– O Dinheiro do PRAB da CBF não poderia ser melhor gasto?

Em meio a tanta discussão sobre a qualidade da arbitragem brasileira e a necessidade de profissionalizar o quadro nacional, eis que uma notícia me deixa curioso: o investimento da CBF no PRAB (Programa de Renovação da Arbitragem Brasileira), onde Sérgio Correa da Silva e Manuel Serapião (sim, eles continuam sob o comando de Marco Polo Del Nero mesmo com a entrada do Coronel Marinho) ensinam jovens árbitros a respeito do conceito de “integração do trabalho da arbitragem”.

Tudo é válido para melhorar, mas me chama a atenção que o evento acontece em um resort de Águas de Lindoia, com árbitros indicados pelas Comissões de Arbitragem das seguintes federações: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins. Além deles, há o venezuelano Freddy Fernandes participando pela federação manauara, a qual pertence.

Cá entre nós: o critério de indicação foi qual? Se são do Centro Oeste, NO e NE, por que o evento no interior de SP por 10 dias? E os recursos financeiros dispensados são necessários ou deveriam ir para aprimoramento de quem está trabalhando nas outras divisões no quadro da CBF?

Vale a discussão se o dinheiro é bem ou mal gasto…

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– Milton Mendes e Rodrigo: quem errou?

No jogo entre Ponte Preta x Vasco da Gama, o zagueiro ponte-pretano Rodrigo foi de encontro ao seu ex-treinador Milton Mendes (que é o atual treineiro do Vasco) e lhe deu empurrões.

Claro, pelas imagens julgaremos que Rodrigo foi o errado por começar a pendenga. Mas vale ressaltar que Milton Mendes, enquanto técnico do Santa Cruz, deu um soco em uma adversário. Também ele brigou com Nenê e é acusado por atletas de ter alterações comportamentais extremas.

Quer saber? Creio que os dois estão errados. Que Rodrigo toque a vida dele e Milton Mendes, que não ganhou nada ainda, saiba ser mais humano no trato com os comandados.

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– Os 4 lances polêmicos reclamados em Bahia 2×1 São Paulo. Com ou sem razão?

Algumas reclamações no jogo da Fonte Nova neste domingo. Vamos a elas?

1- Gol de Mendonza: quando Araruna (SPFC) tenta sair jogando, Rodrigão (BAH) intercepta a bola e ela sobra a seu companheiro Zé Rafael, que arma o contra-ataque e toca para Mendonza fazer o gol. Zé Rafael recebe a bola estando aparentemente em condição legal; entretanto, você deve avaliar o momento em que Rodrigão toca na bola, e nesse instante Zé Rafael tem apenas 1 defensor (o goleiro Renan) entre ele a linha de fundo. Isso é impedimento, pois ele estava em posição irregular e volta buscar a bola (assim, está ativamente impedido na jogada). Errou a arbitragem.

2- O pênalti de Jean em Pratto. Acertou a arbitragem, e explicamos detalhes desse lance no link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/08/06/e-se-o-goleiro-pegar-a-bola-e-o-atacante-sobre-bahia-x-sao-paulo/

3- O puxão de camisa de Edson (BAH) em Militão (SPFC) após o rebote do goleiro: para mim, o agarrão (em especial pela câmera lateral da TV Globo) não tem força suficiente para desequilibrar o são-paulino. Militão sente o contato físico e valoriza sua queda.

4- O gol anulado de Allione: corretamente marcado o impedimento, pois a bola resvala sem intenção em Hernanes e tal desvio não tira o impedimento.

E você: gostou da arbitragem? Deixe seu comentário:

Os lances aqui: http://globoesporte.globo.com/ba/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/06-08-2017/bahia-sao-paulo/

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– E se o goleiro pegar a bola e o atacante? Sobre Bahia x São Paulo.

Muitos dizem que bola na área é do goleiro. Calma lá, não é bem assim. Quando o goleiro está fazendo a defesa ele não pode ser tocado, mas para isso ele tem que estar dominando a bola. Não foi o que aconteceu na Fonte Nova: o goleiro Jean (BAH) vai socar a bola e dá uma carga no atacante Pratto (SPFC), que é desequilibrado. Isso é falta, e sendo na área, pênalti.

E se o goleiro pegasse “bola e adversário simultaneamente”?

Seria como um jogador que dá um carrinho e pega a bola com um pé e a perna do oponente com a outra. Ou seja: pênalti.

Dessa forma, acertou o árbitro carioca João Batista de Arruda ao marcar tiro penal.

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– Corinthians Fair Play!

Realmente é de impressionar: na vitória do Corinthians contra o Sport nesse sábado, o Timão cometeu apenas 2 faltas nos 98 minutos de partida, sendo que NENHUMA no 1o tempo.

Confesso que nunca apitei uma partida de futebol assim, e nem assisti algo parecido. Me recordo de um jogo entre Seleção Brasileira (dirigida por Zagallo) versus Seleção do Resto do Mundo, onde ocorreram 3 faltas no 1o tempo. Mas um time profissional, em um campeonato, é surreal!

Parabéns ao treinador Fábio Carile que faz o time apenas jogar bola. Ou como explicar tal Fair Play absurdo?

Eu me lembro de dois treinadores que faziam o contrário, eram recordistas em faltas: Felipão pelo Palmeiras e Marcelo Veiga pelo Bragantino, que  cada vez que suas equipes perdiam a bola, faziam a “providencial falta de meio campo” para “parar o jogo”.

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– E a Chapecoense em Barcelona?

É claro que o mundo ainda está consternado com o acidente aéreo que envolveu a equipe da Chapecoense. Entretanto, aqui no Brasil já se sabe que familiares das vítimas estão reclamando que estão desassistidas pelo clube catarinense.

Independente dessa constatação, a Chape jogará o torneio Joan Gamper, no Camp Nou, contra o Barça. E apresentou essa camisa branca com 71 estrelas verdes.

Sinceramente?

Uma das mais simples e belas camisas que já vi. Na foto:

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– E se o Santos tivesse vendido o Neymar ao West Ham em 2010?

Pouco nos lembramos, mas em 2010, o Santos FC recebeu uma proposta para vender o Neymar para o West Ham, da Inglaterra. 

– Neymar em Paris: decisão correta!

Se eu tiver uma proposta para mudar de faculdade, lecionando com maior conforto e ganhar mais, qual é o problema?

Isso independe do tamanho da instituição. Você avalia condições de trabalho, ambiente organizacional, distância, praça e, logicamente, remuneração. Aí você avalia: vale a pena ou não?

Pense você também, leitor amigo: se você receber uma proposta de trabalho com maior vantagem de dinheiro e outras benesses, ao menos não a estudaria?

Qual o pecado do jogador profissional Neymar querer mudar de emprego?

O contrato foi cumprido (afinal, a multa foi paga), ele vai se mudar de Barcelona para Paris, será o principal jogador do seu time em um campeonato ascendente (vide os investimentos do Lille e do Mônaco – este último foi longe na Liga dos Campeões da Europa na última edição), receberá R$ 11.000,00 por hora, além de se tornar um pop star adorado desde o Parque dos Príncipes até o presidente Macron. Goza de prestígio irrestrito em todo o território francês.

A questão é: por quê não aceitar?

Fez bem em ir. Neymar está muito mais maduro do que o jogador cai-cai de início de carreira. Jogará pelo PSG a UCL (como assim jogaria com o Barcelona), e encontrará times mais fáceis no campeonato local, como “Osasunas” e “Getafes” na versão francesa. E, claro, dará outro patamar à Liga da França.

Aqui duas considerações:

– O Barcelona tomou o mesmo veneno de quando assediou Neymar no Santos FC. Ou já se esqueceu dos 10 milhões dados veladamente?

– O altíssimo valor de mais de 200 milhões de Euros é uma quantia exorbitante. Concordo. Mas apesar de socialmente ser um tapa na cara, é um recurso privado. Ninguém foi lesionado com isso.

Se ele é assediado assim só pela passagem na China (foto abaixo), imagine no dia-a-dia em Paris!

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– Os dirigentes dos clubes que reclamam os erros “contra”, reclamam também os “a favor”?

O Lance de Rodrigo Pimpão (gol irregular, estando bem a frente da linha da bola na hora do lançamento e na frente do zagueiro), da partida entre Botafogo x Palmeiras no Engenhão, retrata uma realidade: os equívocos dos bandeiras (em especial, os bandeiras 2, com menos nome no futebol) estão bem acima da média neste Brasileirão 2017.

Neste erro, foi Luciano Roggenbaum, do Paraná, o causador das reclamações. Será ele punido da mesma forma que seu colega mineiro Pablo Almeida da Costa, do jogo entre Corinthians x Flamengo?

Por coerência: o Botafogo, beneficiado neste jogo, reclamará do erro a seu favor da mesma forma que reclamou do erro contra ele, no jogo contra o São Paulo, no último sábado?

E o São Paulo, que reclama do pênalti marcado contra ele no Coritiba (já fizemos a análise desse lance aqui no blog), reclamará também de quando errou-se a seu favor?

Enfim: a arbitragem está péssima nesse Campeonato Brasileiro, e todos os cartolas estão se precavendo fazendo reclamações “para pressionar na rodada seguinte”.

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– São Paulo 1×2 Coritiba e o pênalti de Bruno em Rildo

Uma falsa ilusão de empurrão com real toque no joelho: esse foi o retrato da infração cometida por Bruno (SPFC) em Rildo (CFC). Se fora da área, é tiro livre direto sem advertência. Na área, é pênalti sem cartão amarelo.

Repare que, se você crer que a falta foi “por cima” (ou seja, Bruno dando uma peitada / suposto empurrão em Rildo), verá que não foi falta e que o jogo deveria seguir. Ele não desequilibra nesse momento, mas sim na sequência, quando o joelho esquerdo do são paulino tira o ponto de equilíbrio do atleta coxa branca atingindo-o na perna esquerda dele. Veja o vídeo abaixo, entre o minuto 6’43” e 6’58”. Acertou nesse lance Péricles Bassols.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=2jZMQOqBCYM

RETIFICAÇÃO: após conversar com o repórter Fredy Júnior, que estava atrás do gol e bem posicionado, fui convencido que apesar do toque ter existido, o desequilíbrio era EVITÁVEL, pois ele cai de maneira anti-natural e do lado errado. Revi o lance e concordo com as considerações dele. Mais ainda: pós-jogo, o próprio atleta ficou em dúvida! Assim, NÃO FOI PÊNALTI, mas sim simulação para cartão amarelo!

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– O que esperar do Valadão no importante Santos x Flamengo no Pacaembu?

Muita chiadeira no mundo do futebol por conta da arbitragem nessas últimas rodadas do Brasileirão.

Vide como má atuações criam teorias na cabeça do torcedor: em determinado momento, à boca popular, “caiu em Itaquera já era”, em alusão a favorecimentos pró-Corinthians. Em outros instantes, surge a história do “esquema-Crefisa”, dando a entender que a financeira que patrocina o Palmeiras estaria envolvida em esquemas ilícitos com os árbitros. Agora, o time “bola da vez” é o Flamengo, cujo “interesse da Globo é ter o time de massa brigando para valer o investimento do Mengão e ter audiência”.

A verdade é que a arbitragem está em um instante delicado, comandado por gente que não é do ramo – e os que são, são os mesmos nomes de outrora quer vivem nas comissões e associações há muito tempo e já mostraram incompetência. E os erros CONTRA e a FAVOR só migram de clube para clube. Devido à tabela de classificação e ao tamanho deles, repercutem mais ou menos dependendo da importância do jogo. Mas eles acontecem também no meio e na ponta de baixo da tabela do Brasileirão. E imagine na série D!

Dessa forma, para Santos x Flamengo (que jogaram pela Copa do Brasil e cujo jogo teve muita polêmica) apitará o goiano Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, que neste ano apitou Santos 0x1 Cruzeiro, na partida onde Copete deu uma tesoura em Arrascaeta e não foi expulso.

Valadão só está apitando há dois anos consecutivos na série A. Neste interim, apitou somente 1 jogo do Mengão e 3 do Peixe (sendo 1 vitória carioca e 3 derrotas santistas): Flamengo 2×0 Santos (2016), Grêmio 3×2 Santos (2016) e Santos 0x1 Cruzeiro (2017). Costuma dar muitos cartões amarelos em suas partidas e trabalhou bastante como AAA.. Possui bom porte físico e, das vezes que o vi apitando, tem altos e baixos durante o jogo (é bem irregular em campo).

Desejo boa sorte ao árbitro e a seus assistentes, além de uma boa partida aos jogadores neste jogo difícil. Se o juiz errar, as teorias conspiratórias aumentarão. Sendo eu o ‘escalador”, o escalaria para Atlético x Corinthians e traria Daronco para Santos x Flamengo.

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– Eu nunca acreditei em Felipe Melo

Vazou um áudio de Felipe Melo, volante afastado do Palmeiras (e confirmado por ele próprio), onde chamava o treinador Cuca de mau caráter e de outros atributos, fazia críticas à sua relação com ele, dizia ter várias propostas de clubes brasileiros e diz que pode estar acertando sua transferência ao Flamengo.

À ESPN, Melo disse que isso foi dito sob “efeito de champagne”. Mas a questão é: vazou ou “se deixou vazar”?

Muito esquisito, parece uma situação vazada, mas não ouso julgar. O certo é que, para mim, isso era inevitável. Sempre achei ele um jogador comum com comportamento explosivo. Não gosto de jogador com olhos odiosos, que confunde garra com pancada, além do péssimo custo-benefício.

A culpa? Do próprio Palmeiras em apostar em Felipe Mello. Não foi ele quem pediu para jogar no Verdão.

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– Força, Abel. Esqueça as bobagens da Internet!

Sempre ouço que é muito mais dolorido enterrar um filho do que um pai. Felizmente, não passei por nenhuma dessas situações, e presto meus pêsames a Abel Braga e família, pelo passamento do seu filho de 18 anos que caiu do apartamento.

Já existem idiotas dizendo que foi suicídio após consumo de drogas, questionando os motivos e outras bobagens. O que isso importa para os pais, familiares e amigos? Nada aliviará a dor. Há de se respeitar o luto dos entes de Abel.

Pior que tudo isso, é gente reclamar que foi prejudicado no jogo eletrônico “Cartola”, por culpa do adiamento da partida. Meu Deus… onde iremos parar?

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– Sobre o gol anulado de Corinthians 1×1 Flamengo

Nos últimos 60 dias, Pablo Almeida da Costa – MG trabalhou em 7 jogos da Série A. Está há 7 anos no quadro nacional e tem sido uma aposta do Cel Marcos Marinho como bandeira fixo do árbitro Ricardo Marques Ribeiro.

Neste ano, trabalhou em Corinthians 2×0 Ponte Preta e Flamengo 2×0 Ponte Preta. E na Arena Corinthians, anulou um lance de gol com impedimento marcado numa incrível bobeada: a bola foi cruzada para… quem vem de trás!

Bola pra jogador que vem de trás não existe impedimento, bandeirinha! É um dos be-a-bás do futebol. Deu branco?

Repare que o bandeira está na linha DE QUEM RECEBE a bola, não está na linha DA BOLA (olhe no alto da imagem abaixo) e que o árbitro escorrega (embora ele talvez não tivesse condição de se responsabilizar pela correção do lance).

Com isso, mais “gasolina” para as teorias conspiratórias de que o Flamengo será ajudado / de que a CBF não quer que um time dispare / de que a Globo quer dar uma força. BOBAGEM, a arbitragem está em péssima fase e o comando da arbitragem (e, lógico, da CBF) é ruim.

Ops: inevitável a colocação / provocação: terá a desnecessária comemoração do árbitro depois do jogo, como na semana passada, no Morumbi?

E olha que em traçou a reta abaixou ainda não fez corretamente…

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Assista o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=_ZLco7GDYPE

– Quem será o próximo brasileiro na Fórmula 1?

Está difícil torcer por vitória brasileira na F1. E depois de mais de 30 anos, tivemos uma corrida sem brasileiros na pista (GP da Hungria), devido ao problema de saúde sofrido pelo Felipe Massa. Em compensação, a Fórmula E está empolgante, com Lucas di Grassi e demais brazucas muito bem!

Dizem que o próximo grande piloto brasileiro que estará na Fórmula 1, dentro em breve,  será Pietro Fittipaldi, que vem ganhando todas as categorias que disputa e cujo DNA da velocidade está no sobrenome.

Que o futuro chegue logo para que nós, apaixonados por automobilismo, possamos torcer para um piloto campeão!

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– O AAA ajudou ou atrapalhou o Árbitro na partida entre Botafogo 3×4 São Paulo?

Na partida jogada no Engenhão entre Botafogo 3×4 São Paulo (muitos gols e muita alegria e decepção para os torcedores devido ao vira-vira no placar), dois lances foram muito discutidos:

1- O pênalti a favor do São Paulo: com razão, o Botafogo reclama da marcação de uma infração inexistente. O árbitro goiano André Luís Freitas de Castro está longe do contra-ataque puxado pelo atacante Wellington Nem (SPFC) e o defensor Carli (BOT) tenta roubar a bola dele. O são-paulino abandona a bola e já vai caindo na aproximação, uma simulação grotesca! Pior do que a queda canastrã foi a ação do Árbitro Adicional Assistente (AAA 2) Breno Vieira Souza, pois o lance foi na frente dele e poderia ter socorrido o árbitro central do seu equívoco. Na cobrança do Tricolor, Gattito Fernandes defendeu

2- Há uma reclamação menor, mas importante para se discutir, de um suposto pênalti por mão na bola de Edmar em lance de Roger. O braço aberto mostra intenção disfarçada ou movimento antinatural de tocar deliberadamente na bola? Na minha interpretação, não. Portanto, não foi pênalti reclamado para o Fogão.

O lance da simulação de Wellington Nem está aqui, entre o minuto 3’33” e 3’53”, em: https://www.youtube.com/watch?v=3kfe_1m9NTo

– O que esperar de Ricardo Marques Ribeiro para o clássico nacional entre Corinthians x Flamengo?

Já vi atuações medíocres, péssimas, aceitáveis e boas do árbitro mineiro do quadro da FIFA Ricardo Marques Ribeiro. Ótimas, ainda não.

Muitos alegam que o escudo internacional é fruto de posicionamento político (afinal, Minas Gerais só tem ele como FIFA) e que por meritocracia não o merecia. Não sei se é verdade e q  uero crer que não. O certo é que ele já apitou muitos clássicos país afora, melhorou dos defeitos que tinha anteriormente, mas falta corrigir algumas coisas, como: deixar de ser espalhafatoso nos trejeitos (exagera e teatraliza algumas vezes, a la “Heber Roberto Lopes” na final da Copa América Centenária). Ele tem ótimo condicionamento físico, bom porte atlético, vibra a partida inteira e foi exagerada e desnecessariamente vibrante no seu último jogo: São Paulo x Grêmio no Morumbi (comemorou sua atuação após o apito final e virou meme nas redes sociais).

Aqui poderemos ver se o Cel Marcos Marinho está conseguindo ou não uniformizar critérios: Leandro Vuaden apita pênaltis caminhando, friamente, indicando o ponto penal como se fosse um lance qualquer (isso faz com que muitas pessoas achem que ele tenha dúvida se marcou convictamente ou não, mas é o seu estilo). Já Ricardo Marques corre desesperadamente para a marca, apontando o ponto penal para que ninguém diga que ele tem dúvidas. Respeito a individualidade e o estilo de cada árbitro, mas há coisas que precisam ser uniformizadas e melhor regradas para uma boa arbitragem como um todo.

Enfim: a principal virtude nesse tão esperado jogo, além da qualidade técnica necessária ao árbitro, será: SER DISCRETO, pois em tal partida os protagonistas têm que ser os jogadores.

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem a todo o sexteto.

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– Campeonato Entusiasmante na Disputa, mas…

Sem dúvida o Campeonato Brasileiro é um baita torneio. Várias finais em um só certame, ascensão e queda das equipes, com muita disputa (mesmo o Corinthians estando com folga).

Competitíssimo, só que o nível técnico…

Qual time rivalizaria com os grandes europeus hoje?

Infelizmente, nenhum. Se revivêssemos o Intercontinental de Clubes, seria derrota de lavada (como tem sido nos últimos anos do Mundial da FIFA).

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– A China está contratando até… esotérico do Brasil!

Está pensando que apenas jogador de futebol é alvo dos investidores chineses?

Que nada!

A Fundação Cacique Cobra Coral (aquela entidade esotérica brasileira que promete controlar as condições climáticas em qualquer parte do mundo) que, pasmem, tem contrato com diversos órgãos federais e estaduais para fazer chover (ou não chover) em determinados lugares (como não atrapalhar o Carnaval, formar trombas d’água em hidrelétricas, garantir o tempo seco no GP de Fórmula 1), está sendo contratada por uma proposta irrecusável para prestar serviços na China.

Pois é: segundo a Coluna de Ricardo Boechat na Revista Isto é, a médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, os chineses pagarão 1 milhão de dólares mensais (livre de outros despesas) para que o Além ajude a reduzir a poluição nas principais cidades, como Shangai e Pequim.

É mole?

Não acredito, mas tenho que respeitar quem ganha 1 milhão / mês…

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– O acerto de Vuaden foi por vias tortas em Santos 4×2 Flamengo?

Muita chiadeira a respeito da não confirmação da marcação de um pênalti em Bruno Henrique cometido por Rever. O atacante recebe a bola em velocidade, o zagueiro tenta roubá-la e fica a dúvida: cometeu a infração ou não?

Vuaden entendeu que pegou o atleta e marcou o pênalti. Na primeira impressão, também achei que tinha atingido a bola e o jogador. Mas ao assistir novamente o lance, nesse vídeo da Rede Globo entre os minutos 1’38” e 1’41”, percebo que foi uma jogada legal.

O link aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/david-braz-reclama-de-juiz-na-vila-belmiro-faltou-colocar-a-camisa-do-flamengo.ghtml

Vamos às explicações: nessa semana, existiram dois outros lances polêmicos de situações parecidas (mas não idênticas): pênaltis reclamados em Santos x Bahia e São Paulo x Grêmio, onde os zagueiros tocam com o pé a bola e simultaneamente (com a coxa) a perna do adversário, promovendo a “alavanca”. Em ambos os casos, o correto era marcar pênaltis. Entretanto, na Vila Belmiro, a situação é diferente: Rever (como se vê na imagem citada) toca a bola com a ponta da chuteira e consequentemente, após a bola ter sido desviada, há o contato físico. Isso não é infração, é consequência / casualidade da jogada.

DIDATICAMENTE: tocar a bola e o adversário simultaneamente (em qualquer parte do corpo, desequilibrando-o), é infração (e dentro da área, pênalti). Mas tocar a bola e na sequência ocorrer o inevitável contato físico, já não é infração, mas sim lance legal. São situações diferentes pelas Regras do Jogo.

A questão é: o árbitro Leandro Pedro Vuaden errou (estava um pouco distante, mas considere a velocidade do lance e a dificuldade de interpretá-lo, já que o flamenguista vai no limite da legalidade) e depois consertou ao ouvir a informação do bom árbitro (que trabalhou como quarto-árbitro nesta noite) Flávio Rodrigues de Souza. É inevitável questionar: onde estaria Flávio no momento do lance?

Se o quarto-árbitro está na lateral, mas no meio do campo (como é usual estar) teria ele uma visão melhor do que a do árbitro? Não vi nenhuma imagem do posicionamento dele na hora do acontecido lance polêmico. Assim, 3 situações:

  1. Teria Vuaden o escutado sobre alguma observação com olhos de lince do Flávio e mudado de opinião?
  2. Teria Vuaden ouvido de Flávio que pela distância não poderia opinar sobre a jogada, e o gaúcho teve um repente de remorso e desmarcou o pênalti por conta própria?
  3. Teria Vuaden recebido a informação de Flávio de que a TV disse não ter sido pênalti?

A terceira hipótese tem sido a mais provável para muitos internautas, e é justamente essa que eu não quero crer, já que é ilegal.

A única certeza é: pênalti não foi; se desmarcado por via correta ou não, fica difícil afirmar.

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– A origem da grana do PSG em busca de Neymar

Tempos atrás, o PSG fez uma proposta quase que irrecusável para Neymar a fim de tirá-lo do Barcelona, que incluía 3 ilhas e um hotel em Copacabana. Agora, se fala do pagamento da multa de mais de R$ 800 mi, além de um salário anual de 110 milhões de reais.

Sim, o time francês, turbinado por petrodólares, quer Neymar Jr de todo jeito. A propósito, conheça a família Al Thani, dona do Qatar Investiment Authority (QIA), o fundo de 335 bilhões de dólares (mais de R$ 1 tri), em tese supostamente controlado pelo governo catariano, mas que na prática é dos próprios Al Thani (sim, o Catar é um país ‘com donos’). São eles os donos do PSG.

Abaixo, extraído da Revista Época desta semana (24/07/2017, pg 10-13, por Rodrigo Capelo).

NEYMAR E O DINHEIRO DO CATAR: MILHÕES DE MOTIVOS PARA MUDAR

Na folga do filho às vésperas da pré-temporada no Barcelona, Neymar da Silva Santos, o pai, convidou Neymar Júnior e uma porção de amigos para um passeio de barco – e partiu para alto-mar. O efeito da viagem a Ibiza, ilha espanhola famosa por receber ricaços, foi além de divertir o jogador com música alta e selfies com convidados – entre eles, Draymond Green, jogador de basquete que acaba de ser campeão da NBA pelo Golden State Warriors. A excursão serviu para afastar o filho da imprensa. Em terra firme, emissoras e jornais espanhóis, franceses e brasileiros publicavam uma “bomba”: o jogador tinha nas mãos uma proposta financeiramente surreal para trocar o Barça pelo Paris Saint-Germain (PSG). Em alto-mar, na farra e sem sinal de celular, Neymar estava incomunicável.

Os termos da proposta do PSG são absurdos até para o futebol europeu. A maior transferência registrada até hoje, do francês Paul Pogba para o Manchester United, custou € 105 milhões. Para tirar Neymar do Barcelona os franceses estão dispostos a pagar a multa rescisória de seu contrato, € 222 milhões. Mais do que o dobro. ÉPOCA ouviu de uma fonte próxima à negociação que a proposta também mais que dobra a atual remuneração do atleta. Os € 15 milhões por temporada no Barça saltariam para pelo menos € 30 milhões, o que deixaria Neymar com salário similar ao de Carlos Tévez na China, Lionel Messi no Barcelona e Cristiano Ronaldo no Real Madrid, todos entre € 30 milhões e € 40 milhões anuais. Uma proposta irrecusável.

A fonte de tanto dinheiro para bancar uma transação de superlativos vem de fora do futebol. A postura agressiva do PSG no mercado de transferências emergiu a partir de 2011, quando 70% do capital do clube francês foi adquirido por um fundo do Catar, um país árabe com população inferior à de Brasília e metade da área de Sergipe, rico em gás e petróleo, provavelmente familiar ao ouvido brasileiro porque será a sede da Copa de 2022. O fundo é o Qatar Sports Investments (QSI), com sede em Doha. Em 2012, seu dinheiro bancou a contratação pelo PSG de Lucas, que estava no São Paulo, por € 43 milhões. Ainda naquele ano, o fundo comprou os demais 30% do capital do time francês, tornando-se o único dono. Daí em diante, toda janela de transferência virou espaço para algum investimento amalucado do ponto de vista financeiro. Chegaram Thiago Silva e David Luiz, dupla de zaga da seleção brasileira na Copa de 2014, o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, o argentino Di Maria, o uruguaio Edinson Cavani. O galáctico David Beckham também passou por lá, embora em final de carreira, para promover o “projeto” PSG.

Tanto investimento não gerou em contrapartida arrecadação suficiente para o negócio se sustentar. São três as grandes receitas de um clube de futebol: direitos de transmissão, comercial e matchday – o nome que os europeus dão para a venda de ingressos e tudo mais que estiver relacionado a estádios e torcidas no dia de jogo. Com essas três fontes, o PSG fatura € 317 milhões, conforme o balanço financeiro da equipe da temporada de 2015/2016. Há mais. Os franceses faturam € 225 milhões na rubrica “outros”. É ali que os donos catarianos registram o dinheiro que aportam para sustentar a operação do clube. Nenhum outro time grande no mundo – nem Chelsea e Manchester City, comandados por bilionários estrangeiros, nem os maiores brasileiros, não exatamente exemplos de transparência –  classifica mais de 40% de seu faturamento como “outros”. Só assim para fazer frente aos € 542 milhões em despesas todo ano: com dinheiro vindo de fora do futebol.

O QSI é o filhote esportivo de um fundo muito maior, a Qatar Investment Authority (QIA), um fundo soberano, ou seja, controlado por um governo, o do Catar. Em janeiro de 2017, a Bloomberg publicou que o império sob o comando do fundo soma US$ 335 bilhões em ativos. Bilhões – com bê de bola. Não há setor relevante da economia intocado pelos dirigentes do Catar, a família Al Thani. O dinheiro da terceira maior reserva de gás natural do mundo banca investimentos no petróleo russo, no gás britânico, nos automóveis alemães, no luxo italiano. O futebol faz parte da rede. Além de ter comprado o PSG por meio do QSI, o fundo-pai está no Barcelona – é dono da patrocinadora Qatar Airways, uma de suas companhias. Tem mídia também. A emissora Al Jazeera lançou na França a BeIN, canal esportivo que arrebatou os direitos do Campeonato Francês, da Liga dos Campeões e outras competições europeias no país. Tudo pertence ao fundo-pai, a QIA.

O emaranhado de negócios no esporte tem a ver com as predileções da família real do Catar. O membro mais imponente na atualidade é o xeque Tamim bin Hamad al Thani, emir do Catar, hoje com 37 anos. O monarca é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e entusiasta da Copa do Mundo de 2022. O evento foi conquistado nominalmente por seu irmão mais novo, Mohammed bin Hamad bin Khalifa al Thani, de 29 anos, que presidiu a candidatura do país. A família Al Thani está intimamente ligada à decisão da Fifa de realizar o torneio num país cuja temperatura no verão, quando o evento acontece, supera os 40 graus célsius. A federação internacional mudou a competição para novembro e desestabilizou todo o calendário do futebol europeu, mas não desistiu da tentadora oferta do Catar.

O homem da família Al Thani para tocar os negócios em Paris é Nasser al Khelaifi, hoje com 43 anos, um ex-tenista com histórico fraco dentro das quadras. Discreto, sem a extravagância comum a bilionários que se metem no futebol, o executivo preside o QSI, o PSG e também o canal esportivo BeIN. O projeto, como Al Khelaifi afirmou em entrevista à CNN em 2012, era tornar o clube francês em um dos maiores do mundo num prazo de cinco anos. Aconteceu dentro da França: o PSG venceu o Campeonato Francês quatro vezes de lá para cá (uma vez  o torneio ficou com o Monaco, também comprado por um bilionário estrangeiro). O monopólio esportivo forjado pelo Catar também fica evidente quando se comparam as receitas da elite francesa: enquanto o PSG arrecada € 542 milhões, o Lyon, segundo mais rico, fatura só € 160 milhões.

Nem tudo pôde ser comprado pela megalomania catariana no futebol francês. O PSG domina a França, mas, na Europa, não consegue passar das quartas de final da Liga dos Campeões. Em 2013, 2014, 2015 e 2016, os franceses foram derrotados, nessa ordem, por Barcelona, Chelsea, de novo Barcelona e Manchester United. Sempre nas quartas de final. Em 2017, o trauma foi épico. Na primeira partida das oitavas de final, o PSG abriu quatro gols de vantagem sobre o Barça. A parada parecia resolvida. Os franceses enfim eliminariam os espanhóis, após dois reveses. Aí apareceu Neymar. No jogo de volta, na Espanha, o jogador brasileiro fez um golaço de falta, outro de pênalti, deu assistência para um colega marcar, sofreu pênalti. Com 6 a 1 no placar, o PSG mais uma vez caiu perante o Barça. O prazo para chegar ao topo do futebol europeu em cinco anos expirou sem que os dirigentes do Catar tivessem esse sucesso. Talvez isso ajude a explicar a surreal proposta que colocaram nas mãos de seu carrasco.

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O presidente Al Klelaifi (à esq.), o emir Al Thani (no centro) e Leonardo, ex-jogador do PSG (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

– Ederson: mantenha-se firme!

O jogador flamenguista Ederson, que por tanto tempo sofreu com lesões e agora voltou a jogar, descobriu, por acaso em um anti-dopping, que está com câncer nos testículos.

Força! É um momento difícil. Fé em Deus e disposição para lutar.

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– O Pênalti reclamado por Gilberto em São Paulo 1×1 Grêmio e o comportamento do juiz!

Uma grande vacilada comportamental e um erro capital. É assim que classifico a atitude do juiz Ricardo Marques Ribeiro, na partida entre São Paulo 1×1 Grêmio no Morumbi.

Vamos por partes:

1.Pênalti ou não em Gilberto? Um erro capital?

No final da partida, Cueva está no ataque, encontra espaço e toca para o atacante Gilberto. Seu defensor consegue interceptar a bola e com a alavanca na perna do adversário. Veja o lance aqui, em: https://is.gd/bHQDvF

Preciso ser coerente: essa jogada foi idêntica a de Lucas Lima no Pacaembu, no domingo cedo, contra o Bahia. Em ambas partidas os atacantes tentam passar e o adversários roubam a bola bloqueando a perna de quem tinha/tem o domínio de bola. Se rouba só a bola e o atleta cai, é lance limpo. Mas tocar a bola simultaneamente em alguma parte do corpo na “roubada”, aí é infração. Na área, é pênalti! Em suma: Gilberto sofreu a penalidade e errou o árbitro.

A propósito, o lance citado do pênalti em Lucas Lima (em que o árbitro marcou corretamente mas voltou atrás induzido pelo erro do AAA) está aqui: http://wp.me/p55Mu0-1zs

2.A “comemoração” do árbitro? Vacilada Comportamental?

Durante a noite, “bombou” a comemoração do árbitro Ricardo Marques Ribeiro e muitos memes surgiram de que estava “feliz pelo empate“. Bobagem crer nisso por parte do torcedor; mais bobagem ainda o juiz proceder de tal forma. Explico:

O árbitro de futebol é um ser humano e às vezes quer extravasar. Quantas vezes eu quis comemorar uma boa arbitragem também (e às vezes, na prática, nem tendo sido boa atuação). Me recordo de um lance em Rio Claro (talvez tenha sido pela A2, e creio que foi contra o XV de Piracicaba), onde um dos times pediu falta no atacante, dei a vantagem, o jogador que sofreu a falta “me encheu o saco” e na sequência do contra-ataque armado pela vantagem, saiu o gol! Eu quis vibrar (pelo meu acerto) e tirar um sarro do atleta que tinha reclamado (e deu muita vontade…) mas me contive; afinal, sou eu quem tem que ter equilíbrio emocional durante os 90 minutos.

Entendo que, ele estando crente que fez uma boa partida (não assisti ao jogo todo mas apenas o lance citado, e que foi equivocado), quis vibrar por achar que atuou bem. Mas o faça por dentro, ou com sua esposa (se casado for), com seus amigos em lugar reservado mas nunca publicamente.

Lembremo-nos: o árbitro não precisa apenas ser honesto; tem que parecer / demonstrar ser honesto e se policiar por qualquer atitude má-interpretada. E tenha certeza: apesar dos pesares, que o torcedor são-paulino não creia que ele “comemorou” o empate.

Se você não viu, assista o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=cepUpuZXiYw

– Procede o pedido de pênalti na mão de Balbuena?

Na partida do Maracanã envolvendo Fluminense 0x1 Corinthians, há uma reclamação de “mão na bola” de Balbuena dentro da área.

Pênalti ou não?

Não! Assista o lance (está entre o minuto 2’23” e 2’30” abaixo) e veja que não existe intenção explicita ou disfarçada do zagueiro corintiano. A bola é chutada pelo atacante carioca, ele se vira e nem vê a bola bater em sua mão. Na várzea, se fala “bola na mão ao invés de mão na bola”. Na linguagem da arbitragem, se diz que foi casualidade, sem intenção.

Lembre-se: não se pode avaliar imprudência em lances de mão na bola, somente a intenção deliberada. E desde os últimos anos, acrescentou-se a análise de que se deve ver a intenção subjetiva, o movimento antinatural dos braços que disfarça a intenção (e isso não ocorre no lance de Balbuena).

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=cx17Wj6WNdk

– Pênalti ou não em Santos 3×0 Bahia?

Vi, assisti algumas vezes o lance e não me convenci: o pênalti “marcado e desmarcado” no jogo Santos 3×0 Bahia!

No primeiro tempo, Lucas Lima avança e tem a perna travada pelo adversário, que interrompe o seu avanço. Eis que após o árbitro Wagner Magalhães (que já escrevi: junto com Igor Benevenuto tem sido bons destaques da arbitragem nesse ano) marcou pênalti. Após ser informado pelo AAA, voltou atrás.

Para mim, houve o pênalti! O zagueiro toca a bola mas bloqueia a passagem do atacante. Se fosse dado um carrinho certeiro na bola, não seria pênalti. Mas uma alavanca com a perna, atinge simultaneamente atleta e bola. Portanto: infração (e dentro da área, tiro penal).

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=PviWcBEHE_8

– A minha memória do Waldir Peres é a do Jayme Cintra! E os sustos continuaram na semana…

Todos ficaram triste com a morte do ex-goleiro da Seleção Brasileira e ídolo do São Paulo FC, Waldir Peres. Com 66 anos, sofreu um infarto fulminante.

Tenho duas lembranças in loco dele: apesar de tê-lo visto à exaustão em jogos na TV, a primeira vez que o vi em um estádio foi no Jayme Cintra, em 1985 ou 86, num Paulista x Guarani. E sabe o que eu me recordo? De um tiro de meta cobrado com força que atravessou o campo e “pingou direto na área” para a defesa do goleiro jundiaiense Luiz Fernando! Na minha cabeça de criança, não entendia como um chute poderia ir “de uma grande área para a outra”.

A segunda vez que o vi foi como treinador, em Guarulhos. Apitei um jogo dele e não me recordo se era o AD Guarulhos ou o Flamenguinho, pela falecida B1B do Paulistão. Muito educado, tive o prazer de cumprimenta-lo depois do jogo e foi muito cordial.

E se a semana foi de lamentar a perda de Waldir Peres, quem passou por um susto foi o Marcos, ex-goleiro do Palmeiras e pentacampeão mundial.

Motivo?

Passou por uma cirurgia cardíaca devido a complicações causadas pelo… cigarro!

Pois é: se ele, que é fumante, mesmo sendo atleta passou por isso, imagine quem não é. O pior já foi…

Enfim: que Waldir Peres (que estava morando em Mogi Mirim) descanse em paz e que Marcão se recupere.

Aliás, por onde anda Luís Fernando, daquele time do Nicanor de Carvalho, já que o citei? Se alguém souber, deixe o recado!

Em tempo: olha aqui o nosso querido Hélio Maffia, o treinador Tite, o saudoso Giba e outros craques juntos na foto com Waldir Peres nesse time do Guarani:

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– Por quê a CBF embolsa o patrocínio dos árbitros?

Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, em seu blog no UOL, a CBF está sendo processada por ficar com todo o dinheiro do patrocínio recebido pelos árbitros. A matéria pode ser acessada no link: http://trib.al/biSfqto.

Diz-se à boca pequena (é necessário investigar), que os patrocínios da Penalty e Semp Toshiba, nos últimos anos, atingiram 11 milhões de reais. E aqui (aí sim é afirmação) vem a constatação: nenhum árbitro recebeu nada!

O que muito magoa é: por quê as pessoas envolvidas na Associação Nacional de Árbitros não batem de frente com a CBF? Por quê poupam tanto Marco Polo Del Nero, que é sabidamente procurado pelo FIFAGate? Alguns destes sindicalistas são até mesmo membros de Sindicatos Estaduais ou trabalham como observadores de jogos no Brasileirão para a própria CBF – mesmo sendo uma incompatibilidade de função, em minha modesta opinião.

Parece que, tanto na teoria quanto na prática, ninguém se manifesta em mudar o cenário. É lamentável tal passividade das autoridades, tendo em vista o tamanho do período reclamado.

Aliás: se os árbitros são “prestadores autônomos de serviços às entidades”, como as entidades pregam, por que eles não são recebedores de tal verba? Ou é só mais uma manobra para a CBF fugir do vínculo empregatício?

MINISTÉRIO PÚBLICO PROCESSA CBF POR PATROCÍNIO A ÁRBITROS

Ministério Público processa CBF por patrocínio a árbitros

O Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação contra a CBF para exigir que o patrocínio na camisa dos árbitros seja negociado apenas pelo sindicato deles, sem participação da entidade. Há ainda um pedido para que a confederação pague uma indenização de R$ 5 milhões por ter negociado de forma irregular o espaço na camisa da arbitragem. Esse processo corre na Justiça do Trabalho com pedido de liminar.

Desde o ano passado, o Ministério Público do Trabalho apura as condições trabalhistas entre a CBF e os árbitros. Foram feitas audiências públicas para discutir a relação entre as partes, incluindo critérios de escala, vínculo trabalhista e a questão dos patrocínios. A confederação não atendeu sugestões da procuradoria durante essa fase.

Nesta quinta-feira, o procurador Rodrigo Carelli entrou com a ação contra a CBF. ”Pedimos que a CBF não faça contrato de propaganda e que o contrato seja feito pelo sindicato”, afirmou o procurador. ”Se a Justiça não aceitar esse pedido, pedimos que os árbitros tenham participação e recebam repasse que hoje é zero.”

Em sua ação, a procuradoria explica que a CBF tem contratos com a Semp Toshiba e a Sky para patrocínio dos uniformes em valores milionários. Mas não há nenhuma autorização dada pelos árbitros para o uso de sua imagem.

”No presente caso, a imagem dos árbitros e auxiliares foi comercializada pela ré (CBF), tendo sido transformados em “outdoors” humanos, com grandes valores econômicos. Isto posto, fica a primeira pergunta: qual a legitimidade ou legalidade da comercialização pela ré dos espaços nos uniformes dos árbitros? De fato, a ré não é entidade representante dos  árbitros, nem mesmo os árbitros e auxiliares são considerados seus empregados. Segundo a ré mesmo afirma, eles são prestadores de serviços autônomos”, descreve a ação.

Em seguida, a procuradoria afirma que ”ofende qualquer noção de direito a possibilidade de terceiro comercializar a imagem dos trabalhadores sem sua autorização, participação e mesmo ciência.”

Durante as audiências, o Ministério Público do Trabalho tinha pedido à CBF que apresentasse soluções para a questão. Na ocasião, a entidade afirmou que o que se discutia era o direito de arena que era exclusivo dos árbitros e que “nenhum espectador se interessa por uniformes de árbitros”. E acrescentou que era ”risível a pretensão” dos árbitros de receber pela imagem.

O argumento não foi aceito pelo Ministério Público do Trabalho que afirmou que chega ”às raias do absurdo essa ilação” já que empresas pagam milhões pelo espaço dos uniformes dos árbitros. Para embasar sua tese, o procurador diz que o uniforme tem 63 aparições que somam 4min durante o jogo.

Também é narrado na ação que, após a atuação da procuradoria, a CBF tentou que árbitros assinassem um documento cedendo sua imagem de graça para a entidade, o que não foi aceito por alguns sindicatos.

Diante desses fatos, o procurador Carelli acusa a CBF de lesar os árbitros e auxiliares e portanto pede uma indenização de R$ 5 milhões. Esse dinheiro seria destinado ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

É requisitado ainda de forma liminar que a confederação imediatamente deixe de negociar os contratos de patrocínios dos árbitros ou repasse 80% dos valores para os juízes se esse primeiro pedido não for aceito. Em caso de descumprimento, haveria pagamento de multas entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões.

Agora, um juiz do trabalho assumirá o caso e deve ouvir a CBF antes de tomar uma decisão sobre os pedidos da procuradoria. Questionada pelo blog, a confederação informou por meio de assessoria que não iria se pronunciar até ser intimada da ação.

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foto extraída de: http://www.futebolearbitragem.com.br/2017/02/semp-toshiba-pagou-5-milhoes-por-tres.html

– Aderlan e a sinceridade de quem veio de baixo!

Viram o choro do zagueiro Aderlan Santos, que estava na reserva do Sevilla e chegou ao São Paulo FC?

Realmente, foi comovente e muito legal ver que ainda existem pessoas sinceras e humildesO futebol possibilita mostrar as diferenças de muitos atletas. Há de tudo: baladeiros, religiosos, amadores, profissionais e… lutadores! Para quem não assistiu o vídeo (não o consegui disponibilizar), ele chorou ao falar sobre a infância pobre e que o sonho de garoto era conseguir ter dinheiro para comprar uma camisa do São Paulo FC, seu time do coração. Ao dizer sobre o fato de agora jogar pelo seu clube, “desabou”.

Nunca o vi jogar, mas respeito quem tem uma história sofrida e se sensibiliza com tais valores.

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– Luxemburgo e sua ressurreição

Depois de tantas frases polêmicas, evitáveis e, até certo ponto, imbecis, Vanderlei Luxemburgo voltou à velha forma no Sport-PE!

Cá entre nós: dizer que “Guardiola era só marketing“, que “estava se aposentando no futebol“, que “desejava ser Senador da República” e ainda que “não precisa ficar à beira do campo treinando os jogadores“, só prejudicou sua carreira. Não combina com quem quer ser TOP, além, claro, dos seus últimos ruins trabalhos realizados.

Resumindo: se não se envolver em noticiário de suposta “dívida de cassinos” e outros enroscos, e focar só no campo, Luxemburgo ainda tem lenha para queimar (se imaginarmos o futebol brasileiro e sua atual realidade).

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– Cortada e religada a energia elétrica do Paulista FC!

Que triste. Devendo “a conta de luz” desde abril (R$ 19 mil reais), a CPFL cortou a energia elétrica do Estádio Jayme Cintra. Depois do fato lamentável, conseguiu-se dinheiro para pagar as contas, o que fez que se restabelecesse a força nessa tarde de 5a.

Parece que o fundo do poço é ainda mais adiante…

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– Relembrando a 1a Promessa Não Cumprida de Marco Polo Del Nero

Há exatamente 3 anos, publicávamos uma entrevista do então recém empossado presidente Marco Polo Del Nero, em que louvava Ricardo Teixeira e prometia como “1o ato” profissionalizar a arbitragem!

Extraído de: http://wp.me/p4RTuC-6Kn , de (22/07/2014).

O 1o ATO DE MARCO POLO

Passou batido devido à Copa do Mundo. Mas foi de extrema cara-de-pau a entrevista do Presidente da FPF e já eleito mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero, à Revista Isto É (ed 2325 de 18/06/2014, pg 6-12 à Rodrigo Cardoso e Yan Boechat).

Nela, louvou a administração Ricardo Teixeira e defendeu sua honestidade; disse não precisar de auditoria numa entidade tão (acreditem) transparente como a CBF!

Questionado sobre qual será o seu primeiro ato como Presidente, disse:

Melhorar a arbitragem nacional. Temos de preparar os árbitros à altura. Profissionalizar os árbitros. Fizemos uma experiência na Federação Paulista de Futebol com 20 árbitros. Pagamos salários a eles por um determinado tempo e a qualidade da arbitragem não melhorou. O que fizemos aqui foi dar assistência psicológica e técnica para prepará-los. Penso em trios de arbitragens fixos. (…) E o segundo ato é fomentar o futebol da melhor maneira possível“.

Ora, ele quer profissionalizar mas alega que a tentativa da FPF não melhorou a qualidade da arbitragem! Incoerente…

O problema é: qual o conceito de profissionalização de Marco Polo? Na Federação Paulista, pagou R$ 1.300,00 a “10 árbitros ouro” e R$ 800,00 a “10 árbitros prata” por mês. Em troca, os árbitros deveriam ter disponibilidade para reuniões e treinamentos quando solicitados.

Ora, R$ 1.300,00 mensalmente é salário digno de árbitro profissional de elite? Qual médico, advogado, professor ou administrador largará mão de sua atividade por esse valor, arcando com as viagens a SP, despesas diversas e falta de registro na carteira de trabalho (sem direito a Férias, INSS e 13o)?

Profissionalizar é dedicação plena à atividade, com salário equivalente ao esforço e a responsabilidade da função, com encargos trabalhistas sendo pagos pelo empregador. Só com tal empenho poderá se cobrar o árbitro de verdade.

Para mim, discurso demagógico de Del Nero. E para você?

Aliás, por fim, confesso: como assinante da Revista Isto É, fiquei frustrado por não ter uma pergunta incisiva, dura, firme sobre polêmicas que norteiam a CBF, tampouco contra-argumentos às respostas. A publicação ficou a dever…

Abaixo, fotos dos árbitros profissionais europeus:
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– Explicando o impedimento passivo de Potker no Internacional 1×0 Luverdense

Que final de jogo “circense” no Beira-Rio, na partida entre Internacional x Luverdense, pela série B do Brasileirão! Vamos falar sobre o assunto, didaticamente, sobre quem errou e quem acertou.

Aos 47 minutos do 2o tempo, o Inter está no ataque e a bola é lançada para Joanderson, que está em posição legal. Potker, que está em posição de impedimento, tenta dominá-la durante o trajeto mas não a toca. Em outros tempos, você poderia dizer que ele interferiu na jogada, mas as recomendações da FIFA atuais, para esse lance, pedem o toque efetivo. Só que o bandeira Márcio Eustáquio Santiago (que é experiente), foi traído pelo impulso e marcou o impedimento. O árbitro Igor Junio Benevenuto (que já destaquei em outras oportunidades: vem crescendo bastante na carreira e está realizando uma excelente temporada) teve uma leitura perfeita do lance e mandou a jogada seguir (foi corajoso) e na continuidade saiu o gol do Colorado e as reclamações. É nítido que o bandeira percebeu o erro na sequência e se arrepende (repare o gestual dele, meio que apavorado com o acontecido).

Sabe qual o grande problema aqui? Apesar do erro crasso do bandeira (indiscutível), esse gol legal poderia ser evitado se os JOGADORES conhecessem melhor a regra e NÃO DESISTISSEM DA DISPUTA DE BOLA até ouvir o apito do árbitro! É o árbitro a autoridade máxima da partida, não o bandeira. E, nas escolas de arbitragem, sempre é ressaltado que inevitavelmente vai dar confusão se o bandeira erguer seu instrumento de maneira errada e o juiz não concordar com a marcação, pois é um vício / costume / reflexo do jogador parar de jogar quando vê a “flanela erguida”!

Taí mais uma recomendação aos clubes de futebol que gastam fortunas com maus investimentos e não têm um instrutor ou professor de Regras do Futebol em suas comissões técnicas: orientar seus atletas a só parar quando ouvirem o apito!

Em suma: gol legal, acerto do árbitro, erro técnico do bandeira e desconhecimento de regra dos atletas. Deu no que deu!

O vídeo dos melhores momentos desse jogo está abaixo, e o lance entre 5’43 e 6’13”, em: https://www.youtube.com/watch?v=2P2ksA6LexY

Para quem possa interessar, o quadro 3 de orientação da Regra 11 (impedimentos), do livro 2017/2018 (não foi disponibilizado em português pela CBF ainda, só no original em inglês), mostrando que o árbitro acertou. Abaixo:

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– 3 presidentes / ex-presidentes da CBF nas páginas policias.

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, teve a prisão decretada nos EUA e Espanha por corrupção.

José Maria Marin, outro ex-presidente, está preso nos Estados Unidos devido ao “FIFAGATE”.

Marco Polo Del Nero, o atual presidente, fugiu da Suíça quando houve a prisão dos “figurões” e nunca mais saiu do Brasil. Vive em seu bunker na CBF.

O primeiro e o último nome, apesar de terem tantas culpas nas costas, sentem-se seguros em seus recantos brasileiros. Afinal, nosso país não tem acordo de extradição e tanto Teixeira quanto Del Nero não se sentem constrangidos, estando aqui em nosso país.

A questão é: um dia serão presos em nosso território ou é utopia?

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– A Copa Paulista vale a pena aos clubes grandes?

A Copa Paulista de Futebol é a única competição profissional que a FPF promove no 2o Semestre. Ela se destina a dar atividade para os clubes da Série A1, A2 e A3 do Paulistão que não estão em nenhuma das 4 divisões do Campeonato Brasileiro e que não teriam calendário.

Aos pequenos, é oportunidade para se preparar ao ano seguinte ou tentar uma vaga para a série D ou na Copa do Brasil. Para os grandes, como o São Paulo e Santos, é oportunidade para dar chances aos garotos que estouraram a idade e aos jovens que estão em teste. Além disso, serve para dar esperança de renascimento a outros, como a Portuguesa que, eliminada da 4a divisão do Brasileirão, disputa o torneio e venceu no último domingo o Juventus no Canindé por 3×0 (para um público de 2.148 pessoas e uma renda líquida de R$ 16.842,00).

Entretanto, será que o custo final desse torneio para os clubes vale a pena? Um exemplo é o São Paulo FC. Veja: no último sábado, o colossal estádio do Morumbi foi aberto para o jogo entre SPFC B x Atibaia. O Tricolor não conseguiu vencer o Atibaia (que fez seu primeiro jogo profissional na sua história no Estádio Cícero Pompeu de Toledo), empatando em 1×1 (a fase é ruim até para o time B). Mas me chamou a atenção o borderô: 169 pessoas testemunharam a partida (113 entradas inteiras, 38 meias para o time da casa, e 14 entradas inteiras e 4 meias para o visitante). A Renda Bruta foi de R$ 1.480,00. Mas desse valor, descontou-se o aluguel de R$ 1.490,00 da ambulância, R$ 286,00 do custo de confecção dos ingressos, R$ 3,21 de “Seguro Torcedor” exigido pela FPF, R$ 74,00 de INSS e R$ 1.240,00 em “despesas diversas não especificadas”. Total = prejuízo de R$ 1.613,21.

Imagine agora o custo de manutenção do Morumbi, o valor pago aos funcionários do clube (bilheteiros, faxineiros) e outras saídas para “se abrir” um estádio daquele porte (energia elétrica, água, desgaste do gramado, limpeza).

Será que vale a pena?

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– Neymar no PSG por R$ 800 milhões

O Esporte Interativo está cravando: Neymar estaria se transferindo para o PSG, que pagaria a pomposa quantia de 800 milhões de reais para a multa rescisória. Sem contar o salário mensal, que seria o maior do mundo.

Claro que ele, desejoso em ganhar o “Bola de Ouro” ou o “The Best”, os prêmios de reconhecimento como melhor jogador do planeta, se distancia um pouco desse sonho ao sair da Espanha e ir para a liga da França. Mas financeiramente, ele que já é multimilionário, seria ainda mais afortunado.

E se você fosse o Neymar, o que faria?

É muita grana… mesmo que o catariano dono do time seja um bilionário apaixonado por futebol, não me parece um negócio honesto.

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