– Pitacos Futebolísticos da Semana

Algumas pendências que por absoluta falta de tempo não escrevi, sobre alguns jogos destes dias:

– Não assisti Ponte Preta 3×0 Palmeiras, mas ouvi uma tremenda polêmica de que Potker sofrera um pênalti de Fernando Prass. Vai desde “absurdo pênalti não marcado” à “encenação canastrã”. Como não vi, não comentarei.

São Paulo 0x2 Corinthians: que coisa a discussão sobre a honestidade de Rodrigo Caio! Uma pena que muitos o condenem, ele se tornou exemplo. Futebol é ESPORTE, e assim como na sociedade, todos temos que ser competitivos e HONESTOS. Lamento a idiota frase de Maicon, seu companheiro de time, e a suposta bronca que Rogério Ceni deu nele no vestiário. O curioso foi: Jô estaria suspenso do próximo jogo e acabou sendo ajudado. O mesmo Jô que cavou o pênalti contra o São Bento… Em tempo: No campeonato italiano, situações como essa valem CARTÃO BRANCO!

Real Madrid 4×2 Bayern: que cáca do árbitro e dos bandeiras, não? Dispensa comentários…

bomba.jpg

– André Sanches na Lava Jato e Itaquerão sob suspeita. E há quem não acredite nisso ainda…

Estava mais do que na cara que o ex-presidente do Corinthians e atual deputado federal pelo PT, Andrés Sanches, teria seu nome confirmado na Lava-Jato e que haveria dinheiro de Caixa 2. E foi!

Compartilho um importante material que foi reproduzido pelo Blog do Paulinho sobre isso, em: https://blogdopaulinho.com.br/2017/04/13/planilha-aponta-r-3-milhoes-de-caixa-2-para-andres-sanches/

Mais ainda: sobre a delação da Odebrecht: https://blogdopaulinho.com.br/2017/04/13/delacao-de-odebrecht-explicita-acordos-espurios-do-estadio-de-itaquera-mas-pode-favorecer-corinthians-em-renegociacao/

bomba.jpg

– Palmeiras 1×0 Ponte Preta. Pênalti ou não em Jean? Mudaria algo?

Um lance polêmico no jogo entre o Porco e a Macaca no Allianz Parque: Fernando Bob tenta interceptar Jean que entra na área; com sua perna-esquerda, o marcador pontepretano toca com o bico da chuteira levemente na bola. Isso faria com que não fosse pênalti, e sim jogada limpa?

Errado. Ele toca a bola e ao mesmo tempo faz o calço no pé esquerdo do palmeirense. Portanto: pegou bola e adversário na mesma jogada, e isso é pênalti, não marcado por Raphael Claus. A pergunta é: mudaria algo?

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/fernando-bob-da-ponte-preta-da-carrinho-em-jean-do-palmeiras-que-pede-penalti/5820426/

bomba.jpg

– Rogério Ceni será contestado? A ilusão do Paulistão…

Um trabalho hercúleo para o treinador Rogério Ceni: fazer seu time não tomar tantos gols!

Mesmo com bons jogadores no ataque e ótimo toque de bola, a defesa compromete. pelo noviciado na nova carreira, Ceni está pagando um alto preço, em que pese suas boas ideias táticas.

Outra coisa: o Paulistão ilude. Claro que é parâmetro para se medir, desde que você encare o torneio como preparatório.  O São Paulo ganhou dos mais fracos e perdeu para o Palmeiras e na Copa do Brasil, para o Cruzeiro.

Ganhar o Paulistão é importante (mesmo não sendo mais tão significativo), pois se perder, há sempre fumaça!

bomba.jpg

– 95 anos de brigas de Torcidas no Futebol

Há exatos 95 anos, o brilhante escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!

Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.

FOOT-BALL

Por Lima Barreto

Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.

Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.

Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.

O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.

Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.

As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.

Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.

bomba.jpg

– Ser idiota tem limites: o canto insensível da torcida do Porto

Que desumanos: a torcida do Porto quis ofender o rival Benfica e simplesmente cantou em um jogo de handebol: “Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

Tolos! Amaldiçoar o próximo com tamanha falta de sensibilidade mostra que existem seres humanos irracionais aos montes mundo afora…

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/04/13/chapecoense-repudia-canto-agressivo-da-torcida-do-porto-desrespeito.htm?cmpid=tw-uolesp

CHAPECOENSE REPUDIA ‘CANTO AGRESSIVO’ DA TORCIDA DO PORTO: “DESRESPEITO”

A Chapecoense soltou uma nota nesta quinta-feira (13) repudiando os cantos entoados pela torcida do Porto durante um jogo de handebol na última quarta (12). Neles, os portistas provocaram os benfiquistas com uma referência ao desastre aéreo da Chape: “Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

Em nota, a Chapecoense lamenta os ‘tristes acontecimentos’ e diz que os cantos ‘não são próprios de pessoas de bem e do meio esportivo, cujo ambiente deve ser sempre de respeito e solidariedade ao adversário e não de propagação de ódio’.

A posição da torcida foi rebatida oficialmente pelo próprio Porto e por seus dirigentes. Em sua conta no Twitter, o diretor de comunicação do clube, Francisco Marques, pediu “bom senso” da torcida.

Também nesta quinta-feira (13), a própria torcida organizada do Porto, chamada “Super Dragões”, garantiu que o canto não voltará a ser repetido nos próximos eventos esportivos.

“A letra da música entoada no dia de ontem [quarta] no referido jogo não é mais do que uma sátira sem quaisquer consequências reais. Ainda assim, e por percebermos que a mesma foi interpretada como ofensiva, quer a direção esclarecer que não vai se vai repetir. Já por diversas ocasiões demos mostras de respeito pelos adversários e vidas humanas, como nos vídeos em que o nosso líder exige respeito pelo minuto de silêncio em memória de Eusébio após o seu falecimento”, diz a nota publicada no Facebook.

Veja a nota:

A ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL, em relação aos tristes acontecimentos ocorridos nesta semana em Portugal, quando uma parte da torcida do Clube do Porto, em disputa esportiva local, incitou o público presente, fazendo referência desairosa e ofensiva ao acidente do voo da Chapecoense, entoando canto agressivo e de desrespeito à memória dos mortos e do Clube, na lamentável tragédia ocorrida na Colômbia, manifesta-se com profundo pesar sobre tais fatos, que não são próprios de pessoas de bem e do meio esportivo, cujo ambiente deve ser sempre de respeito e solidariedade ao adversário e não de propagação de ódio e cizânias, mormente nos conturbados tempos atuais da humanidade.

No futebol, como em qualquer disputa no campo esportiva, deve se sobrepor o primado da ética e da solidariedade humana, sempre em busca do congraçamento e da felicidade das pessoas e dos povos, aliás, estes os objetivos maiores da vida.

Por fim, a Chapecoense, concita seus Clubes irmãos de Portugal e de todo o mundo para que disseminem o congraçamento, respeito e concórdia nas relações esportivas.

Chapecó, SC, Brasil, 13 de abril de 2017.

A Diretoria:

PLÍNIO DAVID DE NES FILHO – PRESIDENTE

IVAN TOZZO – VICE PRESIDENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

LUIZ ANTÔNIO PALAORO – VICE PRESIDENTE JURÍDICO

LUIZ ANTÔNIO DANIELLI – VICE PRESIDENTE MARKETING E PATRIMÔNIO

NEI ROQUE MOHR – VICE PRESIDENTE DE FUTEBOL

Tradutor: Do UOL, em Chapecó (SC)

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Taboão da Serra, Rodada 19 da A3

Partida só para cumprir tabela, já que o Galo está rebaixado para a 4a divisão estadual. Assim, o jovem José Araújo Ribeiro Jr, 29 anos de idade, terá a oportunidade de apitar o 5o jogo profissional de sua vida (até hoje, apitou só 2 jogos da Série B e 2 da A3). Um ilustre desconhecido, que deve estar feliz por ter sido escalado para apitar um jogo desta categoria. Desejo boa sorte ao iniciante, que assim como eu, muitos não o conhecem.

Paulo Sérgio Modesto e Orlando Coelho Jr serão os bandeiras. Paulo Nogueira Pinho será o 4o árbitro.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Taboão da Serra pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Palmeiras 3×2 Peñarol e Zambranno

Não assisti ao jogo Palmeiras x Peñarol. Mas leio que torcedores palmeirenses se queixam da expulsão de Dudu. Torcedores de outros times dizem que o jogo só acabaria quando saísse o gol (e saiu aos 54m). Ou seja: todos reclamaram do árbitro Ruddy Zambranno, que determinou 8 de acréscimo e o jogo acabou com 9. Aliás, se achou necessário acrescentar mais 1 minuto, por que não o fez publicamente? Sem dizer que ouço reclamações de que foi tolerante ao anti-jogo.

Detalhe: o juiz equatoriano de ontem (da escola ruim de árbitros como Bryan Moreno e Carlos Vera) foi o mesmo de Cesar Vallejo x São Paulo (que foi bem fraquinho naquela oportunidade). Já ouvi uma crítica dele de que era “auto-suficiente”, individualista demais sem aceitar cooperação dos bandeiras. E leio uma declaração do treinador do Nacional de Quito sobre ele:

“ – Trata los partidos de manera dictatorial y hitleriana”.

Não precisa de tradução!

OPS: hoje, 13/04, é dia do HINO NACIONAL. E na hora do Hino ontem… Não era melhor não existir a lei de execução em eventos esportivos?

bomba.jpg

– A Copa de 2026 com 3 sedes é uma boa?

Pela 1a vez, teremos uma Copa do Mundo contemplando todos os países de um único continente: oficializou-se uma candidatura das 3 nações que formam a América do Norte: México, EUA e Canadá!

Pelo gigantismo que se tornou o Mundial, se faz necessário um número grande de cidades-sedes. Mas não contrasta com as dimensões diminutas do Catar, em 2022?

Culturas diferentes (a árabe com rigor moderado dos catarianos) versus a disciplina americana (somada à farra dos mexicanos). Aliás, um dos entusiastas dessa candidatura é Donald Trump. E não é curioso que o próprio Trump que fala tanto de construção de um muro segregacionista, apoie a união com seus vizinhos?

A propósito: se a Copa de 2018 não sair, o torneio volta ao país da edição anterior. Portanto, que cessem urgente os atentados terroristas na Rússia! Já não bastasse o estrago que foi feito em 2014…

bomba.jpg

– O atentado envolvendo o jogo Borussia Dortmund x Mônaco

Na Alemanha, jogariam BVB x AS Monaco pela Liga dos Campeões da Europa. Entretanto, um atentado terrorista atingiu o ônibus que conduzia os atletas alemães durante o trajeto ao estádio. Bartra se machucou com estilhaços no braço.

A UEFA remarcou o jogo para 24 horas depois, e isso levou a questionamentos:

1- Certo, não se deve dar o braço a torcer aos terroristas e a vida deve continuar normalmente (pois modificar o dia-a-dia é o que eles querem);

2- Errado, não se tem condições morais/ psicológicas em se jogar devido ao fato, faltou sensibilidade.

Difícil decisão, não?

bomba.jpg

– Os 4 lances polêmicos de Santos 1(4) x (5)0 Ponte Preta

Rafael Félix Gomes da Silva foi o árbitro escalado para o importante jogo entre o Peixe v Macaca nesta última 2a feira, e foi muito mal, perdendo a autoridade e errando técnica e disciplinarmente no jogo.

Tenho acompanhado a carreira desse professor de Educação Física de 33 anos e apenas 10 de carreira. Ele foi o árbitro da final da Copa São Paulo entre Corinthians x Flamengo no Pacaembu em 2016, com razoável atuação. No mesmo ano, estreou na série A1 em partidas de média dificuldade, passando despercebido. Quando o jogo aperta, ele se enrola; mas quando o jogo fica fácil, ele “vai bem”.

Só que Santos x Ponte Preta é um jogo de grande dificuldade, e o juiz foi mal escalado, digo, mal sorteado para esse confronto. Dentro da história de “renovar forçadamente” a arbitragem, árbitros são jogados ao campo e queimados quando vão mal, parecendo ser descartáveis. Os cartolas do apito não; estes. continuam sempre firmes em seus cargos.

Neste ano, dois jogos que acompanhei atentamente desse juiz: uma boa arbitragem de Rafael Félix pela Copa São Paulo 2017 em Paulista x São Carlos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1hS) e uma má arbitragem em Santos x Red Bull pela A1 (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1kZ).

Enfim, o árbitro sentiu a pressão e se perdeu neste último jogo das 4as de final do Campeonato Paulista. Vamos lá:

OS 4 LANCES:

1) Aos 40 minutos, Bruno Henrique (SFC) foi empurrado infantilmente com as duas mãos e é desiquilibrado por Lucca (AAPP) dentro da área. Pênalti, mas ele não marcou. Errou. Vide aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791856

2) Aos 41m, Lucas Lima (SFC) entra “rasgando” o próprio Lucca (AAPP) com um carrinho. O árbitro ameaça aplicar o cartão amarelo, chega a colocar a mão no bolso e se arrepende. Errou de novo.

3) Aos 43 minutos, Claysson (AAPP) atingiu a bola e a perna de Lucas Veríssimo (SFC). Da forma como ele entrou, é cartão amarelo, e já possuidor de um (levou aos 38m também por ação temerária) deveria ser expulso e não foi. Errou de novo.

4) Aos 71 minutos, palmas para Marcelo Van Gassen, bandeira número 1, que atento anulou o gol em impedimento de Yago (AAPP). Acertou. Vide em: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791918

A pergunta é: como em um campeonato de 3 meses um árbitro é escalado em jogo tão importante em apenas seu segundo ano de atuação na A1 (ou se preferir, seu 6o mês somente na competição)? Está errado. Tudo errado mesmo.

bomba.jpg

– O Futuro do Galo: existiria repulsa se o Red Bull sugerisse união ao Paulista? Sobre a chegada da Carabao no Brasil.

Poucos times têm nome e sobrenome. Nós temos o Paulista FC, cuja identidade carinhosa e conhecida em todo Brasil é Paulista de Jundiaí. E como jundiaienses que somos, não é de se condenar que se diga que o time é “nosso”, da coletividade de Jundiaí.

Todos nós estamos chateados com a impensável queda do campeão da Copa do Brasil à quarta divisão estadual; alguns de cabeça mais quente que a de outros. O certo é que: o Tricolor da Terra da Uva só entrará em campo (se não perder o estádio no leilão do TRT, vide aqui: http://wp.me/p4RTuC-iBB) em Abril de 2018.

Buscam-se culpados e o número deve ser grande. Mais fácil seria buscar quem são os poucos inocentes…

Surgirão especulações sobre o futuro das mais diversas formas. E um dos boatos – que muitos creem ser verdade – é sobre o Red Bull ter outrora oferecido uma parceria e que poderia voltar a propor algo.

Será que o rico time, de atuação multidesportiva no mundo inteiro, e que parece ter gostado do futebol, não teria interesse em se associar com o Galo?

Seria algo interessante (caso exista tal vontade). Vejamos:

  1. O Red Bull tem gestão profissional. O Paulista não tem (não é isso que sempre cobramos?)
  2. Eles tem ótima gestão de marketing. Nós não temos mais nada.
  3. Eles não tem estádio. Nós (por enquanto) temos.
  4. Eles têm dinheiro. Nós dívidas.
  5. Eles tem inovação. Nós temos tradição.

Não se fale que é venda do clube, mas se chame de fusão, parceria, ou seja lá o que for. Afinal, não fomos campeões da Copa São Paulo com a Lousano? Não voltamos à A1 com a Parmalat (e o time se chamava Etti Jundiaí – quer pior nome do que “Etti”?). No fundo, sabemos que o time sempre foi, é e será chamado de Paulista de Jundiaí.

Não duvidemos da seriedade do Red Bull (insisto mais uma vez: caso exista um interesse concreto).

Se existe na Áustria o Red Bull Salzburg, na Alemanha o Red Bull Leipzig, nos Estados Unidos existe o New York Red Bull, que mal tem em termos o Red Bull Jundiaí no Brasil? E seria ótimo para o próprio Red Bull deixar de ser RB Brasil e adotar um município-sede “pra valer”, pois somente aqui e em Gana (sim, existe o Red Bull Ghana) a sua identidade não é mais específica.

Imaginou como seria bom uma administração profissional, empresarial e endinheirada, somada a história que temos? Sem contar com algo mais valioso ainda: uma torcida apaixonada (a maioria abandonou o time por se sentir traída com os maus resultados; mas eles voltarão a se somar com os mais fiéis que sempre estão do lado do clube)!

E não sejamos bobos em acreditar que um time não pode ter dono. A Internazionale de Milão não é mais da Pirelli, ela é dos chineses. O Manchester United é dos americanos. O M City dos sheiks sauditas. O Chelsea do russo Abramovich. O PSG de um príncipe catariano. Por que o Paulista não pode ser de uma multinacional vencedora austríaca?

Aliás, quando Dietrich Mateschitz (o bilionário dono do Red Bull) anunciou que iria entrar na Fórmula 1, conta-se que os ferraristas (bem como engenheiros da MacLaren e outros) duvidaram do sucesso. Hoje, eles não só são vencedores como tem duas equipes: a Red Bull e a Toro Rosso.

Calma: não estou levando nada (nenhuma latinha de energértico sequer) para falar bem da empresa. Mas sou formado em Administração e conclui meu Mestrado na área do Marketing Esportivo (faz tempo, é verdade); por isso, vivi em pesquisas alguns cases quando fui redigir minha dissertação sobre o tema. E sabe o que acho? Seria um momento muito oportuno para que firmassem uma parceriado Galo mais vencedor do Interior do Brasil e que está em um oportuno mercado consumidor, com o Toro Loko mais bravo do mercado de bebidas energéticas e que vive “procurando casa”.

E sabem o que mais?

A CARABAO, gigante tailandesa que roubou o mercado do leste asiático da empresa RB, está chegando ao Brasil com 200 milhões de reais ao… Flamengo! Com a finalidade de divulgar sua marca e ganhar popularidade, a empresa quer se fazer conhecida através do time de maior número de torcedores do nosso país e promete revolucionar em breve (como já fez em outros países em desenvolvimento) promovendo o seu energético que, ironizando a Red Bull, tem uma cabeça de boi chifrudo na embalagem.

Por todos os motivos, eu não temeria se o Galo, tão guerreiro e bicado pelas rinhas que andou perdendo, ganhasse uma grande energia com essa associação e se torna-se um boi bravo. Ou melhor, um Galo ainda mais vermelho e com a força de um touro (e o dinheiro dele, claro).

INSISTINDO uma terceira vez: é só hipótese, lógico. Escrevi aqui como estudioso e como amante do Paulista FC. Muitas questões teriam que ser discutidas, como: e as dívidas antigas, o que aconteceriam? O Red Bull seria o novo dono do estádio o arrematando (17,5 mi é barato pelo terreno e pela construção)? E assim o time Red Bull Jundiaí ou Galo Red Bull ou Red Bull Paulista ou o RBJ (parece nome de telejornal carioca) nasceria (ou para nós, renasceria) forte. Evidentemente, a gestão amadora teria que sair.

Imaginaram os executivos deles sentados à mesa negociando com os administradores daqui? Deveria ser como no ambiente observado pelo amigo Robinson Berró Machado, que visitou as dependências da Arena Condá, casa da Chapecoense: lá não há paredes, somente divisórias de vidros e mesas sem gavetas. Tudo às claras!

Aliás, reservo-me a não citar nomes. Há sim aqueles “de bem” que ainda habitam o Jayme Cintra, ou ao menos ajudam o time desinteressadamente, mas são tão poucos e não conseguem fazer as coisas e sofrem como quem está de fora. Eles poderiam estar sentados numa imaginária mesa como essa. Outros, nem com microfone e câmeras de monitoramento…

EU NÃO TERIA RECEIO OU PRECONCEITO DO PAULISTA EM UMA IMAGINÁRIA FUSÃO (sem contar que subiríamos da 4a para a 1a divisão estadual em 2018). E você?

***

Observações:

1- Em tempo: no sábado, jogaram Paulista x Red Bull pelo Paulistão Sub 15, onde o Galo da Japi perdeu por 9×0! Fora de campo a diferença também é de goleada?

2- É tão difícil aparecer uma lista do tipo: “Credor FULANO DE TAL: R$ X,00 a receber. Credor BELTRANO DA SILVA: R$ Y,00 a receber”. E assim por diante? “QUANTO É” a dívida e a “QUEM” se deve?

3- Brayan: por quanto foi vendido ao Flamengo? Quem vendeu? Quanto sobrou? Tem “recibo”?

4- Curiosidade: veja uma propaganda pequena da Carabao, citada como parceira do Flamengo, em: https://www.youtube.com/watch?v=3i7Z_-epUWs

bomba.jpg
bomba.jpg

– Deu no New York Times…

Na edição de 01 de abril de 2017 (semana passada), o New York Times trouxe uma matéria sobre a FIFA, na qual observa que apenas 1 dos dirigentes acusados de corrupção nos escândalos de futebol ainda não foi preso e continua no poder: Marco Polo Del Nero!

Além de ser muito inteligente e politicamente esperto (e ter bom gosto por jovens garotas), o velhote tem sorte: sendo a Copa na Rússia, se ele fizer um vôo sem escalas até Moscou, como algum agente do FBI o prenderá?

Assim, como a KGB não existe mais, Del Nero poderá além da Rússia visitar a Coréia do Norte, a China e talvez Cuba ou Venezuela!

E os clubes passivamente aceitam tudo… será que devem algum favor a esse homem?

bomba.jpg

– O Paulista de Jundiaí foi rebaixado (de novo).

Há uma semana de acabar a 3a divisão de SP, um grande do interior caiu.

O Paulista Futebol Clube, Tricolor da Terra da Uva, Galo da Japi, Campeão da Copa do Brasil, nos seus mais de cem anos, nunca jogou a 4a divisão estadual. E neste domingo (364 dias exatos após cair da A2 para a A3), foi rebaixado novamente, agora para a “Bezinha” de SP.

Triste. O time não tem mais para onde cair. Seu estádio vai a leilão dia 27 de abril, não tem índice técnico para jogar a Copa Paulista deste ano e, se voltar a jogar, somente será em Abril de 2018 na 4a divisão.

Os gestores financeiros que jogaram o Galo em tão pouco tempo nessa situação de pindaíba e caos devem ser responsabilizados.

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Grêmio Osasco x Paulista

Paulo Sérgio dos Santos, árbitro frequente na série A3, há 13 anos apitando na FPF, apita GEO x Paulista nesta rodada 18.

Experiente árbitro, porém não é da elite. Bem calmo dentro de campo, aplica poucos cartões e aceita que os jogadores conversem com ele. Não costuma aplicar a lei da vantagem.

Edislânio Nunes Bernardo e Leandro Alves de Souza serão os bandeiras. Pietro Dimitrof Stefanelli será o 4o árbitro.

A crítica é: por quê em alguns importantes jogos e que interessam o Paulista, como Comercial x Atibaia, estão árbitros da série A1 e no José Liberati não?

A resposta é clara: falta de força nos bastidores. Quanto maior gabaritado o árbitro, menor é a pressão do time mandante. No começo do campeonato, quando o Paulista já era considerado favorito até mesmo antes do início, os árbitros eram de maior peso…

bomba.jpg

– Os bilhetinhos de Rogério Ceni. Pode ou não?

No jogo do São Paulo contra o Defensa y Justicia, no Estádio do Lanús, na Argentina, o treinador Rogério Ceni passou orientações ao seu time através de bilhetes.

Isso pode ou não pode?

Do jeito que foi feito, SIM!

Explico com a mesma postagem que escrevi quando Juan Carlos Osório chegou ao Brasil. Abaixo:

OSÓRIO E OS SEUS BILHETES. PERMITIDOS OU NÃO?

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.

E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!

Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade

Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

Celular+Bola+de+Futebol+para+a+Copa+2010.jpg

– O Hincha Chileno virou Meme!

Que confusão no jogo da La U contra o Timão na Arena Corinthians, não?

E o torcedor chileno que chamava “todo mundo pro pau” e não batia em ninguém, só pulava enfurecido com sua “barriga avantajada“?

Virou meme na hora. Veja a figura:

– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Comercial

Boa arbitragem de Anderson Faustino Cordeiro, com algumas coisas a corrigir.

O árbitro correu bastante, esteve sempre bem posicionado nas jogadas e vibrou muito. Nas quase 40 faltas da partida (PAU 14 x 24 COM), uma ou outra marcada equivocadamente.

Disciplinar e tecnicamente: foi bem, numa partida nervosa mas sem lances polêmicos. Em cartões amarelos: PAU 2×4 COM.

A recomendação: ser menos espalhafatoso! A postura precisa ser corrigida, pois muitas vezes é teatral. Parece propositalmente imitar Heber Roberto Lopes com trejeitos exagerados, e isso não é legal. Às vezes, o rigor que quer demonstrar fica falso, o que é perigoso numa partida de futebol.

Uma última observação: no final da partida, com os nervos dos atletas à flor da pele, mandou repetir a cobrança de um tiro livre indireto por 3 vezes (todas com pouca diferença do local do impedimento marcado. Na 4a cobrança ele consentiu (e ela estava no mesmo lugar do que das outras vezes…).

Fausto Augusto Viana Moretti e Fernando Afonso Gonçalves de Melo foram muito bem como assistentes, sempre atentos ao jogo. O 4o árbitro Wander Escardine teve trabalho, coibindo os excessos do treinador Luciano Dias no banco e estando sempre ligado no jogo ao mesmo tempo.

Público 548 pagantes.

Renda Bruta: R$ 7.460,00+

Renda Líquida: R$ 2.313,17-

C8rrvn6XsAEv8RY

– Chapecoense x Atlético Nacional: sabe qual seria a homenagem perfeita?

O Atlético Nacional, comovido pelo trágico acidente que vitimou a delegação da Chapecoense, abriu mão do título de Campeão da Copa Sulamericana (pois ele seria declarado campeão) e das premiações de vencedor. Tudo foi entregue como homenagem póstuma ao time de Chapecó.

Claro, o mais importante foram as manifestações de solidariedade. Isso não tem preço.

Mas se o título teve preço… que tal a Chapecoense abrir mão da Recopa Sulamericana, a ser disputada hoje, e retribuir o fair play prestando homenagens aos irmãos da Colômbia e não jogar?

Seria um tributo de iguais proporções.

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Comercial

Anderson Faustino Cordeiro, 35 anos de idade, 6 de carreira, 3o ano na série A3, apitará seu 9o jogo desta divisão na temporada no Jayme Cintra nesta 4a feira. É considerado destaque pela FPF (o último com esse mesmo “cartaz”, Flávio Ribeiro Mineiro, foi mal em Jundiaí). Não o conheço, mas espero que vá bem e surpreenda positivamente.

Fausto Augusto Viana Moretti, 33 anos e Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 36, serão os bandeiras. Ambos bem experientes nessas divisões

Wander Escardine, 40 anos, com muito mais experiência na carreira muitos jogos apitados na divisão, será o 4o árbitro.

Desejo ao quarteto uma boa arbitragem e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Comercial pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 18h00 com o Show de Bola!

getImage.php

– Os Gritos de “Bicha” no Itaquerão resultarão na 3a punição à Seleção Brasileira?

Pela 3a vez, a torcida brasileira praticou gritos homofóbicos nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em jogos da Seleção Brasileira (dessa vez, no Itaquerão em Brasil x Paraguai).

A CBF já foi punida duas vezes. Será pela terceira?

Veja essa postagem de dias atrás sobre esse assunto, que a revivo aqui (extraído do meu próprio blog):

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

bomba.jpg

– O Aeroporto com o busto desfigurado de Cristiano Ronaldo

O Aeroporto da Ilha da Madeira, em Portugal, passou a se chamar Cristiano Ronaldo. E para tanto, uma homenagem com um busto foi feita.

Repare: que cara de bobo, meio vesgo e de sorriso estranho acabou saindo na obra de arte (abaixo na figura):

Faltou bom senso a quem autorizou…

bomba.jpg

– A burra expulsão de Roger Guedes

O Palmeiras é um dos times mais caros do Brasil. Investiu milhões de dólares, é o Campeão Brasileiro e um dos favoritos para a Taça Libertadores da América. Porém… custa gastar um pouco mais para ter um instrutor de arbitragem em seu corpo técnico?

Me impressiona que o jogador de futebol desconheça as regras do seu ofício que é o seu próprio ganha-pão. Em Novo Horizonte, na partida Novorizontino 1×3 Palmeiras, sabendo que já tinha cartão amarelo, Roger Guedes (após fazer um gol) foi comemorar junto à torcida pulando no alambrado “a lá Neto nos anos 90”. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira não havia observado e foi avisado pelo bandeira Emerson Augusto de Carvalho; na sequência, aplicou-lhe o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho.

Após a partida, uma grita geral sobre a Expulsão. Ora, há quanto tempo isso existe? O jogador profissional não sabe?

A queixa é de que a Regra é rigorosa com tal situação (isso é uma outra história a se discutir). Mas sabedor que ela existe, por quê o jogador insiste em descumpri-la? O atleta cavou sua expulsão pelo ímpeto e ainda prejudicou sua equipe.

Veja o vídeo em: http://globoesporte.globo.com/sp/sorocaba/futebol/campeonato-paulista/jogo/02-04-2017/novorizontino-palmeiras/#video-id=5772260

bomba.jpg

– A Expulsão de Fred foi justa?

Excelente decisão do árbitro Igor Júnio Bevenuto (já criticado neste espaço em atuações ruins) ao expulsar Fred (ATL) por agressão a Manoel (CRU), no clássico Mineiro.

Entenda: Fred sobre para tentar cabecear uma bola alçada à área após cobrança de falta e justifica que o braço está aberto para ganhar impulso. Não é isso, o árbitro (bem posicionado) vê a cotovelada desferida propositalmente (Fred atinge de propósito, não é movimento de impulsão) e imediatamente o expulsa. O atacante, sabedor que está errado, fica no chão para tentar ludibriar o juiz.

Parabéns pela prontidão na aplicação do cartão vermelho!

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=_jeO-eubxJc

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Olímpia.

Apesar de um ou outro erro de interpretação de faltas, foi bem o árbitro Roberto Pinelli na derrota do Paulista frente ao Olímpia.

Apresentando as mesmas virtudes do jogo que já houvera apitado no Jayme Cintra contra o Nacional, mostrou uma atuação nada comprometedora, além de melhorar sua performance física. Somente deixou de dar um cartão amarelo a Ingro (PAU) aos 23m por falta temerária no zagueiro Brumati (OLI), além de não marcar uma clara falta do próprio Brumati em Douglas em um lado cego (embora, visível ao bandeira). Foi muito bem na aplicação da Lei da Vantagem.

Sobre os assistentes: Leandro Feitosa foi correto nas muitas marcações de impedimentos e Bruno Bunani esteve bem atento no jogo. Quem teve trabalho foi Gilberto Roque, o quarto árbitro, em ter que conter os excessos fedo treinador Júlio Sérgio.

A lamentar a imagem negativa do jogo: 6 torcedores do Olímpia em campo, sendo que eram 4 senhoras e 2 jovens. Para a segurança naquele tranquilo espaço, havia 6 PMs e 3 fiscais da FPF ali. Que prejuízo!!!

17757433_1649715048389351_3727103386334033052_n

– Esperteza ou Moleza dos Jogadores nas Cobranças de Faltas Rápidas?

Foi há cinco anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

imgres.jpg

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Olímpia

Roberto Pinelli, 41 anos, árbitro que vem atuando com bastante regularidade na série A3, que costuma ser técnica e disciplinarmente bom (embora eu já tenha feito críticas ao seu preparo físico) apitará Paulista x Olímpia pela Rodada 16.

Pinelli esteve no Jayme Cintra semanas atrás, quando apitou Paulista 1×2 Nacional. Naquela oportunidade o jogo não exigiu e ele foi bem, exceto a um lance capital: o gol irregular do adversário na solada no peito do goleiro Iago. Claro que o placar foi justo (apesar desse lance) pois o Paulista jogou mal, mas entendo ter sido um lance de infelicidade do juizão (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1jI).

O bandeira 1 seria Leandro Matos Feitosa (o mesmo do gol em impedimento na partida São Paulo 4×1 Santo André, voltando a trabalhar depois de 1 mês). O bandeira 2 será Bruno Bunani Munhoz, que fará seu 7o jogo na A3 nessa temporada. Gilberto Roque da Silva Pereira será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Olímpia pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Sábado, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

IMG_4486

– Rasgando o regulamento para São Paulo x Linense!

A quem a FPF quer enganar?

Reinaldo Carneiro Bastos disse à ESPN Brasil que não houve inversão de mando no jogo Linense x São Paulo (serão jogadas as duas partidas no Estádio do Morumbi). O mandatário alegou que fez consulta ao departamento jurídico, ouviu os clubes e aceitou o pedido feito pelo próprio presidente do Linense. Justificou ainda que:

Não é inversão de mando, o mando continua sendo do time do Linense. Só o campo que é o Morumbi.

Foi convencido? Eu não!

Quantas partidas a Linense jogou como mandante no Morumbi? Claro que nenhuma. E não adianta dizer que não é inversão de mando, pois até o estádio é do adversário. Nem ao menos se tomou cuidado em escolher o Pacaembu ou a Arena Corinthians, por exemplo.

Imoral! Entendo que o Linense fez isso para aumentar suas receitas, mas esportivamente isso não é decente.

bomba.jpg

– O Paulistão da A1 sem os grandes é A2. E a A2 com eles é A1?

A provocação do título da postagem é perfeita, neste momento que acaba a primeira fase do Paulistão. Se tirarmos os 5 mais fortes times do estado de São Paulo da série A1 (o trio de ferro paulistano, o Santos e a Ponte Preta), o campeonato vira uma série A2. É só assistir aos jogos dos times eliminados e comparar com essa divisão.

A afirmação inversa vale: se colocarmos esses mesmos 5 times fortes na A2, a segundona vira A1 (pelo que os times estão jogando).

Fazendo a relação lógica: sem esses 5 times fortes, os times que sobram da A1 e da A2 são exatamente equivalentes!

bomba.jpg

– Parabéns Tite. Rumo à Rússia!

Excepcional a campanha de Tite nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Fez Phillipe Coutinho render o que rende na Inglaterra, insistiu com Paulinho que mesmo na China tem sido importante no time, ajudou a amadurecer Neymar (que está no caminho certo) e devolveu o carisma à Seleção Brasileira.

O Brasil continuará sendo o único país a participar de todas as edições de um Mundial, e a Argentina, sem Messi, ainda padece. Irá se classificar?

E que tenhamos em mente: não nos esqueçamos que os escândalos da CBF não cessaram com a chegada do treinador. Marco Polo Del Nero continua sendo alvo do FBI!

bomba.jpg

– A Tristeza da torcida do Paulista e a questão do Tombamento do Estádio.

Tive muito cuidado com as palavras para escrever esse texto, magoado pelo fato do estrondoso anúncio do leilão do Estádio Jayme Cintra, propriedade particular do Paulista Futebol Clube, equipe profissional que há mais de um século representa Jundiaí no cenário futebolístico.

Fora a época das parcerias (Magnata, Lousano, Parmalat) o Galo da Serra do Japi sempre esteve com o pires na mão. Nos pós-parcerias o Tricolor da Terra da Uva se virou muito bem por algum tempo. Mas sem parceiro, com inúmeros processos trabalhistas e outras pendengas por tempo tão contínuo, nunca vi tal cenário.

Sem dinheiro, o Paulista vem padecendo. Depois da conquista da Copa do Brasil e do não acesso à série A para o Campeonato Brasileiro, o dinheiro foi sumindo (para onde, não sei) e caindo de divisão nacional ano a ano. No Estadual, resistiu o quanto pode, namorou a A2, casou com ela e a traiu com a A3. E traição custa caro, pois agora briga para fugir da 4a divisão regional.

Todos nós de Jundiaí aprendemos a amar o Paulista! E ao ver o anúncio na Folha de São Paulo do leilão do estádio para 27 de abril, a fim de saldar um montante de R$ 1,4 mi (parte de uma dívida cujo valor REAL do montante nunca se sabe ao certo), deu uma grande angústia.

Como resolver?

O time não tem receitas para se auto-sustentar (as rendas de jogos são negativas, os beneméritos da cidade fazem o possível para que não se feche o clube e empresas não querem investir pois o retorno é incerto). Só existem duas respostas para explicar essa dantesca crise: má gestão ou corrupção nas gestões que deixaram esse triste legado.

As dívidas trabalhistas, muitas delas, foram julgadas à revelia ou mal defendidas. E quando isso acontece, sabe-se que o valor explode!

Na possibilidade de perder o estádio, que está avaliado em R$ 35 milhões de reais (mas no leilão pode ser arrematado por R$ 17,5 a fim de se garantir recursos para pagar os credores), o COMPAC (Conselho do Patrimônio Artístico e Cultural de Jundiaí) tombou o estádio nesta terça-feira à noite em solenidade no Museu Solar do Barão.

Sabe o que isso resolve?

NADA! E escrevo isso com pesar, pois as dívidas continuam as mesmas, só são postergadas mais ainda, como se vinha fazendo (o leilão se deve a 14 ações já julgadas). Quantas outras ações não virão?

A única coisa que acontecerá é que, ocorrendo o leilão, o arrematador fica com o terreno e não pode demolir o estádio. Ora bolas, se o novo dono for “Caxias”, o Paulista perdeu o seu patrimônio do mesmo jeito!

De que adianta o tombamento? Claro que dificulta para um empreendedor oferecer um lance com um imóvel deste porte que não pode ser derrubado. Mas numa área tão valiosa, com tanta gente cobiçando, é ingenuidade que não apareça algum projeto que contemple o estádio com outra utilidade ou um projeto de engenharia que faça alguma coisa.

Se no leilão aparecer comprador, mesmo com o estádio em pé, bye-bye Jayme Cintra, o imóvel não será mais do Paulista. E jogará onde? Na vizinha Campo Limpo Paulista? No campo do simpático Primavera? Como sobreviverá?

Três opções, com alto grau de dificuldade de algumas delas se concretizar:

1 – Um apaixonado investidor arrematar a praça esportiva e permitir que o Paulista continue jogando por lá;

2 – Vender o Estádio e o Terreno (“destombando-se”), e negociando dinheiro e uma nova arena para se jogar;

3 – Pedir a bondosa colaboração dos credores para que adiem seus recebimentos.

Qual a melhor solução?

As únicas que eu não gostaria: que o Paulista não deixe de pagar suas contas (se DEVE, não pode dar calote), não dê o golpe de fechar as portas e voltar como EC Paulista ou Esportivo Paulista de Jundiaí (sacaneando quem tem que receber), nem seja orgulhoso de se associar com potenciais novos parceiros (desde que sejam honestos).

Cá entre nós: há quanto tempo as grandes empresas não investem no time? Ninguém rasga dinheiro, e se não o fazem, é porque não é um bom negócio ou não tem recursos. Mais ainda: desde sempre se procura dirigente competente para tocar o time. Se encontra fácil?

Sou bem tranquilo em escrever o seguinte: Dr Cláudio Levada, Pepe Verdugo, Milton Demarchi, Dr Marco Antonio Dias e outros abnegados (fui cirúrgico nos nomes citados) que dão a cara para bater, só estão lá pela mesma paixão dos torcedores. Ou acham que esses senhores levam dinheiro? Acreditemos: não vale pela dor de cabeça, além de serem pessoas honradas. Pra um lado a grana foi, não se sabe quanto, quando nem para onde, isso é lógico. Mas por quem?

Amigos torcedores, quem desvia grana cai fora e se faz de morto. Quem gere mal não põe seu trabalho no curriculum. Depois dessa tormenta, é necessário que se faça uma rigorosa auditoria para achar os culpados (e infelizmente nem dinheiro para isso se tem!).

A questão é: até quando o Paulista Futebol Clube irá resistir? Não se tem administradores profissionais à porta para entrarem no clube e com suas experiências de gestores salvarem o Galo. Mas para que isso aconteça, é preciso que as forças vivas da cidade, diretoria e torcedores se unam. Não precisam se amar, precisam se TOLERAR nesse momento.  Somente assim nosso querido time poderá permanecer com os aparelhos ligados na UTI. Sair do hospital somente se um Roman Abramovich aparecer aqui ou outro mecenas qualquer.

Força Galo, “pois tu és Paulista, de Jundiaí!”.

Vou parafrasear meu amigo Matias Souza: “Todo mundo tem uma opinião, respeito, e essa é a minha”.

bomba.jpg

– A Tecnologia muda o placar de França x Espanha!

Em um jogo-teste para o uso do árbitro de vídeo, jogaram França x Espanha no Estádio Saint-Denis. Sem a ajuda da tecnologia, o placar seria 1×1. Mas com a ajuda do árbitro de vídeo (VAR), o juiz alemão Felix Zwayer deixou de cometer dois erros e o placar final foi de 0x2.

A França marcou com o atacante Griezmann. Felix Zwayer iria validar o gol mas recebeu a informação de que estava impedido. Ainda entre as comemorações, rapidamente anulou o gol. Seria 1×0 para o time da casa!

Mais tarde, a Espanha abriu o placar com David Silva. O que seria 1×1 senão fosse o VAR, estava sendo legitimado como 0x1. Só que aí surgiu outro lance polêmico, onde Deulefeu marcou o segundo gol para os espanhóis e o juiz estava anulando, até que novamente entrou o árbitro de vídeo em ação e avisou que o gol era válido. Portanto, voltou atrás e deu o gol, também rapidamente.

Placar final: França 0x2 Espanha. Sem o VAR, o juizão alemão teria determinado 1×1.

Tem dúvida ainda sobre a necessidade da tecnologia no futebol?

bomba.jpg

– Que não se apoie Luís Fabiano!

Ok, concordo que foi péssima a arbitragem do árbitro Luiz Antonio Silva Santos, o folclórico “Índio” no importante Clássico dos Milhões disputado em Brasília. Tanto Vasco quanto Flamengo reclamaram dos erros do juiz.

O que me chama a atenção é o seguinte: muita gente contestou a expulsão do atacante vascaíno pois o árbitro leva a peitada e força o desequilíbrio para trás. A “corridinha de ré” não enganou ninguém, foi “simulação do árbitro”. Mas por isso deixará de expulsar o jogador?

É claro que não! Uma “peitadinha” ou uma “peitadona” não deixa de ser peitada e tem que receber o cartão vermelho. O relato dessa intensidade é que determinará uma pena menor ou maior.

Aliás, veterano como é, mais uma expulsão do “Fabuloso”… nem a idade o ensina?

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=xUKRhRMO_58

– O Bom Senso da Conmebol! Para esquecer a exigência da Regra…

Que ótima notícia: a decisão da Recopa Sulamericana entre Chapecoense x Atlético Nacional poderá ser realizada na Arena Condá (cuja lotação é de 22.000 torcedores). O regulamento prevê uma praça esportiva com ao menos 40.000 lugares.

O time de Chapecó pediu a compreensão da entidade a fim de demonstrar agradecimento pelas ações humanitárias promovidas pelo time de Medellin no trágico acidente da La Mia (esse jogo será em 04 de abril).

Muito bom que exista ainda sensibilidade à Confederação Sulamericana.

bomba.jpg

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Marília x Paulista

Para o importante jogo da 15a rodada da Série A3, teremos uma arbitragem bem experiente: Eleandro Pedro da Silva, natural de Guararema-SP, 20 anos de carreira e 41 de idade, apitará Marília x Paulista.

Eleandro já ficou entre os “possíveis árbitros Ouro do Paulistão” nos anos 2005 – 2010, quando existia o ranking da arbitragem, mas não conseguiu ficar na elite.

Prima pela experiência na FPF e em jogos amadores, mas é irregular disciplinarmente (às vezes fica “só no amarelo”). Fisicamente, tem bom porte físico, embora seja hoje veterano. Se levar o jogo com muita seriedade do 1o ao último minuto, pode fazer uma ótima partida (só não pode relaxar, como já acontecera vez ou outra me seus jogos.

Márcio Dias dos Santos e Samuel Augusto Vieira Paião serão os seus assistentes. Rogério Gustavo Garcia será o quarto-árbitro.

Desejo ótima arbitragem e um grande jogo para as equipes!

bomba.jpg

Sabe onde encontrei a foto desse ingresso? No site Mercado Livre! Está a venda esse “ingresso de colecionador” a R$ 1,99.