– O Novo Boeing que decola “de pé”! Você teria coragem em viajar com ele?

Uau! A Boeing lançou o novo 787-9, um Dreamliner, com capacidade para 335 passageiros.

A novidade dele é: ele pode decolar de pistas curtas, quase na vertical!

Eu levei um susto e acho que não toparia viajar nele. Veja a decolagem no vídeo abaixo e diga: dá para encarar?

Em: http://www.youtube.com/watch?v=uH2zVUEjvro

– Faça o seu preço que o Manchester City paga!

O atacante argentino Sérgio Kun Aguero, artilheiro do Campeonato Inglês pelo endinheirado Manchester City, ganhou, literalmente, um cheque em branco do sheik Mansour bin Zayed Al-Nahyan, o mecenas árabe que enriqueceu os Citizens!

Aguero foi procurado pelo espanhol Real Madrid, e para não perder o atleta, o dono do City simplesmente mandou ele pedir o quanto quiser de salário para permanecer no time, já que, para ele, dinheiro não é problema!

Assim é fácil, hein?
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– A Azul compra a quase falida TAP. E agora para pagar as dívidas?

O consórcio luso-brasileiro Gateway, formado pela Azul Linhas Aéreas e o conglomerado de transportes Barranqueiro, comprou a Cia Aérea TAP. No processo de privatização da empresa (a TAP era uma estatal à beira da falência), a Gateway venceu a Avianca.

Herdará as rotas de maior ligação ente o Brasil e a Europa. Para isso, pagou 350 milhões de euros ao Governo de Portugal e assumiu uma dívida de 1 bilhão!

Uau… bomba.jpg

– HSBC e a Repetição do Bamerindus?

Quando José Carlos Martinez avisou que o paranaense Banco Bamerindus estava à venda, todo mundo tomou um susto. Aí veio o 1o grande banco estrangeiro a entrar no Brasil, o HSBC, e o comprou.

Depois de tanto tempo, o HSBC vai ir embora do Brasil e encerrará as suas atividades na Turquia também. Cortará 50 mil empregos nos dois países!

Crise ou não?
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– Russi e os alimentos apreendidos!

Causou alvoroço aqui em Jundiaí: o importante Supermercado Russi teve uma de suas lojas fechadas e mercadorias apreendidas, além da prisão do seu gerente, que está recolhido ao CDP do Tijuco Preto.

Motivo: produtos vencidos e outros sem identificação de procedência e validade.

Xi… será que só em uma loja? Será que só no Russi?

Tomara que o rigor seja igual a todos!
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– A Volta da Perdigão, agora Popular

Depois de ter que “matar” alguns produtos a pedido do CADE para aceitar a fusão entre Perdigão e Sadia, criando a BRFoods, chega ao fim o prazo para que a Perdigão possa retornar alguns produtos à prateleiras, como Lasanhas, Presuntos e Frangos.

Claro, concorrerá com marcas da sua própria dona, como a Sadia. Mas a diferença é: visando aproveitar a crise, lançará alimentos congelados para micro-ondas em porções menores e mais baratas, tentando atingir o consumidor “mais econômico”. E nessa onda estão: os solteiros!

Já percebeu que as marcas estão desenvolvendo produtos cada vez mais baratos e individualizados?

Parece uma tendência…

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– A Crise Econômica é Real e Incontestável no Brasil…

Inúmeras grandes empresas do país estão dando férias coletivas a seus funcionários. Já viram como estão os pátios das montadoras?

E os estoques por aí?

Pior de tudo é ter gente que não acredita que o país está em crise…

Legado da dona Dilma ou acaso econômico?

Confesso que estou assustado com o que vejo na nossa Economia.

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– A Malaysia caiu e faliu?

Uma empresa de aviação que sofre abalos de imagem devido a segurança nos vôos corre risco de deixar de existir. Lembram-se da TAM e dos Fokker 100?

Pois bem: depois dos dois acidentes seguidos da Malaysia Airlines, a empresa reduzirá os salários de 14.000 funcionários e demitirá outros 6.000.

O próprio presidente da Malaysia, o alemão Christoph Mueller, disse que “Tecnicamente, estamos falidos!”.

E se você ganhasse uma passagem de avião da Malaysia, com tal confissão do principal executivo da empresa? Toparia passear com ela?

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– Abílio Diniz como número 1 do Carrefour, mundialmente falando?

Uau!

Leio na Época Negócios (ed Abril 2015, pg 30) que Abílio Diniz, ex-Pão de Açúcar e que após vender o conglomerado ao Casino comprou a operação do Carrefour no Brasil, negocia com o homem mais rico da França, Bernard Arnault, além de entrar em contato com a família Moulin (os maiores acionistas do Carrefour mundo afora), a COMPRA das suas ações para se tornar o maior acionista do planeta!

Imaginar que o Carrefour era seu inimigo número 1 e hoje pode ser seu maior ativo é incrível. Coisas de um empreendedor de sucesso! bomba.jpg

– Descanse em paz, Rádio Eldorado / Estadão…

Que pena… A Rádio Estadão (outrora Eldorado 700AM) foi arrendada para a Igreja da Graça, do midiático R. R. Soares.

E os jornalistas de lá, como ficam?

Que o AM está morrendo, é sabido. Mas que as emissoras estão se suicidando, aí não dá!

O meu programa favorito das madrugadas é lá no 700, com o Geraldo Nunes. Quando seu parceiro Norberto Notari foi desligado do dial, já estava dando sinais da crise. Lamentável…
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– O Contrato Secreto da CBF!

E não é que, o que todos desconfiavam, realmente é verdade?

Na Seleção Brasileira, há ingerência de terceiros na convocação dos boleiros, provada pela matéria do premiado jornalista Jamil Chade, no Estadão do último sábado.

Ele trouxe os detalhes do “contrato secreto” com os árabes da Kentaro/ISE e provou a venda da autonomia da convocação do Escrete Canarinho.

Primeiramente Ricardo Teixeira, depois Marco Polo Del Nero, ganharam muito dinheiro permitindo cláusulas aos compradores dos direitos de comercialização dos jogos da Seleção de refutarem jogadores que não fossem midiáticos ou que não atendessem interesses de marketing. Dependendo da ausência de alguns nomes, as taxas pagas poderiam ser reduzidas a 50% como “penalidade”. 

Quer mais prova do que esse escândalo de que a Seleção Brasileira não é e nunca foi do povo, nem composta dos melhores? É uma Seleção Privada!

Com a palavra Mano Meneses, Felipão e Dunga, treinadores presentes nesse período do contrato. 

O pior é que os clubes ficam sem os seus atletas “para servirem” a CBF.

Não deveriam mais liberar os jogadores!

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– Os Executivos “Dois-em-Um”!

A onda na Administração de Empresas agora é essa: executivos com Dupla Responsabilidade no Gerenciamento.

Ser hábil em uma área e “dar conta de outra” é cada vez mais necessário…

Sobre os “Executivos Dois-em-Um”, abaixo,

extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1455826-companhias-agora-buscam-por-executivos-dois-em-um.shtml

COMPANHIAS AGORA BUSCAM POR EXECUTIVOS ‘DOIS-EM-UM’

Empresas reduzem salários e benefícios para pessoal do alto escalão, além de preferir profissionais que liderem mais de uma área.

por Joana Cunha

O desaquecimento do mercado de trabalho e o fraco desempenho da economia brasileira se refletem agora no alto escalão das empresas, que estão reduzindo remunerações e benefícios de executivos e preferindo profissionais que abracem mais de uma área.

É o “dois em um” na busca por “sinergias” e “habilidades para cada momento econômico”, segundo Carla Rebelo, diretora da empresa de recrutamento Hays.

No nível diretivo, dos salários que superam R$ 30 mil, já se verifica queda de até 10% no volume de contratações no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2013, segundo a empresa de recrutamento PageGroup.

“A expressão é reestruturar e deixar a operação mais enxuta para reduzir custo e aumentar a produtividade, ganhar rentabilidade. É um retrato do momento econômico”, afirma Sócrates Melo, diretor de operações da recrutadora Robert Half.

“Estão substituindo profissionais que não estavam ajustados por outros de perfil mais completo. Em algumas áreas de suporte, substituem dois por um”, diz Carla.

A unificação de áreas é mais difícil de ser implementada em companhias de grande porte devido à complexidade dos processos. Mas as pequenas e médias já começaram a subordinar departamentos de recursos humanos e tecnologia a um diretor administrativo-financeiro.

Telma de Mônaco, do laboratório SalomãoZoppi, foi contratada há pouco mais de um ano para tocar apenas o departamento de marketing, mas acabou assumindo neste ano a área de produtos. “A empresa certamente fará mais movimentos como este nos próximos meses.”

Na incorporadora Maxhaus, Luana Rizzi responde pelas áreas de marketing, relacionamento com clientes e recursos humanos.

“Esse movimento de acúmulo de responsabilidades busca perfis mais empreendedores do que técnicos. É uma visão sistêmica e a questão econômica acaba forçando mais esse modelo.”

O pacote de remuneração fixa e variável dos diretores contratados caiu em média 35% desde o período de maior aquecimento dos salários inflacionados, segundo a Michael Page. A maior parte da queda está nos bônus.

“Notamos que uma parcela importante das contratações agora é consequência da necessidade de substituição por performance, ou seja, as empresas estão se cobrando mais por eficiência devido à redução dos fatores de crescimento da economia”, afirma Marcelo de Lucca, diretor-geral da Michael Page no Brasil.

Existem três pilares que motivam trocas de diretores e costumam ser um retrato do momento econômico: criação de novos projetos, mudanças societárias e substituição por performance.

Neste ano, o principal motor de trocas de diretores é a busca por melhor performance, que cresceu de 55% para 65% das contratações realizadas, segundo Lucca. Juntos, os recrutamentos de diretores devido a mudanças societárias ou para investimento em novos projetos somam agora 35%.

Quando se abrangem os cargos de diretoria e gerência há registros de queda de 25% no recrutamento nos últimos três anos. “O volume de oportunidades era muito maior entre 2010 e 2011. Era um período de expansão maior do PIB, em contraponto ao PIB tímido de hoje”, diz Lucca.

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– Times Paulistas Ciganos versus Magnatas Europeus

É sabido que grandes investidores – empreendedores, malucos ou mafiosos – gastam muito dinheiro no futebol da Europa.

O francês PSG se agigantou com os petroeuros de um príncipe catari; o inglês Manchester City cresceu com os dólares de um emir; diga-se o mesmo do seu co-irmão Chelsea (antes, uma “Portuguesa da Inglaterra”) com o bilionário russo Abramovich; e por aí vai.

Aqui o cenário é diferente: empresários compram pequenos times do futebol para fazer negócios. Vide o mineiro Tombense, de Eduardo Uram. Lembram do Iraty de Juan Figger?

Agora, vemos tal fenômeno no Estado de São Paulo: tivemos o Guaratinguetá virando Americana FC, saindo do Ninho da Garça no Vale do Paraíba e pousando na Princesa Tecelã. Depois assistimos o Grêmio Barueri se transformar em Grêmio Prudente e do ABC migrar para o Noroeste Paulista. E, em breve, outra situação inusitada: o Oeste da quente e agrícola Itápolis se tornará mais um time da Região Metropolitana de São Paulo, trocando a terra da laranja e da goiaba por Osasco.

Mário Teixeira, executivo de sucesso do Bradesco e apaixonado por futebol, tentou fazer outrora uma parceria com a Portuguesa de Desportos. Não deu certo. Findado o Paulistão e sem possibilidade de manter ativo o seu clube, o Audax de Osasco (ex-Pão de Açúcar Esporte Clube) por culpa de falta de campeonato (não pense no sacrilégio de acreditar que fosse por falta de dinheiro), resolveu encerrar o vínculo com seus atletas e dissolver sua equipe até o ano que vem. Dessa forma, arrendou o time do Interior para disputar a Série B do Brasileirão, remontando o Oeste, agora em Osasco.

O interessante é que tudo isso é feito, felizmente, de maneira honesta e dentro da lei. Claro, com dinheiro.

Enquanto isso, nenhum magnata, mecenas apaixonado ou árabe afortunado resolve brincar de futebol com outros times… nosso Paulista de Jundiaí que o diga, tentando arranjar fundos e boas idéias para a disputa da Copa Paulista com as forças vivas da cidade.
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– Sem salário mas ganha; sem salário mas perde?

Há coisas no futebol que merecem semanas de discussão.

Santos e Corinthians estão com salários atrasados – e não é de “só” um mês.

O Peixe jogou muito, se doou em campo e conquistou o Paulistão.

O Timão deixou de ser vibrante, se acomodou e jogou sonolento na Libertadores.

1) Será que os fatores “final de campeonato”, “bom papo da diretoria” e “clima do vestiário” ajudaram o time da Vila Belmiro, fazendo com que o atraso do pagamento fosse deixado de lado nesse momento?

2) Ao mesmo tempo, será que o imbróglio da renovação de Guerrero, o estádio a pagar e conflitos com a diretoria do time do Parque São Jorge estão sendo determinantes para que o atraso no pagamento fosse levado à discussão nesse momento?

Em tese, pode ser isso. E será que é?

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– Itau sumiu da Web e o cliente…

Valeu, Itau!

O banco ficou fora do ar na tarde de quinta, “ajudando os clientes” em dia de pagamento… Nenhuma transação no Banking, nem os cartões de débito funcionando, “nadica de nada”.

Já perceberam que neste mundo eletrônico e de dinheiro virtual, somos reféns da tecnologia e não conseguimos mais viver sem ela?

Acostumamo-nos com um conforto que não abrimos mais mão…

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– Os 10 maiores prejuízos das empresas brasileiras em 2014

O número é realmente assustador: esqueça a Petrobrás, quebrada pela corrupção política. Arriscaria dizer qual a empresa que mais perdeu dinheiro em 2014?

Foi a OI, de comunicação. Vejam só cada número impressionante:

Extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20150406/maiores-prejuizos-brasil-2014-ate-agora/248501.shtml

OS 10 MAIORES PREJUÍZOS DO BRASIL EM 2014

Apesar da expansão pífia de 0,1% do PIB no ano passado, as empresas brasileiras terminaram 2014 com prejuízos menores – pelo menos, até agora. Os dez maiores prejuízos líquidos somaram R$ 18,587 bilhões. A cifra é 63% menor que os R$ 50,560 bilhões registrados pelas campeãs de perdas de 2013. O número, porém, ainda pode ser alterado. O motivo é que a Petrobras ainda não apresentou seus números auditados do terceiro e quarto trimestres [Como é sabido, já foi divulgado e supera todas as demais]. A previsão é que o balanço seja divulgado até o fim de abril, mas, diante da falta de informações sobre como a empresa vai contabilizar as perdas com o superfaturamento de preços que sustentou a corrupção descoberta pela Lava Jato, não se sabe sequer se a Petrobras terá lucro ou prejuízo.

A comparação também mostra como as empepinadas empresas de Eike Batista pesaram sobre a economia, há dois anos. Em 2013, cinco dos dez maiores prejuízos foram registrados por companhias do ex-bilionário. Foi o momento mais agudo da crise do Grupo EBX e que culminou com os pedidos de recuperação judicial da OGX, sua petroleira, e da OSX, que atua na construção e operação de plataformas. Somente a OGX registrou prejuízos de mais de R$ 19 bilhões, entre seu braço operacional e sua holding.

Até aqui, a lista de 2014 é liderada pela Oi, com perdas de R$ 4,408 bilhões. A companhia foi afetada pelo fim das operações da PT Portugal. Com isso, a empresa precisou realizar provisões de R$ 4,164 bilhões para eventuais perdas contábeis. Trata-se de uma reserva de dinheiro para compensar o que a empresa deixará de ganhar com a PT Portugal. No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a Oi afirma que mais da metade das provisões poderá ser revertida em ganhos futuros, devido à reclassificação das perdas e pagamentos adicionais pelo desempenho da PT.

Confira, a seguir, os dez maiores prejuízos de empresas brasileiras em 2014, de acordo com os dados da consultoria Economática:

1) Oi

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 4,408 bilhões

Lucro Líquido em 2013: R$ 1,493 bilhão

Variação: na

2) Eletrobras

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 3,031 bilhões

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 6,287 bilhões

Variação: -52%

3) MMX

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 2,218 bilhões

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 2,057 bilhões

Variação: +8%

4) ALL América Latina Logística

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,897 bilhão

Lucro Líquido em 2013: R$ 13,029 milhões

Variação: na

5) Eneva

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,517 bilhão

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 942,455 milhões

Variação: +67%

6) Biosev

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,295 bilhão

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 450,135 milhões

Variação: +188%

7) Gol

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,246 bilhão

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 796,547 milhões

Variação: +56%

8) Brookfield

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,232 bilhão

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 686,210 milhões

Variação: +79%

9) HRT Petróleo

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 1,003 bilhão

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 2,238 bilhões

Variação: -55%

10) Marfrig

Prejuízo Líquido em 2014: R$ 739,472 milhões

Prejuízo Líquido em 2013: R$ 913,593 milhões

Variação: -19%
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– A Executiva mais bem paga do Mundo!

Ela apostou em inteligência artificial; salvou a filha de 5 anos; revolucionou a comunicação por satélite, fundou uma religião e mudou de sexo.

Conheça Martine Rothblatt, a executiva mais bem paga do mundo!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/04/1621219-mulher-mais-bem-paga-do-mundo-aposta-em-robo-com-consciencia.shtml

MULHER MAIS BEM PAGA DO MUNDO APOSTA EM ROBÔ COM CONSCIÊNCIA

Martine Rothblatt é a executiva mais bem paga dos EUA. Mas talvez isso não seja nem de longe o fato mais interessante de sua vida.

Ela fundou uma empresa de biotecnologia para salvar a filha doente, após revolucionar a indústria de comunicação via satélite. Também criou uma religião e um robô com consciência própria, além de mudar de sexo.

Martine nasceu Martin e hoje ela espera viver centenas de anos através de suas novas apostas tecnológicas: um estoque ilimitado de órgãos para transplante e clones da mente humana.

“Há tantas coisas para fazer nesta vida. E se pudermos ter um clone digital […] que nos ajude a processar livros, filmes, fazer compras, ser nossos melhores amigos?”, disse Rothblatt, 60, no mês passado.

Ela foi uma das convidadas do TED (evento que reúne as principais novidades em tecnologia e design), entrevistada pelo anfitrião da casa, Chris Anderson. “Numa conversa normal, isso tudo soaria como maluquice. Mas, no contexto de sua vida, eu não apostaria contra”, disse o curador.

Nos anos 1980, Rothblatt iniciou uma série de parcerias em lançamentos de satélites, ajudando a acabar com um monopólio de telecomunicações e criando o primeiro serviço de localização de carros, a GeoStar. Em 1990, fundou um sistema de rádios para carros via satélite, a Sirius Radio.

“Sempre amei tecnologia espacial. Satélites são meio como as canoas de nossos ancestrais. Eu acho excitante fazer parte dessa navegação dos oceanos dos céus”, disse Rothblatt, neta de imigrantes judeus do Leste Europeu, cujo pai era dentista, e a mãe, fonoaudióloga.

REVIRAVOLTA

Mas a vida deu uma reviravolta no fim dos anos 1990, quando Rothblatt passava por uma mudança de sexo, com o apoio da mulher, Bina, e a filha de cinco anos do casal era diagnosticada com hipertensão arterial pulmonar, uma doença incurável.

A executiva passou a estudar biologia do zero, até saber o suficiente para ter esperanças em achar uma cura.

Ela passou a financiar pesquisas sobre a doença e fundou a United Therapeutics. Na época, soube de uma droga experimental que estava nas mãos do laboratório Glaxo Wellcome, que havia decidido não levá-la adiante.

“Eles bateram a porta na minha cara três vezes. Quando finalmente concordaram em vender, disseram que não tinham esperança nenhuma e que sentiam pela minha filha”, disse Rothblatt, que comprou a droga, então só testada em ratos, por US$ 25 mil.

“Recebi um saco plástico com um pó e o papel da patente. O mais incrível é que aquele pó sem valor hoje não só mantém vivas minha filha e outras pessoas como também produz quase US$ 1,5 bilhão em receita.”

A United Therapeutics lhe rendeu US$ 38 milhões em 2013, segundo a “Forbes”.

Mas, como a droga apenas retarda o progresso da doença, logo Rothblatt começou a pensar em novas soluções. Segundo ela, 3.000 pessoas morrem por ano nos EUA devido à hipertensão pulmonar, e para essa e outras doenças pulmonares a única solução é transplante de pulmão.

“Assim como mantemos carros e edifícios funcionando para sempre […] por que não podemos criar um estoque ilimitado de órgãos para transplante para que as pessoas vivam por tempo indeterminado?”, disse a executiva, casada com Bina há 33 anos.

Em 2003, Rothblatt se juntou a Craig Venter, pioneiro do genoma humano, para criar porcos geneticamente modificados, numa fazenda, a fim de que seus pulmões e outros órgãos possam ser transplantados em humanos, num futuro bem próximo.

CRIANDO ROBÔS

Rothblatt tem planos também para replicar a mente humana, num experimento que ganhou forma de um robô que tem o rosto de Bina e todas as suas facetas, as suas memórias e os seus gostos. “Ela [o robô] é como uma criança de dois anos. Às vezes suas respostas são frustrantes, às vezes, surpreendentes”, disse.

Com ajuda de uma empresa de robótica, ela trabalha num sistema de “arquivo mental”, uma coleção de memórias, maneirismos, crenças, sentimentos e tudo mais que despejamos na internet, como buscas on-line e posts em redes sociais.

“Uma vez que tivermos um software capaz de recapitular a consciência, seremos capazes, nas próximas décadas, de reviver a consciência humana, que estará no nosso ‘arquivo mental'”, acredita.

Foi pensando nas potenciais crises éticas de tantas transformações tecnológicas que ela começou a religião Terasem, uma mistura de judaísmo com entusiasmo tecnológico, que apoia pesquisas em campos como nanotecnologia e criogenia (estudo de organismos em temperaturas muito baixas).

Bina estava na plateia do TED e foi chamada ao palco por Anderson. “Tem sido uma jornada extraordinária”, disse. “Queremos criogenizar nossos corpos e acordarmos juntas.” Rothblatt abraçou a mulher e se declarou: “A perspectiva de clones da mente e corpos regenerados é para que nosso caso de amor dure para sempre”.

RAIO-X

FORMAÇÃO

Graduação em comunicação e direito na Universidade da Califórnia; doutora em ética médica na Universidade de Londres

EMPRESAS QUE CRIOU

United Therapeutics, SiriusXM Radio, WorldSpace, GeoStar

REMUNERAÇÃO

Em 2013, teve ganhos de US$ 38 milhões
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– O Filão que a Disney descobriu!

E parece que uma verdadeira mina de ouro foi descoberta: os filmes de princesas, que de desenhos se tornam carne e osso!

Cinderella é um sucesso; e a Disney já anunciou: os próximos serão “A Bela e a Fera” e “Mulan”.

Se imaginarmos as possibilidades que a empresa tem com tantos personagens que animam as crianças, o lucro previsto será espetacular! Histórias de sucesso que povoam o imaginário dos adultos e seus filhos. Totalmente atemporais!
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– O lamentável patrocínio aceito pela FPF aos árbitros!

José Roberto Lamacchia, palmeirense roxo declarado, é um empreendedor de sucesso. Ele é proprietário de duas instituições extremamente respeitadas: a CREFISA (da área de crédito financeiro) e da FAM (Faculdade das Américas). Ambas patrocinam a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Para essa fase final do Paulistão, Lamacchia resolveu oferecer patrocínio máster na camisa dos árbitros de futebol. E aqui temos a seguinte situação: A FIFA PROÍBE QUE OS ÁRBITROS SEJAM PATROCINADOS POR INSTITUIÇÕES QUE PATROCINEM OS TIMES DE FUTEBOL (exceto o fornecedor de material esportivo).

No seu artigo 15 do Regulamento Internacional de Arbitragem, diz que:

Anúncios de patrocinadores nas camisas de árbitros serão permitidos somente se não criarem conflitos de interesses com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve utilizar nenhum anúncio na camisa“.

Aqui, há a evidente situação: se ocorrer um erro a favor do Palmeiras, há quem levantará a hipótese de que o investidor do time AlviVerde esteja sendo beneficiado por dar dinheiro aos árbitros patrocinando-os.

Porém, enquanto a sensatez fala sobre evitar confusões sobre isso (lembram-se que Rodrigo Braguetto, árbitro que prestava serviços ao Corinthians, foi retirado de uma final alegando-se “conflito de interesses” pelo próprio Marco Polo Del Nero?), o Cel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Árbitros, disse em entrevista à ESPN:

“Não tem nada a ver. Isso não importa. Não importa que eles sejam patrocinadores do Palmeiras também. Eu confio nos meus árbitros e isso não vai prejudicar em nada as decisões. Não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra. A Fifa manda e organiza os campeonatos dela. A Federação Paulista tem seu próprio regulamento, seu próprio jeito de agir e suas próprias regras. A Fifa faz o que quiser com os campeonatos dela, com os da Federação Paulista é a gente que resolve. Não vamos voltar atrás, não há nenhuma possibilidade”.

Me desagrada uma autoridade da PM ser o 1o a descumprir uma norma da FIFA. Aliás, o árbitro Anselmo da Costa não foi alijado de apitar jogos do Palmeiras de Luxemburgo devido ao fato de trabalhar no Instituto Luxemburgo? Qual a diferença?

Uma coisa eu concordo com o Coronel Marinho: a FPF realmente cria “regras próprias”! A da bola na mão virar pênalti como jogo de queimada é exemplo disso.

E você, o que acha de tudo isso?
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– Caso Santos / Neymar / Barcelona: Sobrou para o falecido?

E continua cheirando mal a transação da venda do Neymar ao Barcelona. O Fisco Espanhol já recebeu mais em multas do que o próprio time brasileiro em dinheiro na negociação!

Me chamou a atenção que, em depoimento às autoridades do caso, o atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartolomeu, disse que Neymar teve a contratação apressada e com algumas polêmicas graças à insistência de Tito Vilanova, o ex-treinador que já morreu e queria Neymar rapidamente a qualquer custo.

Morto não consegue se defender, né?

Aliás, e como fica Sandro Rossel, o ex-presidente do Barça e ex-diretor da Nike, amigo de Ricardo Teixeira , que arquitetou o negócio? Crê-se que o salário e as comissões foram pulverizadas em inúmeras empresas criadas pelo Pai de Neymar. E ele próprio recebia (e recebe) salário como “olheiro” do time catalão.

Inteligência usada para o mal e para a sonegação fiscal, hein?
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– O desejo dos Interregionais e o sucesso da “Lampions League”

Há um movimento para que se reative, em substituição aos deficitários estaduais, os interregionais: Ligas Rio-SP, Sul-Minas e outras Brasil afora.

Eduardo José Farah tentou a recriação delas, que duraram pouco tempo. Na oportunidade, o Campeonato Paulista da 1a divisão foi disputado sem os grandes, e o vencedor do Torneio jogava a final do “Supercampeonato Paulista” contra um grande.

Quem defende a volta desses torneios se espelha na Copa do Nordeste, sucesso de público e carinhosamente chamada de “Lampions League”.

Vai dar certo?
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– O Insensato Pagão da FPF!

Quem faz as tabelas dos jogos da FPF deve ser ateu.

Ok, respeito qualquer profissão de fé ou a descrença. Mas não se pode ser INSENSÍVEL.

No Interior do Estado, onde a população é mais religiosa e as festas santas são mais participativas, há jogos marcados durante os eventos. Veja:

  1. Na Quinta-Feira de Lava-pés, jogarão em Sorocaba (às 20h), Atlético x Comercial. Qual será o público?
  2. Na Sexta-Feira Santa, jogarão em Itápolis (à tarde, na hora da tradicional cerimônia do “descimento da cruz”), Oeste x Mirassol. Quem arrisca o número de pagantes?
  3. No Sábado de Aleluia, jogarão em Batatais (à noite, na hora da Vigília Pascal), Batatais x Paulista. Estádio lotado?
  4. No Domingo da Ressurreição, jogarão em Monte Azul Paulista (às 10h, na hora da Missa de Páscoa), Monte Azul x Novorizontino. Mais gente na Igreja do que nas arquibancadas.

Todos esses jogos, somados, não alcançarão a marca de 1000 pessoas!

O cara que programou esses jogos não tem noção… E na 4a feira, ninguém jogará.

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– A propina da Petrobrás que se disseminou em postos de combustível

Li, assisti e me assustei!

A Revista Época, em seu site, traz um vídeo sobre como a BR Distribuidora (Leia-se “Postos Petrobrás”) cobrava propinas de seus bandeirados. Na cara-de-pau, sem pudor algum, o assessor da estatal era apenas uma das peças de uma grande engrenagem corrupta.

Abaixo, a matéria completa (foto, texto e por fim o vídeo):

 

Vídeo mostra assessor da BR Distribuidora recebendo propina

Imagens obtidas com exclusividade por ÉPOCA revelam que, na Petrobras, a corrupção não envolvia apenas empreiteiras e multinacionais – nem um dono de posto escapou dos achaques na estatal

DIEGO ESCOSTEGUY
27/03/2015 23h13
MÃO ÁGIL O assessor da BR Carlos Oliveira (de preto) e o empresário Cássio Ársego. Pagamento filmado (Foto: reprodução)
MÃO ÁGIL
O assessor da BR Carlos Oliveira (de preto) e o empresário Cássio Ársego. Pagamento filmado (Foto: reprodução)

Em fevereiro de 2004, logo após terminar os estudos em Porto Alegre, o jovem Cássio Ársego conseguiu alugar, com a ajuda da família, um posto de combustível que estava em vias de pedir falência, nos arredores de Dois Lajeados, pequena cidade a 130 quilômetros de Porto Alegre. Era uma ótima oportunidade num ótimo ponto: o posto, gerido sob a bandeira da BR Distribuidora, que pertence à Petrobras, ficava numa rodovia movimentada, a RS-129, atendendo de caminhões aos muitos tratores usados pelos agricultores da região. “Sempre quis ter um posto, uma empresa minha”, lembra Cássio. Em poucos anos, usando os conhecimentos de negócios que adquirira na faculdade e ralando de 6 da manhã às 11 da noite, ele salvou o posto, que passou a dar lucro, e virou dono do lugar. Morava no escritório. Dormia embalado pelo barulho dos caminhões que cruzavam a rodovia de madrugada. À noite, antes de deitar, bolava estratégias para tornar o posto ainda mais lucrativo. Ao lado da mulher, fazia planos para comprar outros postos. Sonhava alto, como exigiam seus 25 anos. Até que, no começo de 2009, um dos principais assessores da BR Distribuidora no Estado, Carlos Roberto Oliveira, visitou seu posto.

Cássio foi apresentado, sem firulas, à corrupção que vicejava numa Petrobras aparelhada de alto a baixo. A BR é a mais rica subsidiária da estatal. Naqueles tempos, e mesmo hoje, o governo do PT reparte os cargos na BR entre indicados do próprio partido, do PTB e do PMDB. Até outro dia, o senador Fernando Collor,  do PTB, acusado no petrolão, assenhoreava-se da cúpula da BR, ao lado de outro investigado, o senador Edison Lobão, do PMDB. Os repartes reproduziam-se nas gerências da BR nos Estados – e o Rio Grande do Sul, terra de Cássio, não era exceção. A gerência da BR no Estado fora entregue ao PTB.

A um funcionário como Carlos Oliveira, cabia percorrer os postos e as distribuidoras do Estado em busca de negócios para a estatal. Ele detinha o poder de fechar e rever contratos com donos de postos. Podia aumentar ou cortar o preço do combustível vendido pela BR aos donos. Podia também estabelecer os termos para que a empresa financiasse reformas nos postos. Ao encontrar Cássio em seu posto, Oliveira foi direto: exigia 20% do lucro mensal do posto dele – ou R$ 3 mil. Para os brasileiros acostumados com as propinas de centenas de milhões de dólares no petrolão, o caso de Cássio pode parecer insignificante. Para ele, contudo, significou tudo: o posto, o casamento, o futuro. Perdeu o que tinha e o que não tinha.

Cássio não cedeu ao achaque. Veio a retaliação. No dia seguinte, foi obrigado a comprar combustível muito mais caro da BR. Indignado, dirigiu-se à sede da empresa em Porto Alegre e informou o episódio a funcionários da Petrobras. Enquanto esperava na recepção para ser recebido por alguém, recebeu uma ligação de Oliveira. “Tu vai esperar sentado”, disse o assessor. Cássio esperou sentado. Percebeu que Oliveira não estava sozinho. Tinha duas opções: ceder ao achaque ou quebrar.

Ele capitulou. Não demorou para que Oliveira aumentasse a propina para R$ 5 mil. “Tenho de passar para mais gente lá dentro (da BR)”, dizia o assessor, segundo Cássio. “O dinheiro também tem de ir para o partido”, afirmou o assessor, sem especificar a que legenda se referia. Cássio, sempre confrontado com a dúvida entre aquiescer ou deixar seu posto quebrar, não via muita escolha. Cedeu mais uma vez. Mas capitular também tinha seu preço. Cada nova investida de Oliveira deixava seu negócio menos rentável, sua consciência mais pesada e sua mulher mais distante. Sua vida ruía lentamente, desfazendo-se a cada bolinho de dinheiro. Para que a BR ajudasse a financiar uma reforma em seu posto, Cássio topou pagar R$ 180 mil em propina ao assessor Oliveira. Antes, fora ameaçado por ele, com uma arma. “Tu sabe do que eu sou capaz”, disse Oliveira.

Cássio decidiu gravar os pagamentos em vídeo. ÉPOCA obteve o material (assista ao vídeo ao lado. Num deles, gravado em 2009 na sala de Cássio em seu posto, Oliveira está bem à vontade, de bermuda, tênis e camiseta polo preta. Senta-se gostosamente na cadeira, espreguiçando-se de boca aberta. Estica as pernas e cruza os braços. Está claramente acostumado a transações dessa natureza – a coletar propina. Fala sobre amenidades, enquanto Cássio, vestindo uma camisa branca com a marca verde da BR e da Petrobras, destranca um
armário e retira de lá um envelope branco, contendo o dinheiro de seu trabalho.

Ele se senta em frente a Oliveira e passa a contar, com as mãos, as notas: 100, 200, 300, 400, 500… Oliveira prossegue falando banalidades. Olha para o teto, para os lados, para baixo – menos para o dinheiro. Ao fim da rápida operação, Cássio segura um bolinho de notas de 100 em sua mão. Falta o lacinho. Cássio recorre a uma liguinha de plástico, dando uma – plá! – volta e agora mais duas – plá! plá! – voltas no bolinho. Assim que os R$ 3 mil trocam de mãos, o capricho de Cássio, o achacado, encontra a vulgaridade de Oliveira, o achacador. Num átimo, o bolinho de dinheiro some e conhece seu destino: as meias de Oliveira, que ainda precisa de alguns segundos para acomodar a propina. Está encerrada a transação. Minutos depois, Oliveira deixa o escritório levando nas canelas bufantes – ele estava de bermuda – grande parte do magro lucro de Cássio.

Em 2011, já quebrado, Cássio levou a denúncia novamente à direção da BR, que abriu uma auditoria. Entrou com uma ação contra a empresa. “Noticiamos os fatos para a autoridade policial. Posteriormente buscamos contato com a empresa e não obtivemos resposta. Agora confiamos no Poder Judiciário para reparar os severos danos morais e materiais causados ao nosso cliente. Será Davi contra Golias, mas não vamos desistir”, diz Marcelo Santagada de Aguiar, advogado de Cássio.

Até agora, a Justiça nada decidiu. A BR informou que demitiu o assessor, mas não investigou a possível participação de outros funcionários no esquema. Oliveira não quis falar com ÉPOCA. Cássio mora de favor, está desempregado e assiste pela TV ao desenrolar do petrolão.

Abaixo o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=EFetthPTQmA

– A Ética do “Comigo não”!

Com pesar leio que o São Paulo alicia Nathan, jovem de 19 anos do Atlético Paranaense, do mesmo modo que foi aliciado pelo Internacional quando perdeu o jovem Oscar, anos atrás.

Ora, naquela oportunidade o São Paulo reclamou de Ética. E agora, José? Faz a mesma coisa que condenou?

Nathan recebe R$ 6.000,00 no atual contrato com sua equipe. O São Paulo ofereceria R$ 100.000,00, aumentando gradativamente o valor para R$ 250.000,00, sem pagar a multa contratual do jogador que sairia pela Justiça alegando ter um contrato de gaveta.

Fico pensando: por quê gastar tanto dinheiro, se existe a famosa “base de Cotia”?

Sejamos claros: o bem estruturado Centro de Formação de Atletas é uma fábrica de jogadores para posterior venda ao mercado, ou uma divisão de formação de atletas para a equipe profissional?

Qual a sua funcionalidade verdadeira, afinal?

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– Tomando decisões sem sofrer influências!

Já ouviu falar da economista e consultora britânica Noreena Hertz?

Ela leciona na University College London, e foi orientadora de vários governantes em diversos assuntos: questões econômicas, negociações de paz e imbrólhos diplomáticos. E entrevista à Revista Época desta semana (pg 68-71, ed 824 à Marcos Coronato), falou sobre a idolatria a alguns especialistas e aos modelos pré-definidos para tomadas de decisões. Disse ela:

É claro que as opiniões, educação e treinamento com especialistas são importantes e devem ser levados em conta, mas especialistas erram muito (…) Nunca ouça um especialista só, questione as opiniões deles e busque informações”.

Mas gostei mesmo sobre quando ela fala da influência digital! Veja:

Vivemos uma era de distração digital, de e-mails e redes sociais. Mantemo-nos num estado hormonal de estresse constante e podemos ficar viciados. Recomendo que você tire folgas digitais, ao menos uma vez por semana, sem checar e-mail ou entrar nas redes sociais. Um dos melhores procedimentos que você pode adotar antes de tomar uma decisão, privada ou profissional, é delimitar um tempo e espaço para apenas pensar. É incrivelmente difícil fazer isso hoje”.

Concordo e assino embaixo. Precisamos muitas vezes buscar a calmaria para a reflexão e para podermos melhor pensar!

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– Inovação: para colocá-la em Prática, precisa-se de Grana ou Competência?

Sempre questione a relação Competência Financeira X Competência Intelectual/Administrativa. Nem sempre ter dinheiro significa ter sucesso.

Veja só: o conhecidíssimo Clemente Nóbrega, em seu enésimo excepcional artigo, escreveu a respeito dos investimentos minguados no Brasil em INOVAÇÃO. E desafia: se investirmos mais dinheiro, teremos mais inovação?

Ele duvida. Responde que nem sempre dinheiro se transforma em bons resultados.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI177094-16644,00-O+FATOR+DECISIVO.html

O FATOR DECISIVO

O Brasil investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB. Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido.

por Clemente Nóbrega

Em um artigo publicado em 2007, mostrei a correlação entre incompetência para inovar e instituições fracas – não há inovação sem que na sociedade haja confiança institucionalizada. Pesquisas mostram que não melhoramos nisso, mas temos outros pecados também. Fala-se que o país investe pouco em inovação – cerca de 1% do PIB (países ricos, duas ou três vezes mais). Será que mais uns bilhõezinhos melhorariam nossa performance? Duvido. Eu não aumentaria investimentos, rearranjaria recursos que já estão no sistema. Veja só. No mundo da gestão (de qualquer coisa, privada ou pública), só o que legitima é resultado – output, não input. Sucesso não é medido pelo que entra no sistema, mas pelo que sai dele. Não número de policiais nas ruas, mas redução de crimes. Não campanhas de vacinação, mas diminuição de doenças. Claro que inputs são aproximações – proxys, como dizem, para resultados esperados, mas um gestor que se limita a proxys não é um gestor, é um burocrata.

A Apple – empresa mais inovadora do mundo – investe bem menos em inovação do que a média das empresas de tecnologia, mas obtém muito mais resultado. É mais produtiva em inovar. Numa empresa, os dirigentes estabelecem diretrizes (metas a atingir e meios para que sejam alcançadas). Ex: “Queremos que, dentro de cinco anos, 20% de nossas receitas estejam sendo geradas por produtos que não existem hoje”. Os recursos que vão ser alocados para que a diretriz seja cumprida dependem da meta a alcançar, não é simples? O que as empresas inovadoras têm são processos gerenciados em função de metas de output de inovação. Assim: “Se tudo continuar sendo feito como vem sendo feito, cresceremos ‘x%’ ano que vem. Mas se quisermos inovar, então, em cima de ‘x%’, colocaremos, digamos, mais um ou dois pontos percentuais, que têm de vir de inovações. Ficando no ‘papai &mamãe’, cresceríamos 20%, mas a meta é 22%. Esses 2% além do ‘esperado’ são inovação na veia. O investimento para chegar lá será um percentual desse ‘extra’ que espero obter (um percentual aplicado aos 2%). Os 2% de inovação terão de ser desdobrados por todas as áreas produtivas da empresa. Cada uma dará sua contribuição para o todo. Não sabem como fazer? Treine-os, há método para isso. A unidade bateu sua meta de inovação? Prêmios, bônus, fanfarras. Não bateu? Bem, o que acontece com um vendedor que não vende? Com um financeiro que não planeja o fluxo de caixa? Não há mistério. É gestão pelas diretrizes. Tem meta, prazo, responsabilização e plano de ação. A cada período tudo se repete – um delta além do ‘papai & mamãe’, incorporando os ganhos do período anterior”.

A Apple investe bem menos em inovação do que
 a média, mas obtém muito mais resultado

Órgãos fomentadores de inovação devem parar de se medir pelo dinheiro que injetam no sistema, como se isso garantisse resultado. Sem gestão, não garante. O input que conta é conhecimento, mais que dinheiro. Atenção: o investimento em inovação (como percentual do resultado) tem de diminuir com o tempo, mas riqueza nova tem de ser criada continuamente. Possível, mas só com gestão da inovação.

* Clemente Nobrega é físico, escritor, consultor de empresas e autor do blog Ideias e Inovação no site de Época NEGÓCIOS

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– O Incrível Lucro da FIFA e prejuízo do País com os Estádios da Copa do Mundo 2014, em números finalizados 9 meses depois!

O balanço final da Copa do Mundo da FIFA 2014 no Brasil foi revelado pelo jornalista Jamil Chade, de “O Estado de São Paulo”. Ele trouxe ao público o relatório sigiloso dos valores lucrados.

Sente-se na cadeira: o lucro recorde da FIFA (lucro líquido, não faturamento) foi de R$ 16 bilhões de reais (ou US$ 5 bilhões, contra US$ 249 milhões da Copa da Alemanha em 2006), entre patrocínios, receitas de bilhetes e venda de produtos – todos com isenção fiscal do Governo Brasileiro, garantida pelo presidente Lula.

Ou seja, ganharam muito dinheiro, o maior volume financeiro da história, e não pagaram um tostão em impostos…

Enquanto isso, os estádios de Manaus, Natal, Cuiabá, Brasília e alguns outros elefantes brancos bancados pelo dinheiro dos impostos da população brasileira continuam dando prejuízos.

Mas atenção: não nos esqueçamos que a FIFA deixou o legado de US$ 100 milhões, amplamente propagandeado… Na realidade, um mísero trocado se comparado com o que ela ganhou.

Parece que o #7X1 em campo representa também o simbolismo na conta bancária. Ou seria 171?
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– Campeonatos Estaduais em Números Falimentares

O que dizer da pouca atratividade dos torneios estaduais?

Vejam que interessante esse número: o jornal Correio Braziliense fez um levantamento sobre os públicos dos 4 principais campeonatos estaduais do Brasil e, descobriu números assustadores.

A média de 2010 até hoje do Paulistão, Cariocão, Mineirão e Gauchão é de apenas 4.273 pagantes. Pelo pouco público, esses “ãos” não justificam o adjetivo superlativo, pois perdem para a média de público da Indonésia, do Uzbequistão, da 2a divisão do Japão, para a 2a divisão da Escócia, da 3a divisão da Alemanha e da 4a divisão da Inglaterra.

Ok, se quisermos melhorar esse comparativo, vamos usar os dados com o melhor dos estaduais: o Campeonato Paulista!

Em São Paulo, a média é de 5.604 torcedores (entre pagantes e não pagantes).

No Irã: 9.702; Vietnã: 7.236; Israel: 7.027; Malásia: 6.914.

Se o futebol do estado mais rico da federação, que tem 4 grandes clubes no Brasileirão e 2 times na Libertadores da América, não consegue organizar uma disputa onde tenhamos mais gente na arquibancada do que o “pujante” futebol vietnamita ou malaio, algo está errado…
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– E o preço da Gasolina e do Diesel caiu…

… mas lá no Paraguai!

Pois é: os combustíveis vendidos pela brasileira Petrobrás aos nossos vizinhos tiveram a redução de preços anunciada. E acredite: é a 9a queda seguida!

A estatal justifica que o valor do barril no estrangeiro caiu, e em nota disse que:

Ao longo do tempo, as distribuidoras ajustam os preços, para cima ou para baixo, conforme as variações da cotação dos derivados de petróleo no mercado internacional, câmbio do dólar no mercado local, entre outras.

A Gasolina caiu 5% (R$ 2,80) e o Diesel 4%. Mas aqui, não pratica a mesma coisa. Será que é por culpa dos escândalos e desvios de dinheiro?

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– O Recall da Spin. Abra o olho, dona Chevrolet

A GMB (General Motors do Brasil) pensa estar tratando o cliente do Brasil como americano. Mas, na prática, o faz só em tese

Veja essa situação: proprietários da minivan Spin (e de alguns modelos do Ônix e Cobalt) foram chamados para um recall a fim de substituir uma porca do tanque de combustível ou eventual substituição do próprio tanque!

Ok. Tentei agendar numa concessionária de Jundiaí, mas não havia previsão da chegada da peça. Tentei outra. Idem. Tentei em São Paulo. Idem. Tentei em Campinas. Idem, idem e idem.

Ora, empresa que faz recall pode ser interpretada de duas formas:

1) Se preocupa com o consumidor;

2) Faz mal feito e depois tem que consertar.

Pior de tudo é chamar para o recall e há MESES nenhuma agência ter as peças…

Que feio.

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– Disney confirma Frozen 2!

Dia 2 de Abril a Disney lança o filme Cinderela – em carne e osso! Provavelmente, será um super-sucesso. Precedendo a produção, terá o curta metragem Frozen, aperitivo para… Frozen 2!

Para a alegria da criançada, a Disney confirmou que produzirá outro longa metragem do filme. Desde já minha filhota (e tantas outras meninas) já aguardam ansiosamente a estréia.

A Disney é incrível. Quando quer, seus filmes se tornam imortais!

Abaixo, o cartaz de Frozen Fever, o curta (Febre Congelante):
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– Corretores Insistentes

Aguenta a “enchição”…

A cada lançamento imobiliário novo, as caixas de entrada nos e-mails e os telefonemas fervem de corretores oferecendo imóveis. Mesmo não cadastrando os dados pessoais e recusando ofertas, a insistência é grande.

Recentemente, eram diários telefonemas de corretores de imóveis para o ”Casas da Toscana” (e nenhuma casa foi construída ainda); há pouco o “Tons de Ipanema”; e agora, o “Alphaville Jundiaí”.

No meio do trabalho, já recebi 2 telefonemas no número corporativo; 3 ligações no celular e 8 emails – todos de corretores de imóveis diferentes, que não conheço e que conseguem os dados “sei-lá-como”. Mesmo dizendo que não quero, que não tenho dinheiro, e pedindo para não insistir, alguns persistem e você é obrigado a ser mais rude.

Que pé-no-saco!
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– Quanto desempenha um carro 1000cc?

A Folha de São Paulo e o Instituto Mauá realizaram um interessante teste entre os veículos populares: Partir de São Paulo e chegar até Brasília sem abastecer! (FSP, 30/05/2010, Veículos, por Felipe Nóbrega).

A ideia foi a seguinte: abasteceram um Novo Fiat Uno, Renault Clio, Chevrolet Celta, Ford Fiesta e VW Gol, todos com motor de 1.000 cc, com o propósito de comparar o desempenho entre os 5 carros populares mais vendidos. O teste começou a noite, onde o consumo é menor justamente pela temperatura mais amena.

Ao final, só o Gol venceu. O mais gastão foi o Celta.

Veja os desempenhos:

UNO- 48 LITROS DE TANQUE – RODOU 830 KM NA MÉDIA DE 17,3 KM/L

GOL- 55 LITROS DE TANQUE – RODOU 1.119 KM NA MÉDIA DE 20,3 KM/L

CLIO- 50 LITROS DE TANQUE – RODOU 832 KM NA MÉDIA DE 16,6 KM/L

FIESTA- 54 LITROS DE TANQUE – RODOU 945 KM NA MÉDIA DE 17,5 KM/L

CELTA- 54 LITROS DE TANQUE – RODOU 898 KM NA MÉDIA DE 16,2 KM/L

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– O iWatch foge do ideário de Jobs?

A Apple divulgou nesta 2a feira seu relógio inteligente.

Inteligente, diferente e… caro! US$ 10,000.00 para o modelo mais sofisticado.

Será que Tim Cook está mudando a filosofia de Steve Jobs? Abaixo, extraído do Estadão:

O RELÓGIO DE 10 MIL DÓLARES 

Por Bruno de Oliveira, especial para o Estadão PME

Por que a Apple cobra R$ 30 mil por um relógio e por que Jobs não gostaria nada disso?

Além de chamar a atenção pela faixa de preço, que varia entre US$ 350 e US$ 10 mil (ou R$ 31,1 mil), o relógio inteligente Apple Watch, da Apple, destaca uma mudança de filosofia de mercado em relação ao que era pregado por aquele que fundou e transformou a empresa em um fenômeno econômico, de design e marketing: Steve Jobs.

Um dos fundadores da empresa, Jobs, morto em outubro de 2011, tratava com mãos de ferro dentro da empresa a ideia de que os produtos da Apple deveriam pertencer a linhas com poucas opções, já que acreditava que isso atrapalhava a avaliação do consumidor entre preço e o valor agregado do produto.

“Jobs sempre foi contra ideia de oferecer um grande número de escolhas aos usuários. Sob sua ótica, quando isso acontece ele não consegue avaliar as diferenças que existem entre um e outro produto e isso impacta em sua percepção de valor”, explica o professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa.

“Para dar um exemplo real, seria como dizer ao cliente qual é a melhor água em função do preço de cada purificador que existe no mercado. A associação entre preço, qualidade e finalidade do produto podem provocar uma confusão no momento da compra”, completa.

Com relação à amplitude de preço divulgada pela Apple nesta segunda-feira (9), Nakagawa acredita que a grande variação deve fazer parte de uma estratégia da empresa de chamar a atenção dos consumidores.

“O relógio mais caro, o de US$ 10 mil, é feito de ouro e o preço pode ser alto em função do metal empregado no produto, mas já é algo recorrente a Apple utilizar uma manobra assim para chamar atenção do mercado para um lançamento seu”, explica o professor.

A linha de relógios inteligentes é dividida em três modelos, cada um disponível em uma série de cores e tipos de pulseiras, por exemplo. São os modelos: Watch, Watch Sport e o Watch Edition.
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– Sílvio Santos e a Netflix: um interessante estudo de caso!

Nesta última semana, Sílvio Santos disse que não assistia televisão, só a Netflix! E isso trouxe inúmeras observações curiosas do mercado.

Compartilho, extraído de: http://exame2.com.br/mobile/rede-de-blogs/branding-consumo-negocios/2015/03/03/a-aula-que-silvio-santos-deu-a-netflix/

A AULA QUE SILVIO SANTOS DEU À NETFLIX

Por Marcos Bedendo

Silvio Santos não tem conta pessoal no Facebook, Twitter e LinkedIn. Silvio Santos não deve usar todos os “features” do seu smartphone. Silvio Santos provavelmente não sabe quem é “hype” na blogosfera. Mas ele continua na vanguarda da comunicação.

Silvio Santos tem e representa tudo aquilo que se faz necessário na comunicação contemporânea. Como gestor da própria marca, ele continua sendo fiel aos seus princípios, e comprometido com os seus valores. Ele é consistente na maneira que se comunica e presente no dia a dia do seu público-alvo. Ele é diferenciado, pois não há ninguém remotamente parecido com o Silvio Santos.

A maneira como ele estabelece diálogo com os seus consumidores é única. Ao falar com os convidados de seu auditório ele os trata como pessoas, “colegas de trabalho”, na célebre expressão cunhada por ele. E a dona de casa (como ele as trata) em suas casas se sentem representadas e valorizadas por aquela mulher que conversa com ele no auditório.

As “escorregadas” que viram motivo de piada em alguns círculos nada mais são do que a sua autenticidade vindo à tona, que não diminui o seu prestígio e a sua relevância para seus consumidores. Silvio Santos é um exemplo de construção de marca, e o grande comunicador do Brasil.

Depois das redes sociais e outras ferramentas permitirem um dialogo mais direto e espontâneo com o consumidor, todas as marcas querem ser um pouco mais Silvio Santos. Quando elogiamos aquela troca de mensagens bem-humorada via twitter entre empresa e consumidor, elas estão apenas dialogando de maneira humana, como o Silvio Santos faz há tantos anos com suas colegas de trabalho.

Um olhar mais aprofundado sobre esta última polemica de Silvio Santos anunciando a Netflix mostra o quanto sua espontaneidade é latente, e a Netflix, apesar de ter participado de maneira exemplar deste dialogo, ainda viu a ação como uma forma de assessoria de imprensa. Vamos aos detalhes da aula de Silvio Santos.

Silvio falou que não assistia televisão quando estava em casa, mas assistia ao Netflix. Ele deu o preço do serviço, e também falou de um dos programas do qual gostava – a minissérie “A Bíblia”. Foi tão espontâneo que uma ação de merchandising paga não teria o mesmo efeito. Ele genuinamente estava recomendando o conteúdo, como um amigo faz com o outro.

A repercussão aconteceu, e foi rapidamente respondida pelo Twitter da Netflix, que disse estar avaliando o pedido feito por Silvio para que ele ganhasse o mês de graça. Seria o básico.

Mas a empresa foi além. Provavelmente avisado da importância do figura do Silvio Santos no Brasil, o próprio CEO da Netflix, Reed Hasting, resolveu fazer um vídeo direcionado ao Silvio, oferecendo não apenas o mês grátis, mas uma assinatura vitalícia. A resposta foi certeira, adequada e também pessoal. Quase como do dono da padaria para o seu cliente: entendeu a necessidade e dialogou. Perfeito até aí.

Mas infelizmente Hastings não conseguiu se segurar e acabou fazendo uma divulgação do “House of Cards”, série que estava estreando a terceira temporada naquele dia. Com isso, a quase “conversa entre amigos” acabou se tornando uma ação de assessoria de imprensa. Simpática e adequada, mas pouco pessoal. Afinal, o dono da padaria sabe o gosto do cliente, e me parece que oferecer “House of Cards” para quem assiste “A Bíblia” é similar ao dono da padaria oferecer um bolo de chocolate como cortesia à cliente de regime.

Mas isso não tira o brilhantismo da aula que Silvio Santos deu a todas as empresas “moderninhas”, e nem o rápido e certeiro aprendizado do aluno Netflix, que conseguiu dialogar com quase a mesma simpatia e desenvoltura do professor.
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