– O erro no momento derradeiro em Santos 1×1 Corinthians

Deu azar (aliás, vem dando má sorte em clássicos há algum tempo) o árbitro Luiz Flávio de Oliveira no SFC x SCCP deste domingo.

A torcida santista que desde o tempo do seu irmão Paulo César pega no pé da família Oliveira, reclama de um pênalti não marcado bem no final da partida no Pacaembu que poderia originar o gol da vitória (de virada) ao Peixe sobre o Timão. A bola foi dividida próximo à linha penal e marcou-se tiro livre direto. Mas as queixas são com ou sem razão?

Com razão, mas é preciso levar em conta algumas situações:

  1. O desgaste do jogo cheio de percalços (como mais uma queda de energia no Estádio Paulo Machado de Carvalho);
  2. A má fase do bom árbitro;
  3. O momento de tensão do jogo; e, o principal…
  4. A velocidade e localidade da infração.

Explico o último item: apesar de Luiz Flávio estar bem posicionado, os pés dos jogadores tentando a bola se embaralham e impedem do árbitro ter certeza se foi dentro ou fora da grande área. O toque é rápido, isso também atrapalha o poder de decisão do juiz. E ouso dizer: houve tanta dúvida do que foi marcado, que o local onde a bola foi colocada e a falta foi cobrada é bem distante do real ponto onde aconteceu a infração (para justificar, consciente ou não, a bola foi puxada bem fora da área).

Que existiu o erro, não há o discutir. Mas tenhamos certeza: se fosse marcado o pênalti, Luiz Flávio marcaria com a mesma falta de convicção de como foi marcado o tiro direto, pelas dificuldades citadas.

Enfim, o mais irônico é que esse lance seria facilmente resolvido com a utilização do árbitro de vídeo, aprovado e incorporado às regras no dia anterior (e que no Brasil os testes ficaram só no discurso)! Com a grana que a Federação Paulista de Futebol tem, não era correto ter o uso experimental do recurso? Lembrando que para o Brasileirão, Santos e Corinthians votaram contra o uso do VAR em 2018.

Sobre a oficialização do Vídeo-Árbitro (VAR), compartilho em: https://wp.me/p4RTuC-lIs 

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– O Árbitro de Vídeo é oficializado. E agora, José? Mas será essa a grande modificação no Futebol?

Depois de 132 anos se reunindo para discutir as permissões, proibições e nortes da prática do então chamado “esporte bretão”, a International Board (IFAB), a “dona” das Regras do Futebol, sob lobby forte da FIFA (com o desejo pessoal do entusiasta da ideia, o seu presidente Gianni Infantinno), aprovou a maior mudança nas Regras do Futebol do século XXI neste histórico de 03 de março de 2018 (e uma das 3 maiores da história desse esporte, sem sombra de dúvida): a introdução oficial do Video Assistent Referee, o VAR (antes, estava em caráter experimental).

Ainda em dúvida se será usado já na Copa do Mundo da Rússia (A FIFA anunciará seu uso ou não dia 16/03, embora a tendência é a confirmação dele), o certo é que o índice de acerto das decisões nos 20 países que usaram tal sistema foi alto (e o Brasil somente ficou no blábláblá, prometendo e não usando).

O VAR será acionado pelo árbitro central ou interpelará o mesmo nos lances de

1- Confirmação ou não de gol;

2- Revisão da decisão de marcar ou não um pênalti;

3- Decisão de Cartão Vermelho a ser aplicado direto ou não;

4- Reconhecimento de atletas a serem punidos quando o árbitro possa não ter os identificados.

Por ser uma novidade, situações novas surgirão e deverão ser corrigidas. Mas imagine as Copas de 1962 (quando Nilton Santos deu o seu passo fora da grande área na não marcação do pênalti contra a Espanha no mata-mata da semifinal) ou 2002 (Brasil x Bélgica)? Se utilizado tal sistema, seríamos pentacampeões mundiais? Idem à Inglaterra em 1966 ou à incrível Argentina de Dom Diego Maradona em 1986, com a “Mão de Deus”.

Ao contrário, quantos títulos a mais como Campeões da Libertadores da América o nosso país teria? Vide Estudiantes x Santos na década de 60 ou as “operações” de Ubaldo Aquino e Carlos Amarilla contra Palmeiras e Corinthians, respectivamente, a favor do Boca Jrs.

Outra importante mudança (e talvez tão impactante quanto o VAR) é a permissão da comunicação eletrônica na área técnica. E aqui uma curiosidade: a FIFA foi fechando o cerco com rádios, celulares e tablets, pouco-a-pouco. Agora, escancara de vez liberando o uso da tecnologia a favor da recepção de dados e informações dos assistentes técnicos para com os treinadores (o que é ótimo). Repararam que José Mourinho e Vanderlei Luxemburgo começaram a “perder a mão” quando deixaram de receber seus dados da arquibancada ou via meios estatísticos eletrônicos? Mera coincidência ou não?

Enfim: viveremos um novo momento no futebol, esperando que o elemento humano que controla a tecnologia da arbitragem seja competente para as decisões (de nada adiantará a vantagem tecnológica se continuarmos com árbitros reféns de “sindicatos-patrões” e federações / confederações que fazem média com os clubes, sendo que o juiz de futebol continua sendo o ÚNICO AMADOR – juntamente com os gandulas –  no Mundo do Esporte).

Aguardemos para ver como será!

IMPORTANTE –

No primeiro parágrafo desse texto eu escrevi que o VAR era a maior modificação das Regras no século XXI (e uma das 3 da história). As outras são: no século XX a introdução dos cartões amarelos e vermelhos (que globalizou as punições e a linguagem futebolística aos atletas) e particularmente, penso que a maior modificação da história do futebol foi ocorrida no século XIX: a criação da figura do ÁRBITRO, em 1868. Diferente de hoje, ele ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, somente para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta aos capitães, fazendo parte oficialmente das regras.

Imaginaram um Corinthians x Palmeiras tendo que, a cada falta ou lance polêmico reclamado, sendo decidido acordado pelos seus capitães? Pense na não expulsão de Fágner ou no pênalti de Jaílson… Impossível de se crer.

E você, gostou do VAR?

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– A Ferramenta contra o Suicídio do Facebook

Eu não sabia, e fiquei positivamente surpreso: o Facebook, que tem sido tão atacado nos últimos dias devido as Fakenews, já faz mais de um ano que lançou um “comando anti-suicídio”, que visa ajudar pessoas desesperadas e alertar seus amigos!

Abaixo, extraído de: https://tecnoblog.net/197131/facebook-prevencao-suicidio-brasil-cvv/

FACEBOOK LANÇA FERRAMENTA DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Rede social faz parceria com Centro de Valorização da Vida (CVV) no Brasil

por Jean Prado

O Facebook quer ajudar a prevenir o suicídio no Brasil. Em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), instituição que oferece apoio emocional para pessoas que estão precisando de ajuda, a rede social lançou nesta terça-feira (14) uma ferramenta que permite aos usuários emitirem sinais de alerta quando perceberem que um amigo publicou um conteúdo com tendência ao suicídio.

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É uma ferramenta muito importante, considerando que o suicídio mata mais que o HIV no mundo, com uma morte a cada 40 segundos, segundo dados da OMS. No Brasil, oitavo país com a maior taxa no mundo, um suicídio acontece a cada 45 minutos — são 6 por 100 mil habitantes.

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A ideia é que as publicações dos usuários possam ajudar amigos a perceberem que há alguém com tendências suicidas. “Postar algo como ‘qualquer dia eu sumo’, por exemplo, é um super sinal de alarme”, diz Carlos Correia, voluntário do CVV desde 1992, ao G1.

Se você notar que isso aconteceu, denuncie a publicação e entre em “Acredito que não deveria estar no Facebook” > “Ver mais opções” > “Mostra alguém se ferindo ou planejando se ferir”. É possível oferecer ajuda, conversar com alguém de confiança, descobrir como proceder ou enviar a publicação para ser analisada pelo Facebook.

Com a publicação denunciada, a imagem abaixo irá aparecer para a pessoa que teve comportamentos preocupantes. A rede social facilita o contato com o CVV e dá dicas do que fazer para se sentir melhor.

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É uma ação interessante porque muita gente manifesta seus sentimentos (inclusive negativos) em redes sociais, e um usuário que notar repetidos posts de sofrimento vindos de alguém pode evitar que algo de pior aconteça. “Especialistas dizem que o suicídio pode ser prevenido em 90% das situações”, disse Correia.

Sem contar que a taxa de suicídios no mundo por idade em países de baixa renda é assustadoramente maior entre os jovens. Em 2012, segundo dados da OMS, cerca de 90 mil suicídios aconteceram com jovens na faixa dos 20 anos, contra 10 mil em países desenvolvidos (que têm seu maior índice aos 50 anos). Como esse público costuma filtrar menos o que vai para a rede social, é uma ação que deve ter certa eficiência.

A rede social também vai oferecer publicidade gratuita para o CVV conseguir recrutar mais voluntários, equilibrando o aumento da demanda de atendimentos com o lançamento da ferramenta. O CVV também oferece ajuda pelo número 141, além de telefones locais específicos para cada região e por Skype.

– Mastercard trocará senhas digitadas por selfies!

A tecnologia de fato espanta. Em alguns países ricos, a validação de uma compra on-line por cartão de crédito Mastercard se dará por… selfie do consumidor!

Abaixo, extraído de: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/23/mastercard-passara-usar-selfies-para-validar-compras-online.htm?cmpid=tw-uolnot

MASTERCARD PASSARÁ USAR SELFIES PARA VALIDAR COMPRAS ONLINE

A empresa de cartão de crédito MasterCard anunciou que vai passar a aceitar selfies e impressões digitais como alternativa às senhas em pagamentos online.

A tecnologia de verificação de identidade deve ser lançada no segundo semestre de 2016 no Reino Unido, EUA, Canadá, Holanda, Bélgica, Espanha, Itália, França, Alemanha, Suíça, Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca. Não há previsão para a chegada da solução no Brasil.

Segundo a MasterCard, 92% das pessoas que testaram a tecnologia preferiram o novo sistema de autenticação. “Senhas são um empecilho”, afirmou Ajay Bhalla, presidente da divisão de Safety and Security da empresa. “Elas são extremamente fáceis de esquecer, desperdiçam nosso tempo e não são realmente seguras. A biometria está transformando as transações online tão seguras e simples quanto compras presenciais”.

O uso do novo recurso estará vinculado a um aplicativo, que deve ser baixado em um PC, tablet ou smartphone.

No ato da compra, os usuários ainda terão de fornecer os dados de cartão de crédito. Mas para a autenticação da transação, será necessário ainda que eles olhem para a câmera ou usem o sensor de impressão digital do dispositivo em vez de digitar a senha, como atualmente é feito.

Se o usuário optar por um selfie, eles terão que piscar para câmera para provar que não estão apenas segurando uma foto.

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– O Grande erro da Imagem para o Vídeo-Árbitro na partida Huddersfield 0x2 Manchester United

Na vitória do Manchester United contra o Huddersfield pela FA Cup, neste sábado, uma grande vacilada da equipe que cuida da parte tecnológica e que prejudicou a orientação do árbitro de vídeo – prejudicando, por tabela, o jogo.

O atacante espanhol dos Red Devils, Juan Mata, marcou um gol em posição duvidosa. Eis que o VAR comunicou ao árbitro principal que existia impedimento e este acatou a informação. Entretanto, a imagem com linhas sobrepostas foi colocada de maneira errada sobre o gramado, totalmente torta e iludindo na tomada de decisão.

Aqui no Brasil, esses erros também acontecem (mesmo sem VAR), nas transmissões de TV. Eu me recordo de 3!

Veja a marcação de impedimento equivocada do Tira-teima da Globo em 2015 no Palmeiras x Flamengohttps://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/08/e-o-tira-teima-da-globo-errou-de-novo/

Até na Copa do Mundo isso aconteceu. Lembram de 2014 do lance de Fred em Brasil x Camarões? Aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2014/06/24/voce-confia-no-tira-teima-da-fifa-e-no-da-globo/

Por fim, algo tão “cabeludo” quanto isso foi o erro em 2013, na partida entre Internacional x São Paulo, também envolvendo erro com a linha do impedimento. Em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/10/27/analise-da-arbitragem-de-internacional-x-sao-paulo/

Abaixo, a imagem citada na FA Cup de ontem (não é fake ou montagem, é imagem verdadeira da cabine do vídeo-árbitro):

JUAN MATA

 

– Projeto de Lei que transforma em crime a inclusão de pessoas em grupos de WhatsApp sem consentimento.

Seria “Assédio Digital“?

A senadora amazonense do PCdoB, sra Vanessa Grazziotin, deve realmente ter muitas preocupações e responsabilidades a respeito do nosso país. Tanto que está trabalhando em um projeto de lei que torna crime a inclusão de qualquer pessoa em grupos de WhatsApp sem avisá-la.

Não tem nada mais importante para fazer?

Extraído de: https://blogdoiphone.com/2018/02/projeto-de-lei-do-senado-brasileiro-quer-proibir-adicionar-pessoas-em-grupos-do-whatsapp-sem-consentimento-previo/

PROJETO DE LEI DO SENADO BRASILEIRO QUER PROIBIR A INCLUSÃO DE PESSOAS EM GRUPOS DO WHATSAPP SEM CONSENTIMENTO PRÉVIO

Vivemos em um país quase perfeito, em que não temos problemas sérios nem preocupações sociais graves. Talvez por isso, alguns digníssimos senadores da República estão gastando seu tempo criando leis que querem regulamentar como as pessoas são adicionadas em grupos de redes sociais.

O Projeto de Lei 347/2016 quer proibir que pessoas sejam adicionadas por outros em grupos do WhatsApp, Facebook, Telegram e demais redes sociais sem que elas tenham dado permissão expressa para isso.

Ser adicionado em grupos sem saber é algo comum no WhatsApp, Messenger e Telegram. Mas para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), isso teria que virar caso de polícia. Ela propôs uma emenda ao Marco Civil da Internet para impedir este tipo de coisa.

Altera a Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), para dispor sobre a necessidade de prévio consentimento do usuário nos processos de cadastramento e envio de convites para participação em redes e mídias sociais, bem como em seus respectivos grupos, páginas, comunidades e similares.

O PLS (Projeto de Lei do Senado) foi aprovado já na primeira semana de trabalhos do legislativo deste ano, devendo ainda passar por votação final na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) antes de ser avaliado pelo plenário do Senado, pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo Presidente.

O digníssimo senador Romero Jucá (PMDB-RR) também contribuiu com a emenda, determinando que se uma pessoa for incluída em um grupo sem sua permissão, será o aplicativo que pagará por “dano moral ao titular dos dados“.

É chato ser adicionado em um grupo do WhatsApp por pessoas que muitas vezes você nem conhece? Claro, demais. Mas com um país com tantos problemas, será que este tipo de discussão banal e sem importância deveria estar na pauta de nosso legislativo?

Se você não lembra em quem votou para deputado e senador na última eleição, a culpa é um pouco sua também…

– Proibido o uso de celular mesmo quando o carro estiver parado no acostamento

Na França, devido a situações que envolveram acidentes, os motoristas que estiverem com o carro parado, mas usando o telefone celular, levarão multa idêntica àqueles que estão dirigindo.

E se fosse aqui no Brasil? Cairia no gosto popular essa lei?

Extraído de: https://blogdoiphone.com/2018/02/nova-lei-francesa-proibe-motorista-de-usar-celular-mesmo-com-o-carro-parado/

NOVA LEI FRANCESA PROÍBE MOTORISTA DE USAR CELULAR MESMO COM O CARRO PARADO

O celular hoje faz parte integrante de nossas vidas, pois se transformou em uma ferramenta múltipla que nos permite fazer muitas coisas. Porém, esta integração muitas vezes é exagerada pois não queremos largar do mundo online nem em momentos que precisamos prestar atenção em outra coisa, como em um jantar, no cinema ou ao dirigir um carro. Este último é bem mais grave, pois pode custar vidas ou, na mais leve das consequências, atrapalhar o trânsito.

Em todos os países há leis que proíbem o uso do celular enquanto se dirige, mas a França resolveu ser ainda mais radical: mesmo se você parar o carro e desligar o motor, pode ser multado se usar o celular no volante.

A lei em si continua a mesma: “O uso de um telefone nas mãos de um motorista de um veículo em circulação é proibido”. O que mudou na lei foi o conceito de veículo em circulação. Se o motorista simplesmente parar em um acostamento ou na beira de uma rua, o carro continua sendo considerado em circulação, mesmo se o motor for desligado. Isto significa que nem mesmo aquele tempinho parado no semáforo servirá para mexer no celular.

Para evitar a multa e a perda de pontos na carteira, o motorista que quiser usar o celular terá que estacionar o carro em lugar específico de estacionamento (vale também zona azul) para o veículo não mais ser considerado em circulação. A exceção vale em casos de acidentes ou quando o carro tem alguma pane; neste caso, o motorista pode ligar para o socorro.

O assunto é cada vez mais relevante e digno de atenção por parte de todos. Usar o celular no volante é uma péssima ideia sempre, mesmo quando “é rapidinho, nem vai atrapalhar“. Um levantamento da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) mostra que o uso de celular na condução de veículos é responsável por pelo menos 150 mortes por dia nas ruas do país. Trata-se da terceira causa mais frequente, atrás apenas de excesso de velocidade e embriaguez.

No início do ano passado, uma família entrou com processo contra a Apple por causa de um homem que usava o iPhone enquanto dirigia. Coincidência ou não, após isso a empresa incorporou no iOS 11 uma função chamada Não Perturbe ao Dirigir, que dificulta o acesso ao celular quando o aparelho identifica que você está em um carro em movimento.

Fixar o celular no painel ou usar um sistema integrado ao som do carro ajuda bastante a diminuir o perigo, desde que você mantenha as duas mãos no volante e olho constantemente na estrada. Mas nada disso adianta se você continuar mexendo nele para ler mensagens ou acessar menus. Nestes casos, sempre pare o carro para fazer isso. Afinal, mexer no celular com o carro parado ainda não é proibido no Brasil.

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– Não teremos Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2018. E alguém achava que teríamos?

Era bola cantada: a CBF não queria o árbitro de vídeo no Brasileirão (na verdade, NUNCA QUÍS). 

Quando Marco Polo Del Nero criou o “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo” e realocou Sérgio Correa da Silva, o ex-chefão do apito, para presidir essa nova seção, era visível que não queria perder seu homem de confiança que estava na Comissão de Árbitros até aquele momento. Trouxe então o Cel Marcos Marinho, outro braço direito dele, para mandar na arbitragem nacional, e assim poder ter o controle dos rumos da categoria (que é totalmente submissa à CBF, embora ela não reconheça os árbitros como funcionários).

A verdade é: há dois anos a CBF diz ser pioneira na idealização do Árbitro de Vídeo, prometeu por inúmeras vezes colocá-lo na ativa e fez isso para tergiversar outros problemas que realmente deveriam ser discutidos.

Nesta segunda-feira, ao propor que os clubes arcassem com as despesas do árbitro de vídeo, era lógico que teria a negativa das agremiações. E foi isso o que aconteceu: pelas enésima vez, adiou-se o árbitro de vídeo!

Quem acompanha nosso blog, está cansado de saber: a cada anúncio de VAR, dizemos que é mentira. E, de fato, tem sido.

Veja esse cronograma de mentiras proferidas faz tempo e entenda bem os motivos reais da não-implantação,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/01/17/o-blablabla-do-arbitro-de-video-brasileiro-sobrara-para-os-clubes-pagarem-a-conta/ 

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– Por quê não se usam os equipamentos eletrônicos da Copa do Mundo para ajudarem os árbitros nos Campeonatos Regionais?

Há exatamente 3 anos, fazíamos essa postagem no Blog “Pergunte Ao Árbitro”. Veja se não é para lamentarmos ainda hoje. Abaixo:

GOAL CONTROL OU GOL CONTRA?

Os equipamentos da “Goal Control” (empresa dona da aparelhagem eletrônica que ajuda o árbitro identificar se a bola entrou por inteiro ou não no gol) foram embora. Ficaram encostados por muito tempo nos 12 estádios da Copa do Mundo e, pelo fato da CBF não se interessar por eles em suas competições, tampouco os clubes se esforçarem para terem em suas praças, foram devolvidos à empresa fabricante (eles estavam aqui alugados pela FIFA).

Triste. Cada vez mais vejo que o legado do Mundial (à arbitragem brasileira em particular) foi nulo.

E a hastag bomba incessantemente: Mais um #GER7x1BRA…

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– O blablablá do árbitro de vídeo brasileiro: sobrará para os clubes pagarem a conta?

Quem acompanha nosso blog sabe que desde que houve a demagógica promessa da implantação de árbitro de vídeo, o custo e a infraestrutura seriam a grande desculpa para a não concretização.

A verdade é: NUNCA a CBF quis implantar o Vídeo-Árbitro no Brasil.

Motivos?

1 – A CBF não tem pessoal preparado. Os instrutores e comandantes da arbitragem (há décadas em rotatividade de cargos na mesma CBF) não têm a competência necessária.

2 – A implantação deve ser feita antes do início de campeonatos de pontos corridos e/ou em jogos de ida e volta nos torneios eliminatórios. No Brasileirão, esqueça! Haverá a mesma desculpa dos últimos dois anos (implantar-se-á em Agosto, Setembro ou Novembro) e não será efetivado.

3 – Só existiram dois testes de verdade no Brasil, nas finais do Campeonato Pernambucano, com erros graves de arbitragem e uma trapalhada sem fim.

4 – A falta de empresa para gerir as imagens que seja INDEPENDENTE (não dá para os árbitros de vídeo usarem a mesma geração da Globo, por exemplo, com o que o telespectador vê). Além disso, corre-se o risco de dizer que um time de massa que leve mais audiência possa ser beneficiado pelo ângulo da imagem da emissora.

5 – Não existe equipamento suficiente no Brasil.

6 – Obrigatoriamente deve-se instalar em todos os jogos e, portanto, em todos os estádios. Há condições de trabalho em todas as praças?

Dito tudo isso, resume-se à falta de estrutura para a implementação. Tudo está atrasado (há pelo menos dois anos). Alardeado como de vanguarda, postergou-se ao máximo com inúmeras desculpas e engodos (lembrem-se do gol de mão do Jô em Corinthians x Vasco, onde após o “pito” de Eurico Miranda, o presidente Marco Polo Del Nero prometeu para rodada seguinte o VAR).

O último capítulo dessa história é: a CBF quer discutir com os clubes (na maioria resistentes à ideia do árbitro de vídeo, pois os erros dos juízes são boas desculpas para justificarem derrotas) o custo da implementação do VAR. Enfim: ela quer dividir com os clubes as despesas!

Em são consciência, alguém aceitaria ajudar financeiramente a milionária CBF, que como promotora do torneio tem a responsabilidade de providenciar o Vídeo-Árbitro?

Se fosse uma LIGA, organizada pelos clubes, há coerência. Mas a CBF é DONA do Campeonato Brasileiro (e da Seleção também).

Não há dúvida: não teremos árbitros de vídeo no Brasileirão de 2018 (anote aí mais uma vez, como você já anotou em outras postagens a mesma afirmação de que a promessa era demagógica). Desta vez, se justificará que os clubes não aceitaram.

Relembre o histórico de mentiras esfarrapadas do VAR brasileiro da CBF no link em: https://wp.me/p55Mu0-1Gk

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– O futuro chegou até para escovar os dentes?

Leio que nos EUA a Colgate lançou uma escova de dentes que se conecta com o iPhone, aprendendo os hábitos e o jeito de escovar através de inteligência artificial! É mole?

Chegamos ou não no futuro?

Abaixo, extraído de:

https://blogdoiphone.com/2018/01/colgate-lanca-uma-escova-de-dentes-inteligente-conectada-ao-iphone-e-apple-watch/

COLGATE LANÇA UMA ESCOVA DE DENTES INTELIGENTE, CONECTADA AO IPHONE E APPLE WATCH

Ela aprende com seus hábitos e lhe dá dicas de escovação

Por iLex

Esta semana está acontecendo em Las Vegas a maior feira de eletrônicos do ano, a CES 2018, em que são apresentadas várias novidades do mundo tecnológico que podem ou não virar realidade. Uma delas já virou e está à venda: a Colgate Smart Electronic Toothbrush, a escova de dentes inteligente conectada ao iPhone e Apple Watch.

Ela se chama “inteligente” porque usa Inteligência Artificial (AI) para aprender todos os dias a forma como você escova seus dentes. Ela é capaz de dizer onde você escovou e as partes que deixou de escovar, sugerindo que você preste mais atenção na próxima vez. A função Coach lhe dá o tempo ideal de escovação em cada parte da boca, para que a limpeza seja a mais perfeita possível.
A escova por enquanto está sendo vendida exclusivamente nos Estados Unidos, na loja online da Apple pelo preço de US$99,95.

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– Para quê complicar o pagamento do IPTU, dona Prefeitura?

Tenha certeza: assim que o IPTU de Jundiaí chegar na casa dos munícipes, a chiadeira vai ser grande. Explico:

Ao invés dos práticos carnês, chegará uma via com a parcela única para pagamento (com desconto). Se você optar por pagar parcelado, terá que pegar pela Internet.

Você acha que terá ou não inadimplência de pessoas que têm dificuldades em usar o computador?

É claro que para muitos (como eu), a Internet ajuda bastante. Mas se há aqueles que não conseguem nem sacar sozinhos a aposentadoria no caixa eletrônico, quanto mais baixar arquivos na Web!

Sem dúvida, é uma economia burra da Prefeitura de Jundiaí. Todo esse transtorno (que certamente terá) para não imprimir carnês (e dessa forma transferindo o custo de impressão para nós).

Será que é essa redução de custos que irá resolverá os problemas das finanças públicas? Claro que não.

Enfim: quem cuida da imagem do prefeito Luiz Fernando Machado está deixando ele se queimar desnecessariamente. Ao invés do IPTU ser destacado pela opção de outras datas de pagamentos com desconto (sim, terá essa novidade), a reclamação da não impressão dos carnês dominará as gritas gerais.

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– O Bitcoin e a bolha das Tulipas: mais para Facebook ou mais para MySpace?

Um bitcoin chegou a valer 6 centavos de dólar. Em 28 de setembro de 2017 (hoje), está em US$ 15,000.00 aproximadamente. Como entender o dinheiro virtual, a moeda criptografada?

Quando surgiu a mania das “bolhas de negócios da Internet”, surgiram grandes empresas no mundo virtual que faziam dinheiro “do nada”, em uma fase passageira, e que quase sempre não vingavam. Eram, em analogia, as chamadas “bolhas” –  que ganhavam tamanho, presença, mas… ESTOURAVAM!

Lembram do “MySpace”, tão badalado no surgimento da internet? Hoje não vale mais nada. Porém, o tímido Facebook tomou proporções incríveis e agora domina o ambiente virtual.

No mundo real pudemos ver as diversas empresas de Eike Batista formarem essa bolha e o dinheiro nunca aparecer. Hoje, nada valem também.

Em tempos passados, a quantidade de sal obtida chegou a ser uma riqueza (daí o termo SALário). O veludo também era algo de valor absurdo. Mas talvez o que mais tenha se aproximado da empolgação atual da moeda virtual Bitcoin, que se valoriza assustadoramente (o texto abaixo a explica) mais se parece com a “febre das Tulipas”, na Holanda do Século XVII. Naquela época, nos Países Baixos, a flor era considerada uma riqueza natural e valia muito dinheiro, sendo que pessoas investiam nas plantas como se comprassem commodities nos dias atuais.

Entenda abaixo, extraído do Portal do Bitcoin, por Victor Sá, essa loucura da moeda criptografada que tanto se tem falado:

BOLHA DO BITCOIN E A MANIA DAS TULIPAS

Assim como muitos em Wall Street estão otimista com o bitcoin, um dos analistas financeiros solitários que previam um aumento quando a moeda digital era apenas seis centavos agora tem uma visão extremamente negativa.

“Uma tripla baixa – o padrão das ondas de Elliott, a psicologia otimista e até mesmo os fundamentos sob a forma de gargalos na blockchain – levará ao colapso as criptomoedas”, escreveu o analista Elliott Prechter na edição de 13 de julho do boletim informativo The Elliott Wave Theorist.

“A atividade de preços e o sentimento maníaco que levaram aos preços presentes superam até a mania das Tulipa”, disse ele. “O sucesso do Bitcoin gerou mais de 800 clones (alt-coins) e só aumenta. A maioria dos quais são esquemas de pump-and-dump”.

“No entanto, os investidores os anunciam ansiosamente”, acrescentou Prechter.

Ele é o filho do famoso analista técnico Robert Prechter, que popularizou o Elliott Wave, usando-o para prever o crash do mercado de ações de 1987 e publica um boletim de notícias desde 1979. No entanto, o debate sobre a precisão do Elliott Wave cresceu após Robert Prechter chamar o final do mercado de alta dos anos noventa, cinco anos antes de terminar.

O princípio é uma forma sofisticada de análise técnica amplamente seguida por traders que analisa os ciclos de sentimento em uma tentativa de prever o desempenho do mercado – cinco ondas normalmente sinalizam uma desaceleração.

Em relação ao bitcoin, “sob o modelo de ondas de Elliott, o que estamos vendo, estamos fazendo uma quinta onda final desde os seis centavos”, disse o Prechter filho à CNBC em uma entrevista por telefone na quinta-feira. “Isso não implica que ele vai para zero. Isso não implica que ele vá para seis centavos. Eu acho que isso acontecerá com os clones [altcoins]”.

Bitcoin

Em setembro de 2010, Elliott Prechter escreveu no The Elliott Wave Theorist sobre bitcoin quando ele estava 6 centavos. Poucos no mundo financeiro consideravam seria a moeda digital na época.

“Isso provou ser a oportunidade de compra não apenas de uma vida, mas até agora de todos os tempos”, disse Prechter.

O Bitcoin atingiu um recorde de US $ 3000 em junho, 50.000 vezes o preço em 2010.

Para Prechter, as previsões do bitcoin aumentarem dramaticamente relembra 1999, antes da explosão da bolha dotcom.

Mania das Tulipas

Ele disse que a emoção supera a mania das tulipas na Holanda no início dos anos 1600.

Como Investopedia diz, as tulipas se tornaram uma mercadoria tão apreciada que, em 1636, eles estavam sendo negociados em muitas bolsas holandesas e “muitas pessoas trocaram ou venderam bens para participar da mania do mercado de tulipas”.

“Como qualquer bolha, tudo chegou ao fim em 1637, quando os preços caíram e as vendas de pânico começaram”, de acordo com o artigo. “As tulipas logo se trocaram em uma fração do que valiam, deixando muitas pessoas em ruína financeira”.

“A tecnologia avançou muito, mas a psicologia humana ainda é a mesma”

Como muitos entusiastas da moeda digital, ele vê um potencial significativo nas criptomoedas para automatizar as indústrias bancárias e legais.

“O futuro distante das criptomoedas é brilhante”, disse Prechter no relatório. “A tecnologia é como a internet em 1999: estava prestes a conquistar o mundo, mas o NASDAQ ainda caiu quase 90% durante o ponto de encontro de 2000-2002”.

Mas o bitcoin pode não ser parte desse futuro.

“É muito cedo para saber se o Bitcoin é o Facebook ou o MySpace”, disse Prechter

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– “Pele Humana” em Laboratório? Já é possível…

A inteligência humana, se bem usada, impressiona pela sua grandiosidade!

Para testar seus produtos, o Boticário criou PELE em laboratório.

Uau!…

Abaixo, extraído de: https://t.co/mZbp2xtJBi

BOTICÁRIO CRIA PELE EM LABORATÓRIO PARA TESTAR CREMES E MAQUIAGENS

O Grupo Boticário está usando uma pele criada em laboratório, para testar produtos, como cremes e maquiagens. A tecnologia foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo, localizado em São José dos Pinhais (PR).

Para fazer a pele, a empresa usa células isoladas a partir de tecido descartado de cirurgias plásticas. Segundo a empresa, O uso desse tecido só é feito quando há o consentimento do doador e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É possível realizar vários testes numa mesma unidade de pele reconstituída, que dura sete dias.

Segundo a empresa, além de evitar testes em animais, a tecnologia leva a uma redução no número de testes com humanos. Permite, ainda, maior fidelidade e confiabilidade aos testes.

Camada por camada

De acordo com o grupo, no laboratório, a pele é formada célula a célula, camada por camada, para se assemelhar à pele humana.

Primeiro, é feita a derme, composta por fibroblastos, que são responsáveis pela produção de proteínas que dão firmeza e elasticidade à pele.

A camada formada a seguir é a epiderme, composta por células chamadas de queratinócitos (responsáveis pelas funções de barreira e proteção do corpo) e melanócitos (que dão coloração à pele).

“A companhia já não realiza testes em animais nos produtos que desenvolve há mais de 15 anos e apoia a eliminação dessa atividade com a adoção das melhores práticas para o desenvolvimento dos produtos”, afirma, em nota, o gerente de pesquisa biomolecular do Grupo Boticário, Márcio Lorencini.

Segundo a assessoria de imprensa, a empresa não tem a intenção de comercializar sua tecnologia, mas está disposta a compartilhar conhecimento a partir da Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama).

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– O novo McLaren Senna de passeio. Gostou?

Depois da Chevrolet ter lançado o Monza Fittipaldi, da Fiat produzir o Stilo Schumacher, uma outra montadora de veículos resolveu fabricar um carro em homenagem a um piloto de Fórmula 1: a McLaren homenageando o tricampeão Ayrton Senna.

Essa McLaren Senna (foto abaixo) terá somente 500 unidades fabricadas.

O preço?

Custará “apenas” R$ 3,3 milhões.

Claro que o valor é astronômico, mas é um luxo feito exclusivamente para milionários.

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– Os drones substituirão os árbitros de futebol?

Visualize em sua mente: Domingo, 16h00, e acontece um clássico no Cícero Pompeu de Toledo! O São Paulo FC está jogando contra um dos seus arquirrivais e… já pensou se em determinado momento da partida um DRONE da CBF que sobrevoa o Morumbi flagra um pênalti a favor do Corinthians ou do Palmeiras?

Maluquice, certo? Daria uma confusão muito grande! Para alguns, talvez não.

Franz Beckenbauer, ícone do futebol alemão e mundial, há três anos declarou à Rede Sky90 que espera ver um dia drones fazendo parte da equipe de arbitragem virtual de uma partida. O assunto drone no futebol” voltou à tona, já que dias atrás o Grêmio espionou o rival Lanús com um equipamento desse. O Kaiser disse na oportunidade:

Estamos vivendo em um século em que tudo é tecnologia. Nós sabemos que a tecnologia de linha de gol é só um começo. Em algum momento, não precisaremos mais de um árbitro. Drones filmariam tudo o que acontecesse dentro de campo. Não estarei vivo quando isso acontecer, mas é o futuro.

Particularmente, eu gostaria de ver a tecnologia servindo ao árbitro, não o substituindo. Mas em um exercício de futurologia, como você vê a figura do juiz de futebol?

Não o vejo sozinho, mas acompanhado de outros árbitros dentro de campo, consultando monitores de TV para tirar suas dúvidas (que está se tornando uma realidade, com a necessidade de ajustes) e, se precisar, com auxílio de imagens até de drones. Que tal?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– O acerto do 4o Árbitro, a vacilada do Adicional e a mancada do Vídeo-Árbitro

Nesta semana, vimos alguns destaques negativos da rodada, como, por exemplo, a “cáca” do bate papo entre Anderson Daronco e o Árbitro Assistente Adicional Eleno Todeschini. Situações como essa que fazem desacreditar no trabalho das Comissões de Arbitragem em orientar e treinar seus oficiais – e logicamente, revisar o plano de trabalho do sexteto de arbitragem combinado e determinado no vestiário (falamos sobre esse erro em: https://wp.me/p55Mu0-1Q9).

Também tivemos a reclamação do Grêmio/RS na final contra o Lanús, a respeito do pênalti não marcado contra Jael, “o cruel”. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Q4.  Mas o que me marcou negativamente ontem, foi assistir o “Bem Amigos” e saber de Galvão Bueno e Arnaldo César Coelho a revelação que o árbitro de vídeo não tinha imagem de vídeo do lance mais importante do jogo! Dá para acreditar? Que várzea a Conmebol, lamentável (e lembremo-nos que ela disse ter gasto mais de R$ 500.000,00 por jogo com o Vídeo Árbitro, relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-1Ox). O VAR saiu do seu contânier e foi procurar o caminhão da TV Globo. Leia aqui, direto do GloboEsporte.com, em: https://is.gd/I6x2OZ.

Por fim, o destaque positivo desses últimos dias foi o Quarto Árbitro mineiro Felipe Alan Costa de Oliveira, que sem ajuda de árbitro de vídeo e sem ajuda externa estava atento e observou as “dedadas” de Rodrigo em Trellez. Não é fácil tal decisão na casa de quem comete a infração, na situação em que foi e como os times estavam na tabela. Foi corajoso Felipe Alan! Sobre esse jogo (e o relatório com o relato curioso da expulsão) acesse: https://wp.me/p55Mu0-1Qb.

Algo que preciso dissertar: Rodrigo representou bem a figura do malandro – que felizmente se deu mal, apesar de prejudicar sua equipe. As “dedadas” eram para desestabilizar o adversário e cavar uma agressão e/ou tentativa de. Foi justamente ao contrário: Trellez manteve o equilíbrio emocional e não revidou. É importante que os “espertalhões” percam em suas atitudes unfair-play para que a honestidade do esporte sobreviva.

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– Grêmio 1×0 Lanus: não basta ter tecnologia, há de se ter competência

Incompetência, arrogância ou temeridade: qual o verdadeiro defeito demonstrado pelo árbitro chileno Julio Bascuñán para desprezar a utilização do auxílio de vídeo no primeiro jogo da final da Libertadores da América?

INCOMPETÊNCIA em não estar preparado para um jogo desse porte e não saber solicitar o vídeo no momento adequado? Faltou ao treinamento?

ARROGÂNCIA por não achar que precisaria da ajuda do vídeo e desprezar o equipamento, confiando excessivamente em si próprio?

TEMERIDADE em usar o equipamento e ter que mudar sua decisão inicial e ser criticado, alegando que só se socorreu ao vídeo por pressão do time da casa?

Enfim, faltou sensibilidade para não utilizar todos os equipamentos eletrônicos disponíveis. Mas pense: e por quê o árbitro de vídeo não interpelou o árbitro nos dois lances de pênalti reclamados (o 1o duvidoso, eu não marcaria pois entendi tranco viril, mas legal; o 2o, em Jael, indiscutível que houve a infração)?

– Teria o equipamento não funcionado corretamente e o VAR ter se constrangido?

– Estariam alojados inadequadamente e a comunicação falhou (lembre-se que no Monumental de Nuñes, ao invés de uma cabine, o árbitro de vídeo, o bandeira de vídeo e o operador ficaram em um container)?

– Quis passar despercebido e não se comprometer?

Lembrando: toda a equipe de arbitragem foi composta pelo árbitro Júlio Bascuñán-CHI, pelo bandeira 1 Carlos Astroza-CHI, pelo bandeira 2 Christian Schiemann-CHI, pelo quarto árbitro Diego Haro-PER, pelo árbitro de vídeo Jesus Valenzuela-VEN, pelo assistente do árbitro de vídeo Roddy Zambrano-ECU e pelo bandeira de vídeo  Christian Lescano-ECU. Foram 7 árbitros de 4 nacionalidades.

FICA A OBSERVAÇÃO: no jogo entre Lanús x River Plate, péssima e decisiva atuação do septeto de arbitragem, usando (ou não usando) adequadamente os recursos eletrônicos. Agora, um desprezo total da ajuda externa permitida. Dessa forma, deixo a questão para a reflexão: de que adiantam as câmeras se quem as opera e assiste é incompetente?

Me parece que o recurso mais desejado é aquele utilizado diversas vezes no Brasileirão e visto claramente: o de “alguém soprar o lance após ver a imagem na Globo para o 4o árbitro”…

Importante: Bascuñán foi o árbitro de vídeo em Porto Alegre na semifinal jogada pelo Grêmio contra o Barcelona-ECU. Naquela oportunidade, ficou em um container no estacionamento do Estádio Olímpico. E isso me irrita! Todos deveriam estar em uma cabine com comunicação ABERTA ao público, como se faz no Rugbi.

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– Renato Gaúcho e a esperteza da Lei de Gerson!

A Lei de Gerson surgiu da propaganda do ex-jogador tricampeão de 70 Gerson “Canhotinha de Ouro”, que pregava levar vantagem ao fumar os cigarros “Vila Rica”, que eram maiores e mais baratos. Surgiu daí a expressão de “Lei de Gerson”, remetida aos espertalhões em tirar benefícios sobre todas as coisas.

Ontem, falamos sobre o Grêmio usar um drone para espionar seus adversários (clique aqui para ler as implicações disso na Regra do Jogo, em: https://wp.me/p55Mu0-1PZ). Porém, após diretores do time porto-alegrense enrolarem confirmando e ora desmentindo, o técnico Renato Gaúcho admitiu a contratação de um profissional para esse serviço, dizendo saber que a Austrália fez o mesmo com Honduras e ter ouvido histórias de que o São Paulo e o Palmeiras já usaram de tal expediente.

Não estou nesta postagem criticando ou não o uso de drones (o que penso está no link já citado, acima). Mas me pesa ler a sequência da sua entrevista citando que:

“O Mundo é dos Espertos”.

Esse dito, antigo e de certo ponto de tom arrogante, é uma das primas-irmãs da Lei de Gerson, do jeitinho brasileiro e de achar que a gambiarra/ malandragem é virtude.

DISCORDO totalmente dessa justificativa. Vivemos em um país corrupto, desonesto, onde “lobo quer comer lobo” neste mundo competitivo, extrapolando as barreiras do aceitável. Embora o futebol profissional seja um ambiente de business, esquece-se da questão de que ele ainda é um esporte.

Ser ético, justo, transparente e leal ultrapassa as relações esportivo-profissionais, é condição sine qua non da sociedade civilizada dos dias atuais. O mundo pertencer aos espertos ou “levar vantagem em tudo” são coisas que devem ser abolidas de um mundo mais correto, solidário e ideal.

NUNCA ensinemos nossos filhos a usar expedientes a qualquer custo, tampouco dizer que “se é para ganhar, vale tudo”. O Mundo não deve ser dos Espertos, mas dos Justos.

Assista o polêmico comercial em: https://www.youtube.com/watch?v=J6brObB-3Ow

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– O uso de Drone fere a Regra de Jogo?

Causou muito burburinho a história investigada e comprovada pela ESPN Brasil de que o Grêmio-RS utiliza de um drone para assistir aos treinos dos seus adversários.

E isso pode?

Se fosse durante uma partida de futebol, não é permitido, pois seria comunicação externa para a equipe, e isso já foi proibido pela FIFA (inclui-se na mesma situação de celulares, notebooks e OUTROS equipamentos eletrônicos de comunicação – neste caso, por imagem).

E sendo no treino?

já não é mais problema da Regra do Jogo. Poder-se-ia dizer ilegal? Não. Talvez: imoral.

Particularmente, penso que um drone sobrevoando o treino de um adversário tem a mesma relação de um olheiro-espião observando com binóculo, do alto de um prédio vizinho, a equipe referida se preparando. A diferença é que esse mesmo olheiro ganhou asas e trocou o binóculo por câmeras.

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– Pitaco do Árbitro de Vídeo de Japão 1×3 Brasil

Sem delongas: o árbitro de vídeo achou um agarrão na área e avisou o árbitro de campo, que atravessou o gramado, assistiu ao replay e marcou o pênalti para a Seleção Brasileira.

Corretíssimo, mas um detalhe: os árbitros assistentes adicionais (AAA) que vemos no Brasileirão, têm essa mesma responsabilidade. Em casos como esses (de agarrão na área) se hoje não fazem sua obrigação no campo avisando o juiz da penalidade, o farão da cabine?

Uma observação importante: a experiência não dará certo se imaginarmos que se vai usar na dúvida se foi “cartão amarelo” ou “não se precisa de cartão” para determinada jogada, aí não dá… o jogo vai parar demais.

Enfim: jogamos, respeitosamente, conntra um time muito fraco. Eu diria: inocente. Vejamos contra o English Team!

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– Conmebol gastou R$ 3,2 milhões para 6 jogos com árbitro de vídeo

Tenho sempre o “pé atrás” com números que possam ser divulgados pela Conmebol. Segundo a agência RBS, contabilizando treinamento, equipamentos e viagens, cada partida da Libertadores da América custou (e custará até a final) R$ 500.000,00.

Não está um pouco, digamos, superfaturado?

Claro, pela lógica, com gente já treinada, o custo cairá.

Será???

Extraído de: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/diori-vasconcelos/noticia/2017/11/saiba-o-custo-de-implementacao-do-arbitro-de-video-na-libertadores-cj9iwpb7z058a01ogp9ukg622.html

SAIBA O CUSTO DE IMPLEMENTAÇÃO DO ÁRBITRO DE VÍDEO NA LIBERTADORES

Por Lauro Alves

Investimento da Conmebol leva em conta a capacitação da arbitragem e a utilização do recurso eletrônico nos últimos seis jogos da competição

A Conmebol precisou abrir os cofres para colocar em prática o uso do árbitro assistente de vídeo (AV). O custo de implementação do projeto para na Libertadores 2017 totaliza 850 mil euros, ou seja, mais de R$ 3,2 milhões.

O investimento da entidade leva em conta os gastos dos cursos de capacitação para 32 árbitros do continente sul-americano, bem como a viabilização do recurso eletrônico para as semifinais e as finais da competição, que serão disputadas entre Grêmio e Lanús nos dias 22 e 29 de novembro.

Se dividirmos o valor total pelo número de jogos com a utilização da tecnologia, chegaremos a um montante superior a R$ 500 mil para cada uma das seis partidas. Entretanto, essa conta não é tão simples, pois essa quantia financeira teve grande parcela aplicada no treinamento da arbitragem durante o período de aproximadamente um mês.

Essa etapa do curso preparatório já está vencida e não precisará ser realizada novamente. Isso indica a tendência de que o valor gasto será menor em futuras utilizações do árbitro assistente de vídeo. De qualquer modo, é um alto custo.

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– E se Atlético Nacional x São Paulo fosse como Lanus x River Plate? A diferença de duas semifinais em 1 ano!

Meus amigos que são são-paulinos se recordarão, sem sombra de dúvida: nesta mesma altura da Taça Libertadores da América, no ano passado (semi final), o São Paulo de Edgard Bauza tentava chegar à finalíssima e parou no bom time do Atlético Nacional (o campeão do torneio) e na péssima arbitragem de Patrício Polic, um chileno com histórico negativo em torneios nacionais e pouco aproveitado pela Conmebol. Relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-ZR

E se existisse o vídeo-árbitro naquela semifinal, como existiu na semifinal deste ano no emocionante Lanús x River Plate?

Nesta oportunidade, não tivemos um inexperiente, mas o rodadíssimo Wilmar Roldán, além do VAR presente. Duas polêmicas ontem: uma sobre um pênalti não marcado ao River Plate (teria sido perguntado ao árbitro de vídeo, sem interromper o jogo, se foi ou não?) e outra em um pênalti a favor do Lanus marcado com o auxílio do mesmo VAR.

Enfim: digo isso pois gostemos ou não a tecnologia chegou. Placares podem ser outros graças à correção com o auxílio da tecnologia. Ou não corrigidos, graças a erros de operadores: os elementos humanos.

Está gostando do uso do árbitro de vídeo nos torneios que você assiste?

Deixe sua opinião:

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– Os dois lances reclamados em Palmeiras 2×2 Cruzeiro

Heber Roberto Lopes apitou o empate entre o Porco e a Raposa, um importante e difícil clássico brasileiro, de interesse muito grande para a classificação na ponta da tabela. E dois lances foram reclamados:

1.Diogo Barbosa e o pênalti em Keno: você deve avaliar se a força do puxão da camisa seria suficiente ou não para que o atleta continue a jogada. Se “não”, não há porque marcar a falta já que isso se torna tentativa de cavar a infração (já que abdica da continuidade do lance). Entretanto, se há um desequilíbrio real, não importando se foi um puxão fraco ou forte, aí não pode deixar seguir o lance, pois o jogador não tem como continuar a jogada. E foi justamente isso o que aconteceu: um leve (mas existente) desequilíbrio. Fora da área é falta; dentro é pênalti (equivocadamente não marcado, mas difícil de se perceber imediatamente e fazer a correta avaliação da intensidade do puxão).

2.Gol de cabeça de Borja: Manoel vai dividir com o atacante palmeirense. Não existe tranco nem dividida de jogo. Borja se antecipa e pula, a queda do zagueiro não se dá por um puxão por força excessiva (embora exista o braço no adversário), mas por consequência de ter perdido a disputa de bola. Ao sentir o contato físico, se joga! Portanto, o árbitro errou na interpretação do lance, já que Manoel força a queda que não aconteceria se ele disputasse a bola e erroneamente o juiz anula o gol. Detalhe: ele sinaliza de imediato um empurrão, o que não acontece na jogada (será que o árbitro de vídeo “sopraria” algo diferente no ouvido de Heber, neste momento, se ele existisse?).

Respeito a dificuldade dos lances e entendo perfeitamente quem interpretasse diferentemente as duas decisões. Mas discordo do comentarista da Rede Globo, Arnaldo César Coelho, que disse ter sido “uma das melhores arbitragens do Campeonato Brasileiro.

Alguém questionará: “cadê o critério: num lance deixa seguir, no outro não deixa mais”? Aí já não é questão de estilo de jogo ou critério, mas lances pontuais.

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– A estreia em Container do Árbitro de Vídeo Sulamericano

Sandro Meira Ricci se tornou o primeiro árbitro do mundo a usar num torneio FIFA de importante magnitude o equipamento de “Gol-não Gol” na Copa do Mundo do Brasil, no jogo da França em Porto Alegre (o famoso chip na bola para saber se ela ultrapassou totalmente a linha de meta). Na Copa das Confederações Russia 2017 foi pioneiro no torneio como árbitro de vídeo. E agora, o juiz brasileiro que esteve na Copa de Seleções 2014, que está confirmado na Copa de Clubes 2017 e que certamente irá novamente para a Rússia 2018, foi o primeiro vídeo-árbitro da Libertadores da América, na partida entre River 1×0 Lanús (onde não se necessitou de sua ajuda durante os 90 minutos).

Juntamente com seu bandeira de vídeo e assistente de vídeo-árbitro, ficaram instalados confortavelmente no estacionamento do estádio trabalhando nessa nova função do futebol dentro deste… container!

Uma simples curiosidade: teria ao lado um banheiro químico? Pois imagino que as condições de trabalho ali, digamos, estejam meio que adaptadas.

Se no Brasileirão for da mesma forma (se é que será, já que as promessas demagógicas nunca foram cumpridas), talvez teremos depois de alguma decisão polêmica a turma dos descontentes que tentará virar o container! Aliás, a recepção do áudio, dali, é adequada?

Para Barcelona x Grêmio, também haverá um container. Seria ele blindado?

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– A culpa é do árbitro de vídeo ou da competência do juiz?

Os clubes belgas fizeram recentemente um manifesto contra o uso do árbitro de vídeo no campeonato local. E justamente na Bélgica, nesse final de semana, um erro para aumentar ainda mais as queixas do VAR.

Um pênalti foi marcado equivocadamente na partida entre Liége 3×1 Kortrijk pelo árbitro central, após o jogador do time da casa Pocognoli estar no ataque, tropeçar e cair. O Árbitro de Vídeo avisou o Árbitro Principal, que viu a imagem e desmarcou o pênalti, interpretando simulação e reiniciando o jogo com tiro livre indireto ao adversário. Acontece que Pocognoli não simulou, ele somente tropeçou por força da sua velocidade. E como ele já tinha cartão amarelo, acabou sendo expulso pela segunda advertência da simulação – que não ocorreu!

Ou seja: a injusta expulsão ocorreu pelo uso do árbitro de vídeo ou pela falta de competência do árbitro principal?

Abaixo, extraído do Jornal Lance (ed 16/10/17, núcleo internacional) – não é possível compartilhar o vídeo da jogada pois por conta dos direitos de imagem o YouTube não permite a reprodução de terceiros.

POLÊMICA POR DECISÃO DE JUIZ DE VÍDEO
Em alguns dos principais campeonatos nacionais pela Europa, o árbitro de vídeo vem sendo testado nesta temporada. Um dos países que vem adotando a tecnologia é a Bélgica. Ontem, houve um caso polémico na vitória do Standard Liège sobre o Kortrijk, por 3 a 1. Aos 13 minutos do segundo tempo, o lateral Sebastian Pocognoli caiu na área e o juiz marcou pênalti. Contudo, ele foi alertado pelo VAR, verificou o replay, anulou a penalidade e expulsou o jogador por simulação.

Pocognoli ficou revoltado com a decisão do árbitro. De fato, pelas imagens, ele parece ter tropeçado, e não simulado para cavar um pênalti. A sua equipe estava com superioridade numérica – Azouni havia sido expulso pelo Kortrijk na etapa inicial – e ele ja tinha amarelo.
O técnico do Standard Liège, Sá Pinto, defendeu o jogador.
“A situação com Pocognoli foi bizarra. Não acho que ele simulou e ele não merecia esse amarelo. È uma pena porque poderíamos terminar este jogo em silêncio, mas entrou um obstáculo – disse.”

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– Como ajudar o árbitro a decidir o lance do gol não confirmado em Atlético Mineiro 1×0 São Paulo?

E o lance do gol que entrou ou não entrou” em CAM 1×0 SPFC? Resumidamente, 

1. Na Copa do Mundo, com a tecnologia do Chip na Bola, não se teria dúvida sobre esse lance. 

2. Na Champions League, com os AAA do lado direito do goleiro (e não do lado esquerdo como inventaram somente no Brasil), talvez a dúvida seria menor. 

3. E com o Árbitro de Vídeo, como seria?

Depende de quem gerasse a imagem e da qualidade do AAV

O certo é: questionaria-se, sem dúvida, a RAPIDEZ da decisão. É por isso que o elemento que trabalhará com a tecnologia deverá ser muito competente, pois sem bom desempenho do fator humano, de nada adiantará o componente tecnológico.

Sobre o lance, veja a imagem:

 

– E o que acontece com o iOS 11 da Apple?

Eu nunca tive problemas com a atualização do meu iPhone. Mas essa nova versão do sistema operacional que ela disponibilizou em Outubro acabou com a minha felicidade.

Repito: nunca tive um problema sequer; mas nessa última, tive todos! A bateria descarrega logo, costumeiramente ele trava, aplicativos não funcionam, e outras coisas mais.

Em resumo: que decepção!

Para quem está sofrendo com a bateria também, um link com boas dicas em: https://blogdoiphone.com/2017/09/bateria-ios-11/

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– As 10 marcas mais famosas do mundo na atualidade!

Valendo quase 185 bilhões de dólares, a Apple foi eleita a marca mais valiosa do mundo!

Em segundo lugar, está o Google. Medalha de Bronze para a Microsoft. E do quarto ao décimo lugar estão, nessa ordem: Coca-cola, Amazon, Samsung, Toyota, Facebook, Mercedes-Benz e IBM.

Abaixo, extraído de: https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/microsoft-passa-coca-cola-e-vira-3ª-marca-mais-valiosa-do-mundo/ar-AAssXJv

MICROSOFT PASSA COCA-COLA E VIRA 3ª MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

Apple e Google são as marcas mais valiosas do planeta pelo quinto ano consecutivo, segundo o ranking organizado pela consultoria Interbrand, anunciado nesta segunda-feira (25).

Em terceiro lugar está a Microsoft, que estava em quarto no ano passado e teve uma valorização de 5%. Já a Coca-Cola, que estava no terceiro lugar do ranking em 2016, registrou queda de 5% em seu valor e passou para o quarto lugar.

Depois, estão Amazon, Samsung, Toyota, Facebook, Mercedez-Benz, IBM, GE, McDonald’s, BMW, Disney, Intel, Cisco e Oracle, nessa ordem.

O valor atribuído à Apple é de US$ 184,1 bilhões (R$ 581,8 bilhões), do Google, US$ 141,7 bilhões (R$ 447,8 bilhões), e da Microsoft, US$ 80 bilhões (R$ 252 bilhões).

A marca com maior valorização no ano foi o Facebook, com 48% de crescimento. A empresa foi do 15º lugar para o oitavo e hoje vale US$ 48 bilhões (R$ 152 bilhões).

A Interbrand se baseia em três critérios: o resultado financeiro dos produtos e serviços vendidos sob a marca estudada, o papel da marca e sua influência na escolha do consumidor e a força da marca, ou seja, sua capacidade para criar uma vantagem competitiva e garantir as receitas futuras da empresa.

Nenhuma marca brasileira aparece na pesquisa. As cem marcas mais valiosas do ranking somam US$ 1,9 trilhão (R$ 5,9 trilhões). O varejo é o setor que mais cresceu, seguido de artigos esportivos. Com informações da Folhapress.

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– As diferenças dos processos de desenvolvimento do projeto dos árbitros de vídeo no Mundo e no Brasil.

O VAR (video assistant referee), aportuguesado para AAV (árbitro assistente de vídeo) já é uma realidade nas principais ligas europeias e para as competições FIFA. Claro, é um projeto em teste e que tem tudo para dar certo, desde que seja bem trabalhado.

Na América do Sul, a Conmebol está treinando seus árbitros para as fases finais da Libertadores da América e da Copa Sul-americana. No Brasil, engatinha-se com os primeiros ensaios, capacitando às pressas (mesmo que isso seja negado) pela Comissão de Árbitros.

Na reunião em 5 de março de 2016, em Cardiff, quando o lobby feito por Gianni Infantino (que queria o árbitro de vídeo) obteve êxito, em reunião promovida pela Internacional Board, ficou decidido que, a priori, 4 situações seriam ideais para a intervenção da nova tecnologia:

1- Confirmar ou anular um gol discutível (por exemplo: se o atleta usou a mão na bola para fazer um gol e o árbitro possa ter sido enganado e acreditado que foi de cabeça, como o gol de Jô em Corinthians x Vasco).

2- Confirmar ou anular uma penalidade máxima (por exemplo: o árbitro crê que um atleta tenha sido tocado e na verdade ocorreu uma simulação claríssima de infração, como o “pênalti fantasma” de Lucas Lima em Santos x Avaí, BR-16);

3- Aplicar ou não um cartão vermelho de maneira justa ou injusta (por exemplo: se um árbitro expulsa um atleta por um carrinho violento e na verdade o jogador tenha ido única e exclusivamente na bola e nem punido deveria ser; ou seja, “desexpulsar um jogador”, como Egídio em Chapecoense x Palmeiras);

4- Identificar atletas de maneira correta quando for aplicar uma punição com cartão (por exemplo: um atleta agarra um adversário e deve receber o cartão amarelo, mas o juiz se confunde e não memoriza quem foi o infrator para dar a advertência e dá a outro, como Gabriel no jogo Palmeiras x Corinthians).

A proposta inicial foi a de que o árbitro de vídeo poderia interpelar o árbitro principal ou o árbitro principal procurar o árbitro de vídeo (via rádio). Porém, a decisão final continuaria (como continua sendo) do árbitro principal, aceitando ou não a informação do vídeo-árbitro.

Com o avanço das discussões e de jogos-testes, definiu-se a necessidade de um monitor à beira do gramado para o árbitro rever os lances e a possibilidade de uso do recurso em outras situações. Imagine um árbitro de vídeo dizendo que o árbitro central errou em determinado lance, e este não se convence totalmente? Para isso, antes de refutar ou acatar a dica do AAV, o juiz deve procurar a imagem de TV. Desta forma, não só o AAV teria a permissão do uso das imagens, mas também o árbitro central (a idéia, em si, é que a informação da cabine para o campo não fosse apenas pelo rádio).

Hoje, com Portugal, Itália, Alemanha e Bélgica usando o árbitro de vídeo (a França e a Inglaterra utilizam ainda apenas o sistema eletrônico da linha do gol), e a partir das experiências nos campeonatos amadores, Mundial de Clubes e Copa das Confederações (todos regidos pela FIFA), percebeu-se que alguns erros deveriam ser evitados (como a demora nas decisões e a vulgarização de qualquer chamada em lance comum) e a incrementação de outras situações contempladas além das 4 originais (como uma agressão fora do campo de visão do árbitro, um impedimento clamoroso não observado pelo bandeira ou qualquer participação que seja pertinente).

A priori, a CBF não queria essa “extensão” na tomada de decisões, ficando limitada às 4 situações citadas. Mas deverá se render para atender assim o protocolo oficial.

Portanto, em suma, o árbitro de vídeo desejado IDEAL para a FIFA, até o momento atual das experiências, deve:

Chamar o árbitro central se ver algum lance capital, claro e relevante que o árbitro e os bandeiras não tenham visto, independente do local do campo de jogo (não deve e nem pode interferir em situações interpretativas de infrações ou lances ajustados de impedimento ou não).

–  Estar pronto a atender o árbitro central caso ele tenha dúvida de alguma decisão e queira saber o que o AAV tenha visto.

A ideia, em si, é a interferência mínima e a máxima resolução nos problemas de uma partida de futebol. Claro, sempre com material humano competente para as decisões e independência da geração de imagens. E a isso temos alguns exemplos: a patética expulsão de Kaká na MLS por erro tanto do árbitro e do AAV na interpretação do lance mesmo com o uso do vídeo, e o desejo de aproveitamento da geração da transmissão da Rede Globo para a CBF.

Por fim: esqueçamos o AAV no Brasileirão neste ano, pois não há equipamento adequado, gente especializada para uso, treinamento paulatino e gradual aos árbitros (está sendo feito às pressas) e o fator relevante de que em campeonatos contínuos (não em fases eliminatórias) você só pode usar durante ele inteiro, não em apenas algumas rodadas.

Há certo burburinho de que o Cel Marinho, presidente da CA-CBF, desejaria a criação de um quadro de AAV especialistas, como já ocorre com o de bandeiras. Confesso achar que tal medida seria inédita no mundo, e a grosso modo, me parece interessante.

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– A mudança de pensamento da CBF há 3 anos sobre tecnologia

As voltas que o mundo dá: há quase 3 anos, o atual Diretor de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Correa da Silva, dava entrevista refutando a tecnologia alegando que tornaria o “futebol muito chato“.

Ué, o que o fez mudar de opinião em 3 anos?

Extraído de: https://professorrafaelporcari.com/2014/09/28/profissionalismo-e-tecnologia-repudiados-pelo-chefe-de-arbitros-da-cbf/

PROFISSIONALISMO E TECNOLOGIA REPUDIADOS PELO CHEFE DOS ÁRBITROS DA CBF

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

Não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

“Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.”

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Irã também está provocando os EUA? Ai, ai, ai…

Virou moda: depois de Kim Jong-un disparar mísseis balísticos provocando os Estados Unidos para demonstrar o “poder da Coréia do Norte”, agora é a vez do Irã lançar foguetes de longo alcance, tentando intimidar os americanos.

Estão cutucando Donald Trump com a vara curta, não? Loucos mexendo com louco não pode dar certo…

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– O sentimento do torcedor brasileiro para com a CBF!

Depois de exaustivamente a CBF dar datas para a implantação do árbitro de vídeo (que sempre contestamos),

Depois de se auto-proclamar pioneira na sugestão do árbitro de vídeo junto à FIFA em 2015 (o que era balela),

Depois de criar um departamento caríssimo de desenvolvimento de árbitro de vídeo nomeando Sergio Correa da Silva (que não foi demitido da Comissão de Árbitros, mas remanejado),

Depois de trazer o Coronel Marinho e adiar o árbitro de vídeo para 2019 (mostrando a total falta de planejamento),

Depois de Marco Polo Del Nero anunciar o árbitro de vídeo para a rodada seguinte do Campeonato Brasileiro (por pressão de Eurico Miranda que se sentiu prejudicado),

Depois de saber que não poderia usar o árbitro de vídeo por falta de planejamento, por precisar uma geração independente da transmissão do jogo, por falta de treinamento dos árbitros, por não poder colocar em alguns jogos mas sim na totalidade, por estar impedida de usar o VAR no meio de um torneio não-eliminatório em andamento (apesar de ter imposto no regulamento do Brasileirão que poderia, mas não pode),

A farsa se comprovou: sem árbitro de vídeo para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro, apesar da insistência há 2 anos da CBF e seus pares. Não teremos a promessa cumprida, mais uma vez.

O cronograma do fiasco e outros detalhes aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/20/cade-o-arbitro-de-video-a-ser-implantado-imediatamente

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– Cadê o árbitro de vídeo a ser implantado imediatamente?

Todo santo dia estou insistindo: duvido da implantação do árbitro de vídeo no Brasileirão. Desde 2015 estou falando que, do jeito que a CBF quer fazer, não é o oficial da FIFA e que o anúncio só é demagogia. Por que eu iria crer que em 2017, num encontro que deve ter sido um “papo honesto” entre Marco Polo Del Nero e Eurico Miranda, a coisa iria “virar de uma hora para outra”?

Pois bem, nas escalas da CBF divulgadas faz pouco tempo, não há árbitro de vídeo para essa rodada. As escalas estão aqui: http://www.cbf.com.br/arbitragem/escala-arbitragem/brasileiro-serie-a#.WcLhEK3OqCQ

Aliás, o cronograma dos motivos que me fazem DUVIDAR do árbitro de vídeo da CBF e os motivos da proibição neste didático texto,

em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

Confira abaixo: 

CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL – SÉRIE A

Estão brincando com o futebol brasileiro e tratando o torcedor como palhaço!

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– A Ciência do Brasil mostrando valor: a caneta que diagnostica o câncer!

Coisa boa, de gente inteligente e esforçada, que trabalha para um mundo melhor: um equipamento em forma de caneta que identifica certos tumores. E é desenvolvido por brasileira!

Abaixo, extraído de: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/09/07/interna_ciencia_saude,624131/caneta-criada-por-quimica-brasileira-identifica-canceres-solidos.shtml

CANETA CRIADA POR QUÍMICA BRASILEIRA IDENTIFICA CÂNCERES SÓLIDOS

A ferramenta ajudará cirurgiões a diferenciar os tecidos doentes dos sadios durante a retirada do tumor

Paloma Oliveto

Uma ferramenta de diagnóstico do câncer idealizada por uma cientista brasileira reduz em 150 vezes o tempo necessário para diferenciar tecidos doentes dos saudáveis com quase 100% de precisão. O método, que em 10 segundos faz essa identificação, foi testado com sucesso em 253 amostras retiradas de pacientes e em animais vivos. De acordo com a química Livia S. Eberlin, principal investigadora do trabalho, publicado na capa da revista Science Translational Medicine, no ano que vem, serão realizados os estudos com humanos na sala de cirurgia, durante procedimento de remoção de tumor, assim como se fez, agora, com roedores. A tecnologia vai ajudar cirurgiões a delimitar a área de resseção de cânceres sólidos, além de reduzir, significativamente, a espera pelo resultado de biópsias.

Nascida em Campinas e graduada na Unicamp, Livia vive nos Estados Unidos há uma década, onde fez doutorado e pós-doutorado. Pesquisadora do Departamento de Química da Universidade do Texas em Austin, ela conta que, desde que começou os estudos de pós-graduação, sonhava em desenvolver um projeto que tivesse aplicação prática na medicina. Como trabalha com espectrômetro de massa, equipamento que identifica as propriedades de moléculas e, portanto, consegue caracterizá-las, a química idealizou um método capaz de reconhecer tecidos doentes no momento em que o cirurgião faz a resseção do câncer. “A maioria das pesquisas com espectrômetro fica no laboratório. Desde o começo, meu interesse era utilizá-lo para resolver um problema real”, revela.

Com a colaboração de uma equipe multidisciplinar, incluindo engenheiros, a cientista desenvolveu um dispositivo automatizado, descartável e biocompatível que, para realizar o diagnóstico, precisa apenas de uma gota d’água, além do espectrômetro de massa e de um software treinado para reconhecer o câncer. Por enquanto, o sistema consegue caracterizar tumores malignos de mama, pulmão, tireoide e ovário, incluindo seus subtipos, algo fundamental para a orientação do tratamento.

No momento, os cientistas trabalham para ampliar a gama de cânceres sólidos que poderão ser identificados. “A ideia é ajudar o médico a achar a margem cirúrgica”, conta a pesquisadora. Ela lembra que, quando o paciente oncológico é submetido ao procedimento de remoção do câncer, é difícil estabelecer o tamanho exato de tecido que deve ser removido, de forma a retirar toda a parte afetada, sem, contudo, avançar por tecidos saudáveis.

O oncologista Carlos Henrique dos Anjos, da unidade de Brasília do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, explica como funciona o procedimento padrão. “Quando se opera um câncer, poupar tecido não é prioridade, pois prioridade é remover o câncer. Para alguns órgãos, a retirada de tecido a mais não é problema, caso do intestino, que é muito grande”, exemplifica. “Mas digamos que o cirurgião esteja operando um tumor de mama muito próximo do mamilo. Ele não sabe se o tumor encosta no mamilo. Então,  poderá ter de retirar o mamilo, que é uma estrutura de grande importância estética para a paciente”, observa. Por outro lado, caso o cirurgião retire material de menos, a doença não terá sido curada.

Para tomar a decisão, dentro da sala de cirurgia, um patologista faz o exame chamado biópsia de congelação, ou transoperatório. Ou seja, ele examina o tecido no microscópio, ali mesmo. O laudo, que vai guiar o procedimento, sai em cerca de 15 minutos e, dependendo do resultado, o médico tem de continuar operando o paciente ou pode encerrar a cirurgia. Além de não ser um diagnóstico definitivo, a acurácia não é tão alta quanto a obtida pelo método desenvolvido na Universidade do Texas em Austin.

FACILIDADE

O procedimento proposto pela equipe liderada por Livia S. Eberlin se propõe a resolver todos esses problemas. A facilidade de manuseio do dispositivo chama a atenção: o cirurgião encosta a caneta descartável no tecido e, com o pé, aciona um pedal que vai liberar uma gota d’água. A água absorve as moléculas contidas na superfície e é sugada por um cano de 1,5m a 2m, ligado ao aparelho de espectrometria de massa. Em menos de um segundo, o equipamento revela a estrutura das moléculas. Essa informação é lida por um computador conectado à máquina e, em 10 segundos, o diagnóstico é feito: câncer ou tecido normal.

A cientista brasileira explica que o software é treinado para fazer esse reconhecimento e, para exemplificar, compara-o ao Facebook: da mesma forma que o algoritmo da rede social aprende a reconhecer rostos à medida que são marcados nas fotos, passando, ele mesmo, a dizer quem é quem nas imagens postadas, o programa utilizado pelos pesquisadores da Universidade do Texas em Austin vai sendo instruído para distinguir diversos perfis moleculares. Por isso, embora por enquanto ele esteja restrito a quatro tumores (com os respectivos subtipos), em tese, é capaz de dar o veredito a respeito de qualquer tumor maligno sólido (cânceres de plasma ou sangue, como leucemia, não podem ser identificados pelo método).

Por enquanto, o sistema testou 253 amostras de tecidos humanos — saudáveis e doentes —, além de ter sido utilizado em roedores vivos, durante a cirurgia. A precisão foi de 96,6%. Segundo Livia S. Eberlin, no ano que vem, devem ser realizados os primeiros procedimentos com pacientes na sala de operação, tal como o método foi idealizado.

Para o oncologista do Grupo Oncologia D’Or Carlos Gil Ferreira, coordenador da Rede Nacional de Pesquisa Clínica de Câncer, o trabalho publicado na Science Translational Medicine pode ser considerado um grande avanço. Embora destaque que, antes de ser incorporado à prática clínica, ainda serão necessários alguns anos de pesquisa, ele observa que o resultado obtido é um marco. “Na minha visão, o futuro da patologia muda a partir desse artigo”, considera. “É um trabalho de altíssimo nível. A comunidade científica talvez esperasse esse resultado somente para daqui a três anos. Agora, o desafio é trazê-lo para a prática”, diz.

Ferreira calcula em cinco anos o tempo para que a tecnologia esteja disponível nos centros de excelência norte-americanos. Além da necessidade de se replicar os resultados em outros centros médicos, o oncologista destaca a diminuição do tamanho do espectrômetro e a redução dos valores desse aparelho, ainda muito caro, para a transladação da pesquisa para a prática.

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