– Mudando o conceito de “radical e ponderado” do Governo

A eleição do presidente Jair Bolsonaro, um ultra-direitista de linha conservadora assumido, se deu por conta, sabidamente, do ranço proporcionado por anos de administração petista, iniciados de maneira populista e aparentemente eficiente nas questões sociais, mas que se mostrou ineficaz na solução dos problemas brasileiros (eram doses de resolução de problemas paliativos, temporários, não duradouros e “com previsão de vencimento”, mascarados por demagogia e turbinados com uma corrupção absurda, resultando na prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva).

Entendendo-se às claras: quem votou em Bolsonaro, em grande parte, votou contra o PT e a corrupção. Haddad, que já havia perdido a eleição paulistana, carregou as críticas à sua gestão em SP juntamente com a antipatia petista. Manuela abriu mão de sua candidatura, e Marina Silva nem decolou. Ciro estagnou. Dessa forma, a esquerda radical e a esquerda moderada sucumbiram. Alckmin (que no papel é de um partido de centro-esquerda, mas na prática não), se afundou de vez (aliás, detesto as definições de centro e de direita em nosso país, como se fossemos ainda dos tempos dos jacobinos e girondinos da Revolução Francesa, onde surgem essas definições). Tivemos ainda a direita liberal do Partido Novo, onde Amoêdo tinha ao menos ideias claras mas perdeu votos daqueles que optaram pelo voto útil (tipo: ele não vai ganhar, apesar de que eu votaria nele; então voto em outro com mais chances de vitória”. E sobrou ainda Meirelles e Cabo Daciolo, cartas fora do baralho.

Terminado o processo eleitoral, independente de quem ganhou, devemos torcer para o sucesso da sua administração, pois isso gera resultado positivo para nós, brasileiros. Torcer contra é burrice, seja quem for o eleito. A democracia, em tese, funciona assim, e você terá os instrumentos e a liberdade de cobrança: de cobrar o que prometeu por parte de quem votou esperançoso no nome vencedor, e de cobrar para que se faça algo bom, por parte de quem não votou no ganhador.

Todo esse grande preâmbulo é para dizer o seguinte: muitos tinham medo de que os militares que estavam próximos de Jair Bolsonaro fossem radicais, e a censura e a ditadura ganhassem corpo (eu, que não votei no segundo turno nem em Jair Bolsonaro e nem em Fernando Haddad – votei em branco – era um desses temerosos).

E o que aconteceu?

Descobrimos que os generais militares do atual governo é que são os ponderados! Os radicais são os influenciados pelo pseudo-filósofo Olavo de Carvalho, um homem que foi astrólogo, muçulmano esotérico (não sabia que existia essa profissão de fé), que vive na Virgínia falando palavrões e ostentando seus cachimbos e cigarros nos vídeos que grava, mas que tem absurda influência sobre Bolsonaro e seus filhos. Aliás, no Ministério da Educação, o desastroso ex-ministro Ricardo Vélez e o polêmico atual ministro Abraham Weintraub, são olavistas assumidos e foram indicados por ele próprio.

Os racionais (e não radicais) são: o vice-presidente Hamilton Mourão (vide o caso da Venezuela, sempre pedindo diálogo e a não-guerra), o general Villas Boas, cadeirante atualmente mas que não perdeu o juízo, o comandante da força de paz no Haiti e hoje chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno (esse, em particular, penso ser um herói nacional, pois comandou o processo de paz sem ferir ninguém, defendendo sempre a diplomacia), e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (chamado por muitos de incorruptível, um cara sério, discreto e considerado intelectual – que sempre tem “jeitão de bravo” quando é fotografado).

Não é uma inversão de conceitos, mas uma constatação: os militares de hoje, que eu pensava serem radicais, são racionais e ponderados! E a turma dos aficcionados por Olavo de Carvalho, mostrando-se destrambelhados como ele, num cego fanatismo e radicalismo que assusta. E o pior: ambos são o Governo!

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– Barrigada da Veja; Acerto da Jovem Pan

Impressionante a confusão envolvendo a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves!

A Revista Veja, em seu site, publicou na manhã desta 6a feira que ela havia pedido demissão do cargo por problemas de saúde e ameaças contra a vida. Alegou ainda, que por motivação da Segurança Institucional, estava morando em lugar não revelado em Brasília e que estava cansada.

Só que… 

Poucos minutos depois, a Rádio Jovem Pan entrevistou ao vivo a ministra que negou tudo! Disse que apenas falou ao repórter que estava em vias de se aposentar quando aceitou o cargo e que o cargo era cansativo; confirmou que recebia ameaças de morte por mexer com assuntos de crime organizado, como o combate às drogas e pedofilia, mas que em momento algum sequer mencionou que deixaria o cargo, que fica até o último dia do mandato do presidente Jair Bolsonaro e que sai somente se for demitida.

E aí, José?

Será que ela pediu demissão mesmo, mas em pouquíssimo tempo foi demovida da ideia, ou foi uma tremenda “furada” da Veja, que na ânsia de dar um “furo”, vacilou?

Parabéns à Rádio Jovem Pan que oportunamente entrevistou a ministra, que surpreendeu os jornalistas que estavam ao vivo ao desmentir a informação da Revista.

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– Estou assustado com o novo Ministro da Educação. Que rumo é esse?

Há aqueles que são vocacionados em disciplinas Humanas. Outros em Exatas. Outros na Saúde. Portanto, se a pessoa tiver a condição de estudar e trabalhar no que tem aptidão, os profissionais resultantes dessa graduação farão bem para o país. Em especial na diversidade de profissões dos novos tempos.

Leio que o novo Ministro da Educação, o economista Abraham Weintraub, foi indicado por Olavo de Carvalho (não se esqueça: ele é um ex-astrólogo; que foi esotérico e depois muçulmano; se converteu para o Cristianismo em determinado período e se intitulou filósofo – mesmo tendo estudado até a 6a série – e que nas entrevistas se autoproclama o maior escritor brasileiro contemporâneo). Já é um ponto a se questionar…

O problema maior é: o presidente Jair Bolsonaro, em seu tuíte, declarou que:

“O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.”

Eu respeito todas as profissões. Todas são necessárias! Mas imagine o susto que um aluno de Humanas deve ter ao ler essa mensagem!

Não consigo entender para onde esse país vai… em tese, de maneira irônica, teremos menos Professores de História para resgatar nossa identidade, comparar com o presente e olhar o futuro; em compensação, muito mais veterinários para cuidar dos nossos animais.

Pobres estudantes… terão que escolher o que o suposto “Olavete” acha mais importante, não o que é mais necessário à nação.

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– Feliciano, por Olavo, versus Mourão!

Segundo Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo:

O escritor Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, incentivou o deputado Marco Feliciano (Pode-SP) a apresentar um pedido de impeachment contra o vice-presidente, Hamilton Mourão. Os dois estiveram juntos há pouco tempo nos EUA. “Eu disse que estava pensando em apresentar o pedido e ele falou: ‘Faça o que for possível para blindar o presidente. Ele não está conseguindo governar’”. Feliciano diz que pediu um impeachment porque, no entendimento dele, Mourão está conspirando contra Bolsonaro. Ele diz que a iniciativa é apenas um recado: “Não é um tiro para matar. É um tiro para o alto”.

Estamos nesse nível? Olavo de Carvalho (guru do Presidente), um boca suja que se diz filósofo (mas não é oficialmente) orientando o polêmico Marcos Feliciano a tentar derrubar o Vice-Presidente da República?

Caramba… o que está acontecendo com esse país!

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– Foi há algum tempo. Mas é tão atual…

Re-post da publicação que fiz há exatamente 2 anos. Veja como é atual o assunto e o texto, em especial com a denúncia contra Dias Tóffoli e a propina de Emílio Odebrecht, ocorrida semana passada:

ODEBRECHT, A DONA DO BRASIL E SEUS POLÍTICOS MANIPULADOS

Leio que em 11 anos a Odebrecht gastou mais de 3,3 bilhões de reais em propina aos políticos para brigarem por seus interesses. Sendo que ninguém suborna para receber algo menos valioso do que o dinheiro oferecido, imagine quantos outros bilhões de reais a empresa faturou!

Mais do que isso: em todas as obras públicas existia corrupção, e dessa forma, o dinheiro pago sempre era nosso; ou seja, o contribuinte quem pagava. 

Imagine ainda quantos reais cada cidadão brasileiro perdeu do seu salário para a sujeira dessa relação entre a Odebrecht e os 415 políticos até agora descobertos. A conta seria astronômica, não?

Numa rápida divisão, em 11 anos, a Odebrecht gastou R$ 16.500,00 por brasileiro. Então, creiamos que perdemos mais do que isso no mesmo período, já que foi “investimento sujo” para ter lucro. 

Mais do que isso: PT, PSDB, PMDB, PR, PDT e tantos outros (até os comunistas) mamaram na mesma teta. E nas telas de TV, brigam entre si num teatro de interesses escusos, iludindo o eleitor.

Já escrevi outras vezes e insisto: são bobos os fanáticos que brigam em redes sociais por tucanos ou petistas! Se desgastam, criam atritos e acabam se passando por idiotas dessa bandidagem de colarinho branco.

E há ainda quem ouse defender Lula, Aécio, Temer, Dilma, Serra… é gente alienada ou que não aceita a traição dos seus estimados políticos?

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– O “Amigo do Amigo” era Dias Tóffoli?

Emílio Odebrecht sempre foi visto como um grande amigo do ex-presidente Lula. Nas listas de delações premiadas e na famosa relação de propinas da sua mega-empreiteira, sempre apareceram personalidades importantes com codinomes.

Dizem que Marcelo, seu filho, nunca se deu com o pai, e com muita resistência teve que engolir o fato do pai, Emílio, ordenar a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo a pedido pessoal do então presidente Lula.

A ideia, lógico, era fazer um favor ao amigo. E o retorno? Evidentemente todos sabem: desforrar em contratos.

Eis que agora para a Lava-Jato, segundo a “Revista Crusoé” com exclusividade (e mais tarde confirmada pelo Jornal “O Estado de São Paulo”) um dos nomes envolvidos na corrupção com a alcunha de “Amigo do Amigo” era o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Tóffoli – segundo Marcelo Odebrecht.

E agora?

A lógica mostra que deve ser mesmo. Tóffoli foi indicado por Lula ao STF após ser advogado do PT, defendendo inclusive José Dirceu. O Ministro era amigo do amigo de Emílio, que era Lula!

Aguardemos o desenrolar. Mas é algo gravíssimo e a chamada “Lava-Toga” deveria ser instalada com urgência!

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– E agora, Jair?

Eu vou confessar meu voto: não tive coragem (e não tenho) em votar em qualquer candidato do PT (que virou sinônimo de corrupção nesse país). Isso não quer dizer que votei no PSDB e muito menos no PSL, um acolchoado de apoiadores de várias realidades conflitantes.

Fernando Haddad não tinha a minha confiança, tampouco Jair Messias Bolsonaro. Votei em Branco (relutei muito tempo em não escolher qualquer candidato, entendia que tinha que escolher o “menos pior” em respeito a democracia. Porém, entendo que não escolher ninguém é algo democrático e demonstra a insatisfação com os nomes).

Terminado o pleito eleitoral, temos que torcer para que o Brasil dê certo, seja qual fosse o vencedor. Cobrar o que está errado e aplaudir o que está certo. É a democracia inteligente e cidadã.

Entretanto, decepciono-me ao ver que os filhos de Bolsonaro causam polêmicas desnecessárias, o próprio presidente se equivocando na escolha de ministros (o colombiano da Educação que o diga, só estão se salvando Guedes e Moro), sem contar o maluco do cara que se tornou o guru do Governo: Olavo de Carvalho, herói dos radicais (cruz-credo).

Agora, Bolsonaro diz que “não nasceu para ser presidente, mas militar”.

Xi… que vacilo! O capitão está fraquejando? Jânio renunciou, Getúlio se matou… E Bolsonaro, o que fará?

Pobre Brasil…

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– Nazismo de Esquerda? Não confunda o termo “socialismo” com o nome do partido…

Que bobagem falou o presidente Jair Bolsonaro (após já ter dito também o Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo) sobre o Nazismo ser de uma corrente de esquerda!

Entenda: o Nazismo foi o sistema autoritário de extrema direita de Adolf Hitler, que se intitulava “fuhrer” (o guia, mestre, chefe do povo), e que desejava instalar o “3o Reich” na Alemanha (o “Terceiro Império”). O Partido Nazista era chamado, na verdade, de “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”. E por quê esse nome? Justamente pelo ultra-nacionalismo das ideias de Hittler, extremamente demagogo e oportunista, criando um discurso populista para o então sofrido povo alemão.

Depois da 1a Guerra Mundial, a Alemanha estava sofrendo pela derrota e pagando indenizações altíssimas assinadas no Tratado de Versalles (nunca me esqueci da minha Profa. Glória falando sobre isso). Aí veio a Depressão Econômica da Crise de 29 nos EUA (talvez o primeiro momento de efeitos da globalização nascente). Os alemães estavam sem dinheiro, com estima baixa, desempregados e sem líderes. Eis que surge um líder nacionalista que falava o que o povo queria escutar, como: “a Alemanha é para os alemães; o mundo nos despreza e humilha; os estrangeiros vêm aqui nos surrupiar“, e outras coisas mais demagogas.

A ideia de “Socialismo” que Hittler pregava era de uma sociedade acima de todos, um ambiente social controlado pelo Estado e exclusivamente para os alemães, superiores até mesmo dos demais povos (daí a história da superioridade da raça ariana, do racismo aceito socialmente). Nada relacionado ao comunismo da URSS ou outra ideologia de esquerda.

Diante desse ambiente ruim em que vivia, Hittler atacava os seus “inimigos capitalistas”, que tomaram as terras da Alemanha no Pós-Primeira Guerra. Com tanto discurso populista, concomitante defendendo ideias demagogas e colocando na cabeça das pessoas a necessidade de união do povo alemão, o regime teve sucesso entre eles.

Perceba, portanto, que NUNCA o Nazismo foi de esquerda, mas de uma direita ultra-nacionalista que usava do discurso “social” para unir a sociedade alemã (insisto: não confunda o termo socialista de Hittler com regime de governo socialista). Tanto é que empresas-símbolos da atual Alemanha Capitalista (herdeira da Alemanha Ocidental) surgiram nesse período, seja na área automobilística quanto na farmacêutica. E, para tristeza do povo, usando o discurso de que “a Alemanha era para os alemães” e de “Raça Perfeita”, prisioneiros estrangeiros em campos de concentração, detidos de guerra e deficientes físicos alemães eram usados como cobaias em laboratórios. Afinal, a pregação dizia que para se ter uma raça pura precisava-se de pessoas saudáveis (quem não tinha saúde dava gasto para o Governo e não interessava) e um antissemitismo incentivado (se estamos desempregados, por quê deixar os judeus pegarem nossos empregos?).

O perigo é que nos dias atuais, os movimentos neonazistas crescem na Europa pelo desemprego crescente e a chegada de imigrantes árabes. Algo a ser discutido…

Em tempo: o fascismo era igualmente totalitário, anticomunista, ultranacionalista, direitista e de controle social, diferenciando-se de que o nazismo se preocupa, além dessas coisas, com a purificação da raça.

Agora, lembremo-nos: ditadura não é sinônimo de direita. Na história tivemos cruéis ditaduras de esquerda, como a chinesa (e que até hoje impede a liberdade de expressão), soviética, norte-coreana

Dessa forma, presidente Bolsonaro, dá para entender que o senhor tendo visitado o Museu do Holocausto, ido ao Muro das Lamentações e bajulando Israel, logicamente estando do lado de um chefe de estado judeu-direitista quis agradá-lo falando de que a pátria-inimiga era alemã-esquerdista. Me lembrou um daqueles populares “discursos sem pensar” do ex-presidente Lula, que na maior cara-de-pau soltava pérolas populares a fim de que as pessoas gostassem de ouvir. A propósito, a maior delas foi uma piada: “talvez eu seja a alma viva mais honesta desse país”…

Pobre Brasil. Os líderes de Esquerda e de Direita nos envergonham!

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– Dia 31 é para Lamentar a existência de Marighella e Ustra, as estrelas-heróis dos radicais!

Quanta polêmica criada por uma ordem do presidente Bolsonaro aos militares (para que comemorem nos quartéis a data de 31 de Março, o começo de um golpe de estado contra João Goulart (Jango).

Quem é de extrema direita vai dizer que não existiu ditadura. Quem é de extrema esquerda vai dizer que os militares brasileiros matavam todos os inocentes. É o triste fanatismo que observamos em nosso país.

Claro que se você estudar de verdade, sem viés ideológico, verá que existia uma perigosa aproximação do Brasil com a União Soviética e os comunistas, numa provável revolução de esquerda. E verá que existiu a contra-revolução, a de direita, que a freou. O problema é que os militares assumiriam o poder transitoriamente, mas só largaram o Governo na década de 80.

Os dois lados geraram bandidos.

A esquerda, por exemplo, Mariguella, que escreveu em seu “Manual do Guerrilheiro Urbano” (uma literatura terrorista) que o “guerrilheiro deve atacar o sistema de impostos, mas não pode somente transtornar o sistema de coletas de impostos, mas o braço da violência revolucionária também deve se dirigir contra o Governo”.

O Coronel Brilhante Ustra foi sua versão de direita, tão violento quanto ele. Torturava sem dó nem piedade, fazia com que muitos fossem judiados e… se fossem inocentes equivocadamente detidos? Sem contar aqueles mortos por suas ordens simplesmente por serem vós contrária, mesmo que pacificamente.

Enfim: o Brasil não suporta mais esse discurso de ódio tanto da direita quanto da esquerda, que gera uma enxurrada de críticas a quem consegue se manter sensato.

Chega de aguentar gente com político de estimação, “bajulador de Bolsonaro” ou “paga-pau de Lula”. O país precisa de pessoas competentes, honestas e que demonstrem valores sociais.

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Ustra ou Marighella? (Ops: o esquerdista não era negro, como retratado no filme de Wagner Moura).

– A Briga de Rodrigo Maia e Bolsonaro faz com que tenhamos medo dos rumos do país.

Temos ouvido falar sempre de abandonar as práticas da Velha Política. Mas como fazer isso com os mesmos políticos?

A história (e a lógica) mostram: o quanto antes um Governo tentar aprovar seus projetos na Câmara dos Deputados, melhor! Depois fica difícil com a natural queda de popularidade (quando assume o cargo, normalmente está com índices mais elevados) e os desgastes do relacionamento são naturais.

Mas eis que leio no Estadão, no sábado:

“Bolsonaro precisa ter mais tempo para cuidar da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque senão a reforma não vai avançar”.

E eu que pensei que jamais concordaria com Rodrigo Maia!…

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– Cuidado com o que registra, Presidente! Linguajar respeitoso se faz necessário para o seu cargo.

Escreveu na Internet, ficou registrado!

Postagens indevidas de todas as correntes ideológicas, além de gente defendendo e acusando a Esquerda e a Direita. A falta de bom senso predomina entre muitos militantes radicais nas Redes Sociais.

Dos fanáticos, não se pode esperar nada mais do que isso. Mas de autoridades, o cuidado com o que se escreve deve ser grande.

Que tristeza um país onde Dilma “estocava vento e exaltava a mandioca”, Lula falava do “grelo duro das mulheres feministas” e agora Bolsonaro tuitando “homem com dedo no ânus” para criticar os blocos carnavalescos. Ainda pergunta publicamente algo particular de quem gosta do fetiche, o tal do Golden Shower (urinar quando faz sexo).

Ridículo demais! Não temos um estadista, um líder político de fato, que governe por todos, para todos e que seja exemplar para que se diga: esse respeita e é respeitado.

Pobre Brasil…

 

– Bebianno e Bolsonaro: aula de comunicação via WhatsApp? E o Moro…

Quem não se comunica, se trumbica, dizia Chacrinha, o Velho Guerreiro. Certo?

Os áudios vazados entre Bolsonaro e Bebianno são exemplo disso (aliás, foram colocados na imprensa por Augusto Nunes, jornalista respeitado e que os tinha recebido do próprio Bebianno). Que repercussão deram, não?

Isso mostra algo corriqueiro em nossos dias: essas conversas de “recados curtos via WhatsApp” são um perigo. Recados mandados, recados recebidos, recados reenviados, e por aí vai… A comunicação por esse sistema não permite interrupção da pessoa, com um falando e outro retrucando. Não seria mais fácil ligar para a pessoa, dialogar (e não fazer pergunta-resposta)? As conversas ficam mais esclarecedoras e as situações menos conflitantes justamente pela clareza e a prontidão.

E falando em “se comunicar”, que decepção a entrevista do Sérgio Moro na fala dele sobre o Caixa 2! Em 2017, o “Caixa 2 é mais nocivo quanto a corrupção”. Agora, em 2019, o discurso de que “Caixa 2 não é tão grave quanto a corrupção”.

Ora, eu prefiro o Juiz Sérgio Moro, que condenou sem medo os políticos corruptos de maneira correta e firme. Já o Ministro Sérgio Moro, que tenho algumas ressalvas depois dessa fala, não disse que o Caixa 2 é algo aceito pela lei, mas o rigor da ilegalidade, nas palavras dele em 2 anos, tornou-se diferente. Uma pena que tenha dito isso. 

Vai corrigir um dos dois discursos contraditórios? Não sei. Tomara que sim!

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– Que país esquisito! Começou estranho o cenário político brasileiro em 2019

Algumas observações para refletir o quão maluco está o Brasil:

  1. Jair Bolsonaro entrou e coisas corretas além de outras erradas surgem aos montes. A discussão de cargos a amigos no Governo, ao invés de simplesmente “competentes”, é um calcanhar de Aquiles, além do vai e vem em decisões da Presidência. Tomara que engate!
  2. O PT resolve apoiar o ditador Nicolas Maduro louvando a “democracia venezuelana” e enviando Gleise Hoffman para Caracas. É proposital sua ida, falta de aviso / descuido, ou desejo de jogar na lama definitivamente a esquerda brasileira?
  3. Ex-Governadores sem foro privilegiado já estão à disposição das autoridades policiais. O quanto demorarão para colocá-los no xilindró?
  4. A “Suíça brasileira”, o Ceará (assim foi propagandeado por Ciro Gomes nas Eleições Presidenciais em 2018), padece no caos. O quanto o Turismo sofrerá? Quer dizer que o Brasil existente dos candidatos é uma grande mentira?

Precisamos mudar o Brasil, torcer para que ele dê certo e ajudá-lo a “fazer dar” como cidadãos protagonistas. Sem radicalismos de Direita ou de Esquerda, muito menos com demagogia e promessas utópicas. Fazer a Justiça, independente a quem ela deva punir, funcionar!

Que esses dias turbulentos se acalmem!

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– E se Dom Pedro não quisesse ficar?

Foi em um dia 09 de janeiro que Dom Pedro Rafael Gabriel (e mais vários nomes) de Orleans e Bragança disse que ficava no Brasil e não voltaria para Portugal, onde se tornaria Dom Pedro IV. Foi em 1822! E virou “Dia do Fico”.

E se Dom Pedro não quisesse ficar?

QUANDO teria sido nossa independência?

Seríamos um só Brasil ou da colônia surgiriam outros países?

Economia: como estaríamos?

Não existe achismo, mas… o que você acha?

Ah se pudéssemos criar realidades alternativas, só por curiosidade.

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– Os EUA contra a Huawei!

Dias atrás, o Wall Street Journal publicou que autoridades americanas estavam convencendo países aliados, como Alemanha, Itália e Japão a não usarem produtos eletrônicos (celulares e computadores, especialmente) da chinesa Huawei.

No Brasil, o Estado de São Paulo (em 24/11/2018, por Bruno Romani no Caderno Link, pg B19), trouxe a informação de que os motivos seriam a facilitação para que hackers chineses acessassem os dados para ajudar a China a espionar informações sigilosas. O caso seria semelhante ao ocorrido com outra chinesa, a ZTE, acusada pelo Senado dos EUA de usarem o acesso dos aparelhos para bisbilhotar a vida do povo americano.

Hoje, Huawei e ZTE não podem se usadas por oficiais americanos e estão proibidas de participar de qualquer tipo de licitação governamental. E, há pouco, Meng Wanzhou, diretora comercial-financeira da Huawei (e herdeira de Ren Zhengfei, seu pai e fundador da empresa) foi presa no Canadá a pedido dos EUA por estar colaborando com o Irã, segundo a CIA!

Será que outras empresas poderosas, como Apple e Samsung, ou apps do Google, Facebook e tantos outros, não fazem o mesmo, a favor de outros Governos?

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– O incrível valor recuperado da Corrupção na Petrobrás!

Está na Folha de São Paulo desta segunda-feira: neste 4o aniversário da Operação Lava-Jato, o valor em reais recuperados da corrupção praticada na Petrobrás atingiu o valor absurdo de 14.300.000.000,00 aproximadamente.

Isso mesmo: R$ 14,3 bi voltaram aos cofres.

A pergunta inevitável é: qual o montante que foi roubado (e que nos custou e está custando muito caro)?

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– O Ministro Carlos Marun é para ser levado a sério?

Que coisa… Marun, o Ministro mais “excêntrico” do Governo Temer, teve uma mensagem de WhatsApp vazada, onde ele chama Ciro Gomes de “débil mental” e sugere uma corte republicana para fiscalizar os juízes do STF.

Quer dizer que:

  1. Por tudo o que o ex-Governador do Ceará fez, independente de você gostar ou não do seu trabalho ou criticar seu destemperamento, não dá para taxá-lo de idiota. Ao contrário, é um cara de inteligência acima da média (não estou entrando na questão política aqui – de preferência ou repulsa, apenas de intelecto).
  2. Já imaginaram uma entidade formada, por exemplo, de ex—presidentes? Carmen Lúcia, Lewandovski, Fux, Tóffolli e outros, sendo julgados por Dilma, Lula, FHC, Collor e Sarney?

Quem é o verdadeiro débil mental?…

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– A Mega-Sena de números esquisitos.

Quer dizer que ninguém da Região Sudeste (que é a de maior contingente populacional do país) acertou as dezenas sorteadas do último concurso da Mega-Sena?

Quer dizer também que foram de diversos e distantes pontos do país os 4 ganhadores?

Quer dizer, ainda, que alguém conseguiu acertar números sequencias: 50, 51, 56, 57, 58 e 59?

Quer dizer, enfim, que são essas coisas que nos faz desconfiar de possíveis engodos e lavagens de dinheiro nas Loterias?

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– Os Motivos para a Baixa Popularidade de Temer

Na Folha de São Paulo, há 1 semana, saiu uma pesquisa sobre o que faz aumentar tanto a impopularidade do Presidente da República, Michel Temer. E os motivos citados são:

  1. Maus resultados na Economia: 51%
  2. Não aprovam seu desempenho de uma forma geral: 21%
  3. Corrupção dele / seus pares: 15%
  4. Falta de investimento na Educação: 9%
  5. Greve dos Caminhoneiros: 4%

Não dá para deixar de questionar: quer dizer que não são tão relevantes a questão da HONESTIDADE e da EDUCAÇÃO? Pela pesquisa, percebe-se que a cultura do “rouba mas faz” ainda existe. Afinal, se a Economia estivesse boa, a corrupção parece que seria apenas um detalhe para muitos brasileiros.

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– E se você fosse Presidente da República por 1 dia?

Michel Temer está viajando em um encontro da cúpula do Mercosul. Como ele é o vice que assumiu a presidência, seus substitutos em caso de ausência são Eunício Oliveira e Rodrigo Maia (presidentes do Senado e Câmara). Só que eles também estão viajando.

Dessa forma, a Presidente da República, por alguns dias, será Carmem Lúcia, a Chefe do Judiciário.

Pense: e se você fosse o presidente por alguns dias, o que faria nesse curto prazo?

Sinceramente, acho que só dá tempo para esquentar a cadeira…

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– Petrobrás e a busca incessante de lucro.

Sabia que 80% de todos os derivados de Petróleo (Gasolina e Diesel, por exemplo) que consumimos é produzido em nosso próprio país?

E que o preço se baseia em dólar, como se tudo fosse importado do Oriente Médio (e não apenas os 20% que realmente é)?

Entenda: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/02/baixar-preco-gasolina-diesel-petrobras.htm

GASOLINA CUSTARIA CUSTARIA MENOS SE PETROBRAS COBRASSE VALOR PELO PETRÓLEO NACIONAL

Cerca de 80% do combustível consumido no Brasil é feito com petróleo nacional, enquanto só 20% são importados. Mas por que, então, os preços no país dispararam com a alta no mercado internacional, como se todo nosso petróleo fosse importado?

Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo analistas. Ainda assim, a empresa conseguiria lucrar e não teria risco de quebrar.

No entanto, reduzir os preços dos combustíveis para todos os brasileiros – e não apenas para os caminhoneiros – dependeria basicamente de uma decisão de Estado, com a Petrobras assumindo efetivamente o papel de companhia estatal, com gestão eficiente e transparente. Trata-se de uma mudança radical em relação ao modelo econômico neoliberal vigente na empresa hoje.

Petrobras usa o valor do petróleo internacional

O custo da produção nacional é estimado em US$ 30 a US$ 40 o barril, mas a empresa usa como referência o petróleo internacional, que está custando cerca de US$ 80 por barril. Com isso, busca ter o maior lucro possível e agradar aos investidores privados, visto que é uma companhia de capital aberto, e não 100% estatal.

A saída para a Petrobras vender combustível mais barato, dizem os analistas, também inclui um uso maior de suas refinarias, que hoje operam com dois terços de sua capacidade. Embora o país seja autossuficiente em petróleo, quase 20% dos combustíveis consumidos no país são importados. Desta forma, as decisões da Petrobras seriam orientadas em nome do interesse coletivo, e não apenas baseadas em critérios econômico-financeiros. Mesmo atuando desta forma, a empresa conseguiria se sustentar no azul, se algumas regras fossem seguidas.

Veja a seguir as explicações dos especialistas que defendem um formato alternativo de gestão da estatal para minimizar os impactos da alta do petróleo sobre a população.

Petrobras atende a três grupos em conflito

Antes de iniciar a discussão sobre qual poderia ser o modelo de gestão da Petrobras, é preciso conhecer e compreender os interesses dos grupos que são diretamente afetados pelas decisões tomadas pela companhia.

– Acionistas

A Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre pessoas físicas, grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na Bolsa de Nova York (NYSE) sob a forma de ADRs (recibos de ações).

O governo federal é o controlador da companhia, detentor de 63,5% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e de 23,3% das ações preferenciais (PN, sem direito a voto).

“O acionista está interessado simplesmente no lucro. Ele quer que a empresa produza pelo menor custo possível para gerar o maior lucro possível”, afirma o professor Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) e ex-diretor da Área de Gás e Energia da Petrobras.

– Consumidores de combustível

Donos de automóveis, motos, caminhões e as frotas públicas e privadas de ônibus e carretas são os principais consumidores de combustíveis da Petrobras e foram atingidos em cheio pela política de paridade internacional dos preços, adotada pela companhia em outubro de 2016.

A partir de julho de 2017, os ajustes nos preços da gasolina e do diesel passaram a ser diários, provocando impacto ainda maiores sobre os consumidores.

“A decisão da Petrobras de praticar a paridade internacional desencadeou uma série de efeitos sobre a economia brasileira, afetando diretamente os consumidores e também setores da indústria que utilizam os derivados de petróleo para produzir”afirma Cloviomar Cararine, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e assessor técnico da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

– População em geral

Mesmo aquelas pessoas que não possuem automóvel são afetadas pela política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras. As oscilações nos preços dos combustíveis afetam a passagem de ônibus, o frete do transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final dos produtos e o poder de compra do trabalhador.

“No cerne desse conflito está a disputa sobre quais grupos ganham e quais perdem com a atual política de preços da Petrobras. Ao que tudo indica, a população acaba, literalmente, pagando a conta, já que os custos de produção acabam repassados ao preço final, com maior impacto sobre as camadas médias e mais pobres da sociedade”, diz Cararine.

Como conciliar interesses tão diferentes?

Os especialistas afirmam que a administração da Petrobras nunca conseguirá atender plenamente aos interesses dos grupos afetados pela companhia. “O acionista sempre vai querer maximizar o lucro e o consumidor sempre vai querer o menor preço de combustível. A saída é buscar uma conciliação civilizada, que beneficie a população em geral”, diz Ildo Sauer.

“O petróleo não pertence à Petrobras. Ele pertence à União e, portanto, ao povo. A prioridade no uso do petróleo e das riquezas geradas por ele deve ser dada aos mais fracos. Deve ser pensado um plano estrutural para a Petrobras com foco em justiça social”, afirma o professor do IEE/USP.

Cloviomar Cararine, autor da Nota Técnica do Dieese “A escalada do preço dos combustíveis e as recentes escolhas da política do setor de petróleo” defende que a atuação da Petrobras seja voltada ao interesse coletivo, em vez de favorecer “os investidores estrangeiros e especuladores, que ganham com a livre flutuação de preços”. No documento, o técnico do Dieese e da FUP diz que é possível gerir empresas estatais de forma eficiente, sob a perspectiva do interesse público. “As empresas estatais diferem das privadas à medida que, pela natureza, deveriam tomar decisões orientadas pelo interesse coletivo e não apenas por critérios econômico financeiros.”

Conforme o estudo, experiências em países desenvolvidos mostram a viabilidade de diferentes tipos de gestão no setor público, com controle social, que possibilitam reduzir problemas relacionados à corrupção e à apropriação indevida das estatais por interesses privados.

Petrobras não deve se guiar por preços internacionais

Cloviomar Cararine defende que a Petrobras deveria desistir da política de paridade internacional nos preços dos combustíveis. Ele afirma que o país se tornou mais vulnerável aos choques dos preços do petróleo no mercado externo e às oscilações do câmbio, uma vez que o barril é cotado em dólar. Além disso, a paridade de preços estimulou a entrada de importadores de combustíveis no mercado nacional. O Brasil passou a comprar mais combustíveis no exterior em vez de produzir internamente.

As refinarias da Petrobras possuem capacidade de refinar 2,4 milhões de barris/dia, mas estão utilizando apenas 68% da capacidade. “A paridade favorece os importadores. Na prática, você está deixando de usar as refinarias aqui para gerar empregos no exterior”, declarou o professor Ildo Sauer, do IEE/USP.

Preço deve ser baseado nos custos de extração e refino

Se o Brasil tem grandes reservas e consegue, hoje, extrair maior quantidade de barris do que o total do consumo nacional, por que o petróleo tem que ser vendido a um preço tão mais alto do que o custo de produção?”, questiona o técnico do Dieese.

Segundo ele, a Petrobras deveria levar em consideração outros fatores para definir os preços dos combustíveis, como o volume de extração de petróleo no Brasil, a capacidade de refino no país e, especialmente, os custos dessas duas atividades. Dessa forma, o preço do combustível ao consumidor seria determinado principalmente pelo custo de produção da Petrobras mais uma margem de lucro. Apenas uma pequena parte do preço teria sua composição baseada no valor internacional, correspondente à parcela de óleo importado.

Dados disponíveis no balanço anual da Petrobras mostram que o custo médio de extração de petróleo da empresa foi de US$ 20,48 (R$ 65,20) por barril em 2017. Esse valor já inclui a chamada participação governamental (royalties e participação especial) sobre a exploração de petróleo, mas não inclui outros impostos. Já o preço médio de venda do óleo bruto às refinarias praticado pela estatal no ano passado foi de US$ 50,48 (R$ 161,03) por barril. E o custo médio de refino (transformação de petróleo em combustíveis e outros derivados) foi de US$ 2,90 (R$ 9,26) por barril.

Vale lembrar que o petróleo registrou forte valorização no início deste ano, alcançando a casa dos US$ 80 por barril. Em função da sua política de paridade, a Petrobras reajustou os preços da gasolina e do diesel em mais de 50% neste ano. Petrobras poderia vender barril por US$ 40 em vez de US$ 80.

Cararine, do Dieese, afirma que é difícil estimar qual seria o preço de equilíbrio que permitiria à Petrobras vender petróleo às refinarias e continuar lucrativa. “Trata-se de um campo nebuloso. É um segredo da companhia. Mas é um número importante para o governo, tendo em vista que o setor é estratégico para o país, com grande impacto sobre a economia.”

O professor Ildo Sauer, do IEE/USP, arriscou um palpite. Ele estimou um preço de equilíbrio entre US$ 30 e US$ 40 por barril. “Esse seria o valor que permitiria a companhia pagar seus custos de produção, os impostos e ainda obter uma margem de lucro satisfatória para os acionistas e para manter a empresa saudável.”

Embora o provável preço de equilíbrio (US$ 40) seja metade do valor do barril no mercado (US$ 80), os especialistas explicam que não é possível afirmar que os preços da gasolina e do diesel  cairiam pela metade para o consumidor final porque há outras variáveis que interferem na conta, como impostos e royalties. Mas certamente os preços seriam menores que os atuais.

Autossuficiência em petróleo precisa ser aproveitada

O Brasil produziu 2,6 milhões de barris de petróleo por dia no mês de abril, volume mais do que suficiente para atender o consumo doméstico de derivados, que foi de 2,2 milhões de barris por dia. No entanto, as refinarias brasileiras processaram apenas 1,6 milhão de barris por dia no período.

“Mesmo produzindo 400 mil barris de petróleo a mais do que o necessário para atender o consumo nacional, o país importou cerca de 600 mil barris de derivados por dia. Isso aconteceu porque a Petrobras aumentou a exportação de petróleo cru e, ao mesmo tempo, reduziu a utilização de suas refinarias. Além disso, parte da produção de derivados foi direcionada para o mercado externo”, afirma Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Importação de petróleo e derivados deve ser mínima

O especialista do Dieese explicou que, para que o preço do combustível baixe para o consumidor, é importante que a importação de petróleo e derivados seja reduzida ao mínimo necessário.

Mesmo sendo autossuficiente, a Petrobras ainda necessita importar óleo leve para misturar ao óleo pesado produzido no país para obter melhores resultados no processo de refino. A tendência é que as importações de óleo leve diminuam conforme a produção do pré-sal aumentar, uma vez que o óleo proveniente dessa área é de melhor qualidade.

Se o preço interno for reduzido, mas a importação de óleo e derivados continuar elevada, vamos repetir erros do passado, quando a Petrobras tinha prejuízo porque comprava combustível a preço de mercado e revendia a um valor mais baixo aqui“,
diz Cararine.

Lucro viria principalmente da exportação

A produção de petróleo no Brasil hoje, de 2,6 milhões de barris por dia é apenas ligeiramente maior que o consumo nacional de combustíveis e derivados, equivalente a 2,4 milhões de barris por dia.

Com o crescimento da exploração das reservas gigantes do pré-sal da Bacia de Santos, a produção nacional deverá alcançar 4 milhões de barris por dia até 2020.

“Mesmo que o país volte a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, a demanda nacional não deve superar 3 milhões de barris por dia. Ou seja, teremos um excedente de 1 milhão de barris por dia”, afirma Cararine.

Segundo o especialista, a Petrobras seguiria a lógica das grandes estatais de petróleo do Oriente Médio, que obtêm a maior parte do seu lucro com as exportações. “Esse excedente do pré-sal poderá ser vendido pela Petrobras no exterior a preço de mercado, gerando lucro para a companhia. Internamente, o preço do combustível não precisará ser subsidiado pela empresa, nem pelo governo. Ele será baseado no custo de produção e refino, mais uma margem de lucro que garanta a saúde financeira da empresa e não onere demais o consumidor.”

Acionistas questionariam qualquer perda

Uma eventual mudança no modelo de gestão da Petrobras certamente não agradaria a todos os grupos que são afetados diretamente pela companhia. O principal questionamento partiria dos acionistas, que veriam a margem de lucro diminuir.

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, defende que o petróleo é uma commodity, ou seja, uma matéria-prima básica com preço definido internacionalmente. Dessa forma, a Petrobras deve definir sua política de preços com base na cotação de mercado.

“A Petrobras é uma companhia de capital aberto, com ações listadas em Bolsa no Brasil e no exterior. Portanto, ela tem que seguir a lógica empresarial. Se o governo mandar a empresa vender combustível mais barato aqui, ela vai ter prejuízo. O certo seria ela exportar o petróleo, aproveitando o preço maior lá fora”, afirma Pires.

Agora, se a Petrobras fosse 100% estatal, como a PDVSA (estatal de petróleo da Venezuela), o governo poderia fazer o que bem entendesse“, diz o diretor do CBIE. 

Para ele, qualquer proposta do governo que cause mudanças na política de preços da Petrobras representaria a volta da interferência política na gestão da estatal, o que geraria reações negativas entre os acionistas.

“Não podemos esquecer que a Petrobras foi processada por investidores nos Estados Unidos por causa dos prejuízos provocados pela má gestão durante o governo de Dilma Rousseff e pela corrupção descoberta na Operação Lava-Jato”diz Pires.

Corte de impostos sobre o diesel pune população

Os especialistas alertam que a decisão tomada pelo governo, de reduzir a carga de impostos sobre o diesel para conceder desconto aos caminhoneiros, provocará impactos sobre o restante da população.

“A população vai sair perdendo. O corte nos impostos sobre o diesel terá um impacto de R$ 13,5 bilhões na arrecadação deste ano. Para fechar a conta, o governo terá necessariamente que aumentar outros impostos ou reduzir o gasto em áreas como educação e saúde”, afirma o professor Jaci Leite, coordenador do curso de Negociação da FGV Educação Executiva.

“Uma eventual redução dos preços dos combustíveis via diminuição de impostos implica, necessariamente, renúncia fiscal. Se não houver uma mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a dinâmica de preços, os cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) resultarão em medidas paliativas. É um custo que novamente será pago pela população”, declarou Cararine no estudo divulgado pelo Dieese.

Petrobras diz que política de preços será mantida

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, declarou várias vezes ao longo da última semana que a política de preços da companhia será mantida. Segundo ele, independentemente da periodicidade de reajustes que será adotada após a decisão do governo de reduzir o preço do diesel, a empresa continuará tendo liberdade de aplicar os aumentos em função das variações de preço do mercado de petróleo.

– E a Greve continua… agora teremos petroleiros parados na véspera do feriado?

Nem acabou a greve dos caminhoneiros, que estão protestando contra a alta dos preços dos combustíveis e que como consequência há a não distribuição de gasolina, etanol e diesel, já vemos uma outra forma de paralisação: a greve dos petroleiros, marcada para dia 30, véspera do feriado de Corpus Christi, planejada para 72 horas.

Dessa forma, pense no cenário caótico: se os caminhoneiros voltarem da greve depois de amanhã, não haverá como entregar os estoques.

Apesar de tudo isso, assisto na TV o presidente Temer preocupado com as entregas de combustíveis para o Porto de Santos. Normal, se as denúncias mais fortes de corrupção do seu Governo não viessem de lá…

Êta Brasil. O jeito é pedir o econômico carro da família Flinstones emprestado.

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– A Greve dos Caminhoneiros: motivo justo, operação injusta!

Eu sofro na pele com o aumento do preço do Óleo Diesel, devido ao meu ramo de atividade. É assustador que o produto tenha atingido quase 60% em 10 meses, sendo que aumentou muito nos últimos dias – e com reajustes diários sucessivos.

Aliás, não há brasileiro lúcido que discorde que os caminhoneiros – cujo combustível dos seus veículos é o Diesel – estão fazendo legítimos protestos. A causa é justa (incluindo-se a Gasolina e o Etanol)Mas fica a questão: parar as estradas é o correto?

risco REAL de desabastecimento, não só de combustíveis, mas de outros produtos que dependem de transporte.

Que se pense razoavelmente em outra forma de se protestar…

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– Proteção demais atrapalha!

Anos atrás, os vencedores do Prêmio Nobel de Economia refutaram o assistencialismo aos desempregados e carentes. A idéia de capacitação e sustento próprio premiou seus idealizadores.

Num país como o Brasil, cheio de bolsa-isso e bolsa-aquilo, seria um grande pecado… Mas vale a leitura desse texto:

Extraído de Revista Época, ed 648, pg 18, Coluna Primeiro Plano

PROTEÇÃO DEMAIS ATRAPALHA

Nem sempre quem procura emprego acha – mesmo que existam vagas disponíveis por aí. Esse raciocínio simples para qualquer cidadão que tenha se angustiado com o mercado de trabalho alguma vez na vida rendeu o Prêmio Nobel de Economia aos americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e ao cipriota radicado em Londres Christopher Pissarides. O grande avanço dos três foi criar um modelo científico que explica esse desequilíbrio, chamado de “fricção” na lei da oferta e da procura.

Até a década de 1970, os analistas usavam apenas a relação entre oferta e procura para explicar o funcionamento dos mercados. Era simples: se havia 500 vagas de emprego e 500 pessoas desempregadas, uniam-se os dois polos e… problema resolvido. Então, por que não dava certo? Pelo mesmo motivo que juntar 15 homens e 15 mulheres numa sala, todos solteiros, não significa que se formarão 15 casais. Há variáveis como a opção sexual, a atração por um tipo físico, os interesses em comum. O mesmo desencontro entre a oferta e a procura acontece no mercado imobiliário e nas compras em geral. Mas o local onde a teoria dos três mais avançou foi o mercado de trabalho.

O ponto mais importante das teses – e que virou uma espécie de campo de estudos – é a Teoria da Busca. Ela analisa os custos (de dinheiro, tempo, energia) envolvidos na procura do empregado certo ou da vaga mais atraente. “Assim como você não compra o primeiro carro que vê, não deve aceitar a primeira oferta de emprego”, diz Aloisio Araújo, professor de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas. “É bom para você e para a economia que haja procura, para haver um encaixe melhor entre suas habilidades e as necessidades do mercado.”

Da Teoria da Busca surgiram as primeiras conclusões interessantes, que se desviam do senso comum. Uma delas mostra que benefícios sociais como o seguro-desemprego, embora ajudem o cidadão que recebe a pensão, têm um efeito secundário perverso. Ao dar ao desempregado um salário, o benefício diminui os custos da procura. Com o estipêndio garantido, a pessoa pode prolongar demais a busca da “vaga ideal”. E, ao esperar demais, ela acaba com grandes chances de ficar defasada tecnicamente.

Um raciocínio similar vale para a legislação que protege demais o trabalhador, comum na Europa… e no Brasil. O sistema de proteção – com multas para quem demite, impostos para criar uma rede de segurança, encargos extras para o patrão – dificulta a demissão. Mas, por isso mesmo, freia as contratações: as empresas pensam duas, três, cinco vezes antes de se comprometer com tamanho custo. Como resultado, a rotatividade do mercado de trabalho cai, e quem está desempregado tende a demorar mais para conseguir vaga.

Esse é um dos temas mais polêmicos nos debates de políticas públicas em todo o mundo. O Nobel dá um pouco mais de força à visão liberal. E pode também garantir um emprego para Diamond. Ele havia sido indicado para conselheiro do Fed, o banco central dos Estados Unidos, e o Senado havia expressado reservas a sua “pouca experiência técnica”. Com o prêmio, sua aceitação ficou mais provável.

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– Então está tudo bem no Brasil? Inflação baixa + Desemprego em alta = ???

Anunciou-se que a inflação do último mês estava abaixo da meta e festejou-se isso como sinal positivo para a Economia.

Ora bolas, mas a custo de recessão? Isso não é motivo para comemoração, é um índice ilusório.

Reflita: hoje temos Inflação baixa, mas com 14 milhões de desempregados, a Saúde está aos frangalhos, a Educação é horrível e os preços no supermercado em alta. Mesmo assim, “caiu a inflação”.

E o Temer quer que fiquemos felizes?

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– Os Preços da Gasolina e do Diesel subiram 40% em 10 meses. Viva o Petrolão!

De Julho / 2017 até Maio /2018 (os últimos 10 meses), os combustíveis da BR Distribuidora subiram (sente-se na cadeira) 40%.

É mole?

Caso você não tenha reparado, o preço dos derivados de Petróleo explodiu nas últimas duas semanas. Os altos valores cobrados pela Petrobrás na Gasolina e no Diesel aumentaram em 56% o lucro da empresa.

Seria o “custo-Petrolão”?

Abaixo,

Extraído de: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/08/lucro-petrobras-primeiro-trimestre.htm

LUCRO DA PETROBRAS SOBE 56% EM UM ANO, A R$ 6,96 BI NO 1º TRIMESTRE

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,961 bilhões no primeiro trimestre, alta de 56,43% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira (8). Foi o melhor resultado trimestral desde os três primeiros meses de 2013, quando a petroleira lucrou R$ 7,69 bilhões. No trimestre anterior, a Petrobras havia perdido R$ 5,477 bilhões.

O lucro de juros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 25,67 bilhões, maior que os R$ 25,25 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2017.

Alta no preço do petróleo 

Segundo a empresa, os resultados refletem o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, que levou a maiores margens nas exportações de petróleo da Petrobras.

A cotação passou de US$ 53,8 na média do primeiro trimestre de 2017 para US$ 66,8 no primeiro trimestre deste ano.

Reajustes da gasolina contribuíram

Também contribuíram para o lucro no início do ano os ganhos maiores com a venda de derivados, como combustíveis, apesar da redução nas vendas da gasolina no país. Devido à nova política de preços, adotada em julho de 2017, a Petrobras faz reajustes mais frequentes nos preços dos combustíveis nas refinarias, inclusive diariamente.

No período entre a adoção da nova metodologia e o fim do primeiro trimestre, os preços da gasolina e do diesel nas refinarias subiram quase 30%. E os preços continuaram subindo. De julho até esta terça-feira, o aumento foi de cerca de 40%.

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– Petrobrás há 3 anos perdoava PDVSA

Esse texto foi há 3 anos, mas nem nos escandalizados mais…

Veja:

Dias atrás falamos da crise da Petrobrás provocada pela suspeitíssima negociação da refinaria de Pasadena (vide em: http://is.gd/oLdl9w). Agora, outro escândalo financeiro: o perdão ao calote da venezuelana PDVSA na parceira para a construção da refinaria de Abreu Lima (PE). Desde o projeto inicial de R$ 2,5 bilhões até os investimentos em acordo (total de R$ 20 bilhões), nada foi pago.

O acordo foi assinado entre os ex-presidentes Lula e Hugo Cháves, mas Dilma não fez questão de cobrar e a Petrobrás perdoou…

Caramba, e ninguém se incomoda com isso?

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– A Milonga do Preço dos Combustíveis

Dias atrás o Jornal Nacional trouxe a informação oficial da Petrobrás, dizendo que ela aumentou muito pouco os seus preços e que, os responsáveis pelas altas, são os donos dos postos!

Ora, isso é para chamar o consumidor de bobo. Além dos aumentos de curta periodicidade e constantes (a BR subiu por 14 semanas consecutivas os preços dos combustíveis), o Governo aumentou os impostos sobre os produtos.

Se os postos recebessem a Gasolina a R$ 1,51 (como a Petrobrás diz vender), e não próximo de R$ 3,80 (que é o preço que os donos de postos pagam), certamente seria ótimo para todos (donos de postos e consumidores).

REFORÇO: ela diz vender a R$ 1,51, mas com a ridícula carga de impostos, os donos dos postos pagam quase R$ 2,30 para o Governo além dos demais custos!

De fato, falar a verdade não é a do Governo Temer, o mesmo que tem como pares Gedell, Jucá, Calheiro, Sarney e outros integrantes do PMDB, com simpatizantes do PSDB e eleito em parceria com o PT.

Extraído de: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/02/petrobras-divulga-quanto-cobra-pela-gasolina-e-pelo-diesel-nas-refinarias.html

PETROBRÁS DIVULGA QUANTO COBRA PELO PREÇO DA GASOLINA E DO DIESEL

A Petrobrás passou a divulgar o valor em reais da gasolina e do diesel nas refinarias. A ideia é deixar claro para o consumidor como é formado o preço cobrado nas bombas.

O valor que a Petrobras cobra na porta da refinaria agora está no site da empresa. Nesta segunda-feira (19), por exemplo, está escrito que, com o reajuste que entrará em vigor na terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina, sem tributos, comercializado pela Petrobras será de R$ 1,51 e o do litro do diesel será de R$ 1,73.

Mas daí até chegar aos postos, quanta diferença.

Com a divulgação do valor cobrado pelos combustíveis nas refinarias, a Petrobras quer mostrar qual é a parte dela no aumento dos preços. De acordo com a empresa, de outubro para cá, por exemplo, o preço da gasolina nas refinarias subiu R$ 0,09. Enquanto isso, nesse mesmo período, o preço da gasolina nos postos, para os motoristas subiu R$ 0,54, ou seja, seis vezes mais.

O consumidor tem razão. De todos os itens que compõem o preço da gasolina, os impostos têm o maior peso no valor final.

Os impostos estaduais e federais representam em média 45% do preço da gasolina na bomba.

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– O “pau comendo” e o prefeito sumiu?

Não é “fake news” – o Rio de Janeiro está na sua principal época turística: o Carnaval! Mas enquanto viajantes chegam, os bandidos fazem a festa. Arrastões em Ipanema e assaltos em Copacabana aos montes são noticiados nos jornais.

E onde está o chefe da cidade, o comandante-mor da Cidade Maravilhosa, o senhor Prefeito Marcelo Crivella?

Está na Alemanha, visitando a Agência Espacial Européia, e segundo ele próprio em vídeo gravado, buscando idéias “inovativas” (não seria melhor “inovadoras”?) para o RJ.

Caraca! Não é possível que ninguém tenha dado um toque em Crivella que, mesmo não gostando de Carnaval, é um evento financeiro e cultural importante, e que ele deve estar por aqui. Mais do que isso: foi ver o quê na Agência Espacial? Vai lançar ônibus espacial carioca?

Tenha a Santa Paciência…

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– Huck, FHC, Alckmin, Lula, Bolsonaro… ou Hulk?

O cenário dos presidenciáveis está pegando fogo. Lula será candidato ou vai para a cadeia? Bolsonaro terá fôlego em partido nanico? E Alckmin, deslancha ou não? Teremos Ciro, Meirelles, Marina e Manuela? De certo, somente Levy Fidelix como candidato pelo seu PRTB.

Tanto o PPS quanto parte do PSDB querem que Luciano Huck se candidate. Veja que o ex-presidente Fernando Henrique foi visita-lo nesta semana…

Será que Geraldo Alckmin será abandonado por seus pares?

Sincera e honestamente, acho que somente Hulk (não o Huck, mas o herói da Marvel) e os outros Vingadores, através de uma força-tarefa, darão um jeito nesse país…

Brincadeiras à parte, não tenho nada contra o apresentador da Globo. Me parece um cara muito bem intencionado (já escrevi isso aqui em: https://wp.me/p4RTuC-lv4) Não quer dizer que terá meu voto, mas a rejeição é menor.

Ao menos, é um nome diferente das atuais raposas velhas…

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– A excepcional entrevista do dono da Guararapes ao Pânico na Rádio

Flávio Rocha, o CEO do grupo Riachuelo, 15o maior gerador de empregos brasileiros e criador do manifesto “Brasil 200”, falou sobre os desastres do comunismo, da necessidade da geração de empregos, das novas relações de “capital mais trabalho” e das virtudes e defeitos em nosso país. Retrucou a ideia de que o enriquecimento de alguns deve ser calcado no empobrecimento de muitos (dissertou sobre a importância da geração de riqueza para todos).

Abordou, ainda, temas espinhosos: desarmamento, demonização da Polícia, trabalho escravo, as bobagens da divisão da nação criada pelo “Fla-Flu” político e, até mesmo, da Ideologia de Gênero

Flávio tratou sobre a infeliz defesa da “construção da sexualidade pelo ambiente social” e a “forçação de barra” para a sexualização precoce das crianças. Na condição de maior empregador de transsexuais do Brasil, discutiu sobre o tema da erotização infantil e da confusão criada pelos defensores dos direitos LGBTT versus apologistas da Ideologia do Gênero.

Imperdível a quem quer entender de maneira inteligente o nosso país.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=S_ueeFiEx8M

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– A Reforma da Previdência e os Homens da Ministra

Vejo o presidente Michel Temer defendendo a reforma da Previdência Social nos programas do SBT. O ouço também na Rádio Bandeirantes fazendo tal defesa.

Por mais que o tema seja espinhoso, algo precisa ser feito para que o INSS não quebre. Claro, a começar pelas aposentadorias milionárias e cumulativas de privilegiados senhores.

Mas como dar o voto de confiança ao impopular Temer, se os seus subordinados escracham a imagem do Governo?

Digo isso pois a deputada Cristiane Brasil, a tão desejada Ministra do Trabalho por parte do PTB, apareceu em uma lancha com 4 amigos sem camisa e bem a vontade, falando descontraidamente sobre o processo trabalhista movido contra ela.

Se por um lado Temer dá a cara para bater até no Programa do Ratinho, ratazanas esculacham toda a tentativa de ganhar credibilidade!

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– Camisinha a R$ 57,00 na Venezuela? Viva a República Bolivariana!

Quando o ditador pseudo-comunista Hugo Cháves se intitulou como “novo Libertador da América” e evocou o espírito de Simon Bolivar para refundar o país como “República Bolivariana da Venezuela”, todos achavam que a loucura não vingaria. Pois vingou e afundou o país.

Seu sucessor, Nicolas Maduro, mandou o Exército tomar os supermercados e ameaça estatizar as farmácias, pois produtos de 1a necessidade – de alimentos a medicamentos – estão em falta.

Um dos artigos que têm chamado a atenção é o de preservativos masculinos! Uma simples camisinha custa R$ 57,00.

Abaixo, extraído do UOL.com

ESCASSEZ DE PRODUTOS DA VENEZUELA

Além de encarar filas gigantescas para comprar produtos de primeira necessidade, como carne, açúcar e remédios, os venezuelanos estão enfrentando também a escassez de outro produto: um pacote com 36 camisinhas, difíceis de encontrar no país, chega a custar até 4.760 bolívares (R$ 2.035,38), segundo informações do site de notícias norte-americano Bloomberg Business. Quer dizer que cada camisinha custa cerca de R$ 57.

“Agora precisamos esperar na fila até para fazer sexo”, disse Jonatan Montilla, 31, diretor de arte de uma empresa de publicidade.

A queda no preço do petróleo internacional aprofundou a escassez de produtos na Venezuela, cujas exportações de petróleo respondem por cerca de 95% dos ganhos com moeda estrangeira.

Como o valor que o país recebe pelas exportações caiu quase 60% nos últimos sete meses, os importadores têm menos dólares para trazer produtos do exterior. Quase todos os bens de consumo do país são importados.

A Venezuela tem a terceira maior taxa per capita de infectados pelo vírus HIV na América do Sul, atrás do Paraguai e do Brasil, de acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2013.

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– Salário Mínimo a R$ 954,00 é gozação contra o trabalhador! E mais um aumento nos combustíveis… o 123o.

CAMPANHA: SE O SALÁRIO MÍNIMO TEVE 1,8% DE REAJUSTE ANUAL, QUE O GÁS, A GASOLINA, A CONTA DE ÁGUA E OUTRAS DESPESAS TENHAM O MESMO PERCENTUAL NO ANO INTEIRO!

Enquanto em Brasília nossos políticos abusam das mordomias e tem altíssimas verbas de auxílio, o cidadão comum terá que se contentar com um reajuste de 1,8% anual no Salário Mínimo (bem abaixo da inflação – cujo índice oficial eu duvido).

A questão é: como sobreviver com menos de R$ 1.000,00 se tudo está tão caro? E para mostrar sua “bondade” no final de ano, tivemos o 123o. realinhamento dos preços dos combustíveis no ano (sendo 117o só no segundo semestre, desde que foi implantada a política de preços flutuantes do Governo).

Se o reajuste do salário mínimo foi pequeno, o dos combustíveis (esse último, desta noite) foi assustador – em especial ao Diesel. Veja o quanto já acumulou neste ano!

Insisto e repito: a população é quem está pagando o custo da corrupção dos últimos anos.

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– O que estão fazendo com o preço dos combustíveis?

A inflação oficialmente está menor do que 0,5% ao mês e houve deflação dos alimentos, segundo o Governo. Mas você acredita nisso?

Veja o preço da Gasolina: quase 20% de reajuste nos últimos 2 meses e já está ultrapassando os R$ 4,00. O Etanol não fica atrás, pois passará os R$ 3,00 bem logo. E o Diesel? Ufa, que dureza.

E ninguém faz nada? Cadê os panelaços?

Estamos pagando os custos da corrupção da Petrobrás?

O Brasil está abandonado e os políticos estão pensando apenas nas Eleições. O povo têm sido só um detalhe a eles.

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