– Por que ninguém demite quem contrata mal?

Tiago Nunes, técnico do Corinthians, foi demitido pelo presidente Andrés Sanches. Mas já pareceram o seguinte: Ele, Leco, Peres, e tantos outros cartolas, é que são responsáveis pela contratação dos treinadores que eles próprios demitem.

O problema não seria os “contratados”, mas a competência de “quem contrata”?

Por fim: era bola cantada que sobraria para Tiago. Não “ornou” como técnico do Coringão, além de ter que administrar o elenco com salários de até 4 meses atrasados.

– As cobranças intimidatórias no futebol funcionam? O momento é: RECONSTRUÇÃO e PACIÊNCIA!

Cobrar com violência ou intimidação no futebol resolve nos dias atuais?

Não. No presente e no passado mais recente, eu nunca vi. Aliás, desde quando “dedo na cara” faz time jogar mais bola?

Avalie: quando o Corinthians estava às vésperas de ser rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileirão (Dualib já tinha saído e Andrés Sanches entrado), os atletas foram intimidados pelas torcidas Gaviões da Fiel e Rua São Jorge e, ao invés de “jogar mais”, assustaram e o time acabou caindo. Idem ao Palmeiras do último rebaixamento, quando a Mancha Verde deu uma prensa nos atletas (que haviam vencido a Copa do Brasil no mesmo ano).

A verdade é: os jogadores, hoje, são descartáveis nos times e vice-versa. Passam, simplesmente, e pouquíssimos criam raízes. Não conhecem a história das agremiações e estas, por sua vez, cambaleadas por dívidas e dificuldades, não conseguem se impor, tornando-se uma relação trabalhista temporária. Se o jogador vê seu clube ser invadido, “ele entrega o boné” e cai fora. A Comissão Técnica desanima e a Diretoria fica ainda mais enrolada.

Estamos no século 21 – de profissionalismo e futebol-business, onde a paixão deve ficar na arquibancada. Todos têm uma função bem clara no esporte hoje: o torcedor deve consumir os produtos ou não, incentivando ou vaiando sua equipe; os jogadores devem receber em dia e mostrar serviço em campo (ganhar ou perder é outra história, a questão é: dedicação e trabalho honesto). A imprensa deve reportar e ser isenta, clareando o que acontece e não se omitindo nas situações desagradáveis. A diretoria deve unir forças para os recursos financeiros aparecerem e promover ações agregadoras, a fim de que a gestão profissional, aliada ao marketing, traga a confiança da sociedade e atraindo assim novos parceiros.

Digo tudo isso pois às vésperas da volta da Série A3, o Paulista FC (como também outros clubes) vivem um momento diferente, de recomeçar um torneio como se fosse o início dele – e de tiro curto! No Galo, em especial, um momento de transição no comando, onde Rodrigo Alves está tendo a árdua missão com seus pares de trazer confiabilidade à comunidade tricolor.

É sabido que o Galo passou por inúmeras parcerias: algumas positivas, outras nocivas e muitas polêmicas. Atualmente, a oportunidade de fazer diferente foi concedida a quem fazia críticas anteriormente (e que eram de maneira justa em muitos momentos). Dessa forma, há de se ter paciência!

O Paulista Futebol Clube nunca foi “de alguém”, embora possa ter parecido o contrário; ele é uma agremiação privada de sócios, que como muitas, passam por ciclos de sucesso ou de infortúnio. Formado por pessoas, é natural que se tenha tanta paixão e manifestações diversas envolvidas. Mas a verdade e a realidade são: torçamos para que tudo ocorra com tranquilidade, para que as cobranças no tom adequado possam existir, longe da violência ou de especulação, e que os resultados nos jogos sejam entendidos dentro das possibilidades ocorridas de maneira normal, sem criminalizar uma pessoa ou um grupo (tanto em caso de vitória como em derrota).

Talvez a grande novidade da nova gestão – e isso deve ser abordado – seja o OTIMISMO e a vontade de fazer algo diverso. Dê-se então crédito a isso por hora.

O que não pode acontecer em Jundiaí (de forma alguma) é o incentivo à violência, como ocorrido em Santa Catarina. Todos viram o vídeo de Cíntia Carvalho, nutricionista que trabalha no Figueirense e que foi uma das vítimas da invasão no Estádio Orlando Scarpelli. Talvez ela tenha dito algo muito relevante e pouco debatido:

“Essa história do torcedor ou qualquer cara enfiar o dedo na cara do profissional que trabalha com o futebol e querer ensinar como deve ser, sem respeito com o próximo, tem que acabar”.

Por fim: dê-se tempo aos profissionais que estão trabalhando, e termino com a frase do amigo jornalista Fernando Sampaio, que por diversas vezes me falou sobre o cuidado de misturar paixão e razão no futebol, lembrando que “o torcedor torce, mas tem que tomar cuidado pois também, com raiva, ‘distorce'”. E é isso mesmo: o equilíbrio deve sempre existir para que os resultados possam ser cobrados. Sem ele, fica difícil trabalhar.

(O depoimento citado acima da nutricionista, na íntegra e com a profissional aos prantos, em: https://www.lance.com.br/figueirense/video-nutricionista-faz-forte-desabafo-relata-agressao-torcedores-invasao.html).

– A culpa de chefes ruins é de…

quem os escolhem!

Segundo o livro dos consultores em Administração Jefrrey Cohn e Jay Moran (“Por que somos tão ruins para escolher bons líderes?”), alguns fatores são decisivos. Abaixo, a lista deles:

(extraído de: http://is.gd/p5wZ61)

POR QUE HÁ TANTOS LÍDERES RUINS?

Rafael Palladino, do Banco Panamericano. Carly Fiorina, da HP. Bob Nardelli, do Home Depot. Gilberto Tomazoni, da Sadia. Bernie Ebbers, da WorldCom. Harry Stonecipher, da Boeing. Dominique Strauss-Kahn, do FMI. A lista de executivos-chefes que se mostraram inadequados, por motivos que vão de fraude e escândalos sexuais a erros de gestão ou omissão, é enorme. Tão grande que impõe a questão: é assim tão difícil escolher um bom líder para a empresa? Pelo ritmo intenso de trocas de comando – o estudo anual da consultoria Booz & Co. conclui que a rotatividade nas 2,5 mil maiores companhias abertas em 2010 foi de 11,2% –, parece que sim. Por quê?

O primeiro motivo é a pressão a que estão submetidos os executivos-chefes. Num mundo mais competitivo, em que os resultados precisam vir mais rapidamente, é natural que a rotatividade aumente. Mas um estudo psicológico de como são feitas as escolhas de líderes apontou problemas recorrentes, capazes de causar grandes prejuízos. O estudo é dos pesquisadores Jeffrey Cohn e Jay Moran, da consultoria Spencer Stuart, autores de Why Are We Bad at Picking Good Leaders? (“Por que somos ruins para escolher bons líderes?”). A seguir, as cinco principais armadilhas em que conselho e acionistas caem:

O GRANDE CARISMA DIANTE DO PÚBLICO ÀS VEZES CAMUFLA
UMA FALHA NA HABILIDADE DE SE COMUNICAR FACE A FACE

1. Síndrome da patota_Cercar-se de iguais é intrínseco ao ser humano. “Muitos executivos do alto escalão favorecem, mesmo que inconscientemente, os profissionais com histórico, experiências e características similares às suas próprias”, dizem os autores. No Banco Panamericano, Rafael Palladino, um ex-personal trainer sem diploma em administração sob cuja gestão o banco quase fechou, era primo em primeiro grau de Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos.

2. Síndrome dos holofotes_A loquacidade e o carisma, o talento de magnetizar uma plateia, costumam impressionar os selecionadores. O prestígio do CEO carismático é ainda residual da “Era Jack Welch” na GE. Casos como o de Steve Jobs, que dá verdadeiros shows nas apresentações da Apple, reforçam o mito. Porém, como advertem os autores, o grande carisma diante do público às vezes camufla uma insuficiência na comunicação íntima, face a face. “Falar em público é uma capacitação aprimorável com um coach. Já a comunicação direta com o interlocutor é algo bem mais difícil de desenvolver”, dizem.

3. Síndrome do deslocamento_Poucos CEOs foram tão demonizados na década passada quanto o autocrático Bob Nardelli, em sua desastrada passagem pela rede de varejo Home Depot. Ao tentar gerar eficiência operacional, Nardelli quase destruiu a cultura descentralizada, informal e amigável que era marca registrada da rede. O CEO chutado, obviamente, estava longe de ser um tolo. Na década de 90, fora um dos executivos mais admirados dos Estados Unidos, na General Electric. “Há casos em que as competências do executivo estão deslocadas, e não têm como ser bem utilizadas na empresa”, dizem Cohn e Moran. O caso de Nardelli era mais ou menos como exigir de um caminhão Scania a performance de uma Ferrari.

4. Síndrome do menino-prodígio_É fácil ficar impressionado com profissionais brilhantes, principalmente se forem jovens geniais. Mas esse encantamento às vezes impede de enxergar falhas grandes em outros aspectos, como a ética ou a capacidade de comunicação. O caso mais notório, na última década, foi o de Jeffrey Skilling, ex-CEO da Enron, hoje cumprindo pena de 24 anos numa cadeia americana por causa de uma bilionária fraude de “contabilidade criativa”. Precoce, Skilling era braço direito do então presidente Kenneth Lay, nos anos 90. Ajudou-o a catapultar a capitalização de mercado da Enron, de US$ 2 bilhões para US$ 70 bilhões. Tornou-se sucessor natural de Lay. Foi um desastre.

5. Síndrome do bom-moço_É o contrário da anterior, o encantamento com o executivo-modelo, querido por todos. A justificativa em geral vai para o lado de que a pessoa é uma ótima “formadora de equipes”, ou “cria sinergia”. A dura realidade, dizem os autores, é que “os melhores líderes raramente são bons membros de equipe”. O profissional “bom-moço” tem ascensão rápida na escada corporativa. Mas quase sempre dá um ótimo número 2, não número 1. Tendendo à gestão por consenso, ele costuma agregar profissionais de pensamento homogêneo.

Ter em mente essas armadilhas não vai livrar as empresas de sofrerem deslizes. Mas diminui, dizem Cohn e Moran, a possibilidade de um desastre.

Contabilidade criativa – É a manipulação das demonstrações financeiras de empresas, aproveitando brechas na legislação para turbinar resultados. A expressão tornou-se célebre em 2001 com os escândalos contábeis da Enron e da WorldCom

– Recrutamento de trainees via Redes Sociais: cuidado com suas postagens…

Há 8 anos, publicamos essa matéria. Mas o tema é atualíssimo! Abaixo:

Cada vez mais as empresas usam Twitter, Orkut e Facebook para interação com candidatos a boas vagas de emprego. Compartilho interessante material do Estadão aos estudantes e recém-formados:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup481942,0.shtm

SELEÇÃO DE TRAINEES USA REDE SOCIAIS

por Carolina Stanisci

SÃO PAULO – Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.

Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

– Credulidades e Incredulidades pessoais que tenho com o futebol

O futebol é um microcosmo social. Portanto, nele e em volta dele, acontece de tudo:

  • Torcedores profissionais que sugam os clubes, mas também apaixonados que devotam a vida por atletas que nem sabem da sua existência.
  • Cartolas que pregam a libertação das práticas corruptas de diretorias anteriores, mas fazem a mesma coisa com roupagem diferente.
  • Empresários que tentam forçar a escalação dos seus atletas e que, na impossibilidade, tentam derrubar treinador.
  • Jogadores que jogam para garantir o técnico no cargo e outros que procuram derrubá-lo.
  • Contratos fechados na surdina e contratos arranjados para as vésperas de eleição no clube, claramente como “obra política e/ou eleitoreira”.
  • Jogador caro de clube grande que paga “pedágio” para treinador e diretor (com o nome atual de “rachadinha”) e jogador ou treinador de agremiação pequena que paga ao clube para ser escalado e/ou dirigir o time (comprando a vaga).
  • Técnico-empresário que leva seus jogadores do “portfólio” a fim de usar o clube como barriga de aluguel para outros.
  • Jogo “de compadre” para garantir resultado agradável aos dois times. 
  • Árbitros santos e árbitros endemoniados dentro e fora de campo.

Se continuar o relato, perceberemos que, se usarmos da racionalidade, o futebol não é um esporte que dá prazer, mas sim um negócio suspeito da indústria do entretenimento. Mas… ainda assim a gente gosta de ver a bola rolar!

E você: no que acredita ou desacredita no futebol?

– A ilusão de “por e tirar” dinheiro em clube de futebol

Tivemos uma época de “mecenas” no futebol: Castor de Andrade, o bicheiro, financiava o Bangu no Rio de Janeiro. Outros nomes folclóricos bancavam suas equipes Brasil afora, seja com dinheiro lícito ou ilícito.

Foi muito comum em um período que dirigentes tirassem grana do próprio bolso por amor ao clube. Dizem que o seu Vicente Matheus fazia isso pelo Corinthians, perdendo muitos valores para ajudar seu time do coração.

Mais recentemente, vimos pessoas físicas financiando as equipes, emprestando dinheiro a juros mais baixo do que se conseguisse nos bancos, com o compromisso da agremiação devolver quando possível. Vide a família Teixeira no Santos e Paulo Nobre no Palmeiras.

No Interior do Estado de São Paulo, onde muitos clubes estão quebrados financeiramente, torcedores ilustres sempre procuravam colaborar para que o clube não fechasse. Ou com algum pagamento de conta atrasada, influência política / judicial, lobby à federação ou emprestando recursos. Ter como garantia de recebimento (no caso de empréstimo) uma fatia / percentual de jogador, tornou-se algo comum. “Você investe X na equipe e fica com tal garoto da base como contrapartida”, correndo o risco de perder dinheiro, caso o atleta não vingue ou abandone a carreira.

O certo é: aquilo que é feito com transparência e cumprimento de palavra, nada tem de errado. O que não pode é fazer algo fora do combinado, às escuras, sacaneando alguém que diz que torce / gosta / defende.

Lembremo-nos: o futebol profissional é negócio. Se ilude com a história de “amor à camisa” o torcedor que esperneia ou briga com alguém de maneira fanática, irracional ou tomada pela paixão. Vivemos outros tempos, onde o saudosismo já entrou em campo e que provavelmente dará lugar às novas práticas de gestão e sobrevivência.

– E se o São Paulo tivesse ficado com Vágner Mancini?

Fernando Diniz está sendo muito contestado no São Paulo Futebol Clube. Os resultados negativos pesam. Apesar de, em alguns jogos, ter realmente existido a beleza do jogo ofensivo (e eu gosto disso), a despreocupação total com a defesa torna o Tricolor do Morumbi vulnerável.

O erro do SPFC foi ter perdido Mancini, que estava fazendo um time sólido, mesclando jovens e experientes. Optou em “mudar a pedido dos atletas mais caros”. Se deu mal.

Se demitir Diniz agora, com uma eleição a caminho, como oferecer um contrato longo com qualquer treinador respeitável?

Um pepinaço para o atrapalhado presidente Leco resolver.

– Coaching para ajudar a escolher a carreira adequada em busca da felicidade profissional!

Um dos grandes desafios aos jovens é “escolher a profissão”. Muitas vezes os testes vocacionais não são suficientes, e para escolher a felicidade profissional, busca-se o auxílio de um coach.

Compartilho interessante matéria, extraído do Jornal de Jundiaí (Modulinho Empregos, página 1, ed 1024, 27 de agosto de 2017, por Simone de Oliveira).

COACH DE CARREIRA COMO OPÇÃO PARA QUEM DESEJA OTIMIZAR A PROCURA DO EMPREGO

Sabemos que a escolha da profissão é um dos momentos mais importantes na vida de um jovem, já que determina os caminhos que serão seguidos por longos anos.

Trata-se de uma decisão extremamente difícil para ser tomada aos 18 anos por alguém que, quase nunca, tem a maturidade necessária para identificar quais são os seus principais talentos e vocações. O resultado deste cenário: muitos optam pela área errada e, futuramente, ficam insatisfeitos no trabalho.

O que nem todos sabem, porém, é que os equívocos na hora de determinar os próximos passos da carreira não ocorrem apenas entre os jovens. Muitos adultos, com vasta experiência no mercado, também erram bastante ao tentar mudar de área ou mesmo ao tentar crescer na profissão. De acordo com a ABRH (Associação Brasileira de RH), quase metade dos brasileiros está infeliz com o que faz da vida – e esses dados não estão apenas relacionados à profissão escolhida, mas também à falta de reconhecimento, ao excesso de tarefas e aos problemas de relacionamento.

No passado, as pessoas costumavam delegar as decisões de suas carreiras para as organizações, que traçavam quais seriam os próximos passos a seguir. Hoje, as companhias oferecem as oportunidades, mas a responsabilidade pelo próprio sucesso está cada vez mais nas mãos dos profissionais. No entanto, entender o seu perfil e identificar os melhores caminhos e estratégias é uma tarefa difícil, que necessita de um plano estruturado e muito bem planejado. Isso pode exigir a ajuda de um profissional especializado, seja para fazer uma transição de carreira, mudar de profissão, desenvolver as competências necessárias ou fazer planos para o futuro.

Neste cenário, o primeiro passo a ser tomado é investir no autoconhecimento. Por se tratar um processo muito complexo, muitas pessoas optam por contratar um profissional de coaching, que pode ajudá-las a refletir, a planejar ações de melhoria e a conhecer os próprios desejos e capacidades, o que é fundamental para identificar onde devem se inserir no mercado. Saber exatamente o que mais gera incômodo no trabalho atual e o motivo de isso ocorrer, certamente, trará mais clareza sobre os passos seguintes.

Antes de tomar decisões, é preciso se questionar: o que é mais importante para mim, ter um bom salário ou trabalhar em um ambiente agradável e sem pressão? Ter uma rotina fixa ou contar com maior liberdade de horário? A felicidade profissional tem muito a ver com o que sabemos de nós mesmos, quais são os nossos principais valores pessoais e como gostaríamos de estar inseridos no mundo.

Neste processo de autoconhecimento e descoberta, com cerca de dez encontros semanais e foco em um objetivo especifico, o profissional de coaching ajuda as pessoas a se entenderem melhor e a descobrirem aonde querem chegar. Ele não trará respostas, mas ajudará o profissional a encontrá-las dentro dele. É preciso, porém, estar disposto a se abrir de uma forma bastante profunda, ter uma atitude ativa e planejar objetivos, já que o processo só funciona quando há muito comprometimento e um plano de ação com metas específicas.

Qualquer pessoa pode procurar a ajuda de um coach, desde que tenha consciência de que a felicidade não depende de mais ninguém além dela mesma.

– O que é “ter sucesso” para a Geração Z?

O que significa “ter sucesso” para o jovem brasileiro?

Veja se é igual aos seus propósitos,

em: https://www.youtube.com/watch?v=Ccgyn1wMj08

– Relações Positivas entre Chefe e Subordinados

O Diário de São Paulo trouxe em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Half, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas

Qualificação é essencial para um líder:

Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

url.jpg

Imagem extraída do link acima:

– O Lema da relação de Trabalho e Vida do Sílvio Santos.

Nesta próxima semana, Sílvio Santos comemorará 39 anos da conquista da TVS por concessão do Governo (antes, ele era da Globo e arrendava horário na Record). E ouvi certa vez no antigo programa “Rádio Atividade” da Rádio Jovem Pan seu discurso naquela ocasião.

Preocupado com a carga de atividades, no meio da sua fala, disse à sua mulher:

Íris, fique tranquila, sou eu quem comanda o meu trabalho, não ele quem me rege“.

Fantástico. Gostei e, confesso, desejaria sempre colocar isso em prática (sabemos que muitas vezes não é possível). Aliás, quem não gostaria?

bomba.jpg

– Sobre a demissão de Jesualdo Ferreira:

Perfeito este tuíte sobre o Santos FC demitir Jesualdo:

Euler Victor @eulervictor_
·
A lógica do Futebol brasileiro:
– Contrata um treinador com uma metodologia diferente do antecessor.
– Impedido de fazer contratações por punição da Fifa.
– Pandemia.
– Atrasos salariais.
– Processos.
– Eliminação do estadual.
– Demite o treinador faltando 2 dias para o início do Brasileirão

– Futebol como negócio, mas tratado por amadores apaixonados! Sobre o teste de Covid e o letreiro na Área:

Cá entre nós: sabemos que Corinthians x Palmeiras é uma guerra dentro e fora de campo, que começa dias antes da própria partida.

Nestes temos de futebol profissional / business, ninguém quer perder. Sendo assim, todos os artifícios (que devem estar dentro da lei) são usados para a busca da vitória.

Os dirigentes não colaboram para que esse resultado seja buscado com ética e moral. Vide Andrés Sanches questionando a necessidade de exames de Covid_19 de acordo com o Protocolo Sanitário (isso porquê o futebol era chamado de “exemplo” nos cuidados da retomada).

Na verdade, só se pode constatar algo já perceptível: “vale tudo” para ganhar o jogo, onde o profissionalismo é administrado por apaixonados amadores.

Em tempo: depois do dia 22 de julho (veja a data que estamos), a grama cresceu, já deve ter sido cortada, mas os letreiros SCCP continuam inscritos no campo de jogo da Arena Corinthians? O “conserto” não some, mas o vandalismo sim?

Aliás, sobre essa irregularidade contra a Regra 1, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/07/22/o-corinthians-poderia-ter-disfarcado-a-pichacao-com-sccp/

Corinthians x Palmeiras: horário, local, escalações e transmissão

– Como o Empreendedor pode ter um “infarto feliz”, trabalhando sem freios!

Para mim, um tapa na cara com luva de pelica!

A tirada de Pedro Mello, do “Blog do Empreendedor”, é muito engraçada! Ele retrata os esforços de como um empreendedor deve fazer para ter logo um infarto! Claro, ele questiona a relação “dedicação ao trabalho versus saúde“.

Vale a pena dar uma conferida:, em: http://portalexame.abril.com.br/blogs/pedro_mello/20090604_listar_dia.shtml?permalink=171883

EMPREENDEDOR TAMBÉM MORRE DE INFARTO

Essa semana gravei o 70o Fiz do Zero pra IdealTV e uma coisa que tenho percebido nesses dois anos de gravações é que são raros os empreendedores que entrevisto e sinto que estão tranquilos, cuidando da saúde mental, física e espiritual.

Estava pensando nisso quando recebi um e-mail do Pedro Antunes, com texto do Dr. Ernesto Artur, um cardiologista com uma nova proposta para você:

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ

Como empreendedores normalmente são pessoas com muita coragem e teimosia, aqui vão as dicas do Dr. Ernesto pra você pensar um pouco…

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. Por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens!

Imagem extraída da web, autoria desconhecida.

– Trabalhar descontente ou não trabalhar contente?

CARREIRA – Trabalhar contrariado ou ser um desempregado feliz?

Um dilema para muitos, valendo um bom debate em: https://youtu.be/RTZnF0cwJpg

– Einstein acusou equivocadamente 26 membros do Red Bull Bragantino como “positivo para Covid”, às vésperas do jogo contra o Corinthians.

Uma situação gravíssima, em todos os aspectos: os erros médicos promovidos pelo respeitadíssimo Hospital Albert Einstein na bateria de testes do Coronavírus, independente de quem ou qual seja o resultado. Quatro influências diretas disso:

  • Para a Medicina, pois erros assim não podem acontecer;
  • Para uma empresa, como o Red Bull Bragantino, que tem feito valer os protocolos sanitários;
  • Para um Campeonato Profissional, onde a cabeça dos jogadores e a impossibilidade da normalidade nortearam os dias que antecederam a partida!
  • Para cada um dos Testados outrora como positivos: e o medo dos seus familiares e do próprio cidadão?

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/rodrigo-mattos/2020/07/31/einstein-erra-26-testes-de-covid-do-red-bull-para-jogo-com-corinthians.htm

EINSTEIN ERRA 26 TESTES DE COVID DO RED BULL PARA JOGO COM CORINTHIANS

Por Rodrigo Mattos

O Hospital Albert Einstein errou os resultados de 26 testes para coronavírusfeitos com jogadores e estafe do Red Bull Bragantino antes do jogo contra o Corinthians, pelas quartas de final do Paulista. Os atletas foram diagnosticados com Covid-19, foram afastados de treinos e só puderam jogar porque exames em cima da hora deram negativo. A informação foi publicada inicialmente pelo “O Globo” e confirmada com duas fontes pelo blog. O laboratório confirmou que houve divergência nos testes do Bragantino por conta de problemas em um reagente usado.

O Einstein é o laboratório responsável pelos exames de coronavírus para o Brasileiro da Série A e para o Paulista. Isso gerou uma discussão no Conselho Técnico da Federação Paulista e o problema foi comunicado pelo Red Bull à CBF.

O clube vem fazendo testes para coronavírus duas vezes por semana, do tipo RT-PCR, os mais confiáveis. Além de jogadores, são feitos exames em membros da comissão técnica, estafe que trabalha no Centro de Treinamento e em jogos no estádio do time. Eram cerca de 70 testes feitos no Einstein por rodada.

Antes do jogo diante do Corinthians, foi feita uma nova rodada de exames. Só que, ao contrário das vezes anteriores, houve em torno de um terço dos testes deram positivos, em um total de 26.

Desses que tiveram resultados positivos, foram 13 atletas e membros de comissão técnicas. Um total de sete titulares que atuariam diante do Corinthians teve análise com positivo para Covid-19. Outras 13 pessoas eram de pessoal do estafe de estádios e do CT.

O Red Bull estranhou esses resultados porque vinha testando constantemente. Os jogadores foram afastados por dois dias dos treinos. Mas o clube decidiu refazer os testes. Levou todas as pessoas para novos exames nos laboratórios Fleury e Cura. Os exames deram negativos.

Com esses resultados em mão, o clube voltou ao Eistein no dia do jogo para refazer os testes. O laboratório fez os exames e constatou que as 26 pessoas, na realidade, tinham exames negativos. Com isso, os sete titulares foram liberados para jogar às 17 horas do dia do jogo diante do Corinthians, que ocorreu a partir das 19 horas.

Questionado, o Hospital Albert Einstein reconheceu que houve divergência nos resultados do Red Bull que deram positivo no primeiro teste, e negativo no segundo. Atribuiu o problema a reagentes com instabilidade de funcionamento. E afirmou que as substâncias não serão mais utilizadas. Veja a nota abaixo:

“O Einstein recebeu amostras de secreção nasofaríngea de atletas e membros da Comissão Técnica do Red Bull Bragantino para análise da presença da Sars-Cov2. As amostras tiveram resultado liberado no fim da tarde da última terça-feira, dia 28, sendo que algumas apresentaram resultado positivo.

Na quinta-feira, dia 30, o Red Bull Bragantino solicitou um novo teste destas amostras, que foram coletadas e processadas no mesmo dia. No novo processamento, estas amostras resultaram negativas.

Na análise dos processos internos, identificou-se um lote específico de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelos resultados divergentes.

A fabricante, uma empresa internacional, foi imediatamente notificada sobre a ocorrência e os lotes com desempenho atípico foram retirados da rotina de exames do laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein.”

Jogadores do Red Bull Bragantino durante aquecimento antes de partida contra o Corinthians

– Guilherme Bellintani, o presidente diferente no mundo do futebol!

Ele promove ações sociais importantes, cuidando de causas como o racismo e a transfobia. É paparicado pelos clubes rivais por ser um bom gestor. Fez seu time, o Bahia, gozar de grande respeito e bons resultados. Referimo-nos a Guilherme Bellintani, presidente do clube.

Nesta semana, após vencer o Botafogo da Paraíba, criticou a arbitragem por ter FAVORECIDO seu time. No twitter, escreveu que:

“Bahia se classificou merecidamente. Mas três lances mudariam o resultado do jogo. Gol legal anulado do Botafogo/PB, gol irregular do Bahia e pênalti não marcado em Elber. Bahia sempre lutou pelo VAR no Brasileirão. Está na hora do VAR na Copa do Nordeste. É um avanço necessário”.

Sobre esse personagem diferente do mundo do futebol, abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2020/07/25/como-presidente-do-bahia-virou-idolo-e-ate-cobicado-por-torcidas-rivais.htm

GUILHERME BELLINTANI VIRA ÍDOLO DE TORCEDORES

Quem não se lembra do jogo em que Ronaldinho Gaúcho foi aplaudido de pé pela própria torcida do Real Madrid depois de fazer dois golaços pelo Barcelona em pleno Santiago Bernabéu? Ou do momento em que Cristiano Ronaldo, ainda no time merengue, recebeu aplausos da torcida da Juventus após uma pintura de bicicleta pela Liga dos Campeões?

Guardadas as devidas proporções, o mesmo vem acontecendo no Brasil, mas de outra forma, e não com um jogador: o ‘idolatrado’ da vez, e não só pela torcida rival, é um presidente: Guilherme Bellintani, do Bahia.

No caso do mandatário tricolor, o palco não são os estádios, e sim as ruas e, principalmente, as redes sociais. Basta uma leve bisbilhotada no Twitter, por exemplo, para perceber o quanto o atual presidente tricolor é cobiçado por torcedores dos outros clubes – e até do próprio Vitória.

É comum ver pedidos de torcedores de ‘venha pro meu time’ para jogadores e técnicos, mas não para presidentes. Mas por que será que isso acontece? Com a palavra, o próprio presidente, entrevistado pelo UOL Esporte.

“Acho que essa conjunção de um clube que tem falado e buscado ser um clube com um propósito social, tratando o futebol além das quatro linhas, que tem governança, que é democrático, aberto, transparente, inovador e que traz elementos importantes de conceito de mudança no futebol… A combinação disso tudo com o exercício prático dessas coisas, e não só de falar, promove nas pessoas um desejo de acompanhar o trabalho”, analisa.

“Não é uma coisa de me verem como ídolo, mas as pessoas estão bem interessadas em acompanhar o trabalho. E também tem outra coisa importante: a gente nunca se apresenta como dono da verdade ou como única referência em nenhum tema. Muito pelo contrário. Eu sei que a gente ainda tem muito a aprender com vários outros clubes, cada um no seu projeto. Então, acho que o torcedor também vê que o Bahia valoriza o clube dele, que o Bahia vê que cada clube tem um pouco a contribuir e que a gente tem buscado pegar um pouco de cada um desses clubes e formar um projeto mais amplo com o valor que cada um tem; beber nessas fontes tradicionais do futebol brasileiro é muito importante”, acrescenta.

Os mais recentes elogios ao presidente surgiram depois do último jogo do Bahia. Nas redes sociais, ele anunciou que o clube, atendendo a inúmeros pedidos dos torcedores – colocou à venda a camisa utilizada contra o Náutico com a marca do SUS, em uma homenagem aos profissionais de saúde. E com um valor acessível: R$ 99, o mesmo da camisa popular.(…)

Também nesta semana, Guilherme já havia sido alvo de comentários positivos entre os torcedores ao participar do rachão entre os próprios jogadores à véspera do jogo contra o Náutico, pela Copa do Nordeste. A atividade foi transmitida ao vivo por meio do Sócio Digital, espécie de Netflix do Bahia, lançado na semana passada e que também tem conquistado aficionados de outras agremiações.

Apesar de não se ver como um ídolo dos torcedores, Bellintani se diz feliz com os comentários e faz questão de dividir o mérito pelos elogios com todos os profissionais do Bahia:

“É bom, dá prazer, estimula, e eu divido muito disso com a minha equipe. Eu tenho uma equipe muito focada na reconstrução desse clube que é o Bahia, que quase acaba e a gente está trabalhando para reconstruir. Acho que a nossa forma de comunicar facilita muito. A gente trata o torcedor como elemento central dessa história toda. Vemos o futebol se voltando muito pra dinheiro, remuneração, e isso é fundamental e trabalhamos também pra aumentar nosso faturamento”.

“Torcedor é o principal patrocinador do clube”

Com mandato iniciado em 2018 (e com término previsto para o fim deste ano), o presidente tricolor sempre procurou estar próximo do torcedor. Exemplos vão desde frequentes respostas aos questionamentos dos aficionados nas redes sociais até a participação ativa nas ações promovidas pelo Bahia — como, por exemplo, quando colocou a cerveja a R$ 1 no entorno da Fonte Nova para protestar contra o preço abusivo da bebida dentro da Arena.

E com Guilherme Bellintani na presidência, o Bahia tem atingido todos os públicos. São frequentes as ações do clube que tratam sobre questões mais humanas como racismo, direitos LGBTQ+, demarcação de terras indígenas e o tratamento das torcedoras nos estádios de futebol, entre outros.

“A gente coloca o torcedor como elemento principal disso tudo, é o principal patrocinador, o principal ativo, é o dono do nosso clube. E a gente fala pra todo mundo: quando a gente busca incluir a torcida que habitualmente não era lembrada, as minorias, que na verdade são maiorias, facilita muito, e comunicar com franqueza. Isso é fundamental e o torcedor percebe isso. Quando você fala olhando no olho é diferente de quando você fala simplesmente para implementar um discurso bonitinho”, acrescenta.

E não é que tem até torcedor do maior rival enchendo o presidente de elogios? Bellintani também tem uma explicação.

“Talvez pela minha forma como me refiro ao Vitória, com respeito. Claro que tem uma brincadeirinha aqui e ali, normal, sou torcedor e faço de vez em quando, mas mais no sentido de pequenas resenhas pra divertir. Mas sempre respeitei muito o Vitória como instituição e entendo que o torcedor também identifica isso. A rivalidade tem seus limites. Acho que a torcida do Vitória, uma parte pelo menos, me vê com respeito porque sabe que eu respeito a instituição”, completa.

– As dificuldades das mães cientistas em meio à pandemia.

A Pandemia trouxe dificuldades ao trabalho de muita gente. Mas uma situação não abordada como se deveria: o trabalho das mulheres cientistas que são mães!

Muito curioso, extraído de: https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/g1.globo.com/google/amp/bemestar/coronavirus/noticia/2020/07/18/pandemia-de-covid-19-afeta-mais-o-trabalho-de-cientistas-que-tem-filhos-aponta-estudo.ghtml

PANDEMIA DE COVID-19 AFETA MAIS O TRABALHO DE CIENTISTAS QUE TÊM FILHOS, APONTA ESTUDO

Efeito se intensifica para as mulheres que são mães. Pesquisa feita com 4,5 mil cientistas foi publicada na revista ‘Nature Human Behavior’, do grupo da revista ‘Nature’. Outro estudo ainda não publicado, feito no Brasil, também aponta a mesma tendência.

Por Lara Pinheiro

A pandemia de Covid-19 está afetando mais o trabalho de cientistas que têm filhos do que daqueles que não os têm, aponta um estudo publicado nesta semana na revista “Nature Human Behavior”, do grupo da revista “Nature”, uma das mais importantes do mundo.

O efeito é ainda maior para as cientistas mulheres cientistas que são mães, diz a pesquisa, feita por cientistas das universidades de Harvard, Yale, Northwestern e outros institutos nos Estados Unidos.

“Cientistas do sexo feminino e cientistas com dependentes jovens relataram que sua capacidade de dedicar tempo à pesquisa foi substancialmente afetada, e esses efeitos parecem aditivos: o impacto é mais pronunciado para as mulheres cientistas com dependentes jovens (…) Existe uma lacuna de gênero persistente e bem documentada na ciência. Descobrimos que existem realmente diferenças substanciais entre nossos entrevistados, homens e mulheres, em como a pandemia afetou seu trabalho”, continua o texto.

Eles chegaram às conclusões depois de conduzir um questionário com 4.535 pesquisadores nos EUA e na Europa, em abril, cerca de um mês depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a Covid-19 uma pandemia.

Menos tempo de pesquisa

O estudo constatou que, para 55% dos cientistas pesquisados (homens e mulheres, com ou sem filhos), a carga horária de trabalho semanal média caiu de 61 para 54 horas, cerca de 11%.

O tempo dedicado à pesquisa foi o que mais diminuiu: houve uma queda de 24% em média (o tempo de trabalho dos cientistas inclui outras atividades, como as administrativas, as de angariar recursos e as de ensino).

Só que, no caso das mulheres, a queda no tempo de pesquisa foi 5% maior que a dos homens. Isso foi visto mesmo quando ambos respondem o mesmo a todas as outras perguntas (como idade e área de atuação). Por exemplo: uma mulher geóloga, de 40 anos, perdeu 5% a mais do tempo de pesquisa do que um homem geólogo de 40 anos.

Para cientistas (homens ou mulheres) que tinham filhos de 5 anos de idade ou menos, a queda no tempo de pesquisa chegou a ser 17% maior do que para aqueles nas mesmas condições e sem filhos. Ter mais de um filho foi associado a uma queda adicional de 3% nesse tempo.

No caso de mulheres com filhos, então, explica Kyle Myers, professor da Universidade de Harvard e um dos autores do estudo, o tempo dedicado à pesquisa durante a pandemia foi 22% menor do que o de homens sem filhos.

“Portanto, se você quer saber como o grande declínio está associado a cientistas que são do sexo feminino e têm um filho pequeno como dependente, nas mesmas condições, adicione os 5% (do sexo feminino) e os 17% (ter dependentes pequenos) para chegar a um declínio geral de 22% no tempo de pesquisa em comparação com um homem que não tem um dependente pequeno” – Kyle Myers, professor de Harvard
“De fato, ‘proteger-se em casa’ não é o mesmo que ‘trabalhar em casa’ quando os dependentes também estão em casa e precisam de cuidados”
, pontuam os cientistas no estudo.

Myers alerta, entretanto, que a pesquisa aponta que há uma correlação entre esses fatores, mas não é possível dizer que o gênero e o cuidado com os filhos são a causa da redução de horas.

“Fizemos o possível para explicar outras diferenças entre os cientistas, mas este estudo é apenas um começo para melhorar nossa compreensão de como a pandemia e políticas como distanciamento social e ficar em casa estão afetando os cientistas”, explica o professor de Harvard.

(CONT NO LINK ACIMA)

Técnicos de laboratório conduzem testes sorológicos para Covid-19 em um laboratório em Or Yehuda, Israel, no dia 16 de julho.  — Foto: Jack Guez/AFP

Técnicos de laboratório conduzem testes sorológicos para Covid-19 em um laboratório em Or Yehuda, Israel, no dia 16 de julho. — Foto: Jack Guez/AFP

– Trabalho incessante e Descanso “de plantão”.

CARREIRA – O desafio de saber até onde os limites devem existir: o “extra do trabalho” por conta dos pedidos via WhatsApp e a questão do descanso interrompido.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=ZTWLdA8dsHI

– Pesquisadores que fazem a diferença em um mundo de pandemia!

Abdicar do convívio familiar por dias em nome da Ciência? Correr riscos em prol da descoberta de novos métodos médico-científicos para o bem das pessoas? Dedicar-se a uma causa incontestavelmente importante?

Esses são os verdadeiros pesquisadores brasileiros, dotados de vocação e espírito humanitário.

Muito me orgulha, particularmente, que a cientista desta matéria abaixo, a Dra Andréia Porcari, seja a minha esposa que amo muito

Em: https://www.usf.edu.br/noticias/noticias-historico-exibir/164788025/pesquisadora+da+usf+integra+projeto+financiado+pela+capes+para+diagnostico+inovador+da+covid19+em+parceria+internacional.htm

PESQUISADORA DA USF INTEGRA PROJETO FINANCIADO PELA CAPES PARA DIAGNÓSTICO INOVADOR DA COVID EM PARCEIRA INTERNACIONAL

A pesquisadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Saúde da Universidade São Francisco (USF), Dra. Andreia Porcari, é uma das responsáveis por um projeto que propõe um método inovador para detecção da COVID-19. Este projeto foi um dos 30 selecionados, entre mais de 600 projetos, pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no edital de seleção emergencial, que tem como tema “Prevenção e combate a surtos, endemias, epidemias e pandemias”, com resultado divulgado neste mês.

O título do trabalho é “Validação multicêntrica de biomarcadores diagnósticos e prognósticos de COVID-19 utilizando a nova caneta analítica MasSpec Pen e espectrometria de massas”. Este projeto ocorre através de uma parceria internacional com a Universidade do Texas, através da premiada Dra. Livia Eberlin, inventora de uma caneta capaz de detectar assinaturas químicas do câncer, chamada de Masspec Pen, reconhecida pelo Genius Award 2019, da MacArthur Foundation (EUA). A idéia é utilizar esta caneta para realizar o diagnóstico da Covid-19 de forma simples, rápida, de baixo custo e com alta eficiência.

A USF, responsável pela etapa de coleta de amostras e dados clínicos, estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bragança Paulista, através da qual irá coletar amostras de pacientes hospitalizados por suspeita ou diagnóstico de COVID-19. O projeto conta ainda com a colaboração da UNIFAG. Além da USF, da UNIFAG, da SMS de Bragança, e da Universidade do Texas, participa também a Universidade Presbiteriana Mackenzie, através dos pesquisadores Prof. Dr. Marcos N. Eberlin, Prof. Thiago Canevari e Prof. Manuel Salustiano.

Esta parceria possibilitará a admissão de alunos de doutorado, além de trazer recursos para viabilizar os insumos da pesquisa. Projetos como este demonstram o empenho e compromisso de nossos cientistas e pesquisadores para encontrar melhores soluções para o enfrentamento da pandemia que afeta a todos nós.

WhatsApp Image 2020-07-21 at 20.54.53

– Jorge Jesus e a decisão particular.

Todo mundo tem seus problemas na vida. Se uma pessoa pode escolher quanto quer ganhar, onde deve trabalhar e com quem quer coabitar, é problema particular dela.

Leio algumas críticas à saída do treinador Jorge Jesus do Flamengo para o Benfica. Ora, se existe uma cláusula no seu contrato que permite a saída mediante o pagamento de um valor, o contrato foi cumprido (não por tempo de trabalho, mas pelo depósito efetuado).

A boataria diz que ele ganhará menos em Portugal do que no Brasil, mas que a decisão foi tomada por pressão da família após um suposto affair do técnico com uma advogada brasileira. Pode ser verdade, pode ser mentira… mas a escolha é dele!

Não entendo que ele tenha sabido pela porta dos fundos. E você?

– No seu emprego, você se sente realizado profissionalmente?

CARREIRA – Os desafios para os jovens na faixa dos 30 anos de idade e a realização profissional!

A difícil missão em conciliar trabalho e qualidade de vida,

em: https://www.youtube.com/watch?v=kQ0_J1WO3-w&t=3s

– Saudade do Microfone!

Ô lembrança boa, “do tempo que se tinha futebol no Interior”. Faz tempo que não comentamos um jogo pela rádio, não? Pudera, com a pandemia… quem está na ativa dentro dos estádios? Ninguém.

Aqui um clique do “Time Forte do Esporte” de Adilson Freddo, da Rádio Difusora AM 810! Nossa equipe (da esquerda para a direita): Heitor Freddo, Robinson “Berró” Machado, Rafael Mainini, Rafael Porcari e Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira.

Se Deus quiser, logo voltaremos! Ops: e se as condições sanitárias deixarem, pois não entrará rádio na A1, só emissora de TV com direito de transmissão. Inimaginável algo assim em setembro na A3…

Imagem

– Atletas manhosos ou de uma geração mal preparada? A quem o jogador de futebol teme?

Repost de 17/07/19, e bem atual: a quem o jogador de futebol teme? Ao árbitro, não…

Ouvi uma colocação do jornalista Flávio Prado no Programa Esporte Discussão que foi sensacional. Ele questionou o seguinte: Os jogadores de futebol de hoje têm medo de quem?

Flávio relatou o que pessoas atualizadas no futebol dizem sobre o respeito dos boleiros para seus superiores. A transcrição abaixo:

“Jogador de futebol não respeita mais treinador. Sabe quem o jogador teme de verdade? Em primeiro, o empresário – que é quem guia o jogador, que faz ele jogar onde ele quiser. Se o empresário disser que ele deve jogar pelo meio, ele vai jogar; em segundo lugar o assessor de imprensa, porque eles morrem de medo do que vai sair e os assessores fazem terrorismo com ele; em terceiro, o diretor que tem acesso ao empresário e ao seu assessor de imprensa, e só em quarto lugar o treinador”.

Claro que se ponderou que a relação com treinadores “cascudos”, como Felipão e Cuca, a coisa é diferente. Mas tudo isso não é uma grande realidade? Repararam que o treinador comum, o “professor”, está cada dia mais perdendo a moral?

Jogador de futebol, em muitos casos (claro que não se pode dizer a totalidade, pois existem profissionais diferenciados) se vendem aos seus agentes, passando a ser mercadorias deles, perdendo até mesmo a vontade própria e o direito de decidir.

– Os últimos 3 pitacos do FlaFlu na Taça Rio

Depois de tudo o que já foi falado sobre Direitos de Transmissão e Confusão no Fluminense x Flamengo, vale ressaltar 3 coisas:

1- Jorge Jesus: se não falou até agora que vai ficar como treinador do Mengão e que não tem nada com o Benfica, é porque realmente considerou a possível negociação. Se sairá ou não, é outra história; mas firmeza que vai ficar, não mostrou. Teremos uma novela?

2- Aliás, se trabalha mal o time numa contenda e perde, o respeitado (e bom) treinador menospreza o adversário. O ar de arrogância é péssimo, como demonstrado na 4a feira.

3- Jogadores do Flu com máscara comemorando? Eu sei que emoção e respeito ao protocolo não combinam, mas… não foi curioso ver jogadores com máscaras pulando sobre os companheiros suados e desprotegidos depois do último pênalti?

Enfim, uma pergunta: nos dois próximos FLAFLUs, nenhuma emissora aberta ou fechada vai oferecer dinheiro para transmiti-los?

– Renomeando os cargos no LinkedIn

Muitas vezes usamos um linguajar “mais sofisticado para impressionar” os outros. E é exatamente isso que acontece no dia-a-dia de quem procura recolocação profissional

Veja como os cargos mudam na rede social LinkedIn:

dc94d423-4e11-46b2-aa0f-0fd8672dcc4e-original-2

– A Frustração dos Profissionais com 30 anos de idade!

Está desiludido com sua carreira profissional?

Se você está na casa dos 30 anos, sua resposta provavelmente poderá ser SIM!

Veja que estudo interessante, divulgado pelo Estadão: mais da metade das pessoas dessa idade estão FRUSTRADAS com seu emprego.

Abaixo, extraído de: http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/2016/07/16/frustracao-profissional-ronda-os-trintoes/

FRUSTRAÇÃO PROFISSIONAL RONDA OS TRINTÕES

Grabreile Garcia, fundadora da ONG Think Twice Brasil
Grabreile Garcia, fundadora da ONG Think Twice Brasil
Pesquisa indica que 52% dos jovens brasileiros com 30 anos estão frustrados com a carreira, trabalham para sobreviver e não fazem o que gostam. O estudo ‘Projeto 30’, feito pela Giacometti Comunicação, ouviu 1.200 pessoas dessa faixa etária. 
“A baixa ‘criticidade’ de pensamento na fase escolar, somada a escolhas vocacionais equivocadas, resultam em trintões insatisfeitos com a vida profissional”, diz o coordenador do estudo, Dennis Giacometti.
Pelo levantamento, apenas 16% dos jovens das classes A e B e 15% da classe C estão realizados com o trabalho, enquanto 9% dos entrevistados de alta renda e 10% da classe C aceitariam ganhar menos para ter mais qualidade de vida. 26% dos entrevistados das classes A e B gostariam de ter uma profissão que proporcionasse mais realização. Esse sentimento é compartilhado por 28% dos pertencentes à classe C.
Giacometti diz que esses jovens podem estar conectados a tudo, menos a eles mesmos. “A ausência de autoconhecimento faz com que se deixem levar por influência de terceiros. Por não serem autores das próprias vidas, as escolhas, na maioria das vezes, são enganos.”
Dennis Giacometti, coordenador da pesquisa Projeto 30
Dennis Giacometti, coordenador da pesquisa Projeto 30
CEO da consultoria de recolocação profissional Produtive, Rafael Souto diz que as pessoas planejam pouco a carreira. “Elas vão indo muito pelo que aparece e olham mais a questão financeira – e a pesquisa mostra que 86% buscam isso –, mas essa não é uma estratégia sustentável de carreira. Tanto que 52% estão frustrados. Esse dado reflete o que verifico no dia a dia.”

Souto afirma que essa é uma dinâmica perversa. “As pessoas se preocupam com a estabilidade financeira e deixam de analisar o quanto aquele projeto vai impactar no nível de felicidade, satisfação e realização.”

Segundo ele, não adianta fazer gestão de carreira priorizando o dinheiro. O dinheiro é um componente importante, mas precisa vir acompanhado de identificação com a empresa, com o trabalho e com a área de atuação para que o trinômio empresa, atividade e dinheiro funcione. Se estiver desequilibrado, haverá insatisfação.”

Rafael Souto, CEO da Produtive
Rafael Souto, CEO da Produtive
O caso de Gabriele Costa Garcia ilustra o que foi constatado pelo estudo da Giacometti. Depois de trabalhar dez anos em um grande escritório de advocacia de São Paulo, a advogada trocou a carreira por um trabalho voltado à transformação social.

A jovem de 30 anos afirma que hoje está mais feliz e completa. “Tinha salário bacana, estabilidade e possibilidade de ascensão, mas estava infeliz. Acho importante realizar um trabalho que tenha significado para nós e para o mundo.”

Ela conta que no escritório participava do conselho de responsabilidade social e cuidava de casos gratuitos oferecidos às organizações sem fins lucrativos. Percebi que queria migrar para esse campo”, diz.

Quando isso ocorreu, Gabriele fazia pós-graduação em direito societário na FGV. “Fiz meu TCC avaliando como a responsabilidade social das empresas eleva a marca e faz com que ela seja mais reconhecida”, conta.

Em abril de 2014, ela e o marido, Felipe Brescansini, que abandonou o posto de diretor de marketing em uma empresa, fundaram a Think Twice Brasil, instituição sem fins lucrativos que usa a empatia para discutir equidade de gênero, igualdade social, responsabilidade das empresas e consumo consciente.

Antes de desenvolverem os programas que hoje são aplicados em empresas, escolas e universidades, eles viajaram durante 400 dias por 40 países que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano. “Tínhamos de compreender e viver na prática os principais problemas sociais que queremos solucionar.

Gabriele Garcia e Felipe Brescansini, fundadores da ONG Think Twice Brasil, com crianças no Zimbábue
Gabriele Garcia e Felipe Brescansini, fundadores da ONG Think Twice Brasil, com crianças no Zimbábue

Fizemos pesquisa extensa sobre desigualdade social e de gênero. Nossos relatos, fotos e vídeos estão disponíveis em nosso site wwwthinktwicebrasil.org.” No momento, Gabriele está negociando a aplicação de um dos programas na Fundação Casa.Outro jovem de 30 anos que fez de tudo para fugir da frustração profissional é Igor Morais. “Quando prestei vestibular, passei em engenharia da computação e em engenharia de produção, em universidades públicas do Pará”, conta.

Ele começou a cursar as duas. No meio do ano largou uma e no final do ano, a outra. Em seguida, começou a fazer publicidade. No terceiro ano, conseguiu transferência para a USP.

Igor Morais, deixou engenharia e publicidade para ser ator
Igor Morais, deixou engenharia e publicidade para ser ator
“Mas as grades eram muito diferentes. Só aproveitei quatro disciplinas e comecei novamente o curso.” Depois de um intercâmbio em Madrid, Igor deixou publicidade quando faltava pouco para concluir e foi cursar atuação na SP Escola de Teatro. “Tinha mergulhado em um limbo tentando me encontrar, até me identificar com a carreira de ator. Hoje, pertenço ao grupo teatral Àtropical e encenamos nossa segunda peça, também tenho atuado em comerciais e estou realizado.”
Autoconhecimento é saída para evitar erro
Uma das dicas da consultora em desenvolvimento de pessoas e carreira, Maria do Carmo Marini, para fugir da frustração profissional é investir no autoconhecimento. “Saber mais sobre você e suas características intrínsecas abre possibilidades impensadas. Outra coisa, trabalhe em uma empresa cuja cultura e valores estejam de acordo com o que acredita e valoriza.”

Ela diz que trabalhar em projetos desafiadores, que tragam novos aprendizados proporciona satisfação. “Participe de grupos de estudos, pesquisas e compartilhamento de experiências, especialmente com colegas e líderes. Além disso, procure ter um mentor experiente e bem relacionado para ajudá-lo a fazer escolhas inteligentes.”

Por outro lado, ela diz que as empresas podem adotar medidas para manter a equipe feliz. “Pague bem, crie oportunidades para que eles passem por processo de autoconhecimento, orientação de carreira, coaching e mentoria. Dê feedbacks construtivos e seja um líder ético, amigável e aberto a ouvir sugestões”, recomenda.

Fundo do poço. Graduado em gestão pública, Marcos Silveira trabalhou seis anos em uma consultoria. Com o tempo, notou que o trabalho realizado nos gabinetes estava distante da população e do que ocorria em escolas e postos de saúde.

“Tive uma grande crise pessoal e de identidade. Recolhi os cacos para montar minha própria empresa, a Datapedia que está em operação há um ano.”

O jovem de 30 anos explica que sua empresa organiza todos os dados de fontes públicas oficiais. “Unificamos e organizamos as informações de forma didática, para que possam ser usadas para pautar planos de governo e de empresas.”

A Datapedia presta consultoria a um instituto e já ajudou empreendedores a montarem plano de negócio a partir da análise de dados. “Fechamos contrato com um candidato à prefeitura de Timon, quarta maior cidade do Maranhão. Fornecemos relatório técnico contendo dados da cidade como a situação de renda da população, número de mães adolescentes etc.”

Marcos Silveira criou a Datapedia
Marcos Silveira criou a Datapedia
Silveira afirma que hoje está recuperado e afirma ter sido muito bom desconstruir uma imagem de perfeição ou de felicidade plena que costuma ser vendida aos mais jovens.

“A vida não é feita só de sucesso. Pelo contrário, é a partir de altos e baixos que nos construímos como seres humanos. Identificar nossas principais indignações nos ajuda a construir um propósito. Hoje, entendo que o erro é natural e é preciso dar a cara a bater.”

Quando a frustração começou a rondar a vida do urbanista Marcelo Rebelo, ele viu que era hora de deixar a estabilidade do emprego público e encarar o desafio de implementar um plano que tentara oferecer à prefeitura de São Paulo.

“O trabalho não me motivava o suficiente pra eu desejar ficar o resto da vida. Saí para criar a empresa Praças. Hoje, trabalho no setor 2,5 que está entre o privado e o terceiro setor (ONG), no qual estão enquadrados os negócios sociais.”

Segundo ele, sua empresa promove revitalizações coletivas de praças por meio do site http://www.pracas.com.br. “Usamos a plataforma para entender a demanda da população e desenvolver um processo de cocriação do projeto de revitalização. É muito mais prático e abrangente do que promover audiência pública.”

Rebelo, por meio da Praças, é responsável por articular a aprovação do projeto junto à prefeitura e ir atrás de financiadores para realizar a melhoria.”

Mesmo ganhando menos, o jovem de 30 anos está feliz. “Estou tocando um projeto que faz sentido e no qual eu acredito. É gratificante ver minha ideia sendo implantada. Já recuperei o investimento inicial e a empresa já se sustenta. Temos mais de 80 praças que estão demandando nossa atuação”, conta.

– Dá Para ser Feliz no Trabalho?

Amigos, uma das grandes discussões no meio organizacional tem sido: “Como transformar o ambiente de trabalho no seu segundo lar?”. Ora, muitas vezes nós passamos mais tempo no trabalho do que no repouso da nosa casa. Agora, a pergunta extrapola o “local de trabalho” e começa a abranger outros aspectos, reportados na Revista Época de dias atrás, buscando responder a questão: “Dá para ser feliz no ambiente de trabalho?”

Assim, compartilho integralmente ótimo material, abaixo:

(Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI81676-15259,00-DA+PARA+SER+FELIZ+NO+TRABALHO.html)

DÁ PARA SER FELIZ NO TRABALHO?

Dois novos livros de filósofos redefinem a importância da atividade profissional para nossa formação como seres humanos. E ajudam a responder a uma pergunta que aflige milhões de pessoas – por David Cohen e Thiago Cid. Com Nádia Mariano e Rafael Pereira

É possível que algum dia olhemos o trabalho, tal como ele é exercido hoje, com uma espécie de nostalgia. Talvez os estudiosos do futuro descrevam os escritórios do início do século XXI como locais de encontro e aprendizado, de uma vida social relativamente rica, em que as pessoas eram instigadas a resolver problemas, fazer amigos, às vezes viver romances, exercitar um pouco de política, gastar algumas horas em conversas fiadas perto da máquina de café, navegar pela internet e – por que não? – até realizar algum serviço útil de quando em quando. Para ter uma visão benevolente do mundo do trabalho, basta olhar sua evolução. Na maior parte da história da civilização, os bens que consumíamos eram feitos por escravos ou servos. Mesmo o trabalho livre não o era tanto. Artesãos da Idade Média costumavam dormir embaixo da bancada em que trabalhavam, nas guildas europeias. No início da era industrial, a situação não era melhor: as jornadas podiam chegar a 14, 16 horas, inclusive para crianças, e não havia regulamentação de nenhuma espécie.

Pode causar algum espanto, então, que os pensadores modernos encarem a rotina trabalhista de hoje como um problema, uma questão a ser esclarecida, entendida… trabalhada. Isso acontece porque o trabalho adquiriu um significado completamente novo, como mostram dois livros recém-lançados por dois filósofos modernos. Em cada um deles, o trabalho – e seu papel em nossa vida – é totalmente redefinido. Em The pleasures and sorrows of work (Os prazeres e tristezas do trabalho, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o filósofo suíço-britânico Alain de Botton afirma: “A mais notável característica do trabalho moderno talvez esteja em nossa mente, na amplamente difundida crença de que o trabalho deve nos tornar felizes. Todas as sociedades tiveram o trabalho em seu centro. A nossa é a primeira a sugerir que ele possa ser muito mais que uma punição ou uma pena. A nossa é a primeira a sugerir que deveríamos trabalhar mesmo na ausência de um imperativo financeiro”. Tão ligado está o trabalho à definição de nossa identidade que, quando somos apresentados a uma pessoa, a pergunta mais imediata que fazemos não é de onde ela vem ou quem é sua família, mas o que ela faz. Se o trabalho assumiu essa importância tão central em nossa vida, é natural que não nos contentemos apenas com o que ele nos traz. Nós sempre soubemos que o trabalho é a ação de transformar algo: matéria-prima em objetos, tarefas em serviços. Hoje nos preocupamos também com o que ele faz de nós, como ele nos transforma.

Para Botton, tentar extrair a felicidade do reino do trabalho – e também do amor – é pedir demais. “Não é que essas duas instâncias sejam invariavelmente incapazes de nos dar satisfação, apenas elas quase nunca o fazem”, diz. Seu livro é uma grande reportagem que investiga o significado do trabalho, num mundo que parece ter realizado uma das profecias de Karl Marx: a alienação. “Há dois séculos, nossos antepassados sabiam a história e a origem precisa de praticamente todas as poucas coisas que comiam ou tinham, bem como das pessoas e ferramentas envolvidas em sua produção”, afirma Botton. “Nós estamos hoje mentalmente desconectados da manufatura e distribuição de nossos bens, num processo de alienação que nos tira uma infinidade de chances de nos maravilhar, ser gratos e nos sentir culpados.”

É possível que algum dia olhemos o trabalho, tal como ele é exercido hoje, com uma espécie de nostalgia. Talvez os estudiosos do futuro descrevam os escritórios do início do século XXI como locais de encontro e aprendizado, de uma vida social relativamente rica, em que as pessoas eram instigadas a resolver problemas, fazer amigos, às vezes viver romances, exercitar um pouco de política, gastar algumas horas em conversas fiadas perto da máquina de café, navegar pela internet e – por que não? – até realizar algum serviço útil de quando em quando. Para ter uma visão benevolente do mundo do trabalho, basta olhar sua evolução. Na maior parte da história da civilização, os bens que consumíamos eram feitos por escravos ou servos. Mesmo o trabalho livre não o era tanto. Artesãos da Idade Média costumavam dormir embaixo da bancada em que trabalhavam, nas guildas europeias. No início da era industrial, a situação não era melhor: as jornadas podiam chegar a 14, 16 horas, inclusive para crianças, e não havia regulamentação de nenhuma espécie.

Pode causar algum espanto, então, que os pensadores modernos encarem a rotina trabalhista de hoje como um problema, uma questão a ser esclarecida, entendida… trabalhada. Isso acontece porque o trabalho adquiriu um significado completamente novo, como mostram dois livros recém-lançados por dois filósofos modernos. Em cada um deles, o trabalho – e seu papel em nossa vida – é totalmente redefinido. Em The pleasures and sorrows of work (Os prazeres e tristezas do trabalho, ainda sem previsão de lançamento no Brasil), o filósofo suíço-britânico Alain de Botton afirma: “A mais notável característica do trabalho moderno talvez esteja em nossa mente, na amplamente difundida crença de que o trabalho deve nos tornar felizes. Todas as sociedades tiveram o trabalho em seu centro. A nossa é a primeira a sugerir que ele possa ser muito mais que uma punição ou uma pena. A nossa é a primeira a sugerir que deveríamos trabalhar mesmo na ausência de um imperativo financeiro”. Tão ligado está o trabalho à definição de nossa identidade que, quando somos apresentados a uma pessoa, a pergunta mais imediata que fazemos não é de onde ela vem ou quem é sua família, mas o que ela faz. Se o trabalho assumiu essa importância tão central em nossa vida, é natural que não nos contentemos apenas com o que ele nos traz. Nós sempre soubemos que o trabalho é a ação de transformar algo: matéria-prima em objetos, tarefas em serviços. Hoje nos preocupamos também com o que ele faz de nós, como ele nos transforma.

Para Botton, tentar extrair a felicidade do reino do trabalho – e também do amor – é pedir demais. “Não é que essas duas instâncias sejam invariavelmente incapazes de nos dar satisfação, apenas elas quase nunca o fazem”, diz. Seu livro é uma grande reportagem que investiga o significado do trabalho, num mundo que parece ter realizado uma das profecias de Karl Marx: a alienação. “Há dois séculos, nossos antepassados sabiam a história e a origem precisa de praticamente todas as poucas coisas que comiam ou tinham, bem como das pessoas e ferramentas envolvidas em sua produção”, afirma Botton. “Nós estamos hoje mentalmente desconectados da manufatura e distribuição de nossos bens, num processo de alienação que nos tira uma infinidade de chances de nos maravilhar, ser gratos e nos sentir culpados.”

Do ponto de vista do cidadão, a equação de trabalhar sem prazer para viver livremente nos períodos de folga é dura demais, se considerarmos que passamos mais de 60% do dia envolvidos com o trabalho. E, como não há notícia de um ser humano que tenha conseguido desligar o cérebro durante suas tarefas, somos também nós mesmos durante o labor. É impossível que ele não nos forme, de algum modo. Em A riqueza das nações, o filósofo e economista escocês Adam Smith afirma que “o homem que passa a vida desempenhando algumas operações simples geralmente se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível para uma criatura humana”. Referia-se ao trabalho repetitivo, enfadonho. É esse tipo de trabalho que Sennett ataca em seu livro. Sennett defende outro tipo, simbolizado pelo artesão. Para defini-lo, cita o sociólogo americano Charles Wright Mills, que escreveu em meados do século XX: “O trabalhador imbuído do ofício artesanal se envolve no trabalho em si mesmo e por si mesmo; as satisfações do trabalho são por si uma recompensa; os detalhes do cotidiano são ligados, no espírito do trabalhador, ao produto final; a habilidade se desenvolve no processo do trabalho; ele está ligado à liberdade de experimentar; finalmente, a família, a comunidade, a política são avaliadas pelos padrões de satisfação interior, coerência e experimentação do trabalho artesanal”.

Para Sennett, mesmo o ofício em grandes indústrias pode ter esse componente artesanal. “Estamos aprendendo a dividir o trabalho sem condenar as pessoas à rotina”, disse na entrevista. “Empresas como a Apple, a Toyota, hospitais europeus têm adotado tarefas específicas, mas não estáticas. Há um esforço de rodízio para as pessoas aprenderem novas habilidades, crescerem.”

Mesmo nesse ambiente que a favorece, a busca pela felicidade profissional está longe de ser fácil. O que conseguimos identificar com clareza é seu oposto, a insatisfação (leia o quadro na primeira página). Já há, no entanto, um corpo de estudos grande o suficiente para mapear o terreno da felicidade no trabalho. E ele se divide em cinco grandes questões.

O ambiente

Não é à toa que a série The Office faz tanto sucesso (no Brasil, ela é transmitida no canal de TV a cabo FX). Pseudodocumentário humorístico, ela retrata os sentimentos mesquinhos, as confusões cotidianas, os dramas e conflitos de um escritório, com o chefe medíocre, o vendedor entediado, o colega agressivo e adulador, a moralista, o temporário. Há material para qualquer espectador promover sua catarse pessoal de frustrações vividas no escritório. Enxerga-se ali com toda a crueza como é difícil criar um ambiente de civilidade entre pessoas que precisam se ver todos os dias. O riso nos recompõe para nossas próprias experiências. Se, no entanto, você não consegue rir dos pequenos dramas da empresa, é um sinal de que o ambiente em seu escritório passou do limite do saudável. “A satisfação depende muito da empresa e do chefe”, diz o colunista de ÉPOCA Max Gehringer, especialista em carreiras. “A política e os modos do chefe dificilmente mudam. Se eles forem ruins e injustos, é melhor o trabalhador aceitar o risco e mudar de emprego.”

“A responsabilidade de criar um ambiente que motive os trabalhadores e incentive a cooperação é da empresa”, diz o consultor dinamarquês Alexander Kjerulf, que vende programas de felicidade para grandes empresas (entre seus clientes estão multinacionais de prestígio como a Lego e a IBM).

As empresas reconhecem essa responsabilidade. É por isso que faz tanto sucesso a lista das 100 Melhores Empresas para Trabalhar, do Great Place to Work Institute, feita com base em questionários respondidos pelos funcionários sobre o clima na empresa (no Brasil, essa lista é publicada por ÉPOCA). “As empresas sabem que um bom ambiente de trabalho ajuda a atrair e reter talentos e incentiva os profissionais a produzir mais e melhor”, diz José Tolovi Jr., presidente do GPTW Brasil.

A designer carioca Roberta Balbi, de 25 anos, atribui a seus colegas boa parte da satisfação que tem no emprego. Ela trabalha com sete colegas na OM, uma empresa que cuida da identidade visual de grupos de moda. Em poucos dias, os colegas perceberam que tinham mais em comum que a profissão. “Começamos com os chopes de quinta-feira pelos bares de São Cristóvão (Zona Norte do Rio)”, diz Roberta. “Daí passamos para outros interesses. A música, por exemplo.” Todos os funcionários tocavam ou já haviam tocado algum instrumento. Segundo eles, a integração traz benefícios ao próprio trabalho. “Na área de criação, qualquer crítica mexe muito com o ego”, diz Rafo Castro, outro designer. “Entre nós isso não existe. Criamos intimidade para falar o que realmente achamos, e isso só ajuda todo mundo.”

Imersão

Para Richard Sennett, o artesão é o profissional capaz de se concentrar tão profundamente no trabalho que parece não haver nada a sua volta. Alain de Botton aponta algo semelhante quando descreve a rotina de um pintor, Stephen Taylor, que passa horas observando uma árvore. “Não é incomum para Taylor se esquecer de comer enquanto está trabalhando. Nesses momentos, ele é apenas uma mente e uma mão se movendo ao longo do quadrado de uma tela. O passado e o futuro desaparecem enquanto ele é consumido pelas tarefas de misturar as tintas, checar suas cores diante do mundo e colocá-las no lugar reservado num tabuleiro”, diz Botton. “Não há mais dez da manhã, ou mais julho, mas apenas a árvore diante dele, as nuvens acima, o sol lentamente atravessando o céu e a pequena brecha entre um galho e outro, cuja resolução e execução vão constituir um dia inteiro de trabalho.”

O psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihaly criou um conceito para definir esse estado: o flow (algo como fluir, estar imerso). Nesse estado, não há estresse, não há tarefa, não há eu. Apenas a atividade e o ator, misturados. “Trabalho, em média, dez horas por dia, mas, quando há algum projeto que precisa de acabamento, eu esqueço da hora”, diz Gustavo Costa, de 34 anos, desenvolvedor de sistemas de informática para grandes empresas. “Quando me envolvo em um novo projeto, eu me dedico totalmente, para que o resultado satisfaça o cliente e me satisfaça”, afirma Costa.

“Quando uma pessoa está em flow, as outras coisas perdem a importância”, diz a psicóloga Lilian Graziano, autora de uma tese de doutorado na Universidade de São Paulo sobre felicidade, em que usa os conceitos de Csikszentmihaly. “Muitas vezes, o indivíduo nem trabalha num ambiente tão justo, mas a tarefa que ele faz o motiva tanto que ele é feliz”, afirma Zanini, da Fundação Dom Cabral. Parece conversa zen-budista, mas a teoria é amparada por números. Uma pesquisa do Instituto Gallup, feita no ano passado, constatou que os brasileiros que se consideravam “engajados” com seu trabalho se diziam também mais felizes. Entre os “totalmente engajados”, 20% afirmaram que tinham a melhor qualidade de vida possível. Entre os desengajados, o índice era de 4%.

Reconhecimento

Não há imersão que resista à falta de reconhecimento da empresa e do chefe. A primeira forma de reconhecimento é o dinheiro. Já se tornou clássico, entre profissionais de recursos humanos, separar as ações de motivação entre “higiênicas” e “incentivadoras”. O salário e os benefícios são considerados higiênicos. Quer dizer: eles não são capazes de criar um nível de motivação mais alto. Mas, se não forem percebidos como justos, destroem a vontade do funcionário. O difícil é medir o que seria um nível “justo”. Em alguns casos, o valor financeiro torna-se a principal forma de reconhecimento. Como no caso do empresário Fabiani, citado anteriormente. Há, porém, outras formas: a celebração de resultados, o status conferido pelos colegas que o admiram, o diploma. E há, segundo Sennett, o maior de todos: o autorreconhecimento. A noção de ter feito um bom trabalho. Ele está presente na assinatura do artista em seu quadro. É curioso que escravos romanos assinavam os tijolos que fabricavam. É provável que não fosse tanto por orgulho de seu trabalho, como pela necessidade de proclamar-se vivo, de resistir. Mas, como lembra Sennett, dizer que existe “talvez seja a sinalização mais urgente que um escravo pode mandar”.

Equilíbrio

A simples existência da palavra karoshi (um termo japonês que designa a morte por excesso de trabalho) já mostra o tamanho do problema. “As empresas são irônicas”, diz Zanini, da Dom Cabral. “Elas pregam qualidade de vida, mas entopem os funcionários de exigências que os obrigam a trabalhar muito mais.” Sennett aponta a contradição dentro do próprio artesão. O sujeito apaixonado por seu trabalho torna-se frequentemente escravo de um padrão que não pode ser alcançado. “Quanto melhor sua técnica, mais inatingíveis seus padrões”, afirma Sennett.

O conflito se resolve quando outros valores se apresentam. É o caso de Íris Moura Castro, uma médica radiologista de 36 anos. Com três filhos pequenos, ela tem quatro empregos – trabalha em dois hospitais, uma clínica e dá aula numa faculdade de medicina. Por incrível que pareça, esse arranjo foi feito para ter mais tempo. “Já recusei muitas propostas de emprego, não dou mais plantão à noite nem em fins de semana. Mesmo com tantos empregos, estou em casa sempre às 6 da tarde, quando meus filhos chegam da escola.”

Propósito

Talvez nenhum outro fator seja tão crucial quanto o propósito. O filósofo renascentista Pico della Mirandola, que viveu no século XV, considerava que a expressão Homo faber significava “o homem que faz a si mesmo”. É um fazer através do trabalho, como enfatiza Sennett. “O desejo de agir com sentido em nosso trabalho parece uma parte tão importante de nossa estrutura como nosso apetite por dinheiro ou status”, afirma Botton. E não devemos restringir nossa ideia de propósito a profissões “nobres”, como médicos ou bombeiros. Há propósito em praticamente toda profissão. Uma contadora (profissão tida como burocrática) afirma, no livro de Botton: “Sem mim, o capitalismo não anda”.

Não encontrar sentido no que faz é a principal justificativa para as mudanças de carreira. Foi o que aconteceu com o arquiteto Augusto Citrangulo, de 48 anos. Ele largou o escritório que tocava com três sócios e montou um ateliê para fabricação de brinquedos a partir de materiais recicláveis, em São Paulo. “Eu me permiti abraçar outras áreas que trabalhassem com criação, fui em busca de um universo mais amplo”, diz. “Isso me deu realização pessoal, me faz feliz no dia a dia, me deu leveza.”

O professor de gestão de pessoas Richard Leider, da Universidade Harvard, é um teórico do propósito. Para ele, significado é uma das forças que nos permitem viver. “O trabalho é nosso principal construtor de identidade hoje. Se ele não tem um propósito, nossa vida não terá um propósito”, diz Leider. “Isso gera uma crise existencial muito grande.”

– Capacitação Profissional

CARREIRA E TRABALHO – A necessidade de sempre estarmos buscando aprimoramento profissional é indiscutível. Mas será que aquele fornecido pelas empresas já é suficiente e vai de encontro às nossas carências?

Um bom artigo para discutir, em: https://youtu.be/44Oq-Fn7zug

 

– E se Messi sair do Barcelona em 2021

Surgem especulações de que Lionel Messi poderá respirar novos ares em 2021. O motivo é o de que diretores do Barcelona reclamam de que ele não é o líder em campo que desejam (com a bola que ele joga… aff). Tal queixa “mais ou menos” é a mesma que ele teve que aguentar na Seleção Argentina.

Cá entre nós: o que Messi já fez para o Barça (e ele é o único que tem jogado uma bola redonda ultimamente) é covardia.

Mas e se ele sair? 

Eu duvido que ele vá para uma equipe concorrente aos catalães. Nada de rival ou de quem disputa competições paralelas. Penso eu que, por qualidade de vida, menos pressão e mais dinheiro, poderá ir aos EUA.

E se você fosse Messi?

– Administrando as Qualidades que Deus nos dá!

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

– A Rotina de “Pais Modernos” com casa e trabalho.

08h00 marcam os ponteiros do relógio.

Levantei bem cedo para meu cooper matinal (eu madrugo, é verdade). Suei legal e cheguei a tempo de fazer a minha higiene pessoal a contento. Preparei o café da manhã para a filha mais velha (que tem aula on-line logo mais) e aprontei tudo para a esposa querida acordar e se sentir amada (que logo mais se dedicará ao trabalho e só nós veremos mais tarde). Dei uma arrumada rapidinho na casa (qual o problema de afazeres domésticos por parte do homem?). Tudo saindo nos conformes.

A bebê ainda dorme, mas a aula virtual dela já está pronta, à espera, na mesa, juntamente com meu material de trabalho. O desafio de um pai “dono-de-casa” quase “full time” é conciliar as tarefas do lar com sua rotina profissional (antigamente, o conceito de dona-de-casa proibia as mulheres de trabalhar).

Há de ser workaholic (viciado em trabalho) ou multistask (fazedor de várias atividades)? Talvez não. Mais do que isso, é fazer com carinho. Não é porquê quer, é porque gosta e se sente feliz fazendo essas coisas.

A modernidade impõe essas coisas e traz alguns antigos dilemas, como: quem sustenta a casa financeira, o homem ou a mulher? Sem vaidade ou machismo quanto a isso, amigos, pois a cumplicidade de um casamento vence preconceitos. E, claro, ser vocacionado para os cuidados da família e organizado numa rigorosa rotina são indispensáveis cuidados.  A quem não consegue isso, não é culpa da pessoa. É que ela pode ter outra característica, simplesmente isso. Há solteiros, há conservadores, há independentes e há pais “moderninhos” (sem conotação pejorativa, mas carinhosa ao termo).

Aja sempre com transparência na conversa com sua companheira e saiba dividir os compromissos. Funciona muito bem na vida a dois (ou a três, quatro… depende da sua prole)!

– Pra quê da insistência em elogiar Klopp fazendo contraponto a Guardiola?

Por quê para elogiar Jürgen Klopp deve-se, por parte de alguns, ironizar Pep Guardiola?

Parece existir uma torcida contra e/ou uma tentativa de marginalizar o trabalho do treinador do Manchester City. É verdade que no embate entre eles na Premier League neste ano, o técnico do Liverpool levou a melhor. Mas debochar como alguns fazem de Pep é incompreensível! Só pode ser gente que não gosta de futebol bem jogado…

É evidente que o mundo do futebol é de ciclos, e que o alemão está a frente do espanhol agora. Mas e daí?

São gênios, competentes e altamente remunerados. O sucesso deles é merecido (e vejam o que Guardiola já ganhou)…

– As 5 Dicas para fazer o Home Oficce render!

Para quem tem a possibilidade de trabalhar da sua própria casa, aos olhos dos outros, parece ser uma facilidade ímpar e que não problemas.

Ledo engano. Um dos problemas do Home Oficce é o foco! A concentração total acaba sendo prejudicada por uma série de outros fatores que podem ser evitados.

Compartilho algumas dicas para o serviço, quando feito da sua residência, render.

Extraídas de: https://www.linkedin.com/pulse/5-dicas-para-trabalhar-de-casa-sem-perder-o-foco-ra%C3%ADra-venturieri/

CINCO DICAS PARA TRABALHAR DE CASA SEM PERDER O FOCO

Por Raíra Venturieri

Nos meus anos como empreendedora em home office, tive altos e baixos. Períodos de grande produtividade e crescimento profissional, outros de grande desorganização e dificuldade pra colocar todas as ideias em prática. O maior desafio de quem é o próprio chefe é esse, né?

Por isso, no artigo de hoje, resolvi compartilhar com vocês algumas dicas que me ajudaram a lidar melhor com o home office. Algumas você já pode ter ouvido antes (senso comum existe por um motivo…), outras podem ser completas novidades pra você. Vamos lá?

1.ESTABELEÇA HORÁRIOS DE TRABALHO

Acho que essa é a dica mais fundamental. Com hora pra começar e terminar você garante que as outras tarefas do dia não vão interferir na sua produtividade e também que você terá um tempo de descanso ao final do expediente.

Essa regra é mais fácil na teoria do que na prática. Quem nunca interrompeu o trabalho pra estender roupa no varal, que atire a primeira pedra! Hahaha! Mas é importante que você estabeleça períodos de foco exclusivo no trabalho, ainda que você precise de alguns intervalos ao longo do dia.

Tente aplicar na sua casa as mesmas regras que você aplicaria caso trabalhasse em uma empresa. Eu já percebi que com períodos dedicados eu tendo a terminar as tarefas do dia muito mais rápido, e assim consigo ter meus momentos de descanso no final do dia sem cobranças ou preocupações.

2.EXIJA DE VOCÊ COMO VOCÊ EXIGIRIA DE UM FUNCIONÁRIO

Essa é uma mudança de mindset que fez muita diferença pra mim quando eu comecei a profissionalizar meu blog. Percebi que a coisa nunca iria pra frente se eu não levasse a sério, cumprisse prazos e me comprometesse de verdade.

Pra isso, passei a me enxergar como minha funcionária. Juro que funciona! Sempre que eu começo a perder o foco e me distrair na internet, retomo esse pensamento e volto a trabalhar com o cuidado que eu teria se tivesse um chefe ali do meu lado. Afinal, não tem chefe mais importante do que a gente, né?

3.USE SEU RELÓGIO BIOLÓGICO A SEU FAVOR

Uma das grandes vantagens do home office é que você não precisa seguir a risca o horário comercial, especialmente se ele não coincidir com seus horários de maior inspiração e produtividade.

O que eu recomendo é que você teste diferentes horários. Eu já percebi que sou muito mais criativa pela manhã e fico extremamente dispersa no final da tarde. O expediente perfeito pra mim começa entre 7h e 8h e termina umas 16h. Claro que nem sempre consigo pendurar as chuteiras tão cedo, mas tomo o cuidado de deixar as tarefas mais fáceis ou mecânicas pro final do dia.

E ó, estudo entra nesse horário, viu? Ler e pesquisar referências faz parte do trabalho pra mim, então reservo horários “nobres” do cérebro pra essas atividades também. À noite, quando sou devagar, só quero saber é de sofá e Netflix!

Só não se esqueça que se você adotar um horário de expediente “exótico”, talvez tenha que ficar de olho no celular e no e-mail durante horários convencionais. Não dá pra esperar que o mundo funcione no seu relógio!

4.CRIE AMBIENTES PROPÍCIOS PRO TRABALHO E MINIMIZE DISTRAÇÕES

Essa dica é um pouco manjada, mas vale reforçar: dificilmente você vai ter sua melhor performance escrevendo de pijama no sofá. Pode acontecer? Pode! Mas o ideal é que você crie um ambiente específico pro trabalho.

Isso é ainda mais importante caso você divida seu espaço com outras pessoas. Às vezes é difícil pra familiares entenderem que trabalho em casa também é trabalho. Colocar limites físicos no que é espaço de trabalho, uma zona “não perturbe”, pode ajudar!

Também ajuda se cercar de coisas que te ajudam a trabalhar sem distrações. Um copo d’água pra você não precisar se levantar, talvez um lanchinho pra depois e, peloamor, desative as notificações das redes sociais. Essas são as rainhas da distração, e fica difícil ignorar quando não tem chefes ou colegas vendo o que você está fazendo.

5.ORGANIZE E PRIORIZE SUAS TAREFAS

Chegamos ao item mais importante e difícil dessa lista. Não basta trabalhar com foco se você estiver focado nas coisas erradas. Por isso, é muito importante que você organize suas tarefas e não tenha receio de parar, repensar e ajustar o plano sempre que necessário.

Eu faço isso todos os meses. Além de me ajudar a focar nas tarefas mais importantes, que me trazem mais resultado, esse hábito me ajuda a manter o foco e motivação no meu trabalho. É como um lembrete constante do por que eu to fazendo tudo isso, sabe?

Entrar no piloto automático é uma das piores coisas que pode acontecer, especialmente para um profissional criativo. Então eu estou sempre medindo o impacto de cada conteúdo que eu publico, o valor de cada interação e buscando novos desafios e aprendizados.

Quando você é dono do seu negócio você tem o privilégio de poder decidir o que você vai fazer, como e quando. Não é como um funcionário de empresa que as vezes se vê preso numa atividade que não vai levar pra lugar nenhum. E, com grande poder, vem grande responsabilidade.

Você precisa abraçar essa responsabilidade e usar isso como combustível pro seu trabalho. Essa é a forma mais poderosa de você manter o foco e fazer o que você precisa fazer.

Bom, essas foram minhas dicas, eu espero que elas te ajudem a desenvolver seu potencial trabalhando em home office. Eu realmente acho que, se você conseguir ter essa disciplina, não existe ambiente mais propício pra criação do que o seu ambiente. São suas regras. Faça bom proveito.

Se tiver outras dicas, escreva nos comentários! Até a próxima!

(Publicado originalmente no Delícia de Blog)

– A arrogância de BAP falando sobre Abel no Flamengo.

O Vice-Presidente de Relações Externas do Flamengo, Luis Eduardo Baptista (conhecido como BAP), deu uma entrevista ao Blog “Ser Flamengo” dizendo sobre Abel Braga:

“Ele não conseguiu dar um padrão tático, técnico ao Flamengo, à altura do que a gente esperava. (…) Aí ele foi se desgastando, foi se desgastando. A gente entendia que o ciclo do Abel iria acabar, e iria acabar rápido. Mas era 70% por causa dele. Houve um momento que a gente (diretoria) achava, e discutia internamente, que ele devia estar de sacanagem. A gente (diretoria) olhava ele dando entrevista e falava ‘cara, tem alguma coisa que a gente não está entendendo’. Ou ele bebeu ou está drogado. (…) Falar que o Beira-Rio é lindo, muito mais bonito que o Maracanã. Falar que perder é normal. Perder é normal para o Inter. Perder é normal para o Atlético Mineiro. (…).

Que desagradável! Nos clubes onde passou, Abel Braga sempre se mostrou correto e sincero. Inclusive, é sabido que quando recebeu uma proposta do Fluminense (no período em que o time carioca estava muito bem), recusou-a pois tinha dado a palavra para a Ponte Preta, onde lutava contra o rebaixamento e tinha salários atrasados.

Luis Eduardo Baptista foi infeliz usando tais palavras. Criticar o desempenho tático, ok. Mas a índole da pessoa com expressões como ele fez, mostra-se de uma arrogância  ímpar (especialmente quando fala sobre os times que “podem perder”).