– Neymar, Bola de Ouro e a Ferrari

Neymar do Barcelona, Phillipe Coutinho do Liverpool e William do Chelsea: esses são os únicos 3 brasileiros que disputam a “Bola de Ouro” da France Football em conjunto com a FIFA, numa lista entre 59 nomes selecionados. Até janeiro, a lista será afunilada para 23.

Será que dessa vez alguém que não seja Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi levará o prêmio? Difícil dizer. CR7 e Messi, mesmo rendendo menos do que em outras temporadas, ainda são maiores que os concorrentes.

Neymar é a esperança brasileira depois da fase áurea com Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ricardo Kaká! O problema é: está a altura dos seus concorrentes principais?

O rendimento da “Joia Santista” tem caído, e não substituiu Messi à altura ainda. O destemperamento o tirou da Copa América e das duas iniciais rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo. Agora, sendo alvo do fisco brasileiro e espanhol, tendo um Porsche apreendido, ostenta a foto de uma Ferrari.

Seria uma equivocada afronta às autoridades que o cobram de impostos não pagos? Não precisava divulgar em redes sociais o carro novo…

bomba.jpga

– Hoje tem Futebol Esporte Show!

E hoje tem Futebol Esporte Show! Com Marcel Capretz, Orlando Gaeta e Rafael Porcari

Aqui, no SBTVtv e TvSorocaba.

Tudo sobre o Brasileirão, Copa Paulista e os times da região. Prestigie!

Campinas e Região: 13h00

Baixada Santista: 13h00

Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Penapolense

Camilo Morais Zarpelão, 34 anos, há 12 na FPF, apitará Paulista x Penapolense. É uma escala condizente à partida: um confronto de A2.

O jovem (mas experiente) professor de Educação Física é de SP e já trabalhou como Adicional na série A1 em jogo do Paulista FC (na derrota para o Comercial por 3×0, quando o treinador Wagner Benazzi encheu de pimenta e outras mandigas o banco de reservas).

Tenho boa expectativa por esse árbitro. Já o vi atuando algumas vezes pela A3 e pela A2, e penso que já deveria ter tido a oportunidade de apitar a série A1. Sabe segurar e deixar o jogo correr; é moderado nos cartões e corre bastante em campo. A única dificuldade: por ter cara de “garoto”, às vezes os jogadores testam ele.

Fernando Luís Ravelli, 31 anos metalúrgico da Toyota em Indaiatuba, morador em Salto, bandeira com apenas 3 anos de carreira e com poucos jogos profissionais, será o assistente 1. Fernando não foi bem no seu último jogo da Copa Paulista: coincidentemente, Primavera 1×0 Paulista.

Liliane Aparecida Galindo, 32 anos, professora de Educação Física e moradora em Presidente Prudente, também com 3 anos de carreira e apenas no seu 8o jogo profissional, será a assistente 2.

Luís Antonio de Souza, que assim como o bandeira 1 trabalhou no jogo contra o Primavera, estará no Jayme Cintra como 4o árbitro.

Esperava que a FPF escalasse um quarteto de nível igual nesta segunda fase da Copa Paulista. Respeitosamente, o árbitro é muito mais qualificado para um jogo importante como esse do que os bandeiras que só estão no começo da carreira.

A propósito: coitada da bandeirinha… vai “pagar para trabalhar”, pois só as taxas descontadas por sindicato, custo da viagem e outras despesas de Prudente até Jundiaí (ida e volta) farão com que seu salário desapareça…

Torço para uma ótima arbitragem do quarteto, esperando boa arbitragem do árbitro, redenção do bandeira 1 e conhecendo o trabalho da bandeira 2.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Penapolense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Palmeiras 3 x 2 Internacional e o pênalti do Ghost Player!

Existem “ghost writers” no mundo da literatura: aqueles que escrevem com outros nomes e não querem ser identificados. No futebol, graças às más arbitragens, surge algo parecido, a figura dos “ghost players”, ou seja: jogadores invisíveis que cometem pênaltis onde nunca se enxergam infratores reais. Pior: eles assombram os chamados “Lucas”. Atazanam fantasmagoricamente quando qualquer Lucas está nas redondezas da grande área!

Foi assim em Santos X Avaí com Lucas Lima. Foi ontem de novo com outro Lucas, no Allianz Parque. O jogador palmeirense escorrega no gramado molhado, tenta o equilíbrio e o fantasma botinudo o derruba quando entra na área, tentando nos enganar e fazer crer que era erro de arbitragem. Um assustado Alex, seu marcador, não entende. Como explicar a paranormalidade (ou anormalidade) da marcação?

Wilton Sampaio, o árbitro, é evocado pelos espíritos raivosos profanados pelo invocado treinador Argel, que por falta de fé não enxerga nem crê no que vê!

Pois é. Mais um erro de arbitragem. E a liturgia dos equívocos segue. Mas quem reza a Bíblia do presidente da CA-CBF Sérgio Corrêa permanece em paz. Afinal, lembram da mentirinha do Marco Polo de que puniria doa a quem doer?

Brincadeiras à parte: já imaginaram quando o árbitro goiano da FIFA soube no vestiário a cáca da marcação desse pênalti? Engole-se um amargo indescritível… Não foi nada, Lucas escorregou fora e dentro da área.

– Quando não se sabe fazer Leitura de Jogo!

Saber dar vantagem é uma virtude. Poucos árbitros sabem permitir tal situação. Assim como popularmente dizem que o craque antevê a jogada, o juiz “bom de vantagem” idem!

Domingo passado Anderson Daronco perdeu uma vantagem quando Rafael Marques poderia marcar um gol no Choque-Rei. Nesta quarta-feira, Luiz Carlos Ramos Júnior o imitou.

O Nacional empatava o jogo contra o Paulista. Aos 48 minutos do 2o tempo, o atacante sofreu a falta do zagueiro adversário mas há a vantagem e sai o gol. Luiz Carlos apitou a falta nesse interim e não validou o gol, expulsando o zagueiro jundiaiense após uma conferência com o bandeira. Errou, prejudicando o time da capital e salvando o Galo de Jundiaí de uma derrota. Era para validar o gol e aplicar cartão amarelo por tentar impedir o gol e não conseguir.

Entenda: para se permitir uma vantagem, deve-se avaliar 4 fatores: o local da infração, a posição da bola, a intensidade do jogo e o clima da partida. Luiz Carlos não o fez…

Aliás, poucos árbitros estão dando vantagem nos últimos jogos. Isso prova algo: estão mal orientados, para a infelicidade do futebol.

bomba.jpg

– Ronaldinho Gaúcho e o Talento Não Otimizado!

Que pena. R10 novamente abandona uma equipe. Deixou o Fluminense e sabe-se lá para onde irá.

Talvez tal desfecho tenha sido bom para os dois lados. Mas já imaginaram Ronaldinho com a cabeça e o comportamento de Zé Roberto, quadrigenário jogador do Palmeiras? R10 teria conquistado o dobro de prêmios como melhor do mundo. Na fase áurea no Barcelona, fez algo que Messi não fez: foi aplaudido pela torcida do arquirrival Real Madrid em pleno Santiago Bernabeu (contra Ronaldo, Zidane e demais galácticos)!

Será que ele é mal orientado, ou o gosto pelas farras é maior do que a orientação?

Lamentável mesmo. Poderia estará jogando em alto nível até agora.

Aliás, quando a mente não ajuda o resto do corpo padece: e Adriano Imperador, o que levou?

Veja o vídeo desse jogo (as caretas de Luxemburgo e Casillas são incríveis), em: http://www.youtube.com/watch?v=62cW9uCUPfg 

bomba.jpg

– Romário e Dunga brigando: quem tem razão?

A briga é de gente grande: os ex-amigos e tetracampeões Romário e Dunga militam em lados diferentes e estão se estranhando, prometendo brigar na Justiça.

Romário acusou o treinador de convocar jogadores por interesse financeiro. Dunga quer que o Senador prove as acusações e promete processá-lo. O “Peixe” retrucou dizendo que tem provas e cita o contrato secreto da CBF com a Kentaro, revelado por Jamil Chade e que mostra uma certa obrigação de aprovação do patrocinador em convocações, além de outras coisas suspeitas.

E aí: quem está com a razão?

bomba.jpg

– Os Homens da Seleção Feminina de Futebol do Irã!

Que várzea!

O Irã é um regime teocrático, onde existe um presidente eleito pelo povo mas subordinado às leis de Alá.

Isso é cultural, não se deve discutir mas respeitar. O problema é que algumas interpretações do Alcorão impressionam, vide o tratamento dado às mulheres.

A FIFA autorizou o uso de véus em competições esportivas, já que era uma reinvindicação de países islâmicos. Em especial, ao futebol feminino, onde os estádios proíbem que homens assistam partidas entre mulheres (seja de qual esporte for).

Lá, o homossexualismo é crime (civil e religioso). Em tese, homem e mulheres tem as preferências sexuais bem definidas heteressexualmente falando.

Mas não é que a Seleção Feminina de Futebol do Irã foi denunciada por golpe? A rede de TV “Al Arabiya News” trouxe à tona que a equipe de mulheres possui, na verdade, 8 homens disfarçados em seu elenco!

Xiii… Sem comentários. E se o árbitro descobrisse isso durante o jogo?

Dê uma olhada na foto das moças abaixo (em especial, as que estão em pé):

Em: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-mundial-fc/post/selecao-feminina-do-ira-e-suspeita-de-ter-homens-no-elenco.html

SELEÇÃO FEMININA DO IRÃ É SUSPEITA DE TER HOMENS NO ELENCO

A seleção feminina do Irã enfrenta um momento turbulento. Oito jogadoras da equipe foram acusadas de, na realidade, serem homens. A informação foi divulgada pelo canal de TV  “Al Arabiya News” na última segunda-feira. Os nomes não foram revelados.

– (Oito jogadoras) têm jogado com a seleção feminina do Irã sem completar o processo de troca de sexo – disse Mojtabi Sharifi, um oficial próximo à Liga iraniana de futebol durante uma entrevista ao site Young Journalists Club.

Em 2014, o jornal britânico “The Telegraph” já havia feito uma reportagem em que denuciava que quatro atletas da seleção iraniana eram homens.

A direção do comando do futebol no Irã não se manifestou sobre a nova denúncia.

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Nacional x Paulista

Luiz Carlos Ramos Junior apitará Nacional x Paulista. Se na última semana criticamos o fato da FPF colocar árbitros de pouca experiência sistematicamente em jogos do Galo, agora ela atende o pedido.

Conhecido entre os árbitros pelo apelido de “Smiggle” (personagem do filme Senhor dos Anéis), com apenas 2 anos de carreira Luiz foi puxado à categoria Ouro da FPF, quando o Cel Marcos Marinho criou o ranking dos árbitros, apitando rapidamente a 1a Divisão. Dois anos depois, foi colocado na Categoria Prata e hoje apita jogos da 4a Divisão, A3 e eventualmente A2.

É razoável tecnicamente, não corre muito em campo e evita aplicar cartões, embora apite muitas faltas. Pessoa boníssima, tem ainda 36 anos de idade e pode voltar à A1 com o tempo.

Márcio Jacob, de muitos jogos na série A1 e bom tecnicamente, será o assistente 1. Renata Ruel a assistente 2. Daniel Sotille o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao Quarteto de Arbitragem!

bomba.jpg

– Daronco e Claus: orientações que os atrapalham?

Quem se expõe mais, corre o risco de ser mais criticado! E é justamente o que está acontecendo com os dois árbitros que mais apitam (e que julgo fazem as melhores arbitragens neste Brasileirão), o gaúcho Anderson Daronco e o paulista Raphael Claus.

Ambos árbitros estão sendo escalados, ops, digo, sorteados à exaustão. Estão na TV quase toda 4a e domingo (ou 5a e sábado), seja na série A, B ou Copa do Brasil (mas se a bolinha quiser, cairá na C e na D também).

O fato é: defendo sempre que o árbitro tenha regularidade nas escalas, ritmo de jogo e constância. Me preocupa a falta e o excesso de escalas.

Prova disso são as críticas sobre Claus e Daronco nas arbitragens de Joinvile X Atlético Mineiro (sob deixar a violência imperar) e São Paulo x Palmeiras (a não expulsão de Prass e a não vantagem a Rafael Marques).

O árbitro pode atuar 29 jogos muito bem, mas se vai mal no 30o, será criticado como se nada antes valesse.

Mas há de se entender porque se erra, mesmo com competência: aqui, os árbitros devem se submeter a orientações que podem trazer uma certa ilusão: a de preencher estatísticas de jogo.

É.

A Comissão de Árbitros quer bola rolando, fazendo (equivocadamente) vista grossa a supostas “faltinhas”. Ora, marcar falta é do jogo; ninguém deve dar aquela “suposta falta leve cavada de alguns jogadores malandros” (detestadas na Europa), mas as faltas reais, sejam violentas ou não, têm que ser assinaladas. Isso explica as críticas ao estilo adotado por Claus na última rodada. O árbitro obrigatoriamente tem que apitar do jeito que a CBF quer, para, depois, ela se gabar que há poucas faltas e o tempo de bola rolando aumentou…

Daronco está na mesma linha. Pior: tem errado por leitura de jogo (mesmo não sendo essa a sua característica). Seria má orientação? Talvez!

São ótimos árbitros e repito: os melhores que estão atuando, à frente de Meira Ricci, Luiz Flávio, Hebert, Ricardo Marques e tantos outros. Mas para que não se percam, assim como jogadores precisam de grandes treinadores, árbitros carecem de grandes orientadores. E Sérgio Corrêa não me parece o nome ideal no momento.

Em tempo: cadê o “árbitro de vídeo à paisana”, que tanto fez em lances duvidosos de auxílio aos bandeiras em Chapecó (Chapecoense X Fluminense) e em Florianópolis (Figueirense X Santos)? Nessa rodada ele não atuou?

Lá em SC dá para “soprar a dica” ao bandeira, mas no Morumbi não dá? A propósito, se fosse oficializado o árbitro de vídeo, quanto tempo se levaria para decidir ou corrigir os equívocos de lances no último Choque-Rei?

bomba.jpg

– Quem substituirá Osório?

Por tudo o que se tem falado, pra mim é questão de dias que o São Paulo perderá seu treinador, o inteligente colombiano Osório.

Aqui, uma lembrança: para contratá-lo, o SPFC entrevistou técnicos estrangeiros. Caso tenha que substituir Osório (o que é provável) irá (por coerência) buscar os outros nomes estrangeiros estudados da lista anterior?

Particularmente, tô achando que Milton Cruz será pela enésima vez o treinador tampão à espera de, quem sabe, Muricy Ramalho.

E você, pensa o quê sobre Osório e o futuro treinador do São Paulo FC?

bomba.jpg

– Os 3 Lances Capitais para São Paulo 1×1 Palmeiras

Selecionei alguns lances do Choque-Rei deste domingo. Vamos discuti-los?

LANCE 1) 12m – Uma bola é lançada ao atacante são-paulino Rogério. O goleiro Fernando Prass corre para se antecipar, sai da área e toca na bola. A bola ainda cai nos pés do atacante que erra o chute. Aqui, algumas considerações:

– lance muito rápido. Em um primeiro momento, pensei que Prass havia tocado com a mão na bola em cima da linha (portanto, lance legal, pois não importa se o restante do corpo está fora da área). Entretanto, uma imagem da Sportv flagrou o toque de mão fora da grande área. Sendo assim, duas interpretações do árbitro:

  1. Prass atrapalhou a jogada usando as mãos fora da área, impedindo o domínio de um atleta numa situação clara e manifesta de gol. Portanto, falta e cartão vermelho (essa é a minha interpretação também). Erro do árbitro e do bandeira.
  2. Prass tenta atrapalhar a jogada, o árbitro dá a vantagem e o atacante do São Paulo a desperdiça por deficiência técnica. Como ele não evitou um gol (já que o gol foi perdido pelo atacante por “ruindade” dele próprio não sabendo aproveitar uma suposta vantagem), não se deve falar em cartão vermelho. Portanto, tiro de meta e cartão amarelo (não sou partidário dessa interpretação).

LANCE 2) 23m – Rogério faz um gol em posição de impedimento. Marcelo Van Gassen, o bandeira, acertou.

LANCE 3) 47m – Mateus Reis puxou Gabriel de Jesus. Imediatamente o árbitro apitou a falta e “matou” a vantagem palmeirense com Rafael Marques (o chute do atacante ao gol já acontece com o jogo parado). Isso se chama “erro de leitura de jogo e precipitação”. Errou o árbitro.

E você, gostou da arbitragem? Deixe seu comentário:

bomba.jpg

– Lances que Mereciam Cartão Vermelho ou não?

Na rodada do último final de semana do futebol mundo afora, 3 lances chamaram a atenção pela violência. Avalie se os atletas deveriam ser expulsos ou não:

1) Carlos Tevez (Boca Juniors) x Ezequiel Ham (Argentinos Jr). Carlitos deu uma entrada violentíssima no adversário, que fraturou a tíbia!

Veja em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-argentino/noticia/2015/09/tevez-lamenta-fratura-em-adversario-irei-encontra-lo-e-pedir-perdao.html

2) O português e jovem promessa André Silva, atacante do Porto B, sofreu uma fratura exposta! A imagem é forte, está em: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-mundial-fc/post/revelacao-portuguesa-sofre-fratura-feia-apos-sofrer-entrada-criminosa.html

3)Felipe Melo deu uma cotovelada no seu adversário pelo campeonato italiano. Coisa corriqueira? Em: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2015/09/tecnico-rival-reclama-de-cotovelada-e-felipe-melo-se-defende-jogue-tenis.html

O excesso de jogo brusco grave, a “pilhagem” e tantas outras coisas ruins estão matando o prazer em apitar e assistir futebol.

bomba.jpg

– Série “Máfia do Apito” – ESPN BRASIL

Na semana em que o Brasil relembrou os 10 anos da Máfia do Apito, o grave escândalo protagonizado por Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, a ESPN Brasil produziu uma série de 3 capítulos. Tive a oportunidade de participar do 1o e do 2o episódio.

Você se impressionará ao ver como os árbitros estão hoje, a frase de Danelon de que foi “95% Santo” e a “Aula de Arbitragem” de Edilson, que vive da aposentadoria da mãe.

Abaixo, compartilho:

Ep 1: http://espn.uol.com.br/video/544909_10-anos-da-mafia-do-apito-conheca-a-origem-do-esquema-por-que-arbitro-fifa-se-envolveu-e-como-tudo-foi-descoberto

Ep 2: http://espn.uol.com.br/video/545187_10-anos-da-mafia-do-apito-da-prisao-ao-recurso-que-ainda-aguarda-julgamento-veja-como-estao-os-envolvidos-no-escandalo

Ep 3: http://espn.uol.com.br/video/545549_10-anos-da-mafia-do-apito-banido-do-futebol-edilson-volta-a-apitar-um-jogo-e-reclama-de-levir-em-palestra

Compartilho meu testemunhal no blog, texto em: http://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/09/23/10-anos-da-mafia-do-apito-e-os-bastidores-que-vivi/

Abaixo, a sequência de capítulos direto do Site:

 

– Pegaram mesmo Blatter e Platini ou ainda não?

A Polícia Suíça interrogou Blatter e Platini, respectivamente presidentes da FIFA e da UEFA, sobre má gestão das entidades e supostamente corrupção.

Irão para a cadeia?

Seria sensacional para a moralização do futebol!

E se prenderem, quem assume seus lugares? Do jeito que vai, não teremos um presidente solto.

Enquanto isso, Marco Polo Del Nero fica quietinho por aqui…

bomba.jpg

– E se Belluzo fosse o Presidente de Osório?

Me recordo que quando Luxemburgo criticou a presidência do Palmeiras por vender Keirrison sem seu consentimento, Luiz Gonzaga Belluzzo, o mandatário palmeirense, o demitiu e disse que no Palmeiras tinha que respeitar a hierarquia.

Agora, o treinador sãopaulino Osório disse claramente que não confia em sua diretoria. Será que Aidar tomará alguma providência?

 

– Neymar não é um jogador. É uma empresa! Sobre o bloqueio de bens do garoto…

Os números impressionam: de 2011 até 2013, Neymar e as empresas de sua família sonegaram R$ 63,6 milhões, referentes a rendimentos – entre eles, do Barcelona.

Ué, quer dizer que recebeu o por fora dos catalães mesmo? Afinal, ele ainda jogava no Santos FC nesse período.

Aliás, quanto será que o menino já faturou? A Receita Federal bloqueou R$ 188,8 milhões dele. Seus advogados dizem que a Justiça não pode bloquear mais do que 30% do patrimônio de ninguém e que Neymar Jr possui “apenas R$ 19 mi” como pessoa física. Porém, os próprios advogados informam que como pessoa jurídica, Neymar tem R$ 242,2 milhões em patrimônio nas empresas, sendo elas a Neymar Sporting, N&N Administradora, N&N Consultoria e N&N Marketing.

Deve-se condenar a sonegação e aplaudir o talento para a bola e para os negócios. Afinal, se ele receber 1 milhão de dólares por mês no Barcelona, quanto não deve receber de outras fontes publicitárias, para alcançar esse montante?

bomba.jpg

Neymar não é um jogador de futebol. É uma indústria.

– João Alberto versus Romário: quem está certo?

Repercutiu pouco o depoimento do Deputado Federal João Alberto (PMDB-MA), afilhado político da Família Sarney (lembrando que Fernando Sarney é vice-presidente da CBF), durante os trabalhos da CPI do Futebol.

Disse o Parlamentar em defesa dos atuais cartolas do futebol, na última 4a feira:

Nosso futebol é muito bem organizado, se não fosse, não teríamos tantas conquistas. Não podemos achar que o quarto lugar na Copa do Mundo foi o fim do mundo.

João Alberto foi interrompido pelo Senador Romário (PSB-RJ), que retrucou:

Não sei se, felizmente ou infelizmente, mas discordo totalmente do que Vossa Excelência disse, senador João Alberto. Temos dirigentes ruins e péssimos. O resultado da Copa do Mundo, com todo respeito, não posso concordar que o senhor os considere como bons resultados, depois de levar de 7 a 1 em casa (…) Com todo respeito a Vossa Excelência pelo seu histórico, mas esse senhor (Del Nero) não presta, ele é imoral. Esse senhor para mim é um dos cânceres que temos no futebol, e câncer, assim como a doença, tem de ser extirpado”.

Um dia antes, Romário, em entrevista à Gazzetta Dello Sport, afirmou que Dunga não usa critérios técnicos para convocar a Seleção Brasileira e questionou os interesses do treinador da Seleção, que prometeu processá-lo.

E aí, o que você acha dos dois depoimentos de Romário e a afirmação do Deputado João Alberto? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem Pré-Jogo para Paulista x Rio Branco

Rafael Gomes Félix da Silva, Professor de Educação Física, apitará o confronto do Galo contra o Tigre na Copa Paulista. Jovem (32 anos), apitou algumas partidas da A3 e 3 jogos da A2. Esteve no Jayme Cintra como 4o árbitro na derrota do Paulista contra o Guarani neste ano.

Sua principal característica é o ótimo condicionamento físico, estando sempre próximo das jogadas. Não costuma dar muitos cartões e gosta de jogo corrido. Guardada as proporções, lembra (pelo porte físico e estilo) o árbitro da A1 Marcelo Aparecido Ribeiro.

Osvaldo Apipe de Medeiros Filho, Policial Militar, com experiência em série A1 e Leandro Almeida dos Santos, Vigilante Privado, com experiência em A2, serão os bandeiras.

José Guilherme Almeida e Souza, Contabilista, será o 4o árbitro.

Novamente uma crítica: mais uma vez temos um quarteto de arbitragem com pouca experiência no Jayme Cintra. Mas em Penápolis, para Penapolense x Nacional, teremos Thiago Scarascati, revelação da série A1 neste ano.

Qual o critério de escalas, dona FPF?

Gostaria que no próximo jogo do Galo tivéssemos também um árbitro de Primeira Divisão. É pedir muito, Coronel Marinho?

Ficarei esperando.

bomba.jpg

– Você daria pênalti em Gabriel de Jesus no Internacional 1×1 Palmeiras?

Esse lance parece fácil, mas não é: o atacante palmeirense Gabriel de Jesus finta o goleiro colorado Alisson que o toca e o camisa 33 cai.

Pênalti?

Sim, pênalti não marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Mas aqui o juizão foi iludido pela seguinte situação: Gabriel se mantém em pé, tenta o equilíbrio e não consegue, caindo “desengonçado”. Perceba que ele desaba como se estivesse simulando com a outra perna, o que não retrata a verdade! Ele sofreu a penalidade e tentou a continuidade da jogada.

Portanto: lance difícil para a arbitragem em pênalti não marcado.

bomba.jpg

– Figueirense 0x1 Santos e mais uma Anulação Tecnológica?

Há dois meses, na partida entre Chapecoense x Fluminense (vide em: http://wp.me/p55Mu0-u7) um gol foi concedido e, após um súbito arrependimento do bandeira que houvera confirmado o gol, anulou-se o mesmo. Na época, discutiu-se a possibilidade de que a arbitragem tivesse recebido interferência de fora do campo de jogo.

Agora, também no estado de Santa Catarina, terra de Delfim Peixoto, um dos vices de Marco Polo Del Nero na CBF, outro gol é confirmado e estranhamente anulado (supostamente por interferência externa). Vamos à ele?

Em Florianópolis (FIG 0x1 SAN), o atacante Gabriel (em posição de impedimento) recebe a bola após o tiro livre direto cobrado por Lucas Lima e faz o gol.

Quando o jogo estava para ser reiniciado com as equipes posicionando-se, o árbitro Anderson Daronco foi chamado pelo assistente Alessandro da Rocha Matos, e após a conversa, o gol anulado.

Por quê não o fez de imediato?

Qual foi o arrependimento ou remorso posterior ao gol?

Tanto árbitro e bandeira, em um primeiro momento, deram o gol. Será que Alessandro da Rocha Matos não tinha visto a participação ativa de Gabriel, e por acreditar que ele não tica tocado na bola, considerou gol de Lucas Lima?

A desculpa será essa!

bomba.jpg

– Como crer na lisura dos políticos?

Parece montagem ou brincadeira, mas não é: em Brasília, durante o jogo em que o Flamengo perdeu do Coritiba, assistiram a partida irmanados o Presidente do Congresso Nacional, Eduardo Cunha, INVESTIGADO pela CPI da Petrobrás, e Hugo Mota, o presidente da mesma CPI (portanto, o INVESTIGADOR).

Vai dar em Pizza ou não?

bomba.jpg

– Curiosidades das Escalas de Arbitragem da Rodada 28 do Brasileirão

Para São Paulo x Palmeiras no Morumbi, teremos a arbitragem de Anderson Daronco. Parece que o gaúcho é a bola da vez, tendo trabalhado nesta temporada em 22 jogos. O “Fortão que tem medo de Aranha”, conforme foi retratado em reportagem da Revista Veja, está indo bem no seu 1o ano como FIFA. Erra pouco (embora as vezes deixa de marcar faltas leves – e isso é uma recomendação da CBF para deixar o jogo correr).

O interessante é: uma hora, o critério é arbitro regional; outra hora, de fora do estado. Vai saber o que se passa…

Tão sortudo quanto ele pode ser Marco Antonio Martins, o presidente da ANAF que irá para seu 19O jogo como observador da CBF. Como é que o presidente da Associação Nacional dos Árbitros brigará com os chefes da Comissão de Árbitros com essa relação? Respeito Marco Antonio, é um cara trabalhador, honesto, mas a incompatibilidade dos cargos é visível.

Em tempo: Flávio Guerra e Rogério Zanardo, envolvidos no lance polêmico de Corinthians 2×0 Santos, estão prestigiados: trabalharão em Náutico-PE x ABC-RN e Grêmio-RS x Avaí-RS, respectivamente.

Coisas do futebol brasileiro…

bomba.jpg

– 10 anos da Máfia do Apito e os Bastidores que vivi!

Amanhã, exatos 10 anos que nos trazem à triste lembrança o episódio da Máfia do Apito que escandalizou não só os amantes do futebol, mas toda a sociedade. Na ocasião, muito foi comentado e especulado. As consequências aconteceram, como a anulação de alguns jogos, embora não se tenha observado erros de arbitragem e má intenção nas partidas.

Gostaria de aproveitar esse espaço para contar o que eu, como árbitro participante do grupo de 40 juízes em Pré-temporada no ano do ocorrido com os pivôs Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, vi, vivi e soube sobre todo o imbróglio. O faço sem nenhum componente explosivo ou polêmico, mas puramente para a curiosidade dos leitores, motivado pela data.

Na sexta-feira do dia 23 de setembro de 2005, dia da prisão do Edilson, eu fui escalado para ser o árbitro-reserva dele no domingo seguinte. Na manhã desse dia, nada se sabia publicamente. Trabalharíamos numa semifinal da série A3, entre Palmeirinha de Porto Ferreira x Santacruzense. Para minha surpresa, na tarde do mesmo dia, Edilson saiu da escala no site da FPF e em seu lugar apareceu Phillipe Lombard.

Quando foi à noite… Muitos se assustaram com a capa da Revista Veja na Internet, e o pouco que se sabia era impressionante.

E os dirigentes da CBF e da FPF?

– Sumiram de imediato!

E aqui havia alguns componentes: Edilson Pereira de Carvalho sabia apitar, mas fisicamente tinha graves problemas no joelho. Enrolava para treinar, preferia ficar no hotel fazendo fisioterapia na Pré-Temporada com a anuência dos cartolas. Sim, parecia ser protegido pela chamada “República do Vale do Paraíba”, nome dado informalmente pelos árbitros ao grupo de pessoas oriundas dessa região do estado e que administrava o Futebol, em especial o presidente da CEAF José Evaristo Manuel, Reinaldo Carneiro Bastos (vice da FPF) e Sérgio Correa da Silva, presidente do Sindicato. Edilson era amigo deles.

Porém, apesar dele ter amizade com eles e alguns privilégios (cobranças menores nos testes físicos, jogos importantes nas escalas e “pouca fiscalização sobre ele” – vide a história da sua documentação irregular para apitar), para mim foi nítido que Edilson traiu a todos os seus amigos! Foi literalmente uma bola nas costas.

E tudo começou com Paulo José Danelon, árbitro de Piracicaba, que nada mais era do que o inverso de Edilson em questões de relacionamento. Edilson era fechado, ruim de conversa, introvertido e mal humorado. Danelon era aberto, piadista, e gostava de ajudar a Comissão de Árbitros realizando palestras para juízes mais jovens e elaborando apresentações sobre Regra.

Ninguém – ninguém mesmo – imaginaria que dois árbitros tão opostos entre si e que nem se conversavam poderiam ter “negócios em comum”.

O problema foi o seguinte: Danelon resolveu arregimentar árbitros para favorecer um grupo de apostadores de jogatinas eletrônicas capitaneados por um tal de Gibão (Nagib Fayad). Combinava-se quem ganharia/perderia a partida e se faria o palpite na jogatina. Edilson topou. O árbitro Romildo Correa houvera sido sondado mas ele próprio alegou estranhar uma visita de sujeitos suspeitos e não entendeu que era uma tentativa de explorá-lo, sendo que nunca mais os viu. Paulo César de Oliveira, segundo as gravações da Polícia, foi descartado com a célebre e honrosa afirmação de Danelon: “Esse não dá, é honesto e se souber vai contar tudo.

Logo após o ocorrido, na sede da FPF, houve uma reunião com os árbitros da Pré-Temporada daquele mesmo ano com o pessoal do Gaeco. O Dr José Reinaldo Carneiro (homônimo do dirigente da FPF), dissertou sobre as investigações. Me recordo quando alguém perguntou se ali estava algum árbitro que pudera ter sido grampeado, e o Dr Reinaldo não titubeou: “todos os senhores aqui presentes poderiam sim ter sido grampeados e investigados durantes o processo. Muitos foram.”.

A prisão de Edilson – e isso pra mim foi clara – só se deu pelo fato da Revista Veja “furar” a Polícia. A Editora Abril já tinha informações de investigações sobre o caso e plantou uma jornalista na vida de Edilson que se passou como “estudiosa das novas profissões”, desejando fazer uma matéria sobre esse assunto e que “ser árbitro de futebol” era uma das atividades profissionais do futuro. Ele acreditou… E Edilson vivia do dinheiro da arbitragem, era técnico de comunicações mas se passou como empresário, pedindo a um amigo para lhe “emprestar” uma fábrica de pelúcias a fim de dizer como conciliava o árduo trabalho e o futebol (na foto da revista, era uma bonequinha Hello Kitty exposta; dias depois, processou-se a empresa pois a dona dos direitos da marca descobriu que era uma firma que pirateava os brinquedos).

Com a iminente publicação, a Polícia teve que prendê-lo. Mas me pareceu que, naquele período em que as prisões de personalidades estavam acontecendo de maneira espetaculosa, aguardava-se uma escala do Edilson em um jogo como Fortaleza x Flamengo as 16h ao vivo pela Globo. Já pensaram em uma prisão com transmissão em tempo real?

Depois disso, Edilson escreveu um livro e cobrava para dar entrevistas depois do escândalo. Foi (e talvez ainda seja) gerente de bar em Jacareí. Danelon virou instrutor de auto-escola e não sei se continua trabalhando nisso.

Conheci e trabalhei com os dois. Particularmente, acho que Danelon deve estar arrependidíssimo. Edilson nem tanto. Mas pensem: perderam os amigos, foram escrachados (eles e seus familiares) e viveram um inferno. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: nenhum dos jogos envolvidos foram, de fato, manipulados. Assistam as partidas! Nenhum deveria ser anulado por ação ilícita dos árbitros, só que foram porque o Sveiter, presidente do STJD na época, estando acuado pelo jornalista Milton Neves em seu programa ao vivo, disse que os anularia pela questão moral.

Me pareceu, sinceramente, que os árbitros acabaram dando um golpe nos apostadores: repararam que nem todas as partidas tiveram os resultados combinados? Nos arquivos gravados, ouviam-se desculpas, como no jogo Juventude x Vasco: “Pô, o Edmundo jogou muito, não dava para fazer nada”. Aliás, nenhuma zebra nas partidas tampouco lances polêmicos. Há quem diga que o próprio Edilson vendia o serviço para um vencedor e apostava em outro, para se garantir com o dinheiro alheio.

Claro, não é defesa deles, mas constatação esportiva: os resultados deveriam ser mantidos pois aparentemente não foram manipulados. Mas isso é outra discussão.

Meu último contato com Paulo José Danelon foi em um jogo como 4o árbitro pela série A1: América x Ponte Preta em São José do Rio Preto, onde, embora já se estava no período “suspeito” e investigado pelas autoridades, tudo ocorreu muito bem. Com Edilson Pereira de Carvalho foi como colega de quarto na sua última pré-temporada. Ele foi um companheiro horrível, de difícil conversa. Me recordo que estávamos assistindo ao sorteio da abertura do Campeonato Paulista de 2005: deu Seneme como árbitro, Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert como bandeiras e eu como 4o árbitro, na estréia da súmula eletrônica (Internacional x Palmeiras). Edilson se revoltou por ter sido sorteado para Marília x Corinthians na rodada 2 e se trancou no quarto, abandonando os trabalhos da pré-temporada daquela noite. Não pude compartilhar minha felicidade pela escala que recebi com ele, afinal, ele era “estrela”…

Passado algum tempo, é impossível não pensar e ao mesmo tempo ironizar: Edilson guardava uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no bolso do Cartão Amarelo, e a beijava como num ritual de início do jogo. Muitos diziam que no verso havia um bilhete de loteria…

Mas como blindar o surgimento de novos Edilsons e Danelons, não só árbitros mas dirigentes e jogadores?

Marco Polo Del Nero encheu a Federação Paulista de Futebol de gente da Polícia em vários cargos: Comissão de Arbitragem, Corregedoria, Ouvidoria e em outros departamentos técnicos. Mas os cartolas amigos de Edilson, todos continuam militando no meio do futebol, pois, afinal, foram considerados honestos. Só que se as partidas foram anuladas por ética, mesmo tendo sido apitadas honestamente, incoerentemente as coisas caminharam com os dirigentes.

Por fim: encerro com um pensamento do excepcional e experiente jornalista Cláudio Carsughi, ítalo-brasileiro a quem tanto admiro por sua sapiência:

Se Deus, na sua tão grande magnitude não privou nem sua própria Igreja de corrupção, por que o faria a um determinado segmento como o futebol? E em especial aos árbitros?

Disse tudo. Mas confesso que se pudesse conversar novamente com eles (e já houve oportunidade mas não era uma prioridade) pediria a eles para deixar um testemunho do que hoje pensam e sentem sobre tudo o que aconteceu.

Lamento que tudo isso manchou esportivamente o Brasileirão daquele ano. Nada de dizer que foi premeditado ao Corinthians, mas por pura vaidade do STJD (muitos criticam que as decisões na Justiça Desportiva favoreceram o time paulista). A propósito, a fiscalização sobre os árbitros-operários continua feroz desde então, mas sobre os dirigentes, presidentes de sindicatos, membros de comissões e outros cartolas mais graduados é NULA. Por isso é válido afirmar: o sistema é falho. Afinal, se o próprio Ex-Presidente da CBF José Maria Marin embolsou uma medalha de jogador Sub 20 como souvenir na surdina, e desde esse delito soubemos tantas outras coisas muito mais graves, estando ele preso na Suíça, e o atual nem do país pode sair, o que se pode esperar?

bomba.jpg

– E se a CBF punisse como a DFB pune?

Na Bundesliga, jogaram Colonia 2×1 Hamburgo há 20 dias. Estando 1×1, o árbitro Deniz Aytkein marcou um pênalti inexistente a favor do Colonia, entendendo que o zagueiro Spahic (HAM) houvera dado um pontapé no atacante Modheste (COL).

Pós-jogo, houve muita reclamação. O treinador do Colonia (o time beneficiado com o erro do árbitro), Peter Stoeger, disse que ele também não marcaria o pênalti, vendo o lance a 50 metros de distância. O treinador do time prejudicado, Bruno Labbadia (HAM), declarou que “o pênalti foi uma piada”.

A Federação Alemã (DFB) ouviu ambas declarações e resolveu multar o treinador do Hamburgo em 5 mil euros.

E aí, justo ou não?

E se fosse aqui no Brasil?

bomba.jpg

– A Súmula Mentirosa de Corinthians 2×0 Santos

Falamos em outra publicação sobre a confusão no lance que culminou na expulsão de David Braz no clássico paulista do último domingo, entre Corinthians x Santos. O texto está em: http://wp.me/p55Mu0-yR . Nessa oportunidade, questionamos a bobeada do árbitro (não ter visto o pênalti) e a suposta mentira (de que David Braz foi expulso por ofensas).

Pois bem: a Sportv, emissora que transmitiu o jogo, captou o áudio em que Renato, jogador santista, questiona o bandeira Rogério Pablos Zanardo sobre quem fez o pênalti e ele confirma ser David Braz. Clique em: http://is.gd/yqFnrO e aumente o som!

Dessa forma, ratifico o texto de “suposta mentira” para MENTIRA. Sim, o árbitro Flávio Guerra, que agora declara que não viu o pênalti, citou que expulsou o santista por ofensas mas não relatou que foi informado por seu bandeira que ele era o autor do pênalti (erroneamente). Está claro que a expulsão foi por identificação errada do infrator, e na súmula se escreveu algo para contornar a situação: de que houvera sido por ofensas (que se aconteceram, foram depois do cartão vermelho).

Me recordei imediatamente do fato que encerrou a carreira do árbitro Alfredo dos Santos Loebeling, numa confusão entre Figueirense x Caxias na decisão da série B do Brasileirão 2001, onde a CBF interviu para que ele escrevesse algo diferente do que aconteceu na súmula. O jogo acabou antes do término dos acréscimos por invasão da torcida e Armando Marques, presidente da CA-CBF, orientou para que ele escrevesse que a invasão ocorrera depois dos acréscimos (para que não se mudasse o placar ou anulasse o jogo). Loebeling mentiu (a mando de Armando) na súmula, e imediatamente denunciou o fato, explicando que foi coagido. Mas como tudo isso envolveu Farah, Zveiter e Armando Marques… Loebeling teve a carreira encerrada.

A pergunta é: o quarteto de arbitragem mentiu na súmula de vontade própria (sim, todos eles, pois o documento é assinado por ambos) ou alguém sugeriu o texto?

Ficará a dúvida no ar!

  bomba.jpg

– E a não-expulsão em Atlético Mineiro x Flamengo?

Victor é uma grande goleiro. O conheço pessoalmente, e sei que é uma pessoa maravilhosa fora de campo. Pegou (e sem rebote) outro pênalti importante.

A questão é: Marcelo Cirino dominou a bola, driblou o goleiro e faria o gol. Situação clara e iminente de gol! Por quê o árbitro Sandro Meira Ricci deu Cartão Amarelo e não Vermelho?

bomba.jpg

– Entendendo o lance do pênalti e do cartão vermelho em Corinthians 2×0 Santos.

Uma bobeada, acompanhada de uma suposta mentira – é assim a definição da atuação do árbitro Flávio Guerra no lance mais importante do clássico Corinthians 2×0 Santos nesse domingo.

A BOBEADA – Guerra, que estava fazendo uma arbitragem normal, não vê o pontapé de Zeca em Vagner Love. É nítido que quem marcou foi o bandeira Rogério Pablos Zanardo, que correu à posição usual do assistente em lances de penais (é uma convenção da arbitragem), também comunicando via rádio. Até aqui, tudo é muito claro: bandeira viu e avisou sobre a infração que o árbitro não viu. Correto. Entretanto, o bandeira parece não conseguir identificar o atleta santista que cometeu o pênalti (e se respeita essa dificuldade, pela distância e posicionamento de ambos). Se fosse na Europa, com as experiências de Árbitros Adicionais (AAA) que ficam à direta do goleiro (mas que no Brasil ficaram equivocadamente à esquerda), a situação teria sido resolvida prontamente.

Teria sido escolhido David Braz como culpado e expulso por tal dúvida da arbitragem? Talvez. Ou ela não teve nada a ver com o lance? Talvez também.

O certo é que Zeca deveria ter recebido CARTÃO AMARELO pelo pênalti, e não recebeu. Não seria Cartão Vermelho pois tal lance não se classifica como “situação clara e iminente de gol”, pois há um certo descontrole da bola (não há o amplo domínio do atacante) e o goleiro está fechando o espaço. Se alguém justificou que Zeca “é o último homem”, ironize esse desinformado, pois isso é uma das lendas do futebol (nem existe na Regra).

A SUPOSTA MENTIRA – Guerra citou na súmula que foi ofendido por David Braz logo após o pênalti e o expulsou. Não foi bem assim como se viu… Primeiro ele conversa com o bandeira que tenta identificar alguém. Só após uma “conferência” que se dá o cartão vermelho. Todos viram essas imagens, que não são coerentes com o relato na súmula, que diz:

Expulso com cartão vermelho direto por, após a marcação de um pênalti contra sua equipe, vir em minha direção gesticulando de forma acintosa e ofensiva proferindo as seguintes palavras: “você está louco”, “contra o Corinthians é assim mesmo”, “vai se f…, não foi pênalti”, “você vai ver, vocês vão ser punidos”, sendo que em ato contínuo gesticulou de forma acintosa em direção ao assistente número 1, proferindo as seguintes palavras: “vocês estão loucos, não foi pênalti”. Após ser expulso, ao sair do campo de jogo, e passar em frente à área técnica do Corinthians, desentendeu-se com o técnico do Corinthians, sr. Adenor Leonardo Bachi, sendo contidos por integrantes das duas equipes“.

WERLEY – fora tudo isso, quem deverá ter dor de cabeça será o zagueiro santista Werley, acusado de ofender e agredir com um empurrão pelas costas o quarto árbitro Thiago Duarte Peixoto. Pela lógica do STJD, vai levar 6 meses de suspensão “às brincas” e depois terá pena definitiva de 4 meses com R$ 50.000,00 de multa. Afinal, vide os últimos agressores de árbitros…

Fico com uma curiosidade: se tivéssemos em funcionamento a ideia do árbitro de vídeo, as imagens geradas pela CBF TV (que não teria tantas câmeras quanto Globo ou Bandeirantes) resolveriam o problema de maneira mais rápida? Ou será que os bancos de reservas de ambas equipes se aglomerariam tentando ver o monitor junto ao AV na beira do gramado, trazendo mais tumulto e demora?

bomba.jpg

– CBF escala o mesmo árbitro em dois jogos da Rodada 27?

A CBF é um circo. Sem dúvida alguma.

Jaílson Macedo, árbitro baiano, apitou na Rodada 26 em Porto Alegre o jogo entre Internacional 2×1 Corinthians.

Sábado a noite, pela Rodada 27, foi quarto-árbitro em Palmeiras 3×2 Grêmio, aqui em São Paulo. Embarcou para apitar domingo, pela mesma rodada 27, Avaí x São Paulo em Santa Catarina.

Falta árbitro? Como explicar isso?

  bomba.jpg

– Clássico às 11h é brincadeira de mau gosto!

Escrevo esse texto sem assistir o clássico entre Corinthians x Santos. Sei que o Coringão jogará de calção branco para “aliviar o calor” e que Dorival Júnior quer que a molecada do Peixe cadencie o jogo para não cansar demais.

Futebol profissional às 11h tem muitas facetas. Eu gostava do horário quando apitava; afinal, tinha condicionamento físico muito bom, me preparava adequadamente e voltava para casa mais cedo. Claro, sei que para os jogadores a rotina é cruel. Para os torcedores, é válido: torna-se “jogo para a família”.

Muitas partidas acontecem às 10h ou às 11h Brasil afora. Mas futebol de primeira linha, não. Gosto da idéia de colocar jogos entre “Grandes x Pequenos” nesse horário, é garantia de estádio cheio de famílias que depois se reuniram para curtir o domingo juntas. Porém, penso que clássico não deveria ser jogado nesse horário (e com esse calor)! Grande x Grande é para horário nobre do futebol, temperatura mais baixa e alta preparação para todos.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

  bomba.jpg

– Pesares ao filho de Valcke, que deve estar sofrendo aqui no RJ!

Jérôme Valcke é secretário-geral da FIFA desde 2007. Agora, descobriu-se que ele fazia parte de um esquema fraudulento ganhando muito dinheiro com venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2014.

Lembram-se que ele queria dar um “chute nos fundilhos” devido ao atraso das obras?

Aliás, essa Copa teve um pouco de tudo no quesito PICARETAGEM: estádios com a desconfiança de superfaturamento, problemas com os ticketes, elefantes brancos construídos, influências políticas e tantas outras coisas.

Como deve estar a cabeça de seu filho, Sebastien Valcke? Contratado pela CBF para ser Diretor Internacional de Marketing dos Amistosos da Seleção Brasileira, vê atualmente seu contratante, José Maria Marin, preso na Suíça; convive com Marco Polo Del Nero, o atual presidente que não pode sair do país sob risco de ser grampeado pelo FBI, e agora o pai, que após ser acusado foi demitido da FIFA.

bomba.jpg

– O Delicado Momento do Futebol e da Arbitragem: O que se deve mudar?

Dias atrás comentamos sobre as exigências realizadas pela Comissão Nacional dos Clubes à CBF (vide em: http://wp.me/p55Mu0-yr). Em resposta, a CBF prometeu ser pioneira no mundo e usar imagens de vídeo em jogos (falamos também: http://wp.me/p55Mu0-yt).

O certo é que o assunto cansou. Seria desejo real de melhora ou apenas demagogia clubística? Como o Corinthians é líder, Grêmio e Atlético sugeriram um favorecimento deliberado (que entendo inexistente, escrevemos isso em: http://wp.me/p55Mu0-xV)

Recentemente, o presidente do time gaúcho Romildo Bolzan ofereceu um dossiê de mudanças! Para o bem dos co-irmãos e do futebol em geral ou em benefício a sua própria agremiação?

Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, está neste mesmo pacote de mudanças do futebol e da arbitragem. Mas por quê quando os erros são a favor da sua equipe o entusiasmo diminui?

A questão é muito mais ampla. Como mudar a arbitragem e os campeonatos? É trabalho para muitíssimas discussões, que não podem ser feitas ao calor da competição. Creio que temos alguns pecados importantes da Comissão de Arbitragem (citamos 7 deles em: http://wp.me/p55Mu0-xp).

Tudo se resume em algo muito simples: a maior parte dos nomes que estão no comando das entidades do futebol (CBF, Federações, Arbitragem, Tribunais) são os mesmos há décadas nessa estrutura que é viciada! Criou-se um monstrengo administrativo cuja caixa preta só poderá ser aberta por gente realmente independente (e que quando abrir, “federá ainda mais”).

Tirar Sérgio Correa da CA-CBF não melhorará a arbitragem a curto prazo, já que Marco Polo só colocará gente da sua confiança e com os mesmos vieses de incompetência e subserviência. A médio prazo, teríamos outros nomes de árbitros. A longo prazo, gente melhor preparada. Mas há que existir um pontapé inicial para mudar!

Já para a presidência da CBF, quem deve entrar no lugar do Marco Polo Del Nero? Quem pede o direito ao posto é Delfim Peixoto, o folclórico e polêmico “dono” da Federação Catarinense que há décadas reina por lá. Mas o deputado capixaba Marcus Vicente, outro vice, tem a confiança de Marco Polo para sua substituição, caso realmente se confirme o que se especula: que ele pedirá licença da presidência para se defender de um possível pedido de extradição do FBI.

Em suma: assim como na política, o esporte brasileiro está carente de nomes que tragam esperança!

bomba.jpg

– Renê Simões demitido. Rotina de quem é diferente?

Após 9 jogos, Renê Simões não é mais técnico do Figueirense. O carismático treinador que levou a Jamaica a uma Copa do Mundo não consegue emplacar uma sequência de trabalhos. Foi supervisor da base do São Paulo FC, onde encontrou problemas dos mais diversos. No Botafogo, não deram tempo suficiente de trabalho. Agora, em Santa Catarina, outro contratempo com os resultados.

Renê é notoriamente diferenciado. No Figueirense, criou um grupo de WhatsApp onde enviava vídeos dos adversários para os atletas, aconselhamentos extra-campo e discutia assuntos diversos. Jogadores relataram que ele sugeria até “dever-de-casa”, visando atividades educacionais para o crescimento cultural dos seus atletas (aulas de inglês, espanhol, etc.).

Será que o mundo do futebol está preparado para Renês, Osórios, e outros treinadores que buscam a ciência e a tecnologia em suas atividades?

bomba.jpg

– Aidar ou Bourgeois?

Rodrigo Capelo, jornalista responsável pelo Blog “Época Esporte Clube”, da Revista Época, revelou que Alexandre Bourgeois, o CEO indicado por Abílio Diniz para comandar o São Paulo FC e demitido por Carlos Miguel Aidar, propôs uma economia imediata de R$ 44 milhões aos cofres do clube.

Como?

Não renovando os contratos de Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato. E o valor aumentaria para R$ 75 milhões anuais em corte de gastos até 2017, mantendo 30 jogadores no departamento de futebol.

Seria uma correta atitude ou não?

Deixe seu comentário.

A entrevista completa pode ser acessada em: http://is.gd/AMRflp

bomba.jpg

– O Erro de Mamadeira!

Eric Mamadeira é mais um dos muitos humildes e promissores jogadores do futebol brasileiro. E como a maioria deles, tem a mente povoada por sonhos, que as vezes se tornam ilusões quando comparadas à realidade da formação educacional de cada um e oportunidades vislumbradas.

O jovem atacante do Paulista FC quase foi mandado embora do clube por José Macena, o gerente de futebol responsável por implodir o time da Série A1 para a A2 (e que conseguiu duas façanhas: rebaixou o Paulista de Jundiaí no meio do Paulistão 2014, e ao final do certame, fez o mesmo com o Oeste de Itápolis, sendo o único bi-rebaixado em um mesmo torneio no mesmo ano). O executivo-empresário queria mandá-lo embora para o interior do Mato Grosso. Foi impedido por Luiz Antonio de Oliveira, o Cobrinha, veterano repórter da Rádio Difusora que diariamente vive e respira o clube.

Na A2 em 2015, Mamadeira foi o grande destaque do time e, talvez, da competição. Dentro de campo, um diamante a ser lapidado. Fora dele, um garoto de comunidade pobre com um turbilhão de coisas na cabeça, necessitando de muita orientação.

Propostas chegaram ao clube de Jundiaí, sendo que as duas que mais chamaram a atenção: jogar o Brasileirão pelo Paysandu na série B ou pelo Guarani na série C. Aceitou a do vizinho campineiro e quase nada fez! Poucas oportunidades, se tornou “só mais um” no clube bugrino que passa um enrolado momento em sua história.

Na verdade, as raízes do berço em que nasceu o fizeram ficar por perto. Creio que se tivesse ido ao Norte, em um time melhor estruturado e com uma torcida apaixonada, onde seu estilo de jogo encaixaria bem, estaria se tornando ídolo por lá.

Provavelmente Mamadeira voltará para Jundiaí a fim de disputar a A2 2016 (ou quem sabe o restante da Copa Paulista 2015). O certo é: propostas surgirão novamente! Que ele saiba discernir bem o que quer e que não se torne um talento não vingado!

(foto extraída do JJ.com)
bomba.jpg