Vejo muita reclamação nas Redes Sociais sobre dois lances da rodada – um na Arena de Porto Alegre e outro no Pacaembu.
Vamos a eles:
GFPA x SEP, Pênalti em Keno – aos 7 minutos do segundo tempo, dentro da área, Kaio chuta Keno e o árbitro ignora. Não resta dúvida do equívoco do árbitro Ricardo Marques Ribeiro ao não marcar pênalti, e talvez a explicação seja simples: desconcentração! Existe um problema com os árbitros em geral que pouco se comenta, que é o de “não se acostumar com a virada do campo”. Sua mente está se adaptando ao novo esquema de “falta aqui é para o azul, se for lá agora é do verde”. Nos minutos iniciais da virada de 1o para 2o tempo (como ocorrido em Porto Alegre), isso pode acontecer (e é o que deve ter acontecido). Convido a quem gosta do assunto a fazer um levantamento de decisões importantes dos árbitros em lances polêmicos (quando eles ocorrem) entre o 1o e 10o minuto em campo do segundo tempo. Discutimos esse assunto em um módulo de Doutorado da USP na disciplina “História Sociocultural do Futebol” com os profs Honório e Flávio, e que foi de muita valia para o debate de percepções temporais no campo de jogo.
SPFC x CRF, Gol de Lucas Pratto – aqui, embora comparado, foi uma situação diferente do atacante Jô do Corinthians na polêmica contra o Vasco (que suscitou até mesmo o blablablá de Del Nero dizendo que implantaria o árbitro de vídeo na rodada seguinte, apenas para ganhar Eurico Miranda no papo). Relembre o lance aqui: http://wp.me/p55Mu0-1Gi. No Pacaembu, quando o atacante argentino vai receber a bola, há um desvio do defensor flamenguista, próximo a ele. Em um primeiro momento, achei que houvera batido no ombro, mas com a “lupa” da TV se vê que foi no ante-braço. Nesse caso, tanto faz onde pegou, já que seria muito difícil fazer o braço / ante-braço / ombro / peito ou seja lá o que for desaparecer, devido à proximidade do desvio do adversário e rapidez da bola. Repare ainda outro subsídio para validar o gol: ele não deixa o braço ir à bola em movimento antinatural, ela simplesmente bate nele. Portanto, acerto do árbitro e não se pode dizer que foi mão intencional.
Enfim, a cada rodada que se aproxima do final do campeonato, os erros (os menores que possam ser) ganharão muito destaque pela luta pelo título ou fuga do rebaixamento.

