– O Banimento dos Celulares das Salas de Aula

Leio que a França quer banir telefones celulares nas escolas do país, a fim de não atrapalhar o aprendizado dos estudantes (com a distração comum proporcionada) e tampouco tirar a concentração dos professores durante as aulas.

Eu acho ótimo! O problema é: como fiscalizar? Infelizmente, por mais que se peça, é difícil fazer com que todos os alunos desliguem os aparelhos ou que tenham absoluta atenção nas aulas, sem dar uma olhadela sequer no WhatsApp!

E se fosse aqui no Brasil?

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– As aulas virtuais, enfim, serão consideradas oficialmente como carga horária (exceto provas).

Com a pandemia, a Rede Pública de Ensino virou um caos! Professores tendo que se desdobrar, alunos tentando aprender (alguns com muito esforço, outros sem interesse algum) e as mídias sendo o canal condutor entre mestres aprendizes.

Pais queixando-se da qualidade de ensino, já que Prefeituras e Estado tiveram muita dificuldade nessa adaptação (melhor sucedida nas escolas particulares, devido a rapazes de readequação).

Agora, o MEC “bate o martelo” e autoriza: as horas remotas serão consideradas “aulas dadas”.

Extraído de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/06/02/mec-autoriza-que-atividades-remotas-passem-a-valer-como-carga-horaria.ghtml

MEC AUTORIZA QUE ATIVIDADES REMOTAS PASSEM A VALER COMO CARGA HORÁRIA

Aulas estão suspensas em todo o Brasil desde março; MEC homologou parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com a supressão de um trecho: o que trata de avaliações e exames.

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com regras sobre a educação na pandemia, suspendendo o trecho que falava sobre avaliações e exames, e mantendo a autorização para que as atividades remotas passem a valer como carga horária.

Com isso, as escolas têm mais um recurso para cumprir o mínimo de horas letivas exigidos por lei. Em 1º de abril, uma medida provisória estipulou que em 2020 as escolas deverão cumprir o mínimo da carga horária, mas não o de dias letivos.

Desde março, as aulas estão suspensas em todo o Brasil. Um levantamento do G1 apontou que 16 estados planejam considerar atividades remotas como carga horária do ano letivo – equivalendo-as às aulas presenciais: AC, AP, AM, CE, GO, MA, MG, MS, PB, PR, PI, RN, RS, RR, SP e SC. A medida é criticada por especialistas, que avaliam que a qualidade do ensino remoto organizado às pressas não é a mesma do ensino presencial (leia mais abaixo).

O documento do CNE havia sido aprovado em 28 de abril, mas a validação ocorreu mais de um mês depois. O despacho está no “Diário Oficial da União” de segunda-feira (1º).

O documento homologado pede que as escolas levem em consideração a situação de cada estudante e da família, para evitar o aumento da desigualdade e da evasão escolar. Mas com a suspensão do trecho de avaliações e exames, as redes de ensino seguem sem definição sobre como vão mensurar a aprendizagem dos alunos durante e depois da quarentena. O trecho suspenso foi submetido a nova avaliação do CNE.

Para repor a carga horária no retorno às aulas, o documento homologado pelo MEC sugere o uso de períodos como férias, sábados e também o aumento do horário de atividade escolar. Para a educação infantil, são recomendadas atividades educativas para que as famílias e as crianças não percam o contato com a escola. Já nos primeiros anos do ensino fundamental, foi recomendado o acompanhamento da família, e atividades que não pressuponham a substituição dos professores pelos responsáveis pelo estudante.

A decisão de suspender as aulas presenciais foi tomada pelas redes de ensino entre 11 e 23 de março. Desde então, cada estado e município tem se organizado para oferecer atividades remotas aos estudantes, mas sem que haja uma coordenação nacional que garanta isonomia de aprendizagem.

Alguns estados e municípios adquiriram conteúdo de empresas privadas que fornecem educação a distância, seja por meio de plataformas online, ou até televisão e via rádio. Em outros casos os próprios professores viraram youtubers e passaram a produzir aulas online, sem que antes recebessem treinamento.

Um levantamento nacional feito pelo G1 e publicado em 21 de maio aponta o cenário da educação do Brasil durante a pandemia. Apesar dos esforços das redes e dos docentes para manter o ensino e a aprendizagem, estudantes relatam falta de acesso a computadores, internet, falta de espaço adequado para estudar em casa e, mesmo quando há toda a estrutura, eles dizem ter dificuldade de acompanhar as aulas. Graciela Fell, que tem uma filha matriculada na rede estadual de Santa Catarina, relatou à reportagem que “está sendo uma educação de faz de conta.” Já a professora Tassiane Barreto, de Sergipe, avalia: “A rede pública parou”.

Em meio ao cenário de incertezas, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) segue sem data para ser aplicado – a prova é usada como critério de seleção em diversas universidades públicas e particulares. O cronograma deverá ser definido em uma enquete com os candidatos inscritos através da página do participante.

Cursos de graduação podem ofertar até 40% de aulas a distância ...

 

– Você sabe quais são as piores faculdades do Brasil?

De 2109 instituições de ensino superior avaliadas pelo MEC, mais de 300 foram consideradas insatisfatórias.

Sabe quais são elas?

O link está em: https://exame-abril-com-br.cdn.ampproject.org/c/exame.abril.com.br/carreira/as-piores-faculdades-do-brasil-segundo-avaliacao-do-mec/amp/

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– As consequências do bullying nas notas das crianças!

Um alerta para os pais: como o bullying está cada vez mais frequente nas escolas e como isso reflete no rendimento dos pequenos.

Extraído de Revista Veja, ed 2516, pg 84-85.

ALERTA: O BULLYING PROVOCA NOTA BAIXA

Estudo realizado ao longo de 25 anos comprova que agressões sofridas na escola prejudicam o rendimento acadêmico das vítimas

Por Filipe Vilicic, Talissa Monteiro

O bullying já foi apontado como causa de depressão, ansiedade, obesidade e sentimento de solidão em crianças. Ainda que o termo, cunhado nos anos 70 pelo psicólogo sueco Dan Olweus, descreva qualquer ataque que use a força ou a coerção para intimidar e ameaçar alguém, ele é frequentemente associado aos “valentões” que humilham meninos e meninas na escola. Gagueira, uso de óculos com lentes grossas, características físicas ou mesmo (ironia que a inveja pode explicar) um desempenho escolar acima da média costumam motivar as agressões — verbais em 77% das situações, físicas no restante. Estudos realizados pela Associação Americana de Medicina chegaram a revelar que o trauma pode ser tão grave que as vítimas têm até três vezes mais risco de pensar em suicídio. Uma nova pesquisa, da Associação Americana de Psicologia, divulgada na última semana, descobriu outro efeito preocupante do bullying: as vítimas tendem a se sair pior em provas escolares e a odiar experiências acadêmicas. A conclusão veio de um estudo conduzido ao longo de 25 anos por psicólogos da Universidade do Estado do Arizona.

Desde 1992 os cientistas têm seguido a vida de 190 meninos e 193 meninas, do jardim de infância ao ingresso em um curso superior ou ao abandono dos estudos. A cada ano, os participantes respondiam a questionários e realizavam entrevistas, por meio das quais os pesquisadores conseguiam detectar experiências de abusos verbais e físicos. A frequência do bullying era, então, medida em uma escala que ia de 1 (quando a prática “quase nunca” ocorria) a 5 (“sempre”). Cerca de metade das crianças nesse ranking ficou nos níveis mais baixos de incidência. Contudo, o trabalho identificou que 20% dos alunos estudados em algum momento se viram vítimas de ataques crônicos e severos. Ao final, chegou-se a um resultado alarmante: um em cada quatro jovens que foram alvo de bullying apresentou desempenho acadêmico decrescente e se revelou menos engajado nasatividades escolares. Pelos relatos das crianças aos pesquisadores, evidenciou-se a relação direta entre os ataques e a desmotivação com o aprendizado.

Disse a VEJA a psicóloga americana Becky Kochenderfer-Ladd, a principal autora do estudo: “Já tínhamos indícios da ligação entre o bullying e a perda de motivação acadêmica. Faltava, porém, um acompanhamento prolongado da vida desses jovens.”  Segundo os psicólogos por trás da
pesquisa, ao contrário do que aponta o senso comum, o problema é recorrente entre os que estão na idade de frequentar o que no Brasil se chama ensino fundamental, e não no ensino médio. A porcentagem de casos severos caiu de 20% em crianças para 7% entre adolescentes. “Isso nos traz esperança, pois indica que alguns conseguem enfrentar e vencer esse mal ao longo da vida”, afirmou o psicólogo americano Gary Ladd, também autor da pesquisa.
Sim, a maldade, direcionada ao próximo — em geral alguém “diferente” do agressor e da maioria —, existe desde sempre, em todos os lugares.

Mas a internet serviu tanto para escancarar a questão como para fazer surgir uma modalidade nova e de enorme potencial: o cyberbullying.

Em 2011, por exemplo, um vídeo postado no YouTube deixou clara a dimensão que o assunto havia tomado. Nele, o estudante australiano Casey Heynes, então com 15 anos, aparecia sendo atacado pelos colegas de colégio por causa de sua obesidade. Naquele dia, ele resolveu reagir e agrediu os que o atacavam. Desde então, o vídeo foi visto quase 30 milhões de vezes e o caso se transformou em símbolo do problema. A história de Heynes, apesar de ter sido exposta na rede, ainda se enquadra na categoria mais comum de bullying: aquele cometido no colégio. Mesmo na era digital, é duas vezes maior o risco de uma criança ser agredida na escola do que na Web – por exemplo, por comentários maldosos no Facebook.

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– A letra Y é uma vogal ou uma consoante?

Sempre aprendi na escola que tínhamos 5 vogais: a, e, i, o, u. Mas nunca me perguntaram sobre o Y, que passou a fazer parte oficial do nosso alfabeto há pouco tempo.

No meu tempo, Y era uma semivogal com som de vogal. Ao menos, ERA…

Será que estou certo? Parece que não. Temos, então, 6 vogais?

Extraído de: https://aprenderportugues.com.br/y-e-vogal-ou-consoante/

Y É VOGAL OU CONSOANTE?

Talvez você nunca tenha se perguntado se a letra Y é vogal ou consoante? Mas não tem problema, nós criamos a dúvida e, em ato contínuo, trazemos a resposta para você.

Até o ano de 2009, a Língua Portuguesa possuía oficialmente 23 letras (A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, L ,M ,N ,O, P, Q, R, S, T ,U, V, X, Z), sendo 18 consoantes e 5 vogais.

Porém, no Brasil, após o advento do novo acordo ortográfico, foram introduzidas mais 3 letras, quais sejam: K, W e Y.

Atualmente, no Brasil, o alfabeto oficial é o seguinte: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L ,M ,N, O, P, Q, R, S, T ,U, V, W, X, Y, Z.

Antes mesmo da incorporação, comumente já víamos palavras estrangeiras sendo usadas com essas letras ao nosso redor. Veja alguns exemplos: Whisky, Km (quilômetro), Kaiser, Flanfklyn, Yoga, Web, Kart, Layout, Nylon, Wi-fi, Karaokê, Yakisoba.

Mas afinal… Y é vogal ou consoante?

Em que pese a polêmica que esta pergunta gerou entre os gramáticos e no público em geral, a maioria entende que a letra y (ípsilon) é uma vogal, que deve ser empregada com o mesmo som da vogal i.

Em razão disso, as vogais do nosso idioma são: A, E, I, Y, O, U.

Portanto, podemos usar corretamente, a título de exemplo, as seguintes palavras:

  • Yago
    Yasmin
    Yoga
    Youtube
    Yamaha

Existem ainda teses apontando que o y é uma semivogal e não uma vogal. Mas isso extrapola o nosso objetivo aqui.

Então, em meio a grandes polêmicas, devemos saber que a letra Y não é uma consoante.

O conhecimento de que ela é uma vogal já nos basta. Se você gostou deste conteúdo, então compartilhe-o com seus amigos. Propague o conhecimento!

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– O Dinamismo das Escolas Particulares versus as Universidades Públicas Federais durante a crise.

Por mais que os problemas enfrentados pelas instituições de ensino (de todos os níveis) durante a pandemia sejam grandes afinal, ela é algo inédito na nossa sociedade – boa parte das escolas está conseguindo usar a tecnologia para aulas virtuais ao vivo (diferente de EADs gravados) e criando novas metodologias.

Mas talvez a maior perturbação seja nas universidades privadas. O aluno paga e, logicamente, quer desconto por não ter um ensino presencial naquele momento. Nesses lugares, os coordenadores de curso estão vivendo muito pressionados, isso é óbvio. No entanto, estão conseguindo direcionar os esforços para os professores que merecem os aplausos; afinal, se reinventaram!

Me questiono – e vejo muita crítica quanto a isso (embora o burburinho seja menor pois não existe mensalidade) sobre a passividade nas Universidades Públicas. Aparentemente, estariam elas menos pressionadas para canalizar as aulas no método virtual, esperando a volta presencial.

Aguardemos!

Em tempo: não estamos citando “qualidade e pesquisa” das públicas e privadas, pois é outra discussão. Falamos de reinvenção prática e ágil!

Sala de aula virtual: o que é e como funciona

– Pelos Alunos e Professores

Nesta 4a feira, 13 de Maio (Festa da Virgem de Fátima), o Papa Francisco rezou com intenção especial aos estudantes e mestres:

“Rezemos hoje pelos estudantes, os jovens que estudam, e os professores que devem encontrar novas modalidades para seguir adiante no ensino: que o Senhor os ajude neste caminho, lhes dê coragem e também sucesso.”

De fato, em um período tão difícil de reinvenção dos profissionais de ensino, de adaptação dos alunos (de todos os níveis educacionais) e da busca das metodologias ideais, se faz necessário pedir a Graça da Iluminação do Espírito Santo!

– Professores Robôs?

Um assunto extremamente delicado foi trazido pela Folha de São Paulo neste final de semana: o uso da Inteligência Artificial para corrigir provas dissertativas via EAD, sem conhecimento dos discentes.

O uso da tecnologia deve sempre auxiliar o professor, não substitui-lo. Além do que, interpretar ideias e conceitos deve ser pelo auxílio humano, a fim de trazer um Feedback e melhor aprendizagem ao aluno.

Se verdade que professores estão sendo substituídos por robôs em correções sem prévio aviso aos estudantes, a situação é muito deselegante…

Abaixo, em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/05/faculdades-da-laureate-substituem-professores-por-robo-sem-que-alunos-saibam.shtml

FACULDADES DA LAUREATE SUBSTITUEM PROFESSORES POR ROBÔ SEM QUE ALUNO SAIBA

Docentes da rede que controla FMU e Anhembi Morumbi citam uso de inteligência artificial para correção de textos

Por Thiago Domenici

Alunos de educação a distância das 11 instituições ligadas à rede educacional Laureate no Brasil passaram a ter suas atividades de texto em plataforma digital avaliadas por um software de inteligência artificial. A mudança, porém, não foi comunicada aos estudantes.

A informação foi confirmada por cinco professores que falaram com a Agência Pública sob a condição de anonimato, temendo represália. “Os alunos não sabem, e assim somos orientados: não podemos informá-los e devemos responder às demandas como se fossemos nós, professores, os corretores”, diz Silvana (os nomes foram alterados).

A rede tem mais de 200 mil alunos no Brasil, onde é dona de FMU | FIAM-FAAM, Anhembi Morumbi, UNIFACS, UniRitter, FADERGS, UnP, UniFG, IBMR e FPB.

Documento interno obtido pela reportagem que trata do uso do corretor automático também confirma a situação: “Atenção: esta informação não deve ser compartilhada com os estudantes!”, registra o texto grifado em amarelo, que é parte do manual do LTI, o software de correção empregado, enviado aos docentes.

Procurada, a Laureate respondeu em nota que “acompanha e analisa as tendências do segmento educacional para disponibilizar à sua comunidade acadêmica o que há de mais moderno e inovador no mercado, incluindo a adoção de diversas tecnologias da informação e da comunicação, que apoiem as atividades pedagógicas e potencializem ainda mais a qualidade do ensino, como o uso de inteligência artificial. A organização reforça que faz parte da autonomia universitária de suas instituições encontrar recursos para melhorar a aprendizagem de seus alunos, tendo o professor como parte fundamental nesse processo. Todas as decisões estão pautadas nas diretrizes do Ministério da Educação (MEC), bem como seguem em conformidade com a legislação brasileira em vigor.”

O LTI funciona com palavras-chave, explica o professor Jonas. “Ele compara a resposta do aluno, atribuindo uma nota de acordo com a identificação que considera correta a partir dessas palavras.” Segundo eles, a correção não é imediata para que o aluno não perceba a utilização do robô, e a nota só é disponibilizada após alguns dias.

“O estudante está sendo enganado”, diz a professora Lorena, que afirma sentir-se mal com o fato. “A impressão é que a gente está lá só para inglês ver. Só pra eles usarem os nossos títulos e poderem validar os cursos no MEC.”

A denúncia atual chegou ao conhecimento da reportagem por meio da Rede de Educadores do Ensino Superior em Luta, espaço de articulação e mobilização política dos educadores e educadoras das instituições de ensino superior (IES) privadas.

Estudantes ouvidos pela reportagem alegam nunca terem sido informados da mudança.

Aluna do quinto semestre de turismo na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, na modalidade presencial, Mitie Nagano, 20, tem 20% das suas atividades da graduação realizadas no EAD. Ela relata que desde o início do curso a universidade não deixou claro como eram feitas as correções.

“Sabíamos que passavam por um filtro de professores que corrigiam, pelo que falavam antes. E não chegou até mim a informação de que isso mudaria e que passariam a usar inteligência artificial”, diz.

Portaria do MEC de dezembro de 2019 permite às instituições ampliar para até 40% o EAD na grade curricular, mesmo em cursos presenciais. Exige dos cursos, porém, critérios técnicos adequados e projeto pedagógico aprovado, além de estabelecer que mudanças no curso presencial precisam ser “amplamente informadas” aos alunos.

Assim como Mitie, que é representante de classe, outros dez estudantes confirmaram à Pública que nada sabiam sobre o uso do LTI em suas atividades de EAD.

“Acredito que é extremamente prejudicial não ter um profissional capacitado avaliando minhas produções acadêmicas”, reclamou Maurício, que faz direito na Anhembi Morumbi.

No dia 24 de abril, no atendimento online da Anhembi Morumbi, a estudante de jornalismo Joana perguntou como são as correções e foi informada de que são feitas por professores. “Então esse professor corrige todas as atividades dissertativas do EAD?”, indagou. “Isso mesmo”, foi a resposta, conforme mensagens mostradas à Pública.

João, outro aluno da FMU, diz que se sente inseguro com a situação. “Cria a dúvida qual base ele [LTI] está utilizando pra saber se é correto ou não? Nem sempre a produção de mais e mais correções vence a maior assertividade manual”.

Erick Quirino, 20 anos, estudante de jornalismo no mesmo campus que Mitie, também acha que o uso não informado do LTI prejudica os alunos.

“Se for alguma coisa que faça uma análise semântica básica, que caça palavras-chaves, o contexto da resposta se perde. E a proposta das questões dissertativas é justamente que cada aluno possa desenvolver a sua própria resposta e argumento”, avalia, criticando a falta de transparência.

O professor Jonas teme demissões com a ampliação do uso do LTI. Segundo ele, a interação com os alunos já é pequena e só acontece quando a nota é 6 ou inferior — seguindo orientação do próprio manual do LTI. “O aluno não aprende, não é possível dar um feedback. Iremos formar robôs.”

Os docentes apontam ainda outros problemas no uso do sistema. “Fui olhar atividade por atividade analisada pelo LTI. A maioria que tirou dez é tudo plágio. E tem estudante que tirou nota ruim, mas que tentou escrever”, diz a professora Lorena.

“Se antes, quando corrigíamos atividades, já era difícil manter a qualidade educacional, uma vez que havia professores com mais de 7.000 alunos, sem que isso passe necessariamente por uma avaliação humana é ainda mais sofrível”, afirma Silvana.

Ela alega que, nos treinamentos obrigatórios da Laureate, online, afirma-se que “a EAD não diminuiu o papel do professor, fundamental para a articulação e engajamento dos estudantes”. “Mas a verdade é que os alunos estão abandonados por um sistema robótico que não preza pela mesma qualidade que o trabalho do docente.”

Não há regulamentação específica para o uso de inteligência artificial no país. Atualmente, dois projetos de lei sobre inteligência artificial tramitam no Congresso Nacional, ambos de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

Um deles cria a Política Nacional de Inteligência Artificial, e outro estabelece os princípios para o uso dela no Brasil. Na justificativa, Valentim diz que visa assegurar que o desenvolvimento tecnológico ocorra de modo harmônico com a valorização do trabalho humano.

Questionado pela reportagem, o MEC afirmou que não funciona como instância recursal em matéria acadêmica.

“Caso a proposta pedagógica vier a prejudicar a qualidade do ensino ofertado, tais deficiências serão detectadas nos processos de regulação, e caberá ao Ministério da Educação adotar as medidas cabíveis, como ações cautelares de redução de vagas, suspensão de novos ingressos, dentre outras”, declarou.

Esta reportagem foi produzida pela Agência Pública e publicada em parceria com a Folha. Leia o texto completo em apublica.org.

Robôs podem começar a substituir professores em 10 anos, diz ...

– Um bate-papo em formato de aula sobre arbitragem de futebol!

Participem do Curso Livre de Jornalismo Esportivo da Rede Contínua e Cursos Prado! Muito bom.

Eu falei sobre Arbitragem nesta 3a feira na plataforma. Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=FYTO-SazklM&t=1077s

– Curso Livre de Jornalismo Esportivo pela Rede Contínua!

Participe!

Entre no Canal da Rede Contínua no YouTube e se inscreva neste Curso Livre de Jornalismo Esportivo com ótimos temas e boas dicas de pessoas que têm a teoria e a prática.

Eu estarei na 3a feira (15h). Na segunda-feira foi dia do Fernando Fontana e também teremos o competentíssimo Alex Fogaça. Tudo supervisionado pelo jornalista Flávio Prado.

Aproveite, é gratuito!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=G4Z2_GDw4fo&feature=youtu.be.

– Curso Livre e Gratuito de Jornalismo Esportivo

Olá amigos, a Rede Contínua promoverá através do jornalista Flávio Prado um excelente conteúdo sobre Jornalismo Esportivo. É um curso rápido, gratuito, que começará nesta segunda-feira.

Ótimos temas e gente qualificada estarão nele. Eu também participarei, falando sobre Arbitragem na próxima 3a feira. Inscrevam-se ao assistir a dica do Fernando Fontana.

Abaixo, em: https://youtu.be/Qx6v3c7wLIs

– Crianças aprendem cedo!

Sensacional!

A minha filha Estela tem 2 anos e está participando de uma aula virtual com os amigos! Viva a tecnologia e parabéns à boa escola!

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– Cresce Unschooling no Brasil.

Falamos sobre esse assunto tempos atrás. Mas com tanta gente em casa, precisando lidar com as crianças fora da sala de aula presencial, o tema volta à tona. Abaixo:

Nos EUA, os pais podem tirar os filhos da escola e ensiná-los em casa. Isso se chama Homeschooling. Aqui em nosso país, existe o Unschooling, que é algo bem diferente e polêmico.

Conheça (extraído de Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, Pg B8, 12/02/2017)

FAMÍLIAS ADEPTAS DA ‘DESESCOLARIZAÇÃO’ TIRAM FILHOS DO COLÉGIO EM SÃO PAULO

Por Ângela Pinho

Elas estão em bairros paulistanos como Aclimação ou Vila Madalena. Em cidades do interior como Joanópolis e Piracaia, ou do litoral, como Ubatuba. São filhos de artista, médica, economista, cabeleireiro, entre outras profissões. Em 2017, não vão tirar férias, matar aula, repetir ou passar de ano.

Mais de cinco séculos após o surgimento de escolas nos moldes atuais, pais de classe média e alta optam por tirar os filhos do colégio ou nem sequer matriculá-los.

São adeptos da chamada “desescolarização”, ou “unschooling”. Diferente do que ocorre na educação domiciliar, ou “homeschooling”, essas famílias não ensinam em casa a grade curricular. A ideia é, justamente, fugir de objetivos e regras da vida da escola.

As duas práticas costumam ser rejeitadas quando questionadas nos tribunais, por causa de artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz: “os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.

A interpretação jurídica do tema, porém, está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga ação sobre o ensino domiciliar e suspendeu a tramitação de processos em 2016.

PRECURSORA

A “desescolarização” não era um assunto para a educadora Ana Thomaz, 49, quando, nove anos atrás, seu filho, aos 13, pediu para sair do colégio. “Ele disse que sentia ter algo dentro dele que ele queria fazer, mas não tinha tempo”, diz ela. Um ano depois, Ana aceitou o pedido.

Na época, era a única entre seus conhecidos. Hoje, isso está longe de ser verdade. Na última quarta (8), mais de uma dezena de pais que tiraram ou pensam em tirar os filhos do colégio pegaram 7 km de estrada de terra para um encontro no sítio onde ela vive, em Piracaia (a 88 km de SP).

Ali, além de Ana, moram seu marido, suas duas meninas caçulas (o mais velho virou mágico e foi viajar) e outra família com dois filhos. Com idades de 5 a 10 anos, as quatro crianças nunca foram a uma escola. Aprenderam sozinhas a ler e escrever.

Com exceção de alguns compromissos fixos, como uma refeição no fim da tarde, não têm rotina pré estabelecida. A expectativa é desenvolver o potencial de criação e o que ela chama de “auto-responsabilidade”. Algo como um contraponto à atitude de esperar que outro pessoa –um professor ou chefe– determine a sua atuação. Isso, diz, vale para adultos e crianças.

NA CIDADE

Para ela, sair da escola é consequência da busca por outro modo de vida. Talvez por isso, quando o filme “Capitão Fantástico”, em cartaz, foi lançado, amigos lhe escreveram. A história mostra um pai que educa os filhos em uma floresta nos EUA. Ela rejeita a comparação com o personagem. “Ele é um escravo na luta contra o sistema. Não acho que meus filhos são melhores do que os que vão à escola. Não sou ativista”.

A realidade das famílias que praticam a “desescolarização” em São Paulo também é diferente da que mostra o filme. Exemplo é um grupo de crianças que se encontra semanalmente na Aclimação, na capital. Ele reúne 10 meninos e meninas de 3 a 16 anos, filhos de profissionais como médica, cabeleireiro, empresária e massagista.

Formada pela Faculdade de Educação da USP, Bia Conde faz uma espécie de tutoria para os “unschoolers”. Chegou a viver a experiência como mãe. Conta que tirou as filhas da escola quando tinham 4 e 6 anos, mas matriculou-as novamente sob risco de perder a guarda, após seu ex-marido entrar com uma ação.

No grupo que atende, ela dá orientações a partir dos interesses das crianças. Observa dimensões emocionais e intelectuais, diz, mas não segue um currículo escolar.

Uma das mães que a procurou é a médica Maria (nome fictício), que não quer ser identificada por medo das consequências judiciais. “Sempre fui boa aluna e gostava disso. Por isso, para mim, foi uma grande novidade quando vi que meus filhos não gostavam de ir à escola”, diz.

Quando ofereceu a eles a possibilidade de sair do colégio, o mais velho, adolescente, recusou. Está agora na faculdade. O mais novo, então com 8 anos, aceitou.

Faz aulas de música, programação e, a seu pedido, português e matemática com professor particular. Se quiser seguir o exemplo do irmão, precisará de um diploma de ensino médio. Para isso, ou terá de fazer supletivo, ou estudar para obter certificado.

Até o ano passado, uma nota mínima no Enem servia como certificação para maiores de 18 anos. Mas, para este ano, o governo vai retirar essa função do exame e criar uma prova específica para isso.

Se o conteúdo curricular até pode ser aprendido depois, a experiência de socialização da escola é única, dizem educadores contrários ao “unschooling”. “A grande vantagem da escola é a possibilidade de sair da família”, diz o filósofo e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro.

O convívio, porém, pode levar a conclusão diferente. A artista Leila Garcia, 53, tirou o filho da escola, em São Paulo, após episódios de bullying. “Não acho que a escola socialize. É um grupo de crianças juntadas aleatoriamente. Você sofre e no dia seguinte tem que estar de novo com o agressor.” Hoje, ela vive com o garoto, de 12 anos, em Ubatuba.

Os dois seguem uma programação de estudos, na qual ele escolhe o que vai aprender. Seu caso ilustra um consenso entre adeptos da “desescolarização” e críticos à prática: a necessidade de adulto por perto e de um ambiente que possibilite o desenvolvimento das crianças.

“Para recusar a escola e seguir no meu modo de criação, eu tenho que trabalhar menos e ganhar menos”, diz Leila. “Não é o mundo da fantasia.”

JUSTIÇA

Desde novembro do ano passado, todas as ações judiciais sobre educação domiciliar no país estão suspensas por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida é válida até o julgamento de um processo na corte, do qual ele é relator. A ação opõe o município de Canelas (RS) a pais que querem ensinar os filhos em casa.

Embora não trate do “unschooling”, a decisão pode dar uma sinalização jurídica para a prática. Os ministros do STF irão decidir se a educação pelas famílias pode ser tida como meio lícito para garantir o direito à educação. Diz o artigo 205 da Constituição: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Muitos dos pais que optam por tirar os filhos da escola dizem que a decisão tem mais a ver com a opção por um modo de vida diferente do que com a discordância em relação ao modelo tradicional de ensino.

“Minhas escolhas sempre tiveram o pressuposto da liberdade e, de repente, minha filha entrou em uma cadeia de comportamento em massa”, diz Dúnia La Luna, que prefere ser identificada pelo nome artístico, ao explicar por que desmatriculou a filha, com quem vive em Joanópolis, interior de SP.

De fato, o ensino formal molda uma socialização que ultrapassa a instituição escolar, diz a professora Carlota Boto, da Faculdade de Educação da USP. “Por exemplo, a ideia de colocar as pessoas em fila é um procedimento do qual a escola se vale e que organiza outras instâncias da vida social.”

“A escola se coloca como o anteparo entre a família e a vida social”, afirma. “Trata-se de uma instituição de transição entre a vida privada familiar e o mundo público.”

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– Como identificar crianças superdotadas?

Veja que interessante: o Conselho Brasileiro de Superdotação dá algumas dicas para observar se uma criança é superdotada de inteligência ou não.

Você sabia que o Brasil perde talentos por não identificar tais crianças?

QUEM É ELE?

A identificação do superdotado requer diferentes avaliações. Ele pode se destacar em uma ou várias áreas:

1) Acadêmica – Tira boas notas em algumas matérias na escola (não necessariamente em todas), tem facilidade com as abstrações, compreensão rápida, facilidade em memorizar.

2) Criativa – É curioso, imaginativo, gosta de brincar com ideia, tem resposta bem-humoradas e diferentes do usual.

3) Liderança – É cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é sociável e prefere não estar só.

4) Artística – É habilidoso em expressar sentimentos, pensamentos e humores através da arte, dança, teatro e música.

5) Psicomotora – É talentoso em esportes e atividades que requeiram o uso do corpo ou parte dele. Tem boa coordenação psicomotora.

6) Motivação – Torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, resiste à interrupção, facilmente se chateia com atividades de rotina, se esforça para atingir a perfeição e necessita de pequena motivação externa para completar um trabalho percebido como estimulante.

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– O novo modelo de concessão de bolsas de ensino da CAPES

Passou batido pelo excesso de notícias dos últimos dias, mas a CAPES iniciou o novo processo de distribuição de bolsas de ensino para Mestrado e Doutorado, baseando-se no IDHM da cidade onde o curso é ofertado e no desempenho do candidato.

Compartilho abaixo, extraído de: https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/03/06/capes-inicia-hoje-novo-modelo-de-concessao-de-bolsas-de-pos-graduacao.htm

CAPES INICIA NOVO MODELO DE CONCESSÃO DE BOLSAS

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) inicia hoje o novo modelo de concessão de bolsas de pós-graduação para mais de 350 instituições de ensino superior públicas e privadas do país. A distribuição será com base no desempenho acadêmico e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado.

A relação das bolsas de mestrado e doutorado será divulgada no site da autarquia. Elas estarão disponíveis para serem distribuídas pelos cursos aos estudantes em março. Essa é a primeira vez que a Capes define regras unificadas para a concessão do benefício. Serão redistribuídas 84,1 mil bolsas.

Não se tratam de novas bolsas, mas de bolsas existentes que serão redistribuídas de forma gradual de acordo com os critérios estabelecidos pela Capes. Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja este ano.

Cursos que perderem bolsas pelo novo cálculo, mas que estiverem com as bolsas ocupadas, permanecem com as bolsas até a conclusão das pesquisas, mas não poderão ofertar o benefício a novos estudantes.

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação têm uma determinada quantidade de bolsas de estudos. Se um bolsista conclui a pesquisa, a bolsa é repassada para um novo bolsista do mesmo programa.

Agora, as bolsas não permanecerão, necessariamente, no mesmo programa. Um curso de mestrado ou doutorado poderá perder ou ganhar bolsas de acordo com os critérios estabelecidos. Haverá uma transição para que os cursos não sejam prejudicados. Eles poderão perder, no máximo, 10% das bolsas ou ganhar até 30% das bolsas atuais.

Segundo a Capes, o modelo foi pensado para corrigir distorções. “O modelo revê, por exemplo, a distribuição de bolsas de estudos para cursos que possuem a mesma nota, estão na mesma área de conhecimento e localização geográfica, mas contam com quantitativos de bolsas muito diferentes. Também entram nesse contexto cursos de excelência com número de bolsas inferior ao de cursos com nota mínima permitida”, informou a autarquia.

Os critérios valem até fevereiro de 2021 e poderão ser revistos após esse período. As regras valem para o Programa de Demanda Social (DS), o Programa de Excelência Acadêmica (Proex), o Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e o Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (Prosuc).

Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

*Colaborou Mariana Tokarnia, repórter da Agência Brasil.

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– Crescendo, aprendendo e vencendo desafios!

Na vida, precisamos ser como as crianças: tentar, tentar e tentar… e depois tentar de novo!

Errar faz parte do crescimento, pois ajuda a aprender o que não se deve fazer para ter fracasso, corrigindo-nos para o sucesso. Com as orientações de mestres (no caso dos pequenos: os pais; dos alunos: os professores; dos empregados: os líderes), devemos sempre ouvir a voz dos que já conseguiram ou ao menos tentaram!

Riding a scooter in the square. Isn’t being a child overcoming challenges? / Passeando de patinete na pracinha. Ser criança não é vencer desafios?

– A Professora de Química e o seu Doutorando em área de guerra (literalmente).

E não é mentira a história que impressiona, entre uma professora protagonista com um “roteiro de filme para formar seu aluno”, que surgiu nos últimos dias. E que aconteceu há 5 anos, sem que ninguém soubesse!

Charlotta Turner, Professora de Química Analítica da Universitária de Lund, na Suécia, soube que seu aluno que orientava no Doutorado, Firas Mohsin Jumaah, não poderia concluir o curso já que por ser iraquiano, foi passar uns dias em seu país-natal e acabou cercado por uma célula do grupo terrorista Estado Islâmico, que dominou a região e impediu a saída de moradores.

Não é que a docente contratou, acredite, um grupo de mercenários que o retirou de lá, e trouxe a família dele para tranquilizá-lo?

Disse a professora:

“Fiquei chateada com a situação do Firas porque ele era meu aluno e era minha a responsabilidade por ele entregar a tese”.

Tal empenho da professora impressiona. Mas contratar mercenário para trazer o aluno de volta, nunca vi!

Abaixo, extraído do noticiário sueco, em: https://www.thelocal.se/20181213/lund-professor-freed-student-from-islamic-state-warzone

LUND PROFESSOR FREED STUDENT FROM ISLAMIC WAR ZONE

Charlotta Turner, professor in Analytical Chemistry, received a text message from her student Firas Jumaah in 2014 telling her to to assume he would not finish his thesis if he had not returned within a week.

He and his family were, he told her, hiding out in a disused bleach factory, with the sounds of gunshots from Isis warriors roaming the town reverberating around them. Jumaah, who is from Iraq, is a member of the ethno-religious group Yazidi hated by Isis.

“I had no hope then at all,” Jumaah told Lund’s University Magazine LUM. “I was desperate. I just wanted to tell my supervisor what was happening. I had no idea that a professor would be able to do anything for us.”
Jumaah had voluntarily entered the war zone after his wife had rung him to say that Isis fighters had taken over the next-door village, killing all the men and taking the women into slavery.

“My wife was totally panicking. Everyone was shocked at how IS were behaving,” he said. “I took the first plane there to be with them. What sort of life would I have if anything had happened to them there?”

But Turner was not willing to leave her student to die without trying to do something.

“What was happening was completely unacceptable,” she told LUM. “I got so angry that IS was pushing itself into our world, exposing my doctoral student and his family to this, and disrupting the research.”

She contacted the university’s then security chief Per Gustafson.

“It was almost as if he’d been waiting for this kind of mission,” Turner said. “Per Gustafson said that we had a transport and security deal which stretched over the whole world.”

Over a few days of intense activity, Gustafson hired a security company which then arranged the rescue operation.

A few days later two Landcruisers carrying four heavily-armed mercenaries roared into the area where Jumaah was hiding, and sped him away to Erbil Airport together with his wife and two small children.

“I have never felt so privileged, so VIP,” Jumaah told LUM. “But at the same time I felt like a coward as I left my mother and sisters behind me.”

uckily the rest of his family survived Isis occupation, while Jumaah back in Sweden completed his PhD and now works for a pharmaceuticals company in Malmö. The family has almost finished paying the university back for the rescue operation.

“It was a unique event. As far as I know no other university has ever been involved in anything like it,” Gustafson said.

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Firas Jumaah and his former PHD supervisor Charlotta Turner. Photo: Kennet Ruona

– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Escola sem Partido, sem Religião e sem Apologia a Gênero

O respeito à fé, às convicções políticas e à sexualidade deve ser sempre preservado. Muitas vezes nos deparamos com assuntos polêmicos, que podem fazer proselitismo ou determinar preconceito contra uma crença religiosa (ou descrença).

Nos dias atuais, o radicalismo a favor ou contra alguma religião, partido político ou causas sociais (como LGBTQ+) acaba entrando no noticiário por seus manifestantes e defensores – em algumas ocasiões, de maneira ofensiva.

Procurar a neutralidade e preservar o direito ao exercício da cidadania (sem fazer apologia ou repulsa) é fundamental. E, apesar de muitas críticas que se possa fazer em alguns setores do Governo, ao ler sobre a criação de um canal de denúncias para que se tenha a possibilidade de reclamar de conteúdos inapropriados (que critiquem a fé desde o cristianismo até as de raízes africanas; de promoção de campanha partidária / política de Esquerda ou Direita; ou ainda de erotização precoce ao invés de educação sexual) penso ser uma acerto muito grande!

A questão não é censurar (censura nunca deve ser feita), mas a necessidade de mostrar a pluralidade de ideias e manifestações (não de um lado apenas, para que não seja um ensino doutrinário) é indiscutível.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/damares-anuncia-canal-de-denuncias-para-questoes-contra-moral-religiao-e-etica-nas-escolas.shtml

DAMARES ANUNCIA CANAL DE DENÚNCIAS PARA QUESTÕES CONTRA MORAL, RELIGIÃO E ÉTICA NAS ESCOLAS

Segundo a ministra, canal está sendo formatado em parceria com o MEC e será anunciado em breve

A ministra Damares Alves (Direitos Humanos) disse nesta terça-feira (19) que um canal de denúncias está sendo formatado em parceria com o MEC (Ministério da educação) para receber queixas de conteúdos que possam ser considerados inadequados nas escolas.

“O que nós queremos é tão somente o cumprimento da lei”, afirmou ela a jornalistas, fazendo referência a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Pacto de San José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário.

“Lá está dizendo que a escola não pode ensinar nada que atente contra a moral, a religião e a ética da família. A família precisa ser ouvida.”

Segundo Damares, o canal será anunciado em breve e será conduzido pelo Ministério da Educação. Questionada sobre o papel da sua pasta, ela disse que será o de conversar com as famílias, sem entrar em detalhes de como isso será feito.

Ela também não explicou em que formato funcionará o canal —se pela internet, via telefone ou outra forma— e não citou previsão para a implementação, mas disse que deve ocorrer ainda este ano. O MEC não retornou o contato da reportagem para comentar sobre o tema.

A ministra havia falado sobre o canal de denúncias na segunda-feira, ao compartilhar, no Twitter, uma reportagem do site Metrópoles sobre o caso de um professor de Brasília que teria ensinado sobre sexo anal e oral a alunos do sexto ano e pedido uma redação a respeito do tema.

“Tudo o que nós queremos: bom senso. Foi um episódio de um educador, esse rapaz pode estar doente, perturbado, não está bem orientado, foi um episódio isolado. O que nós queremos é que episódios como esse não aconteçam mais”, disse em Belo Horizonte.

Segundo Damares, o objetivo é trabalhar uma parceria entre escola e família, onde cada um esteja ciente de seu “dever e papel”. Ela garantiu que o objetivo não é punir educadores e que não será instaurada “uma guerra contra a escola”.

“Não existe aqui nenhum governo radical, opressor, que vai proibir falar desses temas, obedecendo o material didático certo, a idade certa e a forma certa de falar”, explicou.

A ministra defendeu que é importante falar de educação sexual nas escolas para “empoderar a criança”.

Damares citou sua própria história de abuso, ocorrida quando tinha 6 anos. Ela conta que não sabia que poderia denunciar o que aconteceu e que, se tivesse sido orientada, estaria empoderada para se proteger.

Em setembro, o ministro da educação, Abraham Weintraub, enviou ofício para as secretarias de educação do país com orientações sobre respeito a crenças religiosas, pluralismo de ideias e sobre o veto de propagandas partidárias em sala de aula. Temas que remetem ao que é preconizado pelo movimento Escola sem Partido.

Na época, Weintraub disse que colocaria os canais de comunicação do MEC à disposição para receber denúncias de casos que fossem considerados extremos.

Em Belo Horizonte, Damares também disse que não estava previsto, mas que irá sugerir que o canal de denúncias seja incluído no Pacto pela Infância —pacto de programas sociais— articulado com outros ministérios.

Ela antecipou outro programa do governo que será anunciado nos próximos dias. O “Creche para todos”, diz ela, tem como meta colocar em dois anos todas as crianças do país, na faixa de 0 a 4 anos, em creches. Os detalhes também serão tratados pelo MEC.

A agenda da ministra na capital mineira incluiu participação em audiências públicas e o recebimento do título de cidadã honorária do estado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Respondendo à pergunta se irá para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, Damares disse que não foi convidada ainda e que irá pensar.

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– ENEM exige caneta preta. Por quê não caneta azul?

Com tamanha tecnologia que temos no século XXI, por quê o ENEM não aceita canetas de outras cores escuras (pois é compreensível que não seja uma cor clara, visando a facilitação da leitura eletrônica dos gabaritos) do que a preta?

Aliás, a pergunta correta seria: por quê não ser ainda uma prova digitalizada?

Coisas que dificilmente serão respondidas e que nos parece tão óbvias de serem feitas…

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– “Acho que vi 1 Cientista”, a segunda edição do Concurso Cultural de ótima qualidade para as crianças.

Quando é que as pessoas devem começar a ter contato com o universo científico?

A resposta é lógica: desde crianças!

Sendo assim, para estimular a Educação, Pesquisa e interesse nos Estudos, a Agência Fapesp incentivou através de algumas instituições (abaixo relacionadas na matéria) um concurso cultural para crianças.

Extremante pertinente para aqueles que incentivam os filhos em um ambiente acadêmico e de aprendizado contínuo!

Extraído de: http://agencia.fapesp.br/inscricoes-abertas-para-o-2-concurso-cultural-acho-que-vi-1-cientista/31750/

CONCURSO CULTURAL “ACHO QUE VI 1 CIENTISTA”

Agência FAPESP – Estão abertas as inscrições para o segundo Concurso Cultural “Acho que vi 1 cientista”, criado pelo grupo de divulgação científica Nunca Vi 1 Cientista, com patrocínio do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo da iniciativa é estimular o contato das crianças com o universo científico. Este ano, as crianças devem enviar um vídeo de até um minuto respondendo à pergunta: por que ciência é importante?

Elas vão concorrer em duas categorias, de 5 a 8 anos e de 9 a 12 anos. Os três melhores colocados de cada categoria receberão prêmios.

As inscrições vão até 31 de outubro de 2019 e, para participar, o responsável pela criança deve preencher um formulário de inscrição on-line. Os vencedores serão anunciados no dia 4 de novembro.

Em 2018, na primeira edição do concurso, o canal recebeu 50 vídeos de crianças respondendo à pergunta “O que é ciência para você?”. Os vídeos vencedores podem ser vistos no canal de Youtube do Nunca Vi 1 Cientista.

Mais informações em: https://bit.ly/2B3SIV6.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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– Onde estão os ótimos estudantes?

Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html

PROCURAM-SE ESTUDANTES

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

por Thomaz Wood Jr.

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

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– Kroton se transformará em Cogna

Uma mudança para administrar melhor: a Kroton se reinventará e se transformará numa nova holding de 4 empresas.

Somente em 2018, o grupo faturou R$ 5,5 bi!

Extraído de: https://exame.abril.com.br/negocios/kroton-passa-a-se-chamar-cogna-e-divide-grupo-em-quatro-marcas/

KROTON PASSA A SE CHAMAR COGNA E DIVIDE GRUPO EM QUATRO EMPRESAS

Líder em educação privada no Brasil, Kroton foi dividida em quatro novas empresas e ampliará oferta de serviços B2B para escolas e universidades

A Kroton, maior grupo de educação privada do Brasil, vai mudar de nome e de formato da operação. A empresa anunciou em evento nesta segunda-feira 7 que vai dividir a empresa em quatro braços e, para administrá-los, criou a holding Cogna Educação — que vem de “cognição”.

Até então, o grupo inteiro era batizado de Kroton e a empresa era dividida em dois braços, o de educação superior e o de educação básica. Agora, as quatro divisões serão cada qual uma nova empresa.

As empresas serão a Kroton, que segue com o mesmo nome e foco em cursos de ensino superior; a Saber, que inclui cursos de línguas e as escolas de ensino básico das quais a Kroton é dona; a Vasta Educação, que vai oferecer serviços de gestão para as escolas e material didático, incluindo eventual participação em licitações públicas; e a Platos, criada para oferecer serviços de gestão para o ensino superior. O grupo terá ainda um braço de investimento em startups, a Cogna Venture.

O atual presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, será o presidente da holding Cogna. Roberto Valério, que era presidente de ensino superior, passará a ser o presidente da marca Kroton.

A mudança, que começa a valer de fato a partir do dia 1º de janeiro de 2020, faz a Kroton ampliar seu espectro de serviços para empresas, o chamado B2B (business to business, ou negócio para negócio). A empresa, que ficou famosa com faculdades privadas como a Anhanguera e se beneficiou de políticas públicas de acesso ao ensino superior, como o financiamento estudantil governamental do programa Fies, até então tinha serviços majoritariamente voltados aos estudantes.

Com a mudança, a Kroton, agora Cogna Educação, ganhará também uma nova sede, na avenida Paulista. Seu código na bolsa também passará a ser COGN3, em vez do anterior, KROT3, a partir do dia 11 de outubro.

A Kroton faturou 5,5 bilhões de reais em 2018 e teve lucro de 1,9 bilhão de reais no ano. No segundo trimestre deste ano, último com números divulgados, a queda de mais de 40% em seu lucro decepcionou os investidores e fez as ações caírem na casa dos 7% após os resultados.

Para além das novas marcas, a empresa vive um momento de reestruturação, com diminuição dos recursos do Fies, queda nos lucros oriundos do ensino superior e redução de mais de 4% no número de alunos.

Segundo informou o presidente Rodrigo Galindo, a mudança na operação vinha sendo desenhada desde 2017. Boa parte dos serviços oferecidos pelas novas empresas já eram ofertados pela Kroton enquanto grupo unificado — como o Kroton Learning System, modelo acadêmico para faculdades. Mas a divisão em empresas pode tornar as marcas mais atrativas a investimentos e intensifica o movimento de diversificação do portfólio.

Sala de aula da Kroton: código da empresa na bolsa mudará para COGN3 (Germano Lüders/EXAME)

– Carteira do Estudante sem custo!

Ufa, e não é que enfim alguém vai bater de frente com a UNE?

Ela nunca me representou e nunca a vi defender meus interesses enquanto estudante. E para a emissão das carteirinhas estudantis, tinha certos privilégios.

Agora, o Governo Federal permite que sejam emitidas de maneira digital esses documentos. Claro que se usará o artifício de se dizer que com isso “Bolsonaro quer enfraquecer a força estudantil”.

Ué, mas a força era financeira? Uma carteirinha gratuita não é algo bom? Se o movimento é unido e coeso, apartidário, não se deve ter preocupação.

A preocupação que eu tenho seria que uma entidade ligada ao Esquerdismo fosse substituída por uma inversa, ao Direitismo absoluto. Não é isso que acontece, felizmente.

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– Voltando ao berço. Obrigado, Uninove!

Eu tinha 22 anos de idade e recebi um convite: lecionar em Faculdade de Administração!

Apesar da falta de experiência em salas de aula, de saber que eu teria alunos até mesmo mais velhos do que eu, contei com:

1. O histórico de ter trabalhado cedo e aprendido muita coisa, apesar da juventude;

2. A ótima coleção de livros e anotações das minhas aulas enquanto aluno (Internet estava nascendo ainda);

3. O carinho da minha diretora  (Prof.a Raquel Pereira) que confiou a mim tantas disciplinas, mesmo tão jovem (o que não é tão corriqueiro para a função), e da Prof.a Silaine Toro, que audaciosamente arriscou me indicar à instituição; e,

4. A fé em Deus e o apoio da família!

Passado tanto tempo, sendo feliz profissionalmente dentro das classes e universidades que pude lecionar, tanto na Capital quanto no Interior, 20 anos depois – mais maduro, com outras e inúmeras experiências, num contexto social bem diferente e globalizado – não é que nas voltas que a vida dá, o “caminho das pedras” me levou onde tudo se iniciou?

Obrigado pelo aceite, Uninove! Retornar à casa onde comecei é um prazer imenso e a satisfação torna-se incomensurável.

Juntos novamente seremos 10!

– As mulheres são maioria nos cursos de Doutorado e Mestrado!

Sexo Frágil? Nada disso. As mulheres ganham espaço em todos os campos da sociedade (como deveria ser normal), mas um número é interessante: segundo a CAPES, elas são quase 20% a mais nos cursos de mestrado e doutorado.

Extraído de: https://www.capes.gov.br/pt/sala-de-imprensa/noticias/8787-mulheres-permanecem-como-maioria-na-pos-graduacao-brasileira

MULHERES SÃO MAIORIA

Os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam que as mulheres são maioria nessa modalidade da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2016, indicam 165.564 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 138.462, uma diferença de aproximadamente 19%.

Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram aproximadamente 12 mil matrículas a mais que os homens e cerca de 6 mil títulos a mais foram concedidos a mulheres naquele ano. A modalidade de doutorado também traz realidade semelhante, com um total de 57.380 mulheres matriculadas e 11.190 tituladas, ao passo que os homens somaram 50.260 matrículas e 9.415 títulos em 2016.

Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação. Áreas do conhecimento tradicionalmente masculinas, como Engenharias, Computação e Ciências Exatas e da Terra continuam com a presença maciça de homens, ainda que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.

Além disso, apesar de hoje as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do país, ainda ganham menos que os homens brasileiros e são vítimas de violência doméstica. Se for considerado o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres, de um total de 83 países.

O relatório Global da Defasagem de Gênero 2016, do Fórum Econômico Mundial, também sugere que a igualdade econômica entre sexos, no ritmo atual, pode demorar 170 anos e alerta para uma drástica freada nos avanços nos últimos anos também em razão dos desequilíbrios crônicos nos salários e na participação no mercado de trabalho.

Sexo

DOUTORADO

MESTRADO

MESTRADO PROFISSIONAL

MATRICULADO

TITULADO

MATRICULADO

TITULADO

MATRICULADO

TITULADO

FEMININO

57.380

11.190

69.211

27.662

15.811

5.290

MASCULINO

50.260

9.415

57.238

21.393

16.935

5.328

Total Geral

107.640

20.605

126.449

49.055

32.746

10.618

*Fonte: Plataforma Sucupira (CAPES/MEC)

(Brasília – CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “CCS/CAPES”

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– Curso de Inglês Gratuito da UNESP!

Veja só que bacana: a conceituada UNESP está oferecendo um curso de inglês SEM CUSTO e ON LINE!

Para quem gosta de estudar e precisa aperfeiçoar a língua estrangeira, uma ótima notícia.

Abaixo, extraído de: https://estagioonline.com/noticias/unesp-oferece-curso-de-ingles-online-e-gratuito?ref=linkedin

UNESP OFERECE CURSO DE INGLÊS ONLINE E GRATUITO

A Universidade Estadual Paulista – UNESP, é uma universidade pública brasileira, com atuação no ensino, na pesquisa e na extensão de serviços à comunidade.

Considerada como uma das maiores universidades do Brasil, disponibilizou uma série de cursos online gratuitos para que qualquer pessoa possa estudar de onde estiver. Dentre eles está o curso de Escrita em Língua Inglesa, que é totalmente realizado através do Ensino a Distância – EAD, e que pode contribuir bastante na formação ou atualização profissional para as mais diversas carreiras existentes no mercado.

EMENTA DO CURSO UNESP

Gêneros do discurso e as situações sociais de uso da língua inglesa. Escrita em língua estrangeira. Aspectos linguísticos do texto escrito. Escrita como processo; criatividade e estratégias envolvidas na produção de textos escritos em língua inglesa.

Os estudantes, têm a opção de mandar um e-mail para o professor que propôs a disciplina para tirar eventuais dúvidas. Enquanto o aluno está online, ele consegue ver quais outras pessoas estão acessando a plataforma naquele momento e é possível trocar mensagens com elas. Quando o aluno se sente apto, ele pode fazer exercícios de múltipla escolha sobre o conteúdo abordado e receber o resultado na hora.

CERTIFICAÇÃO

O curso não fornece certificado do idioma inglês, sendo uma oportunidade para dar um UP nos conhecimentos em uma Universidade reconhecida. Escrevemos uma matéria mostrando como obter certificado de inglês a partir de testes gratuitos online, dá uma conferida:  Neste link

COMO SE INSCREVER

Para se inscrever no curso de inglês, basta fazer o cadastro pelo site Unesp aberta, informando os dados. Depois de receber uma mensagem de confirmação, o interessado pode participar de qualquer curso disponível. As inscrições podem ocorrer a qualquer momento. O cadastro pode ser feito aqui, em:

https://unespaberta.ead.unesp.br/index.php/cursos/item/287-eli

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– Números interessantes sobre Doutorado no Brasil

Números extraídos da Veja.com:

  • De cada 100.000 habitantes, apenas 8 têm doutorado no Brasil (Reino Unido têm 41 e a Eslovênia 57).
  • idade média de quem consegue se tornar doutor em nosso país é 37 anos.
  • R$ 13.861,00 é a remuneração média dos doutores no Brasil (6 vezes mais que a média da população).
  • Os doutores em Direito são os que têm melhor remuneração: R$ 19.736,00 é o salário/ médio.

Vale a pena ou não estudar?

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– A Escolaridade do Trabalhador Brasileiro!

Segundo números do IBGE, publicados pelo Linkedin:

Cerca de 35% dos trabalhadores brasileiros não têm ensino fundamental, segundo dados referentes ao primeiro trimestre divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Nordeste, a porcentagem de pessoas com mais de 14 anos de idade que ainda não tem o diploma é de quase 38%, enquanto a porcentagem ultrapassa 44% na região Norte. A taxa é mais baixa no Sudeste (29,2%), seguida por Centro-Oeste (33,5%) e Sul (34%).

Preocupante demais, não? Estudo e trabalham se casam perfeitamente, e o desequilíbrio (ou a falta) entre eles acarretas prejuízos demais à nação.

Outros dados no link em:

https://g1.globo.com/google/amp/educacao/noticia/2019/05/16/35percent-dos-brasileiros-com-mais-de-14-anos-nao-completaram-o-ensino-fundamental-aponta-ibge.ghtml

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– Generalizar é burrice: sobre o corte de verbas do MEC!

Fico pasmo como o radicalismo (de esquerda e de direita) impera nesse país, calando as pessoas sensatas e prejudicando a nação.

Digo isso após a declaração do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que iria “acabar com a balbúrdia” nas universidades. Claro, é necessário colocar ordem nas instituições e não permitir que universidade seja local de descalabro social.

Entretanto, há um grande problema: a generalização! Se existe problemas em uma sala de aula, por exemplo, não se pode punir todos os alunos, porque há os bons estudantes que querem adquirir e replicar o conhecimento – e que dividem espaço com os baderneiros que existam. Da mesma forma, em uma faculdade não existe 100% de alunos bons e 100% de alunos ruins. Punir, simplesmente, como se todos fossem anarquistas, está errado.

Compartilho a triste constatação de que o corte de verbas chamado pelo nome disfarçado de “contingenciamento”, reduz importantes áreas de pesquisas, afetando mestrandos e doutorandos sérios que lutam para o desenvolvimento da pesquisa e ciência do país – e que muitos não estão nem aí para os fanatismos políticos das diversas ideologias que contaminam o Brasil.

Extraído de: https://istoe.com.br/bloqueio-do-mec-atinge-mestrado-e-doutorado/

BLOQUEIO DO MEC ATINGE MESTRADO E DOUTORADO

Os reflexos do contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação já começam a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas. Associações das áreas de ciência e educação devem começar hoje a se mobilizar para reverter bloqueios no Congresso.

Além do aperto na oferta de bolsas, a Capes vai encerrar o programa Idiomas Sem Fronteiras, que havia sido criado na esteira do Ciência sem Fronteiras. A coordenação não informou quantas bolsas serão atingidas com as medidas, mas a conta é reduzir inicialmente R$ 150 milhões dos R$ 3,4 bi destinados para a atividade.

Será preservado neste primeiro momento o pagamento de bolsas para formação de professores de educação básica. Atualmente, são 107.260 bolsistas. Nos registros da Capes, havia em fevereiro deste ano 92.253 bolsistas na pós-graduação. Os auxílios repassados estão há anos sem reajuste. Para mestrado, o valor mensal é de R$ 1,5 mil; para doutorado, é de R$ 2,2 mil.

Diante dos cortes, pesquisadores vão iniciar uma movimentação no Congresso, com o objetivo de tentar blindar a área e obter, por meio de emendas parlamentares, recursos para o setor. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciência e Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pretendem a partir de hoje fazer um trabalho de convencimento entre parlamentares, para mostrar o risco que envolve a redução de investimentos em pesquisas no País. “A ciência está com a corda no pescoço”, resumiu o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira.

Apreensão

Os cortes na Capes eram esperados com apreensão por pesquisadores. Helena Nader, do Conselho da Capes, afirmou que, na última reunião do grupo, em abril, integrantes já haviam sido informados de que era certa a redução de investimentos. “Os prejuízos a médio e longo prazo são incalculáveis. Mais do que isso, vêm na contramão do que ocorre em outros países”, completou a pesquisadora. Ela citou como exemplo a África do Sul. “Um país que há pouco tempo lutava contra o apartheid investe de forma expressiva na educação e na ciência”. “Estamos diante não da estagnação, mas do retrocesso.”

A pesquisadora diz haver um consenso de que investimentos em bolsas pós-doutorado são indispensáveis para impulsionar a economia do País e melhorar a balança comercial. “Escolas de agricultura, como Embrapa, são essenciais para o agronegócio.” Outro exemplo citado por ela foi a Embraer. “Ela nasceu do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Outra mostra de que a pesquisa não é um custo, mas um investimento.”

Castro Moreira observa que os cortes ocorrem em um momento em que a produção científica vivia uma boa fase. “Todas as instituições publicando, com bons trabalhos, com referência”, completou. “Os cortes não se resumem à Capes. Também foram registrados em agências como CNPq e Finep. No CNPq, os recursos para pagamento de bolsas são suficientes somente até setembro.”

“Nessa situação, começa a haver canibalismo nas pesquisas”, explica Moreira. Diante de recursos minguados, pesquisadores começam a pagar do próprio bolso alguns insumos. “E recursos que eram de uma pesquisa eventualmente são deslocados para outra, já em andamento. Tudo para não parar as atividades.” A interrupção de uma pesquisa pode representar perda de parte dos recursos até então investidos. “Em muitas análises, o tempo é essencial.”

Linear

Em nota, o MEC informou que todos os órgãos e instituições da pasta serão atingidos pelo contingenciamento do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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– Estou assustado com o novo Ministro da Educação. Que rumo é esse?

Há aqueles que são vocacionados em disciplinas Humanas. Outros em Exatas. Outros na Saúde. Portanto, se a pessoa tiver a condição de estudar e trabalhar no que tem aptidão, os profissionais resultantes dessa graduação farão bem para o país. Em especial na diversidade de profissões dos novos tempos.

Leio que o novo Ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, foi indicado por Olavo de Carvalho (não se esqueça: ele é um ex-astrólogo; que foi esotérico e depois muçulmano; se converteu para o Cristianismo em determinado período e se intitulou filósofo – mesmo tendo estudado até a 6a série – e que nas entrevistas se autoproclama o maior escritor brasileiro contemporâneo). Já é um ponto a se questionar…

O problema maior é: o presidente Jair Bolsonaro, em seu tuíte, declarou que:

“O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.”

Eu respeito todas as profissões. Todas são necessárias! Mas imagine o susto que um aluno de Humanas deve ter ao ler essa mensagem!

Não consigo entender para onde esse país vai… em tese, de maneira irônica, teremos menos Professores de História para resgatar nossa identidade, comparar com o presente e olhar o futuro; em compensação, muito mais veterinários para cuidar dos nossos animais.

Pobres estudantes… terão que escolher o que o suposto “Olavete” acha mais importante, não o que é mais necessário à nação.

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– Quem pesquisa mais no Brasil? As Universidades Privadas ou Públicas?

Eu pensei que era um equívoco, mas não: o presidente Jair Bolsonaro disse que as universidades brasileiras pesquisam pouco, e quem faz pesquisa, normalmente, são as privadas!

Ledo engano!

Um terço das pesquisas do país são das públicas Unicamp, Usp e Unesp. Aliás, a Universidade Estadual de Campinas tem os pesquisadores mais produtivos do Brasil.

Compartilho o artigo completo no link em (abaixo, figura da parte da publicação): https://www1.folha.uol.com.br/amp/opiniao/2019/04/sim-as-universidades-publicas-fazem-pesquisas.shtml

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– Compra de Cupons de descontos “versão faculdades”?

Os sites de compra coletiva / descontos, como Peixe Urbano e Groupon, inspiraram outros empreendedores. A moda agora é: a venda ociosa de vagas em Universidades!

Veja só, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1911057-sites-ganham-dinheiro-com-a-venda-de-vagas-ociosas-em-universidades.shtml

SITES GANHAM DINHEIRO COM A VENDA DE VAGAS OCIOSAS EM UNIVERSIDADES

por Ana Luiz Tieghi

Com o financiamento público educacional em baixa –o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) atendeu 192,5 mil novos alunos em 2016, contra 731,7 mil em 2014 –, negócios que ajudam os estudantes a encaixarem as mensalidades no orçamento estão ganhando mercado.

Os sites Quero Bolsa, Neora e Educa Mais Brasil são alguns deles. As plataformas trabalham de forma parecida: fazem parcerias com instituições de ensino e oferecem descontos que chegam a 70% do valor da mensalidade. As universidades ganham ao preencher vagas ociosas. Em troca, as universidades abrem mão do valor da matrícula (leia abaixo).

O diretor-executivo da Quero Educação, dona do Quero Bolsa, Bernardo de Pádua, compara a empresa com um site de busca de passagens aéreas. “O aluno diz o quanto pode pagar e se prefere alguma instituição.”

A start-up, que surgiu em 2011, já atendeu mais de 200 mil estudantes e, segundo Pádua, espera crescer 50 vezes, chegar aos milhões de alunos e estar na bolsa de valores.

Queremos estar no nível de Airbnb e Dropbox“, afirma.

Já a paulistana Neora quer se distanciar da imagem de site de descontos. A empresa também oferece testes vocacionais gratuitos e faz orientação financeira.

“Percebemos que colocar o aluno na faculdade não era suficiente”, diz o sócio-diretor Marcus Zillo. Segundo ele, ao verem o desconto, muitos estudantes não pensam se podem assumir as mensalidades a longo prazo ou se aquele é o curso ideal.

Com mais de 500 mil estudantes atendidos desde 2008, a empresa agora desenvolve uma ferramenta que combina vagas de trabalho e candidatos. O software vai avaliar o currículo de um candidato e o perfil da vaga.

O desenvolvimento de novas tecnologias também é um dos objetivos da Educa Mais Brasil, que atua desde 2003 e tem sede em Lauro de Freitas (BA). A empresa relançou em março seu software Creduc, que organiza o parcelamento de mensalidades para universidades privadas.

“O aluno paga parte das parcelas enquanto estuda e parte depois”, diz a diretora comercial Andreia Torres.

Segundo ela, o objetivo da Educa Mais Brasil é atender quem não pensava que poderia cursar uma faculdade. “Para ter o desconto, o aluno precisa estar fora do ensino superior há seis meses.”

O faturamento das plataformas varia de R$ 10 milhões, na Neora, a R$ 70 milhões ao ano, caso da Educa Mais Brasil.

Formada em filosofia, Ingrid Pereira, 21, é professora temporária da rede pública estadual, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Ela também faz pós-graduação a distância em educação especial inclusiva e conseguiu 30% de desconto com o Quero Bolsa. A mensalidade sai por R$ 181. “Não estaria estudando sem isso.”

Mas sua experiência não foi 100% positiva. Depois de efetuar o pagamento da matrícula para o site, a universidade disse que a bolsa não tinha sido repassada para eles.

O problema foi resolvido quando Pereira fez uma queixa no Reclame Aqui, site em que consumidores relatam dificuldades com prestadores de serviço. “Mesmo assim, recomendo esses sites, os descontos são muito bons.”

Segundo o Quero Bolsa, a matrícula de Pereira já estava validada, e ela recebeu as orientações necessárias para acessá-la após a reclamação.

*

UMA MÃO LAVA A OUTRA
Como funcionam as empresas que oferecem descontos para ingresso em instituições de ensino

-Empresas fazem parcerias com essas instituições, que oferecem desconto para as vagas que não são preenchidas
-As universidades se beneficiam com uma maior ocupação das vagas
-As empresas lucram ao receber uma taxa paga pelo estudante, no mesmo valor da matrícula, isenta pela universidade. Não há gasto extra para o aluno

*

CONCORRÊNCIA ACIRRADA
Diferenças entre as plataformas de bolsas e os programas públicos

EMPRESAS

Quero bolsa
Oferece descontos parciais para graduação e pós-graduação, mediante uma taxa paga no início do curso, no valor de uma mensalidade

Neora
Tem bolsas parciais para graduação, pós-graduação, cursos técnicos, idiomas e cursos livres. O aluno paga uma taxa no início do curso, no valor da mensalidade

Educa Mais Brasil
Oferece bolsas parciais para educação básica, graduação, pós, cursos técnicos, pré-vestibular, idiomas e preparatório para concursos, mediante pagamento de uma taxa na matrícula e a cada início de semestre

PROGRAMAS PÚBLICOS

Fies
Financiamento para estudantes cursarem graduação e pós-graduação em universidades privadas. A União paga as mensalidades enquanto o aluno estuda e, após um ano e meio de formado, o estudante começa a pagar o valor financiado. A partir de 2018, ele deve começar a pagar quando conseguir emprego formal. É preciso tirar mais que 450 pontos no Enem

Prouni
Programa de bolsas de estudo para graduação em universidades privadas, que vão de 50% a 100% do valor da mensalidade. É preciso ter cursado o ensino médio na rede pública (ou ter sido bolsista em escola particular) e tirar mais que 450 pontos no Enem. Para bolsas integrais, a renda familiar deve ser de até um salário mínimo e meio por pessoa

*

2,2 milhões
é o número de vagas ociosas na rede privada, só para os cursos de graduação
Fonte: Sinopse Estatística da Educação Superior 2015, do Inep

  Danilo Verpa/Folhapress  
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo
A professora Ingrid Pereira, 21, em sua casa em São Bernardo do Campo
 

– A letra cursiva está com os dias contados?

Com o advento do computador, muitas crianças deixam de escrever a tradicional “letra de mão”. A letra cursiva está fora de moda, e isso preocupa – e muito – os professores.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2074/uma-realidade-nas-escolas-eu-nao-sei-escrever-em-letra-146035-1.htm

EU NÃO SEI ESCREVER LETRA CURSIVA

Por Camila Rabelo

A letra ilegível era uma marca registrada dos médicos e suas receitas indecifráveis. Hoje, rompeu as fronteiras da profissão e se tornou quase uma tendência na sociedade da pressa. A ilegibilidade é uma das consequências da substituição do caderno pelo computador e da pouca ênfase que se dá ao ensino da letra cursiva nas escolas. Em outros tempos, os cadernos de caligrafia moldavam a escrita dos alunos. Até hoje, representam um importante rito de passagem para crianças recém-alfabetizadas que conseguem ultrapassar a barreira da letra de forma e se capacitam na cursiva – aos 6 anos, elas já se dividem em grupos dos que dominam o mundo da “letra corrida” e daqueles que ainda continuam nas “letras separadas”. Mas o entusiasmo é arrefecido com o passar dos anos. Elas precisam fazer pouco uso da técnica, pois até as provas são de múltipla escolha – basta marcar um X nas alternativas propostas e ir para casa sem gastar a caneta. Fora de uso, a letra perdeu a uniformidade e a nova grafia mescla traços cursivos com letras maiúsculas, comprometendo até mesmo os sinais de acentuação, como o til (~), que virou um traço (-). Nem sempre a legibilidade é mantida. E dá-lhe garranchos incompreensíveis.

O impacto da disgrafia – a escrita incompreensível – na vida das pessoas vai além do senso estético. Quem sofre deste distúrbio pode ser tachado de desleixado ou problemático. E não ser compreendido na sociedade da informação é um fardo que poucos podem carregar. A solução? Recorrer aos textos digitais do e-mail e mensagens instantâneas, como MSN e SMS. “A tecnologia pode ser a aliada e a vilã da história”, afirma Marco Arruda, neurologista da infância e da adolescência e diretor do Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento. O excesso de informação, a falta de tempo e o conforto da internet contribuem para a deformidade da letra, que se torna dispensável e, quando utilizada, apressada e incompreensível. “Escrevo muito rápido. Não dá tempo de enfeitar”, afirma Lucas Dias Oliveira, 12 anos, que foi reprovado no ano passado porque os professores não conseguiram corrigir a sua prova. “Não entendi nada”, assinou a professora na avaliação. “Ele é extremamente inteligente e rápido.

Tem uma velocidade incrível no teclado”, afirma a sua avó, Marialva Dias.

“Mas a letra é um garrancho.” Os esforços de Marialva, que comprou dezenas de cadernos de caligrafia e livros para o neto, não foram suficientes para que o menino deixasse o computador e melhorasse a grafia. “Ele é agoniado, ansioso e necessita de acompanhamento psicológico para melhorar a letra”, afirma.

Janice Cabral Falcão, psicóloga e presidente da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, acredita que os cadernos de caligrafia não resolvem o problema. Para ela, a falta de espaço para brincar e a vida sedentária comprometem o tônus muscular das crianças, que ficam sem coordenação motora e destreza para lidar com o lápis.

“Elas precisam participar das atividades domésticas que exijam alguma habilidade manual”, afirma. Para o neurologista Marco Arruda, a escrita está mais relacionada com as funções do cérebro do que com a tonicidade dos músculos e ele alerta que a escrita ilegível pode ser um sinal de enfermidade ou transtorno psicológico, como dislexia, déficit de atenção e hiperatividade.

“É preciso treinamento da letra com sessões de reabilitação”, afirma. O neurologista lembra que brincadeiras fora de moda com bolas de gude e palitinhos, além das aulas de caligrafia, favoreciam o desenvolvimento psicomotor da criança, que não tem os mesmos estímulos nos jogos eletrônicos de hoje.

Não são apenas as crianças as vítimas da disgrafia. A pesquisadora Luciana Moherdaui, 38 anos, especialista em novas mídias e interfaces digitais, trocou os cadernos pelo computador desde que saiu da faculdade. “A minha letra era legível, mas, depois que passei a usar diariamente a rede, perdi a capacidade de escrever”, afirma Luciana, que explica ter o raciocínio igual ao Word – ‘escreve, erra, apaga e refaz’ – impossível no texto à mão. Quando vai a uma palestra em que não pode levar o seu laptop, a pesquisadora também não leva o bloco de anotações. “Decoro tudo”, diz. “Não entendo a minha letra.” Como especialista no tema, Luciana acredita que o futuro do aprendizado caminha em direção às novas tecnologias. “A tendência é que os meninos troquem os cadernos pelos mininotebooks.” Apesar da alternativa da tecnologia, ter letra legível (e bonita) ainda é importante. “Já zerei provas no vestibular porque estavam incompreensíveis”, afirma José Ruy Lozano, corretor de redações dos principais processos seletivos de São Paulo e professor de redação do ensino médio do Colégio Santo Américo. Vale lembrar que as redações de vestibular também podem ser escritas em letras de forma. Mas a cursiva ainda conta pontos, por exemplo, em processos de seleção de emprego.

O ato de escrever teve os seus altos e baixos na história. Sócrates e Platão (séc. V a.C.) eram contra a escrita e defendiam a oralidade. Na Idade Média, ela ganhou visibilidade e subiu ao altar com os monges copistas, que registravam a cultura e as descobertas históricas em pergaminhos, para imortalizá-las ao longo dos séculos.

“Ela passou a ser a escrita própria dos textos cristãos, em oposição aos caracteres romanos dos textos pagãos”, afirma o grafólogo Paulo Sérgio de Camargo, autor do livro “Sua Escrita, Sua Personalidade” (Editora Ágora).

A caligrafia – palavra que tem origem no nome kallos (belo) e grafos (grafia) – surgiu como arte quando o imperador Carlos Magno (742-814) decidiu unificar os textos e documentos da Europa Central com a escrita cursiva, conhecida como ‘letra carolina’, mais rápida que a tipografada. Segundo os grafólogos, a cursiva é um sinônimo de elegância e uniformidade, mas também rigidez e padrão. Por ironia, ela está sendo gradativamente substituída pelo mesmo motivo que a originou – a necessidade de rapidez.

“As escolas não se preocupam mais com a letra”, afirma o neurologista Arruda. “Os cadernos de caligrafia caíram em desuso.” Resta saber se as belas letras trabalhadas em rococós se tornarão um raro tesouro, que sobrevive apenas nos convites de formatura ou casamento.

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– A Maior Potência Educacional do Mundo: China

Realmente impressiona o salto educacional da China. Você sabia que nas avaliações internacionais os chineses tiram o 1º lugar em todas as áreas da Ciência?

O rigor das escolas chega a ser assustador, com 10 horas de estudos que incluem sábados e domingos. Abaixo, compartilho:

LIÇÃO CHINESA

por Guilherme Pavarin, Galileu, pg 55

Como, Em 35 anos, a China saiu dos escombros para se tornar a maior potência de educação do mundo

Tire 10. Não menos que isso. Estude mais de dez horas ao dia. Inclusive aos sábados e domingos. Toque piano ou violino. Ou os dois. Mas nem pense em tocar violão. Pratique duas, três horas diárias com os instrumentos. Tenha um inglês impecável. Seja fluente em francês e em outro idioma. Faça esportes. Não questione. Cante o hino do país todos os dias. Não assista TV. Não viaje, nem durma na casa de amigos. Nada de grupos de teatro. E leia, leia muito. Se essa rotina lhe parece exagerada, insuportável, saiba que, na China, ela é mais do que comum. E não é tão desumana quanto parece para nós, ocidentais. Os chineses não só se acostumaram com essa vida voltada para a educação rígida desde a infância, como sentem orgulho de formarem os alunos mais aplicados. Hoje, apenas 35 anos depois da sua abertura econômica, período em que passou a investir no setor educacional, a China tem o ensino mais eficaz do mundo.
Os resultados do principal exame de avaliação de aprendizado mundial, o Pisa (Programme for International Student Assessment), anunciados em dezembro passado, comprovam isso. Com folga, os chineses conquistaram o primeiro lugar em todas as categorias: ciências, leitura e matemática.
Neste último quesito, a supremacia do país chegou a 600 pontos, a maior pontuação de todas as provas, e 48 pontos acima sobre o segundo colocado, Cingapura. Também representou 113 pontos acima dos Estados Unidos (17º no ranking geral) e 214 a mais que o Brasil (53º). “Os alunos sofrem uma pressão muito grande na China, é uma obsessão coletiva pela melhor educação do mundo”, diz a professora brasileira Tarsila Borges, que leciona língua portuguesa há quatro anos na Universidade de Pequim. Segundo ela, a principal diferença não está na estrutura, mas na mentalidade. Tanto é que o governo chinês investe apenas 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação — menos do que os 4,7% do PIB que o Brasil investiu em 2010 e do que os 6% recomendados pela Unesco. “Se você se esforçar, tudo consegue. É esse o raciocínio.”
Essa filosofia causou grande polêmica em janeiro, nos Estados Unidos, quando a professora de direito da escola de direito de Yale e filha de chineses, Amy Chua, publicou no The Wall Street Journal um artigo que explicava “por que as mães chinesas são superiores”. O texto, primeiro capítulo de seu livro Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Batalha das Mães Tigres, sem edição brasileira), dizia que o pulso firme das mulheres chinesas tornava seus filhos mais competentes. Por isso Amy conta com naturalidade o dia em que rejeitou um cartão de aniversário de uma das suas filhas por não estar bom o suficiente. A garota, então com seis anos, teve que refazer. Absurdo? Para Amy, é parte de um endurecimento da personalidade. A excessiva preocupação dos pais ocidentais com a psicologia das crianças, diz ela, é que atrapalha a formação de caráter.
Como era de se esperar, o artigo repercutiu pelo mundo afora e serviu para trazer à tona uma discussão: seria essa severidade o segredo para uma educação de qualidade em tão pouco tempo? Galileu desbravou as características das salas e dos lares da China para tentar responder.  E mostra como funciona a dura rotina educacional naquele país.

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