– Como a China se descuidou tanto com a volta da COVID?

Sem vacinas atualizadas contra a nova variante da Covid, e com resistência da população em vacinar, explodem os casos de Covid na China (e felizmente, isso não deve se repetir no Brasil).

Olhe só que cenário assustador, extraído de: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2022/12/21/covid-zero-china-aumento-de-mortes-internacao-fim-das-restricoes.htm

MORTES LOTAM CREMATÓRIOS NA CHINA

por Wanderley Preite Sobrinho

Segundo o epidemiologista chinês Eric Feigl-Ding, da ONU, o fim das restrições sanitárias pelo governo asiático vem lotando hospitais e causando “uma explosão nos serviços funerários”.

O que ele disse no Twitter?

– 60% dos chineses e 10% da população mundial devem pegar covid nos próximos 90 dias
– Funerárias lotadas: 2.000 corpos aguardam cremação
– Escolas são fechadas em “cidades em surto”
– Demanda chinesa reduzirá oferta de remédios no mundo
– China não adotou vacina bivalente
– Idosos resistem à vacina

-Não estou exagerando: serão até 2 milhões de mortos na China nos próximos meses (…) se não houver intervenção.

“Feilg-Ding, epidemiologistanone”

Feigl-Ding é chefe da Força-Tarefa Covid no Instituto de Sistemas Complexos de New England, cofundador da Rede Mundial de Saúde e membro de um comitê de especialistas sobre covid da ONU.

“É um professor renomado, confiável e com fontes na China”, confirma o vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Alexandre Naime.

Feigl-Ding diz repassar informações de hospitais e funerárias chinesas, que estariam usando refrigeradores para conservar os corpos que esperam na fila.

Aos que o chamam de alarmista, Feigl-Ding mandou um recado:

“Você não precisa acreditar em mim. Muitos não o fizeram em janeiro de 2020, quando tentei alertar que o ‘novo coronavírus’ era uma pandemia que o mundo não via desde 1918.”

Além do afrouxamento das restrições sanitárias, Naime, da SBI, atribui a “catástrofe chinesa” à resistência de idosos à vacinação e à utilização da primeira geração de vacinas, ainda não adaptada à variante ômicron.

A China vacinou 89% da população com duas doses, mas apenas 57% receberam o reforço, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Nova onda chegará ao Brasil?

Naime aposta no “surgimento de variantes mais transmissíveis”, mas descarta nova onda de mortes no Brasil e no mundo porque “a população global está muito mais bem imunizada do que a chinesa”.

“Nossa lição é dar as doses de reforço. Na China, será redução de danos”, diz.

Especialistas apontam caminhos para o combate à pandemia no segundo  semestre | AGÊNCIA FAPESP

Imagem extraída de FGV / FM-USP

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.