– Grenal em pleno Covid-19?

Eu não sabia e me assustei: quer dizer que Internacional e Grêmio voltaram a treinar, mesmo nesse clima horroroso que vive o Brasil pela Covid-19?

É ignorância das pessoas ou simplesmente desprezar conscientemente o contágio do Novo Coronavírus?

Tanto o Colorado quanto o Tricolor Gaúcho deveriam fazer campanhas sociais preventivas, mostrando a grandiosidade da história que possuem, e não se submeterem a esse vexame.

– 615 mortos por Covid-19. Não podemos acostumar com isso!

Boa lembrança de William Bonner, há pouco, no Jornal Nacional: 205 pessoas morreram na tragédia da Brumadinho, na barragem que se rompeu. Mortes evitáveis. As pessoas se indignaram.

Hoje, em nosso país, 615 pessoas morreram de Covid-19. Mais de 8.500 mortos (por enquanto). E… parece que estamos nos acostumando.

Lamento que muitos estejam usando isso como briga política, deixando até mesmo a população confusa. E fique claro: não são pessoas que morreram de doenças inevitáveis, mas de uma enfermidade que requer atenção, pois pode ser fatal. Lamento ainda mais não ver um só esforço do Presidente da República Jair Bolsonaro em pedir para as pessoas tomarem precauções.

Neste momento, a doença que chegou através dos ricos que vieram de passeios internacionais ou a trabalho por quem tem que viajar, passou para as periferias das capitais e está chegando nas cidades pequenas do Interior. A tendência é o número de vítimas aumentar.

Não creia que são números falsos, forçados. Veja nos cemitérios: não há pessoas que deixaram de morrer de uma doença X ou Y e foram atestadas como Covid-19, são mortes a mais explicando, de tal forma, o colapso nos velórios e enterros.

Rezemos! Mas façamos a nossa parte, pois o Estado (e digo nas 3 esferas) parece estar perdido.

Como será o novo mundo depois que o coronavírus passar? | NeoFeed

– 600 mortes por Covid-19 somente hoje. E há quem não leve a sério…

Em menos de 50 dias, quase 115.000 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo Coronavírus, sendo próximo de 8.000 mortes. Hoje, SOMENTE HOJE: 600 novos casos (lembrando que nos 365 dias de 2019, morreram ao todo 759 de dengue).

E há quem desdenhe. Lamento muito o Presidente da República em não falar em momento algum que as pessoas devem se prevenir, que a coisa é muito séria ou ainda de dar exemplo com suas atitudes de prevenção.

Talvez aqui o vírus seja diferente, não é possível.

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– Imagine a Pressão no Dia das Mães e Festa Junina!

Se o Comércio está desesperado com as vendas somente on-line para o Dia das Mães (a 2a melhor data para as vendas), tendo exercido natural pressão para um relaxamento nas medidas contra o Covid-19, imagine como será a pressão para as Festas Juninas! 

Pense como deputados farão discursos exaltados dizendo que até lá (Junho) tudo estará bem. E os municípios que fazem da Festa de São João um grande evento, o que farão para tentar realizá-las?

Claro, tal assunto despertará a questão: no Carnaval, já se sabia o suficiente ou não sobre  o Novo Coronavírus? Foi ou não responsável liberar as festividades?

Em tempo: algumas cidades já cancelaram suas Festas Juninas. É, agora, esperar as Julinas.

As cinco maiores festas juninas do Brasil | Viagem e Turismo

– As restrições viárias na Capital Paulista são inteligentes?

Ouvi as justificativas das autoridades para o fechamento de vias na cidade de São Paulo e… sinceramente, não acho ser uma ação produtiva!

O que contribui para a diminuição da propagação do Novo Coronavírus fechar as ruas? Além de represar o trânsito naquele local, os carros transferem-se para as vias locais periféricas, aumentando o fluxo nelas. Simplesmente você muda o foco, causando, num efeito contrário, aglomerações viárias.

Entendo que quem teve a ideia se propôs a “intimidar as pessoas” para que fiquem em casa, e isso não deu certo. Aliás, um “gênio às avessas” o idealizador dessa proposta.

Enfim: a tão necessária prevenção, nesse caso específico, foi um erro incompreensível.

Bloqueios em São Paulo terão apenas corredores de ônibus liberados ...

– Apolônio!

O brasileiro, sem dúvida, é um ser criativo!

Esse meme tem sentido… Abaixo, a Velha Surda da Praça é Nossa e o Apolônio! Ops, Carlos Alberto de Nóbrega, lógico:

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– Enterros Fakes sendo publicados na Web. A troco de quê?

O que leva pessoas a postarem matéria de 2017 sobre “golpe de plano de saúde” como “enterro Fake de Covid-19”?

E a disseminar mentiras como as de Manaus (que está vivendo um drama assustador) para dizer que são enterrados caixões vazios e/ou com pedras e pedaços de madeiras?

Onde chega a insensibilidade humana em postar uma mentira desse tamanho?

Eu sinceramente não entendo. Pra quê? 

É falso que TV tenha denunciado enterro de caixões vazios em Manaus

 

– O Fanatismo traz confusão até em Manifestação Pacífica dos Enfermeiros. Democracia?

Não importa se é de Esquerda ou de Direita (ou de lado nenhum): encher o saco de ENFERMEIROS, que estão dando a vida nesse momento tão delicado, é de uma insensibilidade ímpar!

Veja só que exemplo de falta de respeito à diversidade de opinião:

Extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/2020/05/01/enfermeiros-e-tecnicos-de-saude-homenageiam-colegas-que-morreram-por-covid-19

ENFERMEIROS E TÉCNICOS DE SAÚDE HOMENAGEIAM COLEGAS QUE COMERAM DE COVID-19

Enfermeiros e técnicos de enfermagem se reuniram, na manhã desta sexta-feira (1º), na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para homenagear colegas que morreram por causa do novo coronavírus. Todos usavam máscaras e levantavam cruzes em direção ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto.

Estavam presentes representantes do Sindicato dos Enfermeiros, Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, Conselho de Saúde do Distrito Federal, Conselho Regional de Enfermagem e professores da área.Coladas nas costas das pessoas que participavam do ato, estavam papéis com nomes de colegas que morreram.

De acordo com a enfermeira Marcela Vilarim, um dos objetivos da homenagem também era mostrar a necessidade de isolamento social. “A gente está dentro dos hospitais, a gente tá exposto a uma carga viral muito alta, a gente tá adoecendo e está morrendo. E não adianta a gente passar por tudo isso, ser chamado de heróis, coisa que não somos, pra depois a gente encontrar a população toda andando pela rua, sinalizações por parte dos governantes de afrouxamento do isolamento social. O nosso esforço está sendo em vão”.

Os participantes também pediam proteção dos trabalhadores que estão na linha de frente do combate à COVID-19. Eles pretendem entregar uma carta aberta ao ministro da Saúde, Nelson Teich. O documento ressalta a importância do isolamento social horizontal e pede equipamentos de proteção individual de qualidade, além de apoio e subsídios.

Um dos trechos do documento diz que, além do comprometimento físico perante a pandemia, “os profissionais que trabalham na área da enfermagem estão sujeitos a estresse relacionado ao local de trabalho, pressões familiares e comprometimento da saúde mental no confronto direto com a vulnerabilidade humana”. A carta ainda diz que os sistemas de saúde público e privado devem priorizar e assegurar condições de trabalho que evitem situações que aumentem os riscos de infecção.

CONFUSÃO

Após cerca de uma hora de manifestação, houve um desentendimento entre profissionais da saúde e um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Os admiradores do presidente disseram que os participantes do ato tinham pedido para moradores de rua usarem jalecos para participar da homenagem.

Os profissionais da saúde, no entanto, afirmaram que em nenhum momento houve esse pedido e que o grupo de apoiadores do presidente chegou gritando com eles. Os participantes da homenagem ressaltaram que a manifestação era para ser silenciosa e pacífica.Vídeos divulgados em redes sociais mostram um homem gritando, enquanto aponta o dedo na cara das pessoas que estavam no ato.

Profissionais da saúde contaram que houve agressões físicas e verbais. A confusão durou cerca de 15 minutos. Após o tumulto, os participantes continuaram a homenagem.

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– Alguém já perguntou a opinião dos jogadores sobre a volta forçada do futebol?

Leio que os cartolas e as autoridades públicas discutem a volta das partidas de futebol no Brasil. Portões fechados, jogadores testados e até condutas difíceis de se praticar são levantadas.

Muito debate está ocorrendo, mas… alguém leu se os jogadores (que são os atores principais) estão sendo consultados?

Gostei da fala de Raí, que acabou abordando sob a ótica do esportista (incrementando um pouco de política no meio).

Abaixo, extraído de: https://istoe.com.br/rai-pede-renuncia-de-bolsonaro-e-diz-que-sao-paulo-e-contra-retorno-do-futebol/

SÃO PAULO É CONTRA O RETONO DO FUTEBOL

O diretor-executivo de futebol do São Paulo, Raí, deixou de lado o seu discurso geralmente sem polêmicas e fez duras críticas ao Presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com o dirigente tricolor, o ideal seria que o político renunciasse ao cargo para evitar um processo de impeachment em razão de suas decisões.

“Se perder a governabilidade, eu torço e espero uma renúncia para evitar o processo de impeachment, que sempre é traumático. Porque o foco tem que ser a pandemia. (O impeachment) não é uma coisa que tem de se pensar agora, energia nenhuma pode ser gasta nisso, mas se estiver prejudicando ainda mais essa crise gigantesca de saúde, sanitária, tem que ser considerado”, disse o dirigente, em entrevista ao Globoesporte.com

Raí criticou a postura do presidente em relação a forma com que está combatendo a pandemia do coronavírus. “Um posicionamento atabalhoado, é o mínimo que se pode dizer. Naquele momento, por exemplo, que ele deu aquele depoimento em rede nacional… Ele está no limite, muitas vezes, da irresponsabilidade, quando ele vai contra todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde”, opinou.

O dirigente também deixou claro que sua irritação com Bolsonaro não se resume apenas pela forma com que ele está tratando a covid-19, mas também como administra o País. “Outro absurdo do Bolsonaro é inventar crises políticas ou de interesses próprios, familiares, no meio de uma pandemia. É inaceitável. Tenho certeza que muita gente concorda, inclusive alguns apoiadores do Bolsonaro. Ele foi eleito democraticamente, mas a própria democracia está conseguindo frear”, continuou.

O diretor afirmou que o São Paulo é contra o retorno precoce do futebol brasileiro, apesar da situação financeira delicada que o clube, assim como a maioria dos outros times pelo Brasil, vive. “É bom deixar claro e reforçar que a posição do São Paulo não é voltar rápido. É voltar ao seu tempo, com as orientações, e gradativamente, começando obviamente o treino sem uma data certa de quando o campeonato vai retornar.”

Mantendo um discurso direto e até fugindo de seu estilo de entrevistas, Raí reclamou até mesmo do presidencialismo. “Eu acho que isso me fez até questionar o presidencialismo. Estar sujeito a uma pessoa como essa, a um presidente como esse, que foi eleito democraticamente, mas que toma decisões que confundem completamente a população. Por causa dele, e aí o cálculo pode até ser feito, milhares de mortes a mais vão acontecer”, completou.

Raí pede renúncia de Bolsonaro e diz que São Paulo é contra retorno do futebol

– Não confie em Políticos. Na hora da Pandemia, confie em Médicos e na Ciência.

A pesquisadora que sequenciou geneticamente o Novo Coronavírus, a brasileira Ester Cerdeira Sabino, falou à Revista FAPESP (que é sensacional). Na matéria, ela abordou os cuidados contra o contágio e alertou sobre o pico ocorrer no final de abril / começo de maio.

Veja a reportagem toda em: https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/03/12/ester-cerdeira-sabino-na-cola-do-coronavirus/

Nesse trabalho, ela fala da importância do isolamentomostrando que a pandemia dura mais com ela em dias, porém o número de mortos é muito menor (veja nas figuras ou no link).

Alerta, ainda, a gravidade das sequelas que provocam nas pessoas. Importantíssimo ler!

– O “E daí” que machuca muito!

Pobre povo brasileiro. Se livrou da corrupção da banda podre petista (que tiveram vários membros condenados e que estavam no poder) e elegeu um despreparado. Ao menos, é o que demonstra o presidente Jair Bolsonaro com as atitudes deploráveis de proteção aos seus filhos (atrapalhando a investigação da Polícia Federal sobre eles, mudando o delegado da PF). O presidente deve governar para o Brasil, e não para a sua família.

E como em momentos de crise se deve ter maior empatia com os que sofrem e mostrar a liderança, mais uma falha de Bolsonaro aconteceu. A noite, uma jornalista colocou a seguinte questão ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19”. O presidente, então, afirmou:

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

Putz, esse “E daí” é muito frio, insensível, extremamente evitável. Matou todo o resto da justificativa (que também foi ruim). Um líder deve ser conciliador e consolador! Dizer que estava triste também (ou não está?), falar que trabalhava forte para minimizar as irreparáveis perdas (ou não trabalha?) e que acreditaria que a união do povo com o Governo ajudaria a conter a pandemia com ações positivas (ou não acredita) são algumas das respostas recomendadas.

Se alguém me dizer que “ele respondeu de maneira sincera, com o coração”, como muitos fanáticos dizem, aí devo acreditar que ele é realmente insensível. Afinal, o coração dele não se tocou pelo momento sensível?

Lamentável e irresponsável.

Estado

– O futuro do Futebol poderá ser muito diferente na prática esportiva. Não é melhor esperar?

A insistência em jogar futebol profissional mesmo com o Covid-19 em alta, pode permitir o surgimento de um outro esporte sem ser o que conhecemos.

Vimos dias atrás a vontade da FPF em retornar os seus campeonatos (em: https://wp.me/p55Mu0-2w8). Falamos de algumas ideias estapafúrdias para que isso ocorra, como isolar atleta por 15 dias ou não ter contato físico algum durante o jogo, proibindo abraço em comemoração de gol (texto em: https://wp.me/p4RTuC-puS)

No Campeonato Holandês, já houve o encerramento do torneio (vide em: https://wp.me/p4RTuC-pyy) Nesta semana, na terra do bilionário PSG, o Campeonato  Francês também foi encerrado pela FFF (sem que tenha-se decidido campeão ou rebaixado).

Agora, leio que o importante médico Michel D’Hooghe, responsável pelas principais questões de saúde da FIFA, sugeriu que se aplique Cartão Amarelo para o atleta que cuspir em campo, pois isso poderia disseminar o Novo Coronavírus. Ora se, existe o risco, simplesmente não tenha futebol, ao invés de criar regras que deverão ser contestadas pelos jogadores e possivelmente não cumpridas.

Ao menos, o próprio Dr D’Hooghe usou o bom senso quando disse: o ideal é que não se faça futebol nem com portões fechados, pois existiria o risco dos atletas expostos, já que seria impossível manter a distância necessária entre eles de 1,5m.

Já imaginaram que tal medida (o distanciamento de 1,5m) for sido colocado como regra, assim como não cuspir?

A verdade é: enquanto existir risco de contágio entre os boleiros, não se realize futebol de jeito algum.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/medico-da-fifa-quer-cartao-amarelo-para-quem-cuspir-no-gramado-quando-futebol-for-retomado.ghtml

MÉDICO DA FIFA QUER CARTÃO AMARELO PARA QUEM CUSPIR NO GRAMADO QUANDO FUTEBOL FOR RETOMADO

“(Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus”, afirma Michel D’Hooghe, presidente do comitê médico da entidade máxima do futebol mundial

O retorno do futebol em meio à pandemia do coronavírus ainda está cercado de dúvidas e incertezas. Para Michel D’Hooghe, presidente do Comitê Médico da Fifa, além de protocolos de segurança, serão necessárias medidas punitivas aos atletas quando a bola voltar a rolar. Mais especificamente àqueles que cuspirem em campo.

– É uma prática comum no futebol e pouco higiênica. Por isso, quando o futebol voltar, penso que deveríamos evitá-la ao máximo. A questão é se isso será possível. Talvez com um cartão amarelo – disse D’Hooghe, em entrevista ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

– (Cuspir) não é higiênico e é uma boa maneira de espalhar o vírus. E essa é uma das razões pelas quais temos de ter muito cuidado antes de a bola voltar a rolar. Não sou pessimista, mas neste momento sou muito cético relativamente a isso – frisou Michel D’Hooghe.

Esta não é a primeira vez que o presidente do comitê médico da Fifa manifesta algumas reservas quanto ao retorno do futebol nesta temporada. No início do mês, D’Hooghe pediu cautela na tomada de decisões sobre o regresso das competições, mesmo com portões fechados, uma vez que “é impossível que os jogadores respeitem uma distância de 1,5 m entre si”.

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– Já são 5017 mortos por Covid-19 no Brasil (474 hoje). Estamos no pico ou ainda não?

Morreram, somente hoje, 474 pessoas vítimas do Novo Coronavírus. A coisa está ruim. O pico chegou?

Aliás, me admiro ao ver tanta gente inteligente “fazendo de conta” que não entende a subjetividade da data. Se as pessoas não se previnem, a chegada do pico e os números mudam. Se conseguem se resguardar e evitar contato, adia o pico e o número de vítimas diminui devido a concentração de pessoas em casa. Mas ficam na bobagem de ironizar que ninguém acerta o pico. Claro que não! É previsão, não é número exato pois depende do comportamento e engajamento das pessoas.

Pior do que isso: negar a gravidade da doença. Cerca de 759 pessoas morreram de dengue no Brasil no último ano (números oficias). Somente hoje, quase 500 em nosso país de Covid-19. E há quem sugira de que “não se deve divulgar tais dados”… deve sim, uma população consciente é necessária. Ou desejamos ser alienados e desprecavidos?

Vacina contra coronavírus, estimada para setembro, começa a ser ...

– As mortes de Covid_19 já superam o bate-papo dos incrédulos Terra e Lorenzoni…

Osmar Terra e Onyx Lorenzoni: lembram da conversa desses dois senhores, dizendo que o Novo Coronavírus causaria 3000, no máximo 4000 mortes no Brasil?

Pois é… nem estamos no pico e já morreram mais de 4500 pessoas (sem contar as subnotificações). Quantas outras morrerão de Covid-19 em nosso país?

Fico muito triste quando vejo tal insensibilidade persistindo entre as pessoas, especialmente nas Redes Sociais. Talvez o pior vírus seja o da prepotência, desdenho e falta de humildade em assumir os erros.

Saída de Osmar Terra do Ministério da Cidadania é confirmada

– Manaus e o Novo Coronavírus: uma tragédia que alerta o Brasil.

Se você está assistindo os noticiários na noite deste domingo, veja que tristeza está acontecendo em Manaus!

Impossível não se comover com os mortos, seus familiares e o caos na saúde pública. Colapsou o sistema, hospitais lotados e pessoas desamparadas. Manaus está em desespero por conta da falta de leitos e recursos no combate ao Covid-19.

E pensar que pessoas insensíveis ainda tratam tudo isso como gripezinha… Meu Deus!

Não se politize ou deboche desta tragédia. Reze, previna-se, defenda-se. E que as imagens de lá não sejam idênticas nas demais cidades do Brasil.

COVID-19: Imagens de Manaus devem ser exemplo para não reabrir ...

Assista em: https://g1.globo.com/google/amp/fantastico/noticia/2020/04/26/coronavirus-manaus-vive-cenario-de-caos-nos-hospitais-e-cemiterios.ghtml

– Os 15 países que ainda não tem registros do Novo Coronavírus em seus territórios:

As informações são da Revista Superinteressante: até 10/04 (e isso não mudou) tínhamos quinze nações que não observaram casos de Covid-19!

Parece incrível isso estar acontecendo nesses lugares, mas na maioria são ditaduras que sonegam informações ou micro-ilhas longínquas, que o próprio geo-isolamento explica tal fato.

Abaixo, extraído de: https://super.abril.com.br/sociedade/quais-paises-ainda-nao-tem-casos-de-coronavirus/

QUAIS PAÍSES AINDA NÃO TÊM CASOS DE CORONAVÍRUS?

Há três meses, era possível contar nos dedos os países infectados pelo coronavírus. Hoje, é difícil pensar em um único território que não tenha ao menos um caso reportado da doença. Mas eles existem. Qual será a receita para um país passar imune por uma pandemia?

Na verdade, não tem segredo. Os pouquíssimos locais que ainda não reportaram a Covid-19 se encaixam em um de três casos: ou são governados por regimes ditatoriais, ou possuem poucos recursos ou, ainda, são ilhas extremamente afastadas, com uma população minúscula.

Até o dia 10 de abril, o monitoramento da Universidade Johns Hopkins registrava casos de coronavírus em 185 países. Os países que ainda não registraram casos são Samoa, Lesoto, Coreia do Norte, Turcomenistão, Tajiquistão, Nauru, Tuvalu, Palau, Micronésia, Tonga, Vanuatu, Comores, Kiribati, Ilhas Marshall e Ilhas Salomão. Alguns outros territórios (que não são considerados países) como Antártida e Ilhas Christmas também ainda não tiveram registro de casos.

Ditaduras

Você já deve ter em mente o maior exemplo do primeiro caso: Coreia do Norte. O país governado pelo ditador Kim Jong-un está colado na China e afirma não ter reportado nenhum caso da doença. Isso não significa, contudo, que o vírus não tenha chegado por lá – ele provavelmente está circulando no país, mas os dados não estão sendo divulgados (ou mesmo contabilizados pelo governo).

Um caso ainda mais extremo é o do Turcomenistão, um dos regimes mais fechados do mundo. O ditador Gurbanguly Berdimuhamedow proibiu o uso das palavras “coronavírus” e “Covid-19” no país. Elas não podem aparecer em notícias e nem mesmo em uma conversa comum entre as pessoas – sob risco de prisão.

O país fica ao lado do Irã, que já contabiliza 66 mil casos e 4 mil mortes. É o mesmo caso da Coreia do Norte. Em um ranking de liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, o Turcomenistão fica em último lugar. Até onde se sabe, a vida lá não mudou em nada: os bares estão abertos, as aglomerações continuam acontecendo e ninguém anda de máscara.

Outro exemplo é o Tajiquistão. Por lá, tem rolado até campeonato de futebol, mas com as arquibancadas vazias. O país é considerado uma república, mas o presidente Emomali Rakhmov não sai do posto desde 1994, o que levanta críticas sobre manipulação de eleições.

No Tajiquistão, as pessoas que chegam de outros países são testadas e colocadas em quarentena. A hipótese é que o vírus também já esteja no país, mas ainda não foi detectado pelas autoridades. É possível que o primeiro caso apareça em breve.

Falta de recursos

Não tem como notificar casos de coronavírus sem testes. Países que estão passando por guerras não possuem recursos para fazer uma campanha de testagem e ter uma dimensão real do problema no território. A Síria, que passa por uma guerra civil desde 2011, só reportou 15 casos de coronavírus até agora.

O Iêmen registrou o primeiro caso de coronavírus no país no dia 10 de abril. Ele está em guerra desde 2015, o que dificulta o monitoramento da doença. Lesoto é um país da África que ainda não registrou casos, o que pode estar relacionado à falta de kits de teste. Já Comores, que também ainda não registrou casos, é formado um conjunto de ilhas que ficam entre o continente africano e Madagascar.

Ilhas

Aqui estão os lugares em que o vírus talvez realmente ainda não tenha chegado. Algumas ilhas do Pacífico, como Kiribati, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Nauru, Tuvalu, Palau, Micronésia, Tonga, Vanuatu e Samoa não registram nenhum caso. Mesmo sem o vírus ter chegado por lá, os países já adotam medidas de prevenção e isolamento, como o fechamento de escolas.

No entanto, a principal medida adotada para conter a chegada do coronavírus foi a restrição de turistas. Elas são aquelas ilhas paradisíacas que te deixam com vontade de viajar quando aparecem no feed do Facebook. Muitas delas recebem visitantes todos os anos, mas tiveram que abrir mão do turismo para evitar a disseminação do vírus, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde.

Sem muitas pessoas, a chances do vírus chegar lá é menor. A população de cada um desses países não passa de um milhão de habitantes. Além disso, as ilhas estão em uma região bem isolada do Oceano Pacífico. Kiribati, por exemplo, está em cima da linha internacional de data – a 6 mil quilômetros da Austrália e 10 mil quilômetros da América do Sul. E você achando que está muito isolado.

A Antártica é o único continente que ainda não possui casos. Ela não tem uma população fixa, e sim um rodízio de poucos pesquisadores que se instalam temporariamente no local para fazer estudos.

(MR.Cole_Photographer/Getty Images)

– Covid-19 e Cidadania: Como ser um bom exemplo e explicar a uma criança que se deve dar as mãos em horas difíceis, ao invés de se dividir?

A carinha da bebê mostrando incompreensão expressa bem a situação para usar como analogia neste momento: quer dizer que o planeta está assustado e preocupado, mas as pessoas estão se desunindo mesmo tendo um inimigo comum, o Covid-19?

Como explicar para uma inocente criança que no momento de dificuldade, quando a humanidade deveria se dar as mãos, faz o contrário e ataca-se uns aos outros? O que seria lógico (a união de forças, inteligências e sacrifícios em torno do bem maior: a vida das pessoas e a normalidade do cotidiano) passa a ser uma egoísta discussão sobre política e vaidades!

Tomara que a geração dessa menininha cresça bem melhor preparada e educada do que a nossa, pois, pelo jeito, fanatizou-se e se esqueceu de entender e viver a empatia ao seu semelhante que sofre.

Aqui é apenas um desabafo ao ler hoje que mais de 400 brasileiros morreram vítimas do Coronavírus nas últimas 24 horas, pois me entristeço ao ver a discussão nas redes sociais sobre teorias conspiratórias e endeusamentos a políticos (de todas as ideologias) em meio a tudo isso.

Que Deus perdoe a nossa Pátria por tamanho egoísmo, e preserve as pessoas sensatas e responsáveis nesse momento – especialmente iluminando os médicos, educadores e cidadãos conciliadores.

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– Os números do Covid_19 no Brasil são reais ou irreais?

Se você não tomar cuidado, enlouquece! Nessas horas, a sensatez e serenidade devem andar juntas, especialmente quando entramos nas Redes Sociais.

Os números e fotos a respeito do Novo Coronavírus, essa pandemia que paralisou o planeta e que é altamente contagioso, assustam. E é bom que as pessoas tenham a realidade dos fatos em destaque, a fim de que se previnam.

Porém, no mundo virtual há aqueles que desconfiam de tudo (até da existência do vírus). Outros, mais descrentes, dizem que a pretexto de interesses econômicos, a pessoa morre de câncer e é creditada como Covid_19.

Usando sempre a lógica e o bom senso, a verdade pode ser exatamente o contrário: com a falta de testes para a população, com o descuido de muitas pessoas e a existência de assintomáticos pela natureza do próprio agente contaminador, o número de infectados e de mortos deve ser bem maior do que o divulgado. 

Aliás, nunca se saberá ao certo quantos foram vítimas reais de contaminação – com óbito ou nãojá que se necessitaria testar 210 milhões de brasileiros (algo impraticável). Dessa forma, as subnotificações e os despercebidos engrossariam muito mais as listas diárias, caso fossem contados.

O que não se pode, evidentemente, é: desdenhar do perigo dessa enfermidade. Estão em testes várias medicações: a hidroxicloroquina no Brasil (remédio para malária), o ivermectin na Austrália (remédio para vermes) e outros mundo afora – sem que nenhum desses tenha ainda o aceite UNÂNIME da comunidade médica (que é quem deve dar a palavra final, pois são os médicos especialistas que podem atestá-los, não líderes políticos ou cabos eleitorais fanatizados). Vamos torcer, portanto, para que a Ciência consiga dar seu parecer final o quanto antes, já que a Medicina / Química / Farmacologia estão trabalhando bastante. E, claro, desejando que em breve tenhamos uma vacina.

Enquanto esperamos, vale tomar as providências para que as coisas não saiam do controle. Viram como o caos está imperando em Manaus, por exemplo? Lá, a taxa de mortalidade chega a 8,5%!

Compartilho: https://epoca.globo.com/brasil/muita-chuva-poucos-testes-mais-gente-na-rua-que-levou-amazonas-explosao-de-casos-de-covid-19-24386887?%3Futm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=post

MUITA CHUVA, POUCOS TESTES EM MAIS GENTE NA RUA: O QUE LEVOU O AMAZONAS PARA A EXPLOSÃO DE CASOS DE COVID

O primeiro caso de Covid-19 no Amazonas foi confirmado em 13 de março – o Estado foi o 13º do país a identificar um contágio pelo novo coronavírus. Pouco mais de um mês depois, a situação da epidemia no Estado é a mais grave do país.

O Amazonas tem a pior taxa de incidência do Brasil: são 521 casos para cada milhão de habitantes, segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, de 20 de abril.

De acordo com dados de 17 de abril, a taxa no Estado era 2,75 vezes a média nacional. No boletim do dia 20, o Ministério da Saúde não informou a taxa de incidência no Brasil e no Estado.

O Amazonas também tem a pior taxa de mortalidade, com 45 óbitos por cada milhão de habitantes, quase o dobro do registrado nos segundos colocados, Pernambuco e Rio de Janeiro, que têm 24 óbitos por milhão.

Em Manaus, onde estão cerca de 80% dos casos confirmados no Estado até agora, essas taxas são ainda maiores. Houve até agora 762 casos por milhão de habitantes, o quinto pior índice entre as capitais, e 72 mortes por milhão de habitantes, o maior entre todas as capitais.

Foram confirmados até a última terça-feira (21/4) 2.270 casos e 193 mortes – o quarto e quinto maior total do país respectivamente. A taxa de mortalidade do vírus no Amazonas, de 8,5%, também está acima da média nacional, de 6,4%.

A situação se agravou ainda mais porque o Amazonas está perigosamente perto de ter ocupado todos os seus leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública, que ficam, todos, em Manaus.

A taxa de ocupação chegou a 95% no início de abril e levou os governos federal e estadual a mobilizar verbas, equipamentos, profissionais e a abrir novos hospitais em regime de emergência para tentar impedir o colapso total do sistema de saúde.

Na terça-feira passada (14), a Prefeitura de Manaus anunciou em nota que, por causa do grande aumento do número de sepultamentos no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, decidiu abrir valas comuns para enterrar as vítimas do novo coronavírus.

A gravidade da crise levou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), a se reunir na segunda-feira (20/4) com o vice-presidente, Hamilton Mourão, para pedir ajuda ao governo federal para uma situação, que, segundo disse em entrevista à Folha de S. Paulo, deixou de ser de emergência para se tornar um “estado de calamidade”.

Na entrevista, Virgílio criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ter respondido “não sou coveiro” ao ser questionado sobre o número aceitável de mortes nesta pandemia.

“Não sei se ele serviria para coveiro. Talvez não servisse. Tomara que ele assuma as funções de verdadeiro presidente da República. Uma delas é respeitar os coveiros”, disse Virgílio, que chorou ao falar do assunto, segundo a Folha.

A BBC News Brasil conversou com profissionais de saúde que atuam no Amazonas para entender o que levou situação a se agravar tão rápido ali, e eles apontaram alguns dos motivos que contribuíram para o Estado ter o quadro mais crítico do país nesta pandemia.

O primeiro motivo é o clima. Os meses de novembro e abril concentram o maior volume de chuvas no Estado, e isso favorece a proliferação de vírus que causam síndromes respiratórias, explica a imunologista Bárbara Baptista, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas.

“Na época de chuvas, as pessoas ficam mais em ambientes fechados, com pouca ventilação, respirando o mesmo ar, o que gera um aumento de infecções virais”, diz Baptista.

A temporada de chuvas coincidiu justamente com a época em que o novo coronavírus, descoberto em dezembro na China, começou a se espalhar pelo mundo.

E, neste ano, choveu acima da média, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Manaus, foram 441,9 mm em janeiro, bem mais do que os 270 a 300 mm que normalmente chovem neste mês. Em fevereiro, foram mais 232,1 mm, abaixo da média para o mês.

Mas o acumulado de 674 mm em janeiro e fevereiro fez do primeiro bimestre de 2020 o mais chuvoso dos últimos quatro anos. E, em março, voltou a chover mais do que de costume.

A temporada de chuvas aumenta a circulação de vírus que causam problemas respiratórios – como influenza comum, adenovírus e H1N1 -, e eleva o número de pessoas internadas nos hospitais pelas doenças que causam.

O Estado tem um sistema de saúde com capacidade limitada. Até meados de março, havia 533 leitos de UTI nas redes pública e privada, segundo o governo estadual. Isso corresponde a 13 leitos para cada 100 mil habitantes, 40% abaixo da média nacional, de 20 leitos a cada 100 mil habitantes.

Em uma época em que há ainda menos leitos disponíveis por causa de outras doenças, aumenta muito a chance de um hospital lotar com o fluxo de pacientes extra gerado pela pandemia de um vírus altamente contagioso.

Um estudo recente apontou que uma pessoa é capaz de infectar outras 2,79, mas sua rápida disseminação tem levado epidemiologistas a revisar o índice para mais de 3.

“O sistema de saúde da região pode não estar dando conta não só por causa da Covid-19, mas por outras doenças que circulam na região nesta época”, afirma Baptista.

A BBC News Brasil pediu uma entrevista à Secretaria de Saúde do Amazonas sobre o aumento do número de casos no Estado, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Baptista também aponta que muitos amazonenses, em especial em Manaus, não cumpriram devidamente as recomendações de isolamento social.

“O governo começou a fazer campanhas no início de março, mas não houve resposta. A gente via muitas pessoas nos mercados, farmácias, e não se respeitava as regras de distanciamento neste lugares para evitar a disseminação”, diz a pesquisadora.

“Talvez as pessoas tenham pensado que estavam lidando com algo distante, que estava acontecendo nas grandes metrópoles, mas se esqueceram que Manaus tem tudo que estas cidades têm.”

Essa também é a opinião de Guilherme Pivoto, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia no Estado.

“Manaus é a capital financeira da região Norte, com um fluxo grande de pessoas de fora do país, principalmente da América do Norte. Temos voo direto para Miami, por exemplo.”

O médico diz que ele e seus colegas costumam circular bastante pela cidade, porque trabalham em vários hospitais, e a percepção comum é de que havia muito movimento nas ruas com o comércio aberto, mesmo após os primeiros casos serem confirmados.

“Conforme as medidas foram sendo reforçadas, as pessoas foram aos poucos aderindo mais, até mesmo nos bairros periféricos, mas, no meu ponto de vista, tinha mais gente na rua do que deveria”, diz Pivoto.

O monitoramento da adesão ao isolamento social feito por empresas de tecnologia aponta na mesma direção, segundo apurou a BBC News Brasil.

O Google acompanha, com base nos sinais de GPS de celulares, a queda de circulação em estabelecimentos comerciais e de recreação, supermercados e farmácias, parques, estações de transporte público e locais de trabalho, em 26 Estados e no Distrito Federal.

A empresa já divulgou dois relatórios sobre o assunto, ambos feitos depois dos decretos estaduais de isolamento social – no Amazonas, a decisão começou a valer em 23 de março. Os índices destas datas – 29 de março e 5 de abril – foram comparados com a circulação média registrada nas semanas de 3 de janeiro a 6 de fevereiro.

Nos dois levantamentos, a circulação no Amazonas caiu menos do que na média do país em todas as cinco categorias.

Em 29 de março, o Estado teve a menor redução do país no movimento das estações de transporte público, e a sexta menor em comércio e recreação.

Uma semana depois, o Amazonas registrou a segunda menor queda nas estações, atrás só de Goiás, e a nona menor em comércio e recreação.

Por sua vez, a empresa In Loco criou um índice de isolamento social próprio, com base nas informações de 60 milhões de celulares, coletadas desde 1º de março.

Os dados mostram que, na primeira semana após o decreto de isolamento social entrar em vigor no Amazonas, o índice de adesão no Estado foi de 51%, cinco pontos percentuais a menos do que a média brasileira, de 56% – e essa diferença chegou a um pico de 11 pontos percentuais em 25 de março.

O Amazonas ficou naquela semana muito abaixo de algumas das maiores adesões do país, como por exemplo no Ceará e no Rio Grande do Sul (60%), em Goiás (61%), em Santa Catarina (62%) e no Distrito Federal (64%).

Tamanho real da epidemia

Bernardino Albuquerque, da Ufam, diz também que a testagem é insuficiente no Estado – um problema comum em todo o país.

“A confirmação de casos foi muito seletiva e demorada, em um velocidade muito menor do que a da propagação do vírus”, afirma o infectologista.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 16 de abril, 8.072, ou 1,69% dos 476.272 testes laboratoriais para covid-19 distribuídos aos Estados, foram destinados ao Amazonas.

Com muitos casos suspeitos e poucos exames, a testagem em todo o Brasil foi restrita aos casos mais graves.

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Taxa de mortalidade de covid-19 no Amazonas está acima da média nacional Foto: Reuters

 

– O custo da Cloroquina tem sido alto. Mas a especulação…

Há exatamente 1 mês, o Laboratório do Exército (LQFEx), uma instituição do tempo do Brasil Império e muito respeitada, pagava R$ 488,00 pelo quilo da Cloroquina, a fim de produção de remédios para a malária. Hoje, sabe-se que o medicamento tem sido testado para a cura do Covid-19, embora existam algumas polêmicas sobre o uso eficaz sem efeitos colaterais.

Pois bem: na Rádio Bandeirantes, o presidente do SINDUSFARMA Nelson Mussolini (o principal representante da indústria farmacêutica) contou que a importação deste produto em grande escala, nos tempos de baixa procura, custava US$ 108.00/kg (próximo do que o Exército pagou). Com a procura alta dos últimos dias devido ao contágio do Novo Coronavírus, o Hospital Albert Einstein pagou antecipadamente US$ 250.00 para garantir o produto. Entretanto, o fornecedor cancelou o pedido, devolveu o dinheiro e pediu US$ 1600.00!

Sacanagem dos especuladores ou não?

– Dr Cohen e a polêmica sobre o comportamento dos atletas Pós-Covid_19!

Respeito muito o Dr Moisés Cohen. A única vez que conversei com ele (em consulta) fiquei muito satisfeito. O cara é bom, o admiro, mas… me decepcionou ao falar sobre a volta do futebol, agora que é consultor da FPF. Sugeriu coisas ilusórias na continuidade do Paulistão (se é que terá), como gol sem abraço, jogadores sem chegar perto do árbitro, além de outros comportamentos complicados.

Minha pergunta é: e o contato físico natural do jogo, não existirá? Esse detalhe, repetido à exaustão, não contará como risco de contágio, se comparado com os outros exemplos?

Seria hilário imaginar jogo sem ninguém encostar em outras pessoas. Aliás, há a ideia de criação de um protocolo para que os times façam testes de Covid e, estando os jogadores negativados, fiquem 15 dias isolados do restante do mundo para jogarem todo o torneio.

Abaixo, extraído de: https://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2020/04/medico-da-fpf-sugere-gol-sem-abraco-de-jogadores-na-volta-do-paulista/

MÉDICO DA FPF SUGERE GOL SEM ABRAÇO DE JOGADORES

Final do Campeonato Paulista de 2020. Quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Zero a Zero. Escanteio. Zagueirão no ataque sobe e marca de cabeça o gol do título. Corre sozinho para comemorar. Nenhum companheiro o abraça. Nem chega perto dele. Não rola abraço entre ninguém. Essa cena imaginária parece impossível, mas, algo parecido pode acontecer quando a quarentena para combater a transmissão do novo coronavírus acabar e (se) o Estadual for retomado.

A possibilidade existe porque Moisés Cohen, presidente da comissão médica da FPF, planeja recomendar aos jogadores que não se abracem e não tenham outro tipo de contato ao comemorarem gols.

“Temos que dar o exemplo, mesmo se tivermos segurança de que ninguém está contaminado. Então, faz o gol, pula sozinho para comemorar. Se todo mundo se abraçar, imagina o reflexo que isso pode ter no torcedor. O cara que está assistindo pela TV vai falar: ‘se eles estão se abraçando não tem perigo’. Daí ele pode sair abraçando todo mundo”, afirmou Cohen.

Na próxima segunda, ele fará uma videoconferência com médicos de clubes paulistas para discutir protocolos de saúde para quando os jogos forem retomados. O projeto não está fechado e depende também das alegações das agremiações.

O cenário ideal para Cohen é que todos os times fiquem concentrados durante 15 dias para terminar o Campeonato Paulista. No início da concentração, os jogadores fariam testes para saber se foram contaminados pelo novo coronavírus. Nesse caso, quem testar positivo é afastado.

As diferentes condições financeiras e de estrutura entre os clubes pode ser um obstáculo. Há times que sinalizaram que teriam que manter o elenco num hotel e que não têm verba para isso.

Hoje, um problema seria conseguir os testes. Obter kits suficientes para aumentar a testagem é uma das principais dificuldades das autoridades brasileiras da área da saúde.

“Precisamos ver como estarão as coisas quando o campeonato puder voltar. É possível que a necessidade de testes em outros países já tenha diminuído e que a compra não seja tão difícil”, afirmou Cohen.

Se você achou estranha a história de comemorar gol sem abraço, pode se preparar porque o Campeonato Paulista pode voltar com outras cenas inusitadas.

Indagado pelo blog sobre as zonas mistas (locais em que a imprensa espera pela passagem de atletas para tentar entrevistá-los), o médico pensou numa inovação.

“Não tinha pensado nisso. Mas ouvindo você falar, acho que isso tem que mudar. As entrevistas podem continuar acontecendo, mas com os jogadores nos estádios e os repórteres em suas casas. Pode ser por videoconferência, como fazemos quase tudo hoje”, declarou Cohen.

E o que fazer com as rotineiras rodinhas de jogadores em volta dos árbitros para reclamar? “Também não tinha pensado nisso, mas vai ter que acabar. Acho que vai ter que dar cartão amarelo logo. Essa questão da transmissão do vírus (facilitada pelo contato físico ou proximidade entre as pessoas) vai ter reflexo em tudo. Até no pipoqueiro que trabalha no dia do jogo”, disse o médico da federação.

A diretoria da FPF ainda não tem sinalização do Governo Estadual de quando os jogos poderão voltar a ser realizados. Porém, a entidade trabalha com a hipótese de partidas sem torcida no primeiro momento em que as regras de distanciamento social forem relaxadas.

“Temos que esperar, falar em voltar com os campeonatos agora é irresponsabilidade. O futebol tem que dar o exemplo porque tem muita visibilidade. Voltar neste momento, mesmo com portões fechados, seria um estímulo para as pessoas romperem o isolamento. Na reunião que tive com os presidentes da Série A-1 tentei mostrar o que está acontecendo, a gravidade da situação”, disse o médico.

O presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos assegura que a competição será retomada.

A falta que Paulo Nunes faz | UOL Esporte

Lembram da Máscara da Feiticeira em campo? Só falta termos contra Covid-19…

– Usar máscara é algo tão traumático? Não, né…

A prevenção e a boa vontade em ajudar contra o contágio da Pandemia não custa caro.

Eu acho desconfortável o uso de máscara de proteção. Mas e daí? É necessário e não é sacrificante.

A boa dica abaixo, na figura. Mas o lembrete: USE MÁSCARA!

– Política, Coronavírus e Paixão

O mundo anda “pilhado”. Tudo o que você escreve, soa (mesmo que você não tenha dito de tal forma) com tom político e as pessoas interpretam do jeito que querem (às vezes, até no sentido “correto”, da maneira que foi realmente falada / escrita).

Ontem mostrei minha preocupação com o número elevado de mortes do Novo Coronavírus no Brasil, demonstrando medo com a agressividade e força do contágio da Covid-19 e a necessidade de medidas preventivasNão falei nada de Política, mas o tema veio em questão: “esquerdista, comunista, blablablá”.

Ora, detesto rótulos bipolares e não sou de Esquerda ou de Direita – se fosse para dar um título: de Centro. Gosto da ponderação, do bom senso e do não-extremismo. Procuro agir por ciência, coerência e consciência. Por defender que “quem possa ficar em casa, que de fato fique”, muitos acabaram criticando. Se tiver que trabalhar, trabalhe. Se puder ser Home Office, muito melhor. Simples. Mas aí vem o pessoal que consegue direcionar isso em discurso ideológico de Esquerda (Repito: não sou Esquerdista; mas… e se fosse? Mudaria alguma coisa? A dignidade das pessoas se altera se vota no Ciro, no Alckmin, no Haddad ou em outro qualquer de motivação política diferente que seja?).

Longe desse fanatismo (bem longe), trouxe uma matéria da Rádio Jovem Pan, publicada em seu site, sobre as novas covas do Cemitério da Vila Formosa, construídas para exclusivos enterros de vítimas da SARS-COV-2. Também fui detonado: não importa mostrar que era matéria de 6a feira e que as obras seriam iniciadas no sábado... sem ter ao menos trabalho de ler as matérias, lá vem o pessoal dizendo que é Fake News, matéria de 15 dias “sensacionalista do Washington Post”(confundem a matéria do trabalho rotineiro já dito pelo prefeito paulistano Bruno Covas com a outra reportagem atual). Não adianta nem em insistir no pedido de leitura do texto e da data, não se prefere isso.

Por quê tanto desdém? Pela enésima vez: falamos sobre a gravidade dos males do Covid-19, e aí vem o pessoal dizendo que a culpa é da “Globolixo” (não gosto de termos como Bozo, Luladrão ou outros, tenho Educação e respeito as pessoas – o que não me impede de fazer críticas).

É somente fanatismo ou ignorância? As mortes no Amazonas (veja o colapso do sistema de saúde na cidade de Manaus) é fantasia? E em Fortaleza? Estão morrendo “de mentirinha”?

Aí vem o pessoal que diz que “se morre muito mais de outras doenças do que de Covid-19…” Ora, que falácia! Pegue os números oficiais, não montagens de interessados. Também ouviremos: “teremos mais falidos do que falecidos”… ah, que frase nojenta. A vida não tem valor? E eu, que não defendi lockdown, passo a ser criticado por que “não quero que as empresas trabalhem”. Onde escrevi isso? Quem puder ficar em casa, fique. Quem tiver que trabalhar, trabalhe. Mas previna-se, a situação é anormal.

Têm-se ainda a turma do Dória, do Witzel, do Lula e do Bolsonaro… Todos candidatos à Presidência da República em 2022 ou 2026, fazendo seus discursos e cometendo atos para defesa das suas plataformas políticas. Também esses militantes assumidos (quando fanatizados) gostam de escrever um monte de coisas.

E a questão era (de novo, para que fique claro): só falamos da tristeza da morte das pessoas e a agressividade do Novo Coronavírus.

Como podem, alguns, interpretarem com tanto viés? Tá chato escrever para quem não respeita opinião ou faz questão de só ver um único lado – politizando na marra uma questão que não tinha nada a ver.

Dólar abre sob efeito de coronavírus e política | Remessa Online

 

 

– O Cemitério da Vila Formosa se preparando…

Que imagem: novas covas sendo preparadas no cemitério da Vila Formosa (assim como em outros), a fim de enterrar vítimas do Covid-19.

Precisamos nos conscientizar e alertar as pessoas que ainda desdenham deste mal, a respeito da gravidade dessa pandemia.

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– As ideias alternativas para as empresas agregarem valor durante a crise

Sempre as crises trazem transtornos e situações que podem sair do controle. Mas há aquelas empresas que conseguem frutos positivos com suas marcas.

Uma matéria bem bacana sobre isso, abaixo,

Extraído de: https://istoe.com.br/sobrevivencia-dos-negocios-na-selva/

SOBREVIVÊNCIA DOS NEGÓCIOS NA SELVA

Empresários fazem malabarismos não só para equilibrar receitas e gastos, mas também para garantir mais valor às suas marcas e fidelizar seus clientes durante a crise do Covid-19. Ações mais humanas e solidárias, como o movimento #naodemita, que tenta salvar 2 milhões de empregos, servem para trazer mais tranquilidade para os trabalhadores do País e irão fazer muita diferença quando a economia voltar ao normal.

Por Anna França

Passado o primeiro momento de apreensão e até desespero diante da crise provocada pela pandemia e pela interrupção das atividades, muitas empresas começam a arregaçar as mangas para encontrar alternativas a fim de garantir sua sobrevivência e esperar o momento em que consigam novamente equilibrar receitas e gastos. O grande problema é que ninguém sabe quando isso vai acontecer. Com 917 lojas fechadas em todo o País, deixando de faturar R$ 25 milhões só em março, o fundador e CEO da rede de franquias de óculos Chilli Beans, Caito Maia, chegou a perder o sono pensando em como manter seu negócio. Mesmo com toda sua experiência, ele, que importa 100% dos produtos que vende, entrou em pânico quando o dólar bateu em R$ 5. Ainda por cima precisou adiar os planos para sua convenção de franqueados, que tradicionalmente é feita em um navio a um custo R$ 8 milhões.
“Não vou mentir. Foi difícil dormir com essa situação”, desabafa. Mas, ao mesmo tempo, a alternativa de oferecer descontos na venda online lhe pareceu simplista demais, especialmente num momento em que as pessoas querem garantir a própria sobrevivência. Nesse momento ele resolveu proteger as cerca de 6 mil pessoas ligadas à operação e decidiu abraçar causas voltadas para a área social, como usar seus canais para estimular a doação de sangue, que caiu vertiginosamente. “Decidi não gastar energia com o que não podia mudar e fui atrás do que estava ao meu alcance, de forma positiva”, conta. Com a campanha “Todo mundo é vermelho por dentro, doe sangue”, Maia espera agregar mais valor à marca e fidelizar seus clientes. O empresário aposta que, quando a economia voltar a rodar, atitudes como essas ajudarão as empresas diante dos olhos dos consumidores. Ações mais humanas como as de Maia começam a pipocar entre o empresariado. Nesta semana, mais de 4 mil empresas como Natura, Itaú, Magazine Luiza e C&A assinaram um manifesto em que se comprometem a não cortar funcionários até o final de maio. Apesar do abaixo-assinado não ter valor jurídico, a expectativa dos organizadores do movimento #naodemita é salvar até 2 milhões de empregos, com ações como férias coletivas e home office. O Sebrae e o Banco do Povo também se uniram para ajudar pequenos empresários com dicas de como obter crédito para capital de giro e manutenção de folha de pagamento, além de formas de renegociar dívidas.
Uma pesquisa feita pela consultoria Kantar mostra que as pessoas esperam justamente que as marcas se mostrem prestativas no combate ao coronavírus. O estudo global “Covid-19 Barometer”, realizado em 30 países, incluindo o Brasil, ouviu 25 mil consumidores e indicou que 77% esperam que as marcas compartilhem o que têm feito de útil neste momento. Para 75%, porém, seria um erro explorar a crise para promover seu nome. Para o consultor da IN especializado em gestão de marcas, Fábio Milnitzky, o único jeito de se atravessar uma crise dessas proporções é seguindo alguns passos importantes. “É preciso ser claro na comunicação, de forma direta e transparente”, diz. “Equilíbrio e serenidade são essenciais nessas horas e o chefe precisa aparecer, nem que seja em videoconferências, porque um rosto fala mais que mil palavras”, explica.
O momento ainda é de intranqüilidade tanto para empresários como empregados. Os shopping centers, por exemplo, começam a agonizar com seus 577 centros fechados por todo país. O setor, que faturou R$ 190 bilhões em 2019, já estima um prejuízo de R$ 15 bilhões com 30 dias de lojas fechadas. “Se isso se prolongar pode piorar ainda mais porque muitos lojistas não vão aguentar”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun. Muitos empreendimentos, segundo ele, já estão negociando tanto alugueis como as taxas de condomínio, segurança e limpeza. Mas sem movimento será difícil manter até os funcionários. O que a entidade defende é que haja um planejamento para volta das atividades, nem que seja gradual, a partir de maio. “Já temos até protocolos prontos para voltar de forma gradativa, com todo o cuidado aos consumidores, incluindo controle de entrada no número de pessoas nos empreendimentos”, afirma.

BOAS PRÁTICAS NA CRISE

>> Não se isole, o líder precisa compartilhar até as decisões duras
>> Fale, repita e fale de novo sobre os problemas. Trabalhe com ciclos curtos de comunicação para ajudar na compreensão, conforme a situação vai mudando
>> Não tenha receio de dizer “não sei”, especialmente numa situação inédita como essa pandemia
>> Ouça seus funcionários e exponha suas convicções, aumentando a empatia de ambas as partes
>> Trabalhe intensamente toda a comunicação, tanto interna como externa, para obter engajamento
>> Invista no desenvolvimento da equipe
>> Cuide da sua saúde e da equipe. Fale sobre os impactos do isolamento na saúde e nas emoções e dê dicas aos seus colaboradores
>> Crie um comitê de oportunidades, para ver o que pode agregar valor à marca. Seja criativo: Uber e AirBnb surgiram após
a crise de 2008
>> Seja positivo, não deixe o pessimismo tomar conta de seus pensamentos, ações e decisões
Fonte: IN Consultoria

– Manaus traz as imagens brasileiras que não gostaríamos de ver na Pandemia…

Mais de 2000 mortos de Covid no Brasil até agora; acima de 200 óbitos diários; só em São Paulo, mais de 100 pessoas nas últimas 24h faleceram.

Se a situação é pavorosa, imagine em Manaus, onde começa a colapsar a rede hospitalar. Ao ler essas imagens abaixo, dá um “nó na garganta”. Veja:

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– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Quarentena?

Com toda essa confusão envolvendo o Coronavírus e a ampliação da Quarentena Paulista para até 10 de maio, evidentemente que as empresas precisam se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalharpois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo.

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sair da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

Intenção de consumo das famílias cai 27% em um ano, mostra CNC ...

– Futebol no Brasil a curto prazo? Esqueça! Planejar a volta é diferente de forçá-la.

Me assusto com as manchetes de que os clubes e federações estão tentando promover a volta do futebol, e em alguns locais, de maneira forçosa.

Você PLANEJAR a volta, discutir como ela se dará e as implicações do fato, é louvável e necessário (principalmente com a lucidez de que não será a curto prazo). Mas FORÇAR a volta, é de uma insensibilidade ímpar.

Jogar com portões fechados é menosprezar a saúde dos envolvidos nas partidas, como jogadores, árbitros e outros atores do espetáculo esportivo. Um atleta qualquer que seja, se estiver contaminado, terá colocado em risco os demais companheiros já dentro do ônibus na ida ao estádio.

Por mais que se faça a propaganda de que o organizador do evento poderia oferecer testes rápidos para o Covid-19, imagine a situação onde um atleta testa positivo quando chegar ao estádio (que seria o momento ideal do exame). Se for o goleiro, entra o reserva para o jogo (lembrando que esse goleiro titular conviveu com os companheiros, pode ter transmitido o Coronavírus aos seus colegas de time – e esses teriam o resultado verdadeiro somente detectado a posterior). Levaria 3 goleiros para cada partida? Aumentaria o número de pessoas aglomerando-se? Dividiria a delegação em vários ônibus e aumentaria-se o tamanho do vestiário?

Numa segunda situação “extra-coronavírus”, se esse goleiro reserva que entrou de última hora se contundir no começo do jogo, um atleta de linha teria que substitui-lo. Já imaginaram quantos chutes o adversário daria para o gol?

Numa terceira situação, que deveria ser discutida anteriormente, imagine o tempo necessário para inter-temporada, readequação de equipes, contratação de novos jogadores em alguns casos, volta ao ritmo de jogo e… dinheiro para arcar com tudo isso (já que se perdeu muita receita). Estamos falando, em tese, de “quase outro torneio”. Seria viável? Não é melhor cancelar os estaduais e se preparar para o Brasileirão?

Fica a minha dúvida: um campeonato, em tempos nos quais tudo “é negócio”, não é “segurado” por alguém? Por exemplo: tão importante que é, o Campeonato Paulista não teria uma seguradora oficial para bancar alguma eventualidade ou contratempo tão grave como esse?

Nos resta aguardar e torcer para o bom senso.

Susep esclarece dúvida sobre escolha de nome para sites e e-mails ...

– #FicaEmCasa: está funcionando?

Numa das raras (e necessárias) saídas de casa nesses tempos difíceis, é a primeira vez que vejo de verdade pouco movimento nas ruas.

Será que devido aos números assustadores do Covid-19, as pessoas se conscientizaram de evitar a exposição desnecessária?

Tomara!

📸🦠☀️ #amanhecer #fotografia #natureza #FicaEmCasa

Imagem
(07h30, em Jundiaí – Bairro Medeiros)

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Prevenir-se se faz ainda mais necessário contra o Novo Coronavírus. Viram os números de hoje?

E há quem não leve a sério as mortes pelo Covid-19, desdenhando dessa maldição. Somente hoje, quase 200 mortos. E a conta só cresce…

Lembrando que, dias atrás, alguns números oficiais desmentiram as fake news de que “morre mais gente de dengue e H1N1 do que do Novo Coronavírus” (aqui: https://is.gd/3fVuh9)… ou, pior: “é só uma gripezinha” (e aqui, sem juízo político, mas observação de imprudência).

Abaixo, os números: 

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O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 1.924 mortes, eram 1.736 na quarta, aumento de 10,8%
  • 30.425 casos confirmados, eram 28.320, aumento de 7,4%
  • São Paulo tem 853 mortes e 11.568 casos confirmados
  • Em 7 dias, total de mortes subiu 82,4%

(Extraído do G1).

– Utopia da FPF? Os testes rápidos… no aquecimento de um jogo, por exemplo?

Ao manifestar a vontade de continuar a jogar o Paulistão A1 em decisão unânime, a Federação Paulista e os clubes mostram que precisam demais da parcela restante a ser paga pela Globo (isso dá a entender no comunicado divulgado, e deixa no ar a possibilidade de decisões diferentes para a A2 e A3). Ao mesmo tempo, mostrou-se que não existe data definida e que tudo está muito vago.

Jogar com portões fechados é um desrespeito aos jogadores, árbitros e demais pessoas envolvidas. Não seriam eles vítimas de contágio também, levando o Novo Coronavírus aos familiares em suas casas?

Por mais que a FPF sugira (como fez) “testes rápidos” para detectar Covid-19 antes das partidas, a operacionalização é uma grande preocupação. Já imaginaram que loucura: se fizer um teste no dia anterior, quem garante que no dia seguinte a pessoa não esteja contaminada? Se fizer na chegada ao estádio, pense na situação: o goleiro dá positivo e é substituído imediatamente pelo reserva, que vai para o aquecimento surpreso por ser escalado. E se o reserva também testar positivo (deve-se levar em conta as possibilidades)?

Imagino, ainda, os árbitros: para um Corinthians x Palmeiras, o juizão acusa contágio e entra o 4o árbitro. Xiii…

Sejamos realistas: teste rápido que não seja dentro da praça do jogo, não vale, pois se fizer antes disso, a chance de se infectar é real!

Na prática, tudo continua como antes, com a diferença de que os clubes podem contratar novos jogadores para substituir os que estão saindo. Mas e dinheiro para isso, além de “qualidade do pé-de-obra” disponível no mercado de atletas?

Grande Vitória e Linhares são áreas com transmissão local de ...

– A Fé e a Providência Divina prevalecem!

Veja por todos os pontos de vista: na figura abaixo, é lógico que concordo com o fortalecimento das famílias e das igrejas domésticas, buscando alternativas para participar da Santa Missa em tempos de pandemia!

Não vejamos tudo pelo lado negativo!

– Está cansado de ficar em casa?

Quem está “passado” com a quarentena, reclama sobre o tédio em estar na sua residência fechado. Muitos aproveitam para colocar os afazeres em dia, outros ficam trabalhando via Home Office na mesma carga horária, mas, em alguns casos, outras pessoas se queixam da falta de tempo para descanso pelo acúmulo de atividades.

Li alguém que escreveu: “Não sei mais o que fazer em casa”! Às vezes, penso: quem dera eu pudesse ter esse problema… mas, na verdade, as coisas vêm se acumulando por diversas outras situações, não restando folga alguma.

E na sua realidade, o que te incomoda?

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– 1 bilhão do Itaú contra o Coronavírus

Por maior que seja o lucro de um banco, mesmo sendo uma ação que possa ser encarada como promocional por muitos, ainda contando com clientes insatisfeitos (como eu) por diversos motivos, é inegável a necessidade de se aplaudir o Banco Itaú!

A explicação abaixo, extraída de: https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/04/13/itau-doa-r-1-bilhao-e-cria-frente-de-combate-ao-coronavirus.ghtml

ITAÚ DOA R$ 1 BILHÃO E CRIA FRENTE DE COMBATE AO CORONAVÍRUS

Dinheiro se soma a outros R$ 250 milhões já doados pelo Itaú, dos quais R$ 150 milhões por meio da Fundação Itaú para a Educação e Cultura e do Instituto Unibanco

O Itaú Unibanco confirmou nesta segunda-feira a doação de R$ 1 bilhão para financiar ações de combate ao coronavírus, conforme já noticiado pelo Valor, com a criação da iniciativa Todos pela Saúde.

Os recursos serão administrados por um grupo de especialistas, sob a liderança do médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês. Também integram o grupo o médico, cientista e escritor Drauzio Varella, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto, o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS) Maurício Ceschin, o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde (Conass) Eugênio Vilaça Mendes, o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, e o presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pedro Barbosa.

O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também dará apoio ao programa, conforme noticiou o Valor.

Segundo o Itaú, caberá à equipe definir as ações que serão financiadas, com respaldo em “premissas técnicas e científicas”.

A atuação da Todos pela Saúde se dará por meio de quatro eixos. O primeiro é o de informar, com campanha de incentivo ao uso de máscaras pela população; orientações sobre higiene e valorização de iniciativas de solidariedade da sociedade civil.

O segundo é o de proteger, com disponibilização de equipamentos de proteção individual e testagem para profissionais de saúde e aplicação de testes na população.

O terceiro é o de cuidar, com ações de apoio a gestores públicos estaduais e de grandes municípios na estruturação de gabinetes de crise; capacitação e apoio aos profissionais de saúde; uso de telemedicina para monitoramento de casos e apoio aos profissionais de saúde; ampliação da capacidade e eficiência em estruturas hospitalares referenciadas; e distribuição de insumos estratégicos, mobilização de equipamentos e recursos humanos.

O quarto eixo é de retomar, voltado à colaboração para o desenvolvimento de estratégias com objetivo de retorno mais seguro às atividades sociais; e a programas de monitoramento da população com risco elevado.

“Com esta iniciativa, temos a intenção de fazer algo estruturante, que tenha impacto positivo sobre toda a sociedade brasileira. O grupo de especialistas escolhidos para esta missão vai identificar as principais necessidades do País e priorizá-las”, afirmou Paulo Chapchap por meio de nota.

O dinheiro se soma a outros R$ 250 milhões já doados pelo Itaú, dos quais R$ 150 milhões por meio da Fundação Itaú para a Educação e Cultura e do Instituto Unibanco.

“Desde o início da pandemia, mobilizamos pessoas e recursos na luta contra a covid-19 e seus efeitos sociais e econômicos. Esta nova iniciativa dá a dimensão do quanto estamos preocupados e engajados na solução da crise”, disse o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, no comunicado.

Itaú Unibanco vai doar R$ 1 bilhão para combater o novo coronavírus

– A prevenção contra o Coronavírus depende também de se evitar a ignorância!

Neste 45º dia da chegada do Novo Coronavírus no Brasil, as mortes deverão ultrapassar (quando divulgadas à tarde) lamentável a marca de 1000 pessoas.

Infelizmente, há quem desdenhe do número e queira absurdamente comparar com outros dados de doenças (normalmente falsos, retirados da Internet), alegando que são poucas vítimas.

Não se engane: em 2019 inteiro, morreram 782 pessoas de Dengue, 796 da Gripe H1N1 e 15 de Sarampo em nosso país (dados do Ministério da Saúde). E em 1 mês e ½ de Covid… lembrando que o pico ainda está por vir.

Higienização e pouca exposição: são as duas coisas que previnem. Além de se evitar a ignorância, é claro.

– O Carrrefour em Jundiaí pode vender o que os comércios ditos “não essenciais” deixam de vender no Centro?

Viralizou nas Redes Sociais ontem a imagem do Hipermercado Carrefour lotado. Como promover a não proliferação do vírus se as pessoas se comportam como consumidores ávidos para gastar em véspera de Natal?

Aliás, Edison Maltoni, presidente do Sincomércio de Jundiaí, foi feliz na observação: as lojas de eletrônicos (rotuladas como não essenciais) não podem abrir no Centro da cidade, mas os mesmos produtos são vendidos no Carrefour, pois o estabelecimento caracteriza-se como “essencial”, já que é um mercado com grande variedade. Não está errado?

Concordo com tal reflexão pertinente.

Carrefour-logo - Hardy de Mello Advogados