– Quem consegue ter 16 Salários em um ano?

Ouvi, li e me assustei ao comprovar: o BNDES tem cerca de 5000 funcionários concursados e muitos outros como cargo de confiança. Eles tem até 16o salário como remuneração, e alguns, infelizmente, não aparecem para trabalhar.

E depois querem discutir como faz para cobrir o déficit do Governo? Não está na cara que esse, e muitos outros órgãos, são cabidões de emprego?

 

– Ciro Nogueira é o novo Ministro de Bolsonaro. Pode?

Ciro Nogueira foi nomeado oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro como Ministro da Casa Civil.

Em 2017, o citado político do Centrão declarou a um programa de TV da Rede Meio Norte que Bolsonaro era ‘fascista’ e ‘preconceituoso’. E disse sobre Lula:

“O melhor presidente da história desse país, principalmente para o Piauí e o Nordeste. Não me vejo numa eleição votando contra o Lula. Por tudo que ele fez, por tudo que ele tirou de miséria desse povo”.

E muitos acreditando que Bolsonaro era “político diferente”… tão demagogo e negociador como Lula. Lembram que ele criticava o Centrão como “o que há de pior na Política”? E, recentemente, declarou que “sempre foi do Centrão”.

Não consigo enxergar um candidato honesto, coerente, competente e com credibilidade para o Brasil em 2022.

– Evite tais constrangimentos, presidente Bolsonaro… reunir-se com neta de Ex-Ministro de Hitler?

O presidente Jair Bolsonaro precisa ter uma melhor assessoria. Hoje, por exemplo, ele se encontrou com a deputada de Extrema Direita da Alemanha, sra Beatrix von Storch, neta do Ministro das Finanças de Adolf Hitler, Schwerin von Krosigk.

Precisava aceitar tal encontro? Tão visado que ele é, e foi justamente se reunir com ela… Totalmente evitável.

Beatrix é considerada xenófoba, neonazista e extremista. O seu avô foi quem confiscou as propriedades dos judeus durante o Governo Hitler. Por tudo isso, era melhor manter distância dela. E para piorar, a deputada declarou após o encontro que “estava impressionada com a ‘clara compreensão dos problemas da Europa e dos desafios políticos do nosso tempo’ demonstradas pelo presidente Bolsonaro.

Vindo de quem veio, esse elogio é ofensa!

A Confederação Israelita do Brasil se manifestou, no texto em: https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/07/26/entidade-israelita-repudia-reuniao-de-bolsonaro-e-deputada-extremista-alema.htm

Beatrix von Storch, do partido de extrema-direita AfD, da Alemanha, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do marido, Sven von Storch

– Construam parques, prefeituras!

Transformar espaços abandonados / terrenos com lixo e mato / lugares vandalizados em parques públicos é algo simples e barato – e que agrada a população.

Por que é tão difícil as prefeituras fazerem isso?

Basta… vontade! Neste parque, há os brinquedos básicos no playground e uma quadra. Tudo comum e funcional, mas que alegrou os vizinhos. Na foto:

– Que paixão é essa de muitos, repentina, chamada Política? E por quê radicalizou-se?

Cruz-credo! Brasileiro “quebrava o pau por Futebol”, e trocou isso por Política. Poderia ser um fator positivo se entendermos que o debate sobre a vida do país se tornou importante para as pessoas (sempre fomos uma nação não-politizada), mas acabou virando algo ruim: radicalizou-se!

O que leva o cara a passar o dia inteiro numa rede social postando sobre Política, adorando e amando políticos (independente da ideologia ou do nome) e tentando “converter” quem pensa diferente?

É só fanatismo ou é ignorância? 

Discutir sobre Política é uma coisa; forçar que o seu amigo pense como você e outra.

Respeite-se a opinião alheia!

– Cansei de Política – e de fanático por ela.

Quando vejo as manifestações pró e contra Governo, ou quando leio os motivos de defesa e de ataque, me assunto com a dualidade: para uns, é santo imaculado; para outros, é pecador endemoniado.

O pior é que vejo bolsonaristas e lulistas usando argumentos forçados. Ora, todos tiveram seus erros (Bolsonaro, na péssima condução da pandemia; Lula, na corrupção a níveis nunca vistos). E tiveram algumas virtudes, que não conseguem se sobressair aos seus defeitos.

Aí, quando o fanático mais exaltado lê, vai dizer que “Bolsonaro financiou pesquisas e comprou vacinas” (como se não tivesse tido um discurso negacionista por tempos), ou que “Lula deu emprego, renda e pujança econômica” (como se não fosse um “castelo de cartas” que desabou na primeira crise, somado ao Mensalão e Petrolão).

Dória, Ciro, Amoêdo, Marina… nenhum dos candidatos (ou pré-candidatos) me transmitem seriedade, competência e honestidade.

Cansa.

– Um passeio de moto em momento impróprio…

Cá entre nós: em meio a severa pandemia que estamos vivendo, ninguém “dá um toque” ao presidente Bolsonaro que é necessário evitar aglomeração?

Quero crer (contém ironia, óbvio) que todas as pessoas ali estavam vacinadas e com anticorpos. Veja a foto abaixo:

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/05/24/the-guardian-chama-de-obsceno-passeio-de-moto-de-bolsonaro-na-pandemia.htm

THE GUARDIAN CHAMA PASSEIO DE MOTO DE OBSCENO.

Um dos jornais mais importante do mundo, o britânico The Guardian repercutiu o passeio de motocicleta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizado ontem no Rio de Janeiro, que causou aglomeração em plena pandemia de coronavírus. O ato contou com a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O The Guardian classificou como “obsceno” o comportamento do presidente, e disse que o ato foi uma “tentativa” de Bolsonaro de “reenergizar seu movimento de extrema direita em declínio, enquanto a raiva pública cresce sobre sua forma de lidar com o surto de covid-19 no país”.

“Milhares de bolsonaristas agitando bandeiras se reuniram em frente ao Parque Olímpico na Zona Oeste do Rio na manhã de domingo para a demonstração de apoio em duas rodas antes de rumar para o leste em direção aos distritos de praia ao sul e ao centro da cidade, com Bolsonaro perto da frente”, destacou o jornal.

O noticioso também deu destaque para as reações de opositores a Jair Bolsonaro, que bateram panelas e repudiaram o ato das varandas de seus apartamentos, chamando Jair Bolsonaro de “genocida”.

“Muitos dissidentes denunciaram como ‘genocida’ sua forma de lidar com uma epidemia de covid-19 que matou quase meio milhão de brasileiros, quase metade do total de vidas perdidas na América Latina e no Caribe”, completou o The Guardian.

O argentino Clarín também repercutiu as cenas de Jair Bolsonaro aglomerando pelas ruas da capital fluminense, e ponderou que, “apesar do coronavírus”, o presidente “liderou” uma marcha com motociclistas sem fazer uso de máscaras de proteção.

“Ao chegar na praia do Flamengo, próximo ao centro da cidade, o presidente desceu de sua motocicleta para passear entre os milhares de manifestantes que o aguardavam. Ele apertou a mão deles e posou para fotos com seus rostos descobertos”, diz ressaltando o não uso da máscara de proteção contra o novo coronavíurs por parte de Bolsonaro e seus apoiadores.

Chamando de “presidente de extrema direita” pelo jornal argentino, o Clarín destacou ainda as falas do presidente brasileiro contra os governadores e prefeitos, e disse que desde abril Bolsonaro “busca mobilizar sua base de fãs mais extremistas em um momento em que sua popularidade está no ponto mais baixo desde que chegou ao poder em 2019”, e com pesquisas recentes mostrando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando a corrida presidencial em 2022.

– Renan Calheiros e Jader Barbalho no comando da CPI do Senado?

Renan Calheiros já fez implante capilar atravessando o país com jato do Governo, às nossas custas. Já renunciou mandato para não ser cassado. Já foi acusado de corrupção. Já fez de tudo em Brasília e manda-desmanda em Alagoas.

Foi da ditadura de direita, do comunismo, do Collor, do FHC, do Lula, do Temer, de “deus e do diabo”. E ainda assim tem poder e é Senador.

Leio, agora, que ele pode ser um dos principais nomes a comandar a CPI do Senado. Sendo assim, sorriam, Presidente, Governadores e Prefeitos! É só conversar muito bem que, em acordos políticos, o resultado pode ser o desejado pelos senhores.

Que país, meu Deus!

– O Consumo on-line ficará como herança destes tempos de Pandemia, comercialmente falando?

Com toda essa confusão envolvendo o Novo Coronavírus e o fechamento do Comércio, evidentemente que as empresas precisaram se reinventar!

Sabidamente, as pessoas estão com dificuldade econômica e precisam trabalharpois as empresas também quebram. Entretanto, diante do dilema financeiro-sanitário, não pode-se esquecer de que a Saúde vem em primeiro lugar (virá o bordão de que teremos “mais falidos do que falecidos”, uma infeliz invenção social). Delivery, Home Office e outras modalidades bem usadas nesse momento deixarão de ser alternativas para se consolidarem como costume.

O equilíbrio entre Trabalho e Bem-Estar é difícil, mas há de existir o quanto logo, para que as organizações não quebrem. Por isso, se faz relevante o apoio do Governo (ninguém quer que se #FiqueEmCasa eternamente, nem que se deixe de trabalhar).

Não confundamos relaxar a prevenção pela preocupação econômica, isso precisa ficar claro. Precisamos nos resguardar para o quanto antes sairmos da Quarentena e retomar a vida, que será, logicamente, diferente.

– Carlos França, o Chanceler da Lucidez!

Arre um elogio pertinente: a troca do chefe do Itamaraty, Ernesto Araújo, por Carlos França, foi ótima!

O embaixador nomeado para cuidar das Relações Exteriores foi corretíssimo no seu discurso: as 3 preocupações dele, no momento, serão: Insumos e Vacinas para conter a Pandemia, Economia e Meio Ambiente.

Como discordar dele? É um tripé que incomoda o Brasil hoje, que precisa ser levado a sério no seu trato com as outras nações. Para resolvê-lo, “construir pontes” é muito melhor do que “chutar o pau da barraca”, como o seu antecessor.

– Parabéns, Ministro da Saúde Dr Marcelo Queiroga! Mas o Presidente aprovou o discurso?

Que ótima surpresa!

O novo Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em live ontem (sábado), pediu para as pessoas:

  • não viajarem no feriado, reforçando a necessidade de ficarem em casa;
  • usarem máscaras pois elas são importantes; e,
  • em hipótese alguma se aglomerarem, mantendo distanciamento social.

Bem diferente do que o discurso (e os atos praticados) do Presidente Jair Bolsonaro, ao longo dos últimos 12 meses.

Tomara que não leve um puxão de orelha dele. É ótimo ver um cara técnico no comando.

– Marcelo Queiroga, o novo Ministro da Saúde.

Na parte da manhã, comentamos sobre a provável não-aceitação da Dra Ludmila Hajjar como Ministra da Saúde (vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/03/15/ludhmila-a-ex-nova-ministra-da-saude/). À tarde, Pazzuello garantiu que era o Ministro e não estava demissionário. Agora a noite, o Dr Marcelo Queiroga, cardiologista, foi anunciado como o titular da pasta.

O Brasil não é para amadores, não? Mais do que isso, vamos torcer para que ele dê certo, afinal, estamos entrando no pior período da pandemia.

Cotado para Saúde, cardiologista se reúne com Bolsonaro no Planalto

– A imoral mordomia dos cargos comissionados para a Mesa Diretora!

O texto tem 2 anos, mas é bem atual: em breve teremos a eleição do novo presidente da Câmara, e olhe só as mordomias que o deputado eleito recebe ao ser o escolhido. Abaixo:

Dias atrás mostramos o quanto ganha um deputado federal (vide em: https://professorrafaelporcari.com/2019/01/28/salario-e-auxilios-de-um-deputado-federal-no-brasil/). 

Pois bem: e, estando às vésperas da Eleição para a presidência da Câmara, eis quantos assessores comissionados são contratados para os membros da Mesa Diretora (informações da Folha de São Paulo, 28/01/2019)! Fora os seus empregados como deputado eleito, o Presidente do Congresso e os demais membros têm direito ao seguinte número de “assessores extras”:

Presidente: 82 funcionários comissionados a mais.

1o Vice: 43

2o Vice: 31

1o Secretário: 37

2o Secretário: 36

3o Secretário: 35

4o Secretário: 33

1o Suplente: 11

2o Suplente: 11

3o Suplente: 11

4o Suplente: 11

Entendeu o motivo pelo qual o Deputado Rodrigo Maia não quer “largar o osso”e tantos outros políticos sonham com o cargo?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida

– Feliz Aniversário, Silvio Santos!

Hoje é aniversário de um ícone da TV Brasileira: 90 anos de Senor Abravanel, o Sílvio Santos, que continua firme e forte na TV.

Mas… e se ele tivesse concorrido à Presidência da República em 1990 e vencido? Lembram-se do episódio? E o Brasil escolheu Collor… (inclusive eu, enganado pelo discurso de país moderno e honesto pelo Caçador de Marajás!).

A questão é: já repararam que quem se torna presidente envelhece rapidamente? Repare no FHC e no Lula, na posse e no encerramento dos mandatos: abatidos, cansados, envelhecidos não só logicamente pela idade.

Será que Sílvio Santos teria pique para seus programas?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– De novo um político com Dinheiro na Cueca? Depois do líder de Dilma, agora o vice-líder de Bolsonaro.

Assim como na época de Dilma, tivemos um “líder do Governo” com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães / PT), agora, na gestão Bolsonaro vivemos a mesma situação de corrupto disfarçando grana suja no mesmo lugar: Chico Rodrigues / DEM.

Mudam só os partidos, mas a prática safada continua a mesma, não? E o interessante é que os nossos governantes, no discurso, se autoproclamam honestos e alegam não ter envolvimento nenhum com as pessoas que… eles próprios escolhem!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/10/14/pf-encontra-dinheiro-na-cueca-de-vice-lider-do-governo-bolsonaro.htm

PF ENCONTRA DINHEIRO NA CUECA DO VICE-LÍDER DO GOVERNO BOLSONARO

O vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 14, em Boa Vista, escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

As informações oficiais da PF, dado o sigilo do caso, se limitam a dizer que foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão durante a operação, em Boa Vista, que busca a “desarticulação de possível esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, oriundos de emendas parlamentares”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), que também faz parte da investigação, disse que a operação Desvid-19, realizada em Roraima, apura o “desvio de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações”. Ainda segundo a CGU, as contratações suspeitas de irregularidades, realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde, envolveriam aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

A operação que alvejou o senador foi realizada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que dará uma “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção. A nova expressão foi usada uma semana depois de o presidente ter afirmado que a Lava Jato acabou porque, segundo ele, não há casos de irregularidades em sua gestão. A promessa também foi feita no momento em que Bolsonaro vem sendo criticado por militantes e por lavajatistas que apontam o enfraquecimento da pauta anticorrupção no governo.

Chico Rodrigues emprega Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, como assessor parlamentar, em seu gabinete no Senado. Léo Índio é muito próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e é conhecido por ter livre trânsito no Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.

Em nota à imprensa, Rodrigues disse que tem “um passado limpo e uma vida decente” e afirmou nunca ter se envolvido em escândalos. “Acredito na justiça dos homens e na justiça divina. Por este motivo estou tranquilo com o fato ocorrido hoje em minha residência em Boa Vista, capital de Roraima. A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate ao Covid-19 para a saúde do Estado”, afirmou o senador.

Rodrigues observou ainda que, ao longo de 30 anos na política, conheceu “muita gente mal intencionada”, a fim de macular sua imagem. “Ainda mais em um período eleitoral conturbado como está sendo o pleito em nossa capital”, declarou.

Durante o julgamento do caso do traficante André do Rap, o ministro Luís Roberto Barroso fez uma menção à operação realizada pela Polícia Federal. Barroso afirmou que estava monitorando o cumprimento de mandados de busca e apreensão que envolviam uma autoridade com foro no Supremo, sem revelar o nome. “Desviar dinheiro da saúde em plena pandemia é mais do que corrupção e chega bem próximo do assassinato. Devemos ter em conta que isso não é aceitável. Precisamos continuar no esforço de desnaturalização das coisas erradas no Brasil”, argumentou o ministro.

– Desconfie de quem se omite na Política!

Não sou lulista, comunista ou petista. Não sou Alckmin, Doria ou Serra. Não sou do NOVO, do DEM, do Patriotas. Tampouco fanatizado chapa-branca do Governo.

Sou apartidário, mas não sou apolítico (pois todos nós precisamos nos preocupar com o Brasil). E também não sou candidato a nada.

Digo isso pois o “fanatismo de muitos” nos obriga a esclarecer que se é independente quando critica certas situações dos políticos no país. E fico muito a vontade para postar esse vídeo (assista inteiro, tem 1’30”) que traz a mesma indignação e dúvida ao presidente Jair Bolsonaro que eu tenho.

Abaixo, em: https://youtu.be/7SqT01M1IqU

Ops: Eu torço para meu país, mas isso não quer dizer avalizar toda ação do presidente como se ele fosse um imaculado cidadão.

– Flávio Bolsonaro e a fiel imitação à Lula

Durante todo o escândalo do Mensalão, o ex-presidente Lula dizia aos quatro cantos quando algo importante era revelado: “eu não sabia”. Fez-se de bobo até o último instante, das coisas menores às mais relevantes, sempre negando conhecimento dos crimes que estava envolvido.

Agora, é a vez de Flávio Bolsonaro ter a mesma estratégia: sobre a compra de 2 apartamentos em Copacabana, por R$ 638.000,00 em dinheiro vivo, alegou ao Ministério Público que “não se lembrava como tinha pago”.

Cá entre nós: o sujeito que paga uma fortuna dessa em espécie, e não se lembra, ou deve estar muito acostumado a mexer com altas cifras em papel moeda ou simplesmente é maluco. Ou a 3a hipótese: corrupto.

– Você faria a troca de impostos proposta pelo Governo?

IMPOSTOS – De maneira bem clara: o Ministro da Economia Paulo Guedes quer reduzir encargos na Folha Salarial por uma taxação em transações eletrônicas de 0,2%.

Uma boa ideia ou uma “fria”?

Em: https://youtu.be/vAJUaR4ohAw

– Que lambança do Pé-de-Anjo!

Marcelinho Carioca foi visitar o presidente Jair Bolsonaro com a nova camisa do Corinthians. Lá, o palmeirense Presidente da República vestiu a camisa do arquirrival (para desgosto de palmeirenses e corintianos, pois os primeiros não gostam de atitudes como essa, e os segundos não apoiam a linha ideológica dele).

Mas o que precisamos discutir na verdade é: Marcelinho Carioca no Palácio do Planalto para debater com Bolsonaro sobre a MP do Futebol? 

Respeitosamente, mas… fala sério!

Importante: o Sport Club Corinthians Paulista não teve nada a ver com isso.

– E se o Brasil fosse parlamentarista?

Puxa, que medo!

Assisti Gilmar Mendes e Michel Temer debatendo sobre o ideal sistema de Governo para o Brasil, e para eles, seria o Parlamentarismo!

Só pelo fato deles pensarem isso, já me assusta. Afinal, não são “referências ideológicas para mim”, mas respeito a opinião desses senhores. Porém, com o atual Congresso Nacional, imaginaram um deputado de lá como Primeiro Ministro da Nação?

Apesar de produzir “Lulas e Bolsonaros”, o presidencialismo ainda é o “sistema menos ruim”. Aliás, lembrem-nos que eles também foram deputados deste mesmo Congresso…

– Os candidatos ao cargo de Ministro da Educação:

Repost de 1o de julho: dos 8 candidatos à chefia do MEC, apenas Feder já foi destacado. Avalie:

Como é difícil escolher um nome que não seja polêmico para a pasta da Educação no Governo Bolsonaro, não?

diversos professores sendo ventilados para o cargo, e me assusto quando vejo matérias mostrando outras características dos candidatos que não sejam suas realizações, dispensando o curriculum dos mesmos e destacando outras coisas. Por exemplo: o jornal Globo lembrou que Anderson Ribeiro Correia, do respeitadíssimo ITA, é sugestão da bancada evangélica. Outrora o Estadão lembrou que o presidente da Capes (cotado na saída de Weintraub) Benedito Guimarães Aguiar Neto, que trabalhou no Mackenzie, era presbiteriano e defensor do Design Inteligente. O UOL aponta, hoje, que Gilberto Gonçalves Garcia (outro grande acadêmico) é frei franciscano e foi reitor da Universidade São Francisco. Já a Revista Veja aponta o educador Carlos Nadalim (que tem uma vasta obra) como alguém que levou um padre para consagrar o MEC à Nossa Senhora de Fátima.

Não está faltando discussão sobre o projeto educacional do país, ao invés da preocupação com a religião do novo Ministro da Educação? Há nomes competentes, outros não. A crença (ou descrença, caso seja ateu) é uma particularidade da pessoa que deve ser respeitada.

Abaixo, os candidatos citados pelo “Gazeta do Povo” com suas realizações (enfim, sem se preocupar com a fé dos mesmos).

Extraído de: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/bolsonaro-analisa-curriculos-para-escolher-novo-ministro-da-educacao-veja-os-cotados/

BOLSONARO ANALISA CURRÍCULOS PARA ESCOLHER O NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

1- Anderson Ribeiro Correia

Correia é reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e já foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ele também ocupou os cargos de superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e de presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo.

É graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele também fez doutorado em Engenharia de Transportes na University of Calgary, no Canadá.

2 – Gilberto Gonçalves Garcia

Garcia atualmente é reitor da Universidade São Francisco (USF) e professor adjunto do Programa Stricto Sensu em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Ele é doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ (2007). Na mesma instituição, fez mestrado e graduação. De acordo com o currículo Lattes, também foi reitor da FAE Centro Universitário (1998-2007), da Universidade São Francisco (2002-2009) e da Universidade Católica de Brasília (2014-2018).

Ele também exerceu as funções de presidente da Associação Brasileira de Universidades Comunitárias ABRUC (2007-2009), presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras CRUB (2008-2009), e conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (2010 a 2018). Ocupou a presidência da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2012 a 2014, e foi presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2014 a 2016.

3 – Ilona Becskeházy

Consultora em educação, Ilona Becskeházy atualmente é secretária de Educação Básica do MEC. Ela é mestre e doutora em política educacional, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), respectivamente, e já trabalhou na Fundação Lemann.

No início do governo de Jair Bolsonaro, ela chegou a ser cotada para o cargo de chefia da pasta. No ano passado, participou do grupo de especialistas da 1ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), do MEC, por sua experiência e estudos sobre o modelo de ensino de Sobral (CE).

4 – Sergio Sant’ana

Sergio Henrique Cabral Sant’ana é advogado e foi assessor especial do ex-titular da pasta, Abraham Weintraub, no MEC. Ele teria sido indicado por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

5 – Marcus Vinícius Carvalho Rodrigues

Rodrigues é ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele presidiu o instituto entre 22 de janeiro e 26 de março de 2019.

É doutor em Engenharia da Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista (MBA) em Formação de Executivos pela Universidade dos Correios, e bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Segundo informações de seu currículo, ele também atuou como executivo, consultor organizacional, palestrante e professor em cursos de MBA, mestrado e doutorado. Além disso, escreveu 11 livros sobre gestão e análise organizacional, qualidade e produtividade.

6 – Stravos Xanthopoylos

Xanthopoylos é ex-diretor da área de cursos on-line da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atualmente trabalha como consultor na área de educação a distância. Formado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo e doutor em Administração de Empresas pela FGV-Eaesp, Xanthopoylos participou da equipe de transição do presidente Jair Bolsonaro, no fim de 2018.

Antes da escolha de Abraham Weintraub, ele chegou a ser cotado para o cargo. Na época, mencionou-se que poderia existir conflito de interesses entre a sua atuação no mercado de educação particular e a adoção de políticas públicas, o que ele negou.

Xanthopoylos também já se posicionou contra cotas, a favor do homeschooling e contra o ensino de “ideologia” nas escolas.

7 – Carlos Nadalim

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, é seguidor do filósofo Olavo de Carvalho, entusiasta do ensino domiciliar – hoomeschooling -, e esteve à frente da formulação da nova Política Nacional de Alfabetização (PNA). O secretário já recebeu, da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o prêmio Darcy Ribeiro.

Ele é formado em Direito e é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Também tem especializações em História e Teorias da Arte e em Filosofia Moderna e Contemporânea. Já lecionou no ensino básico e no superior e foi coordenador-pedagógico em Londrina.

O projeto mais ambicioso de Nadalim no MEC é o “Programa de Alfabetização Escolar”, cujo objetivo é dar aos professores a formação necessária e adequada para que ensinem as crianças a ler e a escrever por meio de ações mais eficazes – o Brasil tem hoje 11,3 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. A adesão dos municípios é voluntária. O programa, criado no ano passado e anunciado no fim de janeiro, é calcado em evidências científicas e recebeu a contribuição de pesquisadores em neurociência em outubro do ano passado, com a 1.ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), organizada pelo MEC.

8 – Renato Feder

Feder é secretário de Estado da Educação do Paraná. Tem carreira no setor privado e define-se como empreendedor e liberal. É administrador de empresas e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP).

Ele tem experiência como docente na Educação de Jovens e Adultos, e passou pela direção de uma escola em São Paulo. Também assessorou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Ele e Alexandre Ostrowiecki são sócios da empresa de tecnologia Multilaser, que atingiu faturamento acima de R$ 2 bilhões em 2017. Confira o perfil completo de Feder.

– Quem será o novo Ministro da Educação? Aliás, vale analisar as realizações.

Como é difícil escolher um nome que não seja polêmico para a pasta da Educação no Governo Bolsonaro, não?

diversos professores sendo ventilados para o cargo, e me assusto quando vejo matérias mostrando outras características dos candidatos que não sejam suas realizações, dispensando o curriculum dos mesmos e destacando outras coisas. Por exemplo: o jornal Globo lembrou que Anderson Ribeiro Correia, do respeitadíssimo ITA, é sugestão da bancada evangélica. Outrora o Estadão lembrou que o presidente da Capes (cotado na saída de Weintraub) Benedito Guimarães Aguiar Neto, que trabalhou no Mackenzie, era presbiteriano e defensor do Design Inteligente. O UOL aponta, hoje, que Gilberto Gonçalves Garcia (outro grande acadêmico) é frei franciscano e foi reitor da Universidade São Francisco. Já a Revista Veja aponta o educador Carlos Nadalim (que tem uma vasta obra) como alguém que levou um padre para consagrar o MEC à Nossa Senhora de Fátima.

Não está faltando discussão sobre o projeto educacional do país, ao invés da preocupação com a religião do novo Ministro da Educação? Há nomes competentes, outros não. A crença (ou descrença, caso seja ateu) é uma particularidade da pessoa que deve ser respeitada.

Abaixo, os candidatos citados pelo “Gazeta do Povo” com suas realizações (enfim, sem se preocupar com a fé dos mesmos).

Extraído de: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/bolsonaro-analisa-curriculos-para-escolher-novo-ministro-da-educacao-veja-os-cotados/

BOLSONARO ANALISA CURRÍCULOS PARA ESCOLHER O NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

1- Anderson Ribeiro Correia

Correia é reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e já foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ele também ocupou os cargos de superintendente de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e de presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo.

É graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele também fez doutorado em Engenharia de Transportes na University of Calgary, no Canadá.

2 – Gilberto Gonçalves Garcia

Garcia atualmente é reitor da Universidade São Francisco (USF) e professor adjunto do Programa Stricto Sensu em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Ele é doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ (2007). Na mesma instituição, fez mestrado e graduação. De acordo com o currículo Lattes, também foi reitor da FAE Centro Universitário (1998-2007), da Universidade São Francisco (2002-2009) e da Universidade Católica de Brasília (2014-2018).

Ele também exerceu as funções de presidente da Associação Brasileira de Universidades Comunitárias ABRUC (2007-2009), presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras CRUB (2008-2009), e conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (2010 a 2018). Ocupou a presidência da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2012 a 2014, e foi presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2014 a 2016.

3 – Ilona Becskeházy

Consultora em educação, Ilona Becskeházy atualmente é secretária de Educação Básica do MEC. Ela é mestre e doutora em política educacional, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), respectivamente, e já trabalhou na Fundação Lemann.

No início do governo de Jair Bolsonaro, ela chegou a ser cotada para o cargo de chefia da pasta. No ano passado, participou do grupo de especialistas da 1ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), do MEC, por sua experiência e estudos sobre o modelo de ensino de Sobral (CE).

4 – Sergio Sant’ana

Sergio Henrique Cabral Sant’ana é advogado e foi assessor especial do ex-titular da pasta, Abraham Weintraub, no MEC. Ele teria sido indicado por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente.

5 – Marcus Vinícius Carvalho Rodrigues

Rodrigues é ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele presidiu o instituto entre 22 de janeiro e 26 de março de 2019.

É doutor em Engenharia da Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista (MBA) em Formação de Executivos pela Universidade dos Correios, e bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Segundo informações de seu currículo, ele também atuou como executivo, consultor organizacional, palestrante e professor em cursos de MBA, mestrado e doutorado. Além disso, escreveu 11 livros sobre gestão e análise organizacional, qualidade e produtividade.

6 – Stravos Xanthopoylos

Xanthopoylos é ex-diretor da área de cursos on-line da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atualmente trabalha como consultor na área de educação a distância. Formado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo e doutor em Administração de Empresas pela FGV-Eaesp, Xanthopoylos participou da equipe de transição do presidente Jair Bolsonaro, no fim de 2018.

Antes da escolha de Abraham Weintraub, ele chegou a ser cotado para o cargo. Na época, mencionou-se que poderia existir conflito de interesses entre a sua atuação no mercado de educação particular e a adoção de políticas públicas, o que ele negou.

Xanthopoylos também já se posicionou contra cotas, a favor do homeschooling e contra o ensino de “ideologia” nas escolas.

7 – Carlos Nadalim

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, é seguidor do filósofo Olavo de Carvalho, entusiasta do ensino domiciliar – hoomeschooling -, e esteve à frente da formulação da nova Política Nacional de Alfabetização (PNA). O secretário já recebeu, da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o prêmio Darcy Ribeiro.

Ele é formado em Direito e é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Também tem especializações em História e Teorias da Arte e em Filosofia Moderna e Contemporânea. Já lecionou no ensino básico e no superior e foi coordenador-pedagógico em Londrina.

O projeto mais ambicioso de Nadalim no MEC é o “Programa de Alfabetização Escolar”, cujo objetivo é dar aos professores a formação necessária e adequada para que ensinem as crianças a ler e a escrever por meio de ações mais eficazes – o Brasil tem hoje 11,3 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. A adesão dos municípios é voluntária. O programa, criado no ano passado e anunciado no fim de janeiro, é calcado em evidências científicas e recebeu a contribuição de pesquisadores em neurociência em outubro do ano passado, com a 1.ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), organizada pelo MEC.

8 – Renato Feder

Feder é secretário de Estado da Educação do Paraná. Tem carreira no setor privado e define-se como empreendedor e liberal. É administrador de empresas e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP).

Ele tem experiência como docente na Educação de Jovens e Adultos, e passou pela direção de uma escola em São Paulo. Também assessorou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Ele e Alexandre Ostrowiecki são sócios da empresa de tecnologia Multilaser, que atingiu faturamento acima de R$ 2 bilhões em 2017. Confira o perfil completo de Feder.

– O que é isso, Ministro?

Depois das acusações contra o Ministro da Educação, Carlos Decotelli, de que não fez Pós-Doc na Alemanha, em Wüppertal (confirmada pela Universidade local); também que reprovou no Doutorado na Argentina, em Rosário (idem) e de que o Mestrado teve sua dissertação com capítulos plagiados, resta saber: a cola será liberada no Ensino brasileiro?

Claro, faz sentido tal questionamento irônico com essas informações de falsidade do seu Curriculum Lattes. Que vergonha… Parece piada, caso não fosse verdade.

Urgentemente, há de se esclarecer.

– Quem é Carlos Decotelli, o novo Ministro da Educação.

Uma sacada inesperada! Enquanto se esperava o anúncio de Renato Feder, Secretário da Educação do Paraná, o Presidente Jair Bolsonaro anunciou como Ministro da Educação Carlos Decotelli – mais um da ala militar.

Não me importa se é ou não militar, mas sim a competência. Me chama a atenção que, em época de protestos onde a Oposição liga o nome do presidente ao Fascismo e até mesmo ao Racismo (neste, um pecado que não sei de onde foi imputado a ele), a escolha de um ministro negro serve para apaziguar os críticos.

Lembro-me da escolha de Joaquim Barbosa: hoje, é público que o então Presidente Lula queria um Ministro do STF negro a fim do politicamente correto. Teria sido esse um critério de Bolsonaro também?

Boa sorte ao novo ministro. Assim como não importa ser militar, também não importa a raça, o gênero ou a ideologia – mas sim a capacidade!

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/06/25/quem-e-carlos-decotelli-3-ministro-da-educacao-de-bolsonaro-em-menos-de-um-ano-e-meio.htm

CARLOS DECOTELLI

Oficial de reserva da Marinha e de perfil mais moderado, ele assume MEC depois da polêmica gestão de Weintraub.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (25) seu novo ministro da Educação: Carlos Decotelli, oficial de reserva da Marinha, será o terceiro ocupante do comando do MEC no atual governo, depois da demissão de Abraham Weintraub e de Ricardo Vélez.

A nomeação de Decotelli é vista como mais um aumento de protagonismo militar no governo Bolsonaro – neste caso, particularmente, da Marinha.

De perfil mais moderado que seu antecessor, Decotelli é um acadêmico e também o primeiro ministro negro de Bolsonaro.

Durante alguns meses no ano passado, entre fevereiro e agosto, ele comandou o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao MEC que costuma ser alvo de disputas em qualquer governo, por gerir um orçamento bilionário (de R$ 55 bilhões em 2019) e ser responsável por financiar alguns dos principais programas da educação básica pública nos municípios, como transporte e infraestrutura escolar.

Um dos programas priorizados na época pelo fundo, o Educação Conectada, ganhou as manchetes meses depois, quando a Controladoria-Geral da União encontrou inconsistências em um edital de R$ 3 bilhões de um pregão para a compra de equipamentos de tecnologia educacional.

Em agosto, Decotelli havia sido demitido do FNDE e alocado para a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), também no MEC.

Segundo seu perfil escrito no site do FNDE, Decotelli é financista, professor e coautor de livros de administração bancária e financeira. Tem doutorado em administração financeira pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina) e pós-doutorado na Bergische Universitat Wuppertal, na Alemanha, também de acordo com o órgão.

A Agência Brasil destaca que ele participa do governo Bolsonaro desde a transição e atuou como professor nas Forças Armadas. Também tem passagem como docente por universidades como a Fundação Dom Cabral e a FGV.

– Abraham Weintraub caiu. Mas a desculpa…

Depois das várias polêmicas criadas por Abraham Weintraub na pasta do Ministério da Educação, da confusão criada na reunião ministerial com a declaração ofensiva aos Ministros do STF, de sair numa aglomeração sem máscara e dar declarações antidemocráticas… ele pediu demissão.

Claro, ele estava sem clima algum até com os membros do próprio Governo. A “saída honrosa” seria uma desculpa qualquer que não fosse pelos motivos citados. Então, hoje, ele declarou que sai do Ministério pois aceitou um convite para ser “Diretor no Banco Mundial”

Então tá. Acreditemos…

– Copacabana agoniza no Le Monde. Pobre turismo brasileiro…

Pois é… as péssimas notícias sobre a condução do combate ao Novo Coronavírus por parte das autoridades do nosso país certamente repercutem demais lá fora e, não tenhamos dúvida, impactarão na Indústria do Turismo (que tão maltratada tem sido pela violência urbana que assusta os visitantes).

Vejam a capa da revista semanal do importante jornal francês Le Monde, por exemplo:

– Tá cansando tanto Xarope no Brasil!

Desanima ver o que os políticos estão fazendo com a crise do Novo Coronavírus, não? Eu joguei a toalha. É muita incompetência de várias ideologias...

Que o presidente Bolsonaro é culpado pela má vontade de muitas pessoas em se prevenirem do Covid-10, não tenhamos dúvidas (vide os incentivos às aglomerações que ele pratica e as declarações estapafúrdias). Aí vem Governadores descuidados com as licitações e compras de equipamentos, dando margem à corrupção. Por fim, uma pseudo-oposição que muitas vezes se faz oportunista em época de Eleição e acaba tumultuando nas ruas.

Tá cansado, né? Quem não for de Extrema Esquerda ou de Extrema Direita é atacado – e muitas vezes, por fanáticos que não se mancam que viraram radicais.

Sabe o que assusta? Lula criou uma geração de seguidores cegos, que não aceitavam críticas. Bolsonaro faz a mesma coisa.

Eu pensei que era mentira que ele sugeriu invadir hospitais para ver se havia UTIs lotadas (meu Deus, com o papelão que estamos passando na Pandemia e com o número de mortos…). E não é que sugeriu?

Tamanha irresponsabilidade encontra eco com irresponsáveis. Pois bem: invadiram um hospital no RJ.

Extraído de: https://noticias.uol.com.br/colunas/reinaldo-azevedo/2020/06/12/grupo-invade-hospital-no-rio-gritando-mentira-mentira.htm

GRUPO CHUTA PORTAS E INVADE HOSPITAL NO RIO GRITANDO: “MENTIRA, MENTIRA”

Por Reinaldo Azevedo

Um grupo formado por pelo menos seis pessoas entrou no Hospital municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência no tratamento da Covid-19 no Rio, e provocou confusão em alas restritas a médicos e pacientes na tarde desta sexta-feira. De acordo com relatos de profissionais, uma mulher, pertencente ao grupo, muito alterada, teria chutado portas, derrubado computadores e até tentado invadir leitos de pacientes internados.

Fontes disseram ao GLOBO que as pessoas seriam parentes de uma pessoa que morreu por coronavírus na unidade nesta manhã. Revoltados, eles gritavam, pelo quinto andar da unidade, que tinham direito de verificar os leitos, para ver se estavam mesmo ocupados, e por vezes, ainda segundo relatos de quem presenciou tudo, também gritavam: “Mentira! mentira!”. (…).

– Olavo de Carvalho rompe com Bolsonaro?

Parece que o casamento entre Bolsonaro e seu guru, Olavo de Carvalho, acabou.

Olavo, que indicou vários ministros (foi inclusive convidado para ser Ministro da Educação – o que particularmente acho que seria um desastre pelas ideias que tem) se queixou que tem sido vítima de Fake News e nunca foi defendido por Jair Bolsonaro (que nesta semana recebeu youtubers).

Nesta madrugada, desabafou, criticando e soltando seus costumeiros palavrões:

“O gabinete do ódio foi inventado contra mim e não contra Bolsonaro. O que este Bolsonaro fez pra me defender? Chega lá e me dá uma condecoraçãozinha. Enfia a condecoração no seu cu. Se você não é capaz de me defender contra essa gente toda, eu não quero a tua amizade. Porque eu fui seu amigo, mas você nunca foi meu amigo. Você foi tão meu amigo quanto a Peppa. Você só tira proveito. E devolve o quê? É que nem o Weintraub. Dá uma condecoração. Tá brincando com isso, porra. Só essas multas que os caras tão cobrando de mim, é pra me arruinar totalmente. Como é que eu vou sobreviver nos EUA sem um tostão furado, não dá pra fazer isso. Se eu não posso ser remunerado pelo meu trabalho, vou viver do quê? Tão chegando nisso e agora ainda tão juntando a Peppa, o Felippe ?Feto?. É óbvio, se você estuda um pouco a linguagem desse pessoal, que sai no Diário do Cu do Mundo, que sai no Brasil 171 ou 247, a linguagem é a mesma, os temas são os mesmos, é claro que isso está articulado há décadas. Há décadas existe esse gabinete do ódio contra o Olavo, porra! E vem esse presidente dizer que é meu amigo? Não é meu amigo não. Ele simplesmente se aproveitou. E vai me dar uma condecoração? Enfia a condecoração no cu. Não quero mais saber. E outra coisa, você não está agindo contra os bandidos. Você vê o crime, eles cometem o crime, você os presencia em flagrante e não faz nada contra eles. Isso chama-se prevaricação. Quer levar um processo de prevaricação da minha parte? E o pessoal não consegue derrubar o seu governo? Eu derrubo. Continue inativo, continue covarde, eu derrubo esta merda deste teu governo aconselhado por generais covardes ou vendidos. Eu não sei se são covardes ou vendidos. Eu não sei o que é pior (…) Então o que que tem que fazer, você quer me ajudar? Podia ter processado esses filhos das putas há dez anos. Esperou que eles me processassem, agora decidiram agir, sempre tardiamente. Tá fazendo o serviço tarde e porcamente. Mas querem fazer alguma coisa, então é o seguinte, vocês têm que se juntarem entre si (Sic), vocês têm que começar a pesquisar os crimes que foram cometidos contra mim. Eu não tenho condição pessoal de fazer isso. Eu não tenho nem visão suficiente pra ficar catando essas coisas na internet. Quantos assessores você acha que eu tenho? Não tenho nenhum na verdade. Tenho lá uma pessoa amiga que às vezes vem aqui e me ajuda um pouco. É isso. Não tenho sequer uma secretária. Agora o presidente não tem assessores pra fazer isso? Quantos crimes contra o Olavo você investigou, seu Bolsonaro? Nenhum, você nem se interessou. Esse seu Havan vem aqui dizer: ?ah, vou ajudar?. Vai ajudar o caralho, você vai comprar aviãozinho e se vestir de Zé Carioca, você é um palhaço. Isso que você é, eles têm toda razão. É por causa de empresário como você que o Brasil tá nessa merda. Gente que não tem cultura e não gosta de quem tem. Bando de invejosos filhos da puta”.

“Gente fina” é outro papo, hein? Tá bem de conselheiro o presidente…

Vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=aUCHIjRkFNw

– Angela Merkel e a necessidade de imprensa crítica neste tempo difícil.

Enquanto temos carência de líderes locais para guiar o povo em meio ao caos pandêmico (pandemia na saúde e pandemônio na sociedade), um dos expoentes positivos mundial tem sido a alemã Angela Merkel.

Há duas semanas, ela exaltou a imprensa por mostrar as chagas cometidas pelos governos, sendo os jornalistas críticos necessários para a democracia.

Bem diferente do que muitas autoridades pensam, não?

Extraído de: https://www.dw.com/pt-br/merkel-destaca-import%C3%A2ncia-da-imprensa-cr%C3%ADtica-em-tempos-de-pandemia/a-53465910

MERKEL DESTACA IMPORTÂNCIA DA IMPRENSA CRÍTICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Chanceler federal alemã diz que, em uma democracia, jornalistas devem poder confrontar governos com criticismo. Sociedade precisa de informação confiável e ser capaz de distinguir a verdade da mentira, afirma.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, destacou neste sábado (16/05) a importância da liberdade de imprensa – e de uma imprensa crítica – para o funcionamento da democracia, especialmente nos tempos atuais, quando o mundo enfrenta uma pandemia.
“Os jornalistas devem poder ter um olhar crítico sobre um governo e todos os atores políticos”, disse a chefe de governo em seu podcast em vídeo semanal, que neste sábado marca os 75 anos da publicação do primeiro jornal após o fim da Segunda Guerra Mundial e do nazismo.
Segundo Merkel, uma democracia “precisa de fatos e informação”, “precisa ser capaz de distinguir a verdade da mentira”. Também exige uma “esfera pública em que se possa argumentar e expressar diferentes opiniões, a fim de desenvolver soluções conjuntas para problemas”.
“Isso requer tolerância com a opinião dos outros. Mas também requer a habilidade de olhar com criticismo para as próprias opiniões”, continuou a chanceler federal.
Ela afirmou que ser capaz de observar a realidade a partir de diferentes perspectivas, e de formar opiniões a partir delas, é crucial em tempos de crise de coronavírus. “Especialmente neste contexto, informação bem apurada é de grande importância para todos nós.”
Merkel ainda condenou os ataques a jornalistas durante protestos contra o isolamento na Alemanha. Segundo ela, o estado da liberdade de imprensa serve como “um indicador do estado de nossa democracia como um todo”. “Por isso é ainda mais lamentável quando, mesmo aqui, em nossa sociedade democrática, repórteres e jornalistas são atacados”, afirmou. “O trabalho dos jornalistas deve ser respeitado, valorizado e apoiado.”
Os ataques a equipes de reportagem de televisão em Berlim trouxeram preocupações sobre a liberdade de imprensa na Alemanha. Grupos de extrema direita, teóricos da conspiração e antivacina têm direcionado sua fúria ao que chamam de Lügenpresse (“imprensa da mentira” – um termo usado desde os anos 1800, mas empregado com maior destaque pelos nazistas), acusando os jornalistas de não cobrirem todo o espectro de opiniões ao informar sobre a pandemia.
Em seu podcast, a chanceler federal rejeitou essa crítica sobre a parcialidade da imprensa, afirmando “não ver dessa forma, pelo contrário”. “Aprendemos todos os dias, especialmente sobre ciência, e ela nos fornece novos conhecimentos. É absolutamente importante que entendamos isso e que muitas pessoas aprendam sobre isso. As ofertas da mídia, tanto pública como privada, garantem isso.”
Ao lembrar os 75 anos do surgimento da mídia livre após o fim da Segunda Guerra, Merkel observou que apenas a Alemanha Ocidental se beneficiava da liberdade de imprensa.
“Não havia liberdade de imprensa na RDA [República Democrática Alemã]”, afirmou, acrescentando: “Sabemos ainda hoje que, quando regimes autoritários chegam ao poder, antes de tudo a liberdade de imprensa é suprimida, e o jornalismo livre não é mais possível.”
EK/kna/dpa/afp

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Merkel pede tolerância com opiniões diferentes, mas também um olhar crítico para as próprias opiniões

– “Isentão?” É esse o termo de deboche que está na moda por parte daqueles que gostam de rachar o Brasil e ironizar quem não é fanático…

Há 1 ano foi produzido esse texto, mas extremamente atual…

Li que na última entrevista que Lula deu na cadeia, duvidou da facada de Bolsonaro, ironizando que não tinha sangue, que protegeram o agressor e outras coisas repugnantes.

Que insensibilidade. Como a Política é nojenta! As autoridades que deveriam se dar o respeito, adoram criar fake news demagogicamente. Me parece tão ridícula tal afirmação igualmente como aquelas que debocharam da morte de Marielle por milicianos e do funeral da dona Marisa Letícia.

São esses os nossos estadistas?

Aliás, acrescento os  exemplos de repugnância do país: áudios vazados de Lula e Dilma foram comemorados pela Direita na ocasião. E agora a mesma turma critica os vazamentos do Telegram de Sérgio Moro, fazendo a Esquerda vibrar. Pode?

Êta nação hipócrita. Mais sensatez, Brasil. Não é esse legado (de fanáticos e partidários radiciais doentes) que queremos deixar para os nossos filhos. Precisamos de gente coerente, isenta, honesta e sem interesse pessoal, que governe para o TODO, e não para um lado apenas.

Não é questão de ser isento ou em cima do muro, é de discordar do radicalismo que tanto está fazendo mal entre os brasileiros, que, por conta da Política (e do fanatismo), resolveu se dividir em dois lados (como se o mundo fosse bipolar e como se só existissem dois grupos políticos – ou até mesmo somente Esquerda e Direita, que é um conceito “vencido” há tempos). 

Dizer o quê, se para a Direita ou para a Esquerda a única forma de concordância é bradar àqueles que não admiram nem os métodos de Bolsonaro tampouco os de Lula de “isentão…”(como se fosse algo pejorativo). É a turma que quer te obrigar a ser apaixonado por algum político Lula ou Bolsonaro – criando o termo “político de estimação”… E aí daqueles que não aderirem!

Sai dessa onda, Brasil.

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– Você daria Carta Branca ao Ministro Ricardo Salles depois do que foi visto na Reunião Ministerial?

Ricardo Salles, o Ministro do Meio Ambiente, não me convence! Depois do que pode ser visto no vídeo da reunião ministerial ao abordar seus métodos e suas ideias, tive por ele uma decepção total. Não me inspira credibilidade alguma e me parece sempre estar sob suspeita depois deste episódio.

Gostei dessa abordagem sobre o futuro de Salles e algumas observações dele, abaixo,

Extraído de: https://plamurbblog.wordpress.com/2020/05/27/se-aproveitar-da-desatencao-nao/

SE APROVEITAR DA DESATENÇÃO, NÃO!

Por Thiago Silva

Nos últimos dias, um vídeo de uma reunião ministerial conduzida pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi divulgado em vários veículos de comunicação, como prova para as declarações do ex-ministro Sérgio Moro. De uma maneira geral, isso não é o foco do blog, até porque, não cabe a nós falar de política nesse contexto.

A questão aqui foi uma declaração do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e aí o tema é de nossa alçada, já que, como muitos sabem, a sustentabilidade é um dos assuntos que compõem a estrutura do Plamurb.

Salles, que até o ano passado era filiado ao Partido NOVO, foi escolhido por Bolsonaro e defendeu priorizar uma agenda ambiental urbana, o combate ao lixo marinho e a agilidade nos processos de licenciamento. São temas bem sensíveis e importantes, considerando a realidade brasileira.

Mas o que vimos na referida reunião ministerial, nos deixou, no mínimo, preocupados. Salles, quando teve a palavra, afirmou que o governo deveria aproveitar que a atenção da mídia estava voltada para a pandemia e fazer alterações de modo a afrouxar regras ou regulamentações na área ambiental.

“Oportunidade que nós temos, que a imprensa não tá … tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação. Grande parte dessa matéria ela se dá em portarias e normas dos ministérios, inclusive o de Meio Ambiente. Enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse Ricardo Salles.

Vale ressaltar que o referido ministro nunca foi unanimidade. Quando de sua nomeação, houve uma repercussão negativa até mesmo fora do país. Por outro lado, o setor do agronegócio festejou. Bolsonaro, na época, inclusive afirmou que se as entidades do setor estavam criticando, sinal de que a escolha de Salles foi acertada, argumento muito comum dentro da política, independente do espectro e ideologia.

Em 2018, quando fizemos uma análise sobre o plano de governo de todos os candidatos, no programa de Bolsonaro pouco ou quase nada se falava de questões ambientais, exceto pelo excesso de leis que burocratizam obras e ações.

Mas voltando a falar de Salles, sua declaração, no mínimo, é grave. É muita má fé sugerir se aproveitar de uma situação como a qual estamos vivendo, para fazer alterações. Se é necessária uma desatenção, no mínimo, elas são altamente questionáveis e, de certa forma, ilícitas.

Quem faz direito e corretamente não precisa se aproveitar de um momento como esse. Sabemos que há algumas burocracias, isso é fato, assim como outras em diversos setores do governo, mas o correto seria a clareza na discussão sobre esse assunto, já que o atual governo vendeu a ideia de clareza.

De uma maneira geral, o Brasil já teve grandes obras com um alto impacto ambiental e, na maioria delas, houve um cumprimento à risca, garantindo, assim, a liberação por parte dos órgãos ambientais.

Destacamos, neste caso, o próprio trecho norte do Rodoanel Mário Covas, que, nada mais, nada menos, passou no meio da Serra da Cantareira, uma das maiores florestas urbanas do mundo. Quer impacto maior que esse? Mas as obras foram aprovadas, apesar dos escândalos de corrupção envolvendo as construtoras e o governo estadual.

Há ainda outras obras bem conhecidas dos paulistas, como a Pista Sul da Rodovia dos Imigrantes, inserida na Serra do Mar, que contou com túneis e viadutos extensos para garantir o menor impacto ambiental possível. Para se ter uma ideia, o desmatamento na construção desta pista foi 40 vezes menor do que o da Pista Norte, inaugurada na década de 70.

Outro exemplo é o da Linha 13-Jade, que transpôs o Parque Ecológico do Tietê com o menor impacto possível. Houve até o resgate de espécies de animais e levadas para outros ambientes, preservando-as.

Como podemos ver, talvez o problema não seja o excesso de regras e leis. Talvez o ministro queira fazer as coisas de qualquer jeito, sem a preocupação adequada e, por isso, quer se aproveitar da pandemia para fazer aquilo que não tem competência suficiente para realizar em uma situação normal.

Dias após a entrevista, e vendo a repercussão negativa, Salles se defendeu em entrevistas a alguns portais de notícias.

Em seu Twitter, Salles se defendeu e disse que argumentou pela simplificação de normas “com bom senso e tudo dentro da lei“.

Para a página do UOL, Salles afirmou, entre outras coisas, que “Se soubesse que [o conteúdo da reunião] iria a público, apresentaria as mesmas ideias, porque são ideias importantes, de desburocratização, simplificação. Mas faria uma introdução para que o brasileiro primeiro soubesse que temos muita preocupação, sim, com a saúde das pessoas e com a pandemia. ”

“Eu não disse que pandemia é uma oportunidade. O que eu disse é que a forma como a imprensa tem feito a cobertura… Não tenho problema nenhum sobre a cobertura da imprensa. Mas o volume de crítica, o nível de manipulação, isso atrapalha enormemente. Não é cobertura justa. É militância. E isso atrapalha muito”, afirmou na mesma entrevista.

“O que temos observado nos últimos tempos: a cobertura da imprensa, que é democrática e não incomoda, mas tem uma cobertura ativista, que desinforma a sociedade. Não é verdade que somos insensíveis. O que eu falei ali é que seria hora efetivamente de revisar as regras normativas”, acrescentou.

Enfim, Salles sempre será um ministro com nível de desconfiança alto. E, a partir de agora, mais do que nunca, todas suas ações serão vistas com extrema suspeita.

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Foto: Nacho Doce/Reuters)

– Nunca confie em políticos! A reunião ministerial mostrou isso…

Bolsonaro foi eleito com o discurso de limpar a corrupção e acabar com as mazelas cometidas pelo PT e os membros corruptos das gestões Lula e Dilma. Discurso correto e necessário!

Porém, a reunião ministerial divulgada mostra um cara despreparado, acompanhado de seus ministros enlouquecidos (que vergonha o “sem-educação” do Ministro da Educação, que não mostra princípios democráticos e respeito aos poderes; a ridícula sugestão do Ministro do Meio Ambiente querendo fazer picaretagens na surdina; ou, ainda, a Ministra dos Direitos Humanos falando com a mesma demagogia de radicais de outrora). Pior: cada um defendendo seu interesse pessoal, não o país!

Se você tiver disposição, paciência e estômago, vai ver um cara cheio de “teoria da conspiração”. Quer dizer que tem agente infiltrado no Governo a mando dos comunistas para derrubá-lo?

A verdade é: quem é fanático pelo Bolsonaro, gostou da truculência patriótica. Quem é contra, pediu o impeachment agora. Quem é sensato, não se surpreendeu.

Repito de novo: Pobre Brasil… não temos líderes nem estadistas de respeito.

Leia tudo o que Bolsonaro e seus ministros falaram na reunião ...

 

– Você defende político?

POBRE BRASIL… Só de ler a repercussão do vídeo da reunião ministerial (não tive estômago para assistir, farei, ou tentarei, mais tarde), já desanimei.

Cadê uma liderança honesta, competente, agregadora e positiva?

As diferenças entre Chefe, Líder, Bolsonaro e Lula: quem bolou esse meme, abaixo, acertou em cheio!

E, por favor, se você tem político de estimação ou é apaixonado por partido político, respeite minha opinião.

Em: https://professorrafaelporcari.com/2020/05/16/um-meme-que-so-conta-verdade/

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– Regina Duarte entrou e já saiu!

Deve ser difícil trabalhar sem ingerência em Brasília. Ao menos, é o que aparenta a cada saída de membro do Governo Bolsonaro.

Dessa vez, foi a vez de Regina Duarte desembarcar da Secretaria de Cultura.

Quem será o próximo?

Aliás, Regina só perdeu: deixou a Rede Globo, se indispôs com colegas de profissão e protagonizou um papelão na CNN… e, infelizmente, deixará as portas abertas para os terraplanistas que ali estavam conhecidamente.

Será que Regina Duarte se apaixonou por Bolsonaro?, pergunta ...

– Quem alimenta o ressurgimento do nefasto Petismo de Lula é… Bolsonaro! Sobre a saída de Sérgio Moro

Bolsonaro serrou o galho em que estava sentado, da árvore chamada Sérgio Moro! E agora?

Um dos baluartes contra a corrupção foi Sérgio Moro. Teve coragem de lutar contra o sistema de poder implantado pelo PT e turbinado por Mensalão e Petrolão.

O presidente Jair Bolsonaro, que há tempos tem mais atrapalhado do que ajudado o país (vide tantas declarações polêmicas e a falta de liderança responsável durante a pandemia), por muito tempo se colou na aura honesta de Moro (por favor, não tente argumentar que Moro é quem se beneficiava da imagem de Bolsonaro, isso é ilógico).

Por duas vezes, tentou-se trocar o comando da Polícia Federal. Valeixo, o superintendente da PF, homem de confiança de Bolsonaro, por fim, foi demitido. Coerentemente, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça. E me chamou a atenção os seguintes pontos:

1- Moro alertou que a troca da PF se devia pelo fato do Presidente querer relatórios do serviço de inteligência,
2- Sobre os detalhes da demissão de Valeixo, Moro foi categórico: “o presidente faltou com a verdade”.
3- Por fim, quanto a autonomia da Polícia Federal, nem nos tempos ruins do PT no Governo ela foi tão ameaçada.

Enfim, a saída de Sérgio Moro abala demais o apoio da população a Bolsonaro, que mostra mais uma demonstração de autoritarismo ao invés de autoridade, de egoísmo ao invés de liderança.

Entre Moro e Bolsonaro, em quem você confia / confiaria mais?

Fica difícil até o mais fanático Bolsonarista defendê-lo agora… Aliás, todo mundo que sai do Governo é chamado de “traidor ou comunista” (mesmo que seja o oposto disso). Alguém ousará?

Parece que o discurso de Bolsonaro, no fundo, lembra a mesma hipocrisia de Lula, Collor e tantos outros (o de pensar no povo e não pensar em si).

A maior ironia é: até Lula, o corrupto condenado por Moro, deve ter o aplaudido hoje pela coragem da entrevista.