Está cansando ouvir gente explicando regra de jogo como se o futebol fosse escrito em bula. É VAR, AVAR, AR, VOR e, agora, APP! E surgem explicações cabeludas para tentar anular “pós-jogo” (não sei por qual motivo) o gol de Bruno Henrique no Botafogo 1×2 Flamengo, baseando-se nesses termos.
“APP” é a sigla para definir o momento em que a equipe está com posse de bola no ataque, acontece algo e o VAR pode revisar. Se ela perder a bola e a recupera, é um novo app.
O lance para a discussão é: Wesley vai roubar a bola de Tchê Tchê, e o faz com tranco legal ou carga nas costas / empurrão. O que houve e o que fazer?
Raphael Claus não marcou (é um lance interpretativo, eu marcaria por ter entendido que houve um empurrão, mas respeito decisão diferente). O lance seguiu e houve possibilidade de roubar a bola até chegar ao gol. Alguns estão justificando a necessidade de anulação do gol porque o VAR deveria perceber que era “um mesmo app”. Mas seria devido?
Não acho que foi um mesmo App (veja a quantidade de passes, não foi uma roubada de bola com um chutão para frente, num lance único). Teve tempo e toques para todos os lados – se tornando um outro momento de ataque. Aliás, me irrita ter que escrever usando o termo “app”, que virou modismo de uns dias para cá (desde Palmeiras x Vasco).
De maneira didática: cansamos de escrever o princípio que a FIFA e a IFAB massificaram: “O VAR não é uma oportunidade para re-apitar um jogo, mas sim de corrigir os erros crassos”.
Lembrando que textualmente, o protocolo do VAR fala que ele deve intervir quando “uma infração cometida pela equipe atacante na jogada do gol ou ao marcá-lo (toque de mão na bola, falta, impedimento etc.)”. Isso remete a IMEDIATISMO do lance, não a necessidade de “rebobinar uma jogada”. E mais: o primeiro item do Manual do VAR lembra que: “O árbitro assistente de vídeo (VAR) é um membro da equipe de arbitragem que tem acesso independente às imagens do jogo e pode auxiliar o árbitro somente na eventualidade de um ‘erro claro e manifesto’ ou de um ‘incidente grave despercebido‘ “. Claus percebeu o lance de um erro relativo (pois é interpretativo).
Eu me recordei de uma situação parecida em 2021, na final do Paulistão, e fuçando minhas postagens, a achei no último parágrafo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/04/03/nao-foi-penalti-no-lance-de-eder-em-palmeiras-x-sao-paulo/
Portanto, o gol não deveria ser anulado pela interferência do VAR, por ser decisão de campo e a questão de ser uma falta vencida.
John Textor faria a postagem abaixo, se estivesse na Premiere League?










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