– Atemporalidade na Política

Alguns pensamentos de mentes brilhantes são verdadeiramente atemporais; sobrevivem e existem pelas verdades e percepções observadas e sabiamente interpretadas. Admiro esses gênios! Um deles, Eça de Queiroz, o grande escritor, há muito tempo disse inteligentemente:

Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente. E pelo mesmo motivo”

Algo a contestar? Do século XIX ao XXI, tal mensagem é pertinente. 

– Arre, Lula! O discurso sobre a PM

Para não dizer que há má vontade do blog para com o presidente Lula, nesta ele foi bem, em relação a PM e salários da corporação. Apesar de que ficou no ar a impressão de que o uso da expressão “propina da bandidagem” não foi legal. Leia:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1369672-5601,00-LULA+DIZ+QUE+PM+PRECISA+GANHAR+MAIS+PARA+NAO+LEVAR+PROPINA+DA+BANDIDAGEM.html

Lula diz que PM precisa ganhar mais para não levar ‘propina da bandidagem’

Segundo ele, sociedade corre risco se policial tiver de ‘fazer bico’. No Distrito Federal, salário inicial de soldado da PM é de R$ 4 mil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (6), após sancionar lei que cria plano de carreira para policiais militares e bombeiros do Distrito Federal, pagar bons salários é o único jeito de evitar que agentes de segurança levem “propina da bandidagem”. No Distrito Federal, cada soldado da PM recebe pelo menos R$ 4 mil de salário inicial.“A única hipótese de a gente não ter um policial levando propina da bandidagem é o policial ganhar o suficiente para ficar tranquilo”, disse Lula para plateia de policiais e bombeiros do DF.
Falando sobre a questão da segurança pública no Rio de Janeiro, Lula disse ainda que os policiais têm de receber salários que garantam o sustento de suas famílias para não ter que recorrer a outros trabalhos –os chamados “bicos”.“É preciso dar bons salários aos policiais do Rio de Janeiro para a gente exigir que ele cumpram sua função. Se precisar fazer bico, já estamos correndo risco. Se ele ganhar pouco e precisar trabalhar fora já estamos correndo risco”, discursou o presidente.
Lula disse que a lei sancionada em benefício da PM do Distrito Federal deve ter repercussão nacional, mas que é preciso levar em conta que nem todos os estados têm a mesma capacidade financeira da capital federal.“Eu sei que corremos um risco, porque aprova aqui e os outros estados também querem. Temos que levar em conta o poder dos cofres do estado. Nem todos os estados podem dar o que deu Brasília, que tem uma condição especial. Portanto, não podemos cobrar isso que o DF fez. Não podemos cobrar isso de Roraima, de Alagoas por exemplo”, disse o presidente.
Ele disse ainda que é preciso resolver com as corporações da PM questão dos turnos de trabalho. Segundo ele, não é possível continuar com as escalas de trabalho por 24 horas e 72 horas de folga.
“Essa história de trabalho de 24 horas por 72 horas, temos que discutir. Primeiro, achar que um ser humano pode trabalhar 24 horas sem dar uma cochiladinha é acreditar em Papai Noel. É melhor que os companheiros ganhem melhor e tenham companheiros para trabalhar oito horas por dia, durante todo o dia”, declarou.
Segundo a PM, o novo plano de carreira permitirá a promoção de 12 mil policiais, o que resulta em reajustes salariais. Contudo, a PM não soube informar o impacto sobre a folha de pagamento.A PM tem um efetivo de 13 mil policiais no Distrito Federal e com a aprovação também poderá contratar até mais 3 mil agentes, 1,5 mil já em janeiro de 2010. O outros serão contratados somente em 2011.

– Lula e Chávez: “Brincando nos Campos do Senhor”

O título acima se refere à foto na qual o presidente Lula e o venezuelano Hugo Chávez tiraram em El Tigre, colhendo soja, na capa da Folha de São Paulo deste sábado. Neste encontro, Chávez disse que: Lula vem como “Cristo anunciando o Evangelho”. Deve ser algum Evangelho Apócrifo, o mesmo do qual Lula disse que “se estivesse no Brasil, Jesus faria aliança com Judas”.

Perceberam como cada vez mais as analogias religiosas procuram endeusar as pessoas? O proselitismo religioso-político está em alta. Uma pena. Virou instrumento de demagogia.

– Aglomeração Urbana da Região de Jundiaí

Em algumas situações, ouvimos falar em “Regiões Metropolitanas” de Campinas, São Paulo, etc. 

Ser classificada como “Metrópole”, pode implicar em grandes benefícios para a localidade. São Paulo é uma megalópole; Campinas uma metrópole. Jundiaí ainda não será a cidade-base de uma região metropolitana, mas se classifica como principal cidade de uma “Aglomeração Urbana” a ser criada.

Enviado pelo Jornalista Reinaldo Oliveira:

 

AGLOMERAÇÃO URBANA TRARÁ MAIS FORÇA POLÍTICA PARA A REGIÃO

Presidida pela deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), dia 27 passado, à noite, a Câmara Municipal de Jundiaí, sediou uma Audiência Pública, para apresentação e discussão do projeto que está sendo trabalhado desde 2007, criando a área de Aglomeração Urbana, que de acordo com a deputada, trará benefícios e mais força política para as cidades de Jundiaí, Itupeva, Cabreuva, Várzea Paulista, Jarinu, Campo Limpo Paulista e Louveira. Ao longo dos trabalhos de elaboração do projeto, de acordo com estudos feitos pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (EMPLASA), ficou claro que estas cidades têm características históricas, culturais e físicas que permitem a integração através da Aglomeração Urbana. Bom público esteve presente no evento, que após a exposição do projeto, foi aberto à participação do público para perguntas e sugestões. Diversas autoridades da Região estiveram presentes, como o prefeito Miguel Haddad de Jundiaí, Armando Hashimoto de Campo Limpo Paulista, o deputado estadual Pedro Bigardi, secretários municipais dos referidos municípios, vereadores e demais representantes da sociedade civil. A deputada informou que este projeto é um dos primeiros sobre Aglomeração Urbana no Brasil e, disse também estar contente com a participação e discussão das autoridades dos municípios, até que se chegasse a esta Audiência Pública: “Estou orgulhosa de ser a madrinha deste projeto que vai ajudar essa região que apresenta um grande desenvolvimento econômico-social e precisa de muitas melhorias ainda”. Ela também explicou que a inspiração para a elaboração do projeto, partiu de uma iniciativa bem sucedida do Consórcio de Municípios que há na região da cidade de Mauá/SP, com bons resultados na solução de problemas regionais comuns aos municípios consorciados. O projeto passará ainda pelas várias comissões da Assembléia Legislativa de São Paulo e após será encaminhado para aprovação do governador José Serra.

 

– Juca X Luxa: um duelo narrado

Juca Kfouri e Vanderelei Luxemburgo, grandiosíssimos profissionais em suas áreas, digamos… duelaram pela Folha de São Paulo. Em entrevista a FSP do último domingo, 2 frases polêmicas de Luxemburgo contra uma resposta certeira de Juca;

VL (sobre ser senador por Tocantins): – É o Estado de TO que precisa!

VL (sobre desafetos): – Não gosto do Juca Kfouri

JK (sobre a frase de VL): – Foi o maior presente que a FSP poderia me dar, o grande prêmio que este jornalista recebeu.

Irônias e devolução afiada!

– Na Ponta da Língua Presa

E o livro que o humorista Marcelo Tass lançará sobre as pérolas do Lula? Sensacional. Ele coletou “gafes e redundâncias do presidente”. Algumas frases:

“Minha mãe nasceu analfabeta”

“Dizem que o Ronaldo tá gordo. Mas o gordo tá gordo ou o gordo tá magro?”

“Nunca na história desse país se terá visto uma Olimpiada tão bem organizada como a do Brasil”

Extraído de: http://jt.com.br/editorias/2009/10/26/var-1.94.12.20091026.1.1.xml

Na ponta da língua presa

Marcelo Tas lança livro bem-humorado no qual cataloga as pérolas do presidente

Fernanda Brambilla, fernanda.brambilla@grupoestado.com.br

É de domínio público que o presidente Lula tem o talento nato de palpitar sobre qualquer coisa. De religião a Corinthians, variam os temas das famosas pérolas presidenciais. Jornalista e líder do programa CQC, Marcelo Tas se lançou ao desafio de catalogá-las em livro, a começar pelo título, Nunca Antes na História desse País, frase mais usada por Lula em seus sete anos de governo.Tas diz que se Lula é um animal político por instinto, é também filósofo de crises, economista de primeira viagem, marqueteiro de campanha, advogado de ex-inimigos. Nas horas vagas, tem seus momentos de técnico de futebol, turista e até de comediante de stand up. Cada uma dessas facetas, sob a ótica do humorista, vira um capítulo do livro. “Isso é fascinante no Lula. Se ele encontrar um tema do qual não entende, comenta de qualquer jeito”, fala Tas, que vai lançar a obra no início de novembro. “Aliás, Lula gosta principalmente de falar do que não sabe.”
Cada frase destacada ganhou um breve comentário bem-humorado. Mas o autor se apressa em dizer que o livro não tem pretensões políticas. “Não é algo ressentido ou partidário, não ataco gratuitamente o presidente, o PT ou seus dogmas”, explica Tas. O prefácio é assinado pelo jornalista José Simão, difusor do ‘lulês’. “Simão me perguntou se queria um texto a favor ou contra o Lula”, lembra Tas. “Eu disse a ele que é um livro a favor do contra.”

Imerso nas divagações presidenciais, Marcelo Tas não esconde que o mais difícil foi lidar com as mudanças de opinião do presidente. “Às vezes ele tem uma grande sacada, mas vai repetindo a piada, deformando, e por fim acaba mudando completamente de ideia sobre o assunto”, aponta. “A crise econômica passou de ‘marolinha’ a ‘muito séria’.”

A solução foi dar à ‘bipolaridade’ do político um belo destaque. O autor criou o capítulo Lula Metamorfose Ambulante, brincadeira que resulta em uma das seções mais saborosas do livro. O nome saiu de uma estranha descoberta durante a pesquisa. “Lula tem muito em comum com Raul Seixas. Os dois nasceram em 1945, deram um salto na carreira nos anos 70 e depois estouraram: Raul vendeu milhões de discos e Lula se tornou o Lula.”

Com o material já enviado à gráfica, Tas diz ter levado um susto com o lançamento do livro de Ali Kamel, da Rede Globo, Dicionário Lula (Ed. Fronteira, R$ 59,90) – sobre o mesmo tema. “Fiquei desesperado, mas logo vi que se tratava de outra proposta. O trabalho dele foi de maluco, catalogar cada verbete, com uma equipe e computadores. O meu é de humor, sem essa pretensão.”

No fim, páginas em branco

Para manter seu livro atual, Tas recorreu a uma artimanha: “Ao fim da obra, deixei três páginas em branco para que cada leitor inclua as frases que lembrar e as que aparecerem”. Já para rechear o livro, o autor conta que usou a “variedade de opiniões” que apareceu em jornais, programas de TV e rádio, documentários e as edições do programa de rádio oficial Café com o Presidente, além do livro de Denise Paraná, Lula, o Filho do Brasil, inspiração do cineasta Fábio Barreto para a adaptação ao cinema prevista para janeiro de 2010. Claro que a fonte principal, Lula, não deixou a desejar. “Tem gente que ainda acha que o publicitário Duda Mendonça foi o responsável pela vitória do Lula, uma besteira. Lula é o melhor Duda Mendonça de si mesmo.”

De carona no carisma e no discurso do presidente com a maior aceitação popular desde a redemocratização do País, Tas conseguiu criar um livro curioso. “Não conheço ninguém que esteve com Lula e não se apaixonou, mesmo os tucanos mais ferrenhos. Como todo político, ele é um bom ilusionista”, acrescenta Tas. Trabalho concluído, o jornalista arrisca um palpite para o fenômeno eleitoral: “Talvez a razão do sucesso e da popularidade dele seja justamente esse dom do Lula, de traduzir como ninguém qualquer tema para o arroz com feijão.”
 

 

– Câmara de Jundiaí realizou Audiência Pública pelo Voto Aberto

Seria excesso de preciosismo manter voto secreto aos nossos vereadores, a fim de defender a independência nas votações? De todas as justificativas, nenhuma sinceramente me convence ser maior do que a TRANSPARÊNCIA. Abrir o voto dos legisladores é uma necessidade numa sociedade democrática e civilizada.

Texto do jornalista Reinaldo Oliveira:

Câmara de Jundiaí realizou Audiência Pública pelo Voto Aberto

 

A Câmara Municipal de Jundiaí sediou no dia 21 passado, uma Audiência Pública para apresentação de Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município nº 94, de autoria do vereador Paulo Sergio Martins (PV). O objetivo da Proposta é transformar em aberto o voto secreto, para deliberação dos edís quando de votação de veto do executivo. Todos os vereadores presente se manifestaram favoráveis à Proposta e, o primeiro teste para sua aprovação em definitivo já será na próxima sessão que acontece na próxima terça-feira, dia 27. De acordo com o autor da Proposta, em mais de 95% das cidades do Estado esse tipo de voto já é aberto. Ele espera que a aprovação seja sacramentada nas próximas sessões. Está bastante otimista, pois, além do apoio dos demais vereadores, também várias entidades da sociedade civil apóiam sua Proposta. Outro ponto bastante importante foi a presença de bom público presente na Audiência Pública.

– A Cueca do Suplicy

Nesta semana, a pedido do “Pânico na TV” através de Sabrina Sato, o senador Eduardo Suplicy vestiu uma cueca vermelha sobre o terno e imitou o Superman, correndo sonsamente com os braços abertos pelo Senado. Arrependido, Suplicy pediu para a RedeTv não exibir as imagens no último domingo.

Senador é representante do povo. É sênior, maduro, ponderado… Suplicy não está se encaixando nesse quesito. está cada vez mais se infantilizando!

Extraído da Folha de São Paulo, pg A2 – Opinião, por Fernando de Barros e Silva

A CUECA DO SUPLICY

SÃO PAULO – Além de país da piada pronta, agora somos o país da piada ao contrário: o “Pânico na TV” decidiu proteger Eduardo Suplicy de si mesmo. A pedido do senador, o programa humorístico exibido domingo à noite concordou em retirar do ar a cena em que ele, vestindo uma cueca vermelha sobre o terno, corria imitando o Super-Homem pelo salão azul do Senado.
O espírito cívico de Sabrina Sato e sua turma deu chance para que o corregedor da Casa, Romeu Tuma, se apressasse em fazer aquilo de que mais gosta: arquivar investigações contra os colegas. Salvo também pelo “Pânico”, o xerife, desta vez, foi poupado de vexame maior.
Sim, porque a cena de Suplicy com a cueca vermelha é obviamente ridícula e inadequada, mas sugerir, no Senado de José Sarney, dos atos secretos e dos compadrios descarados, que brincar de Super-Homem configure quebra de decoro parece -aí sim- piada de salão.
Não será se agarrando ao moralismo mais tacanho que os senadores irão reparar seu notório descaso pela moralidade pública. E não foi por causa dos talentos artísticos de Suplicy que o Congresso -e em particular o Senado- se tornou parada obrigatória do “Pânico”.
De resto, é muito ilustrativo dos hábitos machistas que vários dos marmanjos eleitos ali se prestem ao papel de assistentes de palco de Sabrina Sato, desempenhando sorridentes diante das câmeras os números mais lamentáveis.
Suplicy, nesse aspecto, se beneficia da fama de sonso. Há quem o considere uma presa fácil da mídia, mas também quem aponte sua habilidade para atrair as atenções sobre si. Em qualquer caso, o senador do PT lembra uma criança grande.
Ele talvez seja o Brás Cubas do Senado. A renda mínima é seu emplastro, sua ideia fixa, o brinquedo da sua vida. Da cueca às políticas públicas, tudo parece se infantilizar e assumir feições lúdicas nas mãos de Suplicy. Deixemos Eduardinho brincar de super-herói com sua amiguinha. Que mal há nisso?

– Venezuela, Mercosul e Balança Comercial

A Venezuela quer entrar no Mercosul. Para isso, tem que ter aceite de todos os países-membros.

Tudo bem que o hermano Hugo Chaves não é confiável. Mas sabem como está a balança comercial entre Venezuela X Brasil? No ano 2000, tínhamos déficit de 600 milhões de dólares. Ou seja, importávamos mais do que exportávamos. Hoje, temos superávit de 4,6 bilhões de dólares! Cerca de 29% do saldo da balança comercial brasileira (números da Revista Carta Capital, pg 18, 14/10/2009, por Maurício Dias)!

Não dá para desprezar os petrodólares venezuelanos.

– Deus: um Cabo Eleitoral

Intrigante, instigante e impressionante a matéria da Revista CartaCapital de 14/10/2009, páginas 32-37, por Gilberto Nascimento, sobre o título: “Que se cuidem os infiéis – um Deus cabo eleitoral“.

Nela, mostra-se como o eleitorado e os candidatos se relacionam em questões politico-religiosas, as diferentes profissões de fé frente as candidaturas de seus membros e como pode ocorrer virtudes e desvios dessa combinação explosiva. Ainda, a influência da mídia religiosa televisa e até um mal-estar envolvendo Sílvio Santos!

Independente da crença, vale a pena refletir (com todos os cuidados para não se ferir o foro intímo de cada um) sobre o tema:

QUE SE CUIDEM OS INFIÉIS

Um novo coronelismo eletrônico começa a tomar corpo no Brasil. Ele se espelha na velha estratégia de associar o controle dos meios de comunicação ao poder político, à moda de clãs como os Sarney, no Maranhão, e os Magalhães, na Bahia. Com uma diferença: os movimentos têm como pano de fundo a fé religiosa. 

Nunca antes grupos – sejam evangélicos, sejam católicos – acumularam tanta influência na mídia. E nunca trabalharam tão claramente para eleger diretamente deputados, senadores e governadores ou apoiar candidatos identificados com suas ideias e projetos, que incluem a oposição ao aborto e à união homossexual, para citar dois casos no campo dos direitos civis. “O deputado-pastor ou deputado-bispo tem a sua eleição garantida pela hierarquia religiosa que o escolhe, mas tem por função defender todo e qualquer interesse que envolva a sua agremiação religiosa. O seu mandato não é dos eleitores, mas daqueles que o colocam no Parlamento. Ele deve prestar contas somente a quem o indicou”, constata o presbiteriano Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em Ciências da Religião na Universidade Metodista. 

“Na Câmara, os representantes das igrejas vão defender os valores considerados legítimos por elas, como o combate ao aborto, e os interesses das corporações religiosas no campo da comunicação”, acrescenta Campos, autor do estudo Evangélicos e Mídia no Brasil – Uma história de acertos e desacertos. 

Igrejas evangélicas como a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, Mundial do Poder de Deus e Assembleia de Deus e os movimentos ligados à Renovação Carismática (a versão católica do pentecostalismo) aumentam a cada dia a sua presença na mídia. Entre os carismáticos, o grupo que mais cresce é o da Canção Nova, fundada em 1978, em Cachoeira Paulista (SP), no Vale do Paraíba. 

Com o controle dos meios de comunicação para expor suas ideias, os grupos religiosos se fortalecem politicamente. Fazem o seu proselitismo, combatem ideias contrárias aos seus interesses e expõem maciçamente a imagem dos religiosos que, no futuro, podem se tornar líderes políticos.

A tendência, avalia o pesquisador Antônio Flávio Pierucci, professor do Departamento de Sociologia da USP dedicado aos estudos da religião, é o Congresso tornar-se mais conservador, principalmente em temas ligados aos direitos civis. “Há um risco para a sociedade de termos cada vez mais, na Câmara dos Deputados, políticos defendendo teses conservadoras. Eles estão lá para impedir a modernização cultural. Vão barrar propostas sobre aborto, união civil de homossexuais e outros temas morais. Questões como os direitos reprodutivos da mulher são combatidos pela bancada evangélica, com a ajuda da católica. Haverá um grande atraso para o País”, acredita Pierucci. 

Já o avanço de cultos no controle da mídia provoca reações do velho oligopólio dos meios de comunicação e não mais só da Rede Globo. Em sua estratégia de crescimento, as igrejas pentecostais elegeram como alvo as emissoras regionais e passaram a comprar canais afiliados às grandes redes. O SBT, a emissora que mais perdeu espaço para os evangélicos, decidiu agora declarar guerra a esses grupos. 

Não se trata exatamente de um movimento para levar os fãs de Silvio Santos às ruas contra a liberdade religiosa. Mas o canal do homem-sorriso quer impedir que bispos e pastores continuem arrendando canais de tevê ou comprando espaços na programação. Em dificuldades para bancar o custo da transmissão dos programas das redes nacionais, as emissoras locais passaram a receber ofertas vantajosas das igrejas. 

A tevê “mais feliz do Brasil” (esse é o slogan do SBT) tem motivos de sobra para ficar triste. De 1995 para cá, o canal de Silvio Santos perdeu treze de suas emissoras afiliadas apenas para a Record, controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo. 

Somente em 2009, outras cinco emissoras abandonaram o dono do Baú da Felicidade para passar a veicular os cultos e pregações do apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. De uma hora a outra, Silvio Santos ficou sem as tevês Alagoas, de Maceió, e Cidade Verde, de Cuiabá, Sapezal, Rondonópolis e Tangará da Serra, de Mato Grosso. 

No ano passado, o SBT perdeu para a Record quatro emissoras da Rede Santa Catarina (a de Florianópolis, a de Blumenau, a de Chapecó e a de Joinville). A RedeTV! é outra vítima. No dia 29 de setembro, ficou sem a TV Piauí (canal 19), de Teresina, que migrou para o grupo do apóstolo Santiago.

Dissidente da Universal, o apóstolo da Mundial é um novo fenômeno do pentecostalismo. Como Macedo, promete curas milagrosas e atrai multidões em seus cultos. Sua igreja ocupa atualmente 22 horas da programação diária de emissoras como o Canal 21, da Rede Bandeirantes. Valdemiro desbancou a PlayTV, da Gamecorp, empresa de jogos para celular e tevê que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente Lula, e era a responsável pela grade do Canal 21 até 2008. Pelo espaço na programação, a Mundial paga 3 milhões de reais, segundo seus dirigentes. Mas há quem garanta que o valor é maior.
A Band produz apenas um telejornal de duas horas e o restante da programação é completada com os cultos da Mundial. Na TV Alagoas e na TV Piauí, essa prática deve se repetir. Santiago ainda arrenda ou compra horários em outras catorze emissoras, entre elas a RedeTV!, a CNT e a Boas Novas (da Assembleia de Deus).
Para tentar frear o ímpeto dos evangélicos, o diretor de rede do SBT, Guilherme Stoliar, foi a Brasília pedir apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa. O executivo da emissora considera ilegal o arrendamento de canais. Ele se baseia no Decreto 8.806, de 1983, que determina que as tevês não podem vender mais do que 25% de seus espaços.

A Record aluga hoje cinco horas diárias – 21% do seu espaço – apenas para a Universal. A igreja compra por valores majorados o horário das madrugadas, de baixíssima audiência. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o valor teria chegado a 400 milhões de reais no ano passado. A Record diz que não divulga o total pago. Mas a própria Universal chegou a oferecer à TV Globo, em agosto, 545 milhões de reais por horários na grade da concorrente. A Globo nem sequer respondeu. Em 2007, já teria recusado proposta semelhante. 

Ao controlar a programação quase completa de várias emissoras, a Mundial estaria em situação irregular. “Não é legal e traz prejuízos para a radiodifusão e para a sociedade o arrendamento de programação parcial ou integral. A empresa que recebe uma concessão, dada pelo Executivo e homologada pelo Legislativo, não tem o direito de arrendar a terceiros”, defende Stoliar. A Mundial rebate. Diz que as igrejas têm o direito de divulgar suas mensagens e o acordo feito com as emissoras resulta num “contrato de gestão de conteúdo”.
Segundo Stoliar, a prática do arrendamento nas tevês tem aumentado. Ele diz, porém, não saber se a perda de suas emissoras deve-se unicamente ao dinheiro. “Não podemos afirmar, pois não temos como provar. Existem informações de que algumas foram compradas e outras alugadas por valores expressivos. Em nenhum dos casos fomos procurados por nossas afiliadas para uma negociação. Simplesmente fomos informados”, protesta.

Em contrapartida, representantes da Mundial lembram que o próprio dirigente do SBT é dono da TV Alphaville, de São Paulo, e transmite nessa emissora programas de religiosos, inclusive do apóstolo Santiago. “Na televisão fechada não existe nenhum impedimento legal de se vender programação a terceiros. A tevê a cabo é essencialmente uma distribuidora de conteúdos de terceiros. As leis para a cabo e para a radiodifusão são distintas”, defende-se Stoliar. 

O executivo não revelou o teor de sua conversa com Hélio Costa. O Ministério das Comunicações informou, por meio de sua assessoria, que só se posiciona nesse tipo de caso quando provocado por uma denúncia formal. O dirigente do SBT, entretanto, não teria feito uma representação. Por outro lado, o ministério abriu processo contra a Record por ter transformado sua retransmissora de Campinas em geradora.
O novo inimigo da rede de Silvio Santos, Santiago, repete hoje Edir Macedo. O apóstolo ergue diariamente novos templos no Brasil e no exterior. Seus seguidores dizem que o número de igrejas no País pulou de 487, em 2008, para 1.600 neste ano. O crescimento é de 328,5%. 

Em Moçambique, a Mundial conta com 30 templos. Na Argentina, 12. A Igreja está instalada ainda nos Estados Unidos, no Japão, em Portugal, no Uruguai e em Angola. Sua programação religiosa vai para toda a África e Europa por meio de um satélite. Uma produtora se encarrega de fazer a tradução simultânea, ao estilo dos programas dos tele-evangelistas americanos, como Rex Humbard, Billy Graham e Jimmy Swaggart, famosos nos anos 1980. 

A sede das igrejas pelo seu próprio veículo de comunicação, segundo Leo-nildo Campos, é resultado da competitividade no campo religioso do País, a partir dos anos 1980. “É preciso atrair mais fiéis. A mídia, numa sociedade urbana e de massas, é o único meio para anunciar a sua mensagem. Porém, como outros estão nessa competição acirrada, torna-se necessário vencer a concorrência por meio de uma decisão religiosa. Essa decisão pode ser estimulada por uma propaganda religiosa apropriada e daí vem a importância do veículo de comunicação”, detecta o professor. “O religioso, então, supera o seu púlpito e torna-se um pregador das multidões.” 

Outra razão para o crescimento das novas igrejas na mídia é o fato de terem um caixa único, observa Campos. “Se alguém faz uma doação para a Universal no Acre, no dia seguinte está na conta. Isso possibilita à igreja ter uma quantidade de dinheiro suficiente para participar de um leilão ou de uma disputa em melhor condição”, avalia o estudioso. “A Universal pode ter 10 milhões de reais na conta. Não precisa dividir com paróquias ou bispos. Essa foi a grande sacada do Edir Macedo: ter dinheiro na mão para fazer negócio.” 

As igrejas buscam os veículos de comunicação e o poder político também para tentar superar as concorrentes. “Eles vão se comer uns aos outros. Há ataques violentíssimos feitos por integrantes da Mundial à Universal. A igreja de Edir Macedo cresceu, ficou muito forte e a sua trajetória é imitável. O Valdemiro quer chegar aonde o Macedo chegou. Por isso, ele peita o Macedo”, diz Pierucci. 

A Rede Record, que diz ter a Universal apenas como uma “cliente”, reúne hoje 30 emissoras no País (cinco próprias e 25 afiliadas) e 747 retransmissoras, segundo o Ministério das Comunicações. A Record afirma ter 105 emissoras (entre próprias e afiliadas). Conta ainda com a Record News, a Rede Família e a Record Internacional (Estados Unidos, Canadá, Japão, Europa e África). A Igreja Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares – fundador da Universal, ao lado de Macedo – montou a Rede Internacional de Televisão (RIT), com oito emissoras próprias. Já chegou a Portugal e aos Estados Unidos. 

Os católicos também continuam a construir o seu império de comunicação. Mas, por contarem com a simpatia dos meios de comunicação dominantes e de setores influentes da sociedade, raramente são criticados por isso. Em março, o Ministério das Comunicações concedeu quatro retransmissoras para a Rede Vida: em Joinville (SC), São Roque (SP), Oiapoque (AP) e Pedra Branca do Amapari (AP). A rede já contabiliza 472 transmissoras. 

Reconhecida em 2008 como uma nova comunidade da Igreja Católica, a Canção Nova cresce a passos largos. Já possui duas emissoras de tevê e 272 retransmissoras, além de uma rede de rádio. Conta com tevê e rádio em Portugal e casas de formação em Israel, França, Itália, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos e África. O site da Canção Nova é uma das páginas religiosas mais acessadas no mundo. Tem 7 milhões de acessos ao mês e reveza-se na liderança com o portal do Vaticano, segundo os dirigentes do movimento.

Para o pesquisador Pierucci, grupos católicos, como a Canção Nova, querem trilhar o mesmo caminho que os evangélicos, mas não conseguirão êxito. “A estrutura é muito diferente. Na Igreja Católica, sempre há alguém acima mandando mais que o padre. Entre os evangélicos, se há algum problema o pastor sai e funda outra igreja. Os católicos não têm como fazê-lo”, analisa. 

Como acontece entre os laicos, a expansão do controle midiático implica imediatamente aumento do poder político. Católicos e evangélicos trabalham com uma intensidade inédita para aumentar sua representação política em 2010. A Canção Nova vai lançar candidatos à Câmara dos Deputados e às assembleias de todos os estados. Para o Senado, já tem ao menos três nomes de políticos ligados ao movimento: o vereador Gabriel Chalita (PSB), em São Paulo; o deputado estadual Eros Biondini (PTB), em Minas Gerais; e Marcio Pacheco (PSC), no Rio de Janeiro. 

Integrante da Canção Nova, a atriz Myriam Rios vai atrás de votos dos cariocas. Concorrerá a uma vaga de deputada estadual pelo PDT. Outros políticos ligados à Renovação Carismática devem disputar a reeleição, como os deputados Alexandre Molon (PT), na Assembleia do Rio, e Miguel Martini (PHS-MG) e Odair Cunha (PT-MG), na Câmara. “Nós não podemos substituir o partido em relação ao movimento nem o movimento pode se tornar um partido”, ressalta, sem muita clareza, o mineiro Cunha. 

A Mundial segue na mesma linha. Nas últimas eleições, a igreja elegeu um vereador em São Paulo, José Olímpio (PP). No ano que vem, pretende lançar candidatos a deputado federal em todas as capitais do País. Deve ainda dar apoio a políticos como Marconi Perillo (PSDB) e Jaques Vagner (PT), candidatos ao governo em Goiás e na Bahia, respectivamente, e ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que disputa a reeleição.
O candidato a deputado mais conhecido da Mundial é o pastor Ronaldo Didini (PSC), ex-Universal e ex-Internacional da Graça. Didini assume que sua principal bandeira é o combate ao casamento de gays. O pastor também promete propor na Câmara mecanismos para controlar o que “pode sair e entrar nas igrejas e o que deve ou não ser tributado”.

Para puxar votos, a Universal do Reino de Deus pensa em lançar a deputado federal em São Paulo o bispo e atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), segundo comentários nos meios religiosos. Procurada, a igreja não falou sobre o assunto. Outros deputados ligados à Universal devem concorrer à reeleição, entre eles o bispo Antonio Bulhões (PMDB-SP). A Internacional da Graça e a Renascer devem repetir as candidaturas de Jorge Tadeu Mudalen (PMDB-SP) e do Bispo Gê (DEM-SP), respectivamente. 

Nesse emaranhado de siglas e crenças, pouca coisa une os grupos religiosos. Um partido, porém, reúne religiosos de grupos distintos. O Partido Social Cristão (PSC), vai lançar candidatos como o católico Márcio Pacheco, Ronaldo Didini, da Mundial, e o ex-deputado e pastor Gilberto Nascimento, da Assembleia de Deus.
Na eleição de 2006, as bancadas da Universal e da Assembleia de Deus tiveram significativa redução por causa do envolvimento de seus parlamentares com os escândalos dos sanguessugas e de caixa 2 (conhecido como mensalão). A bancada da Universal caiu de 18 para 6 deputados e a da Assembleia de Deus, de 22 para 9. Os candidatos da Assembleia receberam 200 mil votos a menos do que em 2002. E de uma eleição para a outra a Universal teve a votação de seus representantes reduzida de 1,6 milhão de votos para 573 mil. Sinal, aliás, de que a fé religiosa não gera políticos mais éticos. O objetivo de ambas é recuperar o terreno perdido. Para tanto, contam com os púlpitos midiáticos.

– Roque Santeiro, o filme!

Na minha adolescência, um marco foi a novela “Roque Santeiro”. Minha geração viu pela primeira vez falarem abertamente de política e de questões antes proibidas através desse sucesso na TV. E nem adianta falar que o cara não gostava de novelas, pois o Brasil inteiro assistiu a Roque Santeiro. Foi a maior audiência de todos os tempos!

Agora, o folhetim virará um filme, com elenco consagrado. E atacará o governo Lula, a política atual e vários outros temas.

Em duas horas vai dar? Olha só:

Extraído de: http://br.noticias.yahoo.com/s/16102009/25/entretenimento-sucesso-na-tv-roque-santeiro.html

Sucesso na TV, ‘Roque Santeiro’ vai virar filme em 2010

O trio viúva Porcina, Roque Santeiro e Sinhozinho Malta se prepara para voltar. Depois de ganhar o País em forma de novela de Dias Gomes, em 1986, o autor Aguinaldo Silva, que colaborava com Gomes no passado, irá recontar a história, desta vez, para o cinema. O filme será lançado em 2010, ano de eleição, e o assunto política será explorado com críticas ao governo. A história de Aguinaldo, atualizada, trará famílias acomodadas que usufruem de um auxílio semelhante ao Bolsa Família, uma bandeira do governo Lula.

José Wilker, que fazia Roque Santeiro, e Regina Duarte, a viúva Porcina, serão substituídos respectivamente por Lázaro Ramos e Fernanda Torres. O galã Antônio Fagundes vai herdar as pulseiras de Sinhozinho Malta, antes vivido por Lima Duarte.

A novela se tornou um dos maiores sucessos de audiência da TV nos anos 80. “Chegávamos a dar picos de 81 pontos de Ibope (hoje, uma novela de muito sucesso não passa de 50 de média). As pessoas torciam pelo Roque Santeiro e se divertiam com a Porcina”, lembra o diretor Marcos Paulo.

Na novela, Roque Santeiro, recém-casado com Porcina, foi dado como morto após defender dois homens da cidade de Asa Branca do bandido da Navalhada. Diante da atitude altruísta, Roque virou santo aos olhos da população. Comerciantes vendiam produtos com a imagem do herói. Mas após 20 anos, Roque Santeiro retorna à cidade para azar de Sinhozinho Malta, novo companheiro de Porcina, mulher que o herói deixou ‘viúva’ em Asa Branca.

Aguinaldo Silva escreve as primeiras páginas do roteiro, mas já tem certeza do que vai mudar. Sem ter mais de dividir o texto com outro autor, diz o que quer fazer: “Dessa vez, ninguém me segura. O Roque não irá voltar a Asa Branca só pela Porcina, eu farei críticas ao Brasil atual. O Lázaro vai revolucionar.” O cenário nordestino será o mesmo. Juazeiro do Norte está entre as cidades cotadas para virar Asa Branca.

O elenco ainda não está todo fechado, mas atores que fizeram parte da novela na TV torcem para serem chamados. “Eu sirvo até cafezinho”, diz Lucinha Lins que despontou no folhetim como Mocinha Abelha, uma viúva virgem. “Eu também gostaria. Mas só o fato do Lázaro Ramos representar nós negros me deixa feliz. É a quebra de um paradigma”, diz Milton Gonçalves, que esteve na trama em 1986. As informações são do Jornal da Tarde.

– Democratura. Liberdade de expressão e censura

Compartilho ótimo artigo do jornalista Reinaldo Oliveira. Dêem uma lida sobre sua reflexão sobre a atual “Liberdade de Expressão”. Infelizmente, a expressão é só para o que interessa…

DEMOCRATURA. LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CENSURA

Festa, sorrisos, abraços e alegria dos brasileiros, na Dinamarca, logo após proclamado o país e cidade onde será realizada as Olimpíadas de 2016. Tem início a entrevista coletiva. As perguntas triviais feitas por um tipo de imprensa totalmente compromi$$ada com o governo e, quem respondia as perguntas era o presidente Lula. Eis que, quase no fim da entrevista um repórter do Correio Braziliense, fez uma pergunta inteligente e oportuna para a ocasião: “Depois de ter sido vaiado na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos em 2007, como o senhor se sente retornando vitorioso ao Rio de Janeiro, tendo participado ativamente da campanha em favor do Rio de Janeiro, fato que levou àquela cidade à conquista para sediar as olimpíadas?”. O presidente começou a responder a pergunta do repórter, mas foi abrupta e indelicadamente interrompido pelo governador do Rio, Sergio Cabral, que passou a responder a pergunta, gerando mal estar e constrangimento ao presidente. Tudo que é ruim pode piorar ainda mais. E o pior estava por vir. Terminada a entrevista coletiva, o presidente do COB – Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, criticou severamente o repórter pela pergunta que ele fez ao presidente. Com educação ele deu uma resposta baseado no princípio jornalístico, bem como na liberdade de livre expressão: “Eu simplesmente fiz uma pergunta jornalisticamente correta. E mais: Sua esposa (Márcia Peltier), que também é jornalista, sabe bem que eu fiz uma pergunta correta e pertinente ao assunto”. Espanto geral: ela que acompanhava o marido, não gostou do comentário e também engrossou o grito autoritário da censura. Então pelo exposto acima, percebe-se apenas a ponta do iceberg de como anda a grita contra a liberdade de expressão no país. E a imprensa séria tem que sobreviver, apesar destas cotoveladas. Mas ainda sobre o assunto é pertinente dizer que devido à tran$parência com que é tratado o dinheiro público no país, esse oceano de dinheiro que será liberado para as olimpíadas, é o mesmo que dar queijo para as ratazanas. Senão vejamos: existem dezenas de gravíssimas irregularidades cometidas com a verba liberada para os Jogos Pan-amaericanos realizados em 2007 no Rio de Janeiro. O TCU – Tribunal de Contas da União cobra a devolução aos cofres públicos de R$ 20 milhões gastos naquele evento e para os quais não foram comprovadas as despesas. Por conta disso o Ministro Marcos Vilaça – do TCU, aponta em seu relatório, de julho último, sobre uma das irregularidades do Pan 2007: “Quanto aos condicionadores de ar, a empresa Fast apresentou novos elementos, inclusive cópia das notas fiscais que demonstram a aquisição de todas as unidades contratadas. É, portanto, bastante verossímil a hipótese de que os equipamentos existam fisicamente. O que não se entende é o motivo pelo qual não houve ainda a sua apropriação pelo Ministério do Esporte, já que não demonstrou até hoje perante o Tribunal, sua anexação ao patrimônio do órgão ou dos entes a que estão destinados”. E conclui: “Dos 1628 equipamentos de ar-condicionado adquiridos, 813, ou seja, metade, sequer foi instalada por desnecessária. Trata-se de evidente desperdício do dinheiro público”.  Ainda sobre os aparelhos de ar-condicionado, passados mais de dois anos do evento, mais de 200 aparelhos não foram nem tirados das caixas. No entanto o Ministério do Esporte pagou pelas 813 unidades. Pois bem. Quem vai administrar este oceano de dinheiro para as Olimpíadas, são os mesmos que administraram o dinheiro do Pan 2007. São os mesmos que estiveram na Dinamarca e quiseram calar o questionamento que o repórter fez. E são com estes mesmos personagens que a imprensa séria tem que dialogar. Logo, são tratados com grosseria e, quando denunciadas as maracutaias, tentam desqualificar a imprensa séria, e logo são inocentados pelos representantes eleitos por nós. Aqui também, bem pertinho de você, acontecem estas coisas. É isso!!  (Com informações do Blogdocruz)

– Obama ganha o Prêmio Nobel da Paz: Justo ou Não?

Barack Obama ganhou há pouco o Prêmio Nobel da Paz.

Sinceramente, pergunto: ele foi o grande merecedor? Quais eram os outros nomes? Qual a grande ação promotora de paz realizada por ele?

Os Prêmios dos últimos anos têm sido polemizados. Se justos ou não… Foram mais de 200 candidatos. Obama era o melhor?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4030732-EI8141,00-Barack+Obama+vence+o+Nobel+da+Paz.html

BARACK OBAMA VENCE O PRÊMIO NOBEL DA PAZ

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, venceu o Nobel da Paz no ano de 2009. O anúncio oficial da Fundação Nobel foi feito na manhã desta sexta-feira.

A Fundação Nobel anunciou que o prêmio se deve pelos seus “esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre as pessoas”. Obama é o terceiro presidente norte-americano em exercício a ganhar o prêmio. Os dois anteriores foram Theodore Roosevelt, em 1906, e Woodrow Wilson, em 1919, segundo a Associated Press.

Dois presidentes concorriam ao prêmio Nobel da Paz esse ano, Barack Obama e o presidente da França Nicolas Sarkozy. O número de concorrentes em 2009 superou o recorde anterior, registrado em 2005, quando 199 pessoas e instituições disputaram o prêmio.

Entregue pela primeira vez em 1901, o Prêmio Nobel da Paz foi idealizado pelo sueco Alfred Nobel, químico inventor da dinamite. Ele morreu em 1896, deixando a maior parte de sua fortuna dedicada à premiação de grandes feitos em diversas áreas do conhecimento.

Para isso, elaborou um testamento que estipulava que as suas fábricas deveriam ser vendidas e as receitas investidas em um fundo. Todos os anos parte desse fundo deveria ser distribuído “entre aqueles que, durante o ano anterior, tenham dotado a humanidade de maiores benefícios”.

Os prêmios – 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,4 milhão), uma medalha de ouro e um diploma – são custeados pelos rendimentos oriundos do legado de Nobel. O valor em dinheiro, no entanto, não foi tão substancioso desde o início da premiação. Na primeira edição, o valor correspondia a cerca da metade do que é hoje. O idealizador do prêmio via a entrega de dinheiro como uma maneira de ajudar os vencedores a darem continuidade a seus projetos com independência.

Veja na íntegra o comunicado do Comitê do Nobel da Paz:

Obama foi um presidente que criou um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral ganhou novamente uma posição central, com ênfase no papel das Nações Unidas e de outras instituições internacionais. O diálogo e as negociações são priorizados como instrumentos para resolver inclusive os mais difíceis conflitos mundiais.

A visão de um mundo livre das armas nucleares têm estimulado muito o desarmamento e as negociações sobre o controle de armas. Graças à iniciativa de Obama, os Estados Unidos estão tendo um papel mais construtivo nos encontros dos desafios da mudança climática que o mundo está enfrentando. A democracia e os direitos humanos estão sendo fortalecidos.

Raramente temos uma pessoa como Obama para capturar as atenções do mundo e dar às pessoas esperança de um futuro melhor. A sua diplomacia é fundada no conceito que deve ser seguido pelos que lideram o mundo, baseado em valores e atitudes que são compartilhados pela maioria da população mundial.

Em 108 anos, o Comitê Norueguês do Nobel estimulou justamente as mesmas políticas internacionais e atitudes propostas por Obama, agora o principal porta-voz do mundo. O comitê endossa o apelo de Obama, que diz ser ‘agora o tempo para que todos nós façamos a nossa parte para uma resposta global para os desafios globais'”.

– A Irresponsabilidade do MST e as verbas públicas mal gastas

Primeiro dado: o governo dá 100 milhões de reais ao MST, como verba para sustentar essa ONG chamada “Movimento Sem-Terra”, cujo intuito era fomentar o debate e a luta pela nobre causa da Reforma Agrária.

Segundo dado: os membros do alto escalão do MST não são tão nobres quanto a causa. Arruaceiros, baderneiros e usurpadores da boa fé de alguns que estão lutando pela causa. Suas ações não lembram a de terroristas, invadindo propriedades e destruindo colheitas?

Terceiro dado: onde está a prestação de contas desse dinheiro dado pelo governo ao MST? Afinal, eu, você, todos nós pagamos impostos, que por sinal são elevadíssimos, e queremos saber se foi bem utilizado.

Quarto dado: invadir as plantações da Cutrale e esmagar plantas é forma democrática de protesto? Veja só: (extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091007/not_imp447136,0.php )

MST destrói 7.000 pés de laranja da Cutrale

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) são acusados de saquear a Fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, invadida desde 28 de setembro. A área fica em Borebi, região de Bauru, a 320 quilômetros de São Paulo. Um caminhão-baú transportando 12 caixas de laranja a granel, máquinas, ferramentas e uniformes subtraídos da propriedade foi apreendido na madrugada de ontem no km 248 da Rodovia Castelo Branco.

Os dois acusados, José Alves de Lima Neto, de 52 anos, e Ivanildo Cosmo de Oliveira, de 49, contaram ao delegado José Cardoso de Oliveira que pegaram as frutas porque elas iriam apodrecer. Foram presos em flagrante por furto qualificado.

Os 350 militantes tomaram a casa-sede, escritórios e instalações. Eles usaram tratores da empresa para destruir 7 mil pés de laranja, segundo a Polícia Militar, que filmou a ação de um helicóptero. Os colonos foram expulsos e as casas, invadidas. Os imóveis estão pichados.

A Cutrale conseguiu liminar de reintegração de posse para desocupação em 24 horas. Segundo Márcio Santos, da coordenação estadual do MST, a área pertence à União. “Trocamos a laranja, que vai para o exterior, por alimento para acampados.” A Cutrale informou que tem a posse legal das terras e a fazenda é produtiva.

BALANÇO

O MST mantém outras sete fazendas invadidas no interior de São Paulo, para pressionar pela reforma agrária no Estado. Algumas foram ocupadas por dissidentes, com apoio de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Despejados da Fazenda Ponte Alta, em Agudos, 60 militantes do MST invadiram outra área próxima dali. Cerca de 170 sem-terra acamparam na Fazenda Boa Vista, em Itapetininga, região de Sorocaba. Também ali, desde 29 de setembro, está invadida a fazenda da Escola Técnica Prof. Edson Galvão.

Em Dracena, na Alta Paulista, há cerca de 70 militantes na Fazenda Santo Antônio. Em Arco Íris, na região de Araçatuba, foi invadida a Fazenda Santa Clara. As duas áreas estão tomadas por dissidentes ligados a José Rainha Júnior.

Outro grupo, apoiado pela CUT, invadiu o Sítio Santa Marina, de apenas 31 hectares, em Pederneiras, a 320 quilômetros da capital.

Veja a ação de banditismo do MST filmada pelo helicóptero da PM clicando em: http://www.youtube.com/watch?v=yxe0fopHJa0

– Zelaya X Micheletti: quem é mocinho e quem é vilão?

E essa pendenga hondurenha que não termina nunca, não? Particularmente, estava mais a favor de Zelaya, entendendo que houvera sido deposto. Mas existe um agravante: ele só foi deposto pois tentou permanecer no poder, a lá Hugo Cháves, de maneira inconstitucional.

A questão é que a forma como Micheletti assumiu o poder é conflitante com as leis locais, e a própria deposição também problemática. Ele está no comando de Honduras de maneira constitucionalmente duvidosa. O que preferir? Micheletti desse jeito conturbado ou Zelaya de maneira inconstitucionalmente certeira?

A única coisa certa é que o Brasil não deveria ter se metido nessa história! A nossa embaixada virou pensão!

– Confiar Desconfiando…

O Datafolha realizou uma pesquisa interessante, divulgada neste domingo na Folha de São Paulo, relacionando Ética e Corrupção. Nela, surgiu um número assustador: 17 milhões de brasileiros já venderam o voto nas eleições!

Mas outro dado importante: questionados sobre quais instituições os brasileiros NÃO CONFIAM e que ACREDITAM SER CORRUPTAS, apareceu:

– 92% no Congresso Nacional,

– 92% nos Partidos Políticos,

– 88% na Presidência e Ministérios!

As instituições em que os brasileiros confiam, pela ordem:

– 29% na Igreja Católica.

– 24% nas Forças Armadas,

– 21% na Imprensa.

Que falta de moral para os políticos. Se é tão descrente na classe política, por que a sociedade brasileira não faz nada?

– Lula: ame-o ou odeio-o

Já assumi publicamente que não gosto da demagogia que marca a gestão do governo Lula. Alicerçada na política econômica de Malan, o presidente petista consegue vencer os seguidos escândalos políticos e morais com uma maestria ímpar. E impostos em cima de impostos…

Eu seria hipócrita se negasse a vitoriosa trajetória de vida dele; idem para o carisma incontestável. Minhas críticas são quanto a adminstração pública, nunca contra a pessoa, pois, afinal, ninguém é isentamente capacitado para julgar o próximo.

Considerações feitas, vamos ao mote deste post: o inegável poder de convencimento de Lula e hipnótico efeito de admiração instantânea aos estrangeiros. Lula é cult, adorado e odiado, está na moda e se se candidatasse a presidente do mundo, ganharia no primeiro turno! Mesmo apoiado pelo hermano Cháves e família Castro, da mais pura estirpe de ditadores. Mas até deles ele consegue brilho…

Quer prova do poder de Lula? Leia essa matéria abaixo do Terra, de Antonio Prada. Digna de um bom roteiro de filme hollywoodiano. Se fôsse americano, já teria ganho estátua. Ou será que não teria nem se eleito?

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI4018131-EI1894,00-Lula+reza+chora+supera+Obama+e+da+show+em+Copenhague.html

Lula reza, chora, supera Obama e dá show em Copenhague

Cinco minutos antes do início da cerimônia de anúncio da sede da Olimpíada de 2016, o presidente Lula, que estava no hotel esperando a escalada da votação, chega ao auditório do Bella Center. Carrega um séquito de seguranças, ministros e assessores. O solene e sóbrio evento do Comitê Olímpico Internacional (COI) tinha roteiro e, se fosse qualquer outro país, seria seguido à risca. Mas lá vai Lula, roubando olhares e palmas de uma plateia que muitas vezes não demonstra qualquer emoção.

Lula senta-se na primeira fila. Nervoso e impaciente, levanta-se e tenta cruzar todo o palco, talvez para cumprimentar o companheiro José Luis Zapatero, chefe de Estado espanhol e rival nesse embate olímpico. Na mesma hora a voz do microfone anuncia: “dois minutos para começar”. Lula é içado, dá uma paradinha que lembra aquela do Rubinho Barrichello no pódio. Senta novamente. Arranca gargalhadas da plateia. O protocolo se desespera. Timidamente.

Mais ainda dá tempo. Lula faz o sinal da cruz. Sentado do lado oposto, de frente, Joseph Blatter, presidente da Fifa e membro do COI, com direito a voto, não tira os olhos de Lula. Parece magnetizado. Cutuca os membros do COI ao lado. Repete o sinal da cruz de Lula, indicando a eles o gesto do presidente do Brasil. Ri. Balança a cabeça, como se dissesse que esse cara não existe. Muitos outros presentes não tiram o olhar do brasileiro.

Quando o presidente do COI, Jacques Rogge, pronuncia a palavra Rio de Janeiro e vira a placa, uma explosão de alegria do lado brasileiro. Lá está Lula pulando como um torcedor qualquer, abraçando todos, chorando como se fosse uma criança. Imediatamente tenta partir em direção à delegação espanhola. Não consegue. É bloqueado, como num jogo de futebol americano. Mas fura o bloqueio. Sob o comando de Lula, a comemoração brasileira em Copenhague vira carnaval baiano. Pipoca pura. Sem direção.

Segue a pipoca o sempre recatado escritor Paulo Coelho. “Pula, pula Paulo”, incentiva uma brasileira. E Paulo pula. Lula e Pelé comemoram o gol da Olimpíada juntos, bandeira do Brasil nas costas. Juntam as lágrimas. Arrastam mais uma multidão. Lula para e faz questão de abraçar Juan Antonio Saramanch, 89 anos, ex-presidente do COI e artífice da candidatura de Madri, sentado no meio do tumulto. Dá um beijo na testa dele. Depois, segue em frente e finalmente encontra Zapatero. Trocam um forte abraço. Cochicham ao pé do ouvido, envolvidos por uma multidão, feito almôndegas.

Meia volta. Lula arrasta a turba de novo. Na contramão. Bandeira brasileira na mão. Vê Guga no caminho. “Guguinha, Guguinha. Me dá um abraço”. Começa a cantoria. “Cidade maravilhosa cheia de encantos mil…”. Lula agora vira puxador da alegria, seguido por Hortência, Janeth, Daiane dos Santos, Isabel Swan, César Cielo, Bernard.

Encontra Pelé de novo no caminho. Outro abração. Encorpado. A segurança vai arrastando Lula para fora do auditório, levando também alguns ministros, seguido por dezenas de câmeras. Pipoca política. Lula carrega a bandeira no ombro. Desce a escada. Já no hall inferior, desdobra a bandeira, ajudado por outras pessoas, e cria mais uma imagem que vai percorrer o mundo. Depois é carregado para uma sala.

Meia hora depois, Lula está de volta para a entrevista do vencedor. E o primeiro a sentar à mesa. Parece entorpecido. Põe os fones de ouvido, embora não tenha ninguém falando. O governador do Rio, Sérgio Cabral, chega e senta do seu esquerdo. Antes da entrevista acontece a cerimônia de assinatura do contrato, em outra mesa. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, levanta a caneta, como se fosse troféu. Fica de pé. Beija a caneta. Corre para Sérgio Cabral e o faz também beijar a caneta. Tenta que Lula também beije, mas Lula despista, vê a caneta e devolve-a.

Jacques Rogge parece não acreditar no que vê. Mas ainda não tinha visto nada. Lula tem Nuzman de um lado. E Sérgio Cabral de outro. Do lado de Nuzman está o presidente do COI, Jacques Rogge, impávido como Bruce Lee.

Nuzman é o primeiro a falar. Desfila elogios a Lula, Cabral e Paes. Mas foca suas palavras em Lula, que se emociona. E chora. Copiosamente. Por minutos. Estanca as lágrimas com um lenço. Encobre o rosto. Cliques de máquinas e flashes pipocam de todos os lados. Outro momento para ser espalhado pelo mundo.

Quando tem a palavra, Lula derruba o protocolo mais uma vez. Começa a falar de Jacques Rogge, que estava sem fone para seguir a tradução simultânea. Cutucado por Nuzman, põe o fone e ouve: “primeiro queria agradecer ao Jacques Rogge pelo carinho, pela gentileza. Todo mundo dizia na minha delegação: ¿mas ele não ri? Ele está sempre muito sério. Será que ele gosta de brasileiro ou não gosta de brasileiro?’ E eu fico pensando muitas vezes que, no papel de presidente, a gente não pode rir. Temos que mostrar a maior seriedade”. E Jacque Rogge bem que tenta, mas não segura. E ri. Lula fez o impávido Jacques Rogge sorrir.

Lula fala de Obama, brinca com a vitória sobre o presidente norte-americano. É aplaudido no auditório pelos brasileiros de plantão. Tem o nome gritado em uníssono. E continua. Diz que é amigo pessoal de Zapatero e que só não é amigo do primeiro-ministro japonês por que ele é muito novo e está no cargo “há apenas duas semanas”. E que no Japão “você dá bom dia a um primeiro-ministro e boa tarde a outro, pois eles mudam a toda hora”. Nova quebra de protocolo. E risos, alguns nervosos, ecoam no auditório.

Lula também começa a cutucar Jacques Rogge com o braço, quando quer falar diretamente com ele. Discreto e claramente incomodado, é ajudado por Nuzman na tarefa de conter o presidente brasileiro. Já cansado de responder e discorrer sobre os mesmos assuntos, Lula tenta terminar o discurso e levantar da cadeira. Não consegue.

Responde a mais algumas perguntas e diz que quer voltar logo para o hotel e ligar para mulher Marisa. Não sem antes deixar a ultima pérola: “Depois de 2016, vamos brigar por uma Olimpíada de Inverno”, brinca com uma provocação política. Mais aplausos e Jacques Rogge avisa ao assessor de imprensa do COI que é uma boa oportunidade para encerrar a entrevista, totalmente fora de qualquer padrão olímpico. Lá vai Lula, de novo arrastando multidões, perdendo-se nos corredores do Bella Center, no dia mais feliz de sua vida, segundo suas próprias palavras. E lá vem a Olimpíada com o tempero brasileiro.

– Avanços no Combate a Corrupção Eleitoral

Parece que enfim há luz no fim do túnel! Ontem, a CNBB e o MCEE conseguiram avanços na luta contra a corrupção eleitoral. Isso é cidadania! Vamos fazer nossa parte também, fiscalizando nossos políticos?

Enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:

CNBB e MCCE conquistam avamços no combate à corrupção eleitoral

O dia 29 de setembro ficará marcado como um dia de relevantes avanços na luta democrática contra a corrupção na política brasileira. Dois eventos acontecidos neste dia demonstram gradativamente que entidades públicas, junto com a população estão agindo e promovendo ações visando combater a ação de políticos que fazem mal uso do seu mandato, desmerecendo a confiança neles depositado através do voto e, utilizando o mandato como meio para obtenção de enriquecimento ilícito. Neste dia o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, os formulários com mais de 1,3 milhão de assinaturas, solicitando àquela Casa de Lei, protocolo ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que impeça a candidatura de pessoas com “ficha suja”. O secretário da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa exaltou o trabalho do MCCE e dos voluntários que trabalharam na coleta de assinaturas. O segundo evento aconteceu no Senado Federal, onde foram lembrados os 10 anos da Lei 9.840, conhecida como lei contra a corrupção eleitoral por combater a compra de votos e o uso da máquina administrativa em campanha eleitoral. Presente ao evento, dom Dimas de Lara Barbosa, assim se expressou: “Os Comitês da Lei 9.840 têm levado a população a refletir sobre a cidadania no seu direito de voto”. Também o senador José Nery (PSOL-PA), falou sobre a data: “A punição dos políticos representa um sentido de eficácia que tem origem na iniciativa do povo capitaneada pela CNBB e um conjunto de entidades da sociedade civil”. Ele classificou a corrupção eleitoral como a “mãe de todas as corrupções”. 

– Toffoli: por que a Insistência

José Dias Toffoli, advogado do PT nas 2 campanhas do presidente Lula, tentou 2 vezes ser juiz e reprovou. Agora, foi indicado ao Supremo para ser juiz… pelo próprio presidente Lula!

Isso sim é começar rápido e por cima…

Mas há coisas mais graves. Clique aqui!

– Começando Mal…

Argentinos são totalmente irracionais, histéricos, loucos e paranoicos!

Sabe quem disse isso?

José “Pepe” Mujica, candidato favorito à Presidência do Uruguai.

Se eleito, diplomaticamente começará muito mal…

– Puccineli X Minc: o Grosso e o Indevido

Que o ministro Carlos Minc é excêntrico, não há dúvidas. Já cansei de criticá-lo nesse espaço, sempre respeitosamente, pela sua indevida defesa da Maconha. Mas agora há um exagero: as declarações o Governador André Puccineli (PMDB-MS) com palavras impróprias e grosseiras. Parece briga de criança. Impressiona pelo palavreado:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI94358-15223,00-GOVERNADOR+DO+MS+PEDE+DESCUPLAS+AO+MINISTRO+CARLOS+MINC.html

Governador do MS pede desculpas ao ministro Carlos Minc

Irritado com projeto do Ministério do Meio Ambiente, André Puccinelli disse que “estupraria” ministro. Nota do governo estadual afirma que declarações foram em “tom de brincadeira”

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), pediu desculpas nesta terça (22) pelo “tom de ofensa” atribuído às críticas feitas por ele ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Puccinelli criticou o projeto de zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, do Ministério do Meio Ambiente, atacando pessoalmente seu autor, Minc. “Ele é um ‘veado’ fumador de maconha”, teria dito Puccinelli, em uma reunião com empresários, comentário que foi depois reiterado diante da imprensa, segundo a mídia local. Em nota, Puccinelli disse que as críticas “se restringem a debate técnico”.

O plano de zoneamento do Governo Federal proíbe o uso da bacia do Alto Paraguai para a construção de usinas e a plantação de cana-de-açúcar. O governo do Estado, entretanto, elaborou um projeto de lei que libera o cultivo.

Puccinelli teria afirmado ainda que em uma hipotética participação de Minc na Meia-Maratona Internacional do Pantanal, que será realizada no dia 11 de outubro, o ministro sairia da corrida como vencedor. “Porque senão eu [Puccinelli] o alcançaria e ele seria estuprado em praça pública”, disse. 

O ministro do Meio Ambiente viajava de ônibus de Belo Horizonte para Brasília como parte das ações do Dia Mundial Sem Carro quando foi informado das declarações, disse a assessoria de comunicação de Minc a ÉPOCA. Em nota o ministro afirmou que Puccinelli “é um truculento que quer destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar. Essa declaração revela o seu caráter”.

Atualização: O site do Governo do Mato Grosso do Sul publicou uma nota afirmando que a referência foi em tom de brincadeira. “Ao ser questionado por empresários do setor da indústria e comércio sobre a questão da proibição do plantio de cana-de-açúcar na região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, hoje (22) durante reunião em seu gabinete, o governador André Puccinelli fez referências, em tom de brincadeira, a outras críticas recebidas pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc”, diz a nota.

– Obama Pede, Dona Dilma aceita e Lula sorri

Você conhece Ben Self? Ele é o marqueteiro de Barack Obama, considerado o “papa” do markerting político nos dias atuais.

A pedido de Lula para Obama, Ben foi convencido a trabalhar na campanha eleitoral de Dona Dilma Russef em 2010.

Essas eleições prometem muitos gastos… Quem pagará a conta do gringo? Nas eleições passadas, sabemos que Duda Mendonça teve a conta paga através do Mensalão!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2080/artigo152152-1.htm

MARQUETEIRO IMPORTADO

O PT contrata para a campanha de Dilma o publicitário que ajudou Obama a arrecadar US$ 500 milhões pela Internet

por Sérgio Pardeças e Octávio Costa

Na terça-feira 15, o responsável pelo marketing digital e telefônico da campanha de Barack Obama nas eleições dos EUA, Ben Self, precisou de apenas cinco minutos para convencer a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que sua estratégia de captação de eleitores por meio da internet poderá ajudar a impulsionar sua vacilante candidatura ao Palácio do Planalto em 2010. “Todo eleitor precisa se sentir dono da campanha. Temos que aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores”, pregou o publicitário americano para o imediato entusiasmo da ministra. A reunião que selou a entrada do americano, sócio-fundador da Blue State Digital, na campanha da ministra ocorreu na residência oficial de Dilma. Participaram do encontro, além de Dilma e Ben Self, o marqueteiro João Santana, padrinho da indicação, e a empresária Danielle Fonteles, da Pepper Comunicação, que será a responsável pela operação via internet da campanha. Na quartafeira 16, em outra reunião, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, deu seu aval à participação do especialista americano na campanha petista.

Apesar de as reuniões com Dilma terem ocorrido apenas na última semana, o americano está contratado como consultor do PT desde 1º de agosto. E, nos próximos dias, poderá ganhar a companhia de outra fera da comunicação de Obama. Trata-se de Scott Goodstein, chefe de mídias móveis da campanha vitoriosa nos EUA, especialista em arrecadação online. Quando esteve no Brasil no fim de agosto, para uma palestra a 40 executivos do Bradesco, ele estreitou os laços com a cúpula petista. Os valores envolvidos na contratação dos executivos americanos são mantidos sob sigilo pelo PT.

O desafio dos americanos é fazer na campanha de Dilma o que fizeram na de Obama: utlilizar os recursos da internet e do celular para transformar entusiastas da candidatura em verdadeiros cabos eleitorais e, sempre que possível, em doadores de recursos. Nos EUA, convidados a participar da campanha, os simpatizantes eram cadastrados em um banco de dados, entravam na rede, articulavam eventos, manifestações, convenciam terceiros a votar em Obama e ainda ajudavam a coordenar a captação de recursos. Assim, Self formatou a estratégia que arrecadou US$ 500 milhões via internet. Se a ministra ainda está longe de tomar a dianteira nas pesquisas, pelo menos numa disputa ela superou o seu principal rival. Por muito pouco Self não foi trabalhar com o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB. Em maio, o americano chegou a almoçar com a equipe de Luiz González, marqueteiro tucano. Pesou, no entanto, para sua decisão um pedido do próprio Obama em favor da candidata de Lula.

– Exército Com Fome: um absurdo sem tamanho!

Não vi repercussão: o Exército, por falta de dinheiro, cortou o almoço dos recrutas às 2as. Feiras.

Por que ninguém falou nada?

Interessante: o governo compra caças franceses e submarinos, mas deixa os recrutas sem comida…

– Zelaya e o interesse brasileiro sobre Honduras.

Dá para explicar por que o Brasil resolveu entrar no coflito de Honduras? Não existe outra explicação a não ser a necessidade de mostrar a sua influência política na América Latina, deixando a Venezuela (que tentava esse posto) para um segundo plano. Porque se meter nisso? Financeiramente, nada de rentável.

Mas veja que interessante: o presidente deposto Zelaya está na Embaixada Brasileira (que está sem embaixador!), e deixou-se fotografar pela emblemática foto abaixo:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u627950.shtml

Presidente deposto, Manuel Zelaya, dorme dentro da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se refugia

Sob toque de recolher, soldados mantêm cerco à Embaixada do Brasil em Honduras

Sob o anúncio de uma nova extensão do toque de recolher em Honduras, soldados e policiais antimotim cercaram nesta quarta-feira a Embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa, onde o presidente deposto, Manuel Zelaya, está refugiado desde segunda-feira (21). O governo interino de Roberto Micheletti nega, contudo, intenção de invadir a embaixada –o que poderia agravar a crise do país.

Centenas de efetivos de segurança, alguns mascarados e outros portando armas automáticas, cercaram uma área ao redor do prédio da embaixada do Brasil onde Zelaya se refugiou com a família e um grupo de cerca de 40 partidários.

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou que a eletricidade, a água e o telefone da embaixada foram cortados por várias horas, mas que estava permitida a entrada de alimentos.

De acordo com o 22º artigo da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, os locais das Missões Diplomáticas (embaixadas e edifícios anexos) são invioláveis. Os agentes do estado acreditado (que recebe a embaixada) não podem penetrar neles sem o consentimento do chefe da missão.

O governo brasileiro disse que garantirá a proteção do presidente deposto dentro da embaixada e pediu ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) uma reunião de emergência para discutir a pior crise na América Central em décadas.

Um toque de recolher, que virtualmente parou a capital, foi ampliado até as 18h desta quarta-feira (21h no horário de Brasília) e provocou o fechamento de aeroportos, escolas e comércios.

Micheletti disse nesta terça-feira que Zelaya pode ficar na embaixada por “cinco ou dez anos, nós não temos nenhum inconveniente que ele viva ali”, sinalizando estar preparado para um conflito demorado.

Na terça-feira, policiais e militares dispersaram com bombas de gás lacrimogêneo, carros hidrantes e uma antena que emitia um som ensurdecedor os manifestantes que se aglomeravam diante da embaixada brasileira. Os manifestantes pró-Zelaya se defenderam jogando pedras, em um conflito que deixou ao menos 20 feridos, nenhum em estado grave, e cerca de 150 presos.

Os Estados Unidos, a União Europeia e a OEA (Organização dos Estados Americanos) pediram uma saída negociada para que Zelaya retorne ao poder.

O governo interino, contudo, se recusou a suavizar sua posição contra a volta de Zelaya ao poder –impasse que deu um fim às negociações mediadas pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Na noite desta terça-feira, Micheletti disse estar disposto a conversar com Zelaya se ele reconhecer a legitimidade da próxima eleição presidencial marcada para 29 de novembro, mas esclareceu que não negociaria a volta do presidente deposto ao poder.

Zelaya afirmou que a oferta de diálogo é uma “manipulação” e o acusou de não ter vontade de resolver a crise que vive o país.

“Tudo isto é uma manipulação”, indicou Zelaya em declarações a Rádio Globo e ao Canal 36, acrescentando que “não há vontade de resolver a crise que tem o país”.

“Devem deixar de manipular a opinião pública, eu vim aqui para que o diálogo seja direto, para que não tenha comparsas, nem nenhum tipo de distúrbios”, ressaltou o presidente deposto.

Zelaya afirmou que não reconhecerá as eleições já que “não há igualdade para todos”. “Assim não há trato, se há eleições têm que haver condições de igualdade para todos, não perseguição contra uns e favor para outros.”

– Quem é que manda no país?

Sendo que o presidente Lula está no exterior, o vice-presidente José Alencar se internou novamente, quem é que está no comando desse país?

O atual presidente em exercício é o presidente do Senado, José Sarney ! Acredite., é verdade…

Êta país complicado…..

– Projeto Ficha Limpa

Amigos, vamos moralizar a política brasileira?

Após 1,3 milhão de assinaturas, vem amadurecendo o projeto que impede candidaturas a cargos públicos de pessoas condenadas por crimes.

Vamos apoiar e pressionar a aprovação?

Ah se já estivesse valendo…

(enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira)

Projeto Ficha Limpa

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) conseguiu adesão de mais de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular que proíbe a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em processos judiciais em primeira instância ou que respondam a ações em tribunais de Justiça. O texto com o projeto, apelidado de Ficha Limpa, será encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 29 de setembro, durante ato solene em comemoração aos 10 anos da Lei nº 9.840/99, a primeira de iniciativa popular na história do país e que combate a compra de votos durante o período eleitoral. Os organizadores da Campanha Ficha Limpa já iniciaram contatos com deputados federais e senadores na tentativa de garantir a aprovação da proposta o mais rápido possível. A reforma eleitoral votada na terça-feira no Senado até prevê que só poderão ser candidatas pessoas com “reputação ilibada”, o que foi considerado insuficiente pelo grupo. “O que foi aprovado é geral e abstrato. O que é uma conduta ilibada? Cada juiz é que vai interpretar esse artigo de acordo com sua convicção. O projeto da Ficha Limpa esclarece isso”, afirmou ontem o secretário-executivo-adjunto da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Daniel Seidel. Qualquer alteração na legislação eleitoral precisa ser aprovada até 2 de outubro para que entre em vigor já em 2010 — prazo impossível de ser cumprido para a votação do projeto da Ficha Limpa. Mas para Daniel Seidel, esse não será um problema, pois o que a proposta faz é apenas regulamentar algo que já está previsto na Constituição Federal. O artigo 14 diz que lei complementar vai estabelecer os casos de inelegibilidade e os prazos para sua cessação, considerando, entre outros pontos, a vida pregressa do candidato. Ciente de que não será fácil convencer os parlamentares a aprovar um texto tão polêmico e que pode prejudicar vários deputados e senadores, Seidel afirmou que já iniciou contatos em Brasília, e conta com o clamor de mais de 1,3 milhão de brasileiros que aderiram à campanha iniciada em abril do ano passado. “Claro que vamos encontrar resistência no parlamento, até porque muitos parlamentares já estão com processos na Justiça. Mas faz parte do processo democrático ter candidatos livres de ações. Que eles respondam aos processos e depois voltem à vida pública.” Até a próxima semana, o grupo fará um mutirão para finalizar a contagem das assinaturas — que ainda podem ser coletadas nas igrejas em todo o país ou pelo site www.mcce.org.br (Texto original publicado no http://www.cnbb.org.br)

– A Guerra Fria Latino-Americana

Foi só o presidente Lula (precipitadamente) anunciar a compra dos caças Rafale, que o hermano Chavez já deu o troco: comprará 300 mísseis russos com médio alcance, para defender o seu país.

Além do fato, algo engraçado, se não fôsse trágico: o discurso popular de Hugo Chávez ao anunciar a compra do armamento; parece que a Venezuela está fazendo algo heróico para seu povo, vencendo um inimigo que não existe!

Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=cMhFJhcktQc

– Um Ministro Deslocado e Desloucado

É incrível o que o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc é capaz! Ele foi ao show da banda “Tribo de Jah” e começou a fazer apologia ao Uso da Maconha, em seu discurso! O que é que esse cara faz solto nas ruas. Pior: por que ele ainda é ministro?

Como bem disse o articulista Reinaldo Azevedo, estamos “estatizando os viciados“…

Leia abaixo a incrível e delirante jornada de Minc. Será que ele estava são?

Em: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/minc-um-discurso-chapado-na-chapada-dos-veadeiros/

UM DISCURDO CHAPADO NA CHAPADA DOS VEADEIROS

Houvesse juízes no Brasil em número – e coragem – suficiente, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, seria condenado à pena de um a três anos de cadeia. Se iria em cana ou não, bem, aí dependeria de um conjunto de fatores: eu seria tentado a trocar a punição por trabalho. Isto: Minc seria obrigado à maldição bíblica. Teria de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. So pra saber como é.

Cana por quê? Ele tem de ser enquadrado no parágrafo 2º do artigo 33 da Lei 11.343, que trata do combate às drogas. No domingo, no show de um grupo de reggae chamado Tribo de Jah, na cidade de Alto Paraíso, perto da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o valente subiu ao palco para pregar a descriminação da maconha. Pregou só a descriminação? Ora, vejam o vídeo vocês mesmos. Minc fazendo um discurso daquele na Chapada dos Veadeiros vale por uma celebração metalíngüística.

Algumas pessoas ficam com a voz embargada de emoção. Minc é do tipo que fica com a voz pastosa. Engrolando aquela língua estranha, que rompe com a lógica e vai juntando alhos com bugalhos, o ministro subiu ao palco e deu vivas a Bob Marley, a Chico Mendes, à Paz, à resistência e conclamou: “Não vamos deixar queimar a Amazônia”. Parecia discurso de gente chapada.

E isto, gente! Nada de queimar a Amazônia!

Minc não queima a Amazônia!

De jeito nenhum! A Amazônia, Minc não queima!

E também falou em defesa do cerrado, da caatinga, da Mata Atlântica, pediu que todos fechassem os olhos e abraçassem a amiga, o amigo, beijassem a namorada, o namorado… A droga, que mata milhares de pessoas por ano no Brasil — ou por causa do narcotráfico ou em decorrência dos malefícios advindos do consumo — era tratada ali como o elixir da paz. E os presentes gritavam “Maconha! Maconha!”.

Então o homem resolveu pensar! Transcrevo um trecho. Importante dizer que, enquanto falava, Minc dançava. Metido num daqueles coletinhos eloqüentes, movia o barrigão e o “traseiro gordo” (by Fucker & Sucker) de modo um tanto constrangedor. Peço que atentem para a lógica severa da fala:

Vamos acabar com a impunidade. Daí a importância da música, a consciência da rapaziada. Vamo defender o cerrado, a caatinga, a Amazônia, a Mata Atlântica e o o reggae, o reaggae é a liberdade.

Um maluco gritava:
– A Maconhaaaa!!! E o pré-sal!!! O pré-sal!!!
Voltemos com Minc.

Outro recado. Ontem, a gente meteu três a um na Argentina. Só que tem um outro placar que a gente ta perdendo da Argentina. Os juízes da Argentina descriminalizaram o usuário. O usuário não é criminoso. E esse jogo, a gente está perdendo aqui. Nós vamos virar esse jogo. Nós vamos acabar com a hipocrisia. Consciência! (…) Viva a Tribo de Jah! Viva a consciência ecológica! Viva a natureza! Viva a liberdade!

Espertinho, Minc não pronuncia a palavra “maconha”. Deixa pra galera!

Já expus em outras ocasiões as razões por que as drogas não devem ser descriminadas  — e é preciso falar de todas as drogas, não só da maconha, como se faz habitualmente, num truque vagabundo. A questão, aqui, é outra. No conjunto da obra, a atuação de Minc vai muito além da defesa da descriminação.

Atenção!
Há quem, parece, acredita que a maconha deva ser descriminada porque o dano da liberação seria inferior ao da repressão. Até onde entendo, é a posição de FHC, por exemplo. Está errado! Erradíssimo! Deveria parar de falar no assunto. Pensou mal a questão. Ademais, foi presidente da República por oito anos. Por que não tomou, então, as medidas conseqüentes? Porque um país não faz isso sozinho. Sua opinião está virando coisa de diletante. E vai acabar se misturando com irresponsáveis como Minc.

Este ministro, como nota, não está tratando da descriminação como um mal menor. Nada disso! Ele acredita nos valores positivos da maconha; ele acredita, como se nota, que ela abra os umbrais de uma nova consciência. Qualquer um sabe o que significa um “viva” a Jah e sua tribo!

FHC diga o que quiser, não é problema meu. Se sou de um partido da oposição digno deste nome — e desde que não defenda, claro, a liberação da maconha — pego este vídeo do Coroa do Rio e levo ao ar no horário eleitoral. Os brasileiros precisam saber o que pensa o ministro do Meio Ambiente. Enquanto mães arrastam a sua tragédia nas favelas do Brasil, enterrando seus filhos, perdendo-os para o narcotráfico, Minc brinca de fechar os olhos no placo e dar “vivas” à liberdade. A gente sabe bem o que isso significa.

Política de redução de danos, por mais idiota que seja, é bem-intencionada. A de Minc implicaria um aumento brutal dos danos. Entre outras razões, as pessoas podem passar a discursar como Minc…

Ademais, o Brasil não deve nada à Argentina nesse quesito. A mesma lei que pune a apologia das drogas — e Minc fez apologia — já protege o usuário. Basta ler o Artigo 28. Aliás, ele tem até direito à assistência gratuita do Estado — sim, é uma obrigação pública tratar do drogado. Enquanto ele está dando vivas às drogas, não podemos importuná-lo com questões ou leis porque seria autoritário, reacionário. Quando o filho da mãe está todo estropiado, aí merece a assistência social por conta de um mal que adquiriu por vontade, por escolha, por opção.

A tara de certos brasileiros pelo estado é tal, que a gente estatizou até os viciados.

Ah, só para lembrar. Minc é o ministro que chamou os produtores rurais de “vigaristas”. Honesto é Minc.

SE QUISER ASSISTIR A PERFORMANCE DE MINC, CLIQUE EM: http://www.youtube.com/watch?v=HLWUk4H2BWI&eurl=http%3A%2F%2Fveja%2Eabril%2Ecom%2Ebr%2Fblog%2Freinaldo%2Fgeral%2Fminc%2Dum%2Ddiscurso%2Dchapado%2Dna%2Dchapada%2Ddos%2Dveadeiros%2F&feature=player_embedded

– Caças Franceses para a… Petrosal ! Parem o país que quero descer!

Amigos, detesto demagogia! E nosso carismático presidente Lula, cujo índice de aprovação é sempre inabalável, parece ser o Mestre nessa arte.

Não é que ontem, nosso Guia Lula entra em Rede Nacional de Rádio e TV (ao melhor estilo Fidel Castro ou Hugo Chávez), implorando o apoio popular para a Petrosal?

Primeiro, o “Homem” disse que era um dia da “Nova Independência do Brasil”, já que o Pré-Sal era o marco do enriquecimento do país. Para isso, o povo deveria pressionar o Congresso para aprovar integralmente os projetos para a implantação da Petrosal, a nova estatal do Petróleo.

Ora, por que é que o presidente Lula não pediu o mesmo apoio popular para os congressistas punirem rigorosamente os envolvidos no mensalão, os farristas das passagens aéreas da Câmara e Senado, ou ainda a absolvição do Sarney?

Pior: se o petróleo trará tanto dinheiro, porque insistir em onerar os comerciantes com a maldita nova CPMF. Que gula arrecadatória insaciável é essa? Não dá para cortar os gastos, reduzir a corrupção e acabar com os cabides de emprego, ao invés de criar outros tantos?

Entretanto, complementando o discurso demagógico de ontem, hoje Lula disse ao presidente francês Sarkozy que PRETENDE COMPRAR 36 CAÇAS FRANCESES, PARA PROTEGER O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL !!!!

Sinceramente, é muito para meus ouvidos… Eu aqui trabalhando no feriado para cobrir os impostos que tenho que pagar, e o presidente torrando o dinheiro público… Acho que ele visualiza uma invasão marítima de piratas somalis, ou árabes suicidas, ou ainda de monstros marinhos nas plataformas de petróleo na bacia de Santos!

É muita demagogia para um presidente só. E o homem ainda é aplaudido!

– As Doações que Podem Arranhar a Imagem

Com as inúmeras denúncias contra o ex-presidente e atual senador José Sarney, as empresas que doaram dinheiro para a sua campanha estão assustadas. Atrelar a imagem corporativa a escândalos políticos não é desejável.

Entretanto, o levantamento do patrimônio do senador, somado a doações de campanha, mostram algo interessante: nem com um mandato sem remuneração por algumas décadas haveria retorno honestamente suficiente para exercer tal cargo!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/empresas-ajudaram-eleger-jose-sarney-496259.html?page=1

As empresas que ajudaram a eleger José Sarney

Cientistas políticos dizem que as empresas que financiam políticos envolvidos em escândalos ajudam a perpetuar a corrupção; veja quem financiou senador.
Não é à toa que José Sarney (PMDB-AP) está incrustado no centro do poder há mais de cinco décadas. Apesar de uma pesquisa Datafolha ter mostrado que 74% dos brasileiros defendem que ele deixe o comando do Senado, todos os 11 processos favoráveis a seu afastamento foram arquivados pelo Conselho de Ética. O senador soube construir uma rede de proteção que inclui amigos e apadrinhados espalhados pela máquina pública, políticos que lhe devem favores e até mesmo o presidente Lula – interessado no apoio do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff na eleição de 2010. A oposição tentou reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Corte também negou os recursos. Assim, só novas denúncias contra Sarney poderão extirpá-lo do cargo.

Como o atual mandato de Sarney se encerra só ao final de 2015, neste momento ele pode se dar ao luxo de “se lixar” para a opinião pública. Familiares e correligionários que disputarão cargos no próximo ano tampouco têm com o que se preocupar. O impacto da sucessão de escândalos que envolveram seu nome nos últimos meses deve ser limitado. A família do atual presidente do Senado controla um conglomerado de mídia no Maranhão que inclui a retransmissora local da Rede Globo, duas dezenas de estações de rádio e o jornal diário de maior circulação no estado. O aliado e ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, tem sob seu controle as afiliadas locais do SBT. Segundo reportagem publicada pela revista Veja, esse poder sobre a mídia é amplamente utilizado para encobrir escândalos envolvendo Sarney.

 O que poderia mudar a partir de 2010 é que os partidários de Sarney tenham mais dificuldade para levantar recursos para financiar suas campanhas. Empresas que ajudam políticos corruptos ou envolvidos em escândalos incentivam a perpetuação da corrupção no Brasil, segundo avaliação de cientistas políticos ouvidos pelo Portal EXAME. À medida que a democracia brasileira amadureça, essas empresas poderiam dar um “cartão vermelho” nesses candidatos, deixando de financiar suas campanhas. “As empresas que fazem doações a políticos tentam desvincular essa prática da defesa de interesses particulares e da troca de benefícios. Só que isso ocorre. No Brasil, ninguém faz doações só por civismo. É algo que tem caráter de negócio mesmo”, afirma o professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e consultor político, Gaudêncio Torquato.

 Em 2006, José Sarney conseguiu levantar um total de 1,698 milhão de reais para financiar sua campanha – incluindo recursos de empresas e do Comitê Financeiro do PMDB. O grupo de doadores privados inclui a Alusa Engenharia Ltda, a Caemi Mineração e Metalurgia S/A (comprada pela Vale em 2003), a CSN, a Emport Empresa Marítima Portuária Ltda e a Gusa Nordeste S/A. Juntas, elas doaram 560.000 reais a Sarney. O professor da Universidade de Brasília, Lúcio Rennó, diz que essas empresas não podem ser responsabilizadas pelo comportamento do candidato que apoiaram até porque, em 2006, ele ainda “era visto como um político sênior em defesa da governabilidade”. Rennó também lembra que não há crime nenhum em fazer doações a candidatos e declará-las à Justiça eleitoral. No entanto, se essas empresas voltarem a financiar Sarney de alguma forma no futuro, estarão assumindo um desvio ético. (Continua clicando aqui)

– Má Produtividade da CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados tem dado exemplo de péssima produtividade nas suas atividades.

Nesta semana inteira, sabe as 4 únicas tarefas concluídas?

– Criação do Dia do Macarrão;

– Criação do Dia Nacional do Evangélico;

– Criação do Dia da Visibilidade Lésbica,

e

– Criação de Novas Vagas para Vereadores Municipais nas próximas eleições.

Pelo que ganham, não dava para produzir algo em benefício do povo, ao invés de datas comemorativas e leis em benefícios próprios?

Nada contra as datas e seus homenageados (respeito todas as crenças e opções sexuais, além de gostar de macarrão), mas precisa uma Comissão inteira para discutir o assunto às nossas custas financeiras?

Pior: na calada da noite aprovaram o aumento dos vereadores, onerando novamente a população…

Extraído de:

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1282668-5601,00-COMISSAO+DA+CAMARA+APROVA+AUMENTO+DO+NUMERO+DE+VEREADORES.html

Comissão da Câmara aprova aumento do número de vereadores

Proposta aumenta em cerca de 7 mil as vagas nas cidades brasileiras.
Deputados ainda aprovaram redução de repasses às câmaras municipais.

A proposta de emenda constitucional (PEC) que aumenta em cerca de 7 mil as vagas para vereadores em todo o país foi aprovada na madrugada desta quinta-feira (27) pela comissão especial que analisa o projeto na Câmara dos Deputados. Com a votação, o projeto está pronto para ser analisado em plenário.

A sessão realizada na madrugada mostra o empenho dos deputados em atender aos suplentes das câmaras municipais. Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos em plenário sem qualquer modificação no texto já aprovado no Senado. Caso a Câmara altere o texto, o projeto precisará voltar ao Senado para nova análise.O aumento do número de vereadores já foi aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional, mas não foi promulgado devido a divergências em relação ao repasse de recursos para as câmaras municipais.

No ano passado, a Câmara colocou na mesma PEC do aumento do número de vereadores a diminuição do repasse de recursos. No Senado, os temas foram separados e a Casa aprovou primeiro o aumento das vagas. O então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se recusou a promulgar a PEC de forma parcial e o texto voltou para a análise dos deputados. Já neste ano, o Senado aprovou uma redução de repasse de recursos, mas de forma mais tímida que a da Câmara.

A comissão especial analisou também a questão do repasse e manteve o texto do Senado. Pela proposta em tramitação, o repasse para os legislativos municipais poderá ir de 3,5% a 7% da receita da cidade, de acordo com a população. A regra atual é de repasses de 5% a 8%. A antiga proposta da Câmara reduzia o percentual para ficar entre 2% e 4,5%.

– Suplicy dá Exemplo!

Não morro de amores por ele, mas parabéns ao senador Eduardo Suplicy.

Para quem não viu, ele virou juiz de futebol em Brasília e deu cartão vermelho ao Sarney!

Extraído de: último segundo

Senador Suplicy dá cartão vermelho a Sarney e aliado em plenário

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) utilizou nesta terça-feira à noite em discurso no Plenário uma linguagem próxima à grande maioria do povo brasileiro: a do futebol. O parlamentar tirou do paletó e mostrou aos parlamentares um cartão vermelho para pedir a renúncia do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).

“No meu entender, o arquivamento das representações não foram suficientemente esclarecidas. Para voltarmos à normalidade, o melhor caminho é que Sua Excelência renuncie ao cargo no Senado”, pediu Suplicy.

Em defesa de Sarney, o senador democrata Heráclito Fortes (PI) fez uma série de intervenções durante o discurso do senador petista que, de forma inesperada, recebeu de Suplicy um cartão vermelho também.

O bate-boca entre os dois parlamentares se transformou em gritaria. O senador da oposição pedia ao petista que mostrasse o cartão vermelho ao Presidente Lula, que “deu cartão amarelo” ao líder do Partido no Senado, Aloizio Mercadante. “O Presidente Lula foi quem invadiu as dependências do Senado, ele é o responsável pela crise”, bradou Fortes.  “Use a palavra e não o cartão”, pediu. 

“Não estou afirmando que tenham relações, mas que cabe a investigação, no mínimo”, voltou a defender Suplicy.

O senador Mão Santa (PMDB-PI), que presidia a mesa no momento da discussão, aproveitou o tom da conversa e soltou: “Quem está com o apito aqui sou eu?” e pediu que a discussão se encerrasse para dar continuidade aos discursos dos demais senadores inscritos.

 

– O Empréstimo à Bolívia e a CSS

O que nosso presidente Lula pretende com esses empréstimos feitos à Bolívia?

Como eleitor e cidadão, me revolto com isso! O Governo está tentando de todas as formas implantar a CSS, um novo imposto para conseguir novos recursos financeiros, pois reclama de falta de dinheiro. Ao mesmo tempo, o Governo empresta dinheiro para Evo Morales construir rodovias!

Somos contribuintes alienados mesmo, ou cidadãos apolíticos e acomodados? Cadê a responsabilidade com o dinheiro público?

Não é possível que ninguém faça nada por nós… Nossos representantes em Brasília não tomam providências?

Bom, para uma casa com Sarney, Renan e Collor, tudo é entendível.

– Coincidências entre o Atleta Bolt e a Petrobrás

O que dizer de Isan Bolt, o jamaicano que tem vencido tudo na Copa do Mundo de Atletismo, em Berlim?
Ele conseguiu quebrar os recordes mundiais nas provas dos 50, 100 e 200 metros. Mas um detalhe interessante: seus recordes ainda poderiam ser melhores, e não são porque ele não quer. E o não faz por um inteligente motivo: premiação. Se ele mostrar tudo o que pode agora, não quebrará outros recordes, e não ganhará dinheiro e repercussão na mídia. Portanto, vencer e quebrar recordes regularmente é importante.
Se compararmos com o mundo dos negócios, a Petrobrás faz a mesma coisa: anuncia de pouco em pouco tempo novas reservas descobertas. A cada queda em ações ou a cada crise política, anuncia-se um novo poço. Será que se descobre na coincidência das datas, ou é interessante anunciar aos poucos para sempre estar na mídia?

Após a crise do Mensalão, descobriu-se o Pré-Sal. Agora, com a crise do Senado, se anunciará o Pós-Sal.

Bolt e Petrobrás usando mesmas estratégias… Cabeças geniais.

– Semana da Impunidade

Para quem gosta de picaretagem, a semana foi perfeita.

Depois da repugnante decisão de arquivamento dos atos corruptos de José Sarney e Arthur Virgílio, com as bênçãos do PT em ambos os casos, agora a repulsa vem em decorrência da decisão de arquivar o processo da Máfia do Apito, tratado aqui anteriormente (o imbróglio da manipulação dos resultados dos jogos no Campeonato Brasileiro de Futebol em 2005).

A decisão final foi de que a conduta dos árbitros envolvidos foi reprovável, mas não criminosa.

Seguindo essa lógica, anule-se as partidas remarcadas pela decisão do STJD, desconsidere a anulação das partidas citadas no processo, refaça a classificação final do Brasileirão, devolva o escudo FIFA ao Edilson Pereira de Carvalho e o da CBF ao Paulo José Danelon. Além, é claro, indenize-os moralmente.

E atenção, amigos árbitros: se em nossos jogos reclamarem que o juiz é ladrão (e se ela infelizmente tiver razão), não se preocupem. Afinal, a Justiça Brasileira não considera isso como crime. PROCESSEMOS A TORCIDA!

Que vergonha e tristeza. São dias malditos para a Política e para a Justiça em nosso país.