– Leila Pereira e o cofre sem fundo da Crefisa no Palmeiras

Todas as empresas têm o direito de investirem onde quiserem, desde que tenham dinheiro e seu negócio seja lícito.

Os grandes investidores dos últimos tempos no futebol brasileiro foram a Parmalat (Palmeiras, Juventude e Paulista de Jundiaí) e depois se soube que era através do esporte que os italianos “esquentavam dinheiro”, tanto que o Parma quebrou e a Parmalat se desfez, sendo de outros grupos o espólio que sobrou. Também a HMTF (Hicks, Muse, Tate & Furst), Excel Econômico e MSI entraram nessa onda, todos no Corinthians. O que aconteceu a eles? Lembremo-nos da UNICOR no Santos, ou a ISL no Flamengo. Foram negócios nos quais os clubes aceitaram seus parceiros pelo montante de dinheiro, não sabendo da falta de idoneidade dos mesmos.

Mas estaria eu associando esses investidores à Crefisa?

Claro que não. É uma financiadora séria, constituída, cujos proprietários aparecem na mídia. Mas algo têm em comum: assim como os citados anteriormente, a Crefisa gasta um dinheiro fora da realidade dos parâmetros brasileiros e traz o inevitável questionamento: tal grana traz retorno financeiro?

Para empreendedores, tal negócio é de risco. Realmente existe lucro em tal investimento volumoso? Por mais que se divulgue o nome da instituição, tem um “quê” de vaidade pessoal na empreitada?

Na festa do aniversário de 103 anos do Palmeiras, nesta segunda-feira, Leila Pereira, a proprietária da Crefisa, declarou que quer investir no clube até a conquista de um titulo mundial do Verdão. Claro que os torcedores rivais ironizaram dizendo que “é muito tempo” tal prazo. Mas o certo é: até quando dona Leila poderá gastar tal volumosa quantia?

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– VAR em ação!

Eu sou a favor da tecnologia para ajudar o futebol, mas com moderação e competência!

Muita gente na Europa anda reclamando do Vídeo Árbitro Assistente (VAR, sua sigla em inglês). Aqui no Brasil, ele só ficou na demagogia e nas promessas não cumpridas (não vamos repetir todas as outras postagens com as datas propostas).

Eis que recebo tal même emblemático e engraçado: abaixo, o motivo de tanta “cáca dos árbitros de vídeo! Vejam o que eles assistem durante os jogos:

Na Itália, houve até um vídeo bem divertido sobre ele. Assista aqui: https://mobile.twitter.com/popibonnici/status/901092392270405632/video/1

– Enfim uma vitória brazuca no Automobilismo

O mineiro Sérgio Sette Câmara venceu o GP da Bélgica de F2. A corrida foi “preliminar” da F1, na qual a categoria é considerada a porta de entrada para a principal divisão do Automobilismo.

Será que teremos um novo nome para torcer nas manhãs em 2018? Tomara, pois o torcedor de velocidade do Brasil está carente de ídolos nesse esporte.

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– Os polêmicos acréscimos de Bournemouth 1×2 Manchester City

Muita discussão na Premier Ligue, na partida entre Bournemouth 1 x 2 Manchester City. A partida estava empatada, o árbitro deu 5 minutos de acréscimos e, aos 52 minutos, Sterling deu a vitoria aos Citizens.

Mas pode jogar além dos acréscimos?

Poder, pode, desde que o árbitro avise. Aos 50 minutos, depois dos 5 avisados, o árbitro deve avisar os minutos a mais. Os cinco de acréscimos significam que o jogo deve ir dos 45’01” até os 50’00”. Além do que isso, se indique o “acréscimo dos acréscimos”.

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– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

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– Os Jogadores e as Sacas de Café

Há pessoas que tem o dom de escrever bem em analogias. Leio o artigo “A CBF tem que acabar” sobre “exportação de café e futebol”!

Não resisti: compartilho-o pelo excepcional texto e conjunto de idéias as quais tenho certeza de que as pessoas que prezam pela lisura e competência no esporte gostarão. Nele, há dados impressionantes.

Extraído da Revista Superinteressante, Ed 336, pg 30-31 (Agosto/2014).

A CBF TEM QUE ACABAR

Por Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin

O Porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café torrado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madri, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negoçião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400,00 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias. Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da

Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café.

Tem mais: das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400,00 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. É 70 X 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que ninguém torça de verdade por um Real Madrid ou por um Bayern, todo mundo entende que o futebol para valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma série B do futebol mundial.

Um segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas/ano. Não faz sentido. Guido Mantega à parte, ainda estamos entre as dez maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como a Espanha e a Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madri, Milão, Moscou… E Kiev.

Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores. Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgaria… Em 2013,

20 foram para o Vietnã, e dois ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, uma cidade no interior de São Paulo (R$ 5 bilhões).

Até os 7 X l, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a Seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões.

(…) Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade, hoje, é tão democrátíca quanto um feudo do século 13. Só existem 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima. (…).

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– ESCLARECIMENTO: sobre o educado e respeitoso debate em mais de 140 caracteres com ex-árbitros.

Como a conversa foi pública, e recebi algumas mensagens via E-mail, Messenger e WhatsApp perguntando sobre uma determinada situação via Twitter, acho importante esclarece-la a fim de não precisar responder individualmente às pessoas que têm me questionado (afinal, a minha caixa de mensagens lotou com perguntas de quem possa estar interpretando mal, envolvendo outras pessoas).

Na manhã do dia 24 de agosto, fui citado num tuíte do ex-árbitro Guilherme Ceretta ao ex-árbitro da FIFA Sálvio Spinola Fagundes, atualmente comentarista dos canais ESPN. A questão se iniciou com essa pertinente postagem sobre a má escala de um bom árbitro carioca no jogo entre Cruzeiro x Grêmio, que definiria o adversário na final da Copa do Brasil com o vencedor de Flamengo x Botafogo (o que concordo plenamente com Sálvio – se temos 10 árbitros FIFA, por que justo um carioca?). Veja:

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Meu comentário foi a respeito da independência de quem pode criticar, já que muitos árbitros e ex-árbitros procuram afagos dos dirigentes atuais e se submetem à defesa dos cartolas do apito, inconteste. E reafirmo a minha concordância com o amigo Sálvio Spinola, discordando respeitosamente do também ex-colega Daniel Destro, pois isso não é, em meu parecer, “alimentar imaginário popular”, mas é sim colocar o dedo na ferida de um erro de escala. Para minha surpresa, fui citado por Ceretta. Abaixo, onde tento entender o motivo ao qual sou questionado:

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Ora, repito aqui: se fez por merecer, elogios. Se não foi bem, críticas respeitosas acusando o erro e a regra correta. Normal. E mais: quem disse que precisa ter apitado clássico para conhecer as Regras? Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, nunca foi treinador de ponta. Tite, Felipão, Luxemburgo ou Parreira, só tiveram o devido reconhecimento como treinadores. Ou vai me dizer, por essa lógica, que comentarista esportivo nada entende? Na discordância respeitosa, abaixo:

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Na nova resposta, lembro que os homens mais corretos do entendimento das Regras do Futebol, assim como eu, não foram árbitros do quadro da FIFA. Alguém se recorda do grande professor e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério apitando Flamengo x Vasco no Maracanã? Ou de Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros e também instrutor FIFA, quando encerrou a carreira num Palmeiras x Corinthians? Pois bem: nem sempre o “craque em campo” é o melhor professor, e vice-versa. Segue na ordem do twitter:

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Educadamente, mostrei a contradição. Se eu nunca apitei uma situação semelhante de semifinal de Copa do Brasil (assim como os citados Perassi e prof Gustavo, anos-luz à minha frente em estudos e conhecimento), e por tal motivo não poderia comentar arbitragem (segundo a lógica dita pelo colega), me causa espanto a defesa de Ceretta do Coronel Marcos Marinho, que nunca foi árbitro de futebol, mas que pode escalar os apitadores! Como explicar? O que o militar apitou? Abaixo:

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Enfim: ser educado com o trato das pessoas não é sinal de competência na área técnica. Sou muito cortês com todos, mas eu não posso dirigir uma ação de combate da Polícia Militar. A situação inversa se faz verdadeira também. Ademais, é notório que houve regressão na qualidade da arbitragem paulista. Continua:

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Penúltimo comentário dos tuítes: a minha discórdia vai pela questão técnica e da competência do cargo. Nada pessoal contra o Coronel Marinho e seu assessor da época de FPF, Arthur Alves Júnior (o Arthurzinho do Sindicato). Creio que são pessoas honestas, mas entendo que o cargo que exerceram/exercem trouxe/traz regressão à qualidade dos árbitros do estado de São Paulo, respingando na má atuação no Campeonato Brasileiro também. Nossa última mensagem:

Ultima

Claro que desejo credibilidade, e nesse ponto concordo com Ceretta mas faço uma correção: tem que acabar não com a política, mas com a politicagem!

Portanto, reitero: foi um bate-papo respeitoso, esclarecedor, que vez por outra pode ser um pouco confuso pela permissão de apenas 140 caracteres do Twitter. Aceito as opiniões do ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, que por sinal é o tradutor do Livro de Regras para o português (parabéns pelo esforço), ao Guilherme Ceretta de Lima (que estava ou está nos EUA, é micro-empresário e não sei se ainda exerce o ofício de modelo) e ao Sálvio Spinola Fagundes Filho (este conhecido internacionalmente e que dispensa apresentações).

Tomamos rumos diferentes em nossas carreiras pós-arbitragem dentro de campo, e todos podemos ter discordância de opiniões, afinal é a democracia – desde que sejam educadas, sem animosidades e conflitos de relacionamento, mesmo que haja simpatia por determinado estilo literário ou caminho ideológico do mundo do futebol. O meu, certamente, é desprovido de vaidade, de aproximação de dirigentes ou bajulação de membros das entidades citadas (como também devo crer dos meus amigos citados na pública conversa). Aliás, se não fosse aberta, é claro que não faria esse necessário esclarecimento. Gosto e sou apaixonado pela prática e pelo estudo do futebol, seja na questão tática/prática/teórica, na sociologia do esporte como entretenimento/ciência/business e, evidentemente, na arbitragem e suas regras de futebol. Estamos sempre humildemente estudando e aprendendo, pois nunca seremos donos da razão – sejam nas searas do futebol (como colunista e comentarista em Rádio, TV e Jornal), nas minhas atividades comerciais (que nada têm a ver com o esporte) ou nas acadêmicas (que são de ciências gerenciais).

Esporte é amizade, é ética, é honestidade. Fair play. Que todos tenham a opinião respeitada e nunca censurada.

Atenciosamente,

Rafael Porcari
rafaelporcari@gmail.com
ProfessorRafaelPorcari.com
PergunteAoArbitro.Wordpress.com

MENSAGEM PARA REFLEXÃO
“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”Papa João Paulo II

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– Coitado do Apoel…

Viram a tabela da Liga dos Campeões 2017/2018?

É claro que todo mundo quer ver numa final os times mais badalados: Manchester City, Barcelona, PSG, Real Madrid…

Vejo alguns grupos equilibrados e outros um pouco mais complicados. Mas o certo é: coitado do Apoel… olhem só o grupo H:

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– 5 fáceis dicas para avaliar o gol mal anulado em Chapecoense 0x1 Corinthians. Mão na bola ou bola na mão?

Quer entender melhor e didaticamente como se avalia o lance do gol anulado de Rodriguinho, já que houve mais uma interpretação equivocada de bola na mão / mão na bola, desta vez na Arena Condá? Então vamos ao lance:

Aos 30 minutos do 1o tempo, Jô avança no ataque, vai à linha de fundo e cruza para Rodriguinho. A bola bate no seu braço quando tenta o domínio, sobra a ele que faz o gol. O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior anula a jogada por “mão intencional na bola – infração da Regra 12”, restando saber se por decisão própria (o que não creio) ou levado a decidir pela ajuda do AAA2 (árbitro adicional) Fábio Filipus (que estava melhor posicionado e provavelmente o auxiliou).

Para saber se foi infração de mão deliberada na bola, questione (lembrando: NUNCA avalie tais lances como imprudência, pois não existe na Regra a avaliação de mão imprudente, somente intencional):

  1. – É a mão que vai intencionalmente em direção da bola ou a bola que vai acidentalmente na mão (e o conceito de mão é: mão / braço / antebraço)?;
  2. – Havia tempo hábil para tirar o braço e evitar o contato?;
  3. – A velocidade em que a bola chega é razoavelmente rápida?;
  4. – A distância da bola;
  5. – O movimento antinatural do atleta (ou seja: o atleta poderia evitar o contato, mas o movimenta antinaturalmente no esforço físico para que ela bata disfarçada e propositalmente, tirando proveito disso).

Assim, esqueça qualquer dito popular de que: “mas houve o domínio”, ou “ía em direção ao gol”, ou pior ainda: “mudou a trajetória da bola”. Tudo isso não existe, é como “lenda urbana de que tomar leite com manga faz mal e pode matar”. O que vale, acima de tudo, é: HOUVE INTENÇÃO DE COLOCAR A MÃO NA BOLA OU NÃO?

Tal pergunta resume as 5 dicas citadas acima (seja por jogadas de movimento explícito/disfarçado, natural/antinatural). Infelizmente, aqui no Brasil se criou a mania de interpretar equivocadamente, na qual chamamos ironicamente a Regra 12 de Regra 12B, a que transforma o lance em DodgeBall (ou se preferir: queimadachutou, bateu, é falta!).

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– Eurico irá para qual lugar ao término do Brasileirão?

O presidente vascaíno Eurico Miranda, antes do último rebaixamento do Vasco da Gama, disse que se o time caísse para a Segundona iria para a Sibéria. Mesmo afirmando a todo instante a promessa da sua manutenção na 1a divisão, não se segurou. E o presidente não viajou para o frio siberiano…

Agora, prometeu de novo: garantiu que o Vascão estará na Libertadores da América em 2018!

Se quando caiu havia prometido ir para a Sibéria, com a nova promessa deverá escolher qual destino (se não se classificar)?

Aliás, o time da Colina está a 5 pontos da Zona da Libertadores e a 2 pontos da Zona do Rebaixamento.

É muita vaga para a competição continental?

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– É possível separar representantes da FIFA e ela própria? E da CBF?

Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, em entrevista arquivada no dia 26 de agosto de 2015 à inglesa BBC, declarou sobre a corrupção que notabilizou a entidade:

A instituição (a Fifa) não está corrupta. Não há corrupção no futebol, mas sim nos indivíduos. São as pessoas que praticam a corrupção.

Mas essas mesmas pessoas não representam a instituição? Não são elas a própria FIFA?  Idem à CBF e Marco Polo Del Nero. Ou não?

Para mim, são indissociáveis. E a você?

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– Se Cuca ou Dorival Jr saírem, quais nomes de treinadores brasileiros poderiam ser contratados por Palmeiras ou São Paulo?

O Choque-Rei do próximo final de semana pode ser decisivo para o futuro do Verdão e do Tricolor. Tanto Cuca como Dorival Jr são “cornetados” por seus torcedores; talvez no caso do palmeirense, mais do que os outros devido aos investimentos milionários do clube e do seu parceiro Crefisa (em especial ao número de contratações).

Esqueça os técnicos estrangeiros e avalie: no mercado nacional, disponível (ou seja: que não esteja empregado), qual nome poderia ser o “bola da vez” caso algum deles seja demitido?

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Viu como é difícil? Tente citar 5 nomes de grandes treinadores brasileiros que estão a disposição dos times. Não temos!

O que esses clubes farão se demitirem seus comandantes?

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– Barcelona x Betis: falta ou não?

Viram esse lance? Aconteceu na Espanha, no jogo do Barcelona. O juizão, sem querer, deu um pisão no pé do atleta do Betis e o derrubou.

Falta do juiz? Claro que não, acidente de trabalho… Mas que é curioso, é!

Barcelona

– Neymar, show, cavada e gols.

Vamos falar de PSG 6×2 Toulouse?

Não assisti aos lances polêmicos dos jogos do Campeonato Brasileiro neste domingo. Ouvi falar que não marcaram um pênalti para o Palmeiras e que os dois pênaltis na Ressacada foram corretos. Como não vi, não comentarei.

Assisti, sim, ao show de bola do PSG no Parque dos Príncipes. Nunca troquei futebol brasileiro por… francês! Mas como não ter curiosidade neste momento ímpar para o futebol de lá com o advento Neymar?

Um repertório amplo de jogadas e dribles pode ser visto. O lançamento “a la Gerson” para Cavani, a carretilha sobre o lateral marcador, o escanteio cobrado rapidamente e o último gol (passando por 6 adversários) com ajuda de falha de alguns adversários e talento para passar os outros.

Um detalhe: o lance da falta dentro da área não foi pênalti, Neymar cavou, mas isso não lhe tira o mérito. Mas se registre: errou o árbitro, o atacante se jogou ao sentir o contato do zagueiro.

Sem dúvida, o brasileiro deu outro patamar ao Campeonato Francês. Daqui a pouco, teremos até gente comentando em Padaria e chamando o torneio de “Francesão”. Ou não?

O link dos melhores momentos está em: http://sportv.globo.com/futebol-internacional/videos/v/confira-o-show-de-neymar-em-vitoria-do-psg-sobre-o-toulouse/6091689/

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– STJD é sempre assim: assusta e depois afaga!

Modesto Roma, na grave acusação que faz contra Erick Faria (uma suposta ajuda externa ao 4o árbitro na marcação/ desmarcação do polêmico pênalti na Vila Belmiro de dias atrás, entre Santos x Flamengo), foi julgado e punido com 120 dias de suspensão e R$ 10 mil de multa. Agora, o STJD reduziu a pena para 15 dias e sem multa alguma.

É para levar à sério? Quando o Tribunal errou: no 1o julgamento ou no 2o, já que a discrepância é grande?

Vejam a punição ao Palmeiras, nesta semana: a dura pena será cumprida ou, como de costume, depois o mesmo Tribunal “dá um desconto”?

Virou costume: o STJD pune severamente e depois relaxa…

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– O erro de arbitragem de Corinthians 0x1 Vitória e a discussão entre Vagner Mancini versus Felipe Garraffa: quem tem razão?

Para começar falando de arbitragem, vale lembrar que na partida de sábado na Arena em Itaquera não tivemos muita polêmica; entretanto há o erro da anulação do gol do time baiano, que era legal e seria uma conquista com placar mais amplo. Em suma: não houve interferência no resultado final.
A discussão maior ficou para o pós-jogo, pois Felipe Garraffa, repórter da Rádio Bandeirantes, perguntou ao treinador Vagner Mancini sobre o êxito, “apesar da proposta de jogar por uma bola, ter 20% de posse e somente uma finalização“. Mancini ficou irritado e questionou o jornalista se ele assistiu o jogo, e após a resposta afirmativa, emendou um “você deve ser corintiano” ao Garraffa, que alegou que a leitura do jogo era aquela mesmo dita.

Considerações:

1- Felipe Garraffa, jovem mas com berço, assumiu uma responsabilidade grande ao substituir repórteres mais experientes que têm sido demitidos da sua emissora. Agarrou a oportunidade, tem qualidade, mas fez uma pergunta equivocada. Não houve somente uma finalização do Vitória, além de que Mancini claramente fez o que o Corinthians faz e que começou a ser manjado: dar a bola para o adversário! É assim que o Corinthians faz e é assim que o Vitória fez contra o próprio Timão.

2- Mancini, feliz por quebrar a incrível invencibilidade do Corinthians, e na casa do adversário, ainda mais fugindo da Zona do Rebaixamento, estava em êxtase! O questionamento indevido “quebrou o seu encanto” e o fez dar uma resposta “atravessada”. Errou, poderia ter evitado retrucar da forma que o fez, mas permitiu que o repórter terminasse a sua fala. Claro, não abona o evitável comentário sobre o clube do Parque São Jorge.

3- É evidente que Mancini não sabia que um dia Garraffa torceu para o Corinthians ao fazer o comentário, descoberto por haters nas redes Sociais posteriormente à cizânia, ao resgatem tuítes antigos de legítimo torcedor do hoje jornalista (alguns até ironizando os adversários). Sabe o que pareceu? Getterson, aquele atleta contrato pelo São Paulo e que foi dispensado após tuítes antigos de “torcedor corintiano e anti-são-paulino”.

4- Dessa forma, vale refletir: quem nunca errou?

Em tempo: Vagner Mancini venceu o Corinthians com o Vitória, empatou com o time dirigindo a Chapecoense, e quando o Paulista de Jundiaí jogava a A1 do Paulistão (nos bons tempos do Galo da Serra do Japi), nunca perdeu para o Corinthians. Qual é o segredo?

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– Barcelona critica o assédio mas assedia também? Neymar, Paulinho, Coutinho…

Hipocrisia ou “Faz parte da Estratégia de Negociação”?

O Barcelona não queria perder Neymar para o PSG e reclamou que o atleta estava sendo assediado. Bateu o pé e o jogador saiu após os catarianos (donos do time francês) pagarem a multa rescisória.

Entretanto, o próprio Barcelona assediou de todas as formas o volante brasileiro Paulinho, tentando tirá-lo da China a qualquer custo, até que pagou integralmente a rescisão ao chinês Evergrande.

Agora, faz o mesmo com Phillipe Coutinho. Assedia descaradamente, mas não consegue trazer o atleta pois na Inglaterra não existe multa contratual: ou você cumpre o contrato, ou o Clube (no caso o Liverpool) negocia a sua saída pelo valor desejado a receber.

E aí: o Barcelona “está na dele” ou faz o que ele próprio critica?

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– E quem tomará conta de quem? Sobre a prevenção à manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro

Hilário Medeiros, chefe do Departamento de Segurança da CBF, foi escolhido por Marco Polo Del Nero para ser Oficial de Integridade da entidade. Tal cargo estará em sintonia com o trabalho da empresa suíça SportRadar, a fim de monitorar possíveis manipulações de resultados e interferências em jogos da Série A, B, C e D (segundo Igor Siqueira, jornal Lance, coluna De Prima, pg 3, 16/08/2017).

Vez ou outra estamos ouvindo falar de times que “entregam jogos” nas divisões inferiores dos campeonatos regionais. Claro, times mais fracos economicamente e na parte de baixo da tabela estariam mais suscetíveis a essas ofertas de apostadores.

Um goleiro sem salário, atletas desmotivados, um treinador na pindaíba ou um diretor de clube ganancioso seriam alvos dessas máfias. Evidentemente, os árbitros de futebol estariam nessa lista também.

Você sabia que o árbitro de futebol tem que entregar Certidões de “Nada Consta” Civil e Criminal? Que não pode ter nome sujo na praça, passando longe do SPC e Serasa? Em teoria, se ele está com as finanças no vermelho, poderia ceder às tentações. E eu não condeno isso, é uma busca pela segurança.

A minha questão é: e os COMANDANTES desse pessoal? Chefes de Comissões de Arbitragem das Federações e Confederação, assessores e outros próximos desse pessoal! Todos passam por esse pente fino?

Também não seriam eles visados, ou somente os árbitros?

Não são acusações, logicamente. Mas o ditado de que “pau que bate em Chico tem que bater em Francisco também” não é perfeito para esse caso?

Exclua-se, por motivos óbvios, Marco Polo Del Nero, afinal ele nada deve à Justiça Brasileira, ok boys and girls?

Good Luck. Thanks. Congratulations, FBI.

Em tempo: lembram que em 11 de junho deste ano, a Corregedoria dos Árbitros divulgou documento dizendo que existe gente conhecida do meio tentando assediar e manipular placares de suas competições e pediu cuidado aos árbitros? Não se divulgou ainda o nome da pessoa ou consequências do caso…

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– Não tem premiação da FIFA para a arbitragem? À margem do The Best…

Curto e grosso, após a divulgação dos candidatos à premiação THE BEST da FIFA: há o prêmio para melhores jogadores e jogadoras de futebol; há os de melhor treinador para futebol masculino e feminino; agora há para os melhores goleiros e… ninguém merece no quesito arbitragem?

A FIFA poderia prestigiar melhor o árbitro de futebol. Ou o prêmio irá para algum cartola?

Lamentável tal esquecimento / falta de importância.

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– A insistente mentira do árbitro de vídeo no futebol brasileiro. Mudou para 2019?

Em 08 de março de 2016, a CBF divulgou que usaria o árbitro de vídeo (VAR) no Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, de pronto, escrevemos que isso era impossível, tratando-se de um ato demagogo de quem sempre promete e nunca cumpre.

O motivo da entidade tergiversar? Logicamente, o de mudar o foco das críticas quanto a ausência de Marco Polo Del Nero de compromissos internacionais e de abafar as reclamações dos clubes no Campeonato Brasileiro. Além, claro, a falta de tempo para implantação e de não puder alterar a regra. Leia atentamente a crítica feita na oportunidade em: http://wp.me/p55Mu0-QM.

Em Abril de 2016, a CBF prometeu a implantação do árbitro de vídeo para no máximo em Maio do ano passado. Novamente, era clara a mentira e fizemos questão de registrar tal incredulidade aqui neste outro link: http://wp.me/p55Mu0-QM. E não é que depois a data mudou de novo, para Agosto de 2016, e ainda em OFF? Se recorde, pois está registrado aqui que nem em 2017 teríamos tal experiência, vide em: http://wp.me/p55Mu0-X5.

Pois bem, acabou o Brasileirão e em Dezembro de 2016 escrevemos sobre o fiasco de tudo isso na postagem VAR DA FIFA É REAL, VAR DA CBF É BALELA. O árbitro de vídeo brasileiro nunca foi visto atuando “prá valer” em um trabalho oficial no Campeonato Brasileiro. Comprove aqui nesta postagem: http://wp.me/p55Mu0-1eI.

Enfim, quando saiu a tabela do Brasileirão de 2017, eis que a CBF mudou de novo a data da implantação do vídeo para a arbitragem: 2018, por ser muito caro (justo a endinheirada entidade…). Também fizemos pertinentes observações aqui: http://wp.me/p55Mu0-1lG, em especial, a de que a CBF havia remanejado há tempos o comandante da arbitragem Sérgio Correa da Silva para um exclusivo departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Só frutificaram duas experiências malsucedidas na final do Campeonato Pernambucano, reclamadas até hoje.

Agora, ao Programa Redação Sportv, a data mudou pela enésima vez: foi para 2019! O ousado projeto tupiniquim no qual se queria até mesmo pautar a FIFA (lembram-se da viagem de Manoel Serapião à entidade e o glamour do anúncio da CBF do pioneirismo em seu site?), parece mesmo ser diálogo flácido para acalentar bovino*.

O link do anúncio pode ser acessado aqui: http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2017/08/cbf-so-deve-aderir-ao-arbitro-de-video-no-campeonato-brasileiro-de-2019.html

Respeitosamente, para quem fez promessa no começo de 2016 e adiou tantas vezes, não acredito em data alguma. Um dia ocorrerá, mas não sei quando.

E você, acha que o árbitro de vídeo, lá em 2019, funcionará?

*conversa mole para boi dormir.

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foto da experiência do vídeo árbitro em Pernambuco, extraída do blog do Diário de Pernambuco.

– Se não é simulação, não é para cartão!

Fui perguntado se Cristiano Ronaldo foi bem expulso pelo segundo cartão amarelo no jogo de ida no Santiago Bernabéu (Real Madrid x Barcelona, ainda da semana passada). A resposta é: NÃO.

Ele levou um cartão amarelo por tirar a camisa na comemoração do gol. Está na regra e jogador profissional sabe que não pode. Então, ok. Mas o segundo cartão amarelo de uma suposta simulação de pênalti foi equivocado. Não foi pênalti, mas ele cai por força da jogada, não por tentar cavar a penalidade (e nem houve reclamação ostensiva). Errou o juizão ao querer ser mais realista do que o rei no jogo do Real (o trocadilho foi inevitável)…

O problema foi: aquele desnecessário empurrão do CR7. Foi sanguíneo demais. Para o naipe dele e sua remuneração, poderia ter evitado.

– Detalhes da arbitragem de Botafogo 0x0 Flamengo e Grêmio 1×0 Cruzeiro, além do caso (mais um) de racismo.

Muito já foi falado ontem sobre o empate no Engenhão no jogo de ida da semifinal carioca da Copa do Brasil.

Quero considerar que:

Anderson Daronco foi bem tecnicamente, mas mal auxiliado pelos bandeiras. Entretanto, o que pesa contra o árbitro foi sua péssima conduta disciplinar. Errou ao não expulsar Rodrigo Pimpão por uma entra violenta nas pernas do seu adversário (muito ruim um árbitro FIFA contemporizar com o cartão amarelo), e exagerou na expulsão de Muralha e Carli aos 33 m do segundo tempo (era para cartão amarelo por atitude inconveniente de ambos, pois o jogo já estava parado por impedimento). Uma pena que isso tenha acontecido, mas tem dia que até o árbitro (assim como um atleta) levanta com o pé esquerdo.

O episódio a lamentar foi o caso de racismo de um cidadão que imitou um macaco aos familiares de Vinícius Jr que estavam em no camarote do Estádio. Desde quando a raça branca é superior à raça negra (sendo que o maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé, era negro?). Mané Garrincha não me parece ter sido loiro de olhos azuis (embora tenha um filho sueco).

Felizmente, os próprios torcedores do Fogão identificaram o idiota e o entregaram para a Polícia. Mas ficarão duas perguntas:

1- O que leva uma pessoa a gratuitamente ofender outra? Em específico, o que fez Vinícius Jr ou algum dos seus familiares para ter recebido tal ofensa dessa pessoa ignorante?

2- O caso do Botafogo terminou com a identificação e prisão do agressor verbal. Mas ele difere muito do caso do Grêmio (onde vários torcedores ofenderam o goleiro Aranha) e o clube foi eliminado da mesma competição – a Copa do Brasil – ou não? Ou independente do número dos ofensores, a punição deveria ser a mesma?

Em tempo: parabéns ao bandeira Bruno Rizzo, que com um “pulinho” lateral para o lado esquerdo salvou a boa arbitragem que estava fazendo Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, desmarcando um pênalti e marcando tiro livre direto na partida Grêmio 1×0 Cruzeiro. Ótimo trabalho de equipe, sem precisar de uso da tecnologia.

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– A Recuperação Judicial do Lance!

Quem diria… o jornal esportivo Lance pediu “concordata” (como se diria antigamente), motivado pela queda de mais de 20% da circulação e da menor quantidade de assinantes digitais.

A verdade é que a crise econômica atinge os setores. Se você pode ler a mesma notícia pela Internet de graça em portais renomados como UOL, GloboEsporte, ESPN ou FOX, por que pagar uma assinatura de jornal?

Claro, dá muito gosto virar calmamente as páginas do jornal e ler sem pressa (eu prefiro o papel impresso do que a leitura na tela), mas são sinais do tempo, nos quais perdeu-se o costume do “jornal escrito”.

Lembro-me de quando o Lance foi lançado e era muito bom, rivalizando com a Gazeta Esportiva, que ficou somente na Web. Tive o prazer de recortar a minha primeira “escala de arbitragem” lá publicada: Paraguaçuense X Bandeirante de Birigui, em Paraguaçu Paulista (quando a Copa Paulista era mais prestigiada). E nomes como Flávio Prado, Sócrates, depois Mauro Betting, PVC e outros tantos abrilhantaram o periódico.

Uma pena que esteja acontecendo isso, pois no Estado de São Paulo o Lance ainda é o único jornal especializado em esportes. Mas que a qualidade vinha caindo (erros de português, escala de árbitros equivocada, e outras tantas bolas foras), não dá para negar.

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– Bielsa e o Conhecimento das Regras!

Tendo 2 goleiros “disponíveis para o jogo”, você pode jogar com 3 “guarda-redes”, mas sendo 2 de linha numa única partidae por opção própria?

Maluquice?

Para o estudioso, workaholic e considerado louco por muitos, o treinador argentino Marcelo “El Loco” Bielsa, é uma situação possível!

Seu time, o Lille, foi protagonista de uma situação inusitada (de quem conhece as regras do futebol) no último domingo pelo campeonato francês, na derrota contra o Strasbourg (Placar: 0x3).

Aos 12 minutos de jogo, o ex-sãopaulino Thiago Mendes se machucou e foi substituído (Bielsa teve que “queimar” a 1a substituição“). Aos 19 minutos, Macuit também sofreu lesão e entrou o ex-santista Thiago Maia (Bielsa teve que “queimar” a 2a substituição). Aos 38 minutos (tudo no 1o tempo), El Loco (por opção tática) mudou completamente o time e substituiu o lateral Fode Ballo por um atacante.

Entretanto, aos 63 minutos de jogo, o goleiro Maignan agrediu um jogador do Strasbourg e foi expulso. Como já não poderia substituir ninguém, Bielsa colocou o centroavante Nicolas dé Préville como goleiro. Nesse interim, o atacante-goleiro defendeu um ataque difícil e sofreu um gol. Mas como o treinador faz jus ao seu apelido, sem poder fazer substituições e querendo vencer a partida, aos 82 minutos radicalizou! Reposicionou o atacante (que estava no gol) como jogador de linha novamente, e colocou no gol o zagueiro Ibrahim (que tomou outros dois gols).

Após o jogo, Bielsa deu a entrevista como se fosse um jogo normal dizendo que “não estava arrependido por realizar as 3 substituições nem pelas trocas de goleiro-linha”.

Louco ou não?

Em tempo – qualquer jogador pode trocar de posição com o goleiro e quantas vezes o treinador desejar, desde que o jogo esteja parado, o árbitro seja informado e use uma camisa de cor diferente para o diferenciar. A questão é: “é saudável tal revezamento de goleiros num único jogo”?

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– O Pênalti inexistente em Gilberto no São Paulo 3×2 Cruzeiro

Não assisti o jogo, mas vi isoladamente o lance em que foi marcado pênalti ao Tricolor no São Paulo x Cruzeiro. E digo: errou o árbitro, pois Gilberto se joga ao perceber que será trancado.

Não é empurrão, não foi tranco ilegal no lombo, mas simulação.

Questione: Gilberto poderia ter continuado a jogada se quisesse se mantiver em pé.

Sim, ele podia. Por abdicar de tal condição, é tentativa de cavar o pênalti.

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– Cuca desrespeitou Borja?

Colocar um atacante (no caso, a mais cara contratação da história do clube) para jogar apenas 1 minuto nos acréscimos, é algo desrespeitoso.

Concordo que o colombiano Miguel Borja não está jogando nada, mas a atitude de Cuca no jogo do Vasco, colocando-o para ‘decidir’ a partida, é sacanagem.

Se o time está ganhando, ok. Justifica-se que é para segurar a bola no ataque. E se fosse zagueiro, para matar o jogo.

Se o time está perdendo, por quê somente nos acréscimos?

Também não concordo com os métodos supersticiosos do treinador Cuca. Calça vinho, passar a mão na careca, ajoelhar-se… respeito crendices, mas aí parece transtorno obsessivo. Ainda mais, lamento o fato do Palmeiras ter dispensado seus psicólogos pela Comissão Técnica atual.

Profissionalismo urgente, pessoal!

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– Quando o árbitro de vídeo é indevido: a Cáca contra Kaká

Por mais que se defenda o uso da tecnologia no futebol, ela não terá valia se o árbitro não for competente dentro e fora de campo.

Na MLS, jogaram neste sábado Red Bull NY x Orlando City. No final do jogo, há uma falta que gera uma certa discussão entre os atletas. O brasileiro Kaká vai separar Collin (ex-colega de time, seu amigo pessoal e que joga no clube adversário). O camisa 10 do Orlando põe a mão na boca do atleta sorrindo, brincando com o camisa 78 do New York. Tudo normal, tudo em paz.

Eis que o árbitro solicita o auxílio do vídeo e, depois de uma demorada consulta, resolver dar cartão amarelo para os dois jogadores adversários envolvidos na falta precedente à discussão e Cartão Vermelho ao Kaká. Collin, o “suposto agredido”, corre ao juizão avisando que ele interpretou errado, que estavam brincando e que seu adversário não o agrediu! Ainda assim o árbitro americano manteve a decisão.

Neste caso, a prova que fazer a leitura do jogo, interpretar as regras e tomar decisões não é para qualquer soprador de apito; muito menos para um telespectador de TV metido a árbitro…

Vídeo em: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/08/13/kaka-faz-brincadeira-com-ex-colega-e-e-expulso-apos-uso-de-arbitro-de-video.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-esporte&utm_source=t.com&utm_medium=social

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– O WO do Mogi Mirim simboliza muita coisa.

Paulista de Jundiaí na série B (4a divisão) de SP. Guarani de Campinas, outrora campeão Brasileiro, na A2 de São Paulo. União São João de Araras, que se gabava de ser clube-empresa, de portas fechadas. A Portuguesa eliminada da Série D do Brasileirão e correndo risco de ser eliminada precocemente da Copa Paulista. E, fechando o caixão, o tradicional Mogi Mirim que outrora revelou o técnico Vadão do famoso “carrossel caipira” com Rivaldo, Leto e Válber, dá oficialmente o seu primeiro WO em sua vida profissional (contra o Ypiranga, na série C) e anuncia que abandona o torneio.

Motivo? Greve de jogadores por 6 meses de salários atrasados.

Sei que os equipes pequenas do Estado de SP padecem com a FPF rica e os times pobres. Sei que custa caro jogar profissionalmente. Sei que o ridículo calendário que só garante 3 meses de competição à maioria dos times os arrebenta. Sei ainda que o futebol deixou de ser um atrativo e concorre com diversos outros lazeres, mas…

Sabemos que a gestão correta, honesta, transparente, profissional e saneada financeiramente inexiste em boa parte dos clubes. E você poderá pegar cada um dos times citados e enumerar por ordem de importância os causadores da falência dos times, desde a má administração aos problemas inerentes do futebol no Brasil.

A questão é: quantos times RENTÁVEIS sobrarão no país daqui alguns anos, com o panorama irreversível de necessidade de se agir com responsabilidade no esporte?

Isso me preocupa muito…

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– Assédio Moral sobre Felipe Melo?

Quer dizer que o Felipe Melo entrou contra o Palmeiras na Justiça alegando Assédio Moral?

Mesmo com o áudio vazado dele?

Contraditoriamente “sentido”, apesar das declarações de que é “Pitbull” e que “bateria em uruguaio com responsabilidade” e insistentemente “usando o nome de Jesus”?

É claro que ele faz a estratégia do advogado para romper o contrato com o seu clube. Mas que é irônico, claro que é!

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– Audiência é quem manda no Esporte na TV

Mesmo o Santos sendo o único time paulista representando o Estado na Taça Libertadores da América, a Globo transmitirá o jogo do Corinthians pela Sul-americana.

Claro, aqui quem manda é a audiência. Mas, em tese, Barcelona x Santos na Libertadores em tal importante fase dos mata-mata não seria mais prazeroso ao torcedor de futebol do que Corinthians x Racing (que acontecerá na mesma data de setembro em São Paulo)?

É lógico que os santistas reclamarão e que os corintianos contarão vantagem.

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– O Botafogo virou o time simpatia! Para o bem do futebol brasileiro…

Como não aplaudir a campanha do Botafogo na Libertadores da América?

O Fogão não tem estrelas, mas um grupo unido que conquistou a torcida. Além, claro, do Jair Ventura (filho do Jairzinho, o Furacão da Copa), que é um sujeito do bem, estudioso, humilde e que não dá desculpas esfarrapadas depois dos jogos.

Será que chegará à final da competição?

Para as tradições da Estrela Solitária, seria muito legal! Virou o “namoradinho do Brasil” o time carioca.

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– Queimei a língua com o Tite!

Ontem eu escrevi que as possíveis surpresas do Tite na convocação da Seleção Brasileira eram positivas (sejam quais fossem), pois os jogos pelas Eliminatórias da Copa serviriam para testes.

E não é que eu me enganei?

As surpresas foram duas: a AUSÊNCIA de Vanderlei (o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro deste ano) e a convocação de um time “quase que titular” já para a Copa. Tite foi muito conservador, preferiu um time para treinar visando 2018.

Aguardemos!

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– Qual o maior vexame: do Palmeiras ou do Atlético Mineiro?

Noite vergonhosa dos clubes brasileiros na Libertadores da América: o Atlético Mineiro do atacante Robinho (agora reserva) foi eliminado pelo Jorge Wilstermann em Minas Gerais. Já o Palmeiras saiu do torneio após perder do Barcelona de Guayaquil em plena Allianz Arena nos tiros penais (com o goleiro Jailson ainda invicto e após Egídio, atleta que teve apoio de Cuca pré-jogo, ter desperdiçado o pênalti derradeiro).

Quem “pagou o mico” maior?

Aliás um mico caro pelo valor dos elencos e pelas receitas perdidas. Não pode o futebol brasileiro cair fora do principal torneio de clubes das Américas por meros e modestíssimos coadjuvantes de países menos expressivos do futebol.

E agora, Cuca e Micale?

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– E se o Tite convocar…

Escrevi esse rascunho sem me preocupar com nomes ou novidades do treinador Tite para a Seleção Brasileira (que será convocada nesta quinta feira).

O técnico faz um bom trabalho, tem os atletas sob controle e, já classificado para a Copa do Mundo da Rússia, é normal que queira testar os jogadores que ainda não viu vestindo a Amarelinha.

Para mim, qualquer surpresa será  possível e não creio em convocações “suspeitas por favorecimentos a empresários”, como víamos anteriormente.

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– O Showman R10 topa jogar. Desde que não treine…

Ronaldinho Gaúcho está com 37 anos, e há tempos não joga profissionalmente “a sério”. Atualmente, ele faz jogos-exibição mundo afora, nos lugares mais diferentes do globo, de Mianmar à Honduras. E nesta semana, em El Salvador, foi perguntado se ele estava aposentado. Respondeu o ex-melhor do mundo:

Se tiver uma equipe que me queira sem precisar treinar, então, é possível voltar

Já imaginaram se ele levasse mais a sério a carreira? Teria conquistado ainda mais títulos de número 1 do planeta. Mas, claro, é uma opção de vida: gozar as glórias, prestígio e dinheiro adquirido.

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