– Criatividade sobre Como se vê o Árbitro!

Criatividade do torcedor é algo incrível.

Veja só:

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– O Diálogo Flácido do Workshop dos Árbitros, sem árbitros!

Quando José María García-Aranda, árbitro espanhol que apitou 3 partidas na Copa do Mundo da França em 1998 e 2 na Eurocopa 2000, resolveu pendurar o apito, se tornou Diretor de Árbitros da FIFA, chefiando e orientando os juízes.

Hoje, atua em consultoria de futebol e realiza trabalho como assessor da Real Federação Espanhola. E estará no Brasil para um workshop sobre arbitragem, entre 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

O evento, chamado de “Planejamento Estratégico Plurianual da Arbitragem Brasileira”, organizado por Sérgio Correa da Silva, terá 3 momentos especiais, segundo a CBF. No primeiro, haverá palestras sobre planejamento estratégico, momento atual e diretrizes organizacionais (Missão e Objetivo). No segundo, o tema será “Como projetar e selecionar estratégias de ação e formas de monitorar e avaliar os processos”. No terceiro, os participantes vão assistir palestras de como viabilizar/incluir o intercâmbio e responsabilidade social (instituição/sociedade), debater o atual plano de carreiras, a arbitragem feminina e outros temas.

Gostou?

Sabe a quem se destina?

Aos 27 presidentes de Comissões de Arbitragem Estaduais.

Responda: diante de tamanha teoria e lenga-lenga burocrática, sem a presença dos árbitros (que estarão nos estaduais apitando), você tem noção de quanto, na prática, irá melhorar a arbitragem dentro de campo?

Possivelmente NADA. E se alguma coisa piorar, culparão Aranda como fizeram com Larrionda sobre os pênaltis de queimada.

Colocar gente competente para administrar a arbitragem, trazer alguém atuante na FIFA (nada contra Garcia-Aranda, ele poderia atuar até mesmo no cargo de Sérgio Correa) ou chamar Massimo Bussaca, o número 1 da arbitragem da FIFA, seria muito mais eficaz.

Aranda, hoje, não é voz oficial da FIFA, mas consultor remunerado. Para mim, pura demagogia e desperdício financeiro. Sem contar, claro, que tal evento irá para a conta dos serviços prestados pela CA-CBF.

Perguntar não ofende: já que é para gastar com cartolas administrativos e dizer que isso melhorará a arbitragem, por quê não se traz a cúpula da Comissão de Arbitragem da FIFA e convida OS ÁRBITROS, não os coronéis da vida (como Cel Marinho e tantos outros que ocupam cargos de presidência de CEAF) para participarem?

Incrível: a CBF teve Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Marcos Vicente e em breve o Cel Nunes, e Sérgio Correa continua firme e forte em seu cargo, mesmo com reclamações dos clubes da Série A.

Ok, entendo. A presidência da Comissão de Árbitros é cargo de confiança de quem chefia a CBF. Se o chefe o quer, que assim seja.

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– O inteligente Del Nero e a resposta em Stand By

É claro que quando o cara é esperto, não costuma “dar ponto sem nó”. E isso serve perfeitamente ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

Se precavendo contra possíveis punições da FIFA, encerrou sua licença e voltou a presidir a entidade. De tal forma, pode pedir uma nova licença e indicar seu sucessor, e por lógica, alguém de sua confiança, como o recém eleito vice-presidente Cel Nunes. E se a FIFA cassar os direitos de Marco Polo, o próprio Cel Nunes se mantém presidente (por ser o vice mais velho), evitando que o desafeto Delfim Peixoto assuma o cargo.

A pergunta chave é: qual a justificativa que Del Nero dará para convencer as pessoas de que voltou da licença sem ser a de que é uma jogada só para dar posse ao Cel Nunes?

Vamos ter que ficar aguardando uma resposta…

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– Zizou virou técnico. E agora?

Zinedine Zidane, o franco-argelino que tanto jogou bola e encantou o mundo, agora é treinador de futebol!

Estando no Real Madrid B, substituirá Rafa Benitez no time principal. E o curioso é: três ex-jogadores emblemáticos como treinadores na Liga Espanhola – Zizou no Madrid, Luiz Henrique no Barça e Simeone no Atlético.

Não sei se Zidane será tão mágico fora das 4 linhas quanto dentro; afinal, um craque dos gramados não será necessariamente genial à beira das 4 linhas (e o inverso é verdadeiro). Mas torço para que tenha sucesso.

Sobre quando Zidane e Luiz Henrique jogavam, “bomba” na Internet uma briga entre os dois. Vide em: https://www.youtube.com/watch?v=wAHpy4xh2Gk

– O temor das propostas irrecusáveis do Mundo Asiático no Futebol Brasileiro.

As saídas de atletas de destaque do último campeonato brasileiro (2015), como Jadson e Renato Augusto, preocupam muito o cenário atual do futebol local. Ambos irão para a China, que tem coberto propostas até de clubes de primeira linha da Europa.

No ano de 2014, o mercado asiático também levou dois jogadores: Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

O que me incomoda: perceberam que não há nenhum dito craque, “bam-bam” ou destaque sendo cogitado para ser contratado por clube gigante europeu?

Na contramão do excesso de jogadores que se vão, aqui repatriamos atletas veteranos. Vide Diego Lugano, 35 anos, e talvez mais ninguém de destaque reconhecido ou nome de história importante.

Cadê os craques revelados no ano passado? Não tivemos novatos despontando? Isso preocupa demais. E preocupará para o médio prazo, especificamente para a Copa 2018. Quem serão os jogadores disponíveis em alto nível técnico no Mundial da Rússia? Teremos Neymar, Douglas Costa e… um punhado de atletas fazendo conexão em Pequim?

A China vem vindo forte para as negociações de atletas. Lá, políticos influentes se associaram a bancos, construtoras, indústrias e outros novos ricos da economia emergente e de proporções gigantescas. Nem sempre os negócios são as claras, já que em muitos casos se crê em lavagem de dinheiro pelo fato da corrupção no futebol ser uma constante. Vide as máfias de apostas e árbitros corruptos revelados pela FIFA há pouco tempo e punidos, todos provindos da China.

Claro, com a desvalorização do dólar no Brasil, o já alto valor oferecido pelos clubes tem peso maior. Mas me perturba: por 10 meses a atividade industrial da China caiu. Hoje, a preocupação é o que fazer com os crescentes galpões vazios e uma suposta quebradeira geral. Nada como nosso país, que já vive esse panorama. É o paradoxo da China: agir como capitalista ao extremo, agressivo nos negócios, com respaldo do Partido Comunista Chinês, em meio ao um clima de mudança no país e desaquecimento (pequeno, é verdade) mas regular. Os contratos a longo prazo serão cumpridos?

O certo é que o investimento no futebol é uma realidade: os dois últimos títulos de campeão da Copa da Ásia de Clubes foi o Guangzhou, cujos elencos nas duas temporadas foram comandados por Marcello Lippi e Scolari, campeões mundiais de futebol em 2006 e 2002. Aliás, os dois últimos treinadores da Seleção Brasileira estão por lá: o próprio Scolari e Mano Menezes.

Vide o elenco do Shandong, ao final de 2015: 3 goleiros chineses / 9 defensores chineses / 4 meio-campistas chineses, 1 argentino (Montillo) e 2 brasileiros (Júnior Urso e Jucilei) / 4 atacantes chineses e 2 brasileiros (Diego Tardelli e Aloísio Boi Bandido). O treinador é Mano Menezes.

Elenco do Guangzhou: 25 jogadores, sendo 19 chineses e 6 brasileiros: Robinho, Paulinho, Ricardo Goulart, Elkeson, Alan e Renê Júnior, com o treinador Scolari.

Duas perguntas:

Por quê não há zagueiros ou goleiros brasileiros?

Por quê os dois principais clubes chineses, com vários atacantes brazucas, não possuem um só europeu?

Teríamos respostas?

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– Piso e Teto nos Salários do Futebol?

Os clubes de futebol brasileiros estão quebrados financeiramente, isso é fato. Certamente, atletas como Alexandre Pato ou Leandro Damião, se fossem contratados hoje, não receberiam tanto dinheiro.

A inflação nos salários vivida recentemente lembrou os anos 90, quando a Parmalat começou a repatriar jogadores com salários a nível europeu. Recentemente, alguns atletas também foram trazidos do Velho Continente a salário alto, mas não no auge da carreira.

Também os treinadores vivem essa alta: será que a majoração que se vê não está fora da realidade?

Talvez. Mas para a saúde financeira dos clubes, não deveriam se unir para a criação de um teto salarial, ao mesmo tempo em que os atletas deveriam lutar por um piso?

É chegada a hora de repensar os custos. Ou não?

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– Champagne é mais do mesmo

Jerome Champagne, candidato à presidência da FIFA, definitivamente é mais um dos muitos cartolas que estão amarrados às obscuridades da entidade.

Prova disso?

Nas Páginas Amarelas da Revista Veja dessa semana (ed 06/01/2016, pg 11-13), declarou ao jornalista Alexandre Salvador:

Estou convencido de que a história julgará o senhor Blatter de uma forma muito mais positiva do que a situação de hoje”.

Defender Joseph Blatter com tudo o que já foi exposto, se o mundo do futebol fosse sério, é suicídio eleitoral.

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– FIFA já pré-seleciona árbitro brasileiro para Copa de 2018!

Em Miami, entre 25 e 29 de abril deste ano, a FIFA realizará o primeiro encontro com os árbitros escolhidos em etapa inicial para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia (masculina) e para a Copa do Mundo de 2019 na França (feminina).

Os juízes que lá estarão, se mantiverem um bom desempenho em seus jogos, testes escritos, práticos e físicos, serão os árbitros / árbitras das duas competições.

E quem representará o Brasil nas Copas do Mundo masculina e feminina?

Foram selecionados como árbitros titulares Sandro Meira Ricci e Regildênia Holanda de Moura. Também está pré-selecionado Wilton Pereira Sampaio como reserva imediato, caso Sandro não seja o escolhido.

Surpresa?

Mais ou menos. É sabido que Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros da CBF, canalizou todos os seus esforços para fazer o árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro o árbitro para a Copa de 2018, sendo Dewson de Freitas, o árbitro do Pará, a segunda opção. Parece que nessa nova fase da FIFA, a CBF perdeu toda a sua força nos bastidores. E explico os motivos:

Ricardo Marques Ribeiro foi prestigiado pela CA-CBF o ano inteiro. Mesmo com erros grosseiros no Campeonato Brasileiro, o árbitro era insistentemente colocado a sorteio e sua bolinha caia favoravelmente. Em competições internacionais, quando escalado, Ricardo Marques não desempenhava bom trabalho.

Já Sandro Meira Ricci se tornou desafeto de Sérgio Correa da Silva, seu superior imediato. Mas veja que curioso: um ano antes de entrar no quadro da FIFA, Sandro fez um espetacular Campeonato Brasileiro, mas perdeu a vaga para Péricles Bassols no quadro internacional. No ano seguinte, com rendimento um pouco inferior, conseguiu a honraria.

Entretanto, nos jogos de Libertadores da América e na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, Sandro foi espetacular, tendo impressionado os cartolas estrangeiros. Porém, nos jogos aqui no Brasil, uma má fase surpreendia, com atuações questionáveis.

Como Seneme teve problemas no joelho, Vuaden reprovou nos testes físicos, Heber e Paulo César preteridos, a vaga para o Mundial 2014 pingou na cara do gol para Ricci, que a agarrou com unhas e dentes. Fez uma participação muito boa na Copa do Mundo de Seleções no Brasil 2014, tendo a sorte de se tornar o primeiro árbitro a validar um gol pelo sistema eletrônico implantado em competição oficial. Só que de volta ao Brasileirão, a má fase continuava… E durante a Copa América 2015, o próprio Sérgio o “cornetou” dizendo que ele estava com problemas pessoais com a filha na Nova Zelândia, expondo uma situação particular que constrangeu o juiz.

A escolha de Ricci não surpreende pela questão técnica, mas sim pela política: ela foi certamente a CONTRAGOSTO da CBF. E a indicação de Wilton como suplente me impressionou: já estaria a frente de outros árbitros FIFA, como Daronco e Claus?

Por fim: justa indicação da árbitra Regildênia de Moura. Corajosamente, ela denunciou um esquema de assédio moral / sexual dentro da Federação Paulista de Futebol, derrubando o assessor do Cel Marcos Marinho, Arthur Alves Jr (que é atualmente presidente do Sindicato Paulista e vice-presidente da ANAF). O Coronel alegou que as denúncias eram infundadas e só havia conversado com a Regildênia quando ela reclamava de poucas oportunidades. Justamente após o caso, surge a indicação da FIFA – com justiça, pois acompanho o esforço dela e sei das qualidades da moça.

Enfim, se você pudesse, quem indicaria para a Copa do Mundo Masculina 18 Rússia e Copa do Mundo Feminina 19 França?

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– A Copa São Paulo é para revelar ou não?

Começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior, edição 2016! A competição é apaixonante para quem gosta de esportes, e abre o calendário futebolístico do Brasil.

Porém, a “Copinha”, como é conhecida carinhosamente o torneio, há tempos deixou de ter o propósito inicial: apresentar os craques do futuro e revelar atletas.

No começo, craques surgiam em grandes jogos de equipes de ponta. Clubes de expressão conseguiam mostrar o trabalho realizado nas categorias de base, enfrentando co-irmãos da mesma grandeza.

Hoje, equipes de todo o país, até mesmo as que não se sustentam durante o ano, disputam a Copa SP. Esquadrões formados às pressas, seleções regionais e combinados de atletas de empresários influentes acabam se envolvendo com clubes grandes. E como no futebol nem sempre o melhor vence, pode ocorrer de um grupo qualquer, por ser jogo único, eliminar um time sério que trabalha o ano inteiro. E isso não é bom para o futebol… Já tivemos o Roma de Barueri (de onde veio e para onde foi?) vencendo o torneio em cima do São Paulo FC.

Quem continua fazendo trabalho sério no esporte: o Roma ou o SPFC? O primeiro vende (ou vendia) atletas como mercadoria, o outro forma jogadores (incluindo trabalho escolar e social). E, com frequência, esses mesmos combinados que por acaso vencem a competição, passam vexame: ou alguém não se lembra de times do Tocantins e Roraima levando goleadas com placares de mais de 10 X 0?

Em suma: perdeu-se o espírito esportivo e privilegiou-se o mérito financeiro. A Copinha deveria ser um torneio com os 12 grandes do Brasil: os 4 paulistas, os 4 cariocas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros. Se possível, o convite a um ou outro do Centro-Oeste e Nordeste (simplesmente privilegiando o mérito técnico).

Uma segunda opção seria a de transformar a Copa SP em um estadual sub20: equipes tradicionais e com bom trabalho em suas categorias de base disputariam – Paulista de Jundiaí, Guarani de Campinas, Ponte Preta, Nacional da Capital, entre outras, seriam indubitavelmente fortes equipes na competição.

Por fim: não poderia deixar de tocar no assunto: e para a arbitragem, a Copinha vale o quê?

Vale muito! Para o árbitro iniciante, é a oportunidade de grandes jogos (para a sua carreira até aquele momento) e com casa cheia. É um debute em competição de importância. Serve para ele aspirar a séries mais altas no Estadual, como A3 e A2, além de ganhar ritmo de jogo para a temporada.

Há um problema nesse ponto: antes, a Copa SP era arbitrada por jovens árbitros durante todo o torneio, e quem se destacasse mais, chegaria à final. Hoje mudou: árbitros conhecidos nacionalmente apitam alguns jogos a fim de se prepararem ao Paulistão, tirando a oportunidade de revelar jovens talentos do apito. Na década de 90, quem apitava a final da Copinha conseguia chegar a série A1! Nos últimos anos, até FIFA atuou na Copa SP.

Fica a preocupação: qual o mote principal da Copinha aos árbitros, pela visão da Comissão de Árbitros da FPF: revelar gente nova ou treinar juiz da primeira divisão?

Quanto ao mote dos clubes, aqui a Federação Paulista não deixa dúvidas: é o de fazer negócios! Claro, quais talentos das últimas edições da Copa SP disputam o Campeonato Brasileiro?

O craque, hoje, não precisa de Copinha para se revelar. Lembre que Neymar era reserva na edição em que disputou…

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– E agora, José?

Recebi de amigos e fiquei encafifado. Como gosto de pedalar, pergunto: o que fazer no trecho abaixo?

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– Os 2 pênaltis de Real Madrid x Real Sociedad

Acompanhei o primeiro tempo de Real Madrid 1×0 Real Sociedad (placar parcial). E nos primeiros 45 minutos, dois pênaltis polêmicos.

No primeiro, Benzema entra na área, sente o seu marcador próximo e se joga. Não foi pênalti, mas o árbitro vê a queda e marca a penalidade. Errou.

No segundo, após o cruzamento de Bale, a bola bate na perna e na sequência no braço de Berchiche que dava um carrinho para interceptar a jogada. Pênalti corretamente marcado por movimento antinatural dos braços ou não?

Não podemos dizer que o atleta “correu o risco” da bola bater em seu braço, já que “correr risco” é ser imprudente, e uma das condições para se marcar uma infração por uso das mãos na bola é que obrigatoriamente deve ser um lance deliberado, nunca imprudente (muitos são levados a usar o termo incorretamente pelo mau uso da expressão por parte da Comissão de Árbitros da CBF – esqueça o “correu risco” e o substitua por “usar as mãos de maneira a buscar tocar a bola disfarçadamente“).

Enfim: houve o movimento antinatural dos braços do defensor? Por dar um carrinho com as mãos abertas, de maneira estabanada, você pode entender que no seu íntimo ele queria tocar a bola com as mãos, já que ampliou seu espaço com tal movimento dos braços. Mas considere: pelo fato da bola bater na perna do zagueiro e desviá-la, havia tempo para ele desviar o braço a fim de evitar o toque?

Se por um lado os braços excessivamente abertos trazem a dúvida da subjetividadepor outro o desvio da perna tira essa condição. A bola bateu rápida, sem tempo do desvio/ reflexo do jogador.

Eu não daria nenhum dos dois pênaltis, mas respeito quem interprete diferente o segundo lance. E você?

Em tempo: se Berchiche usou as mãos deliberadamente para interceptar o cruzamento, deveria ter recebido o cartão amarelo. E como já houvera recebido um cartão, deveria ser expulso.

Em tempo 2: a arbitragem espanhola sempre foi muito ruim. A chegada de estrelas que enriqueceram a Liga Espanhola não foi proporcional à pequena melhora dos árbitros. Mas quem somos nós, brasileiros, para falarmos isso hoje?

Convido aos amigos para assistirem aos vídeos FIFA 1, 4 e 7 que estão nesse link, e que ilustram melhor, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/10/16/penaltis-de-movimento-antinatural-entenda-a-diferenca-do-que-a-fifa-quer-e-o-que-a-cbf-inventou/

 

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– As escalas para a Copa São Paulo de Futebol Junior: São Paulo x Paulista e outras considerações!

Já foram divulgadas as duas primeiras escalas para a Copa SP 2016. Para São Paulo x Paulista, apitará o jovem Lucas Mola, com experiência quase nula no torneio, e que na mesma Arena Barueri já foi 4o árbitro na Copinha no jogo São Paulo 5 x 1 Nacional.

Ok, a Copinha é para revelar árbitros e dar as primeiras oportunidades importantes. Gosto desse entendimento. Mas para Audax x Paulista, foi escalado (não é sorteio) Wander Escardine, muito mais experiente, que deveria estar na pré-temporada da A2, não sendo escalado para esse tipo de torneio, tirando oportunidade de novatos.

Para Paulista x Tiradentes, a FPF ainda não divulgou a escala. Estaria esperando o andamento das chaves para colocar árbitro mais experiente ou não? Provavelmente.

Me pesa ver nomes como Luiz Vanderlei Martinuccio, Douglas Flores ou Thiago Scarascati que estão na A1 e não precisariam tirar lugar de quem queira aparecer. Ou de José Roberto Marques, Maurício Fioreti, Douglas Marcucci, Alysson Matias e outros tantos veteranos sendo escalados. ELES TÊM MAIS TEMPO DE ARBITRAGEM NA CARREIRA DO QUE A IDADE DOS JOGADORES. Para quê o Cel Marinho fazer isso?

É para testar quem não precisa ser testado? Para provar a humildade de quem já está calejado desse tipo de situação? Ou apenas incompetência administrativa?

Insisto: a Copa SP de Futebol Júnior é para dar chances a novatos e o melhor deles fazer a final. Não deve ser torneio para dar ritmo de jogo à A1, tampouco para colocar em atividade árbitro de A2, A3 e série B.

A única competição que revelava árbitros, agora, sendo mal aproveitada… Como revelar se não se dá chance real?

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– Bons tempos do Futebol Brasileiro…

Que tal?

Carlos Alberto e o Gol incrível na Copa de 70, na Final contra a Itália. Talvez o mais belo conjunto de toques de uma equipe de futebol, culminando neste golaço.

Bons tempos em que o Escrete Canarinho era respeitado…

Abaixo (um colírio para quem gosta de futebol – com narração de rádio):

– Copa SP de Jrs e o Mata-Mata que ao invés de desclassificar, classifica!

Coisa de gênio!

A FPF inchou tanto a tradicional Copa São Paulo de Futebol Jr, que a edição 2016 terá 112 clubes, divididos em 28 chaves (antes, eram grupos por ordem alfabética, mas agora não dá mais para nomeá-los de A a Z), classificando dois times de cada chave de 4.

Com tal número, passarão 56 times para a Fase 2, que jogarão em mata-mata. Para a Fase 3, restarão 28. E para as Oitavas de Final, 14 equipes classificadas por vencerem o mata-mata mais 2 clubes que perderem o mata-mata mas tiverem melhor campanha que os outros 12 eliminados.

Sensacional, não? O clube disputa a fase, perde em jogo eliminatório e as duas equipes do jogo se classificam. Deu para entender?

Pudera, tem que inchar mesmo, caso contrário não seria possível encaixar “tradicionais clubes” como o Boca Júnior do Sergipe (não é Boca Jrs da Argentina), o Pérolas Negras do Haiti, o Palmeira Potiguar (não é Palmeiras, é Palmeira mesmo), o Sabiá do Maranhão ou o Galvez do Acre.

Não dava para fazer uma fase “pré-Copa SP”, e os times mais importantes entrando depois?

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– Cesar Vallejo, o Peralta?

O São Paulo FC iniciará 2016 em competições internacionais enfrentando o Universidade Cesar Vallejo (UCV).

Algumas curiosidades sobre o time:

– Cesar Vallejo foi um poeta do século XX. Peruano, neto de indígenas, esquerdista e de origem miserável, foi chamado por Eduardo Galeano de “poeta dos vencidos”.

– O time é um clube-empresa, de propriedade da universidade particular de mesmo nome, cujo dono é o professor César Peralta. Peralta foi prefeito de Trujillo, governador de La Libertad e atualmente é candidato à Presidência da República.

– Dinheiro não é problema para o clube, considerado um dois mais abonados financeiramente e sem dívidas vencidas. Para o jogo da Pré-Libertadores, já contratou cinco reforços.

Em que pese o fato de pouca tradição internacional, o que você pensa: o São Paulo FC é amplamente favorito ou não é bem assim? Haverá  alguma peraltice?

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– Daronco, o melhor árbitro do Brasil segundo os jogadores! O pior é…

O Datafolha fez um levantamento junto aos jogadores dos principais clubes de futebol brasileiros sobre quem é o melhor árbitro hoje. E os resultados dos 3 primeiros colocados foram:

1- Anderson Daronco: 25,9%,

2- Heber Roberto Lopes: 22,2%,

3- Luiz Flávio de Oliveira: 17,5%.

Percebam que o árbitro brasileiro da última Copa do Mundo, Sandro Meira Ricci, que há tempos amargura uma fase ruim, não foi citado.

Já quanto o pior árbitro da atualidade, algumas curiosidades sobre os 3 piores colocados:

1- Ricardo Marques Ribeiro: 16,6%,

2- Heber Roberto Lopes: 10,1%,

3- Leandro Pedro Vuaden: 8,3%.

Repare que se para alguns Heber é o 2o melhor, para outros é o 2o pior. E que nosso árbitro que está sendo preparado para a Copa da Rússia 2018, Ricardo Marques Ribeiro, amarga a liderança negativa na opinião dos boleiros.

E a você: quem são os melhores e piores árbitros da atualidade?

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– Se Battler e Platini foram punidos, imagine Del Nero…

Blatter e Platini levaram uma suspensão de 8 anos do Comitê de Ética da FIFA.

O suíço Blatter já era esperado, foi secretário de Havelange e aprendeu com ele. Platini foi excepcional jogador, parecia cartola diferente, mas… não aguentou e se corrompeu!

Blatter disse que isso só aconteceu porque os EUA não conquistaram a sede de 2022.

Ufa ainda bem!!!

Penso: o que farão com Del Nero? Se os mais importantes foram rigorosamente punidos, Del Nero deverá ser banido do futebol.

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– Robinho, hoje, é necessário ao Santos FC?

Robinho está triste e quer voltar ao Santos. Mas percebeu que só na Vila Belmiro foi titular?

No Real Madrid, não conseguiu se manter. No Manchester City, não deu certo. No Milan, foi reserva de egípcio! Agora, na China, virou banco.

Talvez ele e seus agentes precisem pensar melhor nas pedidas salariais. Afinal, o que costumam pedir foge da realidade atual e, cá entre nós, seria do agrado de Dorival Jr a volta do caro “Rei das Pedaladas”, em detrimento dos outros atletas que ganham salários mais modestos?

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– As diferenças das premiações da Libertadores e da Champions League

Imagine só: se o Corinthians, São Paulo ou Palmeiras forem campeões da Libertadores da América 2016, receberão em premiações totais o valor aproximado de R$ 39 milhões.

Pouco ou muito?

Pouquíssimo. Vide o Maccabi Tel Aviv, que na Liga dos Campeões da Europa (a UCL) perdeu seus 6 jogos. E com apenas 1 gol marcado e 16 sofridos, recebeu R$ 60 milhões!

Claro, houve a pressão dos clubes para o reajuste dos valores pagos, em especial quando surgiu a proposta de uma criação da ACL (American Champions League), selecionando os principais argentinos, brasileiros, americanos e mexicanos. Mas ainda falta muito para o ideal…

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– Felipe Mello versus Biglia: só o Cartão Vermelho é suficiente?

O brasileiro Felipe Mello não consegue apagar sua fama de violento. Ontem, no duelo entre Internazionale 1×2 Lazio, ele quase arrancou a cabeça do seu adversário Biglia num golpe de Kung-Fú.

Assista o lance e diga: somente o cartão Vermelho é suficiente para puni-lo?

– Nenê: Libertadores ou Série B?

O mais ilustre atacante que nasceu para o futebol no Paulista de Jundiaí, o jundiaiense Nenê, de fato está de bem com a vida.

Nesta última sexta-feira, fez uma doação significativa de alimentos para o Fundo Social de Solidariedade, além de se reunir com o Prefeito Pedro Bigardi. No sábado, esteve no Centro Esportivo Romão de Souza prestigiando um evento de futsal.

É bom ver um filho da terra trilhar um ótimo caminho. Quando novo, Nenê abusava das simulações de falta e de reclamações excessivas (apitei vários jogos treinos-dele, tanto como Sub 20 quanto profissional). Felizmente, os treinadores que teve conseguiram corrigi-lo, e de tal forma, por sua técnica, foi para o Santos, Palmeiras e Europa. E como um banho de cultura só faz bem, Nenê amadureceu demais no Exterior. Em Mônaco, fez amizade com Felipe Massa e Galvão Bueno, seus vizinhos de apartamento. No Paris Saint Germain, após o príncipe catariano comprar o time e trazer estrelas como Ibraimovich e outros tantos craques midiáticos, o levou para jogar em seu time no Oriente Médio a um salário muito compensador para que trocasse a França por Doha.

Hoje, no Vasco, após ter recusado uma proposta do Santos (Nenê queria o salário que Robinho ganhava, e a contraproposta foi muito inferior), tem duas opções:

Jogar a Série B no Vasco, onde se tornou ídolo, e curtir o Rio de Janeiro, cidade que gostou bastante;

Disputar a Libertadores da América, seu sonho declarado. Para isso, seu empresário Gilvan Costa tem negociado com dureza: Nenê estaria indo de fato ao Palmeiras? É bem possível. O problema é que ele tem um altíssimo salário no Vasco (mais de R$ 300 mil, acima do teto do clube cruzmaltino) e está com os recebimentos em dia. O Palmeiras ofereceu menos, mas continua negociando.

Na última semana, surgiram as supostas sondagens do São Paulo (no começo de semana) e do Corinthians (no final de semana) – ambos que jogarão a Libertadores. Teria fundamento tais propostas? Me parece mais uma pressão do empresário que negocia com o Palmeiras do que oferta real.

Nenê tem contrato até dezembro de 2017, não tem cláusula que o libera do Vasco sem ônus caso o time caia para a Série B, mas sim para saída a um clube do Exterior.

Minha opinião pessoal? Se o Palmeiras liberar uma grana para o Vasco e para o empresário, Nenê voltará ao Palestra Itália em 2016.

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– Qual a melhor equipe de futebol de todos os tempos?

O Barcelona venceu o River Plate por 3×0 e se sagrou Campeão Mundial de Clubes da FIFA. Justo, é o melhor time do planeta indiscutivelmente.

Mas como seria a comparação com as equipes reconhecidamente campeãs de todos os tempos?

O Santos de Pelé foi eleito o melhor escrete da América do Sul no século XX. O Real Madrid foi reconhecido como melhor da Europa e do Mundo. A Seleção Brasileira a melhor de todos os tempos (ambos pela FIFA).

E agora, no século XXI? Pudemos ver o Barcelona do treinador Guardiola jogando um futebol incrível e agora o Barcelona do trio MSN, dirigido por Luís Henrique, jogando fácil.

Qual desses times é o melhor de todos os tempos? Os do Barcelona de agora, ou algum dos outros citados no século XX?

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para River Plate x Barcelona

Como avaliar um árbitro que nunca fez jogo importante algum?

Apitará a final da Copa do Mundo de Clubes FIFA 2015 entre River Plater x Barcelona, o iraniano Alireza Faghani, auxiliado pelos bandeiras Reza Sokhandan y Mohammadreza Mansouri.

O River Plate queria Wilmar Roldan, o árbitro que é conhecido pelo apelido de “Castrilli da Colômbia”. Não conseguiu.

Parece que a morte de Grondona, o eterno cartola argentino, enfraqueceu os bastidores da AFA. Recordam-se de tempos de força da Associação Argentina sobre as outras entidades?

Na Copa do Mundo de Seleções 2014 no Brasil, a FIFA houvera divulgado o árbitro sueco Erickson como nome para a final entre Argentina x Alemanha. Os hermanos reclamaram muito e o escalado mudou! Na oportunidade, o italiano Nicola Rizzoli foi para a finalíssima.

Já no próprio Mundial de Clubes 2014, no Marrocos, a FIFA houvera indicado o árbitro português Pedro Proença para San Lorenzo x Real Madrid. Após reclamações públicas do presidente do time argentino contra arbitragem europeia, mudou-se a escala para o árbitro guatemalteco Walter Lopes.

Contrariando as últimas escalas em Copas de Mundo de Clubes, onde sempre o mais conceituado juiz era o escolhido para a final (desde que não fosse da mesma nacionalidade que o time da decisão), a FIFA mostra um total desrespeito à competência e meritocracia.

Pura política! Colocar um árbitro do Irã é demais.

Claro, lembremo-nos que nessas duas oportunidades em que a força e o lobby dos argentinos prevaleceram, ainda assim não conseguiram a vitória dentro de campo.

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– FIFA ratifica o Palmeiras como Campeão do Mundo de 1951

A pedido de “O Estado de São Paulo”, a FIFA respondeu a uma indagação do Jornal: o Palmeiras realmente tem o reconhecimento de Campeão Mundial por ter vencido a Taça Rio de 1951?

A resposta foi clara, reforçando o que a própria entidade já havia confirmado no ano passado:

At its meeting in Sao Paulo on 7 June 2014 the FIFA Executive Committee agreed to the request presented by CBF to acknowledge the 1951 tournament between European and South American clubs as the first worldwide club competition and Palmeiras as its winner.

Vale lembrar que durante as festividades do Centenário do Palmeiras no ano passado, a FIFA havia enviado uma carta dando o reconhecimento de que a Taça Rio-51 foi um primeiro torneio de abrangência mundial de clubes. Entretanto, naquela feita, o Palmeiras recebeu o documento com festa, mesmo ocorrendo uma grande gafe ao ser chamado de Palmeiras FC:

O Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido feito pela CBF de reconhecer o título de 1951 disputado entre clubes da Europa e da América como a primeira competição de abrangência mundial e que teve o Palmeiras Football Club como o vencedor”. (…) “No que diz respeito ao Mundial de Clubes, no entanto, a primeira edição ocorreu em 2000, e o vencedor foi o Corinthians.

Quer dizer o seguinte: Campeonato Mundial de Clubes só existe o da FIFA, que se realizou em 2000, interrompeu-se por um período e vem sendo disputado continuamente desde 2005; o Torneio Intercontinental disputado no Japão entre os vencedores da Libertadores da América do Sul e Liga dos Campeões da Europa nunca foi Campeonato Mundial de Clubes, mas seus vencedores são reconhecidos como campeões mundiais; além deles, o Palmeiras tem o status de campeão mundial pela Taça Rio. Ao menos, é o que a FIFA pensa. Você concorda com ela?

Mas que campeonato foi esse vencido pelo Verdão?

A Taça Rio de 1951 é para os mais antigos um Mundial de Clubes da época. O torneio disputado entre 30 de junho e 22 de julho daquele ano teve como vencedor o Palmeiras.

Foi composto por:

  • – uma chave com sede no RJ, formada pelo Vasco da Gama (campeão carioca de 50), Sporting (campeão português 50/51), Áustria Viena (substituindo o campeão inglês Totteham) e o Nacional (campeão uruguaio de 50).
  • – uma chave com sede em SP, formada por Palmeiras (campeão do Rio-SP de 51), Juventus (campeão italiano 49/50), Estrela Vermelha (campeão iugoslavo de 50/51) e Nice (campeão francês 50/51).

Após a fase de grupos, decidiu-se em 2 jogos o título: em SP, Palmeiras 1 x 0 Juventus e no Maracanã empate em 2 x 2 (para 100.933 torcedores, jogo apitado pelo holandês Gabriel Tordjman).

Só que aí temos outra situação a ser discutida: houve ainda a mesma Taça Rio em 52, vencida pelo Fluminense (composta por Fluminense-BRA, Sporting-POR, Grasshopper-SUI, Peñarol-URU, Corinthians-BRA, Áustria Viena-AUS, Libertad-PAR e Saabrücken-ALE). O Tricolor Carioca também deverá ser chamado de campeão mundial por equivalência? Ou não?

Daqui a pouco aparecerão pedidos para aquela competição ibero americana disputada por anos entre sulamericanos contra espanhóis e portugueses (salvo engano, chamada de “Pequena Taça do Mundo”)…

E você: entende que o Palmeiras é campeão mundial de 51? Para a FIFA, é. 

Confesso que gostaria de saber se os clubes que disputavam a competição encaravam o torneio com esse status. Para os jornais, era o título do Mundo sim.

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– Putin, de novo, quer dar Nobel da Paz a Blatter!

É a segunda vez consecutiva: novamente o presidente russo Putin declarou insensivelmente que o presidente da FIFA Blatter é merecedor de um Prêmio Nobel da Paz por “usar o futebol como instrumento de conciliação entre os povos”.

Como promotora da próxima Copa do Mundo, parece que a Rússia quer estar próxima à FIFA em todos os sentidos. Blatter merece, sem dúvida alguma, a cadeia!

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– Mourinho: o desempregado Special One!

José Mourinho se intitulava o “Special One” na Inglaterra. Após ótimos trabalhos no Porto e no Chelsea, mostrou toda sua arrogância e excesso de auto-confiança no Real Madrid (e deu azar de ter como principal adversário Pep Guardiola). Agora, na sua segunda passagem pelo Chelsea, quando foi ovacionado pela torcida em sua chegada, acabou sendo demitido.

Qual o problema de Mourinho? Bom treinador ele é. Seria a marra abundante? 

Imagine a multa rescisória que o endinheirado Chelsea pagará a ele…

E quem será o novo treinador?

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– Barça Fácil Demais!

O Barcelona venceu o time chinês Guangzhou, dirigido por Scolari, com 3×0 no placar, pelo Mundial de Clubes da FIFA.

Robinho estava no banco. Brigou com Felipão? Talvez. O certo é: o Barça jogou sem Messi e sem Neymar, sem forçar muito. E se os catalães tivessem força e vontade máxima? Qual seria o placar?

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– Copa do Mundo com 40 Seleções e uma vaga por convite!

O Jornalista Marcel Rizzo, na coluna Painel FC da Folha de São Paulo (Sábado, 12/11/15, Caderno Esporte, pg B11), trouxe a informação de como seria a composição dos países se a FIFA aprovar o aumento de participantes à Copa do Mundo de 32 para 40 Seleçõesacabariam as repescagens e 39 vagas seriam diretas, através de Eliminatórias, sendo 1 vaga por convite devido ao mérito esportivo, cujo critério seria definido posteriormente.

E aí? Seria uma forma de precaução da FIFA caso alguma grande Seleção, como Alemanha, Argentina, Itália ou Brasil, tropece e não fique de fora de um Mundial?

Lembrando que com 40 clubes, provavelmente a América do Sul terá 5 vagas diretas (considerando-se o número de participantes das Eliminatórias da Conmebol, fica difícil crer que uma das 3 Seleções Campeãs do Mundo da confederação sulamericana não se classifique).

O que você acha de uma vaga para Seleção na Copa do Mundo através de convite?

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– Del Nero versus Romário: em quem confiar?

Eu não sou corrupto“, “A CBF nunca foi tão aberta quanto agora“, “Meus advogados me aconselharam a não viajar mas não sei porquê [se é para não ser preso]“, “Nunca assinei contratos com empresa argentina envolvida em corrupção, só a Conmebol assinava contratos“, entre outras respostas. Foram essas algumas palavras de Marco Polo Del Nero na CPI do Senado.

Romário, o Senador Populista que não me transmite confiança, bateu forte. A sabatina foi interessante e como prevista, bem lógica. Um perguntando ofensivamente, outro respondendo defensiva e evasivamente.

A conclusão clara ao assistir a TV Senado é: precisamos que o FBI invada nosso país, pelo bem do futebol! A bancada do futebol pró-CBF é muito ligeira…

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– Você acredita no discurso de Aidar?

Ouvi a entrevista do ex-presidente são paulino Carlos Miguel Aidar à Rádio Bandeirantes. Como ele discursa bem e é inteligente! O problema é nos convencermos de que o que ele fala é verdade…

Prova disso é a suposta comissão da Under Armour, cobrada por um amigo dele chamado Jack, que nem sobrenome ele sabe, que abriu mão de uma verba de quase R$ 15 milhões para não causar problemas pessoais a ele próprio, já que o São Paulo acha suspeita a transação.

Para muitos, Jack seria o próprio Aidar ou um laranja dele. Será?

Mas cá entre nós: que essa história é suspeitíssima, ô se é. Aliás, Aidar também disse que Abílio Diniz liga para os treinadores durante os jogos, sugerindo substituições. Mas como ele faz isso se é proibido telefone no banco de reservas? 

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– A “Quase-FARSA” dos números da CBF sobre a arbitragem!

O acompanho desde a ESPN, passando pelos jornais que escreveu/ escreve e agora na FOX: Paulo Vinícius Coelho é um dos jornalistas que melhor analisa esquema tático de futebol no Brasil.

Justamente por ter simpatia pelo PVC (que não conheço pessoalmente), acho justo escrever essa postagem explicativa para que ele não seja enganado pelos números forçados e ilusórios de Sérgio Correa da Silva, da Comissão de Árbitros da CBF.

Pois bem: em seu blog no UOL, foram divulgados alguns números interessantes de melhora dos índices dos árbitros brasileiros. Vamos a alguns (extraídos de http://pvc.blogosfera.uol.com.br/2015/12/15/para-a-cbf-arbitragem-do-brasileirao-melhorou-em-2015/?cmpid=tw-uolesp).

“Caro PVC,

Saiba que a CA-CBF gosta de trabalhar com números “frios”, determinando a qualidade dos árbitros por eles. Sem uma análise contextual, podemos até crer que eles melhoraram. Mas vamos lá:

– Os observadores que avaliam os árbitros têm grande dificuldade em dar notas conforme a real atuação. Se for “amigo do chefe”, as notas são melhores. E a própria escala dos observadores é duvidosa: quem os forma? Quem os orienta? São pessoas livres e desapegadas de outros cargos da CBF?

– Independente dos erros, há os árbitros sempre escalados. Não se esqueça das “geladeiras de mentirinha” ao longo do Brasileirão. Ricardo Marques Ribeiro errou e continuou nos sorteios.

– Redução de média de faltas: a causa é óbvia – faltas reais não foram marcadas, e isso foi motivo de discussão de muitos colegas de arbitragem, em especial as infrações que, a título de permitir maior quantidade de tempo de bola (outro índice observado como melhor), eram desprezadas.

O grande problema, amigo PVC, é que o chefe dos árbitros é um estatístico compulsivo. Desde os tempos que Sérgio Correa da Silva era presidente do Sindicato dos Árbitros e trabalhava concomitantemente na Comissão de Árbitros da FPF, perdia horas tabulando números. Assim, não acredite (como sei que não acreditou) nesses números gelados. Creia no que seus olhos viram no Brasileirão: orientação errada da normativa de 2013 (sim, elas são de 2013 – veja todas as alterações neste link: http://wp.me/p55Mu0-bW) de mão na bola e bola na mão que em 2014 se tornou polêmica e chegou até os dias de hoje com a burra insistência de que o mundo está errado e nós corretos (sobre o movimento antinatural da bola); relatórios mal feitos de árbitros; excesso de polêmicas criadas e, o mais grave: a salvaguarda de Marco Polo Del Nero a Sérgio Correa. E isso, nem os números dele conseguiram explicar: como, depois de tantos clubes e tanta gente criticar a má gestão do Sérgio, ele permanece firme e forte em seu cargo de confiança? O que Marco Polo viu de tão especial e valoroso no seu subordinado?

Claro, sei que você não precisava da minha carta pois já sabia/ ou imaginava tudo o que escrevi nela. Mas valeu para puxar assunto e escrever sobre esse tema tão apaixonante.

Abração,

Rafael Porcari”

Resumindo: a falácia de que a arbitragem do Brasileirão melhorou é uma fábula que alguns acreditarão; para outros, mais uma das fanfarronices de gente que há décadas vive dependurada em cargos como esses e que impede a oxigenação do departamento, colocando suas vaidades pessoais acima do real interesse do futebol. 

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– Coronel Lula Marinho e o Secretário Arthur Dirceu

O futebol é um microuniverso da sociedade. De fato, o ambiente do Esporte se assemelha demais com alguns outros setores, como, especialmente, o da Política.

Leio que, pela 3a semana seguida, um 3o escândalo envolvendo o agora demitido membro da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Arthur Alves Júnior (e Presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – SAFESP, tesoureiro da Cooperativa dos Árbitros (COAFESP) e vice-presidente regional da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). Tudo divulgado pelo Blog de Marcelo Marçal (ex-funcionário da COAFESP e SAFESP) através do site de seu domínio, ApitoNacional.com.br.

Desta vez, o bandeira Márcio Jacob, um dos fiscais do Sindicato, admite ter aprovado todas as contas de 6 meses da entidade sem nunca ter visto uma Nota Fiscal de gasto sequer, tendo assinado os documentos NA SALA DO CORONEL MARINHO, na presença de Arthur e do Cel, de maneira constrangida e com medo de represálias.

Ao ouvir o áudio, há o imediato susto do espontâneo e sincero relato de Jacob, que declara ter assinado “pois era muito ajudado em escalas pelo Arthurzinho” e por estar dentro da FPF, de frente ao Coronel Marinho.

Certa vez, ouvimos o presidente Luís Inácio Lula da Silva se esquivar de José Dirceu dizendo que nada sabia sobre os atos de corrupção (sendo Dirceu seu Secretario da Casa Civil, trabalhando numa sala ao lado e se reportando a ele). Desta forma, Lula continuou no poder e Dirceu foi alijado do Planalto, trabalhando na surdina por outros interesses.

A diferença é que Arthur não trabalhava num departamento ao lado do Coronel Marinho, mas dentro da própria sala dele! O Coronel prossegue no cargo. Já Arthur, que foi demitido da FPF após denúncias de assédio moral e sexual, depois denunciado por “supostamente ‘pagar’ um relacionamento extra-conjugal” com dinheiro dos cofres do Sindicato e agora sendo acusado por membro do Conselho Fiscal do Safesp, continua forte em outros cargos.

Gravação e texto em: http://marcalneles.blogspot.com.br/2015/12/presidente-do-safespe-acusado-de-forjar.html

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– Qual a novidade da FPF para os árbitros em 2016?

Leio que a FPF tem ouvido treinadores e jogadores para melhorar a relação de todos no mundo do futebol e transformar positivamente o Paulistão em 2016.

Ótimo. Parece que o presidente Reinaldo Carneiro Bastos está tentando dar sobrevida ao Regional de maneira correta. Mas… alguma novidade para os árbitros?

NENHUMA.

É vida que segue. Claro, como mudar se os árbitros não têm representatividade alguma? 

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– Nenhum brasileiro no Mundial de Clubes da FIFA e o balanço final!

Preteridos em competições mundiais; ainda selecionados em algumas  continentais locais: assim está o panorama da arbitragem brasileira que passou por um processo violento de agonia em 2015.

No Mundial de Clubes da FIFA, nenhum árbitro ou bandeira  do Brasil foi selecionado pelo Mássimo Bussaca, o chefão mundial da arbitragem (é o segundo ano consecutivo que isso acontece). Irá representar a América do Sul Wilmár Rondán, da Colômbia.

Pudera, tão respeitada que nossa arbitragem foi, sofreu um processo regressivo de qualidade nos últimos anos, através do “emburrecimento da Regra” por parte da Comissão de Árbitros de Sérgio Correa da Silva, que procura criar estatística forçadas a seu favor do que capacitar de fato os árbitros.

Triste. E os clubes, acostumados aos erros, à Regra 12B (de qualquer bola na mão virar pênalti) e às péssimas atuações, apenas criticam Sérgio Correa que nunca cai do seu cargo – que é de confiança para o presidente licenciado Marco Polo Del Nero.

Enfim, que 2016 seja melhor para a arbitragem, pois 2015 foi horroroso

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– Mundial de Clubes da FIFA ou Copa das Confederações?

Está ocorrendo a 12a edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, reunindo 7 equipes. Nela, jogam times neozelandês, japonês, chinês, congolês, mexicano, argentino e espanhol.

Como imaginar uma Copa do Mundo de Clubes sem italianos (Juventus), alemães (Bayern), ingleses (Chelsea), franceses (PSG) e demais equipes importantes da América do Sul?

Não, NÃO É MUNDIAL. É Copa das Confederações de Clubes, acrescida da equipe do país-sede. Pelo chaveamento inicial da competição, poderemos ter na grande decisão de CAMPEÃO MUNDIAL:

Sanfrecce Hiroshima (Japão) x Guanghzou Evergrande (China);

América (México) x Mazembe (Congo); ou

Barcelona (Espanha) x River Plate (Argentina).

O Auckland (Nova Zelândia) poderia ter furado algumas dessas decisões. Mas é quase uma equipe amadora, sem chances (tanto que foi eliminada no jogo de abertura).

Com esse formato, a lógica é que o campeão da UEFA jogue contra o da Conmebol. Mas em um jogo único na semifinal, tudo pode acontecer (vide o Internacional-RS contra o Mazembe e o Atlético Mineiro contra o Raja Casablanca…).

Enfim: Mundial de Clubes deveria ter 16 clubes de países com peso futebolístico importante. Que tal: 1 vaga para campeão da Libertadores e 1 da Champions League, além de 2 ingleses, 2 espanhóis, 2 alemães, 2 italianos, 2 argentinos, 2 brasileiros e 2 vagas de um qualificatório entre franceses, uruguaios, portugueses, mexicanos, colombianos e outros de acordo com o ranking de Seleções da FIFA?

O problema, claro, é: datas! Mas penso que seria sensacional poder assistir no final do ano Boca Jrs x Real Madrid, Corinthians x Manchester City, São Paulo x Barcelona, entre outros jogos. Imagine 4 chaves com 4 equipes, os campeões se enfrentando na semifinal e rapidinho já se tendo o campeão?

Olha aí a sugestão, Dona FIFA. Enquanto não é possível, vamos curtindo o Intercontinental de Clubes Campeões de Confederações, que atualmente tem o status de Campeão Mundial.

Nos documentos, quem vencer será o melhor. Na prática, nem sempre. Ou alguém vai me convencer que o Mazembe ou o Raja realmente foram os “segundo melhores” times do mundo quando se tornaram vice-mundiais?

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