Um fato inédito: na penúltima rodada da fase de classificação para a Copa do Mundo na Zona da Conmebol, dos 5 jogos, em 4 apitaram brasileiros (por motivos óbvios, apenas em Bolívia x Brasil tivemos um não brasileiro (Fernando Ratallini, ARG).
A ideia é de que, já que a Seleção Brasileira já estava classificada e como “embolou” a tabela, todos os países tinham interesse nos resultados das outras nações. Dessa forma, juízes brasileiros seriam neutros e/ou desinteressados.
Para a última rodada, os mesmos árbitros brasileiros que apitaram no meio de semana apitarão novamente. Vamos lá:
Equador x Argentina – Anderson Daronco, com Alessandro Rocha Matos e Fabrício Vilarinho.
Paraguai x Venezuela – Wilton Pereira Sampaio, com Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia.
Peru x Colômbia – Sandro Meira Ricci, com Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen (este será o trio de arbitragem brasileiro para o Mundial da Rússia)
Uruguai x Bolívia – Ricardo Marques Ribeiro, com Rodrigo Corrêa e Guilherme Camilo.
Brasil x Chile – seguindo o mesmo critério de neutralidade da nacionalidade dos árbitros, apitará o equatoriano Roddy Zambrano (já que o Equador está eliminado e o Chile tem interesse no resultado).
A pergunta é: e se TODOS os países ainda estivessem lutando pela classificação? Teríamos alemão, italiano, francês, espanhol e português apitando. Ou quem sabe o saudoso Yuichi Nishimura poderia apitar no Allianz Arena, caso a Seleção precisasse.
Brincadeiras à parte, acho que o excesso de precaução é válido, já que sabidamente é nefasto o histórico da Conmebol.

