– Pazuello e a negociação da Coronavac.

Esquerda, Direita, Centro / PT, PSDB, PSL / Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, Dória, Boulos, Amoedo / Civil, Militar / Presidencialismo, Parlamentarismo / República, Império … não importa a ideologia, regime ou os nomes dos políticos. O bom político é o HONESTO, COMPETENTE e que tenha CREDIBILIDADE (e penso que não citei nenhum com essas características, acima).

Tudo isso para dizer: que tristeza ler manchetes como essa – a de superfaturamento no preço de vacinas (bem como de verbas desviadas de governadores ou corrupção do Governo – do atual ou dos anteriores).

Abaixo: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/07/fora-da-agenda-pazuello-negociou-coronavac-com-intermediaria-e-pelo-triplo-do-preco-veja-video.shtml

PAZUELLO NEGOCIOU CORONAVAC PELO TRIPLO DO PREÇO

Além da discrepância no valor da vacina, encontro no Ministério da Saúde contradiz o que general da ativa disse à CPI da Covid

O então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo Jair Bolsonaro por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

A negociação, em uma reunião no ministério fora da agenda oficial, em 11 de março, teve o seu desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

A gravação, obtida pela Folha e já de posse da CPI da Covid no Senado, foi realizada no gabinete do então secretário-executivo da pasta, o coronel da reserva Elcio Franco. Nela, Pazuello relata o que seria o resumo do encontro.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro, segundo quem a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, também obtida pela Folha, oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Naquele dia, 11 de março, o governo brasileiro já havia anunciado, dois meses antes, a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac via Instituto Butatan, pelo preço de US$ 10 a dose. A demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois, em 15 de março.

Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou em depoimento à CPI, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.

“Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor [senador Renan Calheiros] deveria saber disso”, disse Pazuello à CPI.

No vídeo, um empresário que Pazuello identifica como “John” agradece a oportunidade do ministro recebê-lo e diz que podem ser feitas outras parcerias “com tanta porta aberta que o ministro nos propôs”.

A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco, que recebeu o grupo. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.

Três pessoas que acompanharam a reunião disseram que o vídeo foi gravado mesmo antes de Pazuello conhecer o preço da vacina.

Segundo um ex-auxiliar do ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.

Após a gravação, de acordo com os relatos colhidos pela Folha, parte da equipe do ministro pediu que os empresários não compartilhassem o vídeo, que foi feito por meio do aparelho celular do empresário identificado como “John”.

Um dos assessores de Pazuello teria alertado o general após a reunião de que a proposta era incomum, acima do preço, e a empresa poderia não ser representante oficial da fabricante da vacina.

Caso o negócio fosse adiante, as doses seriam as mais caras contratadas pelo ministério, posto hoje ocupado pela indiana Covaxin (US$ 15), que tem o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades.

A proposta da empresa tem data do dia 10 de março, véspera da reunião com Pazuello. Segundo dois auxiliares do ex-ministro e um dos empresários que acompanharam a conversa, a oferta só chegou à pasta no dia do encontro.

Apesar de Pazuello ter dito no vídeo que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.

O governo Bolsonaro resistiu em negociar a Coronavac. Em outubro de 2020, o presidente forçou Pazuello a recuar de uma promessa de compra da vacina. “Um manda e outro obedece”, justificou o general em vídeo ao lado do mandatário.

O presidente chegou a dizer que não compraria a vacina mesmo quando a Anvisa desse aval para o uso. “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente em 22 de outubro.

Para a CPI da Covid, o governo desdenhou de negociações diretas com fabricantes como a Pfizer, enquanto abriu as portas para representantes de intermediárias que atuavam sem o aval dos laboratórios.

Em uma das tratativas dessa linha de maior repercussão, o cabo da polícia militar Luiz Paulo Dominghetti teve três reuniões com a cúpula do Ministério da Saúde, e afirma que chegou a receber pedido de propina de US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de unidades da AstraZeneca.

Procurados, Pazuello, Franco e a Casa Civil —onde os militares hoje despacham como assessores de Bolsonaro— não se manifestaram sobre a reunião do dia 11 de março.

Em nota, a Sinovac disse que APENAS (em letras garrafais, na resposta em inglês) o Instituto Butantan pode oferecer a Coronavac no Brasil.

Segundo registros da Receita Federal, a World Brands tem capital social de R$ 5 milhões e atua com comércio de diversos produtos, como materiais para uso médico, além de atividades de agenciamento marítimo e de despachantes aduaneiros.

O empresário identificado como “John” afirmou à Folha que havia uma cota da Coronavac que poderia ser ofertada ao Brasil.

Ele disse ser um “parceiro” da World Brands, mas encerrou a conversa telefônica com a reportagem quando foi questionado sobre detalhes das negociações e nomes dos presentes na reunião, como o dele mesmo.

A Folha perguntou ao Ministério da Saúde quem participou da reunião, com quem ela foi agendada e os motivos pelos quais o encontro não apareceu na agenda oficial dos ex-integrantes da cúpula da pasta.

Também perguntou qual encaminhamento foi dado à proposta. A pasta não respondeu a nenhum dos questionamentos e disse apenas que as agendas públicas de autoridades exoneradas podem ser acessadas por meio de um link oficial.

Após a públicação da reportagem, o ministério afirmou, em nota, que desconhece qualquer memorando de entendimento feito pela gestão Pazuello. “A atual gestão da pasta não tem conhecimento de memorando de entendimentos para aquisição de doses da Coronavac.”

O atual secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, disse que não sabia da negociação citada no vídeo. “Tomei conhecimento pela imprensa.”

A World Brands disse apenas: “Proposta efetuada, nenhuma resposta efetiva recebida, negócio não efetuado”. A empresa não quis informar o nome dos participantes da reunião e se eles tinham de fato aval da Sinovac para a venda ao governo federal.

 

– Seja sempre Honesto!

ÉTICA – Apesar de muitas pessoas não se indignarem mais com coisas incorretas, lembre-se: nós não podemos achar o ERRADO algo normal!

Em: https://www.youtube.com/watch?v=6QV2mS2BdhQ

– Uma decepção chamada Jair Bolsonaro.

Em 2019, eu achava que o Brasil poderia ter um rumo positivo. Torci, mas me decepcionei – em especial com a truculência, má gestão da pandemia e o grande fator de oposição do Governo Bolsonaro: o cidadão Jair Messias!

Alguns bons ministros sustentam a atual gestão, que sofre com as bobagens desnecessárias ditas pelo presidente (como dizer que a vacina do Butantan não funciona, o descrédito no uso de máscaras, a omissão nas denúncias de seus pares ou ainda que “se não tivermos voto impresso, não tem eleição”).

Uma pena que seja assim. Quero uma presidente competente, honesto e que tenha credibilidade, e não vejo nenhum pré-candidato preenchendo essa lacuna.

Compartilho esse texto de 3 anos:

TODOS QUE GOVERNARAM REVOLUCIONARAM O BRASIL?

Um dia, FHC disse que revolucionou o Brasil com o Plano Real.

Outro dia, também Lula alardeou que revolucionou a nação com suas ações administrativas enfatizando em seu discurso dizendonunca antes nesse país”.

Outrora, foi a vez da presidente Dilma Roussef, em entrevista à TV Al Jazeera (dê um Google para achar essa pérola) bater na tecla de que promoveu uma revolução social democrática em sua administração.

Por último, Michel Temer diz que mudou os rumos do país ao assumir a Presidência, revolucionando os caminhos da crise em rumo do crescimento econômico e da geração de emprego.

Ok, todos fizeram algumas coisas, acertando e errando. Mas com esses 4 últimos “revolucionários”, o Brasil continua igual em péssimos índices sociais e de corrupção.

Gozado, onde está essa revolução de fato? Será que ela virá DE VERDADE com Bolsonaro, ou teremos mais do mesmo? Afinal, esperar até 2022 para que um novo comandante tente de novo, vai ser dose. Mas confesso ter receio na competência de Jair, respeitosamente falando.

Se tudo o que se propagandeia é verdade, seriamos o Canadá, a Noruega, o Japão…

Em vídeo, atualizado, em: https://youtu.be/DIELWUioWGI

– O STF do nosso dia-a-dia: Supremo Tribunal do Facebook

Li em algum lugar e concordo: as Redes Sociais (em especial o Facebook) tornaram a vida de muitas pessoas baseadas em opiniões virtuais, fake news e outras bobagens.

De tão bom uso, a Internet se transforma, indevidamente, num Tribunal que condena, absolve ou divide pessoas.

Isso é bom?

Claro que não. A Web é como papel: aceita tudo, de verdades a mentiras.

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– 3 fatores que marcam uma empresa.

Os 3 principais fatores de credibilidade para as empresas, 

em: https://www.youtube.com/watch?v=oMLHS2Kfy4I

– Qual nome seria o ideal para comandar a CBF? Tente encontrar um!

Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero, Cel Nunes, Rogério Caboclo… cada figura presidiu a CBF, não?

Faça um esforço: qual nome poderíamos sugerir como presidente da CBF, a fim de recuperar a sua imagem?

Para tanto, tente encontrar alguém com 3 virtudes: honestidade, competência e poder de agregação.

Consegue encontrar alguém para liderar essa mudança?

Seleção brasileira é máquina de fazer dinheiro da CBF— patrocínio, o motor  | Exame

Foto: Divulgação CBF.

– Confie, desconfiando. Sobre Santa Fé x Junior Barranquilla pela Libertadores.

Você confia na Conmebol, com tantos ex-presidentes presos?

Você confia em clubes de futebol, quando jogam só para cumprir tabela?

Você, enfim, confia na lisura total do esporte?

Recentemente, tornou-se uma praga a manipulação de resultados em divisões menores no Brasil. E se acontece aqui, imagine no continente sul-americano em geral (relembre algumas neste link: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Digo isso pois ao ver o ocorrido em Santa Fé x Junior Barranquilla pela Libertadores da América (no grupo onde o River Plate e o Fluminense estão), fico achando que coisas bem estranhas aconteceram…

Vejam só, extraído de (não consegui outro link do jogo e dos lances… mais um motivo para desconfiança…): https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/05/26/lentidao-e-furada-do-junior-na-libertadores-irritam-torcedores-assista.htm

LENTIDÃO E FURADA IRRITAM TORCEDORES

Enquanto o Fluminense fazia 3 a 1 no River Plate, o Junior Barranquilla precisava de apenas um gol para garantir a sua classificação às oitavas de final da Libertadores e, de quebra, tirar os argentinos do torneio.

No duelo nacional diante do já eliminado Santa Fe, o time colombiano, no entanto, não conseguiu furar a barreira adversária e também deixou a competição continental.

Um lance em especial, já nos acréscimos da partida – que estava em 0 a 0 -, irritou os torcedores. Isso porque os jogadores Junior passaram a trocar passes na defesa sem a menor pressa de chegar ao gol do rival.

O ápice da ira veio quando um dos defensores acabou “furando” o domínio e permitindo que a bola se encaminhasse para a linha lateral, atrasando completamente a criação da jogada ofensiva.

Assista ao momento:

DESCONFIE!

– Como identificar notas falsas?

Na região de Jundiaí, constantes golpes com notas falsas têm sido tentados; alguns frustrados, outros com sucesso.

É difícil identificar uma boa falsificação. Vez ou outra ouvimos notícias de que até mesmo em caixas eletrônicos pessoas recebem notas falsas. Mas vão algumas dicas:

(Extraído de http://www.acescp.com.br/ace2012/index.php/scpc/2012-03-21-22-23-24/76-dicas-sobre-como-reconhecer-notas-falsas.html)

DICAS PARA EVITAR NOTAS FALSAS

Quando você receber uma cédula veja sempre os principais elementos de segurança: a marca d’água, a imagem latente e o registro coincidente.
Cerca de 60% das cédulas falsas não possuem marca d’água. O fato do papel ser aparentemente verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. 15% das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor. As demais cédulas falsificadas (aproximadamente 25% do total) utilizam papel parecido, mas não autêntico, com marcas de água diferentes e vários outros detalhes alterados em relação as cédulas verdadeiras.

1. Observe a marca d’água. Cerca de 60% das cédulas falsas retidas pelo Banco Central não apresentam marca d’água.

Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara à esquerda, as figuras que representam a República ou a Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro.

As cédulas de R$50,00 e R$100,00 apresentam como marca d’água apenas a figura da República.

As cédulas de R$1,00, R$5,00 e R$10,00 podem apresentar como marca d’água a figura da República ou a Bandeira Nacional.

A cédula de R$2,00 apresenta como marca d’água apenas a figura da tartaruga marinha com o número 2.

A cédula de R$20,00 apresenta como marca d’água apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.

2. Sinta com os dedos o papel e a impressão.

O papel legítimo é menos liso que o papel comum.
A impressão apresenta relevo na figura da República (efígie), onde está escrito “BANCO CENTRAL DO BRASIL” e nos números do valor da cédula.

3. Observe a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula.

Olhando a nota contra a luz, o desenho das Armas Nacionais impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado.

4. Observe as micro impressões.

Com o auxílio de uma lente, pequenas letras “B” e “C” poderão ser lidas na faixa clara entre a figura da República (efígie) e o registro coincidente (Armas Nacionais) e no interior dos números que representam o valor.

5. Observe a imagem latente.

Observando o lado da cédula que contém a numeração, olhe a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras “B” e “C”.

6 . Linhas multidirecionais.

As notas de real também contam com linhas retas, paralelas, extremamente finas e bastante próximas entre si, dando a idéia de que houve uma impressão contínua no local. Apesar de estarem em toda a extensão da cédula, as linhas podem ser vistas mais facilmente na área da marca d’água.

7 . Fibras coloridas.

Ao longo de toda a cédula, podem ser vistos pequenos fios espalhados no papel, nas cores vermelha, azul e verde, em ambos os lados.

8 . Fio de segurança.

Um fio vertical, de cor escura, está embutido no papel da cédula. Ele pode ser facilmente visto contra a luz. Está presente em todas as cédulas, menos nas de R$ 1 e R$ 5, que apresentam, como marca d’água, a figura da Bandeira Nacional.

9 . Fibras sensíveis à luz ultravioleta.

São pequenos fios espalhados no papel, que se tornam visíveis, na cor lilás, quando expostos à luz ultravioleta. São encontrados nos dois lados da cédula.

10 . Microchancelas.

São as duas assinaturas – uma do Ministro da Fazenda, outra do Presidente do Banco Central do Brasil. Sem as assinaturas as cédulas não têm valor legal.

11. Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor avisar para informar o crédito.

– AmarillaDay: 8 anos de uma “garfada” na Libertadores da América (Corinthians 1×1 Boca Jrs).

Detesto usar termos que levem à suspeita de má intenção na arbitragem. Vivi no meio e sei como funciona, quando “é” ou “não é” picaretagem.

exatos 8 anos, vi algo que “é”. Em 15 de maio de 2013, depois da confusão na Bolívia (o assassinato de Kelvin Spada e seus desdobramentos em Oruro), o árbitro paraguaio Carlos Amarilla assaltou o Corinthians no Pacaembu contra o Boca Júniors.

Relembre a análise da sua estranha atuação que fizemos no nosso blog na época, pós jogo:

ANÁLISE DA ARBITRAGEM DE CORINTHIANS 1X1 BOCA JÚNIORS

Erros determinantes na decisiva partida da Libertadores da América no Pacaembu. Vamos a eles?

Foram 4 momentos importantes:

LANCE 1– 09’: Emerson Sheik e Marin dentro da área, o corinthiano está prestes a dominar a bola e o zagueiro argentino dá um tapa deliberado nela. Pênalti! E aí não tenho dúvida sobre o motivo do árbitro errar: ele estava mal posicionado, fora da diagonal, num lado cego da jogada. Repare que ele vem da direita para o centro do ataque do Corinthians, enquanto deveria estar mais do lado esquerdo. Neste caso, se tivéssemos o árbitro assistente adicional (AAA) posicionado na linha de meta, poderia-se ajudar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Não foi equívoco de interpretação, o juizão (creia-se) não deve ter visto a mão. Primeiro erro da arbitragem.

Um erro sempre traz consequências negativas: o zagueiro 29 Marin já tinha recebido amarelo. Se fosse marcado pênalti, segundo amarelo e expulsão. Mas foi Sheik quem recebeu a Advertência por reclamação…

LANCE 2– 23’: Emerson lança a Romarinho, que está a aproximadamente 1 metro do penúltimo adversário (portanto, posição legal). Ele ganha do argentino e fica de frente para o gol, chutando para as redes. Porém, o assistente no1 Rodinei Aquino marcou impedimento. Romarinho faz o gol com o goleiro já “desistindo” da defesa, devido ao bandeira ter levantado seu instrumento. Ora, isso é irrelevante, pois fatalmente o gol seria marcado, caso o lance não fosse paralisado, pela “situação clara de gol”. Segundo erro da arbitragem, em lance fácil.

LANCE 3 – 60’: Sheik cruza, Paolo Guerreiro tenta o gol de cabeça, o goleiro Orion espalma e no rebote Paulinho consegue fazer o gol. Lance anulado. Houve a dúvida se foi marcado impedimento ou falta. Verifique que o bandeira no2 Carlos Cáceres ergueu seu instrumento quando Paulinho vai disputá-la. Portanto, impedimento. Terceiro erro da arbitragem.

Confesso que não consegui ver se o árbitro reiniciou o lance com tiro livre indireto (assim, teria confirmado o impedimento do bandeira, com gesto de braço erguido) ou com tiro livre direto (alegando alguma falta, gesto do braço abaixado). Em particular, Paulinho e Caruzzo se aguarram diversas vezes. Um árbitro caseiro marcaria pênalti; um árbitro fraco marcaria falta de ataque; e um árbitro bom mandaria seguir o lance.

LANCE 4 – 81’: Sheik está na grande área e o adversário dá um empurrão. Em jogos mais calmos, o erro passaria batido. Mas, novamente faço a observação: se tivéssemos o AAA atrás do gol, novo pênalti seria marcadoQuarto erro do árbitro.

Aliás, que se registre: tanto na 3a feira quanto nesta 4a as arbitragens frustaram a expectativa: Juan Soto era talento em ascensão em Palmeiras x Tijuana, e Carlos Amarilla talento reconhecido em Corinthians x Boca JuniorsAmbos decepcionaram…

Lembrando que no prazo de uma semana, o “trio de ferro paulista” foi eliminado da Libertadores. Má fase dos clubes de São Paulo, somada à má fase da arbitragem.

Uma última observação: para quem gosta de teorias conspiratórias, vale o registro: Amarilla é quase um “brasiguiao”, o árbitro preferido da CBF nos amistosos da Seleção Brasileira na América do Sul. E como há una certa rinha política entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches… (Ops: eu não creio nisso, prefiro pensar em algo mandado pela Conmebol – vide caso de Oruro…!).

– A triste coincidência entre Política e Futebol no Brasil… cadê os honestos e competentes?

Fato: com dor, vejo que o Futebol está como a Política: não há um nome sequer que possa trazer união entre os pares / diferentes, mostrar honestidade e competência para dar credibilidade à coisa…

Diga: qual pessoa contempla, hoje, essas virtudes: congregar a todos, fazer a coisa certa e mostrar ética / lisura nos atos?

Responda pensando na Presidência da República e na Presidência da CBF e constate: a primeira, muito maior que a segunda, coincide na ausência de alternativas…

Discussões à parte: hipoteticamente, saindo Caboclo devido ao seu imbrolho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-uPa), entraria o vice mais velho, o Cel Nunes. Mas qual cartola do mundo do futebol poderia ser um bom nome para presidir a Confederação Brasileira de Futebol?

– 11 anos que pendurei o apito!

Em 29 de abril de 2010, após uma reunião na Federação Paulista de Futebol, decidi encerrar minha carreira de árbitro de futebol.

Foram anos maravilhosos dentro de campo, enfadonhos nas reuniões administrativas, divertidos nas viagens para as partidas, cansativos nas exigências das Comissões de Árbitros, educativos nas coisas incríveis que o futebol apresenta, e, por fim, nojentos nos bastidores.

Queria eu ter a maturidade que tenho hoje, os recursos tecnológicos que existem e outras perspectivas que são abertas quando você percebe que existe vida fora da arbitragem. Não que eu tenha sido imaturo, sempre fui muito responsável, mas certos discernimentos que somente a casca da experiência proporcionam, teriam me feito tomar algumas decisões com dirigentes, digamos, mais incisivas.

Felizmente, nunca tive problemas de indisciplina ou desonestidade. Errei e acertei com lances normais e corriqueiros como de qualquer árbitro. Apadrinhamento nunca existiu (mas eles existem), nem pagamento de pedágio em dinheiro / serviço ou outras benesses (será que existem?), tampouco tomei “cervejadas com cartolas candidatos”, nem as promovi (tem quem faça e fez – e se deu bem, né?).

Falo por mim: foram ótimos anos que ficaram na saudade. Bola pra frente! Mas sempre torcendo para que os dirigentes ruins da arbitragem sejam deixados ao esquecimento, saindo de cena e abrindo espaço para mais honestos e competentes.

Vida que segue, o que vale é ter a consciência em paz e os amigos conquistados.

– Já teve AQUELA vontade de mandar…?

Vendo e lendo algumas coisas, se referindo a certas pessoas que têm cargo de poder (não importa o setor de atividade), também outras que tem a influência da escrita, e algumas que simplesmente querem “causar”, penso cá com meus botões que um dito popular é extremamente verdadeiro:

Passarinho, de tanto andar com morcego, um dia poderá dormir de ponta cabeça. E mesmo que não durma, dirão que anda dormindo.”

Acrescento outro:

Diga-me com quem andas que direi quem tu és“.

Entendeu? Fuja de picaretas e crie boas amizades. Há tempos fiz isso com meia dúzia de “vagabundos” e me honro por não ter deles nem a amizade! E antes que achassem que eu era da mesma laia, mantive a integridade.

O gozado é que, ao observar algumas hipocrisias dessas pessoas, que já são esculhambadas (merecidamente) pela mídia, dá uma vontade de falar umas verdades…

Releve! É assim que se deve agir. E mantenha distância social e de negócios das mesmas. Junte-se sempre a pessoas de bem – e tudo fluirá!

Tudo isso reforço para dizer: o quão me impressiona o cara saber que fulano é bandido, e ainda por cima insiste em ser próximo dele! E age assim para conseguir benesses, mesmo com o discurso de que “é diferente”.

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– O Supermercado da Fé.

Cada vez mais a fé tem se tornado um produto. Na cidade de São Paulo, a cada 2 dias, surge uma nova igreja em algum ponto estratégico. As opções são várias, e, claro, dentro de um Estado democrático em que vivemos, não há problema algum, já que a liberdade religiosa é garantida a qualquer cidadão.

Qualquer um pode crer (ou não crer) no que quiser. Entretanto, na mesma proporção se torna assustadora a quantidade de casos de charlatanismo, ou seja, pessoas que exploram a inocência e a boa-fé das outras e se aproveitando do nome de Deus ou do deus que queira anunciar em proveito próprio.

Compartilho material interessante da TV UOL (reproduzido, pasmem, há 10 anos), que abordou esse assunto com números muito parecidos como o de hoje. Dessa forma, sobre esse tipo de proliferação e o mercado da crença, clique em: A Fé Sob Medida em SP

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Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Reiterando: Ruy Barbosa é atual!

Já escrevemos dele mais de uma vez: Ruy Barbosa e seu senso de honestidade!

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Em: https://www.youtube.com/watch?v=1x4P5lTe00g

– Os Golpes nas Bombas de Combustíveis

Meses atrás, o Fantástico da Rede Globo trouxe uma matéria sobre a Máfia dos Combustíveis no Rio Grande do Norte. Mas os golpes contra o consumidor são muito mais complexos e frequentes, infelizmente.

Veja essa matéria de 2012 explicando os mecanismos que provocam fraude e enganam o motorista. E vale o lembrete: abasteça no posto em que você confia!

Compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=z3rMkNgdYlw

– Lula virou Honesto num passe de mágica?

Sobre a decisão do STF em relação ao Juiz Sérgio Moro – ela nos permite questionar: Lula foi um inocente acusado, ou um corrupto com julgamento direcionado?

Deixe de lado o caso do Triplex do Guarujá e avalie: Sítio de Atibaia, Odebrecht, OAS, Mensalão, Petrolão e delações premiadas. Tudo foi “inventado”?

Sendo assim, a grana de corrupção recuperada pela Operação Lava Jato deverá ser devolvida pra quem?

Abram-se as grades das cadeias.

Uma opinião indignada: https://youtu.be/FYvsYQNV4Yo

– E no que foi gasto (e quem gastou) o dinheiro da Timemania do Paulista FC?

Ontem, na Rádio Difusora, o jornalista Adilson Freddo fez uma excelente entrevista com Rodrigo Alves, presidente do Paulista FC, que não fugiu das perguntas e foi muito esclarecedor.

Abaixo, há o link disponibilizado pelo site Esporte Jundiaí com o áudio na íntegra para quem queira ouvir. Mas duas coisas me chamaram a atenção:

  1. Respondendo ao questionamento do Robinson Berró Machado sobre a dívida do Galo, levei um susto: está em torno dos R$ 50 milhões! Com as minguadas receitas que são possíveis estando na 4a divisão, há de ser mágico para fazer futebol.
  2. Eu pude perguntar ao Rodrigo sobre existir ou não uma auditoria em andamento, relembrando as queixas de possíveis desvios de dinheiro de outras gestões, e um dado passado por ele me impressionou: existe a Timemania, um jogo das Loterias da Caixa onde, quando o apostador escolhe o “Time do Coração”, o clube ganha uma participação. Este dinheiro fica na Caixa Econômica Federal (que é um banco público), a fim de pagar impostos à União (essa medida surgiu naquele primeiro Reffis do Governo Federal para ajudar os times endividados). E o Paulista tinha R$ 1.000.000,00 de saldo – sendo parte para pagamento do FGTS, outra parte bloqueada pela Justiça e cerca de R$ 250 mil… transferido para contas de particulares!

Ôpa! Isso é grave. E na minha pergunta, havia a questão também de existir ou não a possibilidade de processo judicial para reaver valores / punir saídas indevidase há. Por questões da própria Auditoria e Justiça, o presidente não pode revelar os nomes dos favorecidos (o que é normal).

Fico cá pensando com meus botões: que “Caixa Preta Maluca e Sinistra” é a vida financeira do Galo, não?

A entrevista, em: https://www.youtube.com/watch?v=KpEwQ-7XOvk&t=19s

– Cuidado com o Golpe do Cadastro Positivo

Aconteceu o ano passado, mas de novo ele ressurgiu. Repost:

bandidos e estelionatários de grande criatividade. Digo isso pois essa aqui é incrível: mal o Cadastro Positivo se fez conhecido, já existe um golpe na praça (com formulário bem vigarista).

Abaixo, extraído de: https://dcomercio.com.br/categoria/leis-e-tributos/cuidado-com-golpe-envolvendo-o-cadastro-positivo

CUIDADO COM O GOLPE DO CADASTRO POSITIVO

*com informações da Receita Federal

A Receita Federal identificou uma nova modalidade de golpe aplicado com uso do nome da Instituição. Trata-se de notificação postal falsa por meio da qual se exige pagamento de um suposto Imposto Verificador de Score Concretizado.

Como é o golpe:

A falsa carta indica que o contribuinte estaria com uma pendência em seu CPF e que, para regularizar a situação, precisaria quitar o chamado Imposto Verificador de Score Concretizado, tributo inexistente.

A mensagem atinge principalmente pessoas interessadas em aumentar a pontuação em “cadastros de bons pagadores”.

Na tentativa de dar ilusão de veracidade ao documento, os golpistas utilizam indevidamente o logotipo da Receita Federal e o nome de um auditor-fiscal, cuja assinatura é falsificada.

Para se proteger:

A Receita Federal informa que não fornece dados bancários para o recolhimento de tributos federais via depósito ou transferência.

O recolhimento de tributos é feito via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

Via de regra, os golpistas cometem erros que possibilitam identificar que trata-se de um golpe. Fique atento a erros de português, informações confusas ou incorretas e orientações desencontradas. Esses são alguns dos indícios de que a correspondência pode ser falsa.

Em caso de dúvidas, os contribuintes que forem vítimas deste golpe podem comparecer a uma unidade de atendimento da Receita Federal, pessoalmente, ou enviar denúncia à Ouvidoria-Geral do Ministério da Economia, pela internet, no site da Receita.

Os indivíduos que aplicam o golpe – fazendo-se passar por servidores da Receita Federal – poderão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsa identidade, podendo responder, ainda, pelos danos causados à imagem da Instituição e do próprio servidor indevidamente envolvido.

Veja abaixo a imagem da notificação postal falsa:

carta-golpe

Imagem extraída do link acima.

– Uma história real?

O deputado, seus colegas, o Céu e o Inferno!

Qualquer realidade ou coincidência com o cenário político atual…

Assista ao vídeo:

– Quem dá mala branca, também dá mala preta?

Elusmar Blaggi, o bilionário que deu 1 milhão de reais para o Internacional pagar a multa de Rodinei e jogar contra o Flamengo, sugestionou que iria “turbinar o São Paulo FC” para que vencesse o Flamengo.

Fica a questão (que sempre surgem casos assim): se o jogador aceita “mala branca”, poderia também aceitar mala preta? Mais do que isso: um clube da magnitude do SPFC, com atletas que custam caro, passaria o risco de ver os seus jogadores aceitando?

Abaixo, quando ocorreu o imbrolho entre Palmeiras e Cruzeiro e que representa muito bem tal situação:

MALA BRANCA E MALA PRETA:

Já ouviram falar de “malas de dinheiro no futebol”? No imaginário popular elas existem aos árbitros que estão “na gaveta”. Mas e quando ela vai para um jogador ou para um time?

Viram a manchete do UOL a respeito da mala branca de R$ 500 mil recebida pelos jogadores do Cruzeiro como incentivo a jogarem com mais determinação contra o Palmeiras?

Os jornalistas Danilo Lavieri, Gustavo Franceschini e Thiago Fernandes postaram nesta 5a feira no UOL Esporte que há “relatos de pessoas ligadas a pelo menos 5 atletas diferentes do time celeste, que confirmam a situação”.

Teria sido quem? O Corinthians, para atrapalhar o rival Palmeiras? O Santos, para brecar um concorrente?

O UOL ouviu os times do Cruzeiro e do Corinthians, e ambos confirmaram que não existiu nenhuma mala branca. A pergunta é: se receberam e agora negam, os atletas que toparam fazer isso foram éticos na sua atividade? Um clube grande como o Cruzeiro, com conquistas de Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e recentemente a Copa do Brasil, aceitaria passivamente o fato de que um outro time daria dinheiro a seus atletas serem mais produtivos por interesse na classificação do Brasileirão?

Uma perturbação: será que quem aceita a mala branca, não aceitaria também mala preta?

Por fim: os jogadores do Cruzeiro (se é que receberam 500 mil reais mesmo), se não tivessem aceito a grana não honrariam a camisa do time da Raposa e jogariam com menos vontade? Se eu fosse torcedor cruzeirense, me preocuparia com tal situação…

E você, o que pensa sobre isso: houve ou não mala branca supostamente enviada pelo Corinthians ao Cruzeiro? Lembrando que a publicação do Universo On-Line é assinada por 3 jornalistas.

O mais curioso é: na pindaíba das contas e no sufoco em pagar as dívidas, como um clube ousaria usar tal artifício?

– Ruy Barbosa continua atualíssimo

A história conta que uma das cabeças mais inteligentes do nosso país foi Ruy Barbosa. Em discurso no Senado da República, ainda no Rio de Janeiro, em 17/12/1914, imortalizou tal verdade:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Uma verdade que perdura até nossos dias. Mais do que isso: que retrata o Brasil de mais de 100 anos atrás e o de hoje – com perfeição, infelizmente!

– Gostei do discurso desse cara! Pena que praticou o que prometeu combater…

Repost de 1 ano:

Falou muito bem esse político do vídeo abaixo. Tomara que “suas palavras se cumpram” seja contra quem forem (incluindo-o, logicamente…)!

Claro que sabemos que essa fala de Lula, ainda nas suas primeiras tentativas de disputar a Presidência da República, é um achado, direto do Show de Calouros do Sílvio Santos. Pena que tudo o que ele pregou, nada fez. Ao contrário, foi um lobo em pele de cordeiro! Vira-e-mexe, vemos situações mal resolvidas na política que nos recordam de bla-bla-blás como esse: são os governadores e os respiradores, Bolsonaro e seus filhos (especialmente Flávio, os 89.000,00 não explicados, e tantas outras pendengas), além de oportunistas que surgem vez ou outra.

E fico imaginando: não é por ser PT, PSDB, Lula, Bolsonaro, Dória, ou quem for, que é santo ou não. Não é ideologia, é CARÁTER!

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hoOHvrx7rXc&feature=youtu.be

– Motivos para estar atento quanto a arbitragem de Santos x Boca Jrs.

Tenho sérias preocupações com a arbitragem de Wilmar Roldán na Vila Belmiro, nesta 4a feira. E são ressalvas importantes:

Após as queixas justas do Peixe pela não marcação do pênalti no La Bombonera em Marinho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-sNv) e os áudios estapafúrdios divulgados, a Conmebol escalou o colombiano Roldán para o jogo de volta. Isso, para muitos, foi demonstração de força do Santos, pois ele foi o árbitro da vitória santista contra o Grêmio.

Doce ilusão de que um árbitro que apitou sua vitória em jogo passado seja sinônimo de vitória futura… Carlos Amarila e Ubaldo Aquino, num passado não tão distante, também haviam apitado muito bem antes das “cácas” contra o Corinthians e o Palmeiras, justamente em confrontos contra o Boca na Libertadores da América.

Se não bastasse esse indicador, historicamente temos suspeitas e comprovações de manipulação por todos os lados. Lembremo-nos das conversas de Grondona a favor do Independiente contra o Santos em 64. Aliás, quantos presidentes a Conmebol viu serem presos nos últimos 5 anos?

Roldán não tem histórico de, em confrontos entre brasileiros e argentinos, “errar pra time do Brasil”. Ao contrário! Um conjunto de equívocos a favor de argentinos, que compartilho aqui: https://wp.me/p4RTuC-sOq.

Torço para uma partida justa e bem apitada! Não sou adepto de teorias conspiratórias (como as de que a Conmebol não deixará ter uma partida final entre brasileiros, sem argentinos, num estádio brasileiro – pois seria “Brasil demais para todo o continente”). Mas abra o olho, Santos FC!

– Vacina chinesa (fake) vendida a R$ 50,00 no RJ!

Cada picaretagem…

Camelôs cariocas vendendo vacina chinesa (logicamente falsa) por “Cinquentão”!

E há quem compre…

Informações de: https://veja.abril.com.br/brasil/policia-federal-e-anvisa-investigam-suposta-venda-de-coronavac-no-rio/

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem conhecer, informar para o crédito.

– Mentir pra quê?

VERDADE – A mentira é um mal que convive conosco e que devemos manter distância.

Lembre-se: uma “mentirinha” ou uma “mentirona”, sempre será mentira. E ela vicia, esconde a transparência e elimina a sinceridade.

Refletindo, em: https://www.youtube.com/watch?v=miC46mvbJfU

– E já se vão 7 anos do caso Portuguesa e Hevérton…

Relembrando o “Lusagate”, episódio que praticamente mudou a vida da Portuguesa para sempre.

Extraído de 2013, deste mesmo blog:

AZAR, PREJUÍZO PREMEDITADO OU AMADORISMO?

E sobrará para a Portuguesa a mácula de “azarada”, “prejudicada” ou “amadora”, em relação a escalação do jogador Heverton?

  • 1- Considere AZAR no caso de um jogador não tão importante para a equipe paticipar 12 minutos na partida, nada produzir e ele ser pivô do rebaixamento.
  • 2- Entenda como PREJUÍZO fomentado por alguém que quis usá-la (a Lusa) para conseguir benesses lá na frente, caso você acredite que tudo foi armado.
  • 3- Critique o AMADORISMO se realmente ela não tomou os devidos cuidados para se assegurar de que poderia escalar o jogador em campo.

Nessas considerações acima, encaixa-se tudo o que tem sido falado: erro crasso do time da Lusa, favorecimento ao Fluminense (interessado em fugir do rebaixamento), e outras teorias conspiratórias, como a de que o advogado da Portuguesa (que presta serviço a diversos clubes, com o detalhe de que sua foto com Fred – centroavante do Fluminense – está nas redes socais e cuja remuneração vem da CBF) teria se dado ao serviço de informar errado a diretoria sobre o resultado do julgamento.

Mas há outras três coisas que me incomodam. E incomodam muito! São elas:

  • 1- O árbitro reserva lança e confere os jogadores antes da partida iniciar. O pessoal de TI (Tecnologia da Informação) da CBF é o mesmo que trabalha na FPF, e desenvolveu um mesmo sistema informatizado onde aparece a restrição ao atleta impedido de jogar. Ao menos, é assim que funciona em São Paulo. Eu mesmo, quando trabalhei por inúmeras vezes como quarto-árbitro, pude constatar equipes que fizeram mau controle do número de cartões e aparecia na súmula eletrônica a restrição, quando lançava o jogador como habilitado para o jogo. Será que isso não apareceu antes da partida? Teria existido falha? Não houve o “input” aos dados do atleta de que ele teria que cumprir mais um jogo em seu banco de dados? A CBF não comunica os clubes que os atletas estão com restrições de contrato, cartões ou outras suspensões antes do início da partida? Para mim, isso deveria ser discutido urgentemente!
  • 2- Vejo que a FPF não está lutando arduamente (e nem moderadamente) pelo seu filiado. Ela aceitará passivamente dois paulistas rebaixados? Não está auxiliando o clube? No site da entidade, onde costumeiramente há pronunciamentos publicados do presidente Marco Polo Del Nero, dessa vez não há nada?
  • 3- E se o Fluminense fosse a Portuguesa e a Lusa fosse o Flu? Como seria? Tenho imensa curiosidade nesse exercício de imaginação… Você, caro leitor, não tem o desejo de saber se os ânimos e a rapidez pelo julgamento seriam tão rápidos?

Fica novamente a pergunta: de quem é a culpa do Campeonato Brasileiro de 2013 não ter acabado ainda, já que ele está com “a bola rolando” no STJD?

Se eu fosse a Portuguesa, contrataria o advogado do Cruzeiro para fazer a defesa, já que quando o Cruzeiro foi indiciado por ter escalado o goleiro reserva numa partida do Brasileirão, poderia ter perdido 3 pontos e foi notificado no mesmo artigo do Código Disciplinar: o de ter relacionado para um jogo o atleta em condição irregular. Resultado: R$ 10 mil de multa, sem perda de pontos.

Aliás, não foi o próprio procurador Paulo Schmidt, em 2010, quando Tartá do Fluminense foi escalado irregularmente nas mesmas condições que Heverton, que disse ser imoral mudar o resultado em campo?

– Explicando como o dinheiro apareceu na cueca…

Ontem falamos sobre os políticos corruptos independente de ideologia. Citamos o líder do Governo Dilma e o caso recente, o vice-líder de Bolsonaro (ambos flagrados com propina na cueca). Vide em: https://wp.me/p4RTuC-rPv.

Pois bem: Chico Rodrigues, que foi o pivô da discussão, disse que vai provar ser honesto! O presidente Jair Bolsonaro já adiantou que ele “não é Governo” (embora tenha o cargo de vice-líder do Governo…).

Fica a pergunta, idêntica à história popular do “batom na cueca”: como foi parar a prova lá?

Não é bizarro imaginar o político em questão explicar como é que a grana apareceu na sua cueca? Alguém colocou lá e ele não percebeu? E que isso é honesto?

– A honestidade na labuta vale a pena!

Admiro demais as pessoas que lutam honestamente não vida. A labuta não incomoda, e sempre têm amparo (merecido) da família, dos amigos e de Deus!

Um curto texto em: https://www.youtube.com/watch?v=e-Vq6VHNGTk

– Atualizando: Barretos e Olímpia suspensos preventivamente como o Paulista, além de 8 atletas. Suspeito de aliciamento tem celular apreendido.

As informações são do GE.com: Paulista, Barretos e Olímpia estão suspensos das competições vindouras da FPF (sobre o Galo, em particular, aqui: https://wp.me/p4RTuC-rJj). Foram suspensos por tempo indeterminado 1 jogador do Paulista (Samuel Sampaio, que cometeu o pênalti considerado suspeito), 2 jogadores do Olímpia e 5 do Barretos. O Linense foi absolvido.

Willian Pereira Rogatto foi chamado para depor e teve o celular apreendido. Ele é investigado por supostamente aliciar Magno Dourado, no jogo contra o Desportivo Brasil, quando o atleta resolveu denunciar. Também é suspeito de ser responsável pelos jogos considerados “possivelmente fraudados”.

Reiterando: os clubes citados podem terminar a última rodada da A3 no final de semana, não são considerados culpados, mas estão preventivamente suspensos até que a Polícia indique que não foram partícipes de manipulação.

– As sementes misteriosas da China seriam Brushing?

O mundo é muito grande e cheio de falcatruas, não? O “da moda” é: o envio de sementes num saquinho vindo da China!

E o que é isso? Possivelmente brushingum golpe para vendedores melhorarem suas notas em sites de vendas pela Internet. Roubam dados, enviam alguma mercadoria para alguém e se auto-avaliam como bons vendedores. Como o produto deve ser leve para o picareta não pagar caro pelo frete, colocam sementes nos envelopes.

Abaixo, melhor detalhado, em: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/sementes-da-china-fraude-chamada-brushing-pode-explicar-recebimento-de-pacotes-misteriosos.html

SEMENTES DA CHINA: BRUSHING?

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registrou 181 denúncias de pessoas que receberam os pacotes; foram notificados casos em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou, até esta quinta-feira, 1º, 181 denúncias de pessoas que receberam pacotes de sementes misteriosas vindas de países asiáticos, como a China, Malásia e Hong Kong. Segundo a pasta, foram notificados casos em 17 estados brasileiros e Distrito Federal. Os primeiros relatos no País foram publicados no início do mês de setembro. No dia 14, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alerta oficial sobre o caso, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) disse que há pessoas que afirmaram terem recebido pacotes suspeitos há mais de um ano. Além do Brasil, países como Canadá, Austrália e Estados Unidos também relataram o recebimento de sementes não solicitadas da China. De acordo com o Mapa, ainda não é possível apontar os riscos envolvidos. O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Segundo informações do órgão de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA), o caso está sob investigação em conjunto com outras agências de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, as evidências apontam para uma ação conhecida como brushing scam.

1. Como funciona a fraude?

De acordo com o especialista em Tecnologia, Inovação e Segurança Digital, Arthur Igreja, o tema surgiu em 2015, quando o Wall Street Journal abordou o assunto pela primeira vez. As grandes plataformas de vendas online, como Alibaba e AliExpress, utilizam a técnica para aumentar o seu ranqueamento, que funciona sob dois parâmetros: avaliação dos clientes (review) e o volume de vendas. Buscando aumentar as vendas, algumas plataformas começaram a enviar produtos para pessoas “fake”, ou eles mesmos comprarem as suas mercadorias. Outra estratégia é enviar um produto adicional, como se fosse um brinde para o cliente, com o objetivo de obter uma melhor avaliação. No entanto, no caso das sementes vindas da China, trata-se, muitas vezes, de consumidores que não pediram produtos. “Isso pode evidenciar um vazamento de dados, pois é possível conseguir endereço, nome completo e e-mail dos consumidores. Assim, estes recebem um pacote e a plataforma valida que foi realizada uma compra. A pessoa não denuncia e nem vai atrás e, como a empresa que enviou o produto tem os dados do remetente, ela cria uma conta no e-commerce e escreve uma avaliação em nome de quem recebeu o produto, mas não o solicitou. Olhando de fora, parece algo muito honesto: existe um pedido, um rastreador e um review que vai ranquear positivamente”, explica Igreja.

2 – Por que estão enviando sementes?

Estados Unidos e Brasil emitiram alertas que poderia se tratar de um ataque de biossegurança, já que as sementes eram geneticamente modificadas. Porém, segundo Arthur Igreja, a explicação é mais simples: sementes são baratas, leves, e quem recebe pode achar que se tratam de um brinde. De acordo com o Mapa, a entrada de sementes no Brasil só pode vir de fornecedores de países com os quais o ministério já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. O ministério, antes de autorizar a importação, realiza análise de risco de pragas para identificar quais poderiam ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de doenças no Brasil por meio da importação do material. Para evitar o risco fitossanitário, o Mapa atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de produtos sem importação autorizada no país.

3 – As empresas podem ser responsabilizadas caso aconteça algo prejudicial?

Arthur Igreja afirma que as empresas e os países podem, sim, ser alvo de investigações. No entanto, segundo ele, até agora não existem punições mais contundentes em andamento para que as empresas se sintam amedrontadas a não fazer isso. O recebimento de produtos não solicitados já aconteceu outras vezes, como em julho de 2019, quando houve relatos de indivíduos recebendo pacotes que nunca pediram da empresa Amazon. Embora o recebimento dos produtos possa não indicar necessariamente um problema maior, eles podem, em alguns casos, indicar uma violação de dados. Por isso, os clientes que acreditam ter sido vítimas de brushing são aconselhados a notificar imediatamente a empresa, bem como alterar sua senha e possivelmente utilizar serviços de monitoramento de crédito. No caso das sementes da China, o Mapa reitera que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades do Ministério em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

4 – Porque os pacotes vêm todos da China?

Grande parte da manufatura global é chinesa. Outro fator importante é que a China, ao lado dos Estados Unidos, tem empresas grandes de tecnologia e portais de venda – como é o caso do Alibaba e AliExpress. Os pacotes, porém, também tem chegado de outros países asiáticos, como Malásia e Japão. A Embaixada da China em Brasília alertou nesta quinta sobre indícios de fraude verificados nos pacotes enviados ao Brasil pelos correios. Etiquetas nas embalagens continham erros, comunicou a embaixada. “Uma verificação preliminar constatou que as etiquetas de endereçamento apresentam indícios de fraude, com erros no código de rastreamento e em outros dados”, afirmou em nota oficial.

por Gabriel Zapella/Arquivo pessoal

– Fofoca é prejudicial. Sempre!

A Fofoca (que vem do Diabo, que nos traz a mentira) é algo pior que a Covid!

Uma interessante fala do Papa Francisco para nossa reflexão,

em: https://www.youtube.com/watch?v=Oiyig0GxUHg

– Magno Dourado, o Jogador que vale Ouro e denunciou quem queria Resultado Manipulado:

Mais um jogo que poderia entrar na lista dos suspeitos de manipulação de resultados, mas com desfecho diferente: Desportivo Brasil de Porto Feliz vs Paulista de Jundiaí, pela A3 do Paulistão. Felizmente, um corajoso atleta resolveu resistir!

Nestes últimos dias, temos falado sobre fraudes em partidas de futebol. Falamos sobre como observar alguns indícios e aproveitamos para abordar Barretos 0x4 Linense na Terceirona de São Paulo, um dos jogos em investigação (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Soube-se nesta última 5a feira que também um jogo envolvendo o Olímpia na mesma divisão estava sendo considerado suspeito (leia o último parágrafo no link de: https://wp.me/p55Mu0-2Ej). Por fim, falamos sobre como se frauda um jogo pela ótica do árbitro (aqui, em: https://wp.me/p4RTuC-1VJ).

E coincidentemente, na semana que relembramos 15 anos do caso “Máfia do Apito” (se você tiver esquecido sobre o episódio, reveja em: https://wp.me/p4RTuC-d0u), uma tentativa de manipulação foi denunciada por um jogador que revelou o assédio: Magno Dourado, atleta do Paulista FC.

Pela Rádio Difusora, o comandante do Time Forte do Esporte Adilson Freddo deu em primeira mão: um jogador do Galo da Japi estava na delegacia registrando um BO com provas contra um apostador, e era o Magno. Imediatamente, Thiago Batista de Olim, do site Esporte Jundiaí, replicou o fato e a notícia se espalhou (justo no dia em que o time jundiaiense entrava em campo em Porto Feliz, a fim de buscar uma vitória para a permanência da A3 contra o Desportivo Brasil). Adilson conseguiu entrevistar o jogador e Thiago registrou a fala deles em: https://is.gd/pkdis9.

Basicamente, um interessado procurou contato com o atleta pelas Redes Sociais até conseguir o telefone. Ofertou R$ 5.000,00, tentou saber se era possível “chegar na diretoria” (é o que deu a entender no relato) e convidou Magno a aliciar outros 6 companheiros, pois, segundo o apostador, com 7 no esquema “o time não anda” (alusão de que é mais fácil conseguir o combinado, uma derrota). 

Porém, algo que o vigarista não contava: de boa índole, Magno Dourado se impressionou e pediu para a esposa gravar a conversa pois não queria participar de esquemas corruptos. Levou o diálogo à diretoria, deu print nas telas das Redes Sociais e foi levado à delegacia.

Por motivos médicos, eu não estava na transmissão da partida desta 6a feira, mas tive a oportunidade de conversar com ele pelo telefone, à tarde, somente para poder lhe dizer: PARABÉNS! O quão o futebol brasileiro precisa de pessoas honestas e resilientes às tentações. Magno Dourado foi sacado do jogo, se assustou, mas fez a coisa certa: não sucumbiu à desonestidade, e por isso deve ser considerado como modelo necessário ao esporte: íntegro e não omisso.

Já imaginaram quantas coisas saberíamos se existissem outros Magnos Dourados por aí? Há de se ter coragem para denunciar e frieza para não cair em tentação.

Ouvi algumas pessoas dizendo: “Mas correr o risco de manchar a carreira ‘só’ por R$ 5.000,00?”. Ora, a maioria absoluta dos jogadores de futebol ganha menos do que isso. Infelizmente, muitos caem no conceito errado de acreditar que “boleiro ganha bem” pela exceção dos salários de “400.000,00 reais pra cima” de parte da elite da bola.

Pense: jogador da A3 é operário do futebol, meio que “cigano”: três meses num time, seis meses no outro, e vai rodando. Ganha em média 3 salários mínimos (é o piso de um atleta profissional) e dificilmente recebe em dia (quando recebe!). Um agrado nesse valor é uma ajuda, para o padrão da divisão, considerável. Portanto, o bandido vai atrás deste tipo de atleta: em posição difícil na tabela, com clube devendo salários e de ambiente de grande vulnerabilidade financeira.

Engana-se, porém, quem pensa que os sites de apostas são responsáveis por essa situação. Pelo contrário! Eles ajudam as autoridades a identificarem jogos suspeitos onde se deseja “quebrar a banca”. Portanto, os vilões da história são os apostadores desonestos.

Por fim: reitero os aplausos a Magno Dourado, sinônimo agora de jogador honesto (quem sabe a lei que pune os crimes contra a fraude de resultados não possa levar o nome de “Lei Magno Dourado”?) e à diretoria do Paulista FC que não bobeou na decisão de ir à Polícia prontamente. Certamente, o mundo da bola reconhecerá o jovem jogador e coisas boas acontecerão a ele.

Ah! Quase esqueci: o Paulista venceu por 3×2, gol nos acréscimos de Tiziu, e sobrevive na divisão. E, no caso dos salários do clube, como a pandemia parou o torneio faltando 4 rodadas, a nova diretoria que assumiu a gestão montou um novo time, acertou um “combo pelos 4 jogos”, pagando antecipadamente metade do valor, combinando com o pagamento do restante ao término do campeonato.

IMPORTANTE: imagino que, com a Polícia sabendo o nome do apostador e dos envolvidos, a prisão deste tipo de gente está em questão de horas. É natural (infelizmente) que elementos ruins queiram assustar Magno Dourado e as pessoas próximas. Mas o atleta não deve temer pois, como tudo está gravado, a intimidação é ainda mais uma prova da picaretagem dos bandidos. Segurança física é óbvia à ele neste momento, além, lógico, que se ocorrer algum tipo de ameaça, estará mais do que evidente ser uma confissão de culpa do assediador.

Foto: Esporte Jundiaí

A entrevista mais recente do atleta ao Globo Esporte pode ser acessada aqui: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/noticias-manipulacao-resultados-serie-a3-paulista-jundiai.ghtml

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Desportivo Brasil x Paulista, além da suspeita da Polícia (oficial) sobre o Olímpia!

Para o decisivo jogo do Paulista em Porto Feliz contra o Desportivo Brasil, apitará Danilo da Silva – árbitro de 36 anos, hà 13 temporadas na FPF, e que subiu da Série B / A3 em 2019 para escalas na A2 em 2020.

No ano passado, falamos do potencial deste árbitro. Firme, seguro e rigorosonão tendo “fama de caseiro”, sempre atuando muito bem. Porém, no Jayme Cintra no ano passado, relaxou durante a partida contra o Independente de Limeira e se “embananou”, perdendo o ritmo e critério da partida. Como sua característica principal é não dar qualquer falta, deixou de marcar faltas reais e não expulsou um atleta de Limeira.

Relembre o jogo citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-independente/

Torço para que tudo ocorra bem, e que tenhamos uma boa arbitragem.

ACRÉSCIMO: hoje, durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan, o Delegado de Polícia César Saad disse ao vivo que “foi recebida uma denúncia de suspeita de manipulação do jogo envolvendo o Olímpia”. Lembrando que a única partida do Olímpia na volta da pandemia foi sábado, em Jundiaí. Aos que acompanharam a transmissão da Rádio Difusora, vão se recordar que falamos dos erros bisonhos do zagueiro que redundou no pênalti do 1o gol, a furada do 2o gol e ficou plantado no contra-ataque equivocadamente marcado que poderia ser o 3o gol do Galo.

Sobre a partida entre Paulista 2×3 Olímpia (logo no 1o parágrafo), aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/19/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×3-olimpia/

Se você tiver interesse sobre assuntos de manipulação e dicas para percepção, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/20/manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-paulistao-a3-de-novo-o-ambiente-da-vulnerabilidade-e-notorio/

A respeito da fala do delegado, acompanhe a partir de 1:00:29, em: https://www.youtube.com/watch?v=ztwgu2dq12k&t=4257s

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– E os funcionários fantasmas da Alerj?

Não tinha assistido essa reportagem sobre pessoas com cargo de confiança na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e que não trabalham, recebendo muito dinheiro com os salários altos e benesses condenáveis.