– Análise da Arbitragem de Paulista 0 x 2 RedBull

Quanta coisa aconteceu no Jayme Cintra…

O árbitro Edson Alves da Silva correu bastante e se posicionou muito bem. Gostei neste quesito. Mas há uma dificuldade: a falta de vibração em campo.

Tecnicamente, não errou em nada. Todas as faltas que ele marcou (ou que não marcou) foram corretas. E soube discernir os lances de falta atrasada (quando a vantagem não se concretiza (como, por exemplo, aos 10 minutos, em favor do RedBull Brasil). Também foi correto ao não marcar pênalti reclamado pelo Paulista por mão na bola.

A se destacar:

1) Aos 24m, correto no lance entre Ariel (PFC) e o goleiro Saulo (RBR), onde houve um choque um pouco mais forte. Foi imprudência do atacante (não foi casualidade, mas poderia ter evitado). Correta a marcação da falta.

2) Aos 61 minutos, Ariel (PFC) pede pênalti que não foi. Há muita reclamação, mas Marcos Vinícius (RBR) vai na bola.

No primeiro tempo, o placar de faltas foi PFC 8×10 RBR. O de cartões amarelos, 0x2. No segundo tempo PFC 6×8 RBR em faltas e 1×1 em cartões.

O único “porém” foi aos 85m – Branquinho (PFC) recuou deliberadamente a bola para o goleiro Iago e o árbitro não viu.

Disciplinarmente, o juizão foi ruim. Faltou aplicar o cartão amarelo a Lazzaroni (RBR) aos 22 minutos. Entretanto, deixou de aplicar o amarelo em 3 oportunidades para Fábio Gomes (PFC) aos 36, aos 40 e aos 50 minutos de jogo (todas claramente por ação temerária). Faltou vibração e advertência verbal mais incisiva em vários lances. Todo o seu ótimo rendimento técnico foi prejudicado pela má questão da postura.

Os bandeiras Rafael Tadeu Alves de Souza e Samuel Augusto Vieira Paião foram muito bem no trabalho de equipe e colaboração do árbitro. Mas, em especial, uma situação incomum aconteceu ao bandeira 2 Samuel Paião que errou. Vamos a ele:

No final do 1o tempo, o goleiro Saulo (RBR) chutou a bola que bateu no calcanhar de Ariel (PFC), que estava de costas e nada viu. Ela sobrou despretensiosamente para Renato Oliveira, sozinho, que não esperava a bola e nem estava na jogada, em posição de impedimento. Como sabido, desde 01 de julho de 2014 esse lance não é mais para ser sancionado. Relembro com um exemplo postado à época das mudanças e a situação de caráter excepcional que é tal lance (difícil para o bandeira):

O novo entendimento de “impedimento ou não” em lances desviados em adversários: se um atacante chutasse para o gol e a bola desviasse num adversário, mas sobrasse para seu companheiro que estivesse do outro lado do campo, ele estava impedido por tirar vantagem de uma posição. Agora, bola desviada que sobre para um atleta que não participava originalmente da jogada, mesmo ele estando mais próximo da linha de fundo do que dois adversários e a bola (a definição clássica de impedimento), é lance legal. Mas atenção: aqui, a bola foi desviada e caiu para alguém que não participava do lance, sendo diferente da situação na qual um jogador esteja sozinho e receba uma bola de rebote de goleiro, ou ainda quando lhe é lançada uma bola e ela bate no zagueiro (pois, afinal, a bola era para ele e ele a recebeu mesmo após bater no adversário). Para ambas situações continua sendo impedimento. Continua valendo a máxima: desvio não tira impedimento (com exceção ao lance modificado). Para quem tem o livro Trívia FIFA (o conjunto de perguntas e respostas oficial e complementar às Regras do Jogo), esse lance era a questão 238, que hoje foi alterado. Há dois anos, tivemos no Campeonato Paulista no jogo Americana x Santos (no Décio Vita) um lance similar.

Ainda, do mesmo lado de Samuel Paião, uma defesa do goleiro Iago (PFC) onde supostamente ele a fez dentro do gol. Para mim, a bola não entrou por inteiro no dificílimo lance. Mas, evidentemente, só com a tecnologia para afirmar erro ou acerto.

Daniel Sotille, o quarto árbitro, teve muito trabalho com Maurício Barbieri, treinador do RedBull, que reclamou todo o primeiro tempo, principalmente aos 31m, quando Pedro Naresi recebeu amarelo. No segundo tempo, se comportou melhor.

Público: 380 pagantes

Renda Bruta: R$ 2825,00+

Renda Líquida: R$ 4056,11-

IMPORTANTE: após o jogo, no alambrado da geral, Marcos Vinícius (RBR) foi discutir com a torcida organizada do Paulista. No mesmo instante, do outro lado do campo e também no alambrado, Fábio Gomes (PFC) fez o mesmo! Supostamente, Marcos Vinícius foi chamado de macaco e Fábio Gomes por xingamentos de torcida.

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– A invasão da Torcida Organizada do SPFC é emblemática

Não é porque foi com o São Paulo FC, mas sim porque está se tornando algo comum: torcedores invadindo Centro de Treinamento e agredindo fisicamente jogadores.

Eu sou amante do futebol e esportista por natureza. Mas o futebol não pode ser algo alienante! Um simples jogo de futebol, onde alguém vai ganhar e outro perder, tornar tão estúpido o comportamento das pessoas é lamentável.

Seu time não está ganhando? O que você vai fazer? Vaie na arquibancada e proteste pacificamente. Quebrar, bater, deixar o seu lar por tal motivo é ignorância.

Violência não leva a nada. E repito: não me refiro ao fato exclusivo ocorrido no CT da Barra Funda, mas a onda de invasões a quaisquer clubes.

Só não entendo o seguinte: se a PM estava por lá, como é que fizeram arrastões e saquearam bens do time e dos atletas?

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– Balbuena deveria receber Amarelo ou Vermelho?

Vamos lá: desde meados deste ano, a Regra mudou. Em situações de área, quando um atleta evitar uma situação clara e iminente de gol DISPUTANDO A BOLA, deverá receber cartão amarelo e ser marcado o pênalti. Se o mesmo lance for fora da grande área, deverá ser aplicado o cartão vermelho e ser marcado o tiro livre direto.

O que é mais vantajoso: Pênalti e jogar com 11 ou Falta e jogar com 10?

IMPORTANTE: se a situação acima for SEM DISPUTA DE BOLA (ou seja, o jogador comete a infração sem tentar a bola mas diretamente no corpo), é lance para Cartão Vermelho por agressão ou jogo brusco grave, dependendo do caso, independente se é dentro ou fora da área.

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– Quem será favorito na Liga dos Campeões da Europa?

Cada jogaço que teremos logo na primeira fase da Champions League, não? Logo de cara teremos o prazer de assistir Manchester City (com Guardiola) x Barcelona (com Luís Henrique) na Inglaterra e na Espanha. Uau!

Citei os treinadores, mas é evidente que as atrações maiores estão em campo: os jogadores!

Sem titubear, temos 4 níveis de clubes: os que não vão passar da 1a fase (como o PSV, o Leicester, o Porto, e o Sporting), os que darão trabalho (como o Sevilla de Sampaoli, o Arsenal, o Napole e o Lyon), os mais fortões (como o PSG, o Borússia, o Atlético Madrid e o Juventus) e os que eu considero favoritos: o Manchester City, o Bayern, o Barcelona e o Real Madrid. Os demais figurarão apenas.

Vai ser muito legal, embora saibamos que teremos Dínamo, Copenhagen e outras equipes que servirão de “sparring” aos grandões.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull

Edson Alves da Silva (o Edy, de Lins) apitará o importante confronto entre Galo x “Toro Loko” pela Copa Paulista (10a Rodada).

O árbitro tem 35 anos, é formado árbitro na turma de 2004, funcionário público, e todo ano tem subido uma divisão da FPF. Aliás, essa característica tem sido marcante nas últimas rodadas: árbitros em ascensão querendo oportunidades e sendo testados. No último final de semana, apitou América 1×2 Desportivo Brasil pelo Sub 17. Na retrasada, Catanduvense 0x1 Mirassol pela Copa Paulista. Na anterior a esta, Garulhos 1×2 Manthiqueira pela 4a divisão.

Ele é bem seguro em campo, transmite serenidade e, fora das quatro linhas, é extremamente educado e tranquilo. Creio que levará a contento a partida.

Rafael Tadeu Alves de Souza e Samuel Augusto Vieira Paião serão os bandeiras, ambos professores de educação física, serão os bandeiras. Daniel Carfora Sottile (tão bom árbitro quanto Edson Alves da Silva) será o quarto árbitro.

Desejo uma boa atuação dos “homens de preto” e bom jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull Brasil pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O STJD tentará suspender Heber de novo? E Lucas Lima?

Heber Roberto Lopes deixou de expulsar Fágner em uma entrada dura no Corinthians x Flamengo. Ficou só no Amarelo, e no STJD, pegou 20 dias de gancho (que não cumpriu).

Nesta 4a feira, em outro confronto entre Paulistas x Cariocas, agora Santos x Vasco, de novo uma entrada violenta (Lucas Lima em Jorge Henrique) e Heber ficou só no Amarelo.

Duas perguntas pertinentes:

Não pode expulsar jogador da casa por jogo brusco grave? Ao menos, certo ou errado, ele usou o mesmo critério.

O STJD dará novamente mais 20 dias de suspensão ao árbitro (afinal, por coerência, deveria, pois os lances foram muitíssimo parecidos).

Observação: Sou contra que o Tribunal “reapite” decisões dos árbitros, mas, como o Flamengo reclamou e o STJD tentou suspender Fágner (e depois ele conseguiu efeito suspensivo), fará o mesmo por Lucas Lima caso o Vasco reclame?

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– Triste situação do Galo…

Sou otimista por natureza, mas é preciso ser realista. A situação do Paulista FC  na Copa Paulista da FPF é ruim, pois a classificação para a segunda fase pode não ocorrer.

Pior: o que era para ser uma preparação para a série A3, pode ir por água abaixo por outros problemas, como o dos salários atrasados!

Em matéria de Cíntia Flores no Caderno de Esportes do Jornal de Jundiaí nesta 4a feira, Rafael Fefo declarou que os salários não estão em dia, que os jogadores aceitaram ganhar menos para que o dinheiro fosse sempre pago na data correta e que treinaram dois meses de graça para colaborar (quando estavam em observação). Segundo a reportagem, o treino da tarde de ontem não tinha ocorrido como forma de protesto.

Nesta fase decisiva do torneio, tudo o que não poderia acontecer era isso. Mas aí fica a dúvida: o dinheiro prometido por investidores não apareceu na hora H, ou é algo pontual?

A verdade é que uma cidade do tamanho de Jundiaí (e todo o Aglomerado Urbano) não pode ter um time de futebol em situação tão dramática. E, claro, é justo dizer também que o futebol deixou se ser um atrativo da importância que já fora outrora…

Força, Galo.

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– Salário dos Árbitros para 2016 e a Exagerada Estrutura Administrativa da CBF.

A arbitragem brasileira vai mal no quesito administração?

Pudera. Vejam só que estrutura exagerada e ineficiente: temos 6 estruturas criadas pela CBF para levar a contento os árbitros:

  1. Comissão de Arbitragem
  2. Escola Nacional de Arbitragem
  3. Departamento de Arbitragem
  4. Corregedoria de Arbitragem
  5. Ouvidoria de Arbitragem
  6. Comissão de Análise da Arbitragem

Não seria mais fácil reestruturar em algo mais racional com gente mais competente? Por que tanta departamentalização, cheia de cargos políticos? E o essencial: profissionalizar a Arbitragem!

Enfim: esses órgãos são todos independentes entre si?

A CBF, aliás, permite uma independência de seus departamentos sem a ingerência de Marco Polo Del Nero, seja qual área for?

A propósito, respondendo alguns questionamentos sobre taxas de arbitragem, os valores pagos foram majorados.

Para apitar a Série A do Brasileirão 2016, independente se é Fla-Flu ou jogo de time pequeno, um árbitro do atual quadro da FIFA receberá R$ 3.850,00 (o bandeira R$ 2.300,00). Se for aspirante à FIFA: R$ 2.950,00.

Se for árbitro CBF 1 (os melhores do quadro nacional mas que não foram à FIFA), receberão por apitar a série A cerca de R$ 2.600,00.

Lembrando: se o jogo for fora do seu estado, adicione R$ 500,00.

Pode parecer muito, mas e se o árbitro apitar 1 partida por mês? Se ele se machucar, vai para o INSS ou que use seu plano de saúde. FGTS e Férias, esqueça! Ainda: é ele, recebendo o que ganha, que decidirá se um centroavante que recebe R$ 450.000,00/mês sofreu ou não pênalti de um zagueiro que ganhe R$ 200.000,00.

Pela responsabilidade, atribuições do cargo e dificuldades da carreira, ganha pouco ou ganha muito?

Algo a mais: os observadores, delegados, tutores (aquele pessoal que fica engravatado, sentadinho, assistindo o jogo e que as vezes são membros das Comissões de Arbitragem), receberão… R$ 500,00! Se o jogo for em SP e ele vier do RJ, pula para R$ 1.000,00!

É mole?

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– E sobre Tite e a 1a Convocação…

Estou escrevendo bem baixinho, só para a gente, a fim que ninguém nos ouça:

E os nomes que o Tite chamou, não? Já imaginaram se fosse o Dunga que chamasse Taison e Giuliano?

Sinceramente… vamos aguardar, embora eu não tenha achado nada interessante as surpresas reservadas.

Para o bem da Seleção, tomara que Tite saiba o que está fazendo. Um voto de confiança pelos ótimos trabalhos feito por ele.

Mas Taison e Giuliano??? O Tyson bom (de briga) era o Mike!

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– Um Même Emblemático de Arrogância x Humildade: Neymar e Serginho!

Indiscutível. Ser humilde é muito melhor do que ser arrogante. Campões carismáticos e respeitados pelos adversários são grandes na hora de festejar.

Neymar tripudiou, mandou muitos “o engolir” e falou diversos palavrões em uma filmagem no estádio, após a medalha de ouro no futebol (sábado).

Serginho do vôlei, após a medalha de ouro no domingo… A imagem e a frase dizem tudo:

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– O problema é o Cristóvão? Sábio Diniz…

O Corinthians vive um clima ruim nos bastidores: dirigentes se envolvendo em confusão, jogadores pedindo para sair, e tudo isso estando na parte de cima da tabela do Brasileirão.

O que acontece?

Não me venham dizer que o problema é o Cristóvão Borges, pois ele não é mágico para fazer Romero e André jogarem bola. A propósito, não foi Cristóvão (que é boa praça e razoável treinador) quem pediu para ser treinador do Corinthians. Alguém o escolheu!

É por isso que reafirmo: substituir alguém de nome, como Tite, é muito difícil. Talvez seja por isso que Fernando Diniz, um treinador-sensação para muitos, estuda calmamente quando se tornará treinador de time grande…

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– O Ouro foi justo. Mas sejamos realistas.

Como brasileiro, eu queria a Medalha de Ouro muito mais ao Futebol Feminino do que ao Masculino. Afinal, as meninas precisam de mais apoio e atenção.

Os “garotos” receberam a inédita medalha dourada. Ótimo. Mas não nos iludamos, já que o Brasil veio com sua força máxima no Sub 23 e 3 jogadores profissionais além da idade. As demais equipes, não. A ótima Alemanha veio com uma mescla do Sub 21. Vencê-los era obrigação, e nada da bobagem em falar de revanche dos 7×1.

Neymar jogou bem, também era óbvio. O saldo positivo foi o futebol ofensivo. Só que não nos esqueçamos que o jogo foi decidido em pênaltis, e que o individualismo excessivo dos jogadores irritou.

Agora, o “vocês vão ter que me engolir” foi outra bobagem no discurso de campeão do Neymar. Prefiro o do Rafinha, que demonstrou viver o espírito olímpico ao estar visivelmente emocionado.

Recordo a observação do amigo Thiago Batista de Olim do “Esporte Jundiaí”: as medalhas combinaram com os times e seus agasalhos:

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– Os nomes que Seneme terá que suportar na Conmebol!

Está no site da Conmebol: a entidade resolveu desmembrar a Comissão de Arbitragem em duas: a Comissão de Árbitros e a Comissão de Desenvolvimento de Árbitros. Ambas serrão presididas por Wilson Luís Seneme.

O problema é: os nomes dos membros submetidos ao comando do brasileiro. Veja só quem são eles:

Comissão de Árbitros:

Rodolfo Otero (Argentina)

Óscar  Ruíz (Colômbia)

Jorge Larrionda (Uruguai)

Comissão de Desenvolvimento:

Hugo Muñoz Báez (Chile)

Ubaldo Aquino (Paraguai)

Alberto Tejada (Peru)

Seneme tem crédito na praça. Mas Larrionda, Ruiz e Aquino? Só faltou complementá-la com Patricio Polic e Carlos Amarilla…

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– Qual foi o grande ídolo brasileiro na Rio 2016?

Na derradeira semana olímpica, ainda temos o futebol masculino decidido a Medalha de Ouro na Olimpíada brasileira. Neymar começou como provável herói, patinou contra África do Sul e Iraque, ressurgiu contra Dinamarca, Colômbia e Honduras. Será ele o ídolo marcante?

Virou um même a camisa do torcedor-mirim que riscou o nome Neymar e escreveu Marta. Depois um gaiato teve a idéia e riscou Marta (devido à ilusão de que chegaríamos mesmo com a precária estrutura no Futebol Feminino).

Como o brasileiro é espirituoso, outras piadas surgiram, como a indicação de que se torce para “o cara da vara”.

Falando sério: quem foi (ou será) o ídolo olímpico representando o Brasil na Rio 2016?

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– O Emocional dos Treinadores Desconhecidos da Mídia e a falta de Empatia para com os Árbitros.

Tarcísio Pugliesi, Paulo Roberto e Marcelo Chamusca: tratamos destes técnicos de futebol em nossa participação no programa Futebol Esporte Show desta sexta-feira (apresentado por Marcel Capretz, no SBT, pelas suas retransmissoras Vtv e Tv Sorocaba).

Podem ser desconhecidos pelo grande público, mas cada um deles tem uma peculiaridade dentro de suas competências e são figurinhas carimbadas no Interior Paulista. E aqui vai uma provocação: estariam preparados para um desafio em grandes clubes de massa?

Vamos lá:

1) Tarcísio Pugliese é atual treinador do Ituano. Já passou por inúmeros clubes pequenos, teve uma passagem razoável pelo Guarani (que estava em fase turbulenta) e ao encontrar a boa estrutura proporcionada pelo Galo de Itu através de Juninho Paulista, tem feito um ótimo trabalho. Sabe montar equipes ofensivas dando equilíbrio à defesa. Gosto muito do seu trabalho, embora, na única vez em que apitei um jogo dele anos atrás, continuo com a mesma impressão: tende a querer ganhar no grito! E precisa corrigir urgentemente esse defeito, pois quando desanda a ficar nervoso, perde a razão e acaba expulso. Se tiver equilíbrio emocional, vai longe!

2) Paulo Roberto é um veterano no ofício. Trabalhando por algumas vezes no São Bento, encontrou um grupo de empresários que deu suporte financeiro para que o Bentão não tenha problemas econômicos a fim de deixar o treinador atuar focado somente com os problemas dentro de campo. E é lá que Paulo dá o seu melhor e o seu pior! Expulsei-o no Rio Claro quando ainda o chamavam de “Luxemburgo do Interior”, pois seus métodos são os mesmos: arma muito bem suas equipes, que sempre mostram intensidade, mas conturba o jogo com “pilhagem excessiva”. Irriquieto na área técnica, pula, grita, gesticula e… cria fatos! Adora chamar a atenção e acaba sendo convidado a sair de campo. Digo e repito: se tivesse um comportamento mais elegante à beira do gramado, sem chiliques, Paulo já teria tido uma oportunidade real para mostrar sua inteligência tática como treinador. Seu temperamento dirá até onde chegará.

3) Marcelo Chamusca é a grata surpresa. Trazido pelo Guarani e confundido num primeiro instante com Péricles Chamusca, esse mais conhecido, era um ilustre desconhecido para a maioria. E em meio à formação do elenco do Bugre Campineiro (fez a pré-temporada com 12 jogadores e vários atletas chegando com o Brasileirão da Série C em andamento), conseguiu montar uma equipe sólida, raçuda, coesa taticamente. Se ela não ganha jogando bonito, alcança os resultados de maneira pragmática. Um adepto de Carlos Alberto Parreira? Talvez. Mas o certo é que marcou seu nome nessa 1a fase do torneio, colocando o time de Campinas como o melhor clube da Terceirona. Mas e quando o time precisar de um cara “pilhado à beira do gramado” (que não é muito o seu estilo), o terá?

Talvez tenhamos bons nomes para o futebol brasileiro, taticamente falando. Mas e o emocional?

Aqui eu reafirmo uma antiga opinião: as Comissões Técnicas devem ter obrigatoriamente um psicólogo, não só para os atletas, mas também aos treinadores. Ou eles estão “acima do bem e do mal”?

Em especial, Tarcísio e Paulo Roberto, que há tempos estão na estrada e ainda não tem tanta idade, precisam conciliar a inteligência que têm ao equilíbrio psicológico. É o último passo da carreira deles para uma série A de Brasileirão. E, evidentemente, diminuir a antipatia que transmitem aos árbitros, pois isso atrapalha tanto a carreira deles quanto aos próprios times que dirigem. Por experiência própria: em muitos momentos, chega a ser irritante ver tal comportamento deles.

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Ituano x Paulista, Rodada 09 da Copa Paulista

Para o importante jogo envolvendo Ituano x Paulista pela Copa Paulista, apitará Anderson Faustino Cordeiro, 34 anos, paulistano, comerciante.

É a típica arbitragem que o Galo encontrará em 2017 na série A3. O árbitro vem crescendo paulatinamente na carreira, se firmando bem na série A3 e tendo suas primeiras oportunidades na A2. Tem sido escalado semanalmente nos diversos campeonatos da FPF (fase decisiva da Quarta Divisão e Copa Paulista). Tenho boas expectativas sobre ele, que está com bastante ritmo de jogo.

Leandro Feitosa e Leonardo Tadeu Pedro (ambos com 30 anos e experientes) serão os bandeiras. Luiz Carlos Ramos Júnior será o quarto árbitro.

Desejo bom jogo às equipes e uma ótima arbitragem.

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– Seleção Brasileira: por que não me ufano?

Já escrevi que considero a atual Seleção Olímpica melhor do que a formada por Dunga na Copa América Centenária.

Após os 6×0 contra Honduras, um exagerado ufanismo tomou conta de muitos. Não nos esqueçamos que falhamos contra a sofrível África do Sul e o sofrido Iraque. Os pobres hondurenhos só sabiam bater, e, em certo momento, mostraram-se ingênuos (o 1o gol que o diga).

Claro que por estar em casa, com suas estrelas, o Brasil é favorito para a Medalha de Ouro (e isso é obrigação, já que se joga com o ataque que, somado, vale meio bilhão de reais).

O pior é ouvir sobre revanche! Escrevo com Alemanha x Nigéria ainda jogando, sem saber qual será o adversário.

Se for a Alemanha, bobagem. Revanche contra os germânicos só ocorrerá quando jogarmos na Allianz Arena em Munique numa semifinal de Copa do Mundo, goleando-os. Diga-se o mesmo do Uruguai, sendo final de Mundial no Estádio Centenário.

Já contra a Nigéria, uma “quase-revanche”. Os nigerianos nos eliminaram em Atlanta-94, com Kanu e Okocha (cracaços), sendo que o Brasil tinha Bebeto, Rivaldo e Ronaldo, sendo treinados por Zagallo. Lembremo-nos: o segundo tempo estava 3×1 para o Brasil, e perdemos na prorrogação por 4×3 numa semifinal!

Não importa o adversário: pelo elenco, pelos ditos “investimentos da CBF” e pelos transtornos trazidos aos clubes, tem que levar o Ouro Olímpico.

Só espero que não seja no apito…

Na foto, o timaço de 88 que ficou com a Prata contra os soviéticos:

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– 4 imagens da Rio 2016: qual a mais significativa?

Jogos Olímpicos acontecendo e… as minhas “top 4 imagens”:

  1. Djokovic sendo eliminado e chorando?
  2. Rafaela Silva extasiada pela Medalha de Ouro?

(O tenista e a judoca derramaram lágrimas, mesmo com condições diferentes de vida e resultados opostos, mas com o idêntico espírito olímpico).

  1. A selfie das meninas sul e norte coreanas. Por que seus governantes se odeiam, se são um povo só?
  2. Ou a imagem do vôlei de praia entre brasileiras e egípcias?

Tolerância e emoção, esporte unindo culturas e sentimentos. Isso sim é válido. Enquanto isso, o futebol sempre sendo um esporte “à parte”, se esquecendo dessas lições…

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– As Mortes de Personalidades Controversas hoje.

Três pessoas conhecidas morreram hoje: Elke Maravilha (71 anos), Luís Álvaro Oliveira Rodrigues (73 anos) e João Havelange (100 anos).

Elke, uma artista russa naturalizada brasileira de frases desbocadas e caráter forte. É dela a frase: “o poder não corrompe ninguém, só revela as pessoas“.

Laor, ex-presidente do Santos FC, foi quem fez de tudo para segurar Neymar no Brasil. Foi ele quem disse que “o torcedor paga para assistir, dentro de campo, um show, não um jogo“.

Havelange, ex-presidente por décadas da FIFA e que transformou a entidade num império, falece após manchar sua história com corrupção e negociatas. Ex-atleta olímpico, deveria, se honesto fosse, ser homenageado com a honraria de acender a pira olímpica. Entretanto, o que se viu dele nos últimos anos, foi um velho que jogou suas virtudes no submundo da ganância.

A propósito, levará ele para o túmulo os milhões roubados?

Faz bem o COI em não homenagear João Havelange com bandeira a meio pau.

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– Árbitros de Nome e sem Nome: Brasil 2×0 Colômbia e São Paulo 0x1 Botafogo

Cuneyt Cakir, o árbitro turco renomado (que dentre outros jogos apitou a final do Mundial entre Corinthians 1×0 Chelsea e outras partidas importantíssimas na Europa) sofreu com a catimba de brasileiros e colombianos na partida válida pela Olimpíada Rio 2016. Ou ele mostrava sua autoridade, ou tentava “administrar” o jogo. Me surpreendi ver um 1o tempo tão conversado e não apitado com jogadores de ambas equipes colaborando para um jogo feio de se assistir e chato para se apitar. Creio que tivemos o menor tempo de bola rolando (em um tempo de jogo) de todos os Jogos Olímpicos desta edição. Tão experiente que é (em especial por apitar jogo brigado como Galatasaray x Fenerbahce), tenha sido tão mole nessa ocasião.

Caio Max Augusto Vieira, árbitro que estreou no Brasileirão da Série A no Morumbi, foi a agradável surpresa na vitória do Fogão sobre o Tricolor. Apitou certinho, fez o be-a-bá muito bem e foi testado demais pelos jogadores. Aliás, o comportamento de jogadores são-paulinos e botafoguenses enchendo o saco do juizão a todo instante é reprovável. Não tem nome mas foi perfeito. Só não sei se no gol de Sassá ele advertiu o atleta com cartão amarelo (como pede a regra, por ter tirado a camisa). Como escrevo no dia dos pais, confesso que não me preocupei em ver a súmula já que as imagens de TV não mostraram.

Na semana em que os FIFAs não apitaram, foi a grata surpresa na rodada.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x3 Bragantino. Como foi o árbitro?

Não é “pegar no pé”, mas sim fazer considerações importantes” para a melhora da qualidade da arbitragem.

Na partida em que o Paulista perdeu de 3×0 para o Bragantino, não houve influência do árbitro Douglas Marques das Flores no resultado final, embora sua arbitragem não tenha sido a contento.

Vamos lá:

1- O estado do gramado Jayme Cintra está com alguns problemas. Portanto, correr no seu aquecimento dentro do piso de jogo se faz necessário para reconhecer os pontos falhos. Não vi isso do quarteto de árbitros.

2- A partida começou às 09h57. Ser pontual é estar no horário às 10h00. Não se deve nunca atrasar o jogo, mas adiantar também não.

3- Os pontos fortes do árbitro foram a clara sinalização das suas marcações, bem como a boa postura. Apita de maneira elegante, está em boa forma física.

4- Os pontos negativos:

A- Nas duas primeiras faltas próximas ao gol, o árbitro assinalou a marca da cobrança, fez a barreira e ficou “ligadão” na área, esquecendo de buscar um posicionamento com a bola parada que pudesse observar o cobrador, a barreira e os demais atletas. E se um jogador coloca a mão propositalmente na bola? O juizão não teria visto. Nas demais faltas, corrigiu seu posicionamento.

B- Em alguns momentos, era “encostar” e ele marcava as faltas. Depois resolveu soltar o jogo e quase se perdeu, pois os atletas começaram a entender que contatos mais fortes eram para se paralisar a partida. Posteriormente voltou ao estilo anterior.

C- Jonatan (8) e Kelliton (2), ambos do Bragantino, praticaram 6 faltas cada. Não houve advertência verbal pela persistência. Na 5a falta de Kelliton em Ariel (9 do Paulista), ele devolveu com um pontapé e levou cartão amarelo. Só depois Kelliton foi advertido. Ser mais vibrante em campo é importante para que os atletas tenham temor da autoridade do árbitro e se respeitem.

5- O bandeira Leandro Alves de Souza foi muito bem na partida, sempre atento e marcando uma falta desprezada pelo árbitro e, no final do jogo, flagrando a saída de bola com uso das mãos fora da área do goleiro Rafael Pascoal. Já o bandeira Vladimir Nunes da Silva não foi exigido.

Enfim: há de se dar mais rodagem ao árbitro, pois embora já seja do quadro da CBF, precisa corrigir.

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– O texto das Regras de Futebol está pendente no Brasil?

Muita gente está me questionando se realmente não existe Livro de Regras 2016/ 2017 em Língua Portuguesa.

A resposta é: NÃO, pois a CBF iniciou o Brasileirão sem tê-lo traduzido. Dessa forma, os árbitros têm que, à parte dos informes e circulares nacionais, lerem o original em inglês.

Para quem deseja, a versão oficial da FIFA está disponibilizada neste PDF, no link (clique sobre ele): Livro de Regras 2016 2017 Original

Mas se você quiser especificamente a página 87 sobre a polêmica da mudança de quando ou não se deve expulsar um atleta que impedir uma situação clara e iminente de gol, abaixo:

Texto regra oficial

– Aniversário e Hino do Botafogo, da Ponte Preta, mas…

São times centenários, de uma maravilhosa história.

Ontem foi aniversário da Macaca Campineira, a Veterana. Hoje, da Estela Solitária.

Seus hinos são belíssimos. Como não se empolgar ao ouvi-los? Mas, cá entre nós: o do Ameriquinha-RJ é ainda o que considero mais legal!

Qual o hino que você mais aprecia?

Aqui os dos 3 citados:

– Veremos enfim a quarta-substituição?

Nessa próxima fase do futebol nos Jogos Olímpicos, teremos uma novidade: durante a prorrogação (se ela ocorrer), será possível fazer a 4a substituição, aprovada no último congresso da Internacional Board.

Eu gosto da ideia, mas vou além: por que não permitir que jogador substituído possa voltar a campo mais tarde?

Vale a sugestão.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Bragantino, Copa Paulista, Rodada 8

Para o clássico do interior envolvendo Galo x Massa Bruta, apitará o ranchariense Douglas Marques das Flores, 30 anos, funcionário público.

Seu histórico em jogos do Paulista é ruim: ele apitou a derrota do time contra o Santo André por 2×0 na 4a rodada do Paulistão da A2 em 2015, com ruim atuação na oportunidade.

Naquela feita, comentamos que ele estava tendo uma má gestão de carreira por parte da FPF, lançado muito inexperiente na série A1 (com fraca arbitragem) sem ter apitado na A2, ganhando rodagem em Jundiaí naquele jogo (reveja a análise daquela partida no endereço: http://wp.me/p55Mu0-mE).

Disciplinarmente, ele sabe discernir bem a advertência verbal da advertência com amarelo, mas tecnicamente ainda se atrapalha com trancos legais que viram faltas, marcando todo contato físico. Entretanto, nos jogos do Campeonato Brasileiro Sub 20 e da série C (que tem apitado ultimamente), ele deixa o jogo fluir mais (por conta da recomendação da CBF). Espero ver, in loco, um árbitro com postura melhor e mais experiente para conter a “malandragem” dos atletas.

Leandro Alves de Souza, com boa experiência, será o assistente 1. Vladimir Nunes da Silva, com menor número de jogos trabalhados, o assistente 2. Rodrigo Santos será o quarto árbitro.

Torço para uma boa arbitragem e um bom jogo!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Bragantino pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica Antonio Carlos Caparroz e André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– STJD é piada! Heber suspenso por 20 dias, mas os demais…

Ok, Heber Roberto Lopes foi suspenso por 20 dias pelo STJD por não ter apitado uma falta a favor do Flamengo contra o Corinthians, deixando de expulsar o atleta Fagner.

E o Dewson Freitas será julgado por não expulsar o Cássio e marcar pênalti contra o Cruzeiro? Pior: Leonardo Cavaleiro que fez horrores em Campinas no jogo Ponte Preta 2×2 Internacional será sancionado pelo órgão?

Fica a pergunta…

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– Ciclos e Gringos no Futebol Brasileiro

Uma reflexão dominical após assistir um pedaço de Santa Cruz x São Paulo e Brasil x Iraque, motivada pela seguinte narração:

De Cueva para Mena, ele cruza para Chaves e gooooooool do Tricolor.

Mas só estrangeiros na jogada?

Cadê os atacantes brasileiros, as revelações da base?

O São Paulo não era celeiro de jovens craques onde brotavam talentos?

Esse cenário se estende ao futebol dos clubes em geral. Perdemos a capacidade de formar e amadurecer os atletas, e isso já se reflete na Seleção.

Quais atletas de hoje jogariam nas Seleções dos anos 80?

A verdade é: o futebol é cíclico. A Inglaterra reinou nos primórdios, mas Copa do Mundo ela só tem a de 66. A mística da Celeste Olímpica dominou o começo do século XX, trocando de posto pela ascensão do Escrete Canarinho, que revezou o reinado com Argentina, Itália e Alemanha. A verdade é: o ciclo acabou. Somos uma Seleção Comum, com uma administração ruim de um presidente sitiado em seu bunker de luxo. Viraremos uma Hungria dos trópicos?

Todos os clubes estão contratando estrangeiros pela carência de bons brasileiros. Será que o aumento do limite de estrangeiros para 5 atletas influenciou tanto?

Isso talvez iniba a formação de jovens, e o reflexo de tudo isso será no futuro das seleções (vide os campeonatos italiano e inglês com poucos atletas natos).

Se for para trazer atletas melhores para elevar o nível técnico, tudo bem. Mas com a economia brasileira em queda, regulamente estamos trazendo jogadores idênticos aos que já temos com algumas exceções. Vide que são em sua maioria argentinos, uruguaios, paraguaios, colombianos e um ou outro equatoriano.

Muda muito, será?

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– O pênalti de Cássio em Ábila: para Amarelo ou Vermelho?

Erro do árbitro parense da FIFA Dewson Freitas no empate de Corinthians 1×1 Cruzeiro. Ábila está no ataque e Cássio vai defender a bola atingindo as pernas do adversário. Pênalti para a raposa, não marcado.

Avalie:

  • Seria para cartão amarelo segundo as novas regras, já que Cássio evitou uma situação clara e iminente de gol dentro da área disputando a bola e praticando jogo temerário,
  • Seria para cartão amarelo pois não foi uma situação tão clara de gol, mas sim uma falta intencional passível de advertência,
  • Seria para cartão vermelho, pois independente de situação iminente ou não de gol, de acordo com as novas regras (e as antigas também), Cássio abandona a disputa de bola e atinge com força excessiva o joelho de Cássio?

Interprete o lance diferente do que o árbitro fez. A propósito, uma boa discussão: o Brasil ainda merece ter o número máximo de árbitros internacionais (10) no quadro da FIFA? Creio que não temos mais material humano para isso.

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– Ratificando ou Retificando o Vermelho de Vanderlei

Já era um assunto de outras discussões e voltou à tona: o lance de expulsão de Vanderlei, goleiro do Santos, contra o América-MG, foi correto DE ACORDO COM AS REGRAS ATUAIS?

Defendi que, de acordo com as novas regras, foi equivocado pois este foi em disputa de bola. No caso recente do goleiro Cássio, do Corinthians, tão polêmico quanto, deveria ser vermelho pois este não foi em disputa de bola, mas no corpo do adversário. As devidas considerações estão no link do meu blog em: http://wp.me/p55Mu0-12k.

Pois bem: esta postagem já estava rascunhada logo após a didática explicação citada, esperando um pequeno debate. Por um simples motivo: dias atrás, entre amigos de arbitragem, falamos sobre a nova regra só valer ou não para a tripla punição, ou seja, em lances EXCLUSIVOS DENTRO DA ÁREA, segundo manifestações de muitos. Dessa forma, se Vanderlei fizesse o que fez dentro da área, deveria-se, a partir desse entendimento, aplicar o Amarelo. Fora da área, como acontecido, Vermelho.

Então vamos ao mea culpa condicional desse humilde ex-árbitro e apaixonado estudioso por regras: houve meu equívoco, onde rEtifico: há o acerto do árbitro já que, se fosse dentro da área, o Amarelo seria aplicado e aconteceria a marcação do pênalti. Como foi fora da área e se marca tiro livre direto, deve-se (como foi) aplicar o Vermelho.

Entretanto…

Digo que meu atestado de erro é condicional pois não estou ainda convencido. Por um simples motivo: continuo entendendo de outra forma e rAtifico minha opinião pelos seguintes estudos da regra:

– No original em inglês, entendo que a situação clara e manifesta de gol com amarelo em disputa de bola e vermelho nas questões de agarrão, uso indevido de mão, conduta violenta e jogo brusco grave INDEPENDEM de ser ou não na área penal. Não consigo achar textualmente a exclusividade da grande área citada (pode ser por descuido meu). A única manifestação oficial foi a da CBF, através do Manuel Serapião Filho. Pesa contra, ainda, o fato da CBF não disponibilizar as Regras em Língua Portuguesa (sim, acredite, os árbitros não tem um livro de regras atualizado em nossa língua). Só há diversas publicações de Manual de Diretrizes com auto-louvação, estatísticas inúteis e guias de vários processos burocráticos para a arbitragem (sempre com Del Nero na contracapa). Mas livro de regras 2016/2017, neca de pitibiriba.

– Se um mesmo lance dentro da área é amarelo, nas mesmas condições, fora da área, seria vermelho (apesar da marcação da penalidade)? Aqui se torna um contrassenso do espírito da regra. Torna-se algo incoerente.

Dessa forma, deixo a livre manifestação aos amigos nesse espaço. Claro, ninguém é absoluto dono da verdade e não viso expor ou impor uma condição, mas ajudar no debate inteligente e, acima de tudo, coerente sobre as Regras do Jogo.

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– Vermelho ou Amarelo para Vanderlei, goleiro do Santos, contra o América?

Se falamos recentemente que o goleiro Cássio do Corinthians deveria ter sido expulso contra o Figueirense em falta fora da área, agora temos que explicar didaticamente porque o goleiro Vanderlei não deveria ser expulso contra o América.

Entenda: a Regra diz que um jogador que cometer falta EM DISPUTA DE BOLA não deverá mais ser expulso se evitar uma situação clara e iminente de gol. Ou seja: em faltas por imprudência e ação temerária que impeçam um gol claro quando se visa a bola não deve-se punir com o cartão vermelho.

Cássio, dias atrás, cometeu falta por jogo brusco graveabandonou a disputa de bola e foi no corpo do adversário. Isso continua sendo Vermelho (bem como um atleta de linha fazer uso das mãos para evitar o gol).

Vanderlei vai na bola, Vitor Rangel prossegue e acaba sendo tocado e derrubado imprudentemente pelas pernas do goleiro, ou seja falta em disputa de bola. Portanto, isso agora é cartão Amarelo.

Para o torcedor comum, pode parecer a mesma situação. Mas para a IFAB, a “dona das Regras”, são dois lances muito distintos: o do Corinthians, gol evitado com jogador visando o corpo do adversário; o do Santos, visando a bola mas pegando o adversário.

Mas algumas questões importantes:

1- O árbitro não estava convicto ou quis uma segunda opinião?

2- Ou ainda: juizão não quis se comprometer sozinho e jogou a “responsa” ao bandeira?

3- Mais ainda: porque houve tanta demora para a decisão? Será que o 4o árbitro soprou na orelha deles a repetição do lance às escondidas após alguém ver o replay na TV?

Tudo leva a crer que a decisão do árbitro (reforçando: equivocada) deveria ser mais rápida. Mas temos que acreditar que todo o tempo perdido foi por discussão calma sobre a cor do cartão a ser aplicado, sem muita preocupação com o relógio

ACRÉSCIMO: Ratificando ou Retificando o Vermelho de Vanderlei à luz das novas regras. Surge um interessante debate que prova: a Regra não é tão clara… Quero a sua opinião em meu blog. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/08/08/ratificando-ou-retificando-o-vermelho-de-vanderlei/

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– Seleção Feminina e Masculina de Futebol, a incomparável Rainha e os “quase-reis”!

Que prazer em torcer para a Seleção Brasileira Feminina de Futebol, não?

Dá muito mais gosto do que a Masculina, em questões de vivacidade em campo e de empatia.

É claro que surgirão comparações das duas estrelas de cada time: Marta e Neymar. Uma é veterana, outro é novato. Mas são incomparáveis não pela idade, mas pelo conceito do que é “responsabilidade e imagem”.

Nos lembremos que a “Rainha Marta” dividia os palcos das premiações internacionais com Ronaldinho Gaúcho, “cracaço” que permitiu o descomprometimento da sua carreira e se tornou um showman em exibições. Nessa comparação, permitida, Marta é muito superior a R10, pois continua se destacando.

A comparação que devemos fazer é: Neymar será protagonista do seu clube como Ronaldinho Gaúcho foi?

Potencial para ser, ele tem. Mas será?

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– China e seus Projetos no Futebol

O Dr José Renato Nalini, nosso conterrâneo jundiaiense e atual Secretário de Educação do Estado de São Paulo, contou em sua coluna dominical no Jornal de Jundiaí sobre seu bate-papo informal com o vice ministro chinês Liu Yandong, que veio prestigiar a Rio 2016.

Após falarem da iniciativa de ensino do mandarim em escolas públicas, o representante da China contou algumas coisas importantes: a meta do país asiático é continuar crescendo 6,5% ao ano, gerando assim 60 milhões de novos empregos anuais, e, fora da economia, querem ser a maior potência do futebol. Para isso, está em curso a primeira de três etapas:

1 – Transformar o futebol como o esporte número 1 jogado e assistido pela população (100 mil novos campos estão sendo construídos para o ensino e prática, sendo metade deles em 5 anos);

2- Sediar uma Copa do Mundo (provavelmente, gastarão muitos sino-dólares para 2026);

3- Vencer um Mundial da FIFA.

E qual a maior referência do futebol aos chineses?

Segundo o premier, ainda é… Pelé! Uma lenda viva que povoa o imaginário dos chineses (à frente de Messi, inclusive para os jovens).

Será que a China alcançará o objetivo de vencer uma Copa? Sediar, sem dúvida, o fará.

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– Os Lances de Gols de Chapencoense 1×1 Palmeiras

Wilton Pereira Sampaio não está tendo sorte nas suas últimas arbitragens. Desta vez, foi prejudicado pelo bandeira 1 Bruno Raphael Pires, além de ser iludido no final do jogo.

Gol da Chape: Kempes está à frente do penúltimo jogador. Portanto, impedimento, em lance difícil (aqui fica a máxima: bandeira bom deve ser vesgo, para enxergar a linha do penúltimo zagueiro e ao mesmo tempo o momento do toque na bola cruzada). Gol irregular.

Gol do Verdão: Cleiton Xavier está no ataque, entra na área e é tocado levemente pelo zagueiro. Ao sentir o contato físico, desaba e o árbitro entra na simulação. Lembre-se: nem todo contato físico é faltoso, e aquele leve toque não causa desequilíbrio. O atacante palmeirense usou de esperteza e se atirou. Errou o árbitro ao marcar o pênalti que resultou em gol.

Enfim, 1×1 em Gols, e por tabela, 1×1 em erros relevantes da arbitragem.

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– Hoje tem Futebol Esporte Show. Contamos com a sua audiência!

E hoje tem Futebol Esporte Show! Com Marcel Capretz, Orlando Gaeta e Rafael Porcari.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba. Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. Prestigie!

Campinas e Região: 12h15
Baixada Santista: 12h15
Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

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– Alarcón fora? Enfim se mudará a Arbitragem Sulamericana? Ainda sou cético.

Depois que Alejandro Dominguez, o atual chefe do futebol sulamericano (e último presidente da Conmebol a não ser preso) ter anunciado que Wilson Luiz Seneme seria o presidente da Comissão de Árbitros da entidade (vide aqui em: http://wp.me/p55Mu0-LQ), e ele nunca ter exercido de fato o seu poder (relembre isso neste outro link, em: http://wp.me/p55Mu0-SD), a própria entidade escancarou que era “tudo mentirinha”.

Enfim, em nota oficial, a Conmebol comunica que após 30 anos no poder, Carlos Alarcon, o paraguaio envolvido em corrupção, deixará o cargo (que supostamente já havia deixado).

Você acredita que agora é pra valer?

O comunicado pode ser lido abaixo, em:

http://www.conmebol.com/es/carlos-alarcon-deja-la-presidencia-de-la-comision-de-arbitros-de-la-conmebol

CARLOS ALARCÓN DEJA LA PRESIDENCIA DE LA COMISIÓN DE ÁRBITROS DE LA CONMEBOL

Tras más de una década al servicio del fútbol sudamericano desde un puesto clave, el doctor Carlos Alarcón Ríos deja la presidencia de Comisión de Arbitros de la Confederación Sudamericana de Fútbol, CONMEBOL.

El doctor Alarcón Ríos, paraguayo, inició su tarea en el ámbito de la conducción de mundo arbitral en 1986, cuando se integró como miembro de la Comisión de Árbitros de la CONMEBOL y, desde el 1991, formó parte de la Comisión de Arbitros de FIFA, en representación de la Confederación Sudamericana de Fútbol, llegando ser el miembro mas antiguo de esa organización de la FIFA.

La carrera dirigencial del doctor Alarcón incluyó su presencia en 4 Copas del Mundo de la FIFA (Estados Unidos 1994; Francia 1998; Japón-Korea 2002; Sudáfrica 2010 y Brasil 2014).

Carlos Alarcón se encuentra este mes de agosto formando parte de la comisión arbitral de los Torneos de Fútbol de los Juegos Olímpicos de Río de Janeiro 2016. “La presencia en estos juegos olímpicos, junto a mi participación en la reciente Copa América Centenario, conforman el broche de oro a mi prolongada carrera al servicio de la CONMEBOL y del fútbol mundial”, afirmó a conmebol.com el doctor Alarcón Ríos.

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