– Lecionar em Universidade Federal ou Estadual?

O reitor da Unicamp, Prof Dr José Tadeu Jorge, escreveu um brilhante e esclarecedor artigo na Folha de São Paulo, Página A3, “Tendências e Debates”, sobre as diferenças e dificuldades dos professores de universidades públicas. E alerta: quem dá aula em Universidade Federal, hoje, pode ganhar até R$ 12.000,00 a mais do que seu colega de Universidade Estadual!

Abaixo:

O COMEÇO DO FIM

Não é por acaso que USP e Unicamp são as melhores universidades da América Latina e se situam, juntamente com a Unesp (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”), entre as melhores do mundo. Um fator decisivo para conquistar suas posições destacadas foi o processo de autonomia com vinculação orçamentária iniciado no ano de 1989.

Desde então, responsabilidade, compromisso social e planejamento tornaram-se princípios fundamentais dos projetos dessas universidades, propiciando indicadores de qualidade e produtividade muito acima da média nacional.

A carreira de um professor universitário em instituições públicas é baseada no mérito. Nas universidades estaduais paulistas só é possível ingressar por concurso público e depois da obtenção do título de doutor. Um programa de doutorado exige, no mínimo, de quatro a cinco anos de intensa dedicação. O cargo final da carreira é o de professor titular, alcançado por cerca de 40% dos professores após 20 a 25 anos, em média.

Ao longo desses 26 anos de autonomia plena, as universidades públicas paulistas estabeleceram uma carreira atrativa, condição indispensável para conquistar a liderança qualitativa que hoje ostentam. Sem contar com os melhores professores e pesquisadores jamais teriam conseguido chegar aos níveis de qualidade que hoje ocupam.

Todo esse cenário, construído com muito esforço e dedicação, começa a ruir. Uma sequência de equívocos está conduzindo as universidades estaduais paulistas à vala comum dos serviços públicos burocráticos e pouco qualificados.

A raiz dos acontecimentos pode ser identificada em uma mudança constitucional aprovada em 2003, desrespeitando o conceito básico da própria Constituição, que permitiu tetos salariais distintos para atividades, fundamentalmente, iguais.

Tanto a Constituição Federal, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação consagram o caráter nacional da educação. Não há distinção entre universidades federais e estaduais. Pelo contrário, os textos legais destacam a necessária articulação e integração entre os diferentes sistemas e níveis.

Trata-se de conceito idêntico ao que se aplica aos membros da magistratura federal e estadual, que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, têm o mesmo teto salarial.

O teto salarial do sistema federal é de R$ 33.763. Assim, um professor universitário de uma universidade federal pode receber até esse valor. Entretanto, cada Estado da Federação pode fixar seu subteto. Dezesseis Estados optaram por definir o subteto com base no subsídio do desembargador (R$ 30.471,11) e quatro escolheram o de ministro do Supremo Tribunal Federal (R$ 33.763).

Apenas sete Estados fizeram a opção de limitar os salários aos subsídios dos seus governadores, entre eles São Paulo, onde o limite é de R$ 21.613,05. Esse valor só não é menor do que os subtetos dos Estados de Espírito Santo e Ceará.

A evidência é estarrecedora! Ser professor de uma universidade do sistema federal permite ganhar, por mês, cerca de R$ 12 mil a mais do que o mesmo professor em uma universidade estadual paulista, as melhores da América Latina.

Ótimo para as universidades federais, sentença de morte para as estaduais paulistas, que não mais conseguirão atrair os melhores professores e pesquisadores.

Dirigentes e legisladores estão, portanto, diante de opções que impactarão decisivamente a história: consolidar a conquista da condição de melhores universidades da América Latina ou condenarem essas instituições ao papel de meras figurantes no enredo do desenvolvimento social e econômico.

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– Aluno de 15 anos soca a professora! Pode?

Educação da família, valores morais e éticos, respeito e honestidade: são condições para um Brasil melhor. Mas quando leio que uma professora levou socos de um aluno por ter lhe chamado a atenção, penso: que país teremos no futuro?

Extraído de: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/seguranca/noticia/2017/08/professora-e-agredida-por-aluno-em-indaial-no-vale-do-itajai-9875692.html

PROFESSORA É AGREDIDA POR ALUNO EM INDAIAL, NO VALE DO ITAJAÍ

Professora da rede pública relatou o incidente nas redes sociais

Uma professora da rede pública de Indaial, no Vale do Itajaí, foi agredida por um aluno dentro da escola nesta segunda-feira de manhã. A violência foi relatada pela vítima nas redes sociais e confirmada pela delegacia de Polícia Civil da cidade, que registrou o boletim de ocorrência.

O caso ocorreu em uma escola municipal no bairro dos Estados, em Indaial, nesta segunda-feira de manhã. Segundo o relato da professora de Língua Portuguesa Marcia de Lourdes Friggi, 51 anos, compartilhado por ela no Facebook, uma discussão teria iniciado após ela ter pedido que o aluno tirasse um livro do meio das pernas e colocasse em cima da mesa. O jovem de 15 anos teria se negado e xingado a professora, que o encaminhou até a diretoria.

Após relatar o caso na direção, o jovem teria começado a agredir a professora com socos. Ela ficou ferida e precisou receber pontos na altura do supercílio. Às 19h desta segunda-feira, a postagem no Facebook da professora já passava dos 80 mil compartilhamentos.

O secretário de Educação do município, Ozinil Martins de Souza, diz que a mãe do aluno foi chamada na escola na tarde desta segunda-feira e está a par da situação. Ainda segundo Souza, o rapaz já era acompanhado pelo Conselho Tutelar e teria entrevistas com psicólogos, mas não soube dizer os motivos. A secretaria, a direção da escola e o Conselho Tutelar vão decidir nesta terça-feira qual será o encaminhamento.

O adolescente é aluno da unidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Indaial e esta era a primeira aula que Marcia tinha com ele.

— Se o menino tem 15 anos e está no EJA, não completou os estudos no ano correto. Então, pode ter problemas de conduta ou desinteresse. Evidente que é uma atitude que a gente não concorda, precisamos ouvir os dois lados, entender o que levou o menino a ter uma reação tão violenta — diz o secretário.

Souza acrescenta que desde que assumiu a pasta, em janeiro, é o primeiro caso de agressão contra professores em escolas. Será marcada uma reunião com diretores das unidades escolares da cidade para abordarem o assunto.

A reportagem tentou contato com a diretoria da unidade de ensino, mas não teve retorno até o momento.

A Secretaria de Educação de Indaial também divulgou nota em que “repudia qualquer tipo de agressão física ou moral, independentemente da motivação” e que, após a ocorrência, a direção do centro de ensino prestou apoio à profissional e a levou até a delegacia e ao Hospital Beatriz Ramos, onde foi atendida e, depois, encaminhada para casa.

Marcia dá aulas no EJA com contrato por admissão de caráter temporário. Ela também é professora efetiva da rede estadual e leciona na Escola Prefeito Germano Brandes Júnior, em Indaial.

Em nota, o governo do Estado reiterou que Marcia é funcionária da rede estadual, onde presta 20 horas semanais de serviço, e que “lamenta o ocorrido e vai continuar acompanhando o caso”.

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– Você sabe quais são as piores faculdades do Brasil?

De 2109 instituições de ensino superior avaliadas pelo MEC, mais de 300 foram consideradas insatisfatórias.

Sabe quais são elas?

O link está em: https://exame-abril-com-br.cdn.ampproject.org/c/exame.abril.com.br/carreira/as-piores-faculdades-do-brasil-segundo-avaliacao-do-mec/amp/

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– Bons Cursos via Web de Ótimas Universidades

A divulgação é pequena, mas as ofertas são boas: cursos a distância (EAD) da Unicamp e da USP.

Vale a divulgação e o compartilhamento entre amigos.

Abaixo, extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/05/11/usp-e-unicamp-lancam-cursos-a-distancia-gratuitos.htm

USP E UNICAMP LANÇAM CURSOS A DISTÂNCIA GRATUITOS

O Coursera, uma das principais plataformas de ensino online do mundo, lançou neste mês seus primeiros cursos em língua portuguesa. As formações, gratuitas, são ministradas por instituições renomadas, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos.

Os cursos da plataforma – com vídeos, simulações e exercícios – não têm data para começar ou terminar, o que facilita a participação dos alunos. O conteúdo é gratuito e cobra-se apenas uma taxa de 85 dólares (cerca de R$ 300) para emissão de certificado. O Coursera tem 12 milhões de usuários no mundo, sendo 500 mil no Brasil.

A USP oferece dois cursos: um sobre história da contabilidade e outro sobre linguagem de negócios nessa área. O primeiro estará disponível na próxima semana e o segundo, em agosto. Outras formações da USP já devem ser abertas nos próximos meses.

A Unicamp oferece, a partir deste mês, um curso de processamento digital de sinais, voltado para engenheiros. A ideia é mostrar como se criam aplicativos para converter músicas, imagens, vídeos e outros sinais em formato digital.

O segundo programa, para julho, mira interessados em empreender. A Unicamp também planeja criar cursos online abertos de Português para Estrangeiros e Física Básica.

Os chamados Moocs (sigla em inglês para cursos gratuitos, online e dirigidos ao grande público) são uma tendência em grandes universidades estrangeiras. A oferta dessas aulas virtuais também é uma estratégia para aumentar o alcance de instituições brasileiras de ponta.

Já a Fundação Lemann lança neste mês o programa de gestão para aprendizagem. O objetivo é discutir novos conceitos de planejamento estratégico nas escolas.

O Coursera ainda traduziu dois dos seus cursos mais populares. Um deles, da Universidade da Califórnia, trata de como o cérebro absorve informações para melhorar hábitos de aprendizado. O outro, da Universidade de Michigan, discute estratégias de sucesso nos negócios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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– As Mochilas de Jequié são o retrato do descaso das autoridades da Educação Infantil

Ou não são pessoas da área educacional, ou não estão nem aí com as crianças: em Jequié-BA, a Prefeitura comprou 18 mil mochilas para os alunos das escolas públicas. Só que elas são ENORMES, quase do tamanho dos pobres pequenos.

O Prefeito de lá ou o seu Secretário da Educação não têm bom senso? Isso causa lesões na coluna!

Que feio…

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– Que arrependimento em abrir mão do que se gosta…

Confesso: tive que abrir mão (por diversos motivos) das aulas em que eu seria docente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Que remorso…

Lecionar é uma paixão. Me realizo na sala de aula, me sinto bem! E por força maior, não pude aceitar a minha contratação após o concurso público (mesmo tendo sido aprovado com louvor na aula-teste).

Vida que segue… Voltarei à vida acadêmica assim que estiver liberado!

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– Universitários que se formam no Brasil versus os que trancam matrícula

Um número preocupante divulgado pelo Ministério da Educação: aproximadamente 1 milhão de brasileiros concluíram o ensino superior, contra 1,2 milhão de trancaram suas matrículas.

E qual será em 2017?

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– Cursos Preparatórios para Enem e Pré-Vestibular gratuitos!

O Instituto Federal São Paulo (IFSP), que está instalado no Complexo Argos, irá aceitar até a 6a feira (24 de fevereiro) a inscrição para cursos preparatórios para o Enem e visando o Vestibular. E de graça!

Vale a divulgação. Informações no email: jundiai@ifsb.edu.br ou pelo telefone (11) 2448.8500

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– Como identificar um ótimo professor?

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

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– Sirius e o investimento de R$ 1,5 bi

Talvez uma das últimas ou (poucas) grandes obras do Brasil. O impressionante, bilionário e futurista acelerador de partículas síncroton, em forma de anel, que está sendo construído em Campinas, supervisionado pelo LNLS.

Extraído de: http://epoca.globo.com/ciencia-e-meio-ambiente/noticia/2017/01/o-acelerador-de-particulas-de-r-15-bilhao.html

A MÁQUINA DE 1,5 BILHÃO DE REAIS

No meio da maior crise econômica da história recente, o Brasil concentra seu investimento tecnológico em um novo acelerador de partículas.

Quem circula pelo polo de alta tecnologia de Campinas, no interior de São Paulo, cruza estradinhas bucólicas pontuadas pelos campi de algumas grandes empresas. São, na maioria, instalações de concreto, cercadas por imensos estacionamentos e quase monótonas quando vistas pelo lado de fora. Um prédio branco salta à vista: parece um estádio de futebol construído em um lugar improvável. “Aqui do meio é que você tem uma noção do real tamanho do prédio”, diz o engenheiro Oscar Vigna, um homem alto e vermelho, queimado das muitas horas passadas sob o sol,  supervisionando as obras do prédio que vai abrigar o Sirius, um equipamento que funciona como um microscópio gigante.

A máquina tem um nome complicado: acelerador de partículas do tipo síncrotron. É a ferramenta que os cientistas usam para entender a estrutura atômica das substâncias com as quais vão trabalhar. Algo importante para o desenvolvimento de novos medicamentos, para o aprimoramento de materiais usados na construção civil, na exploração de petróleo e em uma infinidade de outras áreas. Uma máquina imensa, usada para desbravar universos em miniatura. Quando estiver pronto, o Sirius acumulará números parrudos. O prédio de 68.000 metros quadrados abrigará um equipamento com formato de anel e circunferência de 500 metros. Para proteger as pessoas da radiação liberada pelo funcionamento da máquina, planejada para ser a mais avançada desse tipo em todo o mundo, o conjunto será blindado por 1 quilômetro de paredes de concreto. Uma barreira com 1,5 metro de espessura e 3 metros de altura.

Dos números do Sirius, o que mais impressiona é o preço: R$ 1,5 bilhão. É o projeto científico mais ambicioso já levado a cabo no Brasil. Ou é essa a esperança de seus construtores. Sua construção ainda está em andamento. Espera-se que esteja pronto em 2019. E, com a crise econômica e política que aflige o Brasil, o gigantismo do projeto parece ameaçado. “O Sirius é prioritário, mas seria ingenuidade nossa dizer que não há preocupação”, afirma o físico Antônio José Roque, diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que encabeça o projeto. Desde que o Sirius começou a ser discutido em Brasília, em 2008, a ciência nacional foi do melhor ao pior dos mundos. Entre 2000 e 2013, as verbas para fazer ciência no Brasil cresceram a patamares inéditos para depois despencar, levadas pelos reveses econômicos do segundo governo Dilma. Cientistas deixaram o país e projetos foram postos de lado. O Ministério da Ciência não admite que o Sirius esteja ameaçado: “Num momento como o atual, um projeto como o Sirius traz oportunidades que ajudam o Brasil a sair da crise”, diz a Pasta em nota. Manter as obras dentro do cronograma exigirá repasses de R$ 500 milhões em  2017, nos cálculos do pessoal do LNLS. Mas a primeira versão de 2017, encaminhada pelo governo ao Congresso, fala em destinar apenas R$ 365 milhões. Em 2016, o orçamento proposto pelo governo – R$ 270 milhões – já sofrera reduções. Fechou em R$ 182 millhões.

O Brasil já conta com um acelerador de partículas, o UVX, também localizado em Campinas. O projeto começou em 1985, por iniciativa dos físicos Ricardo Lago e Ricardo Rodrigues. Foi inaugurado em 1997 com pompa e a presença do então presidente Fernando Henrique Cardoso.  Era o início do LNLS, uma instalação com tecnologia avançada e – coisa inédita no Brasil – aberta para ser usada por pesquisadores de qualquer universidade ou empresa do país e do mundo. Seus construtores entraram para a história do laboratório como heróis improváveis: em um país assolado pela inflação, puseram de pé um equipamento único em toda a América Latina e raro no mundo inteiro. Mas, no começo dos anos 2000, a máquina dava sinais de cansaço. A tecnologia avançara e o UVX ficara obsoleto, em comparação a outros síncrotrons espalhados pelo mundo. “Nós sabíamos que precisávamos construir um acelerador novo”, diz José Antônio Brum, diretor do LNLS entre 2001 e 2008. “Era isso ou fechar as portas.” Em 2008, Brum pediu à equipe do laboratório que desenhasse um pré-projeto do novo acelerador. A proposta foi entregue ao então ministro da Ciência, o físico Sérgio Rezende, durante uma visita ao laboratório. As avaliações preliminares adiantavam que seria um projeto caro,  de R$ 600 milhões. Rezende não se incomodou: “Eu disse ao Brum: ‘Vá em frente, que a gente arruma o dinheiro’”, afirma o ex-ministro.

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– O pós-doutoramento não existe?

Um polêmico artigo do Professor Cláudio de Moura Castro em sua coluna na Revista Veja, (ed 2513, pg 75). Ele fala que o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira!

Imagine terminar seu doutorado, se esforçar em busca da honraria de um Ph.D (philosophy doctor). e…

Leia e tire as suas próprias conclusões do texto do autor: exagero com ar de arrogância ou realidade que põe o dedo na ferida?

CRIAÇÕES BRASILEIRAS

No campo da educação, os inventos brasileiros são poucos. Mas pipocou um novo. Já havia percebido, e avivou-me a memória um blog de Simon Schwartzman: inventamos o pós-doutor! Em todas as sociedades, em algumas mais do que em outras, há palavras mágicas que se acoplam ao nome de certas pessoas. No Império, alguns eram premiados com o título de barão, conde ou visconde. Mais adiante, o título de coronel era oficialmente atribuído a potentados locais — ou usurpado com impunidade. No Vaticano, sempre houve o comércio de ungir comendadores, a bom dinheiro.
Quando um título universitário era uma prenda rara, ser “doutor” separava os escolhidos da plebe. Os anéis, um para cada profissão, identificavam os seus envaidecidos portadores. Durante o curso, antes da assinatura de cartas, convinha apor a expressão ”saudações universitárias”. Até hoje, há prisão especial para os sacrificados que conseguiram vencer a barreira do diploma.
Mas inflou-se o número de diplomados. E, pela lei da oferta e da procura, “doutor” deixou de ser grande coisa. Providencialmente, aparecem os cursos de mestrado, criando um degrau acima para diferenciar do povaréu os seus detentores. Mas a palavra tem fragilidades. Qualquer mestre-escola é chamado de mestre. E havia mestres-ferradores, instalando ferraduras em muares.

Vivas, aparece um novo título, o Ph.D.! É o verdadeiro doutor, com tese defendida diante da namorada, da mulher ou até dos netos. Recupera-se assim a superioridade, nos píncaros nobiliárquicos da vida acadêmica. É até possível comprar baratinho um desses diplomas, em países vizinhos. Mas não é fácil escapar incólume, pois o território é bem defendido pelas autoridades do MEC. Até aqui, nada de novo, pois quase todos querem ser um pouquinho mais do que o próximo.

Tampouco há algo de errado nisso, que, aliás, só faz enriquecer intelectualmente o proprietário. E, como atesta quem vos escreve, obter um doutorado em uma universidade de primeira linha é um processo longo, penoso e merecedor de algum reconhecimento.

Mas acontece que os Ph.Ds. se autorreproduzem. Mais se formam, mais professores disponíveis para os programas de doutoramento que pipocam por aí. A cada ano, produzimos 17000 doutores. Essa inflação é ótima para o país, mas uma catástrofe para os previamente glorificados por tal diploma.

Era preciso providenciar um novo patamar de status. Entra em cena a criatividade brasileira: cria-se o pós-doutor. Mas acontece que o tal pós-doutor é um título vazio ou inexistente, pois não há cursos de pós-doutoramento. Na prática, autointitulam-se pós-doutores aqueles que passaram alguns meses em uma universidade no exterior.

Dado o isolamento acadêmico do Brasil, nada mais bem-vindo do que arejar nossos professores com um período no exterior. Mas, como há milhares de universidades, das esplêndidas às vergonhosas, só Deus sabe por onde andaram e o que realizaram os pós-doutores. Um ano trabalhando em um estudo conjunto com um pesquisador de boa cepa é um uso irreprochável dos recursos do patrocinador. Mas acontece que não há nenhum filtro para conseguir uma salinha em alguma universidade e lá passar um tempo. Alguns são convidados para ministrar seminários ou cursos. Há os que fazem pesquisa e interagem com colegas. Alguns assistem a aulas como ouvintes, não é má ideia. Outros passeiam pelo campus ou fazem turismo. Ninguém fica sabendo o que aconteceu. Inexiste o prêmio de ser aceito por boas universidades, pois, como elas não oferecem notas, diplomas nem mesmo certificados, aceitam alegremente quem aparece. Afinal, não há desempenho, bom ou ruim, para comprometer a instituição. Quase qualquer um pode ser visiting scholar, mesmo em universidades de primeira linha. É uma alternativa para autoridades destronadas. Pode ser uma esplêndida ideia passar um ano em uma boa universidade estrangeira. Documentando que o tempo foi bem aplicado, contribui para o currículo. Mas o título de pós-doutor é pura invencionice brasileira. Simplesmente, não existe.

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– Vale a pena certos sacrifícios na vida?

Uma pergunta muito difícil para se responder sincera e honestamente para muitas pessoas: VOCÊ É FELIZ?

A dificuldade é: responder baseando-se em qual conceito de felicidade? Aliás, o que é ser feliz?

Difícil definir. Muitas vezes, você acha que é feliz mas não é. E outras, que é infeliz e justamente é o contrário.

Tudo isso é confuso. O grande problema é que hoje vivemos tempos de tribulações excessivas. Tomo por exemplo minha própria rotina: não dá para viver sem relógio, em especial àqueles que como eu detestam atrasos ou descumprimento de afazeres.

Gosto de muitas coisas que, por motivo de situações e de pessoas, me impedem de realizá-las. Falta-me tempo para hobbies e descanso. Acordo cada vez mais cedo e durmo cada vez mais tarde para cumprir minha carga de compromissos. E, devido a elas, sou obrigado a abrir mão das que verdadeiramente me dão prazeres.

Claro, você cairá no inevitável paradoxo do cotidiano: trabalhar para poder viver ou viver para trabalhar? Ou ainda: trabalhar no que se gosta ou naquilo que te remunera?

Com a crise brasileira, surgem ainda mais dificuldades, como as de que todo o sacrifício profissional é insuficientemente transformado em rentabilidade financeira. Somando-se os da vida pessoal, piorou!

Agradar o próximo, ser simpático, dedicado, amável ou ainda bondoso parecem ser qualidades cada vez mais raras e desprezadas pela sociedade. Tudo é em função do tempo, do dinheiro e do trabalho. Da carreira também? Talvez.

O ponto da questão é: por culpa de tarefas que me roubam disposição, devo abrir mão daqueles que me entusiasmam. São poucas as oportunidades onde busco a endorfina, aquela sensação de bem-estar (ou ainda o prazer simples de se fazer algo que gosto): no esporte, na escrita, no bate-papo ou na docência do ensino superior.

É por essas e outras que devemos avaliar muito bem nossas decisões e condutas. Planejar o futuro como? Com a esposa e filhos, com o emprego e o plano de carreira? Com amigos?

Nada disso. Planejar viver dia-a-dia, com as pessoas que você ama (e aqui incluo a família), sem sacrificá-los. Talvez em uma vida muito mais modesta que se almeja. Com mais saúde (é incrível a quantidade de amigos da minha faixa etária que assustadoramente sofreram enfarte) e alicerçado em Deus (ou na sua fé pessoal).

Confidencio: triste por abrir mão de algumas coisas que gosto por conta de problemas que desgosto. Um deles: o não-aceite das aulas no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), cujo cargo de docência passei em primeiro lugar e não poderei assumí-las por uma série de fatores que me estressam.

Mais ainda: quando você sabe que as recusas são motivadas por ocasiões evitáveis e pela falta de compreensão. Uma pena.

É vida que segue, forçando-nos a rever caminhos, parcerias e outros imbróglios. E mais ainda: o quanto vale a pena certos sacrifícios e a quem eles são?

Ótimo para refletir.

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– Como resolver o problema da folha de pagamento da USP?

Algo de difícil resolução: a folha de pagamento da USP corresponde a 106% do orçamento mensal, sendo que aproximadamente 2000 funcionários ganham mais de R$ 20.000,00.

Se os professores mais consagrados exigem melhores salários ofertados (é assim que funciona mundo afora), e os salários precisam ser reduzidos pois tudo está comprometido, como a Universidade faz?

Dilema…

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– ENEM não muda; mas adia, volta… e assim vai.

Curto e grosso: na última decisão da Justiça, enfim, o ENEM 2016 será no próximo final de semana (depois de se dizer que não mudaria a data, ter sido adiado e agora definitivamente na data originalmente marcada).

Compartilho dicas do ENEM 2016 através do Link “Portal Brasil”, em: http://portalbrasil10.com.br/enem/http://portalbrasil10.com.br/enem/

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– E como fica a suspeita de Fraude da UNIP e da UNINOVE no ENADE?

Na semana passada, a Revista Veja divulgou uma reportagem onde a Universidade Paulista e o Centro Universitário Nove de Julho promoviam golpes para turbinar a nota no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.

Até agora, nenhum desfecho do caso.

Compartilho, extraído de: http://m.folha.uol.com.br/educacao/2016/10/1825542-governo-apura-suspeita-de-fraude-de-unip-e-uninove-em-avaliacao-federal.shtml

GOVERNO APURA SUSPEITA DE FRAUDE DE UNIP E UNINOVE EM AVALIAÇÃO FEDERAL

O MEC (Ministério da Educação) promete abrir uma investigação para apurar supostas fraudes de universidades particulares no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), prova federal que mede a qualidade dos cursos e serve para regulação do ensino superior.

Dois dos maiores grupos educacionais particulares do país, a Unip e Uninove, usaram estratégias para manipular os resultados no exame, segundo reportagem deste final de semana publicada pela revista “Veja”.

Segundo a publicação, as instituições selecionavam só os melhores alunos para fazer a prova. Com os estudantes de baixo desempenho fora do exame, conseguiam notas médias mais altas.

Segundo a pasta, o caso também será encaminhado para uma investigação do Ministério da Transparência.

O Enade faz parte do sistema de avaliação do ensino superior. Pelas regras, a prova é obrigatória a todos concluintes dos cursos avaliados (um grupo de graduações é avaliado a cada três anos).

As notas compõem os indicadores de qualidade que definem a continuidade de um curso ou o funcionamento da instituição. Também são critérios para acesso a programas federais, como Fies (Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade Para Todos). Resultados positivos são ainda usados em propagandas.

ESTRATÉGIAS

Segundo a reportagem da “Veja”, a Uninove impedia que alunos ruins concluíssem o curso, chegando a não oferecer disciplinas em determinados semestres a esses estudantes. Outra estratégia era adiantar a formatura de alunos com baixo desempenho a partir de avaliações que nem sequer eram corrigidas.

Dessa forma, eles ficavam de fora do Enade. Coordenadores também alteravam respostas nos questionário de alunos, excluindo avaliações negativas ao curso. Para fazer isso, obrigavam os alunos a acessar as perguntas com uma senha padrão.

“Li alguns questionários e não estão bons. Mudei o que pude”, descreve uma diretora da Uninove, em mensagem reproduzida pela revista.

Na Unip, os melhores alunos eram escolhidos a partir de uma prova interna, similar à do Enade. Aqueles com pior desempenho eram reprovados propositalmente em várias disciplinas e, dessa forma, não faziam o exame.

Uma funcionária da Unip aparece em um vídeo de 2012, publicado no site da revista, orientando coordenadores a realizar essa prática. “A ideia é deixar alguma DP [dependência] para cumprir em agosto de 2013 para ficar fora do Enade”, afirma ela na reunião gravada.

A Folha não conseguiu falar com a Unip e Uninove. À revista as duas instituições negaram irregularidades no exame. Os casos citados são entre 2012 e 2013.

HISTÓRICO

Surgiram em 2012 denúncias de que a Unip fraudava o Enade ao inscrever no exame federal apenas alunos com bom desempenho.

Ainda sob o governo Dilma Rousseff, o MEC alterou, em março de 2012, as regras de participação no Enade. Além dos concluintes em dezembro, também passaram a fazer a prova estudantes que concluíssem o curso seis meses depois.

Era uma forma de exigir a participação daqueles que, por ventura, haviam tido a formatura postergada. No vídeo da “Veja”, entretanto, a funcionária da Unip cita formas de deixar alunos com DP em semestres anteriores. “Uma [DP] bastava na regra passada. Agora não basta mais”, diz.

Ainda em 2012, o MEC determinou auditoria presencial na Unip. O relatório final apontou que não havia irregularidades.

Na mesma época, a pasta admitiu que tinha informações de outras 30 instituições suspeitas de inflar o Enade. Não há notícias de punições.

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– Analfabetismo Brasileiro em 8,5%

Um número oficial interessante: em 2012, o Analfabetismo da População Brasileira é de 8,5%.

Bom ou ruim?

Imagine que a média é nacional; portanto, bem menor no Sul / Sudeste e bem maior no Norte / Nordeste.

Considere o seguinte: analfabeto é aquele que não sabe ler nem escrever. Se a pessoa saber apenas assinar o próprio nome, já está fora dessa estatística, pois é “semialfabetizado”. Sem contar aqueles que mal sabem ler e escrever (analfabetos funcionais) e que não estão contabilizados.

Em 1997, o índice era de 14,7%. A queda para 8,5% é boa, mas o número ainda é alto e o conceito de “alfabetização” utilizado é contestável.

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– Colégio Dom Pedro II abomina termos masculinos e femininos aos alunos e libera saia para homens.

Em tempos de inclusão social e de diversidade, existem certos excessos. O quase bicentenário Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, há 1 ano não usa mais o termo “aluno” ou “aluna”, mas “alunx” para distinguir os estudantes, a fim de deixá-los à vontade quanto a opção sexual.

Nesta semana, outra novidade: anunciou que meninos e meninas poderão escolher qual das opções de uniformes (masculina ou feminina) desejam frequentar as aulas. Ou seja: homens poderão escolher saias!

Novos tempos?

Extraído de: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,colegio-pedro-ii-no-rio-libera-saia-para-meninos,10000077010

COLÉGIO PEDRO II LIBERA SAIA PARA MENINOS.

O tradicional Colégio Pedro II, escola federal fundada em 1837, não tem mais uniformes masculino e feminino. Na prática, o uso de saias está liberado para os meninos. Em 2014, estudantes fizeram um “saiato”, depois que uma aluna transexual vestiu a saia de uma colega e teve de trocar o uniforme. Desde maio deste ano, o Pedro II adota na lista de chamada o nome social escolhido por alunos e alunas transexuais.

Portaria publicada em 14 de setembro lista o uniforme, sem distinguir que peças são para uso masculino ou feminino. Anteriormente, as meninas deveriam usar saia e camisa branca com viés azul e os meninos, calça de brim e camisa totalmente branca.

“Não se trata de fazer ou não distinção de gênero. Trata-se de cumprir resolução do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT (órgão ligado ao Ministério da Justiça). Eu apenas descrevo as opções de uniforme; deixo propositalmente em aberto, para o uso de acordo com a identidade de gênero”, afirmou o reitor Oscar Halac.

Ele reconhece que a decisão pode “causar certo furor” pelo fato de o Pedro II estar entre as escolas mais tradicionais do País. “Tradição não é sinônimo de anacronia. Mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar”, disse.

De acordo com o reitor, a medida tem ainda o objetivo de “contribuir para que não haja sofrimento desnecessário” entre estudantes transexuais e levantar a discussão sobre tolerância e o respeito às diferenças. “A escola pública precisa sinalizar que é hora de parar de odiar por odiar.” Nesta segunda, não havia alunos de saia ou meninos e meninas que tenham trocado camisas nas unidades do Centro e zona sul. Halac disse acreditar que serão poucos os que adotarão saias. “Aqui dentro eles estão seguros. Lá fora, ainda não.”

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– Para quê serve a Pós Graduação? Para mim: obrigação!

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

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– Formandos que se Tornam Líderes Corporativos dando Aula.

Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar.

Abaixo:

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA

Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril2012, por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê?

“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.

 

– E a CAIC será vendida?

Como legítimo ex-aluno da EEPG Irmã Úrsula Gherello, a querida “Escola da CAIC”, fico triste com a notícia: o Governo do Estado irá leiloar todas as terras onde estão o Instituto Agronômico de Jundiaí (o antigo DEA), onde está a escola, toda a área verde e o centro de pesquisa.

Puxa, a justificativa seria a de que o Estado precisa de dinheiro. Mas que tal tentar criar ali um campus da UNESP ou da UNICAMP, preservando o local e valorizando a Educação?

Penso que vender terras é menos interessante para um povo do que investir em ensino. E você?

Sobre o déficit do Governo?

Que se corte as mordomias, ora bolas!

E a lógica será: mais um condomínio residencial, com a já batida propaganda de vista privilegiada para a Serra do Japi”.

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– KidZania: Gostei, mas poderia ser melhor!

Recentemente fui ao KidZania, um empreendimento extremamente inteligente, educativo e divertido. É um Parque de Diversões Temático, voltado às profissões, idealizado para as crianças e com parceria de grandes e reconhecidas empresas. Ótima opção de lazer, com muita variedade e aprendizado.

Porém, algumas coisas positivas e negativas:

POSITIVAS

Renomadas empresas: Burger King, Pizzeria 1900, Nikkon, TAM, Yakult, Folha, CBN e outras empresas estão no parque e disponibilizam uma estrutura incrível!

Diversas áreas de conhecimento: as crianças aprendem profissões de todos os tipos, sendo que a descoberta das vocação é sempre induzida à elas.

NEGATIVAS

Limite de entrada de crianças em sala é baixo, e a espera se torna muito grande. Impossível brincar no Parque inteiro sem ter que ir em 3 oportunidades e dessa forma o período do funcionamento é curto.

Caríssimo! Tudo tem o preço exorbitante, das atrações aos souvenirs.

A idéia do KidZania é ótima, mas infelizmente, não é para qualquer criança, financeiramente falando.

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– Parabéns ao Dr Nalini!

Com alegria leio que o novo Secretário da Educação do Estado de São Paulo será o jundiaiense Dr José Renato Nalini, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, reconhecidamente um homem de bem e de grandes valores éticos-morais.

A tarefa é árdua, pois a Educação Paulista agoniza. Decisão corajosa em aceitar tal missão.

Dará certo?

Não sei. Aguardemos. O fato é que o Governador Geraldo Alckmin, que há tempos vem me desapontando, acerta na escolha.

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– Ensino Superior Gratuito: Sonho ou Realidade?

O Projeto é ambicioso: o Chile quer tornar universal o acesso às universidades, sem qualquer custo aos alunos.

Conseguirá?

Extraído de: http://bit.ly/1JHVRdX

CHILE PASSA A OFERTAR ENSINO SUPERIOR GRATIS

O Chile começa a pôr em marcha em 2016 a gratuidade no ensino superior, promessa da presidente Michelle Bachelet e uma das principais demandas dos protestos estudantis que há cinco anos convulsionaram o país.

Mas a novidade tem recebido uma chuva de críticas, a começar pela pressa com que foi implantada. A sanção presidencial ocorreu na véspera de Natal, poucos dias antes da matrícula deste ano letivo.

“A gratuidade não pode ser feita de qualquer maneira”, disse à Folha o deputado Gabriel Boric, um dos líderes dos protestos de 2011.

“Devemos primeiro fortalecer as universidades estatais e estabelecer compromissos para que as demais [instituições privadas, que recebem recursos públicos] não tenham fins lucrativos.”

Sem conseguir aprovar uma reforma completa do ensino superior, que mudaria também a forma de ingresso, a formação de professores e o financiamento das universidades públicas, o governo de Bachelet previu a gratuidade no Orçamento de 2016.

Mas não criou um marco legal para levar a proposta adiante nos anos seguintes.

Ficaram de fora, ainda, os alunos de instituições de ensino técnico superior. Em 2016, só 30 universidades poderão oferecer o benefício, restrito aos alunos de famílias que fazem parte dos 5% mais pobres do país.

“Está mal desenhado. Muitos estudantes de baixa renda que cursam o ensino técnico foram excluídos do benefício”, diz Harald Beyer, diretor do Centro de Estudos Públicos e ex-ministro da educação do governo de Sebastián Piñera (2010-14).

“O tratamento diferenciado frustra muitas famílias”.

UNIVERSALIZAÇÃO

O governo de Bachelet diz que quer começar pelas melhores escolas e com os mais vulneráveis. A meta, porém, é universalizar a gratuidade no ensino superior em 2020.

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– A trapalhada do Governador Alckmin na Reorganização Escolar

A idéia até que é boa: focar escolas de ciclos diferentes, otimizando-as. O problema foi o anúncio “de uma hora para outra”.

Em São Paulo, se diz que há salas ociosas. E os especialistas em Educação confirmam isso. Mas fechar escola… não dá para engolir, né?

Falhou o pessoal de Comunicação do Governo em explicar a ação. Pecou Alckmin em querer mudar sem prévio de aviso os alunos das escolas “reorganizadas” para outras, simplesmente logo no ano seguinte. Tudo deveria ser feito de maneira esclarecida e paulatina.

O pior de tudo: os confrontos entre alunos e policiais, com exageros de todos os lados.

Alguém duvida que a aprovação do governador peessedebista cairá?

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– Pianista Mirim

Recomendamos a todos os nossos amigos: a Professora de Música da nossa filhota, Monalisa Pizzolato. 

Dedicada e ótima profissional aprimorando a aluna em pleno feriado!

A Música é um dom; pura vocação – e bem treinada…

Clique: http://www.monalisapizzolato.com.br

– A Pátria Educadora está falida, na iminência de um colapso nas instituições de investimento em pesquisa.

Uma triste constatação na área de Educação no Brasil: A Pesquisa Científica por aqui faliu! Os órgãos que fomentam os pesquisadores não tem dinheiro e a presidente Dilma Rousseff cortou as verbas.

Entenda, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/10/o-brasil-esta-beira-de-um-apagao-cientifico.html

O BRASIL ESTÁ À BEIRA DE UM APAGÃO CIENTÍFICO

O laboratório da professora Helena Nader, bióloga e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fica no oitavo andar de um dos prédios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para chegar lá, como de costume em prédios desse porte, basta pegar o elevador. Porém há um detalhe: há semanas o elevador não funciona direito. Pergunto a Helena se isso já é uma evidência de que a crise econômica chegou à ciência. “O governo cortou o custeio de todo mundo. No nosso caso, isso significa contratar uma firma que não conserta o elevador. Então, nós subimos oito andares de elevador, mas descemos de escada todos os dias.” O caso poderia ser apenas uma anedota no mundo das universidades, mas não. No atual cenário de crise econômica, é o exemplo perfeito sobre o que pode acontecer com a ciência no Brasil. A queda na arrecadação e os cortes no orçamento já afetam pesquisa e desenvolvimento, e ameaçam provocar um verdedeiro apagão científico no país.

A crise de financiamento na ciência não começou agora. Ela já vem se arrastando desde o ano passado, especialmente com a pressão por causa da alta do dólar, já que muitas vezes equipamentos de laboratório precisam ser importados. Só que piorou a partir de julho deste ano, quando o governo parou de repassar os recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma agência de fomento para pesquisas de pós-graduação no país. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, anunciou que estava simplesmente paralisando seu programa de pós-graduação, já que sofreu corte de 75% nos recursos da Capes. Outros anúncios se seguiram, com o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dizendo que o corte “afeta de modo irreparável cada um dos programas de pós-graduação da UFRJ e das demais universidades públicas”.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) negou o corte de 75%. Segundo o governo, houve um contingenciamento dos recursos, mas o valor voltará a ser pago. Porém, ainda assim 10% dos recursos deverão ser cortados. “A Capes assegura o repasse de 1,65 bilhões de reais para os seus programas de pós-graduação. O montante é equivalente a 90% do valor previsto para 2015”, disse o MEC.

A verdade é que, mesmo com o governo prometendo pagar as bolsas, a crise já é sentida em diversas esferas do universo científico brasileiro. De uma maneira geral, podemos resumir os cortes ou contigenciamentos atuais em quatro pontos:

  1. Corte de 10% do valor do custeio da Capes
O governo bloqueou 75% do valor de custeio da Capes, paralisando os trabalhos de pós-graduação de algumas universidades. Segundo o MEC, esses recursos não foram cortados – eles serão liberados aos pouco, em pagamentos parcelados. Porém, o governo disse que só garante o pagamento de 90% do montante. Ou seja, na prática, há um corte de 10%.
  2. Redução dos recursos dos Fundos Setoriais
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é uma empresa pública criada para investir em ciência. Ela tem 16 fundos setoriais voltados para áreas específicas. Por exemplo, o fundo da Amazônia recebe recursos da arrecadação da Zona Franca de Manaus, e esse dinheiro é usado para pesquisa na Amazônia. Com a crise econômica, a arrecadação dos fundos cai, e a Finep consequentemente repassa uma verba menor para pesquisa científica.
  3. Paralisação dos editais dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)
O governo criou em 2008 mais de cem institutos para desenvolver desde pesquisa básica como de ponta. Eles tinham validade de sete anos. Após o término, é preciso julgar os INCTs para saber quais merecem continuar o trabalho, quais serão interrompidos ou substituídos. O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) já publicou um novo edital para renovar os institutos, mas não tem recursos para honrar o edital. O processo está parado, e os institutos sem dinheiro.
  4. Crise nos programas estaduais
A crise também atinge órgãos estaduais de ciência. Em São Paulo não há cortes, mas os Institutos de Pesquisa operam com apenas metade do número dos pesquisadores considerado necessário. No Rio, a Fundação de Amparo a Pesquisa (Faperj) interrompeu momentaneamente a liberação de novos recursos. No Rio Grande do Sul, o governo enviou projeto de lei para acabar com a Fundação Zoobotânica e o Museu de Ciências Naturais.

“É a escolha de Sofia”, diz a professora Helena Nader, referindo-se ao filme em que a personagem Sofia, interpretada pela atriz Meryl Streep, precisa escolher qual dos dois filhos vive. “Não é culpa do ministro Janine [Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação antes da reforma ministerial] ou do ministro Rebelo [Aldo Rebelo, então ministro da Ciência]. Eles tiveram de se adequar a um orçamento menor e escolher onde cortar. E para fazer isso, decidiram manter as bolsas dos estudantes e cortar no custeio”. A rubrica do custeio, no entanto, é a grande pegadinha. Ela cobre desde a compra de lápis e canetas até equipamentos científicos. Ou manutenção de elevadores. Se por um lado é importante priorizar as bolsas de jovens cientistas, por outro, o corte do custeio pode deixá-los sem laboratórios, equipamentos e o material necessário para fazer pesquisa.

Não bastassem os cortes, a questão da alocação de recursos também chama a atenção da SBPC, especialmente no caso do programa Ciência sem Fronteiras, um dos carros-chefe da política para a educação do governo.  O programa investe na formação de alunos de graduação em universidades no exterior. Acontece que quando o Ciência sem Fronteiras foi criado, em 2011, o governo não gerou novos recursos para ele. Em vez disso, alocou o programa no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). As associações científicas dizem que o Ciência sem Fronteiras está, na prática, tirando dinheiro do desenvolvimento de ciência e inovação para financiar a graduação.

As tentativas para desatar o nó no investimento da ciência existem, mas são ainda tímidas. Segundo o professor Jacob Palis, presidente da Academica Brasileira de Ciências (ABC), uma das saídas que estão sendo negociadas, mas ainda está nos bastidores, seria um convênio ou empréstimo feito pelo governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos poderiam ser usados para liberar os editais dos INCTs. Retirar o Ciência sem Fronteiras do fundo da pós-graduação é outra demanda para evitar cortes em pesquisa, e as associações científicas continuam pedindo uma porcentagem nos recursos dos royalties do petróleo. Mas a medida favorita de Palis é uma saída pouco explorada no Brasil: incentivos para o financiamento privado na ciência.

“Nós precisávamos criar uma espécie de Lei Rouanet para a ciência e tecnologia”, diz, referindo-se à lei que cria incentivos fiscais para empresas investirem em cultura. “Poderia ser um mecanismo para incentivar pessoas e empresas a doar para instituições científicas e abater parte desse valor no Imposto de Renda”. O exemplo que ele dá é o de uma das mais importantes instituições científicas do mundo, a academia de ciências do Reino Unido, conhecida como Royal Society. Essa instituição recebeu, ao longo da história, doações de terrenos, prédios e recursos de empresas, milionários e entusiastas da ciência. Não por acaso, a Royal Society financiou e publicou trabalhos de cientistas distintos, de Isaac Newton a Stephen Hawking. Um artigo publicado em ÉPOCA em junho abordou esse ponto, com o sugestivo título Por que os milionários brasileiros não doam suas fortunas a universidades?.

E foi do Reino Unido que tive a melhor definição de como a ciência brasileira pode enfrentar a crise econômica. No começo de setembro, o Conselheiro-Chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido, Robin Grimes, veio ao Brasil para assinar acordos de cooperação científica. Perguntei a ele como a Europa resistiu aos cortes durante a crise financeira de 2009. “É uma questão de a sociedade mostrar aos políticos que se importa com ciência”, disse. “Mostrar que ideias científicas podem ser transformadas em prosperidade, em empregos, em novos produtos. No Reino Unido, nós nos beneficiamos desse entendimento e conseguimos passar a crise com um orçamento estável”. Ou seja, não é apenas criticar e reclamar dos cortes. Nós, como cidadãos, também temos que mostrar que nos importamos com a ciência, sob a pena de ver o desenvolvimento do Brasil usando escadas enquanto os demais países sobem de elevador.

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– Menos Recursos para a Educação Infantil e Superior

Pátria Educadora?

Parece piada, mas o Governo que cunhou tal lema acaba de cortar recursos das Creches até as Universidades!

Compartilho, extraído de: Folha de SP, pg A8, ed 22/07/2015

DILMA CORTA VERBA PARA PRÉ-ESCOLA E CRECHE; VAGAS ERAM PROMESSA ELEITORAL

A expansão da oferta de vagas em creches e pré-escolas no país, uma das promessas do governo Dilma Rousseff (PT), será afetada pela redução do orçamento do Ministério da Educação.

Do total de R$ 9,2 bilhões cortados na pasta, R$ 3,4 bilhões (37%) eram destinados à construção de unidades de educação infantil, além de quadras esportivas.

Para gestores, a medida vai comprometer a obrigatoriedade de matrícula, a partir de 2016, de todas as crianças de 4 e 5 anos, prevista na legislação desde 2009. Segundo dados de 2013 (os mais recentes disponíveis), a taxa de atendimento dessa faixa etária é de 87,9%.

“Como podemos ser uma pátria educadora sem financiamento?”, questiona, em referência ao slogan do governo federal, Edelson Penaforth, secretário municipal de educação de Tonantins (AM) e presidente da Undime (entidade que reúne secretários municipais de educação) na região Norte.

Com população de 18 mil habitantes, a cidade solicitou recursos para a construção de duas creches, mas as obras ainda não começaram. “O não repasse de recursos certamente vai atrasar o atendimento das metas [de inclusão de crianças]”, diz Eduardo Deschamps, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

UNIVERSIDADES

A conclusão de obras no ensino superior também terá o cronograma adiado. Segundo dados obtidos pela Folha, o corte em universidades e institutos federais será de R$ 1,9 bilhão, de um total da ordem de R$ 3,2 bilhões para investimentos.

Obras com mais de 70% de conclusão terão prioridade para receber a verba. Com isso, na UFABC (Universidade Federal do ABC), por exemplo, a expansão do campus de São Bernardo foi adiada para 2016.

As universidades federais também foram afetadas pela redução do orçamento da Capes, agência federal de fomento à pesquisa. O corte de verba diminuiu os recursos para atividades e bolsas de pós-graduação.

Na UnB (Universidade de Brasília), o repasse caiu de R$ 4 milhões para R$ 1 milhão, segundo o decano de planejamento e orçamento da universidade, César Tibúrcio. “Por conta disto, muitas bancas de mestrado e doutorado estão ocorrendo via Skype ou similar”, disse ele.

Uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Dilma no ano passado, o Pronatec (programa de ensino técnico e profissional) também foi afetado pelo ajuste fiscal do governo.

A redução de 3 milhões para 1 milhão de vagas no programa representou economia de cerca de R$ 400 milhões. Os cortes também atingiram as emendas ao Orçamento destinadas à educação por deputados e senadores, e a Avaliação Nacional da Alfabetização, que seria realizada pelo Inep (instituto ligado ao MEC), foi suspensa, conforme publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”.

Cortes no MEC/Editoria de Arte/Folhapress

OUTRO LADO

O Ministério da Educação afirma que estão garantidos os recursos para obras em andamento de creches, escolas e quadras. “Novas obras serão redimensionadas”, diz.

O ministério destaca ainda que o ajuste realizado pelo governo federal “preserva os programas e ações estruturantes e essenciais” em educação, que carrega o lema do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

Assim, programas como Pronatec e Ciência sem Fronteiras “têm sua continuidade garantida este ano”, mas também haverá “redimensionamento da oferta”. Segundo a Capes, mais de 14 mil bolsistas do Ciência sem Fronteiras, selecionados em edital de 2014, irão para o exterior neste semestre.

Esse grupo ainda faz parte da meta inicial do programa, de conceder 101 mil bolsas. “Somente após esses estudantes estarem em suas instituições de destino serão definidas novas etapas do programa”, informou a Capes. A promessa do segundo mandato de Dilma é enviar mais 100 mil ao exterior.

O Inep diz que o cancelamento da avaliação de alfabetização foi motivado por “questões pedagógicas”, já que neste ano será possível fazer uma comparação entre os resultados obtidos em 2014 e 2013. Em 2016, a aplicação da prova será retomada.

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– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira

Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.

O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.

Muito bom, abaixo:

JOÃO E KIM

“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? 
A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

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– Andragogia: estamos preparados e afiados com o desafio?

Amigos e Colegas Professores, um tem a importante que compartilho: a Andragogia! estamos preparados realmente? Abaixo:

EXTRAÍDO DA APOSTILA DE PLANEJAMENTO DOCENTE DO 1º SEMESTRE/2007 DA UNISANT’ANNA – SALTO

ANDRAGOGIAarte e ciência destinada a compreender e aprimorar o processo de aprendizagem dos adultos.

Em suma – pedagogia: ciência que busca levar o aprendizado às crianças; andragogia : aos adultos.

Quatro (4) observações sobre o que acontece ao indivíduo na sua idade adulta:

1.     Modifica seu auto-conceito (dependente/independente);

2.     Acumula crescente reserva de experiência e maior volume de recursos de aprendizagem;

3.     Tem sua motivação de aprendizagem orientada para desenvolver seus papéis sociais;

4.     Modifica sua “perspectiva de tempo” em relação à aplicação de conhecimento (mais imediata).

Sua aprendizagem deve deixar de ser centralizada no conteúdo para centralizar-se no problema.

CARACTERÍSTICAS DOS ADULTOS COMO APRENDIZES E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NA APRENDIZAGEM

1-                   Adultos possuem uma quantidade razoável de experiências. Então, as estratégias de apdz de adultos devem encorajar a troca de experiências.

2-                   O corpo dos adultos, sendo maior que o das crianças, está sujeito à maiores pressões e estímulos gravitacionais.  Então, o conforto físico é importante para a apdz ; pouco conforto ou o excesso dele pode ser desastroso.

3-                   Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados. Então, os hábitos e gostos devem ser, na medida do possível, considerados e atendidos.

4-                   Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios. Então, espera-se boas respostas no desenvolvimento de oportunidades.

5-                   Adultos, em geral, têm coisas tangíveis a perder. Então, a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências.

6-                   Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas. A apdz centralizada em problemas é mais efetiva e agradável.

7-                   Adultos tendem a ter grandes preocupações e problemas a resolver fora da situação de apdz . Então, deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para a apresentação da situação de apdz e o tempo necessário para a obtenção da apdz .

8-                   Os adultos, na atualidade, são cada vez mais pressionados por grande número de opções. Então, aprender a decidir é uma opção importante.

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– Salários de Professores mundo afora

Coitados dos professores brasileiros… no país chamado pela Presidente Dilma de “Pátria Educadora”, os Mestres são heróis!

Abaixo, o comparativo de salários dos professores no resto do mundo (extraído dos dados da Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico, na Veja.com):
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– Denver descobre negativamente a Unicamp!

Isso é triste: a Unicamp entra na lista de produção de periódicos predatórios por parceria suspeita com editora chinesa.

Lamentável, se verdade…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1604897-cientistas-brasileiros-fazem-participacao-em-congresso-virar-artigo-publicado.shtml

CIENTISTAS ‘TURBINAM’ TRABALHOS APRESENTADOS EM EVENTO DA UNICAMP

Pelo menos 30 pesquisadores brasileiros “turbinaram” seus currículos com trabalhos apresentados em um evento realizado por uma editora chinesa, acusada de transgredir normas acadêmicas de publicação, em parceria com a Unicamp.

Realizada em Campinas em agosto de 2014, a 3ª Conferência Internacional de Engenharia Civil e Arquitetura foi organizada pela editora IACSIT (International Academy of Computer Science and Technology Information).

A IACSIT está desde 2012 na lista de“periódicos predatórios” elaborada por Jeffrey Beall, professor da Universidade do Colorado em Denver (EUA), considerada referência internacional.

A relação indica editoras que cobram para publicar artigos e têm critérios flexíveis para aceitá-los.

Em vez de reunir como anais de congresso os 31 trabalhos da conferência, como é o procedimento padrão na academia, a IACSIT os publicou como artigos de um de seus periódicos.

Nas avaliações de currículos para concursos, promoções, bolsas e auxílios a projetos de pesquisa, os estudos aceitos por revistas científicas contam mais que os apresentados em congressos.

Os trabalhos do evento foram publicados na revista “International Journal of Engineering and Technology” em 2014, mas estão nas edições on-line datadas de junho a dezembro de 2015. E não são versões preliminares antecipadas, usuais em alguns periódicos prestigiados. Estão em formatos definitivos, já com páginas numeradas, permitindo serem referenciados em currículos. E sem nenhuma menção ao evento da Unicamp.

A professora Gladis Camarini, da FEC (Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp), foi organizadora da conferência junto com a diretoria da IACSIT. Ela própria foi coautora de seis estudos apresentados no evento.

Camarini registrou os trabalhos na classificação de “artigos completos publicados em periódicos” em seu currículo da plataforma eletrônica Lattes.

Diferentemente da professora, dois alunos e coautores registraram os estudos feitos com ela no item de trabalhos de eventos em seus currículos Lattes. A docente não respondeu às perguntas sobre sua forma de registrar os trabalhos

O evento recebeu R$ 10 mil da CNPq, agência federal de fomento à pesquisa, e R$ 18 mil da Capes, órgão do Ministério da Educação.

Sem esclarecer quanto gastou com a reunião, a Unicamp afirmou que pagou despesas usuais de eventos científicos, como passagens e diárias de palestrantes nacionais e internacionais.

A Unicamp destacou ainda que 14 professores da FEC fizeram parte da comissão científica do evento, formada por 41 pesquisadores. Não respondeu, porém, se o grupo sabia de alguma das diversas informações negativas sobre a IACSIT na internet, entre elas o descredenciamento de eventos da editora em 2012 por parte do prestigiado IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos), fundado em 1884 nos EUA.

Da mesma forma que o CNPq, a Capes afirmou que seu processo de análise e aprovação do apoio ao avento não detectou nada de negativo sobre a editora chinesa em questão.

A IACSIT não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

PADRÃO

Ainda que a editora chinesa esteja na lista de “predatórios”, sua revista “International Journal of Engineering and Technology”. está classificada na plataforma Qualis Periódicos, da Capes, que serve para orientar pesquisadores, professores e pós-graduandos brasileiros a escolher revistas científicas para publicar seus artigos.

Apesar de irregular, o registro de trabalhos de eventos como artigos de periódicos em currículos está se tornando comum, segundo o geógrafo Marcos Pedilowski, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

“A relação dessa prática com as publicações predatórias é apenas a ponta de um iceberg com muitos outros aspectos graves ligados à pressão acadêmica cada vez maior pela produtividade dos pesquisadores com artigos em periódicos”, disse Pedilowski. “Estamos crescendo em quantidade mas estagnando em qualidade.”

O evento da IACSIT com a Unicamp não teria acontecido se a “International Journal of Engineering and Technology” e outras de suas revistas não estivessem no Qualis, afirmou o pesquisador.

A Unicamp afirmou que a conferência teve a participação de palestrantes reconhecidos internacionalmente e que evento foi muito bem sucedido, apresentaram trabalhos importantes dentro dos campos da engenharia civil e da arquitetura.

Sobre a lista de “predatórios” de Beall, a nota universidade disse que não considera que um bibliotecário acadêmico com apenas dois anos no cargo de professor, conforme consta em seu próprio blog, tenha mais competência para classificar periódicos do que a avaliação tradicionalmente reconhecida no mundo científico, que no caso foi feita por professores que assessoram a Capes.

Em relação à classificação da revista “International Journal of Engineering and Technology” no Qualis, a Capes afirmou que a cada nova avaliação, que trienal passará a ser quadrienal, “os procedimentos são atualizados, modificados e aprimorados em função dos aprendizados de cada processo”.

O CNPq não respondeu se pretende tomar medidas sobre a forma como foram registrados trabalhos do evento em pelo menos 30 currículos na plataforma Lattes.
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– Busca de Notas do MEC por Universidades e Cursos

O Jornal “O Estado de São Paulo” disponibilizou uma página virtual com mecanismo rápido de busca, a respeito de Universidades, Cursos e Notas! A ferramenta é simples e prática.

O link para pesquisa, com os conceitos do Ministério da Educação para cada instituição de ensino superior, é: http://www.estadao.com.br/especiais/ranking-do-ensino-superior,69776.htm

Das melhores às piores, é importante conhecer!

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– Problemas Educacionais do Brasil

Recebi do meu querido ex-aluno e hoje Mestre em Administração Airton Bressan de Oliveira um relatório sobre “Problemas Observados na Docência”. Me parece que o cerne da crise educacional do Brasil se encontra realmente nessas questões.

Abaixo:

PRINCIPAIS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

– Muitas faculdades e universidades não preparam o professor para a realidade da sala de aula.

– Baixa remuneração paga aos professores de Ensino Básico, principalmente da educação pública. Falta de um sistema que beneficie os profissionais mais eficientes.

– Carência em sistemas eficientes de aperfeiçoamento, capacitação e educação continuada para professores;

– Currículo pouco interessante para os alunos ou desconectados da realidade;

– Baixa participação dos pais na vida escolar dos filhos e nos assuntos da escola;

– Burocracia em excesso na administração escolar;

– Investimentos públicos insuficientes para atender com qualidades as necessidades educacionais;

– Elevados índices de repetência, principalmente em regiões mais carentes;

– Baixa permanência dos alunos nas escolas (média de 4 horas diárias);

– Existência de professores lecionando sem formação específica para a área (principalmente em regiões mais carentes do Brasil);

– Uso em excesso de métodos de ensino ultrapassados (questionários, cópias de lição na lousa, muitas aulas teóricas sem participação dos alunos, etc.);

– Falta de conexão entre os níveis de ensino (infantil, fundamental e médio);  

– Altas taxas de abandono de alunos devido ao fracasso escolar ou problemas financeiros;

– Carência de condições materiais em escolas de regiões pobres.

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– A Nota Vermelha virou Aprovação?

Causa polêmica a decisão da Prefeitura de São Paulo em aprovar alunos que, mesmo com nota vermelha, “tenham potencial”.

Não é uma subjetividade muito grande? Infelizmente, vemos adolescentes que não conseguem ler ou fazer simples contas, por culpa de uma péssima escolaridade.

Pois é… sou do temo em que o D ou E era uma grande vergonha, além de sinônimo de reprovação para aprender de verdade!

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– O que a USP deve fazer?

Algo de difícil resolução: a folha de pagamento da USP corresponde a 106% do orçamento mensal, sendo que aproximadamente 2000 funcionários ganham mais de R$ 20.000,00.

Se os professores mais consagrados exigem melhores salários ofertados (é assim que funciona mundo afora), e os salários precisam ser reduzidos pois tudo está comprometido, como a Universidade faz?

Dilema…

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