– Sobre o caso da Menina de 10 anos estuprada

É comovente a história da menina de 10 anos que sofreu uma série de violências sexuais cometidas por um tio, culminando na gravidez. A questão que esse triste episódio deveria tratar é: o quão monstruoso pode agir o ser humano, motivado pelo sexo. A erotização da sociedade e a busca de atitudes como essa mostram que o prazer carnal vence o equilíbrio espiritual, infelizmente.

Porém, diante deste estupro, a lei brasileira permite o aborto. E aqui não estou fazendo a defesa ou a condenação do que a menina fará (eu sou a favor da vida, sempre, e entendo que estamos diante de uma garotinha esperando um bebê – duas vidas sendo discutidas pelos “outros”).

Fico muito assustado quando uma questão de foro tão íntimo de uma família, como neste caso, é discutida pelos brasileiros. Quem somos nós para querer tomar a decisão de abortar ou não em nome de alguém?

Repito: eu sou sempre a favor da vida: a da vítima e a do nascituro, que é um inocente que não tem culpa de estar na barriga de alguém. Mas não sou eu quem decido (e não posso e nem quero) por essa menina.

  • Com que direito manifestantes vão a um hospital protestar contra a vontade ou não dos envolvidos quanto a este caso? Eu sou contra o aborto, sou católico praticante mas minha fé lembra que existe o livre arbítrio – ou seja, que Deus deu a liberdade para as pessoas decidirem a fazer o certo ou o errado. E mais: questiono-me no meu íntimo: o que Jesus diria neste momento sobre isso?
  • Da mesma forma, é repugnante ver pessoas “lacrando” (um termo que não gosto de usar mas que existe no mundo virtual) em cima deste assunto, taxando como obrigatória a prática do aborto como se a menina tivesse que decidir a partir da opinião destes “sabidos senhores da vida”. Muitos, aliás, que são celebridades que defendem em suas Redes Sociais o uso de drogas, a liberdade plena de expressão, às formas mais diversas de vida e, contraditoriamente, não permitem à defesa de um bebê no ventre.

Muito louco tudo isso? Sim. Mais loucura ainda é observar que a tragédia da garotinha tornou-se um show de horrores, onde radicais querem tomar a decisão sobre duas vidas, ao invés da família interessada (que precisa ter a paz e a tranquilidade necessárias para este momento difícil).

Que Deus ajude com seu Espírito Santo a iluminar os que sofrem com isso neste momento, pensando no presente e no futuro de ambos (aqui, me refiro às consequências de um aborto).

Acréscimo: que canalhice a tal de “Sara Winter” divulgar o nome da menina e explorar o caso. Parece-me egoísmo e aproveitamento da dor do próximo por politicagem…

Sara Winter divulgou nome da menina de 10 anos estuprada e onde ...

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