:

A Itália agora não tem dignidade ou orgulho, porque nós temos muitos estrangeiros jogando nas ligas sub-20: em nossas categorias menores existem muitos negros“.

Para alguns, isso soou racista, mas o próprio Sacchi tratou de lembrar que treinou muitos negros no Milan e nunca teve problemas.

Para mim, a queixa maior do treinador é: a perda da IDENTIDADE de uma equipe. Se você assistir jogos da Seleção Francesa, verá afrodescendentes e árabes predominando na Seleção. Nos clubes da Inglaterra, veremos jogadores de todas as partes do mundo. O londrino Arsenal já jogou sem nenhum inglês, bem como a Internazionale de Milão sem nenhum italiano.

E aqui no Brasil, corremos algum risco como esse? Deixe seu comentário:

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– Quem passará nos confrontos eliminatórios da Champions League?

Se no Brasil estamos carentes de grandes jogos, lá na Europa teremos a fase 2 da Liga dos Campeões.

Vamos palpitar quem vence cada confronto (sem torcida ou preocupação de erro/acerto, apenas “palpitaço”)?

  1. PSG x Chelsea – Para mim, o melhor jogo dessa fase! Repleto de brasileiros, clubes com muiiiiiito dinheiro (aliás, de investidores bilionários que desde que assumiram suas equipes não lucraram ainda) e com um treinador acima da média: José Mourinho. Em dois jogos, dá Chelsea.
  2. Manchester City x Barcelona – Como os Citizens da Inglaterra não conseguem ser decisivos, passará o Barça de Messi e Neymar.
  3. Bayer Leverkusen x Atlético de Madrid – Pelo que vem mostrando atualmente, Atlético, sem dúvida.
  4. Juventus x Borussia Dortmund – Pogba e Tevez versus time bem montado. Dá o time alemão!
  5. Schalke 04 x Real Madrid – Madrilenhos ganham na ida e na volta. Batata!
  6. Shakhtar Donetsk x Bayern Munich – Não confio no time ucraniano. O escrete de Guardiola passará fácil.
  7. Arsenal x Monaco – Arsenal passa, é mais equipe.
  8. Basel x Porto – O time da Suiça pode surpreender, mas ainda aposto nos portugueses.

Sinceramente, penso que 3 times são favoritos, e pela ordem, são eles: Real, Chelsea e Barcelona.

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– Valdívia e o tratamento carnavalesco

Que coisa!

O cara joga uma e descansa duas; volta ao campo e sai contundindo. Desfalca o time e vai se tratar no Chile. Exige preparador físico cubano e faz manha. Mas para pular carnaval… saúde refeita!

O que falar do Valdívia?

Chega a ser ridículo. Ele ainda não jogou por culpa da suposta contusão. Mas está em forma para pular e sacolejar tranquilamente nos trios elétricos de Salvador/BA.

Coitado do Palmeiras. Vai se livrar quando deste mico?
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– Os 7 mais relevantes erros da arbitragem de Corinthians 2×1 Botafogo

Marcelo Pietro Alfieri é boa pessoa, filho do ex-árbitro Clóvis Alfieri e tem 17 anos de carreira. Trabalhador esforçado, taxista, pouco conseguiu apitar na série A1 até então.

Tempos atrás, quando teve a oportunidade de apitar pela primeira vez um jogo do Corinthians na 1a divisão, fez uma péssima apresentação na partida Barueri 1 x 1 Corinthians (05/02/2008), desagradando as duas equipes e custando a sua volta da categoria Ouro para Prata. Foram erros por culpa do seu debute em jogos importantes e falta de experiência. Depois de 7 anos, voltou a errar (e bastante).

Vamos às situações mais discutidas? Aqui, ESCOLHI AS 7 MAIS IMPORTANTES:

1) 14m: A bola é lançada para Fábio Santos (COR), que aparece sozinho no ataque pela lateral. O bandeira 1 Alex Alexandrino (que estava mal posicionado) assinala impedimento. ERROU, havia um atleta dando condições ao zagueiro, longe da jogada.

2) 15m: Bruno Henrique (COR) lança para Luciano (COR), que tenta dominar a bola e bate involuntariamente em seu braço. O árbitro SE EQUIVOCA e marca falta de ataque.

3) 17m: Bruno Henrique vai cruzar a bola e ela bate no cotovelo de Halisson (BOT) à queima roupa e dentro da área. ACERTOU o árbitro em nada marcar, segue o jogo, pois o lance foi totalmente sem querer (lembre-se: não existe pênalti por imprudência, só por intenção).

4) 19m: Guerrero (COR) é lançado em impedimento, que não é marcado (ERROU de novo o bandeira 1). O peruano toca para Mendonza (COR) que a devolve para Guerrero (novamente em impedimento), só que agora ACERTADAMENTE (nesta segunda jogada) o bandeira marca o offside.

5) 40m: Fábio Santos (COR) vai dividir uma bola, há contato físico natural com o adversário Rodrigo Andrade (BOT) que na sequência lhe faz a falta. Entretanto, durante a dividida, sem querer a bola bate no braço de Fábio Santos. O bandeira 2 Fernando Gonçalves de Melo, próximo a jogada, entende que foi mão intencional e marca a falta a favor do Botafogo. ERROU, não foi mão do corinthiano e sim falta do botafoguense. Erro do bandeira e do árbitro, onde, como consequência, surgiu o cartão amarelo a Fábio Santos pela ironia e reclamação.

6) 41m: Erro bisonho do árbitro: após uma bola alçada na área, Guerrero (COR) pula juntamente com Dênis (BOT). Nenhum tranco, empurrão ou coisa que o valha. Guerrero cai na área com naturalidade de quem pulou para tentar a bola, não conseguiu e se desequilibrou. ALFIERI ERROU E MARCOU PÊNALTI… Se houvesse um AAA (os adicionais que existiam no ano passado), tenho certeza que este avisaria o árbitro do grande equívoco cometido.

7) 93m: Novo lance duvidoso: a bola é cruzada, Eli Sabiá (BOT) e Guerrero (COR) vão disputá-la. Na hora de pularem, Sabiá segura com a mão direita a camisa de Guerrero (aquele agarrão não tem força de impedir a continuidade da jogada). Mas com a mão esquerda, Sabiá empurra as costas de Guerrero. Se o peruano forçou e valorizou a queda, mérito dele. No campo molhado, em jogada pelo alto, aos 48m do 2o tempo sob a pressão do Itaquerão e na área do Corinthians, Eli Sabiá errou e deu todas as “deixas” para o árbitro marcar o pênalti ao se enroscar com o adversário. ACERTOU O ÁRBITRO EM LANCE DIFÍCIL.

Em especial, entre ERROS E ACERTOS ÀS DUAS EQUIPES, faço a inevitável pergunta: mas e se o atacante fosse do Botafogo e o zagueiro do Corinthians do outro lado do campo?

Marcaria o pênalti?

É parecida com a questão da expulsão de Cássio por cera na semana passada: e se o lance do Allianz Parque tivesse sido no Itaquerão?

Resumindo: TANTO CORINTHIANS QUANTO BOTAFOGO POSSUEM ARGUMENTOS PARA RECLAMAÇÕES.

O peso delas? Aí, é outra história…
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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×0 Guaratinguetá

Apenas 575 torcedores testemunharam a 1a vitória do Paulista FC na série A2 (sendo a Renda Bruta de R$ 8.190,00+ e a Renda Líquida de R$ 7.160,00-).

E como foi o árbitro Leomar Oliveira Nunes?

No primeiro tempo, bom. No segundo, razoável/ruim. Confesso que esperava um pouco mais do árbitro.

No 1o tempo, o jogo estava fácil e ele foi muito bem. Afinal, ocorreram poucas faltas e os atletas estavam se comportando adequadamente. No 2o tempo, ao perceberem certa acomodação do árbitro poupando cartões, aumentaram a virilidade das faltas e o Leomar contemporizou algumas punições.

1- FISICAMENTE, ótimo, nada a criticar pois esteve sempre em cima das jogadas.

2- DISCIPLINARMENTE, regular. Aos 50m, Tiago Santos (GUA, camisa 15) faz falta normal de jogo em Sandro Silva (PAU, camisa 5) e recebe cartão amarelo injustamente. Mas se ele excedeu de rigor nesse lance, 2 minutos depois o mesmo Tiago faz falta (mais forte) em Fábio Gomes e aí o árbitro preferiu advertir verbalmente. Aos 65m, Rômulo (PAU) dá entrada fortíssima em Augusto Silva (GUA) e o árbitro marca falta sem nenhum cartão aplicado. Aos 80m, Barão (GUA) abandona a bola e vai no corpo de Brendon (PAU), e nada de dar cartão que era OBRIGATÓRIO naquele lance.

3- TECNICAMENTE, razoável. O árbitro abusou da aplicação de vantagens, algumas acertadas e outras erradas. Em particular, por duas vezes Mamadeira (PAU) sofre a falta de Dinda (GUA) e ele manda seguir sinalizando a vantagem. Porém, Mamaderia perde a bola na sequência. Ora, vantagem nem sempre é posse de bola! Não é porque a bola está nos pés do jogador que a falta não deva ser marcada.

Enfim, nesta 5a partida do Paulista (sendo a 1a vitória), pela 1a vez o Paulista fez mais faltas que seu adversário: 23 x 13, sendo que Sandro Silva fez 7, Fábio Gomes 3 e Leandro Vicentim 3.

Será que o fato do time ser “mais pegador” ajudou na vitória?
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– Árbitro Brasileiro no Majestoso Internacional é bom?

Ricardo Marques Ribeiro/MG apitará o clássico Corinthians x São Paulo pela 1a rodada da fase de grupos da Libertadores da América (Cleriston Barreto/SE e Guilherme Dias Camilo/MG serão seus bandeiras).

Bom ou ruim?

Ao menos, menor polêmica do que o imbróglio que envolveu a escala de árbitros para Atlético Mineiro x São Paulo em 2013 (Vide em http://is.gd/Jddz0Z a confusão criada por Alexandre Kalil).

A vantagem de um árbitro nacional, para alguns, é de que o juiz já conhece os times; sabe das virtudes e dos defeitos, prevenindo-se de simulações ou lances corriqueiros de punição. Claro, os jogadores também já conhecem o árbitro, e isso seria uma desvantagem, pois se aproveitariam de seus pontos fracos.

Já um árbitro estrangeiro, em tese, seria menos preocupado em “mediar” o jogo: apitaria sem o medo de veto ou de reclamações, pois viria ao país, faria sua arbitragem e iria embora no primeiro vôo. A desvantagem seria não “entender bem” o estilo de jogo das equipes em seu próprio país.

Com a globalização e os interesses políticos, isso mudou bastante: um árbitro argentino conhece a contento as equipes de ponta brasileiras e pode estudar seus vídeos na Internet. Porém, a pressão também aumenta: ou não nos recordamos da atuação de Carlos Amarilla no fatídico Corinthians x Boca? Sobre os lances estranhos e errados daquele jogo que eliminou a equipe brasileira, em: http://is.gd/CLP3he .

Enfim: se Ricardo Marques apita o jogo de ida, a lógica seria que o jogo de volta fosse apitado por Sandro Meira Ricci; afinal, são os dois árbitros brasileiros extra-oficialmente na briga para se tornarem os representantes do Brasil na Copa da Rússia em 2018.

Não acredito que para São Paulo x Corinthians no Morumbi tenhamos arbitragem paulista, já que Raphael Claus e Luiz Flávio de Oliveira debutam na FIFA há pouco tempo.
Sobre a arbitragem, penso que Ricardo Marques apitará “a la brasileira”: segurará o jogo, não se preocupando em deixar a partida correr.

É importante lembrar: Ricardo Marques Ribeiro surgiu sem méritos no quadro da FIFA, com atuações ruins não fazendo jus ao escudo. Aos poucos foi melhorando sua qualidade de arbitragem, mas ainda comete erros infantis. Já Sandro Meira Ricci, na sua melhor fase ainda como árbitro aspirante, não levou o escudo FIFA. Quando conseguiu a honraria, fez atuações medianas, caiu de produção mas foi muito bem no Mundial-14, com ótimas atuações. Pós-Copa, um desastre! O ano de 2015 é para ele recomeçar.

E você, gostou da escala? Deixe seu comentário:
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– Análise Pré Jogo para a Arbitragem de Paulista x Guaratinguetá

Leomar Oliveira Neves, contador, 35 anos, apitará Paulista x Guaratinguetá.

Gostei da escala.

Um nome coerente à divisão e quem vem galgando seu espaço. Exatamente o inverso do histórico do árbitro do último jogo: Leomar vem trabalhando há muito tempo na FPF, subindo degrau por degrau, se solidificando em cada divisão e só aí sendo escalado em jogos mais importantes (Douglas Marques da Flores, juizão da última partida, havia pulado etapas conforme observamos e a falta de experiência atrapalhou a sua arbitragem no jogo contra o Santo André).

O árbitro deste próximo sábado é bem discreto em campo, apita firme mas não é autoritário. Jovem, tem sabido se impor quando necessário e não gosta muito de conversar. Não desperdiça cartões amarelo em seus jogos, é muito preciso disciplinarmente.

Renato de Oliveira Cardoso, 31 anos, motorista profissional será o assistente 1. João Guilherme Lopes, 36 anos, professor de Educação Física, será o assistente 2. Ambos ainda tem muito poucos jogos na A2 em suas carreiras.

Alysson Matias, 39 anos (14 como árbitro) e que já esteve aqui no Jayme Cintra como árbitro principal (numa infeliz atuação) em Paulista x Rio Branco na Copa Paulista será o 4o árbitro.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem.

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luís Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 Santo André

Não gostei da arbitragem de Douglas Marques das Flores.

Pareceu-me muito verde”, “cru”, carente de experiência. Me impressionou a rápida ascensão na carreira (já tendo apitado Corinthians 3×0 Marília pela A1, mesmo com 2 únicos jogos de A2 na carreira).

Faltou vibração ao juizão, deveria estar mais ligado no jogo, embora, sejamos justos, não teve influência alguma no resultado.

TECNICAMENTE, bobeou em alguns lances (e o jogo foi facílimo para se apitar): aos 18m, Jonas (STO) obstrui claramente Emerson (PAU) e ele manda o jogo seguir. Depois teve que colocar a bola para fora a fim de atender o jogador caído… Aos 20m, Erick Mamadeira (PAU) sofre falta e ele inverte. Inverteu um tiro de meta ao Santo André transformando-o em escanteio ao Paulista aos 25m. Sem contar o excesso de detalhes: faltas cobradas sem permissão milimétrica de posicionamento, tampouco permitiu cobranças rápidas de faltas.

DISCIPLINARMENTE, acertou nos 3 cartões amarelos da partida, mas faltou mostrar aos 57m a Jackson (STO) por retardar a cobrança de uma falta segurando a bola no chão.

Os bandeiras trabalharam bastante, mas me chamou a atenção o gol anulado aos 75 m em favor do Santo André por impedimento. Para mim, gol legal.

Em 2014, tivemos boas arbitragens no Jayme Cintra, e a medida que o time caia de rendimento, árbitros não tão gabaritados eram sorteados. Nesse 2015, parece existir um “pouco caso” na qualidade do sorteio…

Em suma: o árbitro precisa ganhar mais experiência para atuar na série A2.
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– Retardar o jogo será realmente punido no Paulistão?

Questionado pelo portal UOL sobre as expulsões de Cássio (Corinthians) e Cicinho (Santos) por cera, disse o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol:

Nós pedimos aos árbitros que cumpram as regras, algo que não vinha sendo feito em todas as oportunidades. Pedimos que eles fossem mais incisivos em algumas marcações, e os clubes foram avisados sobre isso em reunião realizada na federação.

Ok. Os árbitros cumpriram a regra. Os jogadores, acostumados à tolerância, estranharam. E aqui algumas questões:

  1. – Rodrigo Guarizzo e Raphael Claus (árbitros de Santos x Red Bull e Palmeiras x Corinthians, respectivamente) foram rigorosos e, por tabela, corretos. Por que nas outras 27 partidas do Campeonato Paulista os demais árbitros não usaram do mesmo rigor? Você assistirá as demais partidas realizadas e verá situações de perda de tempo semelhantes.
  2. – Na Europa, a demora é “quase a mesma”. Lá os árbitros estão “mais esquecidos” em fazer o jogo correr ou os jogadores, quando demoram,  fazem não por má intenção?
  3. – Veremos no restante do Campeonato Paulista outras situações como as do último final de semana?
  4. – As 20 equipes da A1 realmente foram avisadas?

Recordo-me que para coibir a cera que o goleiro fazia ao dominar uma bola com as mãos e a repor em jogo, criou-se a “regra dos 6 segundos”. Funcionou! Já imaginaram se o atleta que fosse cobrar o arremesso lateral, ao ter a bola em sua posse, tivesse 6 segundos para devolvê-la ao campo? Ou o goleiro que após colocasse a bola na marca da pequena área para um tiro de meta o mesmo tempo?

Lembre-se: a punição nesses casos de retardamento do jogo (cera) é aplicação da advertência por cartão amarelo, nunca por reversão.
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– Premier League receberá quase 8 Bilhões de dólares da TV. No Brasil…

A Sky Sports e a BT Sport, juntas, pagarão US$ 7,8 bi por 3 anos de campeonato inglês (A Sky transmitirá 126 jogos e a BT 42 por temporada). Na ponta do lápis, cada clube que jogar com transmissão da televisão receberá 15,5 milhões de dólares/jogo.

Aqui no Brasil, por 4 temporadas, a Globo pagou R$ 4 bi por todos os jogos em TV aberta.

Diferença sensacional, hein?

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– Paulistão que virou Paulistinha?

Hoje é dia de SanSão. Um clássico como Santos x São Paulo outrora era amplamente divulgado. Agora, passa batido numa 4a feira a noite.

Uma pena. Os jogos do Campeonato Paulista estão fracos, com pouco público e sem empolgação. Nível técnico sofrível! E diga-se o mesmo da série A2.

A verdade é que 20 clubes na A1 e na A2 é muita coisa! O ideal seria a redução: 12 ou 14, não mais do que isso.

Claro, geraria mais desemprego entre os clubes do interior (e eu como bom caipira fico triste com isso), mas é inevitável que os estaduais sejam repensados. Nele, atualmente, até jogão vira joguinho.

E observe: na 4a passada, tivemos Corinthians x Once Caldas pela TV aberta. Domingo, Palmeiras x Corinthians. Hoje, de novo, Once Caldas x Corinthians (mesmo quase nada valendo). O clássico SanSão é preterido por uma partida que só cumpre tabela!

Digo e repito: os Estaduais estão acabando com o Futebol Brasileiro pela sua deficiência. Eles deveriam ser subdivisões do Brasileirão, onde os pequenos jogariam o ano inteiro e os grandes teriam melhor calendário.

Tal idéia , sugerida em outra postagem, está no link: https://professorrafaelporcari.com/2015/01/26/campeonatos-jabuticabas/

Agora, vale a observação: por quê as Federações Estaduais sempre estão ricas e os clubes subservientes a esta situação? Algo tem que ser feito.

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– O ótimo exemplo de Thiago Silva!

Eu critiquei demais (e justamente) as reclamações do zagueiro Thiago Silva quando Neymar virou capitão da Seleção Brasileira. O chororô contra Dunga por perder a braçadeira foi irracional e indevido.

Porém, é inevitável elogiá-lo agora: na última partida do Campeonato Francês, o garotinho que entrava em campo com ele estava claramente com frio. Thiago não se fez de rogado, tirou seu agasalho e protegeu o mascotinho.

Gesto simples e providencial.

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=1S-VbUJsFQc

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Santo André, Rodada 4, série A2.

Douglas Marques das Flores, somente 29 anos de idade e 9 de carreira, natural de Rancharia e funcionário público, apitará o duelo entre os Campeões da Copa do Brasil da década passada na série A2 – Paulista de Jundiaí x Santo André.

Sinceramente, penso que ele ainda é um ilustre desconhecido no meio da arbitragem. É uma aposta da Comissão de Árbitros, que o está bancando para ser uma revelação (assim como foi o árbitro Paulo Sérgio dos Santos, de Independente x Paulista).

Estreou na A3 em 2013 (2 jogos), na A2 somente em 2014 (4 jogos) e na A1 em 2015, logo em um jogo importante: Corinthians 3 x 0 Marília. Sua atuação foi regular, deixando de dar algumas faltas e marcando outras que não foi. Mas o destaque dessa partida foi seu relato na súmula: reclamou do Itaquerão pois o ar condicionado do vestiário não funcionava.

Renata Ruel, 36 anos de idade e 10 de carreira será a assistente 1. Patrick Barduil, 26 anos de idade e 6 anos de carreira será o assistente 2 e estreará na série A2 em Jundiaí. José Cláudio Ribeiro será o 4o árbitro.

Tenho curiosidade de ver como atuará o árbitro em um jogo mais pegado do que apitou na A1 e de rivalidade histórica entre os times tradicionais do estado de São Paulo. Se não foi exigido no jogo do Coringão, certamente no Jayme Cintra será.

Boa sorte ao quarteto de arbitragem.

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– Até quando teremos violência entre torcidas de futebol? Um relato impressionante de quem nada tinha a ver com a briga!

No último clássico entre Palmeiras x Corinthians, tentou-se fazer o jogo com torcida única. Infelizmente, os esforços de gente de bem que queria evitar confusão foram atropelados pela demagogia e política.

Muita briga antes e depois do jogo. Depredaram um carro da Rádio Jovem Pan, a PM entrou em confronto com vândalos, palmeirenses organizados promoveram uma praça de guerra nas imediações, corinthianos quebraram o reservado em que ficaram no estádio.

Pra quê tudo isso?

Por causa de bola?

Durante a Copa do Mundo, houve um debate sobre o “torcedor almofadinha”, aquele que vai eventualmente ao estádio, que tira foto e gosta de mordomia (chamado pejorativamente de “torcedor coxinha”) versus o “torcedor sofredor, que sabe torcer pois está lá sempre e fica no povão” (aquele que vai regularmente ao estádio).

Ambos são bem aceitos nos estádios, são gente de paz! O problema é: as facções criminosas que se travestem de torcedores!

Chega disso. A Polícia Militar já não dá mais conta. Em breve, precisaremos do Exército nas portas dos estádios. São fanáticos, bandidos e vagabundos que acabam com o esporte.

Compartilho um relato do professor e advogado jundiaiense Douglas Mondo, pessoa de mais alto respeito e credibilidade na nossa sociedade e que presenciou uma das cenas mais tristes deste domingo, a postando em seu Facebook. O relato é claro e preciso, abaixo:

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– Palmeiras 0 x 1 Corinthians: Claus, o árbitro cumpridor!

Quando apareceu com maior destaque em uma ótima arbitragem numa semifinal do Paulistão (São Paulo x Santos), Raphael Claus passou a ser o “bola da vez” para a Comissão de Arbitragem. Com as saídas de Sálvio Spinola, Wilson Seneme e Paulo César de Oliveira do quadro da FIFA, Claus atropelou Guilherme Ceretta de Lima na luta pelo escudo e conquistou o ápice.

Em seu 1o jogo como FIFA neste domingo, justamente num importante Derby, mostrou que não quis administrar o jogo: deu cartão amarelo aos 52 minutos de jogo ao goleiro Cássio por fazer cera e novamente ao mesmo jogador aos 57m, também por cera. Conclusão: expulsão correta! Claro que Cássio vai reclamar que foi buscar a bola atrás do gol pois não a tinha visto e dirá outras desculpas, mas a verdade é que essa manha é velha.

Raphael Claus merece os aplausos não quis fazer vista grossa e “administrar o jogo”. É claro que surgirá a pergunta: e se fosse em Itaquera, faria a mesma coisa?

Fica a resposta no ar, que eu acho difícil responder.

Claus é um caso incrível: em alguns jogos de médio porte ou sem importância, se dispersa. Mas em clássicos e jogos decisivos, se agiganta!

Parabéns por cumprir a Regra.
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– E o Tira Teima da Globo errou de novo?

Está virando moda?

Novamente a Globo mostra um tira teima errando a linha do impedimento. Em Outubro de 2013, a vítima foi Aloísio “Boi Bandido” em um jogo entre Internacional x São Paulo, onde a animação da emissora colocou a linha sobre o corpo do jogador (e não sobre a parte mais avançada que lhe tirava a condição de impedimento).

Neste domingo, na Allianz Arena, para mostrar um “offside” de Guerrero, colocou a linha imaginária torta sobre a linha da grande área.

A imagem diz tudo, veja e conclua: o estádio está com marcação errada ou a Globo pisou na bola no tira-teima?
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Água Santa x Paulista

Para Água Santa x Paulista (Rodada 3) apitará Flávio Rodrigues Guerra, 35 anos, penapolense, professor de Educação Física, de muita experiência em clássicos na série A1 (e que apitou na última quarta-feira São Paulo 4 x 2 Capivariano no Pacaembu).

Gostei da escala. Árbitro conhecido e de bom porte físico. Não costuma se acovardar em marcações de pênaltis (sempre seus jogos costumam ter penalidades, característica que o marcou em um São Paulo 0 x 3 Palmeiras no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto).

Ao mesmo tempo que é rigoroso dentro da grande área, costuma deixar o jogo correr no meio campo. Faltinha de tranco mais forte? Sem chance dele marcar! E pelo fato do jogo ser na Rua Javari…

O bandeira 1 será o eletricista Marlon Spínola, que há tempos se destaca na A3 e na A2, buscando o seu “acesso à A1” (que deve ocorrer em breve). O bandeira 2 será o vigilante Leandro Almeida dos Santos, que vem batalhando na carreira. O quarto árbitro será Antonio Ferreira Oliveira da Silva, prof de Educação Física.

Se eu pudesse dar um conselho, ele seria: que o time jogue de pé, esteja encorpado pois o árbitro (que é bom) gosta de jogo corrido!
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– Explicando os 2 lances polêmicos de Corinthians 4 x 0 Once Caldas

Jogo típico de Libertadores da América na Arena de Itaquera. E foram dois lances polêmicos: a anulação do gol do Once Caldas e a expulsão de Paolo Guerrero. Vamos a eles?

1- GOL CONTRA DE RALF

A grosso modo, falar que um gol contra foi anulado por impedimento parece heresia. Mas não é bem assim. Entenda:

Na cobrança de uma falta, havia dois jogadores do Once Caldas em posição de impedimento e um terceiro atleta partindo de trás, em boa posição. A bola vai em direção ao primeiro atleta (o atacante Penco), e é interceptada por Ralf antes que o colombiano tocasse na bola, que marca um gol contra.

O gol deveria ser anulado ou não?

– SIM, DEVERIA E FOI ANULADO BEM. Ralf só tenta interceptar a bola pois seu adversário fatalmente iria dominá-la, e o atleta não tem condições de saber se ele está em impedimento ou não. Pelo fato do jogador do Once Caldas participar do lance interferindo contra um adversário (o motivo da participação do corinthiano na jogada foi evitar o domínio iminente dele), lance bem anulado.

Porém, se Ralf estivesse longe dos colombianos, distante do jogador que estava em posição de impedimento e a interceptasse sem ter o propósito de evitar o domínio adversário (imagine que estivesse entre o local da falta e de Penco) e desejasse colocá-la para fora simplesmente para evitar que chegasse à grande área, o gol deveria ser válido pois os adversários estariam em impedimento passivo. E aqui outro detalhe da regra: se nessa hipotética situação a bola batesse na trave e sobrasse para Penco, ele passaria de passivo para ativo por “ganhar vantagem de sua posição” e o gol já não seria mais válido (diferente do que aconteceu, pois o impedimento marcado foi por “interferir contra um adversário”).

2- CARTÃO VERMELHO PARA PAOLO GUERRERO

Patricio Loustau expulsou Guerrero aos 26 minutos do 1o tempo. Para mim, decisão difícil, certeira e corajosa. Camillo Pérez disputou uma bola com Guerrero de maneira viril, forte, típica de Libertadores. O colombiano estava “fungando em seu cangote” e a reação de Guerrero é desproporcional durante o revide. É nítido que ele tenta dar um tapa no rosto do adversário e o acerta. Aqui, é irrelevante se o colombiano fingiu ter sido nocauteado ou não, já que a regra diz que se deve expulsar um atleta por “agredir ou tentar agredir” um adversário. O tapa desferido por Guerrero foi intencional, embora pareça não ter sido tão forte. O azar do atacante peruano é que o árbitro estava muito bem colocado no lance e interpretou com retidão (e insisto: com coragem). Penso que se fosse um árbitro mais fraco expulsaria os dois atletas a fim de fazer a maldita “média”. Ou, se quisesse administrar o jogo, daria dois cartões amarelos. Para mim, correta expulsão por agressão, errou o corinthiano ao perder a cabeça.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 2 Guarani

E infelizmente o Paulista de Jundiaí conheceu sua segunda derrota na A2 em 2015. No jogo desta 4a feira a noite, uma arbitragem fraca que não interferiu no placar, mas que irritou por erros que não podem ser aceitos por alguém que um dia já esteve na série A1 e que tenta voltar à divisão.

Erros técnicos e disciplinares foram vistos logo no começo da partida. Vamos a eles:

Logo aos 4 minutos, na lateral esquerda do Paulista, o atleta de Jundiaí sofreu uma forte entrada de Bruno Pacheco (7 faltas no jogo) e o árbitro Márcio Roberto Soares não a marcou, tendo que parar o jogo depois para atendimento médico e reiniciar com… bola ao chão! Pensei que ele não tinha marcado a falta visando uma vantagem, mas não foi isso. Errou, era para marcar falta sem vacilar.

Aos 13 minutos, após cobrança rápida de escanteio, Erick Mamadeira tenta levantar a bola na área e Bruno Pacheco a intercepta com a mão pouco antes da entrada da grande área. Falta bem marcada, mas não aplicou o necessário cartão amarelo. É inevitável a punição com advertência para quem impede um cruzamento próximo da área penal de forma intencional com a mão. Errou de novo.

Já aos 41 minutos, Bruno Pacheco dá um carrinho limpo na bola, em disputa com Rômulo. Mas o árbitro se equivoca e marca falta, e ainda pune o bugrino com cartão Amarelo. Errou de novo.

No primeiro tempo, tivemos duas paralisações demoradas para o atendimento ao goleiro do Guarani, mas só 2 minutos de acréscimo. Ora, só o 1o atendimento levou tal tempo.

Com 55 minutos, Tiago Carpini acabava de entrar e seu 1o lance foi uma falta dura em Erick Mamadeira. Não deu o cartão amarelo nesse lance, mas deu em outro posteriormente, repetindo a mesma entrada de Carpini em Mamadeira. Se tivesse dado no 1o lance… Carpini seria expulso no 2o! Ou, em outra hipótese, não faria a falta.

Aos 80 minutos, um lance bisonho: o jogador do Paulista foi cobrar o arremesso lateral, o árbitro indicou o local da cobrança e a bola foi recolocada um pouco a frente. A orientação é de que se tolere aproximadamente 2 metros para frente ou para trás, e foi dentro desse limite. Mas o árbitro marcou reversão… Ué, foram inúmeros outros laterais cobrados com muito maior distância e nenhum outro revertido?

Quase no apito final: Sandro Silva aos 90 minutos deu uma entrada fortíssima em Paulo Roberto, que poderia render o cartão vermelho. Nem falta foi marcada, o time do Guarani reclamou muito; imediata e sabiamente o treinador Roberval Davino substituiu o jogador, evitando que ele sofresse um revide.

Alguns acertos:

1- Quando os atletas perceberam certo vacilo do árbitro em marcações, tentaram simular faltas não marcadas. Foi bem o juizão em não cair nesse engodo.

2 – Acertou na não marcação do impedimento num bate-rebate fora da área onde Leandro Vicentim cabeceou para trás e armou o ataque para Watson. Como a bola foi recuada da defesa para o atacante adversário, não existe impedimento. Ali, houve correção do bandeira Sérgio Cardoso dos Santos em deixar seguir a jogada e o zagueiro do Paulista acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

No fiel da balança, os erros foram muito mais numerosos que os acertos. E uma curiosidade que pode dizer muito: no jogo contra o Independente (domingo), o Paulista cometeu 9 faltas e sofreu 29. Contra o Guarani (ontem), cometeu 9 (de novo) e sofreu 27. Para mim, isso mostra que os adversários estão cometendo faltas táticas em excesso (aquelas que matam o jogo e não deixam a partida fluir), além de que o Paulista está no ritmo do total fair play.

Por fim: é impossível não observar o detalhe da arbitragem do 1o gol do Guarani: – Rafael Caldeira, zagueiro campineiro de grande estatura que estava na grande área esperando a cobrança de escanteio a favor do seu time, reclamou com o árbitro que estava sendo agarrado, levantando suas mãos querendo demonstrar que sofria o agarrão mas não estava revidando. O juizão, antes de autorizar a cobrança, chamou a atenção do jogador do Paulista que o marcava. O marcador soltou o adversário, o escanteio foi cobrado e o zagueiro, totalmente livre de marcação, cabeceou para o gol! O árbitro não teve culpa, mas… o jogador jundiaiense o obedeceu ao pé-da-letra!

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– A Regra do Salário em Dia será cumprida?

O Futebol retoma suas atividades, e tanto o Paulistão (pela 3a vez) quanto o Brasileirão terão a “Regra do Salário em dia”. Ou seja, o Regulamento Geral das Competições prevê que o clube que não ter suas obrigações salariais cumpridas, pode perder pontos ou até ser excluído.

Alguém acredita que isso acontecerá? Sobre isso, duas coisas:

1- Será que todos os times estão com salários em dia? Eu duvido.

2A FPF ou a CBF, em seus torneios, terão coragem de tomar tal medida? Duvido-e-o-dó!

Estou para ver Flamengo ou Corinthians perderem pontos por salários atrasados. Medida demagógica e que não será aplicada. E, caso fosse, teriam peito de tirar pontos da maior parte dos clubes brasileiros, já que o incomum é ver jogador com salário em dia?

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– Bahia quer inovar com a camisa regata. Poderá jogar?

A torcida do “Bahêa” estava curiosa: o time jogaria com o inovador uniforme da Penalty para altas temperaturas ou não?

Calma: a tecnologia não era a respeito do tecido, mas do formato: regata!

Me recordo que a Puma fabricou algo assim para a Seleção de Camarões, mas não foi possível jogar com ele pois a Regra do Jogo diz que as camisas “devem ter mangas. Assim, a marca alemã improvisou: fabricou uma camisa normal, onde a cor verde desenhava uma regata e as mangas pretas se confundiam com os braços dos atletas negros africanos.

Portanto, o Bahia não poderá jogar oficialmente com seu uniforme sem mangas. A Penalty improvisará algo?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Guarani

Márcio Roberto Soares, árbitro da cidade de Guarulhos, estudante, 35 anos, apitará Paulista x Guarani pela segunda rodada da série A2.

O árbitro começou sua carreira no ano 2000 e rapidamente chegou a série A1, quando o Cel Marinho criou o “Ranking dos Árbitros”. Entretanto, há muito tempo não apita um jogo da primeira divisão, tendo trabalhado como árbitro adicional assistente e quarto árbitro nas últimas temporadas.

Apesar de ter bastante experiência, ainda não se firmou na elite da arbitragem. Me parece estar tentando reconstruir a carreira. É um árbitro que deixa o jogo correr bastante e acompanha as jogadas de perto.

Sérgio Cardoso dos Santos, 38 anos, será o assistente 1. Adriana de Almeida Filho, 39 anos, a assistente 2. Ambos são Professores de Educação Física e com vasta experiência na série A2, não tendo trabalhado ainda na A1. Rafael Gomes será o 4o árbitro.

Sinceramente, não gostei da escala. Nada contra o árbitro, que está lutando pelo seu espaço ou pelos bandeiras que galgam jogos como esse, mas sim pela importância do jogo! Se compararmos que em outras partidas da A2 tivemos a escala de árbitros como Marcelo Rogério ou Philippe Lombard, bem experientes na A1 e tecnicamente melhores, penso que a FPF subestimou o jogo.

Independente disso tudo, torço para que o quarteto faça uma boa arbitragem!

Em tempo: Faleceu na última 2a feira Dalmo Gaspar. Dalmo, jundiaiense que jogou pelo Santos de Pelé e marcou o gol decisivo do Bicampeonato Mundial de 62, foi também comentarista da Rádio Difusora AM e curiosamente jogou pelo Paulista e pelo Guarani, que se enfrentam nesta 4a feira. Será que a diretoria dos dois clubes estão combinando alguma homenagem?

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, reportagens de Luís Antonio “Cobrinha” de Oliveira, análise da arbitragem de Rafael Porcari.

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– A Discussão da Mudança de 3 Regras do Futebol acontecerá em breve!

A Assembléia Geral da IFAB (a International Board, a “dona” das Regras do Futebol), que acontecerá no final deste mês na Irlanda, já enumerou 3 discussões:

1) Proposta da FIFA de uma 4a substituição em jogos que existirem prorrogação;

2) Proposta da Escócia e Inglaterra que permite que um jogador substituído possa retornar ao campo de jogo;

3) Proposta da UEFA que sugere a não-expulsão de um jogador que comete uma falta na grande área, pois a entidade reclama que em lances de pênalti com a aplicação de cartão vermelho existe o chamado “Triplo Castigo”. Ou seja: falta na área vira penalidade máxima (castigo 1); o jogador recebe cartão vermelho e está automaticamente suspenso de um próximo jogo (castigo 2); e, logicamente, tem que abandonar a partida (castigo 3).

Haverá ainda um aprofundamento em debates sobre o uso da tecnologia permitindo replays a fim de ajudar aos árbitros, assim como a permissão do “desafio”, quando treinadores ou capitães poderiam pedir a revisão de tomada de decisão do árbitro – mas aqui só ocorrerão discussões, pois previamente se acertou que não haverá mudança a partir dessa assembléia.

Nenhuma proposta da Conmebol será discutida, tampouco de algum país sulamericano (pois elas não ocorreram).

A falta de idéias é proporcional à falta da boa qualidade de futebol jogado por aqui ultimamente?

O que você acha dessas ideias? Deixe seu comentário:
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– O 3 é a prova do Paulistão sem empolgação!

Jogos fracos tecnicamente. Adversários frágeis. Pequenos se apequenando cada vez mais.

Sem polêmicas dentro de campo, começou o Campeonato Paulista em suas 3 divisões, com vários clubes jogando em outras praças devido a interdição de estádios.

Mas o tom do campeonato será ditado pela facilidade dos times grandes da capital frente aos clubes do interior?

Esqueça o mando de jogo e veja os placares:

Palmeiras 3 x 1 Audax

Corinthians 3 x 0 Marília

São Paulo 3 x 1 Penapolense

Santos 3 x 0 Ituano

Parece que o Estadual não empolgará. Pior: as “remarcações” de partidas chamam a atenção. Vide a praça esportiva que mais jogos teve nessa abertura de certame: A RUA JAVARI!

Pois é, o simpático gramado da Moóca recebeu 3 jogos profissionais (da A3 e da A2), sob chuva e sob sol em 24 horas!

Nacional 0 x 1 Barueri – 16h do sábado

Juventus 3 x 0 Osasco – 10h do domingo

Independente de Limeira 1 x 0 Paulista de Jundiaí – 16h do domingo.

E imaginar que com tanta Arena importante, quem realmente quebra o galho da FPF é a do pequenino Juventus…
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– O Novo Neymar é Bem Melhor!

Eu era um dos críticos do comportamento do garoto santista Neymar. Eu e muitas outras pessoas!

Reforço: crítico do COMPORTAMENTO, nunca da qualidade do futebol dele. Afinal, não sou maluco.

A verdade é que a então jovem promessa do Santos era um menino diferenciado com a bola nos pés, mas ainda irresponsável.

Lembram do desnecessário chapéu no zagueiro Chicão, na Vila Belmiro, com a bola parada e após a marcação de uma falta? Ali ficou a dúvida: deboche de um moleque malandro ou ingenuidade de um jovem em início de carreira?

A verdade é que o Neymar do Barcelona-ESP é diferente do Neymar do Santos FC. Quando subiu para o profissional, abusava das simulações de falta. Caia mais do que o normal, se jogava descaradamente e, utilizando-se do seu dom nato da qualidade técnica, perdia-se na ousadia com a ironia. Prova disso foi o emblemático gesto do árbitro americano no amistoso de inauguração da Red Bull Arena em New Jersey, onde o Santos fez um amistoso e após uma das inúmeras simulações o juizão apontou o dedo ao santista e sinalizou que não marcaria mais faltas nele! Pudera, era difícil saber o que era “falta real” ou “falta virtual”.

Conforme foi amadurecendo, Neymar foi aprendendo. Dois treinadores devem receber os aplausos: Muricy, que o ajudou com muita orientação; e Renê Simões, quando treinador-adversário que declarou em 2010 após um jogo contra o Atlético Goianiense na Vila Belmiro:

Em nome dessa arte de jogar futebol, da qual eu sou partidário, estamos criando um monstro. Temos que fazer um dossiê pelo número de vezes que ele se joga. A televisão tem que mostrar. O que esse rapaz tem feito é inaceitável. Algo precisa ser feito, Neymar tem de ser educado logo. Desse jeito, ele vai virar um monstro. Fui ao Dorival dizer que estava certo ao repreendê-lo. Neymar, hoje, não é um homem, nem um grande jogador, É UM PROJETO DISSO TUDO. Fiquei decepcionado com o futebol dele depois desse episódio. Torno a pedir educação a ele, por parte dos árbitros e do clube.

Felizmente, para o bem do futebol brasileiro, Neymar passou de “projeto” para REALIDADE e se reeducou.

Hoje, cai muito menos, provoca o adversário jogando muita bola (e não debochando com lindos dribles de malabarista “para o lado”), dá excelentes entrevistas falando muito bem, e, apesar da pouca idade, já arrisca ser líder da Seleção Brasileira e do próprio Barcelona.

Claro, o staff que ele tem deve ser responsável por isso também. É inegável que o ótimo gerenciamento da sua carreira (até mesmo em episódios delicados, como o caso de assumir o seu filho com uma moça menor de idade e se mostrar um ótimo “pai solteiro”) tem o ajudado muito.

Nesta última semana, sua brilhante atuação diante do Atlético de Madrid e as discussões nas quais o atleta se envolveu suscitaram um curioso debate: jornalistas espanhóis questionaram o seu treinador, Luiz Henrique, se o futebol ofensivo de Neymar era provocativo. E a resposta foi interessante:

É preciso ver o perfil dos jogadores e a nacionalidade deles. Os brasileiros veem o futebol como algo para jogar se divertindo. A Espanha é um país curioso, onde ofende mais um drible do que quatro ou cinco entradas fortes. Somos assim. Tire o futebol, o samba e outra coisa de um brasileiro que já não será mais brasileiro. Eles têm outra maneira de entender o jogo. Que Neymar siga desfrutando dessa alegria e nos faça desfrutar dela”.

Gostei. As botinadas – essas reais – que esse Neymar mais “low profile” está levando não estão sendo discutidas, mas sim o jogo de bela plástica!

Que os árbitros espanhóis (fracos tecnicamente) preservem o garoto. Afinal, ele é a esperança brasileira (ao menos, ele é a maior certeza) para a formação do escrete canarinho visando a Copa da Rússia em 2018.
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– Análise Pré-Jogo para Independente x Paulista, A2

Paulo Sérgio dos Santos (agente de segurança, natural de Andradina/SP, 10 anos de carreira), apitará a estréia do Paulista contra o Independente de Limeira na Rua Javari, pela Série A2.

Boa ou má escala?

Boa. Pelo que vi do árbitro na Copa SP (ele atuou em 2 jogos), seu estilo de arbitragem é prudente, parando as jogadas mais fortes (lembremo-nos que na Copa Paulista, em Limeira, o Galo Jundiaiense sofreu com as entradas mais fortes do Galo Limeirense). Isso indica que o juizão vai procurar segurar o jogo no quesito violência e estará atento as jogadas de contato físico mais ríspidas. Como a partida é na Rua Javari (de dimensões pequenas), recomendo ao treinador Roberval Davino: treine jogadas aéreas e cobranças de falta, pois certamente teremos muitos tiros livres marcados e a bola chegará mais ao gol pelo alto, já que a tendência de disputa truncada e o estilo do árbitro não permitirão o jogo pelo chão. E um recado: evite reclamações, pois o árbitro não gosta disso e, até pela sua formação rigorosa, deverá punir com cartão amarelo qualquer manifestação.

Para Paulo Sérgio, o jogo é muito importante para alcançar uma chance na série A1. Nos últimos anos, apitou 6 jogos da série A2 e também já atuou no Futsal. Em jogos do Tricolor de Jundiaí, trabalhou como Árbitro Adicional no jogo entre Oeste de Itápolis x Paulista, sendo discreto na partida. Portanto, para 2015 tem que entrar focado, determinado e mostrar serviço para conseguir impressionar a Comissão de Arbitragem.

Boa sorte ao Árbitro. Desejo sucesso a ele nessa oportunidade, sabendo que possui condições de galgar vôos mais altos.

Acompanhe o jogo ao vivo pela Difusora JP Sat AM810, com o time forte do esporte sob o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo, análise da arbitragem de Rafael Porcari. O jogo será às 16h, mas a jornada esportiva começa logo às 15h.

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– 5 candidatos declarados de oposição à presidência da FIFA?

Pois é, nessa semana alcançamos o número de 5 presidenciáveis oposicionistas à sucessão de Blatter como presidente da FIFA (além dele próprio). São eles:

Luiz Figo, português, ex-jogador;

Michael Van Praag, holandês, presidente da Federação Holandesa;

Jerome Champagne, francês , diplomata e ex-dirigente da FIFA;

Ali Bin Al Hussein, jordaniano, príncipe e representante da FIFA para a Ásia;

David Ginola, francês, ex-jogador.

E aí: dá para acreditarmos em boas perspectivas para o futebol com esses nomes?
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– Chelsea x Liverpool não teve pênalti de queimada!

Semi-Final da Copa da Liga Inglesa: Chelsea x Liverpool fizeram um jogão!

Mas o lance didático da arbitragem que me chamou a atenção- 4 minutos de jogo, Diego Costa toca a bola para Willian, que a chuta dividindo o lance com Lucas Leiva. Espirrada, a bola bate no braço do volante do Liverpool que tentaria um carrinho.

Diego Costa reclama de mão na bola. Os demais companheiros que estavam próximos timidamente se manifestam. Mourinho alega que há um complô contra ele e o Chelsea!

Como os lances de times ingleses não são disponíveis tão facilmente na Internet por culpa dos direitos de exibição, não tenho a imagem. Mas sabem aquela subjetividade do lance, aquela “intenção disfarçada” que no Brasil se tornou por algum tempo “pênalti de queimada” (bateu, marcou)?

Pois é. Foi desse jeito. Sem intenção alguma a bola bateu, mas quem reclamou foi, curiosamente, um brasileiro artilheiro que gosta de marcar gols e um treinador português que reclama da própria sombra.

Para o árbitro inglês e demais jogadores, sem polêmica alguma. Mas se o jogo fosse pelo Brasileirão… pênalti!
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– Até quando se modificará nome de time?

A Globo não aceita, de jeito algum, o tal de “Marketing de Emboscada”. Ou seja: citar nome ou filmar anúncio de empresa que não é sua parceira.

Exemplos?

Às vésperas da Copa de 1994, a Bhrama patrocinava o futebol da emissora. Em um dos amistosos da Seleção Brasileira, a Kaiser resolveu comprar todas as placas publicitárias em um jogo do Canadá. Lembram-se dessa partida? Foi transmitida grande parte com o lateral esquerdo sendo filmado da cintura para baixo, cortando o atleta para não parecer a marca da cervejaria concorrente nas placas em volta do gramado.

Quando o Paulista de Jundiaí foi arrendado pela Parmalat, a empresa colocou uma das suas marcas no nome do time: Etti Jundiaí! Claro, para a Globo virou Jundiaí FC…

E o Pão de Açúcar? Quando Abílio Diniz resolveu investir no futebol e começou a fazer sucesso, em especial nas categorias de base, qualquer menção ao clube (em especial na Sportv durante a Copa SP de anos atrás), referia-se ao time como PAEC (paéqui).

Neste último domingo, seguindo a lógica da Fórmula 1 onde a equipe Red Bull Racing se transforma em “RBR”, no jogo amistoso entre Palmeiras x Red Bull o time virou “RB Brasil”!

Se não bastasse isso, mudaram o distintivo do time sem o nome da empresa de energéticos que é dona do time. Aí a Globo se superou…

Sem contar que ela não costuma citar estádios com Namings Rights: Arena Itaipava? Allianz Parque? Esqueça!

Será que se a Red Bull comprasse uma cota do Paulistão ela mencionaria o nome?

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