– Análise da Arbitragem de São Paulo 1×0 Liverpool

Calma, você não voltou ao tempo. É que nesta sexta-feira teremos o jogo de despedida de Rogério Ceni, um dos últimos jogadores a labutar por décadas em uma mesma equipe.

Sabe qual a curiosidade inusitada? O árbitro será o mexicano Benito Arcundia, o mesmo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2005 e que arbitrou São Paulo 1×0 Liverpool.

Detalhe: o árbitro não foi bem naquela partida. Ele não deu um pênalti claro no lateral esquerdo Júnior, prejudicando os brasileiros; na sequência da jogada, armou-se um contra-ataque e Lugano quase quebrou as pernas de Gerard com um carrinho violento e certeiro, não sendo expulso e prejudicando os ingleses. Na época, Rafa Benítez, que era técnico do Liverpool (e que posteriormente perdeu outro Mundial Interclubes, para o Corinthians quando trabalhava no Chelsea) o criticou demais, creditando (injustamente) a derrota ao árbitro mexicano.

O interessante é que Benito Arcundia nem iria participar daquele mundial! Ele entrou na última hora como representante da Concacaf pois o guatemalteco que havia sido indicado lesionou o joelho.

Quem deveria ser convidado, o “bom do jogo” foi o bandeira Arturo Velazquez, que anulou corretamente 3 gols do Liverpool: 1 impedimento fácil, outro dificílimo e o outro por falta de Morientes quando ele tentava fazer a defesa.

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– As 10 camisas de futebol mais vendidas do mundo

Segundo o jornal inglês Daily Express, as 10 camisas mais vendidas do mundo até o mês passado (novembro) eram:

1o Lionel Messi (Barcelona),

2o Cristiano Ronaldo (Real Madrid),

3o Memphis Depay (Manchester United),

4o Scweinsteiger (Manchester United),

5o Hazard (Chelsea),

6o Wayne Rooney (Manchester United),

7o Neymar (Barcelona),

8o Aguero (Manchester City),

9o Alexis Sanches (Arsenal),

10O Philippe Coutinho (Liverpool).

Repare que só temos dois jogadores brasileiros, nenhuma camisa de Seleção Nacional e predominantemente são equipes da Espanha e Inglaterra.

Motivo: Os campeonatos de lá são os mais assistidos no mundo, e a Inglaterra vende mais pois predomina disparadamente no mercado asiático, sendo a Premier League o torneio mais popular da maioria dos países daquele continente.

E se Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar se transferirem para a Terra da Rainha? Imaginaram o “boom” de vendas?

Aqui no Brasil, não precisa fazer pesquisa para saber: cada vez mais as equipes estrangeiras estão vestindo nossas crianças. Vide a quantidade de camisas do Barcelona, Chelsea e demais que vemos nas ruas…

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– A Carta Cara-de-Pau de Reinaldo Carneiro e os filiados da FPF!

A Federação Paulista de Futebol divulgou um manifesto em apoio ao quase octogenário Coronel Nunes, para o cargo de vice-presidente da CBF e eventual novo presidente, caso Marco Polo seja “pego” pela Polícia ou destituído pela FIFA.

O que mais impressiona é que o presidente Reinaldo Carneiro e os representantes dos clubes paulistas na série A e B (portanto, principalmente Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos) cobraram: maior independência e poder aos clubes a fim de que possam elaborar o campeonato, negociar verbas com patrocinadores da competição, direito à organização e escala de árbitros.

Ótimo! E será que ele, Reinaldo, vai permitir que os clubes façam isso NO SEU CAMPEONATO PAULISTA?

Para a FPF e os times cobrarem a CBF, é necessário que comecem a fazer o dever em casa, no Estadual. É muita cara de pau defender uma Liga Nacional Independente, se contraria uma pequena Liga Paulista de Futebol, como começa a ser criada em São Paulo, presidida pela advogada Gislaine Nunes (vide em: http://wp.me/p4RTuC-dcq).

Aliás, a quem se socorrerão para escalar aos árbitros? À ANAF, cujos integrantes são colaboradores da Comissão de Árbitros da CBF? Ou ao SAFESP, que por anos o seu presidente Arthur Alves Júnior trabalhou dentro da FPF e só foi demitido na última semana por denúncia de suposto assédio sexual e moral (vide em: http://wp.me/p4RTuC-don)?

Os clubes, com a força que tem, aceitam ser comandados pelos outros se fazendo de cordeirinhos por Reinaldo Carneiro (em que pese o trocadilho).

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– A incoerente Nova Lista dos Velhos Nomes de árbitros da FIFA

A CBF já encaminhou à FIFA a relação dos árbitros e assistentes para 2016. Haverá mudança nos nomes dos bandeiras, mas dos juízes, não. Ou seja: permaneceremos com os mesmos nomes de 2015.

Aqui uma consideração: fazia tempo que não se repetia a lista. E deveria-se mudar alguém?

Pela falta de opção e fraqueza dos aspirantes à FIFA, eu também não mudaria. Mas acho exagerado que a CBF ainda tenha o privilégio de ter o número máximo de árbitros no quadro internacional: 10 juízes.

Algo me incomoda: quando Sálvio Spinola saiu do quadro (ele encerrou a carreira pois sairia da FIFA) e Marcelo de Lima Henrique foi retirado da lista, ambos tiveram a mesma justificativa de Sérgio Correa: a de que a CBF estava renovando o quadro e que árbitros quarentões não tinham a idade para chegar à Copa do Mundo.

Heber Roberto Lopes, mais velho que ambos, permanecerá em 2016. Claro que a desculpa será de que agora a FIFA aceitará árbitros com até 50 anos ou mais (era 45), dependendo do seu desempenho. Ok, é uma justificativa. Porém, se hoje Heber sofre com os testes físicos, Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, vai querer que acreditemos nessa história? Sabidamente, a CBF trabalha com o nome de Ricardo Marques Ribeiro para a Copa de 2018.

Nada contra os nomes re-indicados. Apenas uma questão de coerência.

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– Final da Copa Sulamericana 2015 bem escondida?

Hoje teremos Independiente Santa Fé da Colômbia x Atlético Huracán da Argentina jogando pelo título da Copa Sulamericana, valendo uma vaga para a Copa Libertadores da América.

Que joguinho “chinfrim”, não?

Aliás, qual será a audiência dessa partida no Brasil? Quase nula, certamente.

Tal competição seria uma espécie de “Copa da Uefa versão Conmebol”. Esvaziada de grandes equipes, não se tornou atrativa.

Se é para imitar a Europa, que faça a mesma coisa que a UCL e a Liga Europa: Libertadores e Sulamericana concomitantemente, e durante o ano, não apenas por um semestre.

Caso enxugássemos a Libertadores, certamente equipes importantes disputariam a Sulamericana e aumentaria o glamour.

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– Tite e os imortais da Seleção Brasileira de todos os tempos!

O atual treinador campeão brasileiro pelo Corinthians, Tite, dias atrás convocou sua Seleção Brasileira de todos os tempos, a pedido da Revista Veja em suas “Páginas Amarelas”. Aqui os selecionáveis:

Marcos; Carlos Alberto, Mauro Ramos de Oliveira, Bellini e Júnior; Clodoaldo, Falcão, Zico e Pelé; Ronaldo e Tostão.

Para mim… um timaço! Claro que tivemos tantos craques ao longo da história que sempre questionaremos a falta de alguém. Mas me parece que, se disputasse a Copa do Mundo da Rússia em 2018, esse esquadrão seria imbatível. Aliás: se a compararmos com a última escalação do técnico Dunga, choraremos!

Duas perguntas:

1) Faltaria alguém nesse time titular? Particularmente, gostaria de saber quem seriam os reservas imediatos de Tite para cada posição.

2) Tite, Telê e Luxemburgo: treinadores que, em algum momento, conseguiram unanimidade de torcedores de equipes diversas no Brasil. Já é permitido dizer que, da década de 90 para cá, são/foram os 3 maiores técnicos do Brasil? Ou Muricy Ramalho, Luís Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira poderiam furar essa tríade de incontestes e amados?

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– A Agonia dos Times Cariocas no Brasileirão-15!

O Futebol do Rio de Janeiro viveu um calvário nesse ano: o melhor carioca do Campeonato Brasileiro da Série A foi o Flamengo, apenas na 12a posição, atrás do pior clube paulista, a Ponte Preta, que ficou na 11a colocação.

Além disso, em todas as divisões possíveis houve rebaixamento de clubes cariocas: o Vasco caiu para série B, o Macaé para a série C e o Madureira para a série D.

Cá entre nós: o fraco nível técnico do Campeonato Carioca já mostrava que o ano seria ruim. Mas sempre existe a ilusão de que quem vai bem no Estadual, pode ir bem no Nacional.

Ledo engano…

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– Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Pelé, Maradona, Eusébio…

Dias atrás a FIFA divulgou os seus 3 candidatos finalistas ao prêmio da Bola de Ouro – o melhor jogador da temporada! São eles: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar Jr.

Sem “pachequismo” e sendo bem realista: Messi é mais jogador que os dois adversários. Mas, se o critério é ‘futebol jogado em 2015”, Neymar foi melhor. Messi foi espetacular, Cristiano muito bem, mas Neymar conseguiu se apresentar com mais constância.

Não se apegue exclusivamente a número de gols e assistências, pois o critério não é aproveitamento de gols/jogo (e fosse assim, Canavarro nunca teria sido eleito e Roberto Carlos não seria Bola de Prata). O critério é: futebol apresentado.

Ops: me recordo que a FIFA pediu para que os eleitores levem em conta o comportamento extra-campo dos atletas. Duvido que algum dos votantes tenha pensado nisso.

Nessas listas, sempre existirá o problema da base de comparação: “Neymar pode ser melhor do que Messi em 2015 mas não é mais jogador que”. Concordo, e aí vem outra pergunta: daqui 20 anos, para os livros futebolísticos de história: Neymar terá sido melhor que Messi?

Particularmente, penso que Lionel e CR7 já atingiram o ápice. Mostraram tudo o que sabem (e é prazeroso ver o quanto sabem). Mas a tendência é que aos poucos deixem o protagonismo de lado.

E o quanto já chegaram ao topo histórico?

Será que Cristiano Ronaldo já ultrapassou no “cracômetro”, o “termômetro de craques”, o Pantera Negra Eusébio?

Será que Lionel Messi já ultrapassou Maradona ou Di Stéfano?

Será que Neymar já ultrapassou Zico, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Nazário, Romário ou Mané Garrincha? Ultrapassará Pelé?

Todos esses são gênios. Neymar chegará a qual patamar? Estará próximo ou distante do seu auge?

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– Camilo e as 1001 opções?

Um bom empresário de jogador muitas vezes é vendedor de ilusões. Digo isso pois ouvi Francis Leonardo, empresário do camisa da 10 da Chapecoense, o meio-campista Camilo, falando sobre seu comandado:

Disse ele:

Apesar de propostas financeiras muito boas da Europa, do Mundo Árabe, da China e de outros mercados asiáticos, existe a tentativa de contratação do jogador por parte do Santos, do Grêmio, do Corinthians, do Cruzeiro e do Flamengo. O São Paulo também consultou. Entretanto, como ele tem contrato em vigência com a Chape, a tendência é ficar por aqui mesmo pois ele gosta de cumprir os seus contratos. Se sair, só se for para o Botafogo, em homenagem ao pai que é botafoguense.”

Resumo de tudo: Camilo é o craque da vez, que humildemente ficará onde está abrindo mão de dinheiro e projeção.

Então tá!
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– O pênalti não marcado em Coritiba 0x0 Vasco da Gama, 3 frases polêmicas de Eurico Miranda e uma ameaça de virada de mesa

Nenê está na cara do gol, vai chutar e… o lateral direito do Coritiba Leandro Silva o empurra e o calça. DOIS PÊNALTIS EM UM SÓ LANCE! E o árbitro Anderson Daronco estava em cima da jogada, próximo demais do bololô. A única explicação seria que o próprio corpo do atleta paranaense encobre a visão do juiz no empurrão no atacante vascaíno. Outra desculpa não há! Dessa forma, Daronco interpretou como tranco legal (erroneamente), pois se tivesse interpretado como simulação, deveria advertir Nenê com cartão amarelo.

Portanto: pênalti ao Vasco, com aplicação de cartão amarelo (não é vermelho pois havia a chance da bola ser chutada por Nenê e na sequência ser defendida pelo goleiro).

Relembro: Anderson Daronco, como dito algumas vezes aqui, apitou a maior parte dos jogos de TV. Forte, com boa postura, atuou bem nas partidas, mesmo não sendo acima da média na parte técnica. E ressalto o que tenho escrito com insistência: não havia sido testado em jogo com dificuldade elevada! Todas as boas partidas apitadas não foram difíceis. Se escalado fosse para a final da Copa do Brasil, seria o jogo mais complicado a ser avaliado. Neste Coritiba x Vasco, foi o seu primeiro “teste de jogo difícil”. Falhou em lance capital.

Claro, o rebaixamento não se deu a essa partida mas ao torneio todo. E é curioso saber que foram pouquíssimas derrotas no 2o turno e ainda assim, devido ao péssimo início o Vasco caiu.

Aliás, duas observações: a passagem do treinador Jorginho Pastor foi sua ressurreição, pois depois de trabalhar na Seleção Brasileira em 2010, não havia feito um trabalho convincente; a outra: a qualidade do futebol dos rebaixados. Os 4 que caíram não jogam tão diferente do que os 4 que subiram. Dessa forma, não seria repensar que 20 clubes é exagero na Série A?

Recordando 3 frases do presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda:

  1. O respeito voltou, referindo-se à conquista do Campeonato Carioca sobre o Botafogo, mesmo com nítidos erros desproporcionais e numerosos da arbitragem sofridos pela dupla Fla-Flu;
  2. Se o Vasco cair eu vou para a Sibéria, disse ele há 4 meses. Pagou mico… (sobre isso, em: http://wp.me/p4RTuC-cOE).
  3. Tenho uma carta na mão mas não a usarei pois o Vasco tem 10 jogos ainda, dizendo em entrevista à Rádio Tupi AM 1280 sobre disputar ou não a série B – e aí, que reside o perigo. Seria uma “virada de mesa”, aproveitando a atual fragilidade da CBF? O texto está em: http://wp.me/p4RTuC-cQO.

Temo que tenhamos os 24 times (anulando-se o rebaixamento) divididos em 2 grupos jogando entre si com mata-mata na final, como Eurico andou trabalhando nos bastidores.

E você, o que acha? Qual a cartada sinistra do presidente vascaíno?

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– A Marmelada da AFA, a Presepada na CBF e a Barrigada da LIGA

Foram 3 fatos tristes e ruins para as pessoas que querem um futebol independente e transparente.

1) Na Argentina, a AFA (Associação de Futebol da Argentina) foi eleger em voto secreto o presidente para os próximos 4 anos. E o resultado foi empate entre os dois únicos candidatos: Luis Segura e Marcelo Tinelli levaram 38 votos, sendo… 75 ELEITORES!

A “CBF dos Hermanos”, aparentemente, teve o 76o voto do fantasma do falecido Grondona (ex-presidente notado pela corrupção), que veio do Inferno para tumultuar o pleito.

2) Nesta última 6a feira, a CBF realizou sua festa de confraternização! O presidente da Federação de Futebol do Sergipe, José Carivaldo, declarou ao Globoesporte.com como estava o licenciado Del Nero:

Marco Polo está normal, está alegre. Foi um almoço de confraternização. E eu estou acreditando muito que não tem nada a ver as acusações. Está alegre pela confraternização com todos seus amigos”.

O mais interessante é que o presidente interino da CBF, o deputado Marcus Vicente, convocou eleições para o dia 16/12, a fim de escolher o sucessor de José Maria Marin, preso nos EUA, e que assim como o próprio deputado, ocupava uma das vice-presidências da entidade, junto com o prefeito de Boca da Mata/AL Gustavo Feijó, o presidente da Federação Catarinense Delfim Peixoto e Fernando Sarney, filho do ex-senador, ex-governador e ex-presidente da República José Sarney. E, a mando de Del Nero, sugeriu o Coronel Nunes, presidente da Federação Paraense, para novo vice-presidente.

Como Marco Polo está licenciado, pode escolher um dos seus vices de confiança para substitui-lo “a altura”. Só que se a FIFA pedir a cassação do mandato, entra Delfim Peixoto, seu desafeto e, de acordo com o estatuto da CBF, o vice mais velho e que teria direito ao cargo. Eleito o Cel Nunes, outro homem de confiança de Del Nero, por ser 5 anos mais velho que Peixoto, ele assumiria o cargo de chefe da CBF.

Como diria Bezerra da Silva: “Malandro é malandro e Mané é Mané…”.

3) Já a Liga Sul Minas Rio, que ousa peitar a CBF e ser uma alternativa (mas que possui nomes contestáveis como o polêmico Alexandre Kalil à sua frente), começa mal: divulgou que a ANAF escalará os árbitros.

Só para entender: a ANAF é presidida por Marco Antonio Martins, o catarinense que prometeu greve pelos direitos dos árbitros e que é um dos observadores mais escalado pelo Sérgio Correa da Silva (presidente da CA-CBF) no Brasileirão. A mesma entidade que tem como secretário geral Arthur Alves Júnior, o dirigente do Sindicato e da Cooperativa de SP, que era membro da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista e que essa semana foi demitido por acusações de suposto assédio moral e sexual.

Começa mal a Liga… Kalil adora criticar a arbitragem. Quero ver agora!

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– Qual o jogo mais difícil para se arbitrar na última rodada do Brasileirão?

Um (raro e justo) elogio à Comissão de Arbitragem da CBF. Sérgio Correa sorteou muito bem os árbitros da última rodada do Brasileirão.

Em que pese não há nenhum “árbitro revelação” com oportunidade em jogo morno na Rodada que fecha o torneio, ainda assim os jogos estão bem servidos.

E aí: qual o jogo mais difícil para se arbitrar neste final de semana?

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL – SÉRIE A

– O Fluminense vai entregar contra o Figueirense para rebaixar o Vasco?

A expectativa entre Tricolores Cariocas e Vascaínos é grande. Afinal, podemos ter mais um rebaixamento de time grande do Rio de Janeiro no Brasileirão (o 3o do Vasco da Gama).

Pela combinação de resultados, o Vascão tem que ganhar do Coritiba e deve torcer para a vitória do rival Flu em Santa Catarina, contra o Figueirense. E tudo isso justo no ano em que cartolas dos dois clubes demonstraram grande animosidade entre si!

É notório que o time de São Januário só começou a jogar bola depois da chegada do treinador Jorginho (que vinha de trabalhos ruins) e do atacante Nenê (meu conterrâneo jundiaiense e que dizem aqui na cidade que está finalizando uma negociação para se transferir ao Palmeiras).

Palpite?

O time da Colina vai para a série B, para azar de Eurico Miranda que prometeu ir à Sibéria caso o seu time caia.

Boa viagem, Euricão!

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– O triste desfecho da CBF

Então ficou assim: temos o 3o presidente na CBF em um ano: Marin, Del Nero, Marcus Vicente. Aliás, os 3 últimos, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero são oficialmente criminosos aos olhos da Justiça Americana.

Jamil Chade pelo “O Estado de São Paulo”, denunciou que havia esquema de propina até para a convocação de atletas da Seleção Brasileira.

O FBI declarou que os ex-presidentes criaram um esquema de desfalques milionários na CBF e lavagem de dinheiro.

Na noite de 5a feira, a CBF divulgou uma nota onde Marco Polo Del Nero se licencia do cargo. Se renunciasse, entraria o vice-presidente mais velho da entidade: Delfim Peixoto, seu desafeto político. Como pediu licença, pode indicar um dos vices, e escolheu Marcus Vicente, deputado federal. Fernando Sarney, o outro vice, esquivou-se do cargo e ficou como representante da Conmebol na FIFA.

Perguntar não ofende: como o nobre deputado dividirá seu árduo trabalho em Brasília, de segunda a sexta-feira, remunerado pelo dinheiro dos nossos impostos, e trabalhará na sede da CBF, no Rio de Janeiro?

Em discurso, o novo presidente declarou:

Não vim para fiscalizar, mas para pacificar a CBF”.

Começou bem, hein? Auto-declaração de pau-mandado. Trocando em miúdos: Marco Polo continuará no poder, veladamente.

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– Análise da Arbitragem de Palmeiras 2×1 Santos

Vamos falar da arbitragem de Heber Roberto Lopes na decisão? Basicamente, existem duas avaliações:

  1. Perfeita tecnicamente, apitando forte/firme, tendo uma colaboração muito maior dos atletas do que Luís Flávio teve na Vila Belmiro; ou
  2. Cômoda, permitindo todo o tempo do mundo para atendimentos, contagem de barreira, ansioso para ir aos pênaltis com apenas1 minuto de acréscimo, evitando complicações nos minutos finais.

Excelente trabalho dos bandeiras Marcelo Van Gassen e Emerson Carvalho; este último, preciso no 1o gol palmeirense, que estava em mesma linha (a referência são as partes jogáveis dos atletas; mão e braço de atacante não contam).

Três coisas me chamaram a atenção:

  1. o choro incontrolável de Dudu;
  2. o ritual religioso-fanático dos atletas (Deus abençoa um time e amaldiçoa o outro?);
  3. os pênaltis mal batidos desperdiçados.

Parabéns ao Palmeiras pela Conquista. O treinador Marcelo Oliveira evitou um “tetra vice-campeonato da Copa do Brasil“. E Dorival Jr vai aguentar a “fumaça” por abandonar o Brasileirão pela Copa e perder a classificação para a Libertadores nas duas frentes.

Curiosidade: o Paulista de Jundiaí continua sendo a única equipe da Copa do Brasil a vencer o torneio enfrentando em todos os seus jogos somente equipes da Série A do Brasileiro. Infelizmente, depois da conquista, caiu da Série B para a C até estar fora de qualquer divisão nacional, além de ser rebaixado da série A1 para a A2 no estadual. Com o Santo André, outro time pequeno a vencer, aconteceu o mesmo.

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– Caiu Arthur. Não caiu o Cel. Mas muda algo?

Me dá nojo! Escrevo abaixo com o estômago embrulhado.

Caiu Arthurzinho. Arthur Alves Júnior, secretário-geral da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo), tesoureiro da COAFESP (Cooperativa dos Árbitros do Estado de São Paulo) e braço direito do Coronel Marcos Cabral Marinho na CEAF-SP (Comissão de Árbitros de Futebol da Federação Paulista).

Após denúncias levantadas por Marcelo Marçal no site “Apito Nacional” de que Arthur praticava Assédio Moral e Sexual nas árbitras, Reinaldo Carneiro de Bastos, presidente da FPF, achou por bem demiti-lo.

Sempre foi incompatível patrão ser sindicalista. Como o cara que escala os árbitros na Federação pode ser o mesmo cara que defende os árbitros no Sindicato das injustiças de quem os escala? Foi sempre assim também com Sérgio Correa da Silva e a pergunta inevitável é: o Sindicato é um braço da Federação? Mas atenção: Arthur continua em todas as outras funções.

Marçal, o denunciante, foi defensor de Silas Santana e Arthur Alves Júnior; ou melhor: dos trabalhos em prol da categoria dos árbitros desses respectivos presidentes da Cooperativa e do Sindicato. Trabalhava como Webmaster na Cooperativa, e demitido, se rebelou e mostrou sua insatisfação em algumas postagens. Posteriormente, foi contratado por Arthur para ser o responsável pelo site do Sindicato.

Não importa os motivos e as relações profissionais/ pessoais dos aqui citados. Marçal recebeu denúncias de que havia assédio moral e/ou sexual das árbitras e bandeirinhas da FPF. Em 2009, tornou-se público que uma árbitra, à beira de um testemunho contra Arthur sobre esse fato, fraquejou na porta da emissora de TV. O caso só ficou como boato e nunca provado.

Agora, vêm a tona a história de que Regildênia de Holanda, árbitra FIFA de SP, havia comunicado o assédio a então membro da CEAF Sílvia Regina que repassou a informação ao Cel Marcos Marinho, presidente da CEAF. O Coronel apenas argumentou que Regildênia somente pedia escalas, e nunca houve nada de seu conhecimento. Há a suspeita de outros 10 casos.

Será que pelo fato de Arthurzinho ser seu braço direito na Comissão de Árbitros e também padrinho do seu último casamento, o Coronel fez vista grossa? E a credibilidade dele agora?

Aliás, curioso: pessoas que elogiavam Arthur, se FOTOGRAFAVAM com ele, TRABALHAVAM para ele e sabiam de tudo isso, agora se dizem surpresas ou acusadoras.

RIDÍCULO! Muitos se voltam contra Arthur só agora que perderam poder. Alguns que, após a queda, o acusam e o fazem depois que perderem mordomias, pois estavam com ele. A esses, meu lamento.

Aliás, aqui cito a relação umbilical de Arthur e a FPF, desde o tempo que houve marcação de um teste físico no Salão Nobre da FPF (sim, árbitros tiveram que se deslocar de todas as cidades do estado para um suposto treino DENTRO DO PRÉDIO da FPF), onde, chegando lá, havia uma balança para que os juízes se pesassem e o pedido para que votassem em Arthur na coincidente data de Eleição dos Árbitros, no mesmo dia e horário da pesagem, com a urna e o candidato único ali. Não deu outra: 260 votos a 0 foi o resultado (sobre o engodo, leia 3 artigos aqui: http://wp.me/p4RTuC-20o )!

Creio que árbitros jovens, que gravaram os vídeos nos eventos “Cervejada do Arthurzinho” dizendo que Arthur mudou suas vidas devem detestam lembrar desse episódio. Um deles, que apita clássicos na série A1, testemunhou a mim o arrependimento. Só que foram 5 árbitros “cabos-eleitorais” que participaram das gravações…

Importante: nesse imbróglio não há tantos mocinhos. Cuidado com suas impressões… É como Cunha pedir o impeachment de Dilma!

Aliás, o Cel Marinho continuará na presidência da CEAF e o Arthur na presidência do SAFESP, um vizinho de fundo de prédio do outro. Nada mudará!

A matéria aqui e uma das cartas abaixo: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/caiu-apos-graves-denuncias-de-assedios.html

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Palmeiras x Santos

O paranaense (que apita pela Federação Catarinense) Heber Roberto Lopes apitará a finalíssima da Copa do Brasil no Allianz Parque. O que esperar dele?

Entre os árbitros, Heber é muito querido. Boa praça, low profile, começou com trejeitos espalhafatosos e qualidade técnica duvidosa. Evoluiu demais na carreira, chegando questionado à FIFA mas se firmando bem!

Observações de destaque para o árbitro nesta quarta-feira são:

o condicionamento físico: Heber sempre teve dificuldades em manter a forma, e se esforça muito nos testes físicos. Se não chover, creio que não terá problemas.

disciplinarmente: não é rigoroso, mas é respeitado pelos jogadores, o que ajuda muito devido ao clima criado. Heber sabe conversar; sendo assim, não espere muitos cartões amarelos por reclamações – e também não por jogadas mais viris, já que ele não costuma expulsar ou amarelar à toa. Por seu estilo, foi rotulado por alguns de caseiro, o que seria uma falsa impressão, pois os visitantes se dão tão bem como os mandantes em seus jogos.

tecnicamente: razoável, e aqui não há nada de excepcional.

Sendo assim, por quê Heber foi escalado?

A resposta é simples: pela EXPERIÊNCIA. Poderá tornar a condução do jogo de maneira cautelosa, segurando os ânimos exaltados com paralisações e promovendo muito bate-papo após entradas mais fortes. Não espero jogo corrido.

Quatro curiosidades:

1- Heber apitou 3 jogos do Santos neste ano (todos na Vila Belmiro), sendo empate contra o Flamengo e vitórias contra Atlético e Internacional. Não apitou nenhum jogo do Palmeiras em 2015.

2- Modesto Roma Jr, presidente santista, queria Luiz Flávio no 2o jogo (mas foi sorteado no 1o). Queria Daronco no 2o, mas deu Heber. Modesto foi o ÚNICO CARTOLA a estar presente nos sorteios da CBF.

3- Emerson Augusto Carvalho e Marcelo Van Gassen, os bandeiras da última Copa do Mundo e que foram muito bem no jogo de ida na Vila Belmiro, estarão novamente no 2o jogo. Tudo bem que são ótimos, mas tão melhores assim do que outros bandeiras? É desprestigiar os demais assistentes.

4- Que moral está o Heber: apitou a “decisão” do Brasileirão (Atlético Mineiro x Corinthians em MG) e agora apita a decisão da Copa do Brasil.

Creio em um jogo difícil de se arbitrar e torço por uma boa arbitragem!

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– Vasco 1×0 Santos: Simulação ou Infração no pênalti decisivo?

Um lance polêmico em São Januário: aos 43 minutos do 1o tempo, Nenê (VAS) está dentro da área e o goleiro Vanderlei (SFC) tenta alcançar a bola, erra o tempo do carrinho e acaba indo em direção ao atacante adversário. Na proximidade, o vascaíno pula e por fim acaba não ocorrendo o contato do santista.

PÊNALTI OU SIMULAÇÃO?

Pênalti, mesmo sem contato físico. Acertou o árbitro Leandro Pedro Vuaden. Explico:

Dar ou tentar dar um pontapé; desferir ou tentar desferir um golpe; tocar ou tentar tocar o adversário estão no mesmo rol de infrações na Regra do Jogo. São situações diferentes de colocar ou tentar colocar a mão na bola.

Na infração da mão na bola, só existe a intenção do ato que deve ser consumado. Ou seja: há de tocar de fato deliberadamente.

Na infração de um carrinho contra o adversário, não há a necessidade da consumação do contato físico. Ou seja: não é preciso atingir o adversário, pois já é infração a tentativa ou a iminência do toque. E isso deve ser avaliado como: imprudência (tentou a bola mas pegou/ pegaria o adversário), ação temerária (teve intenção de matar/ mataria a jogada) ou uso de força excessiva (não mediu as consequências de que foi grave/ seria grave a jogada). Respectivamente, você deve aplicar a advertência verbal (sendo imprudência), cartão amarelo (na ação temerária) ou cartão vermelho (uso da força excessiva). Repare que o tempo condicional do relato é para expressar que não precisa ter atingido e que vale a mesma coisa no caso de que “poderia atingir”.

Mas nem sempre você pode pular. O atleta não pode:

1) Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

2) Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League.

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não observada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

– No lance específico de domingo: Vanderlei fatalmente atingiria Nenê. Percebendo que poderia se machucar, o jogador pode pular a fim de evitar uma lesão grave. Seria um contrassenso da regra exigir que o jogador esperasse o contato para se tornar infração.

Dessa forma, vale o lembrete: toda jogada em que um atleta inevitavelmente for atingir o adversário caso ele se mantenha de pé, o atleta tem o DIREITO de saltar/ desviar/ cair para evitar o golpe. E o árbitro o DEVER de marcar a infração.

Em especial no lance de Vasco 1×0 Santos, há uma outra situação: Nenê alegou contusão e rolou no chão de dor. Se o fez por culpa da queda (caiu de mau jeito, estava mal equilibrado ou qualquer outra coisa do tipo), não há porque advertir o atleta e deve-se permitir o atendimento médico. Mas se Nenê alegou que a dor é fruto do toque do goleiro, fica comprovada uma simulação de contusão.

E qual o procedimento do árbitro?

Marca o pênalti (pois de fato foi) e adverte o atacante com cartão amarelo, pois quer ludibriar a arbitragem com um fato não ocorrido, levando a crer que o goleiro cometeu uma infração mais grave do que a realidade).

A Regra é fantástica por esses detalhes. Mas lembre-se: nem todos os jogadores a conhecem com a intimidade necessária…

Me recordo de um jogo no Pacaembu, em 2012, entre Santos x Juan Aurich, pela Libertadores da América. Na fase em que Neymar ainda exagerava nas simulações e era chamado de “cai-cai” (felizmente isso mudou), um jogador peruano foi para “quebrar” o atacante. Na iminência de uma lesão grave, Neymar saltou e o árbitro corretamente marcou o pênalti. Ao sair de campo, entrevistado se ele “cavou o pênalti”, respondeu:

“- Se não pulo, estaria no hospital”.

Em tempo: tal situação não é “jogo perigoso”, que nada mais significa que um jogador disputa uma bola, à distância próxima, de maneira a levar perigo a seu adversário, sem a chance do contato. Ou seja: há o perigo e o risco que não se consome pela distância que impede o toque. No caso de Nenê, não foi a distância natural da disputa de bola, mas a distância criada por ele na hora do salto. Sendo assim, tiro livre direto (na área, pênalti).

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– Nilson virou piada por culpa do próprio Santos FC

Tenho lido as chacotas feitas sobre o atacante Nilson, pelo incrível gol perdido na última 4a feira.

Ora, realmente o improvável era chutar a bola para fora. Mas, cá entre nós: como cobrar de Nilson?

O jogador veio do São Bento, sem nunca ser artilheiro por lá. Ilustre desconhecido, reflete muito bem as relações escusas do futebol: quem seria o seu ótimo empresário? Afinal, em tese, é difícil um jogador ruim chegar a um time grande – a não ser que seu agente seja bom de papo ou algo estranho à normalidade tenha acontecido.

Me instiga: o Santos FC costuma se gabar de ser “berço de craques” e valorizar as categorias de base. Por quê foi atrás de Nilson então?

São essas incoerências do futebol que trazem estranheza.

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– As acusações de Delfim contra Eurico têm fundamento?

Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, denunciou Delfim Peixoto, vice da CBF, alegando que ele visitava vestiários de árbitros pressionando-os, deixando no ar que existia assédio moral, já que Delfim é também presidente da Federação Catarinense de Futebol e tal fato (a visita a vestiários de árbitros é proibida pela CBF) seria a prova de tentativa de ajudar os clubes catarinenses na luta contra o rebaixamento (na qual o Vasco se encontra). Agora, Delfim Peixoto deixa no ar a ideia que o clube vascaíno é artífice de alguma coisa estranha e ilegal no Brasileirão:

Disse Delfim ao programa Bate Bola da ESPN:

Não sou eu quem vai dizer que os campeonatos da CBF não têm lisura. No meu estado, pelo menos, há lisura. Pode estar acontecendo umas coisas meio diferentes no atual campeonato… Está um negócio meio forçado para que tal clube não caia. Mais até na parte de baixo do que em cima. Estou falando do Vasco.

Ora, se o VICE PRESIDENTE DA CBF levanta uma queixa como essa, que clareie a denúncia!

Ou é algo vazio?

Se é apenas chororô, que a Promotoria puxe a orelha dele. Afinal alguém com tal cargo precisa ter responsabilidade.

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– Andrade e Gutierrez: que grana é essa?

A Construtora Andrade e Gutierrez, cujos principais executivos foram presos pela Operação Lava-Jato, confessou propinas milionárias a autoridades políticas para golpes da mesma proporção aos cofres públicos. Entre eles: Estádios do Maracanã e Mané Garrincha, Usina Atômica de Angra 3, fora outras tantas obras públicas.

Para quem foi essa grana? Devolverão? Quais são os políticos?

Pela a liberdade dos donos, a A&G aceitou pagar 1 bilhão de reais em multa!

Imagine: os valores pagos, surrupiados, desviados e “propinados”, se somados, dariam quantos bilhões?

Neste mesmo momento, leio que o Papa Francisco, na África, em visita pastoral, disse aos jovens locais algo mais ou menos assim: “a Corrupção é como um açúcar: é doce, vicia… mas faz mal!”.

É por aí mesmo. Fez um golpe; provavelmente pegará gosto e fará outros. Taí a Andrade e Gutierrez e tantas outras empreiteiras.

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– A Comissão Externa de Avaliação da Arbitragem é uma ideia a frutificar?

Há algum tempo, o Conselho Nacional de Clubes, o órgão representativo dos times de futebol junto à CBF para ideias e discussões, tem direcionado suas críticas à Comissão de Árbitros da CBF.

Dois meses atrás, escrevemos nesse espaço que os presidentes do Grêmio e Atlético Mineiro (Romildo Bolzan e Daniel Nepomuceno) desejavam que se criasse um organismo externo da CBF para fiscalizar Sérgio Correa e os observadores de árbitros.

Pois bem: leio no blog do jornalista Ricardo Perrone que na última 6a feira, através da sugestão do Flamengo, esses mesmos clubes apresentaram a Marco Polo Del Nero um projeto de “CONTROLE EXTERNO” das ações da Comissão de Árbitros.

A idéia é a criação de um grupo de especialistas independentes que avaliem as atuações dos árbitros dando notas a eles; e por essas notas os árbitros mais bem avaliados fossem para os sorteios dos jogos mais importantes. Tudo isso com auditoria sobre a CA-CBF.

Ótimo! E ao mesmo tempo vem a questão: não deveria já ser assim?

Ué, a lógica é que Sérgio Correa da Silva já colocasse para sorteio os melhores árbitros devido as melhores notas. E aí reside outro problema ainda: os avaliadores de hoje!

Será que todos entendem do ramo?

Conheço muitos ótimos observadores de árbitros, mas quando escrevem sua impressões, simplesmente seus relatos são ignorados. E conheço também outros péssimos avaliadores, que só pertencem ao quadro por politicagem.

A proposta flamenguista é ótima, mas existe o empecilho: quem pagará a conta dos avaliadores independentes e das auditorias que fiscalizarão a Comissão de Arbitragem?

Não deveríamos estarmos preocupados com dinheiro. Afinal, um mísero amistoso da Seleção Brasileira já bancaria todo o custo dessa operação. O problema é a CBF gastar dinheiro para ações de lisura…

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– O Treinador Sobrevivente?

Coisas de um campeonato de muita exigência: o único treinador do Campeonato Brasileiro que da 1a até a última rodada permaneceu no cargo é Tite (o campeão).

O 2o mais longevo foi Levir Culpi, que se despediu nesta 5a feira (o vice-campeão).

Depois dele, há o Roger, do Grêmio (o 3o colocado na classificação).

Sintomático?

Aparentemente, a classificação dos clubes depende da paciência do cartola que mantém o técnico.

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– A hercúlea tarefa de respeitar a opinião: sobre (ainda) Santos 1×0 Palmeiras. E se tivéssemos tecnologia ao Luiz Flávio?

Parece que o primeiro jogo da Copa do Brasil não acabará tão cedo. As discussões nas redes sociais vão do debate respeitoso à manifestação xiita. Tudo por um lance de difícil interpretação: o pênalti reclamado pelo Palmeiras por Lucas Barrios!

Na Rede Globo, o comentarista Leonardo Gaciba entendeu que foi pênalti. Como a emissora tem a maior audiência, leva-se a crer que a maior parte dos torcedores concorde. Respeito as explicações, mas não entendo ter ocorrido infração. A análise da arbitragem deste lance e do jogo estão disponíveis no Blog “Pergunte ao Árbitro” neste link: http://wp.me/p55Mu0-Ed.

Na Fox Sports, o comentarista Carlos Eugênio Simon entendeu, assim como eu, que não foi pênalti. Na ESPN Brasil, Sálvio Spínola entendeu que foi. Na Rádio Jovem Pan, grande parte dos jornalistas entendeu que não foi. E por aí vai.

Qual o problema em concordar ou discordar? Nenhum! O faça respeitosamente.

Entretanto, com o advento da inclusão digital qualquer mal educado chega a você rapidamente, contrariando sua opinião com as ofensas mais grosseiras possíveis e tratando quem pensa diferente como bandido, criminoso, corrupto e maquiavélico torcedor do outro time!

É comum ver um mesmo comentarista ser tachado de corinthiano, palmeirense, santista ou são-paulino; só depende da visão do imbecil – ou melhor, do “intolerante fanático” que repudia, tripudia e calunia.

No site GloboEsporte.com, há uma câmera de ângulo invertido mostrando Lucas Barrios tropeçando nas próprias pernas e aí se desequilibrando. Não há, na imagem, toque qualquer de David Braz que o tenha tirado do prumo. Mas para os mais críticos o vídeo é editado e manipulado, entre tantas outras coisas. Alguns alegam que existe um toque anterior a esse. Não o vejo, e se há, não está disponível para visualização. Mas para isso há um contra-argumento: se Barrios foi tocado por Brás, manteve o equilíbrio e continuou a jogada – e isso não é falta, pois a queda em si somente se dá pelo fruto do seu próprio toque. A imagem é essa: https://youtu.be/BsU_NVXO7qE.

Claro, cada um terá o seu próprio entendimento. O que não pode é o exagero desmedido. Respeito o craque Edmundo e sua opinião, mas me assusta declarar ao Milton Neves na Band (minuto 2’00” até 2’20” do link abaixo de que foi “triplamente pênalti”, explicando 3 faltas cometidas no lance!

A explicação dele está em: http://esporte.band.uol.com.br/futebol/copa-do-brasil/2015/noticias/?id=100000782960&t=barrios-diz-que-resultado-nao-foi-justo-e-reclama-de-penalti .

Vi e revi imagens, assisti, ouvi e li opiniões: para mim, não foi pênalti pelos motivos citados na Análise da Arbitragem do 1o link disponibilizado neste texto. O que não dá para negar é: qualquer decisão marcada pelo árbitro seria polêmica, tal o grau de dificuldade para ele em seus míseros segundos a fim de apitar ou não o lance.

É covardia crucificar alguém. Mas imagine: e com a implantação do (necessário) recurso de imagens para auxiliar o árbitro? A polêmica seria menor?

Ao contrário: hoje falaríamos se o árbitro “brigou com a imagem ou não”.

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– Liga dos Campeões da Europa e Champions das Américas

A UEFA Champions League é sem dúvida um torneio extraordinário. Mas como a maioria dos campeonatos, sucumbe a certos politiqueiros que incham de participantes. Deveria ter uma super fase eliminatória, pois o legal é assistir aos grandes, os verdadeiros campeões. Mas Platini colocou uma tropa de clubes inexpressivos (assim como Nicolas Leoz fez na Conmebol). Vide Paok, Pielsen, etc.

Aliás, quando ele, um dia, disse que a FIFA deveria olhar para a periferia do futebol se referiu a quem? A estes pequenos? A outro inchaço: o da Copa do Mundo com 40 clubes, como já declarou publicamente?

Se na UCL temos o Astana do Cazaquistão, o Bater Borisov da Bielorússia, o Gent da Bélgicao que nos esperaria uma Copa do Mundo com tanta gente?

Paralelo a tudo isso, surgiu há meses a ideia do mega empresário italiano Riccardo Silva, bilionário investidor e criador de eventos, em uma “Liga dos Campeões das Américas”, a “American Champions League” (ACL), com 64 clubes de países da América do Sul, Central e do Norte, pagando 2 bilhões de dólares ao todo e com fases eliminatórias, onde entrariam mais pra frente os grandes times brasileiros, argentinos, mexicanos e americanos.

A sugestão é interessante, e ao blog do jornalista Rodrigo Mattos, no UOL, Riccardo Silva contou ter conversado com São Paulo, Corinthians e Flamengo, oferecendo 5 milhões de dólares para um mínimo de 2 jogos (uma partida de ida e de volta). O campeão levaria ao menos 30 milhões de dólares!

E aí: os clubes brasileiros topariam a empreitada, fugindo das amarras da Conmebol e seus dirigentes procurados pelo FBI?

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– Análise da Arbitragem de Santos 1×0 Palmeiras

O jogo foi atípico: 2/3 apitado por Luís Flávio de Oliveira, que sentiu uma contusão, e 1/3 por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, seu substituto imediato.

Vamos à participação de Luís Flávio: dentro do clima do jogo visto na Vila Belmiro, foi bem tecnicamente. Mas disciplinarmente, ao “pé-da-regra”, apenas razoável, sendo mais mediador do que árbitro em alguns momentos. Arbitragem que pode ser classificada como “cautelosa”, pois houve muito nhe-nhe-nhém na partida, com jogadores que não colaboraram dos dois lados e cartões poupados propositalmente, evitando que os atletas pendurados para a finalíssima levassem a advertência. Como previsto, Luiz Flávio conversou bastante.

Os dois lances mais difíceis para LF:

1) Pênalti marcado ao Santos: O escanteio vai ser cobrado, Ricardo Oliveira e Arouca estão se empurrando. Não se pode marcar nada pois a bola não está em jogo (apenas se pode dar advertência verbal). Cobrado o tiro de canto, Ricardo Oliveira corre para a pequena área e é puxado por Arouca. Aparentemente, o puxão na camisa não tem força suficiente para derrubar Ricardo Oliveira, mas por ser explícito e claramente ter a intenção de atrapalhar a tentativa de domínio do atacante, é infração. Dentro da área, pênalti. Lance infantil do defensor palmeirense, valorizado pelo atacante santista. Acertou Luís Flávio de Oliveira.

2) Pênalti não marcado ao Palmeiras: Lucas Barrios tem a oportunidade para chutar ao gol e há David Brás grudado nele. Quando se arma para chutar, perceba que já está desequilibrado, e é durante o desequilíbrio que há o contato do santista. Não foi por esse toque que Lucas caiu. Resta saber: caiu por ter se jogado intencionalmente ou se desequilibrou antes? Acertou também Luís Flávio de Oliveira.

Sobre a atuação de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza: entrou descansado, com a faca entre os dentes! Mudou o critério disciplinar de Luís Flávio, aplicando os cartões necessários. Em especial, soube discernir a violência da falsa impressão de jogada viril devido aos escorregões. Somente um porém: Lucas Lima, após sofrer falta de Lucas, o provoca com a mão no rosto. Era lance para Cartão Amarelo, não aplicado. Na sequência, Lucas desforra com um pontapé, e recebe Cartão Vermelho corretamente. Se não houvesse essa falha do árbitro, Lucas Lima estaria fora do segundo jogo da final…

Duas observações derradeiras:

1- Lance triste da contusão de Gabriel de Jesus. O choro do jovem atleta por ter caído de mau jeito aos 30 segundos e ter que sair do jogo foi comovente. Quem trabalha com esporte e procura manter a saúde, sabe o que é perder tão bestamente uma oportunidade. Além do menino ser “boa praça”.

2- Parabéns ao desprendimento de Luís Flávio, nenhum árbitro quer sair durante um jogo, em especial numa final. LF não foi vaidoso em querer se manter em campo e para o bem da partida, sabendo da dificuldade em estar em cima das jogadas devido ao gramado pesado e chuva, procurou a substituição.

Ops: para quem tem dúvida no lance de Lucas Barrios, veja que ele TROPEÇOU na própria perna. Segue:

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– O processo de “io-ionização” dos clubes de futebol

Eu sou do tempo em que havia sempre os mesmos times no Campeonato Brasileiro e Paulista. Alguns subiam e caiam de divisão com facilidade: a Portuguesa Santista, o Juventus ou o América de Rio Preto eram assim no Estadual. Náutico e Bahia idem no Nacional.

De repente… Portuguesa e Guarani começaram a cair-subir; cair-subir e… somente a cair! Passaram de times “io-iô” para times de divisões inferiores.

Recentemente, o Vasco da Gama e o Botafogo (com o Palmeiras no limite) passaram por essa fragilidade na perenidade da Série A. E tal fato traz o questionamento: o grandioso Time da Colina, de história maravilhosa, se cair pela 3a vez em 8 anos, estará definitivamente se apequenando? O Botafogo, subindo para a Série A, será para ficar?

Claro que os prejuízos financeiros e morais são grandes para quem cai de divisão. O desgosto do torcedor, maior! Mas a “io-ionização” de alguns clubes (como o próprio Vasco) traz questionamentos sobre o futuro!

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– Ganhando o meio-campo!

Os memes que surgem na Internet sobre futebol podem ser bem didáticos. Este, abaixo, relativo ao clássico Real Madrid 0x4 Barcelona, mostra perfeitamente como “ganhar o meio-campo” pode ser fatal.

A foto, verdadeira (não é montagem), mostra como o treinador madrilenho Rafa Benítez perdeu o jogo deixando os craques do Barça jogarem a vontade.  

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Santos x Palmeiras – Final da Copa do Brasil

Para a primeira partida da final da Copa do Brasil 2015, apitará o paulista Luiz Flávio de Oliveira.

Bom árbitro escolhido por sorteio?

Sim, bom nome pelos árbitros que se tem no quadro na atual geração. Mas há algumas coisas interessantes a serem discutidas. Vamos a elas?

1- LF leva o estigma do sobrenome Oliveira, tão repudiado por santistas e palmeirenses devido ao histórico de discussões marcadas na carreira de seu irmão Paulo César (algumas críticas justas, outras não). O problema sempre foi: a comparação!

2- Paulo deixava o jogo, no auge da carreira, fluir muito mais. Quando viu o sonho de apitar a Copa do Mundo se desmanchar, tornou-se comum. Luiz paralisa mais as partidas, tenta controlar o jogo marcando as faltas mais leves.

3- PC ouvia as queixas dos atletas, que entravam por um ouvido e saíam pelo outro. LF as ouve, filtra e dá satisfação aos jogadores.

4- PC e LF, se comparados, são iguais na condição tecnico-física, mas opostos nas disciplinar.

E isso é bom para quem?

Avalie você mesmo: para um time de jogo truncado, com mais reclamações e onde a bola não rola tanto (pela condição ou tamanho do gramado), Luiz Flávio é melhor. Assim, seu estilo não se encaixa para equipes velozes e que jogam mais para o ataque.

Trocando em miúdos: em tese, teoricamente, para o Palmeiras, time mais marcador, que toca a bola mais de lado e possui jogadores que falam muito e estão pilhados, LF é uma boa pedida.

Se eu fosse dirigente do Santos, torceria para que a bolinha sorteada (pelo estilo de arbitragem, não por pressão, afinidade ou qualquer bobagem que o valha) fosse de: Vuaden, Daronco, Claus – que gostam do jogo mais corrido e não permitem reclamações.

E se eu fosse dirigente do Palmeiras, torceria para árbitros como: Luiz Flávio, Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols e Wilton Sampaio – árbitros que “picam mais o jogo”, aceitam conversa e não tão rigorosos disciplinarmente.

Claro, tudo isso pensando no jogo sendo na Vila Belmiro, pelas suas características próprias.

Tenho certeza que se a final fosse em 3 jogos e Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, pudesse escolher 3 árbitros por pura indicação, escalaria: Dewson Freitas-PA (jogo 1) e Anderson Daronco-RS (jogo 2), escalados à exaustão e apostas que ele faz, dando a finalíssima a Ricardo Marques Ribeiro, que mesmo com tantos erros no Brasileirão é prestigiado – sendo ele o nome trabalhado hoje pela CBF para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Espero que Luiz Flávio faça uma grande partida; afinal, está maculado pelo erro bisonho de um “pênalti de queimada”, daqueles da “Regra 12B”, no jogo Corinthians x Sport pelo Brasileirão. É a oportunidade para mostrar que superou o equívoco!

Aliás, tomara que não tenhamos tais lances polêmicos de mão na bola e bola na mão; e se ocorrerem, que se aplique a Regra da FIFA, não a da CBF.

Em tempo:

1- Luiz Flávio precisa de mais exposição em jogos internacionais. Sendo FIFA e com 38 anos, está pouquíssimo aproveitado fora do país.

2- Os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são incontestáveis hoje. Eu os escalaria tanto nos jogos de ida e de volta.

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– Neymar: Chantagem ao Fisco ou Pedido de Aumento?

O craque brasileiro Neymar Jr, através do “Neymar Pai”, mostrou que está descontente com sua situação financeira. O pai do atleta deu uma declaração interessante: disse que apesar do jogador estar feliz jogando na Espanha, a família toda não está. O problema seria o Fisco Espanhol, que cobra o não pagamento de impostos.

Ora, o sonho de qualquer contribuinte no mundo inteiro é não precisar pagar tributos. Mas todos nós somos obrigados a tal compromisso! Por quê com Neymar seria diferente?

Aqui, penso que só há duas respostas:

1) A declaração nada mais é do que uma chantagem sobre o não pagamento de impostos às autoridades espanholas, fazendo de conta que o jogador irá embora do país se continuar sendo cobrado (como se fosse imprescindível sua permanência); ou

2) Estratégia para pedir aumento ao Barcelona e fazer com que seu salário, no final das contas, seja “livre de tributos”?

Os jornais da Espanha criticaram muito a declaração. E cá entre nós: imposto se tem que pagar na Itália, na Alemanha, na Inglaterra…

Se quer tranquilidade tributária, só restará jogar os campeonatos de Liechtenstein, Luxemburgo, Panamá, Ilhas Cayman…

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– Flamengo 1×1 Ponte Preta e a Mão Inexistente

É incrível como toda parte do corpo está virando mão intencional na bola neste Brasileirão. Dessa vez, foi no Mané Garrincha.

Aos 4 minutos, a bola foi cruzada na área do Mengão e o pontepretano Cristian tenta o domínio, a bola bate no peito e TALVEZ no braço. Repare no texto: a bola é quem bate, se é que bateu. Do lance resulta o gol, que foi anulado pelo árbitro Dewson de Freitas. Errou.

Mesmo que a bola tenha batido no braço, foi de maneira natural, sem intenção e, portanto, legal. Não dá para interpretar intenção no lance (foi nítido que o lance foi “sem querer”), tampouco alegar movimento antinatural dos braços (como fazer o braço desaparecer em jogada tão rápida, após bater no peito?).

Segundo erro seguido de Dewson de Freitas (que apitou Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras) e segundo prejuízo da Ponte Preta (que teve um pênalti ridiculamente marcado por Chicão de Alagoas contra o Figueirense).

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– Clássicos disparates!

O futebol mundial se surpreendeu com alguns placares neste final de semana, e eles darão trabalho aos dirigentes que perderam:

Real Madrid 0x4 Barcelona, pois, segundo Suárez, “perderam a motivação para o 5o gol”.

Manchester City 1×4 Liverpool com uma incrível química entre os brasileiros Phillipe Coutinho e Roberto Firmino.

Corinthians 6×1 São Paulo, fora o baile que o Timão com o time B deu no Tricolor.

Imagine a dor de cabeça que os cartolas desses times que perderam terão durante os próximos dias…

Como reverter? Uma sequência de placares elásticos e atuações convincentes, o que não será fácil para ambos perdedores…

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– Arbitragem do Clássico Corinthians x São Paulo bem escolhida?

Não gosto de certas atitudes desprestigiosas. Uma delas: durante o ano todo se buscou árbitros desconhecidos e/ou novatos para terem oportunidades. Alguns foram bem, outros fizeram lambanças.

Pois bem: para Corinthians x São Paulo em Itaquera apitará o carioca Péricles Bassols, com bandeiras paulistas.

Por quê não árbitro paulista?

Por quê não testar um nome emergente de SP mesmo?

Vinícius Dias Gonçalves Araújo, que foi tão bem no Paulistão, sumiu. Flávio Rodrigues Souza, quando exigido, deu conta. Vinícius Furlan e Thiago Duarte Peixoto foram preteridos. O que acontece com os árbitros novos que pertencem à FPF na CBF?

Quando é para dar um jogo bom, a Comissão de Árbitros não dá chances. Renovar como?

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– Real Madrid 0x4 Barcelona: faltou o Casemiro?

O Barcelona jogou muita bola e deu um baile no Real Madrid neste final de semana: 4×0 em plena Madri, com um show de Neymar, Suárez e Iniesta (Messi entrou só no final por estar voltando de lesão).

Cristiano Ronaldo não conseguiu jogar nada, e os catalães foram indiscutivelmente superiores aos merengues. Uma espécie de #BRA1x7GER.

Entretanto…

Lendo nos sites estrangeiros, muitas críticas a Rafa Benitez, treinador do Real.

Ora, o Barça jogou muito! Mas a insistente pergunta da imprensa estrangeira é: por quê Casemiro, o volante ex-sãopaulino, não foi titular, já que estava atuando tão bem nos últimos jogos?

Segundo Benítez, num Real x Barça se precisa de “jogadores experientes, não de jovens”.

Neymar que o diga…

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– Parabéns à Conquista do (Hexa?) Campeonato do Corinthians!

Bi, tri, tetra, penta… E o Corinthians é aclamado como Hexacampeão.

Mas é hexa mesmo?

Antes, recordo-me que a atribuição sempre se deu a campeonatos seguidos conquistados. O Náutico, por exemplo, já foi decacampeão em PE (ganhou 10 vezes seguidamente), embora tenha quase 40 títulos regionais. Convencionou-se, por causa da Copa do Mundo, chamar aquele que conquista algumas vezes o torneio pelos adjetivos citados. Só que a Copa do Mundo é muito mais esporádica do que os regionais/ nacionais.

Assim, o São Paulo é bicampeão paulista de 80/81 e o Corinthians de 82/83. Mas ambos tem quase 30 títulos em SP! Se fosse assim, teríamos equipes triacontacampeães (trinta vezes campeão não-consecutivamente)?

Daqui 100 anos, se o futebol não falir, aquele que ganhar o 40o título de campeão será chamado como?

Por fim: o Milan luta para conquistar seu 19O escudeto no Calcio. A torcida gritará: “eneadecacampeão” nas arquibancadas? No 20o: “É, icosacampeão!!!”

Para mim, deve-se dizer 6o título conquistado. Nada mais do que isso – e merecido! Afinal, os números, o futebol jogado e a campanha mostram e justificam o título. E não se impute à arbitragem, que errou pró e contra a todos.

Levir Culpi ainda critica o título chamando-o como “manchado” nas entrevistas. Discordo, sobre isso, já falamos em outra postagem: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/11/03/corinthians-sem-essa-de-apito-amigo-galo/

Só não gostei da camisa comemorativa. Que mal gosto! Vale mais a tradicional do que essa modelo “XV de Piracicaba versão Nike”

Tão criativos que os marqueteiros são, deram voz aos piadistas das redes sociais. Uma das brincadeiras que postam na Internet:

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