– Eita, Berlusconi!

Quer dizer que o ex-primeiro ministro italiano e polêmico bilionário Sílvio Berlusconi (aquele mesmo das festas “bunga-bunga”), está com 83 anos e agora solteiro?

Vejam que auto-estima: ele se separou de Francesca, sua jovem esposa de 34 anos (portanto, 50 anos mais nova) e está namorando Marta Fascina, de 30.

O italiano é danado ou não? Cá entre nós, no íntimo deles, será que o amor está prevalecendo apesar de mais de meio século de diferença de idade?

Nada contra amores de grande diferença de idade, mas pelo histórico dele, é algo complicado… Mas não é problema meu, certo? Eu sou um amante a moda antiga: casamento, uma única vez e para sempre!

Informações extraídas de: https://istoe.com.br/berlusconi-encerra-namoro-com-francesca-pascale/

Crédito: Reprodução

– Design Inteligente, Ciência e Fé. Qual o problema?

Hoje, a Teoria do Design Inteligente (TDI) traz à luz um novo debate: a Ciência e a Religião ainda são taxadas como inimigas?

Para muitos, sim. Há aqueles que procuram um meio-termo, e outros, ainda, sustentam que elas se complementam. Há séculos, foram notórios os conflitos entre estudiosos e religiosos. 

A TDI tem trazido uma certa polêmica por desconhecimento de pessoas que não sabem o que ela defende. Para muitos, a TDI é puramente criacionista – embora isso não seja verdade. Há radicais também, como em toda e qualquer, e isso pode assustar quem não a conhece. Bem simploriamente: o homem e a mulher foram desenhados, criados, guiados por uma mão poderosa, dentro de um processo evolutivo.

Porém, pelo menos 3 Papas se pronunciaram sobre ela, e todos de forma positiva:

O falecido Papa João Paulo II, no começo do seu pontificado, proclamava a belíssima encíclica de que “a Fé e a Razão são duas asas que nos elevam para o Céu”. Em 1996, declarou que:

A Teoria da Evolução das Espécies era mais do que uma hipótese”.

Isso não impede que o Livro do Gênesis deixe de ser respeitado, já que é uma versão poética inspirada à luz do Espírito Santo sobre a Criação do Mundo, mostrando que tudo foi formado por Deus a seu tempo, mostrando por Adão e Eva (referindo-se aos primeiros homens e mulheres) como o pecado entrou na humanidade.

Já o Papa Emérito Bento XVI demonstrou muita simpatia ao declarar que:

O Design Inteligente sustenta a evolução, já que a idéia de que a seleção natural por si só é insuficiente para explicar a complexidade do mundo”.

Seu mais próximo auxiliar, o Cardeal Schoenborn, em 2005, foi perfeito em sua objetiva mensagem, a qual comungo, escrevendo que:

A evolução no sentido da ancestralidade comum pode ser verdade, mas a evolução no sentido neo-darwinista – um processo não planejado e sem guia – não é”.

Recentemente, o Papa Francisco declarou que:

Deus não usa uma varinha mágica capaz de fazer tudo (…) Ele criou os seres humanos e deixou que eles se desenvolvessem de acordo com as leis internas que ele deu a cada um para que eles cheguem ao seu cumprimento. O Big Bang, que hoje temos como a origem do mundo, não contradiz a intervenção do Criador Divino, mas sim o exige”.

Em suma, podemos sintetizar numa única questão: tudo foi uma grande coincidência?

Me custa crer que uma força maior – e na minha fé, um Criador (Deus, Nosso Pai) – não tenha sido o grande responsável pelo Universo. Imaginar que os milhares de seres surgiram pela combinação aleatória de forças químicas, biológicas e inanimadas, é ser, até certo ponto, forçoso.

Para crer em evolução das espécies não precisa ser ateu. Ao contrário: aquilo que Deus construiu aos poucos, evoluiu conforme seus anseios. Ou foi um grande acaso que após milhões de anos o homem reina sobre a Terra?

Ainda sobre esse assunto, o professor Marcos Eberlin, uma autoridade sobre TDI (e um dos homens mais respeitados no Brasil e no Exterior sobre a área de Química, com inúmeros trabalhos importantes apresentados), falou na página 3 da Folha de SP, em “Tendência e Debates”.

Abaixo, em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2020/02/o-design-inteligente-tido-como-vertente-do-criacionismo-e-uma-teoria-cientifica-valida-sim.shtml

DEBATE: O design inteligente, tido como vertente do criacionismo, é uma teoria científica válida?

  • SIM. É a maior novidade científica sobre nossas origens

(Expressa a opinião do autor do texto: Marcos Eberlin)

Ciência é busca da verdade, que liberta de superstições. É confronto de hipóteses à luz dos dados. A teoria do design inteligente (TDI) é ciência de detecção de design, que distingue efeitos de causas naturais daqueles de causas inteligentes. 

A TDI argumenta com leis (exemplo: biogênese) e critérios (complexidade irredutível, informação, antevidência e ajuste fino), segue o método científico (observação, hipótese, experimentos e conclusão) e se alicerça só em dados: da física, da bioquímica, da biologia, da cosmologia e de ciências afins. 

É falseável, pois detalha suas teses; faz previsões acertadas, como a riqueza genética do “DNA ex-lixo” e a utilidade dos “órgãos vestigiais”, como o apêndice. É defendida por milhares de cientistas, alguns laureados com o Nobel, que publicam artigos e livros, como “A Caixa Preta de Darwin”, “Signature in the Cell”, “Darwin’s Doubt”, “Darwin Devolves” e “Foresight”. TDI é ciência, e em sua mais pura essência.

A TDI defende Deus? Falso! Se Ele é Deus, não carece de defesa. Defendemos a ciência. Aponta para um criador? Fato! Mas a evolução não aponta para a inexistência dele? O biólogo Richard Dawkins não se declarou intelectualmente realizado como ateu após Darwin? Seria a evolução uma vertente do ateísmo? Cientistas como Francis Collins são criacionistas evolutivos. Eu, teísta, assim o fui. Seria a evolução uma vertente do criacionismo? Antony Flew —o maior ateu do século 20— tornou-se um defensor da TDI. O astrônomo Fred Hoyle era ateu, mas optou pelos ETs como seu designer.

Seria a TDI uma vertente do ateísmo ou da panspermia? O filósofo David Berlinski e o bioquímico Michael Denton são agnósticos e defendem a TDI. Seria a TDI uma vertente do agnosticismo? Sejamos honestos: tanto a evolução quanto a TDI, enquanto ciência, acomodam diferentes posições filosóficas e teológicas: é inevitável! É desonesto invocar essas posições no debate.

Um designer metafísico não pode ser estudado pela ciência? Fato! Mas a TDI não estuda o designer, nem se arrisca; avalia só a obra —o universo e a vida. A TDI é ciência análoga ao programa Seti (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês), às ciências forenses e à arqueologia. Aplicaram a metodologia de detecção de design do Seti ao DNA e publicaram o artigo “The ‘Wow! signal’ of the terrestrial genetic code” (Icarus, 2013). Há design inteligente (DI) detectável no DNA.

A teoria da evolução é consenso e mais lei do que a gravidade? Falso! Veja os “Dissidentes de Darwin”: mais de mil bravos cientistas. Sociedades de DI se espalham pelo mundo. Quem ousaria desafiar Darwin, se absoluto fosse? Congressos tentam “salvar” a evolução, como o “New Trends in Evolutionary Biology” (Royal Society, 2016). Lá, disseram: “Não sabemos como a evolução fez, só não foi por DI!”

Adaptações ocorrem? Fato! Mas são frutos de “DI genético” e se limitam às famílias, como experimentos equivalentes a “milhões de anos” demonstraram. Tentilhões continuam tentilhões; vírus, vírus; celacanto, celacanto. Mutações criam máquinas moleculares de novo e sofisticam a vida? Falso! Não há sequer um exemplo disso na literatura. 

O registro fóssil confirma Darwin? Falso! A explosão cambriana —o surgimento repentino de diversos e complexos animais no período Cambriano— e a carência de formas transicionais demonstram que não.

Não se iluda com “discursos”. Ninguém desqualifica adversários como “hereges religiosos” se fosse possível refutar suas teses.

A TDI é a maior novidade científica sobre nossas origens. Revigora a ciência; a resgata do dogma materialista. Cresce no mundo todo, pois é ciência pura. O filósofo Thomas Kuhn previu o “pânico acadêmico” de quebras de paradigmas, como esse que o design inteligente causa, e a dificuldade de desviar o “Titanic darwinista”. Mas estamos virando o leme! A verdade vencerá —quem viver, verá!

Marcos Eberlin

Presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente (TDI Brasil), é doutor em química pela Unicamp e pós-doutor pela Universidade de Purdue (EUA)

TENDÊNCIAS / DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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– Nicolas Máduros diz às mulheres da Venezuela: “Vão parir! Todas as mulheres tendo 6 filhos”.

Há malucos de Direita, de Esquerda e Extremistas de ambos lados; há de Centro e também os que nem se rotulam. Mas para ser irresponsável na governança de um país, independe de ideologia.

Nicolás Maduro, ditador venezuelano de comprovadas fraudes em sua nação, pediu para que as mulheres tenham 6 filhos para ajudar o país crescer!

Tem hospitais para todos? Escolas? Comida?

Se os moradores atuais fogem da Venezuela por causa desse senhor, por quê não ter mais políticos honestos para substituir Maduro do que gente para sofrer?

Aliás, uma outra importunação: as mulheres são simplesmente reprodutoras por lá? Afinal, a fala ordenando (“vão parir”) de maneira ufanista parece mostrar que a terra das misses é também um lugar de objetificação do sexo feminino.

Esperamos ver as defensoras brasileiras do regime e que se intitulam senhoras emponderadas, como Gleise Hofmann (que sempre sorri ao lado de Maduro quando vai para Caracas), Jandira Feghali (que sempre faz discursos inflamados a favor do presidente venezuelano ou Manuela D’Ávila (que adora repudiar quem pensa diferente dela em suas entrevistas) fazerem a crítica também àquele que elas apoiam, mostrando que o respeito às mulheres independe de bandeira.

“Ainda bem” que a fala foi dita num evento referente ao Dia Internacional das Mulheres… ironias à parte, bem inapropriado.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/03/05/maduro-pede-que-venezuelanas-tenham-seis-filhos-para-que-pais-cresca.htm

MADURO PEDE QUE VENEZUELANAS TENHAM 6 FILHOS PARA QUE O PAÍS CRESÇA

“Vão parir! Todas as mulheres tendo seis filhos!”, diz presidente da Venezuela durante evento. Comentário é alvo de críticas da oposição e de organizações que denunciam colapso econômico e do sistema de saúde do país.

O presidente Nicolás Maduro exortou as mulheres venezuelanas a terem muitos filhos para que o país cresça, do qual milhões de pessoas fugiram nos últimos anos por causa da crise econômica.

“Vão parir, pois, vão parir! Todas as mulheres tendo seis filhos, todas. Que cresça a pátria!”, disse Maduro, durante transmissão ao vivo pela televisão de um evento para divulgar os avanços de seu chamado plano de “parto humanizado”, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março).

A declaração foi feita depois que Maduro conversou com uma gestante presente ao evento, que disse ter cinco filhos e estar esperando o sexto. O mandatário ainda acrescentou que “as mulheres são feitas de parir”.

Os comentários geraram duras críticas de ativistas de direitos humanos e outras organizações, que destacaram a luta dos venezuelanos para fornecer alimentos, roupas e cuidados de saúde para suas famílias.

“Hospitais não estão funcionando, há escassez de vacinas, mães não conseguem amamentar por desnutrição nem conseguem comprar fórmula por causa da inflação”, tuitou a deputada oposicionista Manuela Bolívar. Ela convocou protestos para o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

“É irresponsável da parte de um presidente da República encorajar mulheres a ter seis filhos simplesmente para fazer a pátria crescer, quando essa pátria não garante a vida às suas crianças”, afirmou Oscar Misle, fundador do grupo de defesa de direitos de crianças e adolescentes Cecodap.

Maduro foi reeleito para um segundo mandato numa eleição controversa em 2018, causando amplas manifestações contra seu regime. Segundo a Organização das Nações Unidas, o colapso econômico da Venezuela, aliado às suas profundas divergências políticas internas, levou ao êxodo de mais de 4,5 milhões de venezuelanos desde 2015.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU também divulgou recentemente que 9,3 milhões de pessoas – o equivalente a cerca de um terço da população venezuelana – não consegue suprir as próprias necessidades nutricionais. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que crianças são especialmente afetadas pela crise econômica e política da Venezuela. Segundo o órgão, cerca de 6,8 milhões de pessoas (mais de 20% da população) mostraram sinais de desnutrição entre 2016 e 2018.

No ano passado, um relatório conjunto da Human Rights Watch e da Escola Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública concluiu que o sistema de saúde na Venezuela “entrou completamente em colapso”. Entre outros problemas, o estudo citou níveis crescentes de mortalidade materna e infantil, assim como a disseminação de doenças que podem ser prevenidas com vacinas.

14.jan.2020 - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso na Assembleia Constituinte, em Caracas - Federico Parra/AFP

14.jan.2020 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante discurso na Assembleia Constituinte, em Caracas Imagem: Federico Parra/AFP

 

– A dor de quem passa fome!

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A ONU quer erradicar a fome até 2030. Entretanto, é assustador ver como sofrem os famintos mundo afora. Em especial, na África Negra.

Se tiver coragem, leia abaixo (Extraído de: http://istoe.com.br/um-pedido-de-socorro/)

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UM PEDIDO DE SOCORRO

O mundo enfrenta a mais grave crise humanitária dos últimos setenta anos. Vinte milhões de pessoas, que vivem em quatro países assolados por conflitos armados, estão na iminência de morrer por desnutrição se nada for feito. Contraditoriamente, ainda são desperdiçados 1,3 bilhão de toneladas de alimentos por ano em todo o globo

Por Fabíola Perez

É a mesma sensação de uma dor aguda e constante. Como uma agonia, que parece perfurar o estômago dias a fio e é agravada pelo calor escaldante, que deixa os corpos num estado permanente de inércia. Os poucos restos de alimentos ingeridos não são suficientes para livrar o organismo da angústia. Nas crianças, o vazio trazido pela ausência de nutrientes rapidamente se transforma em choro. Elas estão entre os grupos mais vulneráveis. Nos acampamentos do estado de Borno, na Nigéria, é comum avistar mulheres e bebês apáticos, sem força e disposição para lutar pela vida. Segundo o pediatra Marco Olla, membro da organização Médicos Sem Fronteiras, em regiões onde se vê pessoas com mais de cinco anos acometidas pela desnutrição, é sinal de que a conjuntura é realmente grave. Esse é o caso de Maiduguri, capital de Borno. “No departamento de internação que mantemos na cidade, uma mãe chegou com sua filha de sete anos. A menina estava extremamente desnutrida e com diarréia”, diz. Elas haviam fugido de um vilarejo e se instalaram em um acampamento improvisado. Ficaram ali por mais de um mês, mas a quantidade de grãos e arroz que recebiam não eram suficientes.

A Nigéria é um dos quatro países citados em um recente alerta das Nações Unidas (ONU) que declarou que quatro países vivem a pior crise humanitária desde a criação da entidade, em 1945 (leia quadro). Isso porque possui uma parcela significativa de sua população vivendo sob o flagelo da fome. Os casos de má nutrição já são tão graves que os adultos quase não têm forças para andar e algumas comunidades perdem suas crianças diariamente. Também enfrentam uma situação semelhante Iêmen, Somália e Sudão do Sul. Nesses quatro países, a estimativa é de que 20 milhões de pessoas possam morrer vítimas da insegurança alimentar aguda. Contraditoriamente, a nova onda de fome no mundo vem à tona em uma época que cresce a produção mundial de alimentos e o desperdício chega a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Então, porque a fome voltou a ser motivo de alertas mundiais? Nos anos 1980, as imagens de crianças esqueléticas chamavam a atenção para um milhão de mortos na Etiópia. Na década seguinte, 3,5 milhões de norte-coreanos também morreram por falta de alimentos. Mais recentemente, a República Democrática do Congo e a Somália perderam quatro milhões de pessoas para a fome. Hoje, apesar dos avanços, o problema do acesso aos alimentos persiste e se agrava. “A violência de grupos armados impede a entrada e a permanência de grupos de apoio em determinadas regiões”, disse à ISTOÉ Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil.

Atualmente, em todo o mundo existem cerca de 800 milhões de pessoas que sentem as dores de um estômago vazio. Para a ONU declarar oficialmente fome em um país é preciso que pelo menos 20% da população tenham acesso a menos de duas mil calorias de alimentos por dia e que mais de 30% das crianças sofram de má nutrição. Além disso, em países atingidos pela fome são registradas diariamente duas mortes para cada dez mil habitantes ou a morte de quatro crianças em cada dez mil habitantes. Para evitar uma catástrofe nessas regiões, as Nações Unidas pediram uma ajuda de US$ 4,4 bilhões para países desenvolvidos até julho. “Essa situação saiu do normal: conflitos armados e o fator climático da seca tornam o quadro ainda mais perverso”, diz Bojanic. “Em função disso, muitas das pessoas que migram não têm as mínimas condições de segurança para se dedicar à agricultura.”

20 milhões de pessoas podem morrer de fome na Nigéria, no Sudão do Sul, na Somália e no Iêmen e 1,4 milhão de crianças estão em risco iminente de morte por malnutrição aguda.

Outro agravante nessas regiões são as condições logísticas. São zonas de difícil acesso que dificultam a chegada dos alimentos. No Sudão do Sul, por exemplo, existem apenas 200 quilômetros de estradas asfaltadas. Naquele país, a intensificação dos conflitos preocupa entidades de ajuda humanitária. “Em algumas cidades, eles impedem a chegada de cuidados de saúde de emergência, água para o consumo e alimentos para pessoas internamente deslocadas”, afirma Marcus Bachmann, coordenador local do MSF. Na Somália, o cenário de fome e suas conseqüências é ainda mais intenso. Além da guerra que se estende por décadas, da ausência do Estado de direito e do subdesenvolvimento, o país sofre com a falta de água que atinge criações de gado e plantações. Em Borno, na Nigéria, o conflito entre o grupo extremista Boko Haram e o exército também coloca a população em condições limites. “Em Benisheikh, Gwoza e Pulka é impossível cultivar qualquer coisa e é perigoso deixar as cidades para buscar madeira para cozinhar ou vendê-la”, afirma Jean François Sauveur médico do MSF.

Nesses países, os grupos mais atingidos pela insegurança alimentar aguda são as crianças e as mulheres. Para se ter uma idéia, em janeiro, membros da MSF observaram que no norte do Sudão do Sul 25% das crianças com menos de 5 anos sofriam desnutrição grave. “Esses números são extremamente preocupantes”, afirma Nicolas Peissel, coordenador de projeto do MSF. Porém, em função da insegurança, agentes de saúde avaliam que é impossível abrir um novo hospital ou encaminhar pacientes para outras instalações. O Iêmen, por sua vez, atravessa uma das situações mais drásticas do globo. Estimativas da ONU apontam que 19 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de ajuda humanitária depois de dois anos de guerra entre o grupo extremista Houthi e o governo. Nos primeiros cinco meses de 2016, foram registrados 50 casos de desnutrição por mês no hospital de Al Tawra, na cidade de Hodeidah. Estima-se que, nesse período, uma criança tenha morrido a cada dois dias pela falta de nutrientes. Ao mesmo tempo em que a necessidade pelo atendimento cresce, muitos hospitais foram destruídos por ataques aéreos.

É comum observar crianças e adultos em pele e osso, sem condições de se manter em pé, porque a fome aguda influi diretamente no metabolismo das pessoas. “Conforme a imunidade das pessoas se compromete devido à baixa de nutrientes, o número de infecções aumenta”, diz Javed Baba Ali, médico do MSF. Para reverter esse quadro, o coordenador de desenvolvimento humano e pobreza do Banco Mundial, Pedro Olinto, defende que é necessário não apenas enviar alimentos a essas regiões como também dar à população local condições de comprar de produtores locais. “Quando se envia mantimentos, o preço sobe e os produtores desistem de plantar seus próprios alimentos”, diz. Ainda assim, a ONU tem como meta erradicar a fome até 2030. “A insegurança alimentar condena uma nação a uma situação permanente de atraso”, diz Bojanic.

Pessoas em situação de insegurança alimentar grave

Iêmen: 14,1 milhões
Nigéria: 1,8 milhão
Sudão do Sul: 4,9 milhões
Somália: 2,9 milhões

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VÍTIMAS Na cidade de Nyala, no Sudão do Sul, crianças e mulheres lutam para conseguir pequenas quantidades de arroz e grãos distribuídos por ONGs internacionais

– A incrível história do Navio à Deriva (ou Navio Fantasma) que apareceu na Irlanda!

Parece história de filme: um barco fantasma (ou melhor, um navio abandonado) navegou mundo afora sozinho por mais de um ano e apareceu na Irlanda.

Ficará a percepção: nosso Planeta Terra, pela sua imensidão marítima, sem dúvida faz jus ao apelido de “Planeta Água:.

Abaixo, extraído de: https://www.istoedinheiro.com.br/navio-fantasma-ressurge-na-costa-irlandesa/

NAVIO FANTASMA RESSURGE NA COSTA IRLANDESA

Um navio de carga desaparecido há mais de um ano ressurgiu na Irlanda nesta segunda-feira (17), segundo o The Guardian.

O MV Alta, de 77 metros, foi abandonado pela tripulação em meados de 2018, na Guiana, após ficar impossibilitado de sofrer reparos. Desde então, o Alta viveu uma odisseia pelo Atlântico.

A viagem, que passou pelos mares da África, Europa e América teve fim com a chuva de Dennis, no domingo, quando encalhou nas rochas perto de Ballycotton, vila de pescadores no condado de Cork, Irlanda.

As autoridades ainda estudam o que vão fazer com o navio e cientistas ambientais já disseram não ver sinais de poluição visível. Avaliações de risco ainda serão feitas nos próximos dias.

Segundo o Guardian, o Alta foi construído em 1976 e recebeu a bandeira da Tanzânia. Mudou de proprietário em 2017 e estava navegando da Grécia para o Haiti em setembro de 2018, quando foi abandonado por 10 tripulantes, a 2 mil quilômetros de Bermudas.

Os tripulantes foram resgatados por um navio de guarda costeira dos Estados Unidos que os levou a Porto Rico. Rebocado até a Guiana, o Alta acabou sequestrado e ficou desaparecido até agosto de 2019, quando foi avistado por um navio de patrulha da Marinha britânica.

É possível que ele tenha navegado pela África, passado pela Espanha e seguido, então, para a Irlanda.

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O MV Alta foi avistado por um navio de guarda em setembro do ano passado, sumindo logo em seguida (Crédito: Reprodução/HSM Protector)

– Os iPhones para os suspeitos de quarentena do Coronavírus!

E viva a tecnologia. Viram a decisão das autoridades sanitárias japonesas para ter controle sobre os passageiros que estão presos num cruzeiro?

Distribuirão iPhones para ter controle médico sobre os suspeitos dos portadores de COVID-19

Abaixo, extraído de: https://blogdoiphone.com/2020/02/2mil-iphones-cruzeiro-japao/

PASSAGEIROS PRESOS NO CRUZEIRO DO CORONAVÍRUS NO JAPÃO RECEBERÃO 2000 IPHONES

O mundo inteiro tem acompanhado o drama que vivem os passageiros presos em quarentena em um navio em mares japoneses, pelo fato de alguns deles estarem infectados com o coronavírus (que recentemente mudou o nome para COVID-19). Foram mais de 40 casos confirmados e não há perspectiva de quando eles poderão desembarcar em terra firme.

O fato inusitado é que o Ministério da Saúde japonês fornecerá cerca de 2.000 iPhones para os passageiros informarem suas próprias condições de saúde.

Os iPhones são fornecidos pela operadora Softbank a cada cabine de passageiros e tripulação do navio.

A intenção é puramente médica: através de um aplicativo especial feito pelo Ministério, cada pessoa poderá ter consultas individuais com médicos, via chat, além de informar em tempo real eventuais sintomas e o histórico diário da medicação que estão tomando.

Isso facilitará muito o controle de mais de 2.000 pessoas por profissionais que não precisam estar necessariamente dentro do navio.

Pelas imagens divulgadas, não será o novíssimo iPhone 11, mas sim exemplares do iPhone 6s.

– O Drama dos passageiros do cruzeiro Diamond Princess e os infectados por Coronavírus.

E se você estivesse num cruzeiro e soubesse que dentre os passageiros, mais de 60 estão com coronavírus?

Isso é realidade no Japão. Que pavoroso!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2020/02/07/coronavirus-o-drama-de-3700-pessoas-presas-em-cruzeiro-apos-61-infectados.htm

O DRAMA DE 3.700 PESSOAS PRESAS EM CRUZEIRO APÓS 61 PASSAGEIROS DETECTADOS COM CORONAVÍRUS

A viagem dos sonhos se transformou em pavor para 2.600 pessoas. Esses passageiros e outros 1.100 tripulantes de um cruzeiro marítimo estão presos em quarentena dentro de um navio na costa do Japão depois que 61 pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

Diamond Princess (Princesa de Diamante em tradução livre) é o nome da embarcação com 3.700 pessoas a bordo. Ele está atracado na costa de Yokohama, perto da capital Tóquio, desde terça-feira (4), quando o teste de um antigo passageiro deu positivo.

Um homem de Hong Kong, que embarcou no mês passado, foi diagnosticado seis dias depois de deixar o navio. Como ele não apresentou sintomas de coronavírus durante sua estadia, as autoridades fizeram o teste em todos a bordo, diagnosticando 61 pessoas positivamente.

Embora os infectados tenham sido retirados do navio, quem ficou também entrou em quarentena: além das autoridades médicas, ninguém entra e ninguém sai do cruzeiro até o dia 17 de fevereiro, informou reportagem da rede norte-americana CNN.

A americana Sawyer Smith, 25, seu irmão e seus avós, ambos com 80 anos, precisam ficar presos em uma cabine de 12 metros quadrados. “Não temos janela, somos quatro pessoas e apenas uma cadeira”, lamentou ela à agência de notícias Reuters por telefone.

Enquanto os idosos passam grande parte do tempo lendo, os outros membros da família se distraem assistindo a filmes. O clima, no entanto, é tenso para a maioria dos passageiros.

A autora americana Gay Courter também está entre os mais de 2.600 viajantes do Diamond Princess, uma “prisão contaminada”, de acordo com ela.

“[Meu marido Philip e eu] temos 75 e 77 anos. Temos a saúde frágil e temos uma faixa etária ruim para adoecer (…) Não estamos seguros em nossos quartos”, disse ela à CNN.

Os idosos são especialmente suscetíveis ao coronavírus. Segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, 80% dos mortos no país tinham mais de 60 anos.
Courter chegou a pedir à sua companhia de seguros que a tirasse de lá, mas os governos do Japão dos Estados Unidos —origem de 428 passageiros— impediram.

“Foi uma viagem única e usei todos os pontos do meu cartão de crédito. A saída foi divina, mas agora não me importo com o modo como vou para casa”, afirmou Courter, que teme não sobreviver. “Eu só não quero voltar para casa em um caixão”, afirmou.

Quem precisou deixar o navio foi Rebecca Frasure, 35, diagnosticada hoje de manhã. Embora tenha viajado com o marido, Kent Frasure, 42, apenas ela deixou o Diamond Prinicess para tratamento.

“É terrível, eu nunca poderia imaginar que isso aconteceria agora”, disse ela à CNN pouco antes de deixar o barco. “[A parte mais difícil] é o desconhecido. Eu não sei o que vai acontecer daqui a uma hora.”

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– A Morte do médico que alertou sobre a existência do Coronavírus (e quase foi preso por isso)

Coisas de um mundo intolerante, anti-democrático e que disfarça a tragédia: Dr Li Wenliang, o médico que avisou sobre o perigo do coronavírus (e quase foi preso pelas autoridades da China “por perturbar a ordem nacional”) foi vítima de descrédito inicial. Após a OMS entender a gravidade, pode ser livre da perseguição chinesa e… se tratar! Afinal, ele contraiu de um paciente a enfermidade que mais tem assustado o mundo hoje.

Depois de quase 1 mês, Dr Li faleceu, aumentando o número de vítimas em Wuhan.

Extraído de: https://jovempan.com.br/noticias/mundo/medico-chines-alertou-sobre-coronavirus-morre-doenca.html

MORRE MÉDICO CHINÊS QUE FEZ PRIMEIROS ALERTAS SOBRE CORONAVÍRUS

O médico chinês Li Wenliang morreu nesta quinta-feira (6) na cidade de Wuhan, em decorrência do novo coronavírus. Ele ganhou notoriedade por ter sido um dos primeiros agentes de saúde a divulgar os riscos da infecção do novo vírus.

A divulgação de Li Wenliang sobre o perigo representado pelo coronavírus lhe custou uma reprimenda por parte do governo de Wuhan. Ele foi acusado de “espalhar rumores online” e de “perturbar seriamente a ordem social” e teve que prestar depoimento à polícia local.

Segundo a TV americana CNN, o médico estava internado em Wuhan desde 12 de janeiro. Ele contraiu coronavírus de um paciente que tratava. No Twitter, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lamentou a morte de Li. “Nós estamos profundamente tristes com a morte do Dr. Li Wenliang. Todos nós precisamos celebrar o trabalho que ele fez”, tuitou a OMS.

*Com informações do Estadão Conteúdo

– A Kodak versus o Instagram

Publicado tempos atrás no meu blog, essa postagem é para quem curtia Polaroid e comprava filmes fotográficos da Fuji ou da Kodak: como o Instagram matou essas empresas!

Abaixo:

KODAK VERSUS INSTAGRAM

A Kodak (quem não se lembra dos filmes para máquinas fotográficas?) chegou a ter 140.000 funcionários ao redor do mundo em seu auge. Há pouco tempo faliu!

Sabe quantos funcionários tem o aplicativo para smartphones Instagram? Apenas 600. E sabe quantos o App tinha no dia em que o Facebook pagou US$ 1 bi por ele? Só 13!

Uau…

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– A Professora de Química e o seu Doutorando em área de guerra (literalmente).

E não é mentira a história que impressiona, entre uma professora protagonista com um “roteiro de filme para formar seu aluno”, que surgiu nos últimos dias. E que aconteceu há 5 anos, sem que ninguém soubesse!

Charlotta Turner, Professora de Química Analítica da Universitária de Lund, na Suécia, soube que seu aluno que orientava no Doutorado, Firas Mohsin Jumaah, não poderia concluir o curso já que por ser iraquiano, foi passar uns dias em seu país-natal e acabou cercado por uma célula do grupo terrorista Estado Islâmico, que dominou a região e impediu a saída de moradores.

Não é que a docente contratou, acredite, um grupo de mercenários que o retirou de lá, e trouxe a família dele para tranquilizá-lo?

Disse a professora:

“Fiquei chateada com a situação do Firas porque ele era meu aluno e era minha a responsabilidade por ele entregar a tese”.

Tal empenho da professora impressiona. Mas contratar mercenário para trazer o aluno de volta, nunca vi!

Abaixo, extraído do noticiário sueco, em: https://www.thelocal.se/20181213/lund-professor-freed-student-from-islamic-state-warzone

LUND PROFESSOR FREED STUDENT FROM ISLAMIC WAR ZONE

Charlotta Turner, professor in Analytical Chemistry, received a text message from her student Firas Jumaah in 2014 telling her to to assume he would not finish his thesis if he had not returned within a week.

He and his family were, he told her, hiding out in a disused bleach factory, with the sounds of gunshots from Isis warriors roaming the town reverberating around them. Jumaah, who is from Iraq, is a member of the ethno-religious group Yazidi hated by Isis.

“I had no hope then at all,” Jumaah told Lund’s University Magazine LUM. “I was desperate. I just wanted to tell my supervisor what was happening. I had no idea that a professor would be able to do anything for us.”
Jumaah had voluntarily entered the war zone after his wife had rung him to say that Isis fighters had taken over the next-door village, killing all the men and taking the women into slavery.

“My wife was totally panicking. Everyone was shocked at how IS were behaving,” he said. “I took the first plane there to be with them. What sort of life would I have if anything had happened to them there?”

But Turner was not willing to leave her student to die without trying to do something.

“What was happening was completely unacceptable,” she told LUM. “I got so angry that IS was pushing itself into our world, exposing my doctoral student and his family to this, and disrupting the research.”

She contacted the university’s then security chief Per Gustafson.

“It was almost as if he’d been waiting for this kind of mission,” Turner said. “Per Gustafson said that we had a transport and security deal which stretched over the whole world.”

Over a few days of intense activity, Gustafson hired a security company which then arranged the rescue operation.

A few days later two Landcruisers carrying four heavily-armed mercenaries roared into the area where Jumaah was hiding, and sped him away to Erbil Airport together with his wife and two small children.

“I have never felt so privileged, so VIP,” Jumaah told LUM. “But at the same time I felt like a coward as I left my mother and sisters behind me.”

uckily the rest of his family survived Isis occupation, while Jumaah back in Sweden completed his PhD and now works for a pharmaceuticals company in Malmö. The family has almost finished paying the university back for the rescue operation.

“It was a unique event. As far as I know no other university has ever been involved in anything like it,” Gustafson said.

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Firas Jumaah and his former PHD supervisor Charlotta Turner. Photo: Kennet Ruona

– A Lei que socorre as Mulheres em dias de Menstruação!

Coisas de um mundo moderno e contraditoriamente primitivo: no Nepal, as mulheres costumam ser colocadas em cabanas isoladas de suas famílias nos períodos de menstruação. O costume local diz que é sinal de desgraça e azar para os maridos e seus lares quando o sangramento ocorre.

Preocupado com certos abusos, as autoridades de lá promulgaram uma lei que proíbe tal prática, revoltando nepalêses mais retirados. Uma das justificativas de quem defende a solitária, abaixo:

Se uma mulher menstruada entra na casa, 3 coisas acontecem: um tigre aparece, a casa pega fogo e o chefe da família fica doente

A frase acima é de Funcho, morador do Nepal e reproduzida na Edição da Revista Veja de dias atrás (extraída do original no NYT), explicando os motivos do isolamento de mulheres menstruadas em seu lugarejo.

É esse o mundo do século XXI?

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– Kobe Bryant, Pacientes de Coronavirus e Mortos pelas Chuvas de MG: o que fazer?

Acidentes acontecem, diz o dito popular. Mas… há coisas que podem ser evitadas?

O grande jogador de basquete Kobe Bryant, com 41 anos, de idade (junto com sua filha de 13 e outras pessoas) morreu pela queda do seu helicóptero. Já imaginaram o cara tão jovem, recém aposentado e na hora de gozar da fortuna que conquistou, morrer de tal forma? E a discussão: dava para evitar? Manutenção da aeronave em dia e piloto ciente das condições de voo em ordem?

Lá na China um surto de pessoas contaminadas pelo Coronavirus, que possivelmente surgiu em uma feira livre, após pessoas consumirem animais “de gosto duvidoso”: a famosa e exótica sopa de morcegos. Três cidades estão sitiadas: ninguém entra e ninguém sai. Que loucura! E se isso se espalhar pelo mundo? Nova discussão: poderia se evitar? O que deveria ter sido feito? 

Aqui no Brasil, uma tragédia: as pessoas mortas com as fortes chuvas em Minas Gerais. Misericórdia, que tristeza... E a derradeira repetida pergunta: as autoridades deixaram as cidades prontas para trombas d’água? Havia construções irregulares nas encostas? A Defesa Civil estava preparada?

Não se culpe tais acontecimentos como “coisas de Deus” ou como “algo que acontece”. Nos três casos, as coisas não poderiam ser evitadas por pessoas (fiscalizando, prevenindo e se antecipando aos acontecimentos)? De grandes a pequenos detalhes, acidentes podem ser evitados. E nos exemplos citados, as mortes comovem, doem e trazem à tona tal reflexão de vida.

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– Diz pensar nos pobres, mas se enriquece? A hipocrisia da filha do Presidente de Angola

Uma ditadura africana, cheia de Petróleo, mas cuja população é pobre: essa é Angola, que agora descobre que Isabel dos Santos, a “primeira-filha” do ex-presidente José Eduardo dos Santos (que pregava a igualdade da população e o bem comum) é bilionária por conta da corrupção velada do governo do seu pai.

Achei pertinente tal reflexão do jornalista José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes:

“A revelação da fortuna amealhada por Isabel dos Santos, filha do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, mostra como o discurso comuno-socialista se revela na prática, roubalheira. O partido do pai, o MPLA, que recebeu apoio cubano-soviético, é marxista.”

Extraído de: https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,mulher-mais-rica-da-africa-e-acusada-de-fraude-e-lavagem-de-dinheiro,70003169516

MULHER MAIS RICA DA ÁFRICA É ACUSADA DE FRAUDE E LAVAGEM DE DINHEIRO

A bilionária angolana Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, foi acusada de fraude, desvio de fundos e lavagem de dinheiro, anunciou o procurador-geral angolano. Procurada por várias semanas pela justiça angolana, Isabel dos Santos também foi acusada de tráfico de influência, abuso de bens sociais e falsificação de documentos quando era presidente do grupo público de petróleo angolano Sonangol, informou o Procurador Geral Helder Pitta Gros na noite de quarta-feira, 22.

A investigação das atividades de Isabel dos Santos do preíodo em que ela dirigiu a Sonagol, entre junho de 2016 e novembro de 2017, começou depois que seu sucessor, Carlos Saturnino, denunciou “transferências irregulares de dinheiro”. Considerada a mulher mais rica da África, Isabel poderia ter usado o apoio de seu pai para obter fundos estatais do país mais rico em petróleo da África do Sul e investi-lo no exterior com a ajuda de empresas ocidentais.

Isabel deixou Angola depois que seu pai, que governou o país por quase 40 anos, renunciou à presidência em 2017 e foi substituído por João Lourenco. A acusação ocorre três dias após a publicação do “Luanda Leaks” pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, sediado em Nova York (ICIJ, na sigla em inglês). Os documentos emitidos pelo ICIJ mostrariam como Isabel dos Santos desviou centenas de milhões de dólares em dinheiro público para contas pessoais em paraísos fiscais.

Na segunda-feira, 20 após a divulgação dos documentos “Luanda Leaks”, o procurador-geral Helder Pitra Gros declarou que estava determinado a “usar todos os meios” para levar Isabel a Angola novamente, que vive entre Londres e Dubai. “Vamos ativar todos os mecanismos internacionais para trazer Isabel dos Santos de volta ao país”, disse Pitra Gros, entrevistado pela rádio nacional.

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), com sede em Nova York, também está por trás do vazamento em 2016 de documentos confidenciais sobre paraísos fiscais conhecidos como “Documentos do Panamá”. /AFP

FILE PHOTO: Isabel Dos Santos, daughter of Angola’s former President and Africa's richest woman, sits for a portrait during a Reuters interview in London, Britain

– Tudo o que você precisa saber sobre o Coronavírus da China

É assustadora a ideia de uma epidemia mundial provocada por esse coronavírus, que está atacando a China e que já teve um caso suspeito no Brasil (de um morador de Minas Gerais que voltou doente da China, mas que há pouco teve descartada tal contaminação).

Mas, afinal, o que é esse mal?

Abaixo, extraído de: https://veja.abril.com.br/saude/coronavirus-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-nova-infeccao/

CORONAVÍRUS

Um vírus desconhecido pela ciência até pouco tempo vem causando uma doença pulmonar grave em centenas de pessoas. Na China, onde surgiu o novo coronavírus, 17 pessoas morreram e 444 estão infectadas, de acordo com o balanço local mais recente. Casos da infecção já foram confirmados na Coreia do Sul, Tailândia, Japão, Estados Unidos e Taiwan.

Nesta quarta-feira (22), a Secretária Estadual de Saúde de Minas Gerais informou que um caso suspeito da doença está sendo investigado em Belo Horizonte. A paciente, uma mulher de 35 anos, esteve em Xangai e desembarcou em Belo Horizonte no último sábado (18), com sintomas respiratórios compatíveis com doença respiratória viral aguda.

Logo depois, o Ministério da Saúde se pronunciou e afirmou que o caso “não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)”. Na terça-feira (21), a entidade alertou para a possibilidade do surto se espalhar para outras partes da China e para outros países.

Veja abaixo algumas das principais dúvidas sobre o novo vírus e a doença que ele causa.

O que é um coronavírus?

Os coronavírus recebem esse nome porque têm em sua membrana picos projetados que se assemelham à coroa do sol. Eles podem infectar animais e pessoas e causar doenças do trato respiratório, que vão desde o resfriado comum até condições graves como a SARS, que afetou milhares de pessoas em todo o mundo, e matou quase 800, durante um surto em 2003 e a MERS, que causou a morte de 858 dos 2.494 pacientes identificados com a infecção desde 2012.

O coronavírus identificado na China recentemente foi chamado de 2019-nCoV. Os primeiros casos da doença, uma pneumonia causada por um vírus desconhecido, foram registrados no final de dezembro. Na primeira semana de janeiro, pesquisadores chineses identificaram o patógeno por trás de uma doença misteriosa que havia adoecido 59 pessoas em Wuhan, uma cidade de 11 milhões de habitantes no centro da China: era um novo coronavírus.

“Esse vírus é da mesma família que o coronavírus causador da epidemia de Sars e de Mers. Mas existem outros coronavírus já identificados, presentes inclusive no Brasil, que causam apenas resfriado comum. O diferente desse é que é um vírus completamente novo, que nunca havia sido identificado e, por isso, não sabemos como o organismo humano reage à ele”, diz a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio Libanês em São Paulo.

Quais são os sintomas da infecção?

Casos mais leves podem se parecer com gripe ou resfriado comum, dificultando a detecção. Já casos mais graves podem evoluir para pneumonia e síndrome respiratória aguda grave ou causar insuficiência renal. Os sintomas incluem febre alta, tosse, dificuldade para respirar e lesões pulmonares.

Ainda há pouca informação sobre período de incubação – o tempo entre a exposição e o início dos sintomas – e transmissibilidade Estima-se que o período de incubação seja de aproximadamente duas semanas e já se sabe que ele pode ser transmitido de pessoa para pessoa. No entanto, pouco se sabe sobre quem está em maior risco de sintomas mais graves.

Quão grave é a situação?

Ainda não se sabe. Os coronavírus podem causar desde um resfriado comum até a morte do paciente infectado. Aparentemente, o novo vírus está em algum lugar no meio do caminho entre esses dois extremos. “Quando encontramos um novo coronavírus, buscamos saber quão severos eram os sintomas, e eles são mais parecidos aos de um resfriado, o que gera preocupação, mas não são tão graves quanto os da Sars”, afirmou o professor Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, à rede britânica BBC.

Segundo a infectologista Mirian Dal Ben, a mortalidade do vírus até o momento está em cerca de 4% e é considerada alta. Pelo menos, é muito maior do que um resfriado comum causada por outros coronavírus. Entretanto, ela ressalta que como ainda estamos no início da epidemia, é difícil estabelecer a gravidade do vírus. “Quem chega ao hospital é quem tem sintomas graves. Pode ser que o que estamos vendo seja a ponta do iceberg e que a quantidade de infectados seja muito maior, mas com sintomas mais brandos”, explica a médica.

De onde esse novo vírus surgiu?

Novos vírus surgem a todo momento. Grande parte tem origem em espécies animais, onde geralmente passam despercebidos, e por alguma razão, “pulam” para os humanos. Isso aconteceu com a Sars, que passou para os humanos a partir de um animal selvagem conhecido como civeta (ou gato-de-algália, parente do guaxinim) — que era considerado uma iguaria na região de Guangdong, na China. E com a Mers, geralmente originária de dromedários. Uma vez que é identificado o animal reservatório, como é chamado o ser vivo onde um agente infeccioso vive e se multiplica, é mais fácil lidar com isso.

No caso do novo coronavírus, ainda não se sabe de qual animal ele é proveniente. Os primeiros casos da doença foram identificados em trabalhadores do mercado público de frutos do mar em Wuhan, na China. Ainda que alguns mamíferos aquáticos possam portar o coronavírus, como a baleia-beluga, no local também são comercializados outras classes de animais selvagens vivos, como galinhas, morcegos, coelhos e cobras, que são considerado as fontes primárias mais prováveis da infecção.

Segundo especialistas, casos desse tipo costumam se originar na China devido à sua dimensão territorial, densidade populacional e do contato próximo com animais infectados.

Essa doença se alastra facilmente?

No início, os casos da infecção estavam restritos à pessoas que tinham algum tipo de associação com o mercado de peixe de Wuhan. Entretanto, conforme o tempo foi passando, novos casos foram surgindo em outras cidades chinesas e em outros países.

Por isso, acreditava-se que a transmissão era feita de animais para pessoas. Mas, recentemente, autoridades chinesas confirmaram a transmissão do vírus de uma pessoa para outra, o que aumenta o risco de propagação. A quantidade de pessoas infectadas em pouco tempo e a identificação do vírus em outros países, mostra uma facilidade de transmissão. “Por ser um vírus novo, ninguém tem imunidade contra ele e isso faz ele se espalhar mais rápido”, explica Mirian.

De acordo com o vice-chefe da Comissão Nacional de Saúde do Reino Unido, estima-se que quase 2 200 pessoas tenham tido contato com pacientes infectados. E não foi identificado nenhum “super espalhador”, ou seja, um paciente que tenha transmitido o vírus para mais de dez pessoas, segundo informações da rede BBC.

O que está sendo feito para diminuir o risco de uma pandemia?

O governo chinês alertou que quem esconder infecções será “sempre pregado no pilar da vergonha da história”. Aeroportos ao redor do mundo, incluindo alguns nos Estados Unidos e na Austrália, estão examinando passageiros de Wuhan. Na terça-feira, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças anunciaram medidas de triagem ampliadas nos Estados Unidos. Pesquisadores estão em busca de uma vacina.

Qual é o risco de contaminação?

Ainda não se sabe. Mas, de acordo com a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Whuan. Portanto, somente pessoas que estiveram no local devem se preocupar. É claro que isso pode ser atualizado a qualquer momento. Afinal, a globalização aumentou exponencialmente o fluxo de pessoas e a transmissão pelo contato com partículas de tosse e espirro de pessoas infectadas, aumentam ainda mais o risco de disseminação da doença.

Devo me preocupar?

Sim. “Há motivo para preocupação, mas não para pânico”, segundo a infectologista Mirian Dal Ben. Com a disseminação do vírus para outros países e a circulação de pessoas, a chegada do coronavírus ao Brasil é uma ameaça possível. Mas, no momento, não há indícios de circulação desse vírus.

No Brasil, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde informa que não há nenhum caso suspeito, mas a pasta diz que enviou comunicado às representações da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) em portos e aeroportos para que viajantes sejam orientados a tomar medidas de precauções em viagens ao exterior e para a “revisão dos principais aeroportos de conexão provenientes da China para identificação e mensuração dos riscos”.

O Ministério da Saúde afirma que tem realizado monitoramento diário da situação junto à OMS, que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos, em 31 de dezembro de 2019. Além disso, o Governo Federal adotou ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China, incluindo a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais.

Como se proteger?

As medidas de proteção contra o coronavírus é semelhante às de gripes e resfriados. A recomendação oficial da OMS prevê a boa higiene das mãos – limpar as mãos com freqüência usando álcool ou sabão e água; manter a “etiqueta da tosse” – cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ou um tecido ao tossir e espirrar; evitar contato próximo com quem tem febre e tosse; procurar atendimento médico se apresentar febre, tosse e dificuldade em respirar; evitar contato desprotegido com animais vivos e superfícies em contato com animais em mercados ao ar livre com circulação de coronavírus; evitar o consumo de produtos de origem animal crua ou mal cozida; e manusear com cuidado produtos crus de origem animal.

Evitar lugares fechados e aglomerações também estão entre as recomendações de proteção. Vale ressaltar que, no Brasil, não há circulação do vírus no momento, então não há motivo para preocupação com prevenção.

Quão preocupados estão os especialistas?

Os especialistas estão atentos, mas não em pânico. Segundo eles, é tudo muito novo e poucas informações sobre o vírus e a doença estão disponíveis. De qualquer forma, profissionais de saúde de todo o mundo estão em alerta.

A Organização Mundial da Saúde ainda não recomenda restrições em viagens ou no comércio internacional em decorrência do vírus, mas tempo tem oferecido orientação a países para se prepararem. Uma eventual declaração de situação de emergência de saúde pública global pode facilitar a coordenação internacional e a arrecadação de verbas para o combate à disseminação da doença, como dar início a uma série de recomendações que devem ser seguidas pelos países afetados e seus vizinhos.

Como as autoridades chinesas têm respondido ao surto?

Pessoas infectadas têm sido submetidas a tratamentos com isolamento a fim de minimizar o risco de alastramento da doença.
Nesta quarta-feira, Wuhan, metrópole chinesa considerada o local de origem do novo coronavírus, foi isolada. Transportes públicos, incluindo trem, metrô e balsa, estão temporariamente fechados e voos que partem da região foram cancelados.

O mercado de frutos do mar local, onde teria começado o surto, foi fechado para limpeza e desinfecção, e há operações de esterilização e ventilação de transportes públicos. A orientação em locais de risco é evitar o contato “desprotegido” com animais ou com pessoas com sintomas semelhantes aos de gripe e resfriado. Além disso, recomenda-se que carnes e ovos só sejam ingeridos depois de devidamente cozidos.

Há uma grande preocupação em torno do Ano Novo chinês, no fim de janeiro, período em que centenas de milhões de pessoas viajam. Cingapura e Hong Kong tem escaneado passageiros que chegam de avião de Wuhan, medida que autoridades dos Estados Unidos passaram a adotar desde a última sexta-feira (17) em três grandes aeroportos em São Francisco, Los Angeles e Nova York.

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– O número de bilionários no mundo e a incrível desigualdade

Às vésperas do Fórum Mundial de Economia que ocorre em Davos, na Suíça, uma ONG divulgou o número exato de bilionários no mundo: eles totalizam 2.153 pessoas, e possuem mais riqueza do que a soma de 60% da população mundial.

Um número tão alarmante quanto esse é que, segundo o jornalista brasileiro Jamil Chade em seu twitter, desses mesmos dados se observa que os 22 homens mais ricos do mundo possuem mais dinheiro do que a soma de TODAS as mulheres do continente africano.

E o que fazer? A culpa é da sociedade? Do capitalismo selvagem e do comunismo ditatorial? Repare que citei os extremos de regime, não as versões moderadas…

Abaixo, extraído de: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-01/bilionarios-do-mundo-tem-mais-riqueza-do-que-46-bilhoes-de-pessoas

BILIONÁRIOS DO MUNDO TÊM MAIS RIQUEZA DO QUE 4,6 BILHÕES DE PESSOAS

Por Fernando Fraga

Os 2.153 bilionários do mundo detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas, que correspondem a cerca de 60% da população mundial. Os dados constam do novo relatório da organização não governamental Oxfam, Tempo de Cuidar – O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, lançado nesse domingo (19), às vésperas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O estudo aponta que a desigualdade global está em níveis recordes e o número de bilionários dobrou na última década. Segundo o levantamento, o 1% mais rico do mundo detém mais que o dobro da riqueza de 6,9 bilhões de pessoas.

O relatório chama a atenção para o fato de que essa grande desigualdade está baseada em boa medida em um sistema que não valoriza o trabalho de mulheres e meninas, principalmente das que estão na base da pirâmide econômica. De acordo com a organização, no mundo, os homens detêm 50% a mais de riqueza do que as mulheres.

“Além de chamar a atenção para essa desigualdade extrema que não está sendo solucionada, resolvemos dar visibilidade a um tema que não tem visibilidade e que contribuiu para esse acúmulo de riqueza, que é o fato de o cuidado não ser remunerado ou ser mal remunerado”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

“Milhões de mulheres e meninas passam boa parte de suas vidas fazendo trabalho doméstico e de cuidado, sem remuneração e sem acesso a serviços públicos que possam ajudá-las nessas tarefas tão importantes”, completou.

Segundo cálculos da Oxfam, o valor monetário global do trabalho de cuidado não remunerado prestado por mulheres a partir dos 15 anos é de US$ 10,8 trilhões por ano, três vezes maior que o estimado para o setor de tecnologia do mundo.

Katia destacou a forte contribuição da questão de gênero na desigualdade mundial. “Se você juntar os 22 homens mais ricos do mundo, eles têm a mesma riqueza que todas as mulheres que vivem na África, que é em torno de 650 milhões”.

Segundo a Oxfam, as mulheres fazem mais de 75% de todo trabalho de cuidado não remunerado do mundo. Frequentemente, diz a organização, elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por causa da carga horária com o cuidado de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais bem como o trabalho doméstico diário.

Alerta

A organização alerta que o problema deve se agravar na próxima década à medida que a população mundial aumenta e envelhece. Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas, entre idosos e crianças, vão precisar de cuidado em 2030, um aumento de 200 milhões desde 2015.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, em 2050, serão cerca de 77 milhões de pessoas que vão depender de cuidado, o que representa pouco mais de um terço da população estimada entre idosos e crianças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O mundo enfrenta uma crise de prestação de cuidados devido aos impactos do envelhecimento da população, a cortes em serviços públicos e sistemas de proteção social e aos efeitos das mudanças climáticas – ameaçando piorar a situação e aumentar o ônus que recai sobre trabalhadoras de cuidado”, diz o documento.

O relatório também aponta que governos vêm cobrando alíquotas fiscais baixas dos mais ricos e de grandes corporações, “abandonando a opção de levantar os recursos necessários para reduzir a pobreza e as desigualdades”.

De acordo com o estudo, se o 1% mais rico do mundo pagasse uma taxa extra de 0,5% sobre sua riqueza nos próximos 10 anos, seria possível criar 117 milhões de empregos em educação, saúde e de cuidado para idosos.

“Em vez de ampliar programas sociais e gastos para investir na prestação de cuidado e combater a desigualdade, os países estão aumentando a tributação de pessoas em situação de pobreza, reduzindo gastos públicos e privatizando a educação e a saúde, muitas vezes seguindo o conselho de instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, diz o documento.

Recomendações

A Oxfam recomenda que os governos devam investir em sistemas nacionais de prestação de cuidados para solucionar a questão da responsabilidade desproporcional pelo trabalho de cuidado realizado por mulheres e meninas.

Outra recomendação é valorizar o cuidado em políticas e práticas empresariais. “As empresas devem reconhecer o valor do trabalho de cuidado e promover o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, devem apoiar a redistribuição do cuidado oferecendo benefícios e serviços como creches e vales-creche e garantir salários dignos para prestadores de cuidado”, afirma o documento.

PProtestos, Moscou, Eleições. REUTERS/Shamil Zhumatov

– Bill Gates queria que o Brasil acabesse com a Miséria do mundo?

Repost deste blog, de 2012, quando o Brasil estava forte (aparentemente, onde nem se desconfiava da corrupção que travaria o país)!

Ter grande repercussão na mídia e estar na moda pode trazer falsas impressões.

É sabido que o Brasil é manchete no exterior pelo desenvolvimento que vivemos e situação econômica favorável em relação aos parceiros europeus neste momento. Mas, às vezes, esquecem que temos inúmeros problemas  a resolver antes de sermos protagonistas mundiais.

O bilionário Bill Gates, da Microsoft, disse que:

O Brasil precisa deixar de gastar apenas dezenas de milhões de dólares em ajuda a outros países e passar a gastar centenas de milhões: isso não é uma enorme porcentagem do PIB brasileiro”.

Nós devemos ajudar os países pobres. E quem nos ajuda?

Falsa ilusão… Bill não sabe da corrupção existente, da alta carga dos impostos, das enchentes no Sudeste e estiagem no Sul, da miséria no Nordeste, dos sem-terra de Pinheirinho…

Ou sabe?

Discurso bonito, mas demagógico!

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– E agora, Governo do Irã?

Se não bastasse toda a tensão criada com os EUA, o Irã foi obrigado a reconhecer que o avião com 176 pessoas que explodiu no céu e matou todos os inocentes foi abatido com um míssel iraniano, disparado por engano.

Como sempre, numa guerra, há sempre pessoas que nada têm a ver com o conflito e são vitimadas.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/01/ira-admite-que-aviao-ucraniano-caiu-por-erro-humano.shtml

IRÃ ADMITE QUE DERRUBOU AVIÃO UCRANIANO POR ENGANO

O Irã admitiu que o avião ucraniano que caiu em seu território na última quarta-feira (8) foi derrubado por erro humano, afirma a TV estatal iraniana neste sábado (11). O comunicado lido na emissora declara que os responsáveis serão punidos.

“A República Islâmica do Irã lamenta profundamente esse erro desastroso”, escreveu o presidente iraniano Hassan Rouhani no Twitter, prometendo que os responsáveis pelo incidente seriam processados. “Meus pensamentos e orações vão para todas as famílias de luto.”

Uma declaração militar iraniana, a primeira a indicar a mudança de posição do Irã, disse que o avião havia voado perto de um local militar sensível pertencente à Guarda Revolucionária de elite.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a principal autoridade da República Islâmica, foi informado sobre o abate acidental do avião ucraniano na sexta-feira (10) e disse que as informações deveriam ser anunciadas publicamente após uma reunião do principal órgão de segurança do Irã, divulgou a agência de notícias estatal.

Neste sábado (11), o comandante da seção aeroespacial Guarda Revolucionária iraniana, general Amirali Hajizadeh, assumiu a culpa pelo erro em uma declaração à TV estatal do Irã.

“Preferiria estar morto a testemunhar um acidente semelhante”, afirmou.

O comandante disse que o avião foi confundido com um míssil de cruzeiro, armamento guiado remotamente utilizado para liberar ogivas a longas distâncias, e abatido por um míssil de curto alcance.

A Ucrânia espera uma investigação completa, uma admissão total de culpa e compensação do Irã após a queda de um avião de passageiros ucraniano, disse o presidente ​Volodymyr Zelenskiy em comunicado.

No acidente, o Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu cinco minutos após decolar do aeroporto Imam Khomeini, em Teerã. A aeronave, que decolou às 6h12 na hora local (23h42 de terça em Brasília) e seguia para Kiev, pegou fogo minutos após a decolagem. Todas as 176 pessoas a bordo morreram.

Os governos do Canadá e do Reino Unido, assim como funcionários da inteligência dos EUA, já haviam dito ter informações que indicam que o voo foi derrubado por um míssil iraniano de forma acidental. Essa possibilidade vinha sendo negada pelo governo iraniano.

O New York Times também divulgou um vídeo que aparentemente mostra um míssil atingindo a aeronave sobre Parand, região próxima ao aeroporto de Teerã onde o avião transmitiu sinais pela última vez. O jornal afirma ter verificado o material.

Na sexta (10), o Irã afirmou que pretendia fazer a extração dos registros das caixas-pretas no país, a não ser que encontrasse dificuldades técnicas.

“Nós preferimos retirar os dados das caixas-pretas no Irã. Mas se virmos que não vamos conseguir porque as caixas estão danificadas, então vamos pedir ajuda”, disse Ali Abedzadeh, chefe da autoridade de aviação civil do Irã.

A ajuda na investigação poderia ser solicitada para a Rússia, o Canadá, a França ou a Ucrânia, segundo ele. O governo do Irã afirmou que os países que perderam cidadãos no acidente poderão enviar representantes para participar das investigações, assim como representantes da Boeing.

Entre as vítimas, havia 82 iranianos, 63 canadenses e 11 ucranianos. Boa parte dos passageiros faria uma conexão para um voo com destino ao Canadá.

A retirada dos dados pode levar um ou dois meses, e o resultado final da investigação, até dois anos, segundo Abedzadeh. A apuração das causas de acidentes aéreos costuma levar vários meses.

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– Que tal reparar nas coisas que judiam do povo, Irã? Tumulto, Acidente Aéreo e Terremoto?

Depois de fomentar milícias iraquianas que atacaram bases americanas e de aliados em Bagdá, o Irã recebeu retaliação dos EUA com a morte de seu importante general. Ontem a noite, os iranianos revidaram a retaliação com mísseis em instalações militares no Iraque.

Entretanto, durante o funeral do mesmo general morto, 57 pessoas morreram pisoteadas. Logo após, um acidente aéreo matou quase duas centenas de cidadãos. E, há pouco, um terremoto aconteceu no país.

Cá entre nós: ao invés de fomentar o terror externo, por que não pensa em seu próprio país? E tudo isso acontece em meio a ameaças contra os EUA, Israel e Emirados Árabes.

Já ouviu aquele ditado: “não jogue pedra pra cima que cai na sua própria cabeça”?

E o pior é que a Rússia (aliada do Irã) se reuniu de maneira surpresa com a Síria (outro promotor da guerra). Putin foi visitar o ditador Bashar Al-Assad, para falar sobre a crise.

O que é pior: a fúria de Trump / EUA ou a união do perigoso Putin / Rússia com o ditador Bashar Al-Assad / Síria, a fim de resolver a crise do Irã?

Pobre mundo, dependendo dessas pessoas para a promoção da paz…

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– O Irã e seus costumes dentro e fora do futebol, segundo Mazola.

Calma, não estamos falando do ítalo-brasileiro Altafini, mas de um Mazola mais recente, formado na base do SPFC (que deve ter recebido o apelido em homenagem ao jogador de futebol tão respeitado nos anos 30 e 40), e que hoje vive no… Irã!

Conheci o atacante quando ele jogava no Paulista FC, e ganhei simpatia por ele ao participar com o jornalista Guilherme Barros no programa esportivo semanal da TVE de Jundiaí. Mostrou-se simples, educado e bem estudado.

Veja que interessante: poucos dias antes do conflito Irã-EUA ter se agravado, Mazola falou ao UOL sobre como as mulheres sofrem por lá (sua esposa é proibida de andar de bicicleta), os horários restritos para que homens frequentem academias (ele não pode mostrar sua tatuagem), o comportamento que casais devem ter ao se encontrarem (a mulher de um amigo não pode nem olhar para o rosto de quem conversa com ele) e o fanatismo dos torcedores locais em estádios de 90.000 pessoas, sempre lotados (exclusivamente com homens).

Para entender melhor esse “mundo diferente” do “Planeta Futebol”, e até mesmo as diferenças culturais entre o povo persa e o ocidental, abaixo, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/12/28/ex-sao-paulo-conta-que-no-ira-futebol-ainda-e-esporte-dos-homens.htm

EX-SÃO PAULO CONTA QUE NO IRÃ O FUTEBOL AINDA É ESPORTE DOS HOMENS

Por José Edgar de Matos

Engana-se quem celebra a liberação das mulheres nos jogos da seleção do Irã como uma regra. A medida é apenas paliativa e contrasta com a realidade do país persa, localizado na Ásia e conhecido por ser um dos mais restritivos ao comportamento feminino. Este machismo estrutural, enraizado na cultura local, é encarado pela brasileira Vanessa Silva, mulher de Mazola, ex-atacante do São Paulo e atualmente no Tractor.

O casal vive em Tabriz, cidade localizada no noroeste do Irã e com aspectos interioranos. O local apenas reflete a realidade de todo um país, no qual as mulheres ainda não possuem direito de assistirem a partidas de futebol. Vanessa, companheira assídua nos jogos no Japão, China e Coreia do Sul, agora só assiste aos jogos do marido pela televisão.

“É só no jogo da seleção, mas estão brigando para liberar para a liga. Acredito que seja difícil liberar, muito mais difícil, infelizmente. Aqui no estádio dá jogo de 90 mil e 100 mil pessoas, só homens”, relatou Mazola, em conversa com a reportagem do UOL Esporte na qual torce para a permissão do público feminino se estenda para o futebol de clubes.

A revolução de 1979 mudou as leis sobre o comportamento feminino no Irã. Sob a justificativa de afastar a influência ocidental, as mulheres foram privadas de, entre outras situações, comparecerem a jogos de futebol. Qualquer evento masculino passou a ser restrito aos homens. O vestuário, trabalho e até passeios de bicicleta acabaram proibidos para as cidadãs do país.

“Tomara que isso mude logo, mas acho que será difícil. Minha mulher era acostumada a ir ver os jogos no estádio. Aqui, só pela televisão e no hotel”, contou o jogador que passou por São Paulo, Paulista, Guarani, Figueirense, Ceará, CRB e São Bento no Brasil.

As diferenças culturais estão evidentes a todo tempo. Hoje, Mazola se diz adaptado ao futebol do Irã, mas vê a mulher sofrer. O casal vive em um hotel e criou laços com os funcionários. As amizades são restritas, e as mudanças comportamentais dos dois necessárias para respeitar a cultura iraniana.

“Para ela [Vanessa Silva] é muito mais difícil. É muita roupa, por exemplo, que tem que colocar quando você desce para almoçar ou jantar. É calça, é véu, tudo. Ela acabou se enturmando com o pessoal do hotel e com a esposa do peruano que joga com a gente [William Mimbela], isso ajuda. E a gente só fica no hotel porque somos casados também, tudo muito fechado”, disse.

“É diferente para mim não poder andar de bermuda, mostrar a tatuagem…é bem diferente de todos os países que passei. Na academia, por exemplo, as mulheres têm o horário das 9h às 16h; e a gente das 17h até as 23h. Fora que elas têm que cobrir todo o corpo, andar com véu. A cultura é muito diferente, as coisas são muito rígidas”, acrescenta Mazola, citando mais um choque cultural.

Cumprimentar outras mulheres? Nem pensar

Mazola relata que até os diálogos são restritos entre pessoas de sexo diferente. Há uma rotina e um dogma a serem respeitados. A tradição secular não se altera, mesmo com a globalização e o mundo de hoje. Ele não pode, por exemplo, cumprimentar outra mulher.

“O islã é muito respeitado. Acabou o treino e dá a hora da oração, religiosamente colocam o tapetinho e ajoelham. Você, como homem, não pode cumprimentar a mulher na mão, não pode tocar na mão dela. Se está com sua esposa ao lado, ela não deve olhar para o seu amigo. O diálogo é entre eu e ele, só”, relata.

“Nível do campeonato me surpreendeu”

O ex-jogador do São Paulo, apesar das restrições relatadas, especialmente sobre o comportamento das mulheres, aprova a ida para o Irã. A maior atração encontrada por Mazola está inclusive nas arquibancadas lotadas, mesmo sem a presença feminina e da esposa.

“Campeonato é bom; vim para cá e achei que era mediano, mas é bem bom sim. O time é como se fosse um Flamengo e tem uma torcida que nunca vi. Joguei contra eles e deu 100 mil pessoas. É como se jogar no Maracanã, sabe?”, relata.

“Você vê o estádio e pira! São jogos com 90 mil e 100 mil pessoas, o povo é fanático. Jogo em um clube meio de interior, mas a cidade é boa e o clube tem muito a crescer. A estrutura que encontro aqui é boa. Valeu a pena vir, é uma experiência estar em um país novo e conhecer a cultura iraniana”, diz o jogador.

Mazola é famoso nas ruas de Tabriz e agora possui uma visão completamente a da imaginada quando desembarcou. Embora a cultura restritiva à mulher seja de difícil adaptação, a visão sobre o islamismo mudou ao se conviver com pessoas com uma formação tão diferente.

“É só sair de casa. Se você solta um peido, todo mundo sabe [risos]. Todo mundo aqui é apaixonado pelo clube. Se sair, não vai ter paz. Sempre vem gente pedir foto, é muito bacana. Você derruba preconceito e vê que a cultura do islã não é tudo aquilo que pintam. É uma sociedade como a nossas e basta respeitarmos”, conclui.

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Mazola e a mulher Vanessa construíram amizade com os funcionários do hotel onde moram  (Imagem: Arquivo Pessoal).

– Quem cederá primeiro na pendenga entre EUA e Irã?

Como é complicada a situação envolvendo os americanos e iranianos, não?

Já falamos muitas coisas sobre os patrocínios do Irã ao terrorismo, a invasão da embaixada norte-americana e o ataque dos EUA contra o número 3 do governo de Teerã.

A ameaça de revide iraniano é clara. Resta saber: que tipo de ataque ocorrerá? Virtual? Militar? Contra uma base? Contra inocentes? Contra um político de mesma importância do que o assassinado?

Detesto tempos de guerra. A paz sempre é mais importante e num conflito como esses não tem razão ninguém, pois será sempre olho-por-olho, dente-por-dente, lamentavelmente.

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– O Revide dos EUA com a morte do Chefe da Guarda do Irã

Após a invasão promovida por uma milícia pró-iraniana à embaixada dos EUA no Iraque, os americanos revidaram com um ataque aéreo que matou a autoridade máxima da Guarda Iraniana (o Exército de lá), Qasem Soleimani, que estava no aeroporto de Bagdá.

Soleimani é o promotor das arruaças que visam distanciar o Iraque dos EUA e aproximar o país do Irã. Mas aqui o sentido das ações militares por parte dos americanos não é necessariamente de vingança militar, mas outros: política e financeira.

Financeira pois sabemos da importância econômica do petróleo (que já subiu de preço depois da confusão). Política pois há o pedido de impeachment do presidente Donald Trump, e sempre que os americanos passam por uma crise, promover uma guerra muda a sensibilidade do eleitor.

Aguardemos. São dois peso-pesados armamentistas brigando…

– Dante Mantovani, o presidente terraplanista da Funarte!

E o novo Presidente da Funarte, hein? Dante Mantovani provocou um inferno com suas bobagens proferidas (desculpe o trocadilho com a obra tão famosa, foi impossível não citar o “Inferno de Dante”).

Para não entrar nos absurdos das questões musicais (de que a União Soviética criou os Beatles, a introdução do LSD sendo proposital e o satanismo do rock’n Roll – como se não existisse rock cristão…), leio que ele é terraplanista e ainda debocha de quem pensa o contrário! 

Crendo estar certo, o “novo gênio das artes” chama de “terrabolistas” àqueles que acreditam em um planeta redondo e não uma pizza. Loucura?

A pergunta é: quem indicou esse cidadão para um cargo tão importante?

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– Racismo contra Taison: ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido…

Dias atrás rodou o mundo a triste manifestação racista da torcida do Dínamo de Kiev contra Dentinho e Taison. Dentinho saiu chorando e Taison, revoltado, mostrou o dedo do meio após ser chamado de várias ofensas raciais, inclusive de macaco.

E não é que, para a vergonha do esporte, a Associação Ucraniana de Futebol puniu o atleta por 1 jogo de suspensão e a agremiação por 500 mil Grívnia (R$ 87.160,38)!

Ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido

Taison reage após ser vitima de racismo na Ucrânia — Foto: Reprodução arquivo social

– Inimaginável pensar: o Irã é quem influencia o Iraque?

Para mim, surpreendente! Cresci assistindo Bagdá bombardeando Teerã (e vice-versa), e parecia inacabável o conflito Irã (apoiado pelos soviéticos) e Iraque (apoiado pelos EUA).

E não é que a vida dos iraquianos, segundo o New York Times (em matéria reproduzida no Brasil pela Folha de São Paulo), é comandada pelos seus vizinhos, inimigos mortais?

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/11/documentos-secretos-mostram-como-o-ira-exerce-poder-no-iraque.shtml

DOCUMENTOS SECRETOS MOSTRAM COMO O IRÃ EXERCE PODER NO IRAQUE

Em meados de outubro, com protestos correndo soltos em Bagdá, um visitante familiar chegou à capital iraquiana sem fazer alarde de sua presença.

A cidade estava assediada havia semanas, com manifestantes fazendo passeatas nas ruas, reivindicando o fim da corrupção e o afastamento do primeiro-ministro Adil Abdul Mahdi.

Queimando bandeiras iranianas e atacando um consulado do Irã, eles denunciavam especialmente a influência desproporcional do país vizinho sobre a política iraquiana.

O visitante chegara para restaurar a ordem, mas sua presença em Bagdá chamava a atenção para a maior queixa dos manifestantes.

O visitante era o general Qassem Soleimani, comandante da poderosa Força Quds iraniana, e ele viera para persuadir um aliado no Parlamento iraquiano a ajudar o primeiro-ministro a conservar-se no cargo.

Não foi a primeira vez que Soleimani foi enviado a Bagdá para conter danos. Os esforços de Teerã para respaldar Mahdi fazem parte de sua longa campanha para conservar o Iraque como um Estado cliente e maleável.

Documentos iranianos vazados recentemente agora oferecem uma visão detalhada de quão agressivamente Teerã tem trabalhado para interferir nos assuntos do Iraque.

Os documentos estão contidos em um arquivo de telegramas secretos da inteligência iraniana obtido pelo The Intercept e compartilhado com o New York Times.

O vazamento inusitado expõe a influência vasta de Teerã no Iraque, detalhando anos de trabalho cuidadoso de espiões iranianos para cooptar os líderes iraquianos, pagar agentes iraquianos a serviço dos EUA para trocarem de lado e infiltrarem todos os aspectos da vida política, econômica e religiosa do Iraque.

Segundo um dos telegramas da inteligência iraniana vazados, Mahdi, que quando esteve no exílio cooperou estreitamente com o Irã na época em que Saddam Hussein estava no poder no Iraque e teve um “relacionamento especial com a RII” –a República Islâmica do Irã— quando foi ministro iraquiano do Petróleo, em 2014.

A natureza exata do relacionamento não é explicitada no telegrama, e, como ressalvou um ex-funcionário sênior dos EUA, “um relacionamento especial pode significar muitas coisas –não quer dizer que ele seja agente do governo iraniano”.

Mas nenhum político iraquiano pode se tornar primeiro-ministro sem receber a bênção do Irã, e Mahdi, quando alcançou o cargo em 2018, foi visto como candidato do meio-termo, alguém que tanto o Irã quanto os Estados Unidos considerariam aceitável.

Os telegramas vazados oferecem um vislumbre extraordinário do funcionamento interno do sigiloso regime iraniano.

E detalham o grau em que o Iraque caiu sob a influência iraniana desde a invasão americana de 2003, que transformou o país em porta de entrada para o poder iraniano.

O arquivo é composto de centenas de relatórios e telegramas escritos principalmente em 2014 e 2015 por oficiais do Ministério de Inteligência e Segurança iraniano a serviço no Iraque.

Versão iraniana da CIA, o Ministério de Inteligência tem a reputação de ser um órgão analítico e profissional, mas é ofuscado e frequentemente passado por cima por sua contraparte mais ideológica, a Organização de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, criada formalmente como entidade independente em 2009 por ordem do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

É a Guarda Revolucionária quem define a política iraniana no Iraque, Líbano e Síria.

Os embaixadores a esses países são escolhidos entre as fileiras seniores da Guarda Revolucionária, não do Ministério das Relações Exteriores, que comanda o Ministério da Inteligência, segundo vários assessores da administração iraniana atual e de administrações passadas.

Segundo essas fontes, representantes do Ministério da Inteligência e da Guarda Revolucionária trabalhavam em paralelo.

Eles apresentavam suas descobertas às suas respectivas sedes em Teerã, que, por sua vez, organizavam as informações em relatórios que eram entregues ao Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Uma parte crucial do trabalho deles era criar vínculos com autoridades iraquianas, e isso era facilitado pelas alianças que muitos líderes iraquianos forjaram com o Irã quando faziam parte de organizações oposicionistas que combatiam Saddam Hussein.

De acordo com os documentos vazados, muitos dos principais funcionários políticos, militares e de segurança iraquianos tiveram laços secretos com Teerã.

O mesmo telegrama de 2014 que descreveu o “relacionamento especial” de Mahdi também apontou vários outros membros chaves do gabinete do ex-primeiro-ministro Haider al-Abadi como tendo laços estreitos com o Irã.

Contatado pelo telefone, Hassan Danaiefar, o embaixador iraniano no Iraque entre 2010 e 2017 e ex-vice-comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, negou-se a falar diretamente da existência dos telegramas ou de sua divulgação, mas sugeriu que o Irã lidera a coleta de informações no Iraque.

“Sim, temos muitas informações sobre uma série de questões do Iraque, especialmente sobre o que os EUA estavam fazendo nesse país”, disse ele. “Há uma diferença grande entre a realidade e a percepção das ações dos EUA no Iraque.”

As cerca de 700 páginas de documentos vazados foram enviadas anonimamente ao Intercept, que as traduziu do persa ao inglês e as compartilhou com o New York Times.

O Intercept e o Times verificaram a autenticidade dos documentos, mas não sabem quem os vazou.

O Intercept se comunicou com a fonte por meio de canais encriptados, e a fonte se negou a encontrar pessoalmente um jornalista.

Nessas mensagens anônimas, a fonte disse que queria “que o mundo ficasse sabendo o que o Irã está fazendo no Iraque, meu país”.

Com uma religião compartilhada e filiações tribais que atravessam os dois lados de uma fronteira nacional porosa, o Irã é uma presença importante no sul do Iraque há muitos anos.

O Irã abriu repartições religiosas nas cidades sagradas do Iraque, apoia alguns dos partidos políticos mais poderosos no sul do país, envia estudantes iranianos para estudar em seminários iraquianos e despacha operários iranianos para construir hotéis no Iraque e reformar santuários religiosos nesse país.

Mas, enquanto o Irã pode ter a dianteira sobre os EUA na disputa por influência em Bagdá, ele vem tendo dificuldade em conquistar apoio popular no sul do Iraque.

Como deixaram claro as últimas seis semanas de protestos públicos, os iranianos enfrentam resistência acirrada.

Em todo o sul do Iraque, partidos políticos iraquianos apoiados pelo Irã estão vendo suas sedes incendiadas e seus representantes assassinados –um indício de que o Irã talvez tenha subestimado o desejo iraquiano de independência não apenas dos Estados Unidos, mas também do país vizinho.

Em certo sentido, os telegramas iranianos vazados oferecem um relatório final dos resultados da invasão americana do Iraque em 2003.

A noção de que os americanos entregaram o controle do Iraque ao Irã quando invadiram o Iraque hoje é amplamente compartilhada, até mesmo nas fileiras militares dos EUA.

Uma história recente da Guerra do Iraque, em dois volumes, publicada pelo Exército americano, detalha os muitos erros cometidos na campanha e seus “custos chocantes” em termos de vidas e de dinheiro.

O estudo conclui: “O único vencedor parece ter sido um Irã encorajado e expansionista”.

A ascensão do Irã como influência poderosa no Iraque foi sob muitos aspectos uma consequência direta da ausência de qualquer plano de Washington para o pós-invasão.

Os primeiros anos após a queda de Saddam foram caóticos tanto em termos de segurança quanto da falta de serviços básicos como água e eletricidade.

A impressão que tinha a maioria dos observadores em campo era que os Estados Unidos estavam improvisando sua política no Iraque e o estavam fazendo no escuro.

Algumas das políticas mais desastrosas empreendidas pelos EUA foram as decisões de desmantelar as Forças Armadas iraquianas e expulsar do governo ou das novas Forças Armadas qualquer iraquiano que tivesse sido filiado ao partido Baath, que governou na era de Saddam.

Conhecido como “desbaatificação”, esse processo automaticamente marginalizou a maioria dos homens sunitas.

Desempregados e cheios de ressentimento, eles formaram uma insurgência violenta cujos alvos eram americanos e xiitas vistos como aliados dos EUA.

Enquanto corria solta a guerra sectária entre sunitas e xiitas, a população xiita encarava o Irã como seu protetor.

Quando a milícia terrorista Estado Islâmico ganhou controle de território e cidades, a vulnerabilidade dos xiitas alimentou esforços da Guarda Revolucionária e de Soleimani para recrutar e mobilizar milícias xiitas leais ao Islã.

Segundo documentos do Ministério de Inteligência, o Irã continuou a aproveitar as oportunidades que os EUA lhe proporcionou no Iraque.

Por exemplo, o Irã colheu um manancial inesperado de informações secretas americanas quando a presença dos EUA começou a diminuir, após a retirada de suas tropas em 2011.

A CIA tinha posto na rua muitos iraquianos que trabalharam por anos como seus agentes secretos, deixando-os desempregados e à míngua –e com medo de serem mortos, possivelmente pelo Irã, devido a seus vínculos com os EUA.

Sem dinheiro nos bolsos, muitos começaram a oferecer seus serviços a Teerã e não hesitaram em relatar aos iranianos tudo o que sabiam sobre as operações da CIA no Iraque.

Desde o início da Guerra do Iraque, em 2003, o Irã se apresentou como protetor dos xiitas iraquianos, e Soleimani, mais do que qualquer outra figura, vem lançando mão de espionagem e ações militares sigilosas para assegurar que o poder xiita continue em ascensão.

Mas esse esforço teve um custo, a estabilidade, com os sunitas sendo permanentemente postos de escanteio do processo político e buscando proteção junto a outras entidades, como o Estado Islâmico.

Em 2014, um massacre de sunitas na comunidade agrícola de Jurf al-Sakhar foi um exemplo vívido do tipo de atrocidades sectárias cometidas por grupos armados leais à Força Quds, iraniana, que haviam alarmado os EUA na Guerra do Iraque e prejudicado os esforços de reconciliação.

Como deixam claros os relatórios de campo, algumas das preocupações dos EUA foram compartilhadas pelo Ministério da Inteligência iraniano.

Esse fato assinalou divisões internas no Irã em relação às suas políticas para o Iraque, divisões que opunham elementos mais moderados chefiados pelo presidente Hassan Rouhani às facções militantes como a Guarda Revolucionária.

Quando milícias xiitas apoiadas pelo Irã expulsaram os militantes de Jurf al-Sakhar, no final de 2014, na primeira vitória importante contra o Estado Islâmico, Jurf al-Sakhar virou uma cidade fantasma.

Ela não representava mais uma ameaça aos xiitas, mas a vitória iraniana teve um custo muito alto para os habitantes sunitas da cidade.

Dezenas de milhares deles foram deslocados, e um político local, o único membro sunita do conselho provincial, foi encontrado com um buraco de bala na cabeça.

Um telegrama descreve os danos em termos quase bíblicos. “Como resultado dessas operações”, relatou o autor do telegrama, “a área em volta de Jurf al-Sakhar foi purificada de agentes terroristas.

As famílias dos terroristas foram expulsas, a maioria de suas casas foi destruída por forças militares, e as que ainda restam serão destruídas.

As palmeiras foram arrancadas em alguns lugares para serem queimadas e impedir que os terroristas se abriguem entre as árvores. Os animais de criação (vacas e ovelhas) foram espalhados e estão pastando sem seus donos.”

A operação em Jurf al-Sakhar e outras ações sangrentas comandadas por agentes do Irã e dirigidas por Teerã alienaram ainda mais a população sunita iraquiana, segundo um relatório, que destaca: “A destruição de vilarejos e casas, o saqueio de bens e animais de sunitas converterem a doçura dessas vitórias” contra o Estado Islâmico “em amargura”.

Hoje o Irã luta para conservar sua hegemonia no Iraque, como fizeram os americanos após a invasão de 2003.

Enquanto isso, autoridades iraquianas estão cada vez mais preocupadas com a possibilidade de que uma provocação no Iraque lançada por qualquer dos lados possa desencadear uma guerra entre os dois países poderosos que disputam a hegemonia em sua região.

Contra esse pano de fundo geopolítico, os iraquianos –mesmo os sunitas, para os quais o Irã é um inimigo— aprenderam há muito tempo a encarar as investidas dos espiões iranianos com pragmatismo.

“Não apenas ele não acredita no Irã como ele não acredita que o Irã possa ter intenções positivas em relação ao Iraque”, escreveu um funcionário iraniano no final de 2014, falando de um recruta de inteligência iraquiano descrito como baathista que trabalhara para Saddam no passado e mais tarde para a CIA.

“Mas ele é espião profissional, compreende a realidade do Irã e dos xiitas no Iraque e vai colaborar para salvar sua pele.”

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– Baleias e Resíduos no Mar: não dá certo…

A poluição dos mares é um problema muito sério, talvez não tratado como deveria.

Digo isso pela matéria abaixo. Mais claro o exemplo, impossível!

Extraído de: https://vivimetaliun.wordpress.com/2019/10/31/baleia-e-encontrada-com-40-quilos-de-plastico-no-estomago-nas-filipinas/

BALEIA É ENCONTRADA COM 40 QUILOS DE PLÁSTICO NO ESTÔMAGO

Não é a primeira, mas podemos lutar para que seja a última vez que uma baleia é encontrada morta devido à ingestão de plástico. Em abril do ano passado, uma cachalote faleceu na Espanha após comer 29 kg do material. Mesmo antes disso, um vídeo emocionante divulgado pela BBC já mostrava uma mãe-baleia carregando seu filhote morto depois de ingerir plástico. Agora, um animal da espécie foi encontrado nas Filipinas com 40 kg de resíduos no estômago.

Encontrada no último sábado, 16 de março, a baleia estava na costa da cidade de Davau, na ilha filipina de Mindanao. O corpo do animal foi resgatado pelos biólogos e voluntários do D’ Bone Collector Museum, um museu aberto em 2012 com o objetivo de educar as pessoas a cuidar do meio ambiente.

“A causa final da morte desta jovem baleia-bicuda-de-cuvier que resgatamos no dia 16 de março de 2019 são 40 quilos de sacos plásticos, incluindo 16 sacos de arroz, quatro sacos utilizados na plantação de banana e várias sacolas de compras”, diz uma publicação na página do Facebook do museu. A organização informa ainda que uma lista completa dos resíduos encontrados no corpo do animal será divulgada nos próximos dias.

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D’ Bone Collector Museum Inc.

– O desespero dos imigrantes africanos: o caso do caminhão na Grécia!

Nesta semana, foram 41 pessoas em estado debilitado de saúde capturadas entrando ilegalmente no continente europeu, vindo do vizinho continente africano. Todos pobres, esperançosos de arranjar emprego e famintos.

Seria mais um caso triste entre os muitos que vemos de pessoas buscando se refugiarem se não fosse por um único motivo: estavam dentro de um caminhão frigorífico, em meio aos congelados, escondidos no frio!

Imagine o desespero evidente de quem se submete a aceitar ser mercadoria de tráfico humano para buscar algo melhor do que existe na sua terra! Coitados…

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– Bolsonaro, príncipe árabe, Lula, ditador sírio, AI5… Pobre Brasil!

Tudo deve ser sempre ponderado: se muitos criticam o presidente Bolsonaro em se reunir com o príncipe árabe Mohammad bin Salman (acusado de mandar matar um jornalista) e outro tanto de pessoas defendem que foi uma reunião de negócios, deve-se fazer a mesma correlação das vezes em que Lula se reuniu com o sanguinário ditador líbio Kadafi e o atual mandatário sírio Bashar al-Assad.

A diferença do populismo dos dois governos (ambos detonam a Globo, chega a ser hilário) é que os filhos do petista faziam negócios / negociatas sem aparecer; os do pesselista escancaram no microfone, como a idiotice que fez Eduardo Bolsonaro ao defender um AI – 5!

Tenha a santa paciência… coitada da nossa democracia!

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– O que está acontecendo no Chile?

Que loucura o que acontece no Chile! Antes no Equador, mais atrás na Venezuela, também na Bolívia nos últimos dias… Estamos vivendo um fenômeno político como o acontecido anos atrás que ficou conhecido como “Primavera árabe”, numa versão latina?

Tudo isso nos traz a necessidade de rediscussão sobre o que é democracia, e é impossível não relembrar as manifestações populares que começaram com os R$ 0,20 em São Paulo e tomaram o Brasil por diversas bandeiras.

Sobre o ocorrido, compartilho em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/10/20/entenda-a-onda-de-protestos-no-chile.ghtml

ENTENDA A ONDA DE PROTESTOS NO CHILE

Quase 10 mil integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos

A capital chilena viveu o terceiro dia de distúrbios no domingo (20) com confrontos violentos entre manifestantes e forças de policiais. Os protestos pela suspensão do aumento nas passagens de metrô seguiram mesmo após o presidente Sebastián Piñera anunciar no sábado (19) sua revogação.

Na noite de sábado (19), manifestantes atacaram vidraças de prédios, destruíram semáforos, queimaram ônibus e invadiram e incendiaram um supermercado. O balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (21) aponta 11 mortes nos protestos.

Entenda em cinco pontos os distúrbios no Chile:

  1. Governo anunciou um aumento de 30 pesos na tarifa do metrô, equivalente a 20 centavos de real
  2. Violência aumentou nos protestos a partir de sexta (18);
  3. Chile decreta no sábado “Estado de Emergência” e Exército vai às ruas pela 1ª vez desde a ditadura;
  4. Presidente chileno suspendeu o aumento na tarifa do metrô, mas os protestos prosseguiram;
  5. Metrô de Santiago foi fechado e o aeroporto da capital chilena teve voos suspensos.

Sobe para 11 o número de mortos nos protestos no Chile, segundo imprensa local

1. Aumento da tarifa do metrô

O preço da passagem do metrô de Santiago nos horários de pico subiu para 830 pesos – equivalente a R$ 4,80 –, aumento de 3,75%. Não havia aumento nessa proporção desde 2010. O reajuste não afetou o valor das passagens para estudantes e idosos, mas se soma ao aumento geral de 20 pesos nas tarifas decretadas em janeiro passado.

Foi proposta uma política de preços variáveis para o transporte –a ideia era cobrar mais durante o horário de pico, o que não foi bem recebido.

Em setembro, se anunciou que as contas de luz iriam subir em até 10%. A justificativa pela alta é que houve uma alta do dólar em relação à moeda chilena.

Resultado: manifestantes foram em massa para as estações de metrô e forçaram a entrada sem pagar, vandalizaram as estações e enfrentaram a polícia. A situação forçou o metrô de Santiago, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, a fechar todas as estações na sexta-feira (18), o que levou ao colapso do sistema de transporte da cidade.

2. Escalada da violência

Os protestos, que começaram há cerca de 15 dias, tornaram-se violentos a partir de sexta. Houve confrontos entre manifestantes e policiais. Houve registro de incêndios que deixaram mortos em um supermercado e uma fábrica. O balanço oficial indica que 11 pessoas morreram e 1.462 foram detidas no país.

Manifestantes provocaram danos em 78 estações e trens. A empresa estatal que administra o serviço do metrô avalia que o prejuízo deve chegar a mais de 300 milhões de dólares.

3. Estado de emergência e toque de recolher

O aumento da violência nos protestos fez o governo enviar tropas do Exército às ruas de partes de Santiago. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1990, quando o Chile voltou à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet.

Mais 9.500 integrantes das Forças Armadas foram mobilizados para atuar contra os protestos para controlar pontos estratégicos como centrais de abastecimento e estações de metrô, que são alguns dos alvos mais visados pelos manifestantes.

O governo do país andino decretou estado de emergência por 15 dias na capital e na região metropolitana.

O general Javier Iturriaga decretou toque de recolher duas noites consecutivas, no sábado e no domingo. A medida atingiu a região metropolitana de Santiago, Valparaíso (centro), Coquimbo, Biobío e Antofagasta, entre outras regiões.

4. Suspensão na alta da tarifa

Os protestos contra o aumento nas passagens de metrô seguiram mesmo após o presidente Sebastián Piñera anunciar no sábado (19) a suspensão do aumento de 30 pesos (R$ 0,17), que foi o estopim dos protestos.

“Escutei com humildade a voz de meus compatriotas e não terei medo de seguir escutando esta voz. Vamos suspender o aumento nas passagens do metrô”, disse o presidente em uma transmissão.

No entanto, a medida não acalmou os manifestantes, que continuaram nas ruas com gritos de “basta de abusos” e com o lema “Chile acordou”.

As manifestações não têm um líder definido nem uma lista precisa de demandas. Até o momento aparece como uma crítica generalizada a um sistema econômico neoliberal que, por trás do êxito aparente dos índices macroeconômicos, esconde um profundo descontentamento social.

No Chile, o acesso à saúde e à educação é praticamente privado, a desigualdade social é elevada, os valores das pensões estão reduzidos e os preços dos serviços básicos estão em alta, de acordo com a France Presse.

Manifestante acende uma barricada durante protesto contra o aumento da tarifa do metrô em Santiago do Chile — Foto: Edgard Garrido/Reuters

 

– E os indígenas venceram no Equador!

O presidente equatoriano Lenin Moreno tomou medidas severas na Economia do país, pelo motivo de um acordo firmado com o FMI. Aliás, lembremo-me dos anos 80, quando o Fundo Monetário Internacional bancava empréstimos ao Brasil e tornávamos reféns da entidade.

No nosso co-irmão, uma das queixas foi o fim do subsídio dos preços do petróleo, levando a um aumento de 123% no valor da gasolina. E, diante disso, o movimento indígena saiu às ruas, parou a capital, Quito, e ameaçou a ordem nacional.

Não é que deu certo? O Governo recuou na medida e os preços retomaram ao patamar antigo.

Embora tudo isso tenha ocorrido, ficará a dúvida: o Equador, que parecia estar num momento próspero na vida social (mas economicamente preocupante) fará o quê para estabilizar as contas?

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– Nem sempre o Prêmio Nobel vai para alguém merecedor. Não é, Peter?

Peter Handke recebeu o Prêmio Nobel de Literatura na semana passada. Tudo normal, caso ele não fosse uma importante personalidade a negar o genocídio nos Bálcãs, no conflito mais recente da história da Europa.

Como pode faltar sensibilidade ao júri ou a quem escolhe o vencedor de um prêmio?

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/10/15/por-que-tres-paises-europeus-querem-anular-o-ultimo-nobel-da-literatura.htm

POR QUÊ 3 PAÍSES QUEREM ANULAR O NOBEL DE LITERATURA

Na região de passado recente mais atribulado da Europa, cidadãos e até governos de três países se dizem ofendidos e querem a anulação do prêmio Nobel de Literatura de 2019, concedido ao escritor austríaco Peter Handke.

A nomeação provocou reações na Albânia, na Bósnia e no Kosovo – oficialmente não reconhecido pelo Brasil como país independente. Um dia antes do anúncio do Nobel da Paz, a escolha da Academia Sueca soou nos Bálcãs como um elogio à guerra.

“O fato de uma instituição renomada como a Academia Sueca dedicar seu prêmio mais alto a Handke é repulsivo e insultante para aqueles que sofreram tudo aquilo que o escritor nega que existiu”, disse ao UOL Kemal Pervanic, sobrevivente de um campo de concentração na Bósnia em 1992.

Kemal tinha 24 anos quando, durante a dissolução da Iugoslávia, tropas sérvias invadiram a Bósnia e confinaram populações de origem muçulmana — como a sua família.

O campo de concentração em que Kemal estava preso foi descoberto por jornalistas ingleses após dez semanas. Com o escândalo internacional, 1.200 prisioneiros, incluindo ele e seu irmão, foram liberados, mas tiveram que fugir da Bósnia.
A alguns quilômetros dali, em vilarejos como Srebrenica, os prisioneiros não tiveram a mesma sorte, e mais de 8.000 homens e meninos foram assassinados.

Apesar da extensa documentação e dos julgamentos internacionais, Handke, premiado por sua literatura, diz que não houve campo de concentração, nem genocídio. Ele chegou a dizer que os bósnios muçulmanos haviam fingido tudo para sujar a imagem da Sérvia.

Ao ser anunciado vencedor do Nobel deste ano, Handke, cuja língua materna é o alemão, comemorou em sérvio para TVs de Belgrado.

“Hoje à noite, vamos tomar uma rakija [licor típico da sérvia] e uma taça de vinho branco”, disse Handke.

Fã da Iugoslávia

Handke nasceu na Áustria e tinha mãe eslovena — uma das nacionalidades que compunham o caldeirão multiétnico da antiga Iugoslávia.

Ele cresceu admirando a república socialista e a via como um contraponto à sociedade de consumo capitalista. No início da década de 1990, com o início da desintegração iugoslava, Handke tomou partido de Belgrado, que tentava manter a unidade da federação, e ignorou as denúncias de atrocidades cometidas pelas milícias sérvias.

Em 2006, Handke fez um discurso emotivo e elogioso no funeral de Slobodan Milosevic, acusado de liderar forças sérvias nos crimes de guerra contra a Bósnia, a Croácia e o Kosovo.

“Ele faz apologia a crimes como genocídio e nunca se preocupou em encontrar a verdade conversando com aqueles que sofreram nas mãos dos sérvios”, afirma Kemal, que hoje mora na Inglaterra e mantém um projeto para promover a integração entre etnias na Bósnia.

Pervanic é um dos que tem se manifestado publicamente contra a nomeação de Handke. E as declarações não se limitam à sociedade civil.

Presidentes da Albânia e do Kosovo

Após a divulgação do prêmio, o presidente do Kosovo, país que declarou unilateralmente independência da Sérvia em 2008, foi ao Twitter protestar.

“O genocídio na Bósnia e no Kosovo tiveram um autor. Handke escolheu apoiar e defender esses autores. A decisão do Prêmio Nobel traz imensa dor às incontáveis vítimas”, escreveu Hashim Thaçi.

A população do Kosovo, em grande parte de origem albanesa e muçulmana, também acusa as forças sérvias de crimes de guerra.

Na Albânia, país solidário ao Kosovo pelos laços étnicos, o presidente Edi Rama também demonstrou indignação nas redes sociais.

“Nunca pensei que sentiria vontade de vomitar por um prêmio Nobel”, escreveu.

Nas plataformas de petição online, surgem dezenas de ações coletas de assinatura pedindo que o prêmio seja revogado.

O UOL pediu à Academia que se manifestasse sobre a polêmica, mas não teve resposta.

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– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

– Nobel 2019: os icônicos premiados de Química e da Paz!

Ao ler quem são alguns premiados com o Prêmio Nobel, sinto uma alegria muito grande em saber que estudar não tem idade, além que há pessoas que lutam para a paz.

Para o Nobel de Química, três cientistas responsáveis pelo desenvolvimento de materiais de lítio e um mundo sem fio foram agraciados; um deles, com 97 anos de idade! Já para o Nobel da Paz, levou o presidente da Etiópia, com uma incrível, inspiradora e audaciosa história (aqui, a premiação precisa ser destacada pela justiça e mérito).

Compartilho, extraído de: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/10/09/nobel-de-quimica-2019-vai-para-john-b-goodenough-m-stanley-whittingham-akira-yoshino.ghtml

O TRIO NOBEL DE QUÍMICA

O americano John B. Goodenough, o britânico-americano M. Stanley Whittingham e o japonês Akira Yoshino são os vencedores do Prêmio Nobel 2019 de Química pelo desenvolvimento de baterias de íons de lítio, hoje usadas em celulares, notebooks e carros elétricos. A descoberta foi feita no começo da década de 70.

“Os laureados lançaram as bases de uma sociedade sem fio e livre de combustíveis fósseis”, avaliou o comitê do Nobel ao anunciar o prêmio no Twitter.

The Nobel Prize

@NobelPrize

The 2019 in Chemistry has been awarded to John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham and Akira Yoshino “for the development of lithium-ion batteries.”

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“Ganhamos acesso a uma revolução técnica”, afirmou Sara Snogerup Linse, membro do comitê e professora de fisicoquímica na Universidade de Lund, na Suécia.
A Academia sueca anunciou nesta quarta-feira (9) que os cientistas, que trabalharam separadamente, vão dividir de forma igualitária o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 3,72 milhões.

Aos 97 anos, o americano John B. Goodenough passa a ser a pessoa mais velha a ganhar o Nobel. Ele nasceu em 1922 em Jena, na Alemanha, e ocupa a Cadeira Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

Extraído de: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/10/11/primeiro-ministro-da-etiopia-ganha-nobel-da-paz-2019.ghtml

ABIY AHMED ALI, O HOMEM DA PAZ

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, ganhou o Nobel da Paz 2019 por sua iniciativa decisiva para resolver o conflito de fronteira com a vizinha Eritreia, no leste da África. O anúncio do 100º Prêmio Nobel da Paz foi feito na manhã desta sexta-feira (11), em Oslo, na Noruega.

Em estreita cooperação com o presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, o premiê de 43 anos rapidamente elaborou os princípios de um acordo para acabar com o longo impasse “sem paz, sem guerra” entre a Etiópia e a Eritreia. O tratado colocou fim a 20 anos de conflito entre os dois países.

“O Comitê Nobel espera que o prêmio da Paz reforce o primeiro-ministro Abiy em seu trabalho a favor da paz e da reconciliação. É um reconhecimento e também um estímulo a seus esforços. Somos conscientes de que resta muito por fazer”, afirmou a presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Berit Reiss-Andersen.
Primeiro-ministro da Etiópia vence Prêmio Nobel da Paz

Como primeiro-ministro, Abiy Ahmed “procurou promover a reconciliação, a solidariedade e a justiça social”. Ele iniciou importantes reformas que “dão a muitos cidadãos a esperança de uma vida melhor e de um futuro melhor”.

O Comitê do Nobel também reconhece com esse prêmio todos que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África. O trabalho do presidente da Eritreia, Issaias Afworki, foi destacado.

“A paz não é alcançada apenas com as ações de uma única pessoa. Quando o primeiro-ministro Abiy estendeu a mão, o presidente Afwerki aceitou e ajudou a dar forma ao processo de paz entre os dois países”, afirmou o comitê.

No telefonema em que foi informado do prêmio, o premiê afirmou ter recebido humildemente a premiação e que ficou emocionado:

“Muito obrigado. É um prêmio dado à África, dado à Etiópia, e posso imaginar como os outros líderes da África serão incentivados a trabalhar no processo de construção da paz em nosso continente. Estou muito feliz e emocionado com a notícia. Muito obrigado, é um grande reconhecimento”, afirmou o laureado.
Após o anúncio, o gabinete de Abiy afirmou que o prêmio é um testemunho “dos ideais de unidade, cooperação e convivência mútua que o primeiro-ministro sempre defende”. O governo etíope anunciou que o país está orgulhoso pelo prêmio.

O prêmio significará um impulso para o governante, que enfrenta uma onda crescente de violência entre diferentes grupos em seu país, onde estão previstas eleições legislativas em maio de 2020.

Abiy nasceu em uma família muito pobre, em Zona Jima, no sul da Etiópia, em 1976. Ele é filho de pai muçulmano Oromo e mãe cristã Amhara. Ele ingressou na política em 2010, como membro da Organização Democrática do Povo de Oromo.

Posteriormente, ele foi eleito membro do parlamento. Nessa época, ocorreram fortes disputas entre católicos e muçulmanos e ele teve a iniciativa de criar o “Fórum Religioso pela Paz”, uma solução duradoura para o problema.

Em abril de 2018, ele assumiu o cargo de premiê da Etiópia, a segunda maior população da África, e introduziu reformas liberalizantes, que tiveram forte impacto no país. Ali libertou da prisão milhares de ativistas da oposição, pediu desculpas pela brutalidade do Estado e permitiu que dissidentes exilados voltassem para casa.

Mais importante ainda, ele assinou o acordo de paz com a Eritreia.

Conflito Etiópia x Eritreia

De 1998 a 2000, Etiópia e Eritreia travaram uma guerra que deixou 80 mil mortos, principalmente devido a divergências sobre a fronteira. Em 2002, a Etiópia se recusou a colocar em prática uma proposta de uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) e manteve a animosidade entre os dois países.

Em 9 de julho de 2018, o primeiro ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, e o presidente da Eritreia, Isaias Afwerki, assinaram o acordo que restabelecia as relações diplomáticas entre os dois países.

“Uma nova era de paz e amizade começa. Os dois países se abrem para promover uma estreita cooperação, nos setores da cooperação, nos setores da política, da economia, do social, da cultura e da segurança”, dizia o documento.

A partir de então, o comércio, os transportes e as telecomunicações entre as duas nações foram retomadas.

Abiy Ahmed Ali em foto de 15 de setembro deste ano — Foto: Michael Tewelde/AFP

Abiy Ahmed Ali em foto de 15 de setembro deste ano — Foto: Michael Tewelde/AFP

– Apoiou ou negou a entrada na OCDE?

O Brasil negociou a entrada para a OCDE diretamente com os EUA, desde a posse do presidente Jair Bolsonaro. A entidade (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico) é formada por 36 países, que tem como finalidade discutir as relações comerciais internacionais e políticas econômicas. É um orgão importantíssimo!

No começo do ano, ficou certo que o nosso país abriria mão de algumas coisas para que fosse um dos novos integrantes da OCDE, através do apoio explícito e indicação dos americanos. Porém, ontem, a relevante agência de notícias Bloomberg informou que os EUA estavam apoiando Argentina e Romênia para o organismo, pois haviam negociado antes essa indicação.

O mundo parece ter caído sobre as costas do presidente brasileiro. A repercussão foi péssima. Fomos passados para trás?

Há pouco, por twitter, o presidente Donald Trump disse que a notícia era Fake News.

Será? Mudou de ideia ou era uma informação inverídica? Em quem confiar?

Saberemos somente se o Brasil entrará ou na OCDE quando as coisas se consumarem. Tomara que estejamos fazendo parte da entidade, para o bem da nossa política externa e econômica.

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– As barreiras da comunicação e Neymar!

Uma das minhas grandes frustrações é a dificuldade da fluência na língua inglesa. Me viro no português, falo, escrevo e entendo satisfatoriamente o italiano, quebro o galho na compreensão do espanhol, mas… o inglês só me permite a leitura! Apesar disso, meu “caipirês” é ótimo.

Digo isso pois cada vez mais temos que falar outras línguas nesse mundo globalizado, apesar da universalização do idioma pedir o inglês e a monetização o dólar e o euro.  Nossas crianças têm maior facilidade em aprender outro idioma, e isso é ótimo para o futuro e o sucesso profissional delas.

De tal forma, acho interessante uma matéria do UOL a respeito das dificuldades encontradas por Neymar para aprender o francês, lá em Paris. E ele não é um caso isolado: Felipão sofreu com a comunicação enquanto treinador do Chelsea, por exemplo. 

Me recordo que no final dos anos 90, foi uma grita muito grande quando em Londres o Arsenal jogou com seu time titular sem nenhum jogador nato da Inglaterra (o treinador era Arsenè Wenger, francês). Depois, nos anos 2000, foi a vez da Internazionale de Milão atuar sem nenhum italiano (com o treinador argentino Héctor Cúper). Diante dessa realidade, fica a curiosidade: entre Comissão Técnica, Diretoria e Atletas, o único moniglota do Paris Saint German é o lateral direito belga Meunier (que só fala francês, uma das 3 línguas oficias da Bélgica).

Veja que interessante essa questão da melhora na comunicação e rendimento profissional, abaixo:

(Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/07/neymar-aproveita-vestiario-espanhol-e-ganha-voz-em-meio-a-crise-no-psg.htm)

NEYMAR APROVEITA VESTIÁRIO ESPANHOL E GANHA VEZ NO PSG

Neymar chama os atacantes do Paris Saint-Germain para uma conversa de posicionamento durante a goleada de 4 a 0 contra o Angers, sábado, no Parque dos Princípes, pelo Campeonato Francês. O papo em espanhol com Icardi, Di Maria e Sarabia flui rápido e tem efeitos práticos com o bom rendimento do quarteto ofensivo. A cena ilustra uma versão de liderança verbal do camisa 10 no PSG à base de um idioma o qual domina e hoje é o mais utilizado no clube francês.

A reunião dos hispânicos é um trunfo para facilitar a comunicação de Neymar no PSG, segundo apurou o UOL Esporte. Fluente no espanhol, e sem conseguir se comunicar em francês nos vestiários, o brasileiro agora vê 9 jogadores do elenco (Navas, Sergio Rico, Bernat, Paredes, Herrera, Sarabia, Di Maria, Icardi, Cavani) com o espanhol como língua nativa.

No entorno dos brasileiros do PSG, Marquinhos e Thiago Silva PSG há a sensação de que o novo diretor esportivo do clube, Leonardo, se preocupou com a comunicação de Neymar no vestiário. Para a temporada chegaram 5 reforços de língua espanhola: o goleiro da Costa Rica, Keylor Navas, e o da Espanha, Sérgio Rico, os meio campistas da Espanha, Ander Herrera e Pablo Sarabia, e o atacante da Argentina, Mauro Icardi. Entre os contratados, somente o meio-campo do Senegal, Idrissa Gueye tem o francês como idioma adotado no vestiário.

“Foi muito fácil chegar aqui em um time com jogadores que falam espanhol. A adaptação foi fácil e isso que importa, pois me sinto muito cômodo no PSG”, disse Icardi.

Nos vestiários na temporada passada, a língua predominante ainda era o francês. Neymar se apoiava em Thiago Silva e Marquinhos, fluentes no idioma, em discussões com o grupo. O treinador alemão, Thomas Tuchel, estudou francês intensamente para adotar o idioma como padrão e também contava com um tradutor contratado pelo clube em seu primeiro ano no cargo.

“Essa entrevista está parecendo o meu vestiário. Todo mundo falando em espanhol”, brincou Tuchel na entrevista coletiva de véspera do duelo entre PSG X Real Madrid, no Parque dos Princípes, pela Liga dos Campeões – PSG venceu o confronto por 3 a 0 -.

O papo do treinador com Neymar acontece em uma mistura de francês e inglês, algo que dificulta o camisa 10. O fato também já fez Tuchel descartar o atacante brasileiro como capitão do PSG. Para isso, apenas Thiago Silva e Marquinhos estão credenciados.

A comunicação em espanhol no vestiário ainda pode ser adotada por Neymar com outros jogadores. Entre os titulares, Marco Verratti e Mbappé têm bom domínio da língua. Isso faz com que o time base do PSG tenha apenas o lateral direito belga Meunier sem conseguir conversar com Neymar – idioma utilizado pelo jogador é francês -.

Além da prática no espanhol, Neymar demonstra evolução na língua francesa na base do convívio. Mesmo sem estudar, diferentemente do que fizeram Thiago Silva e Marquinhos, o camisa 10, em sua terceira temporada no clube, agora encontra facilidade para compreensão. As perguntas em entrevistas e brincadeiras do veículo institucional PSG são feitas a Neymar em francês. O fato possibilita o clube de colocar em prática um plano para melhorar a relação do brasileiro com o torcedor parisiense.

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– Olavo de Carvalho e o Terraplanismo

Em maio desse ano, por duas vezes o filósofo Olavo de Carvalho declarou simpatia às ideias dos terraplanistas (como são chamadas as pessoas que crêem que o Planeta Terra é plano e não redondo). Não disse explicitamente que acreditava na teoria, mas não as refutou em hipótese alguma.

Surgiu nesta semana a notícia de que ele, enfim, assumira a defesa desta ideia maluca. Não achei nenhuma fonte confiável que tenha esse registro, pode ser mais uma das inúmeras Fake News que a Web apresenta, independente de lado ou ideologia.

O certo é que: Olavo (que tenho milhares de restrições), caso tenha defendido essas ideias, cá entre nós, precisaria de internação!

Sobre o que penso sobre ele, já escrevi em uma oportunidade e compartilho aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/01/olavo-de-carvalho-e-suas-crendices-fe-e-razao-nao-podem-ser-como-ele-pensa/

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