– O deboche do Vice Presidente da CBF sobre Dilma em relação a Nova Lei do Futebol

Sabemos que, se somadas, as dívidas dos clubes de futebol com a Previdência Social ultrapassam a incrível quantia de 4 bilhões de dólares.

Para tentar receber, a Presidente Dilma enviou uma medida provisória a ser votada pelo Congresso Nacional onde refinancia essas dívidas fiscais com 20 anos de prazo!

Gostaria que meus débitos pessoais também tivessem esse provilégio, não só os caloteiros do futebol…

Mas voltando ao tema, eis que Delfim Peixoto, o novo vice da CBF que é presidente da Federação Catarinense de Futebol (aquele que parece o Lula, adora charutos e é o dirigente que mais lançou lindas árbitras assistentes do quadro de SC para a CBF), tirou um verdadeiro sarro da Presidente Dilma ao saber que para esse refinanciamento, as entidades esportivas devem ter em seus estatutos a permissão de apenas uma reeleição do mandatário do clube ou federação, em mandato de 4 anos.

Eis que Delfim, que está há 30 anos no poder, mandou Dilma cuidar da corrupção do Governo ao invés do tempo de exercício dos cartolas. Disse ele:

A Dilma quer fazer média no futebol. Ela está por baixo. Ela que cuide dos escândalos do governo dela. Ela que cuide da roubalheira dos tempos de Lula, do tempo dela. Ela tinha que se preocupar com isso. Enquanto uma pessoa tem condição de dirigir uma entidade, essa pessoa tem o direito de ficar. Ela pode ficar enquanto queiram que ela fique. Agora, se ela fizer bandalheira como o governo está fazendo, tem de ser colocado para fora. Ou o governo quer me convencer de que não tem nada a ver com a roubalheira da Petrobrás? E de outras coisas? Estou há 30 anos na presidência. E o futebol catarinense só cresceu nesse tempo todo. Eles acreditam no meu trabalho. Eu não vivo disso. Quem pode limitar o prazo de mandato são só as próprias entidades. É uma chantagem o que o Governo está fazendo. É chantagem. Tenho certeza de que isso não vai passar.”

Cada um defendendo os seus interesses, pelo visto. Embora tenha razão de criticar a corrupção latente do Governo Atual, perde-a totalmente nas justificativas de denegrir a Lei. Afinal, não me parece democrático alguém ficar no poder por 30 anos em qualquer tipo de cargo que seja.

E você, o que pensa de tudo isso?
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– O Incrível Lucro da FIFA e prejuízo do País com os Estádios da Copa do Mundo 2014, em números finalizados 9 meses depois!

O balanço final da Copa do Mundo da FIFA 2014 no Brasil foi revelado pelo jornalista Jamil Chade, de “O Estado de São Paulo”. Ele trouxe ao público o relatório sigiloso dos valores lucrados.

Sente-se na cadeira: o lucro recorde da FIFA (lucro líquido, não faturamento) foi de R$ 16 bilhões de reais (ou US$ 5 bilhões, contra US$ 249 milhões da Copa da Alemanha em 2006), entre patrocínios, receitas de bilhetes e venda de produtos – todos com isenção fiscal do Governo Brasileiro, garantida pelo presidente Lula.

Ou seja, ganharam muito dinheiro, o maior volume financeiro da história, e não pagaram um tostão em impostos…

Enquanto isso, os estádios de Manaus, Natal, Cuiabá, Brasília e alguns outros elefantes brancos bancados pelo dinheiro dos impostos da população brasileira continuam dando prejuízos.

Mas atenção: não nos esqueçamos que a FIFA deixou o legado de US$ 100 milhões, amplamente propagandeado… Na realidade, um mísero trocado se comparado com o que ela ganhou.

Parece que o #7X1 em campo representa também o simbolismo na conta bancária. Ou seria 171?
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– Campeonatos Estaduais em Números Falimentares

O que dizer da pouca atratividade dos torneios estaduais?

Vejam que interessante esse número: o jornal Correio Braziliense fez um levantamento sobre os públicos dos 4 principais campeonatos estaduais do Brasil e, descobriu números assustadores.

A média de 2010 até hoje do Paulistão, Cariocão, Mineirão e Gauchão é de apenas 4.273 pagantes. Pelo pouco público, esses “ãos” não justificam o adjetivo superlativo, pois perdem para a média de público da Indonésia, do Uzbequistão, da 2a divisão do Japão, para a 2a divisão da Escócia, da 3a divisão da Alemanha e da 4a divisão da Inglaterra.

Ok, se quisermos melhorar esse comparativo, vamos usar os dados com o melhor dos estaduais: o Campeonato Paulista!

Em São Paulo, a média é de 5.604 torcedores (entre pagantes e não pagantes).

No Irã: 9.702; Vietnã: 7.236; Israel: 7.027; Malásia: 6.914.

Se o futebol do estado mais rico da federação, que tem 4 grandes clubes no Brasileirão e 2 times na Libertadores da América, não consegue organizar uma disputa onde tenhamos mais gente na arquibancada do que o “pujante” futebol vietnamita ou malaio, algo está errado…
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Atlético Sorocaba x Paulista

Ufa! Demorou, mas enfim uma escala gabaritada para jogo do Paulista A2.

Cássio Luiz Zancopé, funcionário público, 40 anos de idade, 14 de carreira e que já atuou muitas vezes na série A1, apitará a “Rinha” entre os Galos Sorocabano e Jundiaiense, neste próximo sábado às 16h.

Marco Antonio Gonzaga, funcionário da Secretaria de Esportes de Aparecida-SP, 45 anos, 18 de carreira (está se aposentando nesse ano) e com larga experiência na A1 será o bandeira 1; Evandro de Melo Lima, 28 anos de idade e 8 de carreira, também atuando na A1 há algum tempo, será o assistente 2. Até o 4o árbitro já apitou bastantes jogos pela A1: Marco Antonio de Oliveira Sá.

Será que as nossas queixas foram ouvidas? A diretoria do Paulista trabalhou bem durante a semana? Não sei. Mas sei que é um bom e qualificado quarteto de arbitragem.

Zancopé corre bastante (aliás, uma curiosidade: é ciclista de pedalar por horas a fio!) e sabe deixar o jogo correr sem perder o controle da partida. Moderado na dose certa no rigor com os cartões, deve levar a contento a partida.

Espero um bom jogo e uma boa arbitragem!

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– O Barça joga o mesmo esporte que os demais?

Assisti a um pedaço da partida entre Barcelona x Manchester City pela Champions League.

Que exibição…

Os Citizens não viram a cor da bola! O Barça envolveu e deu um show de bola. Mas o que me impressiona é: Messi.

O argentino tem algo que só os grandes e singulares craques têm: o amor correspondido pela bola!

É verdade: vejam como ela obedece a ele. Messi pensa e a bola faz o seu desejo. Ele ordena e ela realiza a sua vontade. Ela é apaixonada por ele, pois gruda no seu pé e nunca o despreza.

Outras observações: a tranquilidade e a beleza plástica do jogo de Neymar; o estádio de 100 mil pessoas lotado; o baile que Fernandinho (do Manchester City e da Seleção Brasileira) levou, com direito a caneta de Neymar e a apelação em agarrar Messi pelo cangote.

O mico: o juizão italiano Rocchi! Um inglês abandonou a bola e chutou com muito gosto a perna de Neymar. Lance violentíssimo, era para Cartão Vermelho e o árbitro deu Amarelo. Outro erro: a falta de intimidade com o spray. Na linha lateral, o lance estava parado e pronto para um tiro livre ser cobrado, mas ele impediu a cobrança para… fazer um círculo em volta da bola! Pra quê?

Em suma: esses grandes jogos não lembram em nada os jogos tupiniquins dos Estaduais…
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– A pernada de Ituano 1×2 Audax. O que você marcaria?

Existem certos erros na arbitragem inexplicáveis. Só assim para aceitar o equívoco gravíssimo de Luiz Flávio de Oliveira no Paulistão neste último domingo (em seu último jogo antes da estréia na Libertadores – apitará Zamora x Boca Júniors).

Eis que no Estádio Novelli Júnior jogaram Ituano 1 X 2 Audax. E dentro do esquema tático do treinador Fernando Diniz (AUD) onde não existe bola “rifada”, a pelota foi recuada na fogueira para o goleiro Felipe Alves (aos 37m do 2o tempo), que deu um chapéu no atacante Ricardinho (ITU) dentro da pequena área e tentou sair jogando. Mas o arqueiro adianta a bola e o adversário Claudinho (ITU) se aproximou para tentar o chute ao gol. Felipe Alves esqueceu o esquema tático e se jogou num perigosíssimo carrinho frontal, na dividida.

O lance é realmente incrível e polêmico (Veja abaixo). O árbitro tinha as seguintes possibilidades de entendimento na marcação:

  1. Pênalti, se entendeu que pegou a bola e o jogador; não se aplica cartão algum (caso tenha interpretado como infração por imprudência).
  2. Pênalti, se entendeu que o atleta atinge o jogador; se aplica o cartão amarelo (aqui, se entendeu o lance como ação temerária).
  3. – Pênalti, se entendeu como força excessiva e/ou situação iminente de gol e interpreta que pegou o adversário apenas. Consequentemente o cartão vermelho.
  4. – Tiro Livre Indireto ao Ituano, caso tenha entendido que Felipe Alves só atingiu a bola na dividida, entretanto, o faz com o pé esquerdo na “solada” (o popular “jogo perigoso”).

A única possibilidade de decisão que NÃO DEVERIA ser tomada é a de seguir o jogo.

Infelizmente, erros como esse acontecem em momentos de difícil explicação.

Aqui o lance: http://www.youtube.com/watch?v=0VZ3XIsWKos

– O empurrão de Emerson Sheik no árbitro Martinucho deveria passar batido?

E o empurrão de Emerson Sheik no árbitro Luiz Martinucho que estava mal colocado no lance, na partida entre Corinthians 0x0 Red Bull?

Muitos bateram palma para o cumprimento do árbitro ao jogador como pedido de desculpas pelo seu mau posicionamento, simbolizando que estava tudo bem. Mas não é bem assim! Martinucho deve ter ficado sem graça pelo lance e tomou tal iniciativa, mas a regra do jogo diz que ele deve fazer outra coisa.

Diferente de Petros que desvia da rota para socar as costas do árbitro Raphael Claus na Vila Belmiro (e isso é agressão) na partida Santos x Corinthians pelo Brasileirão, ou de Guerrero que vê a bola se aproximar e vai disputá-la mesmo estando em seu caminho o árbitro Leandro Bizzio Marinho (e trombam pura e simplesmente) no jogo Bragantino x Corinthians pela Copa do Brasil, AQUI É OUTRO CASO: Martinucho está próximo demais do lance e atrapalha a jogada. O jogador não tem o direito de empurrá-lo deliberadamente como um objeto qualquer para a posse de bola. Ali, é falta!

Sim, o árbitro deve marcar TIRO LIVRE INDIRETO a favor do Red Bull no local do empurrão e advertir o jogador corinthiano COM CARTÃO AMARELO pelo que se chama no futebol de ATITUDE INCONVENIENTE.

O lance é incomum, mas o procedimento correto não é o árbitro se desculpar do jogador e aceitar passivamente o empurrão, perdendo toda a sua autoridade. Claro que o fez motivado por vergonha.
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– Análise Pré-Jogo dos Árbitros para Danúbio x Corinthians e São Paulo x San Lorenzo. Abram os olhos, Coringão e Tricolor!

Duas escalas ruins para as equipes brasileiras nas partidas da Libertadores da América nesse meio de semana:

1- Júlio Bascuñán, chileno de 36 anos e novato na FIFA, apitará Danúbio x Corinthians na 3a feira.

2- Wilmar Roldán, colombiano de 35 anos e experiente no quadro internacional, apitará São Paulo x San Lorenzo na 4a feira.

Continuamos com a sina: brasileiro como visitante tem escala de árbitro teoricamente fraco (que permite pressão); e em casa tem escala de árbitro bom (vulnerável a pressão). Independente disso, o que esperar desses árbitros?

1 – DAN x SCCP – Bascuñán se preparou dois meses para voltar a apitar, após o término da temporada 2014. Depois de dezembro, apitou 3 jogos em março seguidamente do Campeonato Chileno: Concepcion x Ñublense, Arica x La U, Calea x Huachipato. Estreante em jogos internacionais envolvendo brasileiros, foi chamado de “caseiro” no final do ano pelo Audax Italiano, que o acusa de, em 5 jogos como visitante no campeonato local, perder todos (a equipe pediu punição eterna à Federação Chilena e ameaçou que não entrará em campo caso ele volte a ser escalado alguma outra vez em seus jogos). No último, Bascuñán teria apitado o fim de jogo antes dos acréscimos anunciados quando o Audax estava em ataque. Como não acompanhamos de perto o Campeonato Chileno e o árbitro nunca trabalhou em jogos importantes das competições sul-americanas, tudo é uma incógnita!

2- SPFC X SAN – Roldán é outra história: experientíssimo, começou muito cedo na arbitragem e sempre está escalado em bons jogos. Mas teve uma experiência terrível há dois anos na Libertadores no jogo São Paulo x Arsenal, no Morumbi (vide em: http://wp.me/p55Mu0-an). Naquela oportunidade, arranjou confusão com o uniforme do SPFC antes da partida começar e marcou um pênalti contra o Tricolor em um lance em que a bola bateu sem querer na mão de Cortês. No final do jogo, bateu boca com Luís Fabiano e o expulsou. O São Paulino reclamou de racismo e de muitas outras coisas.

Não gostei de nenhuma das duas escalas. Mas aguardemos para ver a atuação dos dois árbitros.

Pelo histórico deles, o que você espera dessas arbitragem?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 1 Novorizontino

Razoável arbitragem de Carlos Roberto do Santos Júnior na tarde de domingo no Jayme Cintra. Vamos aos lances e detalhes?

A) DISCIPLINARMENTE, o árbitro não foi bem. Aplicou 4 cartões amarelos ao Paulista e 2 ao Novorizontino, mas poderia ter dado 2 Vermelhos (1 para cada lado). O juiz Carlos Roberto poupou o zagueiro Guilherme Teixeira (NOV) que deveria ter sido expulso, já que economizou uma Cartão Amarelo aos 32 minutos numa falta dele em Mamadeira (PAU); aos 37m, o mesmo jogador faz falta tão dura quanto a anterior em Jailson (PAU) e aí leva Amarelo. Se tivesse dado o Amarelo 5 minutos antes, seria o segundo e consequentemente o Vermelho. Mas, em compensação ao erro contra o Paulista, errou a favor também – deixou de expulsar o lateral Felipe Augusto (PAU) aos 65m, dando Amarelo na falta que era situação clara e iminente de gol no ataque do adversário (era para Vermelho, não se pode falar em último homem ou coisa que o valha, mas sim pelo fato em ser falta por trás, de frente para o gol). Aos 69m, o Felipe fez outra falta, árbitro e bandeira marcaram e era para Cartão Amarelo (consequentemente o 2o Amarelo e viria o Vermelho). O juizão fez vista grossa (ou em bom português: pipocou) e nada deu.

B) TECNICAMENTE, ele foi bem, dentro da exigência da divisão. Adiantamos na análise Pré-Jogo que ele pararia o jogo com marcação de faltas mais leves, abdicando de vantagens e não deixando a partida correr. É seu estilo e não fugiu dele. Marcou 35 faltas, sendo 18 para o Paulista e 17 para o Novorizontino (na súmula, há o relato de apenas 29, sendo 16 x 13 – provavelmente o 4o árbitro, que é o responsável pela contabilidade de faltas, perdeu algumas). Existiram dois lances mais discutidos: um irrelevante e outro mais importante:

1) O lance do Yannick (PAU) com o goleiro Veloso (NOV): um erro técnico comum, onde o goleiro vai disputar a bola com o camisa 10 do Galo, perde o tempo de socar a bola e cai. Ali o árbitro entendeu como carga faltosa no goleiro (um erro muito comum da arbitragem em qualquer divisão). Veloso usa de experiência e fica no chão. Nada que interferisse no placar final. Fez o que arqueiros fazem na Libertadores, ou seja, matou o tempo.

2) O pênalti de Maykon (PAU) em Pereira (NOV): esse é o clássico lance de INFRAÇÃO POR IMPRUDÊNCIA. É o típico pênalti da mesma natureza daquele de 5a feira, do jogo São Paulo x São Bento pelo Paulistão da A1, quando o jogador não quer fazer uma falta, mas faz! 

Verifiquem algumas dicas para entender o que é imprudência:

– Pereira chutaria a bola para o gol, em direção à meta; porém ela toma outro rumo, foi para cima em um movimento anti-natural, forçado por alguma força, que no caso foi o calço do Felipe (a lógica seria: se o Maykon pegasse a bola única e exclusivamente, ela não tomaria aquela trajetória para o alto (iria para o lado contrário baixo ou pegaria a canela do atacante e sairia como tiro de meta sem aquela força). Nesse lance, caso o árbitro tivesse dúvida, observaria isso. É um macete que se ganha com a experiência da arbitragem.

– A troco de quê ele se jogaria para cavar, já que a queda é durante o chute e não depois? É outro indicador.

– Por fim, relato a impressão que tive na transmissão pela Rádio Difusora e a certeza que tenho após ver a imagem do lance na postagem do Cláudio de Andrade na comunidade do Paulista FC no Facebook: Maykon toca bola e o pé do jogador. E hoje (e desde o começo da década de 90) isso é pênalti. Se fosse nos anos 80 (quando só se avaliava intenção), não seria. Esse lance acontece com certa frequência e sempre dá discussão. O repórter Cobrinha teve a mesma leitura e ele estava em posição privilegiada, a mesma dos antigos AAA (árbitros Adicionais Assistentes). A propósito, no Campeonato Paulista do ano passado tivemos vários penais assim marcados por dicas dos AAA aos árbitros centrais via rádio comunicador).

C) FISICAMENTE, o árbitro esteve muito bem na partida, sempre correndo próximo às jogadas e com muita vontade.

Gostaria de fazer uma consideração final: observa-se 3 tipos de árbitros na A2: os que procuram oportunidades na A1 e são testados; os que estão sem perspectivas de A1 e precisam ser escalados pois fazem parte do quadro e embora tenham experiência sofrem com certas dificuldades técnico/disciplinares; os que são punidos na A1 e “castigados” com o rebaixamento à A2. Nestas últimas rodadas, erros aconteceram aos montes, mas não se pode creditar nenhum infortúnio que tenha decidido o jogo, a não ser na rodada passada contra o Comercial, quando o Paulista foi prejudicado com um gol de falta inexistente. Lembremo-nos que na Rodada 3, contra o Água Santa, o Galo garantiu o empate com a não-marcação de um pênalti na Javari em um sábado cedo, cujo erro beneficiou o Tricolor.

Enfim, se aos 48 minutos do Segundo Tempo a bola que bateu na trave fosse ao gol 5 cm mais baixa, certamente os ânimos de toda coletividade jundiaiense seriam mais festivos!

A lamentar o bate-boca, xingamentos e ameaças promovidas pelo treinador Guilherme (NOV) e seu preparador físico ao 4o árbitro e a membros da Comissão Técnica do Paulista pós-jogo. Foi nítido que o auxiliar do Novorizontino ofendeu até a 3a geração da família do 4o árbitro Wanecley Lopes e o chamou “pro pau” literalmente. Gestos e palavras aos montes, e na súmula… neca de pitibiraba. Se foi ofendido e não escreveu nada nos documentos oficiais, é porque deve ter gostado!

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– Agradecimento aos amigos do futebol!

Há exatos 22 anos me matriculei em um curso de arbitragem!

Sonhava em ser jornalista esportivo; para isso, acreditava que precisava conhecer tudo sobre o futebol. Ainda jovem, no colegial, definindo o que fazer na faculdade (jornalismo, direito ou administração?), já havia lido muita coisa sobre história de futebol, biografia de jogadores e esquemas táticos. Faltava conhecer as regras do jogo, já que para mim era necessário conhecer do ofício que se trabalhava para falar sobre ele.

Achei a oferta de um curso de arbitragem na escola da Liga Campineira de Futebol. E quando pela 1a vez vesti o uniforme de árbitro, era como um anônimo assumindo uma identidade de super-herói.

Do amador para os jogos profissionais na FPF, foi tudo muito suado. Foram 16 anos de arbitragem e mais de 700 partidas trabalhadas. Estive com Muricy, Leão, Tite, Scolari, Luxemburgo, entre tantos conhecidos e desconhecidos treinadores (nossa, como os nomes dos técnicos de ponta continuam os mesmos nesses 20 anos!). Jogadores? Difícil relatar tantos.

Nasci para o futebol vendo meu pai com a camisa do Bandeirantes da Ermida e do Palmeiras do Medeiros, seja no campo do Barrica ou em outro qualquer. Em estádio, me batizei no Jayme Cintra e ali recebi todos os meus sacramentos! Lá vi a vitória inesquecível sobre o Palmeirinha de São João da Boa Vista com gol do Ricardo Diabo Loiro aos 49m do 2o tempo. Perdi a garganta com o acesso de 84 assistindo a goleada sobre o VOCEM na TV Cultura, e chorei com o rebaixamento de 86. No radinho, desde moleque eu ouvia Hélio Luiz Lourencini narrando, Cassiano da Silva comentando, Cobrinha e Adilson Freddo nas reportagens de campo – falando do Paulista FC. Lá no Jayme Cintra apitei jogos-treinos e amistosos, e até escalado em partidas oficiais (mesmo não podendo atuar por ser de Jundiaí) estive. Vi passar por lá a Magnata, o Lousano, a Parmalat e o Campus Pelé.

Da arquibancada para o campo. E hoje na cabine!

Agradeço de coração ao Adilson Freddo por me permitir fazer parte do time forte do esporte da RÁDIO DIFUSORA, podendo falar no mítico microfone que desde criança admirei e aos meus colegas Heitor, Berró, Cobrinha, Marcelo Tadeu, André e Caparroz por me ajudarem no noviciado.

Aproveito e agradeço também ao Marcel Capretz e sua equipe por me permitirem através das câmeras falar de futebol para a Região de Campinas, Litoral Paulista, Jundiaí e Região Sorocabana pela retransmissora do SBT – A VTV / TV SOROCABA através do vespertino Futebol Esporte Show.

Por fim, a mesma estima e agradecimento ao Edu Cerioni (pelo convite) e ao Fábio Pescarini (pela confiança) em permitirem, através das PÁGINAS DO JORNAL BOM DIA E PELO PORTAL NA INTERNET DA REDE BOM DIA E DIÁRIO DE SÃO PAULO, divulgarem meus artigos aos seus leitores.

Fazendo parte desta grande família esportiva há algum tempo, só posso retribuir com dedicação, disposição e… muitos comentários futebolísticos.

Falcão, o Rei de Roma, disse certa vez que o “jogador morre quando encerra a carreira e deixa os gramados”. O árbitro de futebol também; mas ganha sobrevida com o microfone, com as câmeras e com o lápis.

Abraços a todos.
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– O imprudente pênalti de São Paulo 1 x 0 São Bento

Muita reclamação sorocabana em relação ao pênalti marcado contra o Bentão a favor do Tricolor Paulista nesta última 5a feira, no Morumbi.

Nada de chiar: o árbitro José Cláudio da Rocha Filho acertou na marcação do tiro penal. Se na Regra do Jogo só existisse a recomendação de que as infrações por “calçar o adversário” ou “tentar atingir a bola e não conseguir” fossem por “ação temerária” (a popular “intenção”), não seria pênalti. Mas aquele é o CLÁSSICO LANCE DE “IMPRUDÊNCIA” – quando o jogador não quer atingir o adversário mas acaba atingindo.

Foi o caso deste jogo: o jogador do São Bento chega atrasado na jogada; ele visa a bola mas acaba atingindo posteriormente o do São Paulo sem querer, justamente por ter errado o tempo do “bote”. Isso é ser imprudente.

Parabéns ao árbitro pelo acerto.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Novorizontino

Carlos Roberto dos Santos Jr, 38 anos, 16 anos de carreira, Sorocabano e técnico de segurança do trabalho, apitará Paulista x Novorizontino.

“Carlão” tem muita experiência no apito. Em 2005, após o escândalo da máfia do apito, a FPF criou o ranking da arbitragem e ele foi promovido à 1a divisão no ano seguinte (Categoria Ouro). Me recordo que em 2006 apitou razoavelmente um jogo em Jayme Cintra – Paulista x Santos, onde ocorreu um lance muito curioso: ele houvera marcado um pênalti para o Peixe pensando que a bola houvera batido na mão, mas não bateu. Por coincidência, o 4o árbitro passava atrás da linha de fundo e o avisou do grande equívoco. Humildemente, Carlão aceitou a ajuda e fez o procedimento correto: desmarcou o pênalti e reiniciou o jogo com bola ao chão na grande área.

Dois anos depois ele foi rebaixado para a Categoria Prata. Voltou posteriormente para a A1 e há um bom tempo só tem apitado A2 e A3.

Carlos administra bem o jogo, não solta muito a partida e é razoável tecnicamente. Pela experiência, é um bom nome.

Seus bandeiras me preocupam um pouco: Leonardo Tadeu Pedro e Bruno Munhoz são muito jovens e ainda estão ganhando experiência na A2 e na A3. Tomara que não sejam demasiadamente exigidos. Wanecley Lopes será o 4o árbitro.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2 x1 Comercial. Como foi o juizão?

Ruim arbitragem na noite desta 4a feira no Jayme Cintra. Vamos à análise da atuação de Paulo Estevão Alves da Silva?

FISICAMENTE, péssimo. Tem ótimo porte físico, mas estava com a barriga saliente e claramente sem ritmo de jogo. Praticamente não correu, e seu pecado maior foi estar sempre longe das jogadas. No 1o gol do Paulista, após a falha do goleiro comercialino André Zuba, o árbitro estava ainda no campo defensivo do Paulista.

DISCIPLINARMENTE, razoável. Acertou na maioria dos cartões amarelos por lances técnicos, mas exagerou em advertências por reclamação. Foram 3 Amarelos corretamente aplicados por faltas mais duras, 4 Amarelos por reclamações (o árbitro fazia cara feia e exagerava no rigor), e 1 Vermelho pela agressão claríssima de Eliseu (COM) em Rômulo (PAU). Me chamou a atenção dois detalhes: Rômulo, espertamente, discute com Eliseu, que revida com agressão e fica quieto no chão. Evitou de ser expulso junto com o adversário, caso ficasse de pé ou tentasse ou revide. Já Erick Mamadeira quase leva seu 3o cartão amarelo inocentemente: após sair por contusão, pulou da maca e saiu correndo. Ainda bem, para o Galo, que o juizão estava desatento… Vale a malícia: ficar no chão um pouco, levantar mancando e não deixar mostrar ao árbitro que a entrada da maca era cera.

TECNICAMENTE, ruim. O jogo não exigiu. Surpreendentemente e contrariando nossas expectativas, a partida mesmo em campo molhado foi limpa, sem jogadas mais fortes (foram 17 faltas marcadas apenas, número baixíssimo – contra 8 cartões, número altíssimo proporcionalmente falando). O erro decisivo foi aos 18m, quando Marcinho Beija Flor dribla a zaga, escapa da falta e tromba no jogador do Paulista caído. No 1o lance (o drible), ele perde e recupera a bola na mesma jogada; no 2o, uma simples casualidade. O árbitro marcou a falta inexistente – que se fosse, seria pênalti pois estava em cima da risca. E o erro virou gol do Comercial.

Se o árbitro foi mal (em alguns momentos, dava a impressão que ele mancava em campo), o bandeira no. 1 Vladimir Nunes da Silva esteve muito bem nas suas marcações e atento no jogo. Destaque para a anulação do que seria o 3o gol do Paulista: após o chute cruzado, a bola estava entrando no gol, e em cima da linha Felipe Diadema coloca para dentro. Gol bem anulado por impedimento. Diadema estava em “posição de impedimento passivo” no pé da trave e a bola em cima da linha. Se ele fica parado, é gol legal, pois permaneceu passivo. O toque desnecessário custou o gol, pois o fez tornar ativo.

O bandeira 2 Denis Mistrelo e o 4o árbitro Salim Fende Chavez não foram exigidos e passaram desapercebidos.

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– O Apito que não convence: FPF aprovou o pênalti que não foi?

Você está cansado de ouvir falar sobre a discussão dos pênaltis mal marcados no Brasil desde a questão da orientação do movimento anti-natural, não? Jocosamente, virou pênalti de “queimada”. Se eu fosse treinador, mandava chutar no braço do adversário pois a chance de virar tiro penal é grande.

Claro, não vemos lances assim na Europa, na Ásia, na África, na América Anglo-Saxônica e na América Latina Espanhola. Só no Brasil (na Austrália, eu não sei).

Uma pessoa (não importa se é amigo ou amiga, colega ou leitor) me questionou sobre a análise crítica que fiz no lance do “pênalti de cotovelo”, onde Gil acabou sendo expulso no jogo São Paulo 0 x 1 Corinthians pelo Paulistão (o texto aqui: http://wp.me/p55Mu0-nD).

Pois bem: ela argumenta que:

Gil se projeta a frente, elevando os braços para ampliar o corpo, assumindo o risco que a bola batesse em seu braço”.

Ué, ele tem a intenção de bater a bola com o braço, mas o recolhe assustado em um tiro a queima-roupa, batendo no cotovelo? A intenção – NÍTIDA – é de evitar o contato! E só não o consegue pois tudo foi muito rápido.

Retruquei educadamente à pessoa com tal argumento, mas o contra argumento é sempre apelativo, alegando que “na sua época não era pênalti mesmo, Porcari”. Ou, ainda, que só “pode analisar arbitragem de clássico quem já apitou clássico.

Ora, caro amigo/amiga, a Regra é a mesma para quem apitou grandes ou pequenos jogos! A atenção no jogo, não deixar jogador fazer rodinha, ter saco-roxo para peitar jogador que bate palma depois de Amarelo, independem de época, divisão ou qualidade da equipe.

Mas as pessoas dificilmente são convencidas pelos outros; na maioria das vezes, são elas quem se convencem.

Tentando iluminar a boa pessoa, já que minhas observações na Rádio Difusora, Jornal Bom Dia /Diário de SP, no Futebol Esporte Show do SBT / VTV/ TV Sorocaba ou nos meus blogs pessoais não servem a ela pelo fato de eu nunca ter apitado um Majestoso (pela lógica dela), citei alguns nomes de árbitros que apitaram não só clássicos paulistas, mas também grandes jogos nacionais, sulamericanos e internacionais, como Carlos Eugênio Simon (que avaliou péssima a arbitragem na sua participação na Fox Sports) e Sálvio Spinola na ESPN, onde AMBOS CONDENARAM A RIDÍCULA MARCAÇÃO DO PÊNALTI. E eu ainda poderia citar tantos outros árbitros, como Anselmo da Costa e Alfredo Loebeling, que não marcariam tal absurdo. Na verdade, não li, ouvi ou conversei com nenhum árbitro que marcasse.

E ainda assim a pessoa insistiu que foi pênalti. Agora, o contra-contra-argumento dela é que Simon e Sálvio:

Não apitam mais e estão desatualizados, nunca sendo vistos indo a reunião ou reciclagem, já que as coisas mudam.

Caraca! Pirei… Quando se deixa de exercer um ofício e se passa a ensiná-lo e explicá-lo, perde-se o valor? Sálvio e Simon dormiam mais na FIFA do que nas suas próprias casas, e não me constam que marcavam pênaltis de cotovelo… Eu próprio, dentro da minha insignificância, estudo a Regra, converso com especialistas, leio os originais em inglês para não cair na armadilha da tradução errada e… sei bem distinguir o que é um movimento antinatural ou não; avaliar se uma mão na bola foi intencional ou não.

Paciência. A pessoa sempre me pareceu que tinha algumas virtudes, mas não conhecia a falta de humildade ou arrogância exacerbada. É vida que segue.

Aos que conhecem arbitragem, convido a responder a seguinte questão:

Gil teve intenção em evitar um gol desviando propositalmente a bola com o cotovelo, ou a bola bateu em seu cotovelo quando tentava proteger o rosto?

Uma coisa creio: a pessoa amiga deve ter pensado igualmente como eu quando viu o lance pela TV com bastante calma – que Leandro Bizzio Marinho (que fez bons jogos no Paulistão neste ano) iria receber muitas críticas pós-jogo…

A Regra não mudou por culpa da nova diretriz!

Fato.

E outro fato: A APROVAÇÃO DA FPF A RESPEITO DE TAL LANCE. Para a FPF, pasmem, foi pênalti bem marcado!

Ou os dirigentes do apito se auto corrigem nos exageros e interpretações equivocadas, ou teremos árbitros marcando errado tais lances sistematicamente e achando ainda que estão certos!

A este meu amigo, amiga, colega, crítico (a) que não gostou e me escreveu chateado(a) discordando do lance, fica o consolo: ainda está com crédito na praça! Trabalhe firme, aceite críticas construtivas e boa sorte no seu trabalho, seja ele qual for. E se um dia tiver a oportunidade de apitar futebol (e acho que terá muitas), lembre-se: para marcar um pênalti, avalie antes de tudo a intenção.

São nessas horas que vemos se a pessoa está preparada para o sucesso e com elas o aceite às críticas.

Por educação e bom tom, o nome do amigo(a), que é pessoa pública e de boa índole (creio eu), fica reservado no esquecimento, sem mágoa ou algo que o valha.
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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo para Paulista x Comercial, Rodada 09 da A2.

Depois de Ilbert Estevam ter apitado o jogo do Galo na vitória em Matão, Paulo Estevão apitará o jogo contra o Comercial na próxima 4a feira no Estádio Jayme Cintra.

Paulo Estevão Alves da Silva, 35 anos, natural de São José do Rio Preto e funcionário da Secretaria de Esportes do mesmo município, 11 anos de carreira como árbitro, será o árbitro de Galo x Bafo.

Há um bom tempo atuando como árbitro nas séries A3 e A2, Paulo é mais um daqueles que buscam espaço para galgar a série A1 (onde tem trabalhado como 4o árbitro). Em 2015, só apitou 1 jogo na A2 (Santo André 2 x 0 Batatais). Seu estilo de arbitragem é tradicional: deixa o jogo correr até onde há riscos, depois sabe segurar a partida. Costuma fazer cara feia para reclamações e usa bastante da advertência verbal, mas dentro do limite ideal. Creio que seja uma boa escala para um jogo teoricamente difícil de se apitar, devido a situação das equipes na tabela.

Vladimir Nunes da Silva, 29 anos, agente ferroviário e Denis Antonio Mistrelo, 27 anos, professor de Educação Física, são jovens bandeiras que já trabalharam em alguns jogos da A2. Não conheço o trabalho deles. Salim Fende Chavez, 31 anos de idade e 10 de carreira será o 4o árbitro, sendo que tem muitos e muitos jogos na A3 e estreou na A2 como árbitro principal neste ano.

Espero um bom jogo e torço para uma boa arbitragem.

Sendo assim, confira:
PAULISTA X COMERCIAL, Jayme Cintra, 11/03, 20h30.

Árbitro: Paulo Estevão Alves da Silva

Árb Assist 1: Vladimir Nunes da Silva

Árb Assist 2: Denis Antonio Mistrelo

4o árbitro: Salim Fende Chavez

Acompanhe a transmissão exclusiva do time forte do esporte na Rádio Difusora Jundiaiense – Jovem Pan Sat, AM 810 (ou pela internet acessando www.jj.com.br, bem como pelos aplicativos nos Smartphones). Comando de Adilson Freddo, narração de Marcelo Tadeu, reportagens de Heitor de Freddo e Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira, comentários de Robinson “Berró” Machado e análise da arbitragem de Rafael Porcari. Na técnica: Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas.

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– A Pilhagem no Futebol está insuportável!

No futebol, existe o termo “pilhar atleta”, que a grosso modo significa energizar, motivar, despertar a garra”.

Atualmente, não só os atletas mas o mundo que norteia o futebol e os seus atores estão pilhados. Quer exemplos?

  1. Ganso, muitas vezes criticado pela sua sonolência em campo, está cada vez mais pilhado – em reclamações. Repararam que a cada jogo que perde dispara contra a arbitragem? Foi assim contra Ricardo Marques que errou em prejuízo ao São Paulo, igualmente a Leandro Bizzio que errou a favor ao Tricolor. A propósito, após ter recebido o Cartão Amarelo por reclamação no último domingo no Morumbi, aplaudiu ironicamente o juizão e, por descuido do árbitro, permaneceu em campo. A regra manda a aplicação do Amarelo nesses casos, e como seria o 2o cartão, expulsão com Vermelho. Será que se o aplauso irônico depois do Amarelo fosse para o Cleber Abade, Wilson Seneme, Oscar Roberto Godói ou Dulcídio Boschilla ele terminaria o jogo? Creio que não…
  2. Já que estamos falando do Majestoso, vale lembrar: pilhada está a torcida são-paulina pela derrota no Paulistão. Ora, o Campeonato Paulista não serve para nada nesta fase, todos os times grandes são líderes com folga em suas chaves. Mas se perde clássico… fumaça preta para todos!
  3. Pilhados estão os treinadores Tarcísio Pugliese e Paulo Roberto. Repercutiu quase nada as atitudes antidesportivas dos treinadores de Ituano e São Bento no clássico local. Ora, eles devem ser os primeiros a dar exemplo aos jogadores, e não deixar o ambiente mais nervoso com discussões bobas e chiliques.
  4. Quem também esteve pilhado foi Enderson Moreira no seu último treino pré-demissão. Uma coisa é motivar, outra é descontrole emocional com os atletas.
  5. Na Europa, pilhados aos montes: pilhados racistas, pilhados hooligans e pilhados pirados. Casos de racismo em jogos, de brigas em praça pública e ontem, com Relatório Taylor, Leis Rigorosas e tudo mais, invasão em campo no jogo em Birmingham (ING), onde o Aston Villa fez 2 a 0 no West Bromwich, se classificou para a final da Copa da Inglaterra e torcedores invadiram o campo para comemorar. E não é que o “pau comeu” com um tremendo quebra-quebra pela vitória? Maluquice total.

O futebol está muito chato por essa pilhagem toda, um misto de fanatismo e necessidade de vitória.
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– Análise da Arbitragem de São Paulo 0 x 1 Corinthians. Entendendo o cotovelo de Gil!

Leandro Bizzio Marinho fez um 1o tempo perfeito tecnicamente, mas confuso disciplinarmente. Não errou marcações de jogo (faltas, laterais, escanteios, entre outros). Mas não foi bem na aplicação dos cartões, seja pelo critério adotado ou pela simples demonstração deles; ou seja: demorava muito para aplicá-los, ao invés de mostrar presença e advertir de bate-pronto, evitando tumultos.

Mas sua discrição técnica antagônica aos espalhafatosos cartões ficou marcada no segundo tempo: aos 10m, Michel Bastos chuta a bola e ela bate no cotovelo de Gil. Bizzio marca falta.

Errou! E ERRO DUPLO: não foi mão na bola intencional, foi bola na mão (ou melhor: no cotovelo) sem intenção. E também não foi falta, mas sim pênalti (corrigido pelo bandeira).

Para você marcar mão na bola (e aqui inclua-se braços), o ato tem que ser INTENCIONAL (é a única falta das Regras do Futebol que não existe a condição de avaliação da imprudência – é simplesmente colocar a mão com intencional ou não). Para ajudar o árbitro no entendimento se houve ou não intenção, deve-se avaliar 3 situações:

1) o movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão).

2) a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada e não deu para evitar o contato).

3) a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração (braço aberto, fechado, colado, esquinado, seja do jeito que for, não significa nada).

O que aconteceu recentemente é que a International Board alterou o Texto da Regra onde se fala em observar a “intenção” pelo termo “Mão Deliberada” e acrescentou nas diretrizes a necessidade de se avaliar o movimento anti-natural dos braços para se marcar a infração.

Ora, dá na mesma avaliar intenção ou mão deliberada, é apenas uma questão redacional! Deliberada, na língua portuguesa, quer dizer “proposital, de maneira intencional”. Mas no Brasil a palavra teve outro sentido ainda não compreendido e tudo virou pênalti, como se existisse “mão imprudente”!

Bolas, estamos querendo enganar a quem? Intenção e deliberação são sinônimos. “Acidentalmente” é antônimo, e mão acidental não é pênalti. Foi o caso desse “cotovelo do Gil”.

O problema é a diretriz da regra: quando se usou o termo “anti-natural”, nada mais era do que observar se os braços tomam uma ação incomum numa bola que se aproxima. Por exemplo, uma bola que é chutada onde o reflexo natural é o jogador tentar tirar o braço: se ela vier muito rápida, provavelmente existirá o risco do braço bater nela pela velocidade do chute. Mas se for possível que o jogador desvie o braço e não o fizer, é essa a ação antinatural; assim como também é anti-natural saltar com os braços esticados para cima da cabeça ou pular numa dividida com as mãos abertas desejando que a bola bata no braço.

PORTANTO, ERROU AO MARCAR MÃO NA BOLA.

Alguma dúvida? Esqueça se alguém, por descuido, dizer que foi pênalti pois o chute foi desviado pela mão e ía para o gol, como se isso fosse motivo de intenção.

Gostaria de chamar a atenção para a correção do posicionamento da infração. O lance era difícil para o árbitro Bizzio, pois foi rápido e o jogador estava com o corpo parte fora e parte dentro da área. A infração deve ser marcada onde se consome, e a bola bate no cotovelo de Gil em cima da linha. Como a linha faz parte da área, é pênalti (se entender como infração, que já explicamos não ter sido).

O árbitro só consegue ter certeza de um lance assim com ajuda eletrônica. Qualquer coisa que marque (falta ou pênalti) é na sorte. Bizzio marcou falta e errou. Mas o bandeira Daniel Zioli o avisou (depois de um certo tempo) de que foi em cima da linha e sendo assim, pênalti. Ora, também é difícil tal lance para o bandeira. E o detalhe curioso é: existe a convenção de que em lances de “dentro/fora” da área, e o bandeira vendo que o árbitro errou, imediatamente corra para a linha de fundo a fim de chamar a atenção dele.

Alguns dirão de que o uso de rádio comunicador permite que o bandeira “não se apresse tanto”. A verdade é: pareceu que Zioli também teve dúvida, tanto que ficou parado na linha da grande área.

O que será que o fez dizer que foi pênalti? Uma avaliação mais demorada do lance ou ajuda externa com informação do lance da TV (que seria interferência ilegal)? Claro que não podemos dizer que o 4o árbitro ou observador receberam informação das emissoras que estão ali próximas a eles e a repassaram por rádio, eles sabem que não poderiam isso e nem ousariam solicitá-la. Portanto, ficamos com a crença de que o bandeira apenas vacilou na sua decisão e esqueceu em correr para a linha de fundo.

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– Paulista de Jundiaí se reerguerá a partir de hoje?

É hoje!

O Galo recomeçará neste domingo a sua jornada na A2?

Sim, RECOMEÇAR, pois a ideia é de que, depois da “roupa suja lavada” durante a semana entre jogadores, diretoria e treinador, novos ares sejam percebidos em Jayme Cintra. Sobre o jogo de hoje em Matão, convido à leitura da Análise da Arbitragem,

em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/03/05/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-matonense-x-paulista/

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– Robinho é a esperança do Brasil para 2018?

Me entristece ver a convocação de Robinho para a Seleção Brasileira. Se Dunga vem acertando em alguns aspectos, como esquema tático e justa oportunidade para brasileiros que estão no exterior mesmo sem serem conhecidos aqui (como Firmino e Fabinho), erra ao insistir com o santista.

O Robinho outrora chamado Rei das Pedaladas minguou na Europa. Foi coadjuvante no Real Madrid, decepcionou no Manchester City e se tornou reserva de luxo no Milan. O garoto que encantava quando jovem no Santos não deu uma pedalada sequer no Velho Continente.

Não me sai da cabeça em 2006, após a eliminação contra a França no Mundial da Alemanha, pulando sorridente nas costas de Zidane a fim de cumprimentá-lo. Sem noção alguma de comprometimento com a Seleção desclassificada… E, recentemente, a história da comemoração da demissão do treinador Enderson Moreira via WhatsApp quando simplesmente disse que era uma “brincadeira entre amigos”.

Sou do tempo em que tínhamos atacantes goleadores aos montes! Nos anos 90, a Seleção Brasileira tinha os artilheiros das principais ligas européias: Jardel em Portugal, Ronaldo na Espanha, Amoroso na Itália, Elber na Alemanha, Sonny Anderson na França e até Alcindo no Japão. E jogando por aqui Evair, Bebeto, Romário… Hoje, Robinho é a esperança para 2018? Com quantos anos ele estará? E em que nível jogará?

Todo ano revelávamos talentos no Campeonato Brasileiro. E no último ano, qual jovem talento foi revelado?

Me assusta quando penso que o agora veterano e descomprometido Robinho pode ir à Copa da Rússia. Estamos numa entressafra horrível mesmo.
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– O Não Profissionalismo do futebol está latente…

Notícias da semana que mostram como o futebol brasileiro está carente de gestão profissional e comportamento compatível a ela.

1) O Santos FC demitiu seu treinador Enderson Moreira (líder da sua chave e invicto no Paulistão), alegando problemas de relacionamento. A assessoria do treinador diz que ele foi mandado embora; o presidente do time diz que ele pediu para sair num acordo. Na coletiva, Modesto Roma Jr confessou que não gostou quando o treinador levantou a questão de salários atrasados… Imagine quantos “treinadores demitidos o Santos FC” não está pagando!

2) Adriano Imperador gastou R$ 60.000,00 em uma casa noturna de “garotas de fama não-familiar”. E de lá partiu para um motel com 18 prostitutas. Ele ainda é jogador ou já encerrou a carreira? E quando o dinheiro acabar…

3) Valdívia em foto postada na internet no mais puro “espírito carioquês”. Entrar em campo que é bom, neca de pitibiriba.

4) Revendo as súmulas do Paulista FC na série A2, NENHUM jogo teve renda líquida positiva. Em todas, o clube teve prejuízo. Como sobreviver?

5) Robinho foi convocado por Dunga. Se a preparação é para 2018, em sua posição, o veterano atleta ainda é a melhor opção?

Estou assustado com o atual momento do futebol brasileiro… #GER7x1BRA

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Matonense X Paulista

Ilbert Estevam da Silva, 31 anos, natural de Diadema e professor de Educação Física, há 9 como árbitro, apitará Matonense x Paulista na Rodada 8 da série A2.

Jovem, ele é uma aposta da FPF. Tem trabalhado na série A3 e na A2 em bons jogos há alguns anos, e, embora ainda não tenha apitado na série A1, luta para isso. Na experiência realizada com os árbitros adicionais assistentes (AAA), trabalhou em inúmeras rodadas se mostrando muito atento.

Destaco que Ilbert foi escalado como árbitro principal no amistoso entre Corinthians x Corinthian-Causals no Itaquerão. Na oportunidade, deixou o jogo correr bastante e, apesar da pouca exigência da partida, se mostrou muito seguro. Apenas ressalvo uma certa dificuldade no posicionamento dentro de campo naquela partida.

Leandro Almeida dos Santos, 33 anos, vigilante (que bandeirou Água Santa x Paulista) e Gustavo Pedroso, 25, contador, serão os assistentes.

Torço para uma boa partida e desejo boa sorte aos árbitros.

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– A Expectativa de São Paulo x Corinthians: Arbitragem, Torcida Mista e Escalação de Pato

A) SOBRE ARBITRAGEM:

Leandro Bizzio Marinho, 36 anos de idade, 11 anos de carreira e há 6 anos na série A1, apitará São Paulo x Corinthians no Cícero Pompeu de Toledo no próximo domingo.

Bizzio já apitou um Majestoso: em 2013, pelo Paulistão, na partida em que o Timão venceu o Tricolor no Morumbi por 2×1. Naquela oportunidade, Bizzio teve apenas atuação regular/ ruim. Foi muito contestado por não assinalar falta em Alessandro, resultando em gol do São Paulo, além de um polêmico pênalti de Rogério Ceni sobre Alexandre Pato. Sobre a análise da arbitragem daquela partida, vide o link em: http://is.gd/Majest2013 .

Hoje, 2 anos depois, Bizzio está muito mais experiente e com mais confiança. Está sabendo lidar bem com advertência verbal e se destacando por boa condição técnica. Vide as suas últimas duas atuações na série A1: o bom jogo arbitrado entre Santos 0 x 0 São Paulo na Vila Belmiro e a ótima participação no Tenente Carriço, no jogo entre Penapolense 0 x 2 Palmeiras, chamando a responsabilidade de um impedimento e anulando o gol palmeirense com correção (Veja essa observação em: http://is.gd/PenapPalm).

A curiosidade é que Bizzio, há pouco tempo, foi vítima de uma polêmica trombada com Guerrero na Arena Pantanal, contra o Bragantino pela Copa do Brasil. Sobre esse lance, já falamos na oportunidade, em: http://is.gd/Guerrero.

Em suma: Bizzio vem agarrando as oportunidades que lhe estão sendo dadas. É bom árbitro, e desde que subiu à categoria Ouro (em episódio criticado, pois os nomes que subiriam de 2009 para 2010 da categoria Prata à Ouro vazaram no site da FPF antes mesmo das provas escritas e físicas – mas ele não tem nada a ver com isso), tem tido uma constante evolução (sobre isso, em: http://is.gd/EmCDAe).

B) SOBRE TORCIDA MISTA

Grêmio e Internacional fizeram uma ótima jogada de fomentar a “torcida mista” no clássico gaúcho. Aqui, São Paulo e Corinthians não se esforçaram para tentar imitar a iniciativa no clássico paulista. Mas pense: criar “torcida mista” formada por famílias e pessoas de bem, é fácil. Mas juntar membros das organizadas com passagem policial… aí é que eu quero ver.

C) SOBRE ALEXANDRE PATO JOGAR OU NÃO

De novo a pendenga sobre Alexandre Pato. Por questão contratual, o atacante não jogará por ser atleta do Corinthians e estar emprestado ao São Paulo. Insisto com o tema: na Liga dos Campeões da Europa, o goleiro do Atlético de Madrid, Courtois, que era do Chelsea e estava emprestado ao time espanhol, passou pela mesma situação quando ambas as equipes se enfrentaram. Na ocasião, a UEFA liberou o jogador e invalidou a cláusula, criando uma jurisprudência por lá (sobre isso, aqui, em texto do ano passado: http://is.gd/bAImTW)

Fica a questão: o presidente Carlos Miguel Aidar, renomado advogado, teria coragem de usar a semelhança do caso, liberar Muricy para escalar Pato e juridicamente se aguentar, ou é melhor manter a política da boa vizinhança?

Diante desses 3 temas, deixe seu comentário:
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– Comissão Européia pedirá à FIFA uma nova escolha para a Copa de 2022. Alguém acredita que mudará?

Leio que a Comissão de Cultura, Ciência, Educação e Meios da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) vai pedir à FIFA uma nova escolha para a sede da Copa do Mundo de 2022.

Michael Connarty, deputado do parlamento europeu e autor do projeto, reclama que a Comissão de Ética da FIFA realizou investigações “radicalmente viciadas”, e que uma nova escolha acabaria com suspeitas desagradáveis.

A queixa decorre dos documentos publicados pelo jornal inglês “The Sunday Times”, nos quais Mohamed Bin Hammam, o presidente da Confederação de Futebol da Ásia na época, subornou eleitores de todo o mundo para a escolha do Catar, em especial da África.

Eu não acredito em nova escolha. Afinal, imaginem as “somas gastas” pelo sheik catari para o sucesso do empreendimento?

A propósito, outra pendenga: a Copa será em quais meses de 2022? No inverno ou no verão (de acordo com as férias do calendário europeu)? Isso será decidido até Dezembro próximo.
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– Regulamento do Paulistão e a Aberração na Rodada 7

Que o Campeonato Paulista está em descrédito há um bom tempo, isso é fato. Mas ao término da Rodada 7, um fato curioso trouxe ao torneio uma piada: a tabela de classificação!

Vide: dos 4 grupos do torneio, os 4 grandes são líderes das suas chaves. O interessante é: o XV de Piracicaba, 15o colocado na classificação geral, que de 21 pontos disputados conquistou míseros 6, mostrando apenas 28,5% de aproveitamento e tendo perdido 5 dos seus 7 jogos, estaria classificado para fase 2! E o Linense, com O MESMO APROVEITAMENTO (28,5%) dos pontos e com 3 derrotas em 7 jogos, estaria rebaixado para a série A2.

Claro, apesar de menos derrotas, o critério de vitórias faz com que exista essa diferença na classificação. Só que o regulamento é tão maluco que, o Ituano, 7o colocado da classificação geral, estaria fora da fase 2!

Que loucura. O 7o colocado (Ituano) está fora do grupo dos 8 classificados, dando lugar ao 15o colocado (XV de Piracicaba), que está empatado com 2 times que brigam para não cair para a 2a divisão (Capivariano, 16o e Linense, 17o).

Quem inventa esse regulamento se supera na incompetência. Ou é completamente “Lelé da cuca”!
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– Análise da Arbitragem de Paulista 1 x 3 Oeste

Regular arbitragem de Marcos Silva dos Santos Gonçalves na manhã desse domingo.

A) O árbitro começou com uma falha conjunta de desatenção com o bandeira logo nos minutos iniciais, invertendo um arremesso lateral. Ambos se namoraram, o treinador do Oeste Roberto Cavalo indicou o lateral e a arbitragem foi junto. Errou.

Depois disso o árbitro entrou no jogo e fez uma boa partida no 1o tempo. Todos os cartões aplicados na partida foram corretos (Leandro Vicentim, do Paulista, bem expulso) e não tivemos nenhuma marcação polêmica. A partida ajudou, e não digo que foi uma “boa arbitragem” pois Marcos pecou em cartões NÃO APLICADOS. São eles:

1) aos 26m do 2o tempo, Zeka (OES) fez uma falta dura em Felipe Santos (PAU) e merecia Cartão Amarelo. Ele já tinha recebido minutos anteriores por cera no arremesso lateral e, ao invés do 2o Amarelo e consequentemente o vermelho, o árbitro preferiu apenas a conversa. E aqui fica a crítica construtiva: não relaxar na partida!

2) aos 29m do 2o tempo, Junior Negão (OES) faz uma falta por ação temerária, típica de Amarelo. O árbitro contemporizou.

3) aos 49m do 2o tempo, Roger (OES), que já havia recebido Cartão Amarelo, faz dura falta em Diego Souza (PAU) matando um contra-ataque. Não houve cartão algum.

B) O bandeira Frederico Andrade foi destaque positivo em dois lances:

1) validando corretamente o gol de Foguinho (OES) pois este partiu quase da mesma linha, por trás do zagueiro do time jundiaiense (acertou em não marcar o impedimento), e

2) também foi feliz ao não marcar impedimento de Jailson (PAU), que estava em posição de impedimento passivo mas abdica de jogar se mantendo grudado no pé da trave, na hora do chute de Felipe Santos no gol do Paulista.

C) Luciana Silva Ramos, a bandeira 2, foi bem quando acionada e se mostrou participativa em diálogo com o árbitro – e este foi um ponto positivo do trio.

D) Anderson Paulino Cordeiro, o 4o árbitro, poderia ser mais efetivo no controle dos atletas em pé no banco de reservas, que fizeram uma farra danada durante a partida.

A CURIOSIDADE: Fábio Gomes (PAU) foi substituído por lesão no 1o tempo, e não passou a braçadeira de capitão a ninguém. Por todo o restante da partida o Paulista jogou sem capitão identificado, e em momento algum a arbitragem percebeu. E se não existia um capitão formal, informalmente ele também não apareceu, já que em momento algum o time questionou a arbitragem, reclamou dos cartões não aplicados ou mostrou espírito de liderança.
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– Que feio, Senhores Treinadores!

Um jogão: São Bento x Ituano fizeram um clássico importante na última 6a feira, apitado por Raphael Claus.

O detalhe é que os dois treinadores foram expulsos: Paulo Roberto pelo time de Sorocaba e Tarcísio Pugliese pelo time de Itu.

Já apitei jogos com os dois e estou acompanhando a campanha de ambos. Gostaria de fazer um registro:

Paulo Roberto é experiente, já subiu várias equipes da série A2 para a A1 e entende do riscado. Mas tem um problema: quer se espelhar no Luxemburgo em início de carreira, sendo espalhafatoso e forçando a barra com reclamações. Se mais discreto fosse, estaria se firmando em equipes da Série A1. Não o vejo, com esse perfil de bate-bocas, dirigindo grandes clubes.

Tarcísio Pugliese é jovem, e mesmo assim tem experiência por ter começado muito cedo. Ele tem bom potencial e está tendo a grande chance da sua vida dirigindo o atual Campeão Paulista Ituano. Mas por inexperiência (parece contraditório, não) acaba sendo expulso por bobagens em campo. Assim, também não vai chegar na elite. E elite quer dizer: trabalhar no trio de ferro paulistano!

E desses treinadores de equipes pequenas do futebol paulista, um me chama a atenção: Guto Ferreira, da Ponte Preta! Ele é o “craque” desse bem montado time da Macaca e faz merecer uma oportunidade em time grande. 

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– A Má Gestão de Carreira na Escala de Santos x Linense

O jovem Douglas Marques das Flores é boa gente. Trabalhador, honesto, esforçado, vem lá de Rancharia. Pode vir a ser um grande árbitro, afinal, tem apenas 29 anos de idade. Mas há um sério problema que não é culpa dele: a condução de sua carreira e suas escalas.

Na ânsia de revelar árbitros (coisa que tem sido difícil na atual gestão da Comissão de Árbitros), a CEAF da FPF vem escalando (ou melhor, colocando a sorteio) de maneira equivocada o árbitro.

Vide: pouquíssimos jogos na série A3 apitados (apenas 2), 5 jogos acumulados na série A2 na carreira, e uma escala de A1 em Corinthians 3 x 0 Marília.

Com pouca experiência na 2a e 3a divisão, estréia na A1 em jogo do Coringão no Itaquerão? Haja preparo!

Sobre essa partida, falamos sobre a análise da atuação do árbitro às vésperas da escala que recebeu para Paulista x Santo André na A2. Veja o relato em: http://wp.me/p4RTuC-cfq .

A desconfiança sobre a correta condução de sua carreira em jogo “mais pegado” se confirmou com uma má atuação em um clássico da A2. Sobre as virtudes e defeitos do árbitro, também falamos em nosso relato no Jornal Bom Dia Jundiaí e na Rádio Difusora. Extraído do nosso blog, leia como conduziu o jogo em: http://wp.me/p55Mu0-mE

Agora, Douglas Marques está escalado em Santos x Linense. Claro, o jogo é fácil devido a superioridade do Peixe sobre o Elefante da Noroeste. Mas me preocupa: em apenas duas escalas na A1, dois jogos de times grandes?

Não seria necessário DAR MAIS RODAGEM AO ÁRBITRO NA SÉRIE A3 E NA A2? Parece-me forçar a barra. O árbitro pode vir a ser um grande talento, se subir na carreira alicerçado e paulatinamente. Mas com um planejamento de carreira como este, corre o risco de ser queimado.

Não era melhor o escalar em um jogo entre equipes mais modestas, e aos poucos aumentar a importância das partidas?

Enfim: está tendo a oportunidade dos sonhos de qualquer árbitro.
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– A Reunião da International Board mudará mesmo algumas Regras?

A Assembléia Geral da IFAB (a International Board, a “dona” das Regras do Futebol), que começa neste final de semana na Irlanda, já enumerou 3 discussões:

1) Proposta da FIFA de uma 4a substituição em jogos que existirem prorrogação;

2) Proposta da Escócia e Inglaterra que permite que um jogador substituído possa retornar ao campo de jogo;

3) Proposta da UEFA que sugere a não-expulsão de um jogador que comete uma falta na grande área, pois a entidade reclama que em lances de pênalti com a aplicação de cartão vermelho existe o chamado “Triplo Castigo”. Ou seja: falta na área vira penalidade máxima (castigo 1); o jogador recebe cartão vermelho e está automaticamente suspenso de um próximo jogo (castigo 2); e, logicamente, tem que abandonar a partida (castigo 3).

Haverá ainda: 

– um aprofundamento em debates sobre o uso da tecnologia permitindo replays a fim de ajudar aos árbitros,

– o debate sobre o cronômetro paralisado quando a bola parar / sair de campo,

– assim como a permissão do “desafio”, quando treinadores ou capitães poderiam pedir a revisão de tomada de decisão do árbitro.

(Para esses últimos 3 assuntos, só ocorrerão discussões, pois previamente se acertou que não haverá mudança a partir dessa assembléia).

Nenhuma proposta da Conmebol será discutida, tampouco de algum país sulamericano (pois elas não ocorreram).

A falta de idéias é proporcional à falta da boa qualidade de futebol jogado por aqui ultimamente?

O que você acha dessas ideias? Deixe seu comentário:
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Oeste

Desde que me conheço por árbitro, sempre apitei jogos do Oeste com a preocupação do futebol “anti-jogo”. Sim, tradicionalmente o time de Itápolis abusa do jogo duro no Estádio dos Amaros. Como visitante, sabe jogar fechadinho.

Para o importante jogo entre Paulista x Oeste no Jayme Cintra, a lógica seria um árbitro bom da série A1. Certo?

Errado. Novamente um árbitro que não é da elite. Enquanto isso, em outros jogos da mesma divisão teremos Marcelo Ribeiro de Souza, Antonio Rogério… todos da A1 (isso está virando rotina).

Apitará a partida em Jundiaí o árbitro Marcos Silva dos Santos Gonçalves, 41 anos de idade, 15 de carreira. Experiente em categorias menores, apitou poucos jogos da A2 até então. Em 2015, apitou Santo André 1 x 1 Barbarense e foi 4o árbitro na primeira rodada, na partida entre Barbarense x Oeste.

Já os bandeiras Frederico Andrade e Luciana da Silva Ramos têm algo em comum: a mesma idade, 34 anos, e o mesmo número de jogos: só 1 na A2 e 1 na A3 em 2015. São competentes o suficiente para um bom trabalho.

O trio de arbitragem pode fazer uma boa partida, mas aqui questiono: estão com pouco ritmo de jogo e não vem com experiências de grandes jogos.

Torço para uma boa arbitragem.
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– E o Dia do seu Time?

O primeiro projeto do ex-presidente do Corinthians e atual Superintendente de Futebol do Timão, o agora deputado federal Andrés Sanches, foi apresentado: é a criação do “Dia do Corinthians”, a ser celebrado em 1o de Setembro.

Essa proposta leva o número “324/2015” e foi encaminhada no dia 11 de fevereiro (em conjunto com outro parlamentar da “bancada do Corinthians”, o deputado Goulart) e será votada sem prazo definido.

Duas perguntas que não paro de questionar:

1) Como estar em Brasília e ao mesmo tempo em São Paulo, trabalhando pelo povo como deputado e como cartola pelo Corinthians? Ou não fará bem uma atividade em detrimento de outra, ou gazeteará alguma delas.

2) Não há coisa mais importante para fazer no Congresso? Se a moda pega, teremos o Dia do Flamengo, do Palmeiras, do Atlético, do Cruzeiro… Eu vou pedir o Dia do Vila Xurupita, do Bandeirante da Ermida e do Palmeirinha do Medeiros!

É o dinheiro dos nossos suados impostos sendo rasgado sem pudor algum!

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– Análise Pré- Jogo da Arbitragem de São Paulo x Danúbio

O que esperar do árbitro Enrique Ósses na partida da Libertadores da América entre São Paulo x Danúbio?

Simplesmente: um juiz bom tecnicamente, que se posiciona muito bem em campo e que não admite indisciplina. Conhecedor de detalhes da regra e de grandes qualidades.

Isso é bom ou ruim para o Tricolor Paulista?

Depende. Para o futebol, ótimos árbitros são necessários. Mas para aqueles que gostam de bastidores, existe sempre a observação: todo time que joga Libertadores sabe da dificuldade em encontrar árbitros que possam coibir a violência e não sentir a pressão. Teoricamente, um time rodado gosta de árbitro caseiro quando joga em casa e árbitro rigoroso quando joga fora (por motivos óbvios).

Ósses apitou o 1o jogo da final da Libertadores entre Boca Júniors x Corinthians no La Bombonera, apitou a final da Sulamericana entre São Paulo x Tigres no Morumbi, apitou a final entre Lanus x Ponte Preta também pela Sulamericana, foi o melhor árbitro da Copa das Confederações 2013 e esteve na Copa do Mundo 2014.

Se o time uruguaio for catimbeiro, ótimo para o São Paulo, pois o árbitro evitará o antijogo. Mas se o São Paulo quiser usar de malandragem, se dará mal!

Enrique Ósses é o árbitro ideal para se jogar como visitante e na pressão, diferente do árbitro Ricardo Marques Ribeiro, que apitou o 1o jogo do São Paulo na competição.

Fica a preocupação: nos próximos jogos do Tricolor (e das equipes brasileiras em geral, por quê não questionar isso), haverá árbitro de alto nível em jogos fora do Brasil, ou eles só estarão atuando em jogos de brazucas como mandante?

Temo a “união de língua espanhola” no apito… Vide as escalas dessa rodada: o uruguaio Dario Ubriaco, um “serial killer” de cartões amarelos e vermelhos, apitará Atlético-MG x Atlas. Já o peruano “low profile” Omar Ponce apitará Sucre x Cruzeiro.

Bobagem ou preocupação justa?
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– Espírito de A2 ou de A1?

Compartilho parte da ótima matéria do jornalista Fábio Estevam e do nosso editor do Bom Dia, Fábio Pescarini, publicada na última edição, sobre o que eu disse a respeito do que é “ter espírito de A2” para o Paulista de Jundiaí engrenar na competição.

TER ESPÍRITO DE A2 é…

“É ter gana para se livrar desta famigerada divisão, de mostrar vergonha por estar abaixo da elite e enxergar a bola como o último prato de comida. É não enfeitar a jogada, mas jogar o simples com disposição. É não fazer firula, mas dar de bico na bola se preciso. É suar mais do que o convencional; comer grama; esquecer a beleza de um drible e jogar feio desde que isso ajude o time; ter vontade de correr até a última bola e, principalmente, SER PRAGMÁTICO! Ou seja: jogar sempre pelo resultado (não ter medo de (jogar por uma bola”), deixar a vaidade de lado e se retrancar se necessário para garantir uma vitória. Ainda: buscar o gol aos trancos e barrancos, sem medo de trombada, encontrão ou cara feia.”

Pois é. Não dá para jogar na A2 com ritmo de A1. Principalmente mostrando o péssimo futebol da A1, fruto do ex-gerente de futebol José Macena, que felizmente o Paulista FC se livrou!
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– Pitacos sobre a Arbitragem dos Grandes Paulistas

Boas, ruins, sortudas e azaradas atuações dos árbitros em jogos envolvendo os times grandes. Vamos falar da atuação deles e dos lances curiosos?

PENAPOLENSE 0 X 2 PALMEIRAS:

Nessa partida, grande destaque para o árbitro Leandro Bizzio Marinho, que foi atento e corajoso ao anular o gol de Cristaldo, aos 14 minutos do 1o tempo.

O atacante argentino dribla um zagueiro, tenta o gol mas o goleiro de Penápolis espalma. No rebote, Dudu chuta para o gol. Cristaldo está em posição de impedimento! Repare que há entre ele o gol apenas um adversário (o zagueiro) e o goleiro está a frente da linha do atacante – para não ser impedimento, devem existir dois jogadores entre ele e a linha de meta. O bandeira não percebe que Cristaldo toca de cabeça e confirma o gol. Bizzio imediatamente pára tudo, chama a responsabilidade para si e acerta. Parabéns!

ITUANO 1 X 1 CORINTHIANS:

Na semana passada, Sheik fez falta em Bruno, dominou a bola e cruzou para Jadson fazer o gol contra o São Paulo. Benefício ao Corinthians.

Neste domingo, Naylor vai roubar a bola de Petros, divide com empurrão e ainda acerta o corinthiano por baixo. O jogador do Ituano consegue tocar para Clayson, que livre toca para Jheimy fazer o gol do Ituano aos 22 minutos do 2o tempo. Prejuízo ao Corinthians…

Márcio Henrique de Góis entendeu como trombada tal lance. Se equivocou. Talvez por adotar um estilo cauteloso e marcar muitas faltas na partida (evitou ao máximo dar vantagem ou entender supostas faltas leves como disputas viris), errou ao mudar o critério e deixar o jogo correr justo nesse lance.

SÃO PAULO 4 X 0 AUDAX:

Boa arbitragem de Tiago Scarascati. Parece que, após 11 anos de trabalho da CEAF presidida pelo Cel Marcos Marinho com a assessoria de Arthur Alves Jr, um árbitro de ponta está sendo revelado. Sem queimar etapas (como estão erroneamente tentando fazer ao razoável árbitro Douglas Marques da Flores, que precocemente e sem experiência chegou a A1), a carreira desse árbitro está ocorrendo com ascensão paulatina e nos jogos adequados. Tem potencial!

PORTUGUESA 1 X 3 SANTOS:

Aos 32 minutos do 1o tempo, um lance difícil (e até de certo ponto, de azar) do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que fez uma ótima arbitragem na convincente vitória do Santos sobre a Portuguesa, mas que errou na marcação do pênalti a favor do Santos.

Robinho domina a bola, avança pela linha de fundo, dribla o zagueiro Alex Lima que vai nas suas pernas para cometer a infração. Mas com um detalhe curioso: a bola estava em cima da linha (portanto, o jogo está valendo, já que a bola só sai quando ultrapassa totalmente a linha demarcatória) e o santista está fora de campo!

O que deveria ser marcado: Pênalti, tiro indireto ou outra coisa?

Lance raro e entra o detalhe da regra. Mas adianto a resposta: se marca “outra coisa”.

Vamos lá: a 1a Diretriz da Regra 12 (Infrações e Incorreções) diz que para uma falta existir (e se for dentro da área, pênalti), devem existir 3 condições:

1) deve ser cometida por um jogador;

2) deve ocorrer no campo de jogo;

3) deve ocorrer com a bola em jogo.

Repare que Alex Lima está com o corpo parcialmente dentro de campo, mas o ato de atingir Robinho (o toque “infracional” em si) ocorre fora de campo. Portanto, não atendeu ao item 2 acima.

Se marca, nesse caso, pasmem: BOLA AO CHÃO, no local onde a bola se encontrava no momento do apito do árbitro!

Entenda a regra:

A) Sair de campo deliberadamente (por burla ou indisciplina, por exemplo) é infração punível com cartão amarelo. Robinho está fora de campo por força da jogada (neste caso, um drible). Portanto, pode retornar normalmente ao gramado. Alex Lima tenta atingir a bola para colocá-la a escanteio e não consegue. Também por força da jogada, seus pés saem de campo e atingem Robinho, que também está fora de campo naquele instante. Assim, não existe pênalti. O árbitro deve punir o jogador que atinge as pernas com cartão amarelo (se entender que foi uma ação temerária) e reiniciar o jogo com bola ao chão onde a bola se encontrava em campo.

B) Se a bola estivesse saído, o jogo deveria ser reiniciado com tiro de meta para a Portuguesa, pois o toque foi fora de campo em um momento em que a bola já houvera ultrapassado a linha de fundo.

C) Se Alex Lima estivesse de pé, equilibrado, e saísse propositalmente para atingir Robinho fora de campo (não foi o caso, pois o carrinho começa dentro de campo e se consome fora por força da jogada), o árbitro deveria marcar tiro livre indireto dentro da área (falta de 2 lances) a favor do Santos onde a bola se encontrava no momento da sua saída. Repare que a situação A é diferente da C. Na A, ambos saem do campo “sem querer” pela velocidade do lance, ou seja, durante uma jogada corriqueira. Na C, há a premeditação em sair do campo.

D) E se Robinho estivesse com “o bico da chuteira” em cima da linha e esse pé fosse o atingido? Seria pênalti, pois um pedaço do pé que seja sobre uma borda da linha significa que está em campo.

E) Porém, nas mesmas condições da situação D, mas sendo o pé atingido outro, fora de campo, seria a mesma situação de A, pois estaria sendo “infracionada” uma parte do corpo fora do campo (bola ao chão).

Lembremo-nos: toda e qualquer infração se consome onde se atinge.

Exemplo:

i) se um zagueiro que está fora da área dá uma cusparada que atinge o rosto de um atacante que está dentro da área, é pênalti, pois o ato infracional é no rosto.

ii) se o zagueiro está dentro da área e a cusparada atinge o atacante fora da área, é falta.

iii) se o zagueiro (independente de onde ele estiver dentro do campo) cospe no atacante que está fora do campo, é tiro livre indireto ao time adversário pois ele premeditou a cusparada para que ela atingisse alguém fora de campo.

iiii) se o zagueiro, estando em corrida em qualquer disputa de bola, sai de campo e atinge o adversário também fora de campo (e com a bola em jogo), é somente bola ao chão. E, claro, cartão vermelho ao agressor.

Estudar a Regra do Jogo é maravilhoso, não? Tenho certeza que Marcelo Ribeiro, no calor das 16h30, suado e ligado no jogo, foi iludido que Robinho estava sobre a linha. É o chamado “erro permitido”. Reforço que ele foi muito bem no jogo e que tal equívoco não teve influência na partida.
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– Atletiba é exemplo de campanha pela paz!

Em meio a tanta violência no futebol, presidentes, capitães e demais membros de Atlético Paranaense e Coritiba tentaram promover uma campanha pedindo paz.

Veja o que mostra o cartaz. Ele diz tudo:
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– Ganso passou dos limites com reclamações ou não?

Chamar um cidadão de ladrão é calúnia e pode render um processo por injúria?

E se ele estiver em meio ao seu ofício de trabalho, pode?

Ainda: se for o jogador chamando o árbitro de ladrão, o que fazer?

Na Europa, são comuns os casos em que, quando treinadores ou jogadores ofendem ou colocam em dúvida a honestidade dos árbitros, há a multa e suspensão. José Mourinho que o diga!

Aqui no Brasil, Ricardo Marques Ribeiro anuncia que deverá processar o jogador Paulo Henrique Ganso, que fez fortes declarações ofensivas contra ele após sua péssima arbitragem (o jogador disse que “o árbitro mais que errou, ele roubou e que deveria sair de camburão”).

E aí, atitude correta ou errada do árbitro em processar Ganso?

Entendo que, por costume, infelizmente é inevitável que o torcedor não chame o árbitro de “ladrão”, “filho de uma prostituta” ou se “questione sua sexualidade” quando descontente. MAS E O ATLETA?

Lembram-se quando Neymar reclamou de Sandro Meira Ricci, escrevendo no Twitter que “juiz ladrão, tem que sair de camburão? Pois é. Isso rendeu ao Ricci uma indenização de R$ 15.000,00.

Será que teremos o mesmo desfecho no caso Ricardo Marques e Ganso?

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