– Quais as primeiras impressões do Paulista FC?

Todos nós sabíamos que a diretoria do Paulista FC e do grupo de apoio “Novo Paulista” estavam de mãos atadas. Sem dinheiro, com o clube tendo que decidir se pedia licença de disputar a série A2 ou se jogava a competição com os garotos que fizeram a base na Copa Paulista, sucumbiu a uma oferta de investidores.

Claro, sempre há risco de sucesso ou fracasso, e na avaliação da diretoria, o investimento das pessoas que terceirizaram o time de futebol para a disputa do Campeonato Paulista foi a saída “menos ruim”. Uma tentativa de manter as portas do Jayme Cintra abertas e ter sobrevida por 3 meses.

E agora, como tem sido o início dos trabalhos?

No mínimo, questionável. Há de ser transparente para se obter confiança, e aqui se peca ao não dizer as claras de onde vem o dinheiro, quem são os investidores e outras explicações mais lúcidas. Se os parceiros não se revelam, acabam por permitir especulações, muitas delas ruins.

Sobre o técnico português Paulo Fernandes e sua Comissão Técnica: os jornalistas Heitor Freddo, Thiago Batista de Olim e Robson Moura já mostraram tudo sobre o que precisávamos saber: é de currículo fraco e aparentemente bem inferior ao Beto Cavalcante, o ex-treinador (e que conhece muito bem a A2 e o futebol do interior de SP). De repente, pode ser que Paulo nos surpreenda e monte um ótimo esquema de jogo moderno – e aqui virá o convencimento: no dia 31, com uma vitória contra o Bragantino na estréia do elenco profissional, mostrando que herdou o DNA do conterrâneo consagrado José Mourinho, o “One Special”!

Dispensar jogadores como fez na chegada é, em tese, natural (mesmo que achemos injusto na prática). Afinal, quem paga exige fazer tudo do seu jeito (e se estiver combinado que os investidores têm direito, paciência…).

O que me parece tudo isso?

Penso que o grupo de investidores não terceirizou, mas sim ARRENDOU o Galo. Dessa forma, também me parece o mesmo esquema usual em muitos clubes pequenos: alguém assume a camisa por um tempo, coloca seus diretivos técnicos e os jogadores que possam ter no seu cartel. Assim, a comissão técnica nativa do Paulista e jogadores com vínculo não seriam interessantes para quem coloca a grana para usar o clube como vitrine de negociação para os atletas que empresariam.

Tudo o que colocamos aqui é apenas impressão (ou mais uma das especulações permitidas pela falta de clareza de quem está colocando o dinheiro). Acho que o Paulista acerta em arriscar para sobreviver, mas deve ficar de olho aberto. Mas cá entre nós: nenhum maluco vai jogar dinheiro fora, e nesses tempos de futebol business, o(s) investidor(es) querem ter lucro. No caso do parceiro do nosso Paulista, o prejuízo será grande se, ao invés de agregar valor aos atletas e fazer um bom papel, o time se apresentar mal e desvalorizar a “commodity” chamada jogador de futebol.

Torçamos! Que o time vá bem na partida de estréia contra um rival tradicional, anime os torcedores e faça um bom papel. E tudo isso somente o tempo dirá…

 

– São Paulo 1×0 Figueirense em um Dia Negro do Futebol

Me dá nojo.

Ontem, dia 14, poderia ter sido marcado apenas por mais um dos inúmeros erros de arbitragem de futebol. Só que não…

Justamente na data na qual se celebrava “o Dia do Treinador”, que coincidiu com a descoberta de que o Cel Nunes recebeu quase R$ 250.000,00 de indenização e recebe mensalmente R$ 14.768,00 como “vítima da ditadura” (você não leu errado não, clique em: http://wp.me/p4RTuC-dQR); poucas horas após se revelar que o chefe sindical dos árbitros de SP e ex-membro da FPF, Arthur Alves Júnior, usava o cartão corporativo para pagar festas particulares e casas noturnas de mulheres de fama supostamente duvidosas (vide em: http://wp.me/p55Mu0-Ig), tivemos a partida entre São Paulo 1×0 Figueirense pela Copa São Paulo. E por que chamamos a atenção para tal jogo?

Não pelo erro do pênalti mal marcado: o zagueiro Brendo (FIG) deu um carrinho em Ignácio (SPFC) fora da área e o atacante caiu dentro. O árbitro, equivocadamente, marcou tiro penal.

Passaria batido se o árbitro não fosse Flávio Rodrigues Guerra, que está suspenso por 100 dias pelo STJD, devido a mentira que contou na súmula de Corinthians x Santos quando expulsou por engano David Braz (relembre o caso em: http://wp.me/p55Mu0-z2).

Se já falamos diversas vezes que a Copa São Paulo de Futebol Jr perdeu seu propósito real para jogadores e para a arbitragem (neste caso, o de revelar jovens árbitros – clique em: http://wp.me/p55Mu0-HM), há certas coisas que beiram a falta de bom senso: por quê o Coronel Marcos Marinho vai escalar Guerra em tal competição? Dizer que é para dar ritmo de jogo é “conversa fiada”, já que quantos árbitros ficam sem escalas durante os torneios e voltam a ser escalados sem ritmo.

Não adianta dizer que a Copa São Paulo Jr é competição amadora, pois lembremo-nos que a suspensão de 27 de novembro de 2015 é em dias para jogos oficiais. A Copinha não é um torneio oficial (embora não profissional) da FPF?

Muitas pessoas relembraram o fato do Cel Marinho ser padrinho de casamento de Guerra e supostamente beneficiá-lo em escalas. Discordo. Pra mim não é favorecimento, é incompetência.

bomba.jpg

– Cel Nunes, o anistiado político!

Se você pensa que já viu de tudo no Brasil, saiba que existem coisas que parecem impossíveis mas acontecem: o Coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, 77 anos, um dos homens fortes do regime militar na Região Norte do Brasil (e que hoje é presidente da CBF) recebe mensalmente R$ 14.678,00 da FAB como anistiado político, por ser (pasmem) vítima da ditadura!

Além desse valor, ele já recebeu um soldo indenizatório de R$ 243.416,25, em ato assinado pelo então Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, como verba retroativa.

Não é piada: um agente do regime militar recebendo como vítima do que ele próprio ajudava a produzir: a repressão, a ditadura e a força acima da lei.

bomba.jpg

– A Podridão de Bebedeiras e Assédio do líder sindical dos Árbitros denunciada pela Folha de São Paulo

Como justificar?

A Folha de São Paulo conseguiu depoimentos de que Arthur Alves Júnior, ex-braço direito do Cel Marcos Marinho e membro da Comissão de Árbitros da FPF (agora demitido), presidente do Sindicato de Árbitros (SAFESP) e vice da Associação Nacional (ANAF), gastava dinheiro dos árbitros em bebidas e visitas a casas noturnas como “Musas Night Club”. O jornal relata mais casos de assédios sexual e moral, além de outras novidades, como árbitros que estavam trabalhando em jogos e que, curiosamente, estavam ao mesmo tempo aprovando as contas do Sindicato na Barra Funda. As assinaturas eram posteriores…

E tem árbitro e bandeira conhecido nesta lista, hein? Muitos da A1 de SP, alguns que subiram de divisão rapidamente!!!

A pergunta passa a ser: os juízes se venderam ao dirigente para terem sucesso na carreira e mais escalas ou foram obrigados pelo assédio?

E se fizeram por ascensão à carreira, fariam outras coisas para chegarem a jogos maiores/ melhores e terem sequência de sorteios?

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/14/cartola-do-apito-e-acusado-de-assedio-sexual-falsificacoes-e-desperdicio.htm

Cartola do apito é acusado de assédio sexual, falsificações e desperdício

  • Divulgação/Safesp
    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

    O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior

O presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, Arthur Alves Junior, é um homem na berlinda. No dia 2 de dezembro do ano passado, ele foi demitido do cargo que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

De lá para cá, mais mulheres relataram ao UOL Esporte que teriam sofrido assédio sexual por parte do dirigente. Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma que Arthur Alves utiliza o dinheiro da entidade para fins pessoais e que impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados. 

Finalmente, conforme mostra documento a que o UOL Esporte teve acesso, Arthur Alves dirigiu uma assembleia do sindicato no dia 30 de setembro do ano passado e forjou a presença de 59 árbitros e auxiliares que, na realidade, não estavam lá, mas que tiveram suas assinaturas incluídas na ata da assembleia dias ou até semanas após a realização do encontro.

Veja, abaixo, os detalhes de cada uma das denúncias que pesam contra Arthur Alves Junior.

– Fraude em ata de Assembleia Geral

Safasp

Ata de assembleia afirma que 163 associados estiveram presentes, mas 59 deles não estavam e foram “convidados” a assinar posteriormente

No dia 30 de setembro do ano passado, Arthur Alves conduziu uma Assembleia Geral Extraordinária no sindicato dos árbitros. Nela, foi decidido, entre outras coisas, que a entidade iria adquirir um aparelho IPhone 6, “para uso da presidência”. Também foi definida a proposta de dissídio salarial coletivo para categoria que seria levada para negociação com o sindicato patronal, além de ter sido apresentado e aprovado o relatório de atividades da diretoria no ano. 

Conforme consta na ata, 163 árbitros e auxiliares estiveram presentes. Na realidade, porém, apenas 104 pessoas atenderam à reunião. Os 59 profissionais restantes tiveram seus nomes e assinaturas incluídos posteriormente.

A ata da assembleia geral, a que o UOL Esporte teve acesso, é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior. A quarta folha de assinaturas tem início com o árbitro assistente Bruno Salgado Rizo, como mostra a imagem abaixo.

Safesp

Auxiliar de arbitragem Bruno Rizo assina presença em Assembleia realizada em São Paulo no dia 30 de setembro de 2015

Ocorre porém, que, na mesma data e hora (a assembleia teve início às 15h, e assim foi convocada, embora conste o horário de 17h na ata), Rizo estava na Vila Belmiro, em Santos, apitando uma partida amistosa do time da casa contra o Luverdense:

Arte/UOL

Conforme mostra documento da Federação Paulista de Futebol, Bruno Salgado Rizo apitava jogo na Vila Belmiro, em Santos, no mesmo horário da Assembleia Geral do sindicato dos árbitros de SP

Em conversa gravada com o UOL Esporte, o auxiliar de arbitragem admitiu a fraude, mas disse que “não teria por que contar” o motivo de ter feito isso. “Assinei depois, sim. Ele (Arthur Alves Junior) me mostrou a ata e eu assinei.”

Outro auxiliar em condição semelhante é Miguel Cataneo Ribeiro da Costa. Seu nome consta na lista de presença da assembleia, mas no mesmo dia da reunião ele estava atuando em uma partida em São José do Rio Preto, cidade do interior paulista a 454 quilômetros da capital.

Perguntado pela reportagem sobre como isso seria possível, ele disse: “Dessas coisas eu não quero falar. Eu sou do interior, não gosto disso de política.” O repórter insistiu, disse não se tratar de política, apenas de explicar como ele poderia ter estado presente simultaneamente em dois eventos que ocorreram em cidades distantes mais de 400 quilômetros uma da outra. A resposta: “Não vou comentar nada.”

Para o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, que rompeu com o presidente da entidade no meio do ano passado, os árbitros foram coagidos a assinar a lista de presença. “Acontece que o Arthur Alves tinha um cargo na comissão de arbitragem da FPF e influenciava nas escalas de árbitros para os jogos oficiais. Então, os árbitros assinaram a ata temendo serem prejudicados na confecção das escalas caso não o fizessem.”

 Em entrevista ao UOL Esporte concedida na última quarta-feira, Arthur Alves Junior não soube explicar o que teria acontecido. “Quem assinou, estava presente”, resumiu-se a dizer. A reportagem insistiu, dizendo que isso não era possível, pois dezenas de árbitros estavam atuando fora da cidade, e alguns deles admitiram que assinaram a ata posteriormente. A resposta: “Se assinaram, estavam presentes.”

– Ocultação de documentos contábeis 

Arthur Alves Junior também é acusado de esconder os documentos referentes à prestação de contas de 2015 do Safesp e de ter feito com que um dos três membros do conselho fiscal da entidade assinasse as contas mesmo sem ter tido acesso às notas fiscais que comprovariam as movimentações financeiras descritas.

Quem admite ter assinado a aprovação de contas sem tê-las visto é o próprio membro do conselho, Márcio Jacob. “Ele me chamou um dia na sala da FPF, onde também trabalhava, e me falou para assinar a aprovação de contas, disse que precisava mandar urgente para o Ministério do Trabalho. Eu disse que não tinha visto as notas referentes aos gastos que constavam ali, mas ele disse que estava tudo certinho. Eu fiquei intimidado, ele já tinha me ajudado bastante, me escalado para muitos jogos naquele ano, senti que não poderia recusar, e acabei assinando.”

Já o vice-presidente Pedalini acusa Arthur Alves de esconder os gastos da entidade porque ali constariam contas particulares do presidente que teriam sido pagas com o cartão corporativo da empresa. “Ele pagava bebidas, jantares e até festas com dinheiro do sindicato. Se tivermos acesso às contas, isso será provado”, afirma o vice-presidente, que já foi à Justiça para que Arthur Alves seja obrigado a apresentar a prestação de contas. A decisão deverá sair no mês que vem.

Ao UOL Esporte, Arthur Alves afirmou que não há qualquer irregularidade nas contas da entidade. Disse também que as notas referentes aos gastos da entidade estão à disposição de quem quiser consultá-las. Perguntado sobre qual teria sido a motivação do vice-presidente Pedalini em notificar judicialmente a presidência do sindicato para que apresentasse as tais notas, ele disse não saber. 

– Farras bancadas pelo sindicato, assédio moral e sexual

Arthur Alves Junior também é acusado de assédio moral e sexual. Sua demissão no final do ano passado se deu em virtude de uma acusação da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. Ela disse à corregedoria da Federação Paulista de Futebol que era assediada por Arthur, disse que o presidente do sindicato queria ser seu amante, que montaria uma casa para ela, e disse também que estaria sendo perseguida por Arthur Alves por não ceder a suas propostas.

Procurada pelo UOL Esporte, ela confirmou todas as denúncias que fez à corregedoria, mas que não falaria mais sobre o assunto: “O que eu tinha para dizer, eu já disse.” 

Uma ex-funcionária do sindicato dos árbitros, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que também era assediada por Arthur, e que efetivamente chegou a se tornar sua amante e ir com ele a motéis, cujas contas seriam pagas com o cartão corporativo do sindicato. Além disso, ela afirma que recebia pelo tempo que passava com ele no motel como se fossem horas extras de trabalho, pagas pelo sindicato, conforme se pode ouvir no áudio abaixo, que foi primeiramente publicado no site jornalístico Blog do Marçal

O “Gustavo” referido nas falas da ex-funcionária é Gustavo Hirosse, ex-assessora da presidência no sindicato. Ele confirma o que diz a ex-funcionária, e acrescenta:

Ele bebia bebida alcoólica e ele ficava sem condições de dirigir, porque eram diversas coisas que ele bebia, muita cerveja, ele não tinha condições nenhuma de voltar pra casa. Uma das vezes, ele me ligou, eu não estava com ele, eu tive que buscá-lo em uma casa noturna porque ele não tinha condições de retornar para a residência.”  

Eu fazia todos os pagamentos de tudo isso aí, a pedido dele. Ele fornecia a senha, e tudo pago com o cartão corporativo do sindicato, o cartão é do banco Itaú, no cartão tem o nome dele, porém mas é um cartão corporativo, com o nome do sindicato dos árbitros de futebol do Estado de São Paulo. Ele gastava valores consideráveis por noite, R$ 700, R$ 800. Costumava ir de quinta, sexta, alguns finais de semana. Costumava ir muito a boate que fica localizada na região do bairro do Ipiranga, chamada Musas Night Club.

Sob a condição de não ter seu nome publicado, a ex-funcionária explicou o porquê de ter cedido aos desejos do presidente do sindicato. “Eu sabia que meu emprego estava em jogo, que se eu não cedesse, seria mandada embora, e eu dependia desse dinheiro”, disse. Segundo ela, sua demissão ocorreu quando a mulher de Arthur Alves teria descoberto o “romance”. “Ele me demitiu, sem nenhum motivo profissional. Depois, a mulher dele foi no sindicato, gritou com ele, brigou muito.”

UOL Esporte ouviu de mais duas árbitras que também teriam sido assediadas pelo cartola do apito. Ambas, no entanto, preferiram não dar qualquer declaração oficial, afirmando que temem sofrer represálias.

Arthur Alves nega todas as acusações. “Este áudio é uma fraude, uma montagem. Essa moça quer me prejudicar porque foi mandada embora, tanto que está movendo uma ação trabalhista contra o sindicato”, afirmou. Sobre a denúncia da árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura, Arthur Alves disse se tratar de nova invenção, e que ela estaria “querendo aparecer”.

– Qual a história mentirosa e qual a verdadeira?

Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há décadas e atualmente no cargo de Supervisor, admitiu que já comprou árbitro para favorecer a Raposa. A história completa está em: http://wp.me/p55Mu0-I7 .

Depois de muita pressão para que se dissesse o nome do árbitro e que o STJD tomasse providências punitivas, Benecy voltou a dar entrevista dizendo que a história era “apenas de um papo descontraído, um ‘causo’, com personagens desconexos”. Ou seja: desmentiu o que disse.

E aí: qual é a história mentirosa: a primeira (da compra do juiz) ou a segunda (a negação)?

Uma coisa é certa: o cartola mentiu!

Deixe seu comentário.

bomba.jpg

– Se fosse jogador, você aceitaria uma proposta da China?

Claro que a resposta à pergunta-título é: DEPENDE. Sim, ela é condicionada a uma série de coisas: valores, empregador, tempo de contrato, condições de trabalho e perspectiva de vida pessoal e profissional.

E se faz necessário criar tais questionamentos para se avaliar as propostas que surgem aos montes para trabalhar no Futebol da China, devido as diversas realidades de cada jogador. Quer um rápido exercício comparativo?

Veja esses 3 diferentes panoramas e perspectivas dos jogadores brasileiros:

1) Erick Mamadeira, desconhecido da grande imprensa da capital, é um jovem jogador do Paulista de Jundiaí. Diferenciado dentro de campo, é questionado fora dele. Pode ser um sucesso se chegar a um time expressivo, pois tem bola para ser craque. Mas pode virar um grande fiasco se não for orientado à exaustão. E se ele recebesse uma proposta vantajosa de dois anos para jogar na China? Deveria ir ou não?

Acho que deveria ir correndo… Garantiria-se financeiramente e ainda teria tempo para voltar a jogar no Brasil.

2) Lucas Lima é o “bola da vez” na Seleção Brasileira. Quando convocado, tem correspondido positivamente. Com boataria de venda futura para a Europa, ainda joga no Santos FC e exerce seu ofício em alto nível. Mas e se oferecessem a ele o mesmo que Jadson (mais de R$ 2 milhões/ mês)?

Teria dúvida em decidir. Abrir mão da vaidade e do sonho da Seleção Brasileira e de uma carreira no Velho Continente para ganhar dinheiro na poluída Shangai ou Pequim?

3) Luís Fabiano, ex-SPFC, aceitou a segunda divisão da China. Vítima de lesões e em final de carreira, faz bem para garantir sua aposentadoria (e o futuro aos filhos e netos). Já imaginaram ele, ganhando bastante dinheiro, treinado por Luxemburgo e em meio a zagueiros chineses?

A grande questão é: PROJETO DE CARREIRA OU REALIZAÇÃO FINANCEIRA?

Sem dúvida alguma, o jogador vai se esconder por lá. E os treinadores brasileiros dos times grandes chineses optam por atacantes e meias ofensivos daqui pois sabem que o baixo nível da zaga de jogadores locais permitirá resultados expressivos em números de gols. Só que ele sumirá da grande mídia. Além da CCTV para o território da China e Hong Kong (a emissora estatal de lá), qual canal transmitirá o Campeonato Chinês no Brasil? Você pagaria para assistir o “Chinesão 2016”?

Aliás, é algo curioso: Felipão foi taxado de ultrapassado, mas é o atual Campeão da Copa da Ásia. Ele está se reciclando como treinador no Guangzhou Evergrande ou apenas “fazendo o feijão-com-arroz”?

O que tenho muito medo em relação a China se resume a MÁFIAS. Não me esqueço dos casos de combinação de resultados, de sites de apostas envolvidos, de atletas que entregavam o jogo e árbitros que manipulavam placares. E tudo isso na primeira década dos anos 2000. O cenário mudou tão rapidamente? Sem falar, claro, da origem do dinheiro.

Se eu fosse boleiro, o contrato deveria ser curto, extremamente rentável, metade dele antecipado e com inúmeras cláusulas de alta exigência protecionista. Um bate-volta honesto, para sentir o que realmente tem por lá e não fugir dos holofotes ou da Seleção.

E você: o que pensa sobre a invasão chinesa no futebol brasileiro?

bomba.jpg

– A confissão de que o Cruzeiro comprou um juiz!

Está dando o que falar! Benecy Queiroz, dirigente do Cruzeiro/MG há mais de 40 anos, deu uma entrevista mais do que polêmica: confessou que já comprou árbitro no final da década de 80/início dos anos 90.

Tal declaração ocorreu no programa Meio de Campo, da Rede Minas de TV.

Disse ele:

“Só vou citar um caso específico, não falo o nome, aqui em Minas Gerais. O treinador era Ênio Andrade. E nós, através de indicação de uma pessoa, achamos que compramos um juiz. E o juiz falou: ‘olha, fique tranquilo que o time do adversário não sai do meio-de-campo’. Então, nos 45 primeiros minutos, ele deu muita falta só no meio-de-campo. Então, falei com ele: ‘é, o negócio, acho que vai dar certo’. Só que, por azar nosso, o adversário chutou uma bola do meio-de-campo, o goleiro, eu posso falar o nome, Vitor, no ângulo e gol. E o juiz, então, o que foi que ele fez? Continuou dando falta só no meio. Só no meio. Só no meio. E uma hora, antigamente podia entrar dentro de campo, eu falei: ‘velho, eu paguei você, vê se você dá o pênalti’. Ele falou assim: ‘manda o seu time lá para frente que eu dou o pênalti’. Aí falei com o capitão: ‘olha, manda todo mundo para frente, temos que empatar o jogo’. Aí foi para frente, toda bola ele dava falta contra o Cruzeiro. Eu cheguei à conclusão de que eu empreguei um dinheiro errado.

Eu já ouvi muitas histórias de compra de árbitros que nunca ocorreram na prática. A mais notória publicamente foi a do Ivens Mendes, diretor de árbitros da CBF, que houvera vendido Oscar Roberto de Godoy e tantos outros nomes (episódio em que a Rede Globo conseguiu gravações onde Dualib oferecia “1-0-0” para a campanha de Ivens a deputado federal). O árbitro, porém, nem sabia que estava sendo vendido e apitava corretamente.

Quem vende resultado, vende para os dois times sem o árbitro saber. Para quem ganha, ele diz que o negócio realmente era quente. Para quem perde ou se há empate, diz que o jogo estava “difícil” para fazer o placar.

Se há árbitro que negocia de fato, faz bem feito e de maneira escondida de muita gente. É difícil provar. Mas a questão é: e o dirigente que negocia a compra de um resultado? Existe isso ainda hoje?

No caso específico de Benecy Queiroz, o que se deve fazer? Ele é réu confesso! Ficará assim mesmo ou não? Foi só uma vez?

E agora?

bomba.jpg

– Bola de Ouro FIFA e considerações pertinentes

Messi levou a sua 5a Bola de Ouro da FIFA. Normal e esperado. Cristiano Ronaldo e Neymar em 2o e 3o, respectivamente. Talvez a inversão dessas posições seria mais justo.

O inesperado foi o Prêmio Puskas, vencido pelo brasileiro Wendell Lira. O recebeu de maneira humilde e emocionada, encantando a todos. Mas, particularmente, penso que o gol de Messi (que era uma das 3 opções) ou o de Tevez pela Juventus (entre os 10) eram “mais golaços”. Torci para Wendell, mas não achei justo. Será que sem a votação maciça de internautas brasileiros (sim, os votos eram abertos para a população e pela Internet), Wendell conseguiria a honraria?

A Seleção de Futebol da FIFA de 2015 tem 4 brasileiros, 2 deles do 7×1. Ou se preferir, tem 4 atletas do Barcelona. Ela é composta por: Manuel Neuer, Daniel Alves, Thiago Silva, Sergio Ramos e Marcelo; Iniesta, Modric e Pogba; Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Timaço, hein? A FIFA deveria fazer uma ação solidária e marcar um jogo amistoso com esses craques contra uma Seleção qualquer, afim de arrecadar fundos para alguma causa nobre (e, por tabela, termos a oportunidade de assistir ao menos por uma vez um trio formado por CR7, Messi e Neymar).

Destaque negativo para Daniel Alves. Ele chegou ridiculamente vestido com um polêmico terno de folhas de maconha, aparentemente, para causar repercussão. Mas durante a cerimônia, apareceu com outra roupa. Certamente alguém pediu para que ele trocasse o figurino…

bomba.jpg

– Coloque uma melancia na cabeça, Daniel Alves!

Desejar ser simpático nunca foi o forte do lateral direito Daniel Alves. Sempre ríspido com os jornalistas, na última semana falou alguns palavrões à imprensa e outras bobagens/insultos.

Nesta 2a feira, na premiação do Bola de Ouro da FIFA, apareceu vestindo um terno com alusão à… Maconha!

Pra quê isso?

Atleta de destaque não deveria ter consciência do que representa?

Ao invés de querer escandalizar, deveria ser menos arrogante e jogar bola, que é o que ele sabe fazer no Barcelona.

bomba.jpg

– Alexandre Pato está pensando na carreira ou é pura birra?

O atacante Alexandre Pato, com contrato até o final do ano com o Corinthians, teve proposta para jogar na China. No Timão ele recebe 800 mil, e a proposta da China, em Reais, seria jogar na 2a divisão e ganhar R$ 5 milhões por mês.

Sim, CINCO MILHÕES DE REAIS A CADA 30 DIAS DE TRABALHO.

Sedutor… tudo isso para abrir mão do sonho da Europa e da Seleção, por contrato de 3 anos.

Pense bem: são R$ 180 milhões ao final do contrato para jogar bola contra “zagueiros craques” da série B chinesa.

Tirando, claro, o incômodo da adaptação, o dinheiro é respeitável, não?

Mas por quê Pato não quis?

Seria vingança a Andrés Sanches, que um dia disse que ele teria que “jogar até no Bragantino pois tem contrato”, e recusando a oferta ele teria passe livre em breve e o Corinthians não receberia nenhum tostão (e aí Pato poderia aceitar a proposta)? Ou está pensando na carreira, aceitando abrir mão do dinheiro?

bomba.jpg

– A Substituição de Goleiro na Copa São Paulo Jr. Poderia ou não?

Assisti a um pedaço do jogo entre São Paulo 2×2 Taboão da Serra pela Copa São Paulo Jr. E uma curiosidade da Regra poderia ter acontecido neste jogo. Vamos lá:

O goleiro da equipe do Taboão por várias vezes pediu atendimento médico, alegando desde câimbras até outras coisas. Porém, como a partida estava empatada e poderia ir para a cobrança de pênaltis (como foi e o placar se encerrou em 5×3), havia o risco do arqueiro não estar bem e ter que sair.

Até quase os 45 minutos do segundo tempo, o Taboão ainda não tinha feito a 3a e última substituição, e acabou a fazendo entre jogadores de linha.

Mas e se o time não tivesse feito a 3a substituição e durante a cobrança de pênaltis o goleiro tivesse se machucado mais seriamente?

Resposta: há alguns anos, alguém da linha deveria ir ao gol. Hoje, se pode substituir um goleiro lesionado mesmo após o apito final e durante a cobrança de um pênalti. Mas lembre-se: isso só vale para lesão de goleiro, desde que as 3 substituições não tenham ocorrido no tempo normal.

bomba.jpg

– Argentina Protagonista nos Assuntos Polêmicos

Alguém disse que “Futebol, Religião e Política” não se discute. Mas se analisarmos bem… é justamente nesses temas que a Argentina vem protagonizando e sendo destaque positivo.

Vejamos no Futebol: Messi se consolida como o melhor jogador do século XXI (talvez isso não se conteste), Edgardo Bauza é o novo técnico do São Paulo, Jorge Sampaoli é o melhor treinador da América do Sul, os 2 últimos campeões da Libertadores da América são argentinos, sem contar a invasão de jogadores hermanos que chegam aos clubes brazucas.

Se falarmos em Religião, não há como citar o cardeal Bergoglio, que como Papa Francisco tem feito um incontestável papado, revolucionando positivamente a Igreja Católica.

Por fim, na Política, Mauricio Macri tem tomado a liderança no Mercosul, criticando duramente os desmandos da Venezuela, reduzindo impostos e barreiras comerciais para otimizar a Economia, revogando mais de 2000 decretos de Cristina Kirchner (dos que censuravam a imprensa aos que privilegiava determinados setores).

Será que nós, brasileiros, ficaremos como meros coadjuvantes no cenário global?

bomba.jpg

– A Morte anunciada do Paulista FC. Haverá ressurreição?

Por favor, leia a postagem até o fim para que não se faça mal juízo na interpretação. Embora longo, o assunto é pertinente para quem gosta de futebol, e em especial do Paulista FC, o time de futebol centenário da cidade de Jundiaí. Destaco, ainda, o esclarecedor texto do Dr Cláudio Levada ao final deste artigo.

Acontece o seguinte: como todo time de futebol do interior do estado de São Paulo, o Galo da Terra da Uva está financeiramente quebrado. Foi assim ao longo da história, sendo socorrido por parcerias como a Magnata, o Lousano, a Parmalat e o Banco Fator.

Destes atores protagonistas, sempre o Paulista conseguiu bons resultados: a Magnata ajudou o time a não sucumbir e trouxe na época Biro-Biro e Casagrande. O Lousano deu o título da Copa São Paulo e revelou o saudoso técnico Giba. A Parmalat levou o Paulista à série A1 do Estadual, pagou todas as dívidas do time, e abandonou Jundiaí com todas as certidões de “nada consta” e dinheiro em caixa – e de tal experiência surgiram diversos jogadores e títulos, como o Vice-Campeonato Paulista de 2004 com o treinador Zetti (perdendo a final no Pacaembú para o São Caetano de Muricy Ramalho), além da conquista da Copa do Brasil em 2005, capitaneado por Vagner Mancini.

Em 2006, disputou a Libertadores da América e como feito de sua participação venceu o poderoso River Plate. Só que exatos 10 anos depois…

Sem parceiro econômico forte, o time não se sustentou. Acabou o dinheiro e os recursos não vieram. O Galo foi caindo de divisão no Campeonato Brasileiro até deixá-lo de disputar. Em 2014, amargou o rebaixamento para a A2 do Paulistão, com a pior campanha da história do torneio.

E como isso aconteceu?

Muitos (e creio nisso) creditam à péssima parceria com o Banco Fator, que apresentou o projeto “Campus Pelé”, emprestou dinheiro ao Paulista em troca de atletas e… resultou que o Banco acabou ficando (por direito) com os jogadores, com um crédito milionário a receber e com a penhora do estádio. Sim, junto com os membros do Condomínio de Credores – empresas, ex-jogadores e demais credores, o Estádio Jayme Cintra está enrolado judicialmente.

O que me pesa é saber que, apesar dos esforços da comunidade jundiaiense – dos abnegados torcedores às pessoas de boa vontade que implantaram o Projeto de Reconstrução do time chamado “Novo Paulista”, a receita é insuficiente para bancar o clube. Não há como pagar as dívidas milionárias, e por mais que queiramos ser otimistas, é hora de sermos realistas.

Comecemos por sábado: o jornalista Anelso Paixão trouxe em sua coluna do Jornal de Jundiaí o processo de tentativa de dar um sobrevida ao time, com a chegada de um patrocinador que, pela lógica, arrendou o time para não pedir licença da A2 e fechar as portas.

Abaixo, extraído de: http://www.jj.com.br/colunistas-2126-grupo-europeu-vai-‘assumir’-o-paulista

GRUPO EUROPEU VAI ‘ASSUMIR’ O PAULISTA

No final do ano, após uma reunião decisiva do grupo que compõe o Novo Paulista, um dos integrantes comentou: “Se vamos manter as atividades até abril, quem sabe até lá acontece algum milagre e saímos com o clube em uma situação melhor”. Outro diretor, emendou: “Até abril já estaremos rebaixados, não adianta mais milagre. Ou é já, ou nunca mais”.

E não é que, na primeira semana de 2016, o milagre veio. Se vai se tornar mais uma barca furada na história do clube ou não, só o tempo dirá. Mas, neste momento, ou era isso ou fechar as portas. Portanto, a notícia foi recebida como verdadeiro milagre mesmo.

Na quinta-feira (7), a diretoria assinou contrato com um grupo de investidores europeus, que vai manter o departamento de futebol do clube por um ano, podendo ser ampliado por mais dois. Todo o dinheiro investido, cerca de R$ 100 mil por mês, será para contratações e folha de pagamento dos atletas.

As dívidas antigas do clube ficarão sob responsabilidade do próprio Paulista, que também está captando recursos via Projeto Novo Paulista. Uma empresa intermediada pela Prefeitura vai investir R$ 70 mil durante quatro meses e outras duas, fruto do projeto, devem investir em torno de R$ 10 mil cada.

Estes recursos servirão, principalmente, para pagar salários vencidos dos funcionários. No momento, já são quatro meses de atraso. O anúncio oficial de tudo isso vai ocorrer nesta semana.

O grupo europeu colocou com única exigência: a contratação de uma comissão técnica indicada por eles, tendo como treinador o português Paulo Jorge Fernandes Oliveira. Os custos dele e mais dois integrantes da comissão serão também mantidos pelos investidores. O atual técnico do Paulista, Beto Cavalcante, foi convidado para integrar essa comissão. O ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Júlio César, será um dos integrantes.

Todos os jogadores serão contratados em consenso entre a comissão técnica e o novo gerente de futebol do Paulista, Moisés Cândido, intermediário com a diretoria do Novo Paulista, que terá a responsabilidade de gerenciar os recursos, pagando salários e acertando detalhes das contratações.

O interesse dos investidores é claro. Vai contratar jogadores na expectativa de negociá-los com o mercado internacional no futuro. Esses empresários têm ótimo trânsito na Europa, especialmente em Portugal, mas buscam também os emergentes mercados da China e dos EUA.

Como nasceu a parceria

No final de 2015, em meio à crise financeira do clube, o ex-presidente Marinho Sacchi entrou em contato com os integrantes do projeto Novo Paulista querendo apresentar o empresário de Campinas, Cassus Clay, irmão do ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Júlio César. Cassus tinha contato com empresários europeus que negociavam para investir em um clube da região que disputa a Série A3.

Ao saber da situação do Paulista, Cassus se propôs, devido à amizade com o jundiaiense Marinho Sacchi, a fazer a aproximação do clube com os empresários. Como o tempo é curto para a disputa (começa no dia 31), as coisas andaram rapidamente e, já na primeira semana deste ano, o acordo foi assinado. A validade é de um ano, podendo se estender por mais dois.

Novo líder

Na semana passada escrevi que o Projeto Novo Paulista, que tem data de encerramento para abril, sofria com a falta de um novo líder desde que o empresário Luiz Roberto Raymundo, o Pitico, resolveu se desligar.

Desde então, porém, vem se destacando no grupo a figura do médico Marco Antonio Dias, tradicional apaixonado pelo Paulista e que, desde a saída de Pitico, assumiu o departamento de futebol. Na diretoria do Novo Paulista ele é um dos vice-presidentes.

Foi ele que acompanhou pessoalmente e tratou de todos os detalhes do contrato assinado essa semana com os empresários europeus. Resolveu comprar a briga e acabou sendo decisivo para o sucesso da empreitada.

Por conta de sua ascensão ao departamento de futebol, voltou ao clube um velho conhecido do torcedor: o gerente de futebol Moisés Cândido, que vai substituir Armando Bracali.

Vemos claramente que, sem trocadilhos, o Dr Marco Antonio Dias, boníssima pessoa, conseguiu dar um pouco mais de saúde ao Galo…

Entretanto, muito se tem questionado sobre o desconhecido treinador português Paulo Fernandes. E em brilhante trabalho investigativo, o jornalista da TVE Jundiaí e do site Esporte Jundiaí, Thiago Batista de Olim, esclareceu algumas dúvidas.

Abaixo, extraído de: http://www.esportejundiai.com/2016/01/paulista-contrata-treinador-que-nao.html

PAULISTA CONTRATA TREINADOR QUE NÃO “COMANDOU” O GRÊMIO BARUERI

O Paulista apresenta nesta segunda-feira a partir das 10h da manhã o seu novo treinador: Paulo Fernandes, de 41 anos. No seu currículo como técnico, estão passagens por Barueri e o Nogueirense. Mas segundo informações levantadas pelo Esporte Jundiaí, no site da CBF, do Grêmio Barueri, e da rádio portuguesa Boa Nova FM 100.2, nos dois clubes ele não assinou a súmula como técnico.

No Barueri, Paulo Fernandes chegou na Série D do Brasileirão de 2014. Segundo informações publicadas no site do próprio clube, Fernandes comandou a equipe nas duas primeiras partidas: derrota em casa para o Luziânia por 1 a 0 e depois revés fora de casa para o Goianésia, também por 1 a 0. Na matéria sobre a primeira partida, o site oficial do Barueri informou que “o técnico português Paulo Fernandes ainda não pôde ficar no banco de reservas, por estar resolvendo seu visto de trabalho” e este pode ser o motivo de ele não ter assinado a súmula como comandante do time. Nas duas súmulas dos jogos que Fernandes teria comandando o time e estão publicadas até este domingo, 10 de janeiro de 2016 no site da CBF, quem assinou a súmula como treinador nas duas partidas foi Denilson dos Santos. Inclusive no espaço de auxiliar técnico nos dois jogos apareceu vazio.

(aqui link da matéria no site oficial do Barueri informando a chegada de Paulo Fernandes no Barueri – http://baruerioficial.com.br/b/2014/06/18/presidente-do-barueri-tras-tecnico-de-portugal-para-disputar-a-serie-d/

aqui link do site oficial do clube da Grande São Paulo da matéria sobre a primeira partida do Barueri na Série D do Brasileirão de 2014 – http://baruerioficial.com.br/b/2014/07/28/abelha-nao-consegue-vitoria-na-estreia-da-serie-d/

aqui link da matéria no site oficial do Barueri onde Paulo Fernandes fala sobre a derrota para o Tombense – http://baruerioficial.com.br/b/2014/07/31/paulo-fernandes-lamenta-derrota-mas-quer-confianca-para-enfrentar-o-goianesia/).

(…)

Depois o Barueri informou que Paulo Fernandes deixou o comando da equipe, dando lugar para Eder Silveira, que veio do Atibaia. Fernandes assumiu na época a coordenação técnica do clube (link da matéria no site oficial do Barueri sobre a chegada de Eder Silveira ao clube e Paulo Fernandes agora como coordenador técnico – http://baruerioficial.com.br/b/2014/08/05/gremio-barueri-anuncia-novo-treinador-apos-derrota-para-goianesia/). Do terceiro jogo até o último do Barueri na competição, quem assinou a súmula como técnico foi realmente Eder Silveira, enquanto Denilson dos Santos era o auxiliar técnico. Como coordenador técnico, Paulo Fernandes não precisaria assinar a súmula, pois em jogos da CBF podem ficar no banco além dos jogadores, o técnico, auxiliar-técnico, médico, preparador físico e massagista.

No Nogueirense, clube da 3ª divisão do Campeonato Português, segundo informação trazida pelo jornalista Heitor Freddo, na Rádio Difusora e no seu blog (heitorfreddo.wordpress.com) e que de acordo com  site da rádio portuguesa Boa Nova FM 100.2, o auxiliar Rui Vale sempre esteve no banco de suplentes,  “devido a Paulo Fernandes aguardar pela sua regularização como treinador, o que acabou por não acontecer”.  (link da matéria da rádio portuguesa – http://radioboanova1002.jimdo.com/2015/10/08/s%C3%A9niores-do-nogueirense-com-novo-t%C3%A9cnico-juniores-do-fcoh-voltam-a-participal-nos-campeonatos-distritais/). O site da Federação Portuguesa diferentemente da CBF não publica as súmulas das partidas da 3ª divisão, que lá é chamada de Campeonato de Portugal PRIO atualmente.

Punição – No Nogueirense, Paulo Fernandes esteve trabalhando no clube em quarto partidas: três pela “Terceirona Portuguesa” e uma pela Taça de Portugal: no Campeonato Nacional obteve duas vitórias (1 a 0 contra o Angrense, e 2 a 0 sobre o Sabugal) e perdeu um jogo para o Oliveira Hospital. Esta derrota, em 23 de agosto, a princípio, no jogo foi de 1 a 0, mas depois, em dezembro deste ano, a Federação Portuguesa aumentou a derrota para 3 a 0, pois o Nogueirense escalou jogador de forma irregular, sendo ainda multado em €1.020. Na Taça de Portugal, o Nogueirense com Paulo Fernandes ainda trabalhando, perdeu do Naval por 4 a 2 e foi eliminado. Detalhe final: pelo documento, a Terceira Divisão do Campeonato Português é um campeonato não profissional, ou seja Amador. Isto quem traz é o próprio documento abaixo do Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional.

Pois é… Se Paulo Fernandes fará um bom trabalho, ninguém sabe. Foi uma aposta de quem trouxe o dinheiro para o Paulista FC não abandonar o futebol profissional. Se der certo, bestial! Se der errado, uma besta.

A verdade, embora ela seja doída aos apaixonados torcedores do Paulista (e em que pese meu trabalho de comentarista de arbitragem e futebol em geral na Rádio Difusora, no Jornal Bom Dia e na VTV/TV Sorocaba, me incluo aqui como um amante do Galo), é que o Paulista está com prazo de validade. Aceitemos, o clube faliu! E os esforços são para que o time não feche as portas de vez, se mantenha ativo.

Tenho lido críticas de amigos e torcedores quanto ao papel da imprensa. Ora, o jornalista divulga o fato, não pode mentir. Alguns pedem que se evite as notícias ruins para que não assuste os investidores. Mas… sejamos bem sinceros: há alguém que não saiba da pindaíba do Paulista? Os meios de comunicação locais apoiam o time, mas seria irresponsabilidade enganar o torcedor ou fazê-lo de bobo. Mais do que isso: o país está em crise financeira. Qual empresa está disposta a investir no futebol? Se os grandes clubes penam em conseguir um simples patrocínio máster de camisas, como os pequenos, que disputam apenas 3 meses de campeonato e que sobrevivem das verbas da FPF (presas na Justiça no caso do Paulista) podem ter mais sucesso no marketing do que Corinthians, São Paulo, Palmeiras ou Santos? Estes, são clubes nacionais. O Paulista é tradicional, centenário, mas regional. O interesse é diferente.

Enfim: nesta segunda-feira, o respeitadíssimo Dr Cláudio Levada (a quem admiro e respeito deveras), Desembargador do TJ, que é membro do Conselho do Paulista Futebol Clube e também do Novo Paulista, escreveu em sua coluna semanal no Bom Dia Jundiaí a triste e real situação. Objetiva e corajosamente, o Dr Levada escreveu: “O Paulista deve morrer em 2016”.

Abaixo, extraído da Coluna “Formador de Opinião”, pg 15, ed 11/01.2015:

ESTAMOS INDO EMBORA

Não sou homem de meias palavras. Aliás, quem age por meias palavras nem homem é. Então é bom que saibam, com todas as letras, que o Paulista deve morrer neste ano de 2016, salvo se forem tomadas medidas, realmente excepcionais, que o salvem de seu provável fim.

Digo isso como presidente do Conselho de Administração tanto do Novo Paulista, quanto do Paulista Futebol Clube. Em relação ao Novo Paulista, as perspectivas que se avizinhavam com o grupo formado ano e meio atrás, a partir da iniciativa do Pitico, Vanuil, Getúlio, Demarchi, Nardinho, Zanatta, etc, gente de primeira qualidade, e que passou a ser presidido por Márcio Francklin Nogueira, Desembabador como eu, hoje aposentado, essas perspectivas não se concretizaram porque, em primeiro lugar, a situação do país derrocou e, em segundo lugar, faltou competência para todos nós, que acreditamos em um projeto que envolveria toda a cidade mas que foi realizado parcialmente, sem atenção por exemplo ao projeto do sócio torcedor (muitos tiveram que brigar para se tornar sócios, pois chegavam em Jayme Cintra com os portões fechados, com funcionários sem salários e sem motivação alguma para “vestir a camisa” do clube, no que incluo nosso suposto e alegado marketing, bem intencionado mas amador).

Quanto ao Paulista, propriamente, se não houver boa vontade do Judiciário de Jundiaí podemos desde logo fechar o Estádio (já penhorado, várias vezes) no início do ano. O dube está quebrado por obra e graça do Banco Fator, que não bastasse cobra milhões do Paulista (R$10 milhões, para ser exato) pelo favor de nos ter afundado, gerenciando por anos o Paulista até que, agora, nos vemos somente com dívidas e sem valor agregado algum – de um time da A1 do Campeonato Paulista e Série B do Brasileiro, sobrou um time no A2 do Campeonato Paulista e rigorosamente mais nada. Milhões de prejuízo, a serem pleiteados judicialmente, tanto quanto o banqueiro acha que devemos para ele.

Deixo o aviso para a sociedade de minha terra (e friso a boa vontade do prefeito Pedro Bigardi, insuficiente porém para, sozinho, reverter nosso quadro mórbido): o termo final é o Campeonato Paulista da série A2 de 2016. Se nada acontecer de diferente, de muito diferente, será o fim de 106 anos de história. Não me digam, depois, que não avisei, pois avisado está, sem meias palavras.

Pedi no início desta postagem para que os amigos lessem esse longo texto até o fim. Repito: Dr Cláudio Levada disse que o PAULISTA DEVE MORRER, mas colocou a necessidade de algo extraordinário para salvar o time. Agora, é com toda a comunidade de Jundiaí (empresários, torcedores, sociedade em geral): o PAULISTA IRÁ MESMO MORRER?

Sem ressalvas ou broncas de quem discordar dessa publicação, mas a verdade é a seguinte: o Galo é paciente terminal na UTI, depositou suas fichas em um grupo de investidores que luta, primeiramente, para ganhar a confiança da torcida e que tentará salvar o time da A3. Depois disso, é lutar para não fechar. A não ser que algum sheik árabe, magnata russo ou investidor chinês compre o Paulista e o torne como clube-empresa. Mas mecenas como Roman Abramovich não existem em qualquer esquina…

Força Paulista, pois tu és de Jundiaí.

bomba.jpg

– Coronel Nunes e a Frase de efeito sobre a continuidade da… Honestidade!

Não é brincadeira não. Em meio a corrupção tão grande que se observa na administração da CBF, o novo presidente da entidade, o Coronel Nunes, declarou que:

Com diálogo aberto e permanente com federações, clubes, treinadores, atletas, árbitros e demais agentes que compõem a estrutura do futebol, esperamos dar sequência acelerada à renovação das práticas do futebol brasileiro no caminho da modernização, transparência e ética corporativa.

É para rir ou para chorar?

bomba.jpg

– Andrés Sanches realmente estará “do lado de fora” do Corinthians?

O deputado federal Andrés Sanches disse que se afastará da administração do Corinthians para cuidar mais de outros projetos na Câmara, possivelmente no futebol.

Ouve-se todo tipo de especulação, como, por exemplo, de que Andrés teria um relacionamento atual difícil com Roberto de Andrade, o atual presidente corinthiano (da mesma forma como teve com Mário Gobbi).

Na Folha de São Paulo, a jornalista Camilla Matoso escreveu que Andrés tomou tal decisão para articular sua candidatura à presidência da CBF.

No UOL, o sempre bem informado jornalista Juca Kfouri foi além e escreveu em seu Blog:

Ele [Andrés], que se dizia inimigo de Marco Polo Del Nero mudou sua atitude em relação ao presidente licenciado da entidade. Incentivou que Nero não renunciasse ao cargo e na CPI do Futebol teve um comportamento além do amistoso com o cartola e foi elogiado por ele. Hoje o que se diz na CBF é que Ricardo Teixeira, de quem Sanchez foi diretor de seleções, está por trás da articulação. Se não é verdade é bem provável e certamente a emenda é pior que o soneto.”

Já imaginaram os presidentes do São Paulo ou do Palmeiras pedindo ajuda para a CBF, tendo que se reportar a Andrés Sanches, sem vinculá-lo à imagem do Corinthians?

Mais ainda: será que realmente Andrés se desligará do seu time do coração?

Aliás, mesmo se dizendo já fora, repercute intensamente a fala do deputado à Rádio Globo, ontem a tarde:

Estamos de mãos atadas. Nós queremos vender o Pato. Se o Pato não quiser ser vendido, não será. Mas ele vai sofrer (no Corinthians), hein? O grupo do Corinthians é formidável, recebe todo mundo bem. O que não pode é enrolar um ano para sair de graça.

Será que tal pressão não ocasionará efeito contrário? Ao invés de incentivar a saída do jogador, provocará sua ira e de birra ficará recebendo seu alto salário para ter o passe na mão?

image

– Criatividade sobre Como se vê o Árbitro!

Criatividade do torcedor é algo incrível.

Veja só:

bomba.jpg

– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

bomba.jpg

– O inteligente Del Nero e a resposta em Stand By

É claro que quando o cara é esperto, não costuma “dar ponto sem nó”. E isso serve perfeitamente ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

Se precavendo contra possíveis punições da FIFA, encerrou sua licença e voltou a presidir a entidade. De tal forma, pode pedir uma nova licença e indicar seu sucessor, e por lógica, alguém de sua confiança, como o recém eleito vice-presidente Cel Nunes. E se a FIFA cassar os direitos de Marco Polo, o próprio Cel Nunes se mantém presidente (por ser o vice mais velho), evitando que o desafeto Delfim Peixoto assuma o cargo.

A pergunta chave é: qual a justificativa que Del Nero dará para convencer as pessoas de que voltou da licença sem ser a de que é uma jogada só para dar posse ao Cel Nunes?

Vamos ter que ficar aguardando uma resposta…

bomba.jpg

– Zizou virou técnico. E agora?

Zinedine Zidane, o franco-argelino que tanto jogou bola e encantou o mundo, agora é treinador de futebol!

Estando no Real Madrid B, substituirá Rafa Benitez no time principal. E o curioso é: três ex-jogadores emblemáticos como treinadores na Liga Espanhola – Zizou no Madrid, Luiz Henrique no Barça e Simeone no Atlético.

Não sei se Zidane será tão mágico fora das 4 linhas quanto dentro; afinal, um craque dos gramados não será necessariamente genial à beira das 4 linhas (e o inverso é verdadeiro). Mas torço para que tenha sucesso.

Sobre quando Zidane e Luiz Henrique jogavam, “bomba” na Internet uma briga entre os dois. Vide em: https://www.youtube.com/watch?v=wAHpy4xh2Gk

– O temor das propostas irrecusáveis do Mundo Asiático no Futebol Brasileiro.

As saídas de atletas de destaque do último campeonato brasileiro (2015), como Jadson e Renato Augusto, preocupam muito o cenário atual do futebol local. Ambos irão para a China, que tem coberto propostas até de clubes de primeira linha da Europa.

No ano de 2014, o mercado asiático também levou dois jogadores: Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O que me incomoda: perceberam que não há nenhum dito craque, “bam-bam” ou destaque sendo cogitado para ser contratado por clube gigante europeu?

Na contramão do excesso de jogadores que se vão, aqui repatriamos atletas veteranos. Vide Diego Lugano, 35 anos, e talvez mais ninguém de destaque reconhecido ou nome de história importante.

Cadê os craques revelados no ano passado? Não tivemos novatos despontando? Isso preocupa demais. E preocupará para o médio prazo, especificamente para a Copa 2018. Quem serão os jogadores disponíveis em alto nível técnico no Mundial da Rússia? Teremos Neymar, Douglas Costa e… um punhado de atletas fazendo conexão em Pequim?

A China vem vindo forte para as negociações de atletas. Lá, políticos influentes se associaram a bancos, construtoras, indústrias e outros novos ricos da economia emergente e de proporções gigantescas. Nem sempre os negócios são as claras, já que em muitos casos se crê em lavagem de dinheiro pelo fato da corrupção no futebol ser uma constante. Vide as máfias de apostas e árbitros corruptos revelados pela FIFA há pouco tempo e punidos, todos provindos da China.

Claro, com a desvalorização do dólar no Brasil, o já alto valor oferecido pelos clubes tem peso maior. Mas me perturba: por 10 meses a atividade industrial da China caiu. Hoje, a preocupação é o que fazer com os crescentes galpões vazios e uma suposta quebradeira geral. Nada como nosso país, que já vive esse panorama. É o paradoxo da China: agir como capitalista ao extremo, agressivo nos negócios, com respaldo do Partido Comunista Chinês, em meio ao um clima de mudança no país e desaquecimento (pequeno, é verdade) mas regular. Os contratos a longo prazo serão cumpridos?

O certo é que o investimento no futebol é uma realidade: os dois últimos títulos de campeão da Copa da Ásia de Clubes foi o Guangzhou, cujos elencos nas duas temporadas foram comandados por Marcello Lippi e Scolari, campeões mundiais de futebol em 2006 e 2002. Aliás, os dois últimos treinadores da Seleção Brasileira estão por lá: o próprio Scolari e Mano Menezes.

Vide o elenco do Shandong, ao final de 2015: 3 goleiros chineses / 9 defensores chineses / 4 meio-campistas chineses, 1 argentino (Montillo) e 2 brasileiros (Júnior Urso e Jucilei) / 4 atacantes chineses e 2 brasileiros (Diego Tardelli e Aloísio Boi Bandido). O treinador é Mano Menezes.

Elenco do Guangzhou: 25 jogadores, sendo 19 chineses e 6 brasileiros: Robinho, Paulinho, Ricardo Goulart, Elkeson, Alan e Renê Júnior, com o treinador Scolari.

Duas perguntas:

Por quê não há zagueiros ou goleiros brasileiros?

Por quê os dois principais clubes chineses, com vários atacantes brazucas, não possuem um só europeu?

Teríamos respostas?

bomba.jpg

– Piso e Teto nos Salários do Futebol?

Os clubes de futebol brasileiros estão quebrados financeiramente, isso é fato. Certamente, atletas como Alexandre Pato ou Leandro Damião, se fossem contratados hoje, não receberiam tanto dinheiro.

A inflação nos salários vivida recentemente lembrou os anos 90, quando a Parmalat começou a repatriar jogadores com salários a nível europeu. Recentemente, alguns atletas também foram trazidos do Velho Continente a salário alto, mas não no auge da carreira.

Também os treinadores vivem essa alta: será que a majoração que se vê não está fora da realidade?

Talvez. Mas para a saúde financeira dos clubes, não deveriam se unir para a criação de um teto salarial, ao mesmo tempo em que os atletas deveriam lutar por um piso?

É chegada a hora de repensar os custos. Ou não?

bomba.jpg

– Champagne é mais do mesmo

Jerome Champagne, candidato à presidência da FIFA, definitivamente é mais um dos muitos cartolas que estão amarrados às obscuridades da entidade.

Prova disso?

Nas Páginas Amarelas da Revista Veja dessa semana (ed 06/01/2016, pg 11-13), declarou ao jornalista Alexandre Salvador:

Estou convencido de que a história julgará o senhor Blatter de uma forma muito mais positiva do que a situação de hoje”.

Defender Joseph Blatter com tudo o que já foi exposto, se o mundo do futebol fosse sério, é suicídio eleitoral.

bomba.jpg

– FIFA já pré-seleciona árbitro brasileiro para Copa de 2018!

Em Miami, entre 25 e 29 de abril deste ano, a FIFA realizará o primeiro encontro com os árbitros escolhidos em etapa inicial para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia (masculina) e para a Copa do Mundo de 2019 na França (feminina).

Os juízes que lá estarão, se mantiverem um bom desempenho em seus jogos, testes escritos, práticos e físicos, serão os árbitros / árbitras das duas competições.

E quem representará o Brasil nas Copas do Mundo masculina e feminina?

Foram selecionados como árbitros titulares Sandro Meira Ricci e Regildênia Holanda de Moura. Também está pré-selecionado Wilton Pereira Sampaio como reserva imediato, caso Sandro não seja o escolhido.

Surpresa?

Mais ou menos. É sabido que Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros da CBF, canalizou todos os seus esforços para fazer o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro o árbitro para a Copa de 2018, sendo Dewson de Freitas, o árbitro do Pará, a segunda opção. Parece que nessa nova fase da FIFA, a CBF perdeu toda a sua força nos bastidores. E explico os motivos:

Ricardo Marques Ribeiro foi prestigiado pela CA-CBF o ano inteiro. Mesmo com erros grosseiros no Campeonato Brasileiro, o árbitro era insistentemente colocado a sorteio e sua bolinha caia favoravelmente. Em competições internacionais, quando escalado, Ricardo Marques não desempenhava bom trabalho.

Já Sandro Meira Ricci se tornou desafeto de Sérgio Correa da Silva, seu superior imediato. Mas veja que curioso: um ano antes de entrar no quadro da FIFA, Sandro fez um espetacular Campeonato Brasileiro, mas perdeu a vaga para Péricles Bassols no quadro internacional. No ano seguinte, com rendimento um pouco inferior, conseguiu a honraria.

Entretanto, nos jogos de Libertadores da América e na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, Sandro foi espetacular, tendo impressionado os cartolas estrangeiros. Porém, nos jogos aqui no Brasil, uma má fase surpreendia, com atuações questionáveis.

Como Seneme teve problemas no joelho, Vuaden reprovou nos testes físicos, Heber e Paulo César preteridos, a vaga para o Mundial 2014 pingou na cara do gol para Ricci, que a agarrou com unhas e dentes. Fez uma participação muito boa na Copa do Mundo de Seleções no Brasil 2014, tendo a sorte de se tornar o primeiro árbitro a validar um gol pelo sistema eletrônico implantado em competição oficial. Só que de volta ao Brasileirão, a má fase continuava… E durante a Copa América 2015, o próprio Sérgio o “cornetou” dizendo que ele estava com problemas pessoais com a filha na Nova Zelândia, expondo uma situação particular que constrangeu o juiz.

A escolha de Ricci não surpreende pela questão técnica, mas sim pela política: ela foi certamente a CONTRAGOSTO da CBF. E a indicação de Wilton como suplente me impressionou: já estaria a frente de outros árbitros FIFA, como Daronco e Claus?

Por fim: justa indicação da árbitra Regildênia de Moura. Corajosamente, ela denunciou um esquema de assédio moral / sexual dentro da Federação Paulista de Futebol, derrubando o assessor do Cel Marcos Marinho, Arthur Alves Jr (que é atualmente presidente do Sindicato Paulista e vice-presidente da ANAF). O Coronel alegou que as denúncias eram infundadas e só havia conversado com a Regildênia quando ela reclamava de poucas oportunidades. Justamente após o caso, surge a indicação da FIFA – com justiça, pois acompanho o esforço dela e sei das qualidades da moça.

Enfim, se você pudesse, quem indicaria para a Copa do Mundo Masculina 18 Rússia e Copa do Mundo Feminina 19 França?

Deixe seu comentário: 

bomba.jpg

– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

Começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, edição 2016! A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente o torneio, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil: os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros. Se possível, o convite a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico).

Uma segunda opção seria a de transformar a Copa SP em um estadual sub20: equipes tradicionais e com bom trabalho em suas categorias de base disputariam – Paulista de Jundiaí, Guarani de Campinas, Ponte Preta, Nacional da Capital, entre outras, seriam indubitavelmente fortes equipes na competição.

Por fim: não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar a séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputam o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

images.jpg

– Os 2 pênaltis de Real Madrid x Real Sociedad

Acompanhei o primeiro tempo de Real Madrid 1×0 Real Sociedad (placar parcial). E nos primeiros 45 minutos, dois pênaltis polêmicos.

No primeiro, Benzema entra na área, sente o seu marcador próximo e se joga. Não foi pênalti, mas o árbitro vê a queda e marca a penalidade. Errou.

No segundo, após o cruzamento de Bale, a bola bate na perna e na sequência no braço de Berchiche que dava um carrinho para interceptar a jogada. Pênalti corretamente marcado por movimento antinatural dos braços ou não?

Não podemos dizer que o atleta “correu o risco” da bola bater em seu braço, já que “correr risco” é ser imprudente, e uma das condições para se marcar uma infração por uso das mãos na bola é que obrigatoriamente deve ser um lance deliberado, nunca imprudente (muitos são levados a usar o termo incorretamente pelo mau uso da expressão por parte da Comissão de Árbitros da CBF – esqueça o “correu risco” e o substitua por “usar as mãos de maneira a buscar tocar a bola disfarçadamente“).

Enfim: houve o movimento antinatural dos braços do defensor? Por dar um carrinho com as mãos abertas, de maneira estabanada, você pode entender que no seu íntimo ele queria tocar a bola com as mãos, já que ampliou seu espaço com tal movimento dos braços. Mas considere: pelo fato da bola bater na perna do zagueiro e desviá-la, havia tempo para ele desviar o braço a fim de evitar o toque?

Se por um lado os braços excessivamente abertos trazem a dúvida da subjetividadepor outro o desvio da perna tira essa condição. A bola bateu rápida, sem tempo do desvio/ reflexo do jogador.

Eu não daria nenhum dos dois pênaltis, mas respeito quem interprete diferente o segundo lance. E você?

Em tempo: se Berchiche usou as mãos deliberadamente para interceptar o cruzamento, deveria ter recebido o cartão amarelo. E como já houvera recebido um cartão, deveria ser expulso.

Em tempo 2: a arbitragem espanhola sempre foi muito ruim. A chegada de estrelas que enriqueceram a Liga Espanhola não foi proporcional à pequena melhora dos árbitros. Mas quem somos nós, brasileiros, para falarmos isso hoje?

Convido aos amigos para assistirem aos vídeos FIFA 1, 4 e 7 que estão nesse link, e que ilustram melhor, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/16/penaltis-de-movimento-antinatural-entenda-a-diferenca-do-que-a-fifa-quer-e-o-que-a-cbf-inventou/

 

bomba.jpg

– As escalas para a Copa São Paulo de Futebol Junior: São Paulo x Paulista e outras considerações!

Já foram divulgadas as duas primeiras escalas para a Copa SP 2016. Para São Paulo x Paulista, apitará o jovem Lucas Mola, com experiência quase nula no torneio, e que na mesma Arena Barueri já foi 4o árbitro na Copinha no jogo São Paulo 5 x 1 Nacional.

Ok, a Copinha é para revelar árbitros e dar as primeiras oportunidades importantes. Gosto desse entendimento. Mas para Audax x Paulista, foi escalado (não é sorteio) Wander Escardine, muito mais experiente, que deveria estar na pré-temporada da A2, não sendo escalado para esse tipo de torneio, tirando oportunidade de novatos.

Para Paulista x Tiradentes, a FPF ainda não divulgou a escala. Estaria esperando o andamento das chaves para colocar árbitro mais experiente ou não? Provavelmente.

Me pesa ver nomes como Luiz Vanderlei Martinuccio, Douglas Flores ou Thiago Scarascati que estão na A1 e não precisariam tirar lugar de quem queira aparecer. Ou de José Roberto Marques, Maurício Fioreti, Douglas Marcucci, Alysson Matias e outros tantos veteranos sendo escalados. ELES TÊM MAIS TEMPO DE ARBITRAGEM NA CARREIRA DO QUE A IDADE DOS JOGADORES. Para quê o Cel Marinho fazer isso?

É para testar quem não precisa ser testado? Para provar a humildade de quem já está calejado desse tipo de situação? Ou apenas incompetência administrativa?

Insisto: a Copa SP de Futebol Júnior é para dar chances a novatos e o melhor deles fazer a final. Não deve ser torneio para dar ritmo de jogo à A1, tampouco para colocar em atividade árbitro de A2, A3 e série B.

A única competição que revelava árbitros, agora, sendo mal aproveitada… Como revelar se não se dá chance real?

bomba.jpg

– Bons tempos do Futebol Brasileiro…

Que tal?

Carlos Alberto e o Gol incrível na Copa de 70, na Final contra a Itália. Talvez o mais belo conjunto de toques de uma equipe de futebol, culminando neste golaço.

Bons tempos em que o Escrete Canarinho era respeitado…

Abaixo (um colírio para quem gosta de futebol – com narração de rádio):

– Copa SP de Jrs e o Mata-Mata que ao invés de desclassificar, classifica!

Coisa de gênio!

A FPF inchou tanto a tradicional Copa São Paulo de Futebol Jr, que a edição 2016 terá 112 clubes, divididos em 28 chaves (antes, eram grupos por ordem alfabética, mas agora não dá mais para nomeá-los de A a Z), classificando dois times de cada chave de 4.

Com tal número, passarão 56 times para a Fase 2, que jogarão em mata-mata. Para a Fase 3, restarão 28. E para as Oitavas de Final, 14 equipes classificadas por vencerem o mata-mata mais 2 clubes que perderem o mata-mata mas tiverem melhor campanha que os outros 12 eliminados.

Sensacional, não? O clube disputa a fase, perde em jogo eliminatório e as duas equipes do jogo se classificam. Deu para entender?

Pudera, tem que inchar mesmo, caso contrário não seria possível encaixar “tradicionais clubes” como o Boca Júnior do Sergipe (não é Boca Jrs da Argentina), o Pérolas Negras do Haiti, o Palmeira Potiguar (não é Palmeiras, é Palmeira mesmo), o Sabiá do Maranhão ou o Galvez do Acre.

Não dava para fazer uma fase “pré-Copa SP”, e os times mais importantes entrando depois?

bomba.jpg

– Cesar Vallejo, o Peralta?

O São Paulo FC iniciará 2016 em competições internacionais enfrentando o Universidade Cesar Vallejo (UCV).

Algumas curiosidades sobre o time:

– Cesar Vallejo foi um poeta do século XX. Peruano, neto de indígenas, esquerdista e de origem miserável, foi chamado por Eduardo Galeano de “poeta dos vencidos”.

– O time é um clube-empresa, de propriedade da universidade particular de mesmo nome, cujo dono é o professor César Peralta. Peralta foi prefeito de Trujillo, governador de La Libertad e atualmente é candidato à Presidência da República.

– Dinheiro não é problema para o clube, considerado um dois mais abonados financeiramente e sem dívidas vencidas. Para o jogo da Pré-Libertadores, já contratou cinco reforços.

Em que pese o fato de pouca tradição internacional, o que você pensa: o São Paulo FC é amplamente favorito ou não é bem assim? Haverá  alguma peraltice?

bomba.jpg

– Daronco, o melhor árbitro do Brasil segundo os jogadores! O pior é…

O Datafolha fez um levantamento junto aos jogadores dos principais clubes de futebol brasileiros sobre quem é o melhor árbitro hoje. E os resultados dos 3 primeiros colocados foram:

1- Anderson Daronco: 25,9%,

2- Heber Roberto Lopes: 22,2%,

3- Luiz Flávio de Oliveira: 17,5%.

Percebam que o árbitro brasileiro da última Copa do Mundo, Sandro Meira Ricci, que há tempos amargura uma fase ruim, não foi citado.

Já quanto o pior árbitro da atualidade, algumas curiosidades sobre os 3 piores colocados:

1- Ricardo Marques Ribeiro: 16,6%,

2- Heber Roberto Lopes: 10,1%,

3- Leandro Pedro Vuaden: 8,3%.

Repare que se para alguns Heber é o 2o melhor, para outros é o 2o pior. E que nosso árbitro que está sendo preparado para a Copa da Rússia 2018, Ricardo Marques Ribeiro, amarga a liderança negativa na opinião dos boleiros.

E a você: quem são os melhores e piores árbitros da atualidade?

bomba.jpg

– Se Battler e Platini foram punidos, imagine Del Nero…

Blatter e Platini levaram uma suspensão de 8 anos do Comitê de Ética da FIFA.

O suíço Blatter já era esperado, foi secretário de Havelange e aprendeu com ele. Platini foi excepcional jogador, parecia cartola diferente, mas… não aguentou e se corrompeu!

Blatter disse que isso só aconteceu porque os EUA não conquistaram a sede de 2022.

Ufa ainda bem!!!

Penso: o que farão com Del Nero? Se os mais importantes foram rigorosamente punidos, Del Nero deverá ser banido do futebol.

bomba.jpg

– Robinho, hoje, é necessário ao Santos FC?

Robinho está triste e quer voltar ao Santos. Mas percebeu que só na Vila Belmiro foi titular?

No Real Madrid, não conseguiu se manter. No Manchester City, não deu certo. No Milan, foi reserva de egípcio! Agora, na China, virou banco.

Talvez ele e seus agentes precisem pensar melhor nas pedidas salariais. Afinal, o que costumam pedir foge da realidade atual e, cá entre nós, seria do agrado de Dorival Jr a volta do caro “Rei das Pedaladas”, em detrimento dos outros atletas que ganham salários mais modestos?

bomba.jpg

– As diferenças das premiações da Libertadores e da Champions League

Imagine só: se o Corinthians, São Paulo ou Palmeiras forem campeões da Libertadores da América 2016, receberão em premiações totais o valor aproximado de R$ 39 milhões.

Pouco ou muito?

Pouquíssimo. Vide o Maccabi Tel Aviv, que na Liga dos Campeões da Europa (a UCL) perdeu seus 6 jogos. E com apenas 1 gol marcado e 16 sofridos, recebeu R$ 60 milhões!

Claro, houve a pressão dos clubes para o reajuste dos valores pagos, em especial quando surgiu a proposta de uma criação da ACL (American Champions League), selecionando os principais argentinos, brasileiros, americanos e mexicanos. Mas ainda falta muito para o ideal…

bomba.jpg

– Felipe Mello versus Biglia: só o Cartão Vermelho é suficiente?

O brasileiro Felipe Mello não consegue apagar sua fama de violento. Ontem, no duelo entre Internazionale 1×2 Lazio, ele quase arrancou a cabeça do seu adversário Biglia num golpe de Kung-Fú.

Assista o lance e diga: somente o cartão Vermelho é suficiente para puni-lo?

– Nenê: Libertadores ou Série B?

O mais ilustre atacante que nasceu para o futebol no Paulista de Jundiaí, o jundiaiense Nenê, de fato está de bem com a vida.

Nesta última sexta-feira, fez uma doação significativa de alimentos para o Fundo Social de Solidariedade, além de se reunir com o Prefeito Pedro Bigardi. No sábado, esteve no Centro Esportivo Romão de Souza prestigiando um evento de futsal.

É bom ver um filho da terra trilhar um ótimo caminho. Quando novo, Nenê abusava das simulações de falta e de reclamações excessivas (apitei vários jogos treinos-dele, tanto como Sub 20 quanto profissional). Felizmente, os treinadores que teve conseguiram corrigi-lo, e de tal forma, por sua técnica, foi para o Santos, Palmeiras e Europa. E como um banho de cultura só faz bem, Nenê amadureceu demais no Exterior. Em Mônaco, fez amizade com Felipe Massa e Galvão Bueno, seus vizinhos de apartamento. No Paris Saint Germain, após o príncipe catariano comprar o time e trazer estrelas como Ibraimovich e outros tantos craques midiáticos, o levou para jogar em seu time no Oriente Médio a um salário muito compensador para que trocasse a França por Doha.

Hoje, no Vasco, após ter recusado uma proposta do Santos (Nenê queria o salário que Robinho ganhava, e a contraproposta foi muito inferior), tem duas opções:

Jogar a Série B no Vasco, onde se tornou ídolo, e curtir o Rio de Janeiro, cidade que gostou bastante;

Disputar a Libertadores da América, seu sonho declarado. Para isso, seu empresário Gilvan Costa tem negociado com dureza: Nenê estaria indo de fato ao Palmeiras? É bem possível. O problema é que ele tem um altíssimo salário no Vasco (mais de R$ 300 mil, acima do teto do clube cruzmaltino) e está com os recebimentos em dia. O Palmeiras ofereceu menos, mas continua negociando.

Na última semana, surgiram as supostas sondagens do São Paulo (no começo de semana) e do Corinthians (no final de semana) – ambos que jogarão a Libertadores. Teria fundamento tais propostas? Me parece mais uma pressão do empresário que negocia com o Palmeiras do que oferta real.

Nenê tem contrato até dezembro de 2017, não tem cláusula que o libera do Vasco sem ônus caso o time caia para a Série B, mas sim para saída a um clube do Exterior.

Minha opinião pessoal? Se o Palmeiras liberar uma grana para o Vasco e para o empresário, Nenê voltará ao Palestra Itália em 2016.

bomba.jpg