– Parabéns Folha de São Paulo! Olhem para isso, professores.

Um marketing do bem, que agrada a muitos e ainda reforça sua marca: a Folha de São Paulo está dando 1 ano de assinatura digital grátis aos professores da Rede Pública de Ensino.

Tenho inúmeras restrições à linha da Folha, confesso preferir o Estadão. Mas uma jogada como essa é sensacional.

Agora, fica a questão: quantas empresas querem fazer publicidade ajudando a categorias relevantes? Poucas! E tal atitude, tão bacana, deveria ser incentivada (afinal, todos saem ganhando com o retorno final).

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– Você se comporta no Exterior como o Ministro da Educação exemplificou? Ou pensa como ele sobre as consequências do ensino superior atual?

Que coisa! Li hoje a tão polêmica entrevista do Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, o colombiano naturalizado brasileiro, e que somente não repercutiu mais devido aos assuntos tristes que rondaram o Brasil nesses últimos dias.

Vamos lá: 

  • Ricardo Vélez concordou com a opinião do presidente Jair Bolsonaro de que havia um problema de Marxismo no MEC, denunciando que em 30 anos nunca conseguiu uma bolsa por causa do aparelhamento da instituição montado pelo PT. Se verdade, é para lamentar que a Educação era vivida por ideologistas radicais e as queixas procederiam.
  • Disse que a Universidade “Não chega a todos em país algum, pois é a elite intelectual que chega a ela. Não deve ser destinada a elite econômica e sociológica, mas aos mais inteligentes. Mas que a universidade prepara para o desemprego, pois o ensino a ser valorizado é o fundamental”. Ôpa, não concordo que somente a elite deve chegar, mas que existam vagas suficientes para quem quiser e alcançar a chance de estudar. FORMAR-SE é outra coisa. Nunca o estudo gerará desemprego.
  • Ele é a favor da “Escola Sem Partido”, pois “a idealização nas escolas é um abuso e uma invasão de militância. E doutrinas ideológicas devem ser ensinadas pelos professores nas escolas, mas não induzidas para que o aluno siga uma ou outra, a gosto do docente”. Nessa, enfim concordo com ele. Todos os lados devem ser mostrados para o discente e discutidos os prós e contras, nunca privilegiar que ele seja de Esquerda ou de Direita.
  • Sobre respeitar as leis e ter disciplina, aqui levei um susto: ele exemplificou sobre adolescentes que viajam no mundo, e emendou que: “O brasileiro viajando no Exterior é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião: ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.

Encerro aqui. Difícil concordar com o que o Ministro pensa sobre os brasileiros, não?

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– Estudar a Regra, o Jogo, a Tática, a Evolução Física… tudo balela?

Existem muitos preconceitos sem sentidos no futebol. Um deles é: “estudar demais faz mal ao esportista e tira seu dom natural de mostrar a capacidade de improvisação e surpresa. Ao atleta, elimina o drible. Ao treinador, só quer saber da tática. Ao árbitro, só apita com o livro na mão”.

Você é um dos que crê nisso?

Eu, claro que não. Sou defensor da Ciência no Futebol para aperfeiçoar ainda mais a prática esportiva. Teorizar, investigar, testar e executar (logicamente sem fazer nada bionicamente, pois existe humanidade no esporte).

Mas apesar dessas considerações humildes e breves que fiz na introdução, convido aos amigos a assistirem o vídeo do Professor “Rincón Baiano”, que divide opiniões de muitos apaixonados pelo esporte bretão na Internet. Abaixo (depois dele, está a minha opinião pessoal desta gravação):

Dói quando quem pesquisa e defende a ciência é obrigado a ouvir um discurso demagógico como esse. Estudar a tática, aplicar novos conceitos e fazer o jogo evoluir NÃO É retrocesso.

Quem disse que o drible é proibido? Aliás, acho que o Messi, melhor do mundo várias vezes, daria risada se assistisse essa pérola do “professô”. Ou o Guardiola, que, pela lógica do Rincón Baiano, como se intitula, deve ser um treinador cabeça-de-bagre, mais um dos “Professores Pardais” da vida.

Enfim, o rapaz do vídeo confundiu os conceitos: defender o futebol-arte é uma coisa; respeitar a tática para dela tirar vantagem da técnica é outra; e jogador jovem não sendo mais revelado na várzea é outra coisa ainda a ser discutida (aí é assunto para outra postagem: do rapadão ao society; do campinho de rua à quadra do condomínio; das peneiras com olheiros aos empresários influentes).

Finalizando: quando vemos o simpático (e bocudo, por que não?) Professor Rincón Baiano falando com sua ingênua propriedade de conhecimento sobre como resolver os problemas do futebol brasileiro, percebe-se a autossuficiência do boleiro em não reconhecer que estamos cada vez mais nos distanciando dos centros avançados do futebol. Estagnamos, enquanto outros evoluíram. Não tem nada a ver em “brotar talentos” ou falar de “drible e ginga”. Tem a ver com modernizar o futebol como um todo, dentro e fora de campo.

Que se fez confusão de “alhos com bugalhos”, não há dúvida. Mas chega a ser engraçado, sejamos sinceros, se não fosse triste realidade se estudarmos a sério.

Atualizando: Resposta da respeitadíssima Universidade do Futebol:

– Conselhos para escrever bem!

Muito bom: Steven Pinker, autor do best seller “A loja do estilo- o guia da pessoa pensante para escrever no século XXI” dá 6 boas dicas para escrever:

1) seja coloquial e visual (imagine que o leitor é tão capaz quanto você, mas não sabe tudo o que você sabe);

2) não confie apenas em si para avaliar a clareza (parece contraditório com a dica anterior, mas pense que nem todos são como você);

3) não esconda o principal (não tente ser inteligente demais, procure ser claro no assunto a ser tratado);

4) não é preciso seguir as regras de correção, mas é bom tentar (licenças criativas são boas, mas avalie quando se deve quebrá-las);

5) leia, leia, leia (simples: leia muito!);

6) revise sempre (releia quantas vezes for necessário para que o leitor tenha tranquilidade de entender).

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– Os países com maior qualidade em Educação!

Recebi de alguns amigos esta relação sobre o “Ranking da Educação” que compartilho, divulgada na última 3a feira, mas não consegui ter certeza se era Fake News ou não

Das pessoas que me enviaram, todas garantem ser verídica. Está, inclusive, no twitter do empresário Luciano Hang, famoso empreendedor das Lojas Havan (nas minhas pesquisas, aparece inclusive essa arte bem feita, abaixo).

A Suíça tem a melhor qualidade de ensino no mundo, seguida por Cingapura, Finlândia, Holanda e EUA. O Brasil amarga a 119a posição, atrás das paupérrimas Namíbia e Etiópia.

Independente da veracidade (creio que é real), fica a constatação latente: nosso Ensino Publico tem sido deixado de lado há um bom tempo…

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– Educação Infantil Politicamente Correta

Crianças devem desde cedo aprenderem a ser politicamente corretas? Abaixo, uma matéria onde educadores condenam o atirei o pau no gato” por ser violento”, entre outras cantigas e estórinhas.

Extraído de: http://txt.jt.com.br/editorias/2010/03/15/ger-1.94.4.20100315.20.1.xml

ATÉ O LOBO MAU FICOU CERTINHO

Escolas tentam atenuar histórias infantis com final trágico; especialistas criticam.

por Monica Pestana

Se o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho não quisesse devorar a vovozinha e a criança não atirasse o pau no gato, esses clássicos da educação infantil e das brincadeiras ainda continuariam os mesmos? Com o objetivo de educar crianças com o pensamento ‘politicamente correto’, escolas e educadores têm optado por apresentar histórias modificadas, afastando as crianças de temas violentos e promovendo a conscientização.“Atirei o pau no gato”, por exemplo, virou “Não atirei o pau no gato”. O Saci Pererê ficou sem o cachimbo e o Lobo Mau, em vez de ser morto pelo caçador, acaba fugindo pela floresta.
Observando essa tendência, o escritor, contador de histórias e pesquisador Ilan Brenmam estudou o tema em sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Autor de livros infantis que buscam retratar a vida com bastante verdade, como Até as Princesas Soltam Pum, Brenmam questiona se essa iniciativa adotada por algumas escolas, de ocultar o lado não tão certinho das histórias, ajuda a reduzir a violência na vida real. Embora tenha usado colégios de São Paulo como fonte para sua pesquisa, o escritor prefere não divulgar o nome deles.
“É uma visão organizacionista”, acredita, citando o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), para quem o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. “A criança é um ser complexo e ela não é contemplada quando uma história clássica é mudada”, completa.
Brenman avalia ainda que as crianças anseiam por enredos verdadeiros e lembra que quando deixa que elas escolham que tipo de história será contada, as de terror são as mais pedidas. “Será que elas são psicopatas ou querem o terror para lidar com questões subjetivas, como o terror interno?”, questiona.
Há quem tente buscar a ponderação, usando duas formas de contar uma trama famosa. No Colégio Augusto Laranja, por exemplo, educadores infantis apresentam o texto original e uma versão modificada. “Trabalhamos as duas e depois provemos uma investigação filosófica para que as crianças reflitam sobre a conduta dos personagens”, afirma a coordenadora de educação infantil da escola, Silvia Stefano Leite.

Os colégios Magno e Mágico de Oz são outro exemplo. Segundo a diretora das duas unidades, Cláudia Tricate, a canção infantil pode ser usada ora como música simplesmente ou como um momento de reflexão, em que a letra pode ser discutida. “Mostramos várias versões da mesma história. A idade precisa ser avaliada e ponderada na hora de escolha”, explica.

Entre os pais, a questão de se mostrar histórias com final trágico ou que não se encaixam aos padrões atuais de proteção aos animais ou de direitos humanos, por exemplo, divide opiniões. “Tenho a impressão de que eles ficam meio perdidos, escutam o que a mídia fala e o que a escola fala, mas não sabem ao certo o que fazer”, diz Brenman, que, em suas palestras costuma perguntar a professores se eles matavam formigas ou queimavam bichinhos quando eram pequenos. “Hoje, se uma criança mata uma formiga, vai para o psicólogo.”

Mãe de um menino de 3 anos, a fisioterapeuta Carla Oseliero Trevizoli, de 37, acha a preocupação das escolas um tanto exagerada. “Os desenhos me preocupam mais, me parecem mais violentos. Em relação às cantigas, acho que meu filho nem presta atenção e nem fica pensando em atirar o pau no gato.”

Já a terapeuta ocupacional Débora Gleides Craveiro Crajonas, de 47 anos, mãe de duas meninas, de 7 e 15 anos, e um menino de 4, procura oferecer opções mais lights para as crianças. “Já há tanta violência no mundo que eu acho melhor não reforçá-las.”

O mundo é cor de rosa?

A contadora de histórias Kiara Terra, de 31 anos, questiona a ideia de que a criança tem de ficar em um mundo protegido e higienizado, como escolas construídas de forma a preservá-la de tombos e que, portanto, a impede de saber lidar com uma queda, por exemplo. “Como qualquer ser humano, as crianças estão em contato com a realidade, com conflitos e cheias de perguntas difíceis.”

O caráter simbólico das canções e das histórias, segundo Kiara, pode estar sendo esquecido. “É uma visão da funcionalidade, muito científica para algo simbólico, não se trata de uma questão de laboratório”, diz.

A diretora do berçário Espaço da Vila, Ana Paola Yazbik, que atende crianças de 0 a 3 anos, é outra educadora contrária à alteração das cantigas e histórias, embora tenha vetado uma de cunho racista. “Existe uma atual valorização do mundo de Barney (desenho do canal Discovery Kids no qual um dinossauro roxo ama todo mundo), mas nem sempre todas as situações da vida infantil são amáveis.”

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– A polêmica sobre a existência ou não de Ph.D no Brasil

Um polêmico artigo do Professor Cláudio de Moura Castro em sua coluna na Revista Veja, (ed 2513, pg 75). Ele fala que o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira!

Imagine terminar seu doutorado, se esforçar em busca da honraria de um Ph.D (philosophy doctor). e…

Leia e tire as suas próprias conclusões do texto do autor: exagero com ar de arrogância ou realidade que põe o dedo na ferida?

CRIAÇÕES BRASILEIRAS

No campo da educação, os inventos brasileiros são poucos. Mas pipocou um novo. Já havia percebido, e avivou-me a memória um blog de Simon Schwartzman: inventamos o pós-doutor! Em todas as sociedades, em algumas mais do que em outras, há palavras mágicas que se acoplam ao nome de certas pessoas. No Império, alguns eram premiados com o título de barão, conde ou visconde. Mais adiante, o título de coronel era oficialmente atribuído a potentados locais — ou usurpado com impunidade. No Vaticano, sempre houve o comércio de ungir comendadores, a bom dinheiro.
Quando um título universitário era uma prenda rara, ser “doutor” separava os escolhidos da plebe. Os anéis, um para cada profissão, identificavam os seus envaidecidos portadores. Durante o curso, antes da assinatura de cartas, convinha apor a expressão ”saudações universitárias”. Até hoje, há prisão especial para os sacrificados que conseguiram vencer a barreira do diploma.
Mas inflou-se o número de diplomados. E, pela lei da oferta e da procura, “doutor” deixou de ser grande coisa. Providencialmente, aparecem os cursos de mestrado, criando um degrau acima para diferenciar do povaréu os seus detentores. Mas a palavra tem fragilidades. Qualquer mestre-escola é chamado de mestre. E havia mestres-ferradores, instalando ferraduras em muares.

Vivas, aparece um novo título, o Ph.D.! É o verdadeiro doutor, com tese defendida diante da namorada, da mulher ou até dos netos. Recupera-se assim a superioridade, nos píncaros nobiliárquicos da vida acadêmica. É até possível comprar baratinho um desses diplomas, em países vizinhos. Mas não é fácil escapar incólume, pois o território é bem defendido pelas autoridades do MEC. Até aqui, nada de novo, pois quase todos querem ser um pouquinho mais do que o próximo.

Tampouco há algo de errado nisso, que, aliás, só faz enriquecer intelectualmente o proprietário. E, como atesta quem vos escreve, obter um doutorado em uma universidade de primeira linha é um processo longo, penoso e merecedor de algum reconhecimento.

Mas acontece que os Ph.Ds. se autorreproduzem. Mais se formam, mais professores disponíveis para os programas de doutoramento que pipocam por aí. A cada ano, produzimos 17000 doutores. Essa inflação é ótima para o país, mas uma catástrofe para os previamente glorificados por tal diploma.

Era preciso providenciar um novo patamar de status. Entra em cena a criatividade brasileira: cria-se o pós-doutor. Mas acontece que o tal pós-doutor é um título vazio ou inexistente, pois não há cursos de pós-doutoramento. Na prática, autointitulam-se pós-doutores aqueles que passaram alguns meses em uma universidade no exterior.

Dado o isolamento acadêmico do Brasil, nada mais bem-vindo do que arejar nossos professores com um período no exterior. Mas, como há milhares de universidades, das esplêndidas às vergonhosas, só Deus sabe por onde andaram e o que realizaram os pós-doutores. Um ano trabalhando em um estudo conjunto com um pesquisador de boa cepa é um uso irreprochável dos recursos do patrocinador. Mas acontece que não há nenhum filtro para conseguir uma salinha em alguma universidade e lá passar um tempo. Alguns são convidados para ministrar seminários ou cursos. Há os que fazem pesquisa e interagem com colegas. Alguns assistem a aulas como ouvintes, não é má ideia. Outros passeiam pelo campus ou fazem turismo. Ninguém fica sabendo o que aconteceu. Inexiste o prêmio de ser aceito por boas universidades, pois, como elas não oferecem notas, diplomas nem mesmo certificados, aceitam alegremente quem aparece. Afinal, não há desempenho, bom ou ruim, para comprometer a instituição. Quase qualquer um pode ser visiting scholar, mesmo em universidades de primeira linha. É uma alternativa para autoridades destronadas. Pode ser uma esplêndida ideia passar um ano em uma boa universidade estrangeira. Documentando que o tempo foi bem aplicado, contribui para o currículo. Mas o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira. Simplesmente, não existe.

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– Não confunda Educação Sexual com a Ideologia de Gênero

Gosto muito de ouvir a discussão (mesmo detestando o teor do assunto) para tentar entender quais argumentos força-se à compreensão: a turma que defende a Ideologia de Gênero e a que defende como uma forma de Educação Sexual.

Ora, aqui não estamos falando em defesa da homofobia, preconceito ou coisa que o valha. Falamos de respeito indistinto ao cidadão, seja ele LGBTQ+ ou não, sem a apologia de qualquer prática sexual e erotização precoce.

Educação Sexual é prevenção à Saúde, uma forma de mostrar para as crianças a caminho da adolescência a respeito da existência dos órgãos sexuais, funcionalidades e cuidados. Um limiar delicado entre a inocência da infância e ao aprendizado das malícias da adolescência e juventude.

Pesa-me ver que muitos utilizam o argumento da Ideologia do Gênero (onde defende-se a escolha do sexo a querer se seguir) como algo travestido da tão necessária e correta Educação Sexual. São coisas distintas!

É constrangedor (e ouso dizer: um crime moral contra a Educação proporcionada pelos pais às suas crianças) querer forçar ao pobre garoto ingênuo ou a pura menina inocente a “escolher o sexo” ou a se “identificar com algo diferente do que nasceu”. Nasce-se homem ou mulher e o caminho natural da maioria é escolher o sexo oposto para se relacionar, casar e procriar. Sabido é que uma outra parcela acaba preferindo o mesmo sexo, e na nossa sociedade há de se respeitar. Mas insistir com o propósito de que se “escolhe ser homem ou mulher”, fazendo disso uma bandeira imposta nas escolas através de tal equivocada bandeira, é pregar que as crianças, precocemente, desejem o sexo que bem lhe convier ou que sejam influenciadas a escolher. Isso não é Educação Sexual, é Doutrinação / Influência / Apologia, que nada têm a ver com o amadurecimento do indivíduo como pessoa.

Aliás, repararam como tal assunto tornou-se uma bandeira política? A sala de aula não é lugar de tal coisa, nem de partidarismos de qualquer linha (aproveitando a deixa da militância partidária). É lugar de politização (mostrando todos os lados), permitindo o debate sadio e o desenvolvimento do espírito crítico, sem rotular os alunos de esquerdistas, direitistas, feministas ou até mesmo, criando a alcunha disfarçada da heterofobistas. Parece que um homem desejar casar com uma mulher e ter tal comportamento se tornou um pecado!.

Por fim, repetindo o que já foi dito mas com outras palavras que há coisas distintas numa instituição de ensino: cuidado com o Proselitismo a ser evitado versus a Educação Cidadã que deve ser fomentada, pois a escola não deve ser um lugar onde se dê mais importância ao prazer do gosto sexual do que o respeito aos seus semelhantes, aos valores cidadãos e corretos de uma sociedade que carece de mais ética e honestidade.

Sinto pena ao reparar que o sexo, para muita gente influente, passou a ser a coisa mais importante do mundo do que a solidariedade e o socorro para outras causas sociais.

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– R$ 19.000,00 para a licença PRO na CBF Academy, com aulas do Professor Eutrópio!

A “Licença PRO” é uma exigência para se trabalhar como treinador de futebol na Europa e em muitos lugares do mundo. Vários técnicos brasileiros viajam para a Itália ou Portugal afim de obtê-la.

Recentemente, a CBF (através da “CBF Academy”) passou a realizar o curso no Rio de Janeiro. Entre os professores estão Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni, Fábio Mahseredjian, Rogério Micale e Vinícius Eutrópio.

Os alunos? Tite, Mano Menezes, Dunga, Vagner Mancini, Jair Ventura, Zé Ricardo, Tiago Larghi, Maurício Barbieri, Renato Gaúcho (apesar das suas faltas), entre outros.

Curioso: me recordo da sequência absurda de derrotas que Eutrópio conseguiu no seu trabalho na Ponte Preta, quase levando o time campineiro ao rebaixamento no Campeonato Paulista. Respeitosamente, o que ele poderia ensinar a Tite, Campeão Mundial de Clubes ou a Renato Gaúcho, campeão da Libertadores como jogador e treinador?

Por R$ 19.000,00 “por cabeça”, está sendo muito produtivo para a CBF o curso…

Abertura do Curso de Licença PRO na Granja Comary - CBF Academy

 

– Como os bolsistas, pesquisadores e estudantes vivem no Brasil

Pensa que é fácil receber bolsa de estudo no Brasil? E ser cientista? Ou professor?

Extraído de: http://Superinteressante/posts/bolsista-não-é-nada-no-brasil-hoje-não-tem-férias-não-tem-13º-salário-e-não-pode/10157394823922580/

BOLSISTAS DE CIÊNCIA NO BRASIL: QUEM SÃO E COMO SOBREVIVEM?

“Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Por Bruno Vaiano e Fernanda Almerón*

Era o fim da tarde da última quinta (2) e eu entrei no perfil de Facebook de Franciela Soares para adicioná-la. Antes de enviar o convite de amizade, passei os olhos nos posts compartilhados recentemente. Encontrei uma notícia da BBCque bombou em julho: “Depois de pós-doutorado na Inglaterra, biólogo vira figurante e tenta bico de modelo nu para se sustentar no Brasil”.

Na chamada, Rodrigo Rios, o protagonista da matéria, comenta: “Uma subutilização de tanto investimento, dinheiro público, tempo e dedicação para formar um cientista que vai para outra atividade porque não tem inserção no mercado. É horrível pensar que todo esse investimento não serviu para nada.”

Soares entende melhor do que ninguém a situação do rapaz: a gaúcha também é cientista, e está no terceiro ano do doutorado em química na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “As pessoas acham que nós só estudamos, não entendem que é o nosso trabalho”, disse. “Bolsista não é nada no Brasil, hoje. Não tem férias, não tem 13º salário, não recebe adicional de insalubridade (no caso de químicos, como eu) e não pode contar o período de pós-graduação no momento de se aposentar.”

Eu estava conversando com Soares por causa de uma notícia do dia anterior que, naquele horário, já estava começando a aparecer em todos os jornais do Brasil: “Bolsas de estudos podem ser interrompidas em 2019, diz Capes. Entre alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, 93 mil podem ser atingidos”

O resumo da ópera é o seguinte: Temer tem até 14 de agosto para sancionar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019. Em bom português, ele vai bater o carimbo em um papel que define quanto dinheiro será dedicado a cada uma das despesas do governo em 2019. Uma dessas despesas é a Capes – cuja sigla, caso você já tenha se perguntado, significa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A Capes é uma de vários órgãos públicos que pagam bolsas mensais a estudantes de pós-graduação brasileiros.

Falando desse jeito, não fica muito claro o que está em jogo. Dá a impressão de que essas pessoas são só alunos comuns, que trabalham meio período. Então eu vou tomar a liberdade de ajustar o título da notícia: 93 mil cientistas brasileiros, com o currículo do tamanho de uma nota fiscal de compra do mês, correm o risco de ficar sem salário [atualização: após repercussão na imprensa, o presidente Michel Temer e o MEC já prometeram que os cortes não ocorrerão].

Um salário que já não era dos maiores: R$ 1,5 mil durante o mestrado, R$ 2,2 durante o doutorado. Os dois valores estão há 5 anos sem nenhum reajuste (nenhum mesmo, nem inflação). Em janeiro de 1995, a bolsa de mestrado era de exatamente R$ 724,52. De acordo com os cálculos do economista André Coutinho Augustin, disponíveis na Galileu, se ela tivesse sido reajustada de acordo com a inflação, estaria em R$ 3.276,74 em 2016.

O que essas pessoas fazem por tão pouco? Bem, eu vou deixar Soares explicar por mim: “eu trabalho com a síntese de compostos bioativos e candidatos a fármacos para o tratamento da doença de Alzheimer.” Sim, tem gente no Brasil do século 21 correndo atrás de remédios para Alzheimer por pouco mais de dois salários mínimos, sem direito a nenhum dos benefícios de um trabalhador com carteira assinada. E não é pouca gente: em 2014, o Brasil formou 50,2 mil mestres e 16,7 mil doutores, um aumento de 400% em relação a 1996. De lá até aqui, o grosso desses diplomas vem cada vez menos do tradicional eixo Rio-São Paulo: o investimento em instituições federais descentralizou e democratizou a pesquisa nacional.

A ciência é ciumenta

A remuneração é tão baixa que, a partir de 2010, estudantes de pós-graduação da Capes e do CNPq foram autorizados a ter uma fonte de renda paralela à bolsa. Mas ela precisa se enquadrar em critérios muito específicos: o emprego tem que ser na área de pesquisa do aluno, o salário não pode ser mais alto que a bolsa, e o orientador da pesquisa precisa autorizar a carteira assinada (veja a nota sobre acúmulo de bolsa e vínculo empregatício –  Portaria Conjunta CAPES-CNPq n° 01/2010).

Pouquíssimos pesquisadores conseguem empregos que se enquadram nessas exigências. E os que conseguem dificilmente teriam tempo de exercer a atividade paralela: a vida no laboratório é em período integral. Na prática, o regime é de dedicação exclusiva.  “Eu acho que, se as instituições de fomento não dão conta, a solução imediata seria adotar um regime de não-exclusividade”, explica a geóloga Renata Schaan, “Mas a carga horária é pesada, é difícil conciliar. E aí as pessoas acabariam passando mais tempo na pós-graduação por não conseguirem dedicar a atenção necessária à pesquisa.”

Em março de 2016, Schaan passou em segundo lugar no mestrado do Museu Nacional, operado pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela foi trabalhar com a preservação do patrimônio geopaleontológico – uma palavra comprida para dizer que ela cuidou de meteoritos como este aqui, que pesa mais que um elefante africano e você pode ver de pertinho se visitar a instituição.

A pesquisadora se mudou para a capital fluminense com um bebê de 2 anos e desde o começo contou com a ajuda dos pais para se sustentar – a bolsa paga pela agência de fomento estadual, a Faperj, não era muito maior que a bolsa federal de R$ 1,5 mil. Tentou inscrever o filho na creche da faculdade, mas havia apenas uma vaga e centenas de crianças concorriam ao sorteio. Como o período de inscrição em creches públicas já havia passado, o jeito foi matriculá-lo em uma particular – que, por si só, já consumia uma fatia considerável da bolsa.

Se houvesse bolsa, é claro: ela não caiu em abril. Nem em maio. Nem em junho. A Faperj não conseguiu arcar com o compromisso. Só em novembro, após quase um ano de trabalho sem remuneração, a Capes interviu e passou a pagar Schaan com dinheiro federal. Mas ela nunca foi ressarcida pelos meses anteriores. “Hoje já ocorrem muitos atrasos por falta de verba”, diz a geóloga. E não é só a vida pessoal dos pesquisadores que é afetada: “equipamentos estragam e levam meses para serem consertados. Falta material e falta verba para atividades de campo, que são muito frequentes na minha área”.

Depressão pós-paper

Se você abre o site da SUPER todos os dias – obrigado pela audiência –, você já percebeu que nossas notícias mais curtinhas tem uma estrutura simples: nós pegamos um artigo científico que relata uma descoberta e traduzimos ele em bom português, sem linguagem técnica: “fulano, da universidade tal, publicou um artigo na revista Nature que diz tal coisa”.

Para quem vê de fora, fica fácil ignorar a importância da palavra “publicar”. Se você é um cientista e fez uma descoberta, o único jeito de divulgá-la é emplacar um texto sobre ela em uma revista especializada. Essa tradição se tornou uma lei tácita: as universidades usam o número de artigos publicados e número de citações que esses artigos recebem como principal critério para avaliar o desempenho de seus alunos e funcionários.

Por exemplo: hoje, para um cientista brasileiro da área de Farmácia receber a classificação máxima (1A) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, ele precisa ter publicado 70 artigos científicos nos últimos dez anos. Em outras palavras, fazer um avanço científico a cada dois meses.

Nem precisa dizer que a meta é utópica. Trata-se de algo que não acontece. A solução é “picar” as descobertas, para cada experimento render o maior número possível de papers. Só que esses papers diluídos perdem relevância, é claro. Quantidade não é igual a qualidade. Um estudo feito por Sidney Redner, da Universidade de Boston, revelou que, dos 353  mil estudos publicados entre 1893 e 2003 no periódico Physical Review, apenas 2 mil (0,56%) tiveram mais de cem citações. Oitenta e quatro mil (24%) foram citados só uma vez. Você pode entender melhor essa história nesta reportagem da SUPER, publicada em dezembro do ano passado.

“No programa do qual eu faço parte são exigidos dois artigos científicos”, explica Franciele Soares. “Eles são o mínimo para poder defender a tese e receber o diploma de doutorado. Sem artigo, não há de defesa.” Na prática, porém, quem se contentar só com os dois artigos obrigatórios fica para a titia. Em um concurso recente, um candidato a bolsa de pós-doutorado que emplacou seis artigos ficou apenas com o sexto lugar. O primeiro tinha dez.

“Se você não publica, acaba sendo passado para trás”, resume a química. “No ritmo que a coisa anda, a quantidade de alunos de pós com depressão e com ansiedade, tomando remédios fortíssimos para conseguir sair de casa, só tende a aumentar. Sei de grupos aqui na UFRGS em que todos os alunos tiveram ou tem algum problema de depressão ou ansiedade.”

Futuro?

Depois que um pesquisador termina o doutorado (e, de preferência, faz alguns pós-doutorados, inclusive no exterior), ele pode tentar prestar concurso para um dos únicos cargos públicos que garante estabilidade e um salário razoável para um cientista: o de professor universitário – que, vale lembrar, também é pesquisador.

Mas não é tão simples assim. Por exemplo: segundo a própria USP, a maior universidade do país, o número de professores efetivos trabalhando lá caiu de 6137 em 2014 para 5796 no começo deste ano – uma redução de 341 professores, ou 5,9% do total. Mas mesmo as universidades e outros órgãos públicos que contratam mais professores do que perdem não são, nem de longe, suficientes para absorver toda a mão de obra qualificada. E o setor privado normalmente não está disposto a contratar alguém com doutorado, mas sem experiência CLT.

“Como você vai ter experiência profissional se nem um estágio você pode fazer?”, questiona o biólogo Marcos Dums. Ele deixou um emprego efetivo no Paraná para fazer mestrado em taxonomia – a ciência que identifica, descreve e classifica os seres vivos. Hoje vive em Porto Alegre, e a bolsa não é suficiente para as despesas. “Os créditos que precisamos cumprir poderiam ser distribuídos em horários flexíveis, e as empresas também poderiam ser mais flexíveis.”

Resumo da ópera? Após 10 ou 15 anos vivendo de bolsa e se dedicando à ciência, quem termina o doutorado não está em uma posição melhor do que um recém-graduado no mercado de trabalho. Pelo contrário: o tempo passado na universidade pode ser um tiro no pé, visto com maus olhos nos processos seletivos. Desse jeito, fica difícil convencer alguém a abraçar a carreira acadêmica – e pessoas inteligentes e cheias de potencial, que poderiam mudar a ciência do país, acabam trocando o laboratório pelo escritório.

“Tanto a sociedade quanto o governo têm que parar de nos tratar como estudantes, como se essa bolsa fosse um benefício”, afirma a bióloga Fernanda Almerón. Ela faz mestrado em biologia animal na UFRGS, e ajudou a SUPER a coletar os depoimentos incluídos nesta reportagem – além de incontáveis outras histórias que não couberam aqui. “Na verdade, nós fazemos um trabalho árduo para o país e sim, devemos ser tratados como trabalhadores”.

Almerón ainda está no começo da carreira, mas já foi autora de uma descoberta importantíssima: a carne vendida sob a alcunha de “cação” nos supermercados brasileiros na verdade provém de mais de 20 espécies diferentes de raias, tubarões e outros peixes – das quais 40% estão em extinção (veja a matéria completa). No futuro, a descoberta pode contribuir com uma regulação mais eficiente da pesca no País, que beneficie tanto os consumidores quanto a fauna marinha. De fato, praticamente toda medida anunciada pelo governo se baseia ou pelo menos é justificada por pesquisas feitas por economistas, sociólogos, pedagogos, psicólogos etc. – muitos dos quais, por ironia, dependem de bolsas. O Brasil precisa da ciência. Se não, será para sempre o país do presente.

*Fernanda faz mestrado em biologia animal na UFRGS e colaborou com a SUPER na apuração da reportagem.

– Brasil possui ⅓ das melhores universidades da América Latina! A número 1 é a…

Segundo o Times Higher Education, que anualmente divulga o ranking das melhores universidades do mundo, na América Latina a melhor de todas é a Unicamp.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07/unicamp-e-a-melhor-universidade-da-america-latina-diz-ranking-ingles.shtml

UNICAMP É A MELHOR UNIVERSIDADE DA AMÉRICA LATINA, DIZ RANKING INGLÊS

Brasil lidera ranking com um terço das universidades da lista latina

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é a melhor instituição de ensino superior da América Latina, segundo nova publicação do conceituado ranking britânico Times Higher Education.

A universidade já aparecia em primeiro lugar no ranking do ano passado, uma posição à frente da USP (Universidade de São Paulo). O Brasil domina a lista latina, com 43 das 129 universidades listadas.

Seis universidades brasileiras estão no top 10, e a maior parte delas subiram de posição em relação ao ano anterior. Além de Unicamp e USP, entre as melhores aparecem Unifesp (Universidade Federal de SP), que saltou do 7º para o 4º lugar; PUC-Rio, hoje no 7º lugar, antes no 9º; UFMG (Universidade Federal de MG), que saiu do 11º lugar para o 9º; e UFRGS (Federal do RS), hoje no 10º lugar, que antes não aparecia no ranking.

Apesar da superioridade no ranking geral, o país falha em pontos específicos, segundo análise da publicação. É o caso da internacionalização das universidades. Enquanto Equador e Chile marcam 71,6 e 66,4 nesse indicador (em uma nota de 0 a 100), a nota do Brasil é 28,4.

A Times Higher Education afirma, porém, que “uma série de universidades notáveis da América Latina não aparecem no ranking porque não enviaram dados”.

Dez universidades mais bem colocadas no ranking

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidade de São Paulo (USP)
Pontifícia Universidade Católica do Chile (Chile)
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México)
Universidade do Chile (Chile)
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ)
Universidade de Los Andes (Colômbia)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Essas universidades também aparecem bem listadas no RUF (Ranking Universitário Folha), ainda que em posições diferentes. A classificação produzida pela Folha tem UFRJ (Federal do RJ), Unicamp, USP, UFMG, UFRGS, UFSC (Federal de SC), Unesp (Estadual Paulista), UFPR (Federal do Paraná), UnB (Brasília) e Ufscar (Federal de São Carlos) na lista das melhores.

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– Consequências do bullying nas notas das crianças

Um alerta para os pais: como o bullying está cada vez mais frequente nas escolas e como isso reflete no rendimento dos pequenos.

Extraído de Revista Veja, ed 2516, pg 84-85.

ALERTA: O BULLYING PROVOCA NOTA BAIXA

Estudo realizado ao longo de 25 anos comprova que agressões sofridas na escola prejudicam o rendimento acadêmico das vítimas

Por Filipe Vilicic, Talissa Monteiro

O bullying já foi apontado como causa de depressão, ansiedade, obesidade e sentimento de solidão em crianças. Ainda que o termo, cunhado nos anos 70 pelo psicólogo sueco Dan Olweus, descreva qualquer ataque que use a força ou a coerção para intimidar e ameaçar alguém, ele é frequentemente associado aos “valentões” que humilham meninos e meninas na escola. Gagueira, uso de óculos com lentes grossas, características físicas ou mesmo (ironia que a inveja pode explicar) um desempenho escolar acima da média costumam motivar as agressões — verbais em 77% das situações, físicas no restante. Estudos realizados pela Associação Americana de Medicina chegaram a revelar que o trauma pode ser tão grave que as vítimas têm até três vezes mais risco de pensar em suicídio. Uma nova pesquisa, da Associação Americana de Psicologia, divulgada na última semana, descobriu outro efeito preocupante do bullying: as vítimas tendem a se sair pior em provas escolares e a odiar experiências acadêmicas. A conclusão veio de um estudo conduzido ao longo de 25 anos por psicólogos da Universidade do Estado do Arizona.

Desde 1992 os cientistas têm seguido a vida de 190 meninos e 193 meninas, do jardim de infância ao ingresso em um curso superior ou ao abandono dos estudos. A cada ano, os participantes respondiam a questionários e realizavam entrevistas, por meio das quais os pesquisadores conseguiam detectar experiências de abusos verbais e físicos. A frequência do bullying era, então, medida em uma escala que ia de 1 (quando a prática “quase nunca” ocorria) a 5 (“sempre”). Cerca de metade das crianças nesse ranking ficou nos níveis mais baixos de incidência. Contudo, o trabalho identificou que 20% dos alunos estudados em algum momento se viram vítimas de ataques crônicos e severos. Ao final, chegou-se a um resultado alarmante: um em cada quatro jovens que foram alvo de bullying apresentou desempenho acadêmico decrescente e se revelou menos engajado nasatividades escolares. Pelos relatos das crianças aos pesquisadores, evidenciou-se a relação direta entre os ataques e a desmotivação com o aprendizado.

Disse a VEJA a psicóloga americana Becky Kochenderfer-Ladd, a principal autora do estudo: “Já tínhamos indícios da ligação entre o bullying e a perda de motivação acadêmica. Faltava, porém, um acompanhamento prolongado da vida desses jovens.”  Segundo os psicólogos por trás da
pesquisa, ao contrário do que aponta o senso comum, o problema é recorrente entre os que estão na idade de frequentar o que no Brasil se chama ensino fundamental, e não no ensino médio. A porcentagem de casos severos caiu de 20% em crianças para 7% entre adolescentes. “Isso nos traz esperança, pois indica que alguns conseguem enfrentar e vencer esse mal ao longo da vida”, afirmou o psicólogo americano Gary Ladd, também autor da pesquisa.
Sim, a maldade, direcionada ao próximo — em geral alguém “diferente” do agressor e da maioria —, existe desde sempre, em todos os lugares.

Mas a internet serviu tanto para escancarar a questão como para fazer surgir uma modalidade nova e de enorme potencial: o cyberbullying.

Em 2011, por exemplo, um vídeo postado no YouTube deixou clara a dimensão que o assunto havia tomado.

Nele, o estudante australiano Casey Heynes, então com 15 anos, aparecia sendo atacado pelos colegas de colégio por causa de sua obesidade. Naquele dia, ele resolveu reagir e agrediu os que o atacavam. Desde então, o vídeo foi visto quase 30 milhões de vezes e o caso se transformou em símbolo do problema. A história de Heynes, apesar de ter sido exposta na rede, ainda se enquadra na categoria mais comum de bullying: aquele cometido no colégio. Mesmo na era digital, é duas vezes maior o risco de uma criança ser agredida na escola do que na Web – por exemplo, por comentários maldosos no Facebook.

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– Triste. Foi-se embora o Professor Matsubara?

Leio em “Falecimentos” no Jornal de Jundiaí que perdemos ROBERTO MATSUBARA, 67 anos, morador da Vila Arens.

Por volta dessa idade e morador naquelas bandas, tivemos o querido professor de matemática das Escolas Anchieta com esse nome. Seria ele mesmo ou homônimo?

Alguém sabe confirmar?

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– A Kroton avança na Educação Básica e se agiganta ainda mais!

Repercutiu muito pouco, mas viram mais uma mega-aquisição da Kroton?

É impressionante como o grupo voltado à Educação está crescendo (e em todos os níveis educacionais).

Em: https://g1.globo.com/economia/noticia/kroton-fecha-compra-da-somos-educacao-por-r-46-bilhoes.ghtml

KROTON FECHA COMPRA DA SOMOS EDUCAÇÃO POR R$ 4,6 BILHÕES

Somos é dona do Anglo, Ática, Saraiva e Scipione, e se diz maior grupo de educação básica do país. Com aquisição, Kroton faz sua 2ª compra no segmento de educação básica.

A Kroton Educacional, líder no setor de educação superior privada no Brasil, fechou a compra do controle da Somos Educação, da Tarpon Gestora de Recursos, por R$ 4,6 bilhões, em sua segunda aquisição no segmento de educação básica em menos de um mês.

A Somos Educação, antiga “Abril Educação”, se anuncia como “o maior grupo de educação básica do Brasil” com escolas próprias, cursos pré-vestibulares e idiomas, além de sistemas de ensino e livros. É dona das editoras Ática, Scipione e Saraiva, do Anglo, da escola de inglês Red Ballon, entre outros negócios.

A compra foi realizada por meio da holding Saber, subsidiária de educação básica da Kroton, enquanto a parte vendedora inclui fundos de investimentos geridos pela Tarpon, que detém atualmente 73,35% das ações da Somos.

A aquisição da Somos representa um avanço da Kroton no setor de educação básica após veto do Cade à tentativa de fusão com a Estácio, vice líder no mercado de ensino superior, em operação avaliada em R$ 5,5 bilhões. Com isso, a Kroton passou a mirar outros empresas e segmentos.

Mesmo após a compra da líder no setor, o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, disse que a companhia vai continuar a comprar escolas menores e locais. Segundo ele, há ao menos duas aquisições para anunciar ainda este ano.

AVANÇO DA KROTON NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Os atuais negócios de educação básica da Kroton englobam os sistemas de ensino Rede Pitágoras, Rede Educação e Valores (RCE) e Rede Cristã de Educação, o Colégio Pitágoras de Belo Horizonte e a operação de escolas sob a modalidade de contratos.

No dia 10, a companhia anunciou a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, em Vitória (ES), por valor não divulgado, como parte dos planos de entrada no segmento.

Na apresentação da operação divulgada nesta segunda, a Kroton destaca que o mercado de educação básica no Brasil é 83% maior que o de ensino superior. A Kroton avalia que o mercado da educação básica movimenta R$ 101 bilhões (R$ 96 bilhões em mensalidades e R$ 5 bilhões em livros didáticos).

Segundo a companhia, após a conclusão da aquisição da Somos, a educação básica representará cerca de 28% da receita da Kroton.

A Kroton, dona das faculdades Anhanguera e Unopar e do colégio Pitágoras, fechou o ano de 2017 com 876,1 mil alunos matriculados em seus cursos de Ensino Superior – 383 mil em cursos presenciais e 493 em cursos de ensino à distância. A companhia fechou 2017 com lucro líquido de R$ 2,23 bilhões.

Em valor de mercado, a Kroton estava avaliada no fechamento do pregão da última sexta-feira em R$ 22,14 bilhões, segundo a Economatica.

A Somos informou que, do total, R$ 4,166 bilhões serão pagos à vista na data de fechamento do negócio. O restante será mantido em conta vinculada para garantir pagamento de determinadas obrigações de indenização assumidas pelos vendedores.

O valor representa um prêmio de 66% em relação ao preço de fechamento das ações da Somos na sexta-feira (20), de R$ 14,30. Segundo dados da Economatica, a Somos estava avaliada na B3 em R$ 3,71 bilhões, segundo cotação de fechamento da última sexta-feira (20).

Em até 30 dias após a aprovação da compra pelo Cade, a Kroton precisará fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) aos acionistas minoritários da Somos, com as mesmas condições ofereciadas aos fundos detidos pela Tarpon. Após essa operação, o valor do negócio deve chegar a R$ 6,2 bilhões, segundo Rodrigo Galindo, presidente da Kroton.

A transação deve ser financiada com empréstimo direto e também emissão de debêntures, de acordo com a empresa. “A Kroton tem R$ 1,7 bilhão de caixa líquido e boa capacidade de alavancagem. O acesso ao crédito será fácil”, disse Galindo. Ele emendou que o endividamento líquido da empresa deve ficar em duas vezes o potencial de geração de caixa (Ebitda) após a conclusão do negócio.

Após a conclusão da operação, a Kroton informou que avaliará o fechamento de capital da Saber e “eventual reorganização societária na Somos”. As empresas estimam sinergias e ganhos de eficiência de cerca de R$ 300 milhões a serem capturadas em até 4 anos.

Em comunicado separado, a Tarpon disse que a operação envolve 192.275.458 ações da Somos Educação, ao preço individual de R$ 23,75.

Por volta das 11h05, as ações da Kroton subiam 3,63% na B3, enquanto que as da Somos (que não fazem parte do Ibovespa) disparavam 47,9%.

NEGÓCIO PRECISA DO AVAL DO CADE

Segundo o presidente-executivo da Kroton, a negociação com os controladores da Somos começou somente na sexta-feira (20).

A operação está sujeita a determinadas condições, inclusive a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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– Estudante, pobre, esforçado e que vai estudar na faculdade EM UMA MACA: um ótimo exemplo!

Enquanto alguns matam aula, gazeteiam, não se importam com a frequência, outros mostram que podem ser a diferença.

Vejam o caso, abaixo, desse universitário piauiense que vai às aulas de maca, para não perder o ano letivo – paraplégico vítima de uma bala alojada na coluna.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/04/com-ferida-e-bala-alojada-estudante-de-medicina-do-pi-assiste-a-aulas-de-maca.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=twfolha

COM FERIDA E BALA ALOJADA, ESTUDANTE DE MEDICINA DO PI ASSISTE A AULAS DE MACA

Paraplégico após levar 5 tiros ao apartar briga vai de ambulância para a Federal

Por Jairo Marques

​Uma ambulância adentra discreta o campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. Não irá socorrer ninguém em apuros, para o alívio da tensão que se cria no ar, mas, sim, deixar um estudante de medicina em sala de aula.

Além do veículo especial para conseguir chegar ao centro de formação médica, o jovem Leandro Silva de Sousa, 21, desloca-se em uma maca por laboratórios e auditórios, além de assistir a aulas, por até oito horas, deitado de bruços.

Desde março deste ano, o estudante do segundo período do curso mais concorrido da UFPI enfrenta a pobreza, olhares curiosos, dores posturais e a falta quase completa de acessibilidade na estrutura da universidade para seguir o propósito de ser médico.

“Tenho que lutar todos os dias contra a adversidade, colocar fé e perseverança na cabeça para seguir em frente e nunca deixar de pensar que tudo é possível, que as coisas irão melhorar”, diz.

Leandro ficou paraplégico após levar cinco tiros ao tentar apartar uma briga entre amigos há quatro anos. Um tiro no fígado, um no pulmão, um na barriga, um de raspão na perna e outro na coluna.

Ainda está alojada a bala que provocou a lesão medular, atingindo sua vértebra T11, o que o fez perder os movimentos e parte da sensibilidade tátil da cintura para baixo.

O homem que o baleou à queima-roupa está solto à espera do julgamento —esse alegou que não queria nenhuma intervenção na briga.

Leandro já foi avisado de que é necessária uma cirurgia para a retirada do projétil, pois, da maneira como está, há risco de os desdobramentos da lesão medular se ampliarem. Ele resiste, pois não quer parar o curso agora, não quer deixar a turma, não quer atrasar os estudos. Leandro tem pressa.

“Decidi ser médico vendo o sofrimento das pessoas no hospital, enquanto eu mesmo fiquei internado e passava por dores horríveis emocionais e físicas. Quero fazer algo para melhorar a saúde no Brasil, para diminuir a falta de acesso a cuidados de qualidade.”

Na adolescência, quase virou jogador de futebol. Conseguiu passar em peneiras, aos 14 anos, para jogar na Ponte Preta, no Mogi Mirim e no São Caetano. A família não permitiu que ele se mudasse para São Paulo.

Para realizar o desejo de ser médico, Leandro escreveu uma carta na qual relatava sua situação e pedia uma bolsa ao dono do mais conceituado cursinho preparatório do Piauí. Conseguiu e pôde, inclusive, fazer treinamentos extras como o de redação.

Só desfrutou da bolsa por três meses, pois, por ficar até nove horas sentado numa mesma posição, estudando, abriu-se uma úlcera de pressão no glúteo, ferida que pode comprometer profundamente a parte afetada se não for bem tratada.

Sem acesso à reabilitação adequada e à orientação médica especializada, o estudante se expunha sem ter total noção dos riscos que corria.

Foi proibido pelos médicos de continuar se sentando na cadeira de rodas. Deveria, a partir dali até a cicatrização total da ferida, permanecer deitado, de bruços, para todas as suas atividades.

“Comecei, então, a estudar em casa mesmo. Eu já sabia que tinha de ter método, rotina e tive ajuda e incentivo de uma grande amiga que também queria fazer medicina, mas, infelizmente, ainda não conseguiu passar. Nunca fui estudioso, mas estava determinado a conseguir.”

Três anos de tentativas depois, Leandro foi aprovado em direito, ciência da computação e medicina.

“Minha primeira nota na redação do Enem foi 200, saltei para 600 e, no último, consegui 860. Com preparo a gente consegue chegar lá.”

No primeiro semestre de aulas, em meados de 2017, com a carga horária extensa do curso, de até dez horas de estudo por dia, uma ferida surgiu de novo no glúteo de Leandro.

“Fiquei desesperado, porque ia perder uma grande oportunidade. Foi quando me deram a ideia de vir para a universidade de maca.”

ESTUDANTE MORA EM QUITINETE DE 30 M² E TEM AJUDA DE COLEGAS

O estudante mora em uma quitinete com cerca de 30 m² nas proximidades da UFPI, com a mãe e a cuidadora, Francisca Leite Silva, 44. Mudou-se da casa emprestada em que morava antes para tentar facilitar os deslocamentos.

A residência tem uma geladeira amassada, uma cama de casal, um fogão velho, um colchão inflável, uma televisão e quinquilharias. O ar-condicionado passa longe de ser luxo, pois em Teresina temperaturas acima de 30ºC são rotina.

Leandro toma banho deitado na sala, pois não caberia com maca, ou mesmo cadeira de rodas, no microbanheiro. “Alaga tudo, mas a mãe seca de boa vontade.” O pai, Genildo William de Sousa, 40, é caminhoneiro e sustenta a família com R$ 1.400. Como não cabe no cubículo, fica na casa da filha mais velha e aparece quando não está na estrada.

A família paga R$ 450 de aluguel e gasta mais R$ 1.600 mensais com a ambulância que desloca Leandro até o campus. A conta não fecha.

“O apoio da minha turma de faculdade foi fundamental. Eles fizeram uma campanha para me auxiliar com as despesas e comprar uma cadeira de rodas especial, que fica em pé, que poderá me ajudar.”

A vaquinha, que mobilizou centenas de pessoas, juntou R$ 28 mil, que não devem durar muito tempo. Leandro ainda precisa fazer uma cirurgia para fechar a ferida aberta nas nádegas, o que não tem conseguido realizar pelo SUS.

Caso consiga o procedimento, ele deve ainda ir às aulas na maca por três ou quatro meses. Criou-se até uma maneira para que analise lâminas no microscópio deitado.

“Para não abrir novamente, pretendo, mesmo depois de a ferida estar cicatrizada, assistir às aulas teóricas deitado. Preciso me preservar. Também preciso fazer uma reabilitação boa, não sei nem mexer na cadeira de rodas, fazer o básico com essa minha nova condição de vida.”

Djalma Barros de Brito Filho, 20, é um dos fiéis escudeiros de Leandro em classe. Ele considera a presença do colega em sala, na maca, algo “encantador”, que criou afeto na turma. “Ele gera uma empatia natural nas pessoas. A forma como encara as coisas, de maneira tão positiva, é um aprendizado para nós.”

Não houve nenhuma recusa por parte dos professores em receber o jovem na maca. Alguns se dispuseram, inclusive, a repor aulas por via eletrônica caso ele precise se ausentar da universidade.

A UFPI pretende investir R$ 4,9 milhões em uma obra que amplie as condições gerais de acessibilidade do campus, que já começou. Demandas específicas do aluno, como acessibilidade em banheiros e laboratórios, estão sendo discutidas e devem ser implantadas aos poucos.

“O curso não será mais fácil para o Leandro, mas ele terá o apoio da instituição para todo o necessário para se formar. É nossa função tornar viável a estada dele aqui”, declara Maraisa Lopes, coordenadora-geral de graduação da UFPI.

A universidade pretende assumir o transporte de Leandro e oferecer a ele uma bolsa de assistência de R$ 400.

“Sou motivado a ser uma pessoa feliz. Estou aprendendo a lidar com a minha nova condição. Isso agora é minha história, jamais vou ignorar isso e vou me preparar para ajudar pessoas na mesma condição que a minha.”

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Leandro Silva de Sousa, 21, paraplégico, assiste a aula no curso de medicina da Universidade Federal do Piauí – Adriano Vizoni/Folhapress

– Pátria Educadora? Não é bem assim…

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

Estarrecedor!

O texto é de 2013, mas parece atualíssimo. Compartilho, extraído de: http://is.gd/g37aX8

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Por Cinthia Rodrigues

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

História desfavorável

O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

– A Maior Potência Educacional do Mundo: China

Realmente impressiona o salto educacional da China. Você sabia que nas avaliações internacionais os chineses tiram o 1º lugar em todas as áreas da Ciência?

O rigor das escolas chega a ser assustador, com 10 horas de estudos que incluem sábados e domingos. Abaixo, compartilho:

LIÇÃO CHINESA

por Guilherme Pavarin, Galileu, pg 55

Como, Em 35 anos, a China saiu dos escombros para se tornar a maior potência de educação do mundo

Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito. Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois da sua abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo.
Os resultados do principal exame de avaliação de aprendizado mundial, o Pisa (Programme for International Student Assessment), anunciados em dezembro passado, comprovam isso. Com folga, os chineses conquistaram o primeiro lugar em todas as categorias: ciências, leitura e matemática.
Neste último quesito, a supremacia do país chegou a 600 pontos, a maior pontuação de todas as provas, e 48 pontos acima sobre o segundo colocado, Cingapura. Também representou 113 pontos acima dos Estados Unidos (17º no ranking geral) e 214 a mais que o Brasil (53º). “Os alunos sofrem uma pressão muito grande na China, é uma obsessão coletiva pela melhor educação do mundo”, diz a professora brasileira Tarsila Borges, que leciona língua portuguesa há quatro anos na Universidade de Pequim. Segundo ela, a principal diferença não está na estrutura, mas na mentalidade. Tanto é que o governo chinês investe apenas 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação — menos do que os 4,7% do PIB que o Brasil investiu em 2010 e do que os 6% recomendados pela Unesco. “Se você se esforçar, tudo consegue. É esse o raciocínio.”
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de direito de Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Batalha das Mães Tigres, sem edição brasileira), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes. Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? Galileu desbravou as características das salas e dos lares da China para tentar responder.  E mostra como funciona a dura rotina educacional naquele país.

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– A Pior Fase do Ensino Brasileiro

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

Estarrecedor!

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/ensino+medio+a+pior+etapa+da+educacao+do+brasil/n1238031482488.html

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Por Cinthia Rodrigues

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

HISTÓRIA DESFAVORÁVEL

O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

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– O Manual dos Bixos da Unicamp

Trote em universidade é coisa velha. Está ultrapassado, fora de moda. Bolinar sobre os calouros não tem graça.

Há dois anos, eis que um grupo de veteranos da Unicamp pisou na bola: criou um “manual dos bixos”; grosseiro, machista e indevido.

Como o assunto volta à discussão nesse período de início (ou reinício) de aulas para muitos no pós-Carnaval, compartilho abaixo, a fim de que se discuta e se evite tais bobagens como essas, abaixo.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/447423_?platform=hootsuite

MANUAL DOS BIXOS

Um manual de calouros causou polêmica e revolta entre alunos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O Manual de Sobrevivência do Bixo, com cerca de dez páginas, diz que “os bixos deve ser submisso ao veterano” e que “são uma raça inferior e por isso não podem exigir nada”. Há menção ao consumo de bebida alcoólica, mesmo que prejudique os estudos, e traz ainda frases machistas como “ache a beleza por partes: um dia você pega uma feia com coxa boa, outro dia uma feia com o peito bom”.

O manual dos calouros, tradicionalmente divulgado durante a recepção dos estudantes, traz dicas para se familiarizar ao ambiente universitário e mostra quais são as festas organizadas pelos alunos, entre outras informações. Mas o guia da Engenharia Mecânica foi “além” e traz até um “guia das mulheres”, com cantadas e frases consideradas machistas.

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– Aproveitando o Cinema para Educar as crianças. Por que levar os filhos para assistirem “Black Phanter”?

Tenho ouvido muita gente falar – e visto muita divulgação também – a respeito de aproveitar os filmes de sucesso que estreiam no cinema para que escolas enviem grupos de alunos a fim de que os professores aproveitem as temáticas.

E não é que deve funcionar mesmo?

Um exemplo bem recente: fui com a minha filha de 8 anos assistir Pantera Negra, da Marvel (muito aguardado pelos fãs de super-heróis, pois o Rei T’Chala é o último dos protagonistas a ter um filme solo precedendo o tão esperado Vingadores 3 – Guerra Infinita). A película é recomendável para 14 anos, mas como pai responsável fui preparado para orientá-la da melhor forma possível (por conta das cenas de violência, não há nada de cunho sexual).

E não é que o filme traz excepcionais discussões? E minha pequena, que sempre gosta de debates sobre as coisas polêmicas, adorou.

Fiz um pequeno resumo com minha Marininha e deu certo. Abordamos sobre:

HISTÓRIA e GEOGRAFIA – o filme traz a história da África Negra, sua colonização, riquezas minerais e pobreza, beleza das paisagens e sofrimento dos mais excluídos  com a exploração das colônias por parte das metrópoles (usando o fictício e evoluído reino chamado Wakanda).

CULTURA e SOCIOLOGIA – as diferentes manifestações culturais de tribos africanas e “cinco grandes povos como formadores de um país”, foram perfeitos para mostrar a diversidade do próprio Brasil: da cultura gaúcha à nordestina, muita diferença em um mesmo país. Além disso, a questão do racismo bem abordada e trabalhada com sabedoria.

ECONOMIA e POLÍTICA – os métodos de liderança política, a governança compartilhada com representantes das tribos, ou melhor, do povo, confrontando o absolutismo, somando-se às questões de distribuição de renda (e de tecnologia) foram muito bem explorados.

FILOSOFIA – questões sociais como a abertura dos princípios de vida do povo de Wakanda frente… (ops, aí vai virar um grande spoiler do filme, é melhor parar por aqui).

Como pai, recomendo levar os filhos ao cinema para assistir esse “arrasa-quarteirão”.

Como professor, não perderia a oportunidade de uma tarefa extracurricular.

Como fã de quadrinhos, heróis e animação, nem preciso dizer, né?

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– O novo perfil de funcionários repensado pelas empresas: a Personalidade acima da Habilidade?

As atuais carências observadas pelas empresas na contratação dos funcionários: job readiness.

Você está pronto para trabalhar? Muitas pessoas, não (e nunca estarão).

Sobre a necessidade de funcionários com mais personalidade no ambiente corporativo,

Extraído da Folha de São Paulo, edição de 28/01/2018, Caderno Mercado, pg A20

PERSONALIDADE SUPERA TÉCNICA NO TRABALHO

Empresas passam a dar mais importância para habilidades socioemocionais do que para conhecimentos específicos.

Por Érica Fraga

A relação entre a educação e o trabalho passa por uma espécie de crise existencial.

Ela é evidenciada por constantes revisões do perfil profissional buscado pelas empresas, que se torna cada vez menos técnico e mais focado em traços da personalidade, como persistência e facilidade de relacionamento.

Outro sintoma do distanciamento entre o universo acadêmico e o laboral é a elevada parcela de profissionais que termina em empregos fora de sua área de formação (leia texto na pág. A21).

Essas tendências –apontadas por duas pesquisas da FGV Clear – indica que o país pode estar desperdiçando recursos investidos na educação que, se fossem mais bem aplicados, talvez elevassem a baixa eficiência da economia.

Um dos estudos, feito pela instituição em parceria com o JPMorgan em 2017, mostra que 85% das empresas no Estado de São Paulo, nos setores de saúde, tecnologia e alimentos, reveem as necessidades de treinamento dos funcionários o tempo todo.

O percentual atinge 90% entre as grandes empresas.

O mundo do trabalho tem mudado muito, e as empresas não sabem bem o que querem. Vão na base da tentativa e do erro“, afirma o economista André Portela, um dos autores da pesquisa.

O esforço para adequar o perfil dos funcionários às rápidas mudanças tecnológicas esbarra em barreiras.

Quase 80% das 417 empresas entrevistadas pela FGV e pelo JPMorgan relataram enfrentar problemas para contratar empregados para vagas de perfil técnico, e 36% disseram que a dificuldade é alta.

PERSONALIDADE

As entrevistas feitas com as empresas mostram que conhecidas deficiências do ensino ajudam a explicar seu desencontro com o trabalhador. Indagadas, por exemplo, sobre as competências que dificultam as contratações, as empresas mencionaram questões que aludem à formação acadêmica.

No setor de alimentos, falta de conhecimento e escolaridade foram, respectivamente, a segunda e a quarta fragilidade mais citada.

As empresas de tecnologia e de saúde também listaram problemas como escassez de conteúdo técnico e falta do domínio da escrita.

Mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi que, nos três setores, competências mais próximas de traços da personalidade do que de conteúdos técnicos foram citadas pela maioria.

As empresas não reclamam tanto de habilidades técnicas, mas da chamada ‘job readiness’ [prontidão para o trabalho em tradução livre]”, afirma Portela.

Entre as carências mais comuns, foram mencionados pontos como “postura profissional”, “competências comportamentais”, “ética”, “falta de comprometimento” e “comunicação”.

Já entre as características imprescindíveis, “ser disciplinado e perseverante” e “trabalhar em grupo” foram mencionadas por quase a totalidade das empresas.

As habilidades socioemocionais apareceram na frente de “se comunicar em língua estrangeira” até nas respostas do setor de tecnologia, em que a demanda por profissionais com ensino superior técnico é bem mais alta do que nos outros dois.

A percepção da importância de característica como perseverança, autocontrole e facilidade de relacionamento aumenta à medida que pesquisas mostram que seu impacto no desempenho acadêmico e no sucesso na vida adulta é igual ou até maior do que a inteligência medida em testes cognitivos tradicionais.

Com isso, a demanda por profissionais com essas habilidades tem se tornado explícita. Foi o que percebeu o grupo Kroton Educacional ao analisar anúncios de vagas no portal que mantém para conectar seus graduandos com empregadores.

Nove entre os dez atributos mais demandados são traços de personalidade, como disposição para o aprendizado contínuo, responsabilidade e comprometimento.

– Família proibida de praticar homeschooling no Brasil: atraso ou não?

Educar os filhos em casa é uma questão sempre muito discutida. O ensino formal realizado pelos pais ainda é um tabu por aqui.

No Brasil, recentemente um casal foi proibido de tal prática pela Justiça.

Correto ou não? O que você pensa sobre isso?

Abaixo, extraído de: https://veja.abril.com.br/blog/parana/familia-adepta-de-ensino-domiciliar-pode-perder-guarda-de-filhos/

FAMÍLIA ADEPTA DE ENSINO DOMICILIAR PODE PERDER GUARDA DE FILHOS

Juíza obriga pais a matricularem filhos em escola regular, mas família diz que vê vantagens na prática e não pensa em voltar atrás

Por Guilherme Voitch

Um casal de São Pedro do Paraná, no Noroeste do estado, deve matricular seus três filhos em idade escolar em um colégio da cidade, sob pena de perder a guarda deles, que têm 16, 13 e seis anos de idade. A juíza de família Stephanie Assis Pinto de Oliveira deu prazo de 15 dias para que a ordem seja cumprida.

O casal adota a prática do homeschooling, quando a educação formal dos filhos é feita em casa. O modelo de ensino domiciliar é bastante comum e aceito nos EUA, por exemplo, mas ainda não tem regulamentação no Brasil. Estima-se que cerca de três mil famílias sejam adeptas da prática no país.

Em seu despacho, a juíza afirma que os pais estão “se omitindo nos deveres decorrentes do poder familiar”. Diz a magistrada no despacho: “Por mais instruída e culta que seja uma pessoa, é praticamente impossível que tenha conhecimento aprofundado em todas as áreas, nunca chegando a se igualar a profissionais especializados em matérias específicas”.

O advogado da família, Frederico Junkert, fez um pedido de reconsideração à juíza com base em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Roberto Barroso. “Ao analisar um recurso extraordinário em um caso de homeschooling, o ministro determinou a suspensão de todos os processos referentes à matéria até que o Supremo consolide um entendimento.”

Junkert afirma ainda que vai utilizar na defesa a avaliação de um psicólogo, feita a pedido do próprio Ministério Público do Paraná (MP-PR). “O laudo evidencia que não há nenhum prejuízo para as crianças. Pelo contrário. O psicólogo atesta que elas são educadas, calmas e sociáveis”, ressalta.

Procurada, a assessoria do MP informou apenas que o entendimento do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente (Caop) é de que “afastar o aluno do ambiente escolar configura grave lesão ao direito à educação”.

Sem volta

A família, por sua vez, afirma que não pensa em voltar atrás. “Temos certeza do que estamos fazendo o melhor para nossos filhos, garantindo a eles uma educação mais ampla”, diz a mãe Iliani Maria da Silva Vieira, que é formada em Pedagogia — o casal ainda tem dois filhos mais novos, de três e um ano. Segundo ela, a ideia de adotar o ensino domiciliar veio de uma insatisfaçãocom o modelo de educação tradicional.

“O resultado é bem claro. Eles não aprendem mais algo só para passar de ano. Tornaram-se mais curiosos e estão sempre pesquisado”, diz a mãe, principal tutora das crianças. “Meu marido é servidor público e trabalha fora, mas ele ajuda muito. Toda família ajuda. O relacionamento das crianças com outras pessoas melhorou muito. Hoje elas sabem respeitar uma criança mais nova, pessoas de mais idade.”

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– Como algumas escolas estão conseguindo vencer o bullying entre os alunos?

Sabemos que o bullying é uma triste realidade nas instituições de ensino do Brasil (e logicamente, em todos os setores da sociedade). E o que fazer para eliminá-lo definitivamente, a fim de que não cause efeitos tão nocivos como estão causando?

Extraído de: https://istoe.com.br/as-escolas-que-venceram-o-bullying/

AS ESCOLAS QUE VENCERAM O BULLYING

Na contramão da maior parte das instituições de ensino do País, que ainda não possuem práticas para coibir a discriminação, alguns colégios já adotam modelos bem-sucedidos para assegurar a boa convivência entre os alunos

Por Fabíola Perez

A imagem de um jovem cabisbaixo, isolado em um dos cantos do pátio, ou de uma criança acuada após ter sido vítima de provocações começa a se tornar rara em algumas escolas do País. Apesar de  numericamente ainda serem poucas, instituições de ensino têm desenvolvido metodologias específicas para combater a intimidação e se transformado em exemplos na batalha contra a discriminação e a propagação do ódio no ambiente escolar. O caminho não é simples, mas os resultados das iniciativas mostram que é possível coibir a prática.

“Os programas anti-bullying vão desde grupos
de jovens que aprendem a auxiliar as vítimas até
palestras para capacitar pais e professores”

Um desses colégios é o Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Lá, as estudantes Mariana Avelar, 14 anos, e Isabela Cristante, de 12, fazem parte dos grupos de ajuda do Programa de Combate ao Bullying. Elas foram escolhidas pelos demais alunos para participar de dois dias de capacitação com uma equipe de professores universitários e psicólogos.

Por meio de situações hipotéticas, o treinamento deixou claro o que é bullying e como elas deveriam agir em diferentes casos. “As pessoas mais isoladas são aquelas com gostos diferentes da maioria. Tentamos nos aproximar até que o colega se sinta confiante para conversar”, diz Mariana, estudante do 9º ano. “Aprendemos que, às vezes, o problema é maior do que parece, e precisamos levá-lo aos orientadores”, conta Isabela, da 6ª série. Os estudantes também conversam com quem presencia ou pratica o bullying. “O agressor se conscientiza mais rapidamente” , afirma Isabela.

Com pulseiras para identificação, os participantes percorrem a escola auxiliando nos casos em que percebem o isolamento. A estratégia está funcionando. “Observamos a redução de casos”, afirma Marina Schwarz, orientadora da escola. “Hoje temos mais acesso aos episódios de provocação, que normalmente ocorrem por trás das autoridades.”

Outro colégio que adotou medidas para coibir o bullying é o Soka, também de São Paulo. Há dois anos, a escola organiza palestras com advogados e psicólogos. “Conversamos com os pais sobre a responsabilidade deles em verificar os celulares dos filhos. É preciso identificar se há indícios de bullying nas conversas em grupos de redes sociais”, afirma o diretor James Jun Yamauti.

A instituição também capacitou orientadores para dar assistência a alunos que chegam de outras escolas. “Trabalhamos com jovens que tiveram dificuldade de adaptação para que tenham um entrosamento melhor”, afirma Edna Zeferino Menezes, assistente de orientação educacional. Na sexta-feira 27, a escola deu início à semana do “Preconceito Não”, com palestras sobre direitos da população negra, questões de gênero e indígenas e a trajetória da população LGBT. “A ideia é que os alunos reflitam sobre questões que interferem diretamente no bullying e identifiquem se já vivenciaram situações semelhantes”, explica Yamauti. “Os constrangimentos diminuíram bastante. Se uma brincadeira passa dos limites, deixa de ser brincadeira”, afirma Igor Seiji Ando Bomfim, 15 anos, que relata ter ajudado colegas que sofreram discriminação.

DESCONTROLE

Em um momento no qual o tema vem à tona mais uma vez após o bullying ter sido apontado pela polícia como um dos fatores que levaram um adolescente de 14 anos a atirar contra colegas em uma escola de Goiânia na sexta-feira 20, é fundamental que iniciativas como essas deixem de ser fatos isolados.

Os colégios devem começar a colocar em prática ações determinadas pela lei contra os atos de perseguição, em vigor desde abril do ano passado. Uma delas é a produção de relatórios bimestrais com eventuais casos. “O bullying não é controlado pelas autoridades pela falta de dados, o que dificulta o diagnóstico da extensão do problema”, afirma advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi, especialista em direito digital. Outro aspecto importante é que, além do suporte à vítima, as instituições devem oferecer assistência ao agressor.

A ocorrência ainda diária das intimidações mostra, no entanto, um descompasso muito grande entre o que faz a maioria das escolas e o que manda a legislação. Casos extremos, como o de Goiânia, evidenciam, porém, a urgência na adoção de medidas efetivas. “O bullying não pode ter sua gravidade subestimada e ser tratado como uma brincadeira de criança”, diz a advogada Ana Paula. “A cultura da vingança ainda é muito presente  na sociedade e é esse desejo que está por trás do comportamento do agressor”, diz.

Terminando em tragédias ou não, casos de bullying têm efeitos indeléveis para a vítima, o agressor e toda a escola. “Ocasionam rachas nas salas de aula, colocam metade dos alunos contra o agressor e a outra parte a favor da vítima”, diz Ana Paula. Por isso, os programas de combate a práticas tão cruéis são fundamentais para reverter o aumento da intolerância em ambientes de aprendizado. Não de destruição.

DISPOSIÇÃO PARA AJUDAR

Satisfação em ver os colegas enturmados é o que move as alunas Mariana Avelar e Isabela Cristante, do 9º e do 6º ano, respectivamente, do Bandeirantes, em São Paulo. Há um ano, elas foram escolhidas para fazer um treinamento de capacitação e saber como atuar em casos de bullying. Desde então, as estudantes percorrem os espaços da escola e sempre que percebem situações de isolamento ou provocação se aproximam da vítima ou dos que testemunharam a ação. “Saber que consegui ajudar é muito bom”, diz Isabela.

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– Os Analfabetos Funcionais Brasileiros

Segundo a Unesco em seu relatório divulgado no Dia Internacional da Alfabetização, o Brasil é o 8o maior país do mundo com analfabetos funcionais adultos. Ou seja: sabe ler e escrever com muita dificuldade mas que praticamente não consegue interpretar textos.

E esse número representa, pasmem, 33 milhões de brasileiros (ou 18% da população). É muita coisa… e isso deixa claro que a qualidade do ensino é péssima, já que boa parte deles tem primeiro grau completo.

Essa foto mostra a situação em 2009 de forma irônica. Como seria em 2017? Igual, infelizmente?

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– Como aprender melhor?

A dificuldade de aprendizado é um grande problema para muitas pessoas. E para você?

Talvez a questão seja simples: apenas mudar o hábito!

Compartilho ótimo texto, extraído de Época Negócios, ed Janeiro, pg 90

TENHA O HÁBITO DE ROMPER HÁBITOS

O cérebro precisa de situações variadas para entender e lembrar

por Márcio Ferrari

Seguir horários fixos, fazer os mesmos itinerários, ter uma mesa de trabalho, comer nas horas certas e curtir os amigos de sempre pode dar conforto. Mas, segundo Benedict Carey, reporter de ciência do The New York Times e autor do recém-lançado “Como Aprendemos”, a rotina limita a habilidade cerebral de desenvolver conhecimentos e habilidades.

Como é impraticável jogar tudo para o alto e viver cada dia de um modo diferente, Carey sugere que estejamos atentos para variar hábitos – como mudar o caminho de casa para o trabalho de quando em quando – e para isso, três regras:

1) Dividir o tempo de aprendizado em dois – Em vez de estudar duas horas hoje, melhor estudar uma hora hoje e uma amanhã – a capacidade de lembrar das informações dobra, diz. A ideia por trás disso é que o cérebro só retém o que parece útil. Se voltarmos ao tema de ontem, é sinal de que não queremos que aquele conhecimento fique “trancado” na mente.

2) Mudar o ambiente de trabalho – Levar o material de leitura ou estudo para a mesa de um café, por exemplo, fará o cérebro “acordar” de novo para o aprendizado

3) Distrair-se quando houver um bloqueio de entendimento – Em geral, o bloqueio acontece porque o cérebro está insistindo na tecla errada. É melhor parar e começar de novo mais tarde.

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– Nada de homofobia, mas algo impróprio: pra quê levar Drag Queen a falar sobre brinquedo de menino e brinquedo de menina nas escolas?

O material é de 2 meses, mas recebi hoje e gostaria de reproduzir diante de tamanha insensibilidade. Em uma escola pública, levou-se uma Drag Queen para conversar com os alunos de Educação Infantil na gravação de um programa de TV Universitária, em “homenagem” ao Dia das Crianças.

A pergunta é: pra quê?

Para educar?

Para falar do combate à homofobia?

Mas não era Dia das Crianças?

Penso que o sexo deve ser falado inicialmente no lar, pelos pais, no tempo de maturidade correto.

Para que erotizar e despertar desejo sexual precocemente nas nossas inocentes crianças? Isso não é cidadania e nem vontade de tornar o mundo mais tolerante. É deixar o mundo mais sensualizado, materialista, refém do sexo como algo mais importante do que todos as outras necessidades e valores da vida. É sexualizar indevidamente.

Infelizmente, para variar, surgiu novamente a questão da “Ideologia do Gênero”… algo que não gosto que se torne assunto de escola. Pior: veja, ao longo da matéria abaixo, o que se pensa sobre a família, registrado pelo O GLOBO.

Reitero: nada contra o homossexual e contra o necessário combate à homofobia, afinal, todos somos cidadãos brasileiros, iguais em direito e deveres, além de sermos filhos amados de Deus. Mas APOLOGIA à homossexualidade também é algo incorreto.

Extraído de: https://oglobo.globo.com/sociedade/video-com-drag-discutindo-genero-em-escola-desperta-ira-de-politicos-21963445

VÍDEO COM ‘DRAG’ DISCUTINDO GÊNERO EM ESCOLA DESPERTA IRA DE POLÍTICOS

‘Me assusta a quantidade de mensagens de ódio’, diz artista performático; conselheiro tutelar que já é acusado de racismo pede para MPF mover ação contra colégio

por Clarissa Pains

Um vídeo gravado dentro do Colégio de Aplicação João XXIII, ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, foi alvo de uma enxurrada de comentários preconceituosos nas redes sociais. A gravação mostra um episódio de um programa mensal feito pela UFJF intitulado “Na hora do lanche”. No episódio em questão, exibido na página de Facebook da universidade na véspera do Dia das Crianças, o artista performático Nino de Barros foi à escola vestido como a drag queen Femmenino e entrevistou os alunos sobre o que eles querem ganhar de presente.

Um trecho de menos de 15 segundos do vídeo — que tem ao todo pouco mais de 4 minutos —, no qual a drag fala sobre não existir diferenciação entre brinquedos de menina e brinquedos de menino, viralizou na internet por meio de páginas como a do movimento “Escola sem partido” e a do deputado Jair Bolsonaro (PSC). O deputado compartilhou esse trecho na última sexta-feira, 14, três dias após a publicação original do programa na íntegra. Na postagem de Bolsonaro, o vídeo aparece com os dizeres “Prestem atenção na canalhice que estão fazendo com nossas crianças”. Esse vídeo tem, até a hora em que esta reportagem foi ao ar, mais de 850 mil visualizações. O vídeo na página da UFJF tem 300 mil.

O programa “Na hora do lanche” já é exibido, mensalmente, há mais de dois anos, segundo informou o atual apresentador, Nino de Barros. Ele, que é bolsista do curso de artes e design da UFJF, assumiu o comando da atração em maio deste ano e conta que, na maioria das vezes, não o apresenta “montado” como drag queen. Isso aconteceu somente duas vezes: no primeiro episódio, ainda em maio, sobre o Dia de Combate à LGBTfobia, e agora em outubro, em comemoração ao Dia das Crianças.

— O que aconteceu desta vez foi que reeditaram o vídeo publicado na página da UFJF e descontextualizaram a minha fala, fazendo parecer que eu estava dizendo que não existe menina e menino. Na realidade, o que eu estava falando era que não deveria existir diferença entre brinquedos para menina e brinquedos para menino — afirma Nino, de 22 anos, intérprete da drag queen Femmenino, já conhecida na cidade.

Ele conta que, a cada dia, o número de comentários agressivo cresce em suas páginas em redes sociais.

— Eu pensei que, conforme os dias fossem passando, os ataques diminuiriam. Mas isso não está acontecendo. Todo dia acordo com um número maior de mensagens do que no dia anterior. Eu estou bem tranquilo porque sei que não estou errado, mas me assusta a quantidade de mensagens de ódio nas minhas páginas pessoais. Além de criticar o que eu falei, muitos chegam a inventar histórias… Já reportaram que a escola contratou uma “professora travesti” para dar aula às crianças, o que não tem um pingo de verdade — lamenta Nino.

Questionado se já havia sofrido ataques dessa natureza antes, por conta de seu trabalho com drag queen, o artista disse que, nessa proporção, a experiência negativa é inédita:

— Não é todo dia que o Jair Bolsonaro publica um vídeo meu. A repercussão, depois disso, extrapolou Juiz de Fora e ganhou um tamanho que eu não imaginava — conta ele.

Na página Femmenino no Facebook, ele postou um vídeo no qual responde a alguns dos comentários que recebeu. O vídeo tem, até o momento, mais de 230 mil visualizações.

Queremos acabar com a família? Sim, mas apenas com um tipo de família, é um formato muito específico de família patriarcal que mantem homens e mulheres presos em padrões do passado“, diz o artista.

CRUZADA MOVIDA POR VEREADORES

Dois vereadores da cidade entraram com pedidos de moções de repúdio ao programa com a drag queen. André Mariano (PSC), que é do mesmo partido de Bolsonaro, e José Fiorilo (PTC) tentaram aprovar as moções na Câmara Municipal de Juiz de Fora em uma audiência realizada na última terça-feira, dia 17. No entanto, após a pressão de moradores da cidade, que protestaram dentro da Câmara na hora da votação, os dois vereadores retiraram as moções.

— O vereador André Mariano fez questão dizer que retiraram apenas provisoriamente. Então, estamos em cima para acompanhar o desenrolar dessa história e ver se esse pedido de repúdio volta à Câmara — afirmou Matheus Brum, ex-aluno da UFJF que organizou a manifestação contra a iniciativa dos vereadores.

Brum conta que cerca de 300 pessoas participaram do protesto e que, antes mesmo da votação desta terça, os vereadores haviam tentado aprovar as moções na noite de segunda-feira.

— Tentaram aprovar “na calada” — diz o jovem. — Mas outro vereador conseguiu adiar, e, em menos de 24 horas organizamos uma manifestação, porque a comunidade LGBTTI [sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexos] de Juiz de Fora é muito unida e consciente de seus direitos.

André Mariano é o mesmo vereador que levou o projeto “Escola sem partido” para a cidade e é autor da lei que instituiu 31 de outubro como Dia Municipal da Proclamação do Evangelho.

— Ele é um velho conhecido nosso, que traz à Câmara pautas que, para nós, não fazem nenhum sentido — destaca Brum.

CONSELHEIRO TUTELAR ACIONA MPF

A grande repercussão do vídeo também fez o conselheiro tutelar da cidade Abraão Fernandes Nogueira enviar um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) que pede a apuração da conduta da escola e da drag queen. No documento, Nogueira considera que o artista desrespeitou a legislação municipal e nacional que determina as normas de proteção aos direitos de crianças e adolescentes.

“Em determinado momento, a drag deixa transparecer a questão da ideologia de gênero, ao dizer que não existe questão de brinquedo de menino e de menina. E ao dizer ‘Toma família brasileira’ se torna um desrespeito, porque todas aquelas crianças são parte de uma família. A gente não está sendo homofóbico, nem discutindo diferentes formas de famílias. O artigo 22 do ECA destacou o direito de guarda dos pais e o Estado não pode ir na contramão do direito fundamental do pai e da mãe sobre como educar o filho”, escreveu o conselheiro, no ofício.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se posicionou a favor da universidade, afirmando, em nota publicada na última segunda-feira, que declara “apoio ao material produzido pela UFJF” e que “fomentar a reflexão sobre gênero nas escolas é contribuir para a descontrução da cultura do machismo, para o combate à LGBTfobia e para o reconhecimento da diversidade e e respeito aos direitos humanos”.

‘NÃO HOUVE DESRESPEITO’, DIZ ADVOGADA

Integrante da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da OAB-JF, Joana de Souza Machado explica que a instituição decidiu se manifestar publicamente porque vê com bons olhos a iniciativa da escola e da UFJF de discutir questões de gênero com crianças, considerando, assim, sem fundamento o pedido do conselheiro tutelar para que seja movida uma ação.

— Quando a gente vê esse vídeo, a primeira percepção é de que a escola teve uma iniciativa junto à universidade de abordar a identidade de gênero com as crianças, com conteúdo apropriado e que não desrespeitou as crianças em nenhum momento — afirma Joana. — A gente sentiu a neccesidade de se posicionar porque o vídeo não traz nenhum desrespeito. Questiona apenas, de forma muito clara, a imposição sobre meninas e meninos em relação aos brinquedos que devem escolher e a todas as escolhas que devem fazer na vida. Essa imposição de que meninas são mais apropriadas para escolher certas coisas e meninos, outras, muitas vezes limitam as pessoas. É um questionamento que a gente considera válido e está em acordo com a Constituição.

Joana também critica o termo usado pelo conselheiro em seu ofício ao MPF, no qual escreve “ideologia de gênero”. De acordo com a advogada, esse conceito não existe.

— É muito preocupante quando um conselheiro tutelar, que deveria cuidar de crianças e adolescentes, se vale de uma expressão completamente equivocada como “ideologia de gênero”. Esse conceito não existe, porque gênero não se constrói ideologicamente. Só existe no meio eleitoral, para políticos promoverem ódio — considera Joana. — [Ele] é alguém que traz esse preconceito para o cargo que ocupa. Isso é perturbador.

Para a advogada, as chances de o MPF aceitar o pedido do conselheiro e de fato mover uma ação são pequenas.

— Todo cidadão, independemente do cargo, pode pedir uma ação ao MPF. Mas o órgão vai analisar se o pedido traz algum fundamento. A nossão avaliação é de que esse ofício deve ser arquivado, porque não conseguimos ver fundamento para prosseguir. Seria “tribunalizar” o ambiente escolar, o que não traria nenhum benefício — avalia ela.

CONSELHEIRO JÁ É INDICIADO POR RACISMO

Esse mesmo conselheiro tutelar está sendo indiciado por injúria racial. Abraão Fernandes Nogueira é acusado de ofender uma mulher negra de 25 anos. A fotógrafa Mariana Cristina Dias Martins registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar de Juiz de Fora alegando ter sido vítima de racismo. No documento, ela informa que, na última segunda-feira, dia 16, durante uma discussão entre várias pessoas no Facebook, Nogueira enviou a ela mensagens privadas dizendo que ela tinha “cor de bosta”.

Ainda segundo o texto da ocorrência, o conselheiro disse a Mariana que “ela deveria se cuidar melhor, pois devia esconder um monte de coisas na cabeça, menos pente e shampoo”. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil.

Após a enxurrada de comentários na internet sobre o vídeo com a drag queen Femmenino, a UFJF também se posicionou em sua página no Facebook:

“Prezados e prezadas, apreciamos a discussão de ideias. As manifestações a respeito do vídeo certamente serão objeto de discussão e análise pelos responsáveis. Mas comentários homofóbicos, que contenham palavrões, injúria ou firam a política de comentários da página serão excluídos. Temos cópia de todos eles para não haver dúvidas sobre o procedimento adotado, como a exclusão das manifestações ‘tem de fuzilar’, ‘poderia jogar gasolina no próprio corpo’. #VaiTerDragSim.”

A reportagem do GLOBO teve acesso à informação de que o reitor da universidade, Marcus David, faria uma reunião com os dois vereadores que pediram moções de repúdio em relação ao programa da instituição. Tentamos confirmar a informação com a universidade, mas, até a presente publicação, não tivemos retorno.</span>

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No vídeo do programa “Na hora do lanche” em comemoração ao Dia das Crianças, a drag queen Femmenino entrevista alunos do Colégio João XXIII, em Juiz de Fora, sobre o que eles querem ganhar de presente

– Um Atlas que ensina errado?

Dias atrás, comprei para minha filha o “Meu Primeiro Atlas em 3D”, da Editora Happy Books. A Marina tem 8 anos e adora mapas, globos terrestres (tem 5, é mole?) e está craque em capitais de países e estados.

Mas não é que hoje, estudando por conta própria Geografia com ela (sim, sobrou tempo no domingo para isso) descobrimos que, no Atlas, está escrito que a América do Norte agrupa 23 países?

Isso mesmo: 23 (vinte e três)! Ora bolas, são apenas 3 (três) nações: México, Estados Unidos e Canadá. E aqui nem adianta falar que houve a confusão com a América Anglo-Saxônica (que são os de colonização de língua inglesa: Canadá e EUA) ou América Latina (do México para baixo) ou ainda a América Central, ou Inteira, ou blá-blá-blá!

Ô caríssima Happy Books, cuidado na revisão. Não se pode ensinar as crianças errado. E custou caro: R$ 49,00!

– As inúmeras demissões da Estácio teriam relação com a nova lei trabalhista?

Um ambiente de crise ou simplesmente redução de custos?

A Universidade Estácio de Sá demitiu, ao todo, 1200 professores. No Rio de Janeiro, se especula é que a instituição quer aproveitar a nova lei trabalhista para reduzir os encargos com docentes.

Compartilho, extraído de:  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/12/08/suspensao-demissoes-professores-estacio-rio-de-janeiro.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE PARTE DAS DEMISSÕES NA ESTÁCIO; EMPRESA VAI RECORRER

A Justiça do Trabalho suspendeu, na quinta-feira (7), parte das demissões da universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-Rio (Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região). A decisão é liminar (provisória), e a universidade pode recorrer.

Segundo o Sinpro-Rio, que entrou com a ação civil pública contra as demissões, a decisão vale para a capital do Estado e os municípios de Itaguaí, Paracambi e Seropédica, cidades cujos professores são representados pelo sindicato.

Ao todo, cerca de 400 professores foram demitidos no Estado do Rio de Janeiro, segundo o Sinpro-RJ, mas a entidade não soube informar quantos destes foram beneficiados pela suspensão, já que parte deles trabalha em unidades de outras cidades.

“Não houve nenhuma homologação das demissões, então todos eles [professores], teoricamente, continuam na empresa”, disse à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (8) o diretor jurídico do Sinpro-Rio, Elson Simões de Paiva, que pela manhã esteve em manifestação que reuniu cerca de 200 professores em frente à sede da Estácio no Rio de Janeiro.

Paiva disse, ainda, que os mais novos entre os professores desligados que recorreram ao sindicato tinham cerca de 10 anos de casa. “Claramente o intuito [da Estácio] é mandar embora os professores mais antigos, que têm salário maior, e contratar outros com salário menor ou até os mesmos pagando menos.”

EMPRESA DIZ QUE VAI RECORRER

A Estácio afirma que vai recorrer da decisão e que “suas medidas foram tomadas com total amparo da lei”.

A Justiça determinou a suspensão até que a universidade apresente a lista de professores demitidos, os termos de rescisão dos contratos e a lista de professores que serão contratados ou recontratados, de acordo com o sindicato.

Segundo a entidade, a Estácio tem “o prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil, e no mesmo valor para cada dispensa procedida até o fornecimento dos documentos”.

Sobre a pena, a Estácio afirma que “desconhece qualquer legislação que a obrigue apresentar a relação dos profissionais desligados”.

1.200 DEMITIDOS

Segundo informação do jornal “O Globo” publicada no começo da semana, a Estácio demitiu 1.200 professores de unidades de diversos Estados. A universidade possui cerca de 10 mil docentes, ao todo.

A Estácio nega que as demissões tenham sido motivadas pela reforma trabalhista, e diz que os profissionais que forem contratados seguirão o mesmo regime de trabalho dos professores demitidos.

“É importante lembrar que a legislação brasileira determina que eventuais desligamentos de professores só ocorram em janela muito restrita, o que faz com que o volume de desligamentos fique concentrado em curto espaço de tempo”, afirmou a empresa.

Em nota ao mercado na quarta-feira, a companhia afirmou que os desligamentos faziam parte de uma reestruturação da base de docentes que resultará na substituição dos profissionais.

AÇÃO EXTINTA UM DIA ANTES

A decisão favorável obtida pelo Sinpro-Rio marca uma reviravolta em relação à ação civil pública movida na quinta-feira pela CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) na 13ª Vara do Trabalho de Brasília, que foi extinta no mesmo dia.

A CSB pedia a reintegração dos cargos e suspensão das demissões, mas a juíza Ana Beatriz do Amaral Cid Ornelas questionou a legitimidade da entidade como autora da ação por representar outras entidades sindicais e não trabalhadores a que elas se filiam.

(Com Reuters)

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– A licença de um treinador de futebol custa caro ou não?

Em entrevista ao Bola da Vez da ESPN, segundo Jorge Nicola, o treinador corintiano Fabio Carile disse que para se ter todas as licenças para técnico de futebol a pessoa tem que investir R$ 50.000,00, e isso seria um problema.

Pense: qualquer graduação que você faça, para ter o diploma, custará quanto?

Para um treinador de divisões menores, é caríssimo. Mas será que para Luxemburgo, Cuca, Abel e tantos outros caríssimos “professores”, tal valor é tão significativo? Quanto ganham por mês?

É para se pensar…

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– Os atrasados do ENEM

Cada vez mais, e costumeiramente todo ano, todos os alertas são dados aos candidatos que prestarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio: “chegue adiantado”, “os portões se fecham tal horário”, “etc e etc”.

Bem se sabe que o número de atrasados continua sendo enorme, e os motivos da não chegada ao horário limite vão desde contratempos a relaxos.

Neste ano, com a febre de memes, muito foi produzido sobre alunos desesperados. Talvez a foto que mais vi na Internet seja essa da aluna carioca, que viralizou na rede, abaixo (do Dia.com).

Dá pena, mas… é sempre bom reservar o dia exclusivamente para o ENEM.

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– Ver os Estudantes se Esforçando para o ENEM lembra o quê?

Neste final de semana teremos a realização do ENEM.

Ao ouvir estudantes entrevistados, as falas, ansiedades e vozes, não dá uma saudade do tempo de vestibulando? Uma certa nostalgia de uma época gostosa (dura, mas gostosa) que não voltará nunca mais…

Me recordo de cada prova, das preparações, angústias e celebrações para o Vestibular. A melhor: o tema “Privatização X Estatização”, Unicamp, vestibular para Economia!

Gozado, mas dá saudade…

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– Ser contra, a favor ou neutro à Ideologia de Gênero defendida por Judith Butler

Judith Butler, 61 anos, é uma filósofa americana conhecida internacionalmente. É dela o trabalho “Undoing Gener” (Desfazendo o Gênero), e se tornou ídolo “queer” (pessoas adeptas a um movimento onde se defende que a orientação e a identidade sexual – que julgam ser coisas separadas – são resultado da construção social da pessoa).

Ela é uma das defensoras da Ideologia de Gênero, tão polemizada nos últimos tempos, e estará no Sesc Pompéia entre o dia 07 e 09 de novembro, juntamente com outros professores, no evento “Os Fins da Democracia”, que falará amplamente de diversos assuntos da Sociedade.

Entretanto, há uma grande manifestação de pessoas contrárias à vinda dela em nosso país. Outros, simpatizantes das suas ideias e dos seus ideias, prometem fazer uma recepção digna de pop star à teórica.

Claro, existem ações extremadas de radicais dos dois lados, mas o mote é outro: defensores da Ideologia de Gênero têm Judith como um símbolo da causa. Respeito quem pratica essa Ideologia (a de que crianças nascem e se definem meninos héteros ou meninos gays, idem às meninas ou ainda se tornam sem identidade e orientação sexual e que conformem crescem podem ser moldadas). Mas importante: respeitar não é defender ou fazer apologia!

Assim como discordo (embora respeite democraticamente quem defenda) a Ideologia de Gênero, posso (e é meu direito) expressar que defendo, faço apologia, luto pela causa de que a família nuclear constituída por pai, mãe e filhos (meninos que crescerão homens e gostarão de mulheres e meninas que crescerão mulheres e que gostarão de homens) é a coisa natural e correta.

Ué, por que uma senhora do movimento queer pregando que a sexualidade é construída ao longo do tempo e que criança não é menino e nem menina, mas meninx (detesto essa moda do x para dizer que não tem sexo definido), pode estar certa para alguns, e eu, católico, casado e pai de duas lindas filhas crianças não posso pregar que o ideal é que minhas meninas um dia casem com homens honrados, respeitosos, trabalhadores e que constituam uma linda família me dando netos tão maravilhosos quanto elas são?

Se você olhar pela ótica cristã, Deus fez o homem e a mulher, mandando-os que povoassem a Terra (claro que Adão e Eva na Bíblia representam os primeiros homens e as primeiras mulheres, o Catolicismo sabe que essa forma foi a encontrada pelos autores do Gênesis para apresentarem um Deus Criador e Senhor). É meu direito ter crença, acreditar na minha Fé e fazer disso a minha verdade (é inclusive garantia inconstitucional de um Estado que é laico – laico não significa ateu, mas independente/ neutro na acepção da palavra). É natural, então, que homens se casem com mulheres e tenham filhos, na minha verdade (na nossa e da maioria), que é diferente da verdade defendida por Butler e seus seguidores. Há de se permitir a fala de todos, mesmo discordando.

Entretanto, se alguém entende que criança nasça com o sexo a definir em identidade (se vai escolher ser homem ou mulher) e em orientação (se vai querer gostar de homem ou de mulher ou de qualquer outra identidade criada), deve-se respeitar. SÓ QUE… Não venha me impor tal verdade – que é a do pessoal que defende a Identidade de Gênero! Assim como querem ser respeitados, que respeitem quem pensa como eu. Em hipótese alguma isso deve ser levado às escolas como método de tratamento aos nossos inocentes e ensino às criancinhas.

Parem URGENTEMENTE de confundirem a cabeça dos pequenos e sexualizar tão precocemente nas instituições de ensino. Desenvolvimento e orientação sexual não é para tal ambiente, mas sim para os pais e mães ensinarem. Escola é para ensinar Matemática, Geografia, Português, História, Sociologia, Política (apartidariamente). Essas outras coisas ensinam-se em casa!

Com pesar, parece que o sexo se tornou a coisa mais importante do mundo. Estamos virando uma nação de tarados?

Deixem Judith Bluter falar aos seus adeptos e seguidores. Eu, você que pensa como eu, católicos, evangélicos, judeus, ateus e agnósticos e tantas outras pessoas (a maioria delas) que entende ser errado querer IMPOR a Ideologia de Gênero nas instituições públicas de ensino, ignorem a filósofa (não por ser queer, mas pelo seu ideário).

Vivemos de fato uma democracia torta. Está virando pecado pensar diferente daqueles que querem impor a sua cultura. A pessoa pode defender a ideologia de Gênero pois vivemos uma democracia; mas eu não posso criticar, e vivo nessa mesma democracia?

Aí a gente fica louco… Simplesmente e no português “das ruas”: quem gosta, se delicie. Quem é contra, não se contamine por esses propósitos. E “cada um no seu quadrado”.

O que não pode, insisto, é essa maldita IMPOSIÇÃO de que a criança deve escolher o seu sexo no comportamento do dia-a-dia e que tipo de sexo quer fazer. Deixem as crianças serem puras, inocentes e infantis.

Por fim: eu não quero professor (eu sou professor!) falando às minhas filhas que elas podem ser meninos e gostarem de meninos e meninas. Repito: não é esse o papel das escolas.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Um Laboratório para Estudantes de Administração de Empresas?

Recebi a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:

Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas? (Henrique, via e-mail)

Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha.

É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

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– O número de Analfabetos no Brasil: que vergonha!

Não dá para aceitar que, em pleno século XXI, o analfabetismo seja um problema em nosso país.

A média da população (sempre contando acima de 15 anos, pois menor do que essa idade está em processo de alfabetização) é de 11,4%.

E sabe onde o analfabetismo é maior? Em Alagoas (20%), terra de Fernando Collor e Renan Calheiros!

Abaixo, extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/10/10/analfabetismo-no-ne-entre-pessoas-acima-de-15-anos-e-dobro-da-media-do-pais.htm?utm_content=geral&utm_campaign=twt-noticias&utm_source=t.com&utm_medium=social

ANALFABETISMO NO NE ACIMA DE 15 ANOS É DOBRO DA MÉDIA DO PAÍS, DIZ ESTUDO

Por Felipe Redondo

Mais de 16% da população do Nordeste acima de 15 anos é analfabeta, mostrou um estudo da Fundação Abrinq baseado em números do Pnad 2015 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e apresentado nesta terça-feira (10).

No entendimento da fundação, este e outros números regionais da educação brasileira podem dificultar que o país alcance as metas assumidas em 2015 nos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo o levantamento, o analfabetismo atinge 8% da população brasileira acima de 15 anos. Na região Nordeste, porém, a taxa é mais do que o dobro da média nacional: 16,2%. Apenas a região Norte, com 9,1%, também tem um índice de analfabetos acima da taxa brasileira.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais – Brasil e regiões:

Brasil: 8,0%

Nordeste: 16,2%

Norte: 9,1%

Centro-Oeste: 5,7%

Sudeste: 4,3%

Sul: 4,1%

Fonte: IBGE-Pnad

Não por coincidência, os cinco estados que concentram a maior taxa de analfabetismo do país estão no Nordeste, com Alagoas chegando a 20% de população não alfabetizada acima de 15 anos. Maranhão, Piauí, Ceará e Paraíba completam o ranking dos estados mais mal colocados.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos – Estados:

Alagoas: 20%

Maranhão: 18,8%

Piauí: 18,2%

Ceará: 17,3%

Paraíba: 17,1%

Fonte: IBGE-Pnad

Entre os estados, as menores taxas de analfabetismo da população acima de 15 anos estão no Rio de Janeiro e Distrito Federal: 3% em ambos. Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina vêm em seguida, cada um com 3,5%.

“O indicador de analfabetismo entre a população maior de 15 anos é capaz de mensurar a população adulta analfabeta, ou seja, aqueles que não foram alfabetizados nem enquanto estavam em idade escolar e/ou posteriormente. Além de adolescentes e jovens que, idealmente, até o final do Ensino Fundamental, ainda não haviam sido devidamente alfabetizados”, informa o estudo.

Norte tem pior índice de analfabetismo entre crianças e adolescentes

Entre jovens entre 5 e 17 anos, os índices de analfabetismo também se mostram bem superiores nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente 15,6% e 13,9%. A média nacional é de 11,4%.

Percentual da população entre 5 e 17 anos não alfabetizada – Brasil e regiões:

Brasil: 11,4%

Norte: 15,6%

Nordeste: 13,9%

Centro-Oeste: 10,3%

Sul: 9,5%

Sudeste: 8,9%

Fonte: IBGE-Pnad

Na mostra por estados, o Maranhão lidera o índice negativo com 18,7% de crianças e adolescentes não alfabetizados, seguido por Pará, Alagoas, Acre e Rio Grande do Norte.

Entre os mais bem avaliados, Minas Gerais é quem tem a menor taxa de analfabetismo do país para pessoas entre 5 e 17 anos: 8,2%. Paraná (8,3%), Rio de Janeiro (8,9), Distrito Federal (9,1%) e São Paulo (9,2%) aparecem em seguida.

Dificuldades para cumprir as metas

O levantamento da Abrinq tem por intuito discutir as metas assumidas pelo Brasil nos ODS, especificamente o ODS4 (garantia de educação inclusiva e equitativa de qualidade) e o ODS8 (erradicação do trabalho infantil, entre outros pontos). Na avaliação da fundação, as discrepâncias entre os estados e regiões nos índices levantados podem dificultar o alcance dos objetivos firmados até 2030.

As metas do Brasil nos ODSs se associam também aos objetivos traçados em 2014 no PNE (Plano Nacional de Educação). Uma das metas do Plano é erradicar o analfabetismo absoluto no Brasil até 2024.

“A maior preocupação recai sobre as condições de vulnerabilidade de algumas regiões, com indicadores bastante discrepantes da média nacional”, afirma Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. “Não deixar ninguém para trás significa assegurarmos o acesso à educação pública de qualidade para todas e todos. Isso é condição fundamental para o desenvolvimento sustentável no Brasil”.

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– O Ensino Religioso nas Escolas: o que você pensa?

Claro que ensinar bons valores, falar de Deus, propagar a paz é bom. Indispensável. Mas alguns “poréns” a serem discutidos sobre a disciplina “Religião” nas Escolas:

1- A introdução do ensino religioso nas escolas públicas contará com professores especializados (teólogos) e preparados para alunos (e não necessariamente fiéis)?

2- A permissão para que os alunos que não queiram participar das aulas saírem da sala não ocasionará casos de “classes vazias” e/ou constrangimentos, com público diminuto demais (valeria ainda a idéia da introdução da aula de religião em substituição a outra?)

3- E a profissão de fé a ser escolhida: Umbanda, Budismo, Islamismo, Judaísmo? E se for Cristianismo, seria Católico, Evangélico ou Ortodoxo? O Ecumenismo foi descartado?

Enfim, repito: a religião é algo para pacificar, trazer mensagens de amor e unir (independente de qual seja). O problema é agradar as diferentes crenças e fazer com que os alunos não crentes em determina fé não reclamem da escolha ofertada pela instituição de ensino.

Enfim: independente das escolas oferecerem (nesse complicado cenário) as aulas de religião, fica o lembrete: a Igreja, a família e a comunidade são as primeiras evangelizadoras do aluno. Sem contar, claro, o ensino da ausência de fé (ateísmo) ou do não crer mas não duvidar (agnóstico), que se deve respeitar dentro do espírito democrático no nosso país.

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