– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Cuiabá x Red Bull Bragantino.

Para o confronto do Dourado contra o Massa Bruta, trabalhará a seguinte equipe de arbitragem (repare a diversidade de estados):

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira – RN
Bandeira 1: Ivan Carlos Bohn – PR
Bandeira 2: Rafael Trombeta – PR
4º Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto – MT
Assessora: Simone Xavier – RJ
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN
AVAR: André da Silva Bitencourt – RS
AVAR 2 – Antonio Dib Moraes – PI
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Caio Max é um dos árbitros mais irregulares e imprevisíveis do quadro brasileiro. Pode ter uma noite boa e apitar bem, como pode fazer grandes “cácas”.

Ele tem 40 anos, há 12 temporadas na CBF e é Professor de Educação Física (natural de Parnamirim / RN). Nos últimos jogos do Bragantino, curiosamente, apitou: CAP 4×2 RBB e RBB 4×2 CAP (ambas partidas em 2022).

Duas partidas bem polêmicas de Caio Max: Internacional x Botafogo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/12/13/de-novo-caio-max-sobre-internacional-2×1-botafogo/) e Corinthians x Grêmio (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/11/23/os-3-erros-da-arbitragem-reclamados-em-corinthians-0x0-gremio-com-ou-sem-razao/).

Acompanhe conosco o jogo do Cuiabá vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 22/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Rio Branco de Americana x Paulista de Jundiaí.

Para a abertura da 4ª divisão de SP, no confronto entre o Tigre vs Galo da Japi, apitará:

Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza
Árbitro Assistente 1: Raphael Albuquerque Lima
Árbitro Assistente 2: Raphael Martinasso Lima
Quarto Árbitro: Caique Tiago de Oliveira Miquilini
Analista de Vídeo: Cláudio Roberto da Costa

Já falamos sobre o que esperar da arbitragem do Paulistão Sub 23 (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eD). Especificamente sobre o jogo no Estádio Décio Vita, vamos lá:

José Guilherme tem 37 anos, 12 anos de carreira, e trabalha como contador. É natural de Bofete/SP. Na semana passada, apitou pelo Sub 15 a partida Guarani 2×1 Salto. No ano, atuou apenas como 4º árbitro em jogos da A3 e da A2. Será o seu segundo jogo em 2023.

Curiosidade: o árbitro vem apitando a série A2 desde 2018 (no ano passado, esteve em 5 partidas). Mas parece ter perdido o “timing” de ser promovido (pela lógica das escalas e pela disposição da FPF, dificilmente chegará à A1). E o retrospecto de 2023 diz isso. 

Em jogos do Galo, trabalhou em 2019 no Assisense 0x2 Paulista e em 2018 no Paulista 0x1 Itapirense (onde foi muito mal, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/07/29/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x1-itapirense/).

Os bandeiras: Raphael A Lima trabalhou em A1 e A2 nesse ano; Raphael M Lima trabalhou em A3. Sem problemas com eles.

Lembrando: os árbitros dessa divisão estiveram em pré-temporada recentemente, na “Fazenda do Ypê”, do Atlético Sorocaba, com treino intensivo.

Desejo um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Rio Branco x Paulista pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Operação Penalidade Máxima II.

Que tristeza! Novas acusações de manipulações de resultados de partidas de futebol, agora envolvendo jogadores de clubes expressivos em seus estados, além da participação em partidas da série A do Brasileirão.

De acordo com o G1, pouco se sabe ainda. Vide aqui: https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2023/04/18/veja-quem-sao-os-alvos-de-operacao-que-investiga-manipulacao-de-resultados-de-jogos-do-brasileirao.ghtml

Os atletas são:

Que tudo seja esclarecido!

A “pulga atrás da orelha” é: em todos os escândalos, só há atletas. Nenhum cartola, treinador ou árbitro envolvido. Estariam de fato todos blindados?

Em tempo: Kevin Lomônaco já foi afastado do Red Bull Bragantino (a PF visitou sua residência em Bragança Paulista hoje). O atleta estaria como reserva na partida entre o Massa Bruta contra o Oriente Petrolero pela Copa Sulamericana.

– Os goleiros estão sendo injustiçados pela nova Regra.

Por conta de “Dibu” Martínez, todos os goleiros do mundo sofrem com a mudança da Regra do Jogo. Entenda:

Na decisão da Copa do Mundo, ele infernizou a vida dos franceses, catimbando as cobranças. E o gesto ridículo que fez quando foi premiado (com conotação depreciativo-sexual), fez com que a FFF (Federação Francesa de Futebol) pedisse desde a suspensão dele até a cassação do prêmio.

Para “afagar os reclamantes”, proibiu-se na Regra que os goleiros possam se mexer e provocar o adversário batedor. Entretanto, a mesma regra permite que os batedores possam fazer “fintas” na hora da cobrança (as paradinhas estão permitidas, só não pode “paradonas”).

Aliás, o goleiro do Coritiba Gabriel Vasconcelos até disse: “não posso me mexer nem tirar a atenção de quem vai chutar. Daqui a pouco vão me engessar”.

Eu acho uma regra “burra”. E você?

Deixe o seu comentário:

Emiliano Martinez, goleiro da Argentina

Imagem de Frank Fife / AFP

– O que esperar da arbitragem no Paulistão Sub 23?

As divisões maiores são sempre um espelho para os árbitros que atuam nas categorias amadoras e no Profissional Sub 23.

Assim, considere: tivemos recentemente Copa do Mundo e agora a Rodada que está sendo chamada nos bastidores do apito de “Tolerância Zero” do Brasileirão. De tal forma, os que atuarem na 4ª divisão se sentem à vontade para tentar fazer a mesma coisa que aqueles que estão na mídia fazem.

Portanto, veremos nas escalas:

Árbitros veteranos, em final de carreira, que estão chateados de apitar uma divisão menor e que não têm mais paciência com garotos. Dessa forma, as reclamações serão punidas com severidade e cartões (nesse caso, muitas vezes um rigorosíssimo vermelho ao invés de um amarelo).

Árbitros jovenstão afoitos quanto aos jogadores, querendo “mostrar serviço”. Correm demais, têm muita vontade de deixar o jogo rolar e acabam não marcando faltas reais, e por serem inexperientes, acabam se escondendo atrás dos cartões amarelos.

Árbitros “a serem trabalhados”: que têm bom potencial, tendo nesta divisão a oportunidade de se aperfeiçoarem para galgar divisões mais altas. Esses, por sua vez, não aceitam “perder o controle do jogo” para as reclamações e pontualmente advertem.

Vimos nas últimas edições esses 3 tipos de árbitros dentro e fora do Jayme Cintra, mas com a diferença de que neste ano não aceitarão reclamações e darão mais tempo de bola rolando. Portanto, cuidado!

Por serem jovens, os jogadores acabam se desentendo mais com os árbitros e recebendo mais cartões, especialmente pelas muitas faltas de ataque. Confundem garra / gana com virilidade / excesso de força na disputa. Confundem também raça com pancada e é típico da juventude. Se tivéssemos jogadores experientes no torneio, eles cadenciariam mais o jogo, acalmariam os ânimos e dosariam mais o esforço, posicionando-se melhor. Os jovens, usando de mais correria, são motivados pelos gritos da torcida e isso explica os carrinhos laterais em bolas perdidas (que não serão alcançadas) – mas que o atleta insistirá para ouvir a ovação a ele (o chamado esforço físico desnecessário). Por outro lado, na primeira vaia ou nervosismo, perde a cabeça e dá um pontapé em alguém, xingando o árbitro ou adversário e sendo punido de maneira “juvenil”.

Reforço: o mesmo embalo que motiva (o chamado “dopping emocional”), remete ao descontrole proporcional na dificuldade. E aí o árbitro não tem como deixar de punir.

São observações e dicas para evitar cartões e expulsões, pois sabemos que os elencos são enxutos e temos um histórico de atletas abalados e que se perdem nas partidas.

Por fim, lembremo-nos: haverá árbitros bons e ruins para todos, mas os erros deles passam despercebidos se o time for bom. O que não existe é: “time perseguido”, um mantra perigoso que está sendo cantado na Série A do Brasileirão (vide a história de Abel Ferreira aqui: https://wp.me/p55Mu0-3eo ou sobre “cisma de juiz”, em: https://wp.me/p55Mu0-3eb).

Em tempo: os árbitros do Sub 23 realizaram pré-temporada na Fazenda do Ypê, o monumental Centro de Treinamento do Atlético Sorocaba (apesar do time estar desativado, a estrutura está a todo vapor para clubes de futebol).

E sobre as regras que entraram em vigor (algumas não serão observadas por não ter VAR nessa divisão), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/11/as-6-novidades-da-arbitragem-para-o-campeonato-brasileiro-2023/).

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Antecipando os lances:

Minha participação na Jovem Pan no último sábado: repare que nesse vídeo de apenas 1’30”, tem a antecipação do cartão amarelo ao Roger Guedes e o cartão vermelho ao Abel!

Assista em: https://youtu.be/fIPfIDpZrs8

– E se o Cássio realmente tivesse assistido a uma TV?

Assista o vídeo abaixo e role a tela na sequência:

Imaginando que o vídeo seja verdadeiro (eu o recebi como “Cássio vai ver no monitor do jornalista o lance de Roger Guedes, enquanto Daronco vai ao VAR”), o que fazer?

Repito: não sei se é referido ao jogo Corinthians 2×1 Cruzeiro, nem estou afirmando que aconteceu como enunciado quando recebi, mas… supondo que foi isso mesmo o que aconteceu, para fins educativos, quais atitudes do árbitro?

O que a Regra 4 diz?

Dessa forma (de novo, SE for isso algo verídico), Cássio deveria ter sido advertido com cartão amarelo e o jornalista relatado como agente externo que interferiu no jogo (imagino que a Aceesp tomaria providências).

A pergunta é: isso realmente aconteceu? E se sim, no momento citado do jogo?

Sobre comunicação entre atletas ou comissões técnicas, compartilho: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/04/06/os-bilhetinhos-de-rogerio-ceni-pode-ou-nao/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Oriente Petrolero (BOL).

Para a arbitragem da 2ª rodada da Copa Sulamericana, teremos como árbitro para o confronto entre o Massa Bruta / Toro Loko vs “El Papagaio Orientito”, Francisco Gilabert como árbitro, tendo como VAR Ângelo Hermasilla (ambos do Chile).

Francisco Giuliano Morales Gilabert completará 41 anos no dia 30 de abril. Está apenas no seu segundo ano como árbitro da FIFA, e será sua estreia num jogo internacional como árbitro principal (assim como ocorreu com o jovem Mathias de Armas, uruguaio, no jogo do Tacuary – e que foi muito bem).

No Chile, tem histórico de poucos cartões amarelos e de alguns cartões vermelhos contestados. A torcida do Colo-Colo não quer vê-lo nem “pintado de ouro” pela frente, pois considera que o juizão sempre erra contra eles. Aliás, está com a idade avançada para a entrada ao quadro internacional.

(Sobre isso, vide aqui: https://dalealbo.cl/colocolo/Las-dos-grandes-polemicas-de-Francisco-Gilabert-con-Colo-Colo-20230301-0021.html).

Torço para um bom jogo e uma ótima arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Oriente Petrolero pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça-feira, 18/04, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

Francisco Gilabert en el encuentro entre Colo Colo y Cobresal en el Monumental

Foto extraída de Agência Uno.

– O que deu certo e o que deu errado aos árbitros na Rodada 1 do Brasileirão?

O que deu certo com os árbitros neste começo de Brasileirão: 

  • Cartões coibindo reclamações: Abel Ferreira, Maurício Barbieri, Soteldo, Roger Guedes, por exemplo.

O que deu errado

  • Qualidade técnica de alguns árbitros, como Zanovelli (sentindo o jogo e precisando do VAR) ou Daronco (já falamos da sua atuação anteriormente).

A questão é: manter-se-á o que deu certo e melhorará o que deu errado?

Na última rodada saberemos…

Em tempo: A CBF deu palestra sobre as Regras e Orientações a 19 times da Série A. Roger Guedes alegou que “não falaram para ele sobre a arbitragem ser tão rigorosa” (provavelmente, não prestou atenção). O único clube dos 20 da 1ª divisão que não teve uma palestra presencial ou virtual foi o Palmeiras, que alegou dificuldade em datas (mas recebeu o material impresso).

Imagem extraída de: https://portalmorada.com.br/brasileirao-2023-tem-inicio-neste-sabado/

– Abel faz por merecer cada cartão que leva. E ele não se esforça, na prática, em se corrigir.

Abel Ferreira foi expulso de novo (agora contra o Cuiabá), e não foi por falta de aviso.

Desde fevereiro, quando ocorreu a final da Supercopa, avisamos que Wilson Luís Seneme (presidente da CA-CBF) estava muito bravo com o comportamento dele, e que colocaria ordem nos bancos de reservas“e que se não fosse pelo amor, seria pela dor”, segundo suas palavras.

Dias atrás, na pré-temporada dos árbitros no RJ, reforçamos que a CBF iria punir o mau comportamento na área técnica (ou melhor: fazer cumprir que se exija uma postura mais decente).

Nessa última semana, insistimos que a CBF seria rigorosa com os treinadores e seus assistentes.

Para que não paire dúvida: questionado sobre o que faria com os árbitros que não cumprissem suas ordens, Seneme disse:

“– Eu resumiria, e vou explicar depois, assim: se não vai no amor, vai na dor. Depois de nove meses [no cargo de presidente da CA-CBF], a mensagem é clara para 2023. E esse jogo da Supercopa me deu uma referência excelente do que eu tenho que fazer para 2023. Provavelmente vai ser na dor. A instrução para os árbitros vai ser muito clara. Árbitro de futebol está lá para aplicar a regra do jogo. E ele, na sua autoridade, sem que passe do limite, pois de igual maneira será punido se passar, se for omisso a regra do jogo, vai ser punido, vai ser afastado, vai ficar em casa. Não vai ser em tom de ameaça, mas em tom de determinação (…)

O material na íntegra, com toda a sua fala e referência em: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/04/seneme-esta-bravo-aumentara-o-rigor-dos-arbitros-mesmo/

Diante de tudo isso, com os chiliques que vemos à beira do gramado, o árbitro vai deixar de expulsar alguém que dê motivo?

Especificamente, sobre Abel Ferreira, minha opinião:

Não é porque ele tem conquistado importantes títulos, que ele tem o privilégio de fazer o que quiser na área técnica. Desde que chegou ao Brasil (e não estou nem aí se é português, italiano, coreano ou americano), o treinador se acha acima do bem e do mal quando o jogo está acontecendo. Reclama de qualquer arremesso lateral, contesta marcações corretas, e quando há erro… torna o jogo um inferno. Porém, nos erros favoráveis à sua equipe, se faz de morto. Diga-se o mesmo de seu assistente João Martins.

Aqui, não estou tratando da sua inconteste capacidade como treinador, tampouco suas virtudes ou defeitos pessoais (que nem os conheço). Trato apenas do péssimo comportamento de um treinador que quer apitar o jogo a todo momento.

Abel recebeu muitos cartões ao longo dos anos? Sim, e merecidos. Mas poderiam ser muito mais, se os árbitros não fossem INTIMIDADOS pelo fato das reclamações serem enormes (claro, porque há péssimos e medrosos juízes, que acabam fazendo vista grossa em advertir com Amarelo ou expulsar com o Vermelho, temendo serem criticados com o rótulo de que “perseguem” o português).

Ninguém persegue Abel Ferreira. Ele faz por merecer devido ao seu ruim comportamento. E aqui, um desafio: quando Abel tiver chance de trabalhar na Liga Italiana, na La Liga da Espanha, Bundesliga alemã ou Premier League da Inglaterra (SE for trabalhar lá algum dia), DUVIDO que ele tenha essa postura agressiva, mau educada e impositiva contra os árbitros. 

Aqui, ele faz porque sabe da fragilidade dos árbitros e porque está com moral de campeão.

De novo: nada contra o cidadão Abel, mas tudo contra o unfair play do treinador. E não adianta dizer que ele reage dessa forma porque a arbitragem é ruim, pois ela é a mesma para todos os times.

Vanos combinar: chega dessa mania de torcedor dizer que seu time é perseguido, né (como justificativa para a forma como Abel reage)? É pura paixão. E para isso, mais um texto que convido à leitura: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/07/o-complexo-de-perseguicao-da-arbitragem-sentido-pelos-torcedores/

Ops: na entrevista final do Paulistão, ele pediu para Claus dizer sobre seu comportamento em jogos dele, e Claus disse que nunca teve problema. É óbvio que conhecendo um árbitro que vai expulsá-lo, Abel muda de comportamento.

Foto: Marcos Ribolli

 

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Bahia e pitacos da escala de abertura.

Na rodada de abertura do Campeonato Brasileiro 2023, a CBF procurou escalar o maior número possível dos seus árbitros do quadro da FIFA. Haverá testes de juízes em 3 jogos: Athletico Paranaense x Goiás (com o jovem gaúcho Rafael Rodrigo Klein), Red Bull Bragantino x Bahia (Maguielson Lima Barbosa, que voltará a ter chances) e no Flamengo x Coritiba (com o pernambucano Rodrigo José Pereira de Lima, 36 anos, que trabalha como GM em Jaboatão dos Guararapes, tendo somente 1 jogo na Série A: Juventude 2×2 Flamengo).

Confesso: não sei o critério da escolha dos jogos para tais escalas. No caso do Flamengo, em especial, pelo ambiente tumultuado, não era ocasião…

Para o jogo envolvendo o Massa Bruta vs Baêa, a equipe de arbitragem será formada por:

Árbitro: Maguielson Lima Barbosa – DF
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS
Quarto Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
VAR: Rafael Traci – SC
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR 2: Marcelo de Lima Henrique – CE
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura – RJ

Repare quantos estados da federação diferentes é formada essa equipe (tem do Nordeste, do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul do país).

Maguielson, 31 anos, Prof de Educação Física, apitou até hoje 3 jogos pela série A: Athletico 2×0 Juventude, Ceará 0x2 São Paulo e Internacional 1×0 Cuiabá. Porém, no jogo que envolveu o Ceará vs SPFC, fez uma péssima apresentação! Mostrou-se inseguro, errou tecnica e disciplinarmente e se enrolou com o VAR. Um jogo para se esquecer…

Tomara que tenha começado 2023 com o pé direito e faça um bom trabalho.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Bahia pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 15/04, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Dois detalhes de suma importância da Regra do Jogo para a próxima temporada.

Com a entrada das Novas Regras do Futebol e Novas Orientações em vigor a partir desse Brasileirão (e no mundo, na virada do semestre), muitos documentos estão sendo produzidos e enviados aos árbitros e federações.

Duas coisas me chamaram muito a atenção, e que não foram tão divulgadas por estarem em meio ao grosso dos textos:

1- Assim como você não deve dar um cartão vermelho para um jogador que comete uma penalidade em situação clara de gol DISPUTANDO a bola (ou seja, que não “apelou” com conduta violenta, agarrão à camisa que impeça o jogo ou qualquer outra coisa que não seja disputa leal de bola), pois a IFAB entende que “marcar pênalti e expulsar é um excesso de punição” (por isso se dia cartão amarelo), a partir de agora, nos lances corriqueiros de cartão amarelo e pênalti se usará o mesmo princípio: se é um lance tipicamente de pênalti e cartão amarelo, marcar-se-á o tiro penal e não se aplicará o cartão amarelo. Veremos menos expulsões por reincidência, e muitas queixas…

Textualmente:

“Esclarecimento sobre o fato de que, se o árbitro concede um tiro penal por uma infração em que um jogador da equipe defensora disputa a bola com um adversário (excluindo segurar, puxar, empurrar e não ter possibilidade alguma de tocar na bola), deve aplicar a mesma sanção que aplicaria em uma tentativa de tocar na bola — isto é, se a infração interromper ou interferir em um ataque promissor, não deve haver uma advertência com CA; se houver uma infração que impede uma clara oportunidade de gol, deve haver advertência com CA.”

2- Também me chamou a atenção o fato de que os torneios na Inglaterra, com aprovação e supervisão da FIFA, PROÍBEM que jogadores Sub 12 cabeceiem a bola (por conta dos estudos de danos na cabeça na idade mais avançada, conforme têm-se abordado em outros esportes). A novidade é: inclusive em treinos, isso já tem restrição e há o estudo de se universalizar isso.

“A FA informou sobre o teste aprovado pela IFAB que proíbe o cabeceio de jogadores com 12 anos ou menos, e também sobre algumas competições onde cabecear no treinamento já é proibido ou restrito.”

Sao detalhes da Regra. O que veremos mais abruptamente está no link em: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/13/as-6-novidades-da-arbitragem-para-o-campeonato-brasileiro-2023/

Fifa Logo Vector Art, Icons, and Graphics for Free Download

Imagem extraída da Web

– As 6 novidades da Arbitragem para o Campeonato Brasileiro 2023.

O Brasileirão 2023 começará, e teremos 6 novidades quanto à arbitragem:

1- Anúncio das Decisões do VAR:
Quando o VAR chamar o árbitro para verificar uma possível correção da sua decisão, o árbitro falará com o microfone aberto ao público a decisão tomada. Isso é um avanço! Para o interesse do torcedor, talvez se até a conversa com a cabine fosse aberta, a coisa seria mais curiosa.

2- Linhas Sobrepostas:
Se em determinado lance de impedimento, as linhas traçadas pelo sistema eletrônico mostrarem a linha do atacante sobreposta ao do defensor, deve validar o gol, se ele tiver convertido. Acabará a situação de um dedão supostamente à frente anular o gol. Excelente decisão.

3- Cartão Amarelo nas Reclamações de atletas a caminho do monitor:
Isso está na própria Regra do Jogo, e é reforçado no protocolo do VAR: um atleta que caminha conjuntamente com o árbitro reclamando DEVE receber cartão amarelo. Aqui, pouco se cumpriu. Tomara que agora seja praticado, como no Exterior.

4- Rodízio de Reservas no Aquecimento:
Por conta do excesso de pessoas no banco, se todos forem se aquecer, tumultuam as redondezas. Aqui é uma norma da CBF, que usa de bom senso para que até 6 atletas acompanhados do Preparador Físico se aqueçam.

5- Acréscimos incluindo Tempo de Comemoração de Gol:
Faz parte das mudanças da Regra do Jogo: além do tempo perdido com atendimento de atletas lesionados, substituições e outras perdas, deve-se acrescentar o tempo de comemoração de gols. Deveremos ter muitos acréscimos!

6- Reclamações de Treinadores e Comissões Técnicas:
Wilson Luís Seneme ficou enfurecido com o jogo entre Palmeiras x Flamengo pela Supercopa, devido ao comportamento dos treinadores. E disse categoricamente que vai acabar com essa pressão nos bancos. Vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/02/04/seneme-esta-bravo-aumentara-o-rigor-dos-arbitros-mesmo/

As questões envolvidas são pertinentes, tomara que funcionem.

(IMPORTANTE: essas alterações juntam-se às mudanças das Regras da IFAB (como a questão da proibição da catimba do goleiro em cobrança de pênaltis. Vide em: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/02/as-mudancas-das-regras-para-a-temporada-2023-2024/)

Em vídeo: https://youtu.be/R6hZkfTl09M

– O Derby que não acaba: Palmeiras x Corinthians de 2018 e a confissão do árbitro.

Lembram da decisão do Paulistão de 2018, cujo Derby teve investigação judicial? Naquele episódio, Maurício Galiotte, presidente da SE Palmeiras, chamou o torneio de “Paulistinha”.

Em suma: Ralf (SCCP) foi dividir uma bola com Dudu (SEP), mas o juizão marcou tiro penal para o Verdão. Não foi pênalti, e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcou, apesar das inúmeras queixas do Timão. Estando pronto para a cobrança, o árbitro desmarcou, por informação de alguém da sua equipe de arbitragem – levando quase 8 minutos para isso e deixando muita reclamação por parte de todos.

Relembre a dúvida surgida se, naquela época em que não existia o VAR, houve interferência externa ou não: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/04/08/houve-interferencia-externa-na-decisao-de-palmeiras-0x1-corinthians/

Relembre também o pedido de anulação daquela partida, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/04/26/a-entrega-do-pedido-de-impugnacao-e-valido-o-palmeiras-tentar-anular-o-jogo-contra-o-corinthians/

Relembre, por fim, o verdadeiro circo que aconteceu no TJD quando os árbitros foram depor (7 horas de depoimento): https://professorrafaelporcari.com/2018/04/18/um-circo-no-depoimento-no-tjd/

Pois bem: ao Podcast Resenheira (link aqui: https://youtu.be/1wj8UutK9pw, durante a gravação em 58m 46s até 1h 24m 05s) a Thiago Fróes e Clodoaldo Levi, o árbitro Marcelo Aparecido falou sobre essa situação, e surpreendeu negativamente. Ele confessou que sentiu que errou ao marcar o pênalti pois confiou nas reclamações de Cássio e Balbuena (abordou, inclusive, jogadores que ele confiava quando tinha dúvidas). E pior: que se cobrasse o pênalti e fizesse o gol, ele estava disposto a mandar que voltasse a cobrança!

Marcelo justificou que não houve interferência externa, mas ajuda do assistente que estava atento e corrigiu a marcação (importante: o bandeira 1, que da equipe de arbitragem era quem estava mais longe do lance e com o campo de visão pior possível, foi o seu socorro)

Disse ainda que se tivesse má fé, não precisava de toda aquela confusão, pois um dos seus assistentes tinha um Apple Watch (ou seja, seria mais rápido saber a informação da imagem da televisão pelo smartwatch).

A culpa de tudo, segundo ele, foi da “teoria da interferência externa” criada pelo comentarista de arbitragem da TV aberta, e que tudo isso repercutiu demais pois, segundo ele, “o presidente do Palmeiras não queria perder para um time inferior”.

Lembrando que Marcelo foi trabalhar para a Federação da Paraíba, a convite de Arthur Alves Jr, que virou dirigente de arbitragem lá, após ser demitido da FPF por acusações de assédio sexual (vide aqui esse episódio: https://wp.me/p4RTuC-don).

Interminável esse jogo, não? Estamos em 2023, e ainda há coisa nova sobre ele.

A eterna rivalidade Palmeiras X Corinthians | VEJA SÃO PAULO

Imagem: arte extraída de Veja SP

– Árbitro de nome influencia árbitro jovem: a “poupada de Claus” em Palmeiras 4×0 Água Santa.

Jovens árbitros admiram árbitros de nome. Mas quem viu Raphael Claus apitando hoje, numa infeliz “administração” da partida, não queira imitá-lo.

Respeito o Claus, mas hoje a atuação foi ruim. Daquelas que não se pode orgulhar (e sendo 4×0, onde não se deveria ter que falar do árbitro, tinha que não ser lembrado).

Explico: para quem cobra o cumprimento fiel às Regras do Jogo, é decepcionante ver um árbitro experiente (e bom) como ele aplicar a famosa “média”.

Vamos lá:

1- Aos 28m: Zé Rafael recebe uma cotovelada de Kadi. Era para Cartão Vermelho por conduta violenta (a Regra fala em “atingir” ou “tentar atingir” um adversário). Raphael Claus só dá Cartão Amarelo. Errou. Pior: Renato Marsiglia, comentarista de arbitragem da Record TV, disse: “Se acertasse o jogador, era para expulsar, e Claus administrou bem”.

Imaginaram um lance desse num Derby?

2- Aos 38m: Didi protege a bola abrindo os braços “a là Clebão” (Cleber, parrudo zagueiro palmeirense da era Parmalat). Tal comportamento é uma infração, pois aumenta o espaço do domínio de maneira ilegal, impedindo a disputa de bola pelo adversário. Você pode marcar falta e aplicar o Cartão Amarelo por entender que ele não teve intenção alguma em atingir o adversário, mas sim impedi-lo de roubar a bola dessa forma irregular (é o que eu faria). Mas você também pode interpretar como tentativa de agressão ao soltar o braço e aplicar o Cartão Vermelho (eu não entendo que foi isso, mas é interpretativo e respeito quem pensar assim). Imediatamente, Dudu soca as costas de Didi, e aqui, indiscutivelmente, é Cartão Vermelho (e com VAR e “trocentas pessoas” na cabine, Claus manteve a sua decisão equivocada).

Em tempo: como um canastrão, Didi é atingido nas costas e repare: grita colocando a mão na testa! Aí é f…

A pergunta é: Dudu não foi expulso por que Kadi não foi anteriormente?

Enfim, que não se diga que as expulsões fariam o árbitro estragar o jogo. Os atores que fazem o espetáculo são os jogadores, são eles que embelezam ou estragam uma partida. O árbitro está lá unicamente para cumprir a Regra.

Encerro com a observação insistente: árbitros jovens se espelham nos veteranos renomados. Que esqueçam a atuação de hoje.

Palmeiras x Água Santa: onde assistir, escalação das equipes, horário e arbitragem

Imagem extraída de: Terra.com

– O complexo de “perseguição da arbitragem” sentido pelos torcedores.

Pergunte a qualquer torcedor mais fanático: ele alegará que seu time de futebol é o mais prejudicado pela arbitragem!

Em minhas publicações, frequentemente leio comentários como: “Por quê perseguem tanto o Palmeiras?”, ou: “A Diretoria do SPFC não tem força alguma, sempre f. a gente”. Ou ainda: “Nada a favor da gente, tudo para o “VARmengo”, além de outras bobagens.

É claro que o torcedor não tem a obrigação de conhecer as regras do jogo, e a paixão pelo seu time (descompromissada de racionalidade) tende a falar mais alto.

Aos finais-de-semana, se eu digo que o “Corinthians foi beneficiado por um erro de arbitragem”, automaticamente sou “palmeirense”. Se digo que o erro foi a favor do Palmeiras, sou são-paulino. E por aí vai…  mudando os times que “torço”, conforme o contentamento do leitor.

Aliás, quando digo que o Vila Xurupita foi prejudicado, os torcedores xurupitenses exaltam meus comentários, que vão de alta credibilidade até mesmo de isenção infinita. Mas se no jogo seguinte eu falar que foi beneficiado… sai da frente!

A verdade é: todos são prejudicados e todos são beneficiados! É que quem é lesado, sempre reclama; mas quem é ajudado, se cala com o erro.

Pense: naturalmente, se alguém tem um erro contrário de arbitragem, o time adversário obviamente recebeu o benefício. Assim, destoará da rotina dessa lógica os clubes pequenos, pois em dúvida, o árbitro mais incompetente tende a apitar a favor do grande (o que não acontece com bons e gabaritados árbitros).

Digo tudo isso pois é cansativo ler tais bobagens como: “O Flamengo e o Corinthians são os mais beneficiados pela arbitragem”. Nada disso: eles também são prejudicados, só que como são equipes de massa, é evidente que todos os demais torcedores contrários a eles repercutirão mais.

Fora isso, há também a narrativa: “palmeirenses se dizem alvo de perseguição”! Ora, com essa história contada ou simplesmente “deixada no ar” pelos dirigentes, os árbitros, ao contrário, deixam de tomar decisões corretas por conta do medo de serem taxados de perseguidores. Vide Abel Ferreira: ele recebeu no Palmeiras 48 cartões até agora, mas deveria ter recebido muito mais! Pelo comportamento dele à beira do gramado, árbitros menos competentes ficam receosos de lhe advertir verbalmente justamente para não cair nesse conto de “perseguição”. A propósito, DUVIDO que Abel (competentíssimo treinador, mas “folgado” à beira das quatro linhas) permanecesse 90 minutos em campo com tais atitudes na Premier League.

E aqui reside outro problema, que ilude o torcedor: a fraca arbitragem brasileira se acostumou a marcar os “pênaltis de queimada”, entendendo como movimento antinatural (diferente do resto do mundo, que discerne corretamente), além do mal uso do VAR. Quando um juiz brasileiro cumpre a Regra da IFAB (a de Copa do Mundo), há uma chiadeira enorme (Vide Corinthians x Flamengo pela Copa do Brasil).

Então sejamos objetivos: a arbitragem erra mesmo, por incompetência, e clubes são prejudicados (sendo que outros acabam ajudados). Por essa debilidade, treinadores se aproveitam e criam narrativas de perseguição. Claro, o árbitro sem personalidade, acuado, fica com medo de puni-lo.

Serve para todos os times grandes (insisto: o pequeno não vive dessa mesma lógica). Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e tantos outros são prejudicados e ajudados, mas fazem escândalo com seus erros contrários e silenciam-se, se fingindo de mortos, com os erros a favor. O torcedor, diante de tudo isso, passa a ser caixa de ressonância, “engolindo” as narrativas criadas.

– Análise da Arbitragem para Tacuary 1×4 Red Bull Bragantino.

Muito boa arbitragem do jovem árbitro uruguaio Mathias de Armas, 29 anos, na sua estreia em partidas internacionais. Ligado, motivado por seu debute, correu bastante, esteve atento aos lances técnicos e foi criterioso disciplinarmente.

Aplicou bem a lei da vantagem nas possibilidades que teve, mas deixou de dar um Cartão Amarelo para Vallejos (TAC), em uma entrada mais forte. Na sequência, houve uma falta cometida com a mesma intensidade por Léo Realpe (RBB), e ele usou o mesmo critério.

Cartão correto ao Sorriso (RBB), 27m, por uma dividida mais forte, igualmente a Nicolas Lugano (TAC) e posteriormente a Vallejos (TAC).

Aos 51m, um lance polêmico: O goleiro Lucão (RBB) sai da área para interceptar um ataque, e a bola bate no peito dele, embora a imagem dele pudesse deixar dúvida para toque de mão. O VAR chamou para revisão de Cartão Vermelho por entender que poderia ter sido lance de mão, tentando evitar um gol (embora, mesmo se fosse mão fora da área, seria Cartão Amarelo, pois Juninho Capixaba estava na cobertura e não seria “iminência de gol”). Na revisão, confirmou-se corretamente a decisão de campo (lance normal, sem infração).

Em faltas: 9×10
Em CA: 2×1
Em CV: 0x0
Em gols: 1×4

Curiosidade: “a jogada da partida”, escolhida pela Conmebol, foi o gol olímpico de Juninho Capixaba.

Tacuary x Red Bull Bragantino ao vivo e online: onde assistir, horário e escalação na Sul-Americana 2023 - Futebol na Veia

Imagem extraída de: https://www.futebolnaveia.com.br/tacuary-x-red-bull-bragantino-ao-vivo-e-online-onde-assistir-horario-e-escalacao-na-sul-americana-2023/

– Sem escancarar o erro, mas…

Se uma equipe cometer um pênalti e ficar reduzida a 6 jogadores por conta da expulsão do atleta infrator, o adversário cobra o pênalti ou não?

NÃO. A regra é objetiva. Não se deve continuar uma partida quando uma das equipes ficar com 6 atletas. O pênalti não será cobrado, e, provavelmente, no julgamento no Tribunal Desportivo a equipe irá perder os pontos conquistados até então (se tiver conquistado algum) para o adversário. Não há prejuízo de quem sofreu a infração.

Não quero crer que uma instrutora de arbitragem está orientado a cobrar o pênalti e depois expulsar o atleta… não pode…

Ou pode?

A regra, nesse caso, é clara. O discurso de “bom senso desportivo” não vale.

Futebol

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Os lances reclamados de Bolivar 3×1 Palmeiras.

Se eu tivesse apostado, teria perdido: Flamengo, Palmeiras e River Plate (meus favoritos à Conquista da Taça Libertadores da América) perderam fora de casa na sua estreia contra “pequenos” do continente. Mas lembremo-nos: a Seleção da Argentina, que no começo da Copa do Catar perdeu para a Arábia Saudita, depois engatou e conquistou o Mundial!

No jogo Bolivar 3×1 Palmeiras, o treinador Abel Ferreira disse que sua equipe (reserva) jogou contra o adversário, contra a altitude e contra a arbitragem. Foi pra tanto?

Alexis Herrera, árbitro venezuelano de Carabobo, já tinha atuado mal em algumas partidas, como São Paulo x Universidad Católica pela Sul-americana: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/08/e-pra-cumprir-a-orientacao-ou-nao-sobre-o-penalti-de-sao-paulo-4×1-universidad-catolica/. Ele está apenas há 6 anos no quadro da FIFA, e já cometeu erros relevantes, como não punir um carrinho criminoso de Paulo Díaz em River Plate x Colo-Colo, (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/07/06/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-sao-paulo-x-universidad-catolica/) além da agressão de Teo Gutierrez em Felipe Luiz em Jr Barranquilla x Flamengo (aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/03/05/os-dois-erros-de-arbitragem-nos-jogos-do-palmeiras-e-flamengo-na-libertadores-e-se-tivessemos-var/). Portanto, fraquinho.

Sobre os lances polêmicos: 

1- O gol de empate do Bolívar: não achei falta em cima do palmeirense Naves. Para mim, lance normal e gol legal. Abel tomou Cartão Amarelo nesse momento por reclamação.

2- Cartão Amarelo “exagerado” para Jailson, em cima de Villamil, por ação temerária. Discordo da advertência, foi uma falta normal de jogo, imprudente (aqui, é interpretativo, respeito opiniões contrárias). Também não foi por motivo de excesso de infrações ou rodízio, errou o árbitro (33 m do 1º tempo).

3- 2º Cartão Amarelo (e consequentemente o Vermelho) a Jaílson, aos 43m: ele levanta a mão para cortar o chute, não tem muito o que discutir. Acertou o árbitro.

4 – 51m: Expulsão de José Sagredo por reincidência: correta, os dois cartões amarelos foram bem aplicados.

5- 61m: Jesus Sagredo entra de maneira violenta em Mayke para dividir a bola, e atinge o palmeirense por não ter chegado a tempo. É para Cartão Vermelho, e o árbitro nem falta deu. O jogador atingido foi substituído pela lesão. O VAR Juan Soto (um dos melhores do continente) não chamou, pois respeitou a interpretação do árbitro de que não foi infração. Porém, poderia ter chamado pelo fato de considerarerro crasso. E de fato foi.

Por fim: o juiz não é de primeira linha, algumas queixas de Abel não procedem e outras sim. E continuo fazendo a observação: Abel não se manifesta nas ocasiões em que o Palmeiras é beneficiado com erro de arbitragem, somente critica quando é erro contrário, dando a falsa impressão de que “todos estão contra o Palmeiras”.

Bolívar x Palmeiras: onde assistir ao vivo, horário e escalações | libertadores | ge

Imagem extraída de: GE.com

 

– Normal no Geral, Ótima comparada às Demais.

Edina Alves Batista foi a primeira árbitra a apitar uma final de campeonato masculino de futebol profissional. Palmas à ela!

Vou escrever de maneira bem respeitosa: quando começou a aparecer, mostrou-se acima da média do que seus colegas homens. Porém, super-exposta, sofreu ciúmes e teve problemas particulares, errando bastante nas partidas (o Primavera de Indaiatuba que o diga, pois foi uma das suas piores atuações na arbitragem do simpático time do Interior contra a Portuguesa).

Na sua volta, depois de um tempo sumida, voltou a apitar direitinho num primeiro momento, mas  depois cometendo vários erros técnicos e disciplinares que os marmanjos também cometem. E, algumas vezes, variando de bons a ruins jogos.

HOJE, ela está acima da média das outras colegas árbitras e com justiça vai à Copa do Mundo Feminina 2023. Mas no geral (incluindo árbitros), Edina é simplesmente como qualquer outro juiz mediano do Brasileirão (e isso não é pejorativo).

Sabemos que o futebol feminino no Brasil está em desenvolvimento ainda, e por tudo isso, Edina já é uma vencedora. Mas ainda falta qualidade para alcançar o mesmo nível de arbitragem de Wilton Sampaio ou Raphael Claus.

O jogo citado (vale a leitura) em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/03/28/cuidem-da-edina-para-que-outros-nao-sejam-prejudicados-como-o-primavera-de-indaiatuba/

Sobre ontem, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/04/02/erros-de-todos-no-agua-santa-x-palmeiras-em-10-minutos/

Edina Alves apitou a final entre Palmeiras e Corinthians pelo Brasileirão feminino - Julia Rodrigues/UOL

Foto: Julia Rodrigues/UOL

– Erros de Todos no Água Santa x Palmeiras em 10 minutos.

Quatro momentos ruins de Água Santa x Palmeiras. Assisti entre 27 e 37 mintuos:

  1. Aos 27′, um jogador do Netuno calça de maneira temerária o adversário palmeirense. Claríssimo Cartão Amarelo, e a árbitra Edina Alves não deu.
  2. O comentarista de arbitragem da Record disse: “há momentos e momentos, ela acertou em ‘não gastar’ um cartão agora”. Discordo, a Regra é a mesma para 90 minutos.
  3. Aos 35′, um atleta do Água Santa foi atropelado por um palmeirense. A árbitra não deu amarelo. Errou de novo.
  4. Aos 37′, novo comentário: “entramos num momento crítico da partida, tem que dar cartão amarelo”.

Pirei e desisti.

– Os dois lances polêmicos de Flamengo 2×0 Fluminense.

O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (que até há alguns anos era conhecido por marcar poucas faltas e dar poucos cartões), mudou bastante seu estilo. Nas partidas que pude comentar dele no Brasileirão, me chamou a atenção em continuar a não marcar as “faltinhas forçadas”, mas distribuir um número maior de cartões (especialmente o Vermelho).

Dois lances contestados no Fla-Flu pela decisão do Cariocão 2023:

1- John Árias (FLU) está com a bola dominada em ataque, e Léo Pereira (FLA) tem como último recurso fazer a falta.
Não é “falta por trás para cartão vermelho” por jogo brusco grave (mas sim: ação temerária). Seria Amarelo, se estivesse no meio de campo. Porém, como ele está indo em direção ao gol tendo somente o goleiro à sua frente, vale a interpretação de “situação clara e manifesta de gol” (esqueça o termo último homem, isso não existe na regra). Dessa forma, o correto seria a aplicação de Vermelho.
Curiosidade: se fosse dentro da área, aí seria Amarelo (pois hoje a Regra fala do excesso de punição – Cartão Vermelho Direto e pênalti na disputa de bola, transformando-o em Amarelo).

2- Samuel Xavier (FLU), num primeiro momento, parece atingir com a chuteira a lateral do pé de Ayrton Lucas (FLA) e cometer uma falta temerária (que seria Cartão Amarelo). Mas repare: ele perde o tempo da bola e pisa no pé do seu adversário. Esse pisão é chamado de Jogo Brusco Grave (que significa Cartão Vermelho). Acertou a arbitragem.

Imagem extraída de OGol.com

– Análise Pré-Jogo para Água Santa x Palmeiras (jogo de ida da decisão do Paulistão 2023).

Deu a lógica: Edina Alves Batista e Raphael Claus nas decisões das finais. Era “bola cantada”, já que a FPF tem 3 árbitros do quadro da FIFA e 1 deles trabalhou na semifinal (Flávio Rodrigues de Souza).

A lógica manda que os dois mundialistas (Edina estará na Copa do Mundo Feminina 2023 e Claus esteve na Copa do Mundo masculina 2022) façam um bom trabalho dentro de campo. Sem nenhuma preocupação. Mas lamento a ausência do árbitro Vinícius Dias Gonçalves Araújo, lesionado recentemente, que junto com Claus foram os dois melhores árbitros do torneio até agora.

– A discussão sobre estrangeiros no futebol português.

Dias atrás falamos das discussões quentes em Portugal, pois para eles era inadmissível um treinador de fora do país assumir a Seleção Lusa. O pessoal da Pátria-Mãe não queria o espanhol Roberto Martínez, que substituiu Fernando Santos.

Vide essa matéria em: https://professorrafaelporcari.com/2023/01/12/174840/

Pois bem: agora, se deseja trazer árbitros estrangeiros, a fim de reduzir as reclamações de decisões equivocadas. Ironicamente, Duarte Gomes, na condição de ex-árbitro e de influente colunista local, disse: “se é para melhor o nível do futebol com ‘árbitros de fora’,  que tragam também jogadores, treinadores, dirigentes e torcedores estrangeiros”.

Curioso! Extraído de: https://amp-tribuna-expresso-pt.cdn.ampproject.org/c/s/amp.tribuna.expresso.pt/opiniao/2023-03-16-Arbitros-estrangeiros–Ja-agora-venham-craques-que-nao-mergulhem-para-a-relva-ludibriem-o-arbitro-ou-tramem-o-adversario-9407c5ee

ÁRBITROS ESTRANGEIROS?

Virem mais árbitros estrangeiros apitar jogos em Portugal seria um gigantesco atestado de incompetência a toda a classe, além de apenas uma medida paliativa, uma espécie de paracetamol para anestisiar a dor imediata: não irão resolver nada, porque toda a gente erra. E o “problema” da arbitragem em Portugal nunca se resolverá assim, garante Duarte Gomes.

Há uma corrente de opinião que apoia a ideia de trazer árbitros estrangeiros para atuar no nosso campeonato, tendo em conta o ambiente que por cá se respira por estes dias. Percebo a boa intenção da iniciativa (totalmente legítima), mas devo dizer, com sinceridade, que não concordo.

O “problema” da arbitragem portuguesa não é diferente do problema da arbitragem espanhola, senegalesa ou peruana. E não é diferente de problemas anteriores, comentados exaustivamente época após época, década após década.

Não há dúvida que a qualidade de algumas decisões dos árbitros não tem sido a que se deseja ao mais alto nível. Não tem sido a que se espera numa competição que conta agora com o apoio da vídeo tecnologia. Mas a forma de resolver esse “problema” não é, nem pode ser, a de mandar os árbitros portugueses para casa e contratar mão de obra estrangeira para fazer o seu trabalho.

Esse erro, o de resolver tudo com pensos rápidos sem atacar a raiz do “problema”, é recorrente por cá. Uma característica muito nossa que francamente não aprecio.

É verdade que a presença de juízes de outros países nos jogos mais calientes da nossa liga retiraria pressão aos nossos e poderia até protegê-los de situações menos simpáticas, em contexto excessivo. Mas, repito, isso não é resolver, é tapar o sol com a peneira. Um mero paracetamol para anestesiar a dor imediata.

A concretizar-se, a medida passaria um gigantesco atestado de incompetência a toda a classe (não apenas a quem arbitra), o que, face ao esforço e compromisso de muitos, seria francamente desmotivador. E a desmotivação nunca alavancou coisas boas.

Mas se queremos entrar por aí, se entendermos que importar talento internacional pode melhorar a qualidade do jogo, porque não equacionar também a contratação de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos? Quem não gostaria de trocar meia dúzia de craques do nosso campeonato por outros lá de fora, capazes de fazer um jogo inteiro sem mergulhar para a relva, ludibriar o árbitro ou tramar o adversário? Quem não gostaria de trocar uns quantos técnicos ou diretores da nossa praça, por outros com maior serenidade, calma e fairplay em momentos de pressão? E quem não gostaria de ter um estádio repleto de adeptos que não atiram petardos, não cantam insultos nem vaiam tudo e todas, a toda a hora?

Os paliativos podem ser necessários, mas em casos excecionais. De resto serão sempre temporários. E já agora convém não esquecer uma premissa importante: produto internacional nem sempre é sinónimo de qualidade. Nem sempre é melhor do que o nacional.

Lembrem-se, por exemplo, de algumas arbitragens do último Mundial e da célebre frase que tanto se ouviu por cá na altura: “Meus ricos árbitros portugueses”. Não vão mais longe. Vejam o pontapé de penálti assinalado a favor do Manchester City no jogo da 2.ª mão da Liga dos Campeões, com o Leipzig. Lembrem-se de outros jogos, de outras arbitragens, em jogos da nossa seleção e de equipas portuguesas.

Sejamos realistas. Eles também erram. Também se enganam. Também tomam más decisões, porque têm qualidade e competência distintas. Porque têm mais ou menos experiência, mais ou menos jeito para a função. É por isso que também eles são criticados ferozmente nas suas provas nacionais.

Meus amigos, não se iludam: o “problema” nunca se resolverá assim.

Qualificar mais e melhor, sim. Preparar mais e melhor, sim. Investir forte na base, do recrutamento à retenção, com o acompanhamento devido. Ter mais quantidade para garantir mais qualidade. Profissionalizar a sério. Treinar com consistência e compromisso diários, apostando numa comunicação ponderada como arma para a credibilização e transparência. Envolver todos. Ser inclusivo. Trabalhar e mostrar trabalho.

Para estas coisas não há soluções imediatas. Mesmo as que, como esta, o pareçam, raramente o são. Não faltam exemplos de ligas que importam árbitros regularmente e que continuam com os mesmos problemas: os da casa não evoluem e os de fora não resolvem.

É preciso tempo, paciência e compromisso. Ação no momento certo. Ou isso, ou que venha de lá a morfina. O futebol saberá o que é melhor para si.

– Qual o salário dos árbitros para a arbitragem da Final do Paulistão?

Não consegui os valores para 2023, mas aqui os do ano passado, para nos basearmos:

Sabe quais os valores das taxas de arbitragem para essa fase Final do Campeonato Paulista-2022?

Veja quantos profissionais estão escalados, multiplique os AVARs e Assistentes, some com os demais e… que custo!

Não tem gente demais na cabine?


(Imagem extraída de ApitoNacional.com)

Use esse exemplo de escala para seu exercício:

– O gol anulado em Marrocos 2×1 Brasil.

Que lance chato (mas maravilhoso para a discussão didática) no amistoso da Seleção Brasileira! Vamos falar sobre o gol anulado de Vinícius Jr (que deveria ser debatido em aulas para alunos da escola de árbitros).

1º- Vinícius Jr está em posição de impedimento (isso não se discute, é algo objetivo) e a bola é lançada a ele. Ele se tornará em “impedimento ativo por tocar uma bola em situação irregular” quando a receber de fato.

2º- Se ele a toca sem que ninguém a intercepte, é impedimento. Porém, se ela é interceptada por um adversário durante o trajeto, você precisa interpretar.

3º- Até o começo dos anos 2000, toque não tirava impedimento. Mas isso mudou: se o defensor tenta interceptar a bola, a toca, e mesmo assim ela sobra para o atacante, esse toque tirou o impedimento (pois foi uma ação deliberada do adversário em tentar evitar que a bola chegasse ao atacante). 

4º- Se essa bola é lançada e acidentalmente no trajeto a defesa o toca, esse toque não tirou o impedimento (pois não foi um ato deliberado).

5º- Quando um atleta defensor toca a bola para seu companheiro goleiro, e um jogador em impedimento a intercepta, não é impedimento (isso não mudou) pois foi uma bola atrasada pela defesa.

Para mim, a situação ocorrida no lance de Vinícius Jr é a 3ª. Ele está impedido, o zagueiro a toca em disputa, e isso o habilitou. E, se alguém questionar se ele interferiu contra o goleiro, lembre-se: ele não poderia ser sancionado por “estar impedido e interferir contra um adversário”, pois o toque no zagueiro o habilitou.

Claro, é um lance interpretativo, mas eu entendo que o zagueiro tentou disputar a bola (ou seja: não foi um cabeceio acidental). Sendo assim, considero gol mal anulado.

Marrocos x Brasil: onde assistir, horário do amistoso e escalações |  seleção brasileira | ge

Imagem: GE.com

– Fim da Central do Apito.

Há pouco, oficialmente, a Rede Globo confirmou a demissão de Sandro Meira Ricci, Fernanda Colombo e Janette Arcanjo. Também encerrou a Central do Apito e manteve Paulo César de Oliveira.

Está em: https://uol.page.link/VyGu1

Eu entendo que o comentarista de arbitragem é importante numa transmissão, mas que não pode ser um dos protagonistas. Ele deve ser como o árbitro em campo: discreto, pontual, e passar “batido”. Entra no ar para tirar as dúvidas relevantes.

Sim, sua função é relevante! Discordo daqueles que não o acham necessário / sem função ou com adjetivos pejorativos. Se assim fosse, muita gente ainda estaria discutindo lances que o torcedor comum não compreende.

Se você entende que o analista de arbitragem é ruim, entenda: pior sem ele!

Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo eram casados - Reprodução/Instagram

Do Uol, Imagem: Reprodução/Instagram

– O fanatismo do torcedor cega as decisões: sobre os lances de duas rodadas do Palmeiras.

Dois lances de jogos do Palmeiras nas últimas duas rodadas mostram que, muitas vezes, paixões exacerbadas e exageradas cegam (e muitas vezes, emburrecem). O cognitivo é carregado de vieses e a opinião deturpada pela influência clubística.

Me refiro aos torcedores fanáticos (o torcedor sensato está em outra categoria, mais intelectual). E vamos aos exemplos:

1- Na semana passada, em Palmeiras x São Bernardo, eu comentei que NÃO foi pênalti de Marcos Rocha. E… torcedores palmeirenses (desses, mais fanáticos), viralizaram o texto, me colocando no patamar de “melhor analista de arbitragem do mundo” (assim como fazem com todos os outros quando ouvem o que querem). Mas torcedores de outros times (igualmente radicais) detonaram a explicação pelas redes sociais: “você é palmeirense, seu f.d.p”, “safado, corporativista”, entre tantos “elogios”.

2- Ontem, em Palmeiras x Ituano, eu comentei que foi ILEGAL o lance de Gustavo Gómez que resulta no gol. E… os mesmos torcedores palmeirenses (do tipo já citado) me xingaram: “seu b., só quer f. o Palmeiras”, “seu corintiano do c.”. Em contrapartida, torcedores de outros times escreveram: “parabéns, não discuta com o especialista”, “concordo com você, vimos o mesmo lance”, “parabéns, não deu pq recebeu o ‘pix da tia Leila'”, e outras bobagens.

Críticas e elogios, dos fanáticos, não valem.

Críticas e elogios do torcedor ponderado, que muitas vezes entende mais de futebol do que nós mesmos, aí sim precisam ser respeitadas. O que não se pode é radicalizar o discurso e desrespeitar a opinião alheia, desde que tenha fundamento.

No lance do Marcos Rocha, já é uma questão pouco menos interpretativa e bem mais objetiva: ele não teve intenção. No lance de Gustavo Goméz, eu entendo ter ocorrido o apoio (e para entender sobre apoio / carga / tirar vantagem, vide o link abaixo). Logicamente, é bem mais interpretativa tal situação, e respeito quem pensa diferente (desde que tenha argumentos lógicos).

O gozado é: o torcedor mais radical vê o que quer, não importando se é racional ou não.

Sobre o lance de Palmeiras x São Bernardo, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/12/o-problema-e-desconhecer-a-regra-sobre-o-penalti-de-marcos-rocha/

Sobre o lance de Palmeiras x Ituano, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/19/a-polemica-da-jogada-que-antecedeu-o-gol-de-palmeiras-1×0-ituano-falta-ou-nao/

Uma observação: se eu vejo tanto haters em meu humilde blog (e sou bem resolvido quanto a isso, consigo administrar bem a situação, desprezando o que é lixo tóxico-mental e considerando o que é válido), imagine jornalistas esportivos respeitados de grande emissoras, que não fazem média ou que não tem compromisso com Agenda Positiva de Clube (adorei esse termo utilizado pelo Mauro Cezar Pereira, em referência ao chapa-branquismo observado em muitas situações, quando não se critica um time para mostrar que está “tudo bem”, omitindo propositalmente os fatos / informações).

A verdade é que termos como: “Apito Amigo Corintiano”, “Esquema Parmalat”, “VARmengo”, só existem pelo fanatismo. Ou será que por má-fé em alguns casos?

Depende de quem os usa…

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A polêmica da jogada que antecedeu o gol de Palmeiras 1×0 Ituano: falta ou não?

Na semifinal deste domingo do Paulistão 2023, o gol do Palmeiras surgiu de uma jogada irregular. Explico:

Raphael Veiga cobra uma falta, a bola vem pelo alto e Gustavo Gomez (SEP) se apoia em Lucas Siqueira (ITU). Na sobra, Murilo faz o gol.

Acontece que qualquer apoio (em adversário e TAMBÉM em companheiro) é uma infração. Entenda: se você saltar apoiando em seu companheiro, usou de um artifício proibido para ganhar impulsão. Se o fizer apoiando em um adversário, é a chamada carga (e nesse caso, nem precisa derrubar seu oponente ou impedir que ele salte, somente o fato de se apoiar, já é falta).

O estranho é: o VAR viu, avisou o árbitro que tomou a decisão equivocada; o VAR não viu e nem o árbitro, ou o árbitro viu e chamou a responsabilidade para si, antes de qualquer aviso do VAR?

Com a divulgação do áudio nas próxima horas, saberemos.

Palmeiras x Ituano: veja onde assistir ao vivo, horário e escalações |  campeonato paulista | ge

Imagem extraída de G1.com.

– Substituição de Árbitro no Palmeiras x Ituano.

Havíamos falado que era ótima escala a de Vinícius Gonçalves Dias Araújo para Palmeiras x Ituano, e que me preocupava a questão física devido à maratona de jogos que estava realizando (o texto está aqui: https://wp.me/p4RTuC-L4J).

Pois bem: Vinícius acaba de ser substituído por sentir lesão. Apitará o jogo Flávio Rodrigues de Souza (que estaria provavelmente num dos jogos da final).

Torço para a pronta recuperação de Vinícius.

– Análise Pré-Jogo das Arbitragens para Palmeiras x Ituano e Água Santa x Red Bull Bragantino.

Para os confrontos entre o Verdão vs Galo Ituano e Netuno vs Toro Loko / Massa Bruta, arbitrarão:

PALMEIRAS x ITUANO, 19/03 – (Allianz Arena).

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo* (ATUALIZANDO: substituído por Flávio Souza, aqui: https://wp.me/p4RTuC-L5s).
Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
Árbitro Assistente 2: Mauro André de Freitas
Quarto Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos
Quinto Árbitro: Daniel Luis Marques
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
AVAR1: Alberto Poletto Masseira
Observador VAR: Carlos Augusto Nogueira Junior
Quality Manager: Walter de Lima Coelho Junior
Analista de Vídeo: Carlos Donizeti Pianosqui
Técnico de Garantia FPF: Marcelo Branco
Operador de Replay: Gabriel Vianna
Técnico de Garantia Estádio: Rodrigo de Lima
Assistente de Área de Revisão: Lucas Wilson Rodrigo de Menezes

ÁGUA SANTA x RED BULL BRAGANTINO, 20/03 – (Santos).

Árbitro: Raphael Claus
Árbitro Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis
Árbitro Assistente 2: Neuza Ines Back
Quarto Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Quinto Árbitro: Italo Magno de Paula Andrade
VAR: Daiane Muniz dos Santos
AVAR1: Herman Brumel Vani
Observador VAR: Silvia Regina de Oliveira
Quality Manager: Débora Raiane Nunes
Analista de Vídeo: Marcio Verri Brandão
Técnico de Garantia FPF: Breno Raimundo
Operador de Replay: Paulo Pereira
Técnico de Garantia Estádio: Daniel Custódio
Assistente de Área de Revisao: Sérgio Augusto

As escalas da FPF estão seguindo a lógica: neste ano, os melhores juízes estão nos melhores jogos. E, de maneira conservadora, não se testou nenhum árbitro emergente em clássico.

Raphael Claus, Flávio Rodrigues de Souza, Edina Alves Batista (os 3 FIFAS) e Vinícius Gonçalves Dias Araújo foram os que tiveram melhor desempenho. Portanto, é razoável imaginar que os 4 estejam nos dois jogos semifinais e nas duas partidas finais.

Jogo no Allianz Arena – Vinícius Gonçalves Dias Araújo, o “Tito“, tem 44 anos e é de Guaratinguetá. Esteve escalado em 12 rodadas da A1 e 2 da A2, sendo, portanto, 100% dos finais de semana e meios de semana possíveis. Dos times envolvidos, apitou São Paulo 0x0 Ituano, Palmeiras 3×1 Santos, Palmeiras 2×1 Ferroviária e Ituano 3×0 Santos (repare que nem Palmeiras e nem Ituano perderam com ele apitando).
Vinícius é discreto, dificilmente vemos erros técnicos ou disciplinares nele em seus jogos. Com 19 anos de carreira, vive seu melhor momento na arbitragem (e dos muitos jogos que assisti dele, penso ser justo que, ao lado de Raphael Claus, possa ter sido o árbitro de melhor desempenho até agora).
O que me preocupa é a maratona de jogos: em 64 dias, contando os jogos da Copa do Brasil, será sua 17ª partida oficial (esteve na quarta-feira em Alagoas, no CRB 5×0 Operário). Embora, é notório seu ótimo condicionamento físico.

Jogo da Vila Belmiro – Raphael Claus, o “Ratão“, tem 43 anos e é de Santa Bárbara do Oeste. Completando 21 anos de carreira e com uma razoável participação na Copa do Catar 2022, tem se reencontrado no Paulistão com excelentes atuações. Igualmente a Vinícius, trabalhou 12 jogos da A1 (mas nenhum da A2 e nem um jogo por competições da CBF). Foi quem mais apitou clássicos nesse ano. Dos envolvidos, não trabalhou em nenhum jogo do Água Santa, e esteve em duas partidas do Red Bull Bragantino: na primeira rodada (vitória de 1×0 em Bragança contra o Corinthians) e na última (vitória de 3×0 em Sorocaba contra o São Bento.
Aliás, nessa derradeira partida mostrou como é respeitado: Bruno Aguiar cometeu pênalti, ameaçou reclamar, olhou para o Claus, respirou fundo e… foi pedir desculpas! Se o árbitro fosse um novato, o veterano zagueiro provavelmente teria “jantado” o apitador.

Atualizando a substituição do árbitro do jogo do Palmeiras: https://wp.me/p4RTuC-L5s

Desejo bons jogos e ótima arbitragem!

Acompanhe conosco o jogo do Água Santa vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Facebook: https://www.facebook.com/radiofuteboltotalbraganca, ou
Twitter: https://twitter.com/radiodaverdade,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, comentários de Lucas Salema e reportagens de Pietro Loredo, Análise da Arbitragem de Rafael Porcari. Segunda-feira, 20/03, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

Paulistão 2023: veja como ficaram os grupos e jogos da primeira fase | Placar - O futebol sem barreiras para você

Imagem: divulgação FPF.

– Análise da Arbitragem de Ypiranga 3×1 Red Bull Bragantino.

Um jogo muito feio no Colosso da Lagoa, em Erechim-RS, onde as equipes jogaram mal e deram trabalho ao experiente Wagner do Nascimento Magalhães.

Nos primeiros 40 minutos, tivemos 21 faltas com 7 cartões amarelos (todos corretos, exceto ao de Lucas Cunha, onde o árbitro foi muito rigoroso). No 2º tempo, PK (YPI) xingou o juizão ao tentar cavar uma falta e foi bem expulso (ao todo, 34 faltas).

O único lance técnico polêmico: aos 77m: um chute de Natan (RBB) para o gol, que bateu no braço de Bruno Baio (YPI), que estava grudado no próprio corpo. Nada marcou, acertou.

Detalhe: foi perceptível o cansaço do árbitro, que apitou na 2ª feira no Maracanã e nesta 4ª no Interior Gaúcho. Falta bom senso a quem escala… (mas sejamos justos: ele foi bem na partida).

Ypiranga-RS x Bragantino: onde assistir ao vivo, horário e escalações |  copa do brasil | ge

Imagem extraída de: GE.com

– O erro da bandeira em Ituano x Ceará.

Que dó!!! Aos 42m do 2º tempo, a bandeira Luiza Naujorks Reis anulou um gol legítimo do Ituano (seria 2×1 contra o Ceará). Não estava impedido.
O Galo de Itu irá decidir nos pênaltis contra o Vozão a sua passagem à 3ª fase da Copa do Brasil.

– O tempo de bola rolando no Paulistão 2023: uma falácia?

O tempo de bola rolando no Campeonato Paulista é algo para se discutir. Veja só: se deseja que tenhamos ao menos 60 minutos de jogo efetivo nas partidas (pois uma das propostas da FIFA de mudança de regra é de 2 tempos de 30 minutos com cronômetro parando a cada saída de bola).

Mas afinal… quem fica cronometrando? Você já viu um “cronometrista em campo”? De fato, pela dinâmica do jogo, não é possível nem ao árbitro, nem ao 4º árbitro. É verdadeiramente “chute”!

Peguei alguns jogos das últimas 4 rodadas da Primeira Fase (rodadas 9, 10, 11 e 12) e a rodada das quartas-de-final + Troféu Independência (rodada 13). E veja cada número “redondo”, coincidente, e em muitos momentos, improváveis que são anotados na súmula (na lista abaixo, marcando tempo total de jogo, e entre parênteses, o 1º tempo + 2º tempo):

60’ (29 + 31) Corinthians x Santo André (Rodada 12)
60’ (30 + 30) Corinthians x Ituano (Rodada 13)
60’ (30 + 30) Santos x Corinthians (Rodada 11)

61’ (31 + 30) Água Santa x Red Bull Bragantino (Rodada 9)
61’ (31 + 30) Red Bull Bragantino x Ituano (Rodada 11)
61’ (31 + 30) Ituano x Santo André (Rodada 10)
61’ (31 + 30) Ituano x Santos (Rodada 12)
61’ (31 + 30) Palmerias x Ferroviaria (Rodada 11)
61’ (32 + 29) Guarani x Portuguesa (Rodada 13)

62’ (31 + 31) São Paulo x São Bernardo (Rodada 11)
62’ (32 + 30) Santo André x Inter Limeira (Rodada 13)
62’ (33 + 29) Internacional x Água Santa (Rodada 10)

63’ (32 + 31) Santo André x Mirassol (Rodada 11)
63’ (33 + 30) São Bento x Bragantino (Rodada 12)
63’ (33 + 30) São Paulo x Água Santa (Rodada 13)

64’ (33 + 31) Santos x Portuguesa (Rodada 10)
64’ (33 + 31) Guarani x Palmeiras (Rodada 12)
64’ (34 + 30) Palmeiras x Bragantino (Rodada 10)
64’ (34 + 30) Ferroviária x Internacional (Rodada 12)

65’ (33 + 32) Corinthians x Palmeiras (Rodada 9)
65’ (34 + 31) Corinthians x Mirassol (Rodada 10)

67’ (35 + 32) Palmeiras x São Bernardo (Rodada 13)

69’ (35 + 34) Portuguesa x São Bento (Rodada 11)
69’ (36 + 33) Botafogo x São Paulo (Rodada 12)

72’ (37 + 35) São Paulo x Internacional (Rodada 9)

Oiti Cipriani, ex-analista de arbitragem da CBF / FPF e atualmente comentarista de arbitragem no site 3VV (coluna Osservatorio Arbitrale), chamou a atenção para esses números que pareciam não corresponder com a sensação vista em campo. E na partida Palmeiras x São Bernardo, dedicou-se a fazer a cronometragem. Repare: o total de tempo dessa partida foi de 67 minutos, sendo 35’00 no 1º tempo e 32’00” no 2º tempo, segundo a súmula. No trabalho dele de cronometragem, o total (pasmem) foi de 52 minutos e 31 segundos, sendo 23’22” no 1º tempo e 29’08” no 2º tempo. Quase 15 minutos de diferença!

A reportagem dele está em: https://3vv.com.br/novo/paulista-23-sep-1×0-sbc-analise-da-arbitragem/?fbclid=IwAR1p1NezGX3-ASKckrzTBLCxgm__-Q3i3nLoeJOVtKSowSl_LhtfI0HGMYM

A pergunta é: no final do torneio, quando se fechar os números da arbitragem, exaltar-se-á a “excelência do tempo de bola rolando” do Paulistão 2023 com números irreais?

Convido a qualquer amigo à seguinte tarefa: no próximo jogo, cronometre-se o tempo de bola rolando, e posteriormente confira o que estiver na súmula (provavelmente, em números redondos acima de 60 minutos).

– Parabéns ao seu Euclydes! E que reabilite-se o SAFESP!

Seu Euclydes Zamperetti Fiori, ex-árbitro de futebol e articulista da “Coluna do Fiori”, merece os aplausos daqueles que pensam na “Arbitragem de Futebol” como categoria. É um dos poucos que há tempos está defendendo a reabertura do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo, sem interesse pessoal ou alguma benesse. O faz pelo coletivo!

Dias atrás, ele deu em primeira mão as articulações de interessados em reabrir o SAFESP. E nessa semana, trouxe novidades desse processo. Acesse aqui: https://blogdopaulinho.com.br/2023/03/13/coluna-do-fiori-edicao-extraordinaria-6/

Num lugar sério, o Sindicato deveria ter uma placa homenageando o seu Euclydes – e aqui lembrando: homenagem deve ser feita em vida, pois depois que nos deixa, não adianta mais. Afinal, cite nomes que estão defendendo a volta do Safesp (para os árbitros, e não para grupo comercial) sem ser ele?

Não tem um só!