– Os Áudios da Corrupção no Futebol

Há 3 anos… para que não se esqueça:

Se esses senhores citados nesta matéria fazem isso sem escrúpulos nas negociações, é de se duvidar que façam em outras áreas do futebol (como arbitragem, administração, pessoal, marketing e publicidade)?

Sobre a vergonhosa gravação de J Hawilla, envolvendo Kleber Leite, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero (surgida hoje), abaixo,

Extraído de: http://interativos.globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/especial/grampos-revelam-como-funcionava-distribuicao-de-propina-no-caso-fifa

ÁUDIOS DA PROPINA

Grampos revelam como funcionava distribuição de propina no “Caso Fifa”. Áudios e documentos mostram que empresários subornaram dirigentes para obter contratos

10/05/2018 15h00 – Reportagem por Martín Fernandez,Desenvolvimento por Carlos Lemos

Na manhã de 9 de maio de 2013, o empresário brasileiro J. Hawilla acordou com o toque do telefone em sua suíte no hotel Mandarin, em Miami. No lobby do cinco estrelas, agentes do FBI, a polícia federal americana, o esperavam para prendê-lo por obstrução de justiça. No dia seguinte – exatamente cinco anos atrás – o dono da Traffic, então uma das maiores agências de marketing esportivo do mundo, começou a colaborar com as autoridades americanas nas investigações do “Caso Fifa”.

José Hawilla

Empresário, dono da Traffic. Foi preso pelo FBI em 2013, confessou vários crimes e virou um dos principais colaboradores da justiça nos EUA no “Caso Fifa”

Em troca de não ser processado por alguns crimes, Hawilla passou a gravar telefonemas e reuniões pessoais com dirigentes de futebol, funcionários de suas empresas, sócios e concorrentes. O empresário também forneceu documentos, contratos e relatou encontros dos quais participou. Sua colaboração foi decisiva para as investigações, em curso até hoje, que resultaram no indiciamento de dezenas de cartolas, entre eles os três últimos presidentes da CBF e os três últimos presidentes da Conmebol.

Os grampos de J. Hawilla e centenas de documentos relativos ao caso mostram o dono da Traffic e seus interlocutores discutindo abertamente o pagamento de propina para cartolas em troca dos direitos comerciais da Copa do Brasil e da Copa América, entre outras competições. O “Caso Fifa” atingiu diretamente os dois últimos presidentes da CBF: Marco Polo Del Nero foi banido de todas as atividades relacionadas a futebol e José Maria Marin foi preso. Parte das gravações feitas por Hawilla foi divulgada pela TV Record em dezembro de 2017.

O esquema funcionava assim, segundo a investigação: as agências subornavam os dirigentes para conseguir a preço baixo os contratos de campeonatos da CBF e da Conmebol. Os direitos comerciais das competições eram cedidos a esses intermediários sem que houvesse nenhum tipo de concorrência. Os direitos depois eram revendidos para emissoras de TV e patrocinadores por valores muito mais altos. Com parte do lucro da operação, as agências pagavam os subornos aos cartolas. O caso corre nos EUA porque os esquemas de corrupção usavam bancos e empresas americanas para movimentar dinheiro.

O GloboEsporte.com procurou todas as pessoas citadas nesta reportagem. Hawilla, que é acionista da TV Tem, afiliada da Rede Globo, não comentou. A defesa de Marco Polo Del Nero afirmou que não há provas de que o cartola tenha recebido suborno. Por meio de seu advogado, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira afirmou que as gravações de Hawilla “não têm legitimidade nem verossimilhança” e por isso vai processar o empresário. Os advogados de José Maria Marin não quiseram comentar o caso. O empresário Kléber Leite, que foi grampeado por Hawilla, afirmou que não reconhece as gravações como idôneas. Sua nota completa está publicada ao fim deste texto.

– Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Copa do Brasil: propina milionária

O diálogo reproduzido a seguir se deu no dia 2 de abril de 2014 entre os empresários José Hawilla e Kléber Leite, respectivamente donos das agências de marketing esportivo Traffic e Klefer, empresas que até hoje são donas de parte dos direitos da Copa do Brasil. Durante décadas, os dois empresários foram amigos e sócios. Romperam depois que o escândalo de corrupção se tornou público e ficou claro que Hawilla havia grampeado Leite.

J. HAWILLA — O Marin e o Marco Polo sabem que você está pagando mais para o Ricardo?

KLÉBER LEITE — Claro que sabem.

J. HAWILLA — Que você paga mais?

KLÉBER LEITE — Não. Não pago mais, Hawilla. É um e um.

J. HAWILLA — Mas esse um do Marin ele divide com o Marco Polo, não divide?

KLÉBER LEITE — Divide. Como eles fazem, não tenho a menor ideia.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, os direitos da Copa do Brasil foram obtidos graças ao pagamento de propinas milionárias para os três últimos presidentes da CBF: Ricardo Teixeira (1989-2012), José Maria Marin (2012-2015) e Marco Polo Del Nero (2015-2018).

O “um” citado no diálogo é o valor do suborno. R$ 1 milhão por ano para Ricardo Teixeira e mais R$ 1 milhão por ano para ser dividido entre Marin e Del Nero. A conversa por telefone foi gravada por J. Hawilla, que atuava orientado por promotores de Nova York e agentes do FBI.

Marin foi condenado pela Justiça dos EUA e está preso enquanto aguarda a divulgação de sua sentença. Teixeira e Del Nero não ocupam mais cargos no futebol. Os dois estão no Brasil, país que não extradita seus cidadãos. Sempre que se pronunciaram sobre o assunto, Del Nero e Teixeira afirmaram ser inocentes.

Em entrevista à TV Globo no dia 27 de maio de 2015, Kléber Leite afirmou que nunca pagou propina a nenhum dirigente. De fato, não há nenhuma acusação contra o empresário, nem no Brasil nem nos EUA.

— Jamais usamos deste expediente para obtenção de qualquer contrato ao longo dos 32 anos de vida da Klefer.

Em dezembro de 2011, três meses antes de deixar a presidência da CBF, Ricardo Teixeira vendeu os direitos das edições de 2015 a 2022 da Copa do Brasil para a Klefer, empresa de Kléber Leite. Por que 2015? Porque os direitos do torneio até 2014 já estavam vendidos para a Traffic, de J. Hawilla.

Valor do contrato com a Klefer: R$ 1.319.000,00 por ano em troca de todos os direitos da Copa do Brasil com “exceção de internet e transmissão por TV dos jogos da categoria masculina para território brasileiro e transmissões estrangeiras em língua portuguesa, cujos direitos a CBF cedeu à Rede Globo”.

Contrato de dezembro de 2011 em que a CBF vende os direitos da Copa do Brasil para a Klefer

Numa das conversas gravadas por Hawilla, em 26 de março de 2014, Kléber Leite dá a entender que, por este acordo entre 2015 e 2022, a Klefer pagava uma propina anual de R$ 2 milhões para Teixeira, Marin e Del Nero.

KLÉBER LEITE — Hawilla, eu tenho impressão, eu tenho impressão, que antes era um e meio. Eu tenho impressão que antes era um e meio. Esse um e meio reduziu para um, para ter mais um para os outros caras.

Os “outros caras” são José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Em 12 de março de 2012, acossado por denúncias de corrupção dentro e fora do Brasil, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF e aos cargos que ocupava na Fifa e na Conmebol.

Na CBF, Teixeira foi sucedido por Marin, na época o vice-presidente mais velho da entidade. Os postos nos Comitês Executivos da Conmebol e da Fifa foram ocupados por Del Nero. A dupla passou a mandar no futebol brasileiro. Del Nero e Marin, segundo a investigação americana, herdaram mais do que os cargos.

Em agosto de 2012, cinco meses depois da renúncia de Teixeira, Klefer e Traffic assinaram um acordo sobre a Copa do Brasil. Em vez de uma agência (Traffic) explorar comercialmente o torneio em 2013 e 2014 e a outra (Klefer) de 2015 até 2022, elas trabalhariam juntas por todo o período. Como a Klefer detinha originalmente um contrato mais longo, a Traffic concordou em pagar R$ 12 milhões como compensação.

Klefer e Traffic entram em acordo para explorar em conjunto a Copa do Brasil até 2022

Segundo os grampos e os documentos, o acordo também previa uma nova divisão do pagamento de propina. Teixeira, que recebia R$ 1,5 milhão sozinho, teve sua “cota” anual rebaixada para R$ 1 milhão. Marin e Del Nero, que acabavam de chegar ao comando da CBF, também recebiam R$ 1 milhão – valor que deveria ser dividido entre eles. Os detalhes foram discutidos numa conversa entre J. Hawilla e Kleber Leite gravada no dia 2 de maio de 2014.

KLÉBER LEITE —

Foi uma maneira que nós encontramos

de dar uma equilibrada. Porque você tem que atender um lado. Você… e ainda diminuímos o outro. Quer dizer…. Coloquei para um:

“Olha, tem que dar uma diminuída, porque não tem alternativa. Você vai ceder um lado e nós vamos acrescentar outros. Aí emparelha”. Aí tiramos 500 de cá e colocamos mais 500. Ficou um e um. Foi exatamente isso.

J. HAWILLA — Sim, mas o outro um tem que dividir por dois. É isso que estou te falando, pô. Tem que dividir por dois.

KLÉBER LEITE — Mas Hawilla, isso é problema deles, é um problema de ordem interna lá. Eu não tenho que me imiscuir nisso. É problema deles.

J. HAWILLA — Então não é um e um. É 500, 500 e um. Você entendeu?

KLÉBER LEITE — Hawilla, como eles fazem, eu não tenho a menor ideia. Eu não tenho a menor ideia. Para mim é passado e presente. Você tem que respeitar o passado que é lá que foi resolvido. Já foi acordado, o passado resolveu ceder. Cedeu. E a gente acertou aqui o presente e o futuro. Agora, o que que eles fazem, quando dividem, de que forma, não é problema meu. Não tenho nada a ver com isso, pô. Isso é problema deles.

Os mesmos números constam de emails trocados entre funcionários das duas empresas, e em documentos apreendidos por autoridades brasileiras (e enviados aos EUA) na sede da Kléfer, no Rio de Janeiro. O termo “passado” é usado para identificar Ricardo Teixeira, que à época já estava fora da CBF havia quase dois anos. Os termos “presente” e “futuro“ servem para designar a dupla formada por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

E-mail de funcionário da Kléfer para funcionário da Traffic no qual estão detalhadas as propinas referentes ao contrato da Copa do Brasil

Os codinomes foram repetidos num SMS enviado por Kléber Leite para J. Hawilla no dia 31 de março de 2014.

SMS de Kleber Leite para J. Hawilla no qual estão detalhados os pagamentos para “passado” (Ricardo Teixeira) e para “presente e futuro” (José Maria Marin e Marco Polo Del Nero

Os valores e a forma de pagamento dos subornos foram discutidas várias vezes. Num telefonema gravado no dia 24 de março, o dono da Traffic se referiu às propinas como “o PF dos caras”. O dono da Klefer tentou alertar sobre o perigo de falar sobre o assunto ao telefone.

KLÉBER LEITE — [inaudível] Mas agora não sei se o pagamento… tenho impressão, talvez, que eles tenham feito o pagamento fora. Talvez por aí. Mas pessoalmente a gente conversa sobre isso.

J. HAWILLA – Sei. Mas já pagou uma parcela?

KLÉBER LEITE — Já pagamos. Com absoluta certeza.

J. HAWILLA – Pagou para o Ricardo, o Marco Polo e o Marin?

KLÉBER LEITE — Não… não sei. Hawilla, não vamos falar essas coisas por telefone, não, porque é muito perigoso, bicho. Já basta aquela última lá sobre aquele negócio daquele cara. Falar por essa porra aí é complicado. Pessoalmente a gente fala sobre isso. Eu não estou no Brasil, mas telefone é foda, telefone é uma merda.

J. Hawilla não gravou apenas conversas por telefone. No fim da tarde de 30 de abril de 2014, o empresário se reuniu pessoalmente com José Maria Marin, na época presidente da CBF, no hotel Aqualina, outro cinco estrelas de Miami. O dono da Traffic carregava um gravador escondido e provocou o cartola ao mencionar o pagamento anual de R$ 1 milhão para Ricardo Teixeira, que àquela altura já não era presidente da CBF havia dois anos.

J. HAWILLA —

Agora a Copa do Brasil…

Tem que dar R$ 1 milhão pro Ricardo? Fala para mim.

JOSÉ MARIA MARIN — Eu acho, presta bem atenção, presta bem atenção que, puxa, o que nós já fizemos e estamos fazendo… já era hora de chegar no nosso lado. Não é verdade?

J. HAWILLA — Lógico, lógico. O dinheiro tem que ir para vocês.

JOSÉ MARIA MARIN — É isso.

J. HAWILLA — Não é pra ele.

Em 27 de maio de 2015 Marin foi preso em Zurique. Uma tradução ao inglês desta conversa com J. Hawilla estava no indiciamento tornado público naquele dia pelo Departamento de Justiça dos EUA. O cartola foi extraditado para os EUA seis meses depois e cumpriu prisão domiciliar em seu apartamento na Trump Tower, em Manhattan, até finalmente ser julgado e condenado em dezembro de 2017.

Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira seriam citados num segundo indiciamento, de dezembro de 2015, acusados dos mesmos crimes pelos quais Marin foi condenado. Os dois estavam (e continuam) no Brasil, país que não extradita seus cidadãos, motivo pelo qual nunca foram (nem serão) julgados nos EUA.

Teixeira não exerce desde 2012 nenhum cargo relacionado a futebol. O período de Marco Polo Del Nero como presidente da CBF terminou em 27 de abril de 2018, quando o Comitê de Ética da Fifa o baniu para sempre de todas as atividades relacionadas a futebol. O cartola vai recorrer da decisão da entidade que manda no futebol mundial.

Procurada, a CBF enviou uma nota na qual afirma que fará concorrências para definir os donos dos direitos de suas competições:

– Não existe nenhum contrato ou relação comercial entre a CBF e a empresa Traffic. Com relação à Klefer, existe um contrato firmado em 2011 e com vigência até 2022. A CBF tem buscado sempre que necessário propor renegociações que atendam aos interesses da entidade e dos clubes participantes. Quanto ao futuro, o compromisso da CBF é pela realização de concorrência para definição de detentores de direitos relativos a competições e Seleção Brasileira.

O empresário Kléber Leite enviou a seguinte nota à reportagem:

As gravações que já foram divulgadas há bastante tempo pela TV Record, não reconheço como idôneas. Há flagrante manipulação nos diálogos. Uma total desconexão entre o que se pergunta e o que se responde. Jamais, nos diálogos reais, verdadeiros, mantidos por mim, com o delator e réu confesso, José Hawilla, houve menção a nomes de pessoas, ao contrário do que ocorre nas gravações, quando os nomes são citados, exclusivamente, por ele.

Aliás, há um quadro no programa do Washington Rodrigues, na Rádio Tupi, que é exatamente o que aqui relato, quando o diálogo que vai ao ar sofre manipulação exatamente na fala de quem entrevista.

Diálogo original: “Ô fulano, você gosta de usar a camisa do Flamengo?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Diálogo que vai ao ar: “Ô fulano, você gosta de se vestir de baiana?” Resposta: “Adoro. Simplesmente me realizo. É o meu momento de glória.”

Nas gravações exibidas pela TV Record que, imagino serem as mesmas mencionadas por você, os meus advogados tentaram realizar perícia, porém, pela qualidade, os peritos contatados afirmaram ser impossível uma avaliação 100% precisa.

Enfim, respeito, mas lamento que este tema, já amplamente divulgado, retorne ao noticiário, como se já não tivesse causado enorme estrago na vida das pessoas.

Copa América: “Vamos todos presos”

Em 1991 começou a funcionar na América do Sul um esquema de corrupção no futebol que só seria interrompido mais de 20 anos depois pelo FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Naquele ano, sem fazer nenhum tipo de concorrência, a Conmebol vendeu para a Traffic os direitos comerciais de três edições da Copa América, a serem disputadas em 1993, 1995 e 1997.

A agência de J. Hawilla pagou US$ 6,6 milhões pelo contrato – US$ 2,2 milhões para cada edição do torneio. O então presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, impôs uma condição: só assinaria aquele contrato se recebesse um suborno. J. Hawilla topou pagar.

– Eu não lembro precisamente, mas foi algo como US$ 500 mil. Paguei porque precisava do contrato – confessou o empresário brasileiro durante seu depoimento no julgamento do “Caso Fifa” no Tribunal Federal do Brooklyn em dezembro de 2017.

A Traffic conseguiu os contratos de todas as oito edições da Copa América disputadas até 2011 com o mesmo expediente, pagando propina a quem tomava as decisões na Conmebol. Além de Leoz, J. Hawilla declarou (sob julgamento) ter subornado por vários anos os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, e da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, morto em 2014.

Trechos do depoimento de Hawilla à Justiça dos EUA, no qual ele afirma ter subornado Leoz, Teixeira e Grondona

De acordo com várias testemunhas do “Caso Fifa”, o trio mandou no futebol sul-americano sem ser incomodado até 2010. Foi quando a cúpula da Conmebol teve que lidar com o que J. Hawilla chamou de “golpe de estado” dentro da confederação. Os presidentes das federações de Equador, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai criaram um grupo político para reclamar do excesso de poder concentrado em Leoz, Teixeira e Grondona.

O “Grupo dos 6” – que logo passaria a ter a presença do Chile e viraria “dos 7” – exigia o fim dos contratos com a Traffic. Eles queriam que os direitos da Copa América fossem vendidos para a empresa argentina Full Play, dos empresários Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, pai e filho.

Também por meio do pagamento de subornos, os Jinkis já haviam estabelecido relações com dirigentes desses países. A pressão deu certo. No dia 8 de junho de 2010, uma reunião em Johanesburgo decretou a derrota da Traffic e a vitória da Full Play. A Conmebol assinou um contrato que dava à empresa argentina todos os direitos da Copa América a partir de 2015.

Problema: a Conmebol já havia vendido os mesmos direitos para a Traffic, como prova um documento assinado por Nicolas Leoz, então presidente da entidade, em fevereiro de 2004.

Contratos assinados pela Conmebol vendendo os mesmos direitos da Copa América de 2015 para duas empresas

J. Hawilla não aceitou apanhar calado. Em novembro de 2011, a Traffic foi para a guerra: entrou com uma ação na Justiça da Flórida, nos EUA, contra a Conmebol, seu presidente Nicolas Leoz, todas as dez federações de futebol da América do Sul e mais a Full Play.

O contra-ataque de Hawilla funcionou. O processo se arrastou por um ano e drenou centenas de milhares de dólares dos cartolas para o pagamento de advogados americanos. Os Jinkis e a Conmebol propuseram a Hawilla uma trégua, um acordo. E ele aceitou.

O dono da Traffic topou encerrar a ação na Justiça dos EUA. Em troca, sua agência de marketing esportivo foi incluída num consórcio, formado por três empresas, que compraria da Conmebol todos os direitos da Copa América dali por diante.

No dia 21 de maio de 2013 formalizou-se a criação da Datisa, uma fusão da brasileira Traffic com as argentinas Full Play, de Hugo e Mariano Jinkis, e Torneos (que neste caso usava o nome “Productora”), controlada pelo empresário Alejandro Burzaco, também já com anos de experiência no pagamento de propina para dirigentes da América do Sul.

No dia 25 de maio, só quatro dias depois de criada, a Datisa comprou da Conmebol as quatro edições seguintes da Copa América: 2015, 2016, 2019 e 2023. De novo, não houve nenhum tipo de concorrência pelos direitos. Só pela assinatura deste contrato, a Datisa distribuiria US$ 20 milhões em subornos para 11 dirigentes da Conmebol.

Esse contrato já previa os valores pelos quais a Datisa compraria cada edição da Copa América: US$ 75 milhões por 2015, US$ 80 milhões por 2019 e US$ 85 milhões por 2023. A edição de 2016, que incluía a participação de times da Concacaf, seria discutida à parte.

O que não estava escrito, mas era sabido por todos os que faziam parte desse acordo: a cada nova edição do torneio, a empresa voltaria a distribuir dezenas de milhões de dólares em propina para os dirigentes do continente.

A criação da Datisa foi formalizada no dia 21 de maio de 2013; quatro dias depois, a empresa já comprava os direitos comerciais da Copa América

Os novos sócios de J. Hawilla não sabiam que ele havia sido preso pelo FBI e estava colaborando com as autoridades americanas que investigavam um grande esquema de corrupção no futebol mundial. Orientado por promotores americanos, o brasileiro gravou reuniões com Burzaco e os Jinkis no hotel Aqualina, em Miami, no dia 30 de abril de 2014. Provocados por Hawilla, os três empresários falam abertamente sobre o pagamento de propina para dirigentes da Conmebol. Quem detalha a divisão do dinheiro é Alejandro Burzaco.

ALEJANDRO BURZACO —

Jota, nossa conta é muito fácil.

Nós damos três ao Brasil, três para a Argentina e três para o presidente. Três ao presidente. E mais: ele substituiu a Nicolas [Leoz] e já nos fez saber no primeiro dia.

Ele, no caso, é Eugenio Figueredo, que sucedeu Nicolas Leoz na presidência da Conmebol em 2013. Figueredo, que confessou ter cometido crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, está em prisão domiciliar no Uruguai. Ele seria substituído em 2014 no cargo pelo paraguaio Juan Angel Napout, que a exemplo de José Maria Marin foi condenado e está preso nos EUA. Na continuação da conversa gravada por Hawilla, Burzaco explica quanto pagava de propina para cada dirigente.

ALEJANDRO BURZACO — ao secretário-geral. E um milhão e meio para sete presidentes.

J. HAWILLA — Para os sete?

ALEJANDRO BURZACO — Sete presidentes, um milhão e meio [de dólares]. Porque há um país a quem não temos que dar nada

J. HAWILLA — Por que?

ALEJANDRO BURZACO — Porque é honesto. E agora acabam de expulsá-lo.

MARIANO JINKIS — Acabam de expulsá-lo porque é o único…

ALEJANDRO BURZACO — Então nunca demos nada a ele. E economizamos esse dinheiro.

O “honesto” citado por Burzaco é Sebastian Bauzá, ex-presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), que se recusou a assinar o contrato com a Datisa. Procurado pelo GloboEsporte.com, Bauzá afirmou que não dá entrevistas para veículos de outros países.

Os contratos e os grampos mostram que o esquema de corrupção se tornou mais abrangente ao longo do tempo. Os presidentes da Conmebol e das federações de Brasil e Argentina ainda eram os mais caros na prateleira dos cartolas, mas os outros também tinham que ser comprados.

Numa conversa gravada por J. Hawilla, o argentino Mariano Jinkis, dono da Full Play e 31 anos mais jovem que seu interlocutor, explica ao empresário brasileiro que houve uma mudança geracional na cartolagem e que por isso seria preciso pagar mais dinheiro a eles.

MARIANO JINKIS —

Jota. Hoje os presidentes

sabem que vamos ganhar US$ 100 milhões [de lucro]. Os presidentes têm internet. Não são Nicolas Leoz. Têm internet. Eles se falam por Facebook. Falam com os clientes em cada país.

Em outra gravação do dia 30 de abril de 2014, em Miami, os empresários contam detalhes do pagamento de propina para dirigentes da Conmebol e da Concacaf em troca desses contratos. Instigados por Hawilla, que atuava como um agente dos investigadores americanos, Burzaco e Hugo Jinkis comentam as possíveis consequências de seus atos.

J. HAWILLA —

Quem pode ser prejudicado

com esta coisa?

ALEJANDRO BURZACO — O que você quer dizer? Com este contrato? Com este assunto? Todos. Se vem a…

J. HAWILLA — Prejudicado. Quem pode ser prejudicado com isso? Alguém? Conmebol pode sofrer algum prejuízo com isso?

ALEJANDRO BURZACO — Todos podemos sair prejudicados com isso. Todos. Amanhã vem a agência de lavagem de dinheiro de Buenos Aires, para citar uma. Ou a do Brasil, ou o DEA, ou qualquer uma. E dizem: “O que são todos esses pagamentos? Isso não tem consistência”. E começam a rastrear. […] Vamos todos presos. Todos, todos, ele, você…

HUGO JINKIS — É o risco do nosso negócio.

Burzaco estava quase certo. Todos os participantes desta reunião tiveram algum tipo de problema com a Justiça, mas em graus bem diferentes. J. Hawilla, que havia sido preso um ano antes, continua até hoje colaborando com as autoridades americanas. Ele está no Brasil, com autorização do Departamento de Justiça dos EUA, e tem que voltar a Nova York para ouvir sua sentença, prevista para ser divulgada em outubro de 2018.

Os outros três empresários foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos EUA em 27 de maio de 2015, mas tomaram atitudes diferentes: Burzaco se entregou dias depois na Itália, foi extraditado para os EUA e virou um dos maiores delatores do “Caso Fifa”. Procurado, seu advogado não quis comentar as gravações feitas por J. Hawilla.

Hugo e Mariano Jinkis chegaram a ser detidos na Argentina, mas o país se recusou a extraditá-los para os EUA. Os dois hoje estão em liberdade. O advogado que os defende na Argentina afirmou ao GloboEsporte.com que eles não falam com a imprensa sobre o caso.

A Conmebol implodiu depois que o “Caso Fifa” se tornou público. Seus três últimos presidentes – Nicolas Leoz, Eugenio Figueredo e Juan Angel Napout – são acusados de corrupção. Vários ex-integrantes do Comitê Executivo confessaram ter recebido subornos e se tornaram colaboradores da Justiça dos EUA.

A atual direção da entidade contratou uma auditoria externa, que fez uma devassa nas contas e constatou um rombo de US$ 129 milhões. O resultado da auditoria foi entregue ao Ministério Público do Paraguai, que abriu uma investigação contra os três ex-presidentes.

O resultado dessa auditoria e outras provas colhidas pelas autoridades americanas no Paraguai foram encaminhadas ao Ministério Público Federal no Brasil. A procuradoria afirma estar investigando as conexões brasileiras do escândalo, mas não dá informações porque o caso está sob sigilo.

O contrato entre Conmebol e Datisa continua válido.

– Cadê a palavra, Feliciano?

Caramba, o deputado Marco Feliciano é o exemplo clássico de “político profissional”, não? Fala mansa, discurso bem demagogo, populismo na entrelinhas…

Aqui, não tem nada a respeito dele ser pastor ou falar bastante de religião (isso não quer dizer nada, há ateus virtuosos e cristãos muito pecadores – e vice-versa), mas sim pelo comportamento de sujeito acima do bem e do mal, fazendo promessas e soltando bravatas.

O exemplo disso? Falou aos quatro cantos (assista abaixo no link do Programa Pânico) que ele retiraria o apoio ao Presidente Bolsonaro (e ameaçou levar a bancada evangélica junto), caso ele não destitui-se a nova presidente da Capes, a Profa. Cláudia Toledo, até a última 2a feira. 

Estamos na 5a feira e…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=VnWb-YUUmFw

– Cunha Livre!

Taí o circo pegando fogo. O TRF-4 revogou a prisão do Deputado Eduardo Cunha.

Com muita tristeza, parece que o crime compensa sim… Você faz a sacanagem, espera um pouco na cadeia (ou em casa, na prisão domiciliar) e pronto! A “Justiça te libera”.

Acho que nós somos os vilões e os corruptos são os mocinhos. Triste Brasil.

– Renan Calheiros e Jader Barbalho no comando da CPI do Senado?

Renan Calheiros já fez implante capilar atravessando o país com jato do Governo, às nossas custas. Já renunciou mandato para não ser cassado. Já foi acusado de corrupção. Já fez de tudo em Brasília e manda-desmanda em Alagoas.

Foi da ditadura de direita, do comunismo, do Collor, do FHC, do Lula, do Temer, de “deus e do diabo”. E ainda assim tem poder e é Senador.

Leio, agora, que ele pode ser um dos principais nomes a comandar a CPI do Senado. Sendo assim, sorriam, Presidente, Governadores e Prefeitos! É só conversar muito bem que, em acordos políticos, o resultado pode ser o desejado pelos senhores.

Que país, meu Deus!

– Lula virou Honesto num passe de mágica?

Sobre a decisão do STF em relação ao Juiz Sérgio Moro – ela nos permite questionar: Lula foi um inocente acusado, ou um corrupto com julgamento direcionado?

Deixe de lado o caso do Triplex do Guarujá e avalie: Sítio de Atibaia, Odebrecht, OAS, Mensalão, Petrolão e delações premiadas. Tudo foi “inventado”?

Sendo assim, a grana de corrupção recuperada pela Operação Lava Jato deverá ser devolvida pra quem?

Abram-se as grades das cadeias.

Uma opinião indignada: https://youtu.be/FYvsYQNV4Yo

– E no que foi gasto (e quem gastou) o dinheiro da Timemania do Paulista FC?

Ontem, na Rádio Difusora, o jornalista Adilson Freddo fez uma excelente entrevista com Rodrigo Alves, presidente do Paulista FC, que não fugiu das perguntas e foi muito esclarecedor.

Abaixo, há o link disponibilizado pelo site Esporte Jundiaí com o áudio na íntegra para quem queira ouvir. Mas duas coisas me chamaram a atenção:

  1. Respondendo ao questionamento do Robinson Berró Machado sobre a dívida do Galo, levei um susto: está em torno dos R$ 50 milhões! Com as minguadas receitas que são possíveis estando na 4a divisão, há de ser mágico para fazer futebol.
  2. Eu pude perguntar ao Rodrigo sobre existir ou não uma auditoria em andamento, relembrando as queixas de possíveis desvios de dinheiro de outras gestões, e um dado passado por ele me impressionou: existe a Timemania, um jogo das Loterias da Caixa onde, quando o apostador escolhe o “Time do Coração”, o clube ganha uma participação. Este dinheiro fica na Caixa Econômica Federal (que é um banco público), a fim de pagar impostos à União (essa medida surgiu naquele primeiro Reffis do Governo Federal para ajudar os times endividados). E o Paulista tinha R$ 1.000.000,00 de saldo – sendo parte para pagamento do FGTS, outra parte bloqueada pela Justiça e cerca de R$ 250 mil… transferido para contas de particulares!

Ôpa! Isso é grave. E na minha pergunta, havia a questão também de existir ou não a possibilidade de processo judicial para reaver valores / punir saídas indevidase há. Por questões da própria Auditoria e Justiça, o presidente não pode revelar os nomes dos favorecidos (o que é normal).

Fico cá pensando com meus botões: que “Caixa Preta Maluca e Sinistra” é a vida financeira do Galo, não?

A entrevista, em: https://www.youtube.com/watch?v=KpEwQ-7XOvk&t=19s

– Quem não te conhece, que te compre, Lula.

É inegável que o ex-presidente Lula é ótimo de discurso. É inegável também que os mais jovens, que não presenciaram a história de seus crimes de corrupção e engodos, nem os “não sabia” que insistentemente falava nos questionamentos sobre o Mensalão e Petrolão, podem até “comprar” esse blá-blá-blá demagógico que tão bem ele usou e usa para ludibriar.

Ao assistir a fala dele hoje, não me restou dúvida: está afinadíssimo na estratégia de se vitimizar. E fez o discurso político de candidato, aproveitando a péssima gestão da crise pandêmica de Bolsonaro.

Quem viveu a história, dos tempos pré-eleitorais, passando pela própria gestão Lula, sabe o quão esse lobo veste pele de cordeiro. Desvios BILIONÁRIOS de dinheiro, que poderiam ser usados na saúde ou na educação, ficaram encobertos pelas migalhas camufladas em assistencialismo (e não em infraestrutura e sustentabilidade definitiva).

Triste. Muito triste ver gente aplaudindo a demagogia de quem consegue enganar por tanto tempo. Um verdadeiro “Paulo Maluf versão esquerda” (o “rouba mas faz”, original do Adhemar de Barros).

O pior é que há a parcela fanática que se deixa levar pela paixão política. E essa paixão é a mais cega que existe.

Ops: não sou Bolsonaro, Dória, Amoêdo, Ciro, Marina ou Boulos. Sou só um cara revoltado ao ver inocentes (e alguns que não conhecem a história) aplaudindo um bandido.

Aliás: o que os cúmplices dele, que foram abandonados, estariam pensando, como Palloci, Guido Mantega e tantos outros?

Daqui há pouco, o dinheiro recuperado das picaretagens (veja quanto a Lava-Jato trouxe do Exterior para os cofres públicos), será reivindicado…

Reitero: que vergonha, Brasil.

– A Farra do Plano de Saúde do Senado Brasileiro

De 2014, um repost que não pode ser esquecido:

Veja só: Demóstenes Torres, senador cassado, ainda se beneficia do Plano de Saúde vitalício de quando estava no Congresso. Mesmo tendo perdido o cargo por corrupção, ele e a família continuam bancados por nós!

Funciona assim: cada senador tem direito a gastar R$ 32.958,12 por ano. Mas se você não usar, acumula para o ano seguinte. Se em 10 anos você não usar, está lá mais de 320.000,00 para serem gastos e que não têm prazo de validade.

Se o político for suplente e assumir o cargo por um dia apenas, ganha o benefício para o resto da vida. E se for cassado por corrupção ou crimes, não perde.

Sensacional, não?

Se precisar de dentista, a regra é a mesma, só mudam os valores: R$ 25.998,96;

Ô país de poucos privilegiados… enquanto isso o povão está se matando na fila do INSS.

(números extraídos de OESP, ed 10/03/14, pg A5).

– #tbt2: Rir para não chorar…

Só assim: rir (para não chorarmos) daqueles que desfalcaram os cofres públicos…

Há 6 anos, vivíamos o auge do Petrolão. E duas personagens importantes sumiram do noticiário: Graça Foster e Nestor Cerveró. Lembram deles?

Foram só essas pessoas que assaltaram a Petrobrás? Nada disso…

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Lula e Bolsonaro irmanados contra Moro? Mesmo não estando juntos, comungam aparentemente do ideal.

A interpretação dos fatos no Brasil sempre ocorre de acordo com as paixões. Um bom exemplo: Sérgio Moro e a suposta parcialidade nos julgamentos. 

Há uma grande confusão disseminada nas Redes Sociais. O problema reside em: não é que Lula tenha sido um inocente condenado por alguém que lhe inventou culpa, mas sim um corrupto no qual o juiz ajudou os procuradores a não deixá-lo escapar das garras da Lei. 

Bem claro: Moro não plantou provas inexistentes, mas deu dicas à PGR de como provar sua culpabilidade (o que não poderia ter feito, pelo cargo que ocupa).

A questão é: Lula poderá ser novamente julgado, blá-blá-blá e toda a culpa dos monstruosos crimes de corrupção do Mensalão e do Petrolão, impunes.

A reboque, uma alegria indisfarçável do Governo na implosão da Operação Lava-Jato (um desejo de Bolsonaro desde que tentou – e conseguiu – intervir na Polícia Federal nos tempos de Moro ministro). 

Não é curioso que Luís Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro estejam em comunhão contra Sérgio Moro? Ou não estão?

Não seria somente por uma possibilidade do ex-juiz se candidatar à Presidência em 2022… ou não é assim?

Difícil responder tais questões.

– Por quê a Rede Globo é “Globolixo” para Lulistas e Bolsonaristas, mas não foi em outros tempos?

Há 1 ano…

O Chanceler Ernesto Araújo, ontem, em entrevista ao “Morning Show” da Rádio Jovem Pan, quando questionado sobre as ofensas do presidente Bolsonaro contra a imprensa, justificou que são necessárias para mostrar a repulsa do Governo sobre a narrativa que é feita. Generalizou negativamente o papel dos órgãos de informação e manteve o discurso de tentativa de validar “teorias da conspiração”.

Voltei ao tempo! Lembrei-me do Lulopetismo a cada crítica feita contra o corrupto ex-presidente. Na época, no auge do PT (paralelamente ao Mensalão e Petrolão, esquemas muito bem montados de assalto aos cofres públicos), os fanáticos apaixonados de Lula xingavam a Revista Veja, a Folha de São Paulo e a Rede Globo, criando o termo “Globolixo”. Não faz tanto tempo assim para que isso tenha caído no esquecimento.

Hoje, a cada manchete do Jornal Nacional mostrando equívocos de Bolsonaro (especialmente contra a Pandemia), o termo dos fanáticos é… “Globolixo”!

Peraí: a Globo mostrava a verdade contra Lula e servia aos antipetistas. Hoje, inverteu-se a lógica?

Que Brasil pilhado e fanatizado… Memória seletiva?

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

A propósito, achei essa imagem, acima, do Prof Hemerson Pistori (em: https://pistori.weebly.com/blog/globolixo) que representa muito bem tudo isso! Escreveu ele:

GLOBOLIXO???
Não é uma mera coincidência que tanto Lula quanto Bolsonaro insultem ferozmente a imprensa e detestem, particularmente, o meio de comunicação mais influente do país. Líderes populistas e autoritários somente se sustentam com base na mentira, desinformação e manipulação. Contam sempre com um grande grupo de fanáticos que nunca aceitam que nada de negativo seja dito de seus ídolos e se alimentam do ódio e de um falso discurso que divide a sociedade entre os “do bem” e os “do mal”, quando de fato tanto o bem quanto o mal teimam em se espalhar democraticamente por todos os lados.

– Gaste-se o dinheiro público com responsabilidade.

Uma nação honesta e justa não pode ter corrupção (como foi na época do engodo com os crimes da gestão Lula / Dilma / PT); assim também um país dito “quebrado” (foi o presidente quem disse) não deve gastar dinheiro com luxos, vaidades ou coisas desnecessárias.

Essa opinião do amigo Quartarollo é perfeita. Abaixo:

– Santidade de Político? Faça-me o favor… das lagostas do Judiciário ao leite condensado do Executivo.

Em 2019, o STF gastou mais de 1 milhão de reais em “refeições institucionais” aos ministros. Elas se baseavam em Lagostas e Vinhos Premiados (fonte: https://doutoradevogado.jusbrasil.com.br/noticias/702257470/stf-pode-gastar-1-2-milhao-com-lagostas-e-vinhos-refeicoes-institucionais).

Os ex-presidentes da República vivos, pasmem, ainda custam caro para a União: Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma tem muitas viagens custeadas pelos nossos impostos, além de motoristas e carros. Os gastos de cartão corporativos deles, noticiados vez ou outra, mostravam quantias absurdas com produtos bem acima do preço a nós, mortais (fonte: https://www.feebpr.org.br/noticia/mordomias-a-ex-presidentes-do-brasil-ja-custaram-r-36-milhoes-aos-cofres-publicos).

Agora, vemos os 15 milhões de reais gastos pelo Governo Bolsonaro com leite condensado, saindo a R$ 162,00 / unidade (dados do Portal da Transparência, do próprio Governo). Óbvio, não foi ele quem comprou pra si, mas se refere ao valor para todos os órgãos, custando esse preço médio (o que não muda muita coisa, em termos de absurdo).

Obviamente, fica a impressão de superfaturamento. Mas o que mais assusta: há quem defenda com unhas e dentes esses senhores!

Lula, Dória, Bolsonaro… não me parecem ser políticos imaculados. Aliás, qual político seria santo?

– E prenderam o Crivella…

O Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, a 9 dias de terminar o seu mandato, foi preso por corrupção.

O motivo? 

A comprovação do tão falado “QG da Propina” dentro da Prefeitura carioca…

Lamentável!

Notícias atualizadas em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/12/22/crivella-prisao.htm

– Há 5 anos Marin era preso. E Marco Polo…

Rememorar é preciso: José Maria Marin era preso há 5 anos. Desde então, Marco Polo Del Nero, que disse nunca imaginar que seu colega era corrupto, começou o seu exílio tupiniquim.

O texto, relembrando a ocasião, está abaixo. O que mudou?

MARIN NO XILINDRÓ. MARCO POLO TEM DORMIDO?

Se o cara tem 56 milhões para pagar a sua prisão domiciliar, quanto não teve já arrecadado (lícita ou ilicitamente)?

E Marco Polo Del Nero, ilhado no Brasil, não sabia de nenhum negócio irregular da CBF? Se não sabia e agora descobriu, deveria se oferecer como testemunha, se entender que é honesto. Ou também tem culpa?

Imaginem o medo que alguns cartolas estão tendo, perdendo o sono com medo do FBI e de levarem o mesmo fim de Marin.

A imagem do ex-presidente da CBF saindo do Fórum de NY é perturbante aos que têm seus pecados. Mas que não seja só ele a ser punido…

– João Santana sendo sincero:

Um dos episódios mais horrorosos da política brasileira foi a corrupção petista. Uma população iludida por demagogos que diziam trabalhar pelo povo e saquearam o país com seus golpes (Mensalão, Petrolão e tantos outros). 

Digo isso pois leio o twitter de Daniela Lima (@DanielaLima_), sobre o Marqueteiro do PT João Santana em entrevista ao Roda Viva (ontem), que destacou bem um momento do programa:

“João Santana conta que no terceiro dia dele na cadeia jogaram por debaixo da porta da cela um recorte de jornal com o presidente do PT dizendo que a sigla ‘não tinha marqueteiro’. ‘Não me senti traidor. Me senti traído’.

Cá entre nós: foi um momento de implosão da quadrilha que roubou sem dó o país.

– O Senador corrupto e o Filho Suplente.

Praticamente ninguém se preocupa com “nome de suplente de senador” quando vai à urna votar. Todo candidato ao Senado tem “um vice” (ou, mais claro, um substituto). E aí moram as coisas complicadas: quase nunca eles são sabidos pelo eleitor!

O senador Chico Rodrigues, que era o vice-líder do Governo Bolsonaro no Congresso – e foi flagrado com dinheiro fruto de corrupção escondido na cueca – pediu licença de 121 dias e será substituído por… Pedro Arthur, que é seu FILHO.

Contra o suplente que assumirá o cargo de Senador da República, existe a cobrança de mais de 1 milhão de reais em impostos não pagos para a União.

Esse é o nosso triste Brasil.

– Explicando como o dinheiro apareceu na cueca…

Ontem falamos sobre os políticos corruptos independente de ideologia. Citamos o líder do Governo Dilma e o caso recente, o vice-líder de Bolsonaro (ambos flagrados com propina na cueca). Vide em: https://wp.me/p4RTuC-rPv.

Pois bem: Chico Rodrigues, que foi o pivô da discussão, disse que vai provar ser honesto! O presidente Jair Bolsonaro já adiantou que ele “não é Governo” (embora tenha o cargo de vice-líder do Governo…).

Fica a pergunta, idêntica à história popular do “batom na cueca”: como foi parar a prova lá?

Não é bizarro imaginar o político em questão explicar como é que a grana apareceu na sua cueca? Alguém colocou lá e ele não percebeu? E que isso é honesto?

– De novo um político com Dinheiro na Cueca? Depois do líder de Dilma, agora o vice-líder de Bolsonaro.

Assim como na época de Dilma, tivemos um “líder do Governo” com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães / PT), agora, na gestão Bolsonaro vivemos a mesma situação de corrupto disfarçando grana suja no mesmo lugar: Chico Rodrigues / DEM.

Mudam só os partidos, mas a prática safada continua a mesma, não? E o interessante é que os nossos governantes, no discurso, se autoproclamam honestos e alegam não ter envolvimento nenhum com as pessoas que… eles próprios escolhem!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/10/14/pf-encontra-dinheiro-na-cueca-de-vice-lider-do-governo-bolsonaro.htm

PF ENCONTRA DINHEIRO NA CUECA DO VICE-LÍDER DO GOVERNO BOLSONARO

O vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista, escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

A operação que alvejou o senador foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão. A promessa também foi feita no momento em que Bolsonaro vem sendo criticado por militantes e por lavajatistas que apontam o enfraquecimento da pauta anticorrupção no governo.

Chico Rodrigues emprega Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, como assessor parlamentar, em seu gabinete no Senado. Léo Índio é muito próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e é conhecido por ter livre trânsito no Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.

Rodrigues observou ainda que, ao longo de 30 anos na política, conheceu “muita gente mal intencionada”, a fim de macular sua imagem. “Ainda mais em um período eleitoral conturbado como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou.

Durante o julgamento do caso do traficante André do Rap, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma menção à operação realizada pela Polícia Federal. Barroso afirmou que estava monitorando o cumprimento de mandados de busca e apreensão que envolviam uma autoridade com foro no Supremo, sem revelar o nome. “Desviar dinheiro da saúde em plena pandemia é mais do que corrupção e chega bem próximo do assassinato. Devemos ter em conta que isso não é aceitável. Precisamos continuar no esforço de desnaturalização das coisas erradas no Brasil”, argumentou o ministro.

– A Operação Lava Jato deveria ser permanente!

A Operação Lava Jato foi um marco positivo na história do Brasil. Nunca tantos políticos importantes foram presos, e com ela isso ocorreu e em grande quantidade. “Sangrou-se feridas” disfarçadas, não poupando partido ou ideologia.

Entretanto, disse o presidente Jair Bolsonaro:

“É um orgulho, uma satisfação que eu tenho de dizer a essa imprensa maravilhosa nossa, que eu não quero acabar com a Lava Jato… Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação. Para nós, fazemos um governo de peito aberto.”

Um erro falar isso, presidente. A Lava Jato deveria ser uma instituição. E vangloriar-se que não há corrupção no Governo atual soa de uma arrogância grande, pois o próprio senador Flávio Bolsonaro está enfrentando pendengas que se arrastam.

Aliás, o último político que se endeusou com auto-elogios foi Lula, quando disse “não existir viva alma mais honesta no Brasil do que a dele”

– O Maior Ficha Limpa do Brasil!

Há algum tempo, Maluf declarou que se encontrassem algum dinheiro dele no exterior, doaria tudo à Santa Casa de Misericórida. Depois, declarou que era o político mais ficha limpa do Brasil!

Mas que cara-de-pau…

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– O QG da propina de Crivella é algo assustador!

Depois da condenável ação do Prefeito carioca Marcelo Crivella criando os “Guadiões do Crivella”, surgiram nessa semana outros escândalos. Um mais cabeludo do que o outro!

Não sei o que é pior: as reportagens que mostram e comprovam o empresário Rafael Alves mandando e desmandando na prefeitura (prova de falta de autoridade) ou o QG da propina (prova de falta de honestidade). Claro que ambas as reportagens que denunciam isso são igualmente condenatórias.

Pobre eleitor do Rio de Janeiro… Governadores enrolados, prefeito suspeito… isso diz muita coisa pela calamidade na saúde e a violência urbana.

– José Maria Monção, o candidato corrupto (mas sincero)!

Cocal-PI, já teve um prefeito preso por desvio de dinheiro. E ele é candidato novamente, justificando que rouba menos que seu adversário, o atual prefeito. É mole?

Sincero e, ao mesmo tempo, triste para a realidade brasileira. Abaixo:

“Fui prefeito 3 vezes, sei do sofrimento. Mas também não roubei o tanto que esse aí roubou, não. Esse é descarado, tá afundando o Cocal”.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=h1Jrzx0Zd9A

– A juíza que censurou a Globo no caso de Flávio Bolsonaro / A revista que exaltou Flávio Dino às vésperas da assinatura.

Não me iludo com políticos e seus militantes radicais. Abaixo, dois exemplos:

Na semana passada, a juíza Cristina Serra Feijó determinou a proibição de uma matéria da Rede Globo revelando documentos comprometedores contra o Senador Flávio Bolsonaro. A justificativa, pasmem, no documento despachado, foi a de “excesso de liberdade de imprensa”. O interessante é que aqueles mais fanatizados politicamente (os extremistas pró-presidente), que detonam o Judiciário diariamente, nada criticaram quanto à esta censura. Só se critica quando convém?

Também na mesma semana, Flávio Dino, governador do Maranhão, viu-se impelido a cancelar assinaturas da Revista Carta Capital, após a péssima repercussão. Em Junho, Dino visitou o dono da revista, Mino Carta. Em Julho, saiu uma matéria elogiosa à ele, desqualificando quem era contrário à sua gestão. Em Agosto, surgiu o contrato sem licitação (pois foi escolhida APENAS essa publicação – dispensando Veja, Isto É, Época, Superinteressante) para abastecer as bibliotecas das escolas maranhenses com a Carta Capital. Em Setembro, com escolas fechadas (sendo desnecessária a compra), cancelou-se tudo (em 2019, a Carta Capital foi exclusiva de seu segmento no Maranhão, ao custo de mais de R$ 600 mil).

Dos liberais-conservadores aos comunistas-progressistas, a relação entre políticos, juizes e imprensa é traumática. Mas lembre-se: confie na imprensa ética e honesta, na Justiça limpa e descomprometida, e, por fim, em Políticos transparentes e não-demagogospois há bons e ruins em todos os setores, como visto nestes casos.

– Que vergonha, Witzel e Pastor Everaldo!

Uma situação vexatória: o jundiaiense Wilson Witzel, que largou o ofício de Juiz para ser Governador do Estado do Rio de Janeiro, foi afastado do seu cargo por suspeita de corrupção. Seu braço direito, o ex-candidato à presidência Pastor Everaldo (PSC-RJ), está preso.

O pior é que as provas são inúmeras e parece ser mais um político carioca a ir para a cadeia. Justo ele que defendia a moralidade.

Aliás, pouco se aborda: os sistemas anti-corrupcão à base de inteligência artificial que estão sendo instalados, em especial à fiscalização aos recursos federais enviados aos estados, parecem estar funcionando…

Uma pena que, entra ano sai ano, ser temos desilusões na Política.

– Vão relaxar para os corruptos condenados por Sérgio Moro?

Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski (os dois juízes mais polêmicos da Corte, justamente por decisões que o senso popular critica por liberar / aliviar pessoas, em tese, corruptas), entenderam que na sentença do ex-juiz Sergio Moro contra Paulo Roberto Krug (doleiro envolvido com Alberto Youssef), houve parcialidade na condenação e a anularam.

Caramba… tal decisão é rara, e abre um precedente para outras do tipo.

O medo é: esses ministros estão dando brechas para soltar os corruptos do Petrolão?

– Desconfie de quem se omite na Política!

Não sou lulista, comunista ou petista. Não sou Alckmin, Doria ou Serra. Não sou do NOVO, do DEM, do Patriotas. Tampouco fanatizado chapa-branca do Governo.

Sou apartidário, mas não sou apolítico (pois todos nós precisamos nos preocupar com o Brasil). E também não sou candidato a nada.

Digo isso pois o “fanatismo de muitos” nos obriga a esclarecer que se é independente quando critica certas situações dos políticos no país. E fico muito a vontade para postar esse vídeo (assista inteiro, tem 1’30”) que traz a mesma indignação e dúvida ao presidente Jair Bolsonaro que eu tenho.

Abaixo, em: https://youtu.be/7SqT01M1IqU

Ops: Eu torço para meu país, mas isso não quer dizer avalizar toda ação do presidente como se ele fosse um imaculado cidadão.

– Quem perde na briga com os jornalistas é o próprio Bolsonaro, ao imitar estratégia de Lula.

No auge da sua popularidade mesmo com a crise do Mensalão (na época, nada havia sido provado ainda), Lula usava como desculpa dizer aos 4 cantos que “nada sabia de corrupção”. A estratégia era clara: fugir dos seus pares petistas envolvidos tentando preservar seu nome.

Agora, no auge da sua popularidade mesmo com a crise de Flávio Bolsonaro e seu laranja Queiroz (também sem provas finais ainda) Jair Bolsonaro usa da mesma estratégia: foge das respostas aos questionamentos dos jornalistas, tentando se separar da imagem do filho.

O que mais assusta é o desequilíbrio emocional de um Chefe de Estado: após ser perguntado sobre os 89 mil reais na conta da sua mulher depositados pelo ex-assessor do seu filho, ofendeu com intimidação o repórter.

Estamos bem representados nos últimos anos com esses presidentes, não?

– A delação de 1 bilhão!

Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, topou fazer a delação premiada de seus crimes há algum tempo. Mas para que ela se concretize, devem existir provas documentais – e só assim ela é validada!

Não é que ele provou o que “dedou” e vai pagar incríveis 1 bilhão de reais de multa?

Quanta gente não passou por ele, quanto dinheiro não foi fruto de corrupção e que montante incontável suas transações não devem ter atingido, não?

Tem político que não dormirá nos próximos dias…

– Flávio Bolsonaro e a fiel imitação à Lula

Durante todo o escândalo do Mensalão, o ex-presidente Lula dizia aos quatro cantos quando algo importante era revelado: “eu não sabia”. Fez-se de bobo até o último instante, das coisas menores às mais relevantes, sempre negando conhecimento dos crimes que estava envolvido.

Agora, é a vez de Flávio Bolsonaro ter a mesma estratégia: sobre a compra de 2 apartamentos em Copacabana, por R$ 638.000,00 em dinheiro vivo, alegou ao Ministério Público que “não se lembrava como tinha pago”.

Cá entre nós: o sujeito que paga uma fortuna dessa em espécie, e não se lembra, ou deve estar muito acostumado a mexer com altas cifras em papel moeda ou simplesmente é maluco. Ou a 3a hipótese: corrupto.

– O Ministro confessou a corrupção e ainda embolsou dinheiro, devido a multa menor?

O Ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni admitiu que recebeu R$ 300.000,00 em caixa 2 da JBS, datados entre 2012 e 2014. Pagou à Justiça R$ 189.000,00 como multa para que o processo fosse encerrado.

Vale ou não a corrupção no Brasil?

Com a palavra, o presidente Jair Bolsonaro, que sempre fala da “Nova Política”. Essa prática parece da Velha, não?

– Não se acostume nunca com a corrupção!

ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ

– Laje do Muriaé e seu político sincero demais! Vai “roubar” pouco?

Em Laje do Muriaé, no estado do Rio de Janeiro, um candidato a vereador chamado Liédio Luiz da Silva foi muito sincero: gravou um vídeo dizendo que sabe dos problemas de corrupção envolvendo o seu partido, o PT, e se eleito vai… roubar pouco!

Pode?

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=pW3Ukf8cHfc

– Sobra algum honesto? Operação Revoada denuncia José Serra.

Lembram da lista do Departamento “de Propina” da Construtora Odebrecht? Havia políticos de praticamente todas as siglas, apelidados e sempre como um motivo bem “marcante” para a escolha dos nomes.

Lula e seus amigos do PT, além dos partidos que o apoiavam, estavam nela. Idem a Geraldo Alckmin e parceiros do PSDB, além dos aliados. O problema é que: o dinheiro era muito bem transacionado por diversos países e contas, numa engenharia financeira extremamente bem feita, a fim de dificultar as investigações.

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal agiu conforme denúncia oferecida ao Senador José Serra e sua filha Verônica, por lavagem de dinheiro no Rodoanel, proveniente da mesma construtora.

O Bhrama, a Avião, o M&M, a Barbie, o Italiano, o Baiano… todos farinhas do mesmo saco!

Se você não sabe a quem se refere esses codinomes acima, procure aqui: https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/apelidos-de-politicos-na-odebrecht-quem-e-quem.ghtml

Ops: como provavelmente haverá o comentário de que “pelo menos Bolsonaro não é corrupto”, já aviso: eu não ponho a mão no fogo por gente como ele. Não é, Flávio e Queiroz?

– A cara-de-pau de Lula sobre a Petrobrás

Ontem, em matéria publicada pelo UOL, Lula falou novamente a mesma ladainha: de que o FBI e a Operação Lava Jato queriam tomar conta da Petrobrás e o fez de culpado, incriminando-o injustamente, entre outras palavras demagógicas!

Quem crê no ex-presidente Luís Inácio hoje? Talvez os ainda fanáticos e /ou mais jovens que desconhecem a história. De tantos discursos inflamados (e nisso ele sempre foi bom), descobriu-se que eram palavras falsas, pois os maiores esquemas de corrupção do mundo (repare: não escrevi “do Brasil”) foram o Mensalão e o Petrolão.

Ou vai dizer que os chamados “mensaleiros” e “ptralhas” (como ficaram conhecidas as pessoas e os deputados do PT e de outros partidos coligados envolvidos) não existiram?