– A grande diferença entre o planejamento da volta do futebol em SP e RJ

No começo, a Federação Paulista de Futebol falava em criar protocolos e em outras situações esdrúxulas a fim de voltar seus campeonatos de futebol de maneira rápida. Parecia uma necessidade em afirmar que houve uma “pausa” e que tudo voltaria logo.

Aos poucos, a “ficha parece ter caído…” reuniões virtuais (algumas nada produtivas, apenas para dizer que mais tarde voltariam a conversar) aconteceram. Mas bem diferente do Rio de Janeiro (onde na madrugada de terça se decidiu voltar o Cariocão na quinta (veja aqui: https://wp.me/p4RTuC-qct), aqui a preocupação com a segurança sanitária está sendo respeitada e há mais protocolos a serem cumpridos do que no Campeonato Alemão (e estamos falando de voltar aos treinos, não apressando em voltar os campeonatos). Aliás, até mesmo a questão da procedência dos lugares em que as refeições dos jogadores serão feitas está se colocando em discussão.

Isso tudo é motivo de aplausos para a FPF e de vaias para a FERJ. Mas, por outro lado, há a questão financeira que precisará ser discutida: como os clubes bancarão os salários de seus profissionais? Além disso, a questão esportiva: como farão com os elencos, já que muitos clubes pequenos já não contam com os mesmos atletas (se é que “contam com alguns atletas”)?

Se tudo isso se refere à 1a divisão, temos uma situação completamente delicada na A2 e na A3: os clubes estão, aos poucos, “se desfazendo”! Abnegados com ações pontuais tentam dar uma sobrevida ao caos financeiro dos times (alguns, verdade seja dita, por acúmulos de ações administrativas irresponsáveis; outros pela pandemia). Dois casos chamam a atenção: o trabalho de marketing e resgate da nova diretoria do Paulista de Jundiaí, vendendo inúmeros produtos e tentando saldar as dívidas (embora a montagem do elenco, caso o campeonato continue, será um trabalho absurdamente difícil) e do Noroeste de Bauru (fazendo vaquinhas solidárias, mesmo com o clube estando com dinheiro em caixa no começo do campeonato e sendo o líder do certame).

Para os torneios de menor visibilidade, a mesma FPF aqui elogiada precisa receber um puxão de orelha: não dá para “empurrar com a barriga” e deixar a entender que, se for possível, jogar-se-á no final do ano sem que haja socorro e suporte para essas agremiações.

Resta aguardar! E fica mais uma vez a cobrança: o que se tem feito aos árbitros federados, que estão sem receber um só tostão, diferente dos da CBF (vide em: https://wp.me/p55Mu0-2yi)?

– Um circo chamado “Cariocão”!

Que vergonha a forçada de barra para reiniciar o Campeonato Carioca! Comparem: a Espanha, cujo epicentro do Coronavírus foi há dois meses aproximadamente, voltou a ter uma partida profissional na 5a feira. No Rio de Janeiro, que nem no pico de contágio chegou, quer voltar na marra a jogar depois de amanhã!

Se os números fossem frios, a lógica mandaria retornar daqui há 60 dias com as atividades profissionais. Mas considere: sem leitos sobrando, com hospitais de campanha envolvidos em corrupção, tendo as autoridades sanitárias feito tamanha confusão, qual o prazo ideal para se pensar na volta? No mínimo, no final de Agosto.

Analise: alguns clubes do Rio de Janeiro não tem 11 jogadores profissionais inscritos (como acontece também com a segunda e terceira divisão de SP). Como contratar e treinar atletas nesse prazo absurdo?

Aguardemos se concretizará a “volta do futebol ou não”. Impossível que pessoas sérias não tomem providências.

– Parabéns pela iniciativa de ajudar os árbitros, CBF.

Eu fui um dos críticos quando a ajuda aos árbitros da CBF foi divulgada e usada como propaganda. A versão inicial, das duas parcelas, não era de auxílio, mas de EMPRÉSTIMO, pois os árbitros deveriam devolver os valores apitando. Pura demagogia! Gritar aos 4 ventos que era bondade, nunca colou.

Depois de pressão (não sei de quem, se da ANAF ou de outra pessoa – ou ainda se pegou mal) a CBF transformou esse empréstimo em doação, liberando uma 3a parcela. Aí sim! Nessa, concretizando a doação, merece os aplausos.

Pudera, sejamos honestos: com tanta cobrança da Comissão de Árbitros aos juízes de futebol, é algo justo que se faça tal pagamento. É uma troca, enfim.

Ficará também uma pergunta: os árbitros que não pertencem ao quadro nacional? Como farão? As federações ajudarão eles ou estarão esquecidos?

– Juventus 0x0 Milan e os dois lances polêmicos:

Foi na 6a feira, e tivemos discussões: eu não marcaria esse pênalti a favor da Juventus. Repare que é um lance totalmente involuntário do braço do milanista Conti e é um movimento natural do corpo. Errou o juizão (mesmo com VAR)!

Na sequência, muito bem expulso o atleta Rebic (MIL), pela forma que vai disputar a bola com Danilo (JUV). Que perigo!

Assista o vídeo com essas duas situações na partida válida pela Copa da Itália, abaixo:

– Sem público, o árbitro de futebol “perde o medo?”

Sem público, os árbitros teriam mais coragem e aplicariam a Regra sem preocupar com o “barulho da arquibancada”? Com menos intimidação, naturalmente mais faltas seriam marcadas e maior rigor com cartões ocorreria em suas anotações?

Alguns estudos dizem que sim. Evidentemente que, para o árbitro medroso, inexperiente e introvertido, isso pode ser claro. Para os mais experientes, ficaria a dúvida. Entretanto, lá na Espanha, isso está sendo observado na prática.

Abaixo, extraído de: https://www.esportejundiai.com/2020/06/sem-publico-arbitros-anotam-mais-faltas.html

SEM PÚBLICO, ÁRBITROS ANOTAM MAIS FALTAS E APLICAM MAIS CARTÕES AMARELOS

Por Thiago Batista de Olim

O jornal espanhol “Mundo Deportivo” acompanha a primeira e segunda divisão da Bundesliga há semanas, e levantou dados interessantes sobre o comportamento dos árbitros na volta do futebol. Nas partidas com portões fechados, mais faltas são marcadas (aumento de 12%) e mais cartões amarelos são mostrados (aumento de 35%).

A publicação espanhola concluiu que os árbitros são um pouco mais contidos e influenciados pela pressão da torcida. Sem gritos e xingamentos, eles têm mais clareza para tomar suas decisões, sem medo de retaliação dos espectadores.

O levantamento também aponta a diminuição de vantagem para o mandante, aspecto altamente comentado nas últimas semanas com jogos sem público. Sem o apoio da torcida, as equipes locais sofreram queda nos seus números em casa. Segundo o “Mundo Deportivo” já são mais vitórias de visitantes (48%) do que de mandantes (21%).

Por Redação Esporte Jundiaí

Arte: LaLiga

– RELEMBRANDO: O Legado que Você Quer para a Copa é o Mesmo do Ministro?

Eu, apesar de apaixonado por futebol, nunca quis a Copa do Mundo no Brasil. Era lógico que existiria corrupção, atrasos nas obras e contratos “emergenciais” onde o dinheiro público seria embolsado por espertalhões.

Todos se lembram da frase lamentável de Ronaldo Nazário sobre “Estádios da Copa x Hospitais”, mas um registro importante se faz aqui, há 7 anos: o que disse Aldo Rebelo, o Ministro dos Esportes da época. Abaixo (extraído deste mesmo blog, em 19/06/2013):

O LEGADO DA COPA

O Ministro dos Esportes Aldo Rebelo, na última segunda-feira, deu uma demagógica resposta quando indagado sobre o legado que será deixado pela Copa do Mundo ao nosso país. Disse ele:

O maior legado da Copa é a alegria do povo brasileiro em acolher a competição“.

Em tempos de protestos, valeria a pena ter ficado calado. Os números gastos para a organização da Copa do Mundo, segundo a Matriz da Responsabilidade do seu próprio Ministério, alcançaram na última atualização dessa semana a cifra de 28 bilhões de reais!

Eu não quero esse legado. Quanto custará a Copa do Mundo até Junho de 2014? É caro demais para qualquer nação.

– Nunca teremos calmaria nas contas e negócios do futebol brasileiro?

Vasco pagando salários do começo do ano; Corinthians negociando parte do pagamento de Abril; Santos reduzindo em até 70% os salários; Honda (do Botafogo) assustado com Bolsonaro e Witzel quanto ao Covid; São Paulo vivendo a necessidade de negociar jogadores para que o mega déficit da gestão Leco não aumente…

O futebol brasileiro é tudo, menos tranquilo e sereno…

Futebol une as pessoas pelo amor e segrega pelo dinheiro ...

– As linhas de crédito da CBF para os clubes

Você pode entender por 3 pontos de vista a abertura das linhas de crédito que a CBF vai liberar aos clubes da série A e B:

  1. Uma ótima iniciativa, pois os clubes estão sem dinheiro e qualquer verba que entrar será bem vinda;
  2. Uma ação normal, já que a CBF é formada pelos clubes e a eles deve servir; ou,
  3. Uma atitude demagógica, pois ela não está dando dinheiro, mas sim adiantando os valores das cotas de TV que as agremiações receberão e que irão para a sua conta como garantia de pagamento (ou seja, risco zero de calote).

Enfim: acreditar que existe caridade por parte da CBF e clubes, é muita ingenuidade. Simplesmente são negócios!

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/06/08/cbf-anuncia-linhas-de-credito-para-clubes-das-series-a-e-b-do-brasileiro.htm

CBF ANUNCIA LINHAS DE CRÉDITO PARA CLUBES DAS SÉRIES A E B DO BRASILEIRÃO

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou hoje uma linha de crédito para times da primeira e da segunda divisões do Campeonato Brasileiro, em resposta à pandemia do novo coronavírus e a consequente paralisação de campeonatos. A ideia da entidade é estabelecer um apoio direto às equipes.

Para os participantes da Série A de 2020, a confederação disponibilizará uma linha de crédito total de até R$ 100 milhões sem juros. Os recursos serão concedidos tendo como garantia os valores que cada equipe receberá de contratos de TV e os prêmios por desempenho em competições.

A ideia da CBF, que pagará os valores imediatamente, é compensar a perda de arrecadação dos clubes com a redução dos valores pagos pelas televisões entre abril e junho, além de outras formas de receita — bilheterias, patrocínios e programas de sócio-torcedor, entre outros.

“Temos procurado todas as formas de apoiar os clubes nesse momento difícil”, afirmou o presidente da CBF, Rogério Caboclo. “Não basta que voltem as competições. Precisamos de clubes capazes de retornar a elas de forma competente”, acrescentou o dirigente (cont no link).

A Nova Identidade Visual da CBF - Mariane Mendes

– Descubra se você foi vítima do golpe do auxílio emergencial, assim como Neymar:

Golpistas aproveitam demais das falhas tecnológicas nos momentos em que algo novo é implantado. Um desses casos é: o Auxílio Emergencial da Caixa Econômica Federal.

No dia 07 de Abril, quando o sistema entrou no ar, estelionatários se valeram disso e, por roubo de dados, fizeram pedidos de ajuda com nome e documentos de várias pessoas. Um desses casos foi o de Neymar, que pediu o auxílio de R$ 600,00 (ou melhor: os bandidos usando os documentos dele fizeram o pedido) e que foi aprovado em 15/04/2020, conforme divulgado pela Dataprev.

Para descobrir se você tem um pedido em aberto ou já liberado, clique no site oficial do Auxílio Emergencial. Está em: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio.

Neymar tem nome registrado em auxilio emergencial; estafe nega ...

– Com muito planejamento e protocolos, dependendo do lugar, é possível recomeçar: o caso Red Bull Bragantino.

Sou totalmente contra a volta dos campeonatos de futebol no país enquanto a pandemia continuar. Lógico, sabedor que um dia a vida há de recomeçar (e tem que voltar à normalidade). Vai demorar…

No Rio de Janeiro, onde está um caos, a desordem é completa (leia aqui sobre as considerações de lá: https://wp.me/p4RTuC-q4B).

Entretanto, se os torneios estaduais e nacionais ficam comprometidos por enquanto devido aos grandes centros estarem com a proximidade do pico, é sabido que as diferenças de cada cidade são grandes. No estado de São Paulo, vide a Capital e o Litoral, com milhares de casos, além de outras cidades populosas do Interior começando a perder o controle. Mas Bragança Paulista, terra do Red Bull Bragantino, não tem a mesma aglomeração urbana que as citadas (assim como Novo Horizonte, Araraquara e outras cidades-sedes de times da Série A1), facilitada pela área rural que ajuda a dispersar contingentes numerosos. A quantidade de infectados e óbitos é bem menor (claro que cada falecido não tem preço mensurável, a dor da saudade é indiscritível para quem perde), e os protocolos de reabertura também já haviam sido discutidos anteriormente (quando ocorreram as barreiras sanitárias).

Neste cenário menos ruim, o Massa Bruta (confesso não saber se é válido o apelido atualmente ou se devo escrever Toro Loko devido à fusão das equipes, não há problema algum para mim essa questão, o que vale é a gestão profissional) voltou aos treinos. E, na semana passada, em suas mídias, divulgou que:

O Red Bull Bragantino vem informar que, como parte do protocolo de volta aos treinos, realizou os testes de detecção da Covid-19 em 75 pessoas, contando jogadores, comissão técnica, staff e funcionários do centro de treinamento utilizado pela equipe profissional.

Foram feitos os exames de PCR (cotonete) e sorologia (sangue), e os resultados foram os seguintes:

– 70 negativos
– 3 negativos para Covid na fase ativa, mas com imunização nos exames. Ou seja, já tiveram contato com o vírus
– 2 resultados positivos

Os dois resultados positivos não apresentam sintomas da doença, mas estão cumprindo o período de isolamento e todos os cuidados passados pelo departamento médico para voltarem à rotina.

Taí a importância do acompanhamento da saúde de todos. É ótimo que os clubes façam isso (mesmo sabendo que poucos têm condição financeira para bancar sozinhos). Embora existam queixas de que o “combinado com a FPF e os clubes era de voltar todos juntos”, parece-me que isso existia entre o Trio de Ferro e o Santos, não abrangendo os demais, permitindo a volta dos trabalhos de algumas equipes (autorizada pelas autoridades municipais / sanitárias / médicas, como nesse caso).

Creio que quem conseguir voltar antes, poderá fazer diferença no Campeonato Paulista (se prosseguir dentro de campo), já que o condicionamento físico é um fator preponderante hoje.

Red Bull Bragantino volta aos treinos após testar jogadores

Foto: Bragança em Pauta (Jornal Bragança Em Pauta).

– A falta de ritmo de apito dos árbitros pós-paralisação!

Ritmo de Jogo: se os atletas terão dificuldades em voltar no condicionamento físico ideal, tempo de bola e outras nuances, imaginem os árbitros

Um juiz de futebol ganha “ritmo de apito” somente apitando. E, neste período onde se tem dificuldade em manter o corpo em dia (pelas diversas circunstâncias: estar em casa, falta de espaço e equipamentos adequados para treino, indisponibilidade diversas), existe outro agravante: a falta de jogos não-oficiais!

O treino do árbitro, muitas vezes, é o jogo amador, a partida entre amigos ou o torneio inter-clubes. É lá que ele pode errar, é onde ele vai se adaptar a um novo posicionamento dentro de campo e, enfim, se preparar e/ou manter a condição ideal para as partidas oficiais. Quando não está escalado, esse tipo de jogo vira treino (e “ganha-pão”).

Que a mesma paciência que os torcedores de futebol deverão ter para com os jogadores (vide na Bundesliga, que já voltou: equipes voando e outras “patinando”), tenha-se para os árbitros, pois eles demorarão ainda mais que os atletas para estarem em sintonia com o tempo de jogo (teremos a falta de timing na aplicação de vantagens ou marcação de faltas), o correto posicionamento dentro de campo (veremos muitas bolas batendo no bumbum…) e a interpretação correta de infrações (considerem também a dificuldade da leitura dos lances). Acrescentem os bandeiras para interpretarem impedimento ativo ou passivo (impossível não termos problemas com essas situações).

Tudo isso é natural pelo tempo inativo e pela impossibilidade de preparação (ainda lembrando que os árbitros não são profissionais). É previsto que isso ocorra, e é importante deixar claro: suportem-se os erros iniciais na volta dos campeonatos!

– Gol legal ou não?

O lance desta postagem, de um campeonato de Várzea, está bombando nas Redes Sociais. Por ser polêmico, vale a pena discuti-lo.

Assista abaixo no link e considere: antes, o árbitro era neutro. Portanto, se a bola batesse nele, o jogo seguia (quem não se recorda do “gol de juiz” do José de Assis Aragão em um Palmeiras x Santos?). Hoje, a regra mudou e se bater no árbitro, marca-se um bola ao chão. Considere também que se algo atrapalhar a cobrança de um pênalti na trajetória do chute à meta, volta-se a cobrança

Assistiu? Então vamos lá: no texto novo, pelo espírito da regra, se isso acontecer durante os 90m, marca-se bola ao chão (após a defesa do goleiro, a bola bateu no juiz e entrou no gol – como manda a Regra, paralisa-se ali, no toque do juiz). Se tivesse batido no momento entre a cobrança até o goleiro, repete-se o chute. Mas se fosse durante a decisão por tiros penais depois do jogo, seria pênalti desperdiçado (pois quando bate no árbitro, encerrou-se o efeito, já que o goleiro consumou a defesa (diferente do lance do goleiro Carlos, em 1986, pois ali bateu na trave e no goleiro – a cobrança estava se consumando, diferente da do vídeo, consumada).

Na regra antiga, durante o jogo, seria gol (e se fosse por tiros penais, a mesma coisa do texto novo: já tinha cessado o efeito da cobrança quando bateu no árbitro).

Em: https://www.facebook.com/100009931112154/posts/1175545092786517/?

– Neymar voltaria ao Barcelona? Ótimo!

Se realmente se concretizar o enésimo boato (mesmo em tempos de pandemia e com o mercado supostamente parado) de que Neymar estaria retornando ao Barcelona, seria a melhor saída para todos:

  • O PSG tomaria seu caminho sem polêmicas quanto a possíveis privilégios;
  • O Barcelona iria repor a ausência na posição desde a própria saída do brasileiro;
  • Neymar voltaria a jogar onde era feliz, com seus amigos e numa Liga Competitiva (é óbvio que só saiu de lá pelo dinheiro); e 
  • A Seleção Brasileira teria um atleta “menos largado” do que tinha, já que em Paris ele estava “livre e solto” para tudo o que quisesse – e não quisesse fazer.

Tomara que as especulações se confirmem!

Resultado de imagem para Neymar barcelona

– Que teimosia, FPF!

Dizer o quê? Ao site Futebol Interior, o presidente da FPF Reinaldo Carneiro de Bastos declarou que as séries A2 e a A3 podem terminar no final do ano.

Como é que é?

O Paulista de Jundiaí já rifou Medalhas de Campeão da Copa do Brasil, o Noroeste de Bauru (líder da A3 e que tinha boa condição financeira) simplesmente fechou as portas temporariamente. E teremos continuidade?

Para quem não conhece essas divisões, saiba: são campeonatos que duram apenas 3 meses. Se o clube for mal, até menos tempo (devido a fase final de mata-mata). Os times não conseguem se sustentar nem para esse tempo; em maio, a maior parte estourou as contas já ruins e os jogadores ficaram sem contrato; e, mediante tudo isso, há de se jogar em novembro e dezembro? Como?

Sem bancar absolutamente nada, é fácil a FPF fazer esses discurso…

Paulista da Série A3 | Rede Família de Televisão

– As comemorações imprudentes de torcedores de futebol aglomerados na Síria e em Israel.

A prudência não é o forte do torcedor de futebol. Ao menos na volta dos campeonatos de Israel e da Síria, isso comprovou-se em cenas inusitadas!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=DJJAgGrmDpw

– O futebol pós pandemia vai mudar a grandeza dos clubes brasileiros?

Um clube grande é, de fato, grande pelos títulos conquistados, pela história vivida ou pelos torcedores que possui? Ou tudo isso? Ou parte disso?

Observe que o gigante Corinthians, por exemplo, só conquistou o Campeonato Brasileiro em 1990, além de ter ficado muito tempo “jejuando títulos” até o emblemático Paulistão de 77.

Veja a história dos clubes mais antigos, repletas de paixões e batalhas, como a Ponte Preta, o Vaso da Gama e tantos outros centenários clubes que disputaram a série A.

Analise, ainda, o número de torcedores do Flamengo, do Santos ou do Atlético Mineiro: diferentes na contagem, mas de clubes igualmente grandes. A audiência deles na TV, porém, é muito desigual.

Dito isso, pense: os clubes que estavam endividados antes da Pandemia, estarão muito piores depois. Sem receitas e com gastos, tudo tende a ser pior.

Quem provisionou recursos para o ano inteiro, sai na frente. Os outros, tentarão se reconstruir – menores e mais prudentes. E quem não aceitar isso, poderá cair um grande tombo.

Aí você verá os chamados “io-iôs“, clubes que sobem e descem de divisão, ficando na categoria de baixo por mais tempo. Outrora emergentes, apequenando-se de vez. E, lógico, novas forças surgindo (como já lembrando anterior), como o Red Bull Bragantino.

Um novo momento será vivido – e será diferente. Veremos como será!

Quase metade dos times da Série A do Brasileirão retomam os ...

 

 

– Noroeste, líder da A3, suspende as atividades.

Se o líder da Série A3, o Noroeste de Bauru, que tem feito tudo certinho dentro e fora de campo, está passando por uma situação tão difícil a ponto de suspender todas as atividades, imagine os demais clubes do torneio!

É o efeito Covid-19… neste caso, a gestão era boa e, claro, foi surpreendida pela pandemia e não teve como suportar.

Abaixo, extraído do Facebook de Jornada Esportiva

NOROESTE SUSPENDE SUAS ATIVIDADES POR TEMPO INDETERMINADO

Por Rafael Mainini

Por meio de nota da assessoria de imprensa, o Noroeste comunicou a suspensão por tempo indeterminado as suas atividades. A falta de recursos por conta da Covid-19 é o principal motivo para a decisão tomada pela diretoria.

Todos os 51 profissionais do clube terão seus contratos encerrados (ou não renovados). O motivo é falta de recurso, além de um campeonato que não tem data para retorno e já deveria ter sido encerrado. Se despedem do clube todos os jogadores do atual elenco, cujas datas de 90% dos contratos expiraram em maio, a comissão técnica, profissionais de manutenção, cozinha, lavanderia, vigilância, administrativo e comunicação. Todos notificados internamente. As redes sociais do Norusca, que somam mais de 57,8 mil seguidores em Facebook e Instagram, também estarão congeladas a partir de amanhã, por tempo indeterminado.

A direção do clube vai providenciar vigilância terceirizada para preservar o patrimônio. A segunda parcela dos 50% dos salários acordados serão efetuados e depois os contratos serão formalmente rescindidos.

Noroeste de Bauru, 101 anos de história | História do Futebol

– Não é grana demais para o português?

Ô louco! Quatro milhões de euros por ano (no câmbio de hoje, quase 2 milhões de reais por mês), sem congelar o valor da moeda (variação livre), para Jorge Jesus continuar a ser o treinador do Flamengo (renovação até junho/2021).

Cá entre nós: não é muito dinheiro para o futebol brasileiro pagar, ainda mais nestes tempos tão difíceis?

Depois, se a conta não fechar, não vale reclamar.

Jorge Jesus completa 1 ano de Flamengo com mais taças do que ...

– Recordar é Viver!

Aparecendo essa foto na minha Timeline do Facebook, dando aquela coceira de rememorar: um jogo num domingo à tarde qualquer pelo Campeonato Paulista – no “antigo” Estádio Palestra Itália, na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá.

Árbitro: Élcio Pascoal Borborema
Bandeira 1: Luis Henrique
Bandeira 2: Márcia Simionato
Quarto Árbitro: Rafael Porcari

O treinador palmeirense era Caio Jr, o do Guará era Toninho Cecílio. Destaques do jogo eram Edmundo, Valdívia e o paraguaio Florentin (salvo engano, faleceu em acidente de carro).

– A ótima recomendação da FIFA às homenagens para George Floyd

Gostei da FIFA! É sabido que as Regras do Jogo punem manifestações políticas, religiosas, sociais ou de qualquer outra natureza no campo de jogo (vide, principalmente, nos momentos de comemoração de gol).

Com a repercussão do triste episódio envolvendo George Floyd, o negro absurdamente assassinado pela ação desumana de um policial (leia em: https://wp.me/p4RTuC-pZ5), a entidade pediu aos árbitros e organizadores bom senso para não se punir qualquer tipo de homenagem ao falecido.

Parece algo lógico (quem poderia ser a favor do racismo?), mas quem milita no futebol sabe que os Cartões Amarelos e as multas por tais atos de manifestações citadas acima são acontecidos com frequência. 

Palmas para a razoabilidade! Cite-se, inclusive, que a própria entidade quer fazer uma homenagem a ele.

George Floyd é homenageado por jogadores da Bundesliga - Onefootball

Jogadores da Bundesliga em atos anti-racistas.

– Como o craque português Cristiano Ronaldo não sofreu um aborto da mãe!

Respost de 2 anos:

Você conhece a história da dona Dolores Aveiro?

Ela é mãe de Cristiano Ronaldo, o craque português que por várias vezes foi eleito o melhor do mundo. E veja que curioso: CR7 era o 4º filho de uma gravidez indesejada, e dona Dolores tomou vários chás para abortar!

Quando foi ao médico, ela foi repreendida por ele e dessa forma decidiu levar até o fim a gestação. Assim que Cristiano nasceu, “houve um arrependimento profundo, um remorso, uma vontade de apagar tudo o que aconteceu ao ver aquele bebezinho indefeso e maravilhoso”, como diz em seu livro (abaixo).

Reflita: quantas pessoas talentosas de bem, que poderiam ajudar a humanidade com sua inteligência na promoção social, na descoberta de medicamentos ou na luta pacífica engajada por um mundo melhor, não nasceram por conta do aborto desejado de suas mães?

(Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/05/22/mae-de-cristiano-ronaldo-diz-por-que-pensou-em-aborto-e-desistiu-da-ideia.htm)

MÃE DE CRISTIANO RONALDO DIZ POR QUE PENSOU EM ABORTO E DESISTIU DA IDEIA

Quando Maria Dolores dos Santos Aveiro, 63, assiste a um lance como a fabulosa bicicleta que Cristiano Ronaldo acertou contra a Juventus, se enche de orgulho. Afinal, é seu filho. Mas também bate uma grata sensação de surpresa, não importando quantos títulos e recordes o craque já tenha acumulado. Por mais que soubesse que, desde muito cedo, o garoto da ilha da Madeira só queria saber de futebol, ela admite que jamais imaginava que a vida deles desembocaria aqui.

Aqui, no caso, vale para São Paulo, onde, nesta terça-feira (22), Dolores Aveiro vai lançar no Brasil sua biografia. “Mãe Coragem” é o título, escrito em parceria com Paulo Sousa Costa. Mas também pode valer para Gramado (RS), a atraente cidade turística em que, por iniciativa de uma das irmãs do astro, Katia, a família prepara o lançamento de um restaurante. O estabelecimento será aberto em julho, com a Copa em andamento, chamado “Dona Dolores”. Não só pelo fato de a matriarca ser a cozinheira oficial do clã, mas também para homenagear uma trajetória ainda mais sinuosa que a do prodígio.

Órfã de mãe aos 6 anos, foi abandonada pelo pai em sequência, educada em rigoroso orfanato e, na volta para casa, acabou submetida a condições ainda mais inóspitas para uma criança. Quando deu o próximo passo, casada com José Dinis Alveiro, teve os dois primeiros filhos e viu o marido ser chamado às pressas para uma guerra em Angola. Quando voltou, era outro homem, tomado pelo alcoolismo. Com dificuldades financeiras e afetivas, considerou seriamente o aborto daquele que seria seu quarto filho, Cristiano Ronaldo, cujo talento causaria reviravolta na vida da família 17 anos depois.

“Contamos o que senti na minha vida, para dar um exemplo às mulheres”, disse ao UOL. “Não foi um livro para criar fama. Até vamos ajudar algumas instituições, com as quais já havia colaborado. Tem uma para câncer de mama, uma cirurgia que fiz nas duas. Também quero ajudar instituições de meninos deficientes e órfãos, desprezados como fui. Não quero ser conhecida como a mãe de Ronaldo, mas pelo que sinto de coração e me faz bem.”

Hoje um fenômeno no Instagram, com 1,4 milhão de seguidores (@doloresaveiroofficial), ela dá autógrafos por onde quer que passe. Seu neto, Cristiano Ronaldo Júnior, o Cristianinho, 7, até brinca sobre quem seria o membro mais famoso da família. “Estou orgulhosa porque noto que têm um carinho especial por mim. Tento responder algumas coisas porque não consigo com todas. Estou muito consciente de ser a mãe de quem sou, mas, para mim, o Ronaldo é como outro filho qualquer. É diferente para o mundo, mas para mim é igual aos outros”, disse.

Aos 30 anos, Dolores Aveiro engravidou pela quarta vez, e não estava nos planos. A família vivia em condições precárias em Funchal, e ela chegou a procurar um médico para forçar um aborto, depois de ter tomado chás e ou até mesmo cerveja preta, que a crença local dizia facilitar a eliminação do feto:

Cristiano Ronaldo realmente mudaria a vida da família. Mas demoraria um pouco. Aos seis anos, só queria saber de futebol, recusando qualquer presente que não fosse uma bola. Era um sinal do que estava por vir, embora mal suspeitassem:

Aos 11, Cristiano Ronaldo foi liberado pela mãe para deixar a Madeira rumo a Lisboa, fisgado pelos olheiros do Sporting. Não que fosse uma decisão fácil, assim como foi difícil a adaptação do filho à capital portuguesa:

Em 20 de agosto de 2003, Cristiano Ronaldo estreou pela seleção portuguesa contra o Cazaquistão, aos 18, para deleite dos pais. Cinco anos depois, seria eleito o melhor do mundo pela primeira vez. Mas o pai já não estava mais lá para ver, tendo morrido em 2005 por complicações hepáticas e renais:

Agora dando nome a restaurante em Gramado, Dolores Aveiro assegura que lá será servido o prato preferido de Cristiano Ronaldo, um craque também de garfo e faca na mão.

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Maria Dolores dos Santos Alveiro, mãe de Cristiano Ronaldo Imagem: Juliana Fumero/UOL

– Disney assume a, pasmem, endividada Fox Sports

Eu gosto demais das transmissões esportivas da Fox Sports, e sempre imaginei que o custo de uma jornada fosse bem alto (afinal, eles estão na maioria das vezes in loco). Com Libertadores e outras competições, pensei que o retorno desses grandes investimentos era certeiro. Agora, me surpreendo que um dos motivos (segundo o UOL) do CADE aprovar a fusão ESPN (que é da Disney) e Fox Sports foi a dívida da emissora.

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2020/06/01/disney-assume-fox-sports-com-deficit-milionario-de-r-120-milhoes-veja.htm

DISNEY ASSUME FOX SPORTS COM DEFICIT MILIONÁRIO DE R$ 120 MILHÕES

Aprovada no início deste mês de maio, a fusão entre ESPN e Fox Sports teve um grande e determinante fator para acontecer: o tamanho do déficit financeiro acumulado pela gestão do canal esportivo nos últimos anos. A partir de 2016, com a renovação por altos valores e compra de muitos direitos de transmissão, a emissora começou a fechar no vermelho. Entre 2016 e 2019, o prejuízo acumulado foi de R$ 120 milhões.

O UOL Esporte obteve acesso aos números do balanço financeiro dos últimos anos. Fundado em 2012, o Fox Sports teve bom desempenho financeiro até 2015. A partir de 2016, o canal começou a fechar no vermelho. O próprio Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) reconheceu isso ao aprovar a Disney a assumir o Fox Sports.

O maior déficit foi em 2018, quando, ao transmitir a Copa do Mundo de 2018, não conseguiu fechar todos os pacotes de patrocínio da cobertura na Rússia. Isto fez, inclusive, a Fox demitir seu vice-presidente comercial Arnaldo Rosa em meio ao Mundial por não atingir as metas previstas.

Em 2019, os custos só aumentaram. Comprando o melhor pacote de direitos de transmissão da Libertadores da América na TV por assinatura, a ponto de assegurar a final da competição continental com exclusividade, além da chegada da Copa do Nordeste e da Liga Europa, o Fox Sports gastou R$ 314 milhões com pagamentos para as competições.

Já os gastos com operações, como pagamento de profissionais, gastos com viagens e coberturas, investimento em tecnologia e modernização, entre outros, somaram R$ 88 milhões. Ou seja, em 2019, o Fox Sports acumulou um custo de cerca de R$ 401 milhões, valor bem alto para um canal de televisão por assinatura.

Com uma base de assinantes na casa dos 10 milhões, recebendo um valor de R$ 2,50 por cada assinatura das operadoras no ano passado (50% de tudo o que era repassado por assinante aos canais Fox), o Fox Sports conseguiu colocar em caixa R$ 300 milhões no ano passado com essa arrecadação. O grande problema foi a baixa vendagem publicitária: apenas R$ 50 milhões em 2019.

Ou seja, a arrecadação de orçamento no Fox Sports ficou na casa dos R$ 350 milhões, o que fez somente a emissora ter um prejuízo de R$ 51 milhões, o maior entre 2016 e 2019. Nos outros três anos, o déficit somado foi na casa de R$ 69 milhões. Com isso, a Disney pegou o Fox Sports deficitário em R$ 120 milhões.

A reportagem apurou que, ao tomarem nota do déficit alto do Fox Sports e da impossibilidade de lucro no médio prazo, empresas que estudaram a compra, como a Simba Content e a Mediapro, acabaram desistindo. A própria Disney se impressionou com o tamanho do rombo financeiro do Fox Sports, assim que seus executivos ficaram a par da situação.

A interpretação é que houve má gerência do Fox Sports nos últimos anos. Mesmo com o valor acentuado, a Disney já imaginava que o déficit era grande e se preparou para assumir o valor. Os planos do conglomerado previstos para o Esporte no Brasil da Disney não mudaram. Pelo contrário.

A empresa negocia renovações de vínculo de competições consideradas vitais, como o Campeonato Espanhol de Futebol e um novo vínculo de um pacote de 90 jogos por temporada da NFL, a liga de futebol americano.

Procurada oficialmente para falar sobre a dívida do Fox Sports pelo UOL Esporte, a Disney preferiu não comentar o assunto.

Veja detalhadamente o déficit financeiro do Fox Sports

Custos com direitos de transmissão 2019: R$ 314 milhões/ano

Base de assinantes: 10 milhões

Receita com assinantes em 2019: R$ 300 milhões/ano

Receitas com publicidade: R$ 50 milhões em 2019

Gastos com operação (gastos de pessoal, modernização etc): R$ 87 milhões/ano

Porcentagem de audiência do Fox Sports nos canais Fox em 2019: 26%

Valor recebido por assinante: R$ 2,50

Valor proporcional ao que recebia com todos canais Fox: 50%

Custo anual: R$ 401 milhões

Receita anual: R$ 350 milhões

Déficit em 2019 de R$ 51 milhões

Prejuízo entre 2016 e 2018: R$ 69 milhões

Média prejuízo/ano entre 2016 e 2019: R$ 30 milhões

Dívida acumulada: R$ 120 milhões

Divulgação

– As contas de Corinthians e Santos estudadas: como sobrevivem?

É incompreensível como os clubes de futebol, ano a ano, se endividam demais e ainda sobrevivem.

Ter como principal receita a venda de jogadores é seguro? Confiar em bilheteria (em tempos de pandemia… esquece)? Trabalhar o marketing de maneira mais inteligente?

Veja, através do consultor Amir Somoggi da Sports Value um comparativo entre Corinthians x Santos. Abaixo:

– Parabéns pela iniciativa, FPF! Mas… amplie aos árbitros e outras divisões!

Em que pese tantas críticas (merecidas) à Federação Paulista de Futebol, há de se elogiar a cautela que está tendo para a volta dos campeonatos de futebol no Estado de São Paulo, diferente da FERJ que, a todo custo, quer a volta “para ontem” do Cariocão (ignorando a Pandemia que vivemos).

Digo isso pois leio que a entidade fez um convênio com o Hospital Albert Einstein (que desenvolveu um novo teste de detecção para o Coronavírus, mais barato e tão eficaz quanto o usual) a fim de realizar testagem em todos os atletas da Série A1 do Paulistão (tudo pago pela FPF).

Para “tirar 10”, a FPF tem que fazer a mesma coisa com os atletas da A2 e da A3 (pois os clubes dessas divisões não tem dinheiro como os co-irmãos grandes da A1) e também com árbitros e bandeiras que trabalharão nesse retorno.

FPF prevê 3 mil testes para o Paulistão e avalia veto a grupo de risco

– O Fim do Polichinelo

No meu tempo, aulas de Educação Física eram em uma quadra de concreto, e se resumiam a futebol e corridas. Não obrigatórias, eram apenas protocolares. Mas veja que legal: a Revista Isto É traz uma matéria de colégios que incrementaram rúgbi, hóquei, esgrima e escaladas nesta disciplina!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/55226_O+FIM+DO+POLICHINELO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

O FIM DO POLICHINELO

por Verônica Mambrini

Ao incluir novos esportes como hóquei, escalada e esgrima, as aulas de educação física se renovam e despertam a curiosidade dos alunos.

Eles são pequenos, mas destemidos. Pouco a pouco, vão vencendo o paredão de escalada e deixando o chão para baixo. Ascendem pelas paredes, redes, pulam os obstáculos da corrida e navegam com carta de orientação pela escola para cumprir um roteiro de aventura. Essa cena, há alguns anos, poderia ser considerada “arte” e render uma visita à diretoria. Hoje, é a descrição das aulas de educação física do Colégio Santa Amália, em São Paulo. “Foi um pouco difícil no começo, agora estou fazendo bem. Gosto de esportes de quadra, mas escalada é mais emocionante”, diz Lucas Matsuo Liberal, 10 anos. “Você pensa onde vai pegar, por onde vai passar”, elabora o garoto, que agora se divide entre os esportes verticais e o futebol. As aulas de educação física mudaram muito nos últimos anos. Os maçantes polichinelos são coisa de um passado longínquo. Entre os motivos, estão os benefícios motores e cognitivos de lidar com a variedade e com professores mais especializados. “Trabalho a questão dos desafios, da autoconfiança, da ajuda de um companheiro com os outros. Eles sempre pedem mais, dão ideias”, diz o professor de escalada Luiz Henrique Fleck, pós-graduando em esportes de aventura pelas Faculdades Metropolitanas Unidas.

Mesmo os esportes de quadra tradicionais, como futebol, handebol, basquete e vôlei, hoje disputam espaço com modalidades mais alternativas. No Colégio Estadual Senador Alencar Guimarães, em Curitiba, a rotina foi quebrada com as aulas de hóquei in line. O esporte popular nos Estados Unidos e Canadá foi trazido há três anos para a escola por meio de um patrocínio particular, da CBLTech. A empresa de recuperação de dados queria patrocinar um time e buscou uma escola que tivesse uma quadra adequada para sediar a equipe. “Para eles é uma novidade muito grande, isso incentiva a disciplina. O fato de ser um esporte de contato, de outro país, é estimulante”, afirma a professora Thais Sachs. “Todos os meninos que entraram no treinamento melhoraram suas notas.” No boca a boca, o interesse pelo hóquei cresceu e o time ganhou uma torcida formada por vizinhos e amigos. Outro benefício colateral da renovação da educação física é a divulgação de outras modalidades no país do futebol. No Colégio Magno, além de especialidades mais lúdicas, como artes circenses ou danças, há esportes como a esgrima. Lucas Macedo, 17 anos, começou despretensiosamente. Ele entrou por curiosidade. “Gostava de futebol, mas perdi o interesse e descobri a esgrima.

Aí comecei a competir pelo Clube Pinheiros e ter resultados”, diz o adolescente, que concilia as rotinas de quatro horas de treino por dia com escola e cursinho. Macedo virou medalhista: conquistou títulos nos campeonatos Brasileiro, Sul- Americano e Pan-Americano de Esgrima. “Não fazia ideia de que iria viajar pelo mundo”, diz Macedo, que está em Israel, para disputar a Copa da Paz. O professor de esgrima da escola, Marcos de Faria Cardoso, tem alunos desde os 6 anos de idade. “Para os menores a aula é bem lúdica, adaptada”, afirma. A esgrima desenvolve força, autoestima e a agilidade na tomada de decisões. “Trabalha características que não existem nos outros esportes. A parte tática, por exemplo, é bastante complexa”, diz Cardoso. A variedade de esportes disponíveis no colégio rendeu medalhas em jiu-jítsu (de Rafael Ozi, 15 anos, em campeonatos internacionais), triatlo (Felipe Tricate, 16 anos, venceu o Troféu Brasil), e escalada (Rafael Takahace, 14 anos, foi campeão paulista em 2009 e vai participar do Campeonato Mundial de Escalada Esportiva, em Edimburgo, na Escócia). A boa notícia é que a tendência abarca também as escolas da rede pública.

No Estado de São Paulo, as aulas de educação física ganharam modalidades como beisebol, rúgbi (leia quadro), badminton (espécie de peteca com raquete), frisbee (jogo em que um disco plástico é arremessado entre pessoas) e tchoukball (modalidade semelhante à queimada), desde 2008. Com regras e equipamentos bastante desconhecidos do público brasileiro, o Estado elaborou apostilas para alunos e professores. “A proposta hoje é pensar na educação física como uma disciplina que dissemina conhecimentos sobre a cultura de movimento. Isso inclui jogos, esportes, dança, ginástica, luta”, diz Sérgio Roberto Silveira, da equipe técnica de educação física da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. “O objetivo é oferecer a experiência do maior número de modalidades possível para os alunos terem repertório para praticar, apreciar.” São com estímulos e brincadeiras diferentes que as crianças e os adolescentes, efetivamente, aprendem. 

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– Se a pessoa é desonesta fora de campo, será honesta apitando futebol?

Um dia, ouvi o respeitadíssimo jornalista Cláudio Carsughi dizer (mais ou menos com essas palavras) a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol” que:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Não tem o que discutir. Sapiencial observação! E eis que leio sobre o árbitro esloveno Slavko Vincic, de diversos jogos na Champions League, sobre seu envolvimento com tráfico de armas, drogas e prostituição (abaixo). Fico pensando: se faz isso fora de campo, imagine o que poderá fazer dentro dele! Ou no futebol ele deixa a malandragem e o mau-caratismo de lado e vira honesto?

Compartilho, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6990650/arbitro-de-jogos-da-champions-e-detido-acusado-de-envolvimento-com-prostituicao-trafico-de-armas-e-drogas

ÁRBITRO DA CHAMPIONS É DETIDO E ACUSADO DE ENVOLVIMENTO COM PROSTITUIÇÃO, TRÁFICO DE ARMAS E DROGAS

O árbitro esloveno Slavko Vincic, 40, com histórico de participações em jogos de Champions League e até da Eurocopa, foi detido numa operação policial na Bósnia e Herzegovina, com outros 26 homens e nove mulheres, acusado de envolvimento com prostituição, tráfico de armas e drogas.

A informação é dos jornais “A Bola” e “Mundo Deportivo” desta sexta-feira (29).

A publicação de Portugal diz que durante a operação foram apreendidas também armas e grande quantidade de cocaína. A reportagem em espanhol acrescenta que ele foi detido com Tijana Maksimovic, conhecida como Tijana AJfon, suspeita de agenciar garotas de programa.

Vincic te mais de dez anos como árbitro internacional Fifa e acumula experiência em jogos da Eurocopa de 2012, onde foi assistente de Damir Skomina.

Nesta temporada, apitou três jogos da Champions League (Brugge x Galatasaray, Manchester City x Shakhtar, Genk x Liverpool). Na última, foram dois (Fenerbahçe x Benfica e Monaco x Porto).

A reportagem do jornal “A Bola” diz que Vincic deve responder a acusação em liberdade.

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O árbitro Slavko Vincic durante partida entre Bayer Leverkusen e Porto pela Liga Europa 2019/20 Getty Images

 

– Futebol como Religião

Abaixo, um belíssimo texto do saudoso colunista Daniel Piza, do Estadão, intitulado “Uma Seita Chamada Futebol”, extraído do OESP, Caderno Aliás, 23/10/2005. Para quem gosta do esporte bretão, é leitura obrigatória!

Tem 15 anos esse artigo, mas serve para hoje:

UMA SEITA CHAMADA FUTEBOL

Não é de hoje que o espectro do fanatismo ronda o futebol. É um equívoco pensar que ele é fruto da “globalização” ou coisa que o valha. Não só o futebol, mas todos os esportes têm dado corda para sentimentos de agressão, bastando lembrar da apropriação que os nazistas fizeram do tal “espírito olímpico”, segundo a qual a vitória em um jogo vinha da virtude de uma raça. O futebol, esporte mais popular do mundo porque mais imprevisível e, logo, mais passional, há muito tempo é envolvido pelo comportamento irracional de que os indivíduos são capazes quando em massa. Um estádio cheio para um clássico povoado de rivalidade – de bairro, cidade ou nação – é um convite para a histeria coletiva, para a conversão do cidadão em vândalo.
Veja os hooligans da civilizada Inglaterra, fenômeno paralelo ao dos punks que brotaram dos subúrbios da monarquia e sua fantasia. Eles emergiram nos anos 70 e foram combatidos nos anos 90, mas não desapareceram. Veja as brigas entre gangues de adolescentes em cidades como São Paulo. Verdadeiras batalhas, como as desta semana, já causaram muitas mortes a socos e pauladas. Veja o racismo e a xenofobia da torcida de clubes riquíssimos como Real Madrid, Roma, Chelsea e Bayern. Craques do porte de Henry e Ronaldo são xingados de “macacos” até pelos torcedores do próprio clube ao qual vendem seu talento. Veja a atitude das torcidas uniformizadas, com seus gritos de guerra embebidos em álcool. Caminham para o estádio como para uma arena romana, sonhando em ver o animal derrotar o homem mais uma vez.

Num ótimo livro de jornalismo, Entre os Vândalos, Bill Buford mostrou como o comportamento do torcedor é ditado pelo dos outros. É a velha história do indivíduo medroso que, em turma, vira corajoso. São como hienas em bando. Não por acaso os torcedores mais violentos são jovens em geral, de 15 a 25 anos; sua combustão hormonal explode no coquetel de confronto, cerveja e cafajestismo. Eles pertencem a todas as classes sociais, mas têm em comum o gosto pela demonstração fácil de poder, a indiferença para com o outro.

Mas não são apenas as minorias que tomam um espetáculo de futebol como ocasião para descarregar suas frustrações afetivas. Veja também como se comportam muitos jogadores, mais interessados em chutar canelas do que a bola. E muitos comentaristas, que criticam a seleção quando perde, empata ou ganha por pouco, sempre cobrando dela a honra nacional. E os antropólogos de botequim, incluído o presidente da República, que defendem o futebol brasileiro como expressão da tal democracia racial, do “povo eleito” pela mestiçagem. E a grande maioria dos torcedores, que sofrem durante o jogo, que na derrota perdem o humor a ponto de parecer humilhados e na vitória se sentem superiores aos outros. O “meu” time ganhou do “seu” – os pronomes possessivos não deixam dúvida quanto à natureza moral da sensação.

Em certo sentido, a graça do futebol é também sua desgraça. Como esporte, serve justamente para desviar energias físicas, para driblar impulsos agressivos que todo ser humano possui e tem de escoar de alguma forma. Durante muito tempo a religião, com um poderoso sistema institucional, e a ideologia, seu substituto histórico, foram os estádios enganosamente seguros para a sensação de pequenez e incompreensão. Hoje o mundo está fragmentado e pragmático, sem a suposta “coesão moral” que dá saudade nos conservadores. Os nacionalismos perderam um pouco da força política, e a indústria do entretenimento ajudou a derrubar teses e regimes autoritários, a começar pelos socialistas. Mas os instintos indomáveis da natureza humana não se aquietaram. Os conflitos aparecem sublimados na forma dos espetáculos esportivos; ao mesmo tempo, porém, são realimentados por eles, por caminhos mais complexos, nem por isso menos cruéis e fascistóides. São provas de que o tribalismo medieval sobrevive à tecnologia.

É preciso, então, distinguir o torcedor do torcedor fanático. O torcedor é alguém que sabe que o esporte representa uma dimensão incontornável da linguagem humana, de seu espírito de bravura corporal que pode ser traduzido em beleza, diálogo entre povos, expansão das faculdades e da sensibilidade. Como Jesse Owens provando para Hitler que um negro não é inferior a um branco. Como turcos e coreanos se abraçando depois de uma partida na Copa da Ásia em 2002. Como a seleção brasileira abrindo em agosto do ano passado um clarão de alegria no cotidiano bárbaro do Haiti – história agora contada por Caíto Ortiz, João Dornelas e Fábio Altman no documentário O Dia em Que o Brasil Esteve aqui, que faz parte da Mostra BR de Cinema.

Pense, enfim, em Pelé, Muhammad Ali, Michael Jordan e Ayrton Senna indo além dos clichês universais como técnica x tática, prosa x poesia, inspiração x disciplina e, claro, civilização x raça. Sua conjugação ética de arte e combatividade, em suma, fala alto à ambição do ser humano desde os pré-socráticos.

Já o torcedor fanático é alguém que confunde torcer com distorcer, que espera do futebol a salvação que as religiões prometem, agora em versão auto-ajuda. Por isso os goleiros são comparados com santos; os grandes artilheiros “operam milagres”; as massas entoam hinos e salmos; as mãos com unhas roídas colam palmas em clamor aos céus; os ídolos sugerem alternadamente a glória e a perdição. O que era para ser divertimento e ensinamento termina sendo credulidade e catarse. Inábil para lidar com emoções fortes, para tomar decisões adequadas no calor da hora como o craque dentro de campo, o ser humano continua chutando a razão para escanteio.

(Primeira versão publicada na revista Homem Vogue, em maio de 2005)

A Morte e a Morte das Torcidas Organizadas.

– A fala e a prática do Corinthians

Anteontem, o Corinthians divulgou uma nota dizendo que não há clima para a volta do futebol, que pensa nas vidas humanas, que se solidariza com todos e outras coisas plausíveis.

Mas ontem… anunciou demissões?

Cadê o espírito humano defendido? Somente da boca pra fora?

Segundo o GloboEsporte.com:

Há um mês, o Corinthians reduziu em 50% e 70% o salário dos empregados (com exceção dos jogadores de futebol, que tiveram corte de 25%). A decisão foi baseada na Medida Provisória 936, editada em abril e que faz parte das iniciativas para enfrentar a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Todos nós sabemos das implicações da crise. Mas fazer um discurso sensível e não vivenciá-lo, pega muito mal!

Corinthians se posiciona contra retorno do futebol

– Yayá Touré mudou de ideia por quê?

O Vasco da Gama festejava por ter dado “um chapéu no Botafogo”, ao anunciar o acordo do costamarfinense Yayá Touré com o candidato à Presidência do Gigante da Colina, Leven Siano.

Porém… o Vascão levou um “auto-chapéu”? 

O jogador agradeceu demais a oportunidade, e, amigável, desfez o contrato alegando que não poderia se mudar para o Brasil.

Caramba… depois de tanto tempo negociando, percebeu esse detalhe somente agora? Houve tempo para refletir sobre isso. Não dá uma impressão que a causa foi outra?

Será que:

  • Medo de morar no Brasil devido a infeliz fama da violência urbana?
  • Percepção da Realidade Financeira do Vasco?
  • Temor da Pandemia, agora que o epicentro está por aqui?
  • Má vontade da família dele em se aventurar na América do Sul?

De certo, algo aconteceu. Mas os rivais se aproveitarão disso e classificarão essa contratação desfeita como aquelas folclóricas de Anelka no Atlético Mineiro ou Drogba no Corinthians (embora, neste caso, houve a concretização do acordo, diferente dos exemplos citados).

YAYA TOURÉ NO VASCO - QUE HISTÓRIA É ESSA? - YouTube

– Guardiola sobre a volta do futebol e o respeito aos profissionais de saúde.

Pep Guardiola, o vitorioso treinador de futebol (que é espanhol e trabalha na Inglaterra), está vivendo a Pandemia bem antes que nós no Brasil. E, mesmo apaixonado por seu ofício, foi questionado sobre a volta das atividades esportivas profissionais em meio à crise do Covid-19. Disse ele:

“Acho que todos os torcedores ao redor do mundo estão impacientes e querem o regresso do futebol. Nós também queremos, mas atualmente a prioridade está em outro lugar. Portanto, fiquem seguros, tenham cuidado, porque quando for possível nós regressamos (…) Se o Governo exige a utilização da máscara, ficar em casa e preservar a distância social, então todos o devem fazer, porque muita, muita gente trabalha na saúde e está arriscando a sua vida para salvar a nossa. É incrível o que eles têm feito e devemos seguir as regras. Não podemos falhar”.

Por quê pessoas inteligentes e sensatas como ele  tem o mesmo discurso sobre a volta do Futebol? E, incoerentemente, no RJ, se quer voltar antes do que nesses lugares cuja pandemia começou meses atrás?

Incompreensível.

Mãe de Pep Guardiola morre vítima do coronavírus, aos 82 anos ...

Lembrando: a mãe de Guardiola faleceu vítima do Novo Coronavírus aos 82 anos.

– Os diplomas de Marco Polo!

Se você está afastado de uma empresa, pode assinar por ela? 

E se foi banido da gestão dela?

Veja que loucura: alunos formados pelo Curso de Treinadores da CBF em 2019 têm seus diplomas assinados por Marco Polo Del Nero (que nem poderia estar exercendo a presidência durante o período citado, segundo o Blog do Paulinho).

Teria validade perante a FIFA tal certificado, já que foi ela quem o baniu?

Extraído de: https://blogdopaulinho.com.br/2020/05/25/diplomas-dos-cursos-de-treinadores-da-cbf-sao-assinados-por-marco-polo-del-nero/

DIPLOMAS DOS CURSOS DE TREINADORES DA CBF SÃO ASSINADOS POR MARCO POLO DEL NERO

Em abril de 2019, a CBF elegeu Rogério Caboclo como presidente, para alegria do ‘sistema’ que infelicita a Casa Bandida há algumas décadas.

Sabia-se, desde então, que o ex-mandatário, Marco Polo Del Nero, seguiria, ocultamente, no poder.

Talvez nem tão escondido assim.

A CBF realiza, periodicamente, cursos para treinadores de futebol obrigatórios para autorização do exercício da profissão.

O Blog do Paulinho teve acesso a um dos diplomas, emitido pela ‘CBF Academy’, concedendo ‘Licença C’ a um aluno (com identidade preservada) que concluiu os trâmites após 140 horas de aulas, realizadas entre 30 de agosto e 07 de setembro de 2019.

A assinatura no documento, porém, é a de Marco Polo Del Nero, indicado na condição de ‘presidente’, cinco meses após afastado do cargo.

Em tese, não apenas esse diploma, mas os demais, não possuem valor legal.

Com quase R$ 1 bilhão de faturamento no exercício anterior, a CBF sequer poderá alegar contenção de despesas.

Mais uma lambança a ser resolvida pela incapacidade administrativa da cartolagem nacional.

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– A surpreendente pesquisa do Ibope sobre torcedores que têm dois times e futebol!

Pra mim, quem tem um time grande de futebol simpatiza normalmente com um pequeno. O América-RJ (chamado carinhosamente de Ameriquinha) e o Juventus da Moóca (o Moleque Travesso) são provas disso. Aliás, quem vai no tradicional estádio paulistano comprova isso: torcedores de todos os times grandes assistindo sem brigas e irmanados.

Mas um corintiano ter simpatia pelo Santos e tê-lo como segundo time do coração, na minha modesta opinião (e pelos jogos históricos entre ambos) é impensável! Afinal, são dois grandes clubes de futebol. Assim como um flamenguista simpatizar com o Botafogo, por exemplo, ser inconcebível.

Ou não? 

Veja o que diz a pesquisa Ibope sobre “quem tem segundo time”, abaixo:

Em: https://globoesporte.globo.com/blogs/blog-do-pvc/post/2020/05/25/pesquisa-indica-que-legiao-de-torcedores-do-flamengo-tem-botafogo-como-segundo-time.ghtml

PESQUISA INDICA QUE LEGIÃO DE TORCEDORES DO FLAMENGO TEM BOTAFOGO COMO SEGUNDO TIME

A mesma pequisa Ibope Repucom que mostrou haver 41 milhões de brasileiros com dois times diz que maioria dos que simpatizam pelo Botafogo são rubro-negros

A pesquisa Ibope Repucom, que mostrou haver 41 milhões de brasileiros torcedores de mais de um time, apresenta um dado impressionante e outro surpreendente sobre o perfil dos botafoguenses. Impressionante: entre os 12 clubes mais tradicionais do país, o Botafogo é o que mais tem torcedores mistos. São 55% leais ao clube e 45% dizem que o têm como segundo clube. Surpreendente: desta fatia de “simpatizantes”, 40% são torcedores de fato do… Flamengo!

Nesta faixa de 45% de simpatizantes, o Botafogo também tem 24% de vascaínos, 9% de corintianos, 7% de atleticanos e 5% de tricolores. É um alerta de que está acontecendo com o Botafogo um fenômeno semelhante ao que houve com o América nos anos 1970 e 1980. O torcedor gosta do América, mas não o suficiente para torcer por ele. Se jogar contra o Flamengo, o cara é Flamengo.

A diferença é que o Botafogo ainda tem tempo e torcida para reverter esta situação. O América passou não soube se movimentar para atrair e rejuvenescer sua torcida. Foi minguando. “Não se deve desprezar esse torcedor que tem simpatia por seu clube”, diz José Colagrossi, do Ibope Repucom. Quer dizer que esse simpatizante pode comprar camisas, ingressos, produtos do clube e até passar a tê-lo como o time preferido, dependendo do que acontecer no futuro.

“Torcedores de um time que simpatizam por outros times da mesma cidade é mais comum do que se imagina. Tamanho de torcida, seja em forma de torcedor ou simpatizante, é consequência direta de quatro fatores: influência familiar, influência social, resultado em campo e presença de ídolos”, explica José Colagrossi.

A pesquisa indica o nível alto de engajamento da torcida do Botafogo, exatamente o que aumenta a chance de crescimento do número de torcedores natos a partir do retorno das vitórias. “O engajamento do botafoguense é muito maior do que seus números, mas é preciso urgentemente renovar essa torcida através de resultados tanto no campo, quanto fora dele”, diz Colagrossi.

Está claro, no entanto, que os títulos precisam voltar. Como alvinegro, o diretor do Ibope Repucom tem esperança e crença de que o nascimento do Botafogo S/A pode ser o início desta transformação.

Botafogo x Flamengo: saiba onde assistir ao jogo AO VIVO na TV

– São Paulo 1×0 Liverpool com Hector Vergara

Hector Vergara: o bandeira da Federação Canadense foi o protagonista da decisão do Mundial Interclubes FIFA 2005, cuja vitória do São Paulo sobre o Liverpool deu o Tricampeonato ao Tricolor Paulista – e que será reprisado neste domingo à tarde pela Rede Globo.

Normalmente lembramos de erros de arbitragem, mas nesse caso, deve-se aplaudir o árbitro assistente pelos 3 gols anulados (2 deles bem difíceis) no tempo que não existia VAR. Seus acertos foram perfeitos.

Contra a competência, nunca haverá argumentos.

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Hector Vergara, who is being inducted into the Canadian Soccer Hall of Fame, holds the record for the most World Cup games as a referee or assistant referee with 14. (Shaun Botterill/Getty Images)

– Relembrando Paulo Roberto Falcão

À antiga Revista Alpha (Janeiro/2012, por Adriano Silva), Falcão, o Rei de Roma e um dos mais clássicos jogadores da Seleção Brasileira de todos os tempos, disse:

Craque não tem dia de pereba, alguma coisa sai

Concorda ou discorda dele? Antes, reflita: qual o conceito de craque? Pergunta lógica, pois, nos dias atuais, o cara jogou um pouquinho de bola e já é chamado de craque.

Paulo Roberto Falcão: 'O Rei de Roma' :: :: ogol.com.br

– Preconceito no Futebol

Nos últimos dias, tivemos a campanha do Dia Mundial contra a Transfobia; também a Celebração da Libertação dos Escravos e o adiantamento do Dia da Consciência Negra (por conta da pandemia).

Há 6 anos, publicávamos esse momento de discussão sobre as diversas formas de preconceito (incluindo as das causas citadas acima e outras a se discutir) e que me parece ser um assunto bem atual…

Compartilho, abaixo, de 24/05/2014:

PRECONCEITOS

Passado o impacto da campanha contra o racismo capitaneada pela hastag #somostodosmacacos, fica uma nova discussão no futebol: gritar “Macaco” no estádio é crime, e ”Bicha” não é?

A luta deve ser contra o preconceito sob todas as formas ou apenas em relação as raças?

Esperar-se-á alguém jogar uma calcinha rosa contra um atleta homossexual (embora os jogadores gays não se assumam no futebol brasileiro temendo a carreira), fazendo um paralelo à banana contra Daniel Alves, para que se aborde o tema?

Homossexuais existem no apito também. Árbitros e bandeiras enrustidos estão aí, trabalhando nos campeonatos e se passando por heterossexuais. Conheci alguns e nunca se tocou na questão sexual durante os trabalhos de jogo. Mas desde “esposa arranjada” para manter as aparências até “causos de namoricos” se ouviu falar. E não só entre árbitros, mas também envolvendo dirigentes! Alguns na ativa e outros aposentados.

A condição sexual é problema pessoal de cada um. Entretanto, me preocupa quando heteros ou homos a usam para proveito próprio e/ou instrumento para promoção de alguém.

E aí vem a outra questão: o assédio sexual, seja praticado para cima das mulheres ou de homens, também não é um problema?

Outro: se não bastasse a questão racista, sexual ou de gênero, a física também deve ser discutida: rarearam-se os árbitros “baixinhos”? Cada vez mais se quer árbitro alto, parrudo e de boa aparência. Fico pensando: será que a Família Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio) teriam chegado onde chegaram se começassem a carreira nos dias atuais? Negros e baixos, a dificuldade seria maior hoje.

Involuímos socialmente ou os critérios de meritocracia são tolhidos pela política?

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