– Fraude nas Eleições: um Golpe do Representante dos Árbitros?

Lamentável… Quanto mais mexe, mais fede!

O Uol traz como denúncia: as Eleições do Sindicato dos Árbitros da FPF, vencidas por Arthur Alves Jr, ex -membro da Comissão de Árbitros da FPF, foram FRAUDADAS.

Alguns árbitros supostamente teriam incluído seu nome e assinado como eleitor a presidente posteriormente? Se sim, que se apure quais árbitros foram enganados e quais foram coniventes.

Árbitro que topa participar de golpe pode apitar futebol? Fica a pergunta…

Abaixo, extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/02/04/lista-de-votos-para-presidente-de-sindicato-de-arbitros-de-sp-foi-fraudada.htm

PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ÁRBITROS DE SP USOU VOTOS FRAUDADOS

A assembleia geral em que o presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo foi eleito para o cargo, em 12 de outubro de 2014, contou com, pelo menos, 14 votos fraudados, de árbitros ou auxiliares que não estavam presentes na sede da entidade no dia da votação. Seus nomes e assinaturas foram incluídos na lista de presença posteriormente, conforme mostram documentos analisados pela reportagem (veja abaixo). Alguns desses árbitros estavam atuando nos gramados em outras cidades do país na mesma data em que ocorreu a assembleia.

O presidente do sindicato dos árbitros (Safesp) é Arthur Alves Junior. Ele era candidato único, e ainda assim fraudou a lista de presença da assembleia em que foi eleito. Procurado pelo UOL Esporte para explicar o ocorrido, ele preferiu não se pronunciar.

Esta não foi a única vez em que Alves Junior fraudou uma ata de assembleia do sindicato que preside. Conforme revelou o UOL Esporte no dia 14 de janeiro, a ata da assembleia geral da entidade do dia 30 de setembro do ano passado traz a assinatura de 163 árbitros ou auxiliares. Desses, no entanto, 59 não participaram da reunião, e tiveram seus nomes incluídos dias ou até semanas após a assembleia.

No dia 22 de janeiro, em virtude das fraudes nas atas e outras denúncias que pesam sobre o cartola do apito, como uso de verbas do sindicato para benefício próprio (veja mais abaixo), o vice-presidente do Safesp, Leonardo Schiavo Pedalini, enviou um requerimento administrativo à diretoria executiva do sindicato solicitando a suspensão e posterior exclusão de Arthur Alves Silva do quadro social da entidade.

“O atual Presidente da SAFESP, Senhor Arthur Alves, tem sido alvo de série de denúncias gravíssimas, quanto a sua conduta como dirigente, com sucessivos escândalos. (…) A postura do dirigente supracitada, que é de conhecimento de todos, mostra grave violação as normas estatutárias desta entidade”, afirma o documento. 

Agora, caberá à comissão de ética apreciar a denúncia de que seu presidente teria ferido dois aspectos do artigo 6º do estatuto do Safesp:

c) zelar pelo patrimônio e serviços do Sindicato, cuidando de sua correta aplicação;

f) pautar sua conduta profissional conforme os princípios da ética

Caso seja considerado culpado, uma assembleia geral será convocada para votar sua expulsão da entidade. Caso também se comprove que Alves Junior utilizou dinheiro do sindicato para o pagamento de contas pessoais, poderá ser aberta uma queixa-crime contra o dirigente, que então teria que responder pelos seus atos na Justiça criminal. 

A votação para presidente

Consta na ata de eleição do Safesp de 12 de outubro de 2014 que “foram registradas as presenças de 195 votantes, constatando-se um total de 195 assinaturas de associados do sindicato”.

A ata é acompanhada de cinco folhas de assinaturas. Os presentes assinam em ordem, cada um na linha abaixo ao anterior (apenas uma linha – rasurada – não conta com qualquer assinatura).

Na quinta e última folha, a assinatura do árbitro Leandro Bizzio Marinho consta na linha de número 183. No dia da votação, no entanto, ele estava apitando um jogo em Salvador, na Arena Fonte Nova, entre Bahia e Criciúma. Como as assinaturas na lista de presença são colocadas em ordem, isso significa que, obrigatoriamente, todos os 13 árbitros que assinaram a lista depois de Marinho também não o fizeram na assembleia.

Leandro Bizzio Marinho falou com o UOL Esporte e confirmou que estava, sim, apitando um jogo em Salvador no dia da votação do sindicato. Perguntado sobre o que teria ocorrido para que seu nome e assinatura constassem na lista de presença da assembleia, ele disse: “Eu não sei o que ocorreu. Precisaria ver este documento, não sei dizer agora.”

Já o árbitro auxiliar Rogerio Pablos Zanardo, que assinou a lista de votação na posição 186, e que também estava atuando na Fonte Nova, no mesmo jogo de Marinho, tem uma explicação para o ocorrido: “Realmente, eu não estava na assembleia. Mas, um tempo depois, eu fui no sindicato, e o Arthur (Alves Junior) me passou uma série de documentos para assinar. Entre eles, acredito que estava o desta votação, eu devo ter assinado por engano”.

Repare assinatura de Rogerio Pablos Zanardo (nº186) na lista de presença da assembleia em SP; no mesmo dia em que ele estava apitando em Salvador

Arte/UOL

Como se pode constatar no site da Federação Paulista de Futebol, o auxiliar Rogerio Pablos Zanardo atuava em Salvador no dia da eleição do sindicato de árbitros de São Paulo. Ainda assim, seu nome e assinatura constam na lista de presença (linha 186) da assembleia em que Arthur Alves Silva foi eleito presidente do Safesp

Outras denúncias e pedido de afastamento

A fraude em atas de assembleia não é a única denúncia que pesa contra o presidente do Safesp. Conforme o UOL Esporte também revelou no dia 14 de janeiro, o cartola do apito foi demitido do cargo na comissão de arbitragem que ocupava há dez anos na FPF (Federação Paulista de Futebol) após ter sido acusado de assédio moral e sexual pela árbitra Fifa Regildênia de Holanda Moura. A corregedoria da federação analisou a denúncia e acabou por recomendar a demissão de Junior, que nega ter feito qualquer coisa.

Além disso, o próprio vice-presidente do sindicato (Safesp), Leonardo Schiavo Pedalini, afirma haver indícios de que Arthur Alves utilizou o dinheiro da entidade para fins pessoais. Diz também que o presidente da entidade impede a diretoria a ter acesso às contas da entidade. Já um dos membros do Conselho Fiscal do sindicato diz que Arthur o compeliu a assinar o relatório de contas do ano passado sem ter tido acesso às notas correspondentes aos custos anunciados.

Após a publicação da reportagem do dia 14 de janeiro, Arthur Alves Silva – por meio de seu advogado – convidou os repórteres do UOL Esporte para uma visita à sede do sindicato, onde seriam exibidos documentos contábeis que provariam a improcedência das acusações, e também as atas de assembleia sob suspeita de fraude.

Quando a reportagem chegou no local, porém, o presidente do sindicato disse não estar de posse dos documentos contábeis. Afirmou que seu tesoureiro tivera que sair, e ele não sabia onde estavam. Já a lista de presença da assembleia eleitoral foi exibida. Quando, no entanto, os repórteres pediram para fotografar o documento (a fim de confrontar os nomes dos presentes com o calendário oficial de jogos de futebol), Arthur Alves Silva não permitiu, alegando que aquele documento seria apresentado para a Justiça e que, por esse motivo, não deveria ser publicado. Depois deste episódio, Silva não atendeu mais as ligações do portal.

Ocorre que atas de assembleias de sindicatos são documentos públicos, e o UOL Esporte obteve uma cópia junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que instaurou um inquérito para verificar a lisura do pleito.

– Sobre o gol não marcado de Cesar Vallejo 1×1 São Paulo e a Copa do Mundo dos Latinos

Se a FIFA utiliza o que há de melhor na sua competição máster – a Copa do Mundo – por quê a Conmebol não faz isso com a sua Copa do Mundo particular, a Libertadores?

Nesta 4a feira, uma bola bateu na trave e no chão, ultrapassando em 100% a meta do gol na partida do São Paulo FC no Peru. Lance rápido e difícil. Na Rede Globo, falou-se que o bandeira havia corrido como gesto característico “de que confirmava o gol”. O árbitro não deu. Mas ficou apenas na informação, sem imagem ou confirmação disso.

O certo é: por quê não se utiliza a tecnologia da linha do gol em tal importante torneio? Dinheiro não falta à entidade, visto os milhões de corrupção que por lá passaram.

Detalhe: sobre Roddy Zambrano, o árbitro de ontem, sempre ouvi a crítica de que ele era “auto-suficiente”, individualista demais sem aceitar cooperação dos bandeiras. E leio uma declaração do treinador do Nacional de Quito sobre ele:

Trata los partidos de manera dictatorial y hitleriana”.

Não precisa de tradução!

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– A Hora do Tudo ou Nada para o Paulista Futebol Clube

Não é segredo que o glorioso Paulista de Jundiaí está em grandes dificuldades financeiras. Para muitos, essa é a sina do Galo da Japi, sendo que os momentos de bonança foram exceções em sua história.

E, cá entre nós: é a mais pura verdade! O Tricolor da Terra da Uva viveu sempre de abnegados colaboradores, da força da torcida e de notáveis da cidade, que buscavam dar ao time força política, esportiva e econômica.

As parcerias que historicamente o Paulista teve foram fundamentais: a Magnata nos tirou da quase-licença; a Lousano nos deu a Copa SP; a Parmalat nos colocou no cenário nacional; e o Campus Pelé/ Banco Factor… nos trouxe dívidas!
Sejamos justos: o Vice-Campeonato Paulista de 2004 e a Copa do Brasil 2005 (o auge do Galo) foram os últimos suspiros de alegria coletiva. Não soubemos capitalizar as conquistas como deveríamos (é duro escrever e reconhecer isso). Pior de tudo: sucumbimos a um contrato mal feito e encardido que arruinou as finanças, em um relacionamento que nunca vingou. Jogadores como Marcinho, Nenê, Victor, Christian, Mossoró e outros tantos foram vendidos, mas o dinheiro foi pulverizado com outras dívidas.

Derradeiramente, um acordo desesperador foi feito com os recentes investidores portugueses que nada mais eram do que profissionais especializados em golpes, que nada contribuíram ao time. Só houve perda de tempo na preparação à A2.

E o que fazer?

Quando lançado o projeto Novo Paulista, o clima era de otimismo. Como os recursos financeiros e o apoio não resultaram no que se projetou, imperou o pessimismo. Agora é a hora: salvar o Paulista Futebol Clube da degola para a A3 e criar condições para o time não pedir licença dos Campeonatos Profissionais.

Sem dúvida, é uma missão hercúlea. Sabemos que os empresários não podem ajudar (por desejarem outros investimentos em mídia e pela situação econômica do país), que os torcedores são os mesmos de sempre (os apaixonados que estão com o time na fase boa e na fase ruim) e que o Poder Público, mesmo que queria, tem outras obrigações a serem cumpridas.

Tenho muita preocupação com o futuro do Galo que aprendemos a amar e torcer. Mas um alento: a crise tem mobilizado muita gente e os últimos acontecimentos feito despertar uma comoção na cidade.

Será que em um dos seus piores momentos na história, renascerá o Paulista? Capenga, humilde, cansado mas principalmente… vivo?

Vamos torcer, apoiar e contagiar. E depois de tudo isso, algo fundamental para a vida nova: uma auditoria independente das contas do Tricolor Jundiaiense, passando por todas as últimas gestões.

Aliás, qual o medo em prestar contas publicamente?

Repito em letras maiúsculas: depois do sufoco, que venha AUDITORIA.

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– Neymar e os Percalços Evitáveis

O garoto é midiático. Virou popstar. Tem carisma. Está rico. E é craque de bola.

Seria maravilhoso tudo isso se não fosse um porém: falta-lhe bom senso – dele próprio ou do pai!

Quando se envolveu no episódio do Porsche Panamera retido pela Receita Federal por falta de pagamento de impostos, ostentou outro carro esportivo mais caro. Provocação?

Recentemente, no inquérito de fraude de impostos e o imbróglio que envolveu sua negociação do Santos FC ao Barcelona, chegou até mesmo a ironizar as autoridades dizendo que deveriam “tomar um café”.

Cá entre nós: com milionários rendimentos e uma carreira brilhante, custa pagar direitinho os impostos e ficar livre dessas pendengas?

Que vá à imprensa, diga que errou no cálculo dos tributos e quitará tudo. E vida que segue!

Dinheiro não lhe falta. Portanto, que resolva logo.

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– Seneme e os Ares Novos na Conmebol!

Ufa! Enfim uma boa notícia que vem de Assunção: Wilson Luís Seneme é o novo presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, substituindo Carlos Alarcon, o nefasto dirigente que por décadas habitou o submundo da arbitragem.

Alejandro Dominguez, o novo chefe da Conmebol, parece que quer deixar para trás os últimos elementos das gestões passadas.

Tomara que o cartola Seneme seja idêntico ao árbitro e homem Seneme. E creio que é.

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– E quem paga suas taxas em dia, não se manifestará sobre o SAFESP?

Tudo muito calmo, tudo muito parado. Assim parece estar os ânimos dos Árbitros de Futebol que são associados ao Sindicato da Categoria (SAFESP), após as denúncias da Folha de SP de sócios que confessaram a burla na aprovação das contas da presidência.

E os demais associados que pregam ética e moral? Não pedirão explicações mais contundentes ao presidente e aos colegas que assinaram (e confessaram)?

Fui questionado, dias atrás, sobre o que penso sobre a seguinte situação:

“Se um árbitro que assinou a mando do chefe uma prestação supostamente fajuta de contas, e fez isso de maneira consciente, não aceitaria também manipular resultado de partida de futebol, já que topou fazer algo errado com dinheiro envolvido?”

Ô pergunta delicada. Para mim, a resposta é cristalina (e reservada, já que não sou mais associado). Para outros, tenha-se o seu próprio juízo.

Só não se pode deixar cair no esquecimento… e que muitos desses árbitros e bandeiras estão trabalhando na série A1.

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– Quem poderá sentar no banco de reservas do Paulista FC na 4a feira?

A FPF criou um artigo no regulamento do Paulistão que proíbe a troca de treinadores que atuaram entre as equipes da competição e a substituição dos mesmos sem acordo rescisório homologado

Trocando em miúdos: se o treinador for demitido por uma equipe, essa equipe não poderá colocar outro treinador em campo sem acertar financeiramente a sua saída e provar isso junto à Federação. É uma “lei de estabilidade / anti-calote”.

E logo no primeiro dia após terminar a Rodada 01 de seus torneios, um caso surge: a demissão de Paulo Fernandes, treinador do Paulista Futebol Clube na série A2. 

Um preâmbulo para quem não é de Jundiaí: em crise econômica, o Galo aceitou uma parceria com um grupo de investidores europeus com a promessa de injetar R$ 100.000,00/ mês no time, trazendo jogadores e arrendando o futebol profissional. Para isso, o parceiro impôs o português Paulo Fernandes como treinador. O dinheiro não veio, a imprensa local descobriu que Paulo possuía passagens pífias no mundo do futebol (5 jogos apenas no Nogueirense da 3a divisão de Portugal) e o presidente do Avaí-SC, ao saber quem estava envolvido, alertou o clube jundiaiense que seu time sofreu tentativa de estelionato por esse grupo aventureiro de falsos investidores

Após a estréia de Paulista 1×4 Bragantino, Paulo e sua comissão foram demitidos (nem CREF o preparador físico dele possuía!). A questão é: quem sentará no banco de reservas como treinador na quarta-feira à noite, para o jogo entre Penapolense X Paulista? 

A rescisão será amigável?

Como resolver?

Uma preocupação de alguns amigos tem sido: pode ter jogo sem treinador?

Sim, torcedor, pode. Para que o jogo se realize em condições mínimas, é necessário que o Paulista tenha 6 atletas de linha e 1 goleiro em campo (alguém dos 7 identificado como capitão). Não precisa de reservas, nem de treinador (e nem de médico, pois o do adversário pode atender um atleta lesionado).

A outra pergunta: Beto Cavalcante, o treinador da casa que deve ser efetivado, poderá dirigir a equipe como treinador se Paulo Fernandes se recusar a assinar amigavelmente até a hora do jogo?

NÃO. Não poderá e o seu lugar ficará vago na partida. E aqui algumas coisas importantes:

Além dos jogadores reservas, poderão estar no banco 5 elementos: Treinador, Assistente Técnico, Preparador Físico, Médico e Massagista. Em uma partida de futebol que transcorre normalmente, o treinador pode ficar à beira do gramado, em pé, orientando o time. Se ele for expulso, alguém da Comissão Técnica pode eventualmente durante o jogo passar a instrução e voltar ao banco (não pode ficar em pé os 90 minutos). E como a lei é nova e há ineditismo no caso, fica a dúvida: e se Beto Cavalcante for relacionado na súmula como assistente técnico, já que fatalmente a FPF proibirá o preenchimento da função TREINADOR na súmula e impedirá 5 elementos no banco?

É uma sugestão! O árbitro não tem poderes para afirmar que Beto é treinador de fato, pois na súmula estará inscrito como assistente. Apenas caberá ao 4o árbitro fiscalizá-lo durante o jogo para que não fique em pé durante a partida (ou seja, como treinador), pois na documentação ele será o assistente de um cargo vago. 

  • Isso é uma burla? 

Não, apenas uma dica dentro da lei, pois no papel Beto só poderá ser o treinador de verdade após a homologação de Paulo Fernandes. 

Vai sobrar para o Valter Lopes, assistente técnico do Beto, que ficará de fora do banco. 

Em tempo: se existir algum impedimento por parte da equipe de arbitragem quanto à situação que exponho, será incorreto. Há alguns que insistem na tese de que “auxiliar técnico está no mesmo pacote do treinador” nessa lei. Não está, é só ler o regulamento. 

– E se estivesse?

Aí se deveria inscrever o Beto Cavalcante como preparador físico, com seu CREF, sendo que ele poderia orientar eventualmente a equipe durante o jogo, tendo permissão apenas para ficar em pé durante o trabalho de aquecimento dos atletas e o banco estaria composto de apenas 3 integrantes. 

De fato, o início da A2 está sendo difícil para o Paulista FC. 

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– Torcedor prestigiou a Primeira Rodada da A2 ou não? Veja as bilheterias:

Quando eu era criança, a Divisão de Acesso sempre foi uma atração a parte no Campeonato Paulista. Neste ano, a A2 (equivalente da época) rebaixará 6 equipes e promoverá apenas 2 times.

Na 1a rodada, avalie se o público foi razoável ou não (repare que as equipes que subiram da A3 para a A2 levaram mais torcedores do que as demais):

1- Taubaté 5×1 Independente – 3.376 pagantes

2- Barretos 0x0 Portuguesa – 2.589 pagantes

3- Votuporanguense 0x0 Marilia – 2.498 pagantes

4 – Monte Azul 1×3 Guarani – 1.223 pagantes (com copo de cerveja arremessado contra a arbitragem no final de jogo).

5- Paulista 1×4 Bragantino – 1.181 pagantes (houve transmissão da SporTv)

6- Velo Clube 1×0 União Barbarense – 1125 pagantes

7- Rio Branco 0x4 Santo André – 756 pagantes

8- Batatais 0x0 São Caetano – 480 pagantes

9 – Atlético Sorocaba 0x2 Mirassol – 177 pagantes (transferido de Sorocaba para Indaiatuba)

10 – Juventus 1×0 PenapolenseRua Javari lotada, mas público não foi divulgado.

Aparentemente, os resultados da 1a Rodada mostram a tendência das previsões no papel: Guarani e Bragantino como favoritos ao acesso, embora, claro, só começou o torneio.

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– Futebol com Roteiro de Filme Épico: pênalti mal marcado com desfecho justo!

São por jogos (ou situações incríveis) como a do vídeo abaixo que o futebol é o esporte mais apaixonante (e alienante) do planeta!

Se fosse um filme, levaria nota 10 pelo roteiro: pênalti inexistente (veja e responda: força no empurrão ou simulação?), dupla defesa do goleiro (com pé e peito), contra-ataque mortal com golaço do adversário e emoção à flor da pele.

Vale assistir, apenas 2’57” (Inglaterra – Watford 3×1 Leicester, em 2013).

Em: https://www.youtube.com/watch?v=kJYtDPcd-fU

– SCCP 1×0 XV de Piracicaba: Entendendo o Gol do Corinthians à Luz da Regra do Jogo

Para alguns, um jogador que estava impedido e aproveita uma sobra do ataque da sua equipe e faz o gol deve ser sancionado. É natural que isso aconteça, pois o que menos se lembrará no exato momento é o nascimento de uma nova jogada no mesmo lance de jogo e que pode ser impedimento mesmo ou não!

Confuso?

Sim, afinal as Regras do Futebol não são tão claras assim (ou bem explicadas) como se popularizou.

Vamos ao lance reclamado pelo XV de Piracicaba e que determinou a vitória do Corinthians em Itaquera:

A bola é lançada por Rodriguinho ao ataque do Corinthians. Romero está em posição de impedimento – mas só estará “impedido de fato” quando o árbitro atender ou não a sinalização do bandeira, se ele a fizer por entender que participou ativamente da jogada. Para que isso se concretize, Romero deve dominar a bola, o que não acontece, pois Elias vem em condição legal e participa da jogada. Este “participar de Elias” faz nascer uma nova situação comparativa de impedimento, mesmo estando ainda num mesmo lance de ataque.

REPITO: é um mesmo lance de ataque, mas com situação nova da jogada.

Elias avança e a linha da bola fica à frente de Romero (guarde esse momento para novas explicações), ele tenta o gol e na sequência há rebote do goleiro Bruno. Romero coloca para dentro do gol. E o gol é legal, pois quem está atrás da bola, agora, é Romero.

Para tirar a dúvida: Romero estava impedido passivamente num primeiro momento (não há o que discutir), e no segundo momento não está mais, pois nasceu uma nova situação do mesmo lance.

Lembram do “momento que pedi para guardar” logo acima? Vamos a ele: e se Elias domina a bola e a toca de lado imediatamente a Romero?

Também seria lance legal! Elias veio de trás, e estando do lado de Romero, poderia tabelar normalmente com ele, desde que no toque da bola ele estivesse na mesma linha.

Incrível a Regra, não? Já imaginaram um gol tabelado assim?

Sabe como seria invalidado esse gol? Se Elias não TOCASSE na bola quando fosse dividir com o goleiro, pois o domínio do lançamento seria concretizado por Romero, que estava anteriormente impedido e continuou impedido pois Elias não a dominou quando podia. O rebote do goleiro, naquele caso, não tiraria o impedimento pois Romero se aproveitou de um lançamento do seu companheiro Rodriguinho, não de uma sobra tocada por Elias.

Ops: Parabéns ao bandeira Miguel Cataneo que acertou esse lance explicado acima e também pela correta anulação do gol do XV de Piracicaba. São situações distintas: quando ocorre o 1o. cabeceio do jogador do XV nasce uma nova jogada, onde há outro piracicabano à frente da linha da bola. Cássio reboteia e a bola sobra para este, em posição de impedimento (já que rebote não tira impedimento de quem estava no lance).

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×4 Bragantino. Como foi o árbitro?

Placar elástico significa arbitragem tranquila?

Nem sempre, José. Algumas coisas importantes a se relatarem.

Antes da bola rolar, vale o registro: percebemos que houve atraso de 5 minutos para o cerimonial da entrada das equipes. Agora, os clubes são obrigados a entrarem juntos em campo, para que seja tocado o Hino da Federação durante a entrada e fiquem postados para o Hino Nacional. Sabemos que a entrada deve acontecer com 8 minutos de antecedência; porém, verificamos da cabine da rádio que o Paulista estava pronto, aguardando o Bragantino. Em súmula, foi corretamente informado que o time de Bragança Paulista entrou atrasado e que por isso o Paulista não pode ser responsabilizado. Dessa forma, o Massa Bruta responderá pela multa de 5 minutos de atraso.

Dentro de campo, um começo de jogo eletrizante, e o árbitro Marcelo Pietro Alfieri muito bem ligado: 1 minuto de jogo e Ramalho tenta e alcança a bola com virilidade, Jobinho cai e pede falta. O árbitro nada marca (corretamente) e usa o mesmo critério nos minutos 2 e 3 em situações idênticas.

Aos 4 minutos, Cleber (PFC) faz um pênalti infantil em Lincoln (BRA) e Alfieri marca pênalti, sem aplicar o cartão amarelo. Correto também. Só que aí… Faltou a atenção: na comemoração do gol, o atleta sai de campo, fica abraçado aos reservas e treinador e o jogo se reinicia. Lincoln voltou com a bola rolando, sem a percepção do 4o árbitro Leomar Oliveira Neves que poderia ter ajudado.

O maior lance polêmico do jogo surgiu aos 9 minutos: Erick Mamadeira (PFC) faz grande jogada, entra na área e o goleiro Felipe (BRA) o derruba. Pênalti com aplicação de Cartão Vermelho, pela situação iminente de gol. O último recurso do goleiro foi derrubar o atacante após sofrer o drible, pois Mamadeira estaria sozinho para empurrar a bola para as redes. Mas Alfieri só deu amarelo…

Ficará a dúvida: o que mudaria no jogo se a partida fosse disputada entre 11 x 10 jogadores por 80 minutos? Claro que a má apresentação do Paulista no segundo tempo impede o exercício de futurologia, mas vale o registro do erro.

Oito minutos depois, o Bragantino está no ataque e a bola é cruzada na área. O defensor Lucão (PFC) estava com o braço aberto, em um posicionamento discutível de movimento antinatural da mão na bola, que o atinge. Pênalti ou não? Lance difícil… Na hora, tive dúvida e fiquei com o árbitro. Mais tarde, tenderia a marcar o pênalti – mas se registre a dificuldade para o juizão interpretar a jogada com a visão encoberta pelo corpo do jogador.

Após a parada para hidratação, mudou um pouco o jogo. Ao perceber que o árbitro (que estava muito bem tecnicamente no jogo, apesar do deslize disciplinar do lance de Felipe versus Mamadeira) não estava marcando tentativas de falta, os jogadores começaram a entrar mais rispidamente e o jogo ficou tenso, com faltas reais não marcadas.

Existiram duas reclamações contra o assistente 2 Luís Felipe Prado Silva, de dois impedimentos inexistentes a favor do Paulista FC  marcados e mostrados pela TV. Entretanto, lances rápidos e difíceis para o assistente. Não pode ser condenado com rigor.

Boa participação do bandeira 1 Eduardo Vequi Marciano, que acabou ficando “vendido” no começo do segundo tempo após anotar um escanteio no segundo tempo por ter visto com precisão o toque do zagueiro do Bragantino, sendo que o árbitro não entendeu assim e preferiu marcar tiro de meta. Estava certo o assistente.

Um único erro de “malícia” do árbitro: aos 46 minutos: Renan (BRA) atingiu com um carrinho Arthur (PFC). O árbitro ficou esperando uma vantagem, que demorava a se concretizar. Quando um jogador do Paulista conseguiu o domínio, Arthur, que sofrera a falta e já estava de pé armando o contra-ataque, o árbitro marcou a falta de maneira atrasada, matando a jogada e pior: beneficiando o infrator, que recebeu cartão amarelo no chão! Sabedor que iria tomar a advertência, o jogador ficou caído esperando provavelmente a vantagem e um possível “esquecimento do cartão”. O correto seria a vantagem e a aplicação o do Amarelo na primeira oportunidade de paralisação da bola.

Enfim: um começo de jogo tecnicamente perfeito do árbitro, com péssima decisão disciplinar em um lance importante. Após a metade do 1o tempo deu uma relaxada e no 2o tempo apitou o “feijão com arroz”, visto a facilidade que a partida se tornou para a arbitragem.

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– Queria porquê queria… e agora não quer mais!

E por quê Andrés Sanches desistiu de ser candidato à presidência da CBF?

Viajou pelo Brasil, fez lobby por mudança, se mostrou opositor a todo instante, e… na hora H, resolveu apoiar o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto.

Será que:

  • a) Percebeu que seria difícil vencer Marco Polo Del Nero (que está no poder) e desistiu para evitar o desgaste político?
  • b) Resolveu amenizar os ataques contra a CBF depois de ter passado o final de ano em Las Vegas, acompanhado do ex-presidente Ricardo Teixeira, como noticiado pela mídia?
  • c) Concluiu que seria melhor ele cuidar do Corinthians do que da CBF?
  • d) Somou e subtraiu o esforço + desgaste de tudo e resolveu mudar seus planos?
  • e) Sentiu a rejeição das outras federações?
  • e) Todas as Anteriores,
  • f) Nenhuma das Anteriores.
Ops: na eleição por aclamação da FPF no último dia 20, Marco Polo Del Nero foi aclamado por unanimidade. Ué, o Corinthians, pela coerência, não deveria ter votado contra? Mário Gobbi não é aliado de Andrés?

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– O Ranking dos Estádios Brasileiros do Ministério dos Esportes

Você sabe qual é o melhor estádio de futebol do Brasil?

Segundo o Sisbrace, o Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios recém criado pelo Ministério dos Esportes, é a ARENA DAS DUNAS (Natal – RN).

Foram 3 itens avaliados pelas autoridades:

1 – Segurança,

2 – Condições Sanitárias Alimentícias e Higiênicas,

3 – Conforto e Acessibilidade.

O Estádio Marinho Chagas (a arena de Natal), levou nota máxima em todos os itens. As avaliações são de 1 a 5 bolas (uma analogia de notas de hotéis em estrelas). Dos estádios da Copa do Mundo de 2014, somente a Arena Pantanal não levou 5 bolas (nota 4).

Dos estádios que não participaram do Mundial, o Morumbi é o melhor avaliado (nota 4).

Foram 155 estádios em 129 cidades vistoriados. Apenas 13 conseguiram a Nota Máxima. Outros 4 são 4 bolas, 51 com 3, 59 com 2 e 29 com 1 bola.

Para consultar os estádios e suas notas, clique em:

http://sistema.ivig.coppe.ufrj.br/estadio_mais/frm_classificacao.aspx

Curiosidade: o Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, de propriedade particular do Paulista FC levou nota 1 (para os itens “Segurança, Condições Sanitárias e Higiene, nota 1. Conforto e Acessibilidade, nota 3”). Outros estádios com nota mínima no estado de SP: Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo), Major Levy Sobrinho (Limeira) e Barão de Serra Negra (Piracicaba).

Perceba: os itens se referem a condições para os torcedores; aos atletas, não. Dessa forma, não se avaliaram fatores como Qualidade do Gramado e Vestiários

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bragantino – Abertura da A2 – 2016!

O cara é boa gente, esforçado, trabalha como taxista e é filho do ex-árbitro Clóvis Alfieri.

É bem experiente, completou 18 anos de carreira; porém, dentro de campo, ai ai ai…

Esse é Marcelo Pietro Alfieri, 37 anos, que tem um histórico confuso de jogos apitados quando lhe dão oportunidade na Série A1. Foi assim na sua estréia, em um desastroso Barueri 1×1 Corinthians há 8 anos. Ou, mais recentemente, uma das suas piores apresentações no fatídico Corinthians 2×1 Botafogo em 2015, jogo no qual lhe custou a suspensão de escalas. Se quiser relembrar as lambanças, clique na análise da arbitragem daquele jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-mQ

O grande problema é que Alfieri não consegue se impor com advertências verbais contundentes, necessitando disparar cartões para segurar o jogo. Some-se à condição técnica regular. Se bem focado, leva o jogo a contento. Pressionado, não confio no seu equilíbrio emocional.

Temo pelo nervosismo do jogo em tal indicação, pois quem é do interior sabe do desafio que é apitar tal clássico caipira, embora, sejamos justos, as confusões dentro de campo e nas arquibancadas diminuíram.

Eduardo Vequi Marciano (38 anos de idade e 16 de carreira, contador) e Luís Felipe Prado Silva (34 anos de idade e 9 de carreira, professor) serão os bandeiras (ambos com boa experiência na A2). Leomar Oliveira Neves, 36 anos, será o 4o árbitro.

Torço para uma ótima arbitragem do quarteto.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Bragantino pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Sábado, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 9h00, para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Destaques da minha coluna no Bom Dia Jundiaí

Compartilho com meus amigos e leitores a minha coluna impressa desta quinta-feira nos jornais da Rede Bom Dia /Diário de São Paulo.

Hoje, dois assuntos em destaque: “Os campeonatos jabuticabas“, sobre os estaduais; além de “10 dicas para jogadores não se ‘darem mal’ com os árbitros no Paulistão. Confira esta coluna e outros assuntos também no Blog do jornal, 

link em: http://www.redebomdia.com.br/blog/109/rafael-porcari/1

– O mundo do futebol e suas voltas; Deivid no Cruzeiro e uma pequena história…

É interessante como as coisas caminham no futebol. Vejo a estréia de Deivid, ex-jogador do Santos, Corinthians, Flamengo e outros times mundo afora, agora como treinador do Cruzeiro/MG. Artilheiro que foi “imortalizado” injustamente por um gol imperdível no final de carreira, ele começa um novo momento no futebol.

O detalhe é: Deivid era centroavante em Santa Catarina, e foi contratado pelo Santos. Antes de estrear na equipe profissional, jogou na equipe Sub20. Curiosamente, eu apitei seu primeiro jogo: Santo André 2×2 Santos (Paulistão Sub 20), no Estádio Bruno José Daniel. Estava 2×0 para o Ramalhão e Deivid, que estava no banco, entrou. Fez os dois gols, e quando iria fazer o terceiro, com a bola entrando, o bandeira assinalou impedimento.

Imaginaram logo na primeira partida sair da reserva e fazer os 3 gols da vitória do Peixe?

Ato contínuo, o atacante reclamou “pra chuchu“, sendo inevitável o cartão amarelo. O meu susto foi a gagueira dele, que eu não tinha compreendido em um primeiro momento. Mais ou menos assim:

“- Cê tá-ta-tá lo-louco proffffessor, vim de-de-de trás!”

Não é bullying, é caso verídico! Relatei só um trechinho, mas e se ele me xinga, o expulso e tenho que relatar em súmula os palavrões proferidos?

Vixi…

Ainda bem que a gagueira foi bem tratada com ótimos profissionais. Pensou treinador gago à beira do campo, gritando e orientando o time?

(Reforço: não é discriminação, apenas uma constatação).

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– Federação Paulista de Futebol (FPF) divulga oficialmente os novos nomes da Comissão de Arbitragem (CEAF-SP).

Normalmente, a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol é formada por um presidente e 3 membros auxiliares. Por hora, Reinaldo Carneiro Bastos resolveu mudar o modelo para o início do Paulistão 2016 (já que até agora não havia confirmação de quem mandaria na nova CEAF) e nomeou como presidente interino Ednilson Corona; para vice-presidente José Henrique de Carvalho e como auxiliar Sílvia Regina de Oliveira.

Corona bandeirou Copa do Mundo, talvez tenha sido o melhor árbitro assistente da FIFA em determinado período. Sobra-lhe experiência dentro do campo. Fora dele, foi secretário de esportes de Ilha Comprida/SP.

Zé Henrique trabalhou como aspirante à FIFA, sendo sempre um árbitro promissor e dedicado. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe ainda alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade. É empresário em Americana/SP.

Sílvia Regina de Oliveira, para mim, uma surpresa, já que estava na Escola de Árbitros da FPF e é remanescente do grupo que assumiu a Federação Paulista com o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr. Foi árbitra da FIFA e é professora de educação física em Santo André/SP.

A lógica diz o seguinte: se o Paulistão começar morno, sem reclamações, esta Comissão interina se efetiva. Mas se os clubes reclamarem, houver pressão ou qualquer outro fator externo, anuncia-se um nome político, de fora do futebol e que agrade os cartolas. É melhor aguardar.

O que espero desta Comissão? Muito trabalho, lógico. Não sei se suportariam a questão de vetos e politicagem (sem contestar aqui a honestidade deles, que é muito grande e torço pelos mesmos). Mas me preocupa a inexperiência no cargo que exercerão. Claro, se queríamos renovar, onde achar esse nome experiente e que seja polido, educado e independente como Corona e José Henrique? Eles ganharão a experiência no andamento dos trabalhos. Quanto à Sílvia, penso que não terá tanta voz ativa, já que está há um bom tempo em setores administrativos da Federação Paulista. Nada contra ela, acho que estará como membro integrante de um processo de transição, mas creio que seria melhor oxigenar o departamento como um todo.

Boa sorte à nova Comissão.

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– Mas e a lei? Sobre o sorteio dos árbitros da Rodada 01 – A2

Ô DONA FEDERAÇÃO…

Estou tentando saber sobre o sorteio dos árbitros da Rodada 01 – A2, a fim de preparar meu material de trabalho para a análise pré-jogo da arbitragem de Paulista x Bragantino, usado nas nossas transmissões pela Difusora AM 810, no Futebol Esporte Show da TV Sorocaba/SBT e para minha coluna no Jornal Bom Dia.

Eis que…

Diferente do que manda a lei (DIVULGAÇÃO PÚBLICA 48 HORAS ANTES), para a partida do dia 30 às 10h, a FPF avisa que o juizão será sorteado dia 28 às 15h.

Bobearam ou alguém é ruim de matemática por lá?

Mas a lei não obriga?

Ora a lei…

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– Árbitros da 1ª Rodada da Liga Sul Minas Rio sorteados com cuidado!

Não é de tom pejorativo: ao contrário, de elogios!

O sorteio de árbitros da Primeira Liga foi “público de verdade”, de maneira transparente, e soube escolher os nomes certos para se evitar maiores dores de cabeça.

Para os 6 jogos iniciais, foram designados:

Erick Giovanni Fernandes (MG) para Avaí x Grêmio,

Arilson Bispo da Anunciação (BA) para América x Figueirense,

Ronan Marques da Rosa (SC) para Internacional x Coritiba,

Célio Amorim (SC) para Fluminense x Atlético Parananese,

Charles Martins Lemos (RS) para Criciúma x Cruzeiro,

Heber Roberto Lopes (SC) para Atlético Mineiro x Flamengo.

O detalhe é o seguinte: árbitros que não vingaram na CBF, como Célio Amorim e Arilson da Anunciação estão escalados; Erick e Charles não são do quadro nacional; Heber e Ronan são os melhores e pertencem ao quadro da Federação Catarinense, do desafeto de Marco Polo, Delfim Peixoto.

Não tenho dúvida: se existir alguma punição da Comissão de Árbitros Nacional (não creio que ocorra), não há muito o que se preocupar: Heber se garante como FIFA e, pela idade, já almeja algum cargo administrativo. Ronan, que é muito bom árbitro, pode aparecer ainda mais no cenário nacional e, caso exista uma reviravolta na presidência da CBF, se dar bem com Delfim Peixoto.

Enfim: a Comissão da “Liga Sul Minas Rio”, formada pelo catarinense Marco Antonio Martins (presidente da ANAF), o ex-bandeira da Copa do Mundo Roberto Braatz e Sálvio Spinola Fagundes Filho, começa de maneira positiva.

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– Grandes gastos para vexames proporcionais!

O Tiajin Quanjian FC, equipe de futebol de um bilionário grupo chinês que fabrica medicamentos para o câncer, gastou fortunas na virada do ano: contratou o veterano treinador Vanderlei Luxemburgo a peso de ouro! Tirou Luís Fabiano do São Paulo e Jadson do Corinthians a salários astronômicos. Recentemente, pagou a milionária recisão de Geuvânio e desfalcou o Santos. Tudo isso para subir da Segunda Divisão da China e em dois anos já ser campeão nacional.

Entretanto…

Com tais investimentos e contratações, algum resultado positivo já era desejado. Só que não…

Em sua passagem na Pré Temporada no Brasil (na costumeira e aprazível Atibaia de Luxemburgo), o time realizou 4 amistosos e perdeu todos: para o XV de Piracicaba por 2×1, Bragantino 4×0, Taubaté 4×2 e Vitória 5×1.

O que dizer: 100% de derrotas é para deixar o mais paciente dos chineses com as orelhas em pé!

Fica a dúvida: o time é muito fraco mesmo com os reforços contratados ou Vanderlei Luxemburgo (que já começava a ser contestado por aqui) perdeu a mão?

Deixe seu comentário:

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– O cargo não desejável de Presidente da Conmebol

Nicolas Leoz, Eugênio Figueiredo, Juan Ángel Napoutos ex-presidentes da Conmebol se deram mal com o FBI, todos envolvidos em corrupção.

Agora a entidade será comandada por Alejandro Dominguez, amigo de todos esses citados.

Dessa forma, não se deve esperar muita coisa positiva… Aliás, qual nome poderia ser positivo para dirigir o Futebol Sulamericano?

Pensando em algum nome brasileiro, até desanimo. Para quem tem um Coronel Nunes à frente…

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– O Nhe-nhe-nhém do Parceiro do Paulista Futebol Clube! Vamos na Fé e na Raça, mas com a pulga atrás da orelha…

A coisa está ficando chata. O investidor que supostamente bancaria o Galo de Jundiaí ainda não assinou o contrato no qual se compromete a pagar o valor de R$ 100 mil mensais.

Treina, usa a camisa, não traz reforço de peso, arranja caso e ainda age como mau pagador?

E faz picuinha dizendo que a cidade não abraçou o treineiro português?

Caso estivesse confortável financeiramente, a diretoria do Paulista deveria dar um chute nos fundilhos desse pessoal. Infelizmente o time não está com essa “bola toda” (dentro e fora de campo), e por isso tem que suportar tais situações.

Resta ao torcedor do Paulista torcer para que a equipe vingue. Então, é necessário torcer também para que Paulo Fernandes tenha competência em montar um razoável esquema de jogo e que os atletas que vieram pelo chamado “Plano B” tenham bom rendimento.

Seria maravilhoso se existisse no futebol brasileiro investidores sérios e dispostos a planejamento de longo prazo. Vide o Desportivo Brasil, time do grupo Traffic e que foi comprado pelo Shandong da China. Hoje, possuem equipe competitiva nas divisões menores e exporta garotos da base para o Oriente.

Pelas minhas andanças no futebol, tenho a clareza de que o grupo que arrendou o Paulista nada mais é do que um clube cigano: usa a camisa e faz negócios (isso é válido, desde que bem combinado/negociado). Cansei de apitar times que no começo do ano treinador e atletas defendiam uma cidade e seis meses depois já estavam em outra. Normal atualmente.

O temor é: qual o legado que deixará o grupo de investidores (que nem ao certo se sabe o nome) ao Galo?

Pior do que a situação estava, espero que não. E enquanto isso, vamos torcer e seja lá o que Deus quiser! Todo mundo, sábado, no Jayme Cintra. 

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– Análise da Arbitragem de Corinthians 2×2 Flamengo e o Gol Anulado

Foi dentro do esperado: o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva trabalhou dentro das suas limitações. Deixou o jogo correr e segurou os cartões amarelos. Porém, em alguns momentos a dosagem foi ruim e quase se perdeu.

Destaque para o gol anulado do Flamengo no começo do segundo tempo. imaginaram se estivesse 2×2 e o erro fosse aos 45 minutos da etapa final? Penso que o sol atrapalhou a visão do assistente, que marcou equivocadamente impedimento do atacante flamenguista.

Enfim: razoável arbitragem. Sempre defendo novatos na final da Copa SP para serem revelados, mas a coerência de que estes novatos tenham apitado algumas partidas. Neste caso, pecou-se pela inexperiência de um árbitro que atuou em apenas uma partida (São Paulo 7×0 Tiradentes) e foi cru demais para uma decisão.

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– Em reinício de jogo vale gol contra?

A pergunta de um internauta, diz atrás, foi bacana: “tiro de meta vale gol contra”? E aqui estendemos essa dúvida um pouco mais para uma boa discussão de Regra do Jogo: e de escanteio? E de Tiro de Saída? E de lateral?

Vamos lá:

1) Tiro de saída (que é quando começa o jogo com o apito inicial, ou recomeça a partida após um gol): se um jogador chutar a bola para trás e entrar no seu próprio gol (gol contra), o gol é invalidado, pois ela não entrou em jogo. A bola só entrará em jogo se for tocada para a frente (e neste caso, foi chutada para trás). O Tiro de Saída deverá ser repetidoLembrando que se um cobrador fizer um gol na meta contrária com um chute direto do tiro de saída, o gol é válido.

2) Arremesso lateral: se o cobrador colocar a bola em jogo através de um arremesso lateral e a bola entrar direto no próprio gol, sem toque de ninguém (gol contra), deve ser marcado um escanteio ao adversário. Se entrar no gol da equipe contrária, se marca tiro de meta.

3) Tiro de canto: se for cobrado e entrar no gol adversário diretamente, logicamente é gol. Mas se entrar na própria meta sem tocar em ninguém (gol contra), será marcado um escanteio ao time adversário.

4) Tiro de Meta: lembre-se que a bola só entra em jogo se ela sair da grande área. Vamos a várias situações –

4.1) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e um companheiro ou um adversário a tocarem antes dela sair da grande área, deverá se repetir a cobrança.

4.2) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na meta contrária, o gol é válido.

4.3) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra sem ter saído da grande área), o tiro deverá ser repetido.

4.4) Se o goleiro (ou qualquer outro jogador) cobrar o tiro de meta e fizer um gol na própria meta (gol contra tendo saído da grande área – se a bola pega um efeito, por exemplo), deve se marcar tiro de canto ao adversário.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária.

4.5) Se o goleiro cobrar o tiro de meta, ela sair da área e um companheiro a tocar nela dentro da área, segue o jogo (caso pegue um efeito e volte). Se esse companheiro a tocar com as mãos, deve se marcar tiro penal.

4.6) Se um jogador da linha cobrar o tiro de meta, ela sair da área e ele voltar a tocar nela dentro da área (caso pegue um efeito e volte), deve se marcar tiro livre indireto (falta em dois lances) para a equipe adversária. Se tocar com as mãos, pênalti. Se for fora da área, respectivamente tiro livre indireto e tiro livre direto.

A Regra do Jogo é incrível devido a esses detalhes, não?

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– A Pré-Temporada dos Clubes está valendo a pena?

Normalmente os clubes brasileiros engatam uma competição com a outra. Neste ano, não há desculpas… Os atletas tiveram o período de férias respeitado além de muitos dias para a Pré-Temporada.

São Paulo, Palmeiras e Corinthians já fizeram amistosos preparatórios no Exterior. Ótimo! O Santos me parece que ficou um pouco atrás em intercâmbio; entretanto, intensifica os trabalhos caseiros.

A verdade é: quem se preparar bem, sairá na frente. Enquanto isso, leio que na série A2, o Atlético Sorocaba (que um dia fora promissor com o suporte do grupo que investia na equipe), agoniza com o 3o treinador ANTES de começar o campeonato: saiu Tuca Guimarães, que foi contratado para a Segundona; saiu Marcelo Frigério, que durou duas semanas, e agora chega Valter Ferreira, há uma semana do torneio.

Candidato a A3? Talvez.

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– Ronaldinho Gaúcho, afinal, não é de Ferro!

Depois de participar da Flórida Cup, Ronaldinho Gaúcho disse que não se aposentará, mas esperará passar a época do Carnaval para decidir o futuro.

Entendeu: Carnaval primeiro, serviço depois!

Na internet, surge a história de que estaria negociando com o Barcelona; não o seu ex-clube no qual foi eleito três vezes melhor jogador do mundo, mas sim o de Guayaquil, do Equador.

Com pesar, é um ex-craque em alguma atividade…

Toda vez que me lembro do R10, me vem a mente dois episódios:

– Um positivo: o dia que fez os torcedores do arquirrival Real Madrid o aplaudirem de pé em pleno Bernabéu após atuação incrível.

– Um negativo: quando estava no pódio olímpico falando ao celular, sem respeito algum recebendo medalha…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem da Final da Copa SP de Futebol Jr 2016: Corinthians x Flamengo

Surpreendente e incoerente: é assim que se pode classificar a escala final da Copa São Paulo deste ano.

Rafael Gomes Félix da Silva, 10 anos de carreira, professor de Educação Física, apitará a decisão entre Corinthians x Flamengo. O que esperar dele?

Já o vi apitando Paulista x Rio Branco pela Copa Paulista em 2015. Boa condição física, não teve dificuldades em levar o jogo a contento – embora a partida não tivesse lances polêmicos e nem trazido dificuldades para a arbitragem. De longe, me lembrou o estilo de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (já escrevi sobre isso na análise daquela partida) com a preocupação em deixar o jogo correr. Disciplinarmente razoável, tecnicamente bom.

Entretanto, uma crítica à sua escalação: enquanto o Coronel Marcos Marinho e Arthur Alves Jr escalavam árbitros rodados e veteranos como Flávio Guerra (e aqui neste blog eram criticados por mim, diante da necessidade da Copinha em revelar árbitros também), a Comissão de Arbitragem da FPF em caráter interino (já que ela foi destituída e contratados Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, que ainda não foram oficializados – e nem o presidente da comissão foi escolhido) resolveu ousar demais! Explico:

O ideal e a coerência mandam que árbitros jovens e que tenham realizado boas partidas nas fases iniciais sejam premiados com semifinais e final. Porém, Thiago Duarte Peixoto e Márcio Roberto Soares (ambos de A1 e que já trabalharam em clássicos) apitaram as semifinais. Rafael Gomes só apitou um único jogo na Copinha (São Paulo 7×0 Tiradentes), partida fácil para qualquer iniciante. Ademais, trabalhou como Quarto-Árbitro em outros dois jogos. Para mim, a final deveria ser apitada por um jovem promissor como ele, e que tenha se destacado em maior número de arbitragens na Competição. Ou quer me convencer que uma única partida de goleada o credenciou?

E aí vem a incoerência maior: Danilo Simon e Daniel Ziolli, ótimos bandeiras à beira de jogos da FIFA, serão seus assistentes. Não deveriam ser também dois bandeiras jovens e de destaque na competição?

Thiago Scarascati, bom árbitro que apitou a série A1 em 2015 e trabalhou na finalíssima do mesmo ano, será o quarto-árbitro.

Nada contra o quarteto de arbitragem. É o jogo da vida para o emergente Rafael Gomes Félix, mas acho injusta sua escala pelos motivos acima (bem como dos bandeiras).

Provavelmente, teremos boa atuação do quarteto de árbitros. Esse é o meu desejo e a minha expectativa.

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– Calleri e o contrato de 6 meses. Vale a pena?

Sempre fui da seguinte opinião: vendeu um jogador, entregue-o!

Leio que o São Paulo contratou por 6 meses o argentino Jonathan Calleri. Ótimo atleta, jovem, foi comprado do Boca Júniors por um grupo de empresários e será repassado, provavelmente, à Inter de Milão. Só não foi agora por não ter o passaporte europeu.

Disputar 6 meses sabendo que não ficará no clube, estando só de passagem, é válido?

Não sei… Há o risco de “tirar a perna” para não se lesionar, já que vai para a Europa. A falta da criação de identidade é outra coisa a se pensar.

Contrato tão pequeno? Não sei se vale a pena.

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– O Silêncio Perturbador de quem Arrendou o Paulista FC

Leio com pesar nos principais sites e blogs esportivos que o treinador Paulo Fernandes impôs a “Lei do Silêncio” no Estádio Jayme Cintra como represália às críticas que recebeu da mídia jundiaiense.

Gol contra dele… Faltou inteligência nesse momento.

No momento em que a parceira é discutida se boa ou ruim, a atitude é antipática e só prejudica o próprio time, que se vê na obrigação ainda maior de fazer um papel bonito no Campeonato da A2, a fim de ser “um tapa na cara” de quem criticou o currículo do elenco ou do treinador, a dispensa de jogadores e profissionais da casa e questionou a falta de transparência.

É lógico que a torcida quer levar esse tapa, que significaria sucesso do Galo. Mas não poderia ser de maneira mais agregativa?

Aí vem a situação oposta: e se o time fizer má campanha? Municiaram ainda mais o estado caótico…

Aguardemos! Que os jogadores não sejam mudos em campo, e parabéns ao Alan Bahia que não se fez de rogado e deu entrevista à Rádio Difusora no Show de Bola à equipe do Time Forte do Esporte!

Se briga contra a imprensa ganhasse jogo… Importa é bola na rede.

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– FPF privilegia Torcidas Organizadas para São Paulo x Flamengo

É o samba do crioulo doido! Após dizer que punirá os torcedores envolvidos na confusão do jogo em Mogi das Cruzes pela Copa São Paulo (São Paulo x Rondonópolis), dizendo que investigará o caso, a FPF resolveu cobrar ingressos e aprontou mais uma! Veja só:

– Os ingressos nos lugares mais confortáveis e de setores de melhor visibilidade, custarão R$ 40,00 ao torcedor comum. Os de menor conforto, R$ 30,00. Porém, atrás dos gols e EXCLUSIVOS às torcidas organizadas, R$ 20,00.

Incrível! Ao invés de afugentar os baderneiros, dá privilégios a eles. Torcida Organizada – a mesma da briga passada – assistirá o jogo com desconto!

E viva a impunidade…

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– Os novos nomes da Comissão de Árbitros da FPF

A qualquer momento, a Federação Paulista de Futebol divulgará a nova CEAF-SP, seu departamento que cuida das escalas de árbitros.

Dois nomes já estão confirmados: o ex-bandeira FIFA Ednilson Corona e o ex-aspirante da FIFA José Henrique de Carvalho.

Bons e simpáticos nomes.

Corona esteve em Copa do Mundo, foi em alguns momentos um dos principais nomes da FIFA (talvez o melhor árbitro assistente em determinado ano). Sobra-lhe experiência.

Zé Henrique quase chegou ao quadro internacional da FIFA, com comportamento sempre discreto e polido, respeitado pela grande educação e bons jogos. A carreira foi curta devido as lesões físicas. Falta-lhe alguma experiência extra-campo, mas a compensa com a jovialidade.

E quais os outros nomes?

Há muita especulação, não tanto para o 3o nome que comporá a Comissão de 4 pessoas, mas a do nome que a chefiará.

Ouve-se de tudo! É a boataria que rola solta.

  • Alfredo dos Santos Loebeling poderia ser convidado. É um nome cascudo, necessário ao cargo. A mim ele disse que só aceitaria caso tivesse carta branca de Reinaldo Carneiro Bastos, o presidente da FPF. Tanto eu como ele duvidamos que existiria essa permissão livre…
  • Oscar Roberto Godoi supostamente fora convidado e rejeitou. Também aqui fica no campo do boato. Não sei se foi.
  • Sálvio Spínola Fagundes Filho seria um nome natural. Porém, trabalha como comentarista na ESPN, tem outros compromissos profissionais e estará envolvido na Comissão de Arbitragem da Primeira Liga (Liga Sul Minas Rio), que tem pouca duração no calendário de início de ano. Provavelmente não aceitaria.
  • Dionísio Roberto Domingues foi citado. Seria um erro! Desde a péssima atuação nas atividades que exerceu com Sérgio Correa da Silva na CBF até os problemas particulares que teve no campo amoroso o impedem de dar confiança aos seus subordinados. Há a necessidade de alguém que possa chegar sem críticas. Além disso, outro militar no lugar do ex-militar Cel Marinho não dá!
  • José Aparecido de Oliveira (sim, o ex-árbitro que um dia sofreu uma cusparada de Neto) foi colocado em pauta na Web. Descarto totalmente. A qualquer erro de árbitro, seria lembrado e ironizado com as histórias de “esquema Parmalat” e outras bobagens. Além disso, está fora do meio há algum tempo.
  • Wilson Luís Seneme e Cleber Wellington Abade, ex-árbitros, seriam bons e independentes nomes para a Presidência da CEAF. Têm experiência dentro e fora de campo e isso é importante. Conhecem as Regras do Jogo nas 4 linhas e a força das Regras dos Bastidores nos Encontros de Cartolas. Mas não ouvi seus nomes sendo citados com força.

Particularmente, o que penso?

Com dor no coração, teremos outro burocrata presidindo. Não sei quem, mas imagino que alguém alinhado com a política dos clubes. Não me surpreenderia se fosse chamado novamente José Evaristo Manuel, o ex-presidente do Taubaté e que era o chefe dos árbitros no episódio Máfia do Apito envolvendo Danelon e Edilson. Não nos esqueçamos que ele é amigo pessoal do Reinaldo Carneiro e ambos estavam em cargos importantes quando surgiu o escândalo. Se Reinaldo que era amigo pessoal do Edilson está no comando da FPF, por quê não crer que “Zé Manuel” possa voltar?

Apenas um porém: nem sempre um ótimo árbitro em campo será um excelente dirigente. Vejamos os inúmeros casos de jogadores craques que se tornaram comuns/ruins treinadores ou vice-versa. Não cobremos de Corona e José Henrique a mesma desenvoltura do que tinham enquanto atuavam! E que Reinaldo Carneiro seja mais feliz nas escolhas do que seu ex-parceiro de FPF, Marco Polo Del Nero.

OPS: eu não sou postulante a cargo algum, como um certo blogueiro noticiou, tampouco estou em campanha, por 4 motivos. O primeiro motivo é o desapego de tal vaidade; o segundo é a falta de tempo e não abro mão dos meus compromissos particulares e profissionais; o terceiro é a minha incompetência (sou humilde em admiti-la) e o quarto é por não compactuar com os nomes que dirigem a FPF, por questão de coerência.

Passarinho, de tanto andar com morcego, dirão que um dia dormiu de ponta cabeça (mesmo que não durma)…

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– São Paulo 4×0 Rondonópolis e a invasão de área. Acertou ou não?

Fatos lamentáveis ocorreram pela Copa SP na sede de Mogi das Cruzes, envolvendo torcidas organizadas. Muito já foi debatido sobre o lamentável fato. Mas vamos falar de um lance da arbitragem?

Rodrigo Gomes Paes Domingues foi o árbitro da partida e acertou em 3 lances difíceis dentro da área. Foram duas simulações tricolores e posteriormente um lance legítimo. O árbitro acertou ao não marcar as duas primeiras e também por marcar o pênalti.

Porém, após a cobrança do tiro penal do jogador são-paulino que resultou em gol, o juizão mandou voltar a cobrança, alegando invasão de área.

Certo ou errado?

Vamos lá: pela Sportv, não se vê atleta do São Paulo invadindo a área. Pelo contrário, se vê um atleta do Rondonópolis! A não ser que apareça alguma imagem mostrando alguém na lateral direita do campo avançando para dentro da área e fora do campo da TV, errou o árbitro.

Esquecendo o jogo em si e se atentando ao lance, saiba que durante a cobrança de pênalti,

A- se o batedor fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, valida-se o gol;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, se voltará a cobrança;
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

B- se o batedor não fizer o gol e:

  1. – um adversário invadir a área ou o goleiro se adiantar, se voltará a cobrança;
  2. – um companheiro do batedor se adiantar, segue a partida normalmente (com tiro de meta, escanteio ou o jogo rolando).
  3. – se adversário e companheiro invadirem, se voltará a cobrança também.

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– Por onde andam e o que dirão os apoiadores da “Cervejada do Arthurzinho”, evento com a quase-chancela do Cel Marinho?

Na última semana, caiu o presidente da Comissão de Árbitros da FPF, Coronel Marcos Marinho, por diversos motivos – desde a escala de árbitro suspenso mas que fazia parte do seu círculo de amigos até escândalo envolvendo denúncias de assédio moral e sexual do assessor da sua Comissão, Arthur Alves Júnior. Vide a história destes históricos, já abordada à exaustão, em: http://wp.me/p55Mu0-IR).

Mas não é sobre isso que falaremos. Como “recordar é viver”, vale relembrar o interesse de alguns árbitros e a pressão velada sofrida por outros da CEAF.

Às vésperas da Eleição do Sindicato dos Árbitros de Futebol em 2010, Arthur Alves Júnior, conhecido apenas como “Arthur”, promoveu uma radical mudança de imagem. Passou a se chamar “Arthurzinho” e distribuir sorrisos, coisa incomum. Ele era membro da CEAF-SP (subordinado ao Coronel), tesoureiro da Cooperativa e queria a presidência do Sindicato.

Na campanha eleitoral (era candidato único), vários árbitros (e aqui não importam os nomes) gravaram vídeos de apoio, gerados por um site retirado do ar chamado www.oarthurzinhovemchegando. Alguns deles se deram muito bem na carreira, chegando até mesmo a jogos do Brasileirão da Série A. Outros, mesmo tendo gravado, já demonstraram (ao menos, em depoimento a mim) arrependimento pela vinculação à imagem dele. Nas gravações, defendiam com unhas e dentes a eleição de Arthur e chegavam ao ponto de dizer que “ele houvera mudado a vida de muita gente”.

Estes árbitros, se pudessem voltar no tempo…

Como parte da campanha, foi promovido o evento “Cervejada do Arthurzinho”, onde o mailing de e-mails era usado para convidar árbitros a promoverem a campanha eleitoral através desses encontros de confraternização. Eu próprio recebi alguns desses nojentos eventos (um dos meus motivos de repulsa à relação de dependência do Sindicato e FPF). Felizmente, nunca tive o desprazer em participar, mas cansei de ver as fotos do Cel Marinho junto ao Arthur nesses encontros.

Confesso que fiquei com pena do Coronel Marinho. Estaria ele crente de que tudo isso era normal? Entrou de gaiato nessa furada? Talvez. Mas permitir a mistura das coisas maculou a arbitragem paulista. Quem, de fato, foi revelado como destaque do apito pela última administração? Os grandes árbitros de SP foram todos da geração de Gustavo Caetano Rogério e, pasmem, até pelo José Evaristo Manuel (estes, formados por Roberto Perassi).

Convido aos amigos a lerem os dois textos abaixo. Um deles escrito de maneira brilhante, em 15 de Outubro de 2010, pelo jornalista Wanderley Nogueira (Rádio Jovem Pan e TV Gazeta), em seu antigo blog no Terra e que pode antever muita coisa.

A INDEPENDÊNCIA DOS ÁRBITROS

Por Wanderley Nogueira

(Extraído de: http://wanderleynogueira.blog.terra.com.br/2010/10/15/a-independencia-dos-arbitros/)

Na próxima segunda feira (18) será realizada a eleição do novo presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol de São Paulo. É o maior sindicato de apitadores do Brasil. Existe apenas um candidato: Arthur Alves Junior. Ele integra a Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e é assessor do presidente da Comissão, Coronel Marcos Marinho. Deu para entender? O candidato único à presidência do Sindicato é quem escala os árbitros. É o patrão. Os independentes árbitros paulistas vão eleger como presidente da agremiação existente para defender os interesses comuns da categoria, o patrão.

Para encorpar a entusiasmante candidatura, foram realizadas cervejadas em apoio ao candidato, com a presença dos patrões. O site da campanha tem vídeos de apoio ao futuro presidente e registrando depoimentos favoráveis daqueles que tem os árbitros sob comando. O futuro líder da categoria exerce funções de patrão e vai continuar a exercê-las. É uma candidatura cúmplice dos escaladores de árbitros. Não é exagero dizer que essa é uma candidatura “oficial”. E, claro, nenhum árbitro teve coragem de apresentar uma candidatura de oposição. Jamais apitaria novamente…

Como sabem, existem dois tipos de sindicatos: aquele que defende os trabalhadores e aquele que abraça as teses patronais ou empresariais. Cada um no seu lado. Claro, é possivel conviver com respeito, dignidade e independência. O ideal é um sindicato inteligente e nada radical.

Mas o Sindicato dos Árbitros de São Paulo está conseguindo eleger um “representante” do presidente da FPF para presidir o seu destino. O ideal para os árbitros, imagino, seria um sindicato de resultados. Nada vinculado a correntes perigosas.

A origem do sindicalismo no século XVIII foi a união dos doentes e desempregados. Daqueles que não tinham proteção e segurança. Eram os desrespeitados, humilhados e subservientes. Décadas depois os sindicatos dos empregados e dos patrões foram considerados “ilegais”.

A esperança para os árbitros bem intencionados é que, no futuro, o sindicalismo deles consiga reerguer-se das cinzas, como ocorreu com os sindicatos na Europa no século XIX.”

Na mesma data, o jornalista Fernando Sampaio reproduziu o mesmo texto em seu conceituado blog e acrescentou outras coisas interessantes:

VERGONHA DA ARBITRAGEM PAULISTA

Extraído de: (http://blogjp.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/2010/geral/vergonha-na-arbitragem-paulista/)

Adiciono ao texto do Wanderley algumas informações:

A FPF realiza eventualmente um teste físico chamado COFFES, normalmente na pista de atletismo do estádio de Caieiras ou no Centro Olímpico de São Caetano do Sul. Normalmente, o Coffes é uma corrida de 2.700m em 12 minutos, tiros curtos de 30, 60, 90 metros. Além disso, há a medição de gordura e dobras cutâneas.

Aproveitando que a eleição é dia 18, segunda-feira, a FPF CONVOCOU os árbitros para realizaram o COFFES na sede da FPF. Detalhe: a sede do sindicato faz fundo com a da FPF. Ela está trazendo todos os árbitros, de todos os pontos do estado, para poderem assim votar no Artur. Mas a gozação é o seguinte: o COFFES será realizado no salão nobre da FPF. Dá para acreditar? Como é que vai correr dentro da sede da FPF?

Incrível, só falta ir buscar o árbitro em casa para votar.

Até o fotógrafo da FPF está pedindo voto ao candidato do Marco Polo Del Nero. Leia o e-mail:

“Boa tarde caros amigos Árbitros de Futebol.

Gostaria de dizer a todos que tiveram seu trabalho registrado pela lente da minha câmera que recebo do Arthur muito apoio e incentivo nesse trabalho fotográfico que tenho feito e dedicado a Arbitragem. Por isso gostaria que todos o apoiassem nas eleições a presidência da SAFESP no próximo dia 18/10/2010.

Um grande abraço a todos e sucesso.

Eduardo – ECM PRODUÇÕES”

Só faltou dizer: “Quem não votar, não tem foto”. rsrsrsrs

Diferente do Brasileirão de pontos corridos, 380 jogos em 9 meses de competição, a fórmula do Campeonato Paulista tem uma enorme influência da arbitragem. O formato é dirigido para ter os quatro grandes nas finais. Para tristeza da FPF, isso só aconteceu uma vez. Em 2007, quase deu Bragantino x São Caetano. Foi um corre-corre para evitar o fracasso de mídia e público. Para que isso não aconteça, tabela e escala de arbitragem são dirigidas. Os grandes são sempre favorecidos. É turno único. O Tapetão Paulista é ainda pior que o STJD. Faz vista grossa para os tumultos e bombas nos estádios, gramados, cartões, suspensões e demais casos.

É uma pena. São Paulo está decadente. Os bons árbitros paulistas foram formados numa geração anterior. Há anos a FPF não revela novos bons árbitros. Há exceções é claro. Além disso, vale lembrar que os dois últimos escândalos surgiram na sede da FPF: Edilson e os tais convites da Madonna, estória mal contada pelo Marco Polo para influir no Brasileirão. Foi suspenso. Apesar do escândalo, Marco Polo continua presidente da FPF.

É uma vergonha. A Federação Paulista virou um lixo.

Em meu blog, dois dias antes das eleições e posterior a publicação acima, escrevi o seguinte:

ELEIÇÕES DO SAFESP VEM CHEGANDO. MAS É DEMOCRACIA TER CANDIDATO ÚNICO?

Na próxima segunda-feira, os árbitros de futebol terão uma prova de Democracia (talvez ás avessas). Haverá a eleição no Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP). E poderão prazerosamente escolher o único candidato ao cargo, Arthur Alves Júnior.

Nada contra o Sr Arthur, mas… só ele concorre? Não há na comunidade dos árbitros nenhuma outra opção para representá-los? Os árbitros FIFAs do estado de São Paulo aceitam esse nome em unanimidade? As centenas de outros árbitros do quadro profissional e amador não manifestam nenhum nome alternativo?

Não gosto da criação de currais eleitoreiros e nomes únicos para escolhas ditas democráticas. Arthur assumirá a presidência do Sindicato, é atualmente diretor da Cooperativa, membro da Comissão de Árbitros da FPF e secretário da ANAF. Tal acúmulo de funções não é prejudicial para o bom trabalho das mesmas? Não há outros nomes? Ainda: não são cargos incompatíveis?

O Sindicato é um órgão de negociação com a FPF, e na maioria das vezes, há delicados embates. Porém, o Arthur negociaria consigo mesmo? A Cooperativa, por exemplo, é uma entidade que representa os árbitros. Os árbitros o escolheram e o colocaram lá por iniciativa própria ou fomentados pela própria direção atual?

Custa a crer que os árbitros manifestem o desejo que uma única pessoa os representem em todas as searas e sejam ainda subordinados a ela mesma. Mas… vivemos uma democracia. Ou não?

Assim como Serra virou verde e Dilma tornou-se carola, por que não o Arthur torna-se o mais querido? Boa sorte a ele e aos árbitros que apareceram dando depoimentos no site www.oarthurzinhotachegando.com.br. Façam bom proveito das decisões escolhidas. E festejem a vitória garantida!

Sugestão: cervejada para a comemoração é uma boa pedida.

Não para mim.

Mas bastante gente gosta…

A bom entender, meia palavra basta.

POR FIM: no COFFES citado por Wanderley Nogueira e Fernando Sampaio em seus textos, ninguém correu ou fez atividade física. Os árbitros apenas pesaram em uma balança (para cumprir protocolo) e de lá foram para a votação. Dos 261 eleitores, o placar foi: 260 para Arthur e 1 nulo (que imagino de quem seja). Dessa forma, foi iniciado e findado um capítulo triste da Arbitragem Paulista. Quem escreverá o outro?

Boa sorte ao Coronel Marinho e a Arthur Alves Júnior nos novos rumos profissionais e/ou pessoais.

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– Humilde Nhô Quim bateu o Milionário Tianjin?

Quer dizer que o endinheirado Tianjin Quanjian, treinado pelo vitorioso Vanderlei Luxemburgo e que conta com o atacante Luís Fabiano e o meia Jadson (que ganham fábulas de dinheiro por lá) perdeu em sua partida amistosa para o XV de Piracicaba por 2×1?

Detalhe: o salário máximo de um atleta do time piracicabano é de R$ 15.000,00… Ambas equipes jogaram com seus jogadores titulares.

Competência financeira nem sempre resulta em competência esportiva. Vide a afortunada CBF e a bagunça que se tornou o futebol brasileiro!

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– Demitido o Cel Marcos Marinho, segundo o UOL

Na manhã deste sábado, o UOL Esporte publicou que o Cel Marinho não é mais chefe da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Justo. Concordo com tal saída. Segundo a publicação, a escalação do seu afilhado de casamento para o jogo da Copa São Paulo de Futebol Jr entre SPFC x Figueirense, Flávio Rodrigues Guerra, mesmo estando suspenso por 100 dias pelo STJD, foi o mote para a decisão de Reinaldo Carneiro Bastos.

A notícia pode ser acessada no link do UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/01/16/apos-escalar-arbitro-suspenso-coronel-marinho-deixa-comando-da-arbitragem.htm

Minha opinião pessoal: a demissão do Cel Marinho foi a “bola que pingou” na frente de Reinaldo Carneiro, e ele não deixou de chutá-la. Quem foi árbitro tinha conhecimento da relação conturbada entre Marco Polo Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos e sabia que o primeiro depositava toda a sua confiança no Coronel. Tanto que ele acumulou (e acumula) diversos cargos dentro da FPF: Comissão Paz no Esporte, Cadastramento de Torcidas Organizadas, Segurança e Vistoria em Estádios, além da própria CEAF-SP. Já Reinaldo nunca foi muito próximo a Marinho e ao seu assessor direto, Arthur Alves Júnior.

Quando surgiram os escândalos envolvendo denúncias de assédio moral e sexual de Arthur, a situação começou a ficar constrangedora, principalmente com o depoimento de que a árbitra Regildênia de Moura fez por meio da ex-árbitra Sílvia Regina que a denúncia de assédio chegasse ao Cel. Veja em: http://wp.me/p55Mu0-Fg.

Posteriormente, novas denúncias de possível lobby e influência de pessoas próximas ao Sindicato dos Árbitros ajudaram a minar a sustentabilidade no cargo (vide em: http://wp.me/p55Mu0-GB).

Por fim, o estopim foi a errada escala do veterano Flávio Guerra, que apitou mal a partida  e que estava suspenso pelo STJD pela mentira relatada na súmula entre Corinthians x Santos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-IG).

E agora?

Duas curtas observações de tendências:

  • a primeira, do natural convite para que Roberto Perassi seja o Presidente da CEAF, já que os árbitros paulistas estão em pré-temporada. Perassi é Diretor da Escola de Árbitros e trabalha em conjunto nas questões didáticas e técnicas com a Comissão. Especula-se (não é informação) de que Oscar Roberto Godoy houvera sido sondado anteriormente e rejeitado. Não sei se é verdade. Sálvio Spinola seria o outro nome, caso Perassi não aceite.
  • a segunda, de que caso a pressão sobre Sérgio Correa da Silva seja grande, Marco Polo Del Nero não hesitaria em levar o Cel Marinho para a CBF (em que pese a questão da competência).

Vamos aguardar!

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