– Faltará Etanol em 2012, oficialmente

 

E o discurso do Ministro Edison Lobão? Disse que provavelmente faltará álcool combustível (etanol) em 2012, listou as dificuldades e fez suas considerações. Só faltou ser convincente sobre as medidas que o Governo adotará.

 

Se temos 1 ano para prevenção, por que não a fazermos já?

 

Extraído de: http://is.gd/3itD5r

 

MINISTRO LOBÃO PREVÊ FALTA DE ETANOL NA PRÓXIMA ENTRESSAFRA

 

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta segunda-feira que podem ocorrer novos problemas de abastecimento de etanol no País. Segundo ele, assim como ocorreu neste ano, pode haver falta do combustível em postos durante a próxima entressafra da cana-de-açúcar, que ocorre nos primeiros meses do ano. Esse problema poderia causar novamente uma alta no preço do produto.

“Este ano, tivemos algumas dificuldades e estamos prevendo para o próximo ano também algumas dificuldades”, afirmou Lobão, após participar da cerimônia de abertura de um congresso sobre etanol realizado em São Paulo. “Temos preocupação com a próxima safra”.

Lobão disse que, devido à possibilidade de escassez do etanol, o governo vem conversando constantemente com empresários do setor sucroalcooleiro para projetar o abastecimento de etanol para o ano que vem. Segundo ele, caso falte combustível, a mistura de etanol na gasolina pode ser reduzida para manter o preço do produto.

“Estamos conversando com os produtores para que tenhamos uma produção maior, evitando a elevação de preços”, disse ele. “Se isso não for possível, reduziremos aquilo que o governo não quer reduzir, que é mistura [de etanol na gasolina], de 25%, para 22%, para 20%”.

Em abril deste ano, durante a entressafra da cana, o governo alterou o percentual mínimo de álcool misturado à gasolina. A quantidade mínima obrigatória, que variava de 20% e 25%, passou a variar entre 18% e 25%.

O ministro também afirmou que o governo federal trabalha em um plano decenal para aumentar a produção de açúcar e álcool no País. O plano, segundo ele, está em fase final de preparação e deve ser anunciado em breve.

O ministro disse que o plano vai traçar metas para a produção do setor sucroalcooleiro para os próximos dez anos. Essas metas serão estabelecidas projetando a demanda nacional dos produtos derivados da cana-de-açúcar.

“O plano decenal é um planejamento de demanda, de produção e de financiamento para que se obtenha os resultados desejados”, explicou o ministro, após participar da abertura de um congresso sobre etanol, em São Paulo. “Ele [o plano] está sendo concluído e acredito que, dentro de muito pouco tempo, vamos lançá-lo.”

Lobão afirmou que a intenção do governo é aumentar as exportações de etanol com o planejamento da produção. Por isso, o plano decenal vai trazer metas para a venda do produto para o mercado internacional.

“O governo pretende exportar etanol mais do que já vem exportando”, disse ele. “Não conseguiremos fazer isso se não garantirmos uma produção, que desde logo, abasteça o mercado nacional. Então, precisamos de um ganho na produção para exportar”.

De acordo com o ministro, o plano decenal vai garantir que o Brasil cresça sem prejudicar a qualidade de sua matriz energética. Ele disse que a energia proveniente da cana-de-açúcar é “limpa” e terá todo apoio do governo. “O governo fará todos os esforços para manter o uso das matrizes de energia limpa”.

Para o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, o anúncio do plano decenal é surpreendente e muito positivo. Jank disse que, com um planejamento de longo prazo, o setor sucroalcooleiro saberá qual será seu papel para os próximos anos. Assim, os empresários poderão fazer os investimentos necessários para atender às expectativas do governo referentes à produção.

– A Cidade Maravilhosa e Olímpica em Pé-de-Guerra

 

O que falar da confusão no Rio de Janeiro neste final de semana? Anthony Garotinho, ex-governador, sofrendo atentado; Bombeiros em greve; Marcha das Vadias na versão carioca; Tiroteio em morro; entre outras tantas coisas…

 

Uma pena. Tudo isso gira em torno de um único problema: EDUCAÇÃO. E isso (ou a falta disso) não é exclusividade do RJ, mas de todo o Brasil…

– Lei da Pichação: Resolve-se tirando o Spray?

 

A presidente Dilma assinou uma lei que proíbe a venda de Sprays a menores de idade e obriga a identificação do consumidor.

 

Tal medida irá diminuir as pichações, segundo as autoridades.

 

Ridículo. É igual a brincadeira do marido traído em tirar o sofá da sala para resolver o problema da infidelidade da esposa.

 

A questão é educacional, não comercial.

 

Cada coisa…

– Gasolina sem Imposto!

 

Imaginou abastecer a Gasolina com 53% de desconto?

 

Pois é: hoje, diversas Câmaras Setoriais aderiram ao Dia Nacional de Liberdade dos Impostos 2011. Assim, nas capitais, determinados estabelecimentos (1 por capital e por ramo de atividade)  venderão produtos sem impostos.

 

Dessa forma, a Gasolina custará, em média R$ 1,07 mais barata, sendo que pode ultrapassar os 50% de desconto em determinados municípios.

 

Em todos os estabelecimentos, a promoção vale por cotas e em dinheiro vivo.

 

Já imaginou se os impostos fossem diminutos no Brasil? Infelizmente, a carga tributária alta acaba financiando a corrupção na Política ao invés de atender bem as necessidades sociais.

– A Volta da Frase: “Ele não sabia de nada”?

 

Êta nóis… Vortô a frasi do hómi?

 

Lula, após escândalos, dizia: “Eu não sabia de nada”.

 

Agora, com Palocci, ele orientou o Ministro a não abaixar a guarda para as acusações! Qual será a estratégia? Dizer que não sabia de nada também?

 

Para quem não se lembra, Palocci foi Ministro da Fazenda e caiu após o “caso do caseiro Francineudo e CEF”. Voltou com Dilma, e, descobriu-se que ele enriqueceu assustadoramente no último período. Sua justificativa era que ele dava consultoria às empresas diversas.

 

O problema é que ele faturou milhões em um período curtíssimo de tempo, em especial após os 15 dias da eleição de Dilma.

 

A quem Palocci dava consultoria?

A que custo? Eram informações privilegiadas?

As empresas têm negócios com o Governo?

Por que ninguém sabe quais empresas são essas?

 

Detalhe: ele dava consultoria concomitantemente ao mandato de Deputado Federal. Pode?

 

Parece um caso claro de tráfico e tráfego de influências no Planalto… algo rotineiro?

 

Até quando Dilma vai se calar? Algo tem que ser feito. Urgente!

– Porque o carro chinês é mais barato!

 

Leio os motivos que fazem os carros brasileiros serem mais caros que os chineses (Revista Época desta semana (Ed 677, pg 106, por Marcelo Moura):

 

Custo da Energia Elétrica: (em reais por MWh)

Brasil – 120

China – 67

 

Custo do Aço: (em dólares por tonelada)

Brasil – 1451

China – 555

 

Carga Tributária: (em %)

Brasil – 34

China – 20

 

Assim é covardia competir… Um carro Chery QQ custa R$ 23.220,00, é produzido em Wuhu, no interior da China, e leva 4 meses para chegar de lá até nós… Ainda assim custa pouco.

– 6% de Redução da Gasolina e 13% do Etanol

 

Numa só canetada, o ministro Edson Lobão determinou que a Petrobrás reduza de imediato os preços dos combustíveis.

 

É o medo da inflação e a preocupação com a repercussão do descaso do Governo com o setor…

 

Extraído de: http://is.gd/0yoK9l

 

BR CONFIRMA REDUÇÃO DE PREÇOS

 

Conforme antecipado pelo colunista do Guilherme Barros, a Petrobras Distribuidora (BR) confirmou nesta quinta-feira a diminuição média de 6% no preço da gasolina e de 13% no do etanol hidratado vendidos nos postos de combustíveis do País.

A decisão ocorreu após declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que ontem disse ter o objetivo de derrubar em até 10% o valor da gasolina. Como a BR Distribuidora detém 38,8% do mercado de distribuição nacional, isso poderia contribuir para uma queda generalizada dos preços. Segundo Lobão, a expectativa é que os demais distribuidores acompanhem o movimento da estatal.

– E o Código Florestal?

 

E como fica a votação do novo código florestal?

 

O Greenpeace publicou artigos de página inteira contra a votação. Políticos brasileiros estão “dando o sangue” para aprová-lo (pois, coincidentemente, há muitos interessados – e beneficiários – nele).

 

A verdade é a seguinte: temos 28% de nossas reservas florestais preservadas. Na Europa, apenas 0,7%.

 

Claro que as limitações de uso da terra impedem alguns tipos de desenvolvimento. Mas não deveríamos preservar esse pulmão do mundo (se realmente for pulmão)?

 

Vou dormir. Cansei de esperar…

– Apple se torna a Marca mais valiosa do Mundo, superando a Google

 

Na relação das 100 marcas mais valiosas do mundo, vemos as brasileiras Petrobrás, Itaú, Bradesco, Skol e Bhrama presentes. O destaque é o reconhecimento de empresas de países emergentes, como China, Índia e Brasil. Abaixo, extraído do Bom Dia Jundiaí: http://is.gd/ZL5ina

 

APPLE SUPERA GOOGLE TORNANDO-SE A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

 

A fabricante do iPad e iPhone pôs fim a quatro anos de liderança do serviço de buscas na Internet

A Apple superou o Google como marca mais valiosa do mundo, pondo fim a quatro anos de liderança do maior serviço mundial de buscas na Internet, de acordo com novo estudo da agência mundial de marcas Millward Brown.

A fabricante do iPad e iPhone tem uma marca avaliada em US$ 153 bilhões no momento, quase metade do valor de mercado da companhia, estimado em US$ 319,4 bilhões. Os valores seguem o estudo anual BrandZ, que compila as 100 marcas mais conhecidas do mundo.

A linha de bens de consumo criados pela Apple levou a companhia a superar a Microsoft e se tornar a empresa de tecnologia com maior valor de mercado, em 2010.

Peter Walshe, diretor de marcas mundiais da Millward Brown, diz que a atenção meticulosa da Apple aos detalhes, além da presença crescente de seus aparelhos no ambiente empresarial, permitiram que ela se comporte de modo diferenciado dos demais fabricantes de bens eletrônicos de consumo.

“A Apple está violando as regras no que tange à formação de preços”, disse ele à Reuters. “Está fazendo o que as marcas de luxo fazem, no sentido de quanto mais alto o preço, mais ele parece reforçar e sustentar o desejo de adquirir.”

“Obviamente isso precisa estar combinado a produtos excelentes e a uma grande experiência, algo que a Apple vem nutrindo nos consumidores”, disse.

Das 109 maiores marcas do relatório apresentado nesta segunda-feira, seis estão no setor de tecnologia e telecomunicações. O Google aparece em segundo lugar, IBM em terceiro, Microsoft em quinto, AT&T em sétimo e China Mobile em nono.

A rede de lanchonetes McDonald’s subiu dois postos, para a quarta posição, com o crescimento mais rápido registrado pelo setor de fast food. A Coca-Cola caiu um e está em sexto, a Marlboro caiu uma posição, para o oitavo posto, e a General Electric está em décimo.

Walshe disse que a demanda chinesa havia sido fator importante na alta das marcas de fast food. “Os chineses estão descobrindo o fast food e é um mercado imenso. McDonald’s Starbucks e as cadeias de pizzarias chegaram à China”, disse.

“A maneira pela qual a McDonald’s se reinventou, adaptou seus cardápios, adicionou opções saudáveis, expandiu seus horários de serviço, por exemplo servindo mingau de aveia de manhã… isso, combinado ao crescimento dos mercados em desenvolvimento, realmente ajudou a marca.”

O relatório completo está disponível em www.millwardbrown.com/brandz.

 

CHINA E BRASIL

 

A pesquisa também mostra que mais da metade das 13 marcas que estrearam nos rankings regionais do levantamento estão baseadas na China e no Brasil.

As novas marcas chinesas incluem uma combinação de estatais (China Mobile, China Life Insurance e Bank of China) e empresas privadas (site de buscas Baidu e a rede social Tencent/QQ). Do Brasil, duas cervejas (Skol e Brahma, da AmBev) e uma marca de produtos de beleza (Natura) estreiam no ranking latino-americano.

O ranking de marcas dos países latino-americanos apurado pela Millward Brown inclui oito marcas, seis das quais de empresas do Brasil. A Petrobras lidera, com um valor de mercado de sua marca de US$ 13,42 bilhões.

– Azaléia fecha Unidade Fabril no Sul: a Guerra China X Brasil

 

Ontem, comentamos em nossas aulas sobre algumas observações dos Negócios Internacionais & Globalização.

 

Leio agora que a Azaléia, tradicional produtora de calçados, fechou sua unidade gaúcha e demitiu todos os funcionários.

 

Crise?

 

Nada disso. Redução de custos! A empresa conta com 44 mil funcionários e tem capacidade de produzir quase 250.000 pares (produzindo no Nordeste do Brasil e Argentina). Porém, a unidade de Parobé-RS era a de custo maior, devido ao padrão salarial local, o que inviabiliza a concorrência com os similares chineses.

 

Vemos, portanto, um fenômeno interessante: assim como europeus e americanos produzem no Sudeste Asiático para se tornarem mais competitivos pagando mão de obra barata, as empresas nacionais produzem na Argentina e no Nordeste Brasileiro pelo mesmo motivo.

 

Abaixo, extraído de Terra Economia (http://is.gd/J9KyS0)

 

AZALEIA ANUNCIA FIM DA FÁBRICA E DEMISSÃO DE 800 FUINCIONÁRIOS

 

A fabricante de calçados Azaleia anunciou nesta segunda-feira o fechamento da fábrica de Parobé (RS). Com essa medida a empresa demitiu cerca de 800 funcionários e deixará de produzir cerca de 8 mil calçados por dia. Uma das justificativas da empresa para tomar essa decisão foi a concorrência dos calçados importados para o Brasil, que diminuem o mercado para os produtos nacionais.

Em nota a empresa afirmou que “temos feito progressos no ajuste a esta conjuntura, mas a crescente participação de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações não favorecem uma expansão expressiva dos nossos volumes de vendas”.

A Azaleia conta 44 mil funcionários e tem capacidade para produzir cerca de 250.000 pares de calçados em suas fábricas na Argentina e no Nordeste do Brasil. A empresa anunciou que manterá na cidade gaúcha outras atividades como as diretorias de marketing e desenvolvimento de produtos, de planejamento, e as áreas de suprimentos, logística e recursos humanos.

– O Custo da Divisão do Pará!

 

Deputados discutem a divisão do estado do Pará em 3 novas unidades da Federação. Teríamos: Pará, Tapajós e Carajás.

 

Por ano, a nova divisão geográfica custaria 5 bilhões de reais por ano! E é dinheiro nosso…

 

Seria necessário dividir o Pará? O que você sobre disso? Deixe seu comentário:

– Todos já se esqueceram de Delúbio?

 

Com tanta coisa no noticiário, como a Final do Paulistão, Obama & Osama, Código Florestal… algo ficou esquecido: a volta triunfal de Delúbio Soares à Política.

 

Como temos memória curta! O homem que criou a expressão “recursos não contabilizados” para ‘caixa 2 do Mensalão’  está de volta e tranqüilo à vida pública.

– A Queda dos Preços dos Combustíveis

 

Já era tempo!

 

O Governo determinou que o Etanol não é mais um produto agrícola, mas sim um combustível estratégico.

 

Dessa forma, a Petrobrás controlará o produto da mesma forma como faz, por exemplo, com a Gasolina. Com a importação de gasolina e anidro, além da safra de álcool que chega ao consumidor, a oferta dos combustíveis aumenta e acaba-se com o risco de falta. A tendência é que os preços do Etanol Combustível caiam ainda nessa semana, sendo que os reflexos na Gasolina poderão ocorrer nos próximos 15 dias.

Mas reduzir os altíssimos impostos dos combustíveis… aí o Governo não abre mão mesmo!

– Rio de Janeiro agita Hollywood

 

Cariocas devem estar contentes! A cidade do Rio de Janeiro, até este último final de semana, consta com 2 fimes rodados lá como campeões de bilheterias no mundo!


Nos EUA, a maior bilheteria do ano foi registrada na estréia de “Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio”, e a segunda maior: “Rio” (o filme dos passarinhos Blu e Jade). No mundo, “Rio” é a maior bilheteria do ano até agora.


A Cidade Maravilhosa está tendo uma promoção excepcional. Aproveitará?

– Torcida Ridícula que vaia o Hino Nacional!

 

É torcida ou um bando de idiotas?

 

Vaiar o Hino Nacional daria cadeia se fosse nos anos 70. Não que eu seja a favor da ditadura, longe disso, mas respeito a Pátria e os brasileiros.

 

Ontem, no jogo do Grêmio X Universidade-CHI, a torcida gaúcha vaiou o Hino Nacional e cantarolou o Hino Sulriograndesse.

 

Que feio… Cadê a educação?

– Gasolina a R$ 3,00 e “Apagão dos Combustíveis”

 

Situação caótica: a Petrobrás assume que não consegue atender a demanda e que, segundo a estatal, já há 18 bilhões de dólares de rombo na balança comercial.

 

Extraído de O Estado de São Paulo, Caderno Economia, Pg 1-3

 

JÁ FALTA GASOLINA NAS DISTRIBUIDORAS

 

A Petrobrás não está conseguindo atender a totalidade das cotas de gasolina acertadas com as distribuidoras. Fontes do setor relatam que estão recebendo 80% a 90% dos volumes do combustível que encomendam à estatal. O problema é maior entre as distribuidoras independentes, que atuavam mais no mercado de etanol. Procurada desde segunda-feira, a Petrobrás não deu entrevista.

 

A Petrobrás importou emergencialmente 1,5 milhão de barris de gasolina para atender a demanda extra. Cosan e Coopersucar também trouxeram 138 milhões de litros de etanol anidro, que é misturado à gasolina.

 

A demanda por gasolina bateu recorde no País, enquanto o consumo de etanol hidratado caiu vertiginosamente. Conforme o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que representa 75% do mercado, foram consumidos 2,3 bilhões de litros de gasolina em março.

 

A entidade projeta novo recorde em abril. Segundo o presidente do Sindicom, Alísio Vaz, a tendência é que o mercado se normalize em maio, com o início da safra da cana e o aumento da produção de etanol.

 

O preço do litro do etanol hidratado subiu 30,8% este ano e 37% em 12 meses, atingindo R$ 2,359 nas bombas. O consumidor fez as contas e viu que não vale mais a pena abastecer com álcool, que rende 70% da gasolina. Por conta da mistura de 25% de etanol anidro, a gasolina também subiu 7,5% deste o início do ano, para R$ 2,789 – mesmo com a Petrobrás mantendo os preços estáveis para as distribuidoras.

 

LITRO DE COMBUSTÍVEL JÁ CUSTA MAIS DE R$ 3 NO INTERIOR

 

A volta do feriadão vai doer um pouco mais no bolso dos motoristas. O preço da gasolina está sendo reajustado nos postos do interior do Estado e o combustível pode até faltar em revendedores que não tiverem estoque.


Nas regiões de São José do Rio Preto e Bauru, os postos receberam gasolina com reajuste de cinco centavos no início da semana e estão repassando os aumentos ao consumidor.

Na região de Araçatuba, o repasse chegou a dez centavos, fazendo com que os preços chegassem a R$ 3 em alguns postos.

 

“APAGÃO” DE COMBUSTÍVEL PROVOCA ROMBO

 

Com a disparada do preço do etanol, que subiu mais de 30% nos postos de combustível desde o início do ano, os motoristas migraram em massa para a gasolina, provocando escassez do produto. Faltou combustível em alguns postos do interior de São Paulo e a Petrobrás e os usineiros chegaram a importar gasolina e etanol.

 

A situação é resultado da queda da produção de etanol, provocada pela entressafra da cana e pela alta do preço do açúcar, mas reflete também um problema estrutural do País. Com o aumento da frota de veículos e o crescimento da economia, e sem investimentos compatíveis na produção de gasolina, diesel e etanol, o País começa a viver um “apagão” de combustíveis.

 

O consumo de derivados de petróleo (gasolina, diesel e nafta) ultrapassou a produção local, impulsionando as importações, que ficam cada vez mais caras com o aumento do preço do petróleo lá fora. Em geral, a Petrobrás prioriza a produção de gasolina localmente e concentra as importações em diesel e nafta.

 

A situação vai provocar um déficit de US$ 18 bilhões na balança de derivados de petróleo este ano, conforme projeção da RC Consultores. Em 2010, as importações de derivados ultrapassaram as exportações em US$ 13 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Em 2000, o rombo era de US$ 3,2 bilhões.

 

Diferente do “apagão” de energia elétrica, que interrompe a produção nas fábricas e deixa as cidades às escuras, a falta de combustível é sanada com importações, desde que a situação não seja muito grave. “A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão”, disse Adriano Pires, diretor executivo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

– Destaques Dominicais para Futilidades do Casamento Real e a Banalização da Corrupção do Governo Dilma

 

Puxa, a Veja dessa semana é de tirar qualquer um do sério…

 

A Revista está dividida em 3 partes: uma só de escândalos sérios do Governo Dilma, outra do Casamento da Coroa Britânica e a derradeira de Propaganda.

 

1) De tanto falar em corrupção do Governo, infelizmente parece que a sociedade já se acostumou e reage com indiferença aos desfalques aos nossos bolsos. Lamentavelmente.

 

2) Pra quê quero saber do casamento real da Inglaterra? Que se dane os gastos ridículos dos impostos dos contribuintes de lá com esse luxo e farra fúteis.

 

3) Dá para colocar anti-spam nas páginas de Veja? Muita publicidade…

– Você ainda deseja a Copa do Mundo no Brasil? EU NÃO!

 

Depois da nojenta sugestão de flexibilizar as licitações para ajudar obras atrasadas a custos altíssimos através da RDC e da sugestão do Senador Álvaro Dias em devolver a sede da Copa 2014 à FIFA, particularmente me convenci de que não quero e não podemos receber uma Copa do Mundo no Brasil.

 

Se você não leu, 2 motivos para refletir (são os dois tópicos abordados acima tratados nesta semana):

 

1-LICITAÇÕES COM VENCEDORES DEFINIDOS POR RAPIDEZ E NÃO PREÇO: http://bit.ly/hDs9Xy

 

2-DEVOLUÇÃO DA COPA PARA A FIFA: http://bit.ly/euFVRp

 

E você, ainda quer uma Copa no Brasil?

– Terroristas no Agreste Pernambucano?

 

Semana passada a Revista Veja trouxe uma matéria sobre radicais islâmicos ligados a Al Qaeda no Brasil. Assunto perturbante.

 

Agora, ela traz uma reportagem de um iraniano que recruta no interior de Pernambuco alguns jovens e faz uma verdadeira “lavagem cerebral”, sugerindo-os princípios de incentivo ao terror e extremismo.

 

Assustador! Cadê as autoridades?

– Plebiscito das Armas de Novo?

 

Há menos de 10 anos o país gastou uma fortuna para realizar o Plebiscito das Armas. Motivo: saber se o país deveria vender armas ou não?

 

Leve em conta:

– a população é suficientemente competente para discutir esse assunto?

– precisamos de um plebiscito?

– o Governo não tem competência para decidir?

 

Agora, motivado pelo desequilibrado matador de Realengo, o senador José Sarney quer realizar um novo Plebiscito das Armas no Brasil!

 

Diga: Você é a favor de um novo Plebiscito? Deixe seu comentário:

– Minha Casa, Minha Vida – Programa Habitacional do Governo não atende aos Pobres?

 

Xi… deu na Folha de São Paulo dessa sexta-feira, na matéria de Paola Carvalho, pg B5: Programa “Minha Casa, Minha Vida”, destinado aos pobres, não atinge aos pobres.

 

Motivo: devido ao custo de vida em SP, não foi ofertado nenhum imóvel para pessoas que recebam até 3 salários mínimos.

 

Programinha meia-boca, não?

– Desrespeito das Distribuidoras de Combustíveis

 

Atenção: pode faltar combustível no próximo feriado prolongado!

 

A Petrobrás está segurando a Gasolina, a produção é insuficiente e as distribuidoras estão tendo cotas reduzidíssimas. Com 90% da frota de utilitários do país estando abastecendo Gasolina ao invés do Etanol, os estoques reduziram.

 

Conta contra a estabilidade, o fato do Brasil estar importando Petróleo, que está em alta no mercado internacional. Assim, se já não bastasse a alta no mercado interno, poderemos ter alta por causa do preço do barril no mercado externo.

 

Portanto, a dica é: não deixe o tanque do seu veículo vazio às vésperas do feriado. O preço vai subir e a oferta de produto pode ser escassa!

 

Opa: sobre o Etanol (Álcool combustível), esqueça! É a pior opção do mercado, já que burramente estamos exportando o etanol barato da cana-de-açúcar e estamos importando o etanol caro de milho dos EUA.

– Dilma e Hu Jintao: o Comércio e os Direitos Humanos

 

É difícil falar de ética ou de compromissos sociais e democráticos quando o assunto é dinheiro. Pelo menos, para os políticos!

 

Dilma está na China. Líbia, Afeganistão, Irã… todos são acusados de violarem os direitos humanos. Na China, que o faz com maestria, acompanhado de censura dura, tais reclamações só ficam no discurso.

 

A melhor definição para a ânsia comercial que li não veio de economista, mas de um humorista:

 

“Você já viu vendedor de shopping não vender porque o cliente bate na mãe?”

 

José Simão, Folha de São Paulo, 12/04/2011.

 

Perfeito. Não poderia ser melhor tal observação.

– Etanol ou Gasolina hoje?

 

O Brasil vive uma situação difícil na área de combustíveis. Abordamos o assunto anteriormente (em: http://bit.ly/eImWpv ) e algumas considerações sobre o momento atual.

 

O QUE ABASTECER HOJE?

Sem dúvida: gasolina! A conta básica é que o custo-benefício empata quando o etanol está a 70% do preço da gasolina. Mas isso não é regra, pois depende do modelo do veículo, motorização… Mas a conta está, economicamente falando, a favor da gasolina.

 

ATENÇÃO

Os estoques de etanol começam a surgir. Como a safra está voltando ao pico, além do fato da chegada de etanol americano, somado ao momento em que a maioria dos motoristas está optando pela gasolina, O PREÇO DO ÁLCOOL (ETANOL) DEVE CAIR nos próximos dias.

Em contrapartida, como o consumo de gasolina aumentou e a produção não é suficiente, estamos importando gasolina do Oriente Médio. A gasolina, que já está em alta, deve aumentar ainda mais pelo fato do preço alto do mercado externo – situação admitida até mesmo pela Petrobrás.

 

Portanto, os motoristas devem ficar atentos nos próximos dias. A vantagem da gasolina, em 1 semana, pode virar. Mas esqueça os patamares anteriores, os combustíveis não terão uma redução na mesma proporção de que aumentaram, infelizmente.

– Morreu Realli Jr!

 

“Em Paris, às margens do Sena, junto a Mason de La Radio…”

 

Nossa. Desde criança ouço a voz de Realli Jr (Elpídio Reali Jr), jornalista ímpar que trabalhava na Jovem Pan e no Estadão. Correspondente da França, era inconfundível. Inteligente e carismático, nos presenteava com belas histórias no “Jovem Pan no Mundo da Bola”. Aliás, foi lá que ouvi a notícia da sua morte. A tristeza e a comoção do Flávio Prado foram contagiantes, de quem realmente sente a perda de um amigo.

 

Que descanse em paz!

– Brasil já é 1º. Mundo?

 

Jim O’Neill, presidente do Goldman Sachs e que criou o termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) para se referir aos gigantes emergentes da economia, disse que chegamos ao desenvolvimento pleno:

 

“O Brasil não é mais um país emergente. Será uma das 5 maiores economias em 2050.”

 

Respeito-o. Mas com nossos indicadores sociais, estamos longe de ser primeiro mundo…

– As Férias de Tiririca às Nossas Custas!

 

Olha que maravilha: deputado Tiririca foi passear no Nordeste, ficou de frente para o mar, hotel 5 estrelas, e na hora de pagar… pediu reembolso ao Congresso!

 

E depois diziam que ele era ingênuo. Taí! Cadê os eleitores deles para protestarem ou justificarem?

 

Compartilho a bela crônica do poeta Álvaro Alves de Faria sobre o assunto:

 

Extraído de: http://blogs.jovempan.uol.com.br/poeta/geral/o-circo-chamado-brasil/

 

O CIRCO CHAMADO BRASIL

 

As coisas mudam de repente. Quando o Tiririca foi eleito, eu gostei porque aquilo representava um deboche. Um deboche a este paizinho engraçado que a gente vive. Como mau brasileiro que sou, acusado por muitos de ser um alucinado, dei muita risada, especialmente porque eu vivo desesperado pelos becos da cidade sem saber onde cair. Eu quero pedir desculpas aos amigos que me acompanham aqui no blog e nos vídeos da Jovem Pan On Line. Bem que eles me avisaram. É que eu defendi a eleição de Tiririca como deboche. Quer dizer: o eleitor está cansado de tanta desonestidade que acaba descarregando seu voto em Tiririca. Uma forma de protesto. Tá certo, mas é bem diferente do que votar num elefante, no Cacareco, essas coisas. Explico melhor: Cacareco, por exemplo, era um rinocerante e nas eleições municipais de 1959 recebeu 100 mil votos e se elegeu vereador paulistano. Valeu o debochhe, mas Cacareco não tomou. Tiririca tomou.Além de tomar, posse faz parte da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o que significa uma vergonha. Nada contra o cidadão Tiririca. Mas contra o deputado Tiririca, sim. Por isso eu peço desculpas. O deboche, a raiva contra os políticos, acaba se voltando contra nós próprios. Pois o Tiririca já contratou com assessores dois amigos seus, humoristas dos programas de televisão, gente que não sabe de coisa nenhuma. Foram transformados em assessores. Salário: oito mil reais. Nem precisa aparecer em Brasília para mostrar a cara, para fingir que está trabalhando. Nada disso. Os oito mil reais vão cair na conta. Fora isso, o deputado Tiririca parece que já aprendeu rápido como a coisa funciona no Brasil. Ele foi dar um passeio no Ceará, que é sua terra natal. Hospedou-se num dos melhores hotéis, coisa de cinema, que fica no meio das dunas. O Hotel Porto de Aldeia, com piscina e vista para o mar. Ficou lá descansando e apresentou a conta para a Câmara Federal, pedindo ressarcimento de suas despesas. Além do seu salário de deputado, Tiririca recebe um benefício de 27 mil reais para custear gastos exclusivamente vinculados ao exercicio da atividade parlamentar. Apresentou a conta e quer o dinheiro de volta. Foi dar um passeio. Hotel de luxo. Tiririca aprendeu rápido. Emprega amigos que não sabem nada com salário de oito mil reais e cobra suas despesas pessoais da Câmara. A eleição de Tiririca foi um deboche. Um deboche contra este país. Infelizmente ele já incorporou seu novo personagem. E parece que vai se sair bem…

 

E você, o que pensa disso? Brasileiro sabe ou não votar? Deixe seu comentário:

– Dilma e a Sua Aprovação. Ilusão?

 

Dilma Roussef está com altíssimos índices de aprovação na 1ª pesquisa de popularidade.

 

Será que depois de 3 meses, dá para avaliá-la coerentemente?

 

Dilma acertou na Política Internacional, afinal, distanciou-se da amizade presidencial iraniana, cobrou ações de respeito aos direitos humanos e não afagou Kadhaffi, como Lula outrora fez. Entretanto, os preços dos combustíveis dispararam no Brasil e o efeito cascata é inevitável sobre os demais produtos. Ela se omitiu. No Mato Grosso, por exemplo, a Anael autorizou 13% de aumento para a energia elétrica. E o Governo? Cala-se.

 

Sabe um descalabro do novo Governo? A Secretaria dos Trens de Alta Velocidade! Criou-se mais um cabidão de empregos para cuidar dos TGVs, que não existem no Brasil! É mole?

 

E, falando de TGV, quem vai querer explorar o tão falado trem-bala, já que com os preços das passagens de ônibus e de avião não compensaria construir tal ferrovia RJ-SP? Aliás, projeto que era para a Copa, virou meta olímpica e quiçá vai sair em 2018…

– Terroristas da Al-Qaeda: Eles estão entre nós!

 

Se no post anterior falamos da interessante matéria da Revista Época sobre o Mensalão, a Revista Veja dessa semana também não fica atrás. Ela fala sobre o fato dos terroristas da Al-Qaeda viverem tranquilamente no Brasil, recrutando jovens!

 

Pior: a Interpol, FBI, CIA e PF não conseguem pegá-los; mas a revista fotografou 5 deles, inclusive o líder do grupo no Brasil.

 

Este país está pedindo para virar uma bagunça mesmo. Não bastassem nossos políticos corruptos, agora até terroristas seguidores de Bin Laden?

 

Só falta o guia deles não estar em nenhuma montanha do Afeganistão, mas a paisana em São Paulo…

– E o Lula ainda vai dizer que “Não Sabia”?

 

A capa da Revista Época dessa semana traz à tona algo que nós já sabíamos e que o ex-presidente Lula cansou de dizer que era mentira: o mensalão realmente era dinheiro público usado por Marcos Valério e que financiava o PT e seus amigos.

 

Não adianta dizer que é “intriga da oposição” (já que o Ministério Público achou até doações para a oposição também); afinal, as provas estão todas nesta edição semanal em cópias de documentos oficiais. Até segurança particular do Lula foi pago com esse dinheiro desviado!

 

“O Mensalão é uma farsa”

 

Lembram-se dessa fala? Foi do próprio ex-presidente, nosso último guia-mestre. E agora? Era mesmo?

– Um País que Nasceu Desregrado Pelo Imperador: O Demonão ou Fogo Foguinho

 

Descobriu-se que a Hispanic Society of America, em Nova York, possuía algumas cartas do imperador brasileiro Dom Pedro I. E eram inéditas!

 

Tais cartas agora são divulgadas. E não é que as cartas eram para a amante do imperador, a Marquesa de Santos? E nosso libertador usava nomes como “Demonão” ou Fogo foguinho”, chamando a amante de”Titília”.

 

A Imperatriz Leopoldina, sua esposa, deve se revirar ao túmulo ao saber de tais relatos:

 

“Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor de devoção. Aceite, meu benzinho, meu amor, meu encanto e meu tudo, o coração constante. Deste seu fiel amante, o Demonão.”

 

Desde aquele tempo não dá para confiar em político, não? O imperador dizia a amante que fez sexo só por compromisso com a esposa e que o fogo estaria com a amante! Cara-de-pau o Dom Pedro!

– O Dobro de Assessores Parlamentares. E Ninguém se Manifesta?

 

A Assembleia Legislativa aprovou a lei que dobra o número de assessores parlamentares. Dos atuais 16, cada deputado passa a ter 32!

 

Quanto isso vai custar aos nossos bolsos? E, cá entre nós: precisa de 32 pessoas servindo a cada deputado estadual? E ainda serão contratados sem concurso, pois são “cargos de confiança”.

 

É brincadeira esse desfalque aos cofres públicos. Cadê a população que não se manifesta? Será que não há gente sensata na assembléia, que force a derrubada dessa lei?

 

Com pesar, vejo que os deputados jundiaienses Pedro Bigardi e Ary Fossen votaram a favor e justificaram vaziamente…

 

E o seu deputado? Votou a favor ou contra? Deixe seu comentário:

 

PROJETO QUE DOBRA ASSESSORES DEVE TER BRIGA POLÍTICA

 

Proposta foi aprovada na Assembleia Legislativa por 92 votos a favor e só dois contra; o gasto com benefícios pode aumentar em até R$ 11,2 milhões caso todos os deputados estaduais façam as 32 nomeações sem concurso

 

Por Reinaldo Chaves

 

Os deputados estaduais aprovaram nesta terça-feira (29) à noite, na Assembleia Legislativa, o projeto que dobra o número de assessores que podem ser contratados, dos atuais 16 para 32. Mas a proposta ainda tem polêmicas sobre o aumento de gastos e até jurídicas.  

Durante a tarde de terça, a Assembleia  chegou a encerrar a sessão ordinária após o anúncio da morte do ex-vice-presidente José Alencar. Mas, à noite, os deputados voltaram a se reunir para votar, sem alarde, o projeto polêmico.

No final, o projeto foi aprovado por 92 votos a favor e só dois contra: os deputados Major Olímpio (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL).

A proposta  prevê que caso os deputados  contratem mais assessores terão  que reduzir os salários dos atuais.

Carlos Giannazi, além de não concordar com aumentos de gastos para os cofres públicos, disse nesta quarta-feira (30) ao BOM DIA que teme uma briga jurídica. “É proibido reduzir salários de forma arbitrária no Brasil. Há uma dúvida jurídica e muitos funcionários podem questionar isso. Esse projeto de mais assessores é irrelevante, deveríamos legislar sobre educação e saúde”, disse.

Major Olímpio disse ter votado contra porque não concorda com o aumento de gastos. “O gasto com benefícios pode aumentar em até R$ 11,2 milhões. Em um momento em que a presidente corta R$ 50 bilhões do Orçamento e em que o governador pede que as secretarias enxuguem gastos, até fiscalizando o uso de aeronaves pelos secretários, é um contra-senso a Assembleia aumentar gastos”, opina.

Após a aprovação na Assembleia, o projeto segue agora para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) analisá-lo. Ele tem 14 dias para sancioná-lo ou não. Por meio de sua assessoria, ele disse apenas que  o projeto está em avaliação.

 

Jundiaienses tentam dar explicações

 

O deputado estadual Ary Fossen (PSDB) justificou o voto pelo consenso e diz apenas que “votou como outros 91 deputados”. E seu colega Pedro Bigardi (PCdoB) minimiza riscos ao dizer que não se trata de aumento de gastos mas de “flexibilização” na forma das equipes de gabinete.

Para Eduardo Pacheco, analista de vendas, as normas impedem uma opinião formada pela comunidade. “Mais pessoas no mesmo gasto? Fica difícil entender”, afirma.

A ONG Voto Consciente também não avaliou ainda o projeto dos deputados estaduais. “Um risco é em breve haver pressão por valores mais baixos que precisam ser reajustados”, diz o participante Cleber Possani

– Brasil e Cana-de-Açúcar: o Ineditismo desde o Século XVI

 

Estamos importando 200 milhões de litros de álcool. Nunca fizemos nada parecido.

Desde o século 16, exportamos álcool e açúcar para o mundo. Parece que, depois de 500 anos, mudamos a história. Para pior… 

Vide o triste episódio dos combustíveis brasileiros, em: http://bit.ly/eImWpv

“Dá-lhe” Brasil…

– Jirau: Crescimento é Sinônimo de Desenvolvimento?

 

Prestem atenção no seguinte cenário:

 

– Número elevado de meninas de 16 anos que engravidaram e as crianças não terão pai, pois eles sumiram;

 

– Explosão local de homicídios;

 

– Aumento e dependência do comércio de entorpecentes;

 

– Casas que servem de pronto-socorros com enfermos no chão;

 

– Comércio com mais bordéis do que qualquer outra atividade;

 

– Latrocínio latente.

 

Sabem que panorama apocalíptico é esse? É o das redondezas da construção da hidrelétrica de Jirau – RO, a maior obra do PAC e um dos locais mais catastróficos de não-civilidade do Brasil.

 

Muitos confundem crescimento & desenvolvimento. Nem sempre crescer é evoluir, ao menos nesse assustador caso. Abaixo:

 

A USINA QUE EXPLODIU

 

Esqueça a revolta das hidrelétricas do Rio Madeira. O verdadeiro drama das obras em Rondônia é o surto de mães solteiras, o aumento do uso de drogas, os hospitais lotados…

 

Por Aline Moraes e Rogério Cassimiro

(Revista Época, 28 de março de 2011, pg 46-50)

 

Quando o governo anunciou a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, nos arredores de Porto Velho, capital de Rondônia, a cidade vibrou. Pelas ruas empoeiradas, dezenas de carros circulavam com adesivos azuis nos vidros estampando dizeres autoexplicativos: “Usinas já”. Os moradores da pouco abastada Porto Velho vislumbraram nas obras a possibilidade de novos empregos, geração de renda, crescimento econômico. “Os olhos das pessoas brilharam”, afirma Tania Garcia Santiago, promotora do Ministério Público estadual. E essa profecia se realizou. Os empreendimentos já atraíram para a região mais de 3.500 empresas. Com elas, a arrecadação de impostos da prefeitura saltou de R$ 340 mil para R$ 2,5 milhões – quase oito vezes mais – em apenas quatro anos. Neste momento, há 200 prédios sendo erguidos na capital. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) injetou R$ 1 bilhão em infraestrutura no Estado.

Há duas semanas, porém, o país foi apresentado à outra face do impacto das obras em Rondônia. Uma rebelião em uma das obras, a de Jirau, aterrorizou o Estado. Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa parte da infraestrutura de construção. Segundo uma primeira versão, a desordem foi provocada pela revolta de trabalhadores com a falta de pagamento de horas extras e até castigos físicos. Outra hipótese investigada pelo Ministério Público é de disputa entre sindicatos. Em meio à confusão, parte dos 22 mil operários fugiu – andando às vezes mais de 30 quilômetros – para as cidades vizinhas. Na sexta-feira, o cenário era de pós-guerra. Sob os escombros, quase nenhum indício de que ali funcionava a maior obra do PAC. Tropas da Força Nacional de Segurança faziam vigília, e os operários voltaram para casa. “A população ficou assustada. Eles estão percebendo que as usinas não trazem só progresso”, diz Tania.

Embora grave, a questão trabalhista é apenas uma pequena fração dos problemas da região. Muitos já existiam, mas vêm se agravando desde 2008, data do início dos projetos. De lá para cá, cerca de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. A população da cidade cresceu em pelo menos 30%. A violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais saturados. A média de espera por uma internação é de 40 dias. Na recepção do principal pronto-socorro de Porto Velho há doentes deitados debaixo de macas porque não existe sequer chão livre. Na última semana, dois homens se esticavam ali sobre pedaços de papelão. Quem tem um pouco mais de dinheiro compra o próprio colchão. Em vários aspectos, a promessa do Eldorado trouxe mais miséria.

Não é que as obras fossem dispensáveis. Juntas, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio vão gerar energia suficiente para abastecer cerca de 23 milhões de casas – é quase a metade do que Itaipu pode gerar. O Brasil precisa, e muito, dessa energia para sustentar seu crescimento (e diminuir o risco de apagões). Mas o sistema de precificação do setor elétrico brasileiro apressa essas construções. Com prazo apertado para gerar energia, os empreendedores precisam colocar as máquinas nos canteiros quanto antes. “Ainda estamos vivendo no modelo antigo, sem planejamento e intervenção antecipados às obras”, afirma Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um problema sistêmico, crônico, que não se resume a esses empreendedores.” A solução seria chegar adiantado. Preparar os municípios para receber as grandes obras.

Não faltam críticos para dizer que a Amazônia não deveria abrigar obras desse porte. “O custo de oportunidades, se comparado com a energia produzida, é um absurdo”, diz Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da organização ambiental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Essas usinas não fazem sentido econômico.” A conta, diz Widmer, tem de incluir os impactos para a floresta e para as populações locais.

Marcada no passado pelos ciclos da borracha e do garimpo de ouro, a Rondônia futura será reflexo do ciclo econômico concebido pelas hidrelétricas do Madeira. Teremos uma geração inteira de filhos das usinas, convivendo com as inclemências e os lucros do progresso. As obras não deixam herdeiros só no sentido figurado. Elas geram também filhos de carne e osso. Está havendo, segundo profissionais da área de saúde, um aumento expressivo do número de mães solteiras. Especialmente jovens e adolescentes. Com o aquecimento econômico, as mães dessas garotas arrumaram emprego. Ótima notícia. Mas isso implica mais filhas longe dos olhos das mães, em uma vizinhança inflada de homens que chegaram para buscar trabalho. “As adolescentes estão mais vulneráveis”, afirma Ida Peréa, médica e diretora da maternidade municipal de Porto Velho. “O que está aumentando é a primeira gravidez. Não nos preparamos para esse crescimento gigantesco.”

Quando a maternidade foi inaugurada, em 2006, os partos de meninas de 10 a 19 anos representavam 28% do total. Uma taxa alta, diante dos Estados Unidos (6%), do Japão (1,3%) ou mesmo da média brasileira (23%). Depois de três anos de trabalho, muita campanha e conversa, esse índice chegou a 25% em março de 2010. Ida e a equipe comemoram. Um ano depois, no pico das obras com seus quase 40 mil homens, a estatística pulou para 33%. “É muita coisa. E a idade das meninas grávidas está caindo”, diz ela. A garota Jusivânia Oliveira dos Santos é uma das novas mães. Quando tinha 16 anos, engravidou de um garoto de Mato Grosso cuja família foi para Rondônia atrás de emprego na usina. O rapaz foi embora quando ela ainda estava com o bebê na barriga. Eles nunca mais se encontraram. “A gente se fala pela internet uma vez por mês”, diz Jusivânia. “No começo, eu ficava triste porque ele nem perguntava do filho. Agora me acostumei.”

A notícia do dinheiro farto chegou não só aos brasileiros de outros Estados. Tem chamado a atenção de estrangeiros. Há boatos de coiotes trazendo imigrantes da Bolívia, vizinha de Porto Velho. Os rumores de que Rondônia teria se transformado na capital das oportunidades alcançaram até o Haiti, devastado por um forte terremoto há pouco mais de um ano. No começo de março, 108 haitianos chegaram a Porto Velho para reerguer suas vidas. Jean Pierre Vivendieu, de 32 anos, é um deles. Tão logo ocorreu o tremor, ele traçou uma estratégia: juntar dinheiro para chegar ao Brasil. De avião, partiu para a República Dominicana, Panamá e depois Equador. Na América Latina, completou o trajeto de ônibus até o Peru, Acre, Brasília e, por fim, Rondônia. De um grupo de mais de 100, Vivendieu é um dos cinco que até a semana passada ainda não tinham emprego. “Quero trabalhar para ir buscar minha noiva”, diz.

Por natureza, a região de Porto Velho não é dos lugares mais seguros. A capital fica a pouco mais de 350 quilômetros da Bolívia. A cidade de Guajará-Mirim, a última em terras brasileiras, é um possível ponto de entrada de drogas no país. A estrada que liga ambas, a BR-364, abriga uma prisão federal de segurança máxima. Ali estão detidos Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro, e os envolvidos na invasão do Hotel Intercontinental em São Conrado, Zona Sul do Rio. Com baixo desenvolvimento socioeconômico, é um ambiente propício ao crime. Mais gente, num ambiente assim, fez a violência crescer. Os moradores reclamam de não mais poder sair de casa sem trancar as portas. O consumo de bebidas e drogas subiu. O número de homicídios em Porto Velho aumentou 44% entre 2008 e 2010. Os casos de estupro em Rondônia cresceram 76,5% no mesmo período. A quantidade de crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual foi 18% maior.

A vila de Jaci-Paraná, a caminho da hidrelétrica do Jirau, é um dos locais mais afetados. Antes do quebra-quebra de duas semanas atrás, os funcionários ocupavam as ruas esburacadas de Jaci em busca de algum lazer. Os botecos – muitas vezes fachadas para prostíbulos – agora estão esvaziados. “As p… estão de férias”, diz um taxista. “Em dia de pagamento, isso ferve. É brega (casa de prostituição) para todo lado.” Assim como os trabalhadores, as prostitutas chegam de vários lugares. Antes das obras, Jaci-Paraná tinha 4 mil moradores. Era uma cidadela tranquila, a maioria se conhecia pelo nome. Agora tem mais de 16 mil pessoas.

A pouco menos de 20 minutos dali, a realidade muda completamente. O lugarejo de Nova Mutum foi construído pela Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela usina de Jirau, para receber os desalojados de uma localidade próxima que vai ser alagada pelo reservatório. É quase um Alphaville amazônico. Planejada, Nova Mutum tem imóveis de alvenaria, saneamento básico, água enca-nada. Lá, vivem funcionários da obra e 160 famílias que optaram por ganhar uma casa e um terreno para colocar a horta, em vez de indenização. Nova Mutum é a prova de que os impactos de uma obra gigantesca podem, sim, ser mitigados. O custo total, porém, ficaria maior – pelo menos no primeiro momento. No longo prazo, uma região desenvolvida pode produzir riqueza, em vez de espalhar miséria.

Ter lado a lado dois exemplos de cidade tão contrastantes é uma aula viva para futuras obras. “Melhorar as condições em Jaci-Paraná não daria o marketing necessário”, afirma Pedro Wagner Almeida Pereira Júnior, promotor do Ministério Público Estadual. “Então eles resolveram construir uma cidade nova.” A Enersus diz ter cumprido todas as medidas exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de começar a hidrelétrica. “Fizemos uma série de investimentos em Jaci”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio. “E desde o início avisamos as autoridades sobre os problemas. Mas não cabe a nós acabar com as drogas e a prostituição.” (Procurado por ÉPOCA, o Ibama não se pronunciou.) As duas hidrelétricas vão alagar uma área próxima de 600 quilômetros quadrados. É menos de um terço do tamanho da cidade de São Paulo. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3.000 quilômetros quadrados). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. Mesmo assim, há problemas. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido. Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram.

Para os pescadores, a obra representou uma dificuldade inédita. Segundo os ribeirinhos, o vaivém de barcos e a própria obra estão alterando os hábitos dos peixes. A pescadora Cecília de Lima, de 50 anos, vive com o marido, também pescador, em Jaci. Antes da chegada das máquinas, eles tiravam cerca de R$ 200 por pescaria. Na semana passada, o casal voltava para casa com um isopor minguado depois de pescar mais de 12 horas. “Pegamos uns R$ 50 e gastamos R$ 35 com combustível e gelo”, ela diz. “Antigamente era muito peixe. A gente mandava era peixe para fora daqui.” Eles terão em breve de deixar sua casa, avaliada pelo consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela obra da usina Santo Antônio, em R$ 70 mil. A proposta da empresa, de acordo com Cecília, é dar uma moradia nova mais R$ 9 mil pelas benfeitorias do terreno, alguns pés de frutas que ela cultiva no quintal. “Esse povo veio acabar com a nossa paz, com a nossa vida”, afirma Cecília. As empresas dizem que, à medida do possível, tentam realocar essas famílias de pescadores mais próximo do rio.

É difícil agradar a todos. O grande desafio das usinas, fora os prazos apertados para a geração de energia, é obter uma licença social para ocupar aquele espaço. As empresas têm uma quantidade enorme de projetos para minimizar os impactos socioambientais: para retirar famílias, construir vilas, melhorar serviços públicos, aumentar escolas, presídios, delegacias. Juntos, os consórcios Enersus e Santo An-tônio vão investir R$ 2,5 bilhões em medidas compensatórias – quase 10% do valor total dos empreendimentos. Quase tudo já está destinado, mas as obras começaram depois do início das hidrelétricas. “O problema foi a falta de preparação da cidade”, afirma o promotor Hildon de Lima Chaves, do Ministério Público Estadual.

A história das hidrelétricas no Brasil é pontuada por pelo menos três fases. A primeira é das grandes obras construídas pelos militares da ditadura, num período em que o governo federal queria levar desenvolvimento a qualquer custo para a Região Norte. A segunda é a era dos licenciamentos. A legislação obrigou as empresas a dar satisfações à sociedade e cumprir uma série de exigências. Agora é a vez das regras do mercado. Os investidores, principalmente os estrangeiros, voltam-se para suas carteiras com olhar crítico. Todo mundo procura fontes de energia limpa, e as hidrelétricas são uma das melhores opções, inclusive para fazer a vida dos moradores locais melhorar. “Vamos deixar para a região mão de obra qualificada, desenvolvimento. Se você visse Porto Velho antes, ia entender a transformação”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Mas, para isso, é preciso haver preocupação com a pós-construção: com a defesa da floresta e das pessoas que já viviam lá. Num país tão necessitado de obras como as do Rio Madeira – e como a futura usina de Belo Monte, no Pará –, é essencial voltar os olhos para a região de Porto Velho. É essencial conversar com a pescadora Cecília de Lima, com a médica Ida Peréa, com a jovem mãe solteira Jusivânia dos Santos.

– Crise dos Combustíveis: Brasil colocará Água na Gasolina!

 

Uma das situações mais inusitadas que poderia se imaginar está acontecendo em nosso país: a falta de combustíveis.

 

Em meio a crise, a Folha de São Paulo deste sábado (23/03/2011, Caderno Mercado, pg B1 à B12), traz um levantamento crítico do panorama.

 

Manchete de capa:

 

“CONTRA ALTA DO ÁLCOOL, BRASIL VAI COLOCAR MAIS ÁGUA NA GASOLINA”

 

Para a composição da gasolina brasileira, há a adição de 25% de álcool anidro. Como falta álcool, o Brasil adicionará 1% de água para segurar os preços.

 

E por que falta álcool?

 

O Etanol (álcool combustível) está sofrendo o período da entressafra. Entretanto, a maior parte da produção (que está baixa) está sendo exportada aos EUA. Assim, os produtores exportam o etanol produzido pela cana-de-açúcar (que é de boa qualidade e preço baixo), deixando os consumidores brasileiros sem o produto.

 

Para evitar que os postos de combustíveis fiquem sem etanol nas bombas, uma outra submanchete do jornal:

 

“BRASIL IMPORTARÁ ÁLCOOL DOS EUA”

 

Como os usineiros estão vendendo álcool de cana para os EUA, para se evitar a falta, o Governo importará 200 milhões de litros de álcool de milho dos… EUA! Isso mesmo: vendemos nosso álcool bom e barato para os americanos e compramos o álcool caro que os EUA procuram não usar.

 

Assim, os preços do Álcool nas bombas sobe; e como há álcool na Gasolina, outra manchete da Folha:

 

“ÁLCOOL VAI A R$ 2,80 (EM POSTOS DA CAPITAL) (…) GASOLINA JÁ ULTRAPASSA R$ 3,09”.

 

Nesse crítico cenário, não compensa abastecer etanol (álcool), e portanto, os consumidores migram para a gasolina. Entretanto, com a alta do consumo e o fato de todos estarem abastecendo gasolina, a Petrobrás não consegue produzir o suficiente. Quando o consumo estava equilibrado (metade da frota de carros de passeio abastecendo gasolina e metade álcool), tínhamos a auto-suficiência da gasolina. Agora, com tantos carros abastecendo gasolina, falta produto também.

 

Encerramos com outra manchete:

 

“PETROBRAS TRAZ GASOLINA DO EXTERIOR”

 

Hoje o país produz 380 mil barris de gasolina / dia. Importará 3 milhões de barris, volume que não era importado há 40 anos.

 

CUIDADOS:

 

Com a crise, 4 golpes na praça:

1) Gasolina Formulada – ao invés do produto refinado pela Petrobrás, há a produção de gasolina em “laboratórios”.

2) Gasolina Batizada – antes, o golpe era acrescentar álcool. Hoje, o golpe é acrescentar Naftalina líquida, que dá explosão no carro e depois faz o veículo parar.

3) Álcool Molhado – a adição de água nos tanques de álcool enganando o consumidor.

4) Álcool “Metanol” – o álcool sintético americano, extremamente explosivo e poluente, ao invés do álcool biocombustível.

5) 1 litro “econômico” – Quem garante que o litro vendido tem 1000 ml?

 

ABASTEÇA EM POSTOS DE CONFIANÇA. NESSE MOMENTO, A CREDIBILIDADE ESTARÁ ACIMA DE QUALQUER OUTRO FATOR.