– O quão é determinante o “fator casa” no futebol?

Árbitros de futebol sabem que, em determinados estádios, o “fator casa” pode ser determinante para sua atuação: desde a qualidade dos vestiários e a proximidade da torcida até as invasões ao seu recinto de preparação. Isso é uma visão amadora que persiste em alguns locais, como a pressão do time mandante oferecendo o que há de pior para assustar o juizão.

Lógico: se o apitador for fraco, aceita tudo isso e tende a ser caseiro. O bom árbitro não se deixa intimidar, consegue resistir e não permite tais interferências em seu trabalho.

E para os clubes, isso também é verdade?

Claro que sim. O bom time vence cânticos e gritarias da torcida visitante, gramado ruim, erros de arbitragem e adversário inferior. Se jogar em sua casa, onde está mais acostumado com o ambiente físico e emocional de jogo, ótimo. Caso contrário, pela qualidade técnica, vence em qualquer outra praça esportiva.

Existem alguns exemplos que podem ou não comprovar essa tese: o Flamengo, por exemplo, virou um time cigano no Brasileirão e é vice-líder. Será que se o Mengão estivesse jogando no Maracanã, seria líder do Torneio? O Palmeiras venceu o Corinthians em Itaquera, quebrando uma grande invencibilidade do Timão em seu estádio.

Algumas pessoas podem citar outros casos: o Guarani de Campinas jogou a série C em 2015 quase totalmente fora do interditado Brinco de Ouro da Princesa e fez campanha pífia. Em 2016, com seu estádio liberado e com ótimo público, briga pelo acesso à série B e é o melhor time do certame até agora. Culpa do estádio ou dos investimentos diferentes (em especial, do trabalho do surpreendente Marcelo Chamusca, o treinador desconhecido por nós que está fazendo sucesso)?

Se estádio ganhasse jogo sempre e fosse o determinante máximo do futebol, como explicar o Maracanazzo proporcionado pelo Uruguai na final da Copa de 1950 ou do vergonhoso 7×1 para a Alemanha no Mineirão em 2014 que a Seleção Brasileira nos proporcionou?

Talvez a exceção tenha sido a Coréia do Sul em 2002, chegando às semifinais do Mundial daquele ano. Ou o “fator casa” não tenha sido tão determinante, mas outro obscuro? Os italianos não esquecem disso até hoje, em especial do fator “árbitro equatoriano Byron Moreno”…

E aí: jogar em casa é muito ou pouco determinante para o sucesso de uma equipe? Particularmente, penso que time bom ganha de tudo e de todos (mas jogar em casa pode ajudar em alguns casos). O fator maior é: qualidade técnica e tática!

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– Salvem a Lusa! Mas ela se salvará?

Retomam-se as especulações de que o Audax do “mecenas” Mário Teixeira poderia salvar a Portuguesa de Desportos, cuja negociação envolveria o arrendamento do time e o estádio.

Cá entre nós: com tantos problemas, a Lusinha está em condições de exigir algo?

Uma pena que seja assim. A simpática Portuguesa usará da sua tradição para o convencimento da competência financeira dos interessados. No mais, nada poderá fazer.

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– “O Juramento” é literatura obrigatória para quem gosta de futebol. 

Estive no lançamento do livro de ficção do jornalista Flávio Prado, intitulado “O Juramento“, nesta última segunda-feira no Club Homs.

Gente de bem ali presente, várias personalidades importantes do futebol brasileiro, além de outras notórias pessoas – dos treinadores Leão, Muricy Ramalho, Milton Cruz até o Padre Marcelo Rossi. Claro, além de vários colegas de profissão do Flávio.

Sobre o livro: uma imensa viagem no imaginário! Que leitura agradável, trazendo alguns exemplos de fatos verídicos do futebol com desfechos alternativos.

Quer que eu conte algum? Nada disso, compre o livro que valerá a pena!

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– A Teoria de Conspiração da Contratação e Queda Programada de Cristóvão Borges no Corinthians.

No futebol, não acredite em tudo o que lhe disserem. Mas também não duvide na mesma proporção.

Quer uma sacada que você pode interpretar como tremendamente forçosa ou excepcionalmente inteligente? A substituição de Tite por Cristóvão.

Vamos lá: Sabemos que a tarefa de substituir um ídolo é sempre custosa. Seja em qual atividade for, leva tempo e planejamento. Portanto, substituir o treinador Tite era algo complicado.

Será que contratar Abel Braga, Vanderlei Luxemburgo ou outro treinador cascudo seria fácil? Claro que não. Esses experientes treinadores sabiam que haveria um desmanche no time e que poderiam ser criticados (a não ser, claro, que uma milionária multa fosse acertada), e uma grande preocupação a todo importante técnico é: a comparação de seus trabalhos!

Por outro lado, se você contrata um treinador “demitível”, como Doriva, Mancini, Caio Jr ou outro sedento nome em busca de espaço, pode jogar toda a culpa nele! Uma diretoria se isentaria do trabalho dentro de campo alegando ter dado respaldo (mesmo que a sua contratação seja previamente por um curto espaço de tempo). Dessa forma, qualquer outro nome importante que substitua o demitido treinador (que houvera substituído Tite mas não aguentou a pressão), já terá uma base de comparação mais modesta para ser feita.

Será que é mais fácil contratar, por exemplo, Luxemburgo, e depois ter que demiti-lo dizendo que o trabalho dele é pior do que o último profissional (Tite), ou é mais fácil contratar Luxemburgo para substituir Cristóvão, e dessa forma alegar que o trabalho dele é melhor do que o último nome?

Claro, lembrando sempre que a cabeça do nome “menor” (no caso Cristóvão) serviria de ótimo subterfúgio para jogar nele a culpa do momento crítico escapando do aceite de contratações ruins por falta de dinheiro. Perfeito bode expiatório, planejado e escolhido a dedo para um momento de transição.

Tal teoria é ideia estapafúrdia ou tem um fundinho de possibilidade?

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– A Lusa não caiu hoje. Ela se suicidou lentamente…

Não, não pensem que a Portuguesa, a “Namoradinha do Brasil” caiu hoje. Sua diretoria a matou desde o caso Heverton!

Ninguém de fora prejudicou o time, mas sim gente de dentro, como é notório. A Lusa, enfim, se suicidou.

Jogará a série D, hiper deficitária? Talvez. A verdade é que a Portuguesa apequenou-se e aceitou ser um clube histórico mas com risco de fechamento. Uma hora fechará, com pesar (e não demorará muito).

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– As Duas Regras 12 de Flamengo x Figueirense

Aos 30 minutos, Leandro Damião (FLA) cabeceia e a bola bate despretensiosamente na mão de Ayrton (FIG). Lance de “bola na mão”, não “mão na bola”. Não é falta deliberada, não existe imprudência em tal lance, não se pode alegar movimento antinatural da mão na bola. Mas Luiz Flávio de Oliveira entende diferente e equivocadamente marca pênalti para o Mengão. Errou.

Aos 39 minutos, uma mão “polêmica” após cruzamento de Pará (FLA). A zaga catarinense desvia para escanteio, em um lance mais agudo de bola na mão. Desta vez, mais discutível, Luiz Flávio nada marca.

Qual é o critério? A Regra 12B da CBF (como no 1o lance) ou a Regra Oficial da Board (como no 2o lance)?

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– A diferença entre os ex-treinadores: é só Carisma?

O atual treinador da Seleção Brasileira, Tite, passou a ser idolatrado após o bom início da sua trajetória no Escrete Canarinho.

A verdade é que ele é um dos mais bem preparados técnicos da América do Sul. Se atualizou, estudou e conversou com os principais colegas dele mundo afora. Mas não é só por isso que Tite ganhou a simpatia dos torcedores, mas também pelo respeito que ele tem com as pessoas à sua volta.

Quer um exemplo? Vide suas entrevistas, bem diferentes das de Dunga ou Felipão. Não ataca os jornalistas, responde educadamente e demonstra muita justiça nas suas respostas.

Mas cuidado: não vamos achar que (quase os mesmos) atletas que estão sendo convocados mudaram radicalmente por culpa do treinador. Há, inegavelmente, uma série de fatores.

Ser técnico de futebol no Brasil é algo engraçado. Para muitos, estudar ainda é um tabu (como acontece com Adenor Tite). Para outros, o boleiro é a salvação do time. Vide no sul: Celso Roth no Internacional e Renato Gaúcho no Grêmio. É evolução ou volta ao passado?

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– Corinthians x Palmeiras: Heber, Cristóvão ou Substituições deveriam mudar?

Nas 13 partidas que Heber Roberto Lopes apitou neste ano no Brasil, nenhuma vitória do visitante! Vide seu histórico no site da CBF.

Os treinadores de futebol têm direito a 3 substituições por jogo, mas Cristóvão Borges só usou uma substituição no jogo contra o Coritiba.

O futebol está cada vez mais corrido, e eu sempre defendi pelo menos 4 substituições por equipe (duas por tempo de jogo) com a permissão de que substituído possa descansar e voltar no final de uma partida.

Escrevi as 3 situações acima para questionar:

  1. O árbitro Heber mudará sua postura intimidadora (como a da final da Copa América, querendo aparecer mais do que Lionel Messi) e acabará com seu histórico caseiro? OPS: não creia em teorias conspiratórias, os placares aconteceram porque o futebol é assim mesmo.
  2. O técnico do Corinthians passará a usar mais opções de atletas substitutos durante as partidas?
  3. A IFAB permitirá 4 substituições em qualquer partida no futuro, ao invés de apenas em prorrogações?

Que tenhamos uma ótima arbitragem de Heber e seus assistentes no sábado em Corinthians x Palmeiras e que as equipes façam um grande jogo!

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JOGOS APITADOS POR HEBER NO BRASIL EM 2016

Série A 17/09/2016 16:00 26 Corinthians  Palmeiras Arena Corinthians Arbitro
Série B 13/09/2016 19:15 25 Paysandu  2 X 1  Bahia Mangueirão Arbitro
Série B 03/09/2016 16:00 23 Vila Nova  0 X 0  Atlético Serra Dourada Arbitro
Série D 27/08/2016 17:00 01 Moto Club  2 X 2  Atlético Castelão Arbitro
Profissional 24/08/2016 19:30 01 Santos  3 X 1  Vasco da Gama Vila Belmiro Arbitro
Série A 21/08/2016 16:00 21 Palmeiras  2 X 2  Ponte Preta Allianz Parque Arbitro
Série A 03/08/2016 19:30 18 Sport  1 X 1  América Ilha do Retiro Arbitro
Série A 31/07/2016 18:30 17 Botafogo  3 X 1  Palmeiras Luso Brasileiro Arbitro
Série A 24/07/2016 16:00 16 Grêmio  1 X 0  São Paulo Arena do Grêmio Arbitro
Série B 16/07/2016 18:30 16 Luverdense  1 X 1  Vasco da Gama Passo das Emas Arbitro
Série A 09/07/2016 21:00 14 Ponte Preta  2 X 1  Sport Moisés Lucarelli Arbitro
Série A 03/07/2016 16:00 13 Corinthians  4 X 0  Flamengo Arena Corinthians Arbitro
Série A 22/05/2016 16:00 02 Vitória  3 X 2  Corinthians Manoel Barradas Arbitro

– O incrível pênalti inexistente em Figueirense 2×2 América/MG

Árbitro de futebol, além de ter que ser bom e competente, tem que ter sorte. E o juizão José Cláudio da Rocha Filho deu azar de encarar um bom ator em campo.

Nesta 4a feira, no Estádio Orlando Scarpelli, Ayrton (FIG) tentou driblar Eder Lima (AMG) e se jogou contra o defensor. Ao invés de marcar simulação e tiro livre indireto para o time de Minas Gerais, José Cláudio bobeou e marcou pênalti ao time de Santa Catarina.

Cena pastelão. Veja (a 1 minuto deste vídeo): https://www.youtube.com/watch?v=ltN5tivb2YY

 

– Como não aplaudir o Barcelona?

O Barça estreou na Liga dos Campeões da Europa com um sonoro 7×0 contra o escocês Celtic, com novo show de Messi, Suarez e Neymar.

Ok, o adversário não é de 1a linha, mas… o Santos da década de 60 (o maior time de futebol da América, rivalizando com o Real Madrid de Di Stefano e o próprio Barcelona de Guardiola) também fazia placares assim contra Botafogo de Ribeirão Preto, XV de Piracicaba e tantos outros times mais fracos que ele.

Estamos assistindo a história acontecer aos nossos olhos. Somos privilegiados.

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– O erro vira prêmio? Sobre o árbitro de Botafogo x Santos

Comentamos no último final de semana sobre o grave erro do árbitro Paulo Volkopf – MS na partida entre Atlético Paranaense 2×1 Internacional, onde o goleiro Weverton cometeu um claríssimo pênalti em Nico Lopez e ele nada marcou.

Ao invés de ir para a geladeira… foi prestigiado para Botafogo x Santos. Dá para entender?

O curioso é: jogaram Internacional x Santos com Rodrigo Raposo, que beneficiou o Inter. Daí jogaram Atlético x Internacional, com Paulo Volkopf, que prejudicou o Inter. Agora, Volkopf apita o Santos, que foi “vingado” indiretamente do benefício de Raposo.

Mundo pequeno, não? Claro, os benefícios e prejuízos aqui são de ordem técnica e competência, não falamos nada como ato deliberado.

A propósito: que boa campanha do Fogão com Jair Ventura, não? É ótimo ver um treinador, filho de um ídolo (Jairzinho) fazendo um bom trabalho. E Dorival Jr, com seu DNA ofensivo, faz um excelente trabalho também.

Aliás, olha que raridade: um mítico 1o tempo de 1964 entre Botafogo de Garrincha e Santos de Pelé. Abaixo (ou em: https://www.youtube.com/watch?v=kqI6GAn1a7g)

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Palmeiras x Flamengo

O árbitro da cidade de Orizona (interior de Goiás), André Luís de Freitas Castro, que hoje é da categoria Especial (aqueles que almejaram o quadro da FIFA mas que pela idade – no caso, 42 anos – não serão mais indicados) apitará o importante jogo entre Verdão x Mengo pela Rodada 25 do Brasileirão da série A.

O juizão trabalhou em 7 jogos do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão (2 partidas como 4o árbitro e 5 como árbitro principal). Das que apitou, foram: 1 vitória para o mandante, 3 vitórias para o visitante e 1 empate. As partidas foram:

Vitória 3×1 Coritiba

Internacional 0x1 Palmeiras

Fluminense 1×1 Grêmio

Cruzeiro 0x1 São Paulo

Santos 0x1 Internacional

Se considerarmos os 4 últimos jogos (atuações na Copa do Brasil e Série B), o panorama muda: os últimos 4 jogos foram de vitórias para o Mandante.

Caso deseje, veja todo o seu histórico aqui: http://www.cbf.com.br/arbitragem/relacao-de-arbitros?page=1&p=&l=&j=0&c=0&f=0#.V9gxtDvJ_ow.

Em 2015, o Grêmio reclamou muito da sua escala num jogo contra o Corinthians (antes e depois da partida). Vide aqui as queixas: http://espn.uol.com.br/noticia/541441_presidente-do-gremio-reclama-de-perfil-arrogante-de-arbitro-de-jogo-contra-o-corinthians.

Claro, as reclamações acima foram oriundas de uma partida na qual André foi muito mal, em 2011, também num Corinthians x Grêmio. O trauma ficou… Sobre aquela partida, aqui: http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/tite-deve-colocar-uma-foto-de-andre-luiz-de-freitas-castro-em-cima-do-criado-mudo-e-beijar-antes-de-dormir-31082011/

O certo que, apesar de ser vetado pelos gaúchos desde aquela época, o Grêmio reclamou ainda em 2016 que só não venceu o Fluminense no Rio de Janeiro devido a qualidade do juiz. Vide aqui: http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/gremio/noticia/2016/06/vice-de-futebol-do-gremio-dispara-contra-arbitragem-vai-ser-conhecido-como-o-jogo-da-mao-5952966.html

Consta ainda algo diferente em seu currículo: em 2014, por não marcar um pênalti claro a favor da equipe catarinense na partida Criciúma 1×2 Palmeiras, o STJD o multou por R$ 100 mil reais (e depois recorreu e diminuiu a pena).

André as vezes confunde autoridade com autoritarismo, “um militar dentro de campo”, não gostando de reclamações – sendo mais rigoroso disciplinarmente (aplicando cartões com mais facilidade) do que tecnicamente (acertando ou não nas decisões de marcação de faltas). E uma curiosidade final: para essa partida, receberá R$ 2.950,00 de taxa de arbitragem mais R$ 555,00 por 3 dias ausente de casa.

Entretanto, lembremo-nos: não se pode julgar um árbitro antes da partida. É apenas uma análise do histórico dele. Na hora do “vamos ver”, o cenário pode mudar.

Desejo boa sorte ao árbitro e grande jogo às equipes.

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– E assim disse o Diretor de Ética da CBF…

Lembram que a CBF contratou o deputado Marcelo Aro para dirigir seu Departamento de Ética e Transparência? Seu avô e mais recentemente seu tio foram presidentes da Federação Mineira de Futebol, e saíram da entidade afastados por corrupção.

Pois disse o nobre parlamentar sobre Eduardo Cunha:

Vossa excelência é uma esperança de lutar por um país melhor”!

Está bem representado o futebol em Brasília, não? Haja ética, transparência e cara-de-pau!

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– Torcida da Portuguesa assume a base do time para evitar o encerramento das atividades e incentivar o profissional. A do Paulista poderia fazer o mesmo?

Um grupo de torcedores da Portuguesa se une para salvar a base da Lusa. Se o atleta não for 100% do clube, não joga. Eles administram os garotos e realizam outras ações pró-time. E assim a torcida assume o Sub 15, 17 e 20.

Tal modelo serviria ao Paulista?

Matéria do Estadão de domingo, extraído de: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,na-base-portuguesa-ve-esperanca-em-meio-ao-caos,10000075079

NAS CATEGORIAS DE BASE, PORTUGUESA VÊ ESPERANÇA EM MEIO AO CAOS

Perto do rebaixamento à Série D, grupo de torcedores trabalha com os garotos para o clube renascer

Por Marcius Azevedo

A Portuguesa pode escrever hoje um triste capítulo em seus 96 anos de existência com o rebaixamento para a Série D do Brasileiro. A equipe torce por derrota do Macaé contra o Juventude, às 11h30, em Caixas, e depois tem de vencer o Guaratinguetá, às 19h30, no estádio José Liberatti, em Osasco – o Canindé foi alugado para uma igreja -, para chegar na última rodada com chances matemáticas de se manter na Série C.

O rebaixamento, se consumado, seria o quarto em três anos, fundo do poço para um clube tão tradicional em São Paulo. Mas não necessariamente será o fim da linha. Afundado em dívidas por gestões ruins que levaram até ao leilão de parte da área do Canindé – marcado para 7 de novembro e que o departamento jurídico busca impugnar -, a Portuguesa, enquanto sonha com um mecenas, vê esperança de alcançar o renascimento com o trabalho de um grupo de torcedores nas categorias de base, que historicamente sempre revelou garotos.

Apaixonados pelo clube, eles assumiram o controle do departamento em fevereiro. O cenário era de terra arrasada. “Não existia nem sequer controle com o nome dos jogadores que eram da Portuguesa, nenhuma ficha, nada”, comenta Cássio Esteves, coordenador administrativo da base.

Além de Cássio, o grupo, que não recebe salários, conta com Ricardo Alonso, Virgilio Cesar, Marco Aurélio Amaro e Rodrigo Eduardo Gonçalves. O único remunerado é Eduardo Gomes, que atua como supervisor técnico. O mentor é o pai de Cássio, Toninho, que era diretor da base quando Dener foi revelado. “É pelo amor”, comenta Cássio. “O nosso retorno é ver a Portuguesa no lugar que ela merece. Temos o nosso sustento, não vivemos disso”, completa.

No pente-fino realizado em fevereiro, o grupo limou jogadores que não eram 100% do clube. “Acabamos também com qualquer esquema de empresário”, diz Cássio, antes de explicar a situação. “Não brigamos com os empresários, eles podem trazer os atletas para cá. Se for bom, fica, mas ficamos com 100% dos contratos e direitos.”

Com pouca participação da Portuguesa, que arca apenas com transporte, taxas da Federação Paulista e salários das comissões técnicas, o custo mensal é de R$ 50 mil. Atualmente são 90 meninos nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. A maioria é de São Paulo, já que os custos para alojamento são proibitivos. Os atletas estudam em escola pública. A alimentação, em grande parte, vem de doações. “Tentamos fazer os garotos gostarem de jogar aqui, terem amor pela Portuguesa”, diz Ricardo Alonso.

O trabalho é árduo, mas já dá resultado. Um garoto despertou o interesse do Internacional, faz teste em Porto Alegre nesta semana e pode gerar um ganho financeiro. “Vamos ficar com uma parte se der certo”, comenta Cássio. Em campo, segundo o coordenador, o retorno pode vir já em 2017. “Com uma espinha dorsal experiente, os garotos têm condições de ir bem na Série A-2 do Paulista e em uma eventual Série D.”

O presente, ao que tudo indica, será marcado por mais um rebaixamento, mas ainda há esperança de um futuro melhor no Canindé.

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– A rodada 24 de erros e acertos do Brasileirão: sobre Atlético Parananense 2×1 Internacional e Sport 5×3 Santa Cruz

Bobagem falarmos o que já foi dito à exaustão, como, por exemplo, sobre os pênaltis equivocados no Morumbi marcados pelo árbitro FIFA Dewson Freitas (da terra do Coronel Nunes) ou do gol legal anulado do Cruzeiro na derrota por 2×0 para o Botafogo.

Quero me dedicar a dois jogos: o da Arena da Baixada e o da Ilha do Retiro. Vamos lá?

1 – Atlético Paranaense 2×1 Internacional

O árbitro sul-matogrossense Paulo Volkopf cometeu um erro gravíssimo: Nico Lopez entra na área e o goleiro Weverton o atropela. Pênalti claríssimo não marcado (e o flagra dos torcedores atleticanos falando inúmeras bobagens ao atleta do time gaúcho é de enojar). Fica a dúvida: como o Internacional reclamará de erro tão grave já que quando foi beneficiado uma rodada antes nada fez? Se reclamar, tem que mandar o DVD dos dois jogos para o bem do futebol.

2 – Sport 5×3 Santa Cruz

O árbitro gaúcho Leandro Vuaden apita uma falta de Apodi e aplica na sequência o cartão amarelo corretamente. Aí começa um bate boca de Diego Souza contra tudo e contra todos. Vuaden até o segura, tenta fazer com que ele evite uma bobagem e o poupa. Mas o atleta insiste, chama claramente o adversário para briga. Não tem o que fazer: é muito bem expulso! Mas infantilmente continua reclamando e tenta arranjar briga na saída do campo, sendo contido pelos atletas reservas do seu clube. Ridículo, cena pastelão.

A lamentar ainda mais: a selvageria de bandidos das torcidas organizadas dos co-irmãos recifenses. Viram as imagens? É briga entre membros das organizadas, eles se entendem e se odeiam. Mas as imagens nos fazem questionar: são humanos ou bichos raivosos? Aqueles idiotas tem condições de viver em sociedade?

O que fazer com um imbecil que espanca prazerosamente um outro indivíduo por conta do futebol? É alienado ou não? Gostaria muito de vê-los na cadeia.

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– Os Pênaltis de Mão na Bola no Brasileirão! Perdemos a vergonha com a “Regra 12B”?

O texto é de 1 ano, mas explica muito bem porquê foram equivocados os pênaltis no Morumbi em São Paulo 3×1 Figueirense. Abaixo:

Não tenho mais dúvidas! Com pesar, a Comissão de Árbitros da CBF criou a Regra 12B para o Futebol.

É. Da mesma forma em que o jogo driblado e gingado deixa de ser visto por sofrer um processo de “perebalização” de atletas, onde craques são trocados por brucutus, na arbitragem sofremos outro processo: o de “emburrecimento” da Regra.

A Regra 12, que dita as normas sobre infrações, diz que se deve sancionar uma punição quando um jogador tocar intencionalmente a bola com as mãos, exceto o goleiro em sua área penal. Aí as Diretrizes da Regra darão dicas para avaliar se houve a intenção ou não (se uma bola é chutada à queima roupa e não há tempo de evitar o contato; a distância da bola e do adversário, entre outras coisas).

O mais importante é: a infração por uso indevido das mãos é a ÚNICA em todas as infrações em que só se avalia intenção. Nas demais, deve-se avaliar também imprudência e força excessiva.

Infelizmente, aqui criamos uma Regra Paralela, a partir do momento em que a FIFA pediu maior atenção para observar lances em que jogadores usam de malandragem e deixam o braço bater propositalmente na bola. NADA MUDOU NA REGRA, apenas se cobrou mais cuidado para perceber intenção disfarçada, diferenciando-a de imprudência. Enquanto o mundo continua usando a Regra 12 original, usamos a 12B, onde o movimento anti-natural dos braços virou, erroneamente, discurso para que muitos marquem equivocadamente pênaltis por imprudência!

No sábado, no jogo Atlético Paranaense 0x0 Santos, mais uma dessas horrorosas marcações de pênaltis em que a bola bate no braço (e que o jogo deveria seguir), mas que o árbitro entende que é o braço que busca intencionalmente a bola.

Triste. Confesso que fico constrangido a ver tais lances e me canso de tanto criticar essa situação. Até os árbitros sabem que estão errados, mas se não seguirem a Regra 12B da CBF, imposta pela Comissão de Árbitros brasileira, ficam fora de escala.

Na Europa nada disso acontece (vide Campeonatos da Inglaterra, França, Itália, Espanha…). Na Argentina, também não. É algo exclusivamente local!!! E a insistência acontece pela vaidade dos instrutores e dirigentes do apito em não reconhecerem o erro de tradução da Regra ou a sua falta de compreensão.

Imaginou um árbitro marcando pênaltis como esses num Boca Juniors x River Plate? O jogo não acaba… Ou Chelsea x Manchester United? O árbitro será punido severamente!

Meu medo é: estamos aceitando isso passivamente. Nestas últimas semanas, ouço até mesmo comentaristas de arbitragem validando tais marcações com o argumento pífio de que “dentro do que pede a Comissão de Árbitros, o pênalti foi bem marcado”. ORA, BOLAS, A REGRA NÃO É ESSA!

É como a corrupção: antes, nos escandalizávamos com pequenas manchetes de crimes do colarinho branco. Agora, vulgarizou-se tanto, que até mesmo os grandes esquemas caíram na mesmice e no aceite. Portanto, nada em ter comodismo com esses pênaltis inexistentes que mais parecem lances de “queimada”: chutou na mão, bola na cal!

Gostaria muito de que tivéssemos um levante em prol do cumprimento CORRETO da Regra do jogo e da não acomodação das pessoas da imprensa (que sabem que isso está errado) e que podem repercutir muito mais na cobrança das marcações exatamente conforme a Regra do Jogo manda. Algumas já sucumbiram, aceitando que toda bola que bata na mão é falta.

Vamos resistir!

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– Roth, Carpeggiani e Mano: eles não estavam superados?

Como explicar o fato do Cruzeiro, à beira do rebaixamento, demitir o português Paulo Bento, e se salvar (por enquanto) com Mano Meneses, chamado de ultrapassado e que estava na China?

Ou do considerado ex-treinador Paulo César Carpeggiani ressuscitar o Coritiba no Campeonato Brasileiro?

Ou ainda de Celso Juarez Roth, que sempre é criticado, começar a ganhar partidas pelo Internacional na luta contra a série B?

Coisas que só acontecem no Futebol Brasileiro… Mas cá entre nós: o Palmeiras, que se modernizou estruturalmente (conta com laboratórios de psicologia de alta performance), o Atlético Mineiro que também colocou ciência em seu trabalho, e o Flamengo do estudioso e jovem Zé Ricardo, estão na ponta de cima (juntamente com o Santos de Dorival Júnior que vai bem).

São os que se profissionalizam versus os tradicionais boleiros e suas artimanhas que ganham destaque no Brasileirão 2016.

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– O desconhecimento da Regra da CBF

Leio no Uol Esporte que a Comissão de Árbitros da CBF, através de sua assessoria, afirma ter orientado seus árbitros para que o “tempo de cera” seja acrescentado no final da partida. Se realmente disse isso, esses senhores que formam a Comissão devem ser IMEDIATAMENTE DESTITUÍDOS de seus cargos. E o motivo é simples: a regra manda você acrescentar o tempo perdido com atendimento médico, substituições de atletas, paradas para hidratação e outras diversas. Entretanto, “fazer cera” é retardamento de reinício de jogo, onde a advertência deve ser verbal em um primeiro momento e com a aplicação do cartão amarelo na reincidência. Dessa forma, a “cera” deverá ser coibida e punida, NÃO ACRESCENTADA.

Já imaginaram uma partida onde todos os atletas fiquem enrolando dentro de campo e o árbitro seja conivente com isso? O árbitro dará 15 minutos de acréscimo? Claro que não.

Tudo isso surgiu devido a polêmica arbitragem de Rodrigo Raposo em Internacional 2×1 Santos, onde o árbitro foi infeliz em sua atuação e abusou do excesso de rigor com cartões amarelos e vermelho por retardamento (que não houve). A manifestação da CBF sobre “necessidade de acréscimos”, respeitosamente, parece equivocada.

Sobre o jogo, compartilho a análise em: http://wp.me/p55Mu0-15n .

Será que estamos precisando de um “São Tite” no comando da arbitragem?

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– A Pressão sobre os Árbitros da Rodada 24 do Brasileirão. Que tal trazer estrangeiros?

O paulista Vinícius Furlan (que foi mal em Ponte Preta x São Paulo) volta a ser escalado em Flamengo x Vitória. Dirão, se errar contra o Flamengo, que é para ajudar o Palmeiras (e o Palmeiras jogará em sequência contra o Flamengo). Se for contra o Vitória, dirão que é para ajudar o São Paulo. E aí? Traremos juízes da Roraima e do Amapá para evitar ilações?

Raphael Claus, o árbitro do clássico da Vila Belmiro, estará igualmente pressionado: se errar para o Santos, é compensação. Se errar para o Corinthians, é comprovação da Teoria da Conspiração de que havia “armação”.

Claro que os árbitros querem dar o melhor de si. Mas com erros crassos de outros, alguns juízes têm que ser infalíveis!

Sugestão: árbitros estrangeiros! Que tal?

Ops: como o presidente Marco Polo Del Nero não pode viajar para o Exterior senão o FBI o pega, a contratação deles será por Walter Feldman…

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– Os “Porquês” de Rodrigo Batista Raposo em Internacional 2×1 Santos.

Os números estatísticos podem enganar se analisados friamente, mas servem de indicativo. O servidor público brasiliense Rodrigo Batista Raposo, aspirante ao quadro da FIFA, havia apitado 4 jogos no Brasileirão: Sport 4×2 Grêmio, Botafogo 3×1 América, Flamengo 2×1 América e Fluminense 3×2 Figueirense. Com histórico de 4 vitórias do time da casa, em seu 5o jogo no torneio, não deu outra: Internacional 2×1 Santos.

O problema do árbitro foi disciplinar: confundiu autoridade com autoritarismo, deixando-se levar ainda pelo fator “pressão do time da casa”, que luta com todas as suas forças para fugir do rebaixamento.

Vide: no 1o tempo, o Santos levou 4 cartões amarelos e 1 cartão vermelho. Dos amarelos, 2 por retardar o jogo e 2 por reclamação. O 5o cartão, o Vermelho, por reincidência de retardamento da partida a Lucas Lima (eu não aplicaria esse 2o amarelo que gerou o vermelho pois não me pareceu cera, mas sim o início de uma jogada ensaiada com Vítor Buenofingir que vai cobrar e deixar para seu companheiro). Neste mesmo período, somente uma advertência por faltas duras, esta ao Internacional, a Anselmo, que DEVERIA ter recebido o 2o Amarelo e consequentemente o Vermelho por persistir em faltas duras, mas não recebeu.

Lucas Lima e seus companheiros não poderão jogar o clássico no domingo contra o Corinthians por estarem suspensos. Mas Raposo estará como 4o árbitro no Moisés Lucarelli na próxima rodada, para Ponte Preta x América.

Fica a dica: o Internacional, que costumeiramente reclama da arbitragem contra ele e coloca os lances em DVD, deveria juntar essa partida e a do jogo Ponte Preta x Internacional e enviar à CA-CBF. Ajudar a melhorar a arbitragem não é criticar somente os erros contra sua equipe, mas a favor também.

Em tempo: Raposo não apitou NENHUM JOGO da Série A em 2015, e somente 2 partidas em 2014 (com duas vitórias do time da casa também), mas está no quadro de Aspirantes à FIFA. Pode?

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– O erro aceitável do Gol de Mina e a demagógica promessa da CBF sobre a arbitragem

No jogo entre Palmeiras 2×1 São Paulo, houve um gol irregular, chamado pela arbitragem de lance “ajustado” (que se refere a situações dificílimas de decisão a olho nu). Claro, só se teria certeza de que Mina estava impedido após o olho eletrônico. É um erro aceitável, que poderia ser impugnado ou não (como não foi). Nada de condenar o bandeira.

Mas o registro deve ser feito: em Março, com tremenda demagogia, a CBF prometeu implantar o árbitro de vídeo. Na oportunidade, duvidamos enfaticamente. Depois, alegou que seria no 2o semestre. Mais tarde, alegou que o faria em OFF a partir de agosto. Estamos em setembro e… nada! Se existisse tal recurso, o gol poderia ser anulado.

Claro, não dá para confiar na CBF. Ou já nos esquecemos da promessa do presidente Marco Polo Del Nero, quando recém eleito ao cargo executivo da CBF, à Revista Isto É, dizendo que seu 1o ato do mandato seria o de profissionalizar a arbitragem. Isso aconteceu? Claro que não…

Ademais, lembremo-nos: não temos ainda no Brasil o livro de regras traduzido para a língua portuguesa. A CBF fornece apenas o arquivo em formato digital PDF em inglês com as regras atualizadas.

Lamentável.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Juventus x Paulista

Para a partida entre o Moleque Travesso contra o Galo na Javari (último jogo da 1a fase da Copa Paulista para o time de Jundiaí), apitará Leandro Carvalho da Silva (3 jogos apitados na A3 e 1 na A2 em 2016).

O curioso é que o juiz foi 4o árbitro em Paulista 3×1 Ituano e Paulista 0x0 Juventus (ambos pela Copa Paulista). Seu último jogo apitado foi sábado, Atibaia 4 x 1 São José pelo Sub 20.

Os bandeiras serão Hélio Antonio de Sá e Luiz Paulo Domenich. Danilo da Silva será o 4o árbitro.

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e grande jogo para as equipes.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 XV de Piracicaba

Eu fui crítico da escala de Magno Sousa pelo histórico ruim do mesmo em jogos do Paulista FC, mas sou justo ao afirmar: muito boa arbitragem, madura e experiente do árbitro. Soma-se à ótima atuação do bandeira 1 Fausto Viana e corajosa participação do bandeira 2 Lídio Neri. Me surpreendi positivamente pelo que vi.

Tecnicamente, marcou todas as faltas que aconteceram, deu corretamente duas vantagens (uma para cada equipe) e soube sentir o clima do jogo.

Disciplinarmente, foi bem, deixando apenas de dar ao camisa 8 Fraga (XV) o cartão amarelo por duas oportunidades, fazendo-o tardiamente. Também faltou amarelar o camisa 2 Gabriel (PFC) por persistir em faltas leves, em especial no agarrão contra Rafael Gomes (XV). Os demais foram bem aplicados.

Fisicamente, se posicionou bem e correu na medida do possível. Uma saliente barriga (talvez por culpa do uniforme) trouxe má impressão.

O lance polêmico do jogo: aos 62m, a bola é cruzada e bate na mão de Branquinho (PAU). O árbitro entendeu que ele, por ter pulado com os braços abertos, teve a intenção disfarçada de colocar a mão na bola em movimento antinatural. Magno marcou pênalti. Imediatamente, o assistente 2 Lídio Neri Júnior comunicou algo (não poderia ser impedimento do ataque, pois a condição era legal e o jogo não foi reiniciado com tiro livre indireto). Provavelmente, alegou que não foi movimento antinatural mas casualidade, avisou o árbitro que humildemente desmarcou o penal e reiniciou a partida conforme a regra. Acertou.

Foram 5 impedimentos marcados por Fausto Viana, todos corretamente, e 1 por Lídio Neri.

Por fim, corretíssimos os 5 minutos de acréscimos devido a atendimento médico.

A lamentar o público: 288 pagantes para Renda Bruta de R$ 1875,00+ e Renda Líquida de R$ 4949,35-.

Obs: Destaque para a Raça Tricolor na arquibancada. A torcida protestou pacificamente com uma faixa: Planejamento Já. Queremos Jogadores. A3 é obrigação“.

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– A dualidade de forças do Futebol Paulista: Portuguesa e São Bento.

Um sobre e desce nas deficitárias séries do Brasileirão: o São Bento conseguiu o acesso à série C, com brilhante campanha na série D e união de forças da cidade Sorocaba. Já a Portuguesa, vai cair da série C para a D, com resultados vexatórios e time à beira da falência.

Nada a comentar. Palmas para o Bentão e muita paciência para a Lusa.

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– Uma Indevida Escala para Paulista x XV de Piracicaba, Rodada 12 da Copa Paulista

Magno de Sousa Lima Neto será o árbitro do clássico do interior entre Galo x Nhô Quim.

Péssima escala!…

Há certas coisas que deveriam sempre ser evitadas, a fim de não levar a tumultos. Escalar Paulo César de Oliveira em jogos do Palmeiras era certeza de confusão, pois o histórico de entreveros sempre foi grande e o juizão (apesar de ser FIFA), não dava “química” com o alviverde.

Magno não tem a qualidade de PC Oliveira, mas assim como ele, não dá certo sua escala em jogos do Tricolor Jundiaiense. Das poucas vezes em que foi escalado (dois jogos fáceis), não foi bem. E um dos erros mais absurdos de um Campeonato Paulista em jogos recentes foi promovido por ele no Jayme Cintra: em 2011, Paulista x São Bernardo, no lance em que Rodrigo Sabiá pulou para tentar desviar uma bola de cabeça, ela passa próximo do zagueiro, bate na trave e sai. Magno marcou pênalti (equivocadamente, a bola nem bateu na mão), não consultou os adicionais e acabou sendo suspenso pela FPF (vide aqui: http://wp.me/p55Mu0-10).

Com tanto árbitro, por quê escalar ele em Jundiaí? Desde então, sumiu de jogos importantes, não apita a A1 faz tempo, só apitou 3 jogos da A3 em 2016 e será sua primeira escala da Copa Paulista neste ano.

O bom e experiente Fausto Augusto Viana Moretti será o bandeira 1 (já atuou em várias partidas importantes). O jovem Lídio Neri de Souza Júnior será o bandeira 2 (ele estava trabalhando em partidas sub 11 e 13). Daniel Carfora Sottile será o quarto árbitro (o mesmo que sofreu nas mãos do treinador Barbiéri dois domingos atrás contra o Red Bull).

Desejo boa sorte ao quarteto de arbitragem e uma grande partida de futebol.

Acompanhe a transmissão de Paulista x XV de Novembro de Piracicaba pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Quarta-feira (feriado de 7 de setembro), às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Os Homens da Seleção Feminina de Futebol do Irã!

Faz 1 ano que esse escândalo aconteceu, e nada foi feito… Homens que se vestem como mulheres nas competições femininas da FIFA, defendendo o Irã. Abaixo, rememorando:

O FUTEBOL E O PRECONCEITO IRANIANO

Que várzea!

O Irã é um regime teocrático, onde existe um presidente eleito pelo povo mas subordinado às leis de Alá.

Isso é cultural, não se deve discutir mas respeitar. O problema é que algumas interpretações do Alcorão impressionam, vide o tratamento dado às mulheres.

A FIFA autorizou o uso de véus em competições esportivas, já que era uma reinvindicação de países islâmicos. Em especial, ao futebol feminino, onde os estádios proíbem que homens assistam partidas entre mulheres (seja de qual esporte for).

Lá, o homossexualismo é crime (civil e religioso). Em tese, homem e mulheres tem as preferências sexuais bem definidas heteressexualmente falando.

Mas não é que a Seleção Feminina de Futebol do Irã foi denunciada por golpe? A rede de TV “Al Arabiya News” trouxe à tona que a equipe de mulheres possui, na verdade, 8 homens disfarçados em seu elenco!

Xiii… Sem comentários. E se o árbitro descobrisse isso durante o jogo?

Dê uma olhada na foto das moças abaixo (em especial, as que estão em pé):

Em: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-mundial-fc/post/selecao-feminina-do-ira-e-suspeita-de-ter-homens-no-elenco.html

SELEÇÃO FEMININA DO IRÃ É SUSPEITA DE TER HOMENS NO ELENCO

A seleção feminina do Irã enfrenta um momento turbulento. Oito jogadoras da equipe foram acusadas de, na realidade, serem homens. A informação foi divulgada pelo canal de TV  “Al Arabiya News” na última segunda-feira. Os nomes não foram revelados.

– (Oito jogadoras) têm jogado com a seleção feminina do Irã sem completar o processo de troca de sexo – disse Mojtabi Sharifi, um oficial próximo à Liga iraniana de futebol durante uma entrevista ao site Young Journalists Club.

Em 2014, o jornal britânico “The Telegraph” já havia feito uma reportagem em que denuciava que quatro atletas da seleção iraniana eram homens.

A direção do comando do futebol no Irã não se manifestou sobre a nova denúncia.

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– O atacante Talisca e suas preferências de amor dividido!

Quando surgiu no Bahia, o jogador Anderson Talisca me surpreendeu ao vê-lo marcando gols de “tudo que é jeito”. Chegou até a ir para a Seleção Brasileira, mas durante sua passagem no Benfica, o excesso de vigor da juventude o fez ter problemas extra-campo.

Com apenas 22 anos, está no Besiktas da Turquia. E disse que um dia, sem dúvida, voltarei a jogar no Benfica. Lá em Lisboa está o clube que o marcou. Mas disse também que um dia, vou vestir a camisa do Corinthians. O Timão é o clube do coração. Por fim, disse ainda que um dia, voltarei a jogar pelo Bahia que nunca saiu de mim. O Bahêa é seu clube de coração.

Só para entender: tão jovem, vai encerrar a carreira em 3 times?

Sinceramente, não vai durar muito no Besiktas, com tal pensamento de “bater e voltar” e com o histórico de confusões fora de campo…

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– Guardiola fará favor à Seleção Brasileira!

Para quem acompanha futebol “da base”, sabe que Gabriel Jesus era um goleador nato nas categorias infantil e juvenil, com média recorde de gols/jogo. No Profissional, aos poucos foi se destacando e pela pouca idade vai evoluir muito.

Acontece que o futuro do garoto está nas mãos de Pep Guardiola, no Manchester City. Sensacional! O menino (que tem boa índole e orientação familiar muito rigorosa) vai aprender bastante com o treinador campeão. A CBF deveria agradecer, pois ele ganhará experiência internacional e conhecimentos táticos que não teria aqui, ajudando a Seleção Brasileira.

Na minha adolescência, jogador bom era feito no Brasil, sendo que lá fora eram todos “cintura dura”. Hoje a coisa mudou. Jogador não tem mais o sonho em jogar num grande brasileiro, mas num gigante europeu.

Novos tempos e devemos aceitar.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para São Paulo x Paulista – Rodada 11, Copa Paulista

Para os times, não sei o tamanho da importância do jogo. Mas para o técnico em edificações e árbitro César Luiz de Oliveira, 34 anos, que apitará São Paulo x Paulista, o confronto é o mais importante confronto que atuará.

César tem 10 anos de FPF, apitou 4 jogos de série A3, algumas partidas de Sub 11, Sub 13, Sub 15 e Sub 17. Será apenas a sua 3a partida na Copa Paulista, e por ser no Morumbi, torna-se algo espetacular à ele, que quer oportunidades para chegar à série A2. Sua última partida foi Votuporanguense 1×1 São Carlos, pelo Sub 20, há 15 dias.

Os bandeiras são bem experientes e já trabalharam na A1: Maurício Helder Alexandrino e Renata Ruel. Rodrigo Santos será o 4o árbitro.

Desejo um bom jogo para as equipes e uma ótima atuação do quarteto da arbitragem.

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– Cadê as categorias de base de Corinthians e São Paulo?

O SPFC cogita contratar Rildo para o ataque. Não há ninguém do tão elogiado CT de Cotia para jogar na posição melhor que o mediano desejado jogador?

O SCCP traz “Gustagol” para fazer o ataque funcionar. A base tão vitoriosa nos últimos tempos não fornece ninguém para o profissional melhor do que ele?

Talvez, por necessidade, a única categoria de base que funciona hoje é a do Santos FC, mesmo com o veterano Ricardo Oliveira no ataque. Ou não?

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– Que pisada na bola, Arouca…

Jogador profissional deve ter cuidados com sua carreira profissional. Em um esporte que gera e gira milhões, vale ter atenção em alguns casos, como a questão do dopping.

Custa muito comunicar ao médico do clube qualquer que seja o medicamento (na lista de proibidos ou não) que desejar tomar?

Falamos isso de uma coisa simples, como o dopping inocente e não-lesivo por descuido de um simples remédio. Mas vale lembrar também: e as “bobeadas” de médicos como a do caso Yago (Corinthians) ou as drogas disfarçadas (aí sim por má fé)?

Não sei a profundidade do caso Arouca. Mas é uma pena que mais um atleta seja flagrado. O ideal é que nenhum caso aparecesse e utopicamente o exame anti-dopping fosse algo desnecessário.

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– Árbitros (e pessoas que querem Fair Play) devem aplaudir Levir Culpi

Na segunda-feira posterior ao jogo entre Fluminense x Palmeiras em Brasília, o treinador Levir Culpi não reclamou da arbitragem, mas fez questão de criticar a conduta antidesportiva dos atletas!

Disse ele:

(…) Eu pedi para meus jogadores não ficarem reclamando, abrindo os braços, cavando faltas… Mas foi exatamente isso o que eu vi. Foram de cinco a dez simulações vergonhosas. Somos educados para tirar vantagem e PRECISAMOS LUTAR CONTRA ISSO. Eu acho que [o jogador que cava faltas] está sendo DESONESTO E MENTIROSO. E eu me incluo nessa, fui criado assim.

Pois é: até quando o jogador brasileiro, em sua maioria, usará o unfair play ao invés de entender o futebol como um esporte a ser vencido honestamente?

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– Você confia na Arbitragem Paraguaia para Equador x Brasil?

Claro, devemos sempre pensar positivamente e crer que no futebol se ganha dentro do campo. Mas pelas últimas arbitragens vistas pelas Conmebol, há motivos para se preocupar.

Nesta próxima rodada para as Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018, NENHUM juiz brasileiro está escalado. E para Equador x Brasil em Quito, teremos o paraguaio Enrique Cáceres.

Não confio em arbitragem paraguaia. Lembram do Epifânio Gonzáles (que chegou a apitar Campeonato Paulista nos torneios promovidos pelo Farah)? Ou de Carlos Amarilla (do assalto em Corinthians x Boca)? Ou do circo de Antonio Arias em jogo da Sulamericana envolvendo o São Paulo?

O Brasil perdeu sua força política. Afinal, o presidente da CBF Marco Polo Del Nero vive em um banker carioca e não pode ir à sede da Conmebol em Assunção… Vide o chileno Patric Polic na Libertadores deste ano, o que ele fez contra brasileiro!

Não nos esqueçamos: o Brasil empatou com o Equador pela Copa América Centenária que reclamou de um gol mal anulado (em lance difícil) naquele jogo, realizado em junho. Tomara que não exista desforra e/ou compensação.

Seus últimos jogos: 

16/8 – O’Higgins 0x0 Wanderers (Sulamericana)

20/7 – Del Valle 1×1 Atlético Nacional (Libertadores)

21/6 – EUA 0x4 Argentina (Copa América)

05/6 – México 3×1 Uruguai (Copa América)

12/5 – Nacional 1 x 1 Boca Jrs (Libertadores).

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– Você construiria um novo estádio ou reformaria a Vila Belmiro?

Desde sempre ouvi que o Santos FC teria planos para construir um novo estádio em um terreno estratégico, em Diadema ou em São Bernardo do Campo.

Antes da Copa do Mundo, ainda na gestão do recém-falecido LAOR, surgiu a história de construir uma Arena em Cubatão. Não vingou.

Mais recentemente, veio a ideia de arrendar o Pacaembu, mandando jogos importantes na capital paulista. Agora, surge uma proposta mais concreta, em parceria com a Portuguesa Santista, Associação dos Portuários e um grupo de investidores, em construir uma Arena Multiuso de 27.000 lugares (aproveitando o espaço também como casa de shows). Paralelamente, se fala também em uma mega-reforma do Urbano Caldeira (o atual estádio na Vila Belmiro).

Qual seria a melhor solução?

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– Xingamentos citados, mas não comprovados! Houve racismo em Jundiaí?

Após, o término da partida entre Paulista 0x2 Red Bull, atletas do “Toro Loko” foram ao alambrado “baterem-boca” com torcedores do Galo. Posteriormente, veio a informação de que eles estavam inconformados por algum xingamento racista. Da cabine da Rádio Difusora, eu e meus colegas de transmissão vimos o número 4 na discussão. Na súmula, algo um pouco diferente: o lateral Bruno Santos e o zagueiro Marcos Vinícius disseram ao árbitro Edson Alves da Silva que ambos foram chamados de “macaco”. Ainda, no campo “ocorrências” do documento do jogo, divulgado há pouco, o juizão disse que não ouviu o xingamento. Abaixo, o relato oficial:

“Após o término da partida, os jogadores n. 2 o Sr. Bruno F. dos Santos e n. 4 o Sr. Marcos Vinícius G. Nascimento da equipe Red Bull dirigiram-se próximo ao alambrado para conversar com torcedores da equipe do Paulista Futebol Clube Ltda. Em seguida, estes, vieram em direção à equipe de arbitragem, alegando terem sido alvo de xingamentos racistas, com a palavra “macaco”, porém nós da equipe de arbitragem, não ouvimos tais xingamentos. “

Curiosidade: as praças esportivas fazem parte de um banco de dados da FPF, onde os estádios são inseridos automaticamente na súmula eletrônica. E não é que lá consta o Jayme Cintra como “Estádio MUNICIPAL”?

O link está em: http://www.futebolpaulista.com.br/sumulas2.php?cat=70&cam=100&jog=104&ano=2016

Se verdade o ato racista, penso que se deveria identificar o torcedor e puni-lo conforme as leis deste país. Afinal, só existe uma raça: a raça humana.

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