– O Brasil é o País de que Esporte: Futebol ou Vôlei?

Já cansamos de falar do fiasco do futebol masculino brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Mas do futebol feminino, não podemos cobrar tanto, pois não há investimentos.

E o que dizer do vôlei?

O histórico olímpico e, principalmente, os resultados da atual Olimpíada, mostram quem o futebol perde de goleada em medalhas e elogios para o Voleibol!

Com equipes sazonais, sem serem ligadas aos clubes de futebol, com pouca grana e alguma torcida nos campeonatos locais, a Pátria está de Joelheiras!

Qual é o segredo? Garra + Disposição dos Atletas? Nível Técnico inferior dos Adversários (claro que não)? Organização dos dirigentes? Enfim… Por quê o Voleibol Brasileiro é sucesso absoluto nos torneios em que disputa?

(ops: me refiro fiasco ao futebol masculino pois, pelos adversários e pelos nomes que estavam lá, a obrigação era a de vencer- dos demais esportes, não dava para cobrar).

 

– Olimpíada de Londres: A Diversidade de Modalidades e Peso das Conquistas

A Seleção Brasileira de Futebol conquistou a Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Londres. Normal, é um time sem espírito olímpico, cheio de vaidades, mal convocado e pessimamente escalado. É uma opinião antiga, sem ufanismo.

Aliás, o futebol é um esporte realmente a parte das Olimpíadas, e já escrevemos isso várias vezes nesse espaço. De tanto “não-olímpico”, repararam que o futebol só permite duas medalhas (feminino e masculino), enquanto que outros esportes permitem mais? Por exemplo: esgrima (são 3 categorias dos 2 sexos = 6 medalhas).

Aliás, outra incompatibilidade: se o que vale é competir, o maior número de medalhas que deve decidir a classificação, e não o número de Ouros. Por exemplo: o Cazaquistão tem mais medalhas de Ouro do que o Brasil (pelo levantamento de peso); porém, menos medalhas no quadro geral (até o último sábado). Ou seja: um determinado país especializado num esporte pode ficar a frente do que outros poliesportivos, por tal ranking.

E você, concorda com esse tipo de classificação? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem, sem Análise: o Profissionalismo de Heber Roberto Lopes

Tenho pena do bom árbitro Heber Roberto Lopes. Está passando dias difíceis. Se não bastasse ter sido julgado e suspenso injustamente por 15 dias no STJD (assunto discutido em: http://is.gd/STJDapita), sua mãe faleceu em Londrina/PR, às vésperas do jogo Fluminense X São Paulo que apitou. E, na partida, um fato incomum: concedeu 1 minuto de silêncio precedendo o início do jogo em memória da própria mãe.

Lamentavelmente, no Brasil, muitos torcedores não respeitam os “minutos de silêncio” concedidos. E nem na excepcionalidade desta 5ª feira, quando a genitora do próprio juiz é a homenageada. Muito barulho na arquibancada e muita gente não dando importância. Tanto que aos 4 minutos de jogo, após uma falta no meio de campo, a falecida mãe do árbitro foi lembrada, de modo indevido. Triste sina de um juiz de futebol: ouve a mãe ser xingada sem culpa, até no dia do seu passamento.

Fico pensando: não foi fácil para o Heber ter cumprido essa escala. Particularmente, eu abdicaria da escala pelo óbvio motivo. Mas respeito quem não o faça, pelos motivos pessoais de cada um, como apitar a peleja como homenagem póstuma.

Mas reflita: e você, se fosse o árbitro? Agiria da mesma forma e apitaria o jogo?

Difícil questão a ser respondida.

Ao Heber, meus pêsames e minhas orações. Que sua mãe descanse em paz.

– Quando o STJD resolve Reapitar um Jogo

Precedente perigoso…

Heber Roberto Lopes foi suspenso por 15 dias pelo STJD, por um suposto erro na partida entre América/RN X Ceará/CE.

No referido jogo, o goleiro potiguar Valdemar atingiu com um pontapé o atacante adversário. A equipe cearense pediu Cartão Vermelho, mas Heber aplicou o Cartão Amarelo.

Independente se errou o não na partida, o fato  é que ele foi indiciado e julgado. Os auditores o puniram , mesmo com uma coerente defesa do árbitro, que disse:

Eu vejo ele (o goleiro) indo em direção à bola, erra o tempo e atinge o adversário sem a intenção”.

Pela explicação, é amarelo. Mas repararam que, se a partir de agora os togados do STJD discordarem do árbitro, arbitrariedades como essas poderão acontecer?

Os auditores que “julgam faltas”, “marcam pênaltis” ou “revaliam o critério disciplinar do árbitro”, são de fato, capacitados para isso? Entendem de arbitragem e regras?

O mais irônico: erros piores aconteceram durante o ano (e recentes), e nada foi feito. Os equívocos graves do brasiliense Wilton Sampaio no jogo Coritiba X Palmeiras a favor do time paulista, ou do gaúcho Fabrício Neves na partida Cruzeiro X Palmeiras a favor da equipe mineira, não foram levados em conta? Por que só agora, após o filho do Sveiter assumir o STJD, que ocorre tal mudança?

Lembrando: e o Chicão de Alagoas (Francisco Carlos do Nascimento), árbitro FIFA que errou em dois jogos do Flamengo marcando pênaltis inexistentes (contra Bahia e Santos)? A ele, nenhuma punição do STJD, tanto que Chicão apitou Botafogo X Palmeiras nesta 4ª feira (e ainda vestiu o fardamento preto no jogo em que o Fogão jogou de preto e cinza… não tem camisa azul ou vermelha?).

E os pênaltis polêmicos do árbitro Emerson Ferreira/MG na partida entre Atlético-GO X São Paulo? O STJD também não viu?

Fica ainda algo mais curioso: para esta quinta-feira, no jogo Fluminense X São Paulo, estava escalado Sandro Meira Ricci. Porém, Ricci já estava anteriormente escalado pela Conmebol para um jogo da Copa Sulamericana, e a CBF se viu obrigada a uma nova escala, sorteando Heber. O STJD suspendeu Heber pela suposta deficiência, mas o liberou para a partida pelo Brasileirão para que não se tenha um 3º árbitro sorteado no clássico dos Tricolores Carioca X Paulista.

Só que Heber também já estava escalado para outro jogo: Portuguesa X Botafogo, no sábado, pela rodada do Brasileirão de final de semana.

Novo sorteio?

Nada disso, liberado também. Ou seja: pode apitar a vontade os 2 próximos jogos que só se cumpre a pena no período de descanso.

Julga o que não deveria julgar; e depois pune de mentirinha… triste realidade da Justiça Desportiva do Brasil.

Punido, de verdade, somente o árbitro sergipano Cláudio Francisco de Lima e Silva, de Bahia X Grêmio, que terá que como castigo ficar reestudando a Regra 5 (O ÁRBITRO), porque a CA-CBF entendeu que ele falhou na autoridade do jogo, prejudicando o Bahia.

Falta total de critério para promoção de árbitros; idem para punição.

– Duas Perguntas Que Não Devem Ser Respondidas sobre… Lucas e Coréia!

1-Leio que o bom jogador sãopaulino Lucas pode ser vendido ao Paris-Saint Germain por mais de R$ 105 milhões de reais.

Se ele vale tudo isso, quanto valeria Zico, Zidane, Cruyf, Baggio, Francescoli…?

2-Me recordo que em 2002 o árbitro equatoriano Byron Moreno apitou de forma estranha a partida válida pelas oiutavas-de-final da Copa, entre Itália X Coréia do Sul. Se por vias oficiais ou oficiosas, descobriu-se que o placar foi “encomendado” para que o anfitrião chegasse a uma quarta-de-final.

O escandaloso pênalti não marcado hoje (Olimpíada 2012) pelo árbitro tcheco na partida entre Brasil X Coréia do Sul, a favor do nosso adversário, não teve o mesmo peso de erro de Copa do Mundo, mas que pelo momento do jogo foi desestruturante, ah foi!

Coreanos podem reclamar?

– Limites para Ofensas no Esporte? A Reclamação que Funcionou!

Mais um caso polêmico de ofensa à arbitragem via Twitter. Agora, o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, desabafou pela Rede Social xingando o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva (árbitro de Grêmio 3 X 1 Bahia) com os dizeres:

Esse juiz desqualificado, vagabundo, fdp e descarado!!!!!! Não pode apitar mais jogo nenhum. Nem do Bahia nem de nenhum outro clube.”

E não é que o protesto deu certo? Após tantos erros no Brasileirão 2012, o trio de arbitragem deste jogo foi punido (primeira punição a árbitros nesse ano).

Fica clara a indagação: Por que outros árbitros que também erraram não foram punidos? Mudou o critério da CA-CBF?

– Gol Contra em lance de Impedimento vale? O curioso gol anulado em Palmeiras X Internacional

Ontem, na Arena Barueri, um lance incomum: um jogador marca um gol contra em situação de impedimento do adversário!

Diego Forlán, do Internacional, cobra uma falta onde a bola vai em direção à grande área palmeirense. Índio, que estava em posição de impedimento, corre para alcançá-la; porém, o zagueiro Leandro Amaro vai disputá-la e, por acidente, faz o gol contra.

Gol legal ou não? Vamos discuti-lo:

(Para quem não viu a situação inusitada, o vídeo pode ser acessado aqui: http://www.youtube.com/watch?v=tLK7t7bIx3M . Sugiro a escuta na função “mudo”, pois há um erro no comentário do lance.)

Leve em conta que para se marcar um impedimento, há 3 condições necessárias para o árbitro e o árbitro assistente analisarem no lance.

São elas (impostas pela Regra 11 – Impedimento –  aqui resumidamente):

O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro)”.

Ele estará em impedimento ativo quando:

A-    Interferir ativamente no lance, tocando-a;

B-    Interferir contra um adversário;

C-    Interferir por tirar proveito da sua posição.”

Veja que universo de situações interessantes podemos analisar nessa jogada, até definirmos o que realmente aconteceu ou não no lance. Há 10 simulações de possibilidades:

  1. Se Leandro Amaro não corresse para a jogada, mas Índio tocasse na bola (acertando ou não o gol), estaria em impedimento ativo.
  2. Se Leandro Amaro não corresse para a jogada, mas Índio tentasse tocar a bola e não conseguisse, e ela fosse diretamente ao gol pela cobrança de falta, o gol deveria ser validado (seria, nessa situação, impedimento passivo, pois ao término da jogada, ele não interferiu).
  3. Se Leandro Amaro não corresse para a jogada, e Índio permanecesse imóvel no lance, mas o goleiro Bruno desse um rebote na cobrança de falta e a bola sobrasse para o jogador colorado nesse segundo lance, deveria ser marcado o impedimento (rebote/desvio é como trave, não tira impedimento).
  4. Se Leandro Amaro e Índio se mantivessem imóveis, e a bola fosse dominada por Bruno, que a lançaria por engano aos pés de Índio, o lance é legal, pois veio de uma bola cuja posse era do adversário.
  5. Se Leandro Amaro corresse para a jogada, a dominasse e perdesse na sequência a posse de bola em disputa com Índio, o lance é legal (não há impedimento, pois houve a posse de bola que criou um terceiro lance).
  6. Se Leandro Amaro corresse para a jogada, desse um bico para o seu campo de ataque e a bola fosse dominada por um companheiro, segue o lance pela vantagem percebida à equipe palmeirense.
  7. Se Leandro Amaro corresse para a jogada, errasse a bola e ela sobrasse à Índio, deveria ser marcado o impedimento pois Índio estaria em impedimento ativo por interferir na jogada.
  8. Se Leandro Amaro corresse para a jogada e desse um carrinho por trás em Índio, deveria ser expulso por jogo brusco grave e marcado tiro livre indireto a favor do Palmeiras, pois Índio estava em posição de impedimento (aplica-se a sanção disciplinar, motivada pela violência, mas não se marca pênalti).
  9. Se Leandro Amaro corresse para a jogada e com a bola indo em direção ao gol, ele a segura com as mãos, não se marca pênalti nem se aplica cartão, caso Índio tivesse corrido junto (não evitou um gol pois Índio está em impedimento ativo).
  10. Se Leandro Amaro corresse para a jogada e com a bola indo em direção ao gol, ele a segura com as mãos e Índio ficasse imóvel na jogada, se marca pênalti e se expulsa Leandro Amaro por impedir um gol, já que o colorado estava em impedimento passivo.

Na jogada de ontem, na minha interpretação, à luz da Regra do Jogo:

Leandro Amaro corre para a jogada, mas Índio, que está em posição de impedimento no momento da cobrança de falta, corre também. Portanto, Índio está em impedimento ativo por interferir contra o adversário e o lance deve ser paralisado. Ou seja, Leandro Amaro só tenta a jogada pois vê seu adversário buscando a bola – a corrida de Índio na jogada é o fator que faz Leandro Amaro tentar a disputa, já que ele não sabe se o jogador está em impedimento ou não. Ter batido no corpo do palmeirense ou não é irrelevante nesse momento, já que a corrida inicial mostra que houve a situação B da Regra 11, citada acima.

Portanto, acertou o bandeira Luís C. Teixeira ao marcar o impedimento, em um lance difícil da partida.

Pensa que é fácil arbitrar futebol? Tudo isso deve ser pensado em frações de segundo e no calor da partida!

*ATENÇÃO: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM.

– Palmeiras em Jundiaí: uma boa solução!

Torcedores do Palmeiras estão se manifestando nas redes sociais contra os jogos do time em Barueri (já que o Palestra Itália está em reformas e o Pacaembu é indesejado pela diretoria, que o rotula como “casa do Corinthians” – embora não seja).

Já que procuram uma nova casa, que tal o estádio Jayme Cintra?

Perto da capital, bom acesso, ótimas instalações. Bom para o Palmeiras, bom para o Paulista FC, proprietário da arena. Sem contar que, recentemente, quando o Palmeiras disputou um jogo pela Copa do Brasil aqui, Luís Felipe Scolari gostou (recordando: o treinador estava sendo criticado até aquele momento, e em Jundiaí foi ovacionado pela torcida).

Quem sabe as diretorias não poderiam entrar num acordo? A imensa colônia jundiaiense ficaria agradecida.

– Muricy Ramalho quer Demissão de Jornalistas?

Foi cômico. Ontem, Muricy Ramalho resmungou sobre os jogadores “que a imprensa contrata” para o Santos. E tirou uma casquinha, dizendo que os repórteres estão chutando tantos nomes errados, que os seus chefes deveriam ficar atentos.

A brincadeira dele foi: se o técnico cai por mau resultado, jornalista deveria ser mandado embora também por tanta bola fora!

E-la-iá… Sempre que dá, Muricy cutuca alguém.

– O Velho, o Novo e o Remendado no Futebol. Cadê os bons nomes?

Estamos em época eleitoral. Me recordo que em uma das Eleições passadas, cunhou-se o termo “Choque de Gestão”, popularizado na época e esquecido posteriormente.

A ideia era radicalizar os processos administrativos; repensar, refazer ou reconstruir. Na Administração de Empresas, a Reengenharia pensou nisso; no Marketing, falou-se em Destruição Criativa, abandonando práticas antigas e instaurando novas.

Não importa o termo. Importa que precisamos de tudo isso no Esporte Brasileiro hoje.

Estamos em período de Olimpíadas. Se o atleta vai mal, culpa-se de tudo: o uniforme, a preparação, o dirigente esportivo, a instalação, e todas as outras coisas. Não se propaga que o adversário é melhor, nem que o esportista brasileiro foi mal dimensionado.

Ganhamos poucas medalhas? Sim, pelo tamanho do país. Não, pelo que se investe.

Na Gestão Pública e no Esporte, há muitas semelhanças: não existe o novo! Quais são os nomes que vemos no Senado brasileiro? Sarney, Collor, Calheiros… E na condução do futebol? Juvenal, Marin, Marco Polo…

Ricardo Teixeira saiu da CBF. E inovamos com Marin e Marco Polo? Igualmente dentro de campo. Ouvi amigos árbitros dizendo que nessa última passagem, Emerson Leão estava mais light. O novo é o velho remendado?

Calma, não estou abdicando dos experientes, mas defendendo atualização constante e oxigenação. Não basta a pessoa que tem autoridade num cargo ser bom, precisa permitir a entrada de outras boas pessoas com novas ideias e ideais. Se isso não acontece, o ciclo de inovação não acontece.

Quer um exemplo de quando o velho e o novo juntos se tornam conflitantes pelo momento errado? Vejam a arbitragem de futebol: prega-se renovação de árbitros. Ok, mas aí vemos novos nomes no quadro da FIFA sem condição técnica suficiente. Meritocracia, zero. Conveniência política, talvez?

Novos nomes de árbitros são lançados na fogueira; etapas queimadas; descontrole nos critérios. Ora entram os mais rodados, ora entram os mais novatos.

A propósito, será que nossas estruturas não estão viciadas? Há quanto tempo se reclama das Comissões de Arbitragem, e há quanto tempo as mesmas pessoas estão lá?

Há tempos, vemos em cargos diretivos os nomes de Sérgio Correa, Arthur Alves Júnior, Silas Santana, entre outros. Se estão lá, é porque tiveram algum mérito e seus superiores (José Maria Marin, Marco Polo Del Nero) o querem. Mas não estaria na hora do Choque de Gestão?”

Para mim, choque de gestão seria Edson Lapolla (que nem conheço pessoalmente) como presidente do São Paulo FC (como Luís Álvaro foi para o Santos FC). Seria Zico na CBF. Seria Brunoro na FPF. Seria Sálvio na Comissão de Árbitros. Seria Abade, Anselmo, e tantos outros bons nomes em São Paulo. Seria o novo, o repaginado, o reorganizado e remoralizado. Nunca o remendado, pois estes, já tiveram sua oportunidade.

Na política, no futebol e na sociedade, a sinergia que surge daqueles que estão no poder pelo próprio poder é tão grande, que criam a entropia e nem percebem. E é justamente esse sistema fechado, amarrado e constante que tem abalado nosso país. Quem está segurando o osso, não o solta de jeito nenhum!

– Romário na Record. Mas e em Brasília?

O ex-jogador Romário está comentando futebol nas Olimpíadas pela Rede Record. Mas como bom parlamentar, não deveria estar em Brasília, trabalhando pelo povo? Ao que consta, desde o dia 1º de agosto o recesso dos deputados acabou!

– Felipão, o Reclamão!

Certa feita, Luiz Felipe Scolari ofendeu o árbitro assistente Roberto Braatz, dizendo:

Além de gaúcho, é safado”.

Na última semana, Braatz trabalhou pelo Campeonato Brasileiro na partida Cruzeiro X Palmeiras. Felipão reclamou muito da arbitragem.

Ontem, pela Sulamericana, Braatz (que processa Felipão pela ofensa citada acima) trabalhou no jogo Palmeiras X Botafogo. Em protesto, Felipão se recusou a trabalhar no banco de reservas.

Protesto do quê?

Braatz foi vítima de Scolari, não o inverso.

Já imaginou se os árbitros resolvessem boicotá-lo pelo excesso de insinuações, ou jornalistas pelas grosserias contra eles?

Infelizmente, o vencedor Scolari perdeu o respeito com os outros. Não pode ser mal educado como tem sido.

– E Quando um time Joga com 12 Atletas?

No último domingo, na partida entre São Paulo X Flamengo, um fato inusitado:

Rodrigo Caio saiu de campo para receber atendimento médico. Neste interim, o treinador Ney Franco resolveu substituí-lo pelo atleta João Schmitt. Portanto, houve a concretização da substituição: o atleta saiu por completo do campo de jogo, e seu substituto entrou no gramado.

Curiosidade: a substituição só se dá quando o atleta sai do campo. Se ele permanecer em campo (por qualquer motivo – descuido, ato pensado, ou outro) e o substituto entrar, o substituto passa a ser o atleta irregular, e não o suposto substituído, pois o procedimento de substituição não foi concretizado.

Importante: como é que o sexteto de arbitragem (1 árbitro, 2 bandeiras, 2 AAAs  e 1 quarto árbitro),  aos olhos de um assessor de árbitros, nada viu? Desatenção pura dos árbitros! É deles a responsabilidade.

O grande erro foi: durante a substituição, é indicado ao árbitro pelo 4º árbitro o número do jogador que sai. Exatamente 32 segundos depois, sem saber que foi substituído, o jogador está na linha lateral pedindo para retornar ao campo. O árbitro Jaílson Macedo, nesse pequeno período de tempo, esqueceu que o atleta tinha sido substituído com sua autorização! E o quarto-árbitro, Rodrigo Guarizzo, que houvera informado, estava prestando atenção em quê? Deles, é a culpa maior do erro.

A) E o que o árbitro faz quando percebe que uma equipe joga com 12 atletas?

Naquele momento, Rodrigo Caio é um jogador substituído. Portanto, não pode mais participar do jogo. O procedimento do árbitro deverá ser:

– Paralisar a partida imediatamente, aplicar o cartão amarelo por CONDUTA INDEVIDA; o jogador se retira de campo e o jogo é reiniciado com tiro livre indireto à equipe adversária, no local onde a bola se encontrava no momento da paralisação. Porém, se o adversário estiver com a posse de bola, poderá continuar a partida, esperar a concretização da jogada ou que ocorra uma saída de bola (a vantagem é para não prejudicar a equipe que está com 11).

B) E se saísse um gol para o Flamengo?

– O gol deve ser confirmado, mesmo jogando contra 12.

C) E se saísse um gol para o São Paulo?

– O gol deve ser anulado.

D) E se sai um gol para o São Paulo, que está com 12 atletas, e o jogo é reiniciado?

– O gol é validado, pois não se pode voltar em uma decisão após a partida ter sido reiniciada.

E) E se Rodrigo Caio evita um gol flamenguista embaixo da trave, usando as mãos?

– Se marca um tiro livre indireto para o Flamengo, a ser cobrado em cima da linha da pequena área. Não se pode marcar um pênalti, pois o atleta não é mais um jogador da partida. Se expulsa o jogador por dupla advertência (entrar no campo de jogo e atrapalhar a partida). Embora não esteja autorizado a jogar a partida naquele momento, atletas substitutos e substituídos continuam sob jurisdição disciplinar do árbitro, podendo receber cartões. De certo, todos adversários pedirão pênalti… Pior: se um zagueiro atingisse Rodrigo Caio com um soco, o flamenguista levaria Vermelho e o sãopaulino Aamarelo.

F) E se João Schmitt tivesse entrado em campo sem o consentimento da arbitragem?

Na improvável situação de que o árbitro se equivocou e permitiu a entrada de João Schmitt crendo não ser uma substituição, mas o retorno do atleta Rodrigo Caio que segundos atrás pediu para ser atendido fora de campo, o cartão amarelo deve ser para João Schmitt, pois, teoricamente o árbitro não permitiu a substituição e João se torna “agente externo”.

G) Na mais improvável de todas as hipóteses: e se Rodrigo Caio se negasse a aceitar a substituição?

O procedimento da substituição de atletas, conforme a Regra 3, precisa do aceite do substituído. Se a substituição é informada ao árbitro, e o atleta está em campo e se recusa a sair, o jogo segue sem problemas para a arbitragem, que não autoriza a concretização da substituição. Fica a pergunta: Rodrigo Caio estava fora do campo; mas ele concordou em ser substituído? Se reclamasse (já que ele não foi informado que foi substituído), poderíamos ter um erro de direito?

Discussão fantástica, não?

– O Enésimo Cartão Amarelo de Luís Fabiano. Jogador conhece a Regra?

Neste domingo, lance infantil do atleta sãopaulino Luís Fabiano. Recebeu pela enésima vez um cartão amarelo evitável.

A Regra 4 fala sobre os “Uniformes/equipamentos dos atletas”. E desconfigurá-lo é uma infração passível de cartão amarelo.

As diretrizes sobre essa regra foram modificadas nos últimos anos. Antes, tirar a camisa não era infração. Por um certo período, se punia por “excesso de comemoração” ou “retardamento no reinício da partida”, como se a camisa fosse culpada por isso. Hoje, as coisas estão bem mais norteadas: o termo usado pelo árbitro é: “desconfigurar o uniforme”.

Vamos lá: se você jogar com o meião baixo ou com mangas arregaçadas, deve ser advertido verbalmente para que corrija o uniforme (pois as meias devem encobrir as caneleiras e as camisas devem ter mangas). Porém, se você erguer a camisa, nas diretrizes da Regra, a orientação é clara: deverá ser punido com cartão amarelo.

Nesse caso, as situações são as seguintes:

tirar a camisa;

erguer a camisa até a cabeça, sem tirá-la do corpo.

Na última modificação, de anos anteriores, se você erguia a camisa e tivesse outra camisa por baixo, não era infração (Rivaldo fazia tal comemoração com constância no Barcelona). Hoje, o atleta só não será punido se tiver uma camisa idêntica por baixo.

É claro que dirão que esta regra só existe para privilegiar patrocinadores que querem sua marca mostrada no momento mais importante: a comemoração do gol com a estampa da empresa à vista do público. Outros dirão que tirar a camisa não machuca ninguém e que tudo não passa de bobagem. Concordo com tudo isso, porém, assim é a Regra. Quer queira ou não, deve ser cumprida.

Admiro ver que atletas rodados, calejados e importantes, como Luís Fabiano, ainda recebam cartões amarelos infantis como o da partida São Paulo X Flamengo. Será que ele não sabia que tirar a camisa é para cartão amarelo?

Jogador não lê livro de Regra e desconhece as 17 leis do jogo. E quando sabe a Regra, muitas vezes não a cumpre e prejudica sua equipe.

Obs: não dá para passar batido: e o árbitro Jaílson Macedo apitando a partida no Morumbi, a quase 30º.C, com camisa térmica de mangas longas? Deve ter se desidratado dentro do uniforme.

– Qual o Grande Problema da Arbitragem Brasileira?

Na última rodada do Brasileirão, novamente muitos erros. Se erra no lance difícil, aceitável; mas se erra no lance fácil, lamentável.

Foram diversas reclamações: Gol do Fredy; pênalti no Palmeiras; Lance da Ponte, entre outros… sem contar série B, C e D.

Quando os erros são de árbitros fracos (pela incompetência) ou por inexperientes (pelo noviciado), dá para entender. Mas até árbitros renomados estão errando acima da média!

Claro que poderíamos falar dos fatores habituais, que sempre são alardeados: amadorismo da carreira, dificuldade pelo excesso de câmeras, problemas financeiros e outras desculpas (algumas aceitas, outras não). Mas a verdade é que o grande problema hoje é: A FALTA DE COMANDO NA COMISSÃO DE ÁRBITROS.

Responda rápido:

– quais ações positivas você sabe dizer de bate-pronto realizadas?

– já viu treino de árbitro?

– os escalados, regularmente, são os melhores?

– os estados mais fortes futebolisticamente têm mais árbitros atuando na mesma proporção da força de seus regionais?

– os 10 FIFAs do Brasil são realmente os 10 melhores?

E o pior de tudo: ninguém faz nada para melhorar…

Os árbitros estão abandonados. Ou alguém acha que reuniões enfadonhas, testes físicos à exaustão ou circulares via Internet resolvem? Estamos formando velocistas e teóricos, mas árbitros, não. E estragando o que tínhamos de bom!

– Nem tudo que é Permitido é Devido. Scolari e suas queixas. O que fazer?

Numa Democracia, podemos manifestar nossa opinião sem censura. Claro, ela deve ser respeitosa, para que não existam consequências negativas.

Na última quinta-feira, assistimos a Palmeiras 0 X 2 Bahia. Na partida 3 lances contestados;

a falta no goleiro com gol anulado pró-Palmeiras: acertou o árbitro carioca Schneider; ali, foi infração, pois o palmeirense vai no corpo do arqueiro, e não na bola;

a suposta mão na bola do zagueiro do Bahia: nada marcou o árbitro, com correção, pois o lance não foi intencional (embora Thiago Leifer, do Globo Esporte, tenha dito que aquele tipo de mão, mesmo sem intenção, é pênalti – bobagem, pois a infração de “uso das mãos indevidamente na bola” só ocorre por intenção deliberada, e não por imprudência ou casualidade);

o pênalti pró-Bahia: duvidoso. Eu não marcaria, pois entendi que houve disputa leal da bola. Mas entendo e respeito aqueles que entenderam ter sido infração, alegando ombro nas costas com ação imprudente. É o típico lance que gera discussão, onde não existe absurdo.

Luís Felipe Scolari, após a partida, criticou o árbitro, usando termos jocosos e muita ironia. Chegou a dizer que o árbitro estava “cheio de tesão” em marcar o pênalti; alegou que o viu “satisfeito” e que deve “ter gozado nas calças”, entre outros termos baixos e sarcásticos.

Para quem não viu, está em: http://globotv.globo.com/sportv/sportvnews/v/felipao-lamenta-derrota-do-palmeiras-para-o-bahia/2060648/ 

Sobre o tema, uma pergunta pertinente do amigo Denis Garcia: “pelas declarações pós-jogo, Felipão não deveria ser punido?

Claro que sim. Não podemos e nem devemos sair por aí denegrindo ou ridicularizando as pessoas. Não vi o mesmo comportamento pós-jogo de Scolari nas duas partidas decisivas da Copa do Brasil, entre Palmeiras X Coritiba, com diversos erros da arbitragem, já debatidas em artigos específicos anteriores neste blog.

Por pior que seja a atuação de um árbitro, é necessário lembrar que ele tem família: pai, mãe, esposa, filho/a que deve acompanhar sua carreira e o que o envolve. Eles estão cientes do que podem ver ou ouvir, pelo risco da atividade de arbitragem. Mas certamente não suportam (e nem devem) a péssima educação e comentários baixos como os citados por Scolari.

Qual profissional gosta de que digam que ele “gozou nas calças” por um erro (se é que foi erro)?

Luís Felipe precisa se comportar melhor; ele é campeão mundial, vitorioso e deve dar exemplo positivo. Deveria ser punido rigorosamente (pois tal desrespeito aos envolvidos com o futebol – jornalistas e árbitros – vem de longa data) e convidado a se policiar mais.

– Qual será a Decisão de Kaká?

Kaká é craque, bom moço, chamado na Itália de “Il Bambino d’Oro”. Mas sua passagem pelo Real Madrid foi constrangedora. Não conseguiu jogar, se contundiu muitas vezes, não deu química

Agora, o noticiário diz que o Real oferece a recisão contratual, pagando-lhe metade do restante de todo o contrato para ir embora.

Em questão de negócios, o Real rasga dinheiro para não perder mais. Já para o atleta, pode ser uma oportunidade de recomeço, desde que possa atuar como titular em outro time.

Dizem que o Milan o quer de volta. Boa ideia. Dizem também que o Red Bull New York fez uma proposta. Aí é para curtir a vida e jogar como passatempo.

Se quiser ter sobrevida e aspirar seleção 2014, tem que ser no Milan. Se desejar vida boa e pouca cobrança, Red Bull.

Se eu fosse ele, sinceramente, toparia a proposta dos EUA. Lá, seria um enriquecido atleta aproveitando a Big Apple com mais tranquilidade.

E você, o que escolheria? Voltar ao Milan e ser cobrado, ou viver sossegadamente, sem tanta cobrança, nos EUA?

– Se Oscar estivesse no SPFC, Lucas valeria o que vale?

Uma constatação: Oscar (Internacional-RS) está sendo vendido por uma bolada para o Chelsea-ING. O Internacional pagou pelo atleta e após litígio judicial o vendeu multiplicando o lucro por 4 (perto de 60 milhões de reais).

Porém, o São Paulo ganhou aproximadamente 15 milhões. Poderia ter ganho mais? Talvez, valia o risco corrido. Entretanto, Lucas está valendo 99 milhões.

Se Oscar ainda estivesse no São Paulo, Lucas teria tido espaço?

É duro dizer. De qualquer forma, todos ganham dinheiro. E fica a constatação: no Palmeiras, no caso Valdívia, todos estão perdendo. Que mico da diretoria! Deu tudo errado…

– Jovialidade ou Experiência na carreira do Árbitro de Futebol?

Poderia até soar conflitante o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do Brasileirão 2012: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou, em 2010, que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional deveriam ter até 30 anos de idade. Tal medida serve de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado. Afinal, no atual Campeonato Brasileiro vemos árbitros bastante rodados, que sempre foram constantemente escalados, e, por acomodação na carreira, tornam-se “administradores” do jogo. Meros mediadores, que não aplicam os cartões necessários por conveniência ou para se pouparem de reclamações de dirigentes. Junto deles, vemos alguns jovens, ilustres desconhecidos com oportunidades, mas de competência insuficiente, permitindo que jogadores medalhões apitem o jogo por eles, caindo na pressão da torcida e cometendo erros grotescos.

Para quem acompanhou a rodada da última quarta-feira (ontem), isso ficou nítido.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com suficiente treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos:

Terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros?

– O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como?

– A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho?

– Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, seria contestada:

– De onde viriam esses nomes jovens a serem indicados?

– Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes?

– Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E  virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de um projeto de renovação não depende de nomes novos por si só, mas de DIRIGENTES NOVOS – das comissões de árbitros à presidência da CBF. Se jovens, que se trabalhe nas partidas adequadas, sem queimar etapas. Se experientes, que cobrem a não-acomodação. E, independente da idade, que sejam escalados pelo mérito / competência, nunca por política de integração dos estados.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo da administração, isso é cotidianamente questionado. Por que não no futebol?

– Quem, de fato, Representa os Árbitros na Justiça?

Marco Polo Del Nero, de fato, está mandando na CBF. Prova disso é a pertinente matéria do jornalista Ricardo Perrone em seu blog no UOL.

Segundo ele, na composição do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) indicou como representante Ronaldo Botelho Piacente.

O que ele tem a ver com os árbitros?

Absolutamente nada.

Piacente é, de acordo com Perrone, homem forte de Marco Polo Del Nero e presidente do TJD-SP. Sem contar que Dr Rubens Approbato Machado (o respeitado homem que afastou Marco Polo após o “caso Madonna”) deixa sua vaga para Flávio Sveiter no STJD (filho do Luiz Sveiter, aquele que decidiu em entrevista a um popularesco programa de TV anular as partidas do Brasileirão no “caso Máfia do Apito”, poupando os dirigentes da FPF e responsabilizando o árbitro unicamente pelo acontecido).

Mas para os árbitros, fica a seguinte indagação: como fica a situação dos dirigentes quanto a essa indicação? Era do desejo e da concordância deles?

– Marco Antonio Martins, presidente da ANAF, tem afinidade com a CBF; poderia contrariar seus dirigentes?

– O secretário-geral Arthur Alves Júnior, que é presidente do Sindicato dos Árbitros Paulistas e funcionário da Federação Paulista de Futebol, poderia interceder? Penso que se a pessoa é funcionária da Federação Paulista, teria dificuldade em defender os interesses da coletividade, já que ideias do sindicato nem sempre são concordantes com as do patronato.

Porém, claro que tudo isso está em plena legalidade, mas fica a questão ética sobre o tema.

Encerro com a reflexão: há plena independência das entidades? Os árbitros se sentem realmente representados?

Abaixo, extraído de: http://is.gd/W7yUvg

NOVO STJD MOSTRA DEL NERO EM ALTA ATÉ COM OS ÁRBITROS

A nova composição do STJD reforça a imagem de Marco Polo Del Nero como homem mais influente do futebol brasileiro na era pós Ricardo Teixeira.

Oficialmente, o vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista não tem poderes para indicar os novos integrantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Mesmo assim, aliados seus foram indicados pelas entidades que têm esse direito.

A nomeação mais emblemática é a de Ronaldo Botelho Piacente. Homem de confiança de Del Nero, ele presidia o TJD paulista. Sua indicação sugere alto prestígio do cartolão junto aos árbitros brasileiros. Piacente foi conduzido ao STJD pela ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol).

Flávio Zveiter, indicado pelos clubes e eleito pelos colegas para presidir o STJD, é filho de Luiz Zveiter, ex-presidente do órgão e com bom trânsito junto a Del Nero.

De quebra, vice da CBF viu um antigo desafeto se despedir do Superior Tribunal. Rubens Approbatto Machado cumpriu dois mandatos (máximo permitido) como presidente e deixou o órgão.

Ele era o presidente quando Del Nero foi suspenso por sua participação no caso Madonna, em 2008. Na ocasião, o presidente da FPF relatou à CBF uma suposta entrega de convites por parte do São Paulo para o árbitro Wagner Tardelli assistir a show da cantora no Morumbi. O árbitro acabou sendo tirado da última e decisiva partida do clube no Brasileirão daquele ano.

– As Cadeiras Polonesas do Maracanã

Quer dizer que o órgão estadual que escolherá as cadeiras do Estádio do Maracanã já tomou uma decisão?

Para a Copa do Mundo, foi escolhida uma empresa fornecedora de cadeiras polonesas. A vencedora foi a que apresentou a proposta mais cara, pelo critério de qualidade, e não de preço.

Será que posteriormente, não teremos custo elevado na manutenção, já que elas vêm do Leste Europeu?

Levarão em conta que não geramos emprego para a indústria nacional?

Haverá número suficiente de assentos para a reposição, já que as torcidas organizadas costumam estragá-las?

As caríssimas reformas para os Jogos Pan-Americanos de nada adiantaram? As cadeiras tinham menos de 5 anos de uso, e não serão aproveitadas?

Já que o dinheiro não é do bolso dos políticos, mas sim do povo, vale tudo…

– Iveco & Corinthians: O Retorno do Patrocínio

A Iveco (divisão de caminhões do grupo FIAT), patrocinou o Corinthians nos jogos decisivos da Libertadores da América. E gostou da experiência!

Segundo Marco Piquini, diretor de comunicação da empresa, (segundo a Revista IstoÉ Dinheiro, Ed 18/07/2012, por Carlos Valim, seção Mídia&Cia) valeu a pena expor a marca. Fora a conquista do título, a marca apareceu por quase 4 horas em jornalísticos da Rede Globo (sem contar as outras emissoras). A página da empresa no Facebook teve seus seguidores multiplicados por 48!

Bom patrocínio é assim: o que dá certo… momento certo com o parceiro certo.

– Neymar UnFair-Play e as Vaias. Faltas ou Simulações?

Não venham dizer que há corporativismo dos árbitros depois…

Àqueles que costumam dizer que os árbitros brasileiros perseguem Neymar, pura balela! Ontem, no amistoso Brasil X Grã-Bretanha, Neymar tenta o drible e se joga. Como não dava para reclamar de toque por baixo, devido a uma grosseira encenação, colocou a mão na cabeça, como se tivesse sido agredido. Nas imagens de replay, a comprovação de que nada ocorrera. Ao término da partida, Thiago Silva, zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, declarou que:

Neymar precisa tomar cuidado com isso (encenação) para não ficar marcado pelos árbitros”.

Um detalhe: Neymar foi vaiado por tal cena, e lá na Inglaterra, situações unfair play são vaiadas mesmo, inclusive por torcedores da própria equipe que tem um atleta que simula!

Li isso em algum lugar e corroboro: Quanto mais regionalizados os árbitros e menos gabaritados, maior número de faltas marcadas. Vide o número de faltas marcadas pró-Neymar no Paulistão, Brasileirão, Libertadores e Amistosos Internacionais. É proporcional a queda de infrações conforme aumenta a qualidade do árbitro.

Veja o lance em: http://is.gd/OY6ltc

– Sálvio Spinola na Comissão de Árbitros da Conmebol

Há exatamente 1 ano, Sálvio Spinola Fagundes Filho foi escalado para a final da Copa América na Argentina, entre Uruguai X Paraguai. Coincidentemente, no aniversário de tal escala, o ex-árbitro FIFA foi indicado pela CBF para assumir o cargo de membro da Comissão de Árbitros da Conmebol, segundo nota de Marcelo Damato, na Coluna De Prima, do Jornal Lance de 20/07/2012.

Sálvio substituirá o compatriota Armando Marques na função. Troca justa e necessária. Porém, se lembrará e se questionará dos porquês, até agora não tão claros, da troca injusta de Sálvio por Francisco Carlos Nascimento como árbitro FIFA, promovida pela CBF no final de 2011.

Os críticos lembrarão da retirada do escudo do árbitro, antes de jubilar a carreira, e poderão alegar compensação. Outros, como eu, preferem crer no mérito reconhecido e rejuvenescimento da Comissão de Árbitros da Conmebol.

– Muricy e a Seleção: Mudou de Idéia?

Muricy Ramalho, treinador do Santos, um dia recusou convite da CBF para ser o técnico da Seleção Brasileira pelo compromisso com o Fluminense.

Hoje, à Rádio Bradesco Esportes FM, declarou que, se convidado, aceitaria prontamente treinar o Escrete Canarinho.

O que faz Muricy mudar de ideia: já não existe a preocupação do compromisso assumido com o clube (como outrora alardeado), ou estaria em contrato a liberação imediata em caso de convite?

A propósito: caso Mano Meneses fosse demitido, Muricy, hoje, seria a opção no 1?

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– Futebol Olímpico: Encalhou?

Londres 2012 colocou à venda 2,5 milhões de entradas para os jogos de futebol masculino e feminino. Porém, reduzirá 500 mil ingressos, pois eles… encalharam!

De fato, parece que o futebol não combina mesmo com Jogos Olímpicos. Má vontade da FIFA, das Olimpíadas, dos Clubes e dos Torcedores! Afinal, parece que não há interesse em rivalizar Olimpíadas X Copa do Mundo.

– FIFA Test em Jundiaí

Os árbitros da CBF e da FIFA, que ainda não fizeram o teste físico neste ano ou que reprovaram em seus estados, estarão todos eles reunidos nesta quarta-feira a tarde em Jundiaí, fazendo o chamado “re-teste”.

Torço para que consigam a aprovação. Sei das dificuldades do FIFA Test, apesar das ótimas condições da pista de atletismo do Centro Esportivo Nicolino de Lucca (Bolão).

O que me entristece é que o teste ocorra justamente em dia de rodada do Brasileirão! Aí não dá… Dia de teste físico, pela importância dele, deve ser em data exclusiva para que as pessoas envolvidas possam se dedicar ao máximo – dos preparadores físicos aos próprios árbitros.

Infelizmente, não poderei dar um abraço in loco aos amigos que estarão por lá, pelo excesso de compromissos profissionais nas minhas diversas searas nessa quarta-feira e por contratempo. Mas de coração estarei lá, torcendo por cada um.

ATUALIZANDO: sobre o teste físico, aprovados, reprovados e outras considerações em links do ramo:

http://www.vozdoapito.com.br/nadine_bastos_e_aprovada_em_teste_fisico_da_cbf.php ou

http://www.vozdoapito.com.br/wilson_seneme_continua_sem_fazer_teste_fisico.php ou

http://marcalneles.blogspot.com.br/2012/07/arbitros-e-assistentes-realizaram-teste.html

APROVEITANDO: O Voz do Apito abordou uma questão polêmica: ausência do FIFA no 1 do Brasil.

APROVEITANDO 2: Grande Marçal, Jundiaí estava cinzenta e fria como em todo o estado. Faltou acrescentar o adjetivo “bela” no texto. Abraços, Porcari.

– Paulista de Jundiaí é a Prova: Time que vence, cativa e forma a Torcida!

Ontem, ouvia a partida de estreia do Paulista contra o XV de Piracicaba pela Copa Paulista. Aliás, somente a Rádio Difusora transmitiu o jogo, com a ótima equipe do Adilson Freddo com destaque ao Heitor Mário, que comenta futebol melhor do que renomados comentaristas por aí! Fico triste pelo fato da Rádio Cidade não ter transmitido nada. Afinal, sempre é bom termos mais espaço para o jornalismo esportivo.

Considerações feitas, a Copa Paulista, que infelizmente é deficitária, passa a ser o Campeonato mais importante para clubes do interior. Algumas equipes jogarão com juniores, apenas para não fechar as portas. Outras, disputarão o título e se prepararão para A1 de 2013. E o Galo começou com o pé direito: venceu o Nhô Quim por 1 X 0, numa partida onde o árbitro deixou bater a vontade (nesse campeonato, a FPF dá oportunidade a jovens árbitros, mas o árbitro Rodrigo Oliveira, talvez pela inexperiência, não se impôs) – a omissão nas advertências verbais permitiu entradas mais fortes dos zagueiros piracicabanos.

E como time que ganha cativa o torcedor, minha filha de 3 anos (que gosta de futebol e já conhece os times brasileiros pelas cores e distintivos), ao ouvir o gol do Paulista seguido pelo Hino do clube (Paulista, Paulista, Paulista…) gritou para mim: Gol do meu Paulistinha, pai!”

Fiquei pensando: time que vence, realmente traz empatia. A Marina, minha princesinha, já sabe que Jundiaí tem um time chamado Paulista, e ela diz que torce para o São Paulo do vovô Lili porque o time dele tem muitas estrelinhas, e para o “Paulistinha” do papai porque ele sempre ganha.

Na verdade, ela assistiu algumas vitórias do Galo comigo, e coincidentemente nenhuma derrota. Na cabeça de uma criança, na hora de escolher o time do coração, o vencedor sempre pesa!

Tomara que o ânimo da minha filhota e a vitória na rodada inicial sejam prenúncios de título para o Galo. Torcida pura e inocente das crianças, certamente terá, se depender da Marina! Aliás, ela quer que eu pinte a “bandeirinha do Paulista no rosto dela para ir ao estádio”…

Certamente, na primeira oportunidade que o Galo jogar em casa à tarde, irei com ela de rosto pintado.

– O Pedido de Desculpas da FIFA

Esta semana, revelou-se publicamente o esquema de propinas a Ricardo Teixeira e João Havelange, envolvendo a FIFA e com conhecimento de Joseph Blatter.

Porém, num tremendo momento de infelicidade, os advogados da FIFA declaram em seu pronunciamento, a fim de justificar os subornos, que:

A maioria da população da América do Sul e África tem subornos como parte de seus salários.”

Em seguida, a FIFA pediu desculpas, dizendo que não era a sua visão, mas sim a dos seus consultores jurídicos.

Ahhhhh táááá´…

O curioso é que os dirigentes das entidades sulamericanas e africanas não se pronunciaram. Alguém viu alguma nota da CBF em repúdio aos advogados da FIFA?

Quem cala, consente. Será esse o ditado a ser usado nessa história?

– Ganso, Lucas e Thiago Silva

Cada vez mais os contratos no futebol deixam os jogadores desprovidos de espírito coletivo e de lealdade aos seus formadores. Paixão clubística inexiste no mundo profissional.

Vejam Ganso: a cada jogo decisivo que participou pelo Santos, sempre teve problema contratual e queixas às vésperas das partidas. O problema é que ele tem contrato, e por mais que não queira jogar no Santos, tem que cumprir o que assinou. E o cumprimento do contrato se dá por duas formas:

1) Jogando;

2) Pagando a Multa Contratual.

Pagar a multa também é cumprir contrato. Ué? Está descontente? Que banque sua parte.

Caso Lucas: Wagner Ribeiro cansou de dizer que possuía uma proposta de 30 milhões de euro para Lulinha, então no Corinthians. A cada renovação contratual, sempre surgia a proposta. Agora, Wagner Ribeiro age identicamente com Lucas. Existe uma proposta de 30 milhões a ele também? Mostre-a ou admita um blefe. Ops: por esse valor, eu o vendia e embrulhava para presente.

Venda de Thiago Silva: reparo que os sites divulgam que dentro da concentração da Seleção Brasileira, representantes do Paris Saint German assinaram o contrato com o jogador. Como é “concentrada” a tal da concentração, não? Não poderia ser em outro lugar? Ou em outro momento?

– Professor Renato Gaúcho aconselha…

Estou aqui com uma edição antiga da Revista ESPN, abril/2011, no. 18. E achei algumas frases sensacionais do hoje treinador (mas eterno jogador bohêmio, de noitadas impagáveis) Renato Gaúcho:

“Tem que passar o trator (nas mulheres). Se elas querem dar, tem que comer”.

“Não proíbo o cara de tomar 20 chopes e comer duas mulheres na noite, mas tem que se garantir no jogo”.

“Hoje em dia, as mulheres querem engravidar de jogador de futebol e de cantor porque sabem que vão ter uma vida financeira boa”.

“Um cara com a camisa do Grêmio, do São Paulo, do Corinthians, independentemente da latinha, passa a ser bonito. Agora põe uma camisa de time pequeno pra ver”.

“Na hora de casar, ou o cara é esperto ou se fode”.

“Tenho uma cobertura que fica debaixo do Cristo redentor e o bicho pegava ali”.

O “professor” não perdoa, hein?

– Vitória/BA Solidário

Parabéns ao time baiano do Vitória. Resolveu, juntamente com a Penalty, seu fornecedor esportivo, retirar o vermelho do seu uniforme Rubro Negro.

Motivo para aplausos?

Incentivar a doação de sangue!

A cada certa quantidade doada, os bancos de sangue informam ao clube que entra em campo com uma listra vermelha a mais.

Isso se chama: responsabilidade social!

– Que tal “desomenagear” as Homenagens a Havelange?

Historicamente, João Havelange foi costumeiramente contestado pelas pessoas de bem e paparicado pelos de conduta duvidosa. E os puxa-sacos, oportunistas, fizeram inúmeras homenagens a ele.

Fico pensando: o estádio do Engenhão se chama João Havelange. Depois de tanta comprovação de fraudes do presidente de honra da FIFA, que tal rebatizar o estádio com o nome de alguém merecedor?

Que tal estádio Mané Garrincha, Nilton Santos, ou outro significativo para a coletividade botafoguense?

– Ingressos Esgotados em Manchester para uma Temporada Inteira

Em 1 hora e 30 minutos, TODOS os ingressos do Manchester City foram vendidos para o Campeonato Inglês. São 36.000 lugares para os 19 jogos em casa da temporada 2012/2013. Os preços foram majorados em 10%, mas mesmo assim as vendas foram um sucesso.

Motivados pelo título da Premier League, o clube inglês pode se gabar de ter comercializado 100% de ocupação para um campeonato inteiro.

Para mim, isso é algo utópico aqui no Brasil. E para você? Deixe seu comentário:

– Incoerências e Inconveniências da CBF em Diversas Frentes

Pura incompetência? Veja 4 situações discutíveis promovidas pela CBF:

1) Presidente José Maria Marin confirmou nesta quinta-feira que Ricardo Teixeira ainda recebe salários da CBF. Seu vencimento é de R$ 100.000,00, e trabalha como consultor da entidade. Mesmo confirmado pela Justiça da Suíça o envolvimento em propina com João Havelange, não foi exonerado do cargo.

2) A Comissão de Árbitros sorteou o paulista Wilson Seneme para o clássico carioca Boatafogo X Fluminense, e o carioca Péricles Bassols para o clássico paulista Palmeiras X São Paulo. Ultimamente, o critério estava sendo o uso de árbitros locais nos clássicos entre clubes da mesma praça, defendendo o menor custo de tal escala e conhecimento prévio das equipes. Nesta semana, mudou. Para o árbitro, é melhor apitar longe da sua praça e voltar de cabeça fresca para casa. Porém, se não há mais a preocupação em reduzir custos, por quê ser escalar repetidamente (no sábado 14 e domingo 15) o matogrossense Wagner Reway? No sábado à tarde trabalha no Pacaembu (Corinthians X Náutico). No dia seguinte, estará em Barueri como AAA no Choque-Rei, juntamente com o goiano Elmo Resende.

Ora, será que precisamos de árbitro, bandeiras e até adicionais de outros estados para confronto de paulista contra paulista? Se economiza por um lado, se gasta muito por outro. As agências de viagens devem gostar!

3) Teremos amistoso da Seleção Brasileira no Nordeste, confirmado para 10 de setembro, contra a China em Recife. Muito bom, pena que seja numa…. segunda-feira útil de trabalho!

4) O site Apitonacional.com divulgou que o assessor / observador de árbitros, que também é presidente da Comissão de Árbitros de SC, Dionísio Rodrigues Domingos, exerce a função de preparador físico dos árbitros da CBF e FIFA no Brasil. Tudo em ordem, pois, se há competência mesmo com acúmulo de funções, ok. O problema é que, segundo o site (em: http://is.gd/1377UO), ele não tem CREF! O documento está para o profissional de Educação Física como o CRM para o Médico. Sem ele, não pode exercer a profissão.

Fico pensando: e se um árbitro, durante a preparação física, se lesionar?

São essas situações que constrangem as pessoas sérias e que maculam o respeito popular pela entidade.