– Um Tribunal Torcedor?

Jonas Lopes Neto é o auditor que indiciou Ronaldinho Gaúcho por uma entrada violenta não apitada por Heber Roberto Lopes. Nada foi; a jogada era de jogo perigoso... No máximo, tiro livre indireto.

Porém, parece que a moda agora é querer “reapitar o jogo”. Se o árbitro não marcou, por quê o auditor quis marcar? Ele é árbitro de futebol? Entende das 17 regras?

Se o indiciamento tivesse ocorrido após a consulta de um colegiado de árbitros que declarasse ter sido erro grave do árbitro, tudo bem! Mas nada disso aconteceu. O fato relevante é que o auditor já se declarou flamenguista (embora, ressalte que não atua com sentimentalismo).

Ora, se é assim, não deveria postar fotos polêmicas de R10 no Facebook, pois é incompatível com sua ética. Eis a imagem:

Tá de brincadeira, né? Não me parece que quem coloca na sua página tal foto não tenha uma certa simpatia da pessoa… Bope intimando um ex-flamenguista que abandonou o barco?

– Brasil X Iraque: observações!

O Brasil jogou na Suécia mais um daqueles amistosos que, se levado a sério, não vale como jogo. Vale como treino!

E o que deve valer em um treino?

Experimentar como está, in loco, Kaká. Para isso valeu. Ou ainda observar um novo quarteto-mágico, formado por Neymar (muito menos individualista nesta oportunidade, Kaká, Oscar (que um dia foi chamado de “novo Kaká”) e Hulk (como alguns têm má vontade com ele…).

Fico pensando: será que Mano Menezes andou perdendo tanto tempo com a turma do Leste Europeu e só agora resolveu convocar jogadores com reais condições?

O ponto negativo: estádio vazio, adversário ruim… concordo que precisa treinar, mas não poderia deixar de sacrificar os clubes durante o Brasileirão e realizar jogos por aqui?

Aliás: meu glorioso Paulista de Jundiaí, mesmo na triste pindaíba que se encontra, seria um adversário mais gabaritado que o Iraque…

– A Amil foi Vendida. E o que muda?

A UnitedHealt, empresa de saúde americana, comprou nessa semana a Amil por quase 10 bilhões de reais.

Ouvi uma autoridade da ANS dizendo que a empresa deverá dar todas as garantias de boa continuidade do plano, que o segurado da saúde deve exigir consultas marcadas em tempo rápido, que o preço deve ser justo…

Ué, alguém tem um plano de saúde tão bom? Ele não existe!

Seria bom que isso detalhado acima acontecesse de verdade…

– Genoíno: Ninguém se deu conta que ainda estava no Governo?

Depois da condenação do Mensalão, José Genoíno deixou o Governo.

Ué, estava lá?

Sim, estava! Como Assessor Especial do Ministério da Defesa! Remunerado, e “trabalhando muito”…

O que fazia nesse cargo?

Depois de todo o escândalo, só agora ele saiu? Ninguém pensou em exonerá-lo?

Sobra dinheiro nesse país…

– Fluminense Campeão e distorções do Brasileirão

Já na reta final do Campeonato Brasileiro, o Fluminense, jogando bem, é líder com 9 pontos de vantagem do segundo colocado. Com bom treinador e ótimo elenco, já é campeão. Duvido que alguém tire a diferença.

Mas será que se o torneio fosse disputado sem times mistos por culpa da Libertadores / Copa do Brasil, sem desfalques da Seleção e outras interferências, o Tricolor Carioca levaria tão fácil?

Eu acredito que não. Corinthians, Santos e São Paulo estariam no páreo.

Na parte debaixo da tabela, se o Palmeiras perder hoje, fica a 9 pontos de diferença do primeiro que se salva. Por coerência: se isso acontecer, o Verdão não se salva mais.

Claro que matematicamente dá para mudar o panorama. O problema é: e a na prática?

– Filhos de Karvadi, o Pai dos Nelores Brasileiros

Segundo a matéria de Fábio Portela, na Ed 2229 da Revista Veja, intitulada “Em busca do Boi Ideal”, 40% do rebanho brasileiro descende de um único boi nelore: Kavardi, um tetracampeão indiano em exposições e que foi comprado por um produtor de Uberaba. Do seu sêmem nasceram, até hoje, aproximadamente 80 milhões de animais.

A reportagem ainda trata da qualidade do boi brasileiro: rebanho sempre magro e doente, por culpa da origem européia, e que muda a partir da década de 40, quando começaram a chegar bois zebus trazidos da Índia, com a esperança de que as condições climáticas favorecessem a raça em nossa terra.

Pelo visto, deu certo!

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