– Os Profetas na Bíblia e no Dia-a-Dia

Neste sábado, mais um tema bacana que discutiremos nos nossos encontros semanais da Catequese do Crisma.

Hoje, os Profetas. Abaixo:

OS PROFETAS DA BÍBLIA

A palavra profeta não quer dizer vidente, mas sim entendido em determinado assunto. Nos dias atuais, temos profetas da economia, profetas da política, que são chamados comentaristas ou analistas.

Quem seriam eles no seu dia-a-dia?

Hoje falaremos de profetas religiosos!

Profetizar, aqui, não se trata de revelar o futuro, mas de transmitir o que o Senhor nos fala. O profeta é um instrumento de Deus para falar aos homens. Nós somos esses profetas. Você é um profeta de Deus dentro da sua casa, na sua comunidade, porque eles precisam saber dessa “colheita” que se aproxima. Talvez na sua casa ou na sua comunidade você seja o único que esteja abrindo o coração ao Senhor. Não que você seja melhor que os outros, mas o Senhor fez de você sal para levar Jesus e o Espírito Santo a cada pessoa da sua família e comunidade. Essa é a receita para que você e sua casa sirvam ao Senhor: Pedir o Espírito Santo sobre todos da nossa casa, trabalho, grupo de oração, escola, país, mundo.

Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.

Profecia é um relato, muitas vezes com conotação religiosa, no qual se prevê acontecimentos futuros. A previsão profética pode surgir por visões, sonhos ou até mesmo encontros com um ser sobrenatural, sendo muitas vezes considerados como mensagens divinas. Aqueles que obtêm as revelações são, muitas vezes, chamados de profetas.

Você já passou por alguma experiência como a citada acima?

Profeta, portanto, não é aquele que adivinha o futuro, e sim, aquele através de quem Deus fala

Na Bíblia, vemos inúmeros livros de Profetas. Vamos conhecer os principais?

1- PROFETAS ANTERIORES (ANTIGO TESTAMENTO):

Livro de Josué

Trata-se de um livro muito bonito que relata a conquista da terra prometida, a partilha do território e o fim da carreira de Josué, que tem o mesmo nome de Jesus. Passa o rio Jordão e entra na Terra Prometida. Após a entrada não mais tiveram o Maná. Tomada de Jericó por intervenção de Deus (Graça de Deus). Jos 1,6-9

Livro dos Juízes

São 6 os Juízes maiores: Otoniel, Aod, Barac, Débora, Gedeão,  Jefté e
Sansão. E os menores, Samgou, Tolo, Jair, Abesão, Elou, Abdou.

São heróis libertadores e recebem de Deus um carisma especial O livro ensina que a opressão é um castigo da impiedade e que a vitória é conseqüência do retorno de Deus. Os Juízes menores eram governantes de Israel.

Livros I e II Samuel

Relatam a história do povo, que vai da monarquia israelita ao fim do reinado de Davi. Narra a vocação de Samuel. A chamada de Davi para ser rei, suas desavenças com Saul. A história de Davi e as lutas em torno da sucessão do trono.

Nele tem o cântico a Ana ( I Samuel 2,1-10) – de onde surgiu o Magnificant que Maria fala em Lc 1,46-56.

No II Samuel, conta a história de Davi e Betsabéia. Do pecado de Davi – como todo pecado não é só uma violação de uma lei moral ou social mas, antes de tudo uma ruptura de uma relação pessoal entre o homem e Deus.

Livros I e II Reis

Continuação do livro de Samuel. Fala do reinado de Salomão, sua sabedoria e o esplendor de suas construções. Especialmente o templo de Jerusalém. Ao morrer Salomão, em 931 a.C. , o reinado se divide: Israel e Judá. Fala da destruição de Jerusalém no ano 587 a.C. e fala de 2 reis – Ezequias e Josias. Marcado pelo ressurgimento nacional e uma reforma religiosa. Invasão de Nabucodonosor e o exílio. Fala de Elias e Eliseu.

2- PROFETAS POSTERIORES MAIORES (ANTIGO TESTAMENTO):

Isaias

Livro escrito por Isaias e seus discípulos. Recebeu no templo de Jerusalém sua vocação profética: a missão de anunciar a ruína de Israel e Judá, em castigo das infidelidades do povo.

Isaias exerceu o ministério durante 40 anos. É um poeta genial. Sua grandeza é sobretudo religiosa. É o profeta da fé. É o maior dos profetas messiânicos.

Vale a pena citar alguns trechos de Isaías, que viveu 600 anos antes do nascimento de Jesus Cristo e disse coisas que se revelaram posteriormente, como Isaías 7, 14, e também conselhos ao povo, como Isaías 59, 1-15.

Jeremias

I Século após a morte de Jeremias, sua vida é relatada neste livro, e de todos os profetas é o que mais se pode conhecer dele. Chamado muito jovem, viveu o período trágico em que se preparou e consumou a ruína de Jerusalém, que é tomada e incendiada. Jeremias prega, anunciando a ruína e advertindo os reis que sucederam Davi. Tinha uma alma terna, feita para amar e seu drama é ter sido enviado para arrancar e destruir, para exterminar e demolir. Fala como Jó: “maldito o dia em que nasci” (Jó 3,3).

Ezequiel

Livro muito bem ordenado. Exerceu sua atividade no meio dos exilados da Babilônia, entre 593 e 571 a.C. Ezequiel é um sacerdote e o Templo é a sua preocupação principal. É o homem das visões. Dá origem à corrente apocalíptica. O apocalipse de São João sofreu a sua influência.

Daniel

Mais recente escrito profético, entre 167 e 164 a.C. Tem trechos lindíssimos: o cântico dos três jovens (Dn 3,24-90), Daniel na cova dos leões (Dn 6,17-25), a história de Suzana (Dn 13), a história de Bel e da Serpente Sagrada (Dn 14). Este livro destina-se a sustentar a fé e a esperança dos judeus perseguidos por Antioco Epifanes.

3 – PROFETAS POSTERIORES MENORES (ANTIGO TESTAMENTO):

Amós

Pastor, fala com o homem do campo. Prega no reinado de Jereboão. Fala sobre ricos e pobres.

Oséias

Contemporâneo de Amós, período de corrupção religiosa e moral (mulher adultera, povo adúltero). Fala sobre oração, perdão (Deus perdoa)

Miquéias

Origem camponesa, usa uma linguagem dura, fala sobre o Messias (Mq 6,8) e no NT em Mt 2,6.

Sofonias

Profetizou no tempo de Josias contra a moda estrangeira e culto a falsos deuses. Anuncia o dia de Javé.

Naum

Ruína de Nínive. É um dos grandes poetas de Israel.

Habacuc

O justo viverá por sua fidelidade (a pérola deste livro), que São Paulo via inserir na sua doutrina de fé (Rm 1,17 e Gl 3,11)

Ageu

Último período profético posterior ao exílio. Antes do exílio a palavra era castigo. Durante o exílio, consolação. Agora é restauração.

Zacarias

Fala da reconstrução do templo. Doutrina messiânica (ver Mt 21, 4-5 e 27,9)

Malaquias

Fala do Dia de Javé, que purifica os membros do sacerdócio.

Abdias

Livro mais curto. Grito de vingança, de espírito nacionalista.

Joel

Fala do dia de Javé. Inaugura os tempos escatológicos. A pessoa pode ser salva pela penitência e oração. Efusão do espírito profético.

São Pedro cita nos Atos dos Apóstolos (At 2,16-21 – Profeta de Pentecostes).

Jonas

Está a um passo do N.T. Deus não só dos judeus mas também dos pagãos. Há um só Deus. A permanência no Sepulcro é lembrada como uma analogia a de Jonas no ventre da baleia.

4 – OUTROS PROFETAS: Elias, Eliseu: muito importantes na história do povo judeu.

5- ALGUMAS PROFESTISAS: Débora, Hulda (2Rs 22.14-20) Miriã.

6- PROFETAS DO NOVO TESTAMENTO:

João Batista

Primo de segundo grau de Jesus, filho de Isabel, é quem batiza Jesus com água.

(Vide Lucas 3, 1- 20 e Mateus 3, 13- 17).

Você já tinha ouvido falar sobre alguns desses profetas?

O que você sabe sobre eles?

E Hoje?

São Francisco de Assis não age como um profeta? Veja se a sua famosa oração não é inspirada por Deus e tem características de missionários e profetas:

Oração de São Francisco de Assis

Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.

Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,

Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.

Onde houver Discórdia, que eu leve a União.

Onde houver Dúvida, que eu leve a .

Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.

Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.

Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.

Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.

Perdoando, que se é perdoado e

é morrendo, que se vive para a vida eterna!

Amém

Vamos refletir e responder a algumas perguntas?

1. Existem profetas hoje?

2. Como o profeta sabe que Deus manda falar isto ou aquilo?

3. Como nasce sua vocação?

4. Como distinguir o falso de verdadeiro profeta?

5. Qual a sua missão?

6. Como ele atua?

7. Existe algum profeta na minha vida?

8. Consigo perceber uma mensagem nos acontecimentos da minha própria vida?

9. Será que posso ser profeta para alguém?

(Referências: Canção Nova, Catecismo da Igreja Católica, Bíblia Sagrada e Catequese de Adultos do santuário do Divino Espírito Santo)

url.jpg

– Encontros da Catequese do Crisma e a Bíblia

Dando continuidade aos nossos encontros da catequese do Crisma, hoje falaremos sobre a Bíblia. Abaixo, texto-base da nossa reunião deste sábado:

A BÍBLIA

A História da Fé Cristã e os pontos principais da nossa crença estão fundamentados (escritos, registrados, guardados) nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja (ou seja, relatados na Bíblia e no Catecismo da Igreja Católica).

Na Sagrada Escritura (Bíblia), a Palavra TESTAMENTO tem o mesmo sentido de ALIANÇA.

Para entendermos melhor a Bíblia, ela é dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento. Ela começou a ser escrita por volta de 1.250 a.C., tempo em que viveu Moisés, e foi concluída por volta do ano 100d.C., por São João. Portanto, são aproximadamente 1.350 anos de escrita que nos conta a história do povo judeu (o povo que Deus escolheu para se revelar ao mundo); onde são contadas as guerras judaicas, seus costumes, sua religiosidade e o esforço para compreender e seguir um Deus único.

O povo judeu vivia em um mundo cheio de superstições, acreditavam em várias divindades (politeísta) e eram idólatras (criavam ídolos). Quando conhecem a Deus, através da revelação a Abraão, passam a ser monoteístas (acreditam num Deus único e onipotente).

1- E como se registrou todos os primeiros conhecimentos, a partir de Adão e Eva? E quem foi testemunha de tudo, se Adão e Eva tiveram Caim e Abel e um irmão matou o outro?

2- Mas como se sabe de tudo isso, se não haviam os meios de comunicação, televisivo, radiofônico ou escrito naquele tempo?

As histórias em geral e todo o conhecimento da época eram passados de pai para filho (geração por geração) e não se deixava a realidade se perder. Então, o homem acaba descobrindo sua vocação de descobridor das coisas, e consegue guardar esses conhecimentos através da impressão em cerâmicas. Portanto, primeiramente, a Bíblia foi cozinhada em chapas de argila que saíam dos fornos com o retrato dos acontecimentos. Através da mistura do barro e da água, moldavam os fatos, as primeiras palavras, os símbolos que levavam-os a se comunicar.

Posteriormente, utilizou-se o papiro para servir como uma folha de papel primitiva. O papiro era retirado de plantas que se desenvolviam nas margens do rio Nilo. Depois, utilizou-se o couro de carneiro, e inventaram assim os pergaminhos, mais tradicionais e conhecidos para nós. Seu último passo foi a reunião em livros do Antigo Testamento (Antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo) e do Novo Testamento (de Cristo em diante).

A Bíblia, portanto, é um conjunto de livros considerados sagrados, perfeitos em questões de fé, pois neles Deus participa ativamente do mundo, se revela, se comunica e age na vida dos judeus, e através deles proclama-se a toda humanidade. Mas atenção: a Bíblia é inexata em questões geográficas e históricas. Ela é um livro de fé.

A santidade da Bíblia é retratada no § 81 do Catecismo da Igreja Católica: <A sagrada escritura é a Palavra de Deus enquanto é redigida sob a moção do Espírito Santo.>

É vontade de Deus quando vemos muitas guerras na Bíblia? É o Espírito Santo quem pede o olho-por-olho e dente-por-dente? Há situações parecidas com as de hoje: somos portadores da Palavra de Deus, mas não donos da Palavra; portanto, passíveis de erros comportamentais.

São 73 livros (46 do AT e 27 do NT). Em algumas edições evangélicas, não constam 7 livros: Tobias, Sabedoria, Judite, Eclesiástico, Baruc, Macabeus I e II.

Vamos manusear um pouco a Bíblia? Procure alguns trechos interessantes abaixo (se puder, compare as edições):

  • Sabedoria 1, 1-8. (sobre bons pensamentos).
  • Efésios 6, 1-4. (sobre respeito a família).
  • João 8, 1-11 (sobre não julgar o próximo).
  • Cânticos 5, 10-16. (sobre casais enamorados).
  • Tiago 2, 14-19 (sobre Fé sem Obras).
  • Êxodo 20, 1-17 (sobre os Mandamentos).
  • Efésios 6, 10-18. (sobre a armadura do cristão contra o Mal).

Percebemos, ao longo da Bíblia, que a religião era um reflexo da situação política e cultural da época. Uma multidão de divindades eram temidas; temiam o sol, a lua, as estrelas, as tempestades, os mares, e neles acreditavam existir serpentes, monstros, demônios. Tudo isso era sintoma de uma desorganização política, um povo disperso e sem forças, ao qual Deus tem compaixão e se revela para ajudá-los a crer no que é verdade e no que não é.

Quando acontece essa revelação? Quando tudo começa?

Quando Deus se revela a Abraão, em Gênesis 12, 1-2 e 15, 1-8, e com ele firma uma Aliança. Aliança, na verdade, é sinônimo de compromisso. Veja o gesto dos noivos quando recebem o sacramento do matrimônio: eles trocam alianças, ou seja, firmam um compromisso de fidelidade.

Deus utiliza-se de várias pessoas (Noé, Abraão, Moisés, Jacó, Davi, os profetas…), confirmando seu compromisso de Amor para com a humanidade. A partir do povo judeu ele se revela ao mundo. Portanto, Ele se utiliza deste povo para se tornar conhecido universalmente.

Quando Deus age pelos profetas, o escritor, inspirado pelo Espírito Santo, escreve tudo o que é verdade e conhecimento sobre Deus e sua vontade. Algumas profecias se revelam ao longo do tempo, como Isaías 7, 14 (escrito 700 anos antes de se cumprirem) e o Salmo 21, 19, que se revela em João 19, 23-24 (depois de aproximados 1000 anos). Vemos, então, que 1000 dias para Deus podem ser 1, e vice-versa, pois Ele é o Senhor do tempo, das vontades, dos movimentos!

Reflexões:

A.      Antes desse encontro, o que você pensava sobre a Bíblia? E o que você pensa sobre ela agora?

B.      Como Deus se revela hoje para nós?

C.      Com que frequência você lê a Bíblia?

D.      A nossa fé está somente baseada na Sagrada Escritura (ou seja, na Bíblia)?

url.jpg

– Começamos mais uma temporada de Catequese do Crisma

Hoje é um dia especial a nós, catequistas da Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Bairro Medeiros, Paróquia São João Bosco – Jundiaí / SP). Nossos crismandos começarão a caminhada em busca do Sacramento da Confirmação, onde, agora, maduros na Fé, dirão seu sim à Igreja, reiterando o Batismo que receberam de seus pais, ao longo de um ano aproximadamente.

Que Deus os abençoe nesta caminhada cristã!

pentecostes+dons.JPG.jpg

– Que tal Crismar?

Amigos, muitos, infelizmente, não dão importância em confirmar o Batismo recebido pela vontade de seus pais. Fica o convite para participar dos encontros de catequese da Crisma! Abaixo:

279.jpg

– Celebração do Crisma da Paróquia São João Bosco

Hoje é um dia especial a nós, catequistas da Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Bairro Medeiros, Paróquia São João Bosco – Jundiaí / SP). Nossos crismandos receberão o Sacramento da Confirmação, onde, agora, maduros na Fé, dirão seu sim à Igreja, reiterando o Batismo que receberam de seus pais.

Que Deus os abençoe na caminhada cristã!

url.jpg

– Papa Chicão e o Carinho para as Crianças

Coisas de Francisco: não é que o novo Papa realmente se faz diferenciado? Já pensou recebê-lo em sua comunidade para a 1a Eucaristia, e ele se dedicar a fazer uma celebração exclusiva às crianças?

Extraído de: http://papa.cancaonova.com/homilia-do-papa-francisco-na-visita-a-paroquia-de-roma-260513/

PAPA EXPLICA ÀS CRIANÇAS QUEM É A SANTÍSSIMA TRINDADE

Francisco faz primeira visita pastoral a uma comunidade de sua diocese

Kelen Galvan
Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco realizou neste domingo, 26, a primeira visita pastoral a uma comunidade de sua diocese: a paróquia de Santa Isabel e Zacarias, na zona norte de Roma.

O Santo Padre foi acolhido de forma calorosa, com um longo aplauso dos fiéis, toque dos sinos e canto do coro da paróquia. Depois de saudar os enfermos em cadeiras de rodas e as famílias dos recém-batizados, Francisco celebrou uma Missa ao ar livre e administrou a primeira comunhão a 16 crianças.

Acesse :: Homilia na íntegra

Na homilia, o Papa se entreteve com uma conversa com as crianças, fazendo-lhes perguntas e convidando-as a responder. Para explicar a Santíssima Trindade, Solenidade deste domingo, Francisco perguntou à elas: quem é Deus, Jesus e o Espírito Santo.

E a partir das suas respostas, o Papa explicou resumidamente: “O Pai cria, Jesus nos salva, o Espírito Santo nos ama. Esta é a vida cristã: falar com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo”, explicou resumidamente.

Prosseguindo, em tom divertido, Papa Francisco fez uma pergunta que definiu ‘difícil’: “O que Jesus faz ao caminhar conosco?. Primeiro, nos ajuda, respondeu. “Jesus nos orienta, nos ensina a seguir, nos dá a força para caminhar, nos sustenta nas dificuldades e até nas tarefas do colégio… Mas como? Na comunhão nos dá força, vem ao nosso encontro. O que é a comunhão? É pão, mas não é pão, é o corpo de Jesus, que vem ao nosso coração. Vamos pensar nisso e pedir à Maria que nos ensine bem como é Deus, como é o Pai, como é o Filho e o Espírito Santo”.

O Papa também recordou o episódio, narrado na Bíblia, da visita de Maria à Isabel (cf. Lc1,39), ao saber que ela estava grávida.

Francisco destacou que Maria foi depressa porque tinha vontade de ajudar, ela não foi lá para se gabar e dizer ‘eu sou a mãe de Deus’, mas foi para ajudar Isabel.

“Ela [Maria] vai sempre depressa, ela não se esquece de seus filhos. E quando seus filhos estão com problemas, têm alguma necessidade e a invocam, ela vai imediatamente. E isso nos dá a segurança, a segurança de ter a Mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Caminhamos melhor na vida quando temos a mãe perto”, explicou.

O Santo Padre orientou os fiéis a pensarem nesta graça de Nossa Senhora: “de estar perto de nós, sem nos fazer esperar. Sempre! Ela está – tenhamos confiança nisso – para nos ajudar. Maria que sempre vai depressa, por nós”.

Depois da Missa, o Pontífice se deteve com as crianças da Primeira Comunhão, que o circundaram, e lhes dedicou alguns minutos de carinho e conversa.

papa_missa.jpg

– O Pecado, as Tentações e Suas Consequências

Continuando nossos encontros semanais da Catequese do Sacramento da Confirmação (Crisma), discutiremos com os crismandos da Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Paróquia São João Bosco – Jundiaí/SP) o tema: Pecado, Tentações e Consequência. Abaixo:

O PECADO E AS TENTAÇÕES

Um grande dilema assola a consciência das pessoas: O que é certo, o que é errado? O que é bom, e o que é mau? Como avaliar se algo é do bem, e se algo é do mal?

Quando falamos em “pecado”, falamos sobre práticas más, que trazem males a nós mesmos e aos outros, e que portanto, é errado.

Mas afinal, o que é pecado?

Pecado é algo que praticamos (por pensamentos, por palavras, por atitudes e omissões) que nos afasta da Santidade, ou seja, de Deus. Portanto, o pecado nos distancia do Senhor. Cada vez que pecamos, nos afastamos do Reino dos Céus e desagradamos a Deus.

Quando alguém peca, ninguém tira benefícios reais daquele pecado: aquele que foi prejudicado, sofre; o que prejudicou, pode tirar alguma vantagem material momentânea, mas acertará suas contas com Deus.

Classificamos os pecados em duas categorias: PECADO VENIAL e PECADO MORTAL: Os veniais são pecados mais leves, como por exemplo: contar alguma vantagem para os outros (se gabar de algo). Os mortais são aqueles que podem ser chamados de mais graves: matar, por exemplo.

Há ainda os “PECADOS CAPITAIS”, que a Igreja classificava historicamente em 7:

  • 1. Soberba
  • 2. Avareza
  • 3. Luxúria
  • 4. Ira
  • 5. Gula
  • 6. Inveja
  • 7. Preguiça.

Recentemente, outros “6 NOVOS PECADOS CAPITAIS contemporâneos”:

  • 1. Fazer modificação genética
  • 2. Poluir o meio ambiente
  • 3. Causar injustiça social
  • 4. Causar pobreza
  • 5. Tornar-se extremamente rico
  • 6. Usar drogas

Não podemos nos esquecer que não existe pecados “mais ou menos”; venial ou mortal, pecado é pecado.

Os malefícios que o ato de pecar traz na nossa vida são muitos: depressão, stress, angústia, remorso, etc…

Podemos fazer duas afirmações: com certeza, todos somos pecadores; e Deus perdoa a todos os pecados, não somos nós que julgamos se os outros são pecadores ou não. Em João 8,1-11, Jesus perdoa a pecadora e nos mostra que também nós devemos perdoar os outros. Jesus nos revela a infinita misericórdia de Deus.

Deus ama o pecador, mas detesta o pecado. Ora, como criaturas de Deus somos chamados a buscar a santidade, fazendo o bem e fugindo do pecado.

Pecar é tentador, pois o mundo está cheio de prazeres e se esquece de que nem tudo é permitido.

DINÂMICA:

1) Logicamente não existem apenas 13 pecados. Os que vimos hoje, são considerados capitais. Vamos enumerar outros pecados que percebemos:

a- na vida escolar,

b- com os amigos,

c- na família,

d- no trabalho,

e- na política,

f- na televisão.

2) Uma grande forma de ser perdoado por Deus pelos pecados é arrepender-se e confessar os pecados. Mas, é necessário que nós também perdoemos quem peca contra nós. Reflita a oração do Pai-Nosso e responda:

a) Tenho perdoado com o coração aos que me ofendem?

b) Existe alguém aqui no nosso grupo com desejo de pedir perdão ou de perdoar. Que tal fazer?

imgres.jpg

– Apocalipse de São João

Continuando nossos encontros semanais da Catequese do Crisma, discutiremos hoje o Apocalipse. Compartilho:

O APOCALIPSE DE SÃO JOÃO

Com a morte de Jesus Cristo e sua ressurreição, os judeus convertidos (cristãos) receberam a missão de continuar a pregação do amor, e anunciar a boa nova (Evangelho). Os discípulos se reuniam para cultuar a Deus nas reuniões cristãs (missas); porém, os romanos, que dominavam a região da Palestina, acreditavam que essa ‘seita’ era um movimento de fanáticos e de políticos revolucionários contra o poder do imperador.

As idéias de amar, perdoar, viver em comunhão, eram vista com maus olhos pelas autoridades de Roma. Por isso, a ordem era de perseguir essas pessoas chamadas de cristãos.

São João Evangelhista, apóstolo de Jesus, durante essas perseguições, tentava escrever para as comunidades cristãs, dando-lhes explicações do que estava acontecendo e do que poderia acontecer futuramente com aquelas comunidades. Mas, por estar impossibilitado de lhes falar às claras (ou seja, objetivamente) devido ao seu exílio (estava preso na ilha de Patmos), ele achou por bem escrever em metáforas e em comparações para que os romanos não entendessem.

Reflexão 1: Quando você ouve falar de “Apocalipse”, do que você lembra?

Portanto, diante da missão de continuar a evangelização, de levar o testemunho do amor de Cristo e de encorajar os cristãos a lutar e perseverar na fé, João escreve através de uma linguagem simbólica suas orientações sobre a fé. Temos que nos lembrar sempre que o livro do Apocalipse não é o anúncio do fim do mundo, mas um retrato do desfecho das perseguições cristãs naquela época.

Diante desse simbolismo que São João utiliza para escrever, é importante entender alguns trechos principais do Apocalipse para que não haja erros de interpretação devido a desconhecimentos do panorama da época. A leitura ao pé da letra do Apocalipse, sem o cuidado de entender os sinais e costumes judaicos, nem ao menos entender a situação de como esse livro foi escrito, nos possibilita uma interpretação errada, o que acaba fazendo com que muitos irmãos vejam no Apocalipse um anúncio de tragédias futuras e devastação, o que não é verdade.

Reflexão 2: quantas vezes você já leu trechos soltos de textos e interpretou errado, sem levar o contexto?

Algumas considerações sobre passagens apocalípticas:

Em Ap 1, 4-6 = Nós vemos a utilização do número sete, e a citação de Sete Espíritos diante do trono de Deus.

Temos que entender que 7 é o número judaico que representa a plenitude, a perfeição, a imensidão. Lembremo-nos que Cristo nos mandou perdoar setenta vezes sete (ou seja, infinitamente). Sete Espíritos de Deus quer dizer o Espírito perfeito, ou seja, o Espírito Santo ao lado do Pai e do Filho na Trindade, como a própria leitura nos mostra.

Na verdade, João saúda todas as comunidades cristãs da Ásia, e se refere com uma benção em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Em Ap 1, 12-20, vemos João dizendo que vê um homem com sete estrelas e sete candelabros que pede para escrever para as comunidades asiáticas.

Na verdade, João mostra a cobrança dele mesmo em levar em nome de Deus orientações e pregações de fé às sete comunidades gregas que estão sendo ameaçadas pelos imperadores romanos. (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia). A cada comunidade ele dá uma orientação para coibir a decadência da fé.

Em Ap 4, 1-11, nós vemos o relato do Reino dos Céus e do poder de Deus. É claro que João está escrevendo por símbolos, pois ao lerem essas cartas, os romanos não entendiam o que queriam dizer e achavam que era loucura de João. (por exemplo, João fala dos relâmpagos e trovões constantes do trono em que alguém em um trono coberto pelo arco-íris sentava, rodeado por 24 anciãos).

Na verdade, João fala da providência e ação de Deus imediata aos homens (trovões e raios). A expressão ‘alguém sentado no trono’ é a própria majestade de Deus. O arco-íris representa a misericórdia e o amor citado em Gênese 9,13, e os 24 anciãos representam as 12 tribos de Israel, ou seja, o povo; porém, o povo terrestre é reunido com os anjos no Céu, e lá louvam sem cessar a Deus (2X12=24).

Reflexão 3: será que os romanos entendiam todas essas coisas? É claro que não. Mas os cristãos entendiam porque eram simbologias da religião.

Em Ap 5, 6-8 , vemos o relato da visão de um cordeiro (carneiro) com sete chifres e sete olhos recebendo o livro da mão direita de quem está no trono.

Na verdade, Cristo é o Cordeiro de Deus (o cordeiro era o animal utilizado em sacrifícios) que se sacrificou por nós, e cheio do Espírito Santo, Onipotente e Onipresente ( 7 ch e 7 olh) está, com toda a sua autoridade,  na glória do Céu à direita do Pai.

Em Ap, 12, vemos a analogia da mulher revestida de Sol com uma coroa de 12 estrelas frente ao Dragão.

Na verdade, a mulher/ ora é Maria e as 12 tribos de Israel, ou seja, o povo/ ora é a Igreja formada pelos 12 apóstolos. O Dragão é o mal. Não é uma profecia do final dos tempos, mas um alerta para o povo perseverar diante das perseguições do imperador Nero. É muito interessante ler todo o cap 12 e as notas de rodapé da Bíblia edição Pastoral, pois temos muita simbologia explicada.

Em Ap 13 – a besta sobre o número 666; quem sucumbir à besta verá que também adorará a segunda besta que virá, e os homens se marcarão pelo pecado. Na verdade, a besta é a representação do imperador romano Nero. Vespersiano, que iria assumir o lugar de Nero como imperador, é a representação da segunda besta.

Nero era maldoso e cruel, e queria ser adorado como Deus; quando morre, Vespersiano institui como religião o culto a imperador mortos, sendo que eles deveriam ser idolatrados desde sua vida.

O número 666 representa 3 X a trilogia da matéria. Mas o que é isso?

Para os judeus:

2 = matéria

3 = perfeição do relacionamento ou Trindade.         2X3=6

6= perfeição da matéria, o puro materialismo, o egoísmo, o mal.

666 = 6-6-6 (três seis seguidos) = perfeição da maldade.

O Apocalipse, nada mais é, do que o livro do grande exemplo de perseverar na fé e enfrentar as perseguições que os nossos antepassados mostraram em nome de Cristo Jesus.

Reflexão 4: Quantas pessoas você conhece que enxergam no Apocalipse um livro de esperança, ao invés de um livro de “fim trágico”? Que tal mudar a compreensão das pessoas que assim entendem?

– Encontros Semanais da Catequese do Sacramento da Crisma

Hoje, nos nossos encontros semanais para o Crisma, assistiremos a “Passion“, de Mel Gibson, explicando algumas passagens e tentando separar o que foi “expressão poética do autor” e “ensinamento do Catecismo da Igreja Católica”.

Para quem conhece esse blockbuster, sabe que o filme é forte. Porém, pela dureza dos romanos, não teria sido ainda mais violento se retratado fidedignamente?

– Catequese: Paixão de Cristo

Dando continuidade aos nossos encontros semanais da catequese do sacramento do Crisma, falaremos hoje com nossos crismandos sobre a Paixão de Cristo:

Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

Durante a vida pública de Jesus, muitos poderosos queriam prendê-lo, condená-lo e matá-lo. Muitos nem queriam que Jesus nascesse com medo dele ser um rei. Os poderosos da época achavam que Cristo era um líder político, usando da religião para tirar proveito e não reconheciam seus milagres. Toda a bondade de Jesus levou-o a conseguir rancor das autoridades romanas, que não acreditavam em Deus e tinham prazer em dominar o povo.

Em Mateus 21, 1-11, vemos Jesus chegando a Jerusalém montado em um jumentinho. O povo que via as obras de Cristo o aclamava, cantando “Hosana” (que significa “Louvores, Glória”) e balançavam palmas, que representava uma homenagem. Este gesto é lembrado por nós no Domingo de Ramos.

Durante sua estada em Jerusalém, Jesus contou inúmeras vezes sobre o julgamento final. Muitas pessoas contam diversas impressões sobre o final dos tempos. Jesus contou-nos como isso acontecerá em Mateus 25, 31-46.

Reflexão 1: como e de que jeito você imagina que será o fim do mundo?

Em Marcos 14, 1-2 vemos os primeiros planos de se prender Jesus como um marginal. Porém, a principal colaboração para o se tramar a prisão de Cristo vem com Judas: veja em Mateus 26, 14-35.

Reflexão 2: você já passou por alguma situação em que vai se prejudicar, mas aceita passar por ela para ajudar um amigo? E se essa pessoa não é tão amiga?

Veremos agora o exemplo que Cristo nos dá de servir ao próximo. Ele diz que veio ao mundo para servir, e lava os pés dos discípulos como exemplo para que eles também sirvam ao próximo – João 13, 1-20. Celebramos na Quinta-Feira Santa a chamada Missa de Lava-pés.

Reflexão 3: o que vocês acham de luxúrias e ostentações? E de pessoas que se orgulham por ter autoridade, poder, e que gostam de ser servidas?

Passemos à Santa Ceia. Jesus, reunido com os apóstolos, faz a última refeição, e pede que nos lembremos de celebrar a Partilha do Pão e do Vinho freqüentemente, pois Ele próprio (Cristo) estará presente fazendo do Pão o seu Corpo e do Vinho seu Sangue, como sinal de uma Nova Aliança entre Deus e os homens. É a instituição do Sacramento da Eucaristia, onde temos o relato em Mateus 26, 17-29.

Cristo tinha natureza humana e divina. Era Deus que se fez homem. Por isso, temos o relato que Jesus também ficou agoniado com toda a dor a qual saberia que teria que enfrentar pela salvação dos homens. Então Ele se retirou e foi orar no Monte das Oliveiras – Lucas 22, 39-46.

Reflexão 4: Quando você está agoniado, o que você costuma fazer?

Toda a prisão de Jesus, seu injusto julgamento e crucificação estão relatados em Marcos 14, 43-65 e Capítulo 15, onde é possível observar os comentários sobre a injusta condenação do Salvador.

Em João 20, 1-18 vemos Maria Madalena indo de encontro a Cristo ressuscitado. É o início das aparições de Cristo que permanece conosco por quarenta dias.

Reflexão 5: A cruz de Cristo simboliza o peso dos pecados do mundo sobre as costas de quem era Santo. E hoje: você vê pessoas que tem “cruzes pesadas para carregar”? Fale sobre isso:

– A Vida Pública de Jesus

Dando continuidade aos nossos encontros semanais da catequese do Crisma, compartilho o tema deste sábado:

A VIDA PÚBLICA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único nome divino que traz a salvação, e agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os homens pela Encarnação, de sorte que “não existe debaixo do Céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12).>

Catecismo da Igreja Católica, § 432

Veremos neste tópico o Cristo iniciando sua missão, revelando-se publicamente Filho do Altíssimo. Após a pregação de João Batista para que o povo estivesse preparado para acolher o Messias, Jesus prega às comunidades o amor, a misericórdia, a vida em plenitude. Pela remissão dos pecados do mundo todo, Ele aceita vir como homem para morrer na cruz.

– Reflexão 1: Você acreditaria em alguém nascido do seu meio, e que depois de adulto formado começasse a pregar? E que fosse o Messias esperado?

Judeus esperavam um Salvador de diversas formas: (sicários, zelotasanawins, essênios).

– Reflexão 2: Hoje, a Igreja espera Cristo nos diversos movimentos: quais são eles?

Em Mateus 3, 13-17 vemos Jesus Cristo iniciando sua vida pública ao ser batizado por João Batista. O Batismo, antes por água, passa a ser com o Espírito Santo. Jesus, mesmo cheio do Espírito Santo, quer ser batizado para iniciar sua pregação.

– Reflexão 3: Por que Jesus quis ser batizado?

Jesus, então com 30 anos, se retira ao deserto para jejuar. É um sacrifício e ao mesmo tempo uma preparação para sua missão. No deserto, vemos o relato em Lucas 4, 1-14 do diabo tentando impedir que Jesus cumprisse sua missão.

– Reflexão 4: Hoje, o que nos leva a ser tentados?

Em Lucas 4, 14-21 vemos que se cumpria a profecia de Isaías, pois nela Cristo se declara o Filho de Deus. É importante ver que depois de 700 anos tudo se cumpria em Jesus, o que caracteriza ainda mais a divindade dele

Será que se Cristo viesse ao mundo em nossos dias, encontraria um povo até certo ponto incrédulo como daquela época? – Com certeza, seria muito maior a incredulidade nossa. Se naquele tempo, com as profecias na mão, com os milagres que aconteciam por Jesus, o povo muitas vezes vacilava, imagine no nosso tempo, onde muitas pessoas exploram a necessidade de outras, há falsas religiões e charlatães em diversos lugares… Repare que somos privilegiados de vivermos neste tempo, pois vimos que o Messias veio e ressuscitou, e nos deixou aberto o caminho para a nossa vitória sobre o pecado. Basta aceitá-lo ou não.

– Reflexão 5: há gente que explora comercialmente o nome de Jesus nos dias atuais?

No Evangelho de São Mateus 4, 17-22 podemos ver Cristo chamando seus apóstolos, formando com eles uma comunidade. Aos apóstolos, Jesus costumava dizer: “Não foram vocês que me escolheram, mas Deus que os escolheu”.

– Reflexão 6: Na nossa vida, deparamos ou depararemos com muitos desafios. Como você reage às dificuldade: fica com medo; fica com medo e depois confia em Deus; demora para confiar; ou confia de imediato?

A partir daqui, veremos a pregação de Jesus: as bem-aventuranças, em Mateus 5, 1-12, onde ele mostra que é o consolador e que serão felizes aqueles que morrerem em prol do seu próximo ou de Deus.

– Reflexão 7: Você aceita tranquilamente a ideia de que Deus nos recompensará com a Vida Eterna aos que sofrem e aos que lutam, ou é preferível receber tudo agora em vida? Por que pessoas de bem, muitas vezes, sofrem? Ex: dona Zilda Arns.

Cristo mostra seu poder em diversas curas, como podemos ver em Mateus 8, 1-13 e Marcos 5, 21-43.

– Reflexão 8: No seu dia-a-dia, você procura o “Deus dos milagres” ou os “milagres de Deus?”

Jesus ensinava ao povo por parábolas. Parábolas são algumas estórias contadas comparando-as com os dias de hoje, usando modelos simples de fatos e de fácil compreensão para as pessoas entenderem como age Deus. Veja algumas parábolas em Mateus 21, 28-32 e Mateus 13, 24-30.

– Reflexão 9: Jesus resolveu utilizar parábolas para evangelizar. E você, quando vai explicar algo sobre a fé: consegue evangelizar com facilidade ou tem dificuldade para falar de Deus?

Nós veremos que Jesus Cristo ainda realiza muitos outros fatos em sua vida pública (vida de pregação) para não deixar dúvida que ele era (e é) Deus e também que possuía (e possui) autoridade sobre o Céu, a Terra e o inferno.  Prova disso, são os relatos em Mateus 8, 28-34, onde Jesus Cristo expulsa (exorciza) satanás.

– Reflexão 10: e aí: você tem medo do diabo, receio ou não se preocupa com ele? Aproveite e responda: no mundo, o bem e o mal se confrontam, numa terra onde há equilíbrio entre essas forças?

Também em Mateus 16, 24-28 podemos ver a realeza de Cristo quando ele se transfigura (dá uma amostra aos discípulos da vida Eterna) e em Marcos 6, 30-44 onde ele realiza o nosso conhecido milagre da multiplicação dos peixes.

Jesus, na verdade, não veio mudar a Lei de Moisés, que era a Lei que Deus deixou ao povo, mas pelo contrário, ele aperfeiçoa a Lei, explica na Verdade o que é vontade de Deus, e um exemplo disso é o ensinamento do maior mandamento que Deus dá aos homens: o mandamento do amor, em Mateus 22, 34-40.

Cristo ainda facilita a comunicação entre o Céu e a Terra ensinando-nos a orar: É a oração do Pai Nosso, contida em Mateus 6, 1-15. No Pai Nosso, vemos uma série de pedidos: súplica, louvor, perdão, proteção!

– Reflexão 11: rezar é se comunicar com Deus. Você tem conseguido arranjar tempo para rezar todos os dias? Em que horários e em que situações você faz suas orações?

Finalizando, podemos ver que Cristo é o Senhor, um Senhor bondoso, misericordioso e paciente. Ele não veio para condenar, mas para ensinar. Ele é aquele próprio que nos julgará no dia do juízo final, como vemos relatado em João 5, 19-29 e João 6, 35-40.

DINÂMICA: Cristo veio nos salvar, ensinou-nos diversas coisas, curou, fez coisas milagrosas e revolucionou o mundo. O que mais lhe toca após o encontro sobre a “Vida Pública de Jesus?

imgres.jpg

– Patriarcas e Profetas da Bíblia, parte 3

Continuando nossos temas para encontros semanais da catequese do Sacramento do Crisma, compartilho o tema a ser debatido hoje:

Os Patriarcas e Profetas da Bíblia (PARTE 3)

         Pulamos para aproximadamente o ano 1000 a.C.. Vamos falar de Davi. O povo judeu queria ser governado por alguém, como uma nação, o que primeiramente não agradou a Deus. Escolheram Saul, mas Deus preparava uma pessoa de seu agrado, um rei que acima de tudo temesse a Deus e a mais ninguém, e este rei seria Davi. Davi consegue reunir todas as doze tribos de Israel num só país, e sempre obedecendo a Deus, foi abençoado e vencia todas as guerras contra seus inimigos.

         Em I Samuel 17, vemos Davi ainda jovem, não sendo ainda rei, vencendo o gigante Golias. Nesta batalha, Davi vence o duelo que custava a escravidão dos judeus frente aos filisteus.

Reflexão 1: Vocês se sentem, muitas vezes na vida, pequeninos como David frente a problemas que são Golias? Como agem?

         Davi deixou como sucessor Salomão, que era muito sábio e rico (riqueza surgida através da renúncia delas em facor da sabedoria), mas que desviou-se do caminho de Deus. Durante este período, os judeus adoram outros deuses, e acabam caindo em desgraça. Por volta de 598 a.C., o rei Nabudoconosor da Babilônia os domina e os leva a trabalhar na Mesopotâmia. Na sequência, em 530 a.C., Ciro, rei da Pérsia, impera sobre todo o Oriente e escraviza novamente os judeus, mas permitem que voltem para suas terras. Quando retornam, em 330 a.C., Alexandre Magno domina a todos os reinados.

Reflexão 2: Repare que quanto mais os judeus se afastavam de Deus, mais vulneráveis se tornavam. E isto acontece conosco nos dias de hoje. Cada vez que nos esquecemos de Deus, que nos afastamos d’Ele, também nos afastamos das suas Graças e de todo o Amor que Ele tem por nós. Cada vez que nos voltamos a Ele, por ser misericordioso e bondoso,  Deus nos espera de braços abertos e nos dá sempre a oportunidade de recomeçar. Você sente quando está afastado de Deus, ou não consegue perceber esse distanciamento?

         Em 63 a.C. Pompeu, o Grande, que era imperador de Roma, é quem domina novamente os judeus. Não há mais patriarca que vem ao mundo para suceder um novo marco na história dos judeus, mas alguém que viria ao mundo para marcar a humanidade inteira. Este alguém era a promessa, ou seja, o Salvador desejado, o próprio Filho de Deus, o Deus feito homem que faz a última aliança com toda a humanidade: Jesus Cristo!

Reflexão 3: Até chegar em Jesus Cristo, muitos impérios dominaram os judeus. E o que nos domina hoje? (vícios, mentira, pecados)

         Existiram pessoas denominadas profetas que falaram incessantemente da vinda do Salvador. Eram homens do meio do povo que entendiam sobre o assunto FÉ, e que procuravam abrir os olhos do povo sobre as vontades de Deus e a negação do povo em aceitá-lo inúmeras vezes. Alguns profetas: Ezequiel, Elias, Jeremias e Isaías.

         A palavra profeta não quer dizer vidente, mas sim entendido em determinado assunto. Nos dias atuais, temos profetas da economia, profetas da política, que são chamados comentaristas ou analistas.

         Vale a pena citar alguns trechos de Isaías, que viveu 600 anos antes do nascimento de Jesus Cristo e disse coisas que se revelaram posteriormente, como Isaías 7, 14, e também conselhos ao povo, como Isaías 59, 1-15.

         Finalizando o Antigo Testamento, devemos falar também sobre os livros dos ensinamentos, como os Salmos, Eclesiástico, Eclesiastes, Sabedoria e os Provérbios. São escritos que nos orientam a confiar em Deus e a seguir suas vontades. Há salmos para diversas ocasiões. O Salmo 53, por exemplo, é um louvor a Deus. Já o Salmo 56 um pedido de perdão.

Dinâmica-

1: Um dos livros de Ensinamentos é o Eclesiástico. No Capítulo 7 de Eclesiástico, a Palavra de Deus nos traz importantes ensinamentos, fruto da experiência do povo. Leia esse capítulo, reflita e escreva sobre o que eles dizem diretamente a você (tem estado próximo das práticas sugeridas do texto, ou não? O que fazer para mudar?)

– Dia do Catequista

Hoje é um dia muito especial àqueles que, sem esperar nada em troca, fazem aquilo que Jesus mandou: “Ide e Evangelizai”. É que neste domingo se celebra o Dia do Catequista!

Ser catequista é levar às pessoas (sejam crianças, jovens ou adultos) a busca da compreensão do amor de Deus; é incentivar os princípios de cidadania e solidariedade; é fazer com que uma visão mais espiritualizada e ao mesmo tempo humana da vida sejam percebidas.

Parabéns a todos os catequistas (e me incluo aqui).

Abaixo, texto extraído de: http://is.gd/O0jdMx

DIA DO CATEQUISTA

Quando Jesus se sentava entre os amigos e os discípulos e lhes falava de Deus.

Quando se esquecia das horas passadas felizes debaixo da sombra das árvores para revelar a Boa Nova a todos, quando abria seu coração para ensinar a rezar, a cuidar da vida, a ser bom, a buscar a verdade e a justiça, a chamar Deus de Pai, Paizinho, Jesus era catequista.

Quando Maria, lá na sua casa de Nazaré, colocava Jesus menino em seus joelhos e lhe falava de Deus e lhe explicava a história do povo de Israel, quando juntos rezavam os salmos, quando ela abria seu coração e louvava ao Senhor, cantando como os anjos do céu, Maria era catequista.

Quando Ana, mãe de Maria, chamava a filha junto de si e lhe falava das promessas de Deus, quando lhe lembrava as profecias que anunciavam o Messias, quando rezavam juntas para que o Salvador viesse logo, Ana era catequista.

E a história vai longe no tempo passado e irá mais longe no tempo futuro, porque ser catequista é uma alegria muito grande, porque é transmitir a preciosíssima herança da fé, o bem mais importante que uma família pode legar a seus filhos, que uma comunidade pode dar a seus irmãos. Porque ser catequista é aceitar um dom de pura doação e felicidade, visto que só é possível falar da abundância do coração. Porque ser catequista é assumir também o testemunho de vida, visto que a palavra ensinada precisa ter o eco dos gestos e dos sentimentos, e dos atos e do olhar. Porque ser catequista é ser sempre discípulo e um pouco mestre, sempre disponível e missionário.

Mas a maior alegria de ser catequista é viver se sentindo como que junto a Jesus, debaixo das árvores, ouvindo-o falar de Deus. Naquelas horas de encontro, de partilha e pura felicidade, parece que Maria nos toma em seu colo de Mãe e os anjos se aproximam para louvar ao Senhor. Porque a catequese pode ser como que um pedacinho de Paraíso, espaço e tempo de busca e encontro de Deus.

– Os Patriarcas e Profetas da Bíblia, parte 2

Dando continuidade aos nossos enconctros da Catequese do Sacramento do Crisma, publico nossa discussão deste sábado:

Os Patriarcas e Profetas da Bíblia (PARTE 2)

 

Neste encontro, veremos que :

– Deus escolhe Abraão para se revelar ao mundo, e através do povo de Abraão (o povo judeu), se revela a todas as pessoas.

 

Algumas passagens para você estudar e entender a história de Abraão:

·         Deus se revela a Abraão – Gênese 12, 1-3

·         Aliança com Abraão – Gênese 17, 1-8

·         Promessa de dar um filho a Abraão na velhice – Gênese 17, 15-22

·         Sara duvida de Abraão – Gênese 18, 9-15

·         Nascimento de Isaac – Gênese 21, 1-8

·         Sacrifício de Isaac – Gênese 22, 1-19

 

Nas diversas passagens, vemos Deus pedindo algo importante para Abraão: a FIDELIDADE.

 

Reflita: Será que os diversos momentos onde Deus pede que Abraão seja fiel (e Ele, Deus, se mostra fiel em retribuição) acontece ou já aconteceu com você também?

 

Isaac, filho de Abraão, tem um filho que se chama Jacó (também chamado de Israel), ao qual Deus também se revela para perpetuar seu Nome.  Vemos a revelação de Deus a Jacó em Gênese 28, 10-15. Em Gn 35, 23-26, vemos os doze filhos de Jacó, que constituiriam as 12 grandes famílias ou tribos da nação de Israel: Rubem, Simão, Levi, Judá, Issacar, Zabulon, José, Benjamim, Dã, Neftali, Gad e Aser – e deles surge o povo judeu, que constitui ISRAEL.

 

Reflita2: Deus demonstrou tanto carinho com Israel, mas até hoje o povo está vivendo em guerras por terra. Se Deus ama tanto alguém, por quê esse alguém sofre mesmo assim?

 

O povo judeu, que passa a viver no Egito, torna-se escravo do faraó. E do povo surge um libertador: Moisés (Êx 2, 1-15 e Ex 3, 1-15) . Por mais que Moisés pedisse a libertação dos judeus, o faraó negava. Vemos em Êxodo 14 a fuga do Povo de Deus, que sofria, sorria, caminhava, desesperava e vacilava na fé. Mesmo assim, Deus continua com ele.

 

Reflita3: Assim como na fuga do povo hebreu houve muito desespero, tristeza, desalento, em muitos momentos sentimos depressão e desesperança. Como você lida com isso?

 

Depois que o exército do faraó é derrotado, Deus, demonstrando compaixão de seu povo eleito, guia-os até a terra prometida, donde os judeus eram originários (terra natal de Abraão), e estabelece os 10 mandamentos (Êxodo 20).

 

Reflita4: Você tem praticado os 10 mandamentos no seu dia-a-dia?

 

Esta fuga vencedora dos judeus frente aos egípcios, o fim da escravidão desse povo, levou-os a festejar este episódio anualmente, criando-se a festa da Páscoa Judaica, junto com a época da colheita de suas plantações. Por vontade divina, a ressurreição de Cristo coincide durante estes festejos, centenas de anos mais tarde. É por isso que  chamarmos a Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo de festa da Páscoa Cristã.

 

Outras Reflexões—————————————————————————————-

 

5.         Deus pede a nós sacrifícios do mesmo peso que “a morte do próprio filho”, como o de Isaac, ou são outros os desafios que ele permite a nós no dia-a-dia? Fale sobre isso:

 

6.         Os judeus viveram muito tempo em caminhada, no sofrimento e em dificuldades. Você tem paciência suficiente para suportar que as “tempestades da vida” passem?

– Os Patriarcas e Profetas da Bíblia, Parte 1

Dando continuidade aos nossos enconctros da Catequese do Sacramento do Crisma, publico nossa discussão deste sábado:

Os Patriarcas e Profetas da Bíblia (PARTE 1)

 Neste encontro, veremos:

o que Deus quis revelar ao mundo,

de que forma,

e de quais pessoas ele se utiliza ao longo da história.

Para isso, é necessário falar antes da Bíblia.

Na Sagrada Escritura (Bíblia), a Palavra TESTAMENTO tem o mesmo sentido de ALIANÇA. Para entendermos melhor a Bíblia, ela é dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento. Ela começou a ser escrita por volta de 1.250 a.C., tempo em que viveu Moisés, e foi concluída por volta do ano 100d.C., por São João. Portanto, são aproximadamente 1.350 anos de escrita que nos conta a história do povo judeu (o povo que Deus escolheu para se revelar ao mundo); onde são contadas as guerras judaicas, seus costumes, sua religiosidade e o esforço para compreender e seguir um Deus único.

O povo judeu vivia em um mundo cheio de superstições, acreditavam em várias divindades (politeísta) e eram idólatras (criavam ídolos). Quando conhecem a Deus, através da revelação a Abraão, passam a ser monoteístas (acreditam num Deus único e onipotente).

Hoje, vivemos num mundo parecido? Acreditamos em horóscopo, fazemos que algumas pessoas sejam nossos ídolos e cremos em várias coisas para dar sorte e ajudar na vida?

Primeiramente, a Bíblia foi cozinhada em chapas de argila que saíam dos fornos com o retrato dos acontecimentos. Através da mistura do barro e da água, moldavam os fatos, as primeiras palavras, os símbolos que levavam-os a se comunicar.

Posteriormente, utilizou-se o papiro para servir como uma folha de papel primitiva. O papiro era retirado de plantas que se desenvolviam nas margens do rio Nilo. Depois, utilizou-se o couro de carneiro, e inventaram assim os pergaminhos. Seu último passo foi a reunião dos livros do Antigo Testamento (Antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo) e do Novo Testamento (de Cristo em diante), por São Jerônimo.

A Bíblia, portanto, é um conjunto de livros considerados sagrados, pois neles Deus participa ativamente do mundo, se revela, se comunica e age na vida dos judeus, e através deles proclama-se a toda humanidade.

Percebemos, ao longo da Bíblia, que a religião era um reflexo da situação política e cultural da época. Uma multidão de divindades era temida: temiam o sol, a lua, as estrelas, as tempestades, os mares, e neles acreditavam existir serpentes, monstros, demônios. Tudo isso era sintoma de uma desorganização política, um povo disperso e sem forças, ao qual Deus tem compaixão e se revela para ajudá-los a crer no que é verdade e no que não é.

A – Quando acontece essa revelação?

Quando Deus se revela a Abraão, em Gênesis 12, 1-2 e 15, 1-8, e com ele firma uma Aliança. Aliança, na verdade, é sinônimo de compromisso. Veja o gesto dos noivos quando recebem o sacramento do matrimônio: eles trocam alianças, ou seja, firmam um compromisso de fidelidade.

Deus utiliza-se de várias pessoas (Noé, Abraão, Moisés, Jacó, Davi, os profetas…), confirmando seu compromisso de Amor para com a humanidade. A partir do povo judeu ele se revela ao mundo. Portanto, Ele se utiliza deste povo para se tornar conhecido universalmente.

Importante: a última e definitiva Aliança é através de Jesus (Cordeiro da Nova Aliança).

Quando Deus age pelos profetas, o escritor, inspirado pelo Espírito Santo, escreve tudo o que é verdade e conhecimento sobre Deus e sua vontade. Algumas profecias se revelam ao longo do tempo, como Isaías 7, 14 (escrito 700 anos antes de se cumprirem) e o Salmo 21, 19, que se revela em João 19, 23-24 (depois de aproximados 1000 anos). Vemos, então, que 1000 dias para Deus podem ser 1, e vice-versa, pois Ele é o Senhor do tempo, das vontades, dos movimentos!

B – Por que Deus se revela?

Ou seja, Deus se revela a nós por amor!

Vemos, na Bíblia, esta revelação no Antigo Testamento. A Bíblia, no Antigo Testamento, pode ser dividida em quatro espécies de livros:

1- As leis judaicas: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

2- A História do povo judeu: Josué, Juizes, Rute, os livros de Samuel, Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester e os livros dos Macabeus.

3- Os Ensinamentos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

4- Os livros Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habaauc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Importante: a Bíblia é um livro de fé, não de geografia. Há erros históricos, mas nunca de crença. Não pode ser lido de maneira fundamentalista. Ex: lei do olho-por-olho, dente-por-dente, hoje impraticável, já que Cristo a corrigiu.

C – Quem foi Adão e Eva? Quem os viu para escrever sobre eles?

O livro do Gênese não visa nos dar nenhuma relação da teoria da evolução, mas seu objetivo é mostrar a relação entre Deus e o homem primitivo. O Gênese mostra ainda o primeiro pecado do homem: a inveja.

Adão e Eva representam o homem e a mulher primitiva, e seu relacionamento com Deus. Os dois personagens procuram nos mostrar que existe um Criador para o universo. Embora muitos estudiosos debatam sobre a existência de Deus, é impossível que a Criação do mundo não tenha um autor, que é o próprio Deus. A Teoria da Evolução diz que o homem vem do macaco. Mas de onde vem o macaco? Quem criou a vida? De onde vem os planetas? Quem criou o sistema solar?

A resposta a tudo isso só pode ser Deus, pois é improvável que desde a explosão do sistema solar até chegar no homem de hoje tudo tenha acontecido por mero acaso ou por acidente.

Portanto, Adão e Eva se referem aos primeiros grupos de homens e mulheres inteligentes que Deus criou.

O pecado do homem, representado pelo fruto proibido que Adão e Eva comem, é a primeira queda da humanidade. O homem acostuma-se a pecar, a desrespeitar o próximo, e de geração em geração vai caindo em pecado. O Gênese nos mostra Caim e Abel, que também pecam por inveja, resultando num crime de morte.

Já aconteceu com você? De tanto repetir um pecado, ele pode ser tornar um vício e você nem perceber?

Durante gerações, o homem transformou o mundo numa sociedade corruptível, e tamanha foi a desobediência dos homens que Deus vê a necessidade do dilúvio, para reconstruir a sociedade. Por 40 dias e 40 noites chove sem parar (número simbólico), e Deus faz uma aliança com Noé. Esta Aliança está retratada em Gênese 9, 8-11 (na metáfora representada pelo arco íris).

O que representa pra você um barco cheio de animais? Será que toda a fauna caberia na embarcação?

Após algumas gerações de Noé, por volta do ano 2000 a.C., nasce Abrão (que depois é chamado de Abraão – costume antigo em mudar de nome após conversãosimboliza mudar de vida).

Deus escolhe Abraão para se revelar ao mundo, e através do povo de Abraão (o povo judeu), se revela a todas as pessoas.

Algumas passagens para você estudar e entender a história de Abraão:

Deus se revela a Abrão – Gênese 12, 1-3

Aliança com Abrão – Gênese 17, 1-8

Promessa de dar um filho a Abrão na velhice – Gênese 17, 15-22

Sara duvida de Abrão – Gênese 18, 9-15

Nascimento de Isaac – Gênese 21, 1-8

Sacrifício de Isaac – Gênese 22, 1-19

Reflexões—————————————————————————————-

A.         Deus se manifestou somente para o povo judeu ou para o mundo?

B.         Como Deus se revela hoje para nós?

C.         A nossa fé está somente baseada na Sagrada Escritura (ou seja, na Bíblia)?

D.        Por que o povo judeu é chamado de “povo de Deus”? Também nós, não-judeus, somos povo de Deus? Por quê?

– Jovens de Boa Vontade

Como reformar a Igreja, se a mão de obra as vezes se encontra fora do seu alcance?

Lembro-me das santas palavras do saudoso papa João Paulo II, agora “beato”, e em breve “santo”:

“A Igreja só será jovem quando o jovem for Igreja”.

Não precisa de comentários tal sábia observação!

– Entendendo e Respeitando as Diferentes Personalidades e Caráteres, do Ponto de Vista Cristão

Cada indivíduo tem um conjunto de atributos – virtudes, talentos, fraquezas, deficiências, características pessoais que as fazem ser únicas no mundo. Por mais parecido que alguém seja, ninguém é igual a ninguém. E essas peculiaridades ajudam a formar a personalidade das pessoas, sejam elas mais extrovertidas, tímidas, inquietas, entre tantas…

Sendo assim, as pessoas diferem de opinião; de gosto; de humor; de simpatia. E, com tantas diferenças e individualidades, devem conviver bem, respeitando-se e convivendo harmonicamente.

Cristo nos diz:

Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Ora, amar as pessoas que já amamos é fácil. Àquelas que nutrimos simpatia, idem.

E quando falamos de pessoas rotuladas como “mau caráter”, marcadas pela sociedade como cidadãos que não servem de exemplo ou que vemos hábitos ruins? Como amá-las?

Claro que isso é difícil. Todos querem se aproximar de pessoas de bom caráter, e buscam evitar o mau-caratismo. Mas como conviver?

Respeitando aquele que pode ter se desviado do bom caminho, já é um começo. Ajudando-o a mudar de vida, um segundo passo.

Mas não se esqueça: alguém que tenha bom caráter e que esteja se relacionando com pessoas que são ditas “transgressoras”, deve tomar cuidado para ao invés de influenciar positivamente, não se influenciar negativamente. Tem que ter PERSONALIDADE!

Lembra-se do que nossas mães diziam sobre “ter cuidado para não andar com má companhia?” Pois é: você deve evitar o hábito e a influência da ‘má companhia’, mas contagiar com o bom-caratismo o próximo.

Difícil, né? Missão para cristãos de boa vontade, de bom caráter e de personalidade persistente.

Sendo assim, que tal refletir sobre alguns pontos?

  1. Todos gostamos que respeitem a nossa personalidade ou individualidade. Mas respeitamos sempre as características do próximo? Sendo assim, diga: o que você tem dificuldade em suportar nas pessoas; que lhe irrita; aquilo que você considera um defeito?
  2. O que você acha que irrita nas pessoas que convivem consigo, aquilo que você sabe que é da sua personalidade e que incomoda os outros?
  3. O que fazer para suportar o que não gostamos e mudar aquilo que as pessoas não gostam de nós?