– Os critérios para escalar árbitros nas divisões menores!

Aqui, um exercício de rememorização bem bacana para falar algumas coisas sobre a arbitragem na última divisão profissional do Estado de São Paulo. Vamos lá:

Ao invés de usar “Segunda Divisão Profissional Sub 23” (que na prática é a 4a divisão), usei ÚLTIMA (sem demérito) no parágrafo acima pois é sempre na última divisão que você pode começar a testar um juiz de futebol. 

Por motivos óbvios, você não testará um árbitro que tem dúvida da sua qualidade logo num jogo de A3 ou A2. Por ser incógnita, tem que testar nos jogos amadores e só depois dar chance na divisão profissional mais baixa. Dessa forma, é natural que erros ocorreram. E aí, quando já se percebe que o árbitro faz o be-a-bá muito bem, escala-se em jogos mais difíceis para se ter a real noção do quão ele reage em meio a pressão.

Um exemplo: quando eu tinha 19 ou 20 anos, já atuando nos jogos amadores da FPF, fui escalado para a minha primeira partida em que apitaria jogadores profissionais, na série B1B (que virou B2 e que na prática era a quinta e última divisão na década de 90). O jogo era Flamengo de Guarulhos x Jacareí (se permitia qualquer jogador independente de idade, e havia uma seleção de veteranos no time homônimo do RJ: Gilmar, ex-goleiro do Palmeiras, era o capitão).

A partida foi tranquilíssima: 10×0 para o time da casa (e com um a menos, pois expulsei o zagueiro flamenguista). A diferença entre os clubes era grande demais, e após o jogo, o “seu Abel” (Abel Barroso Sobrinho, um homem mítico da arbitragem paulista) foi ao vestiário e disse que me escalaram próximo da Capital para me conhecerem melhor.

Dessa forma, a escala seguinte foi um pouquinho mais difícil, aumentando gradativamente. Descíamos para a série B3 (a sexta divisão) para os jogos mais disputados, ou subíamos para a B1 (que é a divisão que o Paulista está hoje) para ganharmos experiência. Daí até se chegar à A3 e A2, revezando escalas como quarto-árbitro na A1.

Isso era “subir degrau-a-degrau”, “passo-a-passo”, sem atropelos na carreira e ganhando maturidade.

Quando o Galo começou a cair da série A1 para a derrocada atual, nós vimos jovens árbitros querendo oportunidade mesclados com árbitros experientes em final de carreira, somente para dizer que “tiveram escalas”. O critério estava mudando pela comissão de árbitros que atuava na época mais recente.

Para que árbitros beirando os 45 anos em jogos da última divisão, que fossem “de meio de tabela”? Não faz sentido, tem que colocar jovens. Me recordo que numa temporada da B1B, tínhamos a final entre o Aparecida x Lousano Valinhos, e quem apitou foi o Alfredo Santos Loebeling, que já era conhecido e que seu propósito era “evitar confusão na final”. Entendo bem: era para dar segurança a um jogo importante, não era oportuno testar. Mas nas demais partidas, os novatos foram escalados.

Na atual Comissão de Árbitros, com o Ednilson Corona (já era assim com o José Henrique de Carvalho, que não está mais na CA-FPF), a coisa “voltou a ser inteligente”. Jovens árbitros estão tendo oportunidade, e o Estádio Jayme Cintra é propício para alguém vir observar in loco, como o acontecido décadas atrás comigo em Guarulhos.

Nas últimas partidas, tivemos árbitros muito inexperientes em jogos do Paulista (e um deles, que não conheço pessoalmente mas que elogiei a excelente atuação foi João Victor Gobbi). Os amigos da CA-FPF, que lêem as análises de jogos que publico, sabem desse bom valor. Outros foram razoáveis e, segundo amigos que estiveram no Vale do Paraíba, uma péssima última atuação do árbitro (eu não estava presente nesta transmissão).

A “amplitude de competência” (das piores às melhores atuações) é grande na 4a divisão. Assim, é aceitável que se teste, mas em jogos em que exista maior necessidade de atenção e experiência, é preciso colocar árbitros mais amadurecidos.

Enfim, acho valido que outros árbitros sejam colocados à prova, mas nem sempre em jogos do Paulista. A questão é que, como o Galo se tornou o “grandão” frente os demais (pela história e pela atual campanha), é natural que se coloquem árbitros com mais dúvida para serem escalados pois a lógica diz que, se perder pontos por erro de arbitragem, o time “sente menos prejuízo” devido ao potencial que tem. 

Uma lógica que discuto, claro. Mas vale a reclamação formal, se realmente foi ruim a atuação (assim como os elogios relatados quando se vai bem).

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– As imagens para um lance discutível, bom para se debater!

Falamos sobre o complicadíssimo lance do gol do Vasco no jogo contra o Santos, postagens atrás (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-nef)

Explicando por imagens (lembrando que no vídeo, em tempo real, sempre é melhor):

1- O 1o lance: o de Amarelo toca para o Azul (deve ser o Picachu). Maxi Lopez, que é o Vermelho, em impedimento passivo (se a bola vai para ele aí, passa a ser impedimento ativo).

2- O 2o lance: o de Azul recebe o toque do de Amarelo, e Maxi vai voltando devagar, enquanto o corintiano começa a se projetar.

3- Quando sai o passe do Azul para o Maxi (não na imagem congelada da Globo, onde ele está com ela dominada, antes de soltar efetivamente), o Maxi está em linha com o zagueiro.

Portanto, gol legal!

– O acerto da não marcação de pênalti em Corinthians 0x0 Grêmio.

O treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, reclamou do pênalti primeiramente marcado e depois corretamente revisto e anulado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique através do vídeo na Arena de Itaquera. Foi “bola na mão” da defesa do Corinthians e não “mão intencional na bola” (nem movimento antinatural).

Aqui residem duas situações:

1. Muita gente confundindo nos comentários (especialmente em Redes Sociais) de que a Regra mudou e toda bola que bater no braço ou na mão é infração. Nada disso! O que mudou é que tal situação é verdadeira a partir de agora em lance que possa surgir um gol, batendo no braço / ou mão do atacante. Na defesa, continua a mesma coisa!

2. O goleiro Paulo Victor, à Rádio Bandeirantes no pós-jogo, sustentou que entendeu ter sido pênalti pois:

“A gente recebe muita palestra da CBF sobre isso e ouve sempre falar que tem que jogar com o braço colado no corpo, senão é pênalti”.

Se ouviu isso mesmo, foi um enorme equívoco de quem mal orientou. Lembre-se: a posição dos braços não pressupõe necessariamente infração, A NÃO SER QUE SEJA MOVIMENTO ANTINATURAL, ou seja, que o atleta tenha disfarçadamente a intenção de que a bola bata em sua mão, correndo de maneira não-natural com seus braços.

A mim, sempre ficou claro que o que confunde o atleta é o uso equivocado da expressão dita e repetida pela CBF “correr risco da bola bater em sua mão“, pois isso representa situação de imprudência e, na avaliação da marcação de faltas, somente no uso da mão na bola na defesa não entra a questão de ser imprudente, mas é exclusivamente a de ter intenção.

Caso fosse válida a afirmação de Paulo Victor, todo atleta teria que andar anatomicamente desengonçado. Já viu correr no futebol com os braços colados ao corpo? Ou ainda: viraria “queimada”, pois o atacante iria mirar a mão / braço do defensor.

Parabéns ao árbitro por fazer bom uso do VAR.

 

– Com pesar, tenho que admitir: na dúvida, apito amigo ao hermano! Sobre Boca Juniors 2×1 Athlético Paranaense

Detesto usar alguns chavões apelativos, mas NUNCA assisti (em competições internacionais televisivas) jogo algum no qual, em lance duvidoso, o Boca Juniors não tenha sido favorecido. 

Alguém pode até dizer que no campeonato argentino “essa raridade” já aconteceu, mas na Libertadores e Sulamericana, não. Que força o time portenho tem na Conmebol. E como os árbitros têm medo do Estádio La Bombonera! Aliás, escalar o equatoriano Carlos Orbe, um ilustre desconhecido no cenário sul-americano em tal praça, é temerável.

Três situações para discussão:

1- O pênalti por mão na bola (para mim intencional) de Bufarini. Lance duvidoso, mas entendo que foi ato deliberado. Portanto, pênalti não marcado e erro do árbitro.

2 – O gol de Lopez (empate do Boca): impedimento totalmente ignorado.

3 – A expulsão de Wellington após carrinho em Tevez: como sou totalmente defensor do Fair Play, não critico o cartão vermelho. O jogador deveria ter evitado tal prática, ainda mais onde estava jogando e contra quem disputava a bola. Faltou a “boa” malandragem (ou experiência, se preferir).

Após a partida, o treinador paranaense Tiago Nunes disse que seria impossível ganhar do Boca em seu estádio sem o VAR.

Será?

Do jeito que o VAR está sendo mal usado na América do Sul, não garanto que ainda assim teríamos os mesmos erros. Afinal, quem interpreta os lances são pessoas falíveis (ou que as vezes tendem a ser mais falíveis do que as outras).

Juan Mabromata/AFP

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Joseense x Paulista

Nesta Rodada 7 do Paulistão da Segunda Divisão de Profissionais Sub 23, para o jogo entre Joseense x Paulista, apitará Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 10 anos de carreira e 33 de idade. Tem trabalhado já há algum tempo em vários jogos da Segunda Divisão e eventualmente na A3. Na A2 e A1, só teve oportunidade como quarto-árbitro.

Em jogos do Galo, o árbitro nunca atuou como árbitro central, sempre como reserva. Nas partidas as quais tive a informação de seu trabalho, costuma coibir jogadas mais viris e não pensa duas vezes em dar cartões (gosta do rigor).

É mais um juiz procurando seu espaço no futebol. Que agarre a chance que tem pois, todo jogo do Paulista neste torneio, é olhado como “jogo de time grande”.

Infelizmente, a FPF ainda não divulgou os bandeiras para o jogo (tem sido uma praxe a demora na divulgação dos mesmos).

– Quando o monitor do VAR vira Altar, precisamos colocar as coisas em seu lugar!

Tenho o maior cuidado ao tratar desse assunto tão espinhoso, e que respeito demais: a fé! Possuo a minha (sou católico praticante e leigo engajado em pastorais na minha paróquia – aqui na Diocese de Jundiaí), e sempre tive como base para o exercício fiel da minha espiritualidade o convívio harmonioso com as outras crenças e com as pessoas que em nada acreditam. E para isso ocorrer, deve-se ter “os pés nos chão e o coração no Céu”, pois afinal, crer como fanático cega a pessoa da prática correta da sua religião.

Digo isso pelo acontecido no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, em razão da partida entre São Paulo 1×1 Flamengo pelo Brasileirão 2019. E explico:

Fui árbitro de futebol trabalhando em mais de 700 partidas profissionais e amadoras, e sempre a religião esteve presente no esporte. Pude observar o grande sincretismo religioso, onde se vê de tudo, como jogador que é evangélico, mas reza a oração católica da Ave-Maria, aceita trabalho de pai-de-santo para se recuperar de lesão e dá 3 pulinhos com o pé direito no gramado para ter sorte através da influência esotérica. Portanto, não se critique, mas respeite a individualidade da fé, praticando-a conforme o que se crê.

Na partida citada, observou-se e se tornou um pequeno “mau espetáculo” a reza do árbitro Ricardo Marques Ribeiro na cabine onde ele avalia os lances do VAR. Uma cena fotografada, filmada, discutida e criticada pela imprensa pela exposição. Somada a má atuação do juiz, virou destaque no noticiário esportivo tal desnecessária demonstração de fé.

Ora, precisa-se de tal lugar para uma oração? O local do VAR não é altar! Deus nos ouve em qualquer lugar, se por voz alta ou por pensamento; nos escuta no barulho e no silêncio. Se você está sozinho numa igreja, sinagoga, mesquita, templo, terreiro, montanha ou qualquer lugar, ali você pode encontrar um ambiente de introspecção para a sua oração pessoal. E se esse ambiente está com mais pessoas, vale o mesmo para a fé coletiva na missa, culto, sabath ou outra cerimônia. Da mesma forma, o árbitro que quer pedir proteção ao seu trabalho, deve escolher um espaço no seu vestiário para a sua prece; e se desejar antes da partida fazer uma oração coletiva com sua equipe de arbitragem (ecumênica, se existirem pessoas de fé diferente do que a sua), o faça antes de entrar em campo.

Não sei qual a religião que Ricardo Marques Ribeiro professa, mas o respeito. Porém, entendo inoportuno (e até um pouco profano, misturado com proselitismo) se expor num local em que nada se deve misturar, onde a tendência de se provocar uma polêmica é grande.

Independente da atuação discutível neste jogo de domingo (e até mesmo as de outras partidas ruins, – já o elogiei e o critiquei; já contestei o escudo FIFA que não o acho merecedor – mas sempre respeitosamente), a manifestação religiosa pública numa partida de futebol é algo a ser evitado. Isso vem de uma orientação da FIFA, importunada pela Federação da Dinamarca, que se impressionou com o “mini-culto” provocado por Kaká e uma demonstração de fanatismo religioso pós-Copa das Confederações da África do Sul. De tal forma, surgiu essa postagem (oportuna, creio eu) sobre religião e futebol, que convido a leitura no link abaixo, explicando tal situação indevida.

Compartilho em: https://wp.me/p4RTuC-54g.

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– Sobre VAR e outros assuntos do futebol!

Compartilho um gostoso bate-papo com o jornalista Matheus Victorinno, do Jornal “A Verdade” de Várzea Paulista.

Falamos nessa oportunidade sobre arbitragem, futebol, novidades e muitas coisas bacanas. Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=F09f5uSrHfU

– VAR mal usado em Botafogo 1×0 Fortaleza; VAR bem usado em Vasco 1×1 Corinthians

Ter o VAR para quê, se o material humano não tem competência suficiente para usá-lo?

Se por um lado, o recurso do árbitro de vídeo foi perfeito em Vasco da Gama 1×1 Corinthians (acertando para a marcação de um tiro penal), por outro foi desastroso em Botafogo 1×0 Fortaleza (não marcando um tiro penal para cada lado).

No 1o tempo, Gilson  (BOT) derrubou Wellington Paulista (FOR), empurrando-o dentro da área fora da disputa de bola. Wagner Reway, o árbitro, nada marcou. Leandro Pedro Vuaden, o VAR, convidou o juiz para a revisão do lance e, mesmo após assisti-lo, mantém a não marcação.

No 2o tempo, Quintero (FOR) abraça e agride com uma cabeçada Diego Souza (BOT) em disputa de bola, e Reway não usa o recurso do vídeo, tampouco Vuaden sugestiona o árbitro a dar uma olhada no lance.

Fica a constatação: a tecnologia é ótima para auxiliar os competentes, mas péssima se quem o usar for incompetente.

Imagine o gasto que se tem com toda a equipe do VAR, os equipamentos, e se faz tal cáca… O “Zé Boca-de-Bagre”, amigo do Prof Reynaldo Basile, aqui de Jundiaí, não vacilou no seu comentário: “estava com a consciência pesada de não dar um pênalti e fez média ao não dar o outro”, disse ele.

Será? Se fez isso (não acredito, creio em ruindade mesmo), errou duas vezes.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×1 União de Mogi

Muito boa arbitragem de Eleandro Pedro da Silva. Manteve a autoridade (e um fato curioso: o árbitro tem o dobro da idade da média dos atletas em campo, diferente dos outros jogos onde tínhamos árbitros entre 20 e 23 anos) e transmitiu segurança.

O árbitro não foi exigido, mas fez tudo certo na maioria das situações. Tecnicamente, uma falta para cada lado que eu não marcaria, mas perfeito nas demais. Excelente na questão disciplinar, aplicando corretamente os cartões amarelos por faltas ou reclamação e não cartão vermelho de Bruno Alemão – PFC. Aliás, registramos o 1o Cartão Vermelho a membro de Comissão Técnica, baseado na nova Regra, em Jayme Cintra (ao preparador físico da equipe do União).

Destaco: muito bom os acertos do bandeira Paulo Souza Amaral, em especial na confirmação do gol do União, onde percebe o atacante vindo de trás da linha de meio-campo, arma o ataque e toca para outro jogador em condição de jogo (em lance ajustado, onde Tuxa – PFC deu condição). Apenas uma dúvida: no 3o gol do Paulista,  lance hiper-ajustado, eu pediria o VAR… Da cabine, achei impedimento, mas respeito a marcação dele que estava no plano. Também excelente atuação do bandeira Ademilson Lopes da Silva, no acerto em permitir a projeção do atacante Jeferson – PFC na linha burra (mal feita) do União.

Placar: 3×1
Faltas: 18×18
Cartões Amarelos: 2×3
Cartões Vermelhos: 0x1
Público: 964 pagantes
Renda: R$ 12.940,00

 

– O acerto humano-tecnológico e o cumprimento do protocolo FIFA em Goiás 1×2 São Paulo

Tudo perfeito! Parabéns aos procedimentos da equipe de arbitragem que esteve no Serra Dourada para Goiás 1×2 São Paulo, pois cumpriu-se à risca o protocolo FIFA no gol validado do time goiano.

Explico: Ivan Carlos Bohn, o árbitro assistente 2, viu o atacante do Goiás receber a bola supostamente à frente (mas num lance originalmente ajustado, difícil). Não ergueu sua bandeira (é a nova orientação) a fim de terminar o lance, que resultou em gol e só aí sinalizou seu instrumento.

O motivo?

Se ele ergue a bandeira no momento adequado no qual entendeu estar impedido no calor do jogo (lembrando que era um lance duvidoso), não sairia a conclusão da jogada e o jogo pararia antes do gol.

Seguindo ainda a orientação do protocolo FIFA de que todo o gol OBRIGATORIAMENTE deve ser revisado pelo VAR, percebeu-se que um calcanhar da zaga são-paulina deu condição de jogo, e o gol, que poderia ter sido invalidado pelo difícilimo lance, tornou-se válido pelo equipamento eletrônico.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x União de Mogi

Para a partida entre Paulista x União de Mogi, uma escala diferente do que estava sendo habitual (ou seja: a de jovens árbitros sendo testados). Apitará Eleandro Pedro da Silva, de 43 anos, que há 22 anos ininterruptos apita pela FPF (por diversas temporadas na A2 e na A3), mas que nos últimos anos tem trabalhado como 4o árbitro e apitado jogos menores.

Neste ano, o árbitro (natural de Guararema) apitou 3 partidas na Copa São Paulo e trabalhou como árbitro reserva em 12 jogos (incluindo um da Segunda Divisão Sub 23). Começou a apitar jogos profissionais em 2019 apenas na Rodada 3 da mesma divisão: Manthiqueira 2×0 Atlético de Mogi. Depois trabalhou em Capão Bonito na partida entre Elosport 0x1 Marília, na Rodada 4.

Seu estilo de arbitragem é de deixar o jogo fluir, marcando poucas faltas e aplicando poucos cartões. Tem muita experiência, resta saber como está sua condição física (devido a idade e não estar apitando regularmente) e seu ritmo de jogo (pelo mesmo motivo).

Desejo boa sorte aos árbitros e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x União de Mogi pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

– Diego Ribas e a infração DUPLA na cobrança de falta em Internacional 2×1 Flamengo.

Nem bem a Regra mudou, e já existe tentativa de burla.

Veja só que interessante: aos 37 minutos do 2º tempo, Guerrero vai cobrar uma falta a favor do Internacional. A barreira do Flamengo está feita; o Colorado monta uma “mini-barreira” (dentro do permitido que surgiu com as novas orientações da Regramas que até agora não vejo eficácia), e… quando a cobrança vai ser executada, Diego, do Flamengo, está entre as duas barreiras (isso é irregular, não está a 9,15m da bola). E assim que o chute acontece, Diego comete outra falta: vai em direção da mini-barreira e a abre empurrando-a com o corpo.

Nesses casos, se deve:

se tudo aconteceu com a bola parada, aplicar cartão amarelo ao jogador e repetir a cobrança;

se o empurrão na barreira foi com a bola já chutada, aplicar cartão amarelo e marcar tiro livre direto no local da infração cometida por Diego (e se estivesse dentro da área, pênalti).

Atenção com a nova situação, árbitros. No Beira-Rio, ninguém (árbitro, assistentes ou VAR) observou essa irregularidade.

O vídeo em: https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/01-05-2019/internacional-flamengo.ghtml?video=7583170&utm_source=google&utm_medium=onebox%20#tr-video

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×2 Amparo

Enquanto o jogo estava fácil, tecnicamente o árbitro Márcio Mattos foi bem. Soube aplicar a lei da vantagem quando ela permitiu e se posicionou corretamente em campo. Fisicamente, ele correu demais, impressionou quanto ao vigor físico. Disciplinarmente, deixou de aplicar dois cartões amarelos, a Mateus (AMP) e Kawan (PFC). Esses mesmos dois atletas receberam os únicos cartões amarelos do jogo posteriormente.

O problema é que o juizão conversou bastante em alguns momentos, mostrou um preciosismo exagerado com detalhes de indicação de laterais e outras coisas que chamavam a atenção desnecessariamente.

Porém, com o calor da partida, sentiu o “peso” do nervosismo. Por exemplo, um pênalti não marcado aos 52m, quando Gustavo (AMP) desloca Nenê (PFC) no ar quando ambos disputam uma bola cruzada dentro da área. Na sequência, acontece um lance idêntico no meio de campo entre Bruno (AMP) e Kawan (PFC), e a infração é marcada.

O grande pecado do árbitro se deu no segundo tempo: foram 6 atendimentos de jogadores supostamente lesionados da linha e 2 para o goleiro visitante. Tivemos uma paralisação entre os 22m e 26m por discussões. Muita cera e nenhum cartão amarelo por retardamento. Faltou se impor para que o jogo flui-se.

Os bandeiras Paulo Cesar Modesto e Ademilson Cipriano foram muito bem quando exigidos. E parabéns ao quarto árbitro Alef Pereira, por avisar o árbitro quando Maicon (AMP) agrediu Joaquim (PFC) fora do lance de bola.

Placar: 3×2
Cartões Amarelos: 1×1
Cartões Vermelhos: 0x1
Faltas: 13×23
Público: 1200 pagantes
Renda: R$ 15.510,00.

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– Afinal: foi pênalti ou não em Bahia 3×2 Corinthians?

Eu não havia conseguido salvar o link para publicar o lance, e o recebi do ex-árbitro e comentarista esportivo, prof Valdir Bicudo. Se refere ao discutido puxão na camisa de Ralph no estádio Fonte Nova (o vídeo encontra-se abaixo).

Tal situação merecia uma atenção especial e a avaliação do árbitro, importunado pelo VAR. Afinal, o sistema tecnológico e o investimento em pessoal é necessário para tais situações, a fim de dirimir tais dúvidas. Além, claro, de custar muito caro.

Não tenho dúvida disso de que o árbitro de vídeo deveria chamar o juizão. Entretanto…

Ao ver a imagem, eu não daria pênalti! Lembre-se: puxar a camisa “por si só”, sem influenciar / barrar / modificar a ação do adversário, não necessariamente significa uma infração. Avalie: o experiente jogador corintiano, ao sentir o puxão da camisa na vacilada do atleta baiano, se jogou para cavar o pênalti ou realmente foi impedido de prosseguir com sua corrida?

O futebol é maravilhoso por tais discussões. Acertou por linhas tortas o árbitro em nada marcar (por conta de não ter visto). 

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Amparo, Rodada 05

Márcio Mattos dos Santos, 33 anos de idade, professor de Educação Física, em sua 7ª temporada na carreira, apitará o jogo do Galo nesta 5ª rodada da Segunda Divisão Sub 23 – Profissional. Somente agora em 2019 teve oportunidade de apitar jogos profissionais (nas outras 6 temporadas trabalhou apenas nas categorias amadoras como árbitro central). Nesse certame, 2 empates sem gols: Brasilis 0x0 Independente e União Mogi 0x0 Joseense.

De novo, um árbitro que começa sua carreira profissional “pra valer” sendo escalado em jogo no Jayme Cintra. Não critico, pois essa divisão é a ideal para testar quem “vai vingar” ou não, e Jundiaí é cidade próxima para a FPF observar in loco o desempenho de quem ela escala. Afinal, é a primeira das divisões profissionais depois das amadoras. Aguardemos para conhecer o estilo de arbitragem do juizão, até agora desconhecido.

Desejo uma bom trabalho do quarteto de árbitros e um grande jogo por parte das equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Amparo pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Quarta (feriado) às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte.

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– O Fair Play do time de Bielsa

Marcelo Bielsa usou de um Fair Play “polêmico” na segunda divisão do Campeonato Inglês, e com isso perdeu a chance do acesso direto “dependendo das próprias pernas” da sua equipe, o Leeds.

Entenda como foi:

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/ingles/ultimas-noticias/2019/04/28/time-de-bielsa-ignora-fair-play-faz-gol-e-gera-confusao-na-inglaterra.htm

TIME DE BIELSA IGNORA FAIR-PLAY, FAZ GOL E TREINADOR “DEVOLVE O GOL”

Em partida válida pela segunda divisão do Campeonato Inglês, Leeds e Aston Villa protagonizaram um duelo quente, que gerou muita confusão.

Até os 25 minutos do segundo tempo, as equipes empatavam em 0 a 0, até que tudo mudou. Jonathan Kodjia, do Aston Villa, foi derrubado por um adversário e ficou caído no gramado. O Leeds, porém, ignorou o fair-play, não jogou a bola para fora e continuou jogando normalmente.

Na sequência do lance, Mateusz Klich recebeu a bola e bateu colocado, abrindo 1 a 0. Como era de se imaginar, os jogadores do Villa se irritaram e partiram imediatamente para cima dos rivais, dando início à confusão.

Do lado de fora, o clima era igualmente quente, com a discussão entre os técnicos Marcelo Bielsa e John Terry. Nesse meio tempo, o atacante Anwar El Ghazi ainda foi expulso.

Mas a confusão não parou por aí. Bielsa decidiu agir sob o fair-play e mandou seu time parar completamente após a saída de bola do Aston Villa, permitindo o empate.

Assim, a partida terminou em 1 a 1 e agora o Leeds, em terceiro lugar com 83 pontos, não tem mais chances de conseguir o acesso de maneira direta.

O empate ainda ajudou um dos concorrentes do time na tabela: o Sheffield United venceu o Ipswich Town e garantiu a segunda colocação e a vaga na primeira divisão inglesa.

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– A nova estratégia de barreira dupla em São Paulo 2×0 Botafogo

Uma das novidades das mudanças das Regras do Jogo é a proibição de que, em caso do time que defende fazer uma barreira na cobrança de falta, os adversários se misturem nela (a equipe defensora não tem direito de fazer a barreira, eles se aglutinam por que querem; quem pode reclamar é o batedor da falta, exigindo a distância – e daí a existência de casos onde quem cobra rápido abre mão dela).

Era muito comum aquela confusão de atacante ficando na frente da barreira ou misturado nela para atrapalhar (já que a barreira não existe na Regra do Jogo, os defensores se aglutinam e fazem esse “paredão” porque querem, como explicado acima). Mas se existir, os companheiros de quem cobrará a falta deverão a partir de agora se manterem distantes 1 metro.

Assim, vimos na Rodada 01 do Brasileirão uma mini-barreira do ataque, na cobrança de falta a favor do Botafogo. Tudo dentro da permissão da Regra.

A minha única dúvida é: ela funciona? Realmente ajuda o batedor?

Por ser algo novo, aguardemos.

– Projetando o melhor árbitro do Brasileirão 2019. Que tal e o que esperar?

Enquanto a mídia especializada faz prognósticos sobre quem começará bem o Brasileirão, quais clubes serão os favoritos ao título ou ainda as discussões sobre o VAR no torneio, gostaria de observar duas coisas poucos exploradas:

  1. Os Estaduais ainda resistem para que alguns clubes tenham o que comemorar. É sabido que muitas vezes o torneio é enganoso, e que tem muito time grande que ainda existe porque pode comemorar título regional contra os pequenos. No Nacional, bulhufas! Esses campeonatos servem como pré-temporada (ou deveriam servir), para ajeitar as equipes, além de preparar jogadores e árbitros.
  2. Quanto a isso, vejo dois nomes muito à frente dos demais em dificuldades enfrentadas nas escalas e jovialidade, buscando não só um bom trabalho no Brasileirão, mas a indicação para a Copa do Mundo 2022: Raphael Claus e Anderson Daronco.

Seriam eles os melhores árbitros “esperados” para esse ano? De certo, estarão nos jogos mais difíceis. Teremos árbitros experientes e capacitados (Marcelo de Lima Henrique ou Leandro Pedro Vuaden, por exemplo). Mas o que difere os dois primeiros citados dos dois mais rodados é a possibilidade real de apitar um Mundial da FIFA.

Seguindo essa linha: Claus e Daronco são “fortões”, impondo respeito. São admirados por jovens árbitros e conseguem ter a autoridade plena exercida sobre os jogadores, transmitindo segurança. Mas a diferença é: Claus, hoje é (ou está) melhor tecnicamente do que Daronco! Perceba nos jogos do Brasileirão 2018: muitos “errinhos” que passavam despercebidos nas atuações do gaúcho, coisa que não acontecia com o seu colega paulista.

Quando Claus surgiu para a grande imprensa, foi através de uma escala num mata-mata do Paulistão entre São Paulo x Santos. Fez o jogo da vida dele e agarrou a oportunidade. Mas pecava (por desatenção, relaxamento ou ainda por estar ganhando experiência) nas atuações medianas realizadas em jogos menos importantes. Hoje isso mudou: é senhor da partida, seja o grau de dificuldade que ela exercer. Daronco está nesse processo de aperfeiçoamento e busca da excelência.

Muitos crêem que a FIFA levará Wilton Sampaio para o Catar. Pode ser, mas como VAR, já que ele tem essa expertise. Para o apito, se estiverem no mesmo nível, os dois melhores serão as opções discutidas nesta postagem.

Em tempo: viram que a CBF, através de Leonardo Gaciba, escalou para cada jogo uma novena de gente para a arbitragem? Não se perca pelo nome, que está correto: 1 árbitro, 2 bandeiras, 1 quarto-árbitro, 1 observador de campo, 1 árbitro de vídeo, 2 assistentes de VAR e 1 supervisor de protocolo. Com tal investimento, tomara que tudo dê certo. Para o bem do futebol e da arbitragem, torço para o Gaciba – mas que tenha entrado na CBF realmente para mudar as coisas (pois para manter o que já se via e ficar com os mesmos pares das antigas comissões, não vai dar…).

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– LDU 2×1 Flamengo e o gol de Bruno Henrique

Dúvida no comentário! 

Viram o gol de Bruno Henrique, do Flamengo, contra a LDU?

Pois bem: a bola bateu / resvalou despretensiosamente em seu braço / mão. Hoje, isso é válido. A partir das novas mudanças da Regra, não.

Carlos Eugênio Simon, na Fox Sports, comentou isso com perfeição, concordando com o que escrevi acima: o gol foi legal. Já Sandro Meira Ricci, na TV Globo, foi diferente, dizendo que o atleta tirou proveito e o gol ilegal. Respeito a interpretação dele, mas discordo.

Eu já havia discordado do Ricci no Palmeiras x Sao Paulo (clique aqui: https://wp.me/p4RTuC-n1a); entendo que trabalhar como comentarista é algo novo em sua vida e vai se adaptando aos poucos. Mas há de se tomar certos cuidados com a atenção a esses detalhes, pois a massa que escuta (e pode ser influenciada) é grande.

Insisto no que já escrevi: boa sorte ao ex-árbitro da FIFA Sandro Ricci, mas discordo dessas duas situações pontuadas. 

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Atlético Mogi x Paulista FC

Gostei bastante da escala para o próximo jogo do Galo em Mogi das Cruzes: é dessa forma que se faz a correta renovação da arbitragem!

Abaixo a escala e as explicações:

Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Árbitro Assistente 1: Alex Alexandrino
Árbitro Assistente 2: Fabrício da Silva Costa
Quarto Árbitro: Luiz Carlos Ramos Júnior

Matheus está entrando apenas em seu 3o ano como árbitro da Federação Paulista, portanto, muito jovem. Me recordo muito de Demétrius Pinto Candançan (provavelmente seu pai ou tio), um árbitro da minha geração e que era muito bom; porém, devido a uma sequência de contusões, teve a carreira atrapalhada. Se herdou a vocação da arbitragem, isso é uma vantagem.

Para dar suporte a ele, dois bandeiras experientes. E como quarto-árbitro, um juiz veteraníssimo que já esteve na série A1 por alguns anos.

Insisto: é essa a escala ideal que se deve fazer nas divisões de baixo: nada de “árbitro velho de casa” sendo escalado (que não chegará mais à elite e que fica vagando uma escala ou outra), mas dar oportunidade aos jovens, sempre com pessoal qualificado do lado, a fim de lhe dar segurança.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes!

Acompanhe pela Difusora AM 840, sábado, às 15h, com a narração de Rafael Mainini. A jornada começa às 14h, com o comandante do Time Forte do Esporte, Adilson Freddo!

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Ops: apesar da arte, o mando é do Atlético e o jogo em Mogi.

– O uso do VAR nas cobranças de pênaltis do Catarinense

Viram que loucura a final do Campeonato Catarinense, entre Avaí x Chapecoense?

Em um momento de nervosismo “à flor da pele”, os emocionantes momentos derradeiros da decisão por pênaltis tiveram VAR no último chute!

Na cobrança da Chapecoense, a bola bate num “pedacinho” da linha de meta (em lance hiper-mega ajustado), não sendo, portanto, gol (tem que ultrapassá-la 100%).

O interessante é que a bola bate no travessão, no chão sobre a linha (mas não na totalidade) e sai. O árbitro Bráulio Machado aceita a marcação correta do bandeira de que NÃO ENTROU TOTALMENTE. Por ser um lance muito difícil, o VAR Rafael Tracci entrou em cena e confirmou o não-gol. 

O que entristece é: o presidente da Chapecoense DETONOU a decisão e pediu a anulação do jogo pelo uso equivocado do VAR, alegando que a bola entrou

Veja só em: https://globoesporte.globo.com/sc/futebol/times/chapecoense/noticia/presidente-da-chape-pede-anulacao-da-final-do-catarinense-apos-polemica-com-var.ghtml

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– Atlético Mineiro 1×1 Cruzeiro: o pênalti equivocado na final do Campeonato Mineiro

Errou o VAR ou fraquejou o Árbitro?

Desde que entrou a questão do movimento antinatural dos braços, a Comissão de Árbitros da CBF tem orientado mal a juizada. Virou uma farra! Na dúvida, se bateu no braço, opta-se por marcar a infração. NO MUNDO INTEIRO não é essa a interpretação, mas sim a da intenção disfarçada (caso contrário, mudaria-se a Regra para dizer que agora a imprudência da mão é infração, o que estaria errado – afinal, a única infração onde se leva em conta a INTENÇÃO é exclusivamente o uso indevido das mãos na bola).

Tudo começou com um maldito vídeo que atrapalhou o aprendizado dos árbitros, onde a diretora da Escola de Árbitros Ana Paula de Oliveira mostrou um carrinho legal na bola num Palmeiras x Fluminense, onde a bola bate no braço por consequência do lance e sem qualquer intenção, mas a CBF cobra a marcação do pênalti em situações semelhantes. Não é! Embora para a entidade (repito, diferente do restante do mundo), teime ser.

No lance da final do Campeonato Mineiro 2019, o jogador do Atlético Mineiro dá o carrinho e sem intenção toca com o braço na bola. Não foi uma intenção disfarçada de interceptar a bola com a mão, nem um movimento antinatural do braço. É casualidade, não se marca nada.

O argumento usado? O de que ele “correu risco”. Ora, correr risco é imprudência, e insisto: não se avalia isso em lances de mão na bola, como explicado acima. É um erro da CBF, uma teimosia, uma vaidade em não se corrigir o equívoco.

Será que na Libertadores da América, na UEFA Champions League, ou em outro torneio de alto nível, se marca isso?

O que me admira é: o árbitro paulista Leandro Bizzio Marinho não havia marcado (corretamente), mas sugestionado a rever o lance pelo VAR, mudou de opinião.

O VAR que foi infeliz ou faltou personalidade ao árbitro para bater no peito e dizer: “eu interpretei que não foi?”

Acréscimo: me espanta que o árbitro de vídeo foi o gaúcho Vuaden, aquele que outrora deixava o jogo correr. Até lance para aplicar ou não cartão amarelo teve VAR acionado (o que fere o protocolo).

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– Manchester City 4×3 Tottenham e Grêmio 0x0 Internacional: sobre os VARs e a nova Regra aos Treinadores!

Quem disse que o VAR iria acabar com a discussão no futebol, hein?

Ele mudou o assunto do simples debate “foi ou não foi” para outros: foi o momento ideal do VAR intervir? / o VAR corrigiu ou errou a marcação? / a demora foi demais na decisão? E outros tantos questionamentos….

Mas, cá entre nós: o árbitro de vídeo torna muitos placares justos. Vide nas semifinais dos Estaduais Brasileiros, quanta coisa foi corrigida. Quero usar dois exemplos antagônicos:

1- Em Manchester, os Citizens venceram os Spurs. O jogo acabou com a vitória do time da casa, mas a classificação para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa foi dos visitantes. Seria diferente, se o VAR não entrasse em ação e anulasse o gol de Aguero, que daria o acesso à outra fase da competição; só que somente o olho eletrônico observou o toque de Bernardo Silva, tornado o lance irregular por impedimento. Tivemos lamentos pela eliminação do time de Manchester, mas não reclamação contra a arbitragem. Aliás, que jogaço foi esse na Inglaterra!

2- No Sul do Brasil, ao contrário, Tricolores e Colorados protagonizaram uma versão esportiva da Guerra da Farroupilha. Teve de tudo, menos futebol jogado. Numa reclamação de pênalti marcado pelo VAR, um verdadeiro circo foi armado (eu até acho que o lance foi mal interpretado pelo árbitro de vídeo Thiago Duarte Peixoto – que esteve em jogos polêmicos apitando e trabalhando na função de VAR na FPF, e que será o VAR da final entre Corinthians x São Paulo – onde eu não marcaria o tiro penal). E nessa confusão, a expulsão de Odair Hellman, treinador do Colorado. Com a Regra Nova a ser utilizada a partir do Brasileirão, tal situação protagonizada pelo técnico encerraria a partida se Odair procedesse da mesma forma. Explico:

Com a novidade de Cartões Amarelos e Vermelhos para treinadores, valerá (no meu entendimento, pois não achei tal questão explícita na Regra do Jogo) o mesmo procedimento que acontece aos jogadores: caso uma decisão do árbitro não seja aceita, espera-se 5 minutos e encerra-se o jogo caso não seja cumprida, relatando em súmula o ocorrido. Odair Hellman discordou da sua expulsão e saiu somente com a Polícia tirando-o de campo. Em breve, se isso acontecer, ele receberá o Vermelho e o árbitro esperará o tempo determinado para a sua saída “numa boa”. Igual o que prevê a Regra ao jogador: “se eu expulsei o atleta e ele se recusa a sair, espero 5 minutos e encerro a partida”.

Portanto: aqui no Brasil o VAR sofre com o seu mau uso e sua cultura por parte dos torcedores e jogadores. Lá no Exterior, a coisa está funcionando.

Depois de tudo isso escrito, acrescento: gostei muito do texto de André Kfouri onde compara os equipamentos médicos para uma endoscopia e os instrumentos esportivos usados com tecnologia. Abaixo:

Extraído de: https://blogdojuca.uol.com.br/2019/04/o-var-e-o-lance-interpretativo/

O VAR E O LANCE INTERPRETATIVO

No consultório de um gastroenterologista, o paciente fala sobre a dor que o incomoda:

– Bom dia, doutor. É por aqui (leva a mão ao lado direito do abdome), e começou ontem. Uma dor bem forte. Estou preocupado porque pode ser algo sério, por isso marquei a consulta o quanto antes.

– Claro, claro. Mas não fique ansioso, vamos descobrir o que é. Eu vou te fazer algumas perguntas para avaliar seu estado de saúde, vou te examinar aqui no consultório e provavelmente também vou fazer um pedido de exame.

– Que exame, doutor?

– Uma endoscopia, um exame de imagem. Esse é o protocolo: o exame clínico e o exame de imagem. Assim temos maiores possibilidades de fazer um diagnóstico preciso e indicar um tratamento, se for necessário.
– Mas é necessário mesmo, doutor? Não podemos resolver logo aqui?

– Veja, o exame clínico nos dá algumas respostas. Mas a endoscopia, que é a introdução de um equipamento com uma microcâmera no seu tubo digestivo, nos permite ver tudo o que é necessário para montar um diagnóstico acertado. A combinação dos dois exames é ideal para saber que curso seguir.

– Mas doutor… eu sou um pouco tradicionalista nesse aspecto. Posso ou não posso confiar na sua capacidade de determinar o que tenho? Porque, ao longo dos tempos, as pessoas sempre tiveram esses problemas e não podiam contar com esses exames de imagem. É para isso que médicos servem, o senhor não acha?

– Médicos servem para tratar de pessoas com todos os recursos que estão disponíveis. Quando exames de imagem não existiam, não podíamos ir além do exame clínico, e problemas graves não eram detectados até que fosse tarde demais. A evolução da tecnologia colabora para a nossa atividade, com mecanismos que nos dão mais informações e nos ajudam a tomar decisões. Eu seria um péssimo médico se te mandasse para casa depois de te examinar, sem investigar essa dor de todas as formas que hoje nos auxiliam. Não posso ignorar essa possibilidade.

– Mas isso vai atrapalhar a dinâmica da minha vida. Vou ter de marcar o exame, gastar algumas horas, e esperar dias para ter o resultado… Eu prefiro que o senhor faça o seu melhor aqui no consultório, e aí sigo minha vida.

– O resultado sai no mesmo dia, e existem diversos locais onde o senhor pode realizar o exame. Se for uma úlcera, ou até um tumor, nós só poderemos saber com certeza com a imagem. Eu recomendo insistentemente que você faça o exame.

– Mas quem me garante que o exame vai salvar minha vida, doutor? Se for algo grave, e o senhor não detectar aqui, talvez não haja mais nada a fazer, certo?

– Não é isso. O propósito do exame não é salvar sua vida, mas oferecer a maior quantidade de elementos sobre a sua condição, para aumentar as possibilidades de um diagnóstico correto. É uma questão de informação.

– E os falsos positivos? Não existem? Minha sogra teve um problemão por causa disso, doutor. Fez um monte de outros exames, tomou remédios errados por dois meses, porque um médico avaliou mal uma ressonância magnética. Valeu a pena? Claro que não! Por isso digo que precisamos ter bons médicos, que saibam fazer bem seu trabalho. Os exames não vão resolver todos os problemas.

– Desculpe, o senhor está um pouco confuso. Que situação te deixaria mais confortável em relação a essa dor na barriga: apenas um exame clínico e a receita de uma medicação para dor, ou, além disso, um exame de imagem que mostra tudo o que é necessário saber para determinar o seu quadro?

– Mas o senhor garante que o exame vai solucionar o problema? Não, certo? Eu posso sair daqui, agendar o exame, perder metade do dia, e mesmo assim continuar sentindo dores e precisar ser operado…

– É exatamente por isso. Só com o exame eu poderei te dizer qual é a origem dessa dor.

– E tem outra coisa: em várias regiões do Brasil e do mundo as pessoas não têm acesso a endoscopias, e continuam vivendo do mesmo jeito. Esse é o valor da medicina; poder tratar a todos com a experiência dos profissionais de saúde, que, esses sim, estão em todos os lugares.

– Esse raciocínio não faz sentido. O que temos de fazer é trabalhar para que esses avanços cheguem a cada vez mais pessoas, ao invés de ignorá-los. Não é uma conduta inteligente deixar de utilizar recursos tecnológicos disponíveis, e confiáveis, só porque eles não estão ao alcance de todos…

– Espera aí, o senhor está dizendo que não sou inteligente? O que é isso? Acho melhor eu ir embora… médicos que se prezam não usam exames como muleta. Se o senhor fosse bom, mesmo, saberia me diagnosticar agora. Se for para fazer exames a toda hora, não precisamos mais de médicos. O exame diz o que está acontecendo e pronto. Assim é fácil.

– Não, exames não são feitos a toda hora. Mas em todos os casos em que colaboram de maneira determinante para esclarecer quadros. E exames não dizem “o que está acontecendo”. Quem diz isso é o médico, com base em todas as informações que tem. É assim que se faz um diagnóstico.

– Desculpe doutor, não me convence. Eu sou da época em que o médico dizia o que estava acontecendo e a gente confiava. Se estivesse errado, paciência. Obrigado.

– Lamento. Passar bem.

*Publicado originalmente no blog do jornalista, no “Lance!”

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– Corinthians x São Paulo: Clayson se intimidará com Claus? Não precisa, mas…

Todas as atividades no futebol devem ser bem pensadas. Digo isso pois Clayson, após o término do jogo de ida da semifinal do Paulistão 2019 entre Santos x Corinthians, foi flagrado ofendendo o árbitro da partida com os dizeres “Chupa, Claus, filho da puta”.

Pois bem: o TJD-SP iria julgá-lo na segunda-feira e remarcou para esta 4a. Se o jogador for liberado para a finalíssima entre Corinthians x São Paulo, terá como árbitro… o próprio ofendido, Raphael Claus!

Sorte do corintiano é que Claus é um cara correto, não guardará rancor e não vai querer “desforrar” o “chupa” proferido, nem lembrará de que sua progenitora foi difamada pelo atleta. Todo juiz de futebol, na verdade, pensa sempre em seu bom desempenho dentro de campo, e creio que isso acontecerá.

Mas será inevitável questionar: e a conduta de Clayson? Estará ele “intimidado” pela situação? Tomará muito cuidado com o que fará, com receio do juiz? E em palavras mais claras: vai ter medo do Claus e “sumir do jogo”?

Não precisa se assustar, Clayson. Mas aja com correção e profissionalismo. Simples. Até porquê Raphael Claus é hoje o melhor árbitro do Brasil com méritos dentro de campo.

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– A nobre atitude do Goleiro do Peñarol com o torcedor adversário Down!

É mais do que futebol: viram a história de Dawson e Down, com participação do árbitro que entrou na brincadeira?

Conheça tal belo acontecimento:

Extraído de: https://esporte.ig.com.br/futebol/internacional/2019-04-15/goleiro-do-pearol-leva-gol-de-penalti-de-torcedor-com-sindrome-de-down.html

GOLEIRO DO PEÑAROL REALIZA SONHO DE TORCEDOR COM SÍNDROME DE DOWN

No último sábado, o futebol proporcionou um belo jogo para os torcedores que acompanhavam a partida entre Plaza Colonia e Peñarol, pelo Campeonato Uruguaio. Durante o tempo regulamentar, o jogo transcorreu de forma normal, e o Peñarol venceu a partida por 1 a 0, com gol marcado no primeiro tempo.  Porém, após o jogo, o goleiro da equipe visitante realizou um gesto nobre.

Atendendo a um pedido de um jovem torcedor do Plaza, equipe da casa, o goleiro Dawson participou de uma mini-disputa de pênaltis. O jovem, que era portador da Síndrome de Down arrumou a bola no gramado e pediu para o arqueiro do Peñarol  ir para o gol. O árbitro da partida também entrou na brincadeira e se posicionou para autorizar a cobrança.

Após todos os preparativos, o árbitro autorizou a cobrança e o jovem bateu colocado. Para delírio do jovem, Dawson deixou a bola passar e o gol foi marcado. O torcedor foi comemorar com a torcida do Plaza, clube para o qual torce. Confira a cobrança no vídeo abaixo: 

Após o gol, o jovem foi comemorar com o goleiro e com os demais jogadores. Em suas redes sociais, o Penãrol publicou uma foto de Dawson abraçado com o torcedor com a legenda em espanhol “simplesmente futebol”. No próximo dia 8, o clube uruguaio enfrentará o Flamengo pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Goleiro do Peñarol abraça torcedor que fez gol de pênalti
Reprodução/Facebook – Goleiro do Peñarol levou gol de torcedor mirim do time rival que sofre com Síndrome de Down

– Perguntar não ofende: na Final, não tem que ser “tudo o que for de melhor”?

Bernardo Gentili escreveu no UOL, e eu achei, num primeiro momento, que tinha lido errado:

“Uma das novidades do Campeonato Carioca deste ano, o VAR (árbitro de vídeo) teve problemas durante a primeira partida da final entre Vasco e Flamengo. Uma pane elétrica fez com que o dispositivo parasse de funcionar a partir dos 30 minutos do segundo tempo.”

Ora, nos minutos finais e decisivos de um torneio, ficar sem o caríssimo sistema tecnológico, vedete do momento, por culpa de PANE, não é o fim da picada?

Gerador de Energia? Sistema Alternativo? Equipamento Substitutivo? Não há nada para ajudar ou evitar isso?

Será que nunca se pensou o que fazer quando o sistema “caísse”, após anos de teste no Exterior? E isso foi acontecer pela 1a vez no Brasil?

Alguém tem que explicar… Imagino como os árbitros de vídeo que ali estavam serão molestados e ironizados, sem serem os culpados…

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– Análise da Arbitragem de Paulista 3×1 Manthiqueira

Nos primeiros 4 lances da partida, 4 situações elogiosas de observações diferentes que resumem a boa surpresa que tivemos no Jayme Cintra (aliás: bom jogo, boa arbitragem, bom ambiente).

  1. TECNICAMENTE, muito bem. Aos 08m, aplicou boa vantagem a favor do Paulista, que não se conclui e corretamente Gobi volta atrás e marca a falta (poderia ser uma posse de bola importante, mas como ela não se concretiza, inexiste a vantagem). Sabe fazer a leitura do jogo e tem boa condição técnica para o discernimento de faltas ou não.
  2. DISCIPLINARMENTE, soube aplicar corretamente os cartões, como aos 8 minutos pela falta mais forte cometida por Jonathan (MAN) ou na “5ª falta cometida em Tuxa” (PAU), caracterizando rodízio de faltas e amarelando Samuel (MAN).
  3. FISICAMENTE, muito bem, sendo que aos 10m, Ednan (PAU) e João Victor (MAN) se estranharam, o árbitro atravessou o campo e prontamente chamou a atenção deles. Gosto disso: árbitro sempre atento e mostrando autoridade. E continuou correndo por todo o jogo.
  4. NA QUESTÃO DE CONCENTRAÇÃO, aos 14 minutos: em um bate-rebate, o zagueiro do Manthiqueira dá um bico para trás e a bola sobra para o jogador do Paulista, sozinho, dominá-la. Bem ligado na partida, enquanto existiam alguma reclamações, o bandeira 2 e o árbitro observaram que da zaga não tem impedimento”.

Nos demais lances da partida, manteve-se muito bem. Reforcei essas primeiras impressões pois elas ajudaram que o árbitro demonstrasse segurança aos atletas. Tanto que, aos 16 minutos do 2º tempo, marcou com convicção o pênalti de Caio Sena (MAN) em Kawan (PAU), sem reclamação do time do Vale do Paraíba.

Apenas uma crítica: nas barreiras formadas, nenhuma teve 9,15m. Visivelmente elas distam menos do que determina a Regra. Vale a pena corrigir a contagem.

Enfim: uma partida muito bem jogada pelo Paulista (com intensidade, marcação alta e tendo como destaque Tuxa, um jogador diferenciado, que chama a falta por saber jogar com habilidade e não desistir dos lances); muito bem arbitrada pelo árbitro João Vitor Gobi e pelos bandeiras Leonardo José Rodolfo Brandini e Denis Antonio Mistrelo, que marcaram vários impedimentos corretamente. Daniel Sottile, o quarto árbitro, administrou muito bem os bancos e esteve sempre atento.

Público: R$ 718 pagantes para R$ 9.140,00.

Cartões Amarelos: PAU 0x2 MAN

Cartões Vermelhos: PAU 0x0 MAN

Faltas: PAU 9×18 MAN

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Fachada do estádio Jayme Cintra, minutos antes do jogo: Repare no trecho do hino, em vermelho: “Teu caminho é o da glória”.

– Esclarecimentos sobre minha posição sobre as Eleições 2019 do Safesp

Como ouço muita bobagem por todos lados, gostaria de esclarecer algo bem objetivamente quanto ao assunto “Eleições do Safesp 2019”, o qual exerci o direito democrático de opinar e o fiz respeitosamente, deixando um foro aberto para esclarecimento de ambos candidatos, bem como todos os canais de comunicação à disposição. Mesmo não sendo sindicalizado mas tendo no Sindicato dos Árbitros participado, vivido e me relacionado, possuo amigos tanto na chapa situacionista de Arthur Alves Júnior quanto na chapa oposicionista de Aurélio Sant’Anna Martins, e dessa forma, afirmo:

  • Não estou apoiando nenhum candidato, nem fazendo campanha por ninguém. Se eu votasse, votaria em branco.
  • Por saber que Aurélio Sant’Anna Martins era candidato, e por ser um nome novo, disse abertamente que, embora alguns entendessem que eu deveria manifestar meu apoio a tal candidato por entender que o outro já estava há muito tempo, me manifestei contrariamente a todos. Aqui: https://wp.me/p55Mu0-28P
  • Quando surgiu a história de que só teríamos uma chapa concorrendo, a da situação, pois existiam dois estatutos, coloquei minha opinião (sempre respeitosa e embasada em várias publicações ao qual eu cito e que são de pessoas honradas e honestas, reconhecidas publicamente) e publiquei aqui, lembrando o quanto historicamente elas eram confusas: https://wp.me/p55Mu0-28Z
  • Ao ler que as Eleições foram suspensas pela Justiça (portanto, não havia consenso entre os candidatos e ela entendeu que precisava estudar o melhor o caso – se assim não fosse, teriam transcorrido normalmente), lamentei e coloquei os prós e contras da situação, dentro do sagrado espírito democrático que sempre me foi característico: https://wp.me/p55Mu0-29A
  • Muitas pessoas questionaram as poucas informações sobre o pleito depois do dia em que estavam marcadas. Questionei também o que estava acontecendo e exaltei àqueles que se mostravam neutros, corretos, respeitosos e verdadeiros (cito como exemplo o sr Euclydes Zamperetti Fiori, em seu espaço publicado no “Blog do Paulinho”). Aqui: https://wp.me/s55Mu0-sumiram
  • No começo de Abril, vários e vários árbitros e ex-árbitros, alguns apoiadores da campanha oposicionista e outros também neutros como eu, que questionaram um print divulgado na Internet a respeito de um processo do valor de R$ 336.000,00 contra o Sindicato. Dezenas (ou centenas) de pessoas, com poder de alcance muito maior que meu humilde blog, publicaram em diversos lugares, inclusive no Facebook, essa informação. Como tomo muito cuidado para não ser fomentador de Fake News, as quais recrimino, relutei publicar tal print até entender o que estava acontecendo e involuntariamente prejudicar ou favorecer alguém (insisto: não sou militante de ninguém), tomando os preventivos atos necessários para não replicar uma mentira ou montagem (enquanto isso, elas se disseminavam pela Internet em fóruns da arbitragem e redes sociais – mas não no meu blog Pergunte ao Árbitro, nem no Discutindo Contemporaneidades). Como vi que se tornou público, no dia 09 de Abril, após o meio da arbitragem estar “careca” de comentar o caso, fiz algumas pesquisas para comprovar a veracidade ou não. No conhecido site “JusBrasil”, estavam lá os imbrolhos (em: https://www.jusbrasil.com.br/topicos/40547036/sindicato-dos-arbitros-de-futebol-do-estado-de-sao-paulo). No site do TJ-SP, na consulta pública (tudo é público em referência ao que estamos falando) é possível acessar as informações em: https://esaj.tjsp.jus.br/cpopg/open.do. De tal forma, fiz a minha publicação preocupado com tal fato e a repercussão de que as publicações ANTES da minha tinham tomado. Ela está em: https://wp.me/p55Mu0-2b4, e como todas as outras que sempre faço, o espaço é aberto e o fórum de discussões liberado para as manifestações identificadas, sem palavrões ou acusações de perfis fakes. Reforcei novamente o desejo de que todos os envolvidos pudessem se manifestar e convidei nominalmente, oferecendo o espaço do blog para as considerações, sabedor da importância de tudo isso. Ninguém (NINGUÉM) se pronunciou, nem se manifestou, nem quis fazer uso do democrático espaço. Por ser um blog simples, de opiniões e discussões (sempre respeitosas) talvez não tenha sido lido pelas pessoas em grande número – em especial aos candidatos. Se leram, sabem que podem a vontade se expressar e não o fizeram porque não quiseram. O espaço continua a disposição.
  • No dia 11 de Abril, eu já havia recebido alguns emails dos mais diversos, defendendo e atacando os dois candidatos, nenhum aqui nesse espaço. Ora, não é palanque meu blog, e sim espaço crítico, respeitoso e educado de discussão para levar a um congraçamento de ideias, não de cizânia. Mediante a um “brincalhão” (afinal, entendi como brincadeira) de que eu “estava interessado em ser interventor”, já que o mandato da atual diretoria estava se encerrando, fiz minhas considerações (reforçando pela enésima vez o convite para as manifestações democráticas, sem nenhuma existir – por pouca relevância de meu blog ou alcance da audiência). Aqui em https://wp.me/p55Mu0-2bg.
  • Hoje, dia 12, leio no site da SAFESP que não haverá vacância do cargo, mas a continuidade da atual diretoria (que é presidida pela chapa situacionista que tenta uma nova reeleição), por ordem da Justiça determinada nessa semana, até a definição de uma nova data para o pleito. Assim, como há pouco li (hoje é dia 12, afinal), faço essa consideração. Sabe lá quando ocorrerão as Eleições! E como o assunto cansou, fica aqui a minha derradeira postagem.

O que me deixa curioso é a bobeada de vários lados: na chapa oposicionista, por que houve tanta demora em contestar o estatuto de 2003 e de pronto firmar que as candidaturas deveriam se basear na de 2004? Na situacionista, e em nome do Safesp, por quê não explicar no site todo o rolo envolvendo esse processo?

Em tese, Sindicatos não recolhem ISS. Mas se você emite NF e está registrado na Receita Federal como Associação, e não entidade sindical, passa a recolher. Se o dinheiro foi descontado dos árbitros, estaria depositado em uma “conta em juízo”? Também não sei! Fica o convite à resposta.

Estou de maneira transparente esclarecendo e publicando essa postagem, convidando os candidatos a se manifestarem. Mui respeitosamente, sem nenhum desejo de promoção pessoal ou de outrem, fica o convite ao uso do espaço.

*Importante: por responsabilidade, postagens anônimas e sem email válidos não são permitidas aqui. É uma praxe para que não exista difamação de ninguém. Válido tanto para os blogs que possuo: Pergunte Ao Árbitro ou Discutindo Contemporaneidades.

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– São Paulo x Corinthians: e se der WO?

Após as manifestações violentas de torcedores vistas ultimamente (da final da Libertadores ao jogo da última 4a feira, do Palmeiras), todos estão preocupados com apedrejamentos de ônibus.

Andrés Sanches, presidente do Corinthians, disse que se o veículo do Timão levar pedrada a caminho do Morumbi, seu time não entra em campo.

É justo. Deve-se existir segurança. Mas aqui criamos algumas situações:

  • Se a torcida do São Paulo “tacar pedra” contra o ônibus do Corinthians, machucando ou não alguém, é correto que se puna o São Paulo (lembre-se que EM TESE – pois é uma das coisas que não funciona no Brasilo time é responsável por sua torcida). Nada de pensar em outro jogo em campo neutro, como aconteceu no Boca x River na Espanha.
  • Se existir um golpe (já há essa teoria conspiratória) de que simule-se agressão por parte da própria torcida do Corinthians, a fim de culpar a do São Paulo (eu descarto totalmente essa hipótese, mas ela é colocada em conta também; lembram-se do episódio Brasil x Chile, com Rojas e a Rosemere “Fogueteira”?), se puna o golpista e sua equipe.
  • Se o Corinthians não entrar em campo, por qualquer motivo, o árbitro TEM que determinar o WO em súmula, e o Tribunal do Dr Olim é quem decidirá o futuro do campeonato.
  • Independente do que aconteça, já fica a atenção para o jogo de volta: os mesmos cuidados, devido aos ânimos inflamados, ao ônibus do São Paulo no jogo em Itaquera.

Fico pensando: é só uma partida de futebol… Sei que é uma final de Campeonato e envolve milhões de reias. Mas o que muda na vida do cidadão comum? A troco de quê brigar por “jogo de bola”?

São-Paulo-x-Corinthians

– Wilmar Roldán “pagando mico”em Bucaramanga 2×1 Santa Fé

Árbitro FIFA de Copa do Mundo, repleto de polêmicas, o colombiano Wilmar Roldán protagonizou uma cena, digamos, patética no domingo!

Na última rodada do Campeonato Colombiano, apitando Bucaramanga x Santa Fé, o time da casa fez seu gol e o árbitro anulou confirmando o impedimento assinalado pelo bandeira. Na sequência, Roldán pediu as imagens do VAR para tirar a dúvida da anulação.

Tudo normal, se TIVESSE o árbitro de vídeo!

Não existe VAR na Colômbia, e o árbitro, talvez já tendo “virado o chip” para arbitragem somente com recurso tecnológico, como que num ato reflexo se socorreu ao recurso. E ao lembrar que não tinha, chamou para a si a responsabilidade e mudou a decisão inicial, confirmando o gol anulado pelo bandeira.

E pensar que na Copa da Rússia ele foi criticado por desprezar o VAR… está escaldado até demais?

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– A audiência pública ao invés do sorteio de árbitro. Palmas ao Gaciba. Mas falta mexer em muita coisa…

Desde 2015, não é mais obrigado a realizar sorteio público para as escalas de árbitros em jogos profissionais. Houve uma mudança no Estatuto do Torcedor que permitiu a realização de audiências públicas para a escala de juízes de futebol.

Mas por quê havia sorteio ainda?

Ué, pelo motivo lógico: os cartolas do apito justificavam as más atuações dos árbitros alegando que “não poderiam escalar simplesmente por desejo próprio e escolher os nomes ideais, que precisavam fazer sorteio”.

Leonardo Gaciba, o novo presidente da Comissão de Árbitros da CBF, a quem tem minha humilde torcida, acerta ao dizer que fará audiências públicas e não mais sorteios. Aliás, CANSAMOS de ver “sorteios viciados”, onde você era levado a crer que eram fajutos (Brasil afora, sem especificar qual ou quais, fajutíssimos).

O que me preocupa é: a autonomia que Gaciba terá e quem estará ao lado dele. Claro que ele não pode assumir a cadeira e demitir todos os subalternos, se não ficará inviabilizado qualquer trabalho. Aos poucos, ele poderá ir substituindo os nomes antigos que há tanto tempo mamam nas tetas da arbitragem.

Um detalhe interessante: quando Marco polo Del Nero demitiu Sérgio Correa da Silva da CA-CBF, ele o remanejou para um departamento novo criado: o de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo. Agora, Rogério Caboclo faz o mesmo: “demite de mentirinha”o Cel Marcos Marinho e cria a ele um Departamento de Desenvolvimento de Árbitros (ambos são remanejados ganhando o mesmo salário).

Se por um lado imaginamos que Caboclo quer mudar a cara da CBF para não deixar nenhum vestígio ou lembrança de Marco Polo, por outro não nos esqueçamos que ele é seu padrinho e braço político. Pessoas da confiança de Marco Polo Del Nero continuam por lá!

Tomara que Gaciba consiga enfrentar tudo isso. Para o bem da arbitragem! E não se esqueça: para o Brasileirão, acabou o sorteio oficialmente.

Imagine num Flamengo x Vasco, os times mandam representantes e na audiência pública vetam o nome do juiz escolhido. Que fumaça acontecerá…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Manthiqueira

Um jogo cheio de curiosidades! É assim que espero para Paulista x Manthiqueira. Vamos a elas:

A PRIMEIRA é que a partida mostrará o Paulista em sua nova fase. Após o bom empate em São José dos Campos, a torcida ficará no aguardo de uma boa apresentação na sua estreia em casa.

A SEGUNDA é que o adversário é dirigido pela treinadora Nilmara Alves, única mulher a ser técnica de futebol masculino profissional em nosso país.

A TERCEIRA é que o Manthiqueira tem como filosofia o Fair Play (jogo limpo) e seu apelido de Laranja Mecânica do Vale do Paraíba se deve à inspiração do mítico treinador da Holanda de 74, Rinus Mitchel (eleito recentemente pela France Football como melhor treinador da história do futebol de todos os tempos).

A QUARTA é que o árbitro da partida, natural de Cajobi-SP, é um jovem de 23 anos bem midiático: João Vitor Gobi. Vamos então falar da arbitragem?

Gobi foi candidato a vereador em Cajobi (cidade de menos de 10.000 habitantes, próxima de Catanduva) com apenas 21 anos de idade (saiu pelo DEM e levou 117 votos, não se elegendo). É servidor público municipal, extremamente ativo nas Redes Sociais e promove vários eventos de futebol em sua região. Dos 18 aos 22 anos na FPF, trabalhou em apenas 3 jogos profissionais da Segunda Divisão Categoria Sub 23 como árbitro principal (no resto, somente jogos amadores). Neste ano, “foi descoberto” por alguém e testado à exaustão em jogos da A3.

Seus auxiliares serão Leonardo José Rodolfo Brandini e Denis Antonio Mistrelo, ambos com razoável experiência. O 4º árbitro será Daniel Sottile, um árbitro bem experiente que já apitou o Paulista nas divisões de cima. Não teria outra explicação de Sottile estar escalado nessa função com 40 anos de idade a não ser a de passar segurança para o árbitro central.

Por tudo o que se ouviu falar do estilo de jogo do Paulista nesses últimos treinos e pelo que se sabe da filosofia do Manthiqueira, imagino um jogo muito limpo, respeitoso e fácil para apitar.

Desejo uma boa partida para as equipes e boa arbitragem a todos! 

Se você quiser saber mais sobre o Manthiqueira, veja essa matéria curiosa do Estadão em 2017: https://professorrafaelporcari.com/2017/10/22/manthiqueira-e-o-time-diferente-do-estado-de-sao-paulo-algum-grande-o-imitaria/

Acompanhe a transmissão de Paulista x Manthiqueira pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Serei interventor do SAFESP? Apoio A ou B? Como se minha opinião importasse…

Sabe aqueles trolls que vivem vagando pelo mundo virtual?

Um deles (logicamente sem se identificar; afinal é um troll), me perguntou se eu sou postulante ao cargo de interventor do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, já que o mandato do atual presidente acabou e as Eleições foram suspensas pela Justiça.

Bem claro: 

1- É piada imaginar que eu desejasse essa função (ou ainda que alguém ventilasse meu nome). O Sindicato é para os árbitros sindicalizados. 

2- Deixo reforçado a minha conduta: não apoio Arthur Alves Junior nem Aurélio Sant’Anna Martins (o atual presidente e candidato à re-reeleição e o candidato oposicionista, respectivamente).

3- Meu blog é um espaço de opiniões, sempre com palavras cuidadosas e respeitosas. E esse mesmo espaço é aberto (isso é um costume) para o educado debate. Recentemente, por exemplo, publiquei a questão dos débitos do ISS do Sindicato dos Árbitros (R$ 336.000,00), enviada por ex-árbitro. Reforcei que, se desejar, envie alguém  a manifestação do SAFESP ou ele próprio, mas parece que não houve interesse em fazê-lo. É claro que eu li posteriormente uma publicação de defesa da chapa situacionista de que esses valores são contestados na Justiça por entenderem que não seria necessário o recolhimento. Mas o débito existe.

4- Minha claríssima manifestação e entendimento desse momento de Eleição pode ser lido aqui, no link abaixo, onde explico minha neutralidade e outras coisas importantes, a fim de que não exista dúvida do meu posicionamento:

https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Sou “minhoquinha” e quero distância das cobras. Minha opinião é meramente pessoal, sem importância alguma (evidentemente, por eu não ser importante). Não entendo o motivo pelo qual meia dúzia de puxa-sacos de plantão de fulano ou fulana criam tantas bobagens.

Atenciosamente, Rafael Porcari.

Resultado de imagem para Democracia

Uma imagem ilustrativa para simbolizar a DEMOCRACIA em meu blog

– Para onde foi o dinheiro recolhido do imposto dos árbitros?

Quer dizer que o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de SP, que recebe as taxas das partidas que os juízes e bandeiras trabalham pela Federação Paulista de Futebol e a eles repassam, descontou o ISS mas não recolheu?

São R$ 336.000,00 que a Prefeitura Municipal de São Paulo está cobrando por valores não pagos do Imposto, segundo o processo que está na Justiça.

O presidente do SAFESP, Arthur Alves Jr, que é candidato à Re-re-eleição (e concomitantemente trabalha como Secretário da ANAF e presidente da Comissão de Árbitros da Federação da Paraíba) precisa explicar isso. Aliás, o espaço democrático desse blog publicará a explicação, caso exista.

A propósito, as Eleições do Safesp, que ocorreriam em Março, foram suspensas pela Justiça, após a chapa da oposição de Aurélio Sant’Anna Martins ser impugnada pela Comissão Eleitoral do próprio Sindicato.

– Leonardo Gaciba, o novo Presidente da Comissão de Árbitros da CBF

Segundo o GloboEsporte.com, Leonardo Gaciba, ex-árbitro FIFA e comentarista de arbitragem “da casa”, será o novo chefe da arbitragem brasileira, no lugar do Coronel Marcos Marinho, que será demitido por Rogério Caboclo, o presidente eleito da CBF que tomará posse nessa semana.

Fica a questão: com o Brasileirão tão próximo, toda a pré-temporada da arbitragem e planejamento (que deveria ter sido feito do término do Campeonato de 2018 culminando com o início do de 2019), foi “jogado fora”?

Imagine um treinador que começou toda a sua preparação e na hora do time estrear, troca-se o comando?

De duas, uma: ou o trabalho estava sendo pessimamente feito, ou simplesmente é para mostrar que quem mandará na casa será Caboclo, e não Del Nero, já que o Coronel Marcos Marinho é homem de confiança dele.

Torço para que Gaciba faça um ótimo trabalho!

A informação aqui, da própria Globo: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/noticia/leonardo-gaciba-sera-o-novo-chefe-da-arbitragem-da-cbf.ghtml

Leonardo Gaciba vai chegar a arbitragem da CBF — Foto: Daniel Cardoso