– Relembrando quando um grande que caiu para a 2a divisão estadual! Ou não?

Quando se senta em “mesa de bar”, torcedores adoram sacanear uns aos outros. “Cornetar o adversário” é algo divertido para muitos! E com o advento da Internet, ficou mais fácil ampliar o número de debatedores e/ou gozadores. Claro: pela quantidade, cai a qualidade e surgem os “trolls” – os chatos que tumultuam uma boa discussão.

Escrevo isso às vésperas do início da série A2 do Campeonato Paulista, competição que o meu querido time do coração, o Paulista FC da minha Jundiaí, disputará a fim de retornar à elite paulista.

E qual o motivo desse texto?

É que me recordo que, certa feita, quando o Paulista esteve na divisão que antecedia a principal divisão estadual de São Paulo (foi em 1990), Eduardo José Farah remodelou os torneios a fim de modificar as divisões do Futebol Paulista visando a temporada de 1991 (o Galo parou na A3, a duas divisões da elite).

Na época, previa-se que a inchada Primeira Divisão de 90 (com 24 clubes) fosse fundida com a Divisão Especial (que era a de acesso). Assim, DAS DUAS DIVISÕES SURGIRIAM OUTRAS 3 MAIS ENXUTAS PARA 1991: A1, A2 e A3. No discurso, não existiria rebaixamento naquele ano, mas “readequação”, já que até hoje os torneios são chamados de “1a divisão módulo A1, 1a divisão módulo A2 e 1a divisão módulo A3; a série B é chamada de 2a divisão módulo único. Entretanto, na prática, são 4 divisões atualmente.

O São Paulo FC ficou de fora dos 14 melhores colocados que formariam a A1 de 1991 e jogou na A2 (o Paulista de Jundiaí, a uma divisão da elite, foi “reclassificado para a 1a divisão, módulo A3”) mas um adendo ao confuso regulamento previa que, no mesmo ano de 1991, os 5 melhores da A1 e os 3 melhores da A2 se cruzariam e disputariam o título – conquistado pelo próprio São Paulo.

Naquela época, muitos noticiaram que o São Paulo caiu em 1990 para a segunda divisão do estadual. O próprio Telê Santana, em entrevista ao Roda Viva, conta que ”apesar de ter jogado a 2a divisão em 1991 conseguiu ser campeão e reerguer o time” (veja em: http://is.gd/nx5aub). Jornais daquele ano noticiaram o fato (abaixo).

Aí ficaremos com a eterna discussão: o São Paulo caiu para a segunda divisão?

Alguns dirão que SIM, já que disputou a A2 e foi campeão paulista no mesmo ano por um regulamento esdrúxulo. Outros dirão que NÃO caiu pois não havia rebaixamento oficial e a fórmula previa tudo isso.

E você, o que acha? Caiu ou não caiu?

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– O Zero poderá valer mais do que o 45 no Paulistão?

O Campeonato Paulista 2015 começará neste próximo final de semana. Já falamos muitas coisas sobre o torneio, mas há algo a se discutir: quem foi o gênio que criou tal fórmula de disputa?

Reparem o seguinte: como as equipes de um mesmo grupo não se enfrentam, podem “zerar” no torneio. Ou seja: os 5 times poderão encerrar a competição com nenhum ponto dentro da mesma chave. É utópico, mas possível.

A ironia é: o clube com zero pontos que tiver sofrido menos gol desse grupo se classifica para as semifinais, já que o melhor de cada chave assegura classificação. Só que os 4 piores do campeonato (não é o pior de cada grupo) são rebaixados. Portanto, o clube campeão pode ter a mesma pontuação do rebaixado! E um clube com 45 pontos pode ficar de fora da fase 2, de acordo com essa lógica.

Coisa de louco!

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– Palmeiras 3 x 2 Red Bull e o Gol Mal Anulado

Estar lutando pelo empate e no último minuto ver o gol legal ser anulado dói, não?

Wilson Júnior deve ter sentido essa dor. Eis que no final da partida amistosa no Allianz Parque, o jogador do time-empresa “caçula da série A1” sofre uma falta do zagueiro do Palmeiras, rapidamente se levanta e fica com a posse de bola, cruzando para Edmilson marcar o gol de empate, 3o do Red Bull no jogo.

Porém… Regildênia Moura, a árbitra da partida, se equivoca e não aplica a lei da vantagem, marcando a falta e anulando o gol.

Lembre-se: posse de bola não significa vantagem; você precisa avaliar uma série de circunstâncias:

1) local da infração (se está na defesa, um zagueiro não prefere vantagem; ou no bico da grande área, se a equipe tiver um bom batedor de faltas, preferirá que se dê a falta);

2) onde ficou a bola (em que posição o jogador que dominará a bola está: entre diversos marcadores ou sozinho?),

3) intensidade da falta (se foi violenta, melhor parar o lance a fim de atendimento médico), e

4) clima do jogo (se o ambiente de disputa estiver ruim…).

Nessa jogada de Wilson Júnior era para dar a vantagem. Lance clássico! Entretanto, a alegação é que a falta foi marcada logo após a infração do palmeirense. Se foi isso mesmo, errou a árbitra em não esperar a jogada se definir; ou seja, precipitou-se. Se apitou depois do domínio de bola, errou ainda mais, pois o jogo fluía favorecendo a quem sofreu a falta.

Regildênia é uma pessoa simpática, ótima árbitra, tem um condicionamento físico espetacular (corre mais do que os homens em testes físicos) fez uma boa partida até os 85 minutos, mas pecou nesse lance.

E você, o que achou da arbitragem?

Deixe seu comentário:

(Assista ao lance aos 2’50” do vídeo, link em: http://www.youtube.com/watch?v=1EXwpwBu-1s)

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– Campeonatos Jabuticabas

Daqui alguns dias começarão os Campeonatos Regionais. Tirando os de São Paulo e o do Rio de Janeiro, os demais não dão chances aos pequenos. E esses mesmos pequenos paulistas e cariocas, todos sabemos, estão falidos.

Os pequenos precisam das verbas desses torneios para sobreviverem, e elas existem não por eles, mas pelos grandes.

É sabido que as potências não querem jogar os Campeonatos Estaduais. Mas também não se movem para evitá-los (com exceção, o Atlético Paranaense que tem disputado em seu estado com o Sub 23).

Será que esses torneios não poderiam ser melhor espaçados no calendário? Ou que fossem divisões locais de acesso às nacionais?

Na Inglaterra, existe a Northern Premier League, que congrega times regionais das 7a e 8a divisões e que permitem aos clubes (se tiverem condições financeiras e técnicas) a chegarem à badaladíssima Premiere League (1a divisão). Por quê não podemos ter série E, F, G representando os Regionais? Cravo que um jogo entre Paulista de Jundiaí x Bragantino valendo acesso da 6a divisão para a 5a Nacional levaria mais público do que valendo a queda da 1a divisão para a 2a do Estadual.

Para mim, a resposta para que não se discuta para valer o fim dos regionais (os quais, confesso, sou apaixonado mas entendo a dificuldade financeira do modelo) é clara: a perda de Poder das Federações Estaduais!

No ano passado, Rogério Ceni questionou:

O que vale ganhar o Paulista?

Vencer o Paulistão só vale o status. Mas se perder… o time grande sofre com a pressão!

Algo tem que ser feito. Não dá para abrir um Morumbi para o São Paulo jogar com público de 5.000 pagantes contra o Monte Azul, enquanto o clube gostaria de estar excursionando pela Ásia ganhando dinheiro e treinando. Ao mesmo tempo, não dá também para XV de Piracicaba, Noroeste, América de Rio Preto e tantos outros times tradicionais montarem times para apenas 3 meses e fecharem as portas.

Quem aceitará ceder? Os times grandes continuando com o assistencialismo, clubes pequenos fechando as portas de vez ou as federações estaduais abrindo mão do poder?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Corinthians x Botafogo/RP, final da Copa São Paulo

Thiago Luís Scarascati, Limeirense, 31 anos, microempresário, apitará a final da Copa SP de Juniors.

Na competição, apitou apenas 2 jogos: Ituano/SP 1 x 0 Internacional/RS e Comercial/PI 0 x 9 Fluminense/RJ.

Em 2014, Scarascati apitou só 1 jogo da 1a fase da competição; além disso, trabalhou como árbitro central em 2 jogos da série A3 e 3 jogos da série A2. Seu destaque maior foi como AAA na série A1 (ou, se preferir, árbitro adicional), onde esteve em quase todas as rodadas.

O curioso é que foi uma quantidade de jogos muito parecida como em 2013: só 1 jogo na Copa SP (Audax x Criciúma), 2 na A2 e 1 na A3, além de inúmeros jogos como AAA na A1.

Tal escala demonstra claramente: a oportunidade ao árbitro está à frente dele! De regular coadjuvante como AAA na primeira divisão, uma boa arbitragem nesse jogo de destaque poderá lhe render mais jogos na série A2 e a tão sonhada estréia como árbitro principal na série A1.

Do pouco que me recordo da sua arbitragem (o árbitro tem 10 anos de carreira), me lembro dele como alguém que deixa o jogo correr e arrisca nas vantagens. Bom sinal para quem gosta de “jogo jogado”.

Enfim: desejo boa sorte ao árbitro e torço para que suporte a pressão de uma final de grande importância.

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– “Dedo do Meio” não rende Vermelho? E as brigas das Organizadas?

No domingo, Corinthians x São Caetano jogaram na Arena Barueri pela Copinha e houve confronto entre torcedores e policiamento. Pedradas, “borrachadas” e muitos pontapés foram flagrados, tudo isso pois houve excesso de público durante a entrada e o jogo já havia se iniciado.

Na 4a feira, Vasco x Flamengo jogaram longe do Rio de Janeiro, lá em Manaus. Mas um simples amistoso de verão foi marcado por brigas entre torcidas organizadas. Cadeiras quebradas, avarias na Arena da Amazônia e prejuízo pago pelo contribuinte.

Nesta 5a feira, São Paulo x Corinthians jogaram em Limeira (no Estádio Major Levy Sobrinho, que estava sem laudo e que apareceu às vésperas da confirmação da partida). Após o jogo, o previsível quebra-pau entre as torcidas.

Esses bandidos (há outro nome para quem depreda patrimônio alheio e usa da violência para qualquer discussão?) não tem espírito esportivo algum. Estão soltos, destilando seu ódio futebolístico simplesmente por culpa do seu próximo vestir outra camisa. Intolerantes e perigosos, deveriam estar na cadeia.

O que leva uma pessoa a sair em bando, teoricamente perdendo dia de serviço, gastando dinheiro e largando em casa a família, apenas pelo bel-prazer de brigar? A maioria nem assiste aos jogos, vai lá só pela confusão.

Essas pessoas vivem de quê? Quem os sustentam? A troco de quê arranjam confusão?

Tudo injustificável… Conheço algumas pessoas que pertencem à torcidas uniformizadas, mas que não se misturam aos bandos organizados de guerra. Essas, vão para assistirem futebol, na folga do trabalho, sem sacrificar mulher, filho ou a saúde. Gostam de esporte!

É incompreensível às pessoas civilizadas em entender a mente de quem quer assassinar seu próximo pelo fato de torcer por um time de futebol diferente do seu. Não sei se é apenas problema educacional ou há a questão da psicose!

Some-se a isso o problema do próprio jogador de futebol despreparado a lidar com tal questão: que tal o gesto de Gabriel Vasconcelos, do Corinthians, após marcar o 3o gol da sua equipe e mostrar o dedo do meio em gesto obsceno à torcida adversária? Mesmo flagrado, disse não estar arrependido e que faria de novo.

Pior é que tal comemoração deveria ser punida com cartão vermelho (por incitar a violência), o que não aconteceu. O garoto será punido pelo TJD e ficará fora da final?

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– O “Salário” dos Árbitros será justo para 2015?

Ser árbitro de futebol tem seus percalços costumeiros na carreira. Mas financeiramente vale a pena?

Você sabia que um árbitro ganha por jogo, não por remuneração mensal?

Pois é: se ele apitar, recebe. Se ficar em casa o mês inteiro (mesmo que tenha treinado 31 dias, ido às enfadonhas reuniões e reciclagens), não recebe nada.

E isso aqui é para discutir: considerem que no Paulistão um árbitro de ponta apite 2 ou 3 jogos por mês. Se for da FIFA, receberá R$ 2.770,00 por partida apitada (valores atuais). Se não for, ganha R$ 2.215,00. Mas o Campeonato Paulista tem somente 3 meses… E aí você tem que pagar INSS, ISS, IRPF e Sindicato dos Árbitros, além da taxa de inscrição anula dos árbitros.

Se você se machucar, vai para o “INPS”… E o custo dos seus treinos é por conta própria (equipamentos, tênis, pomadas, alimentação específica, personal trainer, etc).

Na A2, que dura pouco tempo também, o árbitro apita 2 jogos/mês e olha lá (afinal, tem muita gente no quadro de árbitros) e ganha menos: R$ 1.050,00. Na A3, R$ 775,00. E na Copa Paulista, R$ 390,00!

Considere que um árbitro mediano (fora do restrito quadro nacional da CBF) apite 4 jogos da A1, 4 da A2 e 4 da A3. Faça uns 5 jogos da série B e fique 1 mês na geladeira (pensa que não tem gancho ou veto?). Apite depois alguns jogos do Sub 20 e Sub 17. Este árbitro arrecadará mais ou menos R$ 22.000,00/ano. Se a alíquota do ISS é de 5%, lembrando que a do IRPF também é alta, que o Sindicato desconta alguns trocados (e se for do quadro nacional, paga ANAF)… Se bobear, não sobra líquido R$ 1.400,00 mensais (sem subtrair o custo-treino citado) e sem direito a 13o, Férias ou FGTS (claro, a FPF prefere agir assim do que fazer o correto, que seria ter seus árbitros, em número limitado, como profissionais dedicados e pagar seus direitos trabalhistas). E esses árbitros assinam um documento dizendo que recebem dos times mandantes dos jogos como prestadores de serviços e que são autônomos (para fugir do vínculo empregatício).

Avalie: Jogam Corinthians x São Paulo na final da A1 e o jogo está 0 x 0. Aos 48m do 2o tempo, Rogério Ceni divide com Paolo Guerrero e um suposto pênalti pode decidir o título. Cada um recebe por mês quase R$ 500 mil, e quem decide se foi falta ou não recebe um pouco mais de “1 Barão”, se colocar na ponta do lápis. Irônico?

A estratégia é muito boa: Sindicato nunca têm rugas com a FPF e todos são felizes. Ou já viu greve, manifestação ou algo que o valha?

Isso é… Brasil-sil-sil!

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– Eurico estava sóbrio ao falar do Cariocão?

Enquanto o Brasil rediscute o calendário do futebol e critica cada vez mais os Estaduais (em especial, os grandes clubes que desejam dedicação aos torneios nacionais e internacionais), Eurico Miranda vai na contramão, declarando nessa semana ao jornal Extra que:

O Carioca é muito mais importante que o Brasileiro ou a Libertadores. A sede do Vasco é no Rio de Janeiro, minha maior rivalidade é no Rio de Janeiro. Eu faço questão de prestigiar. O Carioca é a minha prioridade nesse ano.

Que mentalidade dos nossos dirigentes! Vasco da Gama x Duque de Caxias seria mais glamoroso e rentável que Vasco da Gama x Boca Juniors? A Copa do Brasil (criada pelo próprio Eurico nos anos 90 enquanto dirigente da CBF) leva à Libertadores que leva ao Mundial de Clubes. O Campeonato Carioca leva ao quê? Não vale dizer que à Copa do Brasil, pois os clubes grandes já estão previamente classificados para ela…

Discordo totalmente do cartola. E você?

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– Incoerência sobre a Regra do Patrocínio no Futebol?

Me custa entender: se o Ituano quiser usar a marca de cervejas Schincariol em sua camisa (empresa símbolo da cidade de Itu) ou o Paulista desejar usar espumantes Cereser (tradicional fabricantes de bebida de Jundiaí), não poderão. Motivo: bebidas alcoólicas não podem ser patrocinadoras de camisas de clubes de futebol. Esqueça ver a Bhrama e todo o seu poderio financeiro nas costas do uniforme do São Paulo ou da Antártica na do Palmeiras. Isso graças a uma regulamentação do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que proíbe anúncios de bebidas e cigarros em equipes esportivas.

Entretanto…

Por muito dinheiro, Marco Polo Del Nero assinou um acordo com a Cervejaria Petrópolis, dona de diversas marcas de cervejas, entre elas, aquela cujo naming rights estampará o torneio: Paulistão Itaipava 2015, desbancando a Chevrolet, último patrocinador.

Só para eu entender a legislação brasileira: não se pode patrocinar quem corre com a bola nos gramados com marcas de bebidas alcoólicas no uniforme; mas, ao mesmo tempo, se pode colocar placas publicitárias estáticas mostrando o nome da cerveja a todo instante?

Aliás: mais um patrocínio milionário que a FPF recebe. Os clubes devem estar contentes com a divisão do bolo, não é? Afinal, a Federação é a união dos clubes cuja função é servi-los.
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– A Inversão de Mando no Paulistão 2015

Leio que Audax x Palmeiras será jogado no… Palestra Itália (ou Allianz Arena, se preferir).

Pode mudar o mando de jogo, fácil assim, a troco de dinheiro?

Se o Estádio José Liberati (em Osasco) ou o Pacaembu (na Capital) não servem para o Grêmio Osasco Audax receber o Palmeiras, não deverão servir para as outras equipes também. Afinal, se o time foi promovido para a A1, tem que ter condições de jogar em sua casa como mandante! E isso como Direito e como Dever, diante da justiça do Campeonato. 

Entretanto, se a questão é meramente financeira (receber mais público que caberia em sua casa), deveria jogar em qualquer outro estádio, menos no campo do adversário!

Quando tivermos Audax X Capivariano, pelo princípio da equitatividade, deveria mudar o mando para Capivari! E assim com Audax x XV de Piracicaba e demais jogos.

Claro, o Palmeiras terá um facilitador que é jogar em casa (embora, em tese, seria favorito em qualquer praça). Não gosto disso. Pra mim, é favorecimento ao Palmeiras ser “visitante” em sua própria arena e esportivamente imoral!

A FPF permitiu essa inversão; por regra, tem que permitir quaisquer outras! Que tal a Linense, a fim de ganhar mais dinheiro, pedir alteração de Linense x Corinthians do Estádio Gilberto Siqueira Lopes para o Itaquerão?

Deixe seu comentário!
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– A Declaração de Pobreza do Damião

Leandro Damião ficou com os salários atrasados e entrou na Justiça para sair do Santos FC. Entretanto, junto ao processo, fez uma (pasmem) Declaração de Pobreza! Alegou que ganha pouco (aproximadamente R$ 500 mil) e não dá para pagar nem o advogado.

O problema é que o Santos ameaça denunciá-lo às autoridades por falsidade ideológica, financeira, imposto de renda, sei lá o quê, já que de fato não é pobre e mentiu!

Claro que o Damião foi “cara de pau”; mas o Santos, em querer melar a liberação, idem! Afinal, quem não paga salário (salário é algo sagrado) não pode reclamar de nada.
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– Vamos ajudar Dalmo Gaspar?

Dalmo Gaspar, companheiro de Pelé e bicampeão do mundo pelo Santos FC, sofre do “Mal de Alzheimer”. E como todo jogador daquela época, vivia do futebol sem ganhar as cifras milionárias que hoje os boleiros recebem.

De classe média, a família vive em Jundiaí (Dalmo jogou pelo Santos, Guarani e Paulista) e vem tendo dificuldades no tratamento. Sua esposa, dona Rosa Gaspar (com que completa 50 anos de casamento), além da sua filha Ana Paula Gaspar, estão tentando de todas as formas manter o tratamento, hoje custeado em R$ 7.000,00. Entretanto, os médicos pedem para que ele seja internado em uma clínica especializada, já que a doença está progredindo muito e ele nem se lembra mais dos próprios familiares, aumentando os custos em mais R$ 4.000,00.

Ana Paula colocou a leilão a medalha do Bicampeonato Mundial, a um valor de R$ 15.000,00, a fim de ter algum fôlego nos próximos meses devido a essa despesa extra. Sensibilizada, a Associação dos Jogadores Veteranos do Santos Futebol Clube, através do ex-goleiro Lalá, resolveu impedir a venda da lembrança e ajudar com uma campanha de doação, premiando as pessoas com uma camisa autografada pelos atletas contemporâneos daquela época.

Para ajudar, basta depositar qualquer quantia a partir de R$ 10,00 para:

FAVORECIDO: Dalmo Gaspar e/ou Ana Paula Gaspar

CPF: 131.134.968-53

BANCO SANTANDER (033)

AGÊNCIA: 0040

CONTA CORRENTE 01-002507-3

Envie o comprovante para o email santosfc-masters@hotmail.com com Nome, Telefone e RG para concorrer ao sorteio, que ocorrerá no dia 28 de fevereiro.

Tive o prazer de conhecer Dalmo Gaspar há 20 anos, quando ele foi falar graciosamente às crianças pobres assistidas da “Fundação Cidade dos Meninos” a respeito dos valores do esportista – sempre lembrando de: lealdade, amizade, disciplina e a necessidade de fugir das drogas e dos maus elementos.

Quem puder colaborar e repassar, estará fazendo uma grande ação solidária.

Informações extraídas do Bom Dia Jundiaí (Fábio Estevam e Picôco Bárbaro) e Jornal de Jundiaí.

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Dalmo x Garrincha no Pacaembú, 1962, extraído de dnasantastico.com

– O que esperar do Paulista FC e o que podemos fazer?

E o início da série A2 se aproxima. Com ele, também a esperança do torcedor jundiaiense em um novo momento a ser construído pelo Paulista Futebol Clube.

Curto e grosso: o que o Galo poderá fazer em 2015?

A resposta é simples: sem dúvida, resgatar o respeito perdido pelas trapalhadas e infortúnio do ano passado. Se alcançar esse objetivo, terá feito o suficiente!

Pelo que se percebe, tudo parece ter começado bem. O grupo de notáveis personalidades da cidade age com transparência e dedicação, doando seu tempo e trabalho em prol do clube. Como são pessoas que não dependem do futebol nem sugam seus recursos (como se vê na maioria dos “beneméritos diretores amadores” dos times brasileiros, onde a exploração de verbas financeiras dos clubes é nítida), as ações são realizadas com o único e maior intuito que o Tricolor da Terra da Uva poderia receber: a ajuda desinteressada de benesses pessoais a troco do re-engrandecimento necessário do Paulista. E o acerto é maior ao basear o projeto no histórico de auto-sustentabilidade comunitária do PSV da Holanda, quando o município de Eindhoven passou a abraçar o time após a saída dos aportes de dinheiro da principal empresa que bancava o clube.

Que o Velho Paulista, de dívidas quase que impagáveis e de triste desempenho em 2014, sucumba e ceda lugar para o Novo Paulista, mantendo do antigo a história mais que centenária, a tradição e a paixão da torcida, mas de maneira economicamente saudável e responsavelmente administrado. Quero crer que o objetivo maior – voltar à série A1 do Paulistão – possa ser alcançado ainda nessa temporada, embora o discurso é outro e sensato: não cair para a A3 e sanear as contas. O desejo declarado é subir em 2016, a fim de não criar uma ilusão ou falsa expectativa.

Penso que neste ano teremos mais torcida; afinal, é típico do torcedor brasileiro (e não será diferente da maioria dos de Jundiaí) que apareça mais gente no estádio na iminência do sucesso de um acesso do que em uma campanha de possível fracasso e rebaixamento. Lutar para subir traz mais gente do que lutar para não cair. E estes torcedores “de momento” se juntarão àqueles que sempre estiveram nos momentos ruins, durante a derrocada tanto no Jayme Cintra como em outras praças. Cativar mais torcedores será fundamental!

É momento de colaborar, de juntar competências como se tem feito. As ações positivas e a mudança de clima já são visíveis, e que cada força viva da cidade possa doar um pouco do seu esforço e talento para ajudar o Galo.

Humildemente, como jundiaiense e entusiasta que sou, venho oferecer uma pequena contribuição; uma idéia antiga a ser pensada: a ajuda às categorias de base com a “Escola de Regras de Futebol”, que seria o ensinamento aos jovens das noções e conhecimentos da Regra de Jogo, a fim de ajudá-los a evitar cartões desnecessários e aproveitar os inúmeros detalhes que existem no futebol para tirar proveito e maior rendimento. Prontifico-me até a criar uma grade e ajudar na orientação, sem interesse em contrapartidas ou qualquer coisa que o valha; gratuita/graciosamente, apenas para ajudar nosso glorioso Paulista com a minha experiência de 16 anos na atividade de árbitro de futebol da FPF. E, ressaltando, saber das Regras do Jogo é muito importante para o aprimoramento também ao elenco do time profissional – condição sine qua non nos dias de hoje.

Recordo-me dos benefícios visíveis de se saber detalhes da regra transformando-os em resultados positivos. Alguns exemplos:

1) Ronaldinho Gaúcho parado na área se fazendo de cansado esperando uma cobrança de lateral, iludindo o SPFC no Morumbi num pseudo-impedimento pela Libertadores;

2) Roberto Carlos cobrando um escanteio que resultou em gol contra a Portuguesa após o gandula estar no bico do tiro de canto com uma bola na mão, pegando a Lusa desapercebida esperando autorização desnecessária do árbitro pelo Paulistão;

3) A União Barbarense de Paulo Comelli surpreendendo o Palmeiras numa cobrança rápida de falta, onde a bola foi tocada sem que os alviverdes percebessem e o chute virou um gol indefensável à meta de Marcos.

Como se vê, nas Comissões Técnicas deveriam existir (na medida do possível) um orientador de arbitragem. O futebol é interessante também por causa disso: o profissional trabalha sem conhecer as 17 regras e seus detalhes; ou seja, desconhece aquilo que normatiza o seu próprio ofício.

Responda rápido, caro leitor: quais são as 17 regras da Lei do Jogo de Futebol?

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– E aí? Viu como é difícil? O tempo foi suficiente para se lembrar delas?

Em 2014, pudemos acompanhar o lateral Jeff Silva levando cartão amarelo após cobrar um arremesso lateral totalmente errado, estando fora da posição correta e tentando justificar que “era para trás”; David Macedo sendo expulso por discutir com a arbitragem; Dinelson sendo suspenso por revidar falta não marcada que virou vantagem; e por aí vai.

Enfim: se todos nós pudermos dar uma contribuição ao Paulista dentro das nossas expertises, certamente o Galo fará um bom campeonato.

Independente de como possamos ajudar, fica o convite: acompanhe o Galo no estádio e sintonize o AM 810 da Difusora Jovem Pan Sat, torça na escuta do Time Forte do Esporte, sob o comando de Adilson Freddo e toda a sua equipe. Ainda: leia tudo sobre as análises das arbitragens dos jogos do Tricolor no Bom Dia Jundiaí em nossa coluna virtual e na coluna impressa; e, não se esqueça, visite o “Pergunte o Árbitro” (pergunteaoarbitro.wordpress.com), blog especializado no assunto.

Façamos uma corrente positiva para que o Paulista FC, um dos símbolos mais queridos e representativos de Jundiaí, volte a galgar resultados dignos de sua grandeza e dê alegrias ao torcedor, conquistando as crianças e reconquistando os mais antigos aficcionados!

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– Neuer é melhor do que Marcos ou Rogério Ceni?

Responda rápido: qual o melhor goleiro que você viu jogar?

Eu me impressiono demais com o que dois míticos goleiros fizeram em suas carreiras: Marcos e Rogério Ceni.

No auge, tanto o palmeirense quanto o são-paulino foram indubitavelmente insuperáveis. Quem foi melhor? Aí é difícil responder.

Leio os elogios constantes ao goleiro alemão Neuer. Sem dúvida, incrível também. Mas se o compararmos com Marcos embaixo da trave dentro da pequena área, não há diferença. E se a comparação for com Rogério Ceni com a bola nos pés e jogando como goleiro-líbero, idem.

Parece que descobriram somente agora essa história de “goleiro avançado”. Ora, se jogassem a carreira toda na Europa e em times de ponta, Marcão e Ceni deveriam também terem sido indicados (em seus auges na carreira) à Bola de Ouro. E se Neuer jogasse no mesmo nível aqui na América do Sul, duvido que seria lembrado.

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
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– Clubes pedindo Bençãos a quem lhes Maltrata!

E a posse do novo (mas não tão novo) presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, na última 6a feira dia 09?

Todos os mandatários de clubes ali presentes aprovaram tudo por unanimidade. E fizeram algumas declarações sobre a administração do futebol paulista que nos faz questionar: “De que futebol estavam falando e de qual administrador”?

Clubes pequenos falidos, ditadura instaurada, campeonatos com baixo público, times com as calças arriadas. Esse é o verdadeiro panorama do estado de São Paulo! Mas, para quem leu o Twitter da FPF durante o evento, pensou que estavam falando de outro tipo de administração.

Veja o que disseram alguns cartolas, chega a ser engraçado de tão forçado:

– Senerito Souza, do UNIÃO MOGI: Foi uma boa gestão. Desde que assumiu, Marco Polo fez um ótimo trabalho e esperamos essa continuidade;

– Ernesto Garcia, do OESTE: Em time que está ganhando não se mexe. A FPF vem provando que está no caminho e só evoluiu nesta gestão; 

– Téo Feola, do RIO BRANCO: Agradeço ao Marco Polo pela moderna gestão e por ele ter dado continuidade aos bons trabalhos;

– Claudia Arroyo, do MONTE AZUL: Agradeço ao Marco Polo pela democratização entre os times;

– Ednaldo Costa, do MARÍLIA: A gestão do Marco Polo foi perfeita, pois o futebol paulista evoluiu muito. Espero que em 2015 continue assim;

– Genilson Santos, do NOVORIZONTINO: A gestão foi positiva, as competições se fortalecem a cada ano. O futebol paulista é o melhor do país;

– Beloto, do UNIÃO SÃO JOÃO: A FPF sempre foi muito parceira. Temos que agradecer à FPF pela preocupação com os times menores; 

– Ivo Ferraz, do XV DE JAÚ: A gestão do Marco Polo foi excelente, contribuiu muito com os times do interior. Espero que siga assim em 2015; 

– Victor Muniz, do SEV-HORTOLÂNDIA: A gestão foi positiva. A FPF realiza um trabalho muito bem executado, aproximando os clubes da 2ª divisão;

– Dario Furlan, do UNIÃO BARBARENSE: Só tenho a agradecer ao Marco Polo pelo que fez à frente do futebol paulista, mudando e revolucionando; 

– Benevides Ferneda, do SÃO JOSÉ EC: O trabalho do Marco Polo foi muito bom;

– Vampeta, do OSASCO AUDAX: Que o futebol paulista continue muito forte. Dou os parabéns ao presidente e torço pelo sucesso de Marco Polo;

– Sidnei Maluza, da SANTACRUZENSE: Um trabalho muito bom e no âmbito geral foi um trabalho perfeito do Marco Polo e continuará assim;

– Altair Bueno, INTER DE LIMEIRA: Marco Polo modernizou o futebol paulista. A FPF sempre nos ajudou bastante. Aposto em bons frutos; 

– Paulo Sabino, do GUAÇUANO: A FPF é um exemplo de federação a ser seguido e creio que a tendência é só melhorar. Não temos o que reclamar;

– Hélio Marcondes, do Taubaté: A gestão do Marco Polo foi muito boa para os times paulistas, acredito que ainda vai melhorar bastante coisa.

Pena que a FPF não mostrou o rosto dos declarantes. Assim, não dá para saber se eles falaram com os rostos rubros de vergonha ou já se acostumaram com tal subserviência.

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– Dudu é complicado pra chuchu!

Virou piada: na 2a, o jogador Dudu é do SPFC. Na 3a, do Corinthians. Na 4a, voltou a melar o negócio. Na 5a, acertou com o SPFC e na 6a está perto do Corinthians.

Para que a gozação da novela fosse completa, só faltava que, ao final de semana, nem o Tricolor e nem o Timão acertassem com o jogador. E não foi isso o que aconteceu? Surpreendentemente, Dudu vai jogar no Palmeiras!

Quer dizer que o São Paulo ofereceu 3,5 milhões de euros e pagamento num curto prazo; a oferta do Corinthians era de 4 milhões, mas com prazo mais longo; e por fim o Palmeiras adquiriu 50% do jogador por 3 milhões.

Bom negócio?

Sei lá… Particularmente, eu via com receio a disputa do atleta, que tem média de 0.20 gol por jogo e histórico de confusões extra-campo. Me parecia mais uma disputa birrenta de dirigentes do que a briga por um craque. Aliás, Dudu é um atacante de contra-ataque. Mas não é nem Muller tampouco Edmundo. Supervalorizado?

O certo é que o Palmeiras deu um chapéu nos seus rivais. Dá moral ao presidente Paulo Nobre e o jogador ocupará a titularidade do Verdão.

O tempo dirá se o tiro não saiu pela culatra. A única certeza é que esse Dudu passa longe do histórico Dudu, o original e lendário Olegário Tolói de Oliveira.

Em tempo: Sílvio Luiz, o folclórico narrador, publicou em seu Twitter que encontrou Bruno Paiva (filho do ex-jogador Mário Sérgio e empresário do Dudu) dentro de um supermercado, e que ele garantiu que todas as negociações do jogador estavam paradas. Minutos depois… Dudu acertava com o Palmeiras por R$ 100 mil reais a menos do que pediu ao São Paulo.

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– A FIFA e seus critérios malucos de reembolsos

US$ 2,800.00! É esse o valor que cada clube de futebol será reembolsado como diária pela cessão de atletas para a Copa do Mundo, independente do salário e da sua qualidade.

Pela lógica, o Custo-FIFA de Jô, centroavante reserva da Seleção Brasileira, é o mesmo do argentino Lionel Messi.

Coisas de Battler: na prática, o Real Madrid ganhará por ter liberado Cristiano Ronaldo (que recebe mais de 1 milhão de euros por mês) o mesmo cheque que o time do Borac Banja Luca pela liberação de Asmir Avducic, o 3o goleiro da Bósnia Herzegovina.

Eu discordo desse critério. E você?
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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Paulista x Cacerense

Será que a FPF não acredita na classificação do Paulista para a segunda fase na Copa São Paulo?

Talvez. Digo isso pois há claramente uma divisão por “blocos” de escalas nesta derradeira rodada da 1a fase.

– Para os jogos de times grandes, estão escalados árbitros da série A1.

– Para os jogos de times médios em partidas decisivas, árbitros da série A2 e A3.

– Para os jogos que times pequenos ou médios/grandes que apenas cumprem tabela, árbitros novatos. E é nesse rol que se encontra a arbitragem do jogo do Galo Jundiaiense.

Embora tenha chances matemáticas, vejo a escala do árbitro Luís Antonio de Souza, 30 anos de idade e 5 anos de carreira para esse sábado como um certo desprezo da FPF.

Luís apitou jogos do Sub 11 no seu 1o ano de carreira; sub13 no 2o ano; sub 15 no 3o; sub 17 no 4o e agora tem a oportunidade de trabalhar em uma categoria Sub 20.

Pela juventude e ascensão paulatina, deve ter suas qualidades. Só me incomoda que o critério de escalas não foi equitativo a outros clubes na mesma situação.

Ao contrário do árbitro, o bandeira no 1 Alex Alexandrino é bem experiente, tem 15 anos de carreira e já trabalhou em vários jogos da Série A1, inclusive no Jayme Cintra. Garantia de bom trabalho.

O bandeira 2 Fernando Afonso Gonçalves Neto também é jovem, 6 anos de carreira mas já trabalhou na série A2.

Sempre disse que a Copa SP é para testar e revelar árbitros. Gosto dessa idéia. Mas só testar em jogo do Paulista (como na rodada anterior) não me agrada.
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– As críticas ao Futebol Carioca e o modelo Nortecoreano de administrar o Esporte

O valor começa a partir de R$ 50.000,00! E não é de premiação, ao contrário, de punição!

É isso o que propõe a Federação de Futebol do Rio de Janeiro: em seu regulamento geral das competições, determinou que, se existir alguma declaração considerada contrária, depreciativa ou ofensiva aos interesses do campeonato carioca, o clube ou o dirigente será punido. Mas se a equipe pedir desculpas em até 48 horas e publicá-las em seu site, a multa cai para 50%.

A ideia do presidente Rubens Lopes é prestigiar o Cariocão durante as comemorações dos 450 anos do RJ.

Gozado: eu pensava que campeonato forte não seria baseado em elogios forçosos ou críticas veladas, mas sim com grandes equipes, jogadores de boa qualidade, gramados em ótimas competições e organização inquestionável. Parece que os dirigentes cariocas pensam diferente…

Se censura a crítica fosse sinônimo de prestígio e de bom torneio, teríamos os campeonatos norte-coreano, cubano e chinês à frente do inglês, alemão, italiano…

Claro, não podemos fazer muita coisa. Afinal, se está difícil renovar jogador de futebol, quiçá dirigente!

#GERMANY7x1#BRAZIL. E a vexatória hastag continua bombando (e se justificando) nas federações de futebol.

Rubens Lopes ou Kim Jong Un?

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– Que nota você daria para os árbitros em 2014? Acredite: a Arbitragem do Brasileirão (oficialmente) foi a melhor dos últimos 7 anos!

No judaísmo, o 7 era o número que representava o infinito: Perdoai 70 X 7, disse Jesus ao ser questionado. Aos supersticiosos, o 7 é um número cabalístico de sorte. Além disso, um antigo dito popular diz que “7 é conta de mentiroso”…

Talvez seja por esse emotivo que é difícil acreditar que, justo no ano em que tivemos as marcações polêmicas de bola na mão transformadas em mão na bola, a arbitragem do Campeonato Brasileiro tenha sido, aos olhos dos dirigentes do apito da CBF, a melhor dos últimos 7 anos, através das notas avaliadas.

Cá entre nós: crer que dos 380 jogos do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez nenhum árbitro tirou nota abaixo de 6.00, é ingenuidade (embora as notas oficiais recebidas justifiquem). Pela primeira vez nos últimos 7 anos, nenhum árbitro levou nota “ruim” e tivemos o melhor percentual de notas “ótimo” nos mesmos 7 anos.

A média geral das notas dadas pelos observadores de árbitros da CBF foi de 8.44, sendo que 98,6% foram consideradas boas, ótimas e excelentes; só 1,4% foram notas consideradas de atuações “aceitáveis”.

Repito: são notas registradas e oficiais. Mas na prática, foram justas?

Nem mesmo o maior entusiasta do apito acreditaria nesse número, tampouco os próprios árbitros.

O problema é que a “maquiagem” dessas avaliações se dá não pela cartolagem, mas por observadores ultrapassados, medrosos ou que não queiram ser taxados de rigorosos e sejam vetados. Esses senhores acabam dando notas pela amizade, pelo comodismo ou até por incompetência do julgamento ou imparcialidade. E que ganham R$ 500,00 só para fazerem isso!

Os dados foram apurados pelos jornalistas Raphael Zarko e Vicente Seda pelo GloboEsporte.com (link da matéria em: http://is.gd/339UhZ). O gráfico está abaixo:

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Sumaré x Paulista

Eduardo César Maximiano apitará Sumaré x Paulista. E, certamente, veremos um árbitro “com a faca entre os dentes”.

Explico: será seu jogo mais importante como árbitro central numa partida de Copa São Paulo. Até agora, Eduardo (31 anos, micro-empresário, morador em São Manuel, 7 anos de carreira), apitou apenas partidas das categorias Sub 11, 13, 15 e 17. No ano passado, apitou o jogo entre Santo André x Aquidaunaense pela Copinha cumprindo tabela. No último domingo, ele foi árbitro reserva em Flamengo de Guarulhos x Palmeira Potiguar.

Se a Copa SP é para dar oportunidade a jovens talentos, foi uma boa escala, já que ele tem ainda “tempo de vida de 14 anos” no futebol, pois a carreira se encerra com 45 anos.

Rafael Acácio Toledo (30 anos, atuando nas categorias Sub17) e Rodrigo Oliveira Silva (31 anos, das categorias sub 17 e sub 15) serão os bandeiras.

Um trio desconhecido, ao qual desejamos bom trabalho e ficamos no aguardo de uma atuação tranquila.

A propósito: a Copa SP está cheia de contrastes nesta rodada… Marcelo Rogério, Phillipe Lombardi, José Roberto Marques, com quase 20 anos de carreira e conhecidos nacionalmente, estão escalados na rodada. A FPF não deveria usar essa competição para treiná-los para a série A1, mas para revelar talentos!

Em tempo: em 2012, as duas equipes se enfrentaram e o placar foi Sumaré 0 x 3 Paulista. E nessa 4a feira, qual o seu palpite?

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– As exigências burocráticas para o árbitro apitar!

Desde a década de 90, árbitro de futebol tem que ter o “nada consta” no Serasa e na Justiça para apitar futebol, e abrir mão dos seus direitos empregatícios em carta.

Entretanto, os métodos para que as entidades – como FPF e CBF – não assumirem a responsabilidade sobre seus árbitros (na verdade, prestadores de serviço autônomos, como elas os chamam) é assustador.

Abaixo, uma republicação deste blog de 2011. De lá para cá, a Cooperativa dos Árbitros foi fechada e toda a sua atividade centralizada no Sindicato dos Árbitros, sobre o comando de praticamente as mesmas pessoas.

Em tempo: o link com a carta-modelo onde o árbitro declara que é autônomo e tem que destacar que “não quer e nem possui vínculo empregatício, recebendo as taxas diretamente dos clubes de futebol” foi apagada do site, só o próprio árbitro a recebe. Na verdade, a FPF paga os árbitros via sindicato, dizendo que “desconta dos clubes”.

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2011/10/19/a-fpf-e-a-reinscricao-de-seus-arbitros/

A FPF E A REINSCRIÇÃO DOS ÁRBITROS, 19/10/2011.

A FPF liberou a relação de documentos e de procedimentos para os árbitros que pertencem ao quadro atual, a fim de que permaneçam trabalhando para a entidade em 2012.

Como todo ano, para os árbitros que já apitaram ou bandeiraram pela casa, tem que ocorrer a aprovação nos testes físicos e escritos, além de exames cardiológicos e oftalmológicos.

Até aí tudo bem.

Mas outros documentos exigidos são curiosos: as certidões negativas do Serasa e do SPC, além das declarações cível e criminal de que na Justiça nada consta. Não questiono; a justificativa é que árbitro endividado e sofrendo processo não estaria apto para apitar.

Ok, entendo tal situação. Mas se exigisse tais documentos aos dirigentes envolvidos… aí sim teríamos a perfeição no relacionamento.

Porém, é nos seguintes itens que a coisa pega:

A exigência de declaração de próprio punho de que o árbitro é um prestador de serviço autônomo, sem vínculo algum com a Federação Paulista de Futebol, recebendo as taxas dos clubes filiados à FPF, CBF, Conmebol e FIFA. E, claro, com a assinatura de dois árbitros do quadro atual como testemunhas. Um modelo dela pode ser encontrado no próprio site da FPF

(aqui, o último modelo que tiver que redigir, enquanto árbitro: http://futebolpaulista.com.br/arquivos/CartaModelo2009.pdf ).

Perceba que as taxas são pagas via Cooperativa dos Árbitros PELOS CLUBES. Mas , na verdade, o depósito é feito pela FPF… Sensacional, né?

Em suma: se você não for cooperado, não há como receber as taxas. A Cooperativa de Árbitros não é administrada nos cargos executivos pelos árbitros propriamente ditos, mas por ex-árbitros (através de eleição dos cooperados). Hoje, tem como seu presidente Silas Santana, Ouvidor da própria FPF, e o tesoureiro Arthur Alves Júnior, também funcionário da FPF (trabalha na Comissão de Árbitros).

Alguém tem dúvida que tal exigência é uma forma da FPF não se responsabilizar pelos árbitros? Tira-se toda a responsabilidade de pagamento de FGTS, INSS, ou qualquer vínculo empregatício

No final de 2008, Marco Polo Del Nero baixou uma resolução que OBRIGAVA os árbitros a se filiarem à Cooperativa e ao Sindicato (pagando taxas em dobro!). O documento era o de número 27/08. Porém, após a matéria-denúncia da Folha de São Paulo, Ed 22/01/2009, por Ricardo Perrone e Gustavo Alves, a resolução caiu.

Na matéria, há a afirmação do presidente da CEAF-SP, Coronel Marcos Marinho, que tais medidas eram permitidas, já que a FPF tem o direito de se resguardar (a velha história de que é uma entidade de direito privado…)

Hoje, o que mudou é que os árbitros não precisam mais ser sindicalizados. Entretanto, curiosamente, o Sindicato é presidido por Arthur Alves Júnior, vinculado à Cooperativa dos Árbitros e membro da Comissão de Árbitros da FPF.

E aí fica a questão: por quanto tempo os árbitros terão que aceitar a promiscuidade de tal situaçãoa da afirmação do amadorismo e de abrir mão dos direitos trabalhistas para continuar apitando?

Assim como eu também passei por tal constrangedora situação, 100% dos árbitros que lá estão também terão que aceitar. Quem discordar, está fora.

Tudo isso não aconteceria se tivéssemos Sindicato ou Cooperativa realmente forte e independente para defender a categoria. Sozinho, o árbitro não tem como fazer oposição ou manifestar sua insatisfação.

Já imaginaram um movimento com os principais árbitros da categoria (os nomes fortes, conhecidos e necessários para os campeonatos) pedindo profissionalização e independência já?

Utopia. Eles também seriam retirados dos seus jogos de destaque. E assim a arbitragem segue no Brasil, sem defesa, ao Deus-dará, desunida e, sobretudo, amedrontada pelo sistema.

Quem quiser acessar a matéria citada da Folha de São Paulo, abaixo:

FPF É ACUSADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Para árbitros, federação fere Constituição ao obrigá-los a se filiar a sindicato e a cooperativa; outra queixa é a de pagamentos defasados

POR GUSTAVO ALVES (COLABORAÇÃO PARA A FOLHA) e RICARDO PERRONE 

O Paulista-2009 começou em meio a uma silenciosa crise entre Federação Paulista de Futebol e árbitros. Os juízes reclamam de que a entidade fere a constituição ao obrigá-los a se filiar a uma cooperativa e a um sindicato para atuarem.

Com medo de sofrerem retaliações, eles não falam publicamente sobre o assunto, mas uma denúncia anônima já foi feita ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo.

Os árbitros se baseiam no artigo 5º da Constituição, que determina que ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado a um sindicato ou entidade.

A principal queixa é a de que os juízes gastam mais, pois pagam taxas ao Safesp (Sindicato dos Árbitros de Futebol de SP) e à Coafesp (Cooperativa dos Árbitros de SP). A cooperativa ainda fica com 5% do que o árbitro recebe por partida.

“A federação colocou essa condição para o árbitro poder apitar. E ela tem esse direito. Mas não obrigamos ninguém a nada”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho.

Marcílio Krieger, especialista em direito esportivo ouvido pela Folha, diz que “obrigar os árbitros à filiação é ilegal e inconstitucional”. A anuidade do sindicato é de R$ 220, pagos em até duas parcelas. É cobrada ainda taxa de readmissão no início do ano no valor de R$ 75.

Já para a cooperativa a contribuição é de R$ 20 mensais, mais R$ 80 por ano.

Até julho de 2008 só existia o sindicato, que cuidava dos pagamentos aos árbitros. Mas foi criada a Coafesp, presidida por Silas Santana, ouvidor da FPF para a arbitragem.

Ele conta no site da cooperativa que Marco Polo Del Nero, presidente da federação, sugeriu a criação da Coafesp como “conquista na busca da excelência na prestação de serviço de arbitragem de futebol”.

Na ocasião, a Comissão de Arbitragem da FPF estava em rota de colisão com Sérgio Corrêa da Silva, presidente da comissão nacional. Muitos juízes se desfiliaram do sindicato.

Com a nova entidade, o dinheiro (5%) que era descontado do pagamento dos juízes e era repassado ao sindicato passou a ir para a cooperativa.

Em julho, Del Nero assinou a resolução 27/08 determinando que “o árbitro que não for sócio da Coafesp e não for filiado ao Safesp estará impossibilitado de trabalhar no ano seguinte”.

A FPF mantém em seu site lista com as resoluções, mas a que obriga a dupla filiação não está mais lá. “Não há necessidade de ficar na lista porque está no regulamento geral das competições”, diz Marinho.

Os juízes também reclamam do congelamento no valor das taxas pagas a eles.

Conforme tabela da cooperativa, árbitros Fifa ganham R$ 2.200 por jogo no Paulista. Os demais recebem R$ 1.700.

As taxas reduzem conforme a divisão do torneio. Quem mais critica são os que apitam fora da elite. É para eles que a filiação dobrada pesa mais.

ENTIDADE CRIA MEDIDA CONTRA AÇÃO TRABALHISTA

Na lista de documentos exigida pela Federação Paulista de Futebol para a readmissão em 2009, consta que deve ser entregue também uma declaração, feita de próprio punho pelo árbitro, relatando que são remunerados pelos clubes, sem vínculo com a federação.

“É uma medida para nos resguardar”, afirma o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho. “Tivemos muitos problemas no passado com árbitros que assinavam uma declaração semelhante à essa, só que feita no computador. Eles entravam na justiça do trabalho, diziam que tinham vínculo empregatício com a FPF e que assinaram o documento sem conhecer o conteúdo”, explicou Marinho.

A medida, porém, fere o Estatuto do Torcedor, que traz no Artigo 30, parágrafo único, a informação que “a remuneração do trio de arbitragem é de responsabilidade da entidade de administraçãodo desporto ou da liga organizadora do evento”. Para Marcílio Krieger, advogado especialista em direito esportivo, a exigência do documento pela FPF já indica o vínculo com o árbitro.“Em juízo, o documento pode ser anulado, pois demostra pressão da Federação sobre os árbitros”, disse Krieger.

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– Ranking Mundial dos Feitos de Clubes de Futebol

Recentemente comentamos sobre “rankings no futebol”, e comentamos sobre algumas curiosidades do “Ranking Histórico de Clubes de Futebol da Folha de São Paulo 2014”, onde o jornal publicou a classificação dos clubes nacionais de maior sucesso, cujo ponteiro é o São Paulo Futebol Clube (para ver os demais clubes, acesse os posts no “Blog do Rafael Porcari no Bom Dia / Diário de SP” ou clique em: http://wp.me/p4RTuC-c8h )

Agora, a Folha publica o seu Ranking Mundial! Chamado de “Lista Histórica de Feitos no Futebol”, baseado em critérios de pontuação por conquistas (vide relação no quadro abaixo).

O maior vencedor mundial é… o Real Madrid! O Milan é o 2o da lista. O melhor sulamericano é o Boca Jrs (3o). O Bayern de Munique está em 4o e o Barcelona em 5o. O melhor brasileiro é o São Paulo (8o). O Manchester United está em 15o, a frente do Santos (16o). O Grêmio e o Palmeiras empatam em 23o, o Corinthians está em 25o, empatado com o Atlético de Madrid. O melhor asiático é o Al Ahly (28o), a frente do Flamengo, que é o 30o.

A relação total está em: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2015/01/1569994-campeao-mundial-real-passa-milan-e-volta-a-liderar-ranking-folha.shtml

E aí, a lista lhe parece razoável? Deixe seu comentário:
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– Os Melhores Clubes de Futebol do Ranking Folha!

Rankings no futebol são sempre polêmicos, principalmente quando não atendem a expectativa de seus interessados.

A FIFA tem o seu, a IFFHS idem. Revistas e jornais também elaboram suas classificações.

Independente do valor que se dá a eles, uma coisa é inegável: eles possuem critérios – justos ou não aos olhos dos torcedores.

A Folha de São Paulo divulgou o seu tradicional ranking histórico, e nele consta: o número 1 do Brasil é o São Paulo, seguido pelo Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Cruzeiro e Vasco.

Nele, o Mundial de Clubes da FIFA dá 40 pontos a quem o conquistar, mas o torneio Intercontinental jogado até pouco tempo, 30 (mesmo peso para a Copa Rio de 51). A Copa Sulamericana dá 15 pontos (5 a mais que o Paulistão e 5 a menos que o Brasileirão), já a Libertadores 35 (confira toda a pontuação no quadro abaixo).

Algumas curiosidades: o Guarani é o 28o do ranking (estando na 3a divisão do Brasileirão e na 2a divisão do Paulistão.) Mas a Ponte Preta, estando na 1a divisão do Regional e do Nacional, é 31o colocado.

Em tempo: o Paulista de Jundiaí é o 34o clube mais importante do Brasil, segundo o Ranking Histórico da Folha, mesmo tendo sido rebaixado para a A2 e não figurando em nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro – fato explicado pelo critério de conquistas históricas que tiram o viés de sucessos / fracassos momentâneos maquiarem o resultado. E, por tabela, justifica a ausência do atual Campeão Paulista, o Ituano.

E você, o que pensa sobre os rankings?

Deixe seu comentário:

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Sport x Paulista

Na estréia do Galinho na Copa SP de Futebol Jr em Sumaré, no próximo domingo dia 04, apitará Wander Escardine.

O árbitro tem 37 anos, é Segurança Patrimonial em Guarulhos e tem 15 anos de carreira. Em 2013, apitou a série A3. Em 2014, apitou a série A2 e terminou a temporada como Quarto Árbitro na 4a divisão. Mas nada em achar que foi uma má temporada: simplesmente por culpa do excesso de árbitros do quadro da FPF e a falta de critérios em escalas, os árbitros são submetidos a todo e qualquer tipo de função.

Wander tem bastante experiência em jogos de categorias de base; portanto, está acostumado com os excessos mostrados devido a juventude dos garotos (reclamações afoitas, simulações mal feitas, correria durante a partida).

A curiosidade fica para o assistente 1: José Soares de Miranda era árbitro atuante nas categorias sub 11 e sub 13 até o ano passado. Está estreando na função de “bandeira” na Copa São Paulo. Já com 7 anos de carreira e 40 anos de idade (a 5 de se aposentar), deve ter abandonado a atividade de árbitro e tentado bandeirar para ganhar motivação. Além disso, ele vai aproveitar a viagem para Sumaré e dobrar o trabalho: bandeirará, além do jogo do Galo, Sumaré x Cacerense!

Cosmo Aristides Grillo, o assistente 2, é mais experiente e já atuou em vários campeonatos profissionais.

Espero uma boa atuação do árbitro e fico curioso na do bandeira 1. Nessa categoria, a velocidade dos garotos pode ser um problema para alguém de 40 anos cuja tarefa é ser preciso na marcação da linha do impedimento.

Siga nossos comentários sobre a arbitragem dos jogos do Paulista FC – acompanhando no rádio com o “Time forte do esporte” da Difusora Jovem Pan Sat AM 810, capitaneada por Adilson Freddo. Também leia os nossos pitacos no Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo na nossa coluna digital e impressa. E assista pela TV Sorocaba / VTV / SBT nossa participação com a equipe do fera Marcel Capretz, no Futebol Esporte Show!

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Foto extraída do Jornal de Jundiaí do Lousano Paulista, campeão da Copa SP em 1997 após vitória sobre o Corinthians, em homenagem póstuma ao treinador da equipe: Giba, falecido recentemente.

– O que esperar da Copa SP de Juniores? E a arbitragem da Competição?

Começa o ano e por tabela começa o calendário esportivo com a tradicional competição do início de janeiro: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes, a nobre “Copinha”, como carinhosamente é chamada, agregava os grandes clubes da cidade para celebrar o aniversário da Capital Paulista. Posteriormente, somou-se a eles clubes do Interior do Estado e outros grandes do país, como cariocas, mineiros e gaúchos.

Dizia-se que a Copa SP sempre revelava talentos, como Zico e Falcão. Mas se ela não existisse, tais craques não apareceriam? A mesma Copinha já “revelou” João Fumaça, Sérgio Mota, Chumbinho…

O problema é: a Copinha não revela mais ninguém! Kaká e Neymar foram reservas na Copinha, quando chamados a participar da competição. Aí valem os questionamentos:

– Os treinadores dessas equipes são realmente talhados para tal?

– Jogador-talento no juvenil vira craque no profissional?

– Quem disse que garoto coadjuvante não vira profissional protagonista?

Participei por 9 anos apitando jogos da Copa SP. Antes, ela servia para revelar árbitros e dar oportunidade aos iniciantes. Meu primeiro jogo no torneio foi em 1998 – Santos do Amapá x Desportiva do Espírito Santo no estádio que precedeu a Arena Barueri.

Hoje, a Copa São Paulo serve para colocar em atividade árbitros que foram “esquecidos” durante o ano e para treinar o pessoal da série A1. Revelar talentos também parece ter sido deixado de lado pela Comissão de Arbitragem. No meu tempo, quem apitava a final da Copinha era árbitro da A2 ou A3 e que seria nome certo para ter oportunidade na A1. Boa época da arbitragem paulista…

Enfim: Farah começou o processo de inchaço da competição, diminuindo o nível técnico com fases irrelevantes e times montados para vender atletas. Só que ele era inovador: trouxe o Milan-ITA, o Kashima-JAP… Já Marco Polo Del Nero escancarou de vez: aumentou ainda mais o número de clubes de empresários e inexpressivas equipes. Veja nesse ano: teremos times desconhecidos como o São Mateus Babaçu (Maranhão), o Tarumã (Amazonas), o Guaicurus (Mato Grosso do Sul) ou o Unaí Itapuã (Distrito Federal).

Para mim, a Copinha infelizmente se tornou um catado que não revela mais ninguém. E para você?

Seria tão legal que ela fosse composta de poucos, bons e tradicionais clubes… O nível técnico aumentaria e se tornaria mais atrativa.

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– Rei da América de Língua Espanhola?

Puxa, não pensei que isso ocorreria um dia: o tradicional jornal uruguaio El País realiza costumeiramente a premiação dos melhores jogadores que atuam na América do Sul e escolhe o “Rei da América”.

Em 2014, nenhum brasileiro na lista da Seleção da América do Sul!

Que coisa…

O melhor jogador da América foi o colombiano Téo Gutiérrez, atacante do River Plate (em 2011 e 2012, Neymar venceu; em 2013, Ronaldinho Gaúcho).

A Seleção Sulamericana de 2014 foi:

Goleiro:

Marcelo Barovero (River Plate)

Defensores:

Daniel Bocanegra (Atlético Nacional)

Santiago Gentiletti (San Lorenzo/Lazio)

Leonel Vangioni (River Plate)

Meio-campistas:

Carlos Sánchez (River Plate)

Charles Aránguiz (Internacional)

Néstor Ortigoza (San Lorenzo)

Leonardo Pisculichi (River Plate)

Atacantes:

Ignacio Piatti (San Lorenzo /Montreal Impact de Canadá)

Edwin Cardona (Atlético Nacional/Monterrey)

Teófilo Gutiérrez (River Plate)

Treinador:

José Pekerman (Seleção da Colômbia)

Abaixo, os mais votados da escolha do “Rei da América” e o histórico da votação em outros anos (ops, faltou a escolha: e o melhor Árbitro da América do Sul?):

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– O que você pedirá para seu time em 2015?

Se você pudesse pedir alguns presentes ao seu time de futebol para 2015, o que seria?

  1. Jogadores consagrados ou jovens promessas?
  2. Títulos mesmo jogando mal ou boas apresentações?
  3. Vitórias a qualquer custo ou fair play em campo?
  4. Cartolas velhacos ou dirigentes éticos?
  5. Treinador caro e experiente ou técnico barato e emergente?
  6. Estádio lotado com ingresso acessível ou arena confortável e custosa?
  7. Torcida organizada cantarolando ou sócio-torcedor mais acomodado?
  8. Galáticos com as finanças sacrificadas ou time barato e contas em dia?

Enfim… o futebol ultimamente ficou chato. Falamos de STJD, tapetão, briga entre torcidas, estádios da Copa superfaturados e outras tantas coisas!

Se fosse pedir alguns presentes para o futebol, sem dúvida minha lista teria como prioridades:

1) Espírito Esportivo – como as pessoas se esqueceram que acima de tudo o futebol é esporte, vale lembrar que perder também faz parte do jogo.

2) Honestidade – e aqui vale a ética, os bons modos e o desejo de disputar sem manipulações ou trambiques.

3) Paz e Conforto – minha filha de 5 anos diz a todos que torce para o seu “Paulistinha do Coração”, em referência ao Paulista de Jundiaí. Ela já assistiu no Estádio Jayme Cintra o Galo Tricolor pela Copa Paulista, pois o movimento nas arquibancadas é mais calmo. Mas confesso: a levar aos jogos da A2 contra os times rivais é irresponsabilidade que não cometerei por um simples motivo: a violência que cega os fanáticos. Além disso, como um pai pode levar sua filha a um banheiro de estádio? Os chamados banheiros-famílias são ilusão no Brasil, só existem em shoppings e o coitado do pai se vê em maus lençóis.

E você, o que pediria para o Ano Novo ao futebol brasileiro?

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– O Mau perdedor do ano!

Li que o volante Mercier, do San Lorenzo, reclamou muito do comportamento dos jogadores do Real Madrid na final do Mundial de Clubes FIFA 2014. Ao diário esportivo Olé, disse:

São umas meninas, era só encostar que caiam”.

Tá de sacanagem, não?

Ora, quem assistiu a partida, percebeu o anti-jogo e pancadaria promovidos com muita catimba pelos argentinos contra um time que só queria jogar. E o árbitro, fraco, deixava isso acontecer sem coibir adequadamente.

Para mim, desculpa de mau perdedor! Se alguém tem que reclamar é o Real Madrid pela falta de autoridade do juizão. Ademais, se jogasse sério, o San Lorenzo tomava “um vareio de bola” como o Santos tomou do Barcelona no Japão.

Cara de pau o hermano, não?

O Papa Francisco, torcedor ilustre do time, deveria dar indulgência plena por tanta sandice a esse pobre de espírito…
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– A Nobreza do SPFC colocada em xeque?

O São Paulo FC vive dias de turbulência política talvez nunca antes vistos.

Ultimamente, a saudosa imagem do ex-presidente Marcelo Portugal Gouveia se mostra distante. Afinal, veja os casos recentes:

1) Juvenal Juvêncio deu um drible no estatuto, aumentou seu mandato e se reelegeu;

2) Tido como possível renovação, Aurélio Miguel, ex-judoca e militante sãopaulino fez a ambição do seu grupo político sucumbir em meio a escândalos da administração Kassab.

3) Kalil Rocha Abdala perdeu a eleição como candidato ao São Paulo e se manteve como provedor na Santa Casa; hoje, a entidade está endividada e os funcionários querem sua cabeça.

4) O episódio conturbado envolvendo Carlos Miguel Aidar e o contrato da Under Armour. Este, talvez mais complicado. Vamos discuti-lo?

A empresa de material Under Armour é muito forte no fornecimento de material esportivo das equipes de futebol americano, e quer entrar no soccer. Para isso, tenta o Tottenham na Inglaterra e o São Paulo no Brasil.

Acontece que o Tricolor Paulista já estava alinhavado com a Puma, e resolveu mudar o contrato para a Under Armour, que pagaria 135 milhões de reais pela parceria. Só que na negociação, um escritório levará 20% da intermediação.

Caramba: R$ 27 milhões não é muita grana para uma mera Comissão?

Pior: o escritório é da namorada do presidente Aidar, Cinira Maturana!

Xiii… mesmo que não seja golpe, parece que é! E moralmente o negócio fica suspeito…

O São Paulo não costumava dar esse tipo de “passa-moleque” entre seus próprios associados e no cofre do clube.

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– Gabriel Medina não pipocou!

Já perceberam que ultimamente, em toda decisão que envolva brasileiros, ficamos falando das questões emocionais, preparação pré-combate, subestimação, etc, etc?

Muitas vezes, são desculpas esfarrapadas para justificar as derrotas possíveis. E, sejamos justos: há tempos o Brasil anda “amarelando” na hora de decidir, especialmente no futebol.

Pois o surfista brasileiro Gabriel Medina reescreveu essa história: fez bonito e foi campeão mundial no Hawai.

Nada de pipocar; foi lá e, no melhor estilo dos ídolos nacionais como Guga Kuerten, Ayrton Senna e Arthur Zanetti, conquistou os louros da fama.

O curioso é que surgem inúmeros “especialistas” do Surf nessa hora… Impossível não fazer essa observação.

Parabéns Medina!

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– Relembrando o BiMundial Corinthiano que se assemelhou ao TriMundial SãoPaulino

Dando uma fuçada em alguns posts mais antigos, achei o do jogo entre Corinthians x Chelsea, muito assemelhado ao do São Paulo x Liverpool.

Já que hoje temos San Lorenzo x Real Madrid, vamos rememorar a final do Mundial de clubes ocorrida há dois anos?

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-59x

IMPRESSÕES DA CONQUISTA CORINTHIANA

O Corinthians conseguiu vencer o Chelsea por 1 X 0 e se sagrar bicampeão interclubes FIFA. Vamos a algumas observações?

Arbitragem muito boa do turco Cüneyt Çakir (embora no começo da partida tenha abusado nas conversas; poderia ser mais contido nas advertências verbais). Conduziu bem o jogo e aplicou a regra a contento. Quase foi prejudicado pelo assistente no 1, que não marcou dois impedimentos em jogadas que nada importaram. Aliás, o mesmo bandeira acertou no difícil lance de impedimento no minuto final).

Curioso: o time brasileiro do Corinthians foi vencedor do Mundial 2012 sem nenhum gol de jogador do Brasil (nas duas partidas, ambos marcados por Paolo Guerrero).

A lamentar a transmissão oficial da FIFA, por não reprisar lances de interesse dos expectadores. Vide a solada de Ramirez e a expulsão de Cahill. Polêmicos ou não, o torcedor e especialistas querem ver!

O jogo de hoje lembrou muito São Paulo X Liverpool, em 2005, com o goleiro do time brasileiro fazendo milagres. A diferença é que na partida deste domingo, o Corinthians teve maior volume de jogo ofensivo do que naquela ocasião. Coincidentemente, de novo ingleses contra brasileiros, e o treinador espanhol Rafa Benitez se tornando “bi-vice-campeão”. E já que lembramos de Ceni, na oportunidade Benitez disse que não foi campeão devido ao são-paulino. E hoje, na espetacular apresentação do camisa 12 corinthiano, fico em dúvida: Ceni em 2005 ou Cássio em 2012 – quem jogou mais? Por ironia do destino, ele se tornou titular após uma falha do goleiro Júlio Cesar contra a Ponte Preta pelo Paulistão…

Sobre os selecionáveis do Chelsea: ora, David Luiz jogou bem, mas e Ramirez e Oscar? O ex-cruzeirense não vem fazendo juz a uma convocação, e o jovem craque Oscar, cá entre nós: pode ser titular da Seleção Brasileira em 2018, mas em 2014, acho que não dá. E, respeitosamente… Camisa 10 do escrete Canarinho não pode ser banco no clube em que jogar! Bom jogador, mas pelo visto, a experiência se faz necessária também, já que, segundo a TV Globo, reclamou do seu próprio treinador…

Por fim: a expressão de Fernando Torres, centroavante do Chelsea, olhando parado o sambinha da roda corinthiana durante a comemoração, foi emblemática.

Não nos esqueçamos: o 1o jogo oficial do Corinthians como Bicampeão Mundial será contra nosso querido Paulista FC, aqui em Jundiaí, pelo Campeonato Estadual. Pena que provavelmente o jundiaiense verá Zizao e companhia… azar do torcedor que irá ao Jayme Cintra.

Parabéns ao Corinthians.

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– FIFA troca árbitro da final. De novo!

Na Copa do Mundo de Seleções 2014 no Brasil, a FIFA houvera divulgado o árbitro sueco Erickson como nome para a final entre Argentina x Alemanha. Os hermanos reclamaram e o escalado mudou! Na oportunidade, o italiano Nicola Rizzoli foi para a finalíssima.

Agora, na Copa do Mundo de Clubes 2014 no Marrocos, a FIFA houvera indicado o árbitro português Pedro Proença para San Lorenzo x Real Madrid. Após reclamações públicas do presidente do time argentino contra arbitragem europeia, mudou-se a escala para o árbitro guatemalteco Walter Lopes.

Contrariando as últimas escalas em Mundiais de Clubes, onde sempre o mais conceituado juiz era o escolhido para a final (desde que não fosse da mesma nacionalidade que o time da decisão), a FIFA mostra um total desrespeito à competência e meritocracia.

Pura política!

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– Homofobia a Árbitro leva a Punição!

Nigel Owens é árbitro de rúgbi e apitou o amistoso internacional entre Inglaterra 21 X 24 Nova Zelândia, em Londres. Seria mais um jogo normal, se Owens não fosse o 1o árbitro da elite do rúgbi a assumir sua homossexualidade, com duas Copas do Mundo no seu currículo e grandes clássicos mundiais.

Durante o jogo, dois torcedores xingaram o árbitro com expressões pejorativas, fazendo alusão ao fato de ser gay. Um torcedor que estava ao lado se incomodou com os gritos homofóbicos e denunciou à Federação Inglesa, que, dois dias depois, com as câmeras do circuito de filmagem do estádio e a ajuda testemunhal do denunciante, os identificaram e entregou os nomes à Polícia. Os torcedores que xingaram o árbitro terão que se apresentar em uma delegacia por dois anos a cada jogo da Seleção Inglesa e foram multados em US$ 2.000,00.

Ao saber da punição, o árbitro apenas declarou:

Infelizmente, você tem algumas pessoas que vão ao estádio, ficam bêbados e que provavelmente sequer assistiram ao jogo de rúgbi, eles só estão lá para ficarem bêbados e xingarem as pessoas. Mas eles são minoria“.

Ian Ritchie, presidente da Federação Inglesa, festejou a punição dizendo:

A Federação leva os valores de trabalho em equipe, respeito, disciplina e espírito esportivo muito a sério e está determinada a mantê-los no esporte. A punição foi exemplar.

E se fosse no Brasil?

Certamente não aconteceria nada. Ofender quanto a questão racial, sexual ou geográfica tem sido uma constante histórica nas arquibancadas. É cultural!

Quanto ao homossexualismo, já trabalhei com colegas de arbitragem gays. Eles existem no futebol – inclusive nos jogos de alto nível, e ninguém assume.

Impossível não tocar nesse assunto e lembrar sobre as questões que envolvem o assédio sexual, não exclusivamente homo mas sim também heterossexual no futebol. Alguém duvida que, como em diversas atividades profissionais, árbitros ou árbitras teriam ascensão na carreira por superiores após certos convites?

Nenhuma acusação aqui, mas muitas indagações… sendo a principal: punições à discriminação sexual existiriam de fato, seja por pressão de torcedores ou aliciamento de cartolas, caso fossem denunciadas?

Sem querer defender a causa e tampouco fazer apologia, mas fica o lembrete: futebol deve ser resolvido em campo, por competência e não por influência.

E você, o que acha sobre isso? Deixe seu comentário:
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– Marta para o Bem dos Camisas 10 do Futebol Brasileiro!

Está acontecendo mais um Torneio Internacional de Futebol Feminino. E ao assistir a Seleção Brasileira, impossível não pensar: e se a Marta jogasse no meio dos homens?

Claro, sofreria com a questão física. Mas na questão técnica, seria titular absoluta nos principais times brasileiros.

Ou você duvida que a visão de jogo e habilidade da Camisa 10 da Seleção Feminina é superior do que a dos principais camisas 10 dos times do futebol brasileiro?

Aliás, e se comparar com o 10 da Seleção Masculina? Acho que só perderia para o Neymar, que joga com a 11 no Barça e eventualmente com a 10 na Canarinho.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
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