– Andrade e Gutierrez: que grana é essa?

A Construtora Andrade e Gutierrez, cujos principais executivos foram presos pela Operação Lava-Jato, confessou propinas milionárias a autoridades políticas para golpes da mesma proporção aos cofres públicos. Entre eles: Estádios do Maracanã e Mané Garrincha, Usina Atômica de Angra 3, fora outras tantas obras públicas.

Para quem foi essa grana? Devolverão? Quais são os políticos?

Pela a liberdade dos donos, a A&G aceitou pagar 1 bilhão de reais em multa!

Imagine: os valores pagos, surrupiados, desviados e “propinados”, se somados, dariam quantos bilhões?

Neste mesmo momento, leio que o Papa Francisco, na África, em visita pastoral, disse aos jovens locais algo mais ou menos assim: “a Corrupção é como um açúcar: é doce, vicia… mas faz mal!”.

É por aí mesmo. Fez um golpe; provavelmente pegará gosto e fará outros. Taí a Andrade e Gutierrez e tantas outras empreiteiras.

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– A Comissão Externa de Avaliação da Arbitragem é uma ideia a frutificar?

Há algum tempo, o Conselho Nacional de Clubes, o órgão representativo dos times de futebol junto à CBF para ideias e discussões, tem direcionado suas críticas à Comissão de Árbitros da CBF.

Dois meses atrás, escrevemos nesse espaço que os presidentes do Grêmio e Atlético Mineiro (Romildo Bolzan e Daniel Nepomuceno) desejavam que se criasse um organismo externo da CBF para fiscalizar Sérgio Correa e os observadores de árbitros.

Pois bem: leio no blog do jornalista Ricardo Perrone que na última 6a feira, através da sugestão do Flamengo, esses mesmos clubes apresentaram a Marco Polo Del Nero um projeto de “CONTROLE EXTERNO” das ações da Comissão de Árbitros.

A idéia é a criação de um grupo de especialistas independentes que avaliem as atuações dos árbitros dando notas a eles; e por essas notas os árbitros mais bem avaliados fossem para os sorteios dos jogos mais importantes. Tudo isso com auditoria sobre a CA-CBF.

Ótimo! E ao mesmo tempo vem a questão: não deveria já ser assim?

Ué, a lógica é que Sérgio Correa da Silva já colocasse para sorteio os melhores árbitros devido as melhores notas. E aí reside outro problema ainda: os avaliadores de hoje!

Será que todos entendem do ramo?

Conheço muitos ótimos observadores de árbitros, mas quando escrevem sua impressões, simplesmente seus relatos são ignorados. E conheço também outros péssimos avaliadores, que só pertencem ao quadro por politicagem.

A proposta flamenguista é ótima, mas existe o empecilho: quem pagará a conta dos avaliadores independentes e das auditorias que fiscalizarão a Comissão de Arbitragem?

Não deveríamos estarmos preocupados com dinheiro. Afinal, um mísero amistoso da Seleção Brasileira já bancaria todo o custo dessa operação. O problema é a CBF gastar dinheiro para ações de lisura…

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– O Treinador Sobrevivente?

Coisas de um campeonato de muita exigência: o único treinador do Campeonato Brasileiro que da 1a até a última rodada permaneceu no cargo é Tite (o campeão).

O 2o mais longevo foi Levir Culpi, que se despediu nesta 5a feira (o vice-campeão).

Depois dele, há o Roger, do Grêmio (o 3o colocado na classificação).

Sintomático?

Aparentemente, a classificação dos clubes depende da paciência do cartola que mantém o técnico.

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– A hercúlea tarefa de respeitar a opinião: sobre (ainda) Santos 1×0 Palmeiras. E se tivéssemos tecnologia ao Luiz Flávio?

Parece que o primeiro jogo da Copa do Brasil não acabará tão cedo. As discussões nas redes sociais vão do debate respeitoso à manifestação xiita. Tudo por um lance de difícil interpretação: o pênalti reclamado pelo Palmeiras por Lucas Barrios!

Na Rede Globo, o comentarista Leonardo Gaciba entendeu que foi pênalti. Como a emissora tem a maior audiência, leva-se a crer que a maior parte dos torcedores concorde. Respeito as explicações, mas não entendo ter ocorrido infração. A análise da arbitragem deste lance e do jogo estão disponíveis no Blog “Pergunte ao Árbitro” neste link: http://wp.me/p55Mu0-Ed.

Na Fox Sports, o comentarista Carlos Eugênio Simon entendeu, assim como eu, que não foi pênalti. Na ESPN Brasil, Sálvio Spínola entendeu que foi. Na Rádio Jovem Pan, grande parte dos jornalistas entendeu que não foi. E por aí vai.

Qual o problema em concordar ou discordar? Nenhum! O faça respeitosamente.

Entretanto, com o advento da inclusão digital qualquer mal educado chega a você rapidamente, contrariando sua opinião com as ofensas mais grosseiras possíveis e tratando quem pensa diferente como bandido, criminoso, corrupto e maquiavélico torcedor do outro time!

É comum ver um mesmo comentarista ser tachado de corinthiano, palmeirense, santista ou são-paulino; só depende da visão do imbecil – ou melhor, do “intolerante fanático” que repudia, tripudia e calunia.

No site GloboEsporte.com, há uma câmera de ângulo invertido mostrando Lucas Barrios tropeçando nas próprias pernas e aí se desequilibrando. Não há, na imagem, toque qualquer de David Braz que o tenha tirado do prumo. Mas para os mais críticos o vídeo é editado e manipulado, entre tantas outras coisas. Alguns alegam que existe um toque anterior a esse. Não o vejo, e se há, não está disponível para visualização. Mas para isso há um contra-argumento: se Barrios foi tocado por Brás, manteve o equilíbrio e continuou a jogada – e isso não é falta, pois a queda em si somente se dá pelo fruto do seu próprio toque. A imagem é essa: https://youtu.be/BsU_NVXO7qE.

Claro, cada um terá o seu próprio entendimento. O que não pode é o exagero desmedido. Respeito o craque Edmundo e sua opinião, mas me assusta declarar ao Milton Neves na Band (minuto 2’00” até 2’20” do link abaixo de que foi “triplamente pênalti”, explicando 3 faltas cometidas no lance!

A explicação dele está em: http://esporte.band.uol.com.br/futebol/copa-do-brasil/2015/noticias/?id=100000782960&t=barrios-diz-que-resultado-nao-foi-justo-e-reclama-de-penalti .

Vi e revi imagens, assisti, ouvi e li opiniões: para mim, não foi pênalti pelos motivos citados na Análise da Arbitragem do 1o link disponibilizado neste texto. O que não dá para negar é: qualquer decisão marcada pelo árbitro seria polêmica, tal o grau de dificuldade para ele em seus míseros segundos a fim de apitar ou não o lance.

É covardia crucificar alguém. Mas imagine: e com a implantação do (necessário) recurso de imagens para auxiliar o árbitro? A polêmica seria menor?

Ao contrário: hoje falaríamos se o árbitro “brigou com a imagem ou não”.

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– Liga dos Campeões da Europa e Champions das Américas

A UEFA Champions League é sem dúvida um torneio extraordinário. Mas como a maioria dos campeonatos, sucumbe a certos politiqueiros que incham de participantes. Deveria ter uma super fase eliminatória, pois o legal é assistir aos grandes, os verdadeiros campeões. Mas Platini colocou uma tropa de clubes inexpressivos (assim como Nicolas Leoz fez na Conmebol). Vide Paok, Pielsen, etc.

Aliás, quando ele, um dia, disse que a FIFA deveria olhar para a periferia do futebol se referiu a quem? A estes pequenos? A outro inchaço: o da Copa do Mundo com 40 clubes, como já declarou publicamente?

Se na UCL temos o Astana do Cazaquistão, o Bater Borisov da Bielorússia, o Gent da Bélgicao que nos esperaria uma Copa do Mundo com tanta gente?

Paralelo a tudo isso, surgiu há meses a ideia do mega empresário italiano Riccardo Silva, bilionário investidor e criador de eventos, em uma “Liga dos Campeões das Américas”, a “American Champions League” (ACL), com 64 clubes de países da América do Sul, Central e do Norte, pagando 2 bilhões de dólares ao todo e com fases eliminatórias, onde entrariam mais pra frente os grandes times brasileiros, argentinos, mexicanos e americanos.

A sugestão é interessante, e ao blog do jornalista Rodrigo Mattos, no UOL, Riccardo Silva contou ter conversado com São Paulo, Corinthians e Flamengo, oferecendo 5 milhões de dólares para um mínimo de 2 jogos (uma partida de ida e de volta). O campeão levaria ao menos 30 milhões de dólares!

E aí: os clubes brasileiros topariam a empreitada, fugindo das amarras da Conmebol e seus dirigentes procurados pelo FBI?

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– Análise da Arbitragem de Santos 1×0 Palmeiras

O jogo foi atípico: 2/3 apitado por Luís Flávio de Oliveira, que sentiu uma contusão, e 1/3 por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, seu substituto imediato.

Vamos à participação de Luís Flávio: dentro do clima do jogo visto na Vila Belmiro, foi bem tecnicamente. Mas disciplinarmente, ao “pé-da-regra”, apenas razoável, sendo mais mediador do que árbitro em alguns momentos. Arbitragem que pode ser classificada como “cautelosa”, pois houve muito nhe-nhe-nhém na partida, com jogadores que não colaboraram dos dois lados e cartões poupados propositalmente, evitando que os atletas pendurados para a finalíssima levassem a advertência. Como previsto, Luiz Flávio conversou bastante.

Os dois lances mais difíceis para LF:

1) Pênalti marcado ao Santos: O escanteio vai ser cobrado, Ricardo Oliveira e Arouca estão se empurrando. Não se pode marcar nada pois a bola não está em jogo (apenas se pode dar advertência verbal). Cobrado o tiro de canto, Ricardo Oliveira corre para a pequena área e é puxado por Arouca. Aparentemente, o puxão na camisa não tem força suficiente para derrubar Ricardo Oliveira, mas por ser explícito e claramente ter a intenção de atrapalhar a tentativa de domínio do atacante, é infração. Dentro da área, pênalti. Lance infantil do defensor palmeirense, valorizado pelo atacante santista. Acertou Luís Flávio de Oliveira.

2) Pênalti não marcado ao Palmeiras: Lucas Barrios tem a oportunidade para chutar ao gol e há David Brás grudado nele. Quando se arma para chutar, perceba que já está desequilibrado, e é durante o desequilíbrio que há o contato do santista. Não foi por esse toque que Lucas caiu. Resta saber: caiu por ter se jogado intencionalmente ou se desequilibrou antes? Acertou também Luís Flávio de Oliveira.

Sobre a atuação de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza: entrou descansado, com a faca entre os dentes! Mudou o critério disciplinar de Luís Flávio, aplicando os cartões necessários. Em especial, soube discernir a violência da falsa impressão de jogada viril devido aos escorregões. Somente um porém: Lucas Lima, após sofrer falta de Lucas, o provoca com a mão no rosto. Era lance para Cartão Amarelo, não aplicado. Na sequência, Lucas desforra com um pontapé, e recebe Cartão Vermelho corretamente. Se não houvesse essa falha do árbitro, Lucas Lima estaria fora do segundo jogo da final…

Duas observações derradeiras:

1- Lance triste da contusão de Gabriel de Jesus. O choro do jovem atleta por ter caído de mau jeito aos 30 segundos e ter que sair do jogo foi comovente. Quem trabalha com esporte e procura manter a saúde, sabe o que é perder tão bestamente uma oportunidade. Além do menino ser “boa praça”.

2- Parabéns ao desprendimento de Luís Flávio, nenhum árbitro quer sair durante um jogo, em especial numa final. LF não foi vaidoso em querer se manter em campo e para o bem da partida, sabendo da dificuldade em estar em cima das jogadas devido ao gramado pesado e chuva, procurou a substituição.

Ops: para quem tem dúvida no lance de Lucas Barrios, veja que ele TROPEÇOU na própria perna. Segue:

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– O processo de “io-ionização” dos clubes de futebol

Eu sou do tempo em que havia sempre os mesmos times no Campeonato Brasileiro e Paulista. Alguns subiam e caiam de divisão com facilidade: a Portuguesa Santista, o Juventus ou o América de Rio Preto eram assim no Estadual. Náutico e Bahia idem no Nacional.

De repente… Portuguesa e Guarani começaram a cair-subir; cair-subir e… somente a cair! Passaram de times “io-iô” para times de divisões inferiores.

Recentemente, o Vasco da Gama e o Botafogo (com o Palmeiras no limite) passaram por essa fragilidade na perenidade da Série A. E tal fato traz o questionamento: o grandioso Time da Colina, de história maravilhosa, se cair pela 3a vez em 8 anos, estará definitivamente se apequenando? O Botafogo, subindo para a Série A, será para ficar?

Claro que os prejuízos financeiros e morais são grandes para quem cai de divisão. O desgosto do torcedor, maior! Mas a “io-ionização” de alguns clubes (como o próprio Vasco) traz questionamentos sobre o futuro!

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– Ganhando o meio-campo!

Os memes que surgem na Internet sobre futebol podem ser bem didáticos. Este, abaixo, relativo ao clássico Real Madrid 0x4 Barcelona, mostra perfeitamente como “ganhar o meio-campo” pode ser fatal.

A foto, verdadeira (não é montagem), mostra como o treinador madrilenho Rafa Benítez perdeu o jogo deixando os craques do Barça jogarem a vontade.  

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Santos x Palmeiras – Final da Copa do Brasil

Para a primeira partida da final da Copa do Brasil 2015, apitará o paulista Luiz Flávio de Oliveira.

Bom árbitro escolhido por sorteio?

Sim, bom nome pelos árbitros que se tem no quadro na atual geração. Mas há algumas coisas interessantes a serem discutidas. Vamos a elas?

1- LF leva o estigma do sobrenome Oliveira, tão repudiado por santistas e palmeirenses devido ao histórico de discussões marcadas na carreira de seu irmão Paulo César (algumas críticas justas, outras não). O problema sempre foi: a comparação!

2- Paulo deixava o jogo, no auge da carreira, fluir muito mais. Quando viu o sonho de apitar a Copa do Mundo se desmanchar, tornou-se comum. Luiz paralisa mais as partidas, tenta controlar o jogo marcando as faltas mais leves.

3- PC ouvia as queixas dos atletas, que entravam por um ouvido e saíam pelo outro. LF as ouve, filtra e dá satisfação aos jogadores.

4- PC e LF, se comparados, são iguais na condição tecnico-física, mas opostos nas disciplinar.

E isso é bom para quem?

Avalie você mesmo: para um time de jogo truncado, com mais reclamações e onde a bola não rola tanto (pela condição ou tamanho do gramado), Luiz Flávio é melhor. Assim, seu estilo não se encaixa para equipes velozes e que jogam mais para o ataque.

Trocando em miúdos: em tese, teoricamente, para o Palmeiras, time mais marcador, que toca a bola mais de lado e possui jogadores que falam muito e estão pilhados, LF é uma boa pedida.

Se eu fosse dirigente do Santos, torceria para que a bolinha sorteada (pelo estilo de arbitragem, não por pressão, afinidade ou qualquer bobagem que o valha) fosse de: Vuaden, Daronco, Claus – que gostam do jogo mais corrido e não permitem reclamações.

E se eu fosse dirigente do Palmeiras, torceria para árbitros como: Luiz Flávio, Ricardo Marques Ribeiro, Péricles Bassols e Wilton Sampaio – árbitros que “picam mais o jogo”, aceitam conversa e não tão rigorosos disciplinarmente.

Claro, tudo isso pensando no jogo sendo na Vila Belmiro, pelas suas características próprias.

Tenho certeza que se a final fosse em 3 jogos e Sérgio Correa da Silva, o chefe dos árbitros, pudesse escolher 3 árbitros por pura indicação, escalaria: Dewson Freitas-PA (jogo 1) e Anderson Daronco-RS (jogo 2), escalados à exaustão e apostas que ele faz, dando a finalíssima a Ricardo Marques Ribeiro, que mesmo com tantos erros no Brasileirão é prestigiado – sendo ele o nome trabalhado hoje pela CBF para a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Espero que Luiz Flávio faça uma grande partida; afinal, está maculado pelo erro bisonho de um “pênalti de queimada”, daqueles da “Regra 12B”, no jogo Corinthians x Sport pelo Brasileirão. É a oportunidade para mostrar que superou o equívoco!

Aliás, tomara que não tenhamos tais lances polêmicos de mão na bola e bola na mão; e se ocorrerem, que se aplique a Regra da FIFA, não a da CBF.

Em tempo:

1- Luiz Flávio precisa de mais exposição em jogos internacionais. Sendo FIFA e com 38 anos, está pouquíssimo aproveitado fora do país.

2- Os bandeiras Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Van Gassen são incontestáveis hoje. Eu os escalaria tanto nos jogos de ida e de volta.

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– Neymar: Chantagem ao Fisco ou Pedido de Aumento?

O craque brasileiro Neymar Jr, através do “Neymar Pai”, mostrou que está descontente com sua situação financeira. O pai do atleta deu uma declaração interessante: disse que apesar do jogador estar feliz jogando na Espanha, a família toda não está. O problema seria o Fisco Espanhol, que cobra o não pagamento de impostos.

Ora, o sonho de qualquer contribuinte no mundo inteiro é não precisar pagar tributos. Mas todos nós somos obrigados a tal compromisso! Por quê com Neymar seria diferente?

Aqui, penso que só há duas respostas:

1) A declaração nada mais é do que uma chantagem sobre o não pagamento de impostos às autoridades espanholas, fazendo de conta que o jogador irá embora do país se continuar sendo cobrado (como se fosse imprescindível sua permanência); ou

2) Estratégia para pedir aumento ao Barcelona e fazer com que seu salário, no final das contas, seja “livre de tributos”?

Os jornais da Espanha criticaram muito a declaração. E cá entre nós: imposto se tem que pagar na Itália, na Alemanha, na Inglaterra…

Se quer tranquilidade tributária, só restará jogar os campeonatos de Liechtenstein, Luxemburgo, Panamá, Ilhas Cayman…

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– Flamengo 1×1 Ponte Preta e a Mão Inexistente

É incrível como toda parte do corpo está virando mão intencional na bola neste Brasileirão. Dessa vez, foi no Mané Garrincha.

Aos 4 minutos, a bola foi cruzada na área do Mengão e o pontepretano Cristian tenta o domínio, a bola bate no peito e TALVEZ no braço. Repare no texto: a bola é quem bate, se é que bateu. Do lance resulta o gol, que foi anulado pelo árbitro Dewson de Freitas. Errou.

Mesmo que a bola tenha batido no braço, foi de maneira natural, sem intenção e, portanto, legal. Não dá para interpretar intenção no lance (foi nítido que o lance foi “sem querer”), tampouco alegar movimento antinatural dos braços (como fazer o braço desaparecer em jogada tão rápida, após bater no peito?).

Segundo erro seguido de Dewson de Freitas (que apitou Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras) e segundo prejuízo da Ponte Preta (que teve um pênalti ridiculamente marcado por Chicão de Alagoas contra o Figueirense).

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– Clássicos disparates!

O futebol mundial se surpreendeu com alguns placares neste final de semana, e eles darão trabalho aos dirigentes que perderam:

Real Madrid 0x4 Barcelona, pois, segundo Suárez, “perderam a motivação para o 5o gol”.

Manchester City 1×4 Liverpool com uma incrível química entre os brasileiros Phillipe Coutinho e Roberto Firmino.

Corinthians 6×1 São Paulo, fora o baile que o Timão com o time B deu no Tricolor.

Imagine a dor de cabeça que os cartolas desses times que perderam terão durante os próximos dias…

Como reverter? Uma sequência de placares elásticos e atuações convincentes, o que não será fácil para ambos perdedores…

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– Arbitragem do Clássico Corinthians x São Paulo bem escolhida?

Não gosto de certas atitudes desprestigiosas. Uma delas: durante o ano todo se buscou árbitros desconhecidos e/ou novatos para terem oportunidades. Alguns foram bem, outros fizeram lambanças.

Pois bem: para Corinthians x São Paulo em Itaquera apitará o carioca Péricles Bassols, com bandeiras paulistas.

Por quê não árbitro paulista?

Por quê não testar um nome emergente de SP mesmo?

Vinícius Dias Gonçalves Araújo, que foi tão bem no Paulistão, sumiu. Flávio Rodrigues Souza, quando exigido, deu conta. Vinícius Furlan e Thiago Duarte Peixoto foram preteridos. O que acontece com os árbitros novos que pertencem à FPF na CBF?

Quando é para dar um jogo bom, a Comissão de Árbitros não dá chances. Renovar como?

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– Real Madrid 0x4 Barcelona: faltou o Casemiro?

O Barcelona jogou muita bola e deu um baile no Real Madrid neste final de semana: 4×0 em plena Madri, com um show de Neymar, Suárez e Iniesta (Messi entrou só no final por estar voltando de lesão).

Cristiano Ronaldo não conseguiu jogar nada, e os catalães foram indiscutivelmente superiores aos merengues. Uma espécie de #BRA1x7GER.

Entretanto…

Lendo nos sites estrangeiros, muitas críticas a Rafa Benitez, treinador do Real.

Ora, o Barça jogou muito! Mas a insistente pergunta da imprensa estrangeira é: por quê Casemiro, o volante ex-sãopaulino, não foi titular, já que estava atuando tão bem nos últimos jogos?

Segundo Benítez, num Real x Barça se precisa de “jogadores experientes, não de jovens”.

Neymar que o diga…

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– Parabéns à Conquista do (Hexa?) Campeonato do Corinthians!

Bi, tri, tetra, penta… E o Corinthians é aclamado como Hexacampeão.

Mas é hexa mesmo?

Antes, recordo-me que a atribuição sempre se deu a campeonatos seguidos conquistados. O Náutico, por exemplo, já foi decacampeão em PE (ganhou 10 vezes seguidamente), embora tenha quase 40 títulos regionais. Convencionou-se, por causa da Copa do Mundo, chamar aquele que conquista algumas vezes o torneio pelos adjetivos citados. Só que a Copa do Mundo é muito mais esporádica do que os regionais/ nacionais.

Assim, o São Paulo é bicampeão paulista de 80/81 e o Corinthians de 82/83. Mas ambos tem quase 30 títulos em SP! Se fosse assim, teríamos equipes triacontacampeães (trinta vezes campeão não-consecutivamente)?

Daqui 100 anos, se o futebol não falir, aquele que ganhar o 40o título de campeão será chamado como?

Por fim: o Milan luta para conquistar seu 19O escudeto no Calcio. A torcida gritará: “eneadecacampeão” nas arquibancadas? No 20o: “É, icosacampeão!!!”

Para mim, deve-se dizer 6o título conquistado. Nada mais do que isso – e merecido! Afinal, os números, o futebol jogado e a campanha mostram e justificam o título. E não se impute à arbitragem, que errou pró e contra a todos.

Levir Culpi ainda critica o título chamando-o como “manchado” nas entrevistas. Discordo, sobre isso, já falamos em outra postagem: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/11/03/corinthians-sem-essa-de-apito-amigo-galo/

Só não gostei da camisa comemorativa. Que mal gosto! Vale mais a tradicional do que essa modelo “XV de Piracicaba versão Nike”

Tão criativos que os marqueteiros são, deram voz aos piadistas das redes sociais. Uma das brincadeiras que postam na Internet:

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– Flamengo x Ponte Preta terão a Regra 13B em campo?

Depois de Sérgio Correa da Silva avalizar a “boa” arbitragem de Dewson de Freitas em CAP 3×3 SEP (veja a análise dos lances clicando aqui: http://wp.me/p55Mu0-Dl), dizendo na TV que se pode cobrar um tiro livre desde que a distância seja para trás (contrariando as Regras do Jogo da FIFA, que orienta a tolerância de 1m em condições especiais), com tal gafe foi criada uma nova Regra: a Regra 13B (tiros livres à moda brasileira).

Sem dúvida, o Brasileirão desde ano é inovador. Temos os pênaltis de queimada (Regra 12B) e agora mais essa novidade…

Falando sério: depois de toda essa lambança, Dewson foi premiado com a escala para o jogão Flamengo x Ponte Preta!

Coitada da Macaca… foi prejudicada por um pênalti mal marcado (a bola bateu no rosto de Ferron) pelo Chicão de Alagoas na rodada passada por uma 12B (veja a análise deste jogo aqui: http://wp.me/p55Mu0-Dd), e agora entrará em campo com o árbitro pioneiro da 13B!

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– Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras: erros ou acertos nas faltas?

Dois erros importantes na noite desta 4a feira na Arena da Baixada. Vamos a eles?

Dawson Freitas, o paraense que meteoricamente subiu ao quadro da FIFA no lugar do árbitro Chicão de Alagoas, deu motivo para as duas equipes reclamarem na partida entre Furacão 3×3 Verdão.

Não assisti ao jogo, mas li, ouvi e assisti os melhores momentos disponíveis da partida. E gostaria de fazer 3 observações:

1) Gol de Robinho: O lance surgiu de jogada irregular. Gabriel de Jesus divide com Eduardo, ameaça dominar no peito mas instintivamente fecha os braços para que a bola não fuja do seu domínio, batendo nos dois braços. É falta. Deste lance, surge o gol de Robinho. Era tiro livre direto a favor do CAP, sem a necessidade de aplicar o cartão amarelo. Mas por quê o árbitro não marcou? Simplesmente porque foi do lado cego dele. Ele está vendo apenas as costas do atleta, e se tivéssemos o AAA (os adicionais de linha de meta), poderia ter sido auxiliado a ver a infração.

2) Gol de Ewandro: Após falta cobrada rapidamente, surge mais um gol do Atlético, também de maneira irregular. Não por ter sido cobrada rapidamente, mas pelo local da cobrança. Vamos lá:

2a- Você pode cobrar uma falta sem a necessidade de autorização do árbitro. Basta ela estar imóvel e no local em que a falta ocorreu. Não precisa fazer a barreira, pois, afinal, ela não existe na Regra. O jogador pode abrir mão da cobrança rápida se achar que o adversário não está a 9,15m de distância a que tem direito. Se o fizer, aí sim deve esperar o apito do árbitro. Portanto, desmistifique: barreira quem pode pedir é o cobrador, não a defesa. O que acontece é que, na espera de arrumar a bola, se concentrar e mirar o gol, os jogadores se aglutinam formando a barreira. E como alguns batedores até mesmo a utilizam como referencial para chutes, acabam esperando. Porém, se o atleta quiser cobrar rápido e ela bater num adversário a menos de 9,15m, azar do cobrador, pois ele abriu mão da distância a que tem direito para agilizar o jogo. É diferente do lance em que, após arrumar uma barreira e autorizar a cobrança, alguém se avança e a bola bate nele – neste caso, volta a cobrança (se não resultar em um gol) e se aplica o cartão amarelo.

2b- O local da cobrança de uma falta deve ser exatamente no local em que ela ocorreu, caso exista o tempo de se fazer uma barreira e o aguardo do cobrador. Se ele quiser agilizar a cobrança, tolera-se aproximadamente o raio de 1 metro (portanto, para os lados, frente ou trás, exceto próximo à área – senão aconteceria a maluquice de se cobrar dentro da área penal). Alguém poderá dizer: “se ela for cobrada num local muito para trás, não há a vantagem“. Aí há duas situações: cobrou-se em local irregular (não tolerado uma distância tão grande de onde ocorreu de fato a infração) e a busca de outras vantagens diferentes da proximidade do gol: por exemplo, o “caminho livre” para o chute, como ontem.

2c- Se um jogador está levemente lesionado, o jogo deve seguir. É o que se vê neste caso: um jogador do Atlético, o time que pode cobrar rapidamente a falta, levanta imediatamente após a cobrança. Só se deve esperar a cobrança por jogador lesionado se realmente precisa de atendimento imediato (existe a orientação de que, como o árbitro não é médico, em caso de dúvida, permita a retirada do atleta em campo; não sendo esse caso, segue o jogo).

Dessa forma, por tudo isso, faltou malícia ao Palmeiras em “proteger a bola” ou “estar atento à cobrança”. Mas o mais importante: o lance foi irregular não pelo atleta no chão ou cobrança rápida, mas pelo local em que foi cobrada.

3) Disciplina em campo: no começo do Brasileirão, muitos cartões amarelos e vermelhos por questionamentos e reclamações à arbitragem. Não se podia falar nada que já se levava o cartão. Neste jogo, faltou peito ao árbitro.

OUTROS) Como, conforme reitero acima, não assisti ao jogo, tentei saber e não consegui sobre outras duas reclamações em que não há vídeo disponível:

1- A de uma cobrança rápida de falta não permitida ao Palmeiras (qual teria sido o motivo)?

2- O tempo de acréscimo e o real tempo do último gol (se há 5 minutos de acréscimos, quer dizer que o tempo legal deve ser entre 50’00 e 50’59”).

Para quem gosta, compartilho abaixo uma postagem com mesma temática (de 3 anos) para que os leitores possam fazer suas avaliações e outras considerações:

ESPERTEZA OU MOLEZA DOS JOGADORES EM COBRANÇAS DE FALTAS? 

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol:nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

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– Ponte Preta 0x1 Figueirense e o enésimo pênalti da Regra 12B

O sumido árbitro “Chicão de Alagoas” estava fora de jogos importantes há tempos. Francisco Carlos Nascimento, desde que perdeu o escudo FIFA para o paraense Dewson de Freitas (árbitro do polêmico jogo entre Atlético Paranaense 3×3 Palmeiras na Arena da Baixada) apitou muito pouco.

Na geopolítica esportiva da CBF é assim: para as regiões NO/NE, há a necessidade de dar o escudo internacional a alguém de lá, para fins políticos (nunca meritocráticos). Embora sejamos justos: isso acontece nas outras regiões também.

Sobre o lance: qualquer árbitro que não seja submetido ao rigor da orientação tupiniquim criada com exclusividade pela CBF sobre mão na bola e bola na mão, não marcaria esse “pênalti de queimada”. A FIFA sabiamente não mudou a regra, apenas orientou para que se reforçasse aos árbitros o cuidado com jogadores que disfarçadamente colocassem intencionalmente a mão na bola. Por aqui, virou “bateu-marcou“.

No lance desta 5a feira, o jogador do Figueirense chutou a bola que atingiu Ferron, para mim, no rosto do pontepretano. Mas o árbitro entendeu que foi na mão. Ora, se foi na mão, é a situação de proteção do atleta, nunca de intenção para tirar proveito da jogada (esqueça bobagens como “imprudência por estar com o braço aberto”). No futebol só vale mão por intenção (idem ao movimento antinatural dos braços, pois deve ser deliberado). Portanto, pênalti inexistente aos 13 minutos do 1o tempo, e que gerou o único gol da partida.

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– Neymar ofereceu a camisa e o árbitro não aceitou?

Não assisti ao jogo Brasil 3×0 Peru, mas leio que há uma polêmica sobre o árbitro e a camisa de Neymar, oferecida e não aceita depois do jogo.

Isso pode?

Respondo compartilhando uma postagem do Blog “Pergunte ao Árbitro” realizada há 4 anos, em uma situação quase parecida e que envolveu Neymar também. Abaixo:

ÁRBITRO PODE PEDIR CAMISA DE JOGADOR? 

Claro que não. Por motivos óbvios e exemplo práticos, explico:

 

Normalmente, as grandes equipes costumam entregar kits aos árbitros. Calma, nada de tentativa de suborno, mas souvenirs, lembranças da sua passagem por aquele estádio. Chaveiros, canetas ou camisas. Brindes, em geral.

 

Pequenas e médias equipes também fazem isso eventualmente, dependo da condição financeira. Certa vez, em Lençóis Paulista, tanto a equipe de arbitragem e os adversários ganharam cestas de chocolates do patrocinador local, que era o fabricante das guloseimas. Em outra oportunidade, em Americana (a equipe do Rio Branco sempre fazia isso), cortes de tecido (a cidade é conhecida como “tecelã”). Em São Carlos você ganhava toalhas. E por aí vai.

 

Até esse ponto, do oferecimento ser souvenir, tudo bem. Ou algum árbitro se venderá por uma camisa de clube? Claro que não.

Dar uma lembrança e aceitar/ou não, independente do placar, é até mesmo uma questão educacional.

 

O problema passa a ser o seguinte: PEDIR.

 

Vi muitas vezes colegas de arbitragem pedirem camisas. Nunca o fiz, pois sempre achei deselegante, e confesso que nunca tive motivos para pedir também. Ganhei, e confesso também, camisas de todos os grandes clubes de São Paulo, que foram por mim doadas. Sempre as recebi com os demais integrantes e nunca sozinho.

 

Em algumas situações como quarto árbitro, já passei pela delicada situação de árbitro me pedir para solicitar aos dirigentes camisas. Não o fiz por achar apelativo.

 

Quando a partida foi disputada sem problemas, se não houve polêmica, se tudo ocorreu bem, se por ventura o árbitro sacar da sua mala uma camisa para ser autografada pelo craque do time à um amigo torcedor, penso que tudo bem (embora não faria isso). Já presenciei isso também.

 

Algo complicado: árbitros que recebem camisas de brinde e as revendem. Isso também já aconteceu. Faturar em cima da gentileza de alguém. É mercenarismo.

                                                                                                                                

O problema em pedir é a contrapartida da equipe em caso de derrota. Já vi dirigente levando camisas antes do jogo e reclamando ao término da partida: “assalta o time e ainda leva camisa”. Difícil…

 

A FPF proíbe seus árbitros de receberem qualquer coisa em seus vestiários. Presentes e agrados nem pensar.

 

A CBF, por sua vez, regulou a proibição de aceite em 2004, após a polêmica do dirigente do Vitória, Paulo Carneiro, ter acusado o árbitro Edilson Soares da Silva (lembram-se dele, o famoso Michael Jackson do apito?) de pedir camisas do Santos, após o término da partida Vitória 1 X 2 Santos.

 

No último sábado, Francisco Carlos Nascimento supostamente teria pedido a camisa de Neymar no jogo entre Santos 4X1 Atlético Paranaense. Repito: para quem ganha taxas de arbitragem num valor considerável e apita uma grande sequência de jogos, o valor de uma camisa é irrisório… Porém, o valor de estima é de ser “a” camisa do Neymar, a roupa em que ele vestia numa atuação de gala, onde a loja não possui; só quem esteve no espetáculo poderia obtê-la com maior facilidade.

 

O árbitro negou em entrevista, dizendo que foi Durval quem pediu seu par de cartões como lembrança. Mas mesmo se Chicão tivesse pedido, pelos lances polêmicos, seria indevido. Em outras situações, poderia ser estranho, mas aceitável. Antonio Lopes, treinador adversário do Santos, pediu afastamento sumário do árbitro (em: http://ht.ly/7drX5)

 

É uma questão de cultura. Mas e você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

 

Sobre o jogo entre Santos X Atlético Paranaense, você pode ver a análise da arbitragem no site “Pergunte ao Árbitro”( http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/10/30/o-lance-de-alan-kardec-de-impedimento-passivo-como-defini-lo-analise-da-arbitragem-de-santos-x-atletico-paranaense/) ou no Blog do Professor Rafael Porcari (http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/10/30/analise-de-arbitragem-santos-x-atletico-paranaense-brasileirao-2011-29102011-pacaembu/)

 

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– O Brasileirão acaba nessa próxima rodada?

Creio que sim. E apesar da recuperação do Vasco da Gama no 2o turno, penso que o Corinthians segura um empate em São Januário e se torna campeão.

O problema é: será em PAZ?

Considere: a capacidade do estádio era 15.000. Especulou-se 19.000. Virou 23.000…

Que inchaço! Imagine a pressão que não será jogar lá, daquela dos velhos tempos em que Eurico Miranda mandava e desmandava no futebol brasileiro.

O medo é: briga de torcidas! Sim, pois as organizadas de ambas equipes se odeiam e fazem eternas juras de conflitos.

Tomara que, independente do placar, tudo ocorra bem.

Importante: o que vale não é a capacidade de um estádio (alguns defendem que o jogo deveria ser no Maracanã), mas sim a SEGURANÇA, seja no Engenhão, Itaquerão, Caio Martins ou Fazendinha.

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– Depois de DVD de jogador, agora temos DVD de árbitro?

A Comissão de Árbitros da CBF adora polemizar. Após tantas críticas dos lances de mão na bola/ bola na mão, eis que a C.A. gravou um novo vídeo na CBF-TV. Agora, somente com lances de “acertos” dos árbitros conforme a orientação da FIFA de movimento antinatural da mão.

Sabe aquele DVD de jogador “meia boca”, mas que no vídeo a edição o torna um craque?

Pois é. A diferença é que nesse, Manuel Serapião, braço direito de Sérgio Correa (e sucessor dele, caso Marco Polo Del Nero saia do cargo) relata os melhores momentos dos árbitros. E sabe o que é mais curioso? Há lances de carrinhos onde a bola despretensiosamente bate na mão, e que corretamente não se marcou pênalti, que contradizem outro vídeo da CBF-TV, de 1 ano atrás, apresentado pela Ana Paula de Oliveira, ex-bandeira e diretora da escola de árbitros.

O grande problema continuará sendo: bateu na mão, na dúvida, se marcará na cal pois essa é a velada orientação da Regra 12B. E nesses vídeos, se “força a coerência do que a FIFA pede ou não, com lances interpretados aqui como certos e comparados com lances estrangeiros”, dando a entender que os “pênaltis de queimada” estão corretos.

Já imaginaram se fosse produzido DVD dos pênaltis marcados erroneamente? Haja memória…

O vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=oui5DR8Imvc

– Afirmações sem sentido de ex-Mengão e de ex-Fogão

Durante a madrugada, ouvi reprises de interessantes entrevistas na Rádio Bradesco Esporte FM. Compartilho duas pérolas:

Túlio Guerreiro (não confunda com o Túlio Maravilha) está processando o Botafogo/RJ por salários atrasados de anos atrás. Mas perguntado sobre se o seu ex-time deve comemorar o título da série B, respondeu:

Comemorar não deve, porque subir é obrigação. Mas deve festejar pois o time mostrou uma demonstração que consegue cair e subir com facilidade”.

Se não tivesse a palavra CAIR… Cair com facilidade não é bom, cara-pálida!

O outro personagem foi Paulo César Carpeggiane, ex-jogador e ex-treinador do Flamengo, questionado qual a grande diferença daquele time incrível dos anos 80 que tinha Zico, Júnior e Leandro, do atual Mengão. Disse:

A qualidade do elenco é quase igual. O problema é conseguir resultado em campo e segurar um treinador”.

Caramba… será que ele entendeu a pergunta? Aquele maravilhoso time campeão do mundo é incomparável com o elenco que tem Pará & Cia. Nem o Guardiola faria esse time jogar!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Brasil x Peru

Ele é um árbitro comum. No ano passado, quase foi para a Copa do Mundo de 2014, mas perdeu a vaga para seu compatriota Wilmar Roldán.

Tecnicamente razoável, disciplinarmente ruim, fisicamente bom. Rigoroso em detalhes, e azarado em jogos de brasileiros. Esse é José Buitrago, árbitro do confronto entre Brasil x Peru pelas Eliminatórias da Copa!

José Hernando Buitrago Arango, advogado, 45 anos, colombiano, conhecido localmente como Mr Bean, é um árbitro apenas “regular” para a Conmebol. Nunca foi de 1a linha na FIFA, e está se despedindo da carreira no jogo desta 3a feira por limite de idade (curiosidade: Antonio Arias, árbitro do último jogo Argentina x Brasil, também se despediu da FIFA naquela partida).

Buitrago é persona non grata aos clubes brasileiros. Quer saber por quê? Veja o histórico:

No Jalisco: Chivas Guadalajara 3 x 2 Santos/SP (2008) – santistas reclamaram de “inversões de falta”.

No Palestra Itália: Palmeiras/SP 0 x 1 Argentinos Jr (2008) – anulou um gol legal de Léo Lima; depois anulou uma cobrança de pênalti de Diego Souza, alegando paradinha, deu amarelo ao palmeirense, e na sequência, Diego desperdiçou. Buitrago ficou bastante tempo nos vestiários pós-jogo…

Em Quito: Deportivo 1×1 Internacional/RS (2010)

No São Januário: Vasco/RJ 1 x 2 Nacional-URU (2010) – Buitrago relatou tentativa de invasão ao seu vestiário.

No Engenhão: Flamengo/RJ 3 x 3 Olímpia (2012)

No Bombonera: Boca Jrs 1 x 0 Fluminense/RJ (2012), com muito bate-boca e o time carioca pedindo “veto eterno” para o árbitro.

No RJ: Fluminense/RJ 1 x 0 Caracas (2013) – com muita confusão pós jogo, mesmo com a vitória (lembrando: o Flu achava que nunca mais o árbitro colombiano apitaria seus jogos).

No México: Leon 2×1 Flamengo/RJ (2014), com um jogador flamenguista expulso aos 10m em jogada controversa e dois pênaltis marcados para os mexicanos: um duvidoso e outro inexistente.

Mas a maior lambança foi em Quayaquil: Emelec 0x0 Corinthians (2012). Relembre o depoimento do presidente da época, Mário Gobbi, sobre a má atuação do juizão:

O Corinthians está indignado com a arbitragem que teve aqui hoje. Espero que não se repita mais isso. O que este homem, que se diz árbitro fez, é algo para o torcedor deixar de ir a campo. É uma vergonha. O grupo, a comissão e a diretoria estão revoltados. Eu sinceramente espero que o arbitro não tenha feito isso dolosamente. Espero, mas está difícil crer nisso. Isso é uma vergonha, varzeano. Só um incompetente para fazer isso que fez hoje (quarta). O Corinthians tem um time que custa milhões para disputar um varzeano. O Brasileiro é muito maior que a Libertadores. O Paulista é muito maior do que a Libertadores. O Corinthians não vai ser mais roubado como foi. A sensação da tribuna é que esse colombiano operou o time do Corinthians. Quero arbitragem séria para que ganhe aquele que jogar melhor. O que foi feito aqui hoje foi um desrespeito ao desporto mundial. É uma vergonha isso“.

Sabem quem era o treinador? Tite, que disse:

Eu me senti envergonhado com a arbitragem. Fiquei profissionalmente envergonhado. Puta que pariu.”

Será que em seu último jogo internacional, Buitrago deixará qual lembrança na memória dos torcedores?

Mais: se a CBF estivesse forte nos bastidores, Marco Polo Del Nero deixaria acontecer uma escala como essa?

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– Cruzeiro 3 x 0 Sport Recife e mais um pênalti de queimada!

Doze minutos do segundo tempo: Manoel (CRU) cabeceia a bola e ela bate sem qualquer tipo de intenção no braço de Ronaldo (SPO). Equivocadamente, o árbitro Marielson Alves da Silva entende como movimento intencional e antinatural dos braços, e marca pênalti

Errou!

Se você tem dúvida sobre a Regra de Mão na Bola / Bola na Mão, leia a Regra, veja os vídeos confusos criados pela CBF que são contraditórios ao da FIFA. Eles estão nesse link: http://wp.me/p55Mu0-Bi .

Importante: mundo afora, esses erros são diminutos. Acontecem com árbitros fracos e inexpressivos vez ou outra. Repare: qual grande clássico nacional europeu, jogo de Libertadores da América ou UEFA Champions League, acontece tal erro?

Lembrando: na Copa do Mundo FIFA já existia tal orientação, e não vimos nenhum lance assim…

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– Real Madrid x Barcelona versus Argentina x Brasil?

Está chegando o jogaço entre madrilistas e catalães, a ser disputado nesta semana. Tem apelo mundial, afinal, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Neymar e outros tantos craques jogam nessas equipes.

Nos anos 80, esse confronto não tinha importância tão grande. Aliás, é curioso imaginar duas coisas:

1) uma partida de clubes se tornar mais importante (e tecnicamente melhor) do que um confronto entre Seleções,

2) as crianças cada vez mais torcem para esses estrangeiros, abandonando os clubes nacionais.

Cá entre nós: atualmente, esse clássico espanhol de clubes tem mais qualidade dentro de campo (além de mais expectativa) do que, por exemplo, Argentina x Brasil. Ou não?

Certamente, no mundo, Real Madrid x Barcelona terá mais audiência do que o confronto sulamericano do último sábado. Mas e você: se tivesse que escolher um único jogo a assistir (faça de conta que ainda não tenha acontecido a rodada das Eliminatórias), escolheria qual: RMA x BAR ou ARG x BRA?

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– Crowdfunding das Redes para o Paulista FC – que tal participar?

No meio artístico, tem sido comum a prática de aficcionados realizarem crowdfunding – ou seja, o financiamento coletivo!

Trocando em miúdos: fãs de alguma banda de música querem ver algum artista, se reúnem, fazem uma vaquinha e com o dinheiro arrecadado trazem o músico desejado à casa de shows que melhor se adaptar aos recursos.

De forma parecida, torcedores do Paulista FC demonstram querer ajudar o time jundiaiense com a doação de redes para as metas do Estádio Jayme Cintra. Recebi do amigo Murilo Zotto o link para a concretização dessa ação e compartilho com os colaboradores que tenham o propósito em ajudar.

Para isso, clique em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/novas-redes-para-o-jayme-cintra

Em tempos de vacas magras e reconstrução da equipe, é interessante a comunidade local abraçando a causa, seja através de crowdfunding, parcerias, patrocínios ou ações mercadológicas diversas. QUE TAL AJUDAR TAMBÉM?

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– Sílvio Luiz e Flávio Prado: os Bastidores que destoam e alegram o Futebol!

Morri de rir ao assistir uma entrevista (até certo ponto antiga) da dupla Sílvio Luiz e Flávio Prado no “Papo com Benja” (Benjamim Back). Eles contam detalhes incríveis sobre os bastidores do mítico “Clube dos Esportistas”!

Vale a pena conferir, são dois vídeos hilários!

Abaixo:

Sobre o Clube dos Esportistas, olha só que farra (imperdível, assista inteiro):

– O estranho caso de Dória, ex-SPFC

Coisas que o submundo do futebol tenta explicar e não consegue: Dória, zagueiro da Seleção Brasileira Sub 23, estava encostado no futebol francês, nem sendo relacionado para os jogos da sua equipe (o Olympique de Marselha).

O São Paulo resolveu negociar e conseguiu trazê-lo de graça! Ficou no clube apenas 4 meses, sem o tricolor pagar nada ao seu parceiro da França.

Porém… o agente do jogador, Jolden Vergette, cobra R$ 900 mil do SPFC, alegando que é a comissão dele prometida pelos dirigentes tricolores.

Só para entender, parte 1: o jogador supostamente vem gratuitamente, mas o empresário dele recebe 900 mil reais?

Vergette alega que a comissão de valores tão elevados foi acertadas pelo fato de existir redução salarial do atleta.

Só para entender, parte 2: quer dizer que a diferença de dinheiro, ao invés de ir para o atleta, vai para o bolso do agente?

Que mundo podre se tornou o futebol…

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– A bandana proibida “do Jabá” de Neymar passou batida!

Mais do que um jogador, Neymar, o craque brasileiro, é um outdoor ambulante. Uma espécie de homem-placa, aqueles que carregam cavalete com a inscrição: “vende-se ouro” nos centros das cidades.

Na realidade dele, as praças urbanas são os estádios. Digo isso pela bandana da Nike (sua patrocinadora pessoal) usada no jogo entre Argentina x Brasil.

Aliás, Neymar poderia usar o apetrecho?

NÃO. E explico: O equipamento de um atleta, segundo a Regra, é constituído de: camisa, calção, meias, caneleiras e calçados. Qualquer coisa extra deve ser avaliada.

Exemplos? Claro: shorts térmicos visam melhorar o conforto do jogador; são permitidos desde que da mesma cor dos calções.

Bonés? Somente ao goleiro, se este estiver jogando contra o sol.

Bandanas? A Ronaldinho Gaúcho, David Beckham ou qualquer outro cabeludo, sim, pois é uma forma de segurar o cabelo para jogar mais confortavelmente.

E a bandana de Neymar?

Não é permitida, pois hoje ele usa um corte de cabelo curto, sendo desnecessária a função dela. Tudo que esteja sem função prática e necessária, é proibido. Parece óbvio que é o marketing de emboscada sendo usado, para expor seu patrocinador que está estampado em tamanho grande.

Lembrando: no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões da Europa, Neymar entrou em campo com ela e teve que retirar o acessório. Já nas Eliminatórias da Copa do Mundo, fez-se vista grossa…

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– São Vicente e Granadinas 2×0 Aruba e o pênalti do escorregão!

Mais um jogo interessante com lances polêmicos de arbitragem, novamente enviado pelo amigo Leandro Teixeira.

Futebol alternativo mundo afora é muito legal, se acha situações bacanas para discutir e ilustrar.

Aqui nesta partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018, na zona da Concacaf, (vídeo abaixo) há dois pênaltis: o 1o é claro, embora o juizão tenha demorado um pouco para marcar. O 2o não é nada, o jogador força a queda.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=HEhWbPuAq0Q

– Cazaquistão 2×1 Ilhas Faroe: Pênalti de “trupicão” ou não?

O jogo ocorreu há dois anos, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, mas vale a curiosidade: enviado pelo amigo Leandro Teixeira, neste vídeo há um lance de um pênalti muito duvidoso.

Clique no link abaixo e veja: no meio de um bololô, aparentemente, não é o zagueiro que atinge intencionalmente o atacante, mas o atacante que tropeça no zagueiro. Nessa caso, não é imprudência do defensor, é casualidade do atacante. Segue o jogo sem marcar nada. 

Na cobrança, perceba que há invasão. Não deveria ter marcado o pênalti. Mas se o árbitro entendeu que foi, deveria ter mandado bater de novo.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=YeqBKRadlTU

– A chuva de Buenos Aires catimbou o clássico?

Que dilúvio ocorreu no Monumental de Nunes, momentos antes de Argentina x Brasil, não?

A torcida não conseguia chegar ao Estádio, as condições do campo eram impraticáveis e adiar por um dia a partida foi a solução mais prudente.

Agora, imagine: os prejuízos dos organizadores, a logística, a ansiedade dos atletas e a complicação aos jornalistas!

Tudo isso só traz mais curiosidade ao que os dois selecionados mostrarão.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Antonio Arias para Argentina x Brasil

Nesta 5a feira teremos um jogaço pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Republico o que há dias falamos sobre a arbitragem – que não está no mesmo nível da partida. Abaixo:

Clique em: – Arias ganhou um presente de despedida ao ser escalado para Argentina x Brasil?

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– A CBF foi esquecida ou não desejada por Infantino?

Que fase o Brasil está sofrendo no futebol fora das quatro linhas.

Gianni Infantino, o ítalo-suíço candidato à FIFA (braço direito da UEFA e homem forte de Michel Platini) fez um tour na América do Sul. Assistiu a final do Mundial Sub 17 no Chile, passou pelo Paraguai, Argentina (sempre pedindo votos e apoio na campanha) e foi embora sem passar pelo Brasil/ CBF.

Já fomos mais importantes ou ser apoiado por Marco Polo Del Nero (que provavelmente não sairá do Brasil para votar, por ter medo de ser preso no exterior), não é tão bom negócio?

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– A Liga Paulista contra a falácia da Federação Paulista?

Parece que quem está enquadrado pela FPF, não teve coragem (ou não pode) se rebelar. Mas os clubes outrora importantes e que hoje padecem, tentam ressurgir paralelamente à ela.

Vamos a alguns fatos interessantes:

No arbitral da Série A2, ficou decidido que a competição terá turno único com 19 equipes, classificando-se 8 para um mata-mata, promovendo-se 2 times à A1 e caindo 6 times para a A3.

Porém, assim como na A1, os clubes da A2 só poderão ter 28 atletas inscritos e os treinadores não poderão trabalhar em outra equipe no mesmo certame.

A diferença é: se na A1 a desculpa para 28 atletas inscritos é para que não se utilize time reserva, o mesmo não acontece para a A2. Os clubes precisam ter abertura para a utilização de atletas de categoria de base, e, nesse ano em especial, com rebaixamento de mais clubes, torna-se fundamental poderem fazer suas escolhas. Por quê limitar também na A2?

O curioso é: Reinaldo Carneiro Bastos apresentou a proposta aprovada por unanimidade, mesmo a um velado contragosto dos representantes (que não ousaram reclamar). Quem vai contrariar o chefe?

A idéia é de que pontos corridos + jogos eliminatórios aumentaria o calendário e agradasse a todos. Ledo engano… os clubes jogarão aproximadamente os mesmos 3 meses de antes, com um detalhe: teremos jogos ininterruptamente em quase toda quarta/domingo. A diferença é que quem se classificar, jogará 3 partidas a mais. Dessa forma, 12 equipes da A2 terão seu ano de trabalho com 3 meses, sendo que metade delas cairá de divisão. Portanto, a fórmula é ilusória…

A reboque, equipes descontentes com a FPF e que abriram mão (por questões ideológicas ou econômicas) de disputarem qualquer torneio da entidade, estão se reunindo para formar uma Liga. GISLAINE NUNES, conhecida advogada do meio futebolístico, será a presidente da Liga Paulista de Futebol, formada por União São João de Araras, XV de Jaú, Corinthians de Presidente Prudente, Francana, Rio Preto, entre outros clubes. O propósito é criar um torneio estadual de maio a dezembro, com 40 equipes, regionalizado, mais barato e sem as caríssimas taxas que a FPF anda cobrando (verifique qualquer borderô da A2 ou da A3 como é custoso fazer um jogo e quanto a Federação Paulista está cobrando por seus fiscais – e brevemente, pelos seus gandulas).

Será que esta “Primeira Liga Caipira” ou “Sul Minas versão excluídos do Interior Paulista” (sem qualquer conotação pejorativa; ao contrário, tem meu apoio) vingará?

Em tese, será mais barata do que o torneio de Reinaldo Carneiro e dará atividade profissional o ano todo.

A propósito: os clubes filiados a FPF e que disputam A1, A2 e A3, e que ficam parados a partir de abril jogando (alguns apenas) somente em Julho/Agosto/Setembro a deficitária Copa Paulista (vide o Capivariano, na elite estadual e que ficou “fechado” por 9 meses seguintes ao Paulistão) vão aderir ou terão medo de represálias?

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MAIS SOBRE A LIGA:

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/11/15/o-que-esperar-da-liga-paralela-de-futebol-de-sp-em-2016.htm

http://gcn.net.br/noticia/302194/esporte/2015/11/francana-pode-integrar-nova-liga-interiorana

JAC – Jacareí Atlético Clube – Facebook

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O escudo da LFP:

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