– A Mácula Petista e a Vergonhosa Absolvição de Sarney

Extremamente vergonhosa a absolvição do senador José Sarney. Como que um homem comprovadamente corrupto (ou as fitas gravadas, o nepotismo, os atos secretos do Senado, as declarações sujas e os fatos levantados são ilusões?) possa ser considerado limpo?

O que enoja é a defesa descabida dos petistas a Sarney. Que acordo possuem? Qual o rabo preso do PT com o PMDB? A quem interessa o arquivamento dos crimes de Sarney, permitindo que ele permaneça honrosamente como Presidente do Senado do Brasil?

E o povo, novamente, é deixado de lado.

Segundo o senador de SC Flávio Arns, que alegou vergonha do seu partido, o PT, e que deixará o mesmo, a ordem para que os senadores aliados do governo votassem a favor de Sarney partiu do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e do Presidente do PT, Ricardo Berzoine.

E a defesa da senadora Ideli Salvati? Fiquei constrangido só de ouví-la…

Pior: o nosso mestre-guia Lula declarou que “Oposição é pior que doença que não tem cura“. Ora, que moral esse homem tem? A vida inteira foi oposição, e agora que é situação, diz isso?

Recordando: Renan, Sarney, Collor… vejam os nomes que compõe o Senado. Talvez seja a legislatura mais imoral e danosa aos cofres públicos de todos os tempos. Opa, mas não são esses nomes que Lula condenou a vida inteira e que agora os afaga???

Nessa hora, confesso ter vontade de rasgar meu título de eleitor. Só falta a popularidade do presidente Lula se manter em alta e aprovarem (como devem fazer) a nova CPMF (que está sendo costurada entre PMDB e PT). É o fim da picada…

– Os “Novos Chavez” da Revolução Bolivariana

O que dizer das novas leis voltadas à educação do hermano Hugo Chávez? Depois de praticamente fechar os órgãos de comunicação que não falam coisas que agradam à imagem do ditador venezuelano, o “democrata” presidente conseguiu a aprovação de um novo plano pedagógico. Nele, o governo institui uma cartilha do pensamento bolivariano; institui o plano de ensino com pensamento chavista; institui o antiamericanismo como assunto em disciplina; institui cotas para alunos indicados pelo governo; institui os professores que podem ou não lecionar… Só falta instituir o que pode ou não pensar. Mas será que já não instituiu?

O pior é que nosso Guia-Mestre Lula ainda morre de amores por esse ditador…

Extraído de: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1335470&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

LEI VERDE PARA CRIAÇÃO DE NOVOS CHAVISTAS

Deputados aprovaram proposta que opositores de Hugo Chávez consideram servir apenas os interesses da sua “revolução”. Jornalistas foram agredidos por apoiantes  do Presidente durante as manifestações.

Simón Bolívar, o libertador das Américas no século XIX, defendia a autodeterminação nacional e a unidade latino-americana. É o herói do Presidente venezuelano, Hugo Chávez, e dá nome a tudo o que tem a ver com a sua “revolução”. É com base nesta “doutrina bolivariana” que se baseia a nova lei da Educação, aprovada por unanimidade pelos deputados ao fim de dez horas de debate. Mas a polémica lei não agrada a todos e os protestos acabaram em violência.

A oposição – reduzida a seis deputados que romperam com o Governo após a última eleição boicotada pelos partidos anti-Chávez – considera que a nova lei é apenas uma forma de o Presidente doutrinar os estudantes em consonância com os seus ideais socialistas. A própria responsável pela metrópole de Caracas, Jacqueline Farías, nomeada pelo líder venezuelano, chegou a afirmar que a lei permitirá formar os “Chávez do futuro”.

Isto porque a nova legislação prevê um maior controlo estatal sobre os programas educativos e dá aos conselhos comunais (órgãos locais vinculados ao Governo de Chávez) um papel “pedagógico libertador para a formação de uma nova cidadania e construção dos sujeitos sociais de transformação”. Para a oposição, isso significa que em causa estão os ideais do socialismo do século XXI, que são defendidos pelo Governo, mas não deviam ser pelo Estado.

Segundo ministro da Educação, Héctor Navarro, que insistiu para que a lei fosse aprovada antes do regresso às aulas, em Setembro, esta é necessária por muitas razões. “Tem a ver com o currículo, o funcionamento das escolas, a sua incorporação nas comunidades, a ampliação do conceito de comunidade educativa, a melhor definição de democracia e a autonomia universitária”, explicou. “Achamos que a família é fundamental no processo educativo, mas também pensamos que a devemos acompanhar”, acrescentou, em referência aos críticos que dizem que o Estado está a substituir a família.

Milhares de manifestantes, que apoiam e são contra esta nova lei, marcharam até à Assembleia Nacional na quinta-feira. A sessão durou dez horas e terminou já de madrugada. A proposta foi aprovada por unanimidade, tendo os deputados da oposição optado por abandonar a sala, dizendo que não houve um verdadeiro debate e que muitos legisladores estavam a votar sem sequer lerem o texto.

“Não usam a palavra ‘socialismo’ mas isso é o que querem introduzir nas nossas escolas”, disse um dos manifestantes, o engenheiro Ray González, de 59 anos. Do outro lado da barricada, os simpatizantes de Chávez gritavam: “Educação primeiro para o filho do operário e educação depois para o filho do burguês.” O exaltar dos ânimos acabou por obrigar a polícia a usar gás lacrimogéneo para separar ambos os lados.

Apesar disso, uma dúzia de jornalistas do Ultimas Noticias e do El Mundo foram agredidos, alegadamente por apoiantes do Presidente. Os jornalistas encontravam-se no espaço por iniciativa própria a distribuir panfletos contra a nova lei. Isto porque o artigo 50.º estabelece que os órgãos de comunicação estão proibidos de publicar informações “que causem medo nas crianças, incitem ao ódio, atentem contra os valores saudáveis do povo venezuelano, a saúde mental e física da população”.

Esta não é a primeira vez que os jornalistas protestam. No início do mês, quando o Governo anunciou a apresentação de uma proposta de lei para os “crimes mediáticos”, ouviram-se imediatamente as vozes críticas. O projecto acabou por ser suspenso. Mas a relação de Chávez com os media não é a melhor (ver caixa), pelo que esta não será a última vez que os profissionais da comunicação saem à rua.

Quem também está contra a nova lei é a Igreja Católica, que critica a proibição da educação religiosa durante o horário escolar. O Governo garante que, ao estabelecer a laicidade da educação, não ameaça a Igreja mas permite que pais e filhos escolham a sua religião. Contudo, para os críticos, a lei tem como objectivo interferir em milhares de escolas privadas que são administradas pela Igreja.

A oposição já indicou que pretende submeter a lei a referendo. “Chegou a hora de reagir, não vamos aceitar esta lei, vamos pedir um referendo para perguntar ao povo se a aceita ou não. Lanço um apelo ao povo para que defenda a Constituição, que está a ser violada”, disse Ismael García, líder do Podemos (ex-aliado de Chávez).

– Comparação Indevida

Wellington Salgado se comparou a Jesus Cristo. O suplente de senador do ministro Hélio Costa, defendendo o atual sistema de suplência no Senado, disse:

“Jesus Cristo também é suplente. O Espírito Santo é segundo suplente. Deus é o titular”

Que infelicidade! Nem de política nem de religião o homem é bom.

– A Sarah Palin brasileira e melhorada

Marina Silva, ex-Ministra do Meio Ambiente, pode ser candidata a vice-presidência do Brasil na chapa com José Serra.

É o nome ideal. Assim como Sarah Palin (inicialmente) agregou na candidatura de John McCain à Casa Branca, Marina tem outros atributos: é mulher, do Norte, veio da pobreza, analfabeta até a juventude, lutadora, ex-noviça e vencedora. Sem dúvidas, trará muitos votos e simpatia. Além, é claro, dessa belíssima história de vida citada.

– MST na Paulista, no Morumbi, na Anhanguera…

Sem-Terra, Sem-Educação e Sem-Coerência. É assim que deve-se definir o Movimento dos Sem-Terra (MST).

Outrora já relatei uma experiência observada desse movimento que se intitula “ONG”, mas que no fundo é uma empresa que recruta pessoas de diversas áreas para se passarem por pobres coitados. Entre a minoria que acredita na causa, há um bando de delinquentes e aproveitadores.

No último sábado, vi a “Marcha dos Sem Terra” avançando pela Marginal da Via Anhanguera, em Jundiaí. Ontem, quando eles chegaram em São Paulo, ficaram hospedados no Estádio do Pacaembu, e queriam porque queriam ir ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Congestionaram o bairo inteiro, e hoje pretendiam parar a Avenida Paulista (só para variar…)

Cadê a coerência? Reforma Agrária não é tema do Governo Federal? Por que bater no Governo Estadual? Parece baderna orquestrada, apenas com fundo político atendendo a interesses bem particulares. Fossem a Brasília!

Outra pergunta: quem banca esses caras todos os dias? De onde vem o dinheiro? Vivem do quê?

Esse MST não dá para engolir.

– Collor vai entrar para a Academia Algoana de Letras

Como é bom ter puxa-sacos e ser político. Fernando Collor de Mello, ex-Presidente da República cassado e atual Senador, tomará posse de uma cadeira na Academia Alagoana de Letras. Sem nunca ter escrito 1 livro, ele se tornará imortal.

Dá para acreditar?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3920437-EI7896,00-Collor+vai+entrar+para+a+Academia+Alagoana+de+Letras.html

 

COLLOR VAI ENTRAR PARA A ACADEMIA ALAGOANA DE LETRAS

 

O senador e ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL) vai entrar para o grupo de imortais ao ocupar um a cadeira na Academia Alagoana de Letras. Collor tornou-se candidato único à sucessão da cadeira 20, que era ocupada pelo poeta Ib Gatto, que morreu em 2008. A eleição de Collor deve acontecer no próximo dia 20, segundo informou nesta quinta-feira o jornal Correio Braziliense.

Apesar de Collor ter escrito apenas um livro, que ainda não foi publicado, a justificativa para a escolha do ex-presidente deve ser feita com base em seu talento como orador, pelos seus discursos áridos no Plenário do Senado.

Segundo o jornal, para tornar-se candidato, o ex-presidente apresentou à entidade uma coletânea dos seus discursos e artigos sobre os mais variados temas.

O livro que Collor se prepara para lançar é intitulado A crônica de um golpe. Nele, o ex-presidente vai mostrar sobre sua versão do impeachment. Em Plenário, o senador já anunciou que pretende lançá-lo em breve.

– A ilha da Fantasia

Para muitos, Brasília é a ilha da fantasia, devido a politicagem que lá ocorre, ao invés de simplesmente política.

Mas acho que Brasília deve ser também um mundo a parte. Enquanto os principais jornais do país noticiam a discussão acirrada entre os senadores e a crise do Senado, o Correio Braziliense ignora tudo isso e diz: “Inflação cai no DF”.

Ué, o Senado não é justamente lá? Por que tal fato é ignorado?

Justamente por um motivo: Corrupção envolvendo políticos já não é mais notícia… Faz parte do dia-a-dia!

– Censura Oficial Contra a Corrupção

Inadmissível! Um desembargador proibiu o jornal “O Estado de São Paulo” de noticiar sobre os escândalos da família Sarney. Lembrando: na última semana, o Estadão conseguiu fitas com gravações que denunciavam (ainda mais) a família Sarney.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u603513.shtml

TJ proíbe “Estado” de noticiar ação contra filho de Sarney

O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal “O Estado de S. Paulo” de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre outros, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A investigação da PF corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão –que não foi divulgada por também ser sigilosa–, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada. O desembargador atendeu pedido de Fernando Sarney, que é dono de um grupo de comunicação no Maranhão. 

Após ter pedido negado na Justiça Federal, o advogado de Fernando, Eduardo Ferrão, entrou com uma ação, juridicamente chamada de medida inibitória, na Justiça do DF. O requerimento foi negado na primeira instância do TJ-DF por um juiz que entendeu que a proibição seria uma afronta à liberdade de imprensa e também que o conteúdo da Faktor já havia se tornado público.

Ferrão recorreu então à segunda instância, na qual obteve a decisão favorável a Fernando. Para o advogado, “não se trata de censura”. “A operação está sob segredo de Justiça, divulgar seu conteúdo é crime. Foi o que o desembargador disse.”

O inquérito que resultou na operação foi instaurado em fevereiro de 2007, a partir de uma comunicação feita pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detectou movimentações atípicas no valor de R$ 3,5 milhões realizadas por Fernando e empresas da família, às vésperas da eleição de 2006. A suspeita era de caixa dois na campanha de Roseana ao governo, o que os filhos de Sarney negam.

A investigação da PF se desdobrou em cinco inquéritos. Fernando foi indiciado em três, por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A mulher dele, Teresa Murad, e funcionários de empresas da família também foram indiciados.

A diretora jurídica do Grupo Estado, Mariana Uemura Sampaio, informou que o jornal foi oficialmente comunicado sobre a proibição por volta das 18h e recorrerá da decisão.

Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, disse que “o jornal não se intimidará, como nunca se intimidou. O jornal respeita os parâmetros da lei e utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade”.

O diretor executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira, disse que a entidade considera a decisão do TJ “censura prévia e que isso é inconstitucional. Não é uma questão que diga respeito unicamente a empresas jornalísticas, mas aos cidadãos, que ficam impedidos de receber as informações”.

Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, fez crítica semelhante. “Impedir de maneira prévia, com o respaldo da Justiça, que as pessoas tenham acesso à infomação é violência ao direito que as pessoas têm de ser informadas.”

O desembargador Dácio Vieira ocupava um cargo de confiança na gráfica do Senado antes de ser nomeado para o TJ-DF. Sua indicação para o tribunal deveu-se ao apoio que teve de José Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia, com quem mantem relação de amizade.

Vieira era consultor jurídico da gráfica na época em que o órgão era comandado por Agaciel. A Folha apurou que o ex-diretor usou a estrutura de pessoal da gráfica para recolher entre os senadores assinatura de apoio à candidatura de Vieira ao tribunal. A escolha de seu nome foi feita pelo presidente da República.

Sarney compareceu, em fevereiro deste ano, em sua posse na presidência do TRE-DF. Vieira, por sua vez, foi ao casamento da filha de Agaciel, quando posou para fotos ao lado de Sarney, Agaciel e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

A Folha ligou para a residência de Dácio Vieira, mas foi informada de que ele viajou para Minas Gerais e não levou telefone.

Neste ano, Dácio Vieira organizou um jantar de apoio a Agaciel Maia que enfrenta uma série de denúncias de irregularidades cometidas nos 14 anos em que chefiou a Diretoria Geral do Senado. O encontro ocorreu em um hotel de Brasília e reuniu diversos desembargadores da Justiça do Distrito Federal.

Agaciel deixou o cargo no início do ano, após a Folha revelar que ele escondeu da Justiça uma casa no valor de R$ 5 milhões.

– Nobres Políticos e Nobres Candidatos

Que a classe política está em baixa, isso é sabido. Que buscam o interesse pessoal ao invés do público, idem. Que precisa-se renovar os quadros, estamos carecas de saber… Mas o problema é o número de subcelebridades almejando entrar nesse meio. Não bastasse a entrada do falecido Clodovil Hernandez, ou do folclórico Frank Aguiar (quais projetos se tornarm importantes para a população apresentados por estes nobres políticos?), agora leio que Kleber BamBam (vencedor do primeiro BBB) e Mulher Melão (nem sabia que existia essa “mulher-fruta”) disputarão as próximas eleições. Detalhe: ambos aguardam “propostas” de partidos para ingressarem em suas fileiras e ainda não têm plataforma política.

Ideologia e propósito, ZEROOOOO… Uma pena que haja espaço para esses pseudos-representantes do povo!

– Governador Simpatia

Para quem vê na TV o governador Serra, e quem lê suas mensagens no Twitter, podem não ligar as postagens à mesma pessoa. Pelo miniblog que está na moda, ele se mostra simpático, aberto a discussão sobre literatura, música e futebol! Aliás, muita cornetagem nessa área. Não dava para ser assim pessoalmente?

A propósito, para quem quiser segui-lo no Twitter, seu endereço é: http://twitter.com/joseserra_

 

– Lula X PT: Quem é o Maior?

O Presidente da República Lula insiste em minimizar as gravíssimas acusações contra o Presidente do Senado, José Sarney. O próprio PT, pressionado, admite pedir a renúncia de Sarney. Mas Lula não quer.

Nesse momento, Lula parece intocável, acima do bem e do mal. Acima do próprio partido. Antes, Lula era o partido. Agora, Lula é o Lula.

O que será que de tão grave deve saber Sarney para ter tanta proteção? A quem interessa tamanha absolvição de tantos crimes?

Mistérios de Brasília… A única certeza é que há algo muito podre…

– Não Ofendam os Pizzaiolos!

Que confusão o Presidente Lula causou. Em entrevista, disse que os senadores oposicionistas são “pizzaiolos”, fazendo alusão à expressão popular “acabar em pizza”, que se refere a algo que não deu em nada.

Pois é: os pizzaiolos ficaram bravos, e dizem não quererem ser comparados a senadores, pois isto sim é ofensa!

A categoria dos pizzaiolos entrou em campanha, e está entregando panfletos nas pizzarias contra a fala do presidente. Veja só:

 

Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090717/not_imp404065,0.php

 

Pizzaiolos de ofício reclamam do presidente

 

Os pizzaiolos não gostaram das declarações do presidente Lula, quando os comparou a senadores que ele considera irresponsáveis, por abrirem CPIs que não dão em nada, ou, como se costuma dizer, acabam em pizza. Ontem, o sindicato paulista que representa esse grupo de trabalhadores chegou a divulgar nota de desagravo, na qual afirma que “uma profissão digna e que merece respeito de toda a sociedade” foi ofendida.

A nota é indignada. Diz que a conotação dada pelo presidente foi depreciativa. Assinala que a Constituição protege todas as categorias de trabalhadores e não se pode destinar a qualquer profissão nenhuma palavra “que não seja emprego, salário e um futuro digno”. Lembra até que se trata se um “ofício secular, nascido em Nápoles”, que “se ocupa de, democraticamente, produzir o alimento que sacia a fome de ricos e pobres”.

Certo trecho parece ironizar as histórias que Lula adora contar, para todo tipo de plateia, sobre seu passado como torneiro mecânico – profissão hoje extinta, mas que já foi considerada das mais especializadas. Assim como o presidente, a nota exalta as técnicas dos pizzaiolos. “O profissional suporta as altas temperaturas do forno a lenha, numa luta incansável contra o tempo, com a destreza de sempre se lembrar de individualizar cada matéria prima…” E por aí vai. Logo adiante, já prevendo a desculpa de que a referência foi feita de forma impensada, sem a pretensão de ofender, o sindicato afirma que nem assim se justifica: “Não pode, quem quer que seja, lançar para o centro do debate, em um palco tão peculiar (o embate entre o Executivo e a oposição parlamentar) nenhuma qualificação que não diga respeito ao trabalhador.”

Para o pizzaiolo Hamilton Mello Júnior, mais conhecido como Melão, da pizzaria I Vitelloni, o presidente Lula pode ser um político sagaz, mas está longe de entender da arte da pizza. “Ele acha que basta aglomerar os ingredientes, sem preocupar em trabalhar a massa, sem compactar. Ele contemporiza com todo mundo, rodeia, não vai ao fundo das questões. Não é, enfim, um bom pizzaiolo.”

Sobre seu trabalho, Melão diz que se considera um artesão. “Sou tão especializado quanto ele era no seu tempo de operário. Só que a profissão dele acabou e a minha continua.”

Ontem, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Gastronomia e Hotelaria de São Paulo ainda foram às pizzarias da cidade entregar cópias da nota aos pizzaiolos. Não se sabe ao certo quantos eles são. Mas, diz o sindicato, entre chefes de cozinha, garçons, lavadores de prato, enfim, todo o pessoal envolvido com cozinha, existem 450 mil só região metropolitana de São Paulo. 

– Yeda, Torturadores e Professores

O que falar do protesto de professores na frente da casa da Governadora gaúcha Yeda Crusius? Os professores simplesmente a prisionaram dentro da própria casa, fechando o portão. Ela revidou o protesto, com uma faixa, dizendo: “Vocês não são professores, são torturadores“.

Ora, ora… Isso não é manifestação democrática (por nenhuma das partes envolvidas). Parece briga de lavadeira! Picuinha, birra… tudo menos evento democrático e inteligente.

– Ética Perdida e Ignorada…

Três acontecimentos que mostram total falta de ética, comprometimento com a verdade e honestidade para com a população:

1) Paulo Duque (PMDB-RJ), Presidente da Comissão de Ética do Senado Federal, assumiu o seu cargo ontem e declarou que o “problema dos atos secretos é uma bobagem, nada tão grave assim“. Pior: disse que “as acusações contra Sarney são sem importância” .

2) Lula se deixou efusivamente fotografar abraçando Fernando Collor, como se fossem velhos amigos. Mas ele não foi um dos principais críticos do próprio Collor, provocando sua queda? A memória do eleitor é curta… E a ombridade dos políticos também é pequena.

3) A UNE faz uma passeata contra a apuração de desvios de recursos da Petrobrás. Ao invés dos estudantes apoiarem a investigação contra a corrupção, se tornaram contras! Seria pelo fato da própria Petrobrás (segundo a FSP, ed 16/07/09) estar patrocinando o evento, doando 100 mil reais a seus dirigentes?

Quanta hipocrisia… Ética, zero. Interesse próprio, dez!

– Vai Devolver o Dinheiro Mesmo ou é Demagogia?

Sarney anunciou que irá cancelar todos os atos secretos do Senado, e quer a devolução do dinheiro desviado, fruto desses atos.

Uma pergunta: ele devolverá os auxílios-moradia de 3 anos que recebeu irregularmente?

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3871342-EI7896,00-Sarney+anula+atos+secretos+e+determina+devolucao+de+dinheiro.html

Sarney anula 663 atos secretos e pede devolução do dinheiro

por Keila Santana, Direto de Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou, nesta segunda-feira, a anulação dos 663 atos administrativos que não haviam sido publicados em boletins administrativos de pessoal – os chamados atos secretos. A decisão de Sarney também prevê a devolução aos cofres do Senado de todos os recursos que eventualmente tenham sido pagos de forma indevida.

A maioria dos atos, relativos a decisões tomadas entre 1º de janeiro de 1995 e 12 de junho de 2009, ocultava benefícios e contratações de parentes. Com a anulação, as pessoas que foram contratadas por meio desses atos estão automaticamente desligadas do quadro administrativo do Senado.

A direção geral da Casa terá 30 dias de prazo para apresentar um relatório com as providências para o ressarcimento dos gastos. A decisão de Sarney, segundo sua assessoria, consta no Ato nº 294, que ainda será publicado no boletim administrativo da Casa.

Na semana passada, o diretor-geral, Haroldo Tajra, disse que nem todos os atos poderiam ser anulados porque os serviços foram prestados apesar do ato ilegal que autorizou os contratos.

“Acredito que 99% deles não poderão ser invalidados porque tratam de nomeações ou exonerações. Eles não podem ser anulados até porque os serviços foram prestados”, afirmou na ocasião. Agora, a diretoria poderá sugerir a publicação dos atos para legalizar a nomeação e exoneração de funcionários, por exemplo.

No último dia 23 de junho, uma comissão criada para investigar o caso divulgou o total de atos ocultos contabilizados e indicou em seu relatório que o ex-diretor-geral Agaciel Maia era o responsável pela publicação do teor dos atos. Na ocasião, dois atos foram anulados pelo Senado: um que aumentou o salário de 40 servidores – chefes de gabinetes das secretarias do Senado – e outro que estendeu aos diretores-gerais do Senado o plano de saúde vitalício concedido aos parlamentares.

– Quem está no Comando ???

Se o Presidente da República (Lula) está na Europa,

se o Vice José Alencar está internado,

quem está a frente do nosso Brasil?

Seria ele, o presidente do Senado, JOSÉ SARNEY?

Desculpem a minha ignorância, mas é o presidente do Senado, Congresso ou Judiciário quem assume? Alguém poderia me ajudar?

– Delúbio Soares Voltando! Cuidado com os Valores Não-Contabilizados….

Delúbio Soares, o tesoureiro do esquema do Mensalão, aquele que na CPI negou ter Caixa 2, mas teve a cara-de-pau de dizer que era “dinheiro não contabilizado”, voltou à cena. Ele escreveu hoje, no jornal goiano Diário da Manhã, que “caráter é algo que se herda na infância, e tem orgulho disso, pois além da boa formação familiar, é 100% goiano.”

Ora, tal afirmação parece discurso político. Seria ele, incrivelmente despojado de senso de ridículo, candidato a algo?

Uma coisa é certa: o pessoal de Goiás não gostou da sua afirmação…

– O Cordeiro do Presidente Lula

Causou polêmica a decisão do articulista Diogo Mainardi em encerrar seu blog. Alega que é incompatível ter tal coluna on-line, em Veja.com, devido ao novo propósito do Presidente Lula: criar seu próprio blog, através do jornalista Jorge Cordeiro. As brigas de Mainardi e Lula já renderam inúmeros processos judiciais; mas a cada coluna, ele mostra ainda mais seu talento. Leia abaixo, extraído de Veja, ed 08/07/2009:

“O Cordeiro do presidente” por Diogo Mainardi

Jorge Cordeiro? Isso mesmo: Jorge Cordeiro. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe o que ele faz. Mas Franklin Martins acabou de contratá-lo para comandar o blog do Lula. O blog do Planalto.
Lula declarou recentemente que, com a internet, a imprensa perdeu “o poder que tinha alguns anos atrás”. E, de acordo com ele, quanto menos poder a imprensa tiver, melhor. Porque isso impede que os jornais tentem “dar um golpe de estado”, manipulando os fatos. Lula, a Arianna Huffington de Caetés, acredita que só agora, com o Blogger, o Facebook e o Twitter, “este país está tendo o gosto da liberdade de informação”. Segundo ele, “estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade”.
Jorge Cordeiro, o blogueiro de Lula, tem o perfil do revolucionário da internet. Depois de trabalhar por seis anos como assessor de imprensa da Odebrecht, no período em que a empreiteira se enroscou com Fernando Collor de Mello, ele se distinguiu por sua passagem em jornais como O Fluminense. Quando Marta Suplicy foi eleita, ele ganhou um cargo na área de internet da prefeitura paulistana. Em 2005, arrumou um emprego no Globo Online, sendo demitido menos de um ano depois. Ultimamente, até ser contratado por Franklin Martins, ele mantinha um blog que era lido e comentado sobretudo por ele mesmo. A internet tem esse aspecto revolucionário: o autor de um blog pode ser também o seu único leitor.
Assim como Lula, Jorge Cordeiro dispara contra a imprensa. Seu blog solitário é sua Sierra Maestra. Ele considera que a “grande mídia” – da qual ele e Franklin Martins foram demitidos – “é apenas uma ferramenta para perpetuar o status quo de uma elite, veículo de pré-conceitos, defesa de interesses escusos e muito, mas muito cinismo mesmo”. VEJA, Folha, Estado, Globo: o blogueiro de Lula condena todo o “(tu)baronato” da imprensa, acusando-o de irresponsabilidade, de tendenciosidade, de forjar a roubalheira dos mensaleiros e de montar uma farsa golpista no episódio dos aloprados, a fim de evitar o triunfo histórico de “Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!”.
O blogueiro de Lula, como o próprio Lula, argumenta que há mais liberdade e mais pluralidade nos blogs do que na imprensa. Os elogios aos blogs cessam no momento em que eles abusam dessa liberdade e dessa pluralidade para – epa! – falar mal de Lula. Ricardo Noblat se torna automaticamente “dissimulado, prepotente, mentiroso”. E Reinaldo Azevedo é ironizado por seus tumores, que o blogueiro de Lula apelida de “bolotinhas”.
Eu? Eu sou um “dândi”. Tenho de levar “uma bela cusparada” e, como Paulo Francis, “sucumbir a inúmeros processos”. Na semana passada, renunciei espontaneamente ao meu trabalho na internet. O blogueiro de Lula comemorou minha despedida com o seguinte comentário: “U-huuuuu!!”. Agora que Lula tem um blog, e que pretende trocar a imprensa por spams, sou eu que comemoro minha saída da internet: “U-huuuuu!!”.

– Glauber Rocha, Sarney e Kim Jong

Admiro aqueles que tem o dom da comunicação e escrita fácil. Além do espírito crítico, Diogo Mainardi tem abusado da criatividade. Em seu último podcast para o site Veja.com, ele cria uma história fantástica para interligar sua crítica frente ao ditador norte-coreano Kim Jong Il, o último desenlace de José Sarney e o cinema “chapa-branca” de Glauber Rocha. Alia a pobreza, demagogia e autoritarismo neste texto. Abaixo, extraído de: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/.

O pigmeu de Pyangyong e o gigante maranhense

Kim Jong-Il, apresento-lhe José Sarney. José Sarney, apresento-lhe Kim Jong-Il.

Se Arnaldo Carrilho, o embaixador brasileiro na Coreia do Norte, cumprir a promessa de presentear Kim Jong-Il com os DVDs de Glauber Rocha, finalmente ocorrerá o encontro entre o “pigmeu de Pyangyong” – o apelido dado por George W. Bush – e o gigante maranhense.

Glauber Rocha fez um documentário sobre a posse de José Sarney no governo do Maranhão, em 1966. Título? Maranhão 66. O documentário reproduzia integralmente o discurso de posse de José Sarney, intercalando-o com cenas de miséria dos maranhenses. José Sarney, no palanque, proclamava: “O Maranhão não suportava o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes e de suas fabulosas riquezas potenciais com a miséria, com a angústia, com a fome”. Enquanto isso, na tela, Glauber Rocha exibia imagens de miséria, de angústia e de fome, reiterando didaticamente o discurso eleitoreiro de José Sarney.

Os glauberianos sempre argumentaram que, ao contrapor o discurso de posse de José Sarney às imagens de miséria, Glauber Rocha, na realidade, pretendia denunciar as falsas promessas do governador recém-eleito. Mentira. Maranhão 66 é pura propaganda política. Ele foi encomendado a Glauber Rocha pelo próprio José Sarney, sendo financiado pelo governo estadual. A rigor, aliás, quem o financiou foram os mesmos miseráveis mostrados no filme. José Sarney, eleito com o apoio do marechal Castelo Branco, contou também com o apoio do marketeiro baiano Glauber Rocha, predecessor daquele outro marketeiro baiano, Duda Mendonça. Maranhão 66 está para Glauber Rocha assim como a conta Dusseldorf está para Duda Mendonça.

Luiz Gutemberg, hagiógrafo de José Sarney, comentou o trabalho da seguinte maneira: “O filme concentra as esperanças que nasciam dos casebres, dos hospitais e, no meio de tudo, a voz de Sarney. Glauber, modificando a ciclagem da voz do novo governador, obteve um efeito emocionante e fez com que ela soasse como a voz de um vulto profético, fixando o choque entre o impossível, que a mensagem de esperança do novo governador anunciava, e a miséria que as imagens mostravam”.

José Sarney ridicularizou a idéia de que Glauber Rocha pudesse ter qualquer propósito crítico, apresentando-o como um apaniguado cúmplice e obediente. Ele disse: “Quando fui eleito governador, o levei para fazer o documentário da posse. Ele se empolgou e fez. Eu também ajudei porque fiz, de certo modo, o roteiro do documentário, para fugirmos daquela coisa, para ver o contraste entre o que se encontrava e o que a gente desejava. E ele fez”.

Maranhão 66 foi produzido por Luiz Carlos Barreto. E quem mais poderia ser? Atualmente, Luiz Carlos Barreto produz uma cinebiografia de Lula. Pena que Glauber Rocha tenha morrido, porque ele certamente se empolgaria com o projeto e o dirigiria. Seu filho, Erik Rocha, já dirigiu um documentário empolgado sobre Lula. De Maranhão 66 a Brasília 09, a política continua igual. E o cinema brasileiro continua igual: empolga-se e faz.

– Passagem Aérea Gratuíta Só Para Quem Quebra Estádio

Incrível o desrespeito contra o cidadão de bem que paga seus impostos! O Ministro dos Esportes Orlando Silva organizou um forum com líderes de torcidas organizadas, com representantes dos principais pontos do país, e os trouxe de graça, dando hospedagem e passagem aérea!

Eu trabalho em 3 atividades, pago todos os meus impostos e respeito o meu próximo nos estádios de futebol; nunca ganhei passagem aérea para evento educacional algum. Já eles que causam arruaças em praças esportivas..

Nada contra a Organização de Torcidas. Mas os ali presentes são todo conhecidos, principalmente pela polícia. Ao invés de cadeia… Hotel e Avião???

tsts…

– Sarney e Lula: Qual o Interesse do Apoio?

Fico impressionado com os acordos políticos que são costurados em Brasília. O Presidente do Senado José Sarney está sem moral alguma para exercer seu mandato, devido as inúmeras denúncias. Está provado e comprovado que seu nome está nos mais graves capítulos de acusação de corrupção da história política brasileira. E o presidente Lula se reuniu ontem, sexta-feira, com líderes políticos a fim de determinar apoio ou não para Sarney. Se o PMDB apoiar Dilma Roussef para a presidência para 2010, Lula defenderá Sarney. Se o PMDB se recusar, Lula não fará nada para salvá-lo.

Ora, e a honestidade do político, fica em segundo plano? A palavra do presidente determina se alguém é bom ou ruim? Muda-se a opinião em decorrência de politicagem?

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1215437-5601,00-DIANTE+DA+AMEACA+DE+RENUNCIA+PT+RECUA+E+VOLTA+A+APOIAR+SARNEY.html

Diante da ameaça de renúncia, PT recua e volta a apoiar Sarney

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse nesta quarta-feira (1º) que o partido voltou a apoiar a permanência de Sarney na presidência do Senado diante da possibilidade de ele renunciar ao cargo.

A bancada do partido se reuniu com Sarney na residência oficial do presidente da Casa, em Brasília, no início da noite. Segundo Mercadante, ele teria dito que poderia renunciar, mas descartava pedir um afastamento provisório. O líder do PT disse que entre uma eventual renúncia e o afastamento, o partido manteria o apoio a Sarney.

“O presidente disse que não quer ser um obstáculo ao Senado”, afirmou Mercadante, após a reunião. Ele voltou a repetir o  que já havia dito pela manhã, ao tentar reduzir a responsabilidade do presidente do Senado pela crise. “A crise no Senado não pode ser debitada na conta de Sarney.” 

O líder do PT negou que a bancada do partido tenha sido pressionada por Sarney para rever sua posição. Nesta quarta, o partido defendeu que Sarney deveria se licenciar por 30 dias do cargo. O pedido foi feito durante o  encontro de Sarney com Mercadante e com a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), pela manhã.

“Há duas hipóteses neste momento que eu consideraria: a renúncia do presidente Sarney do cargo, mas esta não é a solução, ou a permanência [definitiva] dele. O afastamento temporário não deve prosperar”, disse o líder do PT. 

A reunião na residência de Sarney reuniu 10 dos 12 senadores petistas. Apenas Flávio Arns (PR) e Tião Viana (AC) não compareceram. Viana disputou a presidência do Senado contra Sarney no começo do ano. 

Na reunião com os petistas, Sarney teria dito que parte das críticas que recebe não são “válidas” e que acatou as propostas do PT de uma criação de um colégio de líderes para “administrar” a crise e a apuração de todas as denúncias de irregularidades na Casa.

Mercadante afirmou que a bancada do PT deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (2) para discutir a crise no Senado. O presidente voltou ao Brasil nesta quarta-feira à noite de viagem à Líbia. 

Na terça-feira (30), DEM, PSDB, PDT e PSOL pediram o afastamento do presidente do comando da Casa. Seguindo postura semelhante à adotada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, que protocolou uma representação por quebra de decoro contra Sarney na segunda-feira (29), o PSOL apresentou duas representações pelo mesmo motivo contra o presidente do Senado e contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

‘Tapetão’

Na Líbia, Lula disse que a oposição quer ganhar o Senado “no tapetão”, em referência às pressões de senadores para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) deixe a Presidência em razão da crise política que atinge a Casa.

“É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o Marconi Perillo (senador pelo PSDB-GO e primeiro vice-presidente do Senado) assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático”, declarou o presidente.

Por meio da assessoria do partido, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), rebateu as declarações de Lula. “O presidente Lula devia saber que estamos fazendo todo o esforço possível para encontrar uma solução para o Senado. Os senadores do PT sabem disso. Afirmar que o PSDB quer assumir é uma profunda injustiça. Um presidente da República não pode viver eternamente em cima de um palanque. Sua afirmação não tem nenhum cabimento”, afirmou Guerra. 

– A Insistência em Estar do Lado Errado

Quando da reeleição supostamente fraudulenta de Ahmadinejad no Irã, nosso presidente Lula disse que as manifestações não passavam de flamenguistas e vascaínos discutindo. Ora, o mundo está vendo a repressão das autoridades locais, nada democráticas, com mortes em decorrência dos protestos. Entretanto, fazemos coro aos pouquíssimos países que legitimaram o resultado, sem contestar. Até o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo daquele país, demorou para aceitar a eleição. E aqui, apesar da distãncia, de pronto a reconhecemos.

Pior: não conseguimos manter ponto de neutralidade de um problema que não é nosso. E a pergunta incessante: a troco de quê?

– Lula Defende Sarney. Por quê?

Com tantas denúncias contra José Sarney, mesmo assim o nosso mestre-guia Lula insiste em defender o Presidente do Senado. Que país esse homem vive, meu Deus?

Bom, a frase foi dita lá do longíquo Cazaquistão, onde Lula se encontra. Da terra de Borat, talvez não esteja conseguindo enxergar bem a realidade atual da crise do senado…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582293.shtml

Lula defende José Sarney e diz que denúncias não têm fim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

“Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, disse. “Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada.”

O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

“Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

“Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo.”

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar ‘olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa’, o que vai surgir depois?”, questionou.

– A Ditadura Iraniana

Quer dizer que o Irã reelegeu o seu presidnete com mais de 65% de aprovação, e “democraticamente” se sentiu feliz pelo resultado?

Que democracia é essa em que o povo sai às ruas reclamando do resultado, acusações de fralde e prisão de opositores?

Pior: jornalistas estrangeiros estão sendo proibidos de gravar, a Internet está sendo controlada e o autoritarismo impera. É essa a democracia de Ahmadinejad, amigo do Venezuelano Chávez e sedento armamentista nuclear.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u582747.shtml

Nas minhas últimas horas no Irã, não posso circular, relata jornalista

Primavera de Teerã está nas ruas, mas não posso usar nem celular nem internet em minhas últimas oito horas na cidade. Está tudo bloqueado. Em teoria, não posso nem circular, relata o enviado especial Raul Juste Lores em reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Em meio aos protestos da oposição e bloqueios impostos pelo governo iraniano, a imprensa estrangeira foi abafada após a cobertura eleitoral. “O governo cancelou a credencial dos jornalistas estrangeiros. O trânsito é mínimo. Por medo de mais distúrbios e das milícias pró-Ahmadinejad que circulam armadas em motos pela cidade, lojas e empresas fecham mais cedo”, afirma. Segundo o correspondente, que viajou a Dubai (Emirados Árabes Unidos), nas ruas da capital iraniana já se teme um golpe. “Isto é o início de um golpe de Estado, tem militar por todo lado, querem vocês jornalistas fora daqui”, diz o funcionário de um hotel usado pelos repórteres. “Quando não tiver mais ninguém de fora para ver, o que será de nós?”.

Tecnologia de oposição

Moradores locais, munidos de celulares e câmeras digitais, se tornaram as grandes fontes para noticiar os protestos no país, já que a imprensa internacional não pode mais estar presente. A internet e o telefone foram bloqueados em várias partes.

O governo do Irã tem tentado impedir que a imprensa registre os protestos realizados contra a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Apoiadores de candidatos da oposição, como ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi, têm saído as ruas para criticar a suposta fraude na eleição. Confrontos já deixaram sete mortos.

O novo protesto, marcado para esta quinta-feira, visa manter a pressão no governo pela anulação da votação, que deu a reeleição a Ahmadinejad com cerca de 63% dos votos contra 34% de Mousavi. O opositor convocou ainda a um dia de luto pelos mortos.

O Conselho de Guardiães, órgão de 12 integrantes que é o pilar da teocracia iraniana, rejeitou nesta anular o pleito e aceitou fazer uma recontagem parcial dos votos, válida somente para as urnas cuja integridade foi questionada. Mousavi rejeitou a proposta como insuficiente.

– A Crise não é do Senado, é “Nossa”

Novamewnte José Sarney aparece negativamente na mídia. Ontem, disse que a crise não era culpa dele, mas do Senado. Ora, a culpa é minha, sua, de todos nós, por votarmos em políticos como esses.

Se todas essas acusações de desmandos e nepotismo ocorrem com Sarney como Senador, assusto em imaginar o que deve ter ocorrido enquanto Presidente da República.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u581833.shtml

“A crise é do Senado, não é minha”, diz Sarney sobre atos secretos

Pressionado pela opinião pública, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), subiu hoje à tribuna da Casa para falar dos escândalos que atingem a instituição desde que ele assumiu o cargo, no começo deste ano. Cobrado a responder, Sarney disse que a crise não era dele.

“A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.”

O último escândalo envolve os mais de 500 atos secretos publicados ao longo dos últimos 14 anos no Senado e que foram usados para nomear, exonerar e aumentar salários de pessoas ligadas ao comando da Casa.

Sarney teve duas sobrinhas nomeadas por ato secreto: Maria do Carmo de Castro Macieira e Vera Portela Macieira Borges. Maria do Carmo foi nomeada para um cargo no então gabinete de Roseana Sarney (PMDB-MA). Vera lotada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. Ele também teve um neto nomeado e exonerado do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) por ato secreto.

Sarney disse que não sabia que Cafeteira tinha empregado seu neto. “Porque pedi ao senador Delcídio que uma sobrinha da minha mulher, que é do Ministério da Agricultura, fosse designada para o gabinete dele? Que um neto meu foi nomeado para o gabinete do senador Cafeteira. Eu não pedi e não sabia. Ele próprio disse que não me falou, porque se dissesse talvez não tivesse concordado.”

Ele afirmou que todos os atos secretos são de responsabilidade das administrações anteriores. “Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos.”

Apesar de ter presidido o Senado em outras duas gestões, Sarney disse que não tem responsabilidade sobre os últimos escândalos. “Estou aqui há quatro meses. O que praticamos? Só exclusivamente buscar corrigir erros, tomar providências necessárias ao resgate do conceito da Casa. Isso não pode se fazer do dia para a noite, nem é do meu estilo fazer soltando fogos de artifício. Nunca fiz minha carreira política às custas da honra de ninguém.”

Ele afirmou ainda que ninguém pode cobrá-lo de nada, pois tomou medidas para corrigir eventuais problemas na administração do Senado.

História

Sarney apelou para sua história para se defender e disse que nunca esteve envolvido em irregularidades. “A minha visão histórica desta Casa, ninguém vai me cobrar. Ao longo da vida, não tenho feito outra coisa se não louvar a instituição. São 55 anos, 60 de vida pública e 50 dentro do Parlamento. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar qualquer ato menor que eu nunca pratiquei na minha vida. Eu aqui no Senado assisti durante esses anos todos muitos escândalos, muitos momentos de crise, mas em nenhum momento meu nome esteve envolvido. Nunca tive meu nome associado às coisas faladas sobre o Parlamento ao longo do tempo.”

Na tribuna do Senado, ele disse que já prestou muitos serviços ao pais. “Eu, depois de ter prestado tantos serviços a esse país, depois de passar pela presidência da República e enfrentara transição democrática, fui o único governador do Brasil que não concordei com o AI-5. Quem foi o relator da matéria que acabou com o AI-5? Fui eu.” “Se temos erros, eu não vou deixar de tê-los. Mas esses constituem extrema injustiça.”

Crise no Senado

A disputa entre PT e PMDB no Senado trouxe à tona uma série de irregularidades na Casa. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência da Casa.

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após denúncias. Agaciel Maia deixou a diretoria-geral da Casa após a Folha revelar que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

José Carlos Zoghbi deixou a Diretoria de Recursos Humanos do Senado depois de ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Reportagem da Folha mostrou ainda que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras durante o recesso parlamentar de janeiro. O Ministério Público Federal cobrou explicações da Casa sobre o pagamento das horas extras trabalhadas no recesso.

Em março, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, foi acusada de usar parte da cota de passagens do Senado para custear a viagem de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília. Por meio de sua assessoria, a senadora disse que nenhum dos integrantes da lista de supostos beneficiados com as passagens viajou às custas do Senado.

No lado oposto, veio à tona a informação que Viana cedeu o aparelho celular pago pelo Senado para sua filha usar em viagem de férias ao México.

No dia 10 de junho, o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou um levantamento de técnicos do Senado mostrando que atos administrativos secretos –entre eles o do neto do presidente do Senado, José Sarney– foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.

Os atos secretos teriam sido assinados na gestão de Agaciel Maia.

– Minc Compara a Maconha ao Cigarro

Caros amigos, é inadmissível que o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, abertamente nesta terça-feira, tenha comparado os malefícios do cigarro (que são grandes) com os da Maconha! Justificar a legalização da droga com analogia a outra é o fim do mundo!

E o incrível é que este ministro, que participou da “Marcha da Maconha” recentemente, no Rio de Janeiro, não será punido e se manterá no cargo.

Àqueles que são vítimas da violência e do sofrimento causados por dependentes de drogas (seja maconha, fumo ou álcool), sabem do tormento que isso leva. Só o Ministro acha que não…

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1197028-5602,00-MINC+DEFENDE+LEGALIZACAO+DE+MACONHA+E+NEGA+APOLOGIA+AS+DROGAS.html

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou hoje sua posição de defesa da legalização da maconha, mas negou ter cometido o crime de apologia às drogas ao participar de uma manifestação sobre o tema.

Em nenhum momento eu disse que é preciso desobedecer a lei e consumir a droga. O que disse era que não estava de acordo com a legislação vigente. Entendo que apologia é incentivar o consumo e afirmar que faz bem à saúde”, afirmou Minc diante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Na semana passada, a comissão pediu o comparecimento do ministro para que explicasse sua participação na Marcha da Maconha, organizada no dia 9 de maio no Rio de Janeiro e, de forma simultânea, em outras 250 cidades de todo o mundo.

Minc reiterou que compareceu à passeata em caráter “pessoal” e não na qualidade de ministro. Além disso, lembrou que sua postura também é defendida por personalidades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“É necessário tratar a dependência como uma questão de saúde pública e não de política. Tratar o usuário como um delinquente dificulta seu acesso ao tratamento”, acrescentou o ministro.

O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que solicitou o comparecimento de Minc, voltou a acusar ao ministro de cometer apologia às drogas.

O senhor cometeu o delito de apologia, porque estava na manifestação com cartazes incentivando o uso da maconha, com várias camisetas com a folha da maconha, e isso por si só é apologia“, disse o parlamentar.

As marchas a favor da legalização da droga foram organizadas pela internet por diversos coletivos articulados por meio de organizações vinculadas ao Fórum Social Mundial.

Em várias cidades brasileiras, as manifestações foram suspensas pela Justiça com o argumento de que podiam constituir o crime de apologia às drogas. EFE

– Senado Secreto. O que mais falta?

O que mais falta para o mundo da política escandalizar os coitados dos eleitores? Se não bastassem as nomeações cruzadas (para evitar o nepotismo, senadores contratavam parentes de outros senadores, e vice-versa, sendo que essas contratações eram de pessoas que nunca trabalhariam. Funcionários fantasmas mesmo!), mais de 500 atos secretos foram feitos ao longo de 14 anos. Só em cargos de comissão, 15 recentes!. Imaginem cada coisa cabeluda…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u580578.shtml

Senado usou ato secreto para criar 15 cargos em comissão; Agaciel diz ser “bode expiatório”

Dois atos da Mesa Diretora do Senado foram colocados na página de intranet da Casa em novembro de 2004. O primeiro permitiu que a Diretoria Geral do Senado criasse 15 cargos comissionados no lugar de postos reservados para servidores concursados, segundo reportagem publicada hoje pela Folha.

A reportagem conseguiu confirmar a nomeação de 13 pessoas para a Diretoria Geral por meio de atos secretos. O segundo ato, de acordo com a Folha, efetivou Oswaldo Gonçalves de Brito como funcionário de carreira sem ter prestado concurso público. Ele conseguiu o direito na Justiça, e o Senado referendou a decisão por meio de um ato secreto.

Na época, o presidente da Casa era Edison Lobão (PMDB-MA), aliado de José Sarney (PMDB-AP) e hoje ministro de Minas e Energia.

Por meio de sua assessoria, Sarney, hoje presidente do Senado, informou que Brito ganhou na Justiça o direito de ser efetivado. A assessoria também anunciou que o presidente do Senado vai mandar criar uma lista separada com todos os atos secretos a fim de dar transparência plena ao caso.

Entrevista

Diretor-geral do Senado Federal durante 14 anos e responsável por assinar grande parte dos boletins administrativos da Casa, Agaciel Maia afirmou ontem à Folha que a Casa está no meio de uma “guerra” e que seu nome foi envolvido nas denúncias de irregularidades porque ele é o “bode expiatório” da vez.

“Nem todos os atos foram assinados por mim. Me escolheram de bode expiatório dessa história. Estou pagando por coisas que eu não fiz. Qual a arma que eu tenho para lutar contra isso? Nenhuma”, afirmou.

Segundo o ex-diretor-geral, não existem atos secretos, mas sim erros de publicação. Ele sustenta que todos os atos foram legais, já que estavam respaldados pelo regulamento interno do Senado.

“Não existe a palavra ‘ato secreto’ no regulamento do Senado. O que existe é ato suplementar. E todas as decisões neles foram tomadas de acordo com o regulamento, e portanto são legais. Se existiu algo foram falhas na divulgação desses atos e, se existiu falha, só essa comissão [criada para investigar os atos] vai dizer. Mas eu garanto que ninguém pode afirmar que houve qualquer decisão sem o respaldo legal. O que se questiona é se foi publicado ou não. Mas ninguém pode dizer que ato A, B ou C foi feito ilegalmente, porque não foi.”

Agaciel deixou o cargo em março de 2009, depois que a Folha revelou que ele não tinha registrado em cartório uma casa situada em um bairro nobre de Brasília e avaliada em R$ 5 milhões. Hoje, trabalha no Instituto Legislativo Brasileiro, um órgão de apoio ao Senado.

– A Função Social da… Motosserra???

Às vezes, pessoas públicas devem ficar caladas, se o argumento não for convincente. Leia a idiotice que o Deputado Federal do DEM-RR, Luciano Pizzatto, a respeito do desmatamento – basicamente, para ele, é importante desmatar para dar oportunidade de plantar (?).

“O que os defensores do meio ambiente devem entender é que o universo é violento e destrutivo. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra árvora nascer”.

Acredite, ele é deputado e disse isso mesmo!!!

– Roubam até no Papel Higiênico

Coisa pouca… Mais uma notícia manchando a imagem do Senado brasileiro. Agora, descobriram que os produtos de limpeza estão 60% superfaturados!

Roubam até no papel higiênico! Descarados…

  Rádio Bandeirantes em PodCast
Senado superfatura quase em 60% serviços de limpeza
Um relatório revela superfaturamento de quase 60% em produtos de limpeza e manutenção no Senado. José Sarney

Escute essa denúncia em: http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/limpeza0605bsarney.mp3

– Já Devolveu, Sarney?

E a última do Presidente do Senado, José Sarney? Ele mora em uma residência oficial, devido ao cargo que exerce, possui uma mansão em Brasília, e recebe o Auxílio-Moradia para custear o aluguel na capital, já que vem de outro Estado.

Auxílio-Moradia para quê, se ele tem residência na capital e nem precisa morar nela, já que a União dá a morada?

Questionado pela imprensa, ele negou veementemente que recebia tal verba.

Negou até hoje à tarde…

Há pouco, ele veio a público dizer que não sabia que recebia tal verba, que somada chegou a R$ 50.000,00 . E mandou avisar: já devolveu… Ou melhor, providenciou a devolução!

– A Raposa Tomando Conta do Galinheiro

É incrível como falta seriedade na política brasileira. Querem e conseguiram instalar uma CPI para fiscalizar a Petrobrás, que envolverá a gestão da empresa durante os mandatos de FHC e Lula. Descobrirão, se quiserem, muita coisa.

Mas o que assusta é o nome mais cogitado para assumir a presidência: Ideli Salvatti, líder do Governo e petista até o último fio de cabelo.

Como é que ela poderá ser considerada isenta para fiscalizar, por tabela, o próprio governo e o seu próprio partido? Moralmente, ela está impedida de tal cargo!

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/27/governo+negocia+cargos+chave+da+cpi+da+petrobras+ideli+e+juca+sao+os+mais+cotados+6373976.html

Governo negocia cargos-chave da CPI da Petrobras; Ideli e Jucá são os mais cotados

BRASÍLIA – O governo está com dificuldade em escolher os senadores que ocuparão as funções de presidente e relator da CPI da Petrobras. Os nomes mais cotados para assumirem a presidência, que ficará a cargo do PT, são Ideli Salvatti (SC) e João Pedro (AM). Para a relatoria, função que será indicada pelo PMDB, as possibilidades são Romero Jucá (RR), Leomar Quintanilha (TO) e Paulo Duque (RJ).

Apesar de a senadora Ideli Salvati ser o nome mais forte na disputa pela presidência, o governo teme ficar desfalcado na negociação de projetos importantes no parlamento, uma vez que ela é líder do governo no Congresso Nacional. Até o final do ano, Idelli terá como um dos principais desafios negociar sobre o Orçamento da União para 2010 – último ano do governo Lula, e fundamental para fortalecer a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Um indício de que ela poderia assumir a governança da CPI da Petrobras, apesar da função de líder do governo, é de que o senador Valdir Raupp foi convidado nesta quarta-feira pela própria Ideli para ser o vice-líder do governo no Congresso Nacional e, assim, ajudá-la nos bastidores. No início da semana, Raupp já havia aceitado também a liderança da maioria no Senado, bloco que engloba o PMDB e o PP.

Uma alternativa ao nome de Ideli Salvatti para presidir a CPI da Petrobras seria o senador João Pedro. Ele confirma a disposição em assumir o cargo de presidente da comissão, mas observa que o líder do PT, Aloízio Mercadante (SP), ainda negocia com os demais parlamentares da base qual o melhor nome para a função.

No Senado há pouco mais de dois anos, João Pedro ganhou experiência ao participar das CPIs do Apagão Aéreo e das OnGs e também da CPI mista que investigou o mau uso dos cartões corporativos.  O senador tomou posse em 2006, como suplente do atual ministro dos Esportes, Alfredo Nascimento.

Relatoria

O senador Romero Jucá (RR) afirmou na tarde desta quarta-feira que se colocou à disposição do partido para relatar a CPI da Petrobras. Mas a indicação do líder para ocupar a função de relatoria esbarra no mesmo problema enfrentado por Ideli – Jucá é líder do governo no Senado e coordena todas as votações importantes em plenário.

Caso Romero Jucá seja preterido, Paulo Duque, segundo suplente do atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, seria o nome mais adequado para assumir o cargo de relator, pois não tem outra função estratégica no governo e poderia se dedicar exclusivamente à CPI. O senador, porém, teria negado a função pois enfrenta problemas de saúde na família e não teria como ficar em Brasília em tempo integral.

Com isso, resta para a função o nome de Leomar Quintanilha, senador conhecido por fazer parte da tropa de choque que atuou na defesa de Renan Calheiros quando este enfrentou dois processos por quebra de decoro parlamentar no Senado.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), marcou para a próxima terça-feira a instalação da CPI, quando será eleito o presidente e indicado o relator da comissão.

Entenda a CPI

A CPI criada para investigar irregularidades na Petrobras contou com o apoio de 30 senadores, três a mais que o número mínimo necessário para a criação de uma Comissão de Inquérito. O autor do pedido é o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Em seu requerimento, Álvaro destaca os seguintes pontos a serem investigados:

  • Indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela operação “Águas Profundas” da Polícia Federal;
  • Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União;
  • Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União;
  • Denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação “Royalties”, da Polícia Federal;
  • Denúncias de fraudes do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;
  • Denúncias de uso de artifícios contábeis que resultaram em redução do recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões;
  • Denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.

A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período.

– O Ministro Carlos Minc e a Defesa da Maconha

Nada contra o figurino hippie do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. Apesar de um figurino diferente, de parecer meio diferente da maior parte dos ministros, seu trabalho é considerado bom na frente do Ministério. Entretanto, neste mês ele participou de uma passeata em defesa da liberação da Maconha no Rio de Janeiro.

Ora, não usarei meias palavras: errou, e errou feio em participar de tal ato. Não concordo que um ministro do meu país defenda o nefasto argumento que liberar as drogas acabará com a violência do tráfico. Isso é desculpa esfarrapada, inconsequente e irresponsável.

Em qualquer debate sobre drogas, minha posição sempre será contrária. E acredito que os pais e amigos de pessoas vítimas do uso de drogas também. Manifestações como a do Ministro Minc são claramente apologias ao uso. E isso é crime no país.

Agora, Carlos Minc será convidado a depor sobre sua participação na passeata, mas pelo visto, não parece muito preocupado…

Extraído de: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=5&id_noticia=286234

BRASÍLIA – A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado decidiu na quarta-feira (20) convocar o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para prestar esclarecimentos sobre sua participação na Marcha da Maconha.

O autor do Requerimento 143/09, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), acredita que, “ao pregar a liberalização da maconha, o ministro faz apologia ao crime, delito previsto no Código Penal”.

O deputado ressalta que “não se quer, de forma alguma, cogitar proibição à liberdade de expressão, no entanto, imaginar que se possa permitir a um ministro de Estado induzir e instigar crime contra a saúde pública significa decretar a anarquia no País”.

Minc participou da Marcha da Maconha realizada no Rio de Janeiro no dia 9 deste mês. A marcha ocorreu em também em outras 250 cidades do mundo.

A data da audiência ainda será definida.

“Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso”, disse Minc na passeata, segundo a imprensa.

– BNDES: Dinheiro para a Venezuela à Vontade!

Peça dinheiro ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para ajudar a capitalizar sua empresa, ou ainda para financiar o crescimento… Haverá inúmeros processos burocráticos e nunca há verba disponível.

Entretanto, fico horrorizado em saber que eles estão emprestando dinheiro ao hermano Cháves. Quer dizer que para os brasileiros, não há dinheiro. Mas para os venezuelanos…

Como é bom ser amigo do nosso mestre-guia Lula.  O Banco de Desenvolvimento Brasileiro socorre a Venezuela, ao invés de socorrer o Brasil. Pasmem: já há mais de 4 bi em empréstimos realizados!

Extraído de: http://br.noticias.yahoo.com/s/22052009/25/economia-chavez-pede-apoio-bndes-projetos.html

Chávez pede apoio do BNDES para projetos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apoio financeiro a projetos que estejam sendo tocados ou que venham a ser desenvolvidos por empresas brasileiras naquele país. A iniciativa de Chávez ocorreu durante encontro com Coutinho na quinta-feira, em Caracas, e expõe as dificuldades financeiras pelas quais a economia venezuelana atravessa, impactada, principalmente, pela forte queda no preço do petróleo.

Entre os projetos que podem ser desenvolvidos por empresas brasileiras está a construção da linha 5 do metrô de Caracas. As obras das linhas 3 e 4 já haviam sido tocadas pela brasileira Odebrecht. O governo venezuelano também espera a participação de grupos nacionais em obras de infraestrutura e parques industriais.

O BNDES tem longo histórico de apoio a empresas brasileiras em projetos fora do País, em especial na América do Sul. Somente a Venezuela já recebeu, desde 1997, cerca de US$ 500 milhões de desembolso do banco, sendo US$ 295 milhões somente para as obras do metrô e para a construção da hidrelétrica de La Vueltosa. Entre projetos em perspectiva, em análise e já aprovados, o país de Hugo Chávez tem carteira de US$ 4 bilhões junto ao banco de fomento estatal brasileiro.

– Os Cidadãos e a sua Respeitabilidade

“Esse dinbeiro não é meu. É claro que eu preciso, mas não é justo ficar com ele.”

Frase de Francesmar, o gari que achou um cheque de R$ 2.500,00 na rua, em frente a uma agência do Bradesco, e devolveu ao gerente.

“Poderia ser um castelo, uma pirâmide ou um iglu (…) afinal foi com o ‘meu dinheiro’ que eu o construi (…) . O que tem de mais em que a verba indenizatória seja com notas fiscais da própria empresa? Tem muito parlamentar que faz isso aqui em Brasília, isso é normal.”

Frase de Edmar Ferreira, o “deputado do castelo”, na comissão de ética do Congresso Nacional.

 

Quem você respeita mais? O lixeiro ou o deputado?

– Sandro Mabel: Nome a se Recordar

Se recordar e lembrar do desrespeito ao eleitor! Veja só: Esse deputado federal cansou de insitir em proposta para uma nova reeleição,  permitindo 3 mandatos presidenciais! Vencido, agora ele sugere prorrogação de mandato, a fim de unificar as eleições para economia de despesas.

Ora, como teremos economia, se ele mesmo propõe plebiscito público para dizer se devemos ou não ter prorrogação de mandato? Aliás, isso é legislar em causa própria, pois ele se beneficiaria com um mandato de 6 anos!

Pior: parece que a população brasileira está tão satisfeita com o trabalho dos políticos, que querem presenteá-los com mais dois anos de lambuja

Para quem não se lembra, há um importante movimento defendendo a não-reeleição dos corruptos, cujo link está em:

http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2009/05/20/campanha-nao-reeleja-ninguem/

Extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lider-do-pr-quer-prorrogar-mandatos-ate-2012-por-eleicao-unica,374630,0.htm

Líder do PR quer prorrogar mandatos até 2012 por eleição única

Sandro Mabel argumenta que medida economizaria ‘bilhões’ porque concentraria as eleições em um ano só

Agência Brasil e Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O líder do PR, deputado Sandro Mabel, propôs nesta quinta-feira, 21, a prorrogação de todos os mandatos atuais até 2012. Ele defende eleições únicas para os executivos federal, estaduais e municipais, assim como para os legislativos. Segundo ele, a população se manifestaria em plebiscito sobre a proposta de pleito único. Mabel argumentou que a medida proporcionaria economia “de bilhões” aos cofres públicos. 

“Não se juntar as eleições é antiprodutivo e não é econômico”, disse Mabel ao deixar a casa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), onde participou de reunião de líderes para discutir a reforma política. Mabel também defende o fim do foro privilegiado.

Atualmente o brasileiro vai às urnas de dois em dois anos. Nas eleições gerais ou majoritárias são escolhidos presidente, governadores, deputados federais e estaduais e senadores. As eleições proporcionais definem prefeitos e vereadores. Esses mandatos não coincidem e por isso há eleições de dois em dois anos.

O vice-líder do governo, Ricardo Barros (PP), descartou a possibilidade de a unificação de eleições voltar a ser discutida. Segundo ele, existem várias propostas nesse sentido. “Não vejo consenso sobre isso e acho que isso não vai ser aprovado”. Os líderes se reuniram para discutir a reforma política, mas o tema mais polêmico, que é a lista fechada, ainda não tem consenso entre os parlamentares. 

Para ser aprovada este ano e valer para 2010, há a proposta de um modelo misto de financiamento público de campanha. Além disso, votar temas que deixem claras as regras eleitorais para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixe resoluções durante a campanha que surpreendam os candidatos.

O ponto de partida será o projeto elaborado pelo deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que deverá sofrer emendas para contemplar todos esses pontos. Basicamente, o projeto de Ibsen prevê a lista fechada e o financiamento público, mas enfrenta resistência de grande parte dos partidos.

Na reunião, ficou descartada a proposta defendida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de diminuir de um ano para seis meses o prazo de filiação partidária para permitir a troca de partido.