– Nenhuma convocação de Seleção consegue unanimidade. Mas…

Eu sei que nunca um treinador de futebol convocará uma Seleção Brasileira e haverá unanimidade. Normal, existem as preferências, os jogadores de confiança, as cismas / “feeling do treinador” e as paixões.

Fernando Diniz tem a oportunidade que nunca teve: escolher os melhores para trabalhar. Mas confesso que alguns pontos me decepcionaram.

Exemplos?

1- A lateral-esquerda: se me perguntassem dois nomes para essa posição que jogam no Brasil, eu não teria dúvida: Ayrton Lucas e Juninho Capixaba!
O primeiro, encaixou como uma luva no Flamengo (e não consigo entender como algumas vezes Sampaoli o deixa no banco). O segundo, está fazendo um excepcional campeonato pelo Red Bull Bragantino, muitas vezes atuando em outras funções e sendo premiado como melhor em campo (o Massa Bruta nem quis ouvir a proposta do Porto-POR por ele). Mas Diniz preferiu chamar Renan Lodi, que não se firmou no Atlético de Madrid, foi emprestado e devolvido pelo Nottingham Forest e agora está no Olympique. Para mim, os dois citados jogam mais do que ele.

2- Richarlison e Mateus Cunha:
O Pombo não está em boa fase no Tottenham, não se firmou por lá, mas teve um início bom na Seleção. Depois, cá entre nós, não jogou mais nada.
Já Cunha joga no Wolverhampton, depois de não se firmar no Atlético de Madrid. Será que não temos nenhuma atacante em nosso campeonato melhor do que ele? Lógico, não existem mais Evair, Careca ou outros goleadores desse calibre no nosso futebol, que regrediu nesse quesito. Mas acho “tão pobre” em nível de qualidade essa dupla de ataque…

Que os garotos como Vitor Roque e Endrick amadureçam rápido – e “vinguem”, evidentemente – para vermos uma nova Seleção.

Não podemos criticar o trabalho de Fernando Diniz com apenas uma convocação, mas discutir alguns nomes é algo normal no futebol (desde que com respeito).

Imagem colorida da lista de jogadores convocados com o rosto de Fernando Diniz - Metrópoles

Arte extraída do Jornal Metrópoles.

– Mais uma rodada do Brasileirão, e…

… e tomara que não tenhamos erros de arbitragem.

Toda rodada ocorrem equívocos graves. Alguns repercutem mais do que os outros, dependendo da audiência e do time. Mas cansa falar disso.

O esporte mais popular do Brasil, tão apaixonante que é, deve viver da emoção e das jogadas, não de tais protagonistas do apito e do vídeo.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Bahia x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre o Bahêa e o Massa Bruta, apitará:

Árbitro: Arthur Gomes Rabelo – ES
Bandeira 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa – RJ
Bandeira 2: Márcia Bezerra Caetano – RO
4º Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos – BA
Assessor de Arbitragem: Simone Xavier de Paula e Silva – RJ
VAR: Rodolpho Toski Marques – PR
AVAR: Silbert Faria Sisquim – RJ
AVAR 2: Maguielson de Lima Barbosa – DF
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro – MG

Será o 2º jogo do jovem árbitro capixaba de 31 anos no Brasileirão da Série A. Ele só apitou Athletico Paranaense x Cuiabá. Aliás, de novo um novato em jogo do Massa Bruta. Está virando praxe: Maguielson, Yuri Elino, Paulo Zanovelli, Policarpo…

No ano passado, ele apitou apenas série C e D. É mais um árbitro que está sendo, “na marra”, colocado como parte do processo de renovação.

Torçamos para uma boa arbitragem e um ótimo jogo!

Acompanhe conosco o jogo entre Bahia x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo 20/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– E não é que Lucas realmente fez gol com a mão?

Não vale tripudiar quem bateu o pé ontem e disse que Lucas fez um gol legal, afinal, horas (muito tempo depois) é que essa imagem apareceu: pelas câmeras da SPFC TV (veja que ironia), quando o atacante são-paulino está caindo, a bola bate em sua mão e entra em definitivo.

Antes, seria gol legal pois foi sem querer, mas desde que a regra de “mão no ataque” mudou, isso se tornou ilegal (ela deixou de ser interpretativa: bateu, não vale).

Veja só:

 

 

– A proposta de Renato Gaúcho a Seneme:

Irritado por ter sido marcado um pênalti contra a sua equipe no jogo de volta da Copa do Brasil (Flamengo 1×0 Grêmio, falamos sobre o lance aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kj), o treinador Renato Gaúcho resolveu “aconselhar” Wilson Luís Seneme, o presidente da CA-CBF: mudar o programa da CBF TV, onde o chefe da arbitragem explica os lances polêmicos.

A sugestão de Renato seria de um debate entre Seneme, jogadores e treinadores envolvidos nos lances, a fim de que ele veja o lado deles também. Abaixo:

“O Seneme fica lá, analisando o que foi e o que não foi… Quem é ele para falar isso? Ele pode dar opinião dele, mas tem que escutar quem entende de futebol também. Se ele entende de regras, nós, que viemos do futebol, entendemos também — ou mais do que ele. É muito fácil chegar lá porque não tem ninguém do lado para ‘bater’ nele com palavras. Sempre a arbitragem está certa para ele (…). Os jogadores me perguntam: ‘Renato, que regra é essa?’. Eu falo: ‘liga lá para o Seneme’. Depende do final de semana, de qual é o jogo… Fica difícil de entender. Eu não estou nem reclamando do pênalti de hoje, mas vejo todos os jogos. E olha que eles têm as ferramentas, imagina sem. Mas ele é dono da verdade. Seneme, faz o seguinte, quando você for opinar, leva três ou quatro treinadores e deixa eles opinarem também. Faz isso ao vivo.”

É claro que em alguns pontos da fala, há muita ironia. Mas uma coisa sempre defendi: o árbitro vê o jogo diferente do que os jogadores (e isso não quer dizer que um está certou e o outro errado, é a forma de se encarar o esporte). O ideal é que a empatia entre as partes disse muito maior, pois o espírito desportivo prevaleceria e os erros de ambas as partes poderiam ser minorados.

Imagem: Crédito a Maxi Franzoi/Agif/Gazeta Press, extraída de: https://www.terra.com.br/esportes/futebol/mercado-da-bola/renato-gaucho-revela-conversas-com-presidente-do-gremio-sobre-possivel-retorno-de-luan,669a5501368d2f8b2b054cc935ea55b5vcjii0pq.html

– As perguntas que existirão na convocação de Fernando Diniz.

Nesta sexta-feira, teremos a primeira convocação de Fernando Diniz para a Seleção Brasileira. E as inevitáveis (e naturais) perguntas que surgirão (e que são pertinentes):

  • A lista é 100% fruto da escolha de Diniz, ou há a influência de Carlo Ancelotti e seu staff (pelo italiano não ter contrato assinado, e ainda suscitar dúvidas se virá ou não, a resposta será obvia).
  • Esses jogadores já fazem parte do planejamento para o time do Mundial de 2026, ou por ser a primeira convocação é apenas pontual para os próximos jogos?
  • Você está confiante de que poderá ser o treinador da Copa da América do Norte?
  • Como foi conciliar a sua lista de nomes convocados com os atletas que jogam pelo Fluminense?

As perguntas sobre os nomes escolhidos e os ausentes, evidentemente, serão feitas, mas sabidamente nem todas respondidas pelo fato de se evitar saias justas.

Eu penso que se Diniz for tendo bons resultados, e se Ancelotti não demonstrar interesse, será ele próprio o nome definitivo.

Seleção Brasileira: quando será a primeira convocação de Fernando Diniz?

Imagem de Buda Mendes/Getty Images

– São Paulo 2×0 Corinthians: para o bem do espetáculo, o VAR não conseguiu aparecer.

Lamento como o VAR quer ser protagonista no futebol brasileiro. Ao invés de ser discreto, aqui ele procura os erros imperceptíveis, cria problemas e busca imperfeições invisíveis até mesmo pelo olho eletrônico.

No Morumbi, ontem, em uma partida onde não tivemos lances polêmicos, me chamou a atenção o VAR Igor Junio Benevenuto de Oliveira, no segundo gol do São Paulo. Ali, não havia aparentemente impedimento. À primeira impressão, pensei que ele estava avaliando uma possível falta de Lucas Moura no goleiro Cássio. Mas não: ele estava procurando uma possível mão na bola de Lucas Moura. Para isso, em uma jogada com imagens tão claras da emissora geradora, levou-se muito tempo parado, criando suspense, para ver que foi tudo normal.

Estamos criando uma geração onde o VAR quer investigar detalhes ocultos? Por essa lógica, dispensa-se o árbitro de campo e apita-se da cabine, parando o jogo a cada instante.

Por fim, uma observação: o jogo teve 7 de acréscimo, depois mais 1. E nesse 1, Claus conversou com jogadores do SPFC, ouviu pacientemente Gil reclamar (e depois lhe deu um amarelo), e encerrou a partida. Não queria se comprometer, já que foi tudo bem até os 52 minutos. Vai que ocorre um lance polêmico no minuto 53… Árbitro NUNCA se consagra em acréscimos!

Em tempo 1: Luxemburgo cunhou a sábia frase: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”, mas ontem praticou o que outrora condenou…

Em tempo 2: Já imaginaram o elenco do Flamengo com a vontade que mostrou o elenco do SPFC? Se tecnicamente o time tem suas limitações (exceto Lucas), sobra disposição.

Em tempo 3: A premiação por ir à final foi de R$ 30 milhões, além da renda de R$ 8,5 mi. Não dá para deixar de colocar os salários em dia, né?

Em tempo 4: Antes, se falava “Soberano”, por parte da própria diretoria. Agora, o clube criou a hashtag “O mais popular”. É uma mudança de postura?

São Paulo x Corinthians: acompanhe o placar do clássico AO VIVO

Imagem extraída de: https://www.torcedores.com/noticias/2018/07/sao-paulo-x-corinthians-ao-vivo-placar

ATUALIZAÇÃO –

Não é ironia que quase 24h depois, a imagem que mostra a irregularidade do gol de Lucas por uma câmera que ninguém viu, seja do próprio SPFC???
Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/08/18/e-nao-e-que-lucas-realmente-fez-gol-com-a-mao/

– Afinal, foi pênalti ou não em Flamengo 1×0 Grêmio (semifinal, jogo de volta da Copa do Brasil)?

Brincamos antes do jogo do Maracanã que, se Renato Gaúcho quisesse classificar sua equipe, teria que orientar seus atletas para que chutassem a bola na mão dos zagueiros flamenguistas; afinal, tal ironia tem fundamento: no Brasil, diferente do restante do mundo, qualquer toque no braço vira “movimento antinatural” e se é marcado pênalti. Bráulio, por exemplo, foi o mesmo que marcou rodadas atrás no Morumbi uma bola espirrada, a queima-roupa num são-paulino, pênalti ao Internacional. Um desrespeito às Regras do Jogo!

Enfim: os gremistas reclamam da marcação de um pênalti ao Flamengo na bola que bateu na mão de Rodrigo Ely. Têm razão ou não?

Entenda: aos 68′, é cobrado um escanteio para o Flamengo e Leo Pereira (FLA) pula junto com Rodrigo Ely (GRE). O goleiro Gabriel Grando defendeu e o jogo seguiu. Depois o VAR avisa o árbitro da revisão, e após 3 minutos de análise, marcou-se o tiro penal.

Quem conhece o texto, sabe de todas as nuances. Mas para o leitor, vale usar os termos mais didáticos, claros, sem a tecnicidade ou frescuras literárias. Sendo assim:

Primeiro, se avalia INTENÇÃO. E vem a pergunta: Rodrigo Ely quís tocar a mão na bola intencionalmente? E claramente não foi isso.

Segundo, se avalia MOVIMENTO ANTINATURAL. Para isso, esqueça os mitos populares como “desviou a trajetória da bola”, “evitou o domínio” ou “ía direto para o gol”. Isso não existe na Regra, e pode confundir na avaliação do que é natural ou antinatural. O que existe é: tirou proveito por ampliar o espaço?
Só que aqui reside a confusão: esse “tirou proveito pela ampliação do espaço” tem que ser pelo movimento antinatural, e não pelo natural! Ou seja: se a bola bateu na mão dele, estando os braços em um salto com movimento natural, não é infração. Se saltou com os braços em movimento fisiológico antinatural, aí é infração.

Pelas imagens que pude ver pela TV Globo, nos ângulos da emissora, eu não marcaria. Primeiro, foi sem intenção; segundo, foi movimento natural, pois Leo Pereira cabeceia a bola que bate imediatamente na mão do jogador que saltava. Repare que ambos saltam e ambos têm o braço naturalmente aberto pelo impulso. Não há tempo hábil para “desaparecer” aquela mão, pois a proximidade é grande.

Recordemos de Massimo Bussaca, chefe da arbitragem da FIFA, em 2014, numa entrevista ao Estadão, dizendo sobre esses lances brasileiros:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Como se vê, parece que quem orienta ou apita, não entende o futebol e sua dinâmica em si, pois a leitura dos lances é péssima. Alguns, eu diria, são “Analfabetos do Espírito do Jogo”, além de entenderem equivocadamente os textos da Regra.

Aqui, existe uma observação importante: quando o VAR chama, os árbitros têm medo de contrariar a decisão dos seus colegas (que são assistentes, tem o mesmo peso que os bandeirinhas, mas estão sentados em frente a uma TV). Eles transferem a responsabilidade para a cabine, com o argumento de que estão mais frios, descansados e com imagens. E isso é uma constante no Brasil: o árbitro central só se entende como autoridade máxima quando lhe convém. E mudam de opinião muito fácil – embora, exista todo aquele ritual na frente do monitor, criando suspense e ostentando os patrocinadores…

Se o leitor argumentar que viu vários lances desses que são marcados, saiba: foram equivocados.

Em tempo: imagino que, por mais que esse pênalti não fosse marcado (não deveria), seria difícil reverter o placar. Pela bola jogada, o jogo foi decidido em Porto Alegre, no primeiro tempo em que o Flamengo jogou muito e o Grêmio não jogou nada.

Flamengo x Grêmio: onde assistir, horário e escalação das equipes

Arte extraída de Terra.com.br

– Duas medidas de punição?

Só para entender:

Pedro, por indisciplina (recusou-se a aquecer) foi punido por 1 jogo de suspensão.

Gerson, que agrediu com um soco seu companheiro de time, é titular no jogo seguinte?

Punições com pesos diferentes?

– VAR caçando pelo em ovo?

O mau uso do VAR no Brasil (SPFC 2×0 Corinthians, parcial):

Até os jogadores do Corinthians não entenderam a demora da validação do gol sofrido. Todos imaginando uma possível falta não observada em Cássio.

Nada disso. O VAR queria ter certeza de que não houve mão na bola de Lucas Moura no gol…

Procuram?

– Flamengo x Grêmio com o Bráulio?

Bráulio da Silva Machado é um dos árbitros FIFAs mais irregulares do quadro. Pode fazer uma boa atuação (ótima, dificilmente…) como pode fazer uma péssima atuação.

Já dissemos: ele tem aplicado muitos cartões em seus jogos, especialmente amarelos por motivos diversos (indisciplina, reclamações e outros). Mas tem apitado menos faltas do que de costume, tentando fazer o jogo correr mais, seguindo a orientação da FIFA. Das várias partidas que assisti dele, vejo algumas oscilações, sendo que muitas vezes há graves erros técnicos. Por exemplo: qualquer chute que batia no braço, involuntário ou não, ele tendia a marcar pênalti. Melhorou nesse quesito…

O ano de 2023 não começou bem para Bráulio, que pela mesma Copa do Brasil apitou Sergipe x Botafogo e foi agredido. Falamos sobre esse episódio aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/03/03/sobre-as-queixas-contra-a-arbitragem-de-sergipe-1×1-botafogo/

Logo após o pedido de Tolerância Zero, vi Bráulio apitando Red Bull Bragantino 0x3 Cruzeiro, onde o árbitro ficou mais preocupado com os bancos e seus treinadores, do que com o próprio jogo! E olhe que o Caixinha não fala de arbitragem e, por enquanto, não recebeu um cartão sequer no Brasileirão. Vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/04/30/o-mau-momento-dos-arbitros-da-fifa-no-brasil/

Recentemente, Bráulio esteve no Morumbi e deu o ridículo pênalti de queimada a favor do São Paulo contra o Internacional, na vitória do Tricolor por 2×0. Foi mal mesmo… E 3 dias depois, apitou Palmeiras x Grêmio, com vitória do Verdão por 4×1.

Torçamos por uma boa arbitragem, nesse jogo que tem um ingrediente a mais: o clima conturbado do Mengão!

– Aléxis Sanchez no Brasil?

Aléxis Sánchez, atacante chileno, passou por River Plate, Barcelona, Arsenal, Manchester United, Internazionale e Olympique de Marselle. Está com 34 anos, e logicamente, não é o mesmo do auge na carreira.

Leio que ele era desejado por… Corinthians e Santos! Teriam dinheiro para isso?

Leio também que ele pediu… o mesmo salário do que Dudu (Palmeiras) e Suárez (Grêmio), que sabemos, são vultuosos.

Não vale tudo isso, né? E vivemos um momento diferente: todo mundo pedindo alto para jogar no Brasil, por conta das últimas contratações impactantes.

Grêmio tem interesse em contratar Alexis Sánchez

Foto: Marcelo Hernandez/Getty Images.

– Pitaco: E o Mengão?

Jogadores trocando socos, depois de tudo o que já aconteceu no Flamengo?

O que fazer para apaziguar o Mengão? Sampaoli, como muitos achavam, não é o problema…

Em: https://flamengorj.com.br/noticia/varela-se-coloca-a-disposicao-para-jogo-flamengo-x-gremio-apos-fraturar-nariz-em-briga-com-gerson

– Os árbitros goianos sem escala e os gritos de Felipe Melo: mais problemas ao Seneme…

O Goiás teve grandes prejuízos com a arbitragem nesse ano: seja na expulsão de Halter num lance desproporcional apitado por Wagner Magalhães (FIFA-RJ) contra o Palmeiras, ou pelo também FIFA carioca Bruno Arleu no pênalti inexistente em Joaquim, contra o Santos (vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3iA). Acrescente também a má atuação de Caio Max no Cruzeiro x Goiás.

Acontece que a Federação Goiana, em meados de Julho, enviou um ofício à CBF reclamando da arbitragem contra o seu filiado Goiás. Depois desse episódio, coincidentemente ou não, NENHUM árbitro ou bandeira de Goiás foi escalado para apitar nas 4 divisões nacionais, tampouco jogos de base! E inclua-se Wilton Pereira Sampaio, que foi à Copa, e os seus bandeiras. Fará 1 mês do episódio.

Seria represália?

Segundo o site “Apitonacional”, dos “dois sindicatos nacionais de arbitragem”, ANAF e ABRAFUT, apenas um se posicionou: a ANAF, que ameaçou denunciar o presidente da Comissão de Arbitragem Wilson Seneme ao STJD. (vide aqui: http://marcalneles.blogspot.com/)

Um outro assunto que se conecta com o tema “bastidor do apito”: Felipe Melo ficou revoltado com os erros de arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima (falamos sobre os vários jogos em que ele estava tendo oportunidade e sua irregularidade, em outras postagens), na partida Grêmio 2×1 Fluminense, dizendo:

Roubaram o Fluminense! O Fluminense foi roubado! O Fluminense foi roubado! Esse juiz tem que ser preso! Porque é isso que fazem comigo quando eu sou expulso ou acontece qualquer coisa! É isso que acontece comigo! Comentarista de arbitragem… Ninguém vai falar nada!? Eu quero escutar o que vocês têm a falar.

Agora, quem se manifestou foi a outra a entidade, a ABRAFUT, que fez denúncia ao STJD, alegando que:

Felipe Melo, lamentavelmente, confunde por completo a liberdade de expressão — que é uma discordância de opinião, feita de forma equilibrada e sem ofensas — com uma suposta liberdade no uso de palavras para atingir a honra e a dignidade de profissionais, acusando-os inclusive de roubo.

Dois pepinos no Tribunal, envolvendo os árbitros, se já não se bastassem os erros ocorridos.

Ficou pensando: Duas entidades nacionais de arbitragem? Programa de TV da CBF para falar sobre erros? As mesmas queixas que nunca se cessam? VAR com linhas tortas? Brigas com imagens?

Não seria a hora de se repensar a estrutura da arbitragem brasileira, com outros nomes e outra mentalidade?

– Salário do Neymar na Arábia e questões sobre o “Sauditão”.

Quase R$ 1,2 milhão por dia, durante dois anos, “pingando na sua conta”: esse será o salário de Neymar no Al-Hilal. E se esse valor caísse na sua conta, como seria?

Algo seja dito: Cristiano Ronaldo deu o “pontapé inicial” para esse novo Eldorado. Claro, por R$ 85 milhões mensais, valeu abandonar a Europa e desembarcar por lá (já sendo veterano). Messi e Mbappé não quiseram essa aventura afortunada.

Fico pensando: jovens e promissores jogadores trocarão a chance de jogar num histórico grande europeu, da tentativa de ganhar uma bola de ouro ou de uma Champions League, em troca de petrodólares?

Alguns sim (pelo dinheiro), outro não (pela carreira ou por ideologia).

A dúvida é: Neymar Jr é um baladeiro reconhecido. Em Riad, por mais que se tenha status, alguns comportamentos não-islâmicos são condenáveis… ele pensou nisso e suportará numa boa (mesmo com tanto dinheiro envolvido)?

Por fim: quanto tempo durará esse momento da Arábia Saudita no futebol? Não pelo dinheiro, mas pela euforia e pela instabilidade dos príncipes? Claro, fica evidente que o maior dos Reinos Árabes está promovendo sportwashing (a estratégia usada para “melhorar a imagem do país” através do esporte, mascarando homofobia, ditadura, falta de direitos humanos e outras coisas), além de desejar a Copa de 2034.

Tenhamos atenção em algo: o campeonato estará cheio de estrelas, mas nos times haverá muito jogador local tocando “bolas quadradas” para um superstar.

Nada substituirá, a curto prazo, o que se vê na Inglaterra, por exemplo. O Sauditão será algo como os amistosos solidários de final de ano, quando assistimos um cantor sertanejo tentando lançar um astro como Gabigol (ou se preferir: um atleta saudita tocando para CR7). A diferença será: nada por lá será “beneficente”….

Aguardemos. 

– A polêmica em Flamengo 1×1 São Paulo.

Eu não vou ficar em cima do muro: para mim, houve pênalti infantil cometido pelo São Paulo (sem a necessidade de cartão). Mas estava impedido (na minha humilde opinião).

Nessa imagem exdrúxula do VAR, penso: já que não se usa bem o equipamento que temos (que é bem meia-boca), por que não fazer uso do impedimento semi-automático da FIFA, utilizado na Copa do Catar, que funcionou tão bem?

Dinheiro, a CBF tem para adquiri-lo.

Imagem: print de tela.

– Um árbitro “Pavão”?

Felipe Fernandes de Lima, árbitro mineiro, teve ótimas oportunidades na Série A do Brasileirão. Ele seria o substituto de Ricardo Marques Ribeiro no quadro da FIFA, e as desperdiçou.

Assisti ele em Red Bull Bragantino x São Paulo, onde quis aparecer e conversou demais. Uma pura vaidade.

Dias depois… lembram de Vasco da Gama x Vila Nova, onde ele menosprezou atletas por estarem na Série B e foi afastado? Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

Pois é. Em Paysandu 4×2 Náutico, assim como um pavão abre as asas para aparecer, o árbitro até imitou Gabigol na expulsão de jogadores e fez um tremendo teatro para apitar o fim de jogo.

Ridículo. Ser discreto é uma necessidade aos árbitros.

Veja isso, em: https://www.youtube.com/watch?v=4I4Zn7uo4Gw

– Gestão Profissional no Futebol dá bons resultados.

Vejo muita gente falando sobre números no futebol sem interpretar dados. Uma das coisas recentes é: “não dá para entender porque a Red Bull gasta tanto dinheiro num projeto como o do Bragantino”.

Ora, já falamos em outras postagens aqui sobre Projeto de Marketing, Valor Institucional e outras nuances que mostram as estratégias empresariais de vanguarda nesse caso. Contando, ainda, com o excelente trabalho na comunidade local.

Enfim: se você for simplório e achar que existe a obrigação de ganhar títulos a qualquer custo, estará ainda com a mentalidade de outros tempos da bola. E para entender uma gestão responsável, um recorte da respeitada Pluri Consultoria abaixo:

– E quem segura o Botafogo?

No começo do ano, o Botafogo ficou de fora das finais do Cariocão e as críticas foram grandes. Agora, é líder disparado do Brasileirão, com um índice de aproveitamento impressionante.

Por mais percalços possa ter, com tal vantagem, não creio que o Glorioso não seja o campeão brasileiro. Afinal, tal diferença de pontos, com metade dos jogos a se disputar, é difícil tirar.

Arte extraída do site oficial.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Vasco da Gama.

E para o confronto entre Red Bull Bragantino x Vasco da Gama, apitará (de novo):

Árbitro: Anderson Daronco – RS
Bandeira 1: Maurício Coelho Pena – RS
Bandeira 2: Maíra Mastella Moreira – RS
4º Árbitro: Thiago Luís Scarascati – SP
Assessor de Arbitragem: Ana Karina Valentim – PE
VAR: Emerson de Almeida Ferreira – MG
AVAR: Frederico Vilarinho – MG
AVAR 2: Paulo César Zanovelli – MG
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ

Daronco continua numa fase irregular. Já falamos de tantos erros dele durante o ano, mas uma partida boa foi Red Bull Bragantino 4×0 Flamengo (onde marcou incríveis 7 faltas somente). Entretanto, apitou mal Palmeiras 1×2 São Paulo, com polêmica (vide em: https://wp.me/p4RTuC-O4J). Dois dias depois, voltou a ser escalado em Red Bull Bragantino x Botafogo. É o 3º jogo do Massa Bruta contra carioca que Daronco é escalado.

Acompanhe conosco o jogo do Red Bull Bragantino x Vasco da Gama pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Segunda-feira,  14/08, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O que leva alguém a jogar uma banana como ato racista a uma criança?

Torcedores do San Lorenzo jogaram uma BANANA contra um garoto, num gesto racista.

O que dizer dessas pessoas?

– Sobre a eliminação do Flamengo diante do Olímpia: existia a obrigação de classificar?

Para mim, antes dos jogos acontecerem entre Flamengo x Olímpia, o improvável era a eliminação do clube carioca. Afinal, os paraguaios estavam em crise no seu torneio local (premiação atrasada e saída do treinador) além do que os brasileiros possuem um elenco muito mais qualificado.

Se formos comparar com os clubes europeus, Flamengo e Palmeiras são o Manchester City e o Real Madrid da América do Sul. Assim, fica a pergunta: esses clubes teriam a obrigação de vencer adversários como Nublense, Aucas, Tacuary, entre outros?

No papel, o mesmo favoritismo que grandes clubes da Europa têm sobre os clubes do Brasil e da Argentina, em proporção, deveria ocorrer contra os daqui frente aos do Equador, Paraguai, Colômbia… afinal, o nosso poderio econômico hoje é muito maior do que os dos clubes vizinhos – e isso não se retrata em resultados no campo, eventualmente como ontem em Assunção.

Em suma: o problema seria mais administrativo do que esportivo, propriamente dito? A vaidade tem falado mais alto, prejudicando o clube? O Flamengo foi eliminado pois precisa se reinventar e não sabe ou não tem coragem para fazer isso?

Para mim, ver o Mengão eliminado nessa fase é decepcionante.

David Luiz tem atuação com mais passes certos em dois anos na Libertadores

Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

– O erro crasso da arbitragem que eliminou o Red Bull Bragantino da Sulamericana 2023.

Errar no começo do jogo, dependendo da natureza do erro, é possível reverter o prejuízo. Mas quando o árbitro erra no último lance, não há o que fazer.

Aos 49m do segundo tempo, quando o Red Bull Bragantino vencia o América Mineiro por 3×2, uma bola é cruzada na área bragantina, sendo possivelmente o momento final da partida. Um atacante a domina e o goleiro Cleiton defende o chute.

Porém… quando todos esperavam o apito final do árbitro colombiano Jhon Ospina, surpreendentemente o VAR pede para esperar. Em um primeiro momento, ninguém vê irregularidade no lance. Repare no vídeo abaixo que a única dúvida era se Leo Ortiz, que pula com o braço levantado, teria tocado a bola ou não (e seria movimento antinatural). Mas a imagem mostra que não há qualquer contato.

Aos 53m, o árbitro ainda está decidindo no monitor, e entende que Aderlan cometeu pênalti por mão na bola. Reveja uma segunda vez no vídeo: Aderlan é o último defensor, que está de costas para a jogada, e a bola bate no OMBRO. Não é infração.

A propósito, em 2020, a FIFA definiu o que é mão / braço infracional, delimitando o limite das axilas, e esclarecendo que ombro não é infração. Vide aqui nesse link e veja a ilustração da International Board abaixo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2020/08/07/as-novas-regras-do-futebol-e-as-orientacoes-da-cbf-para-os-juizes-no-brasileirao/

Você só pode marcar mão na bola se:

  • ela for intencional (quis colocar a mão na bola); ou
  • foi por movimento antinatural (deixou a bola bater no braço, ampliou o seu espaço para tirar proveito).

Resumidamente (já cansamos de escrever isso), uma bola que bate acidentalmente não é infração. E o detalhe: a bola bate no ombro* (vide acréscimos abaixo, atualizando), reforço, estando de costa. E mesmo que aparecer uma imagem melhor, mostrando que não foi ombro mas braço, ainda assim é movimento antinatural.

Se você tiver dúvida do que é o movimento antinatural, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/30/interpretando-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

Portanto, NÃO FOI PÊNALTI, e com esse gol que aconteceu aos 54’56” de jogo, levou a partida para a cobrança de pênaltis.

Lembrando: falamos que o colombiano Jhon Ospina era inexperiente (tinha apenas 6 anos de campeonato colombiano) e que era um dos mais jovens no quadro da FIFA. Lamentavelmente, ele foi no embalo do VAR Yadir Acuña, que não é “primeira linha” da Conmebol, e sucumbiu à sua sugestão de revisão.

Teria a Confederação Sulamericana menosprezado o jogo ao escalar tão novato juiz? Vide que nomes famosos apitaram outras partidas nessa fase, e tanto no jogo de ida quanto o de volta entre o Red Bull Bragantino x América, apenas jovens sem experiência.

*ACRÉSCIMO: apareceu uma imagem da Paramount bem mais clara: não bate no ombro, mas na mão de Aderlan – estando de costa, em movimento natural. Portanto, não houve intenção, nem movimento disfarçado antinatural. Errou mesmo a arbitragem.

ACRÉSCIMO 2:

Para quem questionar a mão como infração, isso é perfeito:

BUSSACA, Chefe dos Árbitros da FIFA:

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço p/ correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo.”

Em: https://professorrafaelporcari.com/2023/03/12/o-problema-e-desconhecer-a-regra-sobre-o-penalti-de-marcos-rocha/

– Acertou ou errou o juizão?

Sobre o lance confuso na Neo Química Arena, compartilho no vídeo em: youtube.com/watch?v=QzdZFP 

– O lance polêmico de Palmeiras 0x0 Atlético Mineiro e a necessidade de mudança de costumes no futebol brasileiro.

Scolari reclamou de um pênalti não marcado na bola que bateu no braço de Gabriel Menino (aos 23m do 2º tempo). Hulk foi além: disse que deveria ter marcado pois a “bola mudou de trajetória”.

Aqui, sabemos que acontecem duas coisas:

1 – As reclamações (infundadas ou com fundamento) são um hábito do nosso futebol.

2 – Jogador (e se bobear até alguns árbitros) não conhece a regra.

Foi um lance totalmente involuntário, sem intenção e, principalmente, de reflexo por movimento NATURAL (ou seja: não há movimento antinatural dos braços / mão na bola, a fim de tirar vantagem), até porque ela veio “no susto” após tocada por Mayke (que é seu companheiro). Dessa forma, acertou o árbitro Fernando Rapallini ao não marcar (e se você já viu lances assim serem marcados, saiba: foram equivocados e já falamos disso em outras oportunidades nesse espaço).

Mas algo que irrita profundamente: o unfair-play do nosso futebol. Se quer ganhar contra as regras, contra a desportividade e contra a ética. Dois exemplos, fora as reclamações já citadas pelo Galo de MG:

1 – Abel Ferreira: logo no começo do jogo, Gabriel Menino cometeu uma falta pesada em Hyoran e recebeu Cartão Amarelo corretamente. Não é um lance para se questionar, foi erro do garoto. Mas Abel foi flagrado “possesso” contra o árbitro. Dois minutos depois, Zé Rafael sofre uma falta comum de jogo, e novamente as câmeras mostram Abel Ferreira totalmente nervoso, gesticulando e berrandopedindo um Cartão Amarelo ao adversário (como uma “compensação”). Não era lance para tal advertência (e provavelmente ele sabe disso), mas a mania / costume / vício de reclamar se fez presente.

Aqui, um acréscimo: Abel foi contido por… João Martins. No último sábado, contra o Fluminense, a cena foi exatamente a contrária: João esbravejou, xingou e foi contido por um calmo Abel. A diferença é que João foi expulso. Estaria existindo um revezamento planejado de reclamações?

2 – Rony, aos 48m, está no ataque e um marcador faz falta nele, desequilibrando-o com a mão em seu peito. Ele cai e como reflexo põe as mãos no rosto simulando ter sido agredido na cara. O árbitro não entrou na sua malandragem. Mas não é um comportamento reprovável, condenável é que fere os princípios do esporte?

Aliás, os atletas brasileiros estão com esse péssimo hábito: fingem agressões, rolam no chão como se tivessem sido atropelados e sem nenhum pudor querem enganar a todos. No domingo, em Cuiabá x Flamengo, Deyverson caiu no chão, fingiu ter machucado gravemente a mão, e a TV o flagrou em meio aos gemidos, parando, sorrindo e piscando para seu companheiro. Ato contínuo, como num passe de mágica, voltaram as dores e a contusão.

Precisamos repensar tudo isso em nosso país.

Imagem extraída de Techtudo.com.br

– Wilmar Roldán no Olímpia x Flamengo: o que esperar?

Quando foi divulgada a escala de Wilmar Roldán para Olímpia x Flamengo, tive a mesma sensação quando soube que apitaria San Lorenzo x São Paulo: xiii…

Outrora chamado de “Castrilli Colombiano” (ele é admirador do ex-árbitro argentino), hoje ele se tornou um nome controverso: abusa do excesso de autoridade e deixa a pancada correr solta.

Para quem assistiu sua atuação no Nuevo Gasómetro, percebeu quantas faltas claras foram cometidas pela duas equipes e que não foram marcadas. O risco de alguém se lesionar com ele no apito é grande.

Sobre o que escrevemos antes do jogo do São Paulo (e que serve para o jogo em Assunção), aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2023/08/01/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-san-lorenzo-x-sao-paulo-copa-sulamericana/.

Reza a lenda que ele não costuma dar sorte aos clubes brasileiros. Como não gosto de mitos, mas fatos concretos, prefiro dizer: com ele no apito, os atletas dos times brasileiros ficam irritados pelo excesso de permissão às entradas mais viris e acabam se descontrolando emocionalmente, resultando em resultados ruins.

Aguardemos.

Foto: ENM Esportes.

– O Al-Hilal quer uma estrela. Será Neymar?

Primeiro, o Al-Hilal tentou tirar Messi do PSG por 200 milhões de euros por ano, a fim de rivalizar com o Al-Nassr, que levou Cristiano Ronaldo.

Depois, foi atrás de Mbappé do mesmo PSG, oferecendo ao atacante idêntico valor (200 mi).

Agora, surge a informação de que o time saudita irá oferecer 80 milhões de euros anuais para contratar Neymar (menos da metade que o ofertado para Messi e Mbappé, mas o dobro do que o brasileiro ganha no PSG).

Se você fosse Neymar, aceitaria ou não? Ou preferiria continuar na Europa, jogando em uma Liga de melhor nível técnico?

Neymar durante a pré-temporada do PSG — Foto: Kimimasa Mayama/EFE

Foto: Kimimasa Mayama/EFE

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x América (Copa Sulamericana).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Coelho, valendo a vaga para as Quartas de Final da Copa Sulamericana, a Conmebol escalou a seguinte equipe colombiana de arbitragem:

Árbitro: Jhon Ospina.
Bandeira 1: Sebastian Vela.
Bandeira 2: Jhon Gallego.
VAR: Yadir Acuña.

Jhon Alexander Ospina Londoño, 31 anos, estreou na primeira divisão colombiana há apenas 6 temporadas. Em 2019, se tornou um dos árbitros mais jovens do quadro da FIFA. Paulatinamente, a Conmebol tem dado oportunidades a ele na Libertadores e na Sulamericana, a fim de ganhar experiência.

Nesse ano, teve oportunidade de trabalhar no Mundial Sub 20, apitando França 1×2 Coreia do Sul e Iraque 0x3 Tunísia.

No Campeonato Colombiano, em quase todos os jogos tem aplicado Cartões Vermelhos. No seu último jogo pela Libertadores (Libertad 1×2 Athletico), foram 7 Amarelos. Antes disso, em River Plate 4×2 Sporting Crystal, muitos cartões também.

É jovem e quer mostrar serviço. Como o time do Red Bull Bragantino não é uma equipe violenta (ao contrário, mais sofre faltas do que pratica), não haverá problemas com isso. E como leio que Fábian Bustos é o novo técnico do América-MG, fico mais tranquilo, já que quando esteve no Santos FC montou uma equipe que “batia muito”, além de reclamar demasiadamente todo jogo. Portanto, é um bom perfil de arbitragem para 5ª feira.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino x América pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo e comentários de Lucas Salema. Quinta, 11/08, 21h00. Mas desde às 20h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Só jogo bom hoje!

Newell’s Old Boys x Corinthians, Fluminense x Argentinos Jrs ou Internacional x River Plate: qual jogo assistir?

Assistir os 3, não dá. Escolher 1, talvez. Mas a expectativa é boa.

Que sejam jogos bons e sem problemas com a arbitragem.

– Sobre a nova expulsão do João:

Não assisti o jogo, mas vi toda a polêmica da nova expulsão do assistente técnico palmeirense. Vamos lá:

Primeiro tinha “sistema” (mas nos erros a favor, o sistema “não apareceu”). Agora, o “sistema voltou” por estar “condicionando os árbitros” (como João Martins sugeriu)?

O mesmo árbitro de Fluminense x Palmeiras, Ramon Abel Abatti, não deu um pênalti para o Flamengo contra o Verdão. João se calou. Agora, João falou. 

Três hipóteses:

A) Ele sabe algo que não sabemos, e desafia o “sistema”;

B) Ele tem cabeça quente, é sanguíneo e não tem papas na língua; ou

C) Ele simplesmente é folgado e acha que pode ofender qualquer um. 

Afinal, como classificar as atitudes do João Martins, com as alternativas acima?

Observação 1: Falamos, dias atrás, sobre uma trégua entre a Comissão de Arbitragem e a Comissão Portuguesa do Palmeiras. O “acordo de paz” durou pouco?

Observação 2: O que Abel Ferreira quis dizer na coletiva ao soltar: “sei o país onde estou”, preferindo não falar da expulsão? Estaria ele fazendo alusão ao que foi visto no país dele na Operação “Apito Dourado”, ou outra coisa?

Tá mais fácil reclamar da arbitragem do que falar da opção de usar time alternativo

Imagem: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

– Outro cartão (equivocado) por chutar o mastro da bandeira?

Em qual lugar na Regra do Jogo está escrito que é proibido comemorar o gol chutando o mastro da bandeira de escanteio?

Isso é feito há anos por Aloísio Boi-Bandido, é fato comum na Europa e vários outros atletas têm esse hábito. Só se advertirá se ele danificar o equipamento e o jogo tiver que ser paralisado para arrumá-lo.

O texto abaixo é a Regra Oficial do Jogo 2023/2024, e não fala de aplicação de amarelos como se vê aqui. No Brasil, orienta-se “à parte” (quase uma Regra Paralela) para que os jogadores comemorem junto à sua torcida e, em jogos de torcida única, com seus companheiros de banco.

Fica a questão: Luciano foi punido por Amarelo e na súmula registrado por Wilton Sampaio que o motivo foi ter chutado o mastro (não deveria por tal razão). Raphael Veiga não foi punido pelo árbitro FIFA Facundo Tello pelo mesmo motivo na Libertadores (corretamente). Ontem, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima deu amarelo a Pavón (que chutou o mastro também) por, segundo a súmula, “comemorar de forma provocativa”.

Fica a pergunta: nesse relato “meia-boca”, qual foi a provocação cometida? Se o árbitro escrevesse “chutar a bandeira”, não seria para cartão. O termo “provocativa” dá uma subjetividade enorme, e talvez seja a forma que a CBF encontrou para explicar os cartões e o excesso de rigor.

Creio que o árbitro tenha feito isso pela sequência dos fatos, a fim de justificar o comportamento da torcida, já que escreveu também:

“Informo que aos 23 minutos do segundo tempo, durante a comemoração do gol da equipe visitante, foram arremessados vários copos de plástico contendo líquidos para dentro do campo de jogo na direção dos jogadores da equipe visitante , cabe ressaltar que nenhum jogador foi atingido e os copos vieram da arquibancada da torcida mandante”.

Sendo assim, ele entendeu que se Pavón não comemorasse de tal forma, não teria arremesso de copos?

Será que não estamos “engessando” demais a todos? A culpa não é da regra do jogo, mas de quem a orienta.

– Análise da Arbitragem de Coritiba 0x1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Yuri Elino Ferreira da Cruz, que infelizmente cumpriu o que falamos na nossa análise pré-jogo: deu muitos cartões e se perdeu na falta de autoridade. Só no primeiro tempo, foram 26 faltas marcadas e 5 amarelos (total: 43 faltas e 8 amarelos) – muitas vezes, faltas ocorridas pelo fato dos jogadores não respeitarem o árbitro.

Inseguro, deu Amarelo a Andrei aos 35m por uma falta muito forte em Sorriso. Dois minutos depois, o mesmo Andrei deu um tapa em Lucas Evangelista (seria expulso, mas não foi). Nada mostrou ao jogador, que foi imediatamente substituído pelo atento treinador do Coxa Branca.

Deu Amarelos discutíveis e deixou de dar outros. Mas o defeito maior: demonstrou fragilidade aos jogadores. Precisa fazer mais cara feia e se impor mais, pois em alguns momentos os atletas não o respeitaram. Um exemplo disso: a simulação de Diogo Oliveira no final da partida, onde vacilou em dar amarelo e ficou esperando o VAR. Depois disso, todo mundo foi reclamar com ele e “choveram vermelhos“.

Os lances anotados ao longo da transmissão, abaixo:

Aos 3m, Natanael fez falta em Vitinho e o juizão não deu. Não gostei…

Aos 4m: um jogo perigoso praticado pelo zagueiro e nada foi marcado… juizão deixou de marcar duas faltas. Depois aguentará o “rojão”?

Aos 21m, Cartão Amarelo para Cipriano. Errou, foi uma falta leve de jogo, e a impressão é que o porte físico do atleta faz com que o árbitro entenda ser jogada desproporcional.

Aos 25m: Matheus Bianchi segura um atleta e não há o mesmo critério para Amarelo como aplicado anteriormente. Juizão está assustado.

Aos 27m: Bruno Gomes dá uma entrada forte e atinge Matheus Fernandes. Cartão Amarelo bem aplicado. O árbitro tentou dar uma vantagem que não se concretizou.

Aos 30m: Vitinho passa do ponto e atinge o adversário. Agora, o árbitro usou o mesmo critério e aplicou o Amarelo.

Aos 35m: Andrey atinge Sorriso de maneira temerária e recebe amarelo.

Aos 37m: Andrey (CORITIBA) deu um tapa no rosto de Lucas Evangelista (RBB). Era para receber cartão (dois minutos antes foi amarelado) e o árbitro não deu. Imediatamente o treinador Thiago Koloski o substituiu. Fraquinho o árbitro Yuri Elino.

Aos 30, Cartão Amarelo correto para Andrés Hurtado por matar uma jogada de ataque.

Aos 43m: Sorriso sofreu uma falta e o árbitro não marcou. Depois Sorriso desforrou, e ele compensou e não marcou também.

26 faltas no 1º tempo e 5 amarelos. Caramba!

8m do 2º tempo: Yani (RBB) dá um tapa na cabeça de Bruno (Coritiba), e deveria receber Cartão Amarelo. Não recebeu, errou o árbitro.

27m do segundo tempo: Luan Candido empurra seu adversário matando um contra-ataque e recebe amarelo. Um minuto depois, foi a vez de Jamerson tomar Amarelo pelo mesmo motivo. Ambos corretos.

46m do 2o tempo: Correto Cartão Amarelo para Capixaba, foi pela reincidência de faltas.

54m: Diogo Oliveira se joga descaradamente na área e pede pênalti. O árbitro ouve o VAR e corretamente não marca. Entretanto, deveria ter dado cartão amarelo pela simulação.

Coritiba x Red Bull Bragantino: onde assistir, horário e escalação das equipes

Imagem extraída de Terra.com.br

– O goleiro mágico: vale tal catimba?

Essa dúvida veio do Flávio Prado, e é muito pertinente. Vejam só o lance abaixo e a conversa a seguir:

Flávio: O goleiro Nahuel Guzman do Tigres do México fez uma MÁGICA, antes de uma cobrança na decisão por pênaltis na Leagues Cup do México. E deu certo. Pela nova regra da Fifa, pode? Mágica está no pacote? E aí @rafaelporcari?

Minha resposta: A regra fala em catimbar na hora da cobrança. Se entende que é desestabilizar o batedor… Para mim, o que ele fez, não pode. Porém, alguém achará uma burla. A primeira coisa que vem à minha cabeça: “a regra só valeria depois do árbitro autorizar”, dirão alguns. Ah, o futebol…

 

– As coincidências do Brasileirão.

Dependendo da combinação de resultados, ao final desta rodada do Brasileirão, podemos ter uma sequência muito curiosa entre cariocas e paulistas:

RJ:
O melhor, uma empresa: Botafogo.
O segundo, um rico: Flamengo.
O terceiro, um tricolor: Fluminense.
O último, um alvinegro no rebaixamento: Vasco da Gama.

SP:
O melhor, uma empresa: Red Bull Bragantino.
O segundo, um rico: Palmeiras.
O terceiro, um tricolor: São Paulo.
O último, um alvinegro no rebaixamento: Santos.

Detalhe: até as 16h, temos garantidamente 3 times cariocas na ponta de cima.

 

– A lambança no final de Santos 1×1 Athletico Paranaense.

Dois lances involuntários de bola que bate no braço em Santos x Athletico.

Pablo desvia o braço mostrando que não queria o toque. Thiago Heleno se assusta e tenta tirar o braço. DOIS LANCES DE MOVIMENTO NATURAL.

E o árbitro André Luiz Skettino Policarpo Bento, que não marcou no campo, foi iludido pelo VAR.

Esse é o erro que muda a história de um jogo. Erro aos 50m não se reverte. E depois anulou um gol legítimo do Santos aos 53m. Teria compensado?

Santos e Athletico-PR se enfrentam nesta terça-feira na Vila.

Imagem extraída de Estadão.com.br