– Negando a CPMF? Xi…

 

Vira e mexe ouvimos falar da volta da maldita CPMF, o “imposto do cheque”.

 

Nesta semana, rumores ainda mais fortes de que ela voltaria disfarçada em outros impostos ocorreram. Ontem, mais uma vez o Governo negou que vá tentar a sua volta (embora já tenha tentado no passado).

 

É aí que mora o perigo: se o Governo nega um imposto, é sinal de ele virá mesmo!

– A Doce Inversão de Papéis na Política Brasileira

 

Ideologia e Coerência não são itens fortes no cenário político do Brasil.

 

Há 10 anos, poderíamos ver o PT e seus aliados sindicalistas esperneando pelo aumento do Salário Mínimo, que era reajustado em bases mínimas pelo PSDB.

 

Agora, vemos ontem o PT lutando pelo menor reajuste possível ao Salário Mínimo, enquanto que o PSDB pede a majoração imediata.

 

Bases e conceitos invertidos em 10 anos?

 

Símbolo maior disso foi o fato do Vicentinho (lembram-se deles?), defendendo com unhas e dentes um limite de R$ 545,00 para não onerar as contas federais!

 

Impensável… como é ruim deixar de ser pedra e virar vidraça, não?

 

A propósito, ontem Tiririca votou contra o Salário Mínimo de R$ 545,00. Mas não foi nenhuma revolta contra a orientação de voto do seu partido. Ele errou mesmo, pois se atrapalhou com os botões do painel eletrônico de votação!

 

Estamos bem de políticos, não?

– Vereador Consegue Custar Mais do que Deputado!

 

Se a Câmara dos Vereadores fosse instituição comercial, já tinha quebrado faz tempo!

A Folha de São Paulo de hoje traz uma matéria sobre as despesas com os vereadores paulistanos. Eles custam quase R$ 115.000,00 mensais/cada! Destes, R$ 85.000,00 podem ir para assessores e a diferença salarial para a Gráfica da Câmara.

Sabe qual é a maior despesa de um vereador?

Impressão de boletins!

Hum… quanto dinheiro para imprimir folhetos oficiais! Tem cheiro de arroz queimado aí…

É lógico e evidente que a gráfica, de repente, se torna uma grande lavanderia de dinheiro para gastos diversos.

– A Pé é mais rápido do que de Trem

 

Recomendo aos amigos a leitura da Revista Exame da penúltima semana (Ed 984). Nela há um estudo que mostra: para se ir a pé de Limeira a Santos, você leva 4,5 dias. Para ir de trem e embarcar algo no Porto de Santos, no mesmo trecho, 12 dias!

É o Custo-Brasil…

– Motociclistas Proibidos de Usar Capacetes em Postos

 

Em Sergipe, foi aprovada a lei que proíbe motociclistas e passageiros de entrarem em postos de combustíveis com capacete. A alegação é que tal medida evitaria os roubos, já que 80% dos assaltos acontecem dessa forma.

 

Entretanto, uma situação polêmica: e a segurança do motociclista? Como o cara vai entrar no posto sem capacete, já que na estrada ele será multado?

 

A situação inusitada é: antes de adentrar num posto, o motorista pare na calçada e retire seu capacete.

 

Será que será mais uma das leis que não vai pegar? E quem fiscalizará? Haverá policiais multando os motociclistas com capacetes dentro do posto? Se sim, não há razão de medo dos assaltos…

 

E você, o que acha dessa lei se fosse implantada em sua cidade? Deixe seu comentário:

– Baptistti quer ser Madre Teresa?

 

É para rir, embora tenha-se que chorar.

 

Eduardo Suplicy quer de todas as formas provar a inocência do terrorista italiano Cesare Baptistti. E hoje leu uma carta dele, afirmando se sentir injustiçado e quer apenas uma chance de montar um projeto solidário ao Brasil.

 

PROJETO SOLIDÁRIO???

 

Fale isso aos familiares das vítimas que ele assassinou na Itália. E ainda ficamos dando cobertura a esse tipo de criminoso…

– De novo Sarney?

 

E o Senador José Sarney que vai ser presidente do Senado pela 4ª vez? E, na cara-de-pau, disse que vai para o sacrifício.

 

Ué, só tem ele de Senador? Que raio de sacrifício é esse de gozar de tanta mordomia e impunidade, com escândalos públicos nunca resolvidos?

– O Engodo das Novas Universidades Federais

 

A Época desta semana trouxe uma matéria denúncia sobre como estão as universidades federais prometidas na última gestão e que praticamente não funcionam. Algumas não foram construídas, outras estão adaptadas, e algumas foram inauguradas sem nunca existirem. Laboratórios vazios e alunos descontentes…

 

Abaixo, extraído de: Revista Época, 24/01/2011, pg 50-56, por Ana Aranha

 

CADÊ A UNIVERSIDADE ANUNCIADA AQUI?

 

O governo anunciou a maior expansão das universidades federais da história. Mas os novos cursos estão funcionando com laboratórios sem equipamento, em lugares improvisados e com professores voluntários. Como a falta de planejamento aliada à pressa eleitoral em expandir o ensino superior está prejudicando a formação de milhares de alunos.

 

O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o que mais expandiu o acesso às universidades federais na história do país. Em oito anos, foram anunciadas 14 universidades e 125 campi novos. Juscelino Kubitschek foi o único presidente a se aproximar dessa marca, com 11 universidades em cinco anos. Lula ampliou também o alcance das unidades já existentes no mais ambicioso programa de crescimento do setor: criou mais de 80 mil vagas, 70% de aumento em relação a 2003. Lula foi pessoalmente lançar e inaugurar grande parte dessas universidades, ocasiões em que se vangloriava sobre como o presidente sem diploma foi o que mais trabalhou pelo ensino superior. “De todos os presidentes que o Brasil teve, uma parte foi advogado, outra foi professor. Eu, torneiro mecânico, já sou o presidente que mais fiz universidades”, disse na inauguração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais. Os números e as imagens foram largamente propagandeados na campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff, em 2010. Foram citados também no último pronunciamento à nação, quando Lula se despediu em cadeia nacional no rádio e na TV com um discurso de balanço do governo. Nem Dilma nem Lula, porém, revelaram como as universidades conseguiram operar o milagre da multiplicação.

Em um giro rápido pelas novas universidades, não é difícil decifrar a equação. A expansão foi feita na base do improviso. Como a construção de prédios levaria anos, as novas universidades tiveram de recorrer a uma espécie de “puxadinho” para receber as turmas novas. No litoral do Rio de

Janeiro, alunos assistem a aulas em contêineres. No Pará, 1.200 alunos vão estudar no espaço de eventos de um hotel. Algumas universidades recorreram às prefeituras, que “cederam” suas escolas municipais – em uma operação que vira de ponta-cabeça as prioridades do ensino público no país. A solução mais comum foi alugar espaços privados, como prédios comerciais, colégios e faculdades.

A improvisação se transformou na regra das novas universidades porque o motor da expansão parece ter seguido mais o ritmo da política que o da educação. Das 88 mil vagas criadas ao longo dos oito anos de governo, 46 mil foram abertas em 2009 – um ano antes das eleições presidenciais. Mas das 14 novas universidades anunciadas na campanha eleitoral, apenas quatro são realmente novas. As outras dez eram polos de universidades já existentes que ganharam reitoria própria.

O caso que mais chama a atenção é do campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de Osasco, região metropolitana de São Paulo. Em abril de 2008, Lula foi à cidade para lançar a pedra fundamental do campus. No terreno de mais de 200.000 metros quadrados, plantou uma muda de jequitibá. A comitiva reunia, entre outros, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, a então pré-candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e o então governador de São Paulo, José Serra. Em seu discurso, Lula fez questão de se referir à presença do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus do processo do mensalão. “Se não fosse ele, essa universidade não sairia. Toda semana ele infernizava a vida do Fernando Haddad”, disse Lula.

Quase três anos depois, o terreno está abandonado. A placa que anunciava as instalações está caída no mato, ao lado de um local que virou despejo de lixo. Não há sinais da muda de jequitibá. Mesmo assim, a federal de Osasco foi motivo de propaganda na eleição. De fato, as aulas vão começar em março, mas serão ministradas no prédio de uma faculdade municipal que foi desalojada pela prefeitura, a Fac-Fito, para dar espaço para a federal. Para abrigar os novos estudantes, os alunos da municipal foram transferidos para salas construídas no fundo do terreno. “É um absurdo. Eles vão tirar alunos de seu espaço sendo que a Unifesp tem um terreno há três anos para seu campus”, diz a professora Márcia Massaini, professora da faculdade municipal, demitida depois de organizar protesto contra a remoção. Dos quatro cursos que a Unifesp vai oferecer em Osasco, três já são oferecidos pela Fac-Fito.

O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, diz que o terreno comprado pelo MEC, no qual já foram gastos R$ 15 milhões como pagamento das primeiras parcelas, não foi nem será usado nos próximos anos. Segundo ele, a decisão é não iniciar nenhuma obra enquanto não terminar os outros campi, que estão atrasados. Ele é claro em relação às motivações para a criação da unidade: “A abertura do campus de Osasco tem origem em uma demanda política”, afirma. “A decisão surgiu de um entendimento do prefeito de Osasco com o então presidente da República e o ministro da Educação.”

O projeto de expansão das federais começou em 2005 e ganhou músculo em 2007, com o programa para a Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com o programa, ficou determinado que apenas as universidades que apresentassem um plano de expansão ao Ministério da Educação teriam mais verbas para investimento. Entre o primeiro e o último ano do governo Lula, os investimentos em ensino superior foram de R$ 10 bilhões para R$ 17 bilhões. “Ou você estava dentro ou estava fora. Quem ia perder uma oportunidade dessa?”, diz o vice-reitor da Universidade Federal do Espírito Santo, Reinaldo Centoducatte. Na criação do Reuni, todas as federais aderiram. A exceção foi a Universidade Federal do ABC, criada em São Bernardo do Campo, cidade de Lula, que tem plano de investimento próprio.

Uma das orientações do Reuni é tornar mais eficaz a aplicação dos recursos do ensino superior. O Brasil, hoje, é um dos países que mais gastam por aluno do ensino superior e um dos que menos gastam por aluno da educação básica – uma equação que precisa ser mudada. Para diminuir os s custos do ensino superior, o ministério determinou que a relação de alunos por professor nas universidades deve crescer. Hoje, a média é de um professor para cada 11 alunos. A meta é que todas as universidades cheguem a 18 alunos por professor. Enquanto aumentam a carga de trabalho dos professores, porém, as universidades têm passe livre para gastar no aluguel e na adaptação de espaços provisórios, que serão devolvidos a seus proprietários.

Há dois anos, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abriu um campus na cidade de Joinville antes de ter a licença para construir em um terreno cedido pela prefeitura e pelo governo do Estado. As aulas começaram em auditórios alugados na Univille, uma faculdade municipal. Com a entrada da terceira turma, neste ano, o espaço não será mais suficiente. Por isso, a UFSC alugou um terreno dentro da faculdade onde vai construir um pavilhão de 1.000 metros quadrados com salas de aula, auditório e laboratórios. Segundo Acires Dias, diretor do campus de Joinville, o pavilhão será feito de aço para que possa ser removido. O campus vai ficar no local alugado no mínimo mais dois anos.

Os espaços provisórios prejudicam especialmente as turmas que precisam de laboratórios. Em Santos, cidade do Litoral Sul de São Paulo, a Unifesp teve de fazer uma reforma na rede elétrica de um dos prédios alugados, pois não atendia às exigências para a instalação de equipamentos. Os cursos existem desde 2005, mas a reforma só ficou pronta em janeiro. “Ao longo destes anos, ganhamos verba para projetos, mas não conseguimos instalar os equipamentos”, afirma Odair Aguiar Junior, professor da Unifesp em Santos. “Parte deles ficou dentro das caixas.” Segundo o reitor da Unifesp, Walter Albertoni, com a conclusão da reforma do prédio provisório, os equipamentos poderão ser instalados. Mas, em junho deste ano, o campus definitivo da Unifesp em Santos deverá ficar pronto. O que siginifica que os investimentos para adaptação do prédio alugado só servirão por alguns meses.

Problemas de laboratório não são exclusivos de universidades que estão em espaços alugados. No novo campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em São Matheus, os estudantes de farmácia não têm laboratório de farmacologia nem farmácia-escola. Eliana Dias dos Santos, aluna do 4o ano, foi enviada para aprender a prática em drogarias locais. “Não é uma boa escola. Em vez de aprender o procedimento correto, você já começa a conviver com práticas erradas, como vender remédio tarja preta sem prescrição.” Eliana também reclama da falta de professores. Ela está habituada com os “aulões” – quando três turmas ou mais assistem à mesma aula para “aproveitar” o professor.

Para os cursos novos, o modelo incentivado é o que começa com o ciclo básico. Nele, alunos de cursos diferentes estudam as mesmas disciplinas nos dois primeiros anos. Além de ser um modelo elogiado por educadores, reduz a necessidade de contratação de professores, já que, nos primeiros anos, as salas têm de 100 a 200 alunos. Segundo Gilma Correa Coutinho, coordenadora da terapia ocupacional da Ufes, seu curso foi aberto com apenas dois professores das disciplinas específicas. “Enquanto era possível, nós cobrimos, dando mais aulas que o previsto”, afirma. “Mas agora que os alunos saíram do ciclo básico não dá mais, porque as aulas exigem conhecimento específico, como em geriatria e pediatria.”

O aperto é tanto que algumas universidades novas chegaram a usar um recurso bastante questionável: professores voluntários. Eles assumem disciplinas sem passar por concurso e sem receber salário. No início de sua expansão, a Ufes recorreu a esse expediente. Segundo a reitoria, porém, a universidade não usa mais esse tipo de “contrato”. Na Universidade Federal do Amapá, a prática é comum. O curso de medicina, o primeiro curso superior na área do Estado, terminou o ano passado com dois professores voluntários na disciplina de anatomia. Também há casos de voluntários nos cursos de pedagogia, educação física e outros. “Ele não passa por concurso, não recebe salário e não tem obrigação com nada”, diz a professora Marinalva Oliveira, presidente do Sindicato dos Docentes, que vai acionar o Ministério Público para denunciar a situação.

O clima entre os professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), criada em Santarém, também é de insatisfação. O motivo é a decisão da universidade de criar um curso de graduação “dois em um” para formar professores de educação básica. A ideia é que os formandos do curso sejam capazes de assumir duas disciplinas na escola: matemática e física ou história e geografia. Segundo o pró-reitor de Planejamento da Ufopa, Aldo Gomes Queiroz, a união das graduações responde à urgência da educação básica na região. “Temos 6 mil professores de ensino fundamental e médio sem diploma, e eles dão aula em mais de uma disciplina.” Para o professor do ciclo básico da Ufopa Gilson Costa, o curso, porém, vai formar profissionais que s não dominam nem uma disciplina nem outra. “Sempre trabalhei com a interdisciplinaridade: você tem de ter o pé firme em uma área para dialogar com outras”, afirma Costa, cientista social e engenheiro-agrônomo com pós-graduação em economia. “Mas o que estão fazendo aqui é um Frankenstein.” Costa diz que o curso “dois em um” ganhou um apelido entre os professores: Matafísica. “Mata a matemática e a física.”

Anunciada pelo governo federal como uma das 14 novas universidades, a Ufopa foi criada a partir da fusão de um polo da Universidade Federal do Pará com a Federal Rural da Amazônia. Sem estrutura para os cursos novos, neste ano 1.200 alunos vão assistir às aulas no espaço de eventos de um hotel de Santarém. No interior do Estado, as aulas serão em escolas municipais. Esse mesmo expediente está sendo usado pela Unifesp de Guarulhos, onde alunos de 6 a 11 anos vão dividir um Centro de Educação Unificado (CEU) com universitários.

Procurado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, não respondeu aos pedidos de entrevista. Por meio de sua assessoria, disse que os problemas são naturais de um processo que está no início. Alguns dos cursos novos, porém, já formaram turmas sem a estrutura mínima. Na Ufes, o curso de engenharia do petróleo existe há quatro anos e meio e ainda não tem laboratório. Alguns até foram construídos, mas não há equipamento. Neste ano, os primeiros formandos começam a procurar trabalho em empresas como a Petrobras, mas sem a formação necessária. Em Santos, o curso de educação física da Unifesp já formou duas turmas, mas ainda não tem um complexo esportivo próprio. Os alunos usam clubes conveniados para as atividades. “No ano passado, descobrimos que não poderíamos usar as quadras onde treinamos porque o clube vendeu a área”, diz Luana de Oliveira Cândido, aluna do curso. Ela desistiu de um projeto de iniciação científica em natação por falta de piscinas adequadas para medir o tempo e o batimento cardíaco dos nadadores.

Entre os especialistas em educação, há consenso de que a expansão das universidades públicas federais é uma necessidade. Elas são responsáveis hoje por apenas 14% do número de alunos que ingressam no ensino superior. A rede privada responde por 76%. Na média, as instituições públicas continuam a ser as de maior qualidade porque, além de dar aula, os professores fazem pesquisa. Aumentar o acesso à rede pública federal é uma forma, portanto, de atender à necessidade do país de ter um número maior de profissionais qualificados no mercado de trabalho. Mas para atender de fato a essa demanda, é preciso que essa expansão seja feita com planejamento para que a qualidade do ensino superior público seja preservada e os investimentos (caros) deem retorno.

“De nada adianta criar uma universidade por decreto e depois começar a preencher os cargos sem planejamento. Qual é a lógica desses investimentos?”, diz o cientista político Simon Schwartzman, pesquisador especializado em educação e mercado do trabalho do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. Para Schwartzman, a ampliação feita nos últimos anos, além de não ter sido planejada, reproduz alguns velhos problemas das universidades brasileiras. “O que mais vemos nas federais é a expansão das carreiras tradicionais. Não há ligação entre a ampliação e os estudos sobre demanda profissional.” Segundo Schwartzman, os cursos novos deveriam ter sido planejados de acordo com a necessidade de profissionais das regiões do país.

Por enquanto, o governo federal alardeia os números do aumento do ingresso nas universidades. As consequências da falta de planejamento podem aparecer no futuro. Uma delas está relacionada aos futuros formandos dos novos cursos: alguns com deficiência de formação, outros com especialização em áreas para as quais não há demanda no mercado de trabalho. Outro problema poderá ser a continuidade do financiamento da expansão. O Reuni prevê investimentos apenas até 2012. Depois disso, o orçamento poderá voltar a cair. “Não há mecanismo institucional de financiamento da expansão”, afirma Roberto Leher, especialista em ensino superior da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Se as universidades não conseguirem fazer tudo até o fim do programa, vamos ficar com estudantes novos, mas sem instalações e professores.” Para Leher, considerando quanto as obras estão atrasadas e todos os outros problemas, o país poderá ter para 2013 uma bomba-relógio armada.

– Nokia líder no Recife!

 

Segundo a Revista América Economia (Janeiro / 2011, pg 11), a Nokia é a líder em smartphones no Brasil (36,4%, contra 17,2% Samsung e 6,6% LG).

 

Entretanto, sabe-lá-Deus quais as razões, no Nordeste ela é disparada a marca mais vendida. Tanto que a sua loja conceito recém inaugurada em nosso país encontra-se em ecife.

 

Como explicar esse fenômeno mercadológico?

– Custo Congresso Nacional: R$ 6,2 bi !

 

A ONG Contas Abertas divulgou que o aumento dos parlamentares e servidores deste último final de ano, realizado na surdina, trará um acréscimo de 800 milhões de reais aos cofres públicos.

 

Atenção: esse valor é só o do aumento! No total, custará aos nossos bolsos 6.200.000.000,00 reais aproximadamente.

 

Brincadeira, não? E o Suplicy vai a público defender o terrorista Cesare Baptisti como refugiado no Brasil. Não existira algo mais importante para defender, como a economia dos gastos públicos?

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Nhá Chica e João Paulo II

 

Muito se falou sobre a anunciada beatificação do saudoso Papa João Paulo II. Justo; pois ele respirava a santidade. Mas pouco se divulgou que também ontem o Vaticano anunciou o reconhecimento das virtudes heróicas (que é o caminho da beatificação, e, consequentemente a santificação) de Nhá Chica!

 

Nhá Chica foi uma virtuosa mineira, filha de escravos e considerada santa na Diocese de Campanha – MG.

 

Veja que bela história, extraída de: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279968

 

PAPA RECONHECE VIRTUDES HERÓICAS DE LEIGA BRASILEIRA

 

Por Leonardo Meira

 

As virtudes heroicas da brasileira Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus, conhecida como “Nhá Chica“, foram reconhecidas pelo Papa na manhã desta sexta-feira, 14. O reconhecimento faz parte da lista de decretos assinados por Bento XVI, que recebeu em audiência o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

A leiga nasceu em São João del Rei (MG) em 1810 e faleceu em Baependi (MG) em 14 de junho de 1895.


O processo de beatificação da Serva de Deus está em fase final no Vaticano. Descendente de escrava, analfabeta e leiga, poderá ser a primeira Santa nascida no Brasil. Como não existe registro civil de sua data de nascimento, seu Batistério, preservado no Memorial em Baependi (MG), sob a tutela das Irmãs Franciscanas do Senhor há mais de meio século, tornou-se um documento fundamental.


O Batismo é também o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e também a porta de acesso aos demais sacramentos que visam conduzir a vida de uma pessoa à santidade, o que encontrou em Nhá Chica um bom termo. Portanto, o bicentenário de seu Batismo uma data especial.

– Sobre as Tragédias das Chuvas no Sudeste

 

Relutei em escrever sobre as tragédias envolvendo chuvas na nossa região. Jundiaí, Itupeva e Atibaia penam para se recompor em alguns lugares. Mas nada se compara à tragédia das Cidades Serranas do RJ.

 

Será que a Defesa Civil dessas cidades nunca se manifestou sobre locais de risco?

 

Que existe a imprevisibilidade da força das chuvas, realmente existe. Mas… é fácil jogar a culpa no acaso, não?

 

Em Jundiaí, Sônia Rossi, da Defesa Civil, tem se desdobrado em convencer as famílias a abandonares as áreas problemáticas. Árduo trabalho…

 

Além da dor do desastre, as pessoas de lá sofrem com a ganância dos aproveitadores. Em Nova Friburgo, o litro da Gasolina custa R$ 4,50! Uma vassoura por volta de R$ 20,00 e um maço de velas não sai por menos de R$ 10,00.

 

É triste ver tanta exploração covarde…

 

E você, quer dizer algo sobre isso? Deixe seu comentário:

– Descasos de Autoridades / Celebridades contra Outrem

 

Há tempos não assistia o Jornal Nacional da Rede Globo. E 3 fatos me deixaram indignado ontem:

1) A brilhante matéria sobre as péssimas condições da Saúde Pública de Rondônia. É assustador ver o quanto o cidadão pobre sofre e é abandonado. Pessoas são internadas no chão! Corredores abarrotados e gente desprezada esperando atendimento.


2) O flagrante de uma Promotora de Justiça que invadiu uma rua pela contramão e atropelou uma empregada doméstica. Não é que a Promotora estava visivelmente bêbada e toda sorridente, brincando porque não enxergava bem, em frente a atropelada e na cena do crime?

E o pior: encaminhada para a delegacia, completamente sem condições de sobriedade, foi liberada, pois, afinal, é uma autoridade…


3) A reportagem sobre Ronaldinho Gaúcho e sua apresentação no Flamengo. O mais novo camisa 10 rubro-negro irá dar uma entrevista na Gávea. Porém, as respostas serão de perguntas previamente selecionadas. Ou seja, responderá o que quiser e de quem quiser. Puríssima bajulação e vergonhosa imposição do seu Staff.


Durma-se com situações como essa…

– José Genoíno na Defesa?

 

Marcelo Tas repercutiu em seu Twitter: José Genoíno seria convidado para o Ministério da Defesa?

 

Dilma está tendo uma recaída dos tempos da guerrilha, chamando seus fiéis aliados. Agora, um guerrilheiro no Ministério da defesa é irônico, não? Ainda: os escândalos envolvendo ele em Brasília já foram esquecidos?

– Celeiro do Mundo? Que Mentira…

 

A idéia de que fazemos sobre o Brasil ser “celeiro do mundo”, devido a sua extensão territorial e qualidade da terra, talvez seja mais uma vontade popular do que um propósito governamental.

 

Digo isso pois há algum tempo li que importamos arroz do Vietnã. Ora, isso é um absurdo! Os arrozais de SC e GO não dariam conta de saciar a fome no mercado interno?

 

Agora, leio com espanto: estamos importando… CAFÉ!

 

Qualquer estudante de ensino médio sabe que no começo do século passado o café era a nossa maior riqueza. E sabe de quem compramos? Da China!

 

Os chineses compram nossos grãos, levam à China, torrem e moem o café e nos revendem! E sai mais barato do que se o processo fosse feito aqui. Dá para acreditar?

 

E você, o que acha disso? Nossa política agrária está, digamos, abandonada? Deixe seu comentário:

 

(informações da Folha de São Paulo, caderno Mundo, pg c3, 03/01/2010)

– Homenagem Derradeira ao Molusco?

 

Queria não escrever sobre política neste final de ano, mas a situação obriga.

 

A Petrobras anunciou que o Campo de Tupi, local onde se encontra a maior reserva de petróleo do Brasil e local do pré-sal, mudará o nome para Campo Lula.

 

Criticada, a empresa alegou que não está homenageando o Presidente Lula, mas sim o molusco Lula…

 

Ahhhhh bom…… Acreditamos.

 

Por quê não homenagear outro vivente do mar, como Campo Golfinho, Campo Polvo ou Campo Ostra?

 

Interessante lembrar: a homenagem ocorreu logo após o presidente Lula confirmar a permanência de Gabriele como presidente da estatal no governo Dilma…

 

E você, o que acha disso: demagogia política ou homenagem verdadeira ao molusco? Deixe seu comentário:

– Por quê só em UMA Revista?

 

Pergunta pertinente: por que a CEF fez uma gigantesca propaganda, ou melhor, anúncio pago, de várias páginas, somente na revista Isto É e não nas concorrentes?

 

No final do ano?

 

Com exclusividade?

 

Hummm….

– Dilma em 2014? Mas já?

 

Hoje, em entrevista, Lula praticamente lançou Dilma Roussef à reeleição para 2014. Ela nem assumiu e o nosso guia-mestre quer que comecem logo sua campanha!

 

Sabe qual a contradição? É que ele próprio criticou reeleições de mandato, criticando Fernando Henrique Cardoso como mentor dessa possibilidade.

 

Ué? Então por que fez questão de se reeleger e usar os microfones para lançar Dilma daqui a 4 anos?

– Aeroportuários: Mas que momento para Greve, hein?

 

Os aeroportuários ameaçam entrar em greve nesta quinta-feira dia 23.

 

Se em dias normais os aeroportos já são um inferno, imagine no final de ano!

 

E em greve?

 

E no dia 23 de dezembro?

 

Isso não é manifestação; é terrorismo!

 

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

– Proteção Amazônica versus Reforma Agrária e Produtividade

 

Leio no Estadão de hoje uma curiosa matéria sobre desapropriação de terras na região amazônica. E algumas coisas são inacreditáveis!

 

Um fazendeiro cumpre a lei: possui 80% das suas terras sem desmatar, já que são de proteção ambiental. Entretanto, por não produzir nada nelas, teve sua propriedade desapropriada por serem terras improdutivas!

 

O que podemos falar disso? Ou ‘quem faz as leis’ não se preocupa com detalhes, ou ‘quem a faz cumprir’ é um burocrata sem igual.

 

Em suma, quem ‘cumpre a lei’ sofre nesse Brasil…

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101219/not_imp655562,0.php

 

DESAPROPRIADA FAZENDA QUE PROTEGE A FLORESTA

 

Por Marta Salomom

 

“Floresta, a senhora fala, é o mato”, corrige Divino Rodrigues, um dos sem-terra acampados nas bordas de uma floresta de 142 km². É uma das poucas áreas com essas dimensões de vegetação nativa do bioma Amazônia que restam no norte de Mato Grosso, onde a pecuária domina. Divino conta os dias para o fatiamento do “mato” da Fazenda Mandaguari em lotes da reforma agrária.

A Mandaguari segue o que diz a lei, que mandou preservar a vegetação nativa em 80% do território das propriedades rurais instaladas no bioma Amazônia. Mas seguir a regra ambiental estabelecida em 2001, raridade entre os produtores da região, pesou contra no laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O instituto classificou o imóvel de “grande propriedade improdutiva” porque não explorava mais que 20% das terras. “Era um direito adquirido”, alega o superintendente do Incra em Mato Grosso, William Sampaio. De acordo com ele, o proprietário teria de explorar metade das terras que não estava registrada como reserva legal na matrícula do imóvel, segundo a lei que vigorava na época do avanço da fronteira agrícola na região.

A Fazenda Mandaguari foi desapropriada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, após vistoria relâmpago nas terras. Depois de anos de disputa na Justiça, os donos têm até os primeiros dias de janeiro para retirar quase 5 mil cabeças de gado do local e entregar as terras – pastos e florestas – ao futuro assentamento. Um experimento arriscado para a preservação do meio ambiente.

Laudos do Incra comprovam que a fazenda Mandaguari tem 79,48% da vegetação nativa ainda preservada. Em outubro de 2010, um auto de inspeção da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso constatou queimada de 25 hectares da floresta da fazenda, atribuído pelo documento aos sem-terra acampados no local. “A vizinha ali foi queimar o lixo e o fogo escapuliu”, contou o assentado Odair José de Oliveira, diante dos sinais ainda visíveis da queimada.

“Fiz de tudo o que estava ao meu alcance”, disse ao Estado um dos donos da fazenda, João Antônio Lian, um grande exportador de café. Ele negociou com o Incra e admite ter financiado o sindicato dos trabalhadores rurais na tentativa de suspender o acampamento. Lian e o sócio devem receber da União R$ 25 milhões pelas terras, segundo avaliação mais recente. Ele quase fez um acordo com o Incra, quando o preço chegou a R$ 30 milhões.

Madeira e serraria. “A madeira lá dentro vale mais que o preço da terra”, calcula Ricardo Ewald, dono da Serraria Jaraguá, instalada a apenas 9 quilômetros do acampamento dos sem-terra. A madeira se tornou escassa na região. Madeireiras, ao contrário, ainda abundam.

Os futuros assentados da Fazenda Mandaguari tratam os madeireiros como os inimigos do assentamento e da floresta, mas eles admitem que também têm planos de instalar uma serraria no lugar. Dirceu Tavares da Silva, líder do acampamento Unidos Venceremos, fala da serraria dos sem-terra como uma forma de escapar à pressão dos madeireiros que estão de olho nos troncos de mogno, angelim, cedro e ipê, entre outras madeiras nobres encontradas no “mato”, como todos ali chamam a floresta.

Na paisagem dominada por pastos da região, a floresta aparece como um gigantesco quintal do acampamento. “A gente não tem aprovado projeto de manejo para corte de madeira nos assentamentos porque é muito difícil controlar a pressão de fora”, observa o superintendente do Incra em Mato Grosso, dando conta da dificuldade de administrar a exploração de madeira ali.

William Sampaio disse que a possibilidade de exploração “sustentável” da floresta será considerada, porém, nos estudos que serão feitos, a partir de janeiro, para definir detalhes do assentamento na Mandaguari, a começar pelo tamanho dos lotes.

Modelo tradicional. Documento do Incra a que o Estado teve acesso prevê que a Fazenda Mandaguari tem capacidade de assentar 350 famílias. Cada uma teria direito a 10,57 hectares da área já desmatada e ocupada por pasto e mais 37,17 hectares da área de floresta, “a ser explorada através de plano de manejo”, quando há corte seletivo de árvores.

O formato é criticado pelos acampados, que ainda pensam no modelo tradicional de assentamentos de reforma agrária. “Para a nossa região aqui, a terra tem de ter no mínimo 50 hectares abertos para cada um, menos que isso não é viável”, calcula José Viana, um dos acampados. “Quatro alqueires é bom para plantar perto da cidade. Aqui não dá renda.”

Na expectativa de serem assentados em breve, os acampados cuidam de repetir como mantras que a floresta há de ser bem tratada por eles. “Como cuidamos dos nossos filhos”, disse o líder do acampamento. “Já trabalhei com mato, primeiro para derrubar, agora não pode arrancar um pau”, credencia-se Sebastião Teodoro da Silva, outro acampado.

– O Salário de Deputado Federal para 2011

 

Em Agosto, falamos sobre os atuais rendimentos de um deputado no Congresso Nacional e suas mordomias. O artigo Quanto ganha um deputado federal pode ser acessado clicando aqui.

 

Pois bem: no apagar das luzes, quando todos os deputados já estão quase de férias, não é que eles reapareceram ontem, para uma extraordinária sessão? Motivo: votaram seu próprio reajuste salarial.

 

O Salário base de um deputado, sem as mordomias, é hoje de R$ 16.512,09. Ontem, eles votaram o reajuste para R$ 26.700,00 !

 

Uau… que índice inflacionário eles usaram para atualizar os salários? Nossos nobres representantes alegam que o salário estava defasado… Mas 62% de reajuste? Caro leitor, quanto foi o percentual de reajuste do seu salário?

 

Importante: eles não votam o próprio aumento, mas o aumento daqueles que tomarão posse no ano seguinte (que, por uma coincidência impressionante, são de deputados reeleitos).

 

Depois disso, fico com a frase do Deputado Federal Tiririca, o mais votado do Brasil! Ontem, ele conheceu pela primeira vez o Congresso, e disse alegremente: “Puxa, nem comecei a trabalhar e já ganhei aumento!”.

 

E dizem que ele é analfabeto, bobo, despreparado… Bobo sou eu por pagar meus impostos!

 

Veja a composição dos rendimentos:

 ·          Salário Mensal: R$ 16.512,09 (2010). {Para 2011, R$ 26.700,00}.

·          13º,+ 14º e 15º Salários;

·          Auxílio Moradia: R$ 3.000,00;

·          Cota Telefônica: R$ 4.000,00;

·          Passagens: R$ 9.000,00;

·          Assinaturas Mensais de Revistas: R$ 1.000,00;

·          Assistência Médica: R$ 8.000,00;

·          Verba Indenizatória: R$ 15.000,00;

·          Verba de Gabinete: R$ 60.000,00. 

 

Emprego bom, não? E o trabalho não é de domingo a domingo, muito menos picam cartão de ponto…

 

(Valores de maio / 2010, fonte: ONG Transparência Brasil, extraído da Revista Superinteressante, edição 281 de Agosto/2010, 46-47.)

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Tchau, Lula, o Mimadinho…

 

Atualmente, Guilherme Fiúza está para a Revista Época assim como Diogo Mainardi está para a Revista Veja. E brilhantemente escreveu sobre a saideira do nosso Guia-Mestre Lula.

 

Pasmem, alguns detalhes curiosos de última hora: um assessor para carregar cinzeiro, chacotas sobre jornalistas, amor incondicional à Sarney e desprezo àqueles que tem opinião contrária. Esse é nosso democrático presidente…

 

Teria subido à cabeça o sucesso?

 

Compartilho o artigo escrito na edição 655 de Época:

 

A DESPEDIDA DE UM PRESIDENTE MIMADO

 

Por Guilherme Fiúza

 

É claro que isso não ia acabar bem. Um presidente da República que vê seu cargo, acima de tudo, como fator de ascensão social está condenado à frustração. O elevador que o levou ao topo um dia desce – e esse dia está chegando. Luiz Inácio da Silva terá de se acostumar a parar de chamar seus interlocutores de “meu filho”, entre outros tratamentos irritadiços. Enquanto manda e desmanda no ministério da sucessora – seu último ato senhorial –, o ex-operário não disfarça a agonia de sua volta à planície.

Perguntado se estava no Maranhão para retribuir o apoio da oligarquia Sarney, Lula respondeu que o repórter tinha de “se tratar”. De acordo com o presidente, a pergunta demonstrava falta de evolução da imprensa, e em particular daquele repórter: “Você não evoluiu nada. É uma doença”.

O repórter repreendido por Lula não deve se abater. De fato, é difícil evoluir tão rápido, a ponto de compreender todos os avanços proporcionados ao país pela família Sarney. A resistência a essa modernização vertiginosa foi resumida por Roseana, a governadora dos novos tempos: “É preconceito contra a mulher”.

Também deve ser preconceito contra a mulher a reação de alguns ao projeto de compra do AeroDilma. O avião de meio bilhão de reais, que deverá substituir o AeroLula, é fundamental, segundo o presidente, para que o Brasil não se humilhe nas viagens oficiais. Tem toda razão. Chega de humilhação. Já basta o que os líderes do governo popular gastam de sola de sapato por aí, em anos e anos de comícios nos fins de mundo brasileiros. Uma vez eleitos, o mínimo a que têm direito é um salão de baile a 10.000 metros de altura – sem escalas enfadonhas.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis. Também é possível reescrever a história. No discurso de despedida do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – criado em 2003, e que se tornou muito importante por institucionalizar o bate-papo presidencial em horário de expediente –, Lula se emocionou. Disse que foi vítima de uma tentativa de golpe em 2005 (o ano do mensalão) e agradeceu aos conselheiros que permaneceram a seu lado naquele momento difícil. Deve ser mesmo comovente imaginar que, em menos de um mês, não haverá mais plateias simpáticas como essa para ajudá-lo a acreditar no que ele quiser.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis

Em 2003, recém-empossado, Lula recebeu no Palácio da Alvorada a visita dos humoristas do Casseta & planeta, para uma sessão do primeiro filme do grupo. Bussunda, que era fã de Lula, se fixou numa cena: o presidente estava numa cadeira de rodas, por causa de uma torção no pé. Enquanto era empurrado pelos corredores palacianos, um ministro caminhava a seu lado segurando um cinzeiro, para que o chefe batesse a cinza do charuto que fumava. O humorista achou que havia algo errado com a conquista do palácio pelo povo. Pareceu-lhe que o povo era quem tinha sido conquistado pelo palácio.

Lula foi conquistado pelo poder. E este lhe foi mesmo cativante. Foram oito anos vendo o Banco Central governar, surfando na conjuntura econômica generosa e distribuindo bolsas, repetindo bordões fáceis como PAC e pré-sal, engordando o mito do filho do Brasil. Nem convencer o povo de que Dilma é Lula deu trabalho – e aí, realmente, não se pode querer outra vida. Este 1º de janeiro vai ser mesmo difícil para o operário que chegou lá, e enfrentará seu maior desafio: sair de lá.

Essa outra vida promete ser estranha. Certas delícias vão desaparecer, como ignorar por oito anos a segurança pública e poder declarar, diante da ofensiva da polícia carioca contra o tráfico, que “ocupamos o Morro do Alemão”. Mas nem tudo está perdido. Talvez a máquina de arrecadação do PT lhe consiga alguém para segurar seu cinzeiro. E não há de faltar convite para um passeio no AeroDilma.

– Trem Bala mais Lento do que se Esperava


Não estou falando da velocidade, mas do processo de licitação do trem-bala. O teto será de R$ 199,00 para o trecho RJ-SP. A obra está orçada em 34 bilhões de reais.


Custa tudo isso mesmo?


O prazo é para 2016, e na última sexta-feira apenas 1 consórcio coreano se habilitou. O Governo cancelou o leilão de licitação esperando outras ofertas.


Se custa 34 bi, o retorno será viável? Quanto tempo levará para se recuperar o investimento? Taí uma questão que eu gostaria de saber.

– AeroLula e AeroDilma?


Há situações inacreditáveis no Brasil.


Recentemente, o presidente Lula comprou um avião caríssimo, em substituição à antiga aeronave chamada de Sucatão.


Agora, leio e ouço que dona Dilma quer um novo avião, mais potente e mais equipado.

Ei, o que é isso? Tá sobrando tanto dinheiro assim nesse país? Pode gastar a vontade sem dar satisfação a população?


Desejo de CPMF, ânsia por novo avião… Tá começando bem o novo Governo, não?

– Adulterações do Álcool Combustível (Etanol) com Corantes e Água!

 

Os bandidos da adulteração de combustíveis estão ousados. Com corantes e álcool “batizam” os produtos descaradamente e não estão nem aí para a lei. Felizmente, em alguns casos, vão para cadeia.

 

Olhem esse golpe, que nefasto!

 

(enviado pela consultora em vendas Vanessa Áurea e extraído de:  http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/11/chega-15-numero-de-presos-em-acao-contra-adulteracao-de-alcool.html)

 

CHEGA A 15 O NÚMERO DE PRESOS EM AÇÃO CONTRA ADULTERAÇÃO DE ÁLCOOL

 

Grupo adicionava água e corante em até 1 milhão de litros por mês. Produto comprado em São Paulo e Minas Gerais era fraudado em Alagoas.

 

Subiu para 15 o número de pessoas presas em uma operação contra fraude de combustíveis da Polícia Rodoviária Federal, em Alagoas, nesta quarta-feira (24). A quadrilha agia principalmente na adulteração de álcool, misturando água e corante ao produto.

 

Segundo a PRF, o combustível era comprado em São Paulo e em Minas Gerais e levado para Alagoas, onde era adulterado. Por mês, o grupo tinha capacidade de adulterar até 1 milhão de litros de álcool. Por causa da sonegação fiscal, o estado perdia cerca de R$ 10 milhões por mês.

 

Nesta quarta-feira, foram apreendidos 147 mil litros de combustível já adulterado, além de carretas que transportavam o produto, corantes e documentos fiscais.

A operação da PRF foi realizada em conjunto com o Ministério Público Estadual, a Justiça Estadual e a Secretaria Estadual da Fazenda.

– RJ em Guerra. Infelizmente…

 

Que loucura o que acontece no Rio de Janeiro!

 

Vocês têm visto a guerra urbana que tem acontecido? Incêndios, terrorismo, juras de morte… A cidade da Olimpíada-2016 está um caos. E o governador Sérgio Cabral quer fazer nos próximos dias uma festa de despedida ao presidente Lula…

– O Deputado-Palhaço que vale Ouro!

 

Isso sim é investimento que vale ouro. O palhaço Tiririca é uma fonte importante de receitas para o PR, já que o número elevado de votos renderá quase 3 milhões de reais para o partido, de acordo com a fatia do Fundo Partidário.

 

Sabe o que me parece? Que o que menos importa aos partidos e aos políticos é TRABALHAR PARA O PAÍS! A causa principal virou mote secundário…

 

O que você pensa dos políticos e suas ações?

 

Extraído de: OESP, 22/11/2010, pg A6, por Daniel Bramatti

 

TIRIRICA RENDERÁ R$ 2,7 MILHÕES POR ANO PARA SEU PARTIDO

 

Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em “puxador de dinheiro”. Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.

Esse “bônus Tiririca” equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como “abestado” e celebrizou o slogan “pior que tá, não fica”.

O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República – chamado por alguns de seus próprios líderes de “Partido de Resultados” – vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.

Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais – um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio.

Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados – o que elevará em 64% seu tempo de TV e seu cacife nas negociações de alianças.

O desempenho é resultado de uma estratégia que tem como figura central o deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP). Mentor da candidatura Tiririca, ele levou o partido a conquistar votos de eleitores desencantados com a política e com escândalos que, paradoxalmente, envolveram o próprio PR. Costa Neto é réu no processo do mensalão e, em 2005, renunciou ao mandato para evitar a cassação.

Na televisão, o puxador de votos do PR fez do deboche do mundo político sua plataforma de campanha. “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto”, afirmou Tiririca, em uma de suas primeiras aparições. Enquanto o humorista celebrava a ignorância em relação ao próprio papel, seus correligionários comemoravam o acerto da aposta: já no início de setembro ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Câmara.

Questionado sobre a futura aplicação dos recursos extras, o PR informou que ela atenderá “aos parâmetros que sempre orientaram a legenda, com ênfase para a inserção social do partido e a difusão dos ideais republicanos”.

– Dia da Bandeira?

 

Hoje é dia da Bandeira. Mas e a repercussão? Parece até que a data não existe…

 

Falta civismo demais no país. Sem querer ser moralista, mas existe aula de Educação Moral e Cívica nas escolas?

 

Um pouco de patriotismo não faz mal a ninguém…

– Em qual Instituição você confia?

 

A Escola de Direito da Getúlio Vargas divulgou uma interessante pesquisa: em quais instituições a população confia.

 

O resultado, pela ordem, foi:

 

1) Forças Armadas – 66%

2) Igreja Católica – 54%

3) Emissoras de TV – 44%

4) Grandes Empresas – 44%

5) Imprensa Escrita – 41%

6) Governo Federal – 41%

7) Judiciário – 33%

8) Polícia – 33%

9) Congresso Nacional – 20%

10) Partidos Políticos – 8%

 

E você, em qual instituição tem confiança? Deixe seu comentário:

– Tiririca provou que é alfabetizado! E daí?

 

Tiririca é alfabetizado… mas é preparado?

 

Quem disse que ser “alfabetizado” é o mesmo do que ser “ bem preparado” para um cargo como o de deputado?

 

Preparação, despojamento e honestidade. Estas são características de um bom parlamentar.

 

Xiiiii… Sobrarão quantos em Brasília?

 

Quanto a prova, Tiririca teve que ler 2 frases de um exemplar do Jornal da Tarde: “Procon manda fechar loja que vende produto vencido” e “O tributo final a Senna” (somente esses títulos, não as matérias).

 

Além da leitura, escreveu a seguinte frase aleatória do livro Justiça Eleitoral (por ditado): “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”.

 

Mediante isso, a alfabetização foi comprovada, segundo o TRE-SP.

E você, acha que o fato da alfabetização de Tiririca ter sido comprovada garante um bom parlamentar? Deixe seu comentário:

– Medalha ao Mérito Legislativo a quem? Ao MST ?!?

 

Algumas coisas são inacreditáveis: João Pedro Stedile, o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), irá ser agraciado com a Medalha do Mérito pela Câmara dos Deputados!

 

Ele, que é reconhecidamente o cabeça das invasões, chefe da inteligência do movimento e defensor de atos de selvageria, será homenageado pelos nobres políticos!

 

Fico pensando: a quem interessa tal honraria? Ou os deputados estão realmente em péssima fase, ou simplesmente foram omissos em barrar tal propósito.

 

Parece aquela situação vexatória ocorrida em Jundiaí, quando a Câmara dos Vereadores quis homenagear Netinho de Paula, que nunca veio à cidade, logo após ter agredido sua esposa.

 

E você, o que pensa disso? O MST merece Medalha do Mérito? Ainda: a quem você daria uma Medalha de Honra? Deixe seu comentário:

– Parabéns e Mãos à Obra

 

Democracia é isso aí: venceu Dilma Rousseff.

 

Quem votou nela, poderá cobrá-la; afinal depositou na candidata sua confiança.

 

E para quem não votou nela, pode cobrar mais ainda; afinal, a opção era o adversário e esses eleitores devem ser convencidos.

 

Boa sorte, que Deus nos ajude a suportar bem os próximos 4 anos.

 

Nessas horas, penso: será que a voz do povo é a voz de Deus mesmo? Quem disse isso?

 

O importante é que a Democracia saiu vencedora. E esperemos que a liberdade de imprensa e as instituições democráticas não sejam combatidas, como foram nos últimos 8 anos.

 

Onde será a festa da vitória? Havana, Teerã ou Caracas? Quem sabe em Brasília…

– Apoteose Mental?

 

Interessantíssima a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Revista Veja que chega as bancas nesta semana. Entre outras coisas, ele fala de como é seu dia-a-dia, do repúdio ao fato de um ex-presidente poder tentar o terceiro mandato desde que não seja consecutivo e do que pensa sobre Lula. Aí vem algo curioso: ele disse que Lula lhe falou ao pé-do-ouvido, na troca de faixas há quase 8 anos atrás: “Aqui você terá um amigo”. Por não ter sido esse “amigo” desejado, FHC disserta sobre o que ele chama de apoteose mental do atual presidente Lula.

 

Vale a pena dar uma lida!

– Camisas 10 da Política?

 

O “10” costuma ser o craque no futebol. Hoje nem tanto. Mas costumeiramente, o camisa 10 é aquele que se destaca pela categoria, personalidade ou liderança.

 

Ontem tivemos o debate entre Dilma X Serra. Ambos não puderam se confrontar. A idéia da Globo em forçá-los a falar sobre propostas engessa a discussão. Mas, por outro lado, mostra a fragilidade dos nossos políticos em ter projetos e propostas.

 

Era nítido que tanto Serra e Dilma iniciavam suas respostas tentando ganhar tempo para pensar no que responder (vide: “sua pergunta é muito interessante e tal assunto será fundamental no meu governo e nós blábláblá”). Não existia resposta de bate-pronto, o que leva a crer que tais dúvidas dos eleitores eram assuntos não prioritários para os governantes, pois, se fossem, as respostas seriam enfatizadas e pontuais, sem enrolação.

 

Dentro do conceito acima de camisa 10 (não dizendo que votaria neles ou não ou se eram honestos ou não), lembro-me de Covas, Maluf, Brizola, o próprio Lula… esses caras eram bons em debate!

 

Serra e Dilma me decepcionaram ontem. Aliás, todos os presidenciáveis não me deram confiança nesse ano. Vamos ver no que dará amanhã.

– Qual a sua Pergunta para Dilma e para Serra?

 

E se Willian Bonner, logo mais a noite, resolvesse lhe convidar para participar do debate entre os presidenciáveis da Rede Globo?

 

Imagine só: você teria a oportunidade de formular 2 perguntas, tanto para Dilma Rousseff quanto para José Serra!

 

Encare esse desafio: se lhe fosse dada essa chance, quais as suas 2 questões aos presidenciáveis e que todo o Brasil acompanharia?

 

Deixe nos comentários as suas preciosidades:

 

Ops. As minhas 2 questões? Tudo bem, lá vão elas:

 

PERGUNTA 1 – Candidato(a), durante toda a campanha não se falou de ações concretas para a redução do analfabetismo. Durante os últimos 16 anos (8 de Fernando Henrique Cardoso e 8 de Luis Inácio Lula da Silva), a taxa de analfabetos do Brasil se manteve próxima de 15% (contra 4% do Chile, 3% da Argentina e 2% do Uruguai). Quais as ações concretas para se reduzir esse índice nos seus próximos 4 anos?

 

PERGUNTA 2 – Candidato(a), os programas assistenciais do Governo (como o Bolsa-Família) eram inicialmente uma fonte de ajuda às famílias carentes. Hoje, o assistencialismo virou renda, salário, dinheiro certeiro àqueles mais pobres. Como eliminar a questão assistencial do trabalhador e transformá-lo em empregado com renda proveniente do mercado de trabalho, possibilitando a sua verdadeira sustentabilidade através do seu emprego e seu suor e não da ajuda governamental?

 

Quais as suas questões?